Óscares Barba Por Fazer 2019

A Academia tem a sua opinião, nós temos a nossa. Na 8ª edição dos Óscares Barba Por Fazer, fazemos justiça em relação a The Favourite, Shoplifters, You Were Never Really Here, Burning ou Blindspotting.

As Melhores Séries de 2018

O melhor que se fez em televisão em 2018. Atlanta, Better Call Saul, Daredevil, BoJack Horseman, e que mais?

Os Melhores Episódios de 2018

2018 é o elogio fúnebre de um cavalo, é Jimmy a virar Saul, é uma ilha em Itália e as lágrimas que correm nos rostos de Emma Stone e Yvonne Strahovski. É uma linha de Shakespeare por Bill Hader, um I Beat You de Daredevil e é, claro, Teddy Perkins.

Balanço Liga NOS 18/ 19

Passamos em análise o favoritismo do Porto, o potencial do Benfica entregue a Bruno Lage, e os extraordinários trabalhos de Silas e Ivo Vieira ao comando de Belenenses e Moreirense.

100 Jogadores que podem marcar 2019

No nosso Top do novo ano, há 6 portugueses, os centrais e o médio da moda (De Ligt, Militão e De Jong), Mbappé, Salah, Kane e Van Dijk, tudo isto num ano que deve voltar a ser Leo Messi vs Cristiano Ronaldo.

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4 de março de 2018

Óscares Barba Por Fazer 2018

Os créditos passam e Elio refugia-se na lareira, e comove-nos, perdido, até olhar directamente para nós. Um soldado enfrenta um dilema: morrer afogado, ou nadar até à superfície onde irá arder. Chris, o fotógrafo leiloado, está petrificado num sofá e as lágrimas correm. Correm como dois irmãos que assaltam um banco, e como uma criança de sete anos que não quer ficar sem a melhor amiga.
    Lady Bird procura a aprovação da mãe, e o agente Dixon ouve música, aluado, sem se aperceber das chamas que o rodeiam. Ao pegar numa pasta, inicia uma jornada de redenção. Numa cena a três, e sem qualquer humano presente, K é seduzido pela fusão de Joi e Mariette. X-23 crava o X que marca a despedida de Wolverine, e del Toro abre as portas do seu maravilhoso imaginário para apresentar um amor à prova de água. Baby tem as mãos no volante e os auscultadores nos ouvidos, põe a chave na ignição, e vamos lá a isto.

    Uma vez mais - já é a sétima edição - eis os Óscares Barba Por Fazer. Aqui não há hipocrisias nem politiquices, não há pianos que convidam a encurtar discursos ou infinitos intervalos publicitários. Face à nossa necessidade de defender os ignorados e lançar para o Cosmos, deixando registado algures as nossas opiniões, abaixo encontrarão a nossa apreciação e a nossa ideia de justiça relativamente ao último ano do Cinema. As categorias abaixo (mantemos apenas doze, com duas "extra") representam os nossos devaneios, diferindo em muitos casos os vencedores e mesmo nomeados da Academia. E sim, viemos vestidos como há um ano atrás, à Breaking Bad. Porque não?

    Bem-vindos aos Óscares Barba Por Fazer 2018.


MELHOR FILME
Vencedor: Call Me By Your Name
Outros Nomeados: Blade Runner 2049, Dunkirk, Get Out, Lady Bird, Good Time, Columbus, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, The Florida Project, Phantom Thread

    O ano de 2017, avaliado agora em 2018, ficou marcado por muito equilíbrio. O nível dos nossos 10 filmes do ano (passaremos a eleger sempre dez, mesmo que a Academia varie entre 8, 9 e 10) é bastante homogéneo, e deixa à porta obras como The Shape of Water, Wind River, A Ghost Story, The Killing of a Sacred Deer, Baby Driver ou Logan.
    Mais filmes com mulheres como protagonistas foi uma das assinaláveis tendências de 2017 (Three Billboards, Lady Bird, The Shape of WaterThe Florida Project, I, Tonya ou Wonder Woman são exemplos), o que não invalida que para nós o melhor filme do ano envolva dois homens. Call Me By Your Name é uma obra de arte intemporal e a história que mais ficou connosco este ano no pós-filme.
    Blade Runner 2049 elevou Denis Villeneuve a uma espécie de Deus da ficção científica contemporânea, Dunkirk não sendo o melhor filme de Nolan foi aquele que mais conquistou a crítica (tem o mérito de ser possivelmente destes 10 nomeados o filme que perde menos se se retirar todos os diálogos, o que atesta o bom storytelling), e tanto Get Out como Lady Bird, em géneros bem diferentes, representaram o primeiro passo de autores visionários - Peele e Gerwig - cheios de personalidade.
     Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Phantom Thread são o tipo de filmes que faz sentido desconstruir e ter presentes numa cerimónia que celebra o expoente máximo da 7.ª Arte, mas ao invés de coisas como The Shape of Water, The Post ou Darkest Hour, preferimos destacar projectos independentes subvalorizados. A saber: o intenso e psicadélico Good Time, o equilibrado e suave Columbus e The Florida Project, um mundo marginal captado pelo olhar inocente de uma criança. Estaremos atentos aos próximos projectos de Sean Baker.


MELHOR REALIZADOR
Vencedor: Denis Villeneuve (Blade Runner 2049)
Outros Nomeados: Christopher Nolan (Dunkirk), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name), Jordan Peele (Get Out), Paul Thomas Anderson (Phantom Thread)

    De 2010 para cá, o canadiano Denis Villeneuve realizou Incendies, Prisoners, Enemy, Sicario, Arrival e Blade Runner 2049. Há um ano atrás nomeámo-lo, e desta vez a nomeação só não chegava. Com o auxílio da cinematografia de Roger Deakins e a potenciar um elenco de luxo, Villeneuve tornou-se uma espécie de Deus para os fãs de ficção científica: respeitou o filme original de Ridley Scott, pontuou o seu 2049 com referências subtis mas acrescentou um cunho pessoal, podendo-se dizer sem rodeios que a sequela é superior ao original. Não foi o nosso filme do ano, mas não houve trabalho de realização que nos impressionasse tanto como o de Villeneuve.
     Christopher Nolan reinventou-se - Dunkirk é a antítese da exposição desmedida - e, sem abdicar da sua obsessão pelo tempo ao apresentar três linhas temporais diferenciadas pelos meios (terra, mar, ar), acrescentou algo ao universo dos filmes de guerra: um filme que acompanha apenas um dos lados, pontuado pela ansiedade de quem só quer sobreviver.
     Infelizmente sem espaço para Sean Baker (The Florida Project) e Greta Gerwig (Lady Bird), era obrigatório incluirmos Luca Guadagnino e Jordan Peele. O trajecto recente do realizador italiano levava a crer que, mais cedo ou mais tarde, surgiria uma obra-prima como Call Me By Your Name; já a estreia do comediante Jordan Peele como cineasta-autor de terror psicológico foi uma das melhores surpresas do ano. Por fim, Paul Thomas Anderson. Porque, embora Phantom Thread não seja um filme para as massas, hoje em dia ver um filme realizado por PTA é uma honra e parece quase batota para com a concorrência.

MELHOR ACTOR
Vencedor: Timothée Chalamet (Call Me By Your Name)
Outros Nomeados: Daniel Day-Lewis (Phantom Thread), Gary Oldman (Darkest Hour), Robert Pattinson (Good Time), Daniel Kaluuya (Get Out)

    É frequente sentir-se que a Academia e outras entidades pesam bastante o factor idade na hora de escolher um vencedor. No subconsciente de quem vota, é possível surgir várias vezes aquele "ele ainda tem muito tempo para ganhar". Para nós, a idade não pesa. Quem merece vencer é quem tiver o melhor desempenho do ano. Ponto final.
    O que Timothée Chalamet fez em Call Me By Your Name muitos actores não conseguem fazer uma vez na carreira. E nem a suposta última vez de Daniel Day-Lewis nem Gary Oldman (os seus olhinhos e a sua voz algures debaixo daquela fantástica caracterização), que tanto gostávamos que tivesse um óscar (e terá, na realidade) chegaram para tirar o jovem actor de 22 anos da nossa pole position. Nenhum papel foi tão emocionante no último ano, mérito de um actor que com juízo e trabalho pode marcar os próximos 50 anos, e que confiou no maestro Guadagnino e no seu coadjuvante Armie Hammer.
    A única diferença que apresentamos face aos nomeados da Academia é a troca de Denzel Washington por Robert Pattinson. Falar do desempenho de Pattinson em Good Time é falar de intensidade, de um actor mergulhado na personagem. Um crime ter sido deixado de fora. Finalmente, se Get Out se tornou o fenómeno que tornou, muito o deve à sinceridade e simplicidade de Daniel Kaluuya, o espelho da audiência ao longo do filme. E como se não chegasse, há aquele rio de lágrimas em forma de colapso petrificado no sofá.

MELHOR ACTRIZ
Vencedora: Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
Outras Nomeadas: Saoirse Ronan (Lady Bird), Margot Robbie (I, Tonya), Haley Lu Richardson (Columbus), Brooklynn Prince (The Florida Project)

    O ano é de Frances McDormand. Aos 60 anos, na pele de uma mãe proactiva, dura e fragilizada em busca de vingança, a actriz que já venceu um óscar por Fargo foi, de macacão e lenço na cabeça, uma simbiose equilibrada entre determinação, humor, luto e empatia. É uma Senhora, e embora nem sempre seja necessário uma actriz ou um actor terem "momentos de óscar" para justificar a estatueta, ela até os tem.
    Sally Hawkins (apenas menção honrosa para nós, por The Shape of Water, juntamente com Aubrey Plaza por Ingrid Goes West) e Meryl Streep não marcam presença no nosso Top-5. Impossível, no entanto, deixar de fora Saoirse Ronan (3 nomeações aos 23 anos, sem dúvida uma das melhores actrizes da sua geração) e Margot Robbie, que mostrou estar à altura do desafio que representava ser Tonya Harding.
    Preferimos depois destacar Haley Lu Richardson, magnética no indie Columbus mas ignorada por todas as entregas de prémios, e a pequena Brooklynn Prince. Não é normal aquilo que fez com apenas 7 anos de idade. Mesmo.

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Vencedor: Sam Rockwell (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
Outros Nomeados: Willem Dafoe (The Florida Project), Barry Keoghan (The Killing of a Sacred Deer), Benny Safdie (Good Time), Armie Hammer (Call Me By Your Name)

    Nos últimos anos em diversas rubricas, via blogue e Facebook, gritámos o nosso descontentamento para a forma como Hollywood olhava para Sam Rockwell. Encabeçou a nossa lista de actores mais subvalorizados há uns anos, e "pedimo-lo" para o elenco de True Detective ou Fargo noutras ocasiões. Também por isso dá-nos particular gozo ver o reconhecimento (finalmente) que o eléctrico e carismático Rockwell está a ter. Three Billboards Outside Ebbing, Missouri não é um filme perfeito, e o seu agente Dixon está bem longe de ser um ser humano perfeito, mas a sua jornada de redenção na segunda metade da acção é parte do segredo do sucesso do filme.
    Em comparação com a Academia, para além de Rockwell, temos também Willem Dafoe nos nossos cinco. Oxalá possamos vê-lo mais vezes em filmes low profile como The Florida Project.
    Plummer, Jenkins e Harrelson dão aqui lugar a Barry Keoghan, Benny Safdie e Armie Hammer. E custa-nos deixar de fora Michael Stuhlbarg (aquele discurso final...) e Tom Hardy, que praticamente só com o olhar, mostrou em Dunkirk que está numa galáxia à parte. Em relação aos nossos três escolhidos, Barry Keoghan foi uma revelação com uma personagem perturbadora ao serviço do grego Yorgos Lanthimos, Benny Safdie (um dos realizadores de Good Time) merecia mais tempo de ecrã no melhor filme da carreira de Robert Pattinson, e Armie Hammer revelou ser uma escolha de casting notável em Call Me By Your Name. Do alto do seu 1,96m desceu à Terra para mesclar vulnerabilidade com sensualidade.

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Vencedora: Laurie Metcalf (Lady Bird)
Outras Nomeadas: Allison Janney (I, Tonya), Holly Hunter (The Big Sick), Vicky Krieps (Phantom Thread), Tatiana Maslany (Stronger)

    O ano das mães. Nomeadas tanto pela Academia como por nós, Laurie Metcalf, Allison Janney e Holly Hunter foram as três absolutamente decisivas no sucesso de Lady Bird, I, Tonya e The Big Sick. Talvez por isso, convém primeiro falar das restantes duas nomeadas. A Academia escolheu Mary J. Blige e Octavia Spencer, só porque sim, mas tanto a luxemburguesa Vicky Krieps (não é fácil estar ao nível de Day-Lewis, e ela conseguiu-o) como Tatiana Maslany (para quem a acompanhou em Orphan Black não surpreende a pedalada que teve para a intensidade já habitual de Gyllenhaal) mereciam mais. Menções honrosas para Nicole Kidman (The Killing of a Sacred Deer) e Elizabeth Marvel (The Meyerowitz Stories).
    Voltando ao trio de "mães-galinha", Holly Hunter é a alma da história de amor de Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon. Numa origin story de um casal, o brilho maior foi dos pais, com Hunter e Ray Romano a atirarem o filme para outro patamar. Allison Janney (a mais provável vencedora do óscar) assumiu a pele de uma mãe fria, capaz de levar a filha ao limite. Excelente desempenho, excelente personagem.
    De forma subtil, Laurie Metcalf ofereceu-nos uma das melhores performances do ano. A mãe de Saoirse Ronan em Lady Bird foi a representação perfeita de preocupação e fraternidade demonstrada em acções e não em palavras. O grande mérito de Greta Gerwig em Lady Bird esteve na forma como a dado momento o POV do filme pertence tanto a Metcalf como a Ronan. Durante aquela 1h30 em momento algum suspendemos a nossa descrença em relação àquela ser uma genuína relação de mãe e filha.


MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
Vencedor: Jordan Peele (Get Out)
Outros Nomeados: Greta Gerwig (Lady Bird), Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Kogonada (Columbus), Taylor Sheridan (Wind River)

    Jordan Peele tem uma cabecinha especial, e Get Out tem tudo para ser um impressionante ponto de partida para um autor que sabe usar a câmara como sua voz e que, sem exageros, deu ares de Hitchcock no seu primeiro filme. O terror social de Get Out está alicerçado num guião extraordinário, recheado de pormenores deliciosos que se descobrem à 2ª ou 3ª visualizações.
    Depois, Lady Bird é a pureza de Greta Gerwig, o seu amor por Sacramento e um guião mais saboroso para quem já foi parte integrante ou espectador de relações entre mãe e filha, tão difíceis mas tão bem transpostas para o ecrã.
    Three Billboards Outside Ebbing, Missouri é Martin McDonagh a mostrar-nos uma vez mais que dentro dele há algo de Coen e de Tarantino, e as nossas diferenças em relação à Academia são a inclusão de Columbus e Wind River. Taylor Sheridan não pára.


MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Vencedor: James Ivory (Call Me By Your Name)
Outros Nomeados: Hampton Fancher e Michael Green (Blade Runner 2049), Scott Neustadter e Michael H. Weber (The Disaster Artist), Scott Frank, James Mangold e Michael Green (Logan), Dee Rees e Virgil Williams (Mudbound)

    Numa categoria mais fraca do que os argumentos originais, Call Me By Your Name é para nós o legítimo sucessor de Arrival. Com 89 anos, James Ivory adaptou com mestria a obra de André Aciman e deixou esculpido um corpo ao qual Luca Guadagnino, Timothée Chalamet, Armie Hammer, Michael Stuhlbarg ou Sufjan Stevens souberam todos dar vida.
    Blade Runner 2049 é tudo aquilo que uma sequela devia ser - inclui a nostalgia da primeira vez, inova com respeito, referencia com saudade e arrisca com coragem. The Disaster Artist, Logan (um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos anos) e Mudbound fecham as nossas contas, mas percebe-se a menor qualidade desta categoria quando as três menções honrosas dos originais (Phantom Thread, The Big Sick e A Ghost Story) caberiam todos aqui.


MELHOR EDIÇÃO/ MONTAGEM
Vencedor: Paul Machliss e Jonathan Amos (Baby Driver)
Outros Nomeados: Lee Smith (Dunkirk), Tatiana S. Riegel (I, Tonya), Walter Fasano (Call Me By Your Name), Jon Gregory (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR FOTOGRAFIA
Vencedor: Roger Deakins (Blade Runner 2049)
Outros Nomeados: Hoyte van Hoytema (Dunkirk), Elisha Christian (Columbus), Sayombhu Mukdeeprom (Call Me By Your Name), Dan Laustsen (The Shape of Water)

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL
Vencedor: Jonny Greenwood (Phantom Thread)
Outros Nomeados: Hans Zimmer (Dunkirk), Oneohtrix Point Never (Good Time), Hammock (Columbus), Daniel Hart (A Ghost Story)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Vencedor: "Mistery of Love" (Call Me By Your Name)
Outros Nomeados: "The Pure and the Damned" (Good Time), "Visions of Gideon" (Call Me By Your Name), "I Get Overwhelmed" (A Ghost Story), "Remember Me" (Coco)

   
Há um ano atrás, nas nossas 4 categorias técnicas foi um 4 em 4 para La La Land. Desta vez há quatro vencedores diferentes. Baby Driver, Dunkirk e I, Tonya são os três portentos de Edição do ano. Três filmes com claro "dedo" na montagem, com um ritmo determinante na apreciação global dos filmes. Mas o filme de Edgar Wright está, nesse capítulo, um degrau acima da concorrência. Considerado por alguns um musical de acção ou um videoclipe de quase duas horas, é uma lição de como editar, elevando a fasquia nas perseguições de automóvel e na ousadia de fazer da música do protagonista sempre a nossa música. A primeira sequência do filme é... qualquer coisa.
    Na Fotografia, depois de acrescentar o seu olho inconfundível a filmes como Sicario, Prisoners, Skyfall, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, No Country for Old Men, The Village, The Big Lebowski ou Fargo, sem nunca ter conquistado um óscar por qualquer um destes trabalhos, Blade Runner 2049 tem que representar justiça para Roger Deakins! Acreditamos que a Academia não o ignore, mas em todo o caso fica aqui esta espécie de consolo nas nossas consciências.
    Entre cinco bandas sonoras muitíssimo diferentes, mas perfeitamente adequadas aos ambientes dos filmes, optámos por destacar o trabalho de Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, em Phantom Thread. A nível de canções originais, não hesitámos em nomear duas músicas que Sufjan Stevens compôs de raíz para Call Me By Your Name. Vantagem para "Mistery of Love", que capta melhor a essência do filme, embora "Visions of Gideon" tenha um peso brutal na despedida do filme e de Elio. "The Pure and the Damned", "I Get Overwhelmed" e "Remember Me" combinam todas o facto de serem boas músicas com o impacto narrativo.


Total de Nomeações Barba Por Fazer:

9 - Call Me By Your Name;
5 - Three Billboards Outside Ebbing Missouri, Dunkirk, Good Time, Phantom Thread, Columbus
4 - Blade Runner 2049, Get Out, Lady Bird;
3 - I, Tonya, The Florida Project;
2 - A Ghost Story;
1 - Baby Driver, The Shape of Water, Wind River, Darkest Hour, The Big Sick, Stronger, The Disaster Artist, Logan, Mudbound, The Killing of a Sacred Deer, Coco.


Tal como nos últimos anos, fechamos então a nossa cerimónia digital com mais duas categorias, uma em reconhecimento da consistência ao longo do ano ou de impacto significativo no sector, e a outra de olhos postos no futuro.


Personalidade do Ano: Gal Gadot
Rookie do Ano: Timothée Chalamet. Outros nomeados: Ana de Armas, Brooklynn Prince, Caleb Landry Jones, Barry Keoghan.

    Nos últimos anos temos sempre eleito um conjunto de jovens actores, verdadeiras revelações para a Sétima Arte. Jack O'Connell, Adèle Exarchopoulos, Lakeith Stanfield, Lupita Nyong'o, Bel Powley, Jacob Tremblay, Anya Taylor-Joy ou Lucas Hedges já todos passaram aqui.
    Este ano, o destaque máximo vai, com naturalidade, para Timothée Chalamet. Graças a Lady Bird e sobretudo ao seu tocante desempenho em Call Me By Your Name, o rapaz que Saoirse Ronan diz ser o próximo Daniel Day-Lewis mostrou que, com trabalho e alguma sorte, tem tudo para ser um dos actores mais marcantes dos próximos largos anos.
    Num quinteto em que por pouco não incluímos Harris Dickinson (Beach Rats), Sophia Lillis (IT), Grace Van Patten (The Meyerowitz Stories) e Esther Garrel (Call Me By Your Name) e no qual não colocamos Daniel Kaluuya por já o conhecermos há vários anos, são 4 os nomes que fazem companhia a Chalamet. A angelical e sedutora Ana de Armas, embora já com 29 anos, mostrou em Blade Runner 2049 como Joi que pode ter uma carreira melhor do que outrora prevíamos. Caleb Landry Jones saiu do anonimato aos 28 anos e num só ano entrou em Get Out, Three Billboards e The Florida Project, acrescentando sempre qualidade. O irlandês Barry Keoghan entrou em Dunkirk mas foi em The Killing of a Sacred Deer que nos surpreendeu, e Brooklynn Prince teve aos 7 anos um dos melhores desempenhos de crianças no grande ecrã desta década.

    Relativamente à nossa Personalidade do Ano, o nosso volátil critério permite-nos ser um pouco criativos. Por diferentes motivos, esta categoria já nos serviu para reconhecer os super-anos de Matthew McConaughey, Tom Hardy e Alicia Vikander, ou o facto de Richard Linklater ter entregue 12 anos da sua vida a um filme. Num ano positivamente marcado pelas mulheres, tanto no cinema como na televisão, Gal Gadot emerge como símbolo. A Mulher-Maravilha, com a sua força, elegância e carisma, foi uma lufada de frescura no sector, e um exemplo a seguir pela sua postura no ecrã e na vida real.


Bem, estas são as nossas opiniões. Fiquem à vontade para dar as vossas.
Agora tentem dormir a sesta, para logo aguentarem os Óscares da Academia até ao fim. E com o Warren Beatty e a Faye Dunaway a entregarem uma vez mais o óscar de melhor filme, nunca se sabe o que aqueles diabretes podem tramar desta vez...


Miguel Pontares e Tiago Moreira

3 de março de 2018

Previsões Vencedores Óscares 2018

É amanhã à noite! Los Angeles veste-se de dourado (ou preto, em protesto #MeToo) para a 90.ª edição dos Óscares da Academia.
    Jimmy Kimmel regressa como apresentador - é preciso recuarmos até 1996 e 1997 para encontrarmos um anfitrião, Billy Crystal, ao qual foi dada a honra de conduzir duas cerimónias consecutivas - e embora vá ter Harvey Weinstein como alvo fácil do seu monólogo introdutório terá que equilibrar sensibilidade, humor e criticismo com elegância. Mas é menino para o fazer com distinção. Inevitáveis serão as referências à troca de envelopes da última edição e ao seu nemesis de sempre, Matt Damon.
    Pelo palco passarão para apresentar as mais diversas categorias Gal Gadot, Chadwick Boseman, Mark Hamill, Margot Robbie, Nicole Kidman, Matthew McConaughey, Emma Stone, Patrick Stewart, Mahershala Ali, Viola Davis ou Sandra Bullock. A Academia confiou em Warren Beatty e Faye Dunaway para apresentar novamente o derradeiro óscar e, numa cerimónia invariavelmente marcada pelas mulheres, caberá à super-dupla Jane Fonda e Helen Mirren apresentar o óscar de melhor actor, enquanto que Jodie Foster e Jennifer Lawrence vão apresentar o de melhor actriz.
    Mary J. Blige, Miguel, Common ou Keala Settle vão todos interpretar as canções nomeadas, embora da nossa parte as expectativas estejam concentradas em ver Sufjan Stevens com St. Vincent a mostrar ao mundo porque é que "Mistery of Love" de Call Me By Your Name devia vencer. O que dificilmente acontecerá.
    
    Desta vez, The Shape of Water é o filme mais nomeado com vantagem (13 nomeações). Dunkirk (8) e Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (7) fecham o pódio. E é bastante provável que a Academia, seguindo a sua tendência recente, distribua o bem pelas aldeias. Não afastamos um cenário em que Shape vença 4 óscares, e Billboards e Dunkirk três. Mas já passaremos a desconstruir hipóteses e cenários.

    Interpretando os "sinais" do meio e dos mais diversos sindicatos, os Producers Guild Awards - cuja correlação relativamente ao vencedor da Academia tem perdido força nos últimos anos - escolheram The Shape of Water como filme do ano, os DGA aclamaram o mexicano Guillermo del Toro, e os SGA aplaudiram o trabalho do quarteto Frances McDormand, Gary Oldman, Allison Janney e Sam Rockwell. Também por isso são eles os favoritos amanhã à noite.
    Embora The Shape of Water "cheire" mais a óscares, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri é até ver o grande vencedor da awards season. Nos globos de ouro subiu ao palco 4 vezes (melhor filme de drama, melhor actriz, melhor actor secundário e melhor argumento) e nos BAFTA conquistou cinco categorias - melhor filme, melhor actriz, melhor actor secundário, melhor argumento original e melhor filme britânico. The Shape of Water venceu melhor realizador e melhor banda sonora em ambas as cerimónias, juntando ainda o melhor design de produção nos prémios britânicos.
    Um outsider chamado Get Out, algumas disputas técnicas entre Dunkirk e Baby Driver, Roger Deakins a poder agarrar o que lhe escapou nas 13 ocasiões anteriores e a importância do óscar de melhor argumento original na definição do vencedor final são alguns dos pontos fortes da análise que apresentamos abaixo.

    Amanhã poderão ver os nossos Óscares Barba Por Fazer 2018, uma cerimónia digital já com alguns anos aqui no blog e que muitas vezes se afasta da Academia em termos de nomeados/ vencedores. Mas para já, estas são as nossas previsões para a realidade:

Melhor Filme: The Shape of Water | Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Melhor Realizador: Guillermo del Toro
Melhor Actor: Gary Oldman
Melhor Actriz: Frances McDormand
Melhor Actor Secundário: Sam Rockwell
Melhor Actriz Secundária: Allison Janney (Laurie Metcalf)
Melhor Argumento Original: Get Out (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
Melhor Argumento Adaptado: Call Me By Your Name
Melhor Design de Produção: The Shape of Water (Blade Runner 2049)
Melhor Fotografia: Blade Runner 2049
Melhor Guarda-Roupa: Phantom Thread
Melhor Edição/ Montagem: Dunkirk | Baby Driver
Melhor Caracterização: Darkest Hour
Melhor Banda Sonora: The Shape of Water
Melhor Mixagem de Som: Dunkirk (Baby Driver)
Melhor Edição/ Montagem de Som: Dunkirk
Melhores Efeitos Visuais: War for the Planet of the Apes | Blade Runner 2049
Melhor Música: "Remember Me", Coco
Melhor Filme de Animação: Coco
Melhor Filme Estrangeiro: A Fantastic Woman
Melhor Documentário: Faces Places (Icarus)
Melhor Curta-Metragem: DeKalb Elementary (The Silent Child)
Melhor Documentário (Curta): Edith+Eddie (Heroine(e), Heaven is a Traffic Jam on the 405)
Melhor Curta de Animação: Dear Basketball


Conclusões finais:

    A Academia adora realizadores mexicanos. A anunciada vitória de Guillermo del Toro colocará o realizador de The Shape of Water ao lado dos compatriotas Alfonso Cuarón e Alejandro G. Iñárritu, ditando um México 4-1 EUA no espaço de cinco edições, com o prodígio Damien Chazelle (vencedor mais jovem de sempre) pelo meio.
    Na noite dos sonhos dos produtores de The Shape of Water, o romance inter-espécies e à prova de água venceria 7 categorias - filme, realizador, actriz, argumento original, design de produção, fotografia e banda sonora, podendo no máximo ir aos 8 com o guarda-roupa (honestamente, seria criminoso Phantom Thread não ganhar). Porém, e uma vez que pelo menos os óscares de melhor actriz e argumento original devem ser entregues a outros filmes, Shape deve-se ficar pelas 4-5 estatuetas.
    Mas podem ser menos. Blade Runner 2049 é a concorrência directa nas categorias de Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção. Apostamos e desejamos que o incrível sci-fi de Denis Villeneuve permita a Roger Deakins (esta é a 14.ª nomeação, e nunca ganhou) a vitória que nunca teve. Longe dos óscares técnicos, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, o grande vencedor dos Globos e dos BAFTA, é um sério candidato apenas em categorias que "interessam" - melhor filme, actriz, actor secundário e argumento original. E se as duas categorias de interpretação parecem garantidas (duvidamos que Sally Hawkins belisque Frances McDormand e a afaste do 2.º óscar da carreira), as outras duas ajudarão a definir o vencedor da noite.
    Tirando significativas surpresas como Dunkirk ganhar melhor filme ou Lady Bird ganhar melhor argumento original, o mais provável será, face ao modelo de votação da Academia, o óscar principal ser disputado entre The Shape of Water, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Get Out. Enquanto que melhor argumento original parece representar uma disputa entre Get Out e Billboards com vantagem, parece-nos, para o primeiro.

    No cômputo geral, é improvável surgir um vencedor claríssimo. The Shape of Water deverá andar entre os 3 e os 6 óscares, Three Billboards entre os 2 e os 4, interessando depois a rivalidade entre Dunkirk e Baby Driver nas categorias de edição, montagem de som e mixagem de som. Blade Runner 2049 pode, na melhor das hipóteses, vencer melhor fotografia, melhores efeitos visuais e melhor design de produção, mas também não vencer qualquer uma.
    Coco já tem uma mão no óscar de melhor filme de animação, não sendo tão certa a vitória na categoria de melhor canção original, e temos bastantes dúvidas em relação ao melhor filme estrangeiro. Call Me By Your Name merecia mais, mas é quase impossível que alguém tire a James Ivory (89 anos) o óscar de melhor argumento adaptado.


É tudo, por agora.
Miguel Pontares e Tiago Moreira

15 de janeiro de 2018

Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 15/01/18)

Pedimos desculpa. Nos últimos anos temos realizado as nossas previsões para cada edição dos óscares com maior frequência. A última vez que nos pronunciámos tendo em ponto de mira a cerimónia de 4 de Março de 2018 foi em Outubro. Desde aí, a época de prémios já arrancou, com várias actrizes, actores, realizadores e filmes já distinguidos, e outros, nomeados, aguardam pelo veredicto.
    Independentemente dos globos, dos critics ou dos prémios de cada sector (SAG, DGA, WGA), os óscares sempre foram e teoricamente sempre serão outra coisa.
    A cerimónia, que contará com o repetente Jimmy Kimmel (e ainda bem) conhecerá os seus nomeados no próximo dia 23. Falta assim pouco mais de uma semana para as casas de apostas começarem a funcionar a sério, e para a generalidade do público começar a querer ver "os filmes dos óscares".
    Para as categorias técnicas só iremos lançar as nossas previsões como deve ser em vésperas dos óscares, pelo que abaixo encontrarão a nossa análise às mais badaladas categorias (filme, realizador, actores e actrizes, principais e secundários). Num curto parágrafo no final teceremos apenas algumas considerações no que diz respeito às categorias de argumento (original e adaptado), filme de animação, filme estrangeiro, banda sonora e fotografia.

    Para já, ainda não se assistiu ao emergir de um favorito claro para a edição de 2018. Em algumas categorias começa a ser evidente a existência de padrões e, por isso, vamos lá perceber se Gary Oldman, Frances McDormand, Guillermo del Toro ou Sam Rockwell deverão ou não vencer quando chegar a Hora H.


Melhor Filme

    Three Billboards Outside Ebbing, Missouri foi o grande vencedor dos globos de ouro. No entanto, convém recordar que Boyhood ou The Revenant também foram premiados pela imprensa estrangeira, sem continuidade por parte da Academia que preferiu nesses anos Birdman e Spotlight. O ano passado houve sintonia: Moonlight derrotou La La Land nas duas cerimónias.
    O drama carregado de humor negro de Martin McDonagh é um dos favoritos, mas nada leva a crer que assuma a pole position relativamente a outras certezas como The Shape of Water, Dunkirk, Call Me By Your Name ou Dunkirk. Embora não saibamos quantos vão ser os nomeados na categoria de melhor filme (imaginamos que varie entre 8 e 10), a ausência de qualquer um dos cinco filmes até aqui referidos seria uma gigante surpresa.
    A cada dia que passa, Get Out torna-se mais forte. O filme de Jordan Peele ganhou força ao constar entre os 11 nomes dos Producers Guild Awards, e saiu super-reforçado ao ver Peele entre o restrito lote de 5 nomeados dos Directors Guild Awards.
    Olhando para os PGA, um instrumento que tem perdido fiabilidade depois de dois anos (La La Land e The Big Short) sem correspondência da Academia, na lista de 11 filmes, aos seis já mencionados, foram acrescentados The Post, The Big Sick, I, Tonya, Molly's Game e Wonder Woman. O contexto e momento "hollywoodesco" (procura de vincar uma cultura de igualdade de género, com a presença de filmes que incluam mulheres fortes, resposta à onda de denúncias de assédio sexual há anos na sombra) pode beneficiar uma super-heroína como Gal Gadot. Deste grupo, The Post é o que tem mais cheiro a óscares. E não nos podemos esquecer de Blade Runner 2049, The Florida Project, Mudbound e Phantom Thread.
    

Resultado de imagem para james franco disaster artistMelhor Actor Principal

    Será James Franco, já premiado em várias cerimónias como melhor actor numa comédia/ musical, prejudicado pelas recentes denúncias? Saberemos daqui a pouco mais de uma semana.
    O actor que desapareceu na pele da caricatura Tommy Wiseau não parece ter grandes hipóteses de levar o óscar, mas é fortíssimo candidato a integrar o Top-5.
    Os Screen Actor Guild Awards nomearam Franco, Gary Oldman, Timothée Chalamet, Daniel Kaluuya e Denzel Washington. Mas é muito difícil imaginar a Academia a deixar de fora Daniel Day-Lewis naquele que pode ser o último papel da sua carreira.
    Nesta fase, Oldman parte claramente como favorito à estatueta dourada, e tanto o rookie do ano Chalamet como Day-Lewis têm a nomeação praticamente na mão. Depois, há ainda Tom Hanks. Mas em condições normais as últimas duas vagas seriam de Kaluuya e James Franco. Com os veteranos Washington e Hanks à espreita.


Resultado de imagem para sally hawkins the shape of waterMelhor Actriz Principal

    Luta a duas. Frances McDormand ou Sally Hawkins, uma delas subirá ao palco para agradecer a 4 de Março. É bastante difícil prever se a maioria dos membros da Academia atribuirá maior peso a McDormand (com mais momentos de óscar, e uma personagem que lhe permitiu navegar entre dois géneros) ou a Hawkins, numa personagem muda e o veículo perfeito para a estranha beleza do filme de del Toro.
    A acompanhar as favoritas está Saoirse Ronan, a caminho da terceira nomeação para óscar aos 23 anos. Se houvesse um pódio e não apenas a identificação da vencedora, os lugares de ouro, prata e bronze seriam claramente destas três actrizes. Distribuídos como, já é outra história.
    Assim, sobram dois lugares. Margot Robbie (I, Tonya) pode estrear-se nestas andanças, e Meryl Streep (The Post) é... Meryl Streep.
    Os SGA escolheram Judi Dench em vez de Streep, mas há ainda uma réstia (muito pequena) de esperança para Jessica Chastain (Molly's Game) e Annette Bening (Film Stars Don't Die in Liverpool).


Melhor Actor Secundário

    Numa categoria sempre entusiasmante, Sam Rockwell pode passar de actor nunca nomeado e habitualmente subvalorizado para vencedor de 1 óscar à primeira vez em que é nomeado. A principal concorrência: Willem Dafoe, por The Florida Project.
    Acertar os restantes três é um valente 31. Os Screen Actor Guild Awards têm a fechar o quinteto de nomeados Richard Jenkins (The Shape of Water), Woody Harrelson (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) e Steve Carell (Battle of the Sexes). Acreditamos que Jenkins constará nas escolhas da Academia, mas tanto Harrelson como Carell estão ameaçados por Armie Hammer e Michael Stuhlbarg, ambos por Call Me By Your Name, sem esquecer Christopher Plummer, que substituiu Kevin Spacey em All the Money in the World.


Melhor Actriz Secundária

    Os globos distinguiram a extraordinária Allison Janney naquele papel pitoresco e recto em I, Tonya, mas algo nos leva a crer que em matéria de óscares, Laurie Metcalf (Lady Bird) parte em vantagem. Curiosamente, ambas na pele de mães com uma relação conturbada com as suas filhas - interpretadas por Margot Robbie e Saoirse Ronan respectivamente -, fortes candidatas a nomeações para óscar.
    Outra mãe bem colocada para ser nomeada é Holly Hunter, um dos pontos fortes de The Big Sick. As três foram nomeadas pelo sindicato de actores, que incluíram também Mary J. Blige (Mudbound) e Hong Chau (Downsizing) nas escolhas.
    Uma vez que estamos a falar da Academia, nunca se pode deixar fora da equação Octavia Spencer (The Shape of Water), surgindo com chances bastante reduzidas Lesley Manville (Phantom Thread) e Tatiana Maslany (Stronger).


Melhor Realizador

    Parece impossível, mas 2018 verá Christopher Nolan ter a sua primeira nomeação para melhor realizador desde que está no meio. O britânico, responsável por alguns dos melhores filmes deste século tem já 3 nomeações - duas como argumentista (Memento e Inception) e uma como produtor. Dunkirk, menos saboroso para os fãs mas mais satisfatório para os críticos (essencialmente, pelo dosear de exposição), fará o que Interstellar, The Dark Knight ou The Prestige não foram capazes.
    Comparando Directors Guild Awards e Globos de Ouro (nos quais venceu Guillermo del Toro, provavelmente o favorito nesta fase), inclinamo-nos mais para que a Academia partilhe as escolhas dos DGA: del Toro, Nolan, Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Greta Gerwig (Lady Bird) e Jordan Peele (Get Out). Destes 3, os globos só nomearam McDonagh, acrescentando depois pesos pesados como Steven Spielberg e Ridley Scott.
    Se estamos convencidos que o TOP-5 sairá destes seis nomes? Nem pensar. Há ainda Denis Villeneuve, Luca GuadagninoPaul Thomas Anderson e Sean Baker. Num ano que gritará female power (oxalá não haja escolhas forçadas para exaltar isso, uma vez que o nível das actrizes deste ano por si só chega e só para provar o benefício de histórias com protagonistas femininas), Greta Gerwig deve ser a porta-estandarte e justa representante das mulheres numa categoria que, a acolher mais alguma realizadora, teria que se virar para Dee Rees, Kathryn Bigelow ou Patty Jenkins.


Outras Categorias: Num rápido sumário, The Shape of Water, Lady Bird, Get Out, The Big Sick e Three Billboards Outside Ebbing, Missouri são favoritos para melhor argumento original, enquanto que nos adaptados (categoria mais fraca) saltam à vista Call Me By Your Name, The Disaster Artist e Molly's Game.
    Coco segue destacado nos candidatos a Melhor Filme de Animação, enquanto que na categoria de Melhor Filme Estrangeiro o chileno A Fantastic Woman, o sueco The Square e o israelita Foxtrot parecem cartas fortes. Blade Runner 2049 pode valer o primeiro óscar (tão merecido!) de melhor fotografia a Roger Deakins (13 nomeações, zero vitórias) e a nível de banda sonora vemos a Academia a valorizar Alexandre Desplat (The Shape of Water) e Jonny Greenwood (Phantom Thread).


Vão começando a ver os filmes e não se esqueçam que no próximo dia 23 são conhecidos os nomeados. A seu tempo apresentaremos os nossos palpites para os vencedores do ano e, como sempre, faremos os nossos Óscares Barba Por Fazer..



MELHOR FILME
The Shape of Water. Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Dunkirk. Lady Bird. Call Me By Your Name. Get Out. The Post. The Big Sick. Wonder Woman. Blade Runner 2049. The Florida Project. Mudbound. I, Tonya. Phantom Thread. Molly's Game. The Disaster Artist.


MELHOR ACTOR
Gary Oldman (The Darkest Hour), Daniel Day-Lewis (Phantom Thread), Timothée Chalamet (Call Me By Your Name), James Franco (The Disaster Artist), Daniel Kaluuya (Get Out), Tom Hanks (The Post), Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.), Jake Gyllenhaal (Stronger), Robert Pattinson (Good Time)


MELHOR ACTRIZ
Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Sally Hawkins (The Shape of Water), Saoirse Ronan (Lady Bird), Margot Robbie (I, Tonya), Meryl Streep (The Post), Judi Dench (Victoria and Abdul), Jessica Chastain (Molly's Game), Annette Benning (Film Stars Don't Die in Liverpool), Kate Winslet (Wonder Wheel)


MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Sam Rockwell (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Willem Dafoe (The Florida Project), Richard Jenkins (The Shape of Water), Michael Stuhlbarg (Call Me By Your Name), Armie Hammer (Call Me By Your Name), Woody Harrelson (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Steve Carell (Last Flag Flying), Christopher Plummer (All the Money in the World), Steve Carell (Battle of the Sexes), Ben Mendelsohn (Darkest Hour)


MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Laurie Metcalf (Lady Bird), Allison Janney (I, Tonya), Holly Hunter (The Big Sick), Mary J. Blige (Mudbound), Hong Chau (Downsizing), Octavia Spencer (The Shape of Water), Lesley Manville (Phantom Thread), Tatiana Maslany (Stronger), Melissa Leo (Novitiate)


MELHOR REALIZADOR
Guillermo del Toro (The Shape of Water), Christopher Nolan (Dunkirk), Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Greta Gerwig (Lady Bird), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name), Jordan Peele (Get Out), Steven Spielberg (The Post), Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), Dee Rees (Mudbound), Paul Thomas Anderson (Phantom Thread), Sean Baker (The Florida Project)

1 de outubro de 2017

Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 01/10/17)

Os Óscares 2018 estão quase a voltar a dominar a agenda mediática da cultura nacional e internacional. Paulatinamente, diversos filmes têm estreado por cá e sobretudo nos mais variados e reputados festivais estrangeiros, e é durante os próximos meses - entre Dezembro e Fevereiro, principalmente - que estrearão nas salas de cinema portuguesas aqueles que se começarem a perfilar como os mais fortes candidatos a acumular nomeações e receber estatuetas.
    A 4 de Março do próximo ano acontece a edição número 90 dos Óscares da Academia. Jimmy Kimmel voltará a ser o apresentador (desde Billy Crystal em 1997 e 1998 que ninguém apresentava a cerimónia em anos consecutivos), como sempre no Dolby Theatre e com 24 categorias que farão correr muita tinta e enlouquecer as casas de apostas.
    Em Março deste ano, poucos dias depois de Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Viola Davis e Mahershala Ali receberem as suas distinções, arriscámos realizar as nossas primeiras previsões para 2018. Verdade seja dita, avançámos desde logo com alguns nomes que nesta fase são fortemente apontados como favoritos às principais categorias. No entanto, muitos foram também os filmes e intérpretes que nos escaparam, disparando a sua cotação entretanto (The Shape of Water é o melhor exemplo), existindo igualmente casos em que as nossas elevadas expectativas não foram correspondidas (sim, Mother!, estamos a falar de ti).
 
    Acompanhem-nos então numa análise às mais badaladas categorias - Melhor filme, realizador, actor, actriz e respectivos secundários - que inclui nomes como Christopher Nolan, Gary Oldman, Daniel Day-Lewis, Saoirse Ronan, Sally Hawkins, Frances McDormand e Willem Dafoe.
    Os nomeados são anunciados a 23 de Janeiro.



Melhor Filme

    Three Billboards Outside Ebbing, Missouri venceu o festival de Toronto. O leão de ouro em Veneza foi para The Shape of Water, o mais recente filme de Guillermo del Toro. E todos os indicadores levam a crer que estamos perante dois dos principais favoritos a constar entre os finalistas para Melhor Filme.
    A juntar à presença dos bem-sucedidos filmes de del Toro e Martin McDonagh podemos acrescentar uma quase-certeza, Dunkirk. É certo que Christopher Nolan e Óscares são duas realidades que - injustamente (convém relembrar que a Academia nunca valorizou Stanley Kubrick, muito provavelmente o melhor realizador da História) - não têm coexistido, mas o drama da II Guerra Mundial foi bem recebido pela crítica, é consensual, experimental sem ser pretensioso e já se sabe que os Óscares adoram a Segunda Grande Guerra. Por isso mesmo, The Darkest Hour é outro dos projectos a juntar à equação. Com a transformação de Gary Oldman como Winston Churchill a receber elogios, atrevemo-nos a suspeitar que o filme de Joe Wright pode cair a nível de odds nos próximos tempos, sobrevivendo sim Oldman.
    Contrariamente, de boa saúde parecem estar Lady Bird, a estreia a sério (vamos ignorar Nights and Weekends, de 2008) da talentosa e multifacetada Greta Gerwig na realização. Uma história muito pessoal que poderá colocar Saoirse Ronan com 3 nomeações para óscar aos 23 anos de idade. Por falar em histórias pessoais, importa referir The Big Sick, a história de como Kumail Nanjiani (Silicon Valley) conheceu a sua mulher na vida real - uma comédia romântica que é um bocadinho mais do que isso.
    Claro está que Get Out não perdeu poder, e tem fortes hipóteses de surgir entre a lista final de filmes nomeados. E Blade Runner 2049, que estreia em Portugal esta quinta-feira, pode rapidamente disparar caso seja a obra-prima que desejamos. Bónus: Denis Villeneuve é um dos melhores realizadores da actualidade. É desta que Roger Deakins ganha o seu óscar de Melhor Fotografia!
    Depois, os críticos têm-se perdido de amores por Call Me By Your Name (no Metacritic, o filme não desce de uns impressionantes 98 em 100); e há ainda Mudbound, You Were Never Really HereThe Florida Project Stronger. No universo dos super-heróis, certamente surgirão algumas forças a puxar por Logan e Wonder Woman, e atenção porque ainda ninguém pôs os olhos em Phantom Thread, o novo filme de Paul Thomas Anderson que teoricamente representará o adeus de Daniel Day-Lewis à interpretação, tal como em The Post e Wonder Wheel, filmes de Spielberg e Woody Allen. A fechar, duas novidades com Steve Carell: Battle of the Sexes, num frente-a-frente com Emma Stone, e Last Flag Flying, criação de Richard Linklater.
    Não excluimos nesta fase Detroit, Good Time, A Ghost Story e Wind River, embora a "campanha" de produtores e distribuidores esteja a ser mais intensa e a fazer um eco mais forte em Hollywood relativamente aos filmes acima citados.


Resultado de imagem para darkest hour gary oldmanMelhor Actor Principal

    Depois de Matthew McConaughey, Eddie Redmayne, Leonardo DiCaprio e Casey Affleck... quem será?
    Em pólos opostos na carreira, Gary Oldman (The Darkest Hour) e Timothée Chalamet (Call Me By Your Name) podem surgir entre o quinteto de nomeados final. Como Winston Churchill, Oldman é um dos camaleões do cinema que nunca ganhou um óscar e, aos 59 anos, se a sua interpretação do primeiro-ministro britânico for realmente extraordinária, facilmente terá o apoio de diversos sectores. Já Chalamet, a contracenar com Armie Hammer, deve ser garantidamente uma das revelações do ano. Se isso chegará para o colocar entre os cinco actores do ano, só mais tarde saberemos.
    Mesmo sem termos visto o trabalho de ambos, vamos praticamente all-in na aposta em Daniel Day-Lewis e Joaquin Phoenix. O primeiro volta a colaborar com Paul Thomas Anderson em Phantom Thread; o segundo poderá ter o seu lado louco e a sua energia levados ao limite por Lynne Ramsay em You Were Never Really Here.
    Há ainda Jake Gyllenhaal (Stronger), absolutamente imparável nos últimos anos (alguém que nos explique como é que a Academia não o nomeou por Nightcrawler), e nesta fase não podemos excluir figuras bem diferentes: Tom Hanks (The Post), James Franco (The Disaster Artist), Hugh Jackman (Logan e The Greatest Showman), Jason Clarke (Mudbound), Bryan Cranston (Last Flag Flying) e Robert Pattinson (Good Time). Gostámos de Jeremy Renner e Kumail Nanjiani em Wind River e The Big Sick, mas se tudo correr como esperamos serão ultrapassados por vários colegas de profissão nos próximos meses.


Melhor Actriz Principal

    Tínhamos altíssimas expectativas para Jennifer Lawrence em Mother! mas, apesar do filme não ser tão mau como muitas vozes fizeram crer, a verdade é que a actriz que venceu em 2013 e que já conta com 4 nomeações (3 delas como actriz principal) não estará entre as nomeadas deste ano. Darren Aronofsky tirou o melhor de Natalie Portman e de Ellen Burstyn, mas com a sua musa Lawrence a coisa não correu como esperávamos.
    Posto isto, Sally Hawkins (The Shape of Water) e Saoirse Ronan (Lady Bird) são nomes claramente a considerar. A primeira deve carregar o fantasioso e envolvente filme de Guillermo del Toro, enquanto que Ronan é uma das actrizes mais talentosas da sua geração e como protagonista num filme de Greta Gerwig deve ser o veículo perfeito para transmitir a mensagem e a história de uma daquelas vozes que merece ser ouvida. A estes dois nomes podemos afirmar também com um forte feeling que Frances McDormand, estrela de Three Billboards Outside Ebbing, Missouri estará nas contas finais.
   Caso a Academia esteja numa de dar mais atenção à veterania, há Annette Bening (Film Stars Don't Die in Liverpool) e Judi Dench (Victoria and Abdul), caso prefira promover estreias tem Margot Robbie (I, Tonya).


Melhor Actor Secundário

    Antecipar o esqueleto final dos nomeados para melhor actor e actriz secundários é um valente trinta e um. À partida, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Call Me By Your Name podem contribuir para a versão final dos nomeados. Aliás, o primeiro tem Sam Rockwell e Woody Harrelson como hipóteses, e o segundo Armie Hammer e Michael Stuhlbarg.
    À parte disto, há Willem Dafoe em The Florida Project, mais um projecto com o carimbo especial A24. E, ao lado de Gary Oldman, Ben Mendelsohn vestirá o sempre desafiante rei Jorge VI de Inglaterra. Embora ainda não estejamos certos de quem será assumido como principal e como secundário em Last Flag Flying, de Linklater, uma candidatura de Steve Carell como coadjuvante deve colocá-lo com boas perspectivas.
   Porém, nesta altura, é mesmo muito difícil prever esta categoria. Richard Jenkins, Jason Mitchell, Tom Hardy, Ray Romano, Patrick Stewart, Garrett Hedlund e Tracy Letts são actores a ter em atenção.


Melhor Actriz Secundária

    Será Stronger, no apoio ao sempre incrível Jake Gyllenhaal, o momento em que Tatiana Maslany passa de vencedora de um Emmy para nomeada para um óscar? Era bom.
    Se a nível de actores secundários temos poucas luzes, como actrizes temos ainda menos. Holly Hunter esteve particularmente bem em The Big Sick (perfeita sintonia com Ray Romano e Kumail Nanjiani), Mary J. Blige em Mudbound pode alimentar a tradição da Academia gostar de valorizar artistas de outras áreas a "converterem-se".
    No meio de tudo isto, Laurie Metcalf parece ser a aposta mais segura, como mãe de Saoirse Ronan em Lady Bird. Allison Janney, Hong Chau, Julianne Moore, Melissa Leo, Kristin Scott Thomas e Michelle Williams, sobretudo Janney, têm as suas chances.


Melhor Realizador

    É desta, Christopher Nolan? Com zero nomeações como realizador, o britânico poderá muito bem ver Dunkirk oferecer-lhe a primeira nomeação na categoria. Curiosamente, será praticamente unânime, julgamos, considerar que Nolan já realizou filmes bem mais impressionantes e nos quais a nomeação era obrigatória.
    Guillermo del Toro (The Shape of Water), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name) e Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) são as três cabeças responsáveis por três dos filmes que mais "barulho" têm feito nos últimos meses, e "patrocinávamos" uma campanha por Greta Gerwig (Lady Bird).
   Curiosamente, num ano em que Kathryn Bigelow voltou ao activo, a nível de realizadoras, Gerwig e Dee Rees (Mudbound) parecem bastante mais fortes. Ainda ninguém viu os novos filmes de Paul Thomas Anderson e Steven Spielberg, e se Blade Runner 2049 for tudo o que esperamos, contem com Denis Villeneuve.
    Jordan Peele, Aaron Sorkin, Alexander Payne, Joe Wright, Todd Haynes, Woody Allen, Patty Jenkins, James Mangold, Sean Baker, Angelina Jolie e Lynne Ramsay. Não se esqueçam deles também.



As previsões voltam lá para final de Novembro, inícios de Dezembro, numa altura em que já teremos visto vários destes candidatos e o sector já nos terá dado mais pistas e edificado tendências. A lista de possibilidades (abaixo apresentada) tenderá a ser reduzida nas próximas emissões dos nossos palpites.



MELHOR FILME
Call Me By Your Name. The Shape of Water. Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Dunkirk. Blade Runner 2049. Phantom Thread. Lady Bird. Get Out. Mudbound. Darkest Hour. You Were Never Really Here. The Big Sick. The Post. The Florida Project. Downsizing. Wonder Wheel. Wonder Woman. Wonderstruck. Battle of the Sexes. Stronger. Molly's Game. Last Flag Flying. Logan. Detroit. Wind River. A Ghost Story. The Disaster Artist. First They Killed My Father

MELHOR ACTOR
Daniel Day-Lewis (Phantom Thread), Gary Oldman (The Darkest Hour), Joaquin Phoenix (You Were Never Really Here), Jake Gyllenhaal (Stronger), Timothée Chalamet (Call Me By Your Name), Tom Hanks (The Post), Christian Bale (Hostiles), Andrew Garfield (Breathe), Matt Damon (Downsizing), James Franco (The Disaster Artist), Hugh Jackman (Logan; The Greatest Showman), Jason Clarke (Mudbound), Bryan Cranston (Last Flag Flying), Robert Pattinson (Good Time), Jeremy Renner (Wind River), Kumail Nanjiani (The Big Sick), Miles Teller (Thank You For Your Service),

MELHOR ACTRIZ
Sally Hawkins (The Shape of Water), Saoirse Ronan (Lady Bird), Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Judi Dench (Victoria and Abdul), Annette Benning (Film Stars Don't Die in Liverpool), Margot Robbie (I, Tonya), Jessica Chastain (Molly's Game), Meryl Streep (The Post), Kate Winslet (Wonder Wheel), Emma Stone (Battle of the Sexes), Jennifer Lawrence (Mother!), Gal Gadot (Wonder Woman), Carey Mulligan (Mudbound), Nicole Kidman (The Beguiled)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Sam Rockwell (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Willem Dafoe (The Florida Project), Steve Carell (Last Flag Flying), Ben Mendelsohn (The Darkest Hour), Armie Hammer (Call Me By Your Name), Jason Mitchell (Mudbound), Richard Jenkins (The Shape of Water), Michael Stuhlbarg (Call Me By Your Name), Woody Harrelson (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Tracy Letts (Lady Bird), Tom Hardy (Dunkirk), Ray Romano (The Big Sick), Patrick Stewart (Logan), Garett Hedlund (Mudbound), Idris Elba (Molly's Game), Sterling K. Brown (Marshall)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Laurie Metcalf (Lady Bird), Holly Hunter (The Big Sick), Tatiana Maslany (Stronger), Mary J. Blidge (Mudbound), Allison Janney (I, Tonya), Julianne Moore (Wonderstruck), Melissa Leo (Novitiate), Kristin Scott Thomas (The Darkest Hour), Hong Chau (Downsizing), Kristen Wiig (Downsizing), Michelle Williams (The Greatest Showman), Margot Robbie (Goodbye Christopher Robin), Kirsten Dunst (The Beguiled), Nicole Kidman (The Killing of a Sacred Deer)

MELHOR REALIZADOR
Guillermo del Toro (The Shape of Water), Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name), Christopher Nolan (Dunkirk), Paul Thomas Anderson (Phantom Thread), Greta Gerwig (Lady Bird), Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), Jordan Peele (Get Out), Aaron Sorkin (Molly's Game), Dee Rees (Mudbound), Steven Spielberg (The Post), Joe Wright (The Darkest Hour), Alexander Payne (Downsizing), Kathryn Bigelow (Detroit), Woody Allen (Wonder Wheel), Lynne Ramsay (You Were Never Really Here), Richard Linklater (Last Flag Flying), Sean Baker (The Florida Project), Todd Haynes (Wonderstruck), Patty Jenkins (Wonder Woman), James Mangold (Logan), Angelina Jolie (First They Killed My Father)

1 de março de 2017

Primeiras Previsões para os Óscares 2018

No caminho para os Óscares 2017 escrevemos as nossas primeiras previsões em Setembro passado, uma altura sensata para projectar expectativas e analisar possíveis tendências. Desta vez, no lançamento de 2018, decidimos ousar e realizar o exercício de forma bem precoce - a 90.ª edição acontecerá a 4 de Março, e terá por grande objectivo não errar no anúncio da categoria final. Só em Setembro é que publicaremos novas previsões, essas já com (mais) pés e cabeça; mas, para já, vamos lá olhar para os projectos com estreia agendada para este ano (vários abordados no nosso artigo "Os Filmes mais Aguardados de 2017") que parecem ter cheiro a óscar e ser favoritos em teoria e no papel.
    Numa cerimónia que naturalmente ainda não tem apresentador anunciado (não nos importávamos nada de voltar a ver Jimmy Kimmel, sempre de mira apontada a Matt Damon), já se sabe que pelo menos Casey Affleck, Emma Stone, Viola Davis e Mahershala Ali passarão pelo palco para entregar algumas das estatuetas mais importantes.
    Num ano que se espera bastante forte para a ficção científica, há novos trabalhos de grandes nomes como Christopher Nolan, Denis Villeneuve, Paul Thomas Anderson e Darren Aronofsky; tudo o que abaixo escrevemos baseia-se sobretudo no talento (realizadores, actores, actrizes, argumentistas) envolvido em cada filme e em alguns casos em trailers já divulgados. Em Setembro faremos um ponto de situação para verificar o estado da nação e que palpites foram certeiros...


Melhor Filme

    Quando em Setembro passado começámos a lançar os Óscares 2017 já nessa altura tínhamos dados que nos levavam a incluir Moonlight e La La Land entre os favoritos. Desta vez, muito mais difícil é, senão mesmo impossível. Embora amado pela maioria do povo, Christopher Nolan não tem recebido grande crédito por parte da Academia - nunca ganhou qualquer óscar, sendo nomeado pelos guiões de Memento Inception, com este último a ser o seu único filme nomeado para Melhor Filme. Será que é com Dunkirk que Nolan convence a Academia? A abordagem à II Guerra Mundial parece impedir Nolan de nos dar os seus twists inesperados, embora já se saiba que o filme terá 3 pontos de vista distintos.
    Com tudo para surgir entre os nomeados para Best Picture está o novo Projecto de Paul Thomas Anderson. Pouco se sabe sobre ele, para além de que terá como contexto o mundo da moda em Londres dos anos 50. "Pormenor": marca o reencontro de PTA com Daniel Day-Lewis. Depois, Blade Runner 2049 parece ter todas as pessoas certas nos lugares certos (elenco incrível, com Denis Villeneuve pós-Arrival, Roger Deakins na Fotografia e Jóhann Jóhannsson com a brutal responsabilidade de pegar na épica banda sonora de Vangelis); Darren Aronofsky está de volta com Mother!, onde terá a sua musa/ namorada Jennifer Lawrence como protagonista ao lado de Javier Bardem; e é difícil ignorar o potencial de óscares de filmes como The Darkest Hour (outro filme da II Guerra Mundial, com o foco em Gary Oldman como Winston Churchill), Suburbicon (Clooney a realizar um argumento dos irmãos Coen), Downsizing (a Academia costuma venerar os filmes de Alexander Payne, e contar com Matt Damon, Kristen Wiig e Christoph Waltz é um bom ponto de partida) e o novo Projecto de Kathryn Bigelow, com um elenco jovem e promissor a servir os tumultos sociais de 1967 em Detroit.
    Há filmes que já estrearam em festivais e têm sido bem recebidos - Call Me By Your Name, Mudbound, Get OutA Ghost Story, Wind River, Crown Heights e Sidney Hall -, há o criador de Veep a abordar a Rússia pós-Stalin em The Death of Stalin, há aquilo que parece ser um casamento perfeito entre Lynne Ramsay e Joaquin Phoenix em You Were Never Really Here, Molly's Game, que marca a estreia de Aaron Sorkin na realização, e ainda The Killing of a Sacred Deer, nova criação do grego Yorgos Lanthimos depois de The Lobster.
    Temos altas expectativas para Baby Driver, o novo filme de Edgar Wright (embora sintamos que é mais candidato aos Óscares Barba Por Fazer do que aos da Academia, tal como Okja, do realizador de Snowpiercer) e para Annihilation, o primeiro filme de Alex Garland depois de Ex Machina, nunca se deve ignorar um filme de Spielberg (The Kidnapping of Edgardo Mortara), o que Terrence Malick fará com Song to Song é uma total incógnita, e veremos como corre o primeiro filme do promisor Xavier Dolan em inglês, The Death and Life of John F. Donovan.
    Nunca se sabe se até quando durará o hype de Logan, e de resto há vários filmes que poderíamos também juntar a esta lista: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Hostiles, Mary Magdalene, WonderstruckVictoria and Abdul, Murder on the Orient Express, Battle of the Sexes e The Professor and the Madman. A "sequela espiritual" de Moon, Mute, deve ser mais para os fãs do que propriamente para constar no caminho das estatuetas douradas, surgindo ainda The Snowman como o filme que torcemos que dê ares de Gone Girl, War Machine como uma sátira política da Netflix, e Last Flag Flying como outra combinação brilhante, ao contar com Richard Linklater a dirigir um filme com Bryan Cranston.



Melhor Actor Principal

    Há uns meses atrás conseguimos referir num curto texto aqueles que viriam a ser os 5 nomeados da Academia, dando inclusive destaque inicial a Casey Affleck. Desta vez arriscamo-nos a acertar novamente graças a um facto - Daniel Day-Lewis entra num filme, o que por si só é hoje em dia um evento. O actor que ganhou 3 óscares (os últimos dois em 2008 e 2013) nas 5 vezes que foi nomeado não costuma vacilar e visto que não trabalha desde que ganhou com Lincoln, as expectativas não poderiam estar mais altas. Juntem tudo isso ao facto deste projecto marcar o seu reencontro com Paul Thomas Anderson - There Will Be Blood foi, muito provavelmente, o melhor papel de DDL.
    Temos muito poucos indicadores de qualidade para nos guiarem, para além do nosso feeling, mas Gary Oldman (está irreconhecível como Churchill, e é um daqueles actores que merece ser visto com outro respeito), Matt Damon (tem 2 oportunidades com Suburbicon e Downsizing) e Joaquin Phoenix (num papel algo Travis Bickle) parecem ter vários pontos a favor. Queremos ver Christian Bale em Hostiles, e Tom Hardy em Dunkirk (será ele a ser considerado protagonista?).
   Em The Kidnapping of Edgardo Mortara, de Spielberg, não sabemos ainda quem será o protagonista e quem o secundário entre Oscar Isaac e Mark Rylance, e de resto há outros nomes que não excluímos: Michael Fassbender, Steve Carell, Bryan Cranston, Colin Firth, Jake Gyllenhaal, Hugh Jackman, James McAvoy, Jack O'Connell e Timothée Chalamet. E de certeza que até Setembro alguns destes perderão sentido, e novos surgirão em força.



Melhor Actriz Principal

    Darren Aronofsky costuma espremer o melhor dos seus protagonistas: Natalie Portman ganhou o óscar com Black Swan, Mickey Rourke e Ellen Burstyn foram nomeados com The Wrestler e Requiem for a Dream. Depois de Noah, uma pequena manchinha num percurso quase imaculado, Mother! deve colocar Aranofsky novamente no trilho certo - e quem melhor do que a sua actual namorada, Jennifer Lawrence, para brilhar e conseguir a sua nomeação nº 5?! Curiosidade: 2013, ano em que Lawrence ganhou com Silver Linings Playbook, o Melhor Actor foi Day-Lewis.
    Brie Larson, outra vencedora recente, também pode ter ambições legítimas graças a The Glass Castle, e Saoirse Ronan tem em The Seagull e Lady Bird duas hipóteses de conseguir nova nomeação, embora ainda só tenha 22 anos. A vencedora deste ano, Emma Stone, será Billie Jean King em Battle of the Sexes, mas temos mais fé nas veteranas Frances McDormand e Judi Dench, com Three Billboards Outisde Ebbing, Missouri e Victoria and Abdul respectivamente. The Wife será a esperança de Glenn Close de ganhar de vez um óscar que já lhe fugiu 6 vezes; e é importante não retirarmos nesta fase tão longínqua nomes do quadro como Julianne Moore, Rooney Mara, Alicia Vikander, Eva Green, Isabelle Huppert, Jessica Chastain e Kirsten Dunst.


Melhor Actor Secundário

    Descobrir ou antecipar quem brilhará no apoio, na sombra, é sempre um quebra-cabeças. Mas teoricamente, temos uma ajudinha: o austríaco Christoph Waltz, vencedor de 2 óscares de Actor Secundário nas "tarantinices" Inglourious Basterds e Django Unchained, entra como secundário num filme de Alexander Payne e, se houver brilharete em cada filme de Day-Lewis, Lawrence e Waltz, podemos ter uma reedição quase integral dos vencedores de 2013. Também por isso, cheira-nos que em Setembro o Ranking de favoritos em cada categoria estará bastante adulterado.
    Não temos conhecimento ainda para dizer se Javier Bardem será secundário em Mother! ou protagonista em conjunto com Jennifer Lawrence, mas temos conhecimento para prever uma boa personagem para Woody Harrelson em The Glass Castle, filme de Destin Cretton, realizador do aclamado indie Short Term 12. Armie Hammer tem sido elogiado pela sua participação em Call Me By Your Name, e depois há vencedores recentes como Mark Rylance e J.K. Simmons e actores subvalorizados à procura do devido crédito como Ben Mendelsohn, Ben Foster, Cillian Murphy e Sam Rockwell.
    Ainda assim, esta categoria tem tudo para em Setembro estar virada de pernas para o ar, e com muitos nomes que aqui não constam a surgirem em força.


Melhor Actriz Secundária

    O toque de Midas que Aronofsky tem com as actrizes com quem trabalha - Natalie Portman, Ellen Burstyn, Jennifer Connelly - deixa-nos crentes que não só Jennifer Lawrence pode brilhar em Mother!, mas também Michelle Pfeiffer, que aos 58 anos pode voltar em grande e conseguir a sua quarta nomeação.
    Tully, filme de Jason Reitman (Juno, Up in the Air, Thank You for Smoking), parece ser o cenário ideal para Mackenzie Davis roubar cenas vivendo em equilíbrio com Charlize Theron; e Kristen Wiig pode ter no novo filme de Alexander Payne a montra adequada para caminhar no limbo entre o drama e a comédia. Julianne Moore tem um histórico positivo ao serviço de Todd Haynes, e Nicole Kidman pode ser uma aposta interessante se entrar na onda bizarra dos filmes de Yorgos Lanthimos. Naomi Watts é também hipótese, saiba ela estar ao nível de Brie Larson e Woody Harrelson, e não afastamos nesta fase (em Setembro pode estar tudo tão diferente...) actrizes como Tatiana Maslany, Rachel Weisz, Carey Mulligan, Natalie Portman e Annette Bening.


Melhor Realizador

    Os Óscares 2017 marcaram a primeira nomeação do incrivelmente consistente Denis Villeneuve (que até pode conseguir duas consecutivas com Blade Runner 2049) e 2018 pode ser o momento em que Christopher Nolan consegue o que já devia ter há muito tempo - nomeação para Melhor Realizador.
    Se juntarmos a estes 2 meninos, Paul Thomas Anderson e Darren Aronofsky já podíamos ter a categoria quase fechada, só que depois há realizadores-queridos da Academia como Kathryn Bigelow, George Clooney e Alexander Payne; e realizadores emergentes como Edgar Wright, Alex Garland, Lynne Ramsay, Yorgos Lanthimos, Joon-Ho Bong e Destin Cretton.
    The Darkest Hour deve colocar Joe Wright, realizador do episódio de Black Mirror, "Nosedive", na corrida, tal como também estarão figuras incontornáveis como Steven Spielberg, Michael Haneke, Terrence Malick, Richard Linklater, Ridley Scott e Alfonso Cuarón. Por fim, e enquanto aguardamos que vários outsiders inesperados se acrescentem a esta lista durante os próximos tempos, podemos também incluir a realizadora de Mudbound, Dee Rees, o criador de Veep, Armando Iannucci, o estreante a realizar Aaron Sorkin e pessoalmente temos curiosidade para ver o produto final dos projectos de Duncan Jones, Tomas Alfredson, Stephen Chbosky, Andrew Haigh, Alfonso Gomez-Rejon e porque não Rian Johnson com o novo Star Wars?!



As previsões voltam em Setembro, numa altura em que já deverá começar a antecipar os Óscares 2018 com juízo e não num exercício louco e pouco fundamentado como este. A partir daí já sabem, iremos actualizar e "afunilar" previsões com o passar dos meses.



MELHOR FILME
Dunkirk, Projecto Paul Thomas Anderson, Blade Runner 2049, Mother!, The Darkest Hour, Suburbicon, Downsizing, Projecto Kathryn Bigelow, Call Me By Your Name, The Glass Castle, Mudbound, The Death of Stalin, You Were Never Really Here, Annihilation, Roma, Molly's Game, The Kidnapping of Edgardo Mortara, The Current War, Battle of the Sexes, Baby Driver, Mute, Three Billboards Outside Ebbing Missouri, The Death and Life of John F. Donovan, Hostiles, Song to Song, Mary Magdalene, Get Out, A Ghost Story, Wind River, Victoria and Abdul, Logan, The Professor and the Madman, Crown Heights, Murder on the Orient Express, The Snowman, War Machine, Last Flag Flying, The Greatest Showman, The Florida Project

MELHOR ACTOR
Daniel Day-Lewis (Projecto Paul Thomas Anderson), Joaquin Phoenix (You Were Never Really Here), Gary Oldman (The Darkest Hour), Christian Bale (Hostiles), Matt Damon (Downsizing; Suburbicon), Tom Hardy (Dunkirk), Oscar Isaac (The Kidnapping of Edgardo Mortara), Michael Fassbender (The Snowman), Timothée Chalamet (Call Me By Your Name), Steve Carell (Battle of the Sexes), Colin Firth (The Mercy), Jake Gyllenhaal (Stronger), Bryan Cranston (Richard Linklater), James McAvoy (Submergence), Hugh Jackman (The Greatest Showman), Jack O'Connell (Projecto Alexander McQueen), Idris Elba (The Mountain Between Us)

MELHOR ACTRIZ
Jennifer Lawrence (Mother!), Brie Larson (The Glass Castle), Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Saoirse Ronan (The Seagull; Lady Bird), Judi Dench (Victoria and Abdul), Glenn Close (The Wife), Julianne Moore (Suburbicon), Emma Stone (Battle of the Sexes), Rooney Mara (Mary Magdalene), Alicia Vikander (Submergence; Euphoria), Eva Green (Euphoria), Jessica Chastain (Molly's Game), Kirsten Dunst (Woodshock), Isabelle Huppert (Happy End)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Christoph Waltz (Downsizing), Javier Bardem (Mother!), Woody Harrelson (The Glass Castle), Ben Mendelsohn (The Darkest Hour), Armie Hammer (Call Me By Your Name), Ben Foster (Hostiles), Mark Rylance (The Kidnapping of Edgardo Mortara; Dunkirk), Cillian Murphy (Dunkirk), Michael Fassbender (Song to Song), Ed Harris (Mother!), J.K. Simmons (The Snowman), Sam Rockwell (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Michelle Pfeiffer (Mother!), Mackenzie Davis (Tully), Julianne Moore (Wonderstruck), Nicole Kidman (The Killing of a Sacred Deer), Kristen Wiig (Downsizing), Naomi Watts (The Glass Castle), Tatiana Maslany (Stronger), Rachel Weisz (The Mercy), Annette Bening (The Seagull), Carey Mulligan (Mudbound), Natalie Portman (Song to Song)

MELHOR REALIZADOR
Paul Thomas Anderson (Projecto PTA), Christopher Nolan (Dunkirk), Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), Darren Aronofsky (Mother!), Kathryn Bigelow (Projecto Detroit KB), Alexander Payne (Downsizing), George Clooney (Suburbicon), Edgar Wright (Baby Driver), Joe Wright (The Darkest Hour), Dee Rees (Mudbound), Alfonso Cuarón (Roma), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name), Alex Garland (Annihilation), Lynne Ramsay (You Were Never Really Here), Steven Spielberg (The Kidnapping of Edgardo Mortara), Yorgos Lanthimos (The Killing of a Sacred Deer), Armando Iannucci (The Death of Stalin), Todd Haynes (Wonderstruck), Tomas Alfredson (The Snowman), Aaron Sorkin (Molly's Game), Michael Haneke (Happy End), Terrence Malick (Song to Song), Destin Cretton (The Glass Castle), Garth Davis (Mary Magdalene), Richard Linklater (Last Flag Flying), Joon-Ho Bong (Okja), Duncan Jones (Mute), Ridley Scott (Alien: Covenant), James Marsh (The Mercy), Rian Johnson (Star Wars: The Last Jedi), Andrew Haigh (Lean On Pete), Stephen Chbosky (Wonder), Alfonso Gomez-Rejon (The Current War), Sean Baker (The Florida Project)