Revisão: Legion

Legion é uma amálgama difícil de descrever, uma trip psicadélica multi-género, visualmente cativante e revolucionária. Noah Hawley, o homem que não deve dormir, guia-nos num novelo que se desenrola com um bom gosto incrível e faz Brilhar Aubrey Plaza e Dan Stevens, numa série capaz de voar sobre um ninho de cucos.

Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

30 de julho de 2015

Serie A 2015/ 16: Mais Perto do Passado

    Chegámos a Itália, meus caros! Depois de Portugal, Inglaterra, Espanha e Alemanha, chegamos finalmente à Serie A que - para destoar com anos anteriores - tem tudo para ser uma das ligas mais competitivas do próximo ano.
    A Serie A viveu os seus anos dourados nos anos 90 e no início do século XXI. É difícil esquecer aquela Juventus com Del Piero, Zidane, Davids e Van der Sar; o AC Milan que tinha Maldini, Pirlo, Seedorf, Rui Costa, Kaká, Inzaghi e Shevchenko; ou até mesmo uma Lázio que chegou a ter Crespo, Mendieta, Simeone, Stam, Salas e Nesta. Essas constelações estão distantes, mas espera-se que a época de 2015/ 16 recupere devagarinho cotação e estatuto para um dos campeonatos históricos do Velho Continente.
 Com a Juventus a investir forte no mercado e com a Roma a fazer alguns updates interessantes, a grande novidade são os clubes de Milão. Depois de no ano passado terem ficado de fora das competições europeias e em lugares vergonhosos para clubes do seu calibre, deram um murro na mesa neste defeso e investiram forte para atacar o título. O forte investimento coloca-os automaticamente como candidatos ao títulos, mas a verdade é que não nos podemos esquecer que tanto a Lázio como o Nápoles têm uma palavra a dizer. Ambos estiveram fortes no ano passado e certamente não quererão estender a passadeira para os velhos candidatos. Será uma luta forte a 6 (excluímos a Fiorentina por acharmos não ter capacidade para batalhar com estes 6 clubes) e uma liga que dará novamente vontade de acompanhar com especial atenção. Um revés nas aspirações da Sport Tv e um provável jackpot para a BTV no que toca à televisão portuguesa.
    Nunca é demais referir, reafirmamos que  a constituição dos plantéis abaixo equacionados é especulativa, com reforços acrescentados com base em alguns rumores do mercado que façam sentido, e tendo em vista uma previsão/ sugestão, respeitando o perfil de contratação dos clubes e os perfis de jogadores que deviam procurar para melhorar globalmente a equipa.


Juventus
  • Guarda-Redes: Gianluigi Buffon, Neto (Fiorentina), Rubinho
  • Defesas: Stephan Lichtsteiner; Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Barzagli, Martín Cáceres, Daniele Rugani; Patrice Evra, Kwadwo Asamoah
  • Médios: Claudio Marchisio, Sami Khedira (Real Madrid), Roberto Pereyra (Udinese), Simone Padoin, Paul Pogba, Stefano Sturaro
  • Médios Ofensivos/ Segundos Avançados: Kingsley Coman, Simone Zaza (Sassuolo), Felipe Anderson (Lázio), Paulo Dybala (Palermo)
  • Avançados: Mario Mandžukić (Atlético Madrid), Álvaro Morata, Alberto Cerri
    A campeã Juventus parte certamente na frente como principal candidato ao título. É inevitável considerar a Vecchia Signora como o favorito a conquistar a Serie A de 2015/16, ainda para mais tendo em conta que estão a reforçar a equipa formidavelmente. Mesmo tendo perdido Vidal e Pirlo - cruciais no meio campo -, deverão conseguir manter Pogba pelo menos por mais uma temporada.
    A baliza foi reforçada com um dos guarda-redes mais promissores da actualidade. A titularidade deverá continuar entregue a 'Gigi' Buffon, mas os dirigentes do clube transalpino quiseram assegurar já a sucessão do internacional italiano com Neto, ex-Fiorentina. A terceira opção continuará a ser Rubinho. Já na defesa, nada se alterará pois trata-se, depois das transferências de Pirlo e Vidal, do sector mais forte dos italianos. Lichtsteiner será dono e senhor da direita, podendo ainda Cáceres dar um ar da sua graça na ala direita. Evra e Kwadwo Asamoah lutarão por um lugar na esquerda, sendo que não é de excluir totalmente a aquisição de Alex Sandro ou de outro lateral-esquerdo. Por enquanto, as negociações parecem ter abrandado e o brasileiro está mais virado para a renovação com o clube portista. Para o meio permanecem os imperiais Bonucci e Chiellini, sendo que ainda há Barzagli e o jovem Rugani como opções.
    Com a saída de Pirlo e Vidal, a Juventus teve e ainda tem que se reforçar neste mesmo sector. Apesar do sucessor natural para Pirlo ser Marchisio, os italianos já resgataram Khedira ao Real Madrid para matérias mais defensivas e ainda Roberto Pereyra à Udinese, agora em definitivo. Contudo, para além do mais que indiscutível Pogba, existem ainda Padoin e Sturaro, embora devam ter poucas oportunidades. Com características mais ofensivas, Draxler deverá cair por terra por intransigência do clube alemão e segundo a imprensa, Felipe Anderson continua na pole position para ser mais um dos grandes reforços da Juve. Seria uma contratação brutal para o clube italiano. Contando já com Coman e com os reforços com extremo potencial Zaza e Dybala (melhor contratação desta Juventus e herdeiro do 21 de Pirlo e Zidane), a Juventus tem tudo para se impor facilmente na Serie A. Tudo depende da regularidade das exibições, e tendo em conta os últimos anos, possuem essa mestria. O desafio estará também em manter uma boa prestação na Champions.
    No ataque fixo para além de terem segurado Morata de uma suposta investida do Real Madrid, os transalpinos foram ainda buscar Mandžukić para ter como principal referência ofensiva. Estamos convictos de que Llorente será vendido, o miúdo Alberto Cerri poderá ficar ou ainda ser emprestado ao Carpi, e a recompra do talentoso Berardi deve dar-se só em 2016-17.

AS Roma

  • Guarda-Redes: Wojciech Szczesny (Arsenal), Morgan De Sanctis, Bogdan Lobonţ
  • Defesas: Bruno Peres (Torino), Vasilis Torosidis; Kostas Manolas, Mapou Yanga-Mbiwa (Newcastle), Alessio Romagnoli, Leandro Castán; Ashley Cole, Adriano (Barcelona)
  • Médios: Daniele De Rossi, Seydou Keita, Radja Nainggolan, Kevin Strootman, Alessandro Florenzi, Miralem Pjanić, Leandro Paredes, Salih Uçan
  • Extremos: Juan Manuel Iturbe, Mohamed Salah (Chelsea), Adem Ljajić, Iago Falqué (Génova), Victor Ibarbo
  • Avançados: Seydou Doumbia, Francesco Totti, Edin Džeko (Manchester City) 
    Quem tem incomodado a Juventus na luta pelo título, tem sido o rival da capital. A Roma tem-se batido bem, mas a verdade é que quebra sempre na segunda metade da época. Para isso, necessita de reforçar a sua equipa fortemente para poder ter alternativas quando os titulares não se exibem tão bem. Embora o problema seja mais na frente - onde falta um ponta-de-lança que dê garantias -, há outros lugares a colmatar.
    Um deles é mesmo a baliza, apesar de De Sanctis cumprir, não é um guarda-redes fantástico. Haviam muito boas alternativas e oportunidades de negócio, mas os dirigentes romanos viraram-se para Szczesny, do Arsenal. Não é de todo regular e resta saber o que calhará neste ovo Kinder polaco: se o Szczesny arrebatador (que já o mostrou em Inglaterra) ou o Szczesny displicente. Lobont será o terceiro guardião.
    Quanto ao sector defensivo, Maicon pode ter guia de marcha e já com Torosidis como alternativa, Bruno Peres podia ser uma aposta bem viável para titular. Depois de uma grande época no Torino, Peres cativou o interesse de vários clubes europeus, nomeadamente o FC Porto. Yanga-Mbiwa convenceu Rudi Garcia, mas Balzaretti não. Assim sendo, o italiano deve rumar a outras paragens e o clube deve apostar em Adriano do Barcelona para colmatar a saída já um pouco anunciada do ex-Palermo. No entanto, o braço-de-ferro com o Barça parece perdurar. No eixo defensivo, para além do central da República Centro-Africana, o clube romano conta ainda com Manolas, Castán e Alessio Romagnoli. Este último como muito boa probabilidade de ser titular ao lado do grego Kostas Manolas, depois de uma época ao mais alto nível ao serviço da Sampdoria que o deixou com bastante mercado.
    O sector mais rico da Roma é aquele que não necessita de ser reforçado. Um misto de experiência e irreverência. Um sector onde De Rossi, Keita e Strootman dão grande segurança defensiva e onde contam ainda com a irreverência de Pjanić e de Florenzi. Ainda há o espírito de sacrifício daquele que foi o melhor jogador da Roma na época transacta - Radja Nainggolan - e ainda o contributo dos jovens Leandro Paredes e de Salih Uçan que tudo têm para singrar num futuro próximo. No que toca a extremos, Gervinho continua com a sua continuação indefinida pelo que Mohamed Salah será uma grande contratação (empréstimo com opção de compra obrigatória) dando a entender que o costa-marfinense poderá mesmo sair. Para além da excelente compra de Iago Falqué ao Génova, Iturbe e Ljajić são as outras opções válidas, sendo que ainda há Ibarbo - que terá que mostrar mais para poder augurar um lugar neste plantel.
    Com o eterno Francesco Totti ainda para as curvas, mas sem o mesmo fulgor que outros anos áureos, o clube da capital romana necessita de um avançado que se traduza em golos. Muitos golos. Já que Seydou Doumbia não o fez - embora mereça a confiança e oportunidade para a nova época - a nossa sugestão recai no bósnio Edin Džeko. Um dos avançados mais completos da actualidade, com características pouco comuns na sua posição e que acrescentaria muito mais qualidade e poder de fogo ao ataque romano (que é o que tem faltado). Seria um grande investimento, mas valeria cada cêntimo gasto.

Inter
  • Guarda-Redes: Samir Handanovič, Juan Pablo Carrizo, Tommaso Berni
  • Defesas: Martín Montoya (Barcelona), Danilo D'Ambrosio; Miranda (Atlético Madrid), Andrea Ranocchia, Jeison Murillo (Granada), Juan Jesus, Marco Andreolli; Dodô, Yuto Nagatomo, Davide Santon (Newcastle)
  • Médios: Gary Medel, Felipe Melo (Galatasaray), Fredy Guarín, Geoffrey Kondogbia (Mónaco), Hernanes, Marcelo Brozović, Mateo Kovačić
  • Extremos/ AvançadosXherdan Shaqiri, Ivan Perišić (Wolfsburgo)Stevan Jovetić (Manchester City), Jonathan Biabiany (Parma), Rodrigo Palacio, Samuele Longo, Mauro Icardi
    Chegando a Milão, o Inter necessitava urgentemente de investir para esquecer a catástrofe que foi o oitavo lugar do ano passado. A baliza não é de todo um problema. Samir Handanovič é um dos melhores guardiões da actualidade e como alternativa existem Juan Pablo Carrizo e Berni. A defesa irá sofrer uma forte mudança. Com Vidic quase fora do plantel, a dupla de centrais passará por Miranda (extraordinária compra), Ranocchia e pelo jogador revelação da Copa América Jeison Murillo. Ainda há Juan Jesus e Andreolli, mas acreditamos que a titularidade passará por estes três jogadores e qualquer que seja a dupla, será bastante forte, podendo ainda dar-se o caso deste Inter actuar num 5-3-2. Para a direita, para além de Danilo D'Ambrosio, o Inter vai poder contar com Montoya, emprestado pelo Barcelona. O espanhol vivia na sombra de Dani Alves e precisava de dar o salto, arriscando sair de casa. Já na esquerda, Dodô e Nagatomo terão ainda a ameaça de Davide Santon que já não se encontra ligado ao Newcastle, podendo reclamar o seu antigo lugar.
    O miolo contará com um reforço de peso. Kondogbia foi dado como certo no rival AC Milan, mas a verdade é que aproveitou a estadia em Milão para assinar pelo Inter. Juntando o francês ao tão subvalorizado Gary Medel, estamos perante uma dupla extraordinária que será uma mais-valia em jogos em que terão de impor um jogo mais defensivo, libertando e refrescando os génios da frente. A estes dois, pode juntar-se ainda Felipe Melo (uma contratação desnecessária, no nosso entender). Existem excelentes médios de transporte como Hernanes e o aguerrido ex-portista Fredy Guarín, e pode dizer-se que um dos grandes reforços deste Inter foi a permanência do criativo e genial Mateo Kovačić. Para fechar as contas, o croata Marcelo Brozović convenceu os dirigentes italianos e fará parte do plantel desta época.
    Na frente, a escolha é muita e de grande qualidade. Palacio já não está a ficar para novo e a verdade é que os italianos não tinham muitas mais alternativas ao argentino. Icardi, melhor marcador da Serie A 14/ 15 a par de Luca Toni, é garantia de golos e promete render ainda mais este ano, acompanhado por um elenco ao seu nível. A este valioso ataque poderá chegar ainda Ivan Perišić (não tão utilizado no Wolfsburgo) e, juntamente com Miranda e Kondogbia a outra grande contratação - Stevan Jovetić. A estrela montenegrina, tapada pelas outras estrelas em Manchester, promete mostrar ainda mais do que fez ao serviço da Fiorentina e poderá casar muito bem com Icardi, numa parelha que destruirá várias defesas. Há ainda Jonathan Biabiany que se destacou bastante no Parma e o jovem Samuele Longo, que poderá dar um ar da sua graça. Para nós, o plantel tem tudo para ficar mais forte com a permanência de Xherdan Shaqiri - apesar de se falar mais da sua saída do clube milanês. 

AC Milan
  • Guarda-Redes: Diego López, Christian Abbiati, Predrag Rajković (Estrela Vermelha)
  • Defesas: Ignazio Abate, Mattia De Sciglio; Cristián Zapata, Philippe Mexès, Gabriel Paletta, Nikola Maksimović (Torino); Luca Antonelli (Génova)
  • Médios: Nigel De Jong, José Mauri (Parma), Antonio Nocerino, Riccardo Montolivo, Andrea Bertolacci (Génova), Andrea Poli, Giacomo Bonaventura, Simone Verdi (Torino)
  • Extremos: Jérémy Menez, Keisuke Honda, Suso, Alessio Cerci, Hachim Mastour 
  • Avançados: Carlos Bacca (Sevilha), Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk), M'Baye Niang
    O vizinho do lado do Inter também não se fez rogar e investiu imenso neste defeso para atacar o título esta temporada. Já que também está fora das competições europeias ao ter ficado em 10.º lugar, Silvio Berlusconi deu ordem para que se trouxessem grandes jogadores para Milão para renascer este histórico italiano. Não sendo imperial investir na baliza, aconselhamos Predrag Rajković do Estrela Vermelha para salvaguardar o futuro da baliza milanesa. Rajković é um dos jovens guardiões com maior potencial e seria um excelente investimento (que nunca iria além dos 5M) e assegurava a sucessão quer de Diego López, quer de Abbiati, embora o sérvio apresente aos 19 anos qualidade e maturidade para ser titular no imediato.
    A defesa está bem entregue aos jogadores já presentes na casa. De Sciglio e Abate darão conta - como têm dado - da ala direita enquanto que Antonelli dará conta da ala esquerda, apesar de De Sciglio ser o provável titular derivado à sua polivalência. Para o eixo da defesa, o Milan poderá fechar Nikola Maksimović do Torino que viria acrescentar mais qualidade ao trio já presente Zapata, Mexès e Paletta.
    No centro do terreno, o Milan voltará a contar com Nocerino (emprestado ao Torino onde se exibiu bem), e aproveitou para ainda roubar Simone Verdi ao clube de Turim, jogador com características mais ofensivas. Berlusconi foi ainda a Génova fechar a contratação de Bertolacci - um dos destaques da Serie A transacta - para juntar a Montolivo, Poli e Bonaventura e ao também contratado José Mauri. Para zonas mais recuadas ainda existe o quase sempre titular Nigel De Jong.
    O ataque foi onde o Milan gastou mais dinheiro. Apesar de não ter investido nos extremos, Menez ainda não é certo que fique - já que o clube milanês pretende fazer um encaixe considerável para investir noutras áreas. Manter Menez seria, para nós, primordial porque em 14/ 15 o Milan foi Menez+10. Contudo, ainda existem o japonês Honda, Suso e Cerci, que se mantém por empréstimo, esperando os dirigentes que apresente o nível do Torino e não do Atlético Madrid. Mastour pode acabar por ser emprestado, mas é um valor a ter em conta. Chegando finalmente aos avançados, havia o sonho Ibrahimovic, mas Luiz Adriano e Carlos Bacca foram o all-in do Milan neste defeso e sem dúvida que são 2 reforços que demonstram bem a ambição do clube de Milão em voltar a ser campeão. Prometem golos, enquanto que Niang será a terceira opção.

Lázio
  • Guarda-Redes: Federico Marchetti, Etrit Berisha, Guido Guerrieri
  • Defesas: Dušan Basta, Patríc (Barcelona B); Stefan De Vrij, Wesley Hoedt (AZ), Santiago Gentiletti, Maurício (Sporting), Lorik Cana; Ștefan Radu, Edson Braafheid
  • Médios: Lucas Biglia, Ogenyi Onazi, Marco Parolo, Danilo Cataldi, Ravel Morrison (West Ham), Antonio Candreva, Senad Lulić, Franco Vázquez (Palermo)
  • Avançados: Keita Baldé, Ricardo Kishna (Ajax), Miroslav Klose, Filip Djorjevic
    A Lázio, apesar de ter feito uma brilhante campanha (3.º lugar) na Serie A passada, parte atrás de todos os outros clubes italianos já aqui referidos. Para augurarem algo semelhante ao ano transacto, necessitam de manter os jogadores mais valiosos (Felipe Anderson, Candreva, Biglia e Keita), mas achamos que 1 (no máximo 2) poderá sair.
    A baliza está bem entregue a Marchetti, sendo que as alternativas são Berisha e Guerrieri, não sendo necessário um investimento nesta posição. O sector mais recuado já conta com dois reforços. Apesar de De Vrij e o veterano e polivalente Cana serem os jogadores com mais minutos do eixo da defesa, a Lázio concretizou a transferência a título definitivo de Maurício (ex-Sporting) e ainda de Wesley Hoedt do AZ que poderá entrar nas contas para a titularidade ao lado do compatriota De Vrij, afastando - porventura - Gentiletti das contas. Para o lado direito Basta terá a concorrência do jovem Patríc Gil do Barcelona B enquanto que do lado oposto, Radu terá cobertura por parte de Edson Braafheid.
    Partindo do princípio que Felipe Anderson seria vendido, é importante segurar valores como Biglia e Candreva para o impacto negativo das saídas não ser tão grande. Com a manutenção desses dois valores, é imperial - para além do polémico Ravel Morrison, contratado ao West Ham - que se encontre uma alternativa viável a Felipe Anderson. A nossa sugestão é Franco Vázquez do Palermo. O italiano apresentou-se bem pelo Palermo na época transacta ao marcar 10 golos em 38 jogos - o que para um médio é uma média bem razoável - fazendo ainda 10 assistências. Contudo, frisamos de novo que Felipe Anderson seria o melhor reforço desta Lázio ao permanecer. O miolo conta com Parolo e Senad Lulić, entrando ainda nas contas os jovens Onazi e Cataldi.
    Na frente, Miroslav Klose ainda é vivo e bem vivo, mas é Baldé a maior promessa do ataque romano. O jovem espanhol tem um potencial enorme à sua frente e terá em Ricardo Kishna outro jovem com grande potencial. Ambos poderão beneficiar de uma tutela do experiente alemão Miroslav Klose que lhes poderá aumentar o faro de golo. Djorjevic completa o leque de atacantes.

Nápoles
  • Guarda-Redes: José Manuel Reina (Bayern Munique), Mariano Andújar, Gabriel (AC Milan)
  • Defesas: Christian Maggio, Camilo Zúñiga; Kalidou Koulibaly, Vlad Chiricheș (Tottenham), Henrique, Raúl Albiol; Faouzi Ghoulam, Ivan Strinić
  • Médios: Mirko Valdifiori (Empoli), David López, Gökhan Inler, Jorginho, Allan (Udinese), Marek Hamšík, Jonathan De Guzmán
  • Extremos: Dries Mertens, José María Callejón, Lorenzo Insigne, Manolo Gabbiadini
  • Avançados: Gonzalo Higuaín, Alexandre Pato (São Paulo)

    O Nápoles depende somente da manutenção da maioria do seu plantel e de pequenos investimentos. É certo que em 14/ 15 ficaram aquém das expectativas, mas nada que um trabalho mais aprofundado não possa corrigir. A baliza já conta com dois reforços. Um para o imediato, outro para o futuro. Para o imediato, Pepe Reina é o eleito ao assinar pelos napolitanos. Para o futuro, caso o venham a contratar em definitivo, os dirigentes transalpinos optaram pelo empréstimo de Gabriel do AC Milan. Andújar, completa o leque de 3 guardiões.
    A defesa pouco precisa de ajustes. Vlad Chiricheș já se equipou à Nápoles num treino do clube e, caso se exiba como sabe, tem tudo para ser o patrão da defesa. Albiol foi o jogador com mais minutos, parecendo por isso inequívoco titular no eixo defensivo, embora Koulibaly e Henrique queiram o lugar. Chiricheș-Koulibaly seria muito provavelmente a melhor dupla de centrais ao dispor de Sarri (um upgrade em relação a Rafa Benítez). As laterais não necessitam de updates por enquanto, já que Maggio e Zúñiga dão profundidade ao lado direito e Ghoulam e Ivan Strinić dão conta do lado esquerdo.
    Uma equipa que conta com Inler, Hamšík e Jonathan De Guzmán não precisa de mexer muito no seu meio-campo. Ainda assim, os napolitanos decidiram roubar o experiente Valdifiori ao Empoli e ainda o brasileiro Allan à Udinese. Dois jogadores em destaque na temporada passada e que se juntam aos já bastante utilizados David López e Jorginho. Com características mais ofensivas, o clube italiano tem irreverência e imprevisibilidade para dar e vender. Com as autênticas "motas" Mertens e Insigne (que ficou bastante abaixo do esperado) têm tudo tudo para desequilibrar no último terço. Sendo que ainda há Callejón que pode assumir uma posição mais próxima do avançado e ainda o jovem Gabbiadini que é umas das maiores promessas italianas. Para terminar o leque de extremos El Kaddouri ainda tem uma palavra a dizer depois de ter sido um dos melhores jogadores do Torino na passada temporada.
    Na frente, o maior problema é Higuaín. Não é um avançado muito apreciado por nós, mas a verdade é que o clube napolitano aposta bastante no seu talento. Em contrapartida, não contam - ao que tudo indica - com Eduardo Vargas. O chileno tem características muito boas para um avançado, mas parece não ter espaço nos planos do clube transalpino. Assim sendo, sugerimos um regresso a Itália de Alexandre Pato. Ainda tem idade para relançar a sua carreira e explodir na Europa. E nada melhor que um campeonato que já conhece bem para voltar a brilhar.

29 de julho de 2015

Crítica: Danny Collins

Realizador: Dan Fogelman
Argumento: Dan Fogelman
Elenco: Al Pacino, Bobby Cannavale, Annette Bening, Christopher Plummer, Jennifer Garner
Classificação IMDb: 7.0 | Metascore: 58 | RottenTomatoes: 78%
Classificação Barba Por Fazer: 73

    Já se sabe que o período decorrido entre uma temporada de óscares e a seguinte é habitualmente menos fértil em qualidade. Distribuidores e produtores procuram estrear os seus melhores filmes na época alta, e por isso durante o Verão sobram os blockbusters (Jurassic World, Minions, Exterminador foram alguns exemplos deste mês) e aqueles filmes que reúnem pior marketing, alcançando forçosamente uma menor amplitude. 'Danny Collins' é o típico filme que passa despercebido a muita gente mas, não sendo um grande filme, é um filme que quando termina damos por nós satisfeitos pelo tempo empregue. São estas as vantagens de ir ser tio, o volume barrigal da minha irmã permitiu-lhe ter algum tempo livre e, assim, recomendar-me o mais recente trabalho de Al Pacino. Ponto negativo prévio: tem Jennifer Garner. Ponto positivo prévio: tem Bobby Cannavale.
    Sumariamente, inspirando-se na história real de Steve Tilston, o argumentista Dan Fogelman (responsável pelo argumento de 'Crazy Stupid Love', 'Last Vegas' e com participação criativa em alguns trabalhos da Pixar) fez o que melhor sabe - escrever - mas decidiu estrear-se na cadeira de realizador. 'Danny Collins' conta então a história de um cantor, interpretado por Al Pacino, uma estrela de Rock dos anos 70, que se "comercializou" e fugiu à sua identidade musical, caindo numa vida materialista e de excessos. Mas tudo muda no dia em que o seu agente Frank (Christopher Plummer) lhe dá uma carta antiga, perdida no tempo, que o beatle John Lennon e a mulher Yoko Ono lhe tinham escrito 40 anos antes. Uma simples carta faz com que Danny repense a vida, pessoal e profissional, e desencadeia tudo o que o filme tem de bom.
    Estamos perante um daqueles filmes leves mas com vários pontos a seu favor. Desde logo, Al Pacino. O actor de 75 anos foi sempre o objectivo do realizador-argumentista Dan Fogelman e, na hora de se vincular ao filme, fez apenas uma exigência: Bobby Cannavale (com quem colaborou na peça 'Glengarry Glen Ross') tinha que interpretar o seu filho. E embora haja nomes com algum peso como Annette Bening e Christopher Plummer em jeito descontraído, o que o filme tem de bom fica alicerçado na dupla Pacino-Cannavale. Dois actores ítalo-americanos, separados por 30 anos de idade, sendo que 'Danny Collins' acaba por funcionar simbolicamente como o patrocínio e apoio incondicional de Pacino à carreira de Cannavale, uma passagem de testemunho de um dos actores mais consagrados para um que embora já com 45 anos tem ainda imenso talento para ser potenciado.
    O melhor de 'Danny Collins' não é a música, garantidamente, mas sim a forma como aborda a família e as segundas oportunidades (nas salas portuguesas o título é "Nunca é Tarde"). É um papel suave mas perfeitamente enquadrado para Pacino, e a prova de que o talento perdurará intacto em Hollywood: Dan Fogelman demonstra sensibilidade e capacidade de traduzir emoções em símbolos (o melhor momento do filme é a cena final, especialmente naquele ângulo) e para quem queira ficar atento aos próximos passos de Bobby Cannavale (entrou em 'Boardwalk Empire', 'Blue Jasmine'), fiquem a saber que será o protagonista do projecto televisivo de Martin Scorsese e Terence Winter (a dupla que realizou e adaptou 'The Wolf of Wall Street' e esteve na origem de 'Boardwalk Empire'), com o selo HBO e curiosamente sobre o Rock 'n' Roll dos anos 70.
    'Danny Collins' é uma boa surpresa. E nunca é tarde para verem o filme.

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 12



Filme: The Wolf of Wall Street
Actor: Leonardo DiCaprio

por Miguel Pontares


    DiCaprio. Leonardo DiCaprio. O actor com raízes italianas, alemãs e russas é aquele que mais personagens colecciona neste Top-100. Puderam ler sobre William Costigan Jr. (64), Calvin Candie (46), Danny Archer (24) e agora chegou a vez do Lobo uivar. Assim como ficou à porta de muitos óscares, fica também aqui bem perto dos 10 primeiros lugares. Aquilo que elevou Belfort tão acima é também aquilo que o leva a não subir mais: Jordan Belfort é a melhor personagem e o melhor papel (se noutros casos houve algum azar, este óscar devia ter sido seu) de DiCaprio, mas a importância do desempenho do actor prevalece sobre os traços da personagem, inferior a outras. Posso aliás dizer-vos que acima só aparecerão nos restantes 11 elementos duas personagens inspiradas, tal como esta, numa figura real. Mas se essas duas personagens são por si só duas lições de vida, Jordan Belfort é aquilo que DiCaprio fez dele.
    O Lobo de Wall Street é um homem de excessos, de vícios. É alguém que começa o filme com cara de anjinho, a perceber o funcionamento de Wall Street pelas palavras, conselhos e batimentos peitorais/ tribais à mesa com a personagem de Matthew McConaughey, mas cuja vilanização se intensifica à medida que aumenta o seu poder, o seu vício por drogas e mulheres. E, citando-o, guiado pela maior droga de todas: o dinheiro.
    'The Wolf of Wall Street' é um filme completo. Demos-lhe aqui internamente no BPF o óscar de Melhor Filme em 2014, contribuindo para o sucesso final a brilhante realização de Scorsese (o "pai" cinematográfico de DiCaprio), a entrega e humor de Jonah Hill como Donnie Azoff, as pequenas contribuições de nomes como Matthew McConaughey, Jon Bernthal e Jean Dujardin e um pecado chamado Margot Robbie. Mas convenhamos, o filme é DiCaprio.
    Graças ao trabalho de Leo, este Lobo torna-se uma injecção de adrenalina, na qual as 3 horas de filme passam a correr. É um caso evidente de uma boa personagem que está longe de ser uma personagem boa, julgo que percebem o que quero dizer. A receita para esta personagem está prescrita: quaaludes, Adderall, Xanax, marijuana, cocaína e morfina. E os momentos que contribuem para este 12.º lugar são muitos: aquele épico e longo caminho a rastejar, rebolando pelas escadas até chegar ao carro; as conversas com o FBI enquanto atira notas ("Fun Coupons") e lagostas; a sua primeira grande venda ainda antes da Stratton Oakmont; e sem dúvida várias cenas com a duquesa Naomi. Desde o "chá" depois do jantar, passando por um copo de água matinal até à sensualidade provocadora de Naomi, no quarto da filha, de perna esticada e sapato castrador. Pensando bem, só a capacidade de conseguir aquela versão de Margot Robbie era quase suficiente para colocar Belfort nestes lugares cimeiros. Mas isso fica só entre nós.
    Para além de todas essas cenas, há duas que são especiais: os discursos "Pick up the phone and start dialing!" e "I'm Not Fucking Leaving!". Fotografias perfeitas da personagem, da ambição, da capacidade de saber vender e da sua liderança contagiante. Dois longos discursos para os quais daqui a uns anos poderemos olhar e ver a materialização precoce da (futura) lenda Leonardo DiCaprio.

    É claro como a água que os comportamentos, vícios e esquemas de Belfort eram desprezíveis, mas DiCaprio (outro grande pormenor o facto da personagem falar várias vezes connosco na primeira pessoa) fez o Lobo uivar de uma forma viciante. 
    Este Lobo é o filme não-pornográfico em que mais vezes é dita a palavra fuck (569), perdendo apenas para um documentário sobre a palavra em si. Basicamente, quase tudo no filme é ilegal, mas se me perguntarem se é legítimo vibrar com este Belfort de DiCaprio?
    Absolutely fucking yes.  
 
    
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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

28 de julho de 2015

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 13



Filme: The Shawshank Redemption
Actor: Morgan Freeman

por Tiago Moreira

    Estamos na recta final do nosso top 100 e hoje temos mais um repetente no que toca aos filmes. Já aqui vos presenteámos com Andy Dufresne, hoje estendemos o tapete para aquele que foi o narrador em The Shawshank Redemption - mais concretamente da estadia de Andy naquele estabelecimento prisional.
    Ellis Redding, mais conhecido por Red, era um dos prisioneiros mais influentes de Shawshank. Especialmente porque era o contrabandista de serviço ao fornecer aos outros prisioneiros praticamente tudo o que pediam em troca de algo - como é óbvio.
    Desde cedo nos apercebemos que Red não é um recluso qualquer. A sua ética e valores sobressaem entre todos os outros prisioneiros. Não se sabe ao certo o que o levou a ser detido - ainda por cima com uma sentença tão longa -, mas a nota-se que o agora velho e maduro Ellis Redding se sente extremamente arrependido dos actos de que foi acusado quando era muito novo. Mas como todas as nossas acções se ecoam na eternidade, Red teve que pagar caro pelos seus actos. No enredo acaba por ser dos poucos reclusos a dar a mão a Andy Dufresne, considerando-o mesmo como um amigo. Red pensava que iria ficar toda a vida na prisão já que sempre que iria dar a sua palavra de honra de como estava reabilitado, a sua libertação era negada. Por mais que ele fosse sincero sobre o seu percurso, o júri interpretava tudo como um momento de actuação por - muito provavelmente - se assemelhar ao discurso de todos os reclusos. Isto, até ao dia em que Redding se fartou e descarregou tudo o que pensava à frente dos jurados. As expectativas eram baixas, mas Red acabou por sair com uma boa surpresa.
    É provavelmente o melhor papel de Morgan Freeman, dos poucos que foge ao rótulo de Deus do actor. Embora nos momentos em que narra, é impossível não pensar que é Deus que está a narrar o percurso de Dufresne...

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

25 de julho de 2015

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 14



Filme: Gladiator
Actor: Russell Crowe

por Tiago Moreira

    É praticamente unânime que este é um dos melhores filmes de sempre. Dos mais emotivos desde que há memória. Baseado na História de Roma - embora o enredo não tenha sido verídico -, Gladiador foi um dos filmes mais galardoados de sempre onde - entre outros prémios - recebeu 5 Óscares, incluindo o de melhor filme, em 12 nomeações. Já a nossa personagem levou a que Russell Crowe vencesse o papel de melhor actor principal. Tudo isto em 2001, ano posterior ao lançamento do filme.
    Quanto ao enredo, remonta ao ano 180 d.C. em que Cómodo viria a ser imperador romano. Fugindo à história original, no filme, Cómodo viria a matar o seu pai Marco Aurélio para poder ser o herdeiro de todo o império romano, que passaria para Maximus - o nosso personagem de hoje. A história de Maximus viria a complicar-se depois da perda do seu imperador e fiel amigo Marco Aurélio, já que Cómodo era dono e senhor de toda uma mente vil e sádica. O caos instalou-se na cidade e alguns dos seus súbditos viriam a atacar a aldeia onde estava instalada a família de Maximus, a mando do próprio herdeiro de Marco Aurélio. O nosso lutador viria a ser escravo e inserido no espectáculo de entretenimento da altura, no Coliseu de Roma, como gladiador. Travou inúmeras batalhas sangrentas tornando-se um herói para o público. Completamente destroçado, viu em cada batalha um degrau para poder vingar a sua família daquele trágico massacre.
    E é isto que nos cativa ao longo do filme - a personalidade de Maximus. Um homem como há poucos na actualidade que privilegia a família acima de qualquer coisa. Perdendo o motivo de viver e sempre com a sua família em pensamento, Maximus não descansou até vingar aqueles que perdeu. Um homem com valores e que é a demonstração que nada é impossível. Há motivos que nos elevam para além daquilo que pensamos ser exequível. E para Maximus, não havia motivo maior que a sua mulher e o seu amado filho.


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

22 de julho de 2015

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 15



Filme: The Lord of the Rings
Actor: Andy Serkis

por Miguel Pontares

    Neste conjunto de 100 personagens 'The Lord of the Rings' é o filme mais representado, sendo este o último membro da "família" tolkiana a aparecer. Da trilogia que amealhou 17 óscares (4 na Irmandade, 2 nas Duas Torres e um pleno de 11/11 no derradeiro filme) já puderam aqui ler sobre Samwise Gamgee (71), Gandalf (34), Aragorn (30), mas guardámos a personagem mais "preciosa" para o fim.
    Podemos pensar nele como Gollum ou Sméagol, mas o que nos vem à cabeça é sempre o mesmo: o corpo magro e curvado, muitas vezes com uma locomoção quadrúpede, o temperamento instável marcado pela sua dupla personalidade e pela obsessão pelo Anel, o cabelo fraco, os grandes olhos azuis e a sua tanga castanha. Sim, porque Gollum, para além de um fã de bijuteria, é também a criatura mais encalorada da Terra Média.
    É inevitável a tendência de lhe chamarmos criatura, embora estejamos perante um hobbit. No início de 'Return of the King' vemo-lo enquanto Sméagol, e assistimos ao seu declínio subjugado perante o poder do Anel.
    Gollum é uma boa personagem graças a vários aspectos. É emblemático e inigualável tanto na sua aparência, como nas suas expressões, tanto faciais como em termos de discurso. É em certa medida herdeiro de Yoda nestas questões, embora bastante mais complexo. É uma daquelas personagens que praticamente todos conhecemos. O guia de Frodo e Sam até Mordor, que odeia o "hobbit gordo" mas que quer agradar ao mestre, acaba por só ter um verdadeiro mestre na sua vida: o Anel. E daí o seu final ser tão apropriado, ao sucumbir na lava ao mesmo tempo que o Anel, mas não sem antes olhar fascinado uma última vez para o seu precioso durante a queda.
    A personagem de Tolkien apresenta uma bipolaridade estonteante (fala em si na 3.ª pessoa, e muitas vezes recorre ao "nós"), que atinge o pico nas cenas em que Gollum e Sméagol discutem o destino dos hobbits, e durante todo o seu percurso deixa-nos sempre desconfiados. O "mestre" Frodo tenta acreditar que ainda há bondade naquela personagem que canta inocente junto a uma cascata enquanto abana a cabeça, mas a história mostra-nos que Gollum domina Sméagol, e daí ser esse o nome pelo qual nos referimos a ele neste Top.
    Evidentemente, falar de Gollum sem falar de Andy Serkis é uma falácia ou erro de raciocínio. Gollum é porventura o porta-estandarte ou expoente da qualidade do que Peter Jackson fez no grande ecrã. Serkis deu voz a Gollum, entregando-se de corpo (!) e alma, com todos os seus movimentos e expressões a serem captados com animação CGI.
    E antes que ele nos arranque um dedo ou se queixe de como cozinhamos coelho, o melhor é deixarmos que seja ele a terminar isto como só ele sabe: Myyy Preciousss!

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

21 de julho de 2015

Liga BBVA 2015/ 16: Quinteto de Champions


    Após a revisão feita em terras germânicas, rumámos às terras de nuestros hermanos. A Liga BBVA é aquela que contém grande parte dos astros do futebol. Ou seja, as contratações no campeonato espanhol normalmente são bastante sonantes no Verão... Mas (ainda) não é o caso deste defeso. Um campeonato que se discute praticamente entre Real Madrid e Barcelona, mas que agora tem em Atlético de Madrid, Valência e Sevilha potências em ascensão. E são essas mesmo potências que vão agitando o mercado hispânico com contratações cirúrgicas e com bastante critério. Um Atlético cada vez a intrometer-se mais na luta pelo título, um Valência a investir bastante com vista a erguer-se como em outros tempos e um Sevilha que após ter vencido duas Ligas Europa consecutivas, mostra que quer dar o salto para a piscina dos grandes com contratações bastante promissoras para a evolução do clube. E será sobre estes mesmos cinco clubes espanhóis que nos iremos debruçar.
    E como nunca é demais relembrar, reafirmamos que  a constituição dos plantéis abaixo equacionados é especulativa, com reforços acrescentados com base em alguns rumores do mercado que façam sentido, e tendo em vista uma previsão/ sugestão, respeitando o perfil de contratação dos clubes e os perfis de jogadores que deviam procurar para melhorar globalmente a equipa.


Barcelona
  • Guarda-Redes: Claudio Bravo, Marc-André Ter Stegen, Jordi Masip
  • Defesas: Dani Alves, Douglas, Aleix Vidal (Sevilha); Gerard Piqué, Javier Mascherano, Thomas Vermaelen, Marc Bartra; Jordi Alba, Jérémy Mathieu
  • Médios: Sergio Busquets, Ivan Rakitić, Andrés Iniesta, Rafinha, Sergi Roberto, Alen Halilović, Arda Turan (Atlético Madrid)
    - 2016 - Gerson (Fluminense), Paul Pogba (Juventus), Bernardo Silva (Mónaco)
  • Extremos/ Avançados: Neymar Jr., Pedro Rodríguez, Munir El-Haddadi, Sandro Ramírez, Luis Suárez, Lionel Messi
    Começando pelo campeão Barcelona, temos logo que ter em conta o seu castigo: não pode inscrever jogadores até Janeiro de 2016. Tal não inviabiliza as contratações, mas poderá causar alguma relutância por parte dos jogadores - ainda assim pouco provável já que se fala do Barcelona e não de outro clube. O que poderá acontecer é que o Barcelona aproveite este mercado para projectar o futuro do clube.
    A baliza não será um problema já que com Bravo - o melhor guardião da Copa América - Ter Stegen e até com o jovem Jordi Masip a completar o lote de três guarda-redes, a baliza está bem entregue. O eixo defensivo continua muito bem estruturado para os lados da Catalunha pelo que só foi feita uma contratação por parte dos cules. Aleix Vidal - do Sevilha - fez uma temporada brilhante na época transacta e tal não escapou aos olhos dos dirigentes do clube. O jogador terá que lutar com Dani Alves (jogador com percurso semelhante a Vidal) e Douglas (que ainda pode ser emprestado) por um lugar na direita. Luís Enrique já fez saber que não pretende emprestar o espanhol e que prefere que fique com a equipa para assimilar conceitos. Com Vermaelen disponível depois de uma temporada em que esteve quase sempre lesionado, Luis Enrique terá que se contentar (e que bem que está servido) com Piqué, Mascherano, Bartra e o francês Mathieu, capaz de jogar a central e a lateral esquerdo. De resto, o lado esquerdo está entregue ao titularíssimo Jordi Alba, podendo Adriano abandonar o clube.
    E é no meio-campo que trazemos algumas sugestões que até poderão não estar totalmente afastadas da cabeça dos dirigentes do Barcelona. Após terem assegurado a contratação não muito provável de Arda Turan - e naturalmente não podendo contar com ele até 2016 - ficarão com jogadores extremamente jovens para alternativa aos titulares. Rafinha, Sergi Roberto e Halilović terão um grande peso nos ombros, não sendo de afastar o empréstimo do croata. E como o Barcelona gosta sempre de se antecipar no mercado face aos rivais, acreditamos não só que poderão avançar para Gerson (Fluminense) e Bernardo Silva (Mónaco) - dois jogadores jovens que têm um potencial incrível pela frente e que se enquadram na perfeição nos conceitos de jogador do Barcelona - como também acreditamos numa loucura por Pogba - ficando o francês mais um ano na Juventus (de resto como já o próprio assumiu que quer ficar) e assegurando assim o futuro do meio campo e juntando ainda mais qualidade aos existentes Busquets, Iniesta e Rakitić.
    No ataque é mais do que óbvio que nada mudará. Sem o embargo, a chegada de Arda (capaz de jogar no trio do miolo e nos flancos do ataque) e a possível chegada de Bernardo poderiam acelerar a saída de Pedro Rodríguez para outro campeonato. Por enquanto, até início de 2016, não faz muito sentido a saída do espanhol por ser a alternativa mais viável aos atacantes titulares - Neymar, Messi e Suárez. Munir e Sandro Ramírez são os jovens irreverentes que completam o lote ofensivo.

Real Madrid
  • Guarda-Redes: Keylor Navas, Kiko Casilla (Espanyol), Fernando Pacheco
  • Defesas: Danilo (Porto), Dani Carvajal; Raphaël Varane, Pepe, Sergio Ramos, Nacho Fernández; Marcelo, Fábio Coentrão
  • Médios: Casemiro, Asier Illarramendi, Luka Modrić, Toni Kroos, Isco, James Rodríguez
  • Extremos: Gareth Bale, Jesé Rodríguez, Lucas Vázquez (Espanyol)Denis Cheryshev, Cristiano Ronaldo
  • Avançados: Karim Benzema, Fernando Llorente (Juventus)
    Passando para o eterno rival, em Madrid, o Real teve na baliza o seu maior problema. Com a saída de Casillas para o Porto que tanta discórdia trouxe para a capital espanhola, os dirigentes madrilenos viraram-se para Kiko Casilla - ex-Espanyol. Ainda com De Gea em cima da mesa, mas não querendo o clube pagar loucuras ao Manchester United, vemos esse negócio cada vez a tornar-se menos possível ao longo do tempo. Não é de todo impossível que aconteça, mas torna-se cada vez mais complicado De Gea mudar-se novamente para Madrid (agora do outro lado da barricada), pelo menos neste Verão, e com isso também se complica a ida de Sérgio Ramos para Manchester. Um braço de ferro que teima a não ver bons dias e que possivelmente tudo acabará tal como está. Assim sendo, é possível que Keylor Navas (recebeu o número 1 de Casillas) lute por um lugar na baliza com o próprio Kiko Casilla, ficando Fernando Pacheco como terceira opção.
    Na defesa nada mudará a não ser a inclusão de Danilo ex-Porto que disputará com Carvajal por um lugar na direita. De resto, como já especulámos a "não-ida" de Ramos para o campeonato inglês, tudo ficará na mesma em terras madrilenas. Caso haja fumo branco entre os dois clubes, é possível que com a partida de Ramos, o Real se vire para Otamendi pagando o que o Valência quer por ele. Mesmo com a possível chegada de Otamendi, Pepe e Varane parecem ser intocáveis e Nacho ficaria sempre como quarto central. Na esquerda, com a lesão de Coentrão, é demasiado improvável que o mesmo rume para outro campeonato. Pelo que continuará a ficar na sombra de Marcelo - pelo menos até Janeiro.
    O meio campo perdeu Khedira, mas ganhou de novo Casemiro. Apesar de se falar em negócios em que o jogador pudesse estar incluído, era demasiado negligente por parte do Real Madrid, ter pago ao Porto para poder reaver o seu jogador e voltar a vendê-lo... Especialmente tendo em conta que ao vender Casemiro a outro clube, o Porto poderá ainda reaver mais uns quantos milhões de euros. Como esperamos que em Madrid não haja essa desorganização, concluímos que o brasileiro figurará neste novo plantel e que lute por um lugar com Illarramendi (que não é tão certo que fique). Modrić, Toni Kroos, Isco e James são os grandes nomes que dispensam apresentações.
    Casilla não foi o único pescado no plantel do Espanyol, porque ao Santiago Bernabéu chegou também Lucas Vázquez, que também se mostrou muito bem na época que terminou. Bale e Ronaldo serão donos e senhores das alas, enquanto que Jesé poderá ter mais oportunidades (depois do azar com a lesão) e Cheryshev merece pelo menos a oportunidade depois de se ter exibido bem no Villareal. 
    Como Benzema parece cada vez mais tentado a ficar, fica a faltar-nos outro ponta-de-lança que não se importe de jogar pouco, mas que quando fosse chamado correspondesse às exigências. Sendo assim, pensámos em Fernando Llorente. O avançado espanhol já tinha este estatuto na Juventus e certamente não se importaria de o ter num clube ainda maior. Seria um acréscimo no plantel de Benítez, já que oferece outro tipo de características que Benzema não tem. Mas claro, sendo o Real Madrid o Real Madrid, pode sempre chegar um galáctico quando menos esperamos..

Atlético Madrid
  • Guarda-Redes: Jan Oblak, Miguel Ángel Moyà, Bernabé Barragán
  • Defesas: Juanfran, Jesus Gámez; Diego Godín, José Giménez, Stefan Savić (Fiorentina), Lucas Hernández; Filipe Luís (Chelsea), Guilherme Siqueira
  • Médios: Tiago, Gabi, Saúl Ñíguez, Thiago Motta (PSG), Raúl García, Óliver Torres, Koke
  • Extremos/ AvançadosYannick Ferreira-Carrasco (Mónaco), Antoine Griezmann, Ángel Correa; Jackson Martínez (Porto), Luciano Vietto (Villarreal), Fernando Torres
    Sim, saíram Arda Turan, Mandzukić e Miranda, mas este Atlético Madrid parece ainda mais forte. Enquanto Diego Simeone for o treinador dos colchoneros o Atlético terá sempre vidas infinitas em todas as competições em que participar, especialmente nas fases a eliminar, mas para além disso até ver o clube de Cerezo tem sabido contratar. Entre os postes mora Oblak, potencialmente um dos melhores GR do mundo nos próximos anos, e cuja permanência deve ser prioritária para o Atlético. Moyà e Barragán fazem companhia ao esloveno. A dupla Godín-Miranda foi porventura a melhor do futebol europeu nos últimos anos, mas está desfeita. Simeone terá em Giménez e Savić os potenciais parceiros do experiente uruguaio, contando ainda com o miúdo Lucas Hernández. Do lado direito não há nada a mexer (Juanfran e Gámez), mas no lado esquerdo Filipe Luís regressa à casa onde foi feliz e donde nunca devia ter saído. Uma situação que poderá precipitar um eventual empréstimo de Siqueira em cima do fecho do mercado..
    Tiago, Gabi, Raúl García e Koke representam e são a alma do Atlético de Simeone. Um meio-campo combativo, seguro, tacticamente perfeito e eficaz. Thiago Motta, do PSG, poderá encaixar bem na filosofia de Simeone, acrescentando experiência, mas parece-nos que manter Óliver e Saúl no plantel é mais do que adequado. Ambos, especialmente Óliver, apresentam uma maturidade acima da média. O clube da cidade de Madrid já apresentou Ferreira-Carrasco, um jogador mais vertical e menos colectivista do que aquilo que é habitual neste Atlético, havendo ainda no ataque Correa e Griezmann, o grande destaque do ataque colchonero em 2014/ 15. Manter Griezmann (que rende mais como segundo avançado do que descaído num flanco), tal como manter Oblak, é fundamental para as ambições da equipa.
    Chegando à zona de finalização, Jackson Martínez é a contratação perfeita para este Atlético. Oferece tudo aquilo que a equipa precisa, e saberá ser o sucessor de nomes como Fórlan, Agüero, Falcao e Diego Costa. Para além do colombiano, o Atlético contratou ainda Vietto, que muito contribuirá para o futuro do Atlético, e crescerá nos próximos anos. El Niño faz também parte desta equipa, na qual só deverá surgir no máximo mais 1 reforço do que o plantel que perspectivamos, um jogador que pudesse dar ao Atlético o que Koke dá e Arda Turan dava. No entanto, essa transferência "extra" só deverá acontecer se Óliver não for aposta, ou se Griezmann ou Koke fossem transferidos.

Valência
  • Guarda-Redes: Mathew Ryan (Club Brugge), Diego Alves, Yoel Rodríguez
  • Defesas: João Cancelo (Benfica), Antonio Barragán; Ezequiel Garay (Zenit), Aymen Abdennour (Mónaco), Shkodran Mustafi, Rubén Vezo; José Gayá, Lucas Orbán
  • Médios: Danilo (Braga), Dani Parejo, Javi Fuego, André Gomes, Enzo Pérez
  • ExtremosPablo Piatti, Sofiane Feghouli, Fede Cartabia, Santi Mina (Celta Vigo), Zakaria Bakkali (PSV)
  • Avançados: Álvaro Negredo, Paco Alcácer, Rodrigo
    O clube de Nuno Espírito Santo, Peter Lim (e Jorge Mendes) é o único deste quinteto que ainda não tem garantida a presença na fase de grupos da Champions. Os che voltaram até agora a apostar na contratação de jogadores jovens, mas ainda terão que ir ao mercado para encontrar 1 ou 2 defesas centrais, consoante Otamendi seja ou não transferido.
    Com Diego Alves disponível, algo que só acontecerá em 2016, o brasileiro é o titular indiscutível. Até lá é preciso que as luvas fiquem em boas mãos e para isso chegou o australiano Mathew Ryan. O guarda-redes contratado ao Club Brugge fez uma boa época, com um papel decisivo na Liga Europa dos belgas e está num patamar adequado - a baliza fica-lhe bem entregue, mas é inquestionavelmente pelo menos ainda inferior a Diego Alves, que recuperará a titularidade mal se encontre recuperado. Para além de Ryan e Alves, há ainda Yoel. O lado direito da defesa mantém-se entregue a Cancelo e Barragán, embora o promissor lateral direito português pertença agora ao clube espanhol; no flanco contrário, Gayá é o herdeiro legítimo de nomes como Alba e Bernat, tendo Orbán como suplente. No centro da defesa é que há problemas nítidos, principalmente se Otamendi sair como esperamos. Assim, urge a contratação de Garay (na nossa opinião de qualidade superior a Otamendi), um jogador que é praticamente certo que mude de clube neste Verão, e o melhor seria mesmo edificar uma nova dupla de centrais contratando Abdennour ao Mónaco. Dois centrais dentro do triângulo Zenit-Valência-Mónaco, clubes com influência da Gestifute. A aposta numa nova dupla deixaria Mustafi e o jovem português Vezo como alternativas.
    Para o centro do terreno chegou já Danilo, "emprestado" pelo Braga. O capitão da selecção brasileira de Sub-20 tem tudo para se afirmar e lutar pela titularidade com nomes como Parejo (enorme evolução com Nuno Espírito Santo), Javi Fuego e ainda os ex-benfiquistas André Gomes e Enzo Pérez (que tem obrigação de se exibir muitos furos acima). A criatividade de Piatti e Feghouli já é reconhecida, podendo o Valência fazer regressar Cartabia e integrar os jovens reforços Santi Mina e Bakkali. Até poderá acontecer que algum dos dois seja emprestado, mas a médio-prazo são jogadores capazes de ajudar tanto na criação de desequilíbrios como aumentando a sua veia goleadora. E é de golos que se faz o ataque - Negredo, Paco Alcácer e Rodrigo terão a responsabilidade de fazer balançar as redes adversárias.

Sevilha
  • Guarda-Redes: Sergio Rico, Beto, David Soria
  • Defesas: Mariano (Bordéus), Coke; Daniel Carriço, Adil Rami (AC Milan), Nico Pareja, Timothée Kolodziejczak; Sergio Escudero (Getafe), Benoît Trémoulinas
  • Médios: Grzegorz Krychowiak, Steven N'Zonzi (Stoke City), Éver Banega, Vicente Iborra, Sebastián Cristóforo, Denis Suárez
  • ExtremosVitolo, José Antonio Reyes, Michael Krohn-Dehli (Celta Vigo), Yevhen Konoplyanka (Dnipro), Gaël Kakuta (Chelsea)
  • Avançados: Ciro Immobile (Borussia Dortmund), Eduardo Vargas (Nápoles), Kévin Gameiro
    O bicampeão da Liga Europa é um verdadeiro case study. Na última década o Sevilha venceu a Taça UEFA/ Liga Europa por 4 ocasiões (2006, 2007, 2014, 2015), algo que não surgiu por acaso. Os sevilhanos têm-se reforçado sistematicamente com qualidade e a bom preço, recuperando jogadores e encontrando sempre soluções. Quando sai alguém, o director desportivo Monchi sabe sempre quem contratar e Unai Emery é o treinador certo para este projecto.
    Como habitualmente, o Sevilha começou cedo a trabalhar a nova época e a esculpir o novo plantel. Bacca, Aleix Vidal e Mbia foram os jogadores mais influentes entre os que deixaram o clube por diversas razões, mas no nosso entender falta apenas neste momento um avançado para que este Sevilha possa, com alguma sorte no sorteio da fase de grupos da Champions, sonhar com um lugar nos oitavos e não com (mais uma vez) ganhar a Liga Europa. Na baliza, Sergio Rico deverá ser o nº 1, mas Beto cumpre sempre que chamado. David Soria é o terceiro guarda-redes.
    Para a defesa já chegaram Mariano do Bordéus e Rami do AC Milan. O lateral disputará o lado direito com Coke, agora que Vidal rumou à Catalunha e, com Rami, Emery terá 3 centrais (Carriço, Rami e Pareja) para rodar, havendo ainda Kolodziejczak. No lado esquerdo já havia Trémoulinas e foi entretando comprado Escudero. No meio-campo há 2 questões: Krychowiak, um dos grandes médios defensivos do futebol europeu, poderá ainda ser vendido se surgir uma boa proposta, e o talentoso Denis Suárez pode eventualmente ser chamado pelo seu clube, o Barcelona. Ficando ambos, juntar-se-ão a Banega, Iborra, Cristóforo e N'Zonzi (boa contratação). Vitolo tem tudo para dar sequência à grande época que fez, Reyes é um dos capitães e de resto Monchi conseguiu atrair Krohn-Dehli, Kakuta e Konoplyanka. O "trio K" é demonstrativo do cuidado do Sevilha a comprar - o dinamarquês é um jogador consistente, Kakuta é talvez a aposta mais arriscada embora posse render graças ao enquadramento e Konoplyanka é "apenas" uma das melhores contratações da Liga BBVA. Por fim, no ataque achamos que Gameiro ainda poderá sair; Immobile chegou emprestado pelo Dortmund e convicto de que recuperará depois de uma passagem menos boa pelo Dortmund, mas parece-nos essencial que chegue ainda mais um avançado - Eduardo Vargas, um dos destaques da Copa América, era a nossa aposta.

20 de julho de 2015

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 16



Filme: Pulp Fiction
Actor: Samuel L. Jackson

por Tiago Moreira

    Chegámos a mais uma personagem vinda da louca cabeça de Quentin Tarantino. Um dos filmes mais badalados a nível mundial e que teve a participação da portuguesa Maria de Medeiros - Pulp Fiction. A nossa personagem é Jules Winnfield e o seu impacto visual (juntamente com Travolta) é tanto que conseguimos logo associar o filme à sua imagem, num piscar de olhos. O seu cabelo semi-afro, a sua peculiar barba e o seu fato clássico não prevêem que estamos perante um assassino. Mas a verdade é que estamos.
    O filme relata 3 histórias diferentes, mas sempre entrelaçadas: a de um pugilista pago para perder um combate, a de um casal que assalta um restaurante e a de dois assassinos profissionais, o seu chefe a esposa deste. E é nesta última história que está presente o nosso Jules Winnfield. Samuel L. Jackson e John Travolta representam - provavelmente - os dois assassinos mais carismáticos da sétima arte. Sempre com um ar tresloucado e frio, mas com retóricas brilhantes pelo meio. Mais concretamente as de Jules Winnfield daí figurar num lugar tão alto do nosso top.
    Jules balanceia entre o sadismo e o humor. Entre boas retóricas e actos mais impulsivos. É o nosso assassino tresloucado que tanto fez furor nas salas de cinema dos anos 90 e que tantos galardões mereceu.


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.