Revisão: Legion

Legion é uma amálgama difícil de descrever, uma trip psicadélica multi-género, visualmente cativante e revolucionária. Noah Hawley, o homem que não deve dormir, guia-nos num novelo que se desenrola com um bom gosto incrível e faz Brilhar Aubrey Plaza e Dan Stevens, numa série capaz de voar sobre um ninho de cucos.

Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

31 de março de 2012

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 67 )

Hoje, neste Garganta Afinada, trazemo-vos uma banda holandesa. Parecemos a ONU nós.. Sendo 100% honestos, conhecemos os Di-rect através dos Morangos com Açúcar. A partir de aqui, qualquer coisa que se escreva, não pode ser pior. Os Di-rect formaram-se em 1999 e tiveram Tim Akkerman como vocalista e principal rosto do projecto durante dez anos. Em 2009, Akkerman decidiu seguir a solo (deixamos por isso neste Top 3 músicas dele) e os Di-rect passaram a ter Marcel Veenendaal como vocalista. Não é mau, mas não é a mesma coisa. Se digitarem no Youtube "live acoustic di-rect" aparecer-vos-ão 27 músicas desta banda holandesa num grande concerto. Directamente do país das tulipas e dos moinhos para este Top 20, os Di-rect:

TEMA : DI-RECT



1. Di-rect - Inside my Head
2. Di-rect - Don't Kill Me Tonight
3. Di-rect - A Good Thing 
4. Di-rect & Wibi Soerjadi - Blind For You 
5. Tim Akkerman - Blind 
6. Tim Akkerman - Nonzero 
7. Di-rect - Cool Without You 
8. Di-rect - She 
9. Di-rect - Bring Down Tomorrow 
10. Di-rect - Why Did It Come to an End 
11. Di-rect - Free 
12. Di-rect - Sell Your Soul 
13. Di-rect - I Forget Your Name 
14. Di-rect - Times are Changing 
15. Di-rect - This Is Who We Are 
16. Tim Akkerman - Catch the Sun 
17. Di-rect - I Can't 
18. Di-rect - Let Me Go 
19. Di-rect - Hold On 
20. Di-rect - Get Away 

29 de março de 2012

Sporting 2 - 1 Metalist

O Sporting acabou de dar o primeiro passo rumo às meias-finais da Liga Europa, vencendo o Metalist por 2-1 em Alvalade, num jogo em que podia muito bem ter ganho por 2-0 e, com algum azar acabou por deixar a eliminatória em aberto para a 2ª mão frente a uma equipa com um ataque perigoso e imprevisível, tipicamente sul-americano.

    Depois de várias notícias que insinuavam que Izmailov, Diego Capel e até Daniel Carriço não iriam jogar hoje por terem estado ausentes dum treino, acabaram por jogar todos. Segundo o Sporting avançou há pouco Izmailov e Capel estavam em dúvida devido a uma gastroenterite e Carriço teve uma faringite. Ou então foi tudo "bluff". O Sporting apresentou-se com o seu melhor onze neste momento, disposto a lutar contra a equipa com o ataque mais concretizador da Liga Europa. O Metalist dispôs-se em campo como seria expectável, deixando Marko Devic para ser lançado na 2ª parte, como costuma resultar.

    Na 1ª parte assistiu-se a um jogo muito disputado a meio-campo e alguns jogadores do Sporting iam cometendo alguns erros, deixando fugir Cristaldo e sobretudo Taison, em lances que acabavam normalmente serenados, veja-se bem, por Polga. Não se pode escrever muito e gabar muito a primeira parte, até pensando no que trouxe o segundo tempo. Os primeiros 45 minutos ficaram marcados pelo entrosamento táctico das 2 equipas, por muitas perdas de bola e recuperações de bola de parte a parte, com ligeiro ascendente do Metalist e boas exibições de Cleiton Xavier, Obradovic e Daniel Carriço.

    Ao intervalo, não sei o que Sá Pinto disse aos jogadores. Mas resultou. O Sporting entrou claramente mudado animicamente na segunda parte e, conseguindo mais espaço entre o meio-campo e a defesa do Metalist, começou a criar perigo com Diego Capel e Matías, apoiados sistematicamente por Insúa. Foi precisamente num lance entre Insúa e Capel que resultou o primeiro golo do jogo. A ala esquerda do Sporting combinou bem e Capel cruzou para Izmailov aparecer no sítio certo a finalizar. Acho muito difícil alguém não gostar de Izmailov como jogador.
    O Sporting ganhou confiança com o golo e começou a soltar a criatividade dos elementos da frente, tendo Matías rematado forte e com perigo para boa defesa de Goryainov. Até ao segundo acontecimento marcante do jogo, foram exibidos muitos cartões (Carriço em falta bem feita, Cleiton Xavier, Gueye entre outros) e foi precisamente duma falta à entrada da área cometida por Papa Gueye que resultou o golo de Insúa. Livre frontal, Schaars deu um ligeiro toque e Insúa encheu o pé para um 2-0 muito festejado. Grande ambiente em Alvalade por essa altura.

    Após o 2º golo sportinguista, Markevich (que passou grande parte do jogo afundado no seu banco de suplentes) decidiu lançar Devic e o Metalist começou a tentar assumir o jogo, procurando marcar um golo que o deixasse na corrida pelo jogo e pela eliminatória. Sá Pinto leu bem o jogo nas substituições que fez, preparando a equipa para estar mais forte em saídas rápidas, mas a meu ver errou em retirar Daniel Carriço, que estava a fazer um grande jogo. Em todo o caso, o Sporting até foi tendo alguns lances em que podia ter dado outro seguimento, mas por houve sempre qualquer coisa que impediu os jogadores de combinarem bem e matarem o jogo.
    O Metalist ia criando perigo, assumindo a posse de bola e pondo Rui Patrício à prova. Evitou o golo de Taison, evitou (numa grande defesa) o golo de Devic, tirou o golo a Sosa e depois novamente a Devic. No início do tempo de compensação, Rui Patrício fez mais uma grande defesa a um remate de meia distância e na recarga acabou mesmo (infelizmente) por derrubar Devic. Na conversão da grande penalidade, Cleiton Xavier não vacilou e deixou o Metalist com hipóteses de passar. O Sporting ganhou, o que é obviamente bom, mas ficou aquela sensação de que o 2-0 esteve tão perto, e deixaria a balança bastante mais favorável para o Sporting.
   
    De qualquer forma, o Sporting mostrou bom futebol (na segunda parte) e, apesar de não contar com Carriço na segunda mão, está melhor posicionado para passar. O Metalist vai dificultar a vida ao Sporting mas a boa notícia é que, até aqui, a equipa ucraniana revelou-se na maioria das vezes mais perigosa fora de portas. Uma coisa é certa, vai ser um bom jogo de futebol na próxima quinta-feira. E esperemos que o Sporting continue a ganhar pontos para o nosso país.

    No jogo de hoje, o Metalist teve em Taison o seu maior desequilibrador. Foi uma dor de cabeça para João Pereira e, apesar da sua apetência para fugir bem no flanco, acho que lhe faltou pisar zonas mais centrais (num 4-4-2 mais assumido ao lado de Devic ou Cristaldo). Obradovic fez uma boa primeira parte, mas caiu muito na segunda, tal como Cleiton Xavier que tacticamente esteve impecável nos primeiros 45 minutos, sendo que acabou por marcar de penalty o golo que deixa a eliminatória em aberto. Cleiton Xavier que foi jogador do Sporting, mas que nunca jogou oficialmente.

    No Sporting o colectivo hoje foi forte, na segunda parte claro. João Pereira acabou por ser o elemento com a prestação menos positiva, fruto do bom jogo de Taison. Rui Patrício não merecia ter cometido o penalty que cometeu e ter sofrido o golo que sofreu. Espero que defenda a baliza de Portugal no Euro-2012 como fez hoje. Schaars já se sabe que nunca dá para criticar, pela regularidade e precisão em tudo o que faz, associada à sua entrega, Matías só apareceu na segunda parte no melhor período do Sporting, tal como Capel, Izmailov apareceu no sítio certo para desbloquear o jogo, Daniel Carriço fez um enorme jogo (acho mesmo que é melhor médio defensivo do que central) e Insúa foi o homem do jogo. Esteve nos 2 golos e personificou bem a vontade do Sporting em seguir em frente. Ver Emerson na terça-feira e ver o Insúa hoje… MP

Outros Jogos Liga Europa: O AZ ganhou em casa por 2-1 ao Valência (Holman e Martens marcaram pelo líder do campeonato holandês, e o turco Mehmet Topal marcou pelo Valência, num jogo que está em aberto e terá uma 2ª mão bem interessante); O Atlético Madrid ganhou também 2-1 ao Hannover 96 (a equipa de Simeone adiantou-se por Falcao, deixou Diouf empatar o jogo e só aos 89 minutos é que conseguiu garantir a vitória através dum golo de Salvio, jogador que tinha feito falta no Benfica-Chelsea); o grande jogo desta Liga Europa foi o Schalke 2-4 Athletic Bilbao (Raúl marcou os golos do Schalke, mas Llorente por 2 vezes, De Marcos e o jovem Muniain mostraram a força basca e o porquê do Bilbao de Bielsa já ter a reputação que tem a nível europeu). Serão bons jogos as segundas mãos.
PS: Bons golos de Salvio, Holman (AZ), o 2º de Raúl e os dois últimos golos do Bilbao.


Sporting 2 - 1 Metalist

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Xandão, Anderson Polga, Insúa; Daniel Carriço (Renato Neto), Schaars, Matías Fernàndez; Izmailov (Carrillo), Diego Capel (Jéffren), Wolfswinkel.
Treinador: Ricardo Sá Pinto

Metalist: Goryainov; Villagra, Gueye, Torsiglieri, Obradovic; Cleiton Xavier, Torres, Blanco (Marlos); Sosa (Valyayev), Taison, Cristaldo (Marko Devic).
Treinador: Myron Markevich

Golos: 1-0 51’ Izmailov; 2-0 64’ Insúa; 2-1 90’ Cleiton Xavier (pen.)

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Insúa.

Tenho a Barba Por Fazer e estes Filmes Deves Ver

Já há algum tempo que não recomendamos filmes, penso que desde a altura dos Óscares, mas não morremos cinefilamente. Tanto eu como TM continuaremos a sugerir nestes "Tenho a Barba Por Fazer e estes Filmes Deves Ver" o que nos for dando na tola. E é precisamente esse o problema da personagem do primeiro filme - não consegue controlar a tola. Qual? Ambas. Ambas? Sim, ambas.. Em "Shame", Michael Fassbender interpreta um obssessivo/ compulsivo em sexo. Um filme sério, pesado, chocante e impressionante, realista e sem tabus que fica marcado pelo grande papel do actor alemão. Para além de "Shame", sugiro ainda "We Need to Talk About Kevin", um thriller ficcional baseado numa obra de Lionel Shriver e que explora o drama duma mãe recordando o crescimento do seu filho até ele se tornar um psicótico e perigoso jovem. Com potencial para filmes de culto, sugeri-os aqui. Mas nós voltaremos (riso maléfico)!

Shame

Realizador: Steve McQueen
Argumento: Abi Morgan, Steve McQueen
Elenco: Michael Fassbender, Carey Mulligan
Classificação IMDb: 7.9

Sugerir “Shame” espero que não me rotule como obsessivo/ compulsivo em sexo como a personagem de Michael Fassbender neste filme. Steve McQueen fez um filme que em alguns momentos se torna muito parado, mas que no geral consegue mostrar bem a cabeça duma pessoa obcecada em sexo, fruto duma infância perturbadora (cuja génese da perturbação nunca é revelada). Brandon Sullivan (Michael Fassbender) é um empresário bem-sucedido de 30 e tal anos de Nova Iorque, cuja vida se pauta pela rotina e por padrões comportamentais diários, desconhecendo toda a gente que ele se debate todos os dias com uma compulsão sexual que o torna completamente dependente, impedindo-o de manter uma relação normal com uma mulher e perdendo o controlo ao deparar-se com todo o tipo de emoções. A chegada de Sissy (interpretada por Carey Mulligan), irmã de Brandon, também ela perturbada mentalmente, adultera todo o critério e rigor presentes no dia-a-dia de Brandon e impede-o de ser como é (masturbar-se constantemente, ver ponografia, seduzir mulheres unicamente para alimentar o seu vício, etc.), o que o transtorna e fá-lo desesperar. 
    Ao longo do filme, Steve McQueen consegue captar a essência da mente deturpada de Brandon, deixando-nos de certa forma angustiados, chocados ou impressionados com as proporções que toma a doença de Brandon. Em certos momentos McQueen consegue mostrar que Brandon faz o que faz não por prazer, mas sim por desespero. Porque sente alívio ao fazê-lo, e as expressões faciais de Michael Fassbender ao longo do filme atestam isso mesmo. O filme acaba por ser, em certa medida, polémico, intenso e atrevido pela forma como aborda um tema difícil de ver no grande ecrã sem preconceitos e da forma mais realista possível. “Shame” tem momentos que marcam, como Brandon correndo e ouvindo Bach para se acalmar, o desespero no rosto de Brandon já perto do filme satisfazendo o seu vício, a forma como Brandon sente repulsa ao pensar que outros homens podem fazer com a sua irmã o que ele faz com todas as mulheres e ainda o olhar da personagem principal na última cena do filme, passível de 2 interpretações, mas que parece revelar que Brandon se sente, de facto, envergonhado de ser como é. O alemão Michael Fassbender é sem dúvida alguma um dos grandes actores do cinema actual e faz um grande papel neste filme, digno de nomeação para óscar. Se eu o considerava um “actor do c******”, a verdade é que é precisamente essa parte dele que quem vê o filme vê-se obrigado a ver, o que é chato. Mas de resto vale a pena ver. 
   Nem toda a gente gostará de “Shame”, não é um filme fácil, mas a meu ver trata-se duma obra-prima moderna e dum filme sincero – sofremos com Fassbender e vemos como um vício pode corromper e destruir alguém, tornando-nos incapazes de sentir. Um filme sobre sexo, prazer, solidão e desespero. E Fassbender continua a marcar pontos.
We Need to Talk About Kevin

Realizador: Lynne Ramsay
Argumento: Lynne Ramsay, Rory Kineear, Lionel Shriver
Elenco: Tilda Swinton, Ezra Miller, John C. Reilly
Classificação IMDb: 7.7

Quando acabei de ver “Drive” senti que tinha acabado de ver um filme que reunia condições para daqui a uns anos ser um filme de culto. Com “We Need to Talk About Kevin” senti a mesma coisa. Na obra em que o filme se baseia, a escritora Lionel Shriver optou por escrever na 1ª pessoa, assumindo a postura da mãe (Eva) escrevendo sob a forma de cartas para o marido desta. Já no filme, Lynne Ramsay (realizadora e co-argumentista) optou por montar a coisa doutra forma – optaram por uma estrutura complexa, desarticulada, um bocado como um pesadelo é, mostrando com analepses e prolepses a época anterior e posterior a um marcante acontecimento da história desta família. O filme inicia-se numa “tomatada” em Espanha e tem precisamente o objectivo de mostrar que a cor vermelha dominará o filme. Basicamente, Eva interroga-se se terá ou não culpa da pessoa que o seu filho (que ela nunca desejou realmente ter) se tornou, e dum acto em concreto que ele cometeu. O filme acompanha o crescimento de Kevin, o filho de Eva, e o quotidiano familiar duma família onde o pai é um pai desligado e que acha que tudo está sempre bem, e Eva não consegue criar laços com o filho Kevin, que tem tudo o que quer mas que não acredita ter um lugar no mundo, revelando-se perturbado e mau, mas inteligente e metódico.
   A nível de realização, Lynne Ramsay faz um grande trabalho, conduzindo este thriller da melhor forma, levando o suspense até ao fim e permitindo a construção de todo o puzzle só no fim do filme. Tilda Swinton interpreta a mãe Eva, foi nomeada para um globo de ouro, mas merecia também perfilar nas nomeadas para o óscar. Já Ezra Miller, jovem actor de 19 anos, faz um excelente papel e também podia bem ter sido nomeado para melhor actor secundário, dando vida ao psicótico e perigoso Kevin. O actor Ezra Miller disse em entrevista, sobre a sua personagem, “Ficaria com muito medo de ser amigo de alguém como o Kevin. O mal vive dentro das pessoas, devemos saber que somos capazes do bem e do mal” – eu também teria medo do Kevin, mas isso é porque eu sou muito medricas. Nunca tinha escrito medricas. Adiante. Kevin é precisamente uma pessoa, como tantas que existem por aí, com um fundo mau. O norueguês Breivik é um caso semelhante a esta personagem – alguém perturbado, metódico e cruel. Em suma, “We Need to Talk About Kevin” é um dos últimos grandes filmes que vi e acho que, imitando um pouco o título, toda a gente precisa de falar um bocadinho sobre este filme. MP

28 de março de 2012

Novo Anúncio BES - Mudança de Vida

Ontem o BES lançou uma nova publicidade. Com Cristiano Ronaldo como figura central, como sempre, a campanha procura inspirar-nos, levar-nos a arriscar, a acreditar em nós mesmos e a fazer algo pelo nosso futuro. Ocasionalmente, há boa publicidade em Portugal. E, se não pensarmos no dinheiro que Ronaldo ganhou para dizer 3 palavras "Investe em ti", é um anúncio que marca. Criativo, com um bom background sonoro, boa fotografia, boa história (a de CR7) e boa mensagem.


Não interessa se és novo ou velho, se tens muito ou pouco.
Não interessa donde vens, mas sim para onde vais.
Na tua vida, há um momento.
Um momento em que percebes que essa vida é tua, que podes mudá-la,
Um momento em que decides ter o futuro nas mãos, torná-lo mais teu.
Agarra esse momento. Aproveita-o. Trilha o teu caminho. Acredita em ti.
No teu potencial.
Porque há um dia na tua vida em que decides mudar a vida.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 66 )

Quem é Dallas Green? Muita gente não sabe, e não sabe também o que está a perder. Músico canadiano e capaz de tocar um enorme conjunto de instrumentos, Dallas Green integrou os Alexisonfire entre 2001 e 2011 e desde 2005 até hoje tem um projecto totalmente seu (vai-se fazendo acompanhar por outros músicos  nas gravações em estúdio e ao vivo, apesar de toda a escrita das músicas e letras ser dele) cujo nome é City and Colour. "City" pelo facto de o nome dele ser Dallas e "Colour" pelo facto do apelido dele ser Green, uma cor. É para nós honestamente um dos melhores músicos da actualidade e se pudéssemos escolher 10 bandas para ver ao vivo entre as que ocupam o actual panorama musical, City and Colour certamente estaria incluído nesse lote. Tremendamente regular na qualidade das suas músicas, Dallas Green tem uma voz diferente de todas as outras e temos esperança que nos próximos anos algum festival o traga cá. Aqui fica, um top bastante difícil de ordenar por todas as músicas serem boas, das 2 bandas que integrou/integra Dallas Green:

TEMA : DALLAS GREEN


1. City and Colour - Hello, I'm in Delaware
2. City and Colour - Sleeping Sickness
3. City and Colour - Love Don't Live Here Anymore 
4. City and Colour - As Much as I Ever Could 
5. City and Colour - Sometimes (I Wish) 
6. Alexisonfire - This Could Be Anywhere in the World 
7. City and Colour - Day Old Hate 
8. City and Colour - In the Water I Am Beautiful 
9. City and Colour - What Makes a Man 
10. Alexisonfire - Rough Hands 
11. City and Colour - Little Hell 
12. Alexisonfire - It Was Fear of Myself That Made Me Odd 
13. City and Colour - Body in a Box 
14. City and Colour - Save Your Scissors 
15. City and Colour - The Girl 
16. Alexisonfire - Happiness by the Kilowatt 
17. City and Colour - Waiting 
18. City and Colour - Casey's Song  
19. Alexisonfire - The Northern (Acoustic) 
20. City and Colour - Like Knives 

27 de março de 2012

Benfica 0 - 1 Chelsea

    Fizeram hoje 6 anos desde a última vez que o Benfica esteve nos quartos-de-final da Liga dos Campeões e fizeram também 6 anos desde que uma grande penalidade clara ficou por marcar na 1ª mão, no Estádio da Luz. A diferença é que o Benfica-Barcelona deu em nulo e hoje, injustamente, o Benfica perdeu por uma bola.

    O 11 do Benfica não era bom. E digo isto pelo simples facto de Emerson constar no 11 inicial. Basta este humano estar em campo para os adeptos temerem todos os ataques feitos pela esquerda. Olhando para o 11 do Chelsea, uma pessoa normal pensaria que estariam a fazer gestão de esforço. Mas não. Di Matteo estudou o Benfica ao pormenor, colocou uma táctica sólida e defensiva e obteve frutos... Muito à custa do lento (para ser brando) Emerson. Mas já lá iremos.

    A primeira parte não teve muitas oportunidades de golo. Senti que os dois treinadores estavam mais interessados em não sofrer golos do que em marcá-los. A primeira oportunidade de golo pertenceu ao Benfica. Bruno César num grande passe isola Cardozo, este domina de peito e remata ao lado. Depois houve ainda outro lance de Bruno César, que se fartou do fraco apoio, furou para o centro e rematou à figura de Petr Cech. O Chelsea respondia... pelo lado esquerdo. Ramires serviu Torres e o espanhol acabou por rematar por cima, após ter trabalhado bem sobre defesa encarnada. Ainda houve tempo para o remate potente de fora de área de Raúl Meireles que lhe é tão característico, com Artur a corresponder com uma boa defesa. E assim terminava o primeiro tempo. Um jogo equilibrado e com as duas equipas um pouco receosas. Faltou agressividade sobretudo ao Benfica pois estava a jogar em sua casa.

    A segunda metade começou com um lance extremamente perigoso para a baliza de Petr Cech. Lançamento longo de Maxi Pereira, Meireles acaba por amortecer para Cardozo e o paraguaio puxou o pé atrás e mandou um valente patardo de força que só foi parado pelo peito de David Luiz muito perto da linha de golo. Depois, provou-se mais uma vez que os árbitros de baliza não servem para nada a não ser para serem pagos. Maxi insiste pela direita, tenta um cruzamento e Terry acaba por cortar a bola com a mão. E este momento remontou-me a 28 de Março de 2006, quando o jogador do Barcelona Thiago Motta cortou a bola com a mão dentro da área. Esta grande penalidade também não foi assinalada apesar de, como a de Terry, todos  terem visto (a capa do jornal Record até continha o título «Eu vi. Tu viste. Ele não viu.»). Praticamente no lance a seguir, Luisão não saltou e deixou a bola passar para o espanto de Jardel. Mata aproveitou, tirou Artur do caminho e rematou ao poste. Luisão ficou a "puxar as orelhas" a Jardel, mas o erro foi do capitão ao ter deixado passar a bola sem nada ter dito. O Benfica não desistia e continuava à procura do golo. Gaitán, que até esteve bem no jogo, centrou e Jardel obrigou Cech a uma boa defesa num bom cabeceamento.

    Pouco depois, surge o golo do Chelsea. Jogada de ataque do Benfica pela esquerda, Emerson não se entrosou na jogada, perdeu a bola deixando-se antecipar e depois não teve rins para Ramires (também não é difícil passar pelo Emerson... creio que até o Marco Ferreira ou o Beto passavam por ele). O ex-jogador do Benfica deu para Fernando Torres e desta vez, conseguiu safar-se bem da carga de ombro de Jardel. O espanhol correu até à linha e acabou por assistir Kalou que apenas teve que encostar.

    O Benfica tentou empatar mas já era tarde demais. E engane-se quem diz que o Chelsea não soube como é que ganhou este jogo. Di Matteo sabe muito bem como o ganhou. Defendeu muito bem e usou e abusou do cancro do plantel encarnado - Emerson. Era pelo lado esquerdo do Benfica que Ramires e Torres faziam o que queriam de Emerson. Só não fizeram mais porque Jardel fez um grande jogo e parou muitas vezes o avançado espanhol exemplarmente. Emerson não tem categoria para vestir a camisola do Benfica e até me faz sentir saudades de César Peixoto. É o pior defesa esquerdo que o Benfica teve nos últimos anos (Coentrão, Léo e até Dos Santos e Fyssas eram melhores) e só Jorge Jesus não vê isso. Está na hora de Jesus deixar de ser casmurro e começar a colocar um defesa esquerdo ao invés de começar o jogo com 10. Prefiro muito mais um defesa limitado mas inteligente e experiente como Capdevila do que um jogador limitado e sem cérebro que prejudica a equipa tanto no ataque como na defesa como Emerson. Sinto-me triste por ter este jogador numa equipa como o Benfica e hoje no Estádio da Luz questionei-me a MP sobre o que teríamos feito de mal para ter Emerson como lateral esquerdo titularíssimo.

    Posto isto, os destaques vão sobretudo para a defesa do Chelsea que esteve exemplar. David Luiz fez um jogo extraordinário e foi o melhor em campo. Mikel segurou bem o meio campo e Ramires correu, correu, correu e correu. Grande jogo de outro ex-jogador do Benfica. Quando Torres se encostava a Mata, saíam alguns pormenores interessantes. No lado do Benfica, Maxi Pereira jogou como sempre com muita raça e querer suando a camisola até não poder mais. Jardel esteve exemplar. Parou muitas vezes Fernando Torres e no jogo aéreo também esteve muito bem. Gaitán estava em noite «Sim» e era uma carga de trabalhos para a defensiva do Chelsea. Aimar saiu demasiado cedo (no meu entender), mas até à sua saída livrava-se bem dos jogadores do Chelsea, criando alguns espaços. Witsel também não esteve mal, segurou bem o meio campo, porém, pedia-se que arriscasse mais.

    O Benfica vai a Londres em desvantagem por uma bola, mas nada está perdido. Se os jogadores encarnados jogarem «à Benfica», podem dar a volta em Stamford Bridge. Este Chelsea não me convenceu minimamente e não é em nada superior ao Benfica (excepto na posição de defesa esquerdo). Apesar da derrota, sinto-me confiante na passagem. O Benfica tem necessariamente que marcar, pelo menos, 2 golos. E estando em desvantagem desde início, pode ser que os jogadores demonstrem o quanto valem e que não são em nada inferiores às estrelas do clube londrino. TM

Curiosidade: No fim do jogo, Ramires encaminhava-se meio acanhado para o túnel (possivelmente por achar que tinha menos carisma que David Luiz no Benfica) quando David Luiz o agarra e lhe pede para agradecer o carinho dos adeptos do Benfica. E assim foi... Os dois ex-jogadores permaneceram no centro do relvado (enquanto todos os outros já tinham recolhido aos balneários) e foram aplaudidos de pé por todo o estádio. Profissionais dentro de campo, mas um clube como o Benfica não se esquece...



Benfica 0 - 1 Chelsea

Benfica: Artur; Maxi, Luisão, Jardel, Emerson; Javi(Nolito), Witsel, Aimar(Matic), B. César(Rodrigo), Gaitán; Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus.

Chelsea: Cech; P. Ferreira(Bosingwa), David Luiz, Terry, Cole; Mikel, Meireles(Lampard), Ramires, Mata, Torres; Kalou(Sturridge).
Treinador: Di Matteo.

Golos: 0-1 75' Kalou.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": David Luiz.

26 de março de 2012

Braga 2 - 1 Académica

Temos novo líder na Liga ZON Sagres. O Braga venceu a Académica de Coimbra num jogo sofrido e ultrapassou Benfica e Porto na classificação, tornando-se líder à 24ª jornada e alcançando a 13ª vitória consecutiva na liga.

    Para o jogo desta noite, surgiu nos convocados do Braga o extremo direito Alan. No entanto, Alan ficou na bancada, provavelmente guardando a sua criatividade e capacidade como actor para os lances do próximo fim-de-semana com Javi García. Miguel Lopes foi titular, substituindo o lesionado Leandro Salino.

    Pode-se dizer que o jogo teve duas partes completamente diferentes. A Académica até entrou bem no jogo, pressionante, mas o Braga foi tomando conta do jogo de mansinho. Aos 18 minutos Hugo Viana teve um livre directo descaído para a direita e rematou forte e bem para uma boa defesa do guarda-redes Peiser. A produção ofensiva do Braga não parava e Hugo Viana ameaçou a baliza novamente, saindo o remate por cima. Depois foi Lima a criar perigo, mas Flávio Ferreira salvou a Académica. 

    Aos 36 minutos, o inevitável aconteceu - Miguel Lopes cruzou largo a partir da direita, a bola sobrevoou toda a defesa da Académica e o pequeno Mossoró cabeceou de forma menos ortodoxa mas eficaz e bem, não dando hipóteses a Peiser. A Académica acusou o golo e a total superioridade do Braga nessa fase do jogo, e ficou a ver o Braga jogar. O Braga aproveitou e, depois de Mossoró e Lima quase marcarem, construíram juntos o 2º golo do jogo. Mossoró fez um grande passe, desmarcou Lima, o avançado brasileiro tirou Peiser da frente e rematou para um bom golo da equipa bracarense. Ao intervalo, o jogo parecia não ter volta a dar e o Braga via-se confortável a dominar o jogo por completo.

    No entanto, a segunda parte foi bem diferente. Apesar de no início o Braga até ter quase chegado ao golo, primeiro num cabeceamento de Custódio e depois num cruzamento de Hugo Viana a que Mossoró não conseguiu chegar, o Braga começou a baixar a sua intensidade e qualidade. Aos 55 minutos, Habib teve que sair por não estar bem fisicamente, e entrou David Simão.
    Diogo Valente teve também que sair, entrando Saulo, e logo a seguir quando o placar marcava os 62 minutos aconteceu o momento do jogo - David Simão viu-se com a bola à entrada da área do Braga e encheu o pé para um grande golo sem hipóteses para Quim. Um remate a 106km/h, que acabou por virar o jogo animicamente.

    A verdade é que a partir daí, tirando um cabeceamento de Nuno André Coelho, só deu Académica. Nos 10 minutos finais, azar da Académica e mérito da defensiva bracarense e de Quim permitiram que o resultado se mantivesse em 2-1. Primeiro, após um canto Reiner e Edinho não conseguiram rematar no meio duma grande confusão. Depois, após um canto um jogador da Académica cabeceou ao poste e logo no minuto seguinte Quim fez uma defesa que valeu pontos, após cabeceamento de Reiner. O jogo acabou num grande ambiente e os jogadores do Braga festejaram efusivamente o facto de estarem em 1º lugar da liga.
    A Académica podia até ter chegado ao empate, mas quem ganhou foi o Braga, que no conjunto do jogo teve realmente mais oportunidades, dominou toda a 1ª parte e marcou mais golos.
    Leonardo Jardim assumiu de certa forma pela 1ª vez o desejo de ser campeão ao afirmar que pretende alcançar o melhor lugar no pódio, e Hugo Viana (que quase se babou a falar do golo de David Simão) continua a afirmar que o Braga não é melhor que ninguém e que não é candidato. Uma coisa é certa, o Braga está em 1º lugar, está numa sequência de 13 vitórias seguidas e é neste momento a equipa a nível interno mais competente e regular a jogar futebol.

    No jogo de hoje, o melhor em campo foi o brasileiro Márcio Mossoró. O médio ofensivo marcou um bom golo de cabeça e fez um grande passe para Lima fazer o 2º. Para além de ter estado directamente relacionado com os 2 golos do Braga, participou em muitos outros lances e o melhor Braga existiu enquanto Mossoró esteve fresco e mais activo; entre os outros jogadores bracarenses destaque para Miguel Lopes que fez um excelente jogo a lateral direito, apoiando o ataque constantemente, Lima (que se isolou novamente como melhor marcador) e a dupla Custódio/ Hugo Viana não sabe jogar mal neste Braga actual. Quim, com uma defesa crucial, acabou por ter a sua importância neste jogo.

    Do lado da Académica, David Simão foi o único capaz de fazer a bola entrar dentro da baliza de Quim. O médio emprestado pelo Benfica marcou um grande golo, num remate forte e colocado. O Benfica e os seus jogadores emprestados e úteis (Obrigado Melgarejo)... De resto, hoje Reiner esteve bem e o defesa adaptado Flávio Ferreira apresentou-se mais uma vez a bastante bom nível. Parece-me honestamente melhor a central do que a médio centro, a sua posição de origem.

O Braga está a viver uma época de sonho, mas terá agora dois jogos determinantes nas duas próximas jornadas, indo à Luz jogar com o Benfica no próximo sábado (cheira-me que Alan será lançado a titular nesse jogo) e recebendo o Porto no fim-de-semana seguinte. Como benfiquista, espero naturalmente que o Benfica seja campeão, mas espero que este Braga fique no 2º lugar. Merece. E o Porto é o que se vê este ano. Grandes jogos em perspectiva no nosso campeonato, e o Barba Por Fazer acompanhará tudo de perto. MP

Braga 2 - 1 Académica

Braga: Quim; Miguel Lopes (Vinícius), Douglão, Nuno André Coelho, Elderson; Custódio, Hugo Viana, Márcio Mossoró (Djamal); Paulo César (Ukra), Hélder Barbosa, Lima.
Treinador: Leonardo Jardim

Académica: Peiser; Cédric, Reiner, Flávio Ferreira, Nivaldo; Habib (David Simão), Diogo Melo, Adrien Silva (Rui Miguel); Diogo Valente (Saulo), Marinho, Edinho.
Treinador: Pedro Emanuel

Golos: 1-0 36’ Márcio Mossoró; 2-0 45’ Lima; 2-1 62’ David Simão

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Márcio Mossoró.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 65 )


Após algum tempo de ausência, voltamos aos tops temáticos do «Garganta Afinada». Desta vez, deixamos o Top 20 de uma das melhores bandas a nível mundial - Bon Jovi. Apesar de ser uma banda que causou mais furor nos anos 80 e 90, está mais que provado que a trupe liderada por Jon Bon Jovi e Richie Sambora agrada tanto a miúdos como a graúdos. Os seus concertos demonstram isso mesmo com a presença quer de adultos, quer de adolescentes (e até mesmo de algumas crianças). E isso é o que faz deles uma grande banda. Uma grande banda vai passando de geração em geração, tornando-se então, intemporal. Em Portugal posso (TM) dizer que os dois concertos a que assisti (Rock In Rio e The Circle Tour) superaram as expectativas, tendo o último sido o melhor. Tendo em conta que lançaram 11 albúns de estúdio e 5 outros de colectâneas e ao vivo, era extremamente difícil escolher 20 músicas entre as inúmeras existentes. Portanto, aqui fica no nosso entender o Top 20 da banda Bon Jovi:

TEMA : BON JOVI


1. Bon Jovi - Livin' On A Prayer
2. Bon Jovi - Always
3. Bon Jovi - It's My Life 
4. Bon Jovi - Wanted Dead Or Alive 
5. Bon Jovi - You Give Love A Bad Name 
6. Bon Jovi - Have a Nice Day 
7. Bon Jovi - I'll Be There For You 
8.Bon Jovi - These Days 
9.Bon Jovi - Blaze Of Glory 
10. Bon Jovi - Bed Of Roses 
11. Bon Jovi - Bad Medicine 
12.Bon Jovi - Runaway 
13. Bon Jovi - In These Arms 
14. Bon Jovi - Born To Be My Baby 
15. Bon Jovi - This Ain't A Love Song 
16. Bon Jovi - Someday I'll Be Saturday Night 
17.Bon Jovi - Keep The Faith 
18. Bon Jovi - (It's Hard) Letting You Go 
19. Bon Jovi - Whos Says You Can't Go Home 
20. Bon Jovi - We Weren't Born To Follow 

25 de março de 2012

Paços de Ferreira 1 - 1 Porto


   E sempre que o Porto se pode distanciar do Benfica, Vitor Pereira faz o que tanto critica na equipa encarnada - bloqueia. Mantém-se na frente com um ponto de avanço sobre o Benfica, mas pode ser ultrapassado pelo Braga já amanhã.

    Começa a primeira parte na Mata Real e a primeira coisa que me aprás dizer é: «Carrega Melgarejo!» - parece-me óbvia a razão. O Porto parecia estar melhor no jogo e até teve alguns lances nos primeiros minutos a rondar a baliza de Cássio mas sem grande perigo. Até que o árbitro auxiliar de Hugo Pacheco assinala fora-de-jogo a Melgarejo que ficava numa excelente posição. Parecia estar em jogo, o paraguaio. Poucos minutos depois, novamente Melgarejo a ficar isolado a passe de Michel e o auxiliar de novo a assinalar mal o fora-de-jogo. Parece que vê coisas a mais este senhor.

    Pouco depois surgia a melhor oportunidade do jogo. Lucho, solto de marcação, tentou o chapéu, mas Cássio fez uma brilhante defesa, desviando o remate para fora. Eis que começavam os falhanços de Janko. Primeiro, servido na perfeição por Hulk, atira ao lado com a baliza à sua mercê. Depois, após remate de Hulk, o austríaco atirou para fora na recarga. Entre os dois falhanços, Luisinho levou amarelo por supostamente ter simulado uma grande penalidade que podia muito bem ter sido marcada. Sapunaru coloca o braço na cara do defesa esquerdo e puxa-a para trás até este cair. Portanto, o amarelo nunca deveria ter sido mostrado. Até ao final da primeira metade o jogo diminuiu de intensidade, não tendo havido grandes oportunidades de golo.

    O segundo tempo começou praticamente com o golo do Porto. Hulk trabalha bem na direita sobre Melgarejo, centra com força e Ricardo trai Cássio e marca um auto-golo. Apesar das melhores oportunidades terem sido do Porto, a desvantagem era algo injusta tendo em conta o que a equipa do Paços produzia.

    Após o golo, o Porto comandava o jogo e era extremamente difícil para o Paços de Ferreira partir para o ataque. Hulk teve mesmo nos pés o 2-0 depois dum belo passe de João Moutinho, mas falhou incrivelmente. Esteve a menos de um metro da baliza, mas dentro do demérito do avançado do Porto, há que dar mérito a Cássio. Mas o guarda-redes brasileiro não se ficava por aqui. Hulk era o único que desequilibrava na frente e proporcionou umas quantas defesas sensacionais a Cássio. O guardião não facilitava nenhuma vez. Hulk chegou a pedir penalti após um choque completamente normal de ombros entre ele e o guarda-redes pacense, com o avançado brasileiro a deixar-se cair, como diria MP, como flor no prado. Porém, o amarelo por simulação não se justifica minimamente. É a nova mania dos árbitros.

    Eis que Melgarejo decide mostrar que o Paços estava vivo e que quer ajudar o seu clube (estará certamente no plantel de 2012/13) na classificação. Canto batido por Josué e Melgarejo completamente sozinho cabeceia para o fundo da baliza. Até ao fim do encontro, a equipa de Paços de Ferreira resguardou-se na defesa e não permitiu que o Porto fizesse o golo da vitória.

    No lado do Porto, Hulk foi claramente um incómodo durante todo o jogo. João Moutinho esteve bem, como sempre. Do lado contrário, toda a equipa do Paços foi bastante solidária. Porém, é inegável que Melgarejo foi o que mais se destacou no ataque e Cássio esteve mais que bem na baliza. Julgo mesmo que, se Ricardo não marcasse auto-golo, não teria sofrido nenhum golo. O guarda-redes pacense foi o melhor em campo. TM

Paços de Ferreira 1 - 1 Porto

Paços de Ferreira: Cássio; N. Santos, Anunciação, Ricardo, Luisinho; V. Emanuel(Josué), A. Leão, L. Carlos; Alvarez(Caetano), Michel(Cohene), Melgarejo.
Treinador: Henrique Calisto.

Porto: Helton; Sapunaru(Varela), Otamendi, Rolando, A. Pereira; Lucho, Defour(Fernando), Moutinho; Hulk, James, Janko(Kleber).
Treinador: Vitor Pereira.

Golos: 1-0 46' Ricardo (AG); 2-0  Melgarejo.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Cássio.

24 de março de 2012

Sporting 1 - 0 Feirense

    Jogo fraquinho em Alvalade com uma vitória justa do Sporting. Os leões sobem provisoriamente ao 4º lugar ultrapassando assim o Marítimo que joga esta 2ª Feira.

    A verdade é que os jogos da Liga Zon Sagres estão a perder alguma competitividade. Prevejo mesmo que, se continuar assim, os estádios vão perdendo público. Dá a entender que as equipas não se esforçam para ganhar o que aborrece quem pagou para ver um jogo de futebol, quiçá com alguma dificuldade derivado à crise. E assim foi o jogo do Sporting. Dominado pela equipa da casa, mas um domínio a meio gás que fazia o público ficar com um pouco de sono.



    A primeira grande oportunidade foi dos leões que, aos 5 minutos, após uma grande confusão na área com alguns ressaltos, a bola acaba por sobrar para Van Wolfswinkel que voltou a desiludir. Ficou cara a cara com Paulo Lopes e atirou de primeira por cima da baliza estando pouco mais de dois metros dela. Mas o golo surgiria pouco tempo depois. Ludovic parecia ter o lance ganho, porém, deixou-se antecipar por Insua e ao aliviar a bola, acabou por aliviar no Insua. Grande penalidade para Capel e seu novo corte de cabelo converterem e muito bem, por sinal. Não deu alguma hipótese a Paulo Lopes.

    Surgia então uma parte em que o Feirense se tornava mais atrevido, mas a verdade é que não houve nenhuma oportunidade clara de golo. O Sporting ainda teve uma oportunidade de golo vinda dos pés de João Pereira, após bom trabalho de Izmailov, mas Paulo Lopes estava atento. Sá Pinto ia perguntando a seu jogador Marat se estava bem, pois parecia estar queixoso. Contudo, ao que parece, o russo Marat deve ter dito que estava rijo e continuou em campo. Terminava a primeira parte em Alvalade.

    Os 29 509 espectadores presentes no estádio devem ter pensado que pior que a primeira parte não podia ser e que o jogo ia melhorar. É o melhoras! Os únicos que pareciam mexer com o jogo eram Diego Capel e João Pereira (mais o espanhol). Mas foi o Feirense quem teve a primeira melhor oportunidade. Polga escorrega, Carlos Fonseca passa por ele e remata cruzado obrigando Rui Patrício a aplicar-se. Na resposta, Diego Capel e seu novo couro cabeludo quase fizeram o 2-0 após excelente centro de João Pereira. Rasou a barra de Paulo Lopes.

    Até ao fim do jogo pouco houve. Algumas oportunidades falhadas de Wolfswinkel e outras por parte do Feirense. O avançado holandês ainda chegou  a meter a bola dentro da baliza para a felicidade de cerca de meia dúzia de holandeses que estavam presentes em Alvalade... Mas estava em claro fora-de-jogo. O jogo terminou com um remate de André Martins para uma grande defesa do guardião do Feirense.

    Deste jogo pouco posso destacar. Capel e João Pereira, como já disse, foram os melhores do lado verde e branco e estiveram irrepreensíveis. Renato Neto teve uma exibição segura e o russo Izmailov não sabe jogar mal. Do lado do Feirense Serginho esteve muito bem e não deixou nem Jeffren (1ª parte), nem Carrillo (2ª parte) aparecerem no jogo. Sá Pinto defende que o jogo "mastigado" foi derivado do cansaço, mas esperemos que este não exista na próxima quinta-feira contra o Metalist. TM

Sporting 1 - 0 Feirense

Sporting: Patrício; J. Pereira, Xandão, Polga, Insua; R. Neto(Carriço), Elias(A. Martins), Jeffren(Carrillo), Izmailov, Capel; Wolfswinkel.
Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Feirense: Paulo Lopes; Mika(P. Queirós), Varela, Luciano, Serginho; Sténio(M. Pedro), Bamba, Ludovic, D. Cunha, Uanderson(Fonseca); Buval.
Treinador: Quim Machado.

Golos: 1-0 15' Capel.

Melhor em campo "Barba Por Fazer":  Diego Capel.

Olhanense 0 - 0 Benfica

O Benfica empatou há pouco em Olhão e, apesar de não ter hipotecado as aspirações que tinha de vencer o campeonato, claramente dificultou a coisa. Um jogo muito fraco da equipa encarnada, que enfrentou um Olhanense desfalcado e que se soube defender bem, num deserto de ideias de parte a parte.

    A primeira parte não é muito difícil de resumir: foi muito fraca. Muitos passes falhados (Javi García hoje esteve displicente e desconcentrado), falta de raça, vontade e “genica” por parte dos jogadores do Benfica e uma enorme incapacidade em construir jogadas de perigo, marcou a primeira parte do lado benfiquista. Gaitán preferia jogar bonito a jogar simples e bem, Nélson Oliveira adiantava sempre imenso a bola e não aparecia na zona onde podia criar mais perigo (caía muito no flanco em vez de aparecer em zonas normalmente de Aimar, que era onde Rodrigo, quando em forma, rendia mais. E é o que se pede ao companheiro de Cardozo no ataque se Aimar não estiver em campo), Emerson estava igual a si mesmo, Cardozo ficava à espera que uma bola lhe caísse do céu e Maxi Pereira era o único que revelava alguma vontade em querer fazer acontecer alguma coisa.
    O Olhanense procurava sempre a velocidade de Salvador Agra e a experiência de Toy, defendendo no seu meio-campo, onde o duplo pivot Jander-Fernando Alexandre ia funcionando na perfeição, anulando sobretudo Witsel e Nélson, e a equipa algarvia procurava sempre Rui Duarte na definição das suas jogadas. O empate a zero ao intervalo justificava-se plenamente, e caracterizava na perfeição o jogo pobre a que se estava a assistir até então.

    Para a 2ª metade, Jorge Jesus lançou Pablo Aimar. Tirou Nolito, o que a meu ver não era o mais aconselhável. Na altura pensei que a solução podia passar por retirar de campo Gaitán e Nélson Oliveira, colocando Aimar e Rodrigo. A verdade é que a alteração não teve efeito imediato. O Benfica continuava com mais bola, é verdade, mas pouco ou nada fazia com ela. Aos 52 minutos, num lance de bola parada, Aimar colocou a bola na área e Javi García falhou a baliza por pouco. O Benfica continuava a falhar muitos passes, definia mal as jogadas e Jander começava a esgotar-se fisicamente, graças ao constante policiamento às acções de Witsel. Tudo de mau o Benfica fazia, e Cardozo acabou mesmo por bloquear um remate de Witsel na área.
    Mas nem tudo de mau tinha acontecido ainda. Aos 61 minutos, Pablo Aimar foi expulso com um cartão vermelho directo. Após uma bola disputada com Rui Duarte, o nº10 argentino, ao retirar a perna (da zona de contacto com a bola e graças ao impacto do choque com o pé de Rui Duarte), acerta em Rui Duarte, raspando os pitons no jogador português. Após várias repetições não consegui aferir com que intensidade é que o contacto acontece, se é só de raspão ou se crava mesmo os pitons. O que acho que se pode concluir é que não há intenção de Pablo Aimar, não foi uma agressão deliberada. E isso iliba-o de qualquer cartão.   
    Uma coisa é certa: João Capela teria que apresentar um critério uniforme. Mostrando o vermelho directo a Pablo Aimar no lance teria que também ter exibido o cartão da mesma cor em 2 lances: um deles quando Toy cravou os seus pitons em Javi García, na primeira parte, e o outro aos 82 minutos quando Meza fez um corte em “tesoura” por trás a Jardel. Lances que ofereciam muito menos discussão. Mas para que tudo isto acontecesse o João Capela teria que ser o quê? Um bom árbitro. E não há cá disso em Portugal. Ainda importa acrescentar que Pablo Aimar não jogará frente ao Braga, na luz, e considerando que se trata de um vermelho directo, correrá o risco de também não defrontar o Sporting em Alvalade.

    A partir da expulsão de Aimar, o Benfica apesar de com 10 elementos, assumiu o jogo. Levantou-se tarde da cama o Benfica, e a verdade é que não fez grande diferença. Jorge Jesus leu o jogo e decidiu retirar Witsel, colocando Rodrigo. Na altura fazia mais sentido retirar Nélson Oliveira, Gaitán ou Cardozo.
    Com a saída de Witsel o Benfica hipotecou as hipóteses que tinha de construir uma jogada de jeito e a partir daí, primou pelo “chuveirinho” para a área. O Olhanense, na altura já com Salvador Agra a defesa direito, viria ainda a assustar e bem o Benfica, primeiro numa arrancada de Salvador Agra à qual o jogador de 1 metro e 20 (figura de estilo utilizada: hipérbole) acabou por não dar o melhor seguimento; e depois num remate perigoso que Artur defendeu. A equipa de Jorge Jesus baseava o seu jogo em bolas despejadas para a área por Luisão (parecia o Benfica do tempo do Quique Flores), e geralmente mal despejadas. Até final do encontro, Jesus ainda trocou Emerson por Saviola, o que não era um risco porque estava a ganhar um jogador em campo, Cardozo ainda rematou muito por cima depois de receber bem a bola na área e, em cima do apito final, Saviola rematou para uma decisiva defesa de Fabiano Freitas.

    Hoje no Benfica, quase todos merecem um destaque negativo. Uma apatia preocupante e generalizada, que apenas não contagiou Maxi Pereira, o único que correu, correu, mas não teve uma equipa à sua volta.  Num jogo decisivo, fulcral para o principal objectivo da equipa encarnada, os jogadores não estiveram à altura. Javi García, Gaitán, Nélson Oliveira e Cardozo estiveram muitos furos abaixo do que podiam fazer.
    Na equipa de Olhão, toda a defesa e o meio-campo defensiva teve bastante mérito. Não digo muito porque, sem querer tirar brio a este ponto conquistado, houve muito demérito do Benfica. Salvador Agra correu que se fartou, Rui Duarte sacou a expulsão de Aimar e foi um bom ponto de equilíbrio e passador, Fabiano defendeu o remate de Saviola no último minuto e os médios defensivos Jander e Fernando Alexandre, tal como o defesa Vasco Fernandes, estiveram sempre no sítio certo. Acima de todas estas figuras, o central Maurício. O experiente central brasileiro foi o maior obstáculo, quase sempre em jogo aéreo, que o Benfica encontrou. Sempre concentrado, sempre com a agressividade (no bom sentido) que faltou a tantos jogadores do Benfica, acabou ainda por retirar uma bola, cabeceada por Gaitán, quase em cima da linha de golo. Aos 35 anos, uma grande exibição. Acrescente-se ainda que o Olhanense não pôde contar hoje com André Pinto, Cauê e Wilson Eduardo – 3 importantes jogadores da equipa algarvia.


    Pelo que apresentou em campo, o Benfica não merecia ganhar. Como de resto não ganhou, ainda me é difícil aceitar, humanos leitores. Apesar de não sabermos como seria o jogo se Capela não expulsasse Pablo Aimar, temos que ser realistas – o Benfica não produziu uma jogada minimamente interessante, fez a 2ª pior exibição nesta época (pior só o jogo de Guimarães) e, quando podia vencer, subir ao 1º lugar provisoriamente e pressionar Braga e Porto, vacilou. Porto e Braga ganharam hoje um factor extra de motivação para os seus jogos e o Benfica pode muito bem queixar-se de si próprio, porque (apesar de por vezes alguns factores externos actuarem) já auto-dificultou a tarefa de ser campeão. Faltam 6 jogos ao clube da luz, e 7 aos restantes e ainda há um Benfica-Braga, um Braga-Porto, jogos do Sporting com os 3 candidatos, um Marítimo-Porto. Pode ser que o Paços de Ferreira deixe o campeonato equilibrado. Honestamente, não ganhando o Benfica, acredito mais num Braga campeão do que num Porto campeão. Ao menos, que os jogadores do Benfica corram, corram e joguem à bola como deve ser, compensando minimamente, conseguindo uma excelente exibição contra o Chelsea. MP



Olhanense 0 - 0 Benfica

Olhanense: Fabiano; Luís Filipe (Mateus), Vasco Fernandes, Maurício, Ismaily; Jander (Meza), Fernando Alexandre, Rui Duarte; Salvador Agra, Toy, Dady (Vítor Vinha).
Treinador: Sérgio Conceição

Benfica: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson (Saviola); Javi García, Witsel (Rodrigo), Gaitán, Nolito (Aimar); Nélson Oliveira, Óscar Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus

Golos: ---

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Maurício.