Antevisão da Barclays Premier League 2017/ 18

Não há nada como a Premier League. Quem vai conquistar a liga mais competitiva do planeta? Que jogadores se vão destacar? As previsões do Barba Por Fazer estão todas aqui.

Antevisão da Liga NOS 2017/ 18

Quem vai ganhar entre Benfica, Porto e Sporting? O Barba Por Fazer dá-te a mais completa análise à nova época do futebol português.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

Revisão: Better Call Saul (3ª Temporada)

Uma obra-prima paciente. E a melhor série da primeira metade de 2017.

Emmys Barba Por Fazer 2017: Nomeados

Entre os nomeados dos primeiros Emmys BPF, destaque para as várias nomeações de Better Call Saul, The Leftovers, The Night Of, Master of None e Atlanta.

30 de abril de 2012

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 75 )


Se tivéssemos que eleger a pessoa que mais admiramos no mundo da música, Eddie Vedder seria essa pessoa. Não por ter habitualmente a "Barba Por Fazer" mas sim pela evolução que teve enquanto músico, pela banda a que pertence e pela sua postura na vida. Hoje em dia é um "Senhor" da música, defendendo sempre os interesses dos seus fãs, a natureza e estando sempre bem com a vida. Actualmente com 47 anos, Eddie é um ícone musical e cultural com uma voz como ninguém tem, no nosso entender "A Voz" grunge. Não consideramos aqui as músicas dos Pearl Jam, já que faremos um top para a banda de Seattle. Assim sendo, neste top as 20 músicas são de Eddie Vedder a solo, retiradas do seu recente álbum "Ukelele Songs" e, sobretudo, da grande banda sonora de "Into the Wild". Obrigado Eddie, por nos ensinares o que é música. Aqui fica, o top 20 de Eddie Vedder.

TEMA : EDDIE VEDDER



1. Eddie Vedder - Guaranteed
2. Eddie Vedder - Society
3. Eddie Vedder - Long Nights 
4. Eddie Vedder - Hard Sun 
5. Eddie Vedder - Rise 
6. Eddie Vedder - Longing to Belong 
7. Eddie Vedder - Sleeping By Myself 
8. Eddie Vedder - The Wolf 
9. Eddie Vedder - Throw Your Arms Around Me 
10. Eddie Vedder ft. Glen Hansard - Sleepless Nights 
11. Eddie Vedder - Better Days 
12. Eddie Vedder - Can't Keep 
13. Eddie Vedder - No Ceiling 
14. Eddie Vedder - Without You 
15. Eddie Vedder - End of the Road 
16. Eddie Vedder - Satellite 
17. Eddie Vedder - More Than You Know 
18. Eddie Vedder - The Times They Are A Changin' 
19. Eddie Vedder - Light Today 
20. Eddie Vedder - Once in Awhile 


Jorge Jesus, és o Elo Mais Fraco. Adeus.

    Ora muito boa noite.

    Era suposto estar a escrever sobre o jogo Rio Ave-Benfica, mas não o vou fazer. Não vou analisar o jogo como tenho feito habitualmente. O Benfica empatou o que faz com que o Porto de Vítor Pereira se tenha sagrado hoje mesmo campeão.

    Não farei a análise do jogo porque prefiro transmitir o meu cansaço. Cansaço de Jorge Jesus. Creio que não serei o único benfiquista a sentir-me farto do actual treinador do Benfica. Defendi-o sempre. Mas hoje, pela primeira vez, sinto-me farto.

    Hoje o Porto não ganhou um campeonato. O Benfica, esse sim, perdeu um campeonato. Este ano assistimos a um F.C. Porto fraco ao longo de todo o campeonato e um Benfica forte apenas na primeira volta e pouco mais da segunda. É inadmissível perder um campeonato com um dos mais caros e melhores planteis dos últimos anos. Mas é sobretudo inadmissível perder um campeonato em que tínhamos 5 pontos de avanço, até à 19ª jornada, sobre um Porto liderado por um dos piores treinadores da história do clube.

    O campeonato estava praticamente decidido. É uma verdade. Mas apenas hoje senti este cansaço de ver Jorge Jesus a liderar a equipa do Benfica. Enquanto benfiquista exijo que a equipa lute enquanto é possível. Se tivéssemos que perder o campeonato que o perdêssemos na última jornada ou na próxima caso o Sporting não conseguisse arrancar pontos no Dragão (o que eu acho difícil). Hoje empatámos o jogo essencialmente por más mexidas do treinador. Muito más. Diria mesmo que nem um miúdo as faria num videojogo.

    Este campeonato fica manchado por más arbitragens. Más arbitragens que prejudicavam e beneficiavam sempre os mesmos. E isso influencia, obviamente. Porém, em 2009/10 e 2004/05 o Benfica foi campeão mesmo sendo prejudicado em alguns jogos. A diferença é que fomos regulares. Jogámos bem do início ao fim. Não falhámos nos momentos chave. Tivemos raça, querer e ambição até ao último jogo disputado. Fomos Benfica.
    Este ano não o fomos até ao fim. Quando o jogo não estava a correr bem, Jorge Jesus ficava apático. Sem saber o que fazer. Não incentivava tanto os jogadores como no seu primeiro ano. Parece que o Benfica demolidor de há dois anos era suficiente para ter margem de erro. Mas não é. Os benfiquistas exigem mais. Não nos contentamos com um título esporadicamente. Nós queremos um Benfica que ganhe vários campeonatos seguidos. E isso tem que estar bem presente na mente de um treinador do Benfica. No Benfica não há tempo para relaxar e errar de vez em quando. Somos um clube com uma História vencedora como não há igual em Portugal. Todos os benfiquistas exigem a vitória em todos os jogos, mas nem sempre sendo isso possível, exigimos no mínimo que joguem à Benfica.
    Merecemos um maior respeito. Nós que sofremos em todos os jogos que o Benfica disputa. Nós que enchemos estádios por Portugal fora como mais nenhum clube em Portugal é capaz. Nós que numa das maiores crises que se vive em Portugal enchemos o Estádio da Luz numa má fase da equipa e com os bilhetes a preços exorbitantes. Nós que somos os melhores adeptos do mundo por amor ao Sport Lisboa e Benfica. Nós exigimos respeito. Exigimos mais. Muito mais.

    Na flash interview de hoje, Jorge Jesus quase se desculpou do campeonato perdido com o facto do Benfica estar em mais frentes. Jorge, isso não é desculpa. Desde quando é que estar em mais competições é desculpa para perder uma outra competição? Eu até te lembrava de um certo treinador que o ano passado ganhou mais que uma coisa, mas não me quero recordar de coisas tristes. Porém, posso-te dizer que em 60/61 o Benfica foi Campeão Nacional e Campeão Europeu. No ano posterior, foi novamente Campeão Europeu e Campeão da Taça de Portugal. A História do Benfica mostra que estar em várias competições ao mesmo tempo não é desculpa para perder. Ou se perde por mérito dos outros, ou por demérito nosso. E este ano foi totalmente demérito nosso.

    O balanço desta época é negativo. Perdemos o campeonato por teimosias do senhor Jorge Jesus que já no ano passado eram bem visíveis. Fizemos uma excelente campanha na Liga dos Campeões e só não fomos mais além porque, de facto, o senhor Tagliavento e o senhor Skomina não nos deixaram. Acho que é a única coisa positiva deste mesmo ano. Ganhar este campeonato era fácil demais, mas Jorge Jesus e os árbitros portugueses fizeram questão em complicar algo tão simples como ficar à frente do Porto do Vítor Pereira.

    Eu não tenho memória curta. Estou grato a Jorge Jesus pelo campeonato de 2009/10 e por ter metido o Benfica a jogar um futebol magnífico. Mas como já disse, isso para um benfiquista não basta. O que vale meter uma equipa a jogar excelentemente num ano se nos seguintes desilude? Sim, eu gostava de ter estabilidade no meu clube. De ter um treinador por muitos anos. Mas não quero esta estabilidade perdedora. Quero estabilidade com títulos. E se a minha paciência de benfiquista tinha aguentado a tragédia do ano passado, este ano, tendo em conta os factos passados, não aguentou.
Que foi? Só tu é que podes dizer "Então Xau"?
    Este meu cansaço culminou nas últimas palavras de Jorge Jesus na flash interview. O ainda treinador do Benfica, após ter sido confrontado com uma eventual mudança para o Porto e posteriormente lhe ter sido perguntado «É sua vontade continuar no Benfica?», não conseguiu responder directamente com um «Sim, é minha vontade continuar no Benfica.» preferindo um «Essa questão não se coloca. Tenho mais um ano de contrato.»... Esta falta de clareza, de objectivismo, esta falta de ser directo só mostrou que está comprometido. Se não o estivesse, não vejo qual o problema em responder com clareza à pergunta do jornalista. Por isso, não gostando eu de ver pessoas no Benfica contra a sua vontade, não me ocorre mais nada senão um «Então Xau!».

    Assim sendo, falando pela equipa do «Barba Por Fazer», obrigado por tudo Jorge Jesus. Mas achamos que está na altura de entregares a cadeira a outra pessoa. 
    Pessoalmente, gostava que Michel Preud'Homme regressasse desta vez para o cargo de treinador. Reconheço-lhe algum talento, conhece o clube, o ambiente, a paixão dos adeptos e é um senhor que nos deixou algumas saudades (para não referir que acabou a sua brilhante carreira de guarda-redes no Benfica).

    Se porventura concordarem com a saída de Jorge Jesus, digam-nos o porquê de concordarem e refiram nomes (possíveis) para o seu lugar. Se concordarem com a sua permanência, expliquem-nos porquê.

    Viva o Benfica!
    TM




PS: A todos os benfiquistas aconselho a não ligarem a televisão em canais de informação 24 horas nem a ver telejornais a partir de hoje até amanhã. E se calhar é melhor também não o fazerem na terça. É mais seguro. Quanto aos benfiquistas que moram na cidade do Porto, expresso aqui o meu sincero apoio.

29 de abril de 2012

Toda a (Minha) Verdade sobre a Saída de Guardiola


Há quem diga que o Guardiola saiu do Barcelona porque estava desgastado, porque chegou o final do “tempo” dele e ele já não sentia a mesma pica para fazer o que fazia. Eu, pessoalmente, tenho uma opinião diferente. E está a vista de todos, mas ainda ninguém parece ter visto. Passo a esmiuçar:

24 de Abril de 2012
Barcelona empata com o Chelsea, num jogo onde Messi falhou um penalty decisivo

26 de Abril de 2012
“Messi vai ser pai” – surgiu o rumor de que Antonella Roccuzzo, a nutricionista namorada de Messi (bem que ele precisa de uns nutrientes para ver se cresce) estaria grávida de 11 semanas, quase 3 meses

27 de Abril de 2012
“Guardiola sai ‘desgastado’ do Barcelona”

27 Abril de 2012
Messi faltou à conferência de despedida a Guardiola.
Ora, juntemos 2+2. A senhora Antonella anuncia que está grávida, o Guardiola dá de frosques e o Messi não aparece no adeus ao Guardiola. É impressão minha ou o Guardiola entrou no quintal do vizinho e foi plantar “nutrientes”?

Guardiola num momento ligeiramente gay
28 de Abril de 2012
“Messi vai mesmo ser pai?” – primeiro, acho este título de mau tom para com o rapaz. O Ronaldo compra filhos mas quando é o Messi, parece que as pessoas nem acreditam que ele com o seu 1,10m consiga reproduzir-se. Depois de Messi atirar uma bola à barra numa meia-final da Champions, de supostamente a Antonella (que é uma espécie de versão feminina do “nome” Tonel) estar grávida, de o Guardiola dizer subitamente que estava desgastado e que o tempo dele tinha chegado ao fim e de Messi ter faltado à despedida do treinador… Antonella e o seu pai desmentiram a gravidez.


Ora bem, juntemos 2+2 outra vez. Antonella engravida. Mas Messi sabe que é virgem. E, portanto, ou Deus optou por pinar mentalmente a Antonella e fazer dela a nova Virgem Maria ou então… Percebeu que alguém tinha andado a meter o “nariz” onde não era chamado. Transtornado, Messi falha um penalty. Guardiola percebe que foi apanhado com as calças na mão e foge às responsabilidades. Messi topa a coisa e não aparece na conferência de despedida. Mas o Messi acha-se o melhor do mundo e portanto tem que ter o melhor filho do mundo (dele) e, como tal, a Antonella foi ali ao fundo e abortou.

Isto é tudo uma coisa a brincar, porque a verdade mais plausível é que Guardiola e Messi tinham um caso (acho que a imagem à esquerda deixa pouca margem para dúvidas). Ah, e na despedida do Guardiola passaram imagens acompanhadas pela “Fix You” dos Coldplay, que são a banda preferida dele. Quem tem como banda preferida os Coldplay… acho que desta vez não tenho que ser eu a somar 2+2… Mas não há que ter problemas com isto. Conta-se que no exército implacável do grande Alexandre Magno ("Alexandre O Grande") as patrulhas, à noite, eram feitas por casais de soldados. Ora, depois do episódio entre Piqué e Ibrahimovic, agora é a vez do Guardiola e o Messi. Nada demais, o Barcelona é apenas uma equipa com um balneário muito unido. MP


E esta foi a reacção do meu amigo Mourinho quando leu isto que eu escrevi:

Músicas que Andam Por aí

    Pumba! Epá, muita bem... Diz que nos deu de novo na tola para vos dar mais «Músicas que Andam Por aí». Quem diria... Aproveitem, humanos (há quem diga "pessoas humanas", mas como não conhecemos pessoas não-humanas tratar-vos-emos por "humanos"), que não nos dão assim tantas vezes na tola para recomendar boa música que por aí paira.
    Voltamos a Coachella. Mas em 2011... Só para verem quem manda... Kanye West deu um grande concerto (que podem encontrar no Youtube) e convidou Justin Vernon, dos Bon Iver, para o acompanhar em algumas músicas. Dois estilos completamente distintos, mas de dois grandes músicos só podia sair coisa boa. E de facto saiu. Aqui deixamos a "Monster" cantada por ambos. Depois passamos para uma banda belga, que o nosso amigo Witsel nos recomendou. Na realidade não foi ele mas sim a Peugeot e o seu novo anúncio do novo Peugeot 208 que passa nos cinemas com a mensagem Let Your Body Drive, um bom anúncio, com a música "The Dragster Wave" dos belgas Ghinzu. E assim nos viramos para a música tuga onde os Orelha Negra lançaram um novo single esta quinta-feira que passou. A música "Throwback" foi lançada pela «Antena 3», mas no dia posterior a banda colocou à disposição de todo o público na internet. E de repente tornamo-nos comerciais e recomendamos uma música do Drake com a Rihanna. Surpreendente, talvez. Mas a música ("Take Care") fica no ouvido. Depois temos uma música dos Perfume Genius, "Dark Parts"... Como é que nos foi parar às mãos? Confessamos que desconhecíamos por completo a banda e que a música nos apareceu à frente por forças de outrem com muito bom gosto musical. Já perto do fim desta panóplia musical de qualidade fica mais um instrumental duma banda que bem que podia vir ao palco Heineken do Optimus Alive'12, os This Will Destroy You com "Quiet". E agora como penúltima música o "Anda Comigo Ver os Aviões", ahhhh acreditaram! Estamos a gozar, não é desta que nos vendemos a essa música massificada à bruta pelo público português, optamos sim por uma música também melosa, mas estrangeira e desconhecida - "Shattered" dos Trading Yesterday. Ooolha o gajo outra vez... O Justino a querer aparecer outra vez feito pato bravo... E ainda por cima apresenta uma música a solo... Para ficar com todos os louros... A cantiga "Hazelton" é uma das muitas boas canções do albúm a solo de Justin Vernon que possui o título: «Hezeltons».
 
    E assim nos vamos... Desvanecendo no nevoeiro... que nem D. Sebastião...



Kanye West w/ Justin Vernon - Monster @ Coachella 2011

Ghinzu - The Dragster Wave

Orelha Negra - Throwback

Drake ft. Rihanna - Take Care

Perfume Genius - Dark Parts

This Will Destroy You - Quiet

Trading Yesterday - Shattered

Justin Vernon - Hazelton



MP. TM.

28 de abril de 2012

Marítimo 0 - 2 Porto

O Porto venceu há pouco o Marítimo nos Barreiros num jogo que se esperava difícil para os dragões e que acabou por ser mesmo. No entanto, com alguma sorte e 2 penaltys (bem assinalados), a equipa de Vítor Pereira conseguiu somar os 3 pontos e, agora sim, parece quase impossível que o Porto não se sagre campeão. O Porto pode até sagrar-se campeão amanhã, caso o Benfica não vença. Mas como ninguém quer que isso aconteça, o Porto-Sporting do próximo fim-de-semana terá carácter (não total, mas muito) decisivo.

   
    Para o jogo de hoje, Vítor Pereira não lançou um onze óbvio, no que ao ataque diz respeito. Na defesa, o internamente castigado Álvaro Pereira (não acredito que para o ano esteja no Porto) deu lugar ao jovem Alex Sandro; no meio-campo voltou Fernando, que é peça-chave neste Porto e em todos os "Portos" dos últimos anos; no ataque o Vítor deixou o austríaco de 5 metros no banco e colocou um trio mais móvel (James-Hulk-Varela) que colocava em Hulk peso e responsabilidade no rumo do jogo azul e branco.
    Do lado do Marítimo, para quê jogar com Peçanha, João Guilherme e Benachour, não é Pedro Martins? Para quê? Vamos pôr mas é o Salin, o Robson e o João Luiz. Agora a sério, as escolhas de Pedro Martins no meio-campo e ataque perceberam-se mas, sobretudo deixar o central João Guilherme no banco, foi mal jogado.

    O jogou começou a um ritmo não muito acelerado, no apertado campo dos Barreiros, e durante os primeiros 15 minutos quando o jogo ganhava algum interesse era sempre por obra e graça do Givanildo Vieira de Souza (Hulk). Sem grande história para contar até então, foi precisamente após um quarto de hora jogado que Fidelis, após um canto, decidiu agredir a bola com o seu punho. Sem grande lógica, optou por saltar e (claramente sem querer, coitado) desviou a bola com a sua mão. Penalty assinalado e, na conversão, Hulk não vacilou.
    Depois, o jogo voltou a baixar o ritmo e a ficar monótono. Moutinho e Lucho iam tentando orquestrar o jogo portista, o Marítimo procurava responder cautelosamente, mas até ao intervalo apenas um remate de James, que Salin defendeu bem, merece destaque. Considerando que, ao intervalo, julgo que o Marítimo não tinha feito nenhum remate e que o penalty fora (estúpido mas) bem assinalado, o resultado era justo.

    No recomeço do jogo, o Marítimo melhorou. Mas muito devagarinho. Héldon e Benachour trouxeram outra qualidade e irreverência ao jogo e o Marítimo foi crescendo. Primeiro Fidelis teve um bom lance individual. Depois o Porto respondeu - grande passe de Lucho e Hulk falhou na cara de Salin. E depois, mais Marítimo numa altura em que a equipa insular encostava o Porto no seu meio-campo. Benachour ficou a centímetros de empatar e depois Héldon cabeceou para uma boa defesa de Hélton. O Héldon e o Hélton, que curioso momento, só faltava lá o Hélmon e o Hélson, que estupidez, peço desculpa.

Até ao final, as abordagens dos treinadores eram totalmente inversas. Se Pedro Martins retirava o central Roberge e colocava o avançado Pouga, o Vítor optava por tirar James e Lucho e colocar Defour e Rolando. Mas a verdade é que quando o Porto se vê aflito, normalmente caiem coisas do céu. Primeiro até foi o inverso que aconteceu. Hulk serviu Lucho e este, com a baliza aberta, optou por mandar uma bola para o céu. Mas depois, o Porto conseguiu o seu lance habitual. Djalma ia para a baliza, esbarrou em Rafael Miranda e o árbitro assinalou prontamente o penalty. Mais provocado do que cometido. Hulk, mais uma vez não vacilou. O lance típico do Porto, golo marcado a 11 metros da baliza e com assistência dum jogador de amarelo. 

    Foi um jogo com pouca história, não muito interessante, mas no qual o Porto foi justo vencedor. O Marítimo bem procurou responder quando ainda estava 0-1, mas faltou clarividência e a sorte que o Porto teve no jogo. Está na altura de começar a aceitar mesmo que o Porto se vai sagrar campeão o que não é bom para o futebol português porque não me lembro do último campeão nacional que praticava tão mal futebol. Até o Boavista do Jaime Pacheco, entre os dentes e costelas partidos que provocava, jogava mais à bola.

    Destaque hoje para Hulk, inevitavelmente. Nos momentos decisivos desta época, o brasileiro disse presente e o Porto só existiu hoje quando ele apareceu. De resto, destaque para Fernando e Moutinho e, no Marítimo, para a boa entrada de Benachour e o bom jogo de Sami. Fidelis, apesar de ter cometido uma grande penalidade estúpida e ter lançado o Porto no jogo sem o Porto saber bem como, não fez um mau jogo.

A seu tempo faremos um post comentando em jeito de balanço este ano de futebol em Portugal. MP



Marítimo 0 - 2 Porto

Marítimo: Salin; Briguel, Robson, Roberge (Pouga), Rúben Ferreira; Rafael Miranda, Olberdam, João Luiz (Héldon); Sami, Danilo Dias (Benachour), Fidelis.
Treinador: Pedro Martins

Porto: Hélton; Sapunaru, Maicon, Otamendi, Alex Sandro; Fernando, Lucho González (Rolando), João Moutinho; Varela (Djalma), James Rodríguez (Defour), Hulk.
Treinador: Vítor Pereira

Golos: 0-1 16’ Hulk (pen.); 0-2 89’ Hulk (pen.)

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Hulk.

27 de abril de 2012

Braga 1 - 2 Olhanense

O Braga e o Olhanense abriram a 28ª jornada da Liga ZON Sagres num jogo com um resultado relativamente inesperado. O Sporting de Braga, depois de 14 vitórias consecutivas, está agora numa sequência de 4 jogos sem ganhar (3 desses jogos terminaram com derrotas) e o Olhanense chegou hoje aos 35 pontos, vencendo no dia em que festeja 100 anos e alcançando a melhor classificação de sempre do clube.

    Para o jogo de hoje Leonardo Jardim não pôde contar com Márcio Mossoró (castigado), e que falta fez o criativo brasileiro. No seu lugar jogou Ruben Amorim, claramente ainda a procurar o regresso à boa forma após a lesão que teve. No entanto, Sérgio Conceição também teve uma baixa de peso para este jogo - Salvador Agra.


    O jogo começou e o Braga fez-se Senhor do jogo. Ameaçou o golo por Custódio e Lima e, aos 19 minutos, após um livre bem batido por Alan, Nuno André Coelho mergulhou cabeceando para o 1-0. Bom início de jogo da equipa bracarense, que parecia indicar que conseguiria resolver o jogo cedo. E os indícios apontavam todos para uma vitória sólida da equipa do Braga. Lima voltou a ter hipótese de marcar e, antes do intervalo, Custódio rematou para boa defesa de Fabiano Freitas. Pelo meio, Vítor Vinha lesionou-se e Sérgio Conceição colocou em campo Rui Duarte. Que diferença viria a fazer no jogo.

    No regresso dos balneários, o Braga perdeu-se e o Olhanense, com o seu jogo sempre pautado por Rui Duarte, entrou bem. Aos 52 minutos, Wilson Eduardo quase marcou, mas Quim defendeu para canto. E aos 57 minutos aconteceu mesmo o golo do empate - canto de Rui Duarte, (julgo que) Douglão desviou a bola e Cauê ficou sozinho tendo apenas que encostar para a baliza.
    O Braga não se encontrava e Leonardo Jardim achou por bem jogar à Benfica dos anos 60. Retirou Amorim, colocou Nuno Gomes e passou a jogar num 4-2-4. O Hugo Viana e o Custódio são bons, mas não são o Coluna, caro Leonardo. Depois desta substituição, o Olhanense conseguiu, explorando os erros do pouco povoado meio-campo bracarense, continuar a criar perigo. Primeiro Wilson Eduardo quase marcava num lance em que Quim ficou a dormir e depois Dady, lançado por Rui Duarte, permitiu a Quim uma boa defesa. Depois, quase surgia aquele momento crónico e relativamente cómico em que Nuno Gomes marca e as pessoas reagem com um "Este Nuno Gomes... Marcou outra vez, sempre o mesmo". Mas desta vez foi só quase, porque Fabiano defendeu o cabeceamento do avançado português. Na resposta, Rui Duarte recuperou uma bola, lançou Wilson Eduardo e este depois de correr muitos metros serviu Dady para a reviravolta.

    A partir daí, o Braga procurou o empate com mais coração do que cabeça. Douglão chamou provavelmente nomes desagradáveis à senhora mãe do fiscal de linha, e acabou expulso. E depois disso, primeiro Fernando Alexandre e depois o guarda-redes Fabiano salvaram o Olhanense com um corte e uma defesa, respectivamente, sobre a linha de golo.



    Este Braga está claramente em défice exibicional e hoje relançou a corrida pelo 3º lugar. Se o Sporting ganhar 2ª feira frente à Académica ficará a apenas 3 pontos do Braga, faltando ainda um Sporting-Braga na última jornada. A diferença pode estar no facto de, na próxima jornada, o Braga receber o Beira-Mar e o Sporting ir jogar no Dragão. Esse jogo no Dragão poderá coroar o Porto como campeão (para já esperemos que o Marítimo retire uns pontos ao líder) mas a verdade é que, com o resultado de hoje do Braga, certamente que o Sporting se apresentará muito motivado no Dragão com vista a tentar aspirar a uma presença na pré-eliminatória de acesso à Champions League da próxima época, consequência do 3º lugar.

    Como destaques individuais, no Braga é difícil hoje elogiar alguma prestação. Custódio terá sido provavelmente o elemento mais constante no jogo, lendo bem o jogo, antecipando-se e criando até algum perigo com os seus remates.
    No Olhanense o tridente Jander-F.Alexandre-Cauê esteve impecável, Maurício foi animicamente importante quando entrou no jogo, Wilson Eduardo foi peça-chave na vitória e no sector defensivo Vasco Fernandes, Mexer e sobretudo o guarda-redes Fabiano Freitas (onde estará na próxima época?) exibiram-se a bom nível. O destaque maior vai para o médio Rui Duarte que, ao entrar, mudou o jogo e fez o Olhanense começar a jogar futebol como deve ser. De resto hoje foi um jogo em que se notou o "dedo" de Sérgio Conceição. Um jogo em que o aplaudo. Já não o aplaudia desde que marcou 3 golos ao Oliver Kahn no Euro-2000. Bons tempos Sérgio, bons tempos... MP


Braga 1 - 2 Olhanense

Braga: Quim; Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho, Elderson (Ukra); Custódio, Hugo Viana, Ruben Amorim (Nuno Gomes); Alan, Hélder Barbosa (Paulo César), Lima.
Treinador: Leonardo Jardim

Olhanense: Fabiano Freitas; Vasco Fernandes, Mexer, André Pinto, Vítor Vinha (Rui Duarte); Fernando Alexandre, Cauê, Jander (Maurício); Toy, Wilson Eduardo, Dady (Yontcha).
Treinador: Sérgio Conceição 

Golos: 1-0 19’ Nuno André Coelho; 1-1 57’ Cauê; 1-2 74’ Dady.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Rui Duarte.


PS: Acontece com alguma frequência demorarmos algum tempo a termos os posts prontos porque, já tendo todo o conteúdo informativo preparado, ficam-nos a faltar as imagens. Assim sendo, e porque os senhores fotógrafos da Agência Lusa são muito lentos, quem quiser um trabalhinho de freelancer pago com amor e carinho e palavras de incentivo, que se candidate. Temos preferência por fotógrafas.

26 de abril de 2012

Athletic Bilbao 3 - 1 Sporting

    Olha... O Sporting foi eliminado da Liga Europa pelo Athletic Bilbao. A equipa portuguesa acabou por morrer na praia, o que é mau para Portugal e especialmente para o clube de Alvalade, mas não se pode falar em falta de justiça. Hoje ganhou quem melhor jogou futebol.

    Em relação aos onzes, Bielsa não poderia contar com De Marcos. Porém, já pôde contar com Javi Martinez. Assim sendo, utilizou Martinez como central, deixou Ekiza no banco, recuou Muniain e lançou o jovem Ibai Gómez no lugar do castigado De Marcos. No lado do Sporting, Sá Pinto estava numa situação idêntica quanto às privações não tendo à sua disposição o russo Marat Izmailov. Para o seu lugar, Ricardo Coração de Leão não quis arriscar num Jeffren ou num Carrillo e sendo assim colocou Bruno Pereirinha. Mas não se ficou por aqui. O Coração de Leão também quis tirar Carriço do onze e colocou o pequeno Mogli Matias, baixando Schaars para trinco. 
    Colocar Pereirinha no lugar de Izmailov custa a perceber, mas até se compreende. Não queria arriscar muito e preferia um jogador um pouco mais defensivo. Mas depois toda esta teoria desmorona-se... Se colocava o português para segurar jogo, não se percebe porque é que tira Daniel Carriço do onze para jogar com o trio Schaars, André Martins e Matias. Pareceu-me um pouco suicídio tendo em conta contra quem iam jogar.... Mas o Coração de Leão não achou. E isso é que interessa.

    O ambiente no estádio de San Mamés parecia estar ao rubro e assim começava a partida. Desde cedo, o Athletic quis mandar no jogo. Apesar de apenas precisar de um golo para passar, não queria perder tempo nas reposições de bola. Boa atitude da equipa basca.
    A troca de bola entre os bascos era fantástica... Há quem já denomine esta equipa de «Mini-Barcelona», e de facto, não está longe disso.
    O Sporting defendia bem e só fazia tremer a defesa basca através de rápidos contra-ataques ou de lances de bola parada. E foi isso que fez. Capel saía em velocidade e Matias ou Insúa batiam os livres. No outro lado, apesar de quase todo o meio campo e ataque participar nas jogadas de ataque, destacavam-se Ibai Gómez, Muniain, Susaeta e o inevitável Fernando Llorente. 

    Apesar de já ter feito alguns ataques perigosos, a primeira grande ocasião do Athletic Bilbao deu em golo. Ander Herrera ganhou a bola a Schaars (Nuno Luz disse que era agressão, mas isso não se coloca em questão. Primeiro porque foi o Nuno Luz a dizer e depois porque se verifica que o gesto de Herrera não foi propositado. No meu entender poderia ter sido assinalada falta, mas também não condeno que Martin Atkinson tenha deixado jogar), soltou para Muniain que colocou de imediato em Llorente e, de peito, o espanhol amorteceu para o remate de Susaeta. Foi um belo golo...

    Contudo, o Sporting deu logo uma resposta positiva. Capel centrou e Pereirinha numa posição bastante privilegiada cabeceou por cima. Tinha obrigação de fazer melhor tendo em conta a sua posição e o soberbo cruzamento de Diego Capel. O Bilbao continuava a mandar no jogo com o seu tiki-taka e fez mesmo novo golo... mas Ibai estava fora-de-jogo. Decisão correcta da arbitragem. Na resposta, Polga cabeceia para boa defesa de Iraizoz, num canto. O Athletic continuava a pôr em sentido a equipa leonina e perto do intervalo, Llorente em excelente posição acerta mal na bola, mas ainda assim fez com que Rui Patrício tivesse que se aplicar e bastante... Grande defesa do guarda-redes português. Llorente tinha tempo para receber e fuzilar, mas preferiu rematar de primeira... Também acho que era mais bonito, Fernando...

    Eis que o Sporting empata a partida. Canto de Matias, Iraizoz afasta, André Martins remata de longe, Alexandre Luiz Reame também conhecido como Xandão corta sem querer, a bola sobra para o magro Wolfswinkel que não perdeu tempo e rematou de primeira para o golo. Nada fazia prever, mas era das poucas maneiras do Sporting fazer golo. Ou em rápidas transições, ou em bolas paradas. Bem a equipa portuguesa a aproveitar um desses momentos e ainda melhor no timming. Faltava apenas 1 minuto para o fim da primeira metade.

    Mas olha... Mesmo faltando 1 minuto para acabar, o Sporting não se aguentou até ao intervalo. Boa transição até a bola chegar a Llorente e depois «El Rey León» faz algo esplêndido... recebe a bola de costas, vira-se, puxa a bola para trás sentando o precipitado João Pereira, desmarca Ibai Gómez que isolado contra Rui Patrício, não falhou. Mais um grande golo do clube espanhol. 

    Assistia-se a uma grande partida e a um grande espectáculo de futebol. Sporting exemplar a defender e a fazer tremer a defesa bascas nas suas investidas velozes e em lances de bola parada. Bilbao criava perigo através da sua troca de bola soberba. De facto dava gosto de ver.

    No começo da segunda parte, Sá Pinto lançou Daniel Carriço (um pouco tarde, Coração de Leão...), o que dava maior solidez ao meio campo leonino português. A primeira grande oportunidade surgiu dos pés de Susaeta. O médio basco fez uma maldade a Insúa passando a bola por entre as suas pernas e rematou cruzado do bico da área para Rui Patrício novamente fazer uma excelente defesa. Grande trabalho de Susaeta. Na cobrança do canto, Javi Martinez acerta no poste após remate de cabeça. Os bascos começavam de uma forma excelente e o Sporting ia-se safando quer por mérito quer por alguma sorte.
    Na resposta, novo livre para o Sporting e Insúa atira ao poste. A bola ainda ressalta num jogador basco e quase traía Iraizoz. Sorte quase azar para o guardião espanhol, azar para o argentino. No entanto, Bielsa ficou chateadíssimo com os elementos da barreira. O treinador espanhol deve ter alertado os seus jogadores para saírem rápido à bola (o livre era indirecto) e eles não o fizeram.

    Nenhuma das equipas queria ir para prolongamento e tudo faziam para marcar. Surgiram alguns remates de longa distância de parte a parte, algumas boas jogadas que terminavam na cabeça de Llorente, mas quer Patrício, quer Xandão impediam que o espanhol marcasse.
    Ricardo Coração de Leão perto do fim decidiu arriscar. Retirou de campo André Martins e colocou Carrillo. Sá Pinto confiava no peruano para desequilibrar no contra-golpe.

    Mas não teve sorte... A cerca de 2 minutos do fim «El Rey León» matou o jogo e deixou a equipa portuguesa morrer na praia. Apesar do esforço da equipa de Sá Pinto, era um resultado justo e Llorente merecia-o. A jogada do golo foi criada pelos dois melhores jogadores em campo, na minha modesta opinião. Ibai Gómez trabalhou bem sobre João Pereira, cruzou e Fernando Llorente desviou para golo. Patrício nada poderia fazer. Foi o delírio nas bancadas e entre os jogadores.

    E assim acabou o jogo. O Sporting fez uma grande campanha na Liga Europa, foi uma equipa bastante esforçada desde que Sá Pinto chegou e pelo seu percurso, de facto, merecia mais. Porém, não o mostrou neste jogo. O Bilbao mereceu inteiramente a vitória e a passagem à final porque foi a equipa que melhor futebol jogou e a sua supremacia verificou-se na posse de bola (65%-35%) e nos ataques (62-35). Grande jogo da equipa de Bielsa, mas sobretudo grande jogo de futebol.
    Quanto aos destaques individuais, é inevitável falar em Fernando Llorente. O avançado espanhol jogou e fez jogar, teve grandes pormenores técnicos, duas assistências e um golo. Não há dúvidas sobre o melhor em campo. Ibai Gómez foi para mim o segundo melhor em campo. Muito jogou este miúdo de 22 anos. Porém, Susaeta, Muniain e Ander Herrera também merecem destaque porque sem eles o ataque basco não tinha vida. Em zonas mais defensivas, Javi Martinez esteve enorme.
    No lado do Sporting, Insúa e Capel no lado esquerdo pareciam ter muita vontade e era através desta dupla que o Sporting mais criava perigo. André Martins, mais uma vez jogou bem mas na primeira parte não pôde jogar tão solto como gostaria porque atrás de si tinha apenas Schaars. Na baliza, Rui Patrício esteve como sempre muito bem. Grandes defesas que o guardião português fez evitando alguns golos quase certos.

    E assim acaba a aventura inesperada (tendo em conta que defrontou o pomposo e endinheirado Manchester City bem cedo) dos leões portugueses na Liga Europa. Apesar de não terem conseguido chegar à final, merecem todo o louvor por terem chegado onde chegaram. Sá Pinto fez mesmo omeletes sem ovos, coisa que Domingos não estava a conseguir fazer. Contudo, há um leão que continua a poder sagrar-se campeão da Liga Europa... É verdade... Elias pode ser campeão pelo Atlético Madrid, mesmo estando no Sporting. O jogador brasileiro ajudou o Atlético Madrid a qualificar-se para a competição e por isso mesmo não pôde jogar pelo clube de Alvalade.
    Afigura-se um grande jogo entre Atlético Madrid e Athletic Bilbao. Eu torcerei pelos bascos. A forma de jogar e a filosofia do clube fascinam-me por completo e Llorente está no lote de meus jogadores predilectos. TM

Athletic Bilbao 3 - 1 Sporting

Athletic Bilbao: Iraizoz; Iraola, Javi Martinez, Amorebieta, Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera (Inigo Perez), Iker Muniain (Ekiza); Ibai Gómez (Toquero), Susaeta, Llorente.
Treinador: Marcelo Bielsa


Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Xandão, Anderson Polga, Insúa; Schaars, André Martins (Carrillo), M. Fernandez (Carriço), Pereirinha (Jeffren), Diego Capel; Wolfswinkel.
Treinador: Ricardo Sá Pinto


Golos: 1-0 17' Susaeta; 1-1 44' Wolfswinkel; 2-1 45'+1' Ibai Gómez; 3-1 88' Llorente.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Fernando Llorente.

22 de abril de 2012

Nacional 2 - 3 Sporting

    Olha... Ganharam outra vez... Mais uma vitória para o Ricardo Coração de Leão e o seu Sporting. Uma exibição um pouco defensiva, mas boa. Assistiu-se a um bom jogo na Choupana.

    O Sporting entrou em campo com a sua segunda linha (se assim se pode chamar), a pensar no jogo de quinta feira em San Mamés. Inicialmente o jogo estava muito confuso. Muito rápido e muita luta. O Nacional tentava explorar a velocidade de Candeias, já no Sporting, era André Martins quem mais velocidade dava ao ataque leonino.

    O golo dos visitantes chegou bem cedo. Livre batido por André Martins contra a barreira, Arias na recarga acertou em Moreno (que estava no chão), o esférico sobrou para o jovem Rubio e, sem demoras, enviou a bola para dentro da baliza.

    Depois do marcador estar inaugurado, assistiu-se a um Nacional lutador mas que encontrava sempre pelo caminho um Onyewu intransponível. O central norte-americano fez cortes cruciais que poderiam colocar em risco a baliza de Boeck. No Sporting destacava-se mais a visão de jogo do jovem português André Martins (um jogador que se vai tornar um caso sério). E é mesmo o miúdo que assiste Renato Neto para um bom golo de fora-de-área.

    Contudo, o Nacional respondeu logo a seguir por intermédio de Mateus. Candeias (quem mais poderia ser?) cruzou da direita, Mateus conseguiu receber e fuzilou autenticamente Marcelo Boeck. Até ao fim da primeira metade, assistiu-se a uma tentativa da equipa da casa em contrariar o resultado mas sem grande perigo. O Sporting defendia bem e nem sequer parecia que estava a jogar com uma defesa que normalmente não joga.

    Para a segunda parte, o Ricardo Coração de Leão retirou o brasileiro que quer ser português Renato Neto e colocou em campo Schaars. Mas não é que o segundo holandês (Wolfswinkel) também teve que entrar pouco tempo depois? É verdade... Porquê? Porque o chileno Rubio não é muito inteligente. Já possuía uma cartolina amarela e, após cruzamento da direita, viu que não ia chegar e deu um tapinha na bola. Deve ter-se esquecido que não está a jogar com seus amigos na rua e, por isso mesmo, levou o segundo amarelo e foi tomar uma banhoca mais cedo. Saiu com as mãos na cara... envergonhado, presumo.

    O Nacional apesar de ter mais posse e de atacar mais, não conseguia criar perigo. A defesa sportinguista estava bastante sólida e raramente falhava. Porém, a 15 minutos do fim, após alguns ressaltos, Keita remata espontaneamente em arco batendo Boeck. Bom golo do jogador do Nacional.

    A felicidade dos jogadores da casa durou pouco. O magro holandês Ricky Van Wolfswinkel isolou-se e Marcelo Valverde não conseguindo chegar à bola, derrubou o pobre coitado. Grande penalidade indiscutível e evitável, a meu ver. Wolfswinkel assumiu a marcação e não falhou. O Sporting voltava à liderança no marcador justamente.

    A partir do golo assistiu-se a um show de Boeck. Ora se atirava para o chão queixando-se de sabe-se lá o quê, ora fazia umas grandes defesas. Julgo que foram umas 3 grandes defesas do guardião verde e branco. O resultado assim ficou. Ricardo Coração de Leão poupou a equipa, mas mesmo assim venceu na Choupana. Foi um bom jogo a nível defensivo por parte do Sporting e algo eficaz na frente.

    O maior destaque, a meu ver vai para André Martins. A visão de jogo deste jovem esteve em destaque durante todos os cerca de 60 minutos que jogou. Foi de facto pena que tenha sido o sacrificado após a infantilidade de Diego Rubio. Contudo, o melhor jogador em campo no meu entender foi Daniel Carriço. O novo trinco do Sporting fez uma exibição bastante boa bloqueando muitos ataques ao Nacional. Está feito um grande jogador, muito melhor do que aquilo que mostrava como central. De resto, Onyewu esteve também em grande plano e Marcelo Boeck esteve muito bem principalmente perto do fim da partida. No lado do Nacional, Candeias foi o que mais perigo causou. Que o diga Evaldo... Mateus também fez uma exibição bastante esforçarda.

    E assim segue o Sporting no seu quase que garantido 4º lugar. Afastou-se do Marítimo com a ajuda do Benfica e aproximou-se do Braga com a ajuda do Paços de Ferreira. Para chegar ao 3º lugar, os leoninos ainda precisam que o Braga escorregue uma ou duas vezes e depois necessitam de ganhar o encontro entre ambos. TM


Nacional 2 - 3 Sporting

Nacional: Marcelo; J. Aurélio(Skolnik), Neto, Danielson, Marçal; Claudemir, Moreno(Keita), Candeias, Barcellos, Mateus; Rondón(M. Madeira).
Treinador: Pedro Caixinha.

Sporting: Boeck; Arias(Jeffren), Xandão, Onyewu, Evaldo; Carriço, R. Neto(Schaars), Pereirinha, A. Martins(Wolfswinkel), Carrillo; Rubio.
Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Golos: 0-1 12' Rubio; 0-2 31' Renato Neto; 1-2 34' Mateus; 2-2 75' Keita; 2-3 77' Wolfswinkel (GP).

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Daniel Carriço.

21 de abril de 2012

Benfica 4 - 1 Marítimo

    O Benfica voltou a ser Benfica... Diz que sim... Marcou 4 e sofreu 1 golo que mais pareceu um bug de um videojogo futebolístico... É verdade...

    Mesmo antes do apito inicial verificava-se que tinha tudo para dar num bom jogo do Benfica. Emerson e Gaitán no banco... Saviola titular... Tinha tudo para a equipa se sentir feliz em campo.

    O primeiro lance de perigo teve inicio nos pés de Pablo Aimar. O argentino deu para Cardozo que, com um passe magistral, isola Saviola que com o seu pé mais fraco remata para uma grande defesa de Peçanha. A bola acaba por embater no poste e na recarga Bruno César atira muito por cima. Seria um golo muito belo do Javier. Poucos minutos depois, livre para Pablito bater e Luisão cabeceia para outra boa defesa de Peçanha. Mas ainda bem que não foi golo. «Porquê?» - perguntam vocês. Porque Luisão estava fora-de-jogo e eu não gosto de marcar à batota. É uma cena minha...

    Depois disto surgiu o golo. Mas não foi só um golo. Foi um golo de uma beleza extraordinária! Não pelo remate, mas pela jogada. Maxi trabalha bem na direita, dá para Pablito e o número 10 não demorou em assistir Nolito para o primeiro da partida.

    Mas não é que o Benfica marcou logo outro? Pois foi! Maxi recupera uma bola, Matic deu de imediato para Saviola que desmarca Nolito duma forma espectacular. O hispânico isolado fez um chapéu a Peçanha e colocou o Benfica a vencer por 2-0. Jogava-se bem na Luz.

    Até ao fim da primeira metade não houve muito mais. Mas ainda há para realçar uma simulação de Sami que foi algo cómica e ainda uma boa jogada do Benfica que terminou com o remate de Bruno César ao lado enquanto Cardozo se esbracejava pedindo o esférico. O Benfica ia para o intervalo a ganhar e a ganhar bem. Contudo, notou-se que a claque do Benfica «No Name Boys» não apoiou a equipa durante toda a primeira parte.

    No começo do segundo tempo verificou-se que a equipa encarnada entrou com menos fulgor, deixando o Marítimo aproximar-se. E também se ouviu a claque encarnada a insultar Luís Filipe Vieira. É sempre triste quando a memória das pessoas é curta. Logo bem cedo, Roberto Souza colocou à prova Artur Moraes. O guardião brasileiro atirou para canto. No seguimento da jogada, Robson desviou a bola para golo, mas Artur defendeu com o pé e ainda defendeu a recarga de Danilo Dias que vinha com fogo. Excelente o nº 1 encarnado.

    Não durou muito até ao primeiro golo do Marítimo. Sami apareceu isolado e Artur já estava adiantadíssimo. O jogador maritimista atirou com calma para a baliza e deixou que Bruno César e Artur chocassem num momento de extrema atrapalhação que de normal teve pouco.

    Até aos 60 minutos houve pouco Benfica, mas depois Aimar entrou em jogo. O argentino combinou com Cardozo e quase marcou um bom golo. O golo surgiria pouco tempo depois. Cardozo desmarca Nolito com um grande passe e o espanhol não foi egoísta e deu o golo ao recém entrado Rodrigo. 3-1 para o Benfica e Nolito ganhava mais peso no jogo de hoje.

    Mas o hispânico Manuelito não ficava por aqui. Manuelito fez um passe do "caraças" para o gorducho (mas veloz) Bruno César aumentar a vantagem para 4 golos.

    Até ao fim assistiu-se a uma espécie de «rabia» por parte da equipa do Benfica, sem grande objectividade.

    Bom jogo por parte da equipa da casa apesar de alguns momentos de apatia. Destaque inevitável para Nolito (dois golos e duas assistências); Pablo Aimar e Saviola estiveram muito bem apresentando uma técnica acima da média; Cardozo deixou o seu instinto matador em casa e optou por ajudar os colegas (na maioria das vezes bem); Matic fez nova boa exibição; Por fim, Maxi Pereira coroou mais um jogo com uma exibição raçuda, à Benfica.

    O Benfica cumpriu o seu dever e espera agora que o Porto escorregue pelo menos duas vezes. TM

PS: Por motivos pessoais, não escreveremos sobre o jogo do Porto pelo simples facto de não podermos visionar o jogo. Como é óbvio, não iríamos emitir a nossa opinião sobre algo que não visualizámos.


Benfica 4 - 1 Marítimo

Benfica: Artur; Maxi, Luisão, Garay, Capdevila; Matic, B. César, Nolito, Aimar (Javi); Saviola (Rodrigo), Cardozo (N. Oliveira).
Treinador: Jorge Jesus.

Marítimo: Peçanha; Briguel, Robson, Roberge, R. Ferreira; R. Miranda(J. Luís), R. Souza, Olberdam (Benachour); Heldon (Fidelis), Danilo Dias, Sami.
Treinador: Pedro Matins.

Golos: 1-0 15' Nolito; 2-0 20' Nolito; 2-1 52' Sami; 3-1 65 Rodrigo; 4-1 69' Bruno César.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Nolito.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 74 )


Os tops temáticos estão-se quase a acabar, mas antes fica aqui o nosso tributo aos Nirvana e a Kurt Cobain. Honestamente, não somos daquelas pessoas que veneramos os Nirvana, que temos camisolas vermelhas e pretas "à Kurt" mas que depois só conhecemos a "Smells Like Teen Spirit". Apesar de o grunge ser a nossa praia, os Nirvana não são a nossa banda preferida mas o mundo tem que lhes estar grato pela influência que tiveram, tanto para o comum dos mortais como para outros músicas que deles são "descendentes". Influenciado pelos Led Zeppelin, Black Sabbath e Pixies, Kurt Cobain acabou por ser o messias e o mártir de uma geração e a sua morte acabou por imortalizar os Nirvana. Kurt é para muitos o principal ícone do grunge até hoje e o álbum Nevermind (um dos melhores da História) é um fiel retrato de uma geração que não sabia o que fazer, dizer ou pensar da vida. Sem mais demoras, o top 20 dos Nirvana.

TEMA : NIRVANA


1. Nirvana - Lithium
2. Nirvana - Where Did You Sleep Last Night
3. Nirvana - The Man Who Sold The World 
4. Nirvana - All Apologies 
5. Nirvana - You Know You're Right 
6. Nirvana - Something in the Way 
7. Nirvana - Come As You Are 
8. Nirvana - Lake of Fire 
9. Nirvana - Polly 
10. Nirvana - About A Girl 
11. Nirvana - Smells Like Teen Spirit 
12. Nirvana - In Bloom 
13. Nirvana - Drain You 
14. Nirvana - Seasons in the Sun 
15. Nirvana - Dumb 
16. Nirvana - Pennyroyal Tea 
17. Nirvana - Rape Me 
18. Nirvana - Heart Shaped Box 
19. Nirvana - Aneurysm 
20. Nirvana - Plateau 

19 de abril de 2012

Sporting 2 - 1 Athletic Bilbao

Olha, o Sporting ganhou na Europa. Outra vez... Estão loucos!
O Sporting, com uma exibição aguerrida venceu o Athletic Bilbao por 2-1 em Alvalade, colocando-se em vantagem na eliminatória. Mas tudo pode acontecer em terras de San Mamés.

    A nível dos onzes iniciais, Bielsa manteve a estrutura e as escolhas normais (estando apenas privado de Javi Martínez). Já o Ricardo Coração de Leão não podendo contar com o Mogli (Matías), que ficou com a Baguera e o Balu, optou pelo jovem André Martins para o meio-campo.

    O Sporting entrou bem no jogo, louco, e criou perigo pela 1ª vez numa bujardona de Insúa, num livre indirecto. O Bilbao não conseguia assentar inicialmente o seu jogo e a sua posse de bola e acabou por ser o magro Wolfswinkel a rematar pouco ao lado da baliza de Iraizoz, com algumas obrigações de ter enviado para dentro da baliza do basco. A partir de cerca dos 15min de jogo, o Bilbao começou a montar a tenda. Tinha mais posse de bola, complicava bastante, e acabou por, num canto, ameaçar a baliza de Rui Patrício, num cabeceamento de Llorente (que, considerando a posição e o à vontade que tinha, podia ter feito também melhor). Até final da primeira parte, destaque para dois momentos: primeiro, Wolswinkel à entrada da área, rematou ligeiramente ao lado e, mesmo em cima do apito final, Capel teve um grande lance, Insúa correu, correu, correu e depois rematou. No ar. Caindo na área basca. Foi cómico e eu ri-me. Acabei a primeira parte a rir. É sempre bom.

    Na bancada, podia-se avistar Matías Fernández e sua família de índios. Onde um simples espectador (com o novo acordo ortográfico escreveria "espetador") via uma família normal chilena, eu via um grupo de índios, uns a tocar flauta, outros a fazer pinturas em vidro e ainda outros a fazer pulseiras com nomes portugueses.

    No reatar do jogo não houve mexidas nas equipas, mas houve mexidas no marcador. Mas antes, toda a comitiva e apoiantes do Sporting pediu penalty. Alguém cruzou, Amorebieta cortou de cabeça e a bola sobrou-lhe para a pança. Infelizmente, Amorebieta queria fazer um felácio a si próprio. E bem tentou. Mas tinha o esférico no meio. Ele bem que se dobrou, em posição fetal, mas o esférico estava lá e sobrou para a zona entre o braço e o tronco. No meu entender, não era penalty porque foi involuntário e a bola vinha da sua cabeça e da sua pança.

    Logo a seguir, um golito. Susaeta cruzou, Insúa fez um estupendo passe de calcanhar e Aurtenetxe rematou simples e eficaz para a baliza do Rui. A partir daí, foi Bilbao até dizer chega. E quem disse chega? O poste. Num canto de Susaeta, a bola sobrou para Amorebieta (estou a rimar) e o escandalosamente venezuelano rematou forte ao poste. O Bilbao estava confortável no jogo, ganhando sempre as segundas bolas e mantendo a posse quase sempre, mas o Sporting ameaçou o golo num grande cruzamento de Izmailov ao qual Wolfswinkel (mais uma vez) não soube corresponder. E logo a seguir, quem é que apareceu? Quem foi? O Emiliano. Não Renato como a SIC lhe chamou mas sim, Emiliano. Numa bola caída dos céus, Insúa num momento "não é tarde, nem é cedo" cabeceou forte, surpreendendo a passiva defesa dos bascos.
    Este momento funcionou animicamente como dopping nas veias dos jogadores leões portugueses. E porque é que eu digo "leões portugueses"? Porque os bascos também são leões. O que é que isso interessa? Nada. Poucos minutos depois do golo de Insúa, foi a vez de Capel levar Alvalade à loucura. Após um passe de Izmailov, Capel rematou forte e colocado para o fundo da baliza basca. Depois, seguiram-se abraços. Muitos abraços e quiçá beijos entre os leões portugueses. Até ao fim, a raça sportinguista imperava no meio-campo e o Sporting bem que podia ter feito o 3-1, colocando outros contornos na eliminatória, mas Carrillo rematou ao lado. É pena, peruano.

Olha o Carrillo, olha só. O peruano e os seus "agarrões"
    No jogo de hoje destacaram-se 5 leões portugueses: Daniel Carriço, Izmailov, André Martins Insúa e Diego Capel. O português continua a demonstrar que está feito um senhor trinco, ao pé do fraco central que era; o russo e o jovem André sempre que apareceram no jogo fizeram-no com bons pormenores; o argentino representou a atitude do Sporting no jogo e genericamente nos últimos jogos europeus e Diego Capel, o hispânico, decidiu um jogo durante o qual se exibiu sempre bem. Nos bascos, é difícil destacar pela positiva elementos. Aurtenetxe fez o golo, Amorebieta defendeu bem, Llorente foi sempre demasiado forte fisicamente para os pequenos leões portugues, sofrendo do "fenómeno Karadas" e o melhor elemento acabou por ser Ander Herrera, por ser o mais constante no meio-campo basco.

    O resultado foi justo, o Sporting mereceu pela atitude que emprestou ao jogo. Atitude essa que começou no poste direito do Rui. Han, a dar o peito às balas, o poste. Sempre o mesmo, sempre tão firme. Em terras de San Mamés, esse grande Mamés, o maior dos Mamés, o ambiente será intenso e pedir-se-á que reapareça o melhor Sporting. A ver vamos. MP


Sporting 2 - 1 Athletic Bilbao

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Xandão, Anderson Polga, Insúa; Daniel Carriço (Carrillo), Schaars, André Martins (Rubio); Izmailov, Diego Capel (Pereirinha), Wolfswinkel.
Treinador: Ricardo Sá Pinto

Athletic Bilbao: Iraizoz, Iraola, Ekiza, Amorebieta, Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera (San José), De Marcos; Iker Muniain, Susaeta (Ibai Gómez), Llorente (Toquero).
Treinador: Marcelo Bielsa

Golos: 0-1 54’ Aurtenetxe; 1-1 76’ Insúa; 2-1 80’ Diego Capel

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Diego Capel.