30 de julho de 2015

Serie A 2015/ 16: Mais Perto do Passado

    Chegámos a Itália, meus caros! Depois de Portugal, Inglaterra, Espanha e Alemanha, chegamos finalmente à Serie A que - para destoar com anos anteriores - tem tudo para ser uma das ligas mais competitivas do próximo ano.
    A Serie A viveu os seus anos dourados nos anos 90 e no início do século XXI. É difícil esquecer aquela Juventus com Del Piero, Zidane, Davids e Van der Sar; o AC Milan que tinha Maldini, Pirlo, Seedorf, Rui Costa, Kaká, Inzaghi e Shevchenko; ou até mesmo uma Lázio que chegou a ter Crespo, Mendieta, Simeone, Stam, Salas e Nesta. Essas constelações estão distantes, mas espera-se que a época de 2015/ 16 recupere devagarinho cotação e estatuto para um dos campeonatos históricos do Velho Continente.
 Com a Juventus a investir forte no mercado e com a Roma a fazer alguns updates interessantes, a grande novidade são os clubes de Milão. Depois de no ano passado terem ficado de fora das competições europeias e em lugares vergonhosos para clubes do seu calibre, deram um murro na mesa neste defeso e investiram forte para atacar o título. O forte investimento coloca-os automaticamente como candidatos ao títulos, mas a verdade é que não nos podemos esquecer que tanto a Lázio como o Nápoles têm uma palavra a dizer. Ambos estiveram fortes no ano passado e certamente não quererão estender a passadeira para os velhos candidatos. Será uma luta forte a 6 (excluímos a Fiorentina por acharmos não ter capacidade para batalhar com estes 6 clubes) e uma liga que dará novamente vontade de acompanhar com especial atenção. Um revés nas aspirações da Sport Tv e um provável jackpot para a BTV no que toca à televisão portuguesa.
    Nunca é demais referir, reafirmamos que  a constituição dos plantéis abaixo equacionados é especulativa, com reforços acrescentados com base em alguns rumores do mercado que façam sentido, e tendo em vista uma previsão/ sugestão, respeitando o perfil de contratação dos clubes e os perfis de jogadores que deviam procurar para melhorar globalmente a equipa.


Juventus
  • Guarda-Redes: Gianluigi Buffon, Neto (Fiorentina), Rubinho
  • Defesas: Stephan Lichtsteiner; Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Barzagli, Martín Cáceres, Daniele Rugani; Patrice Evra, Kwadwo Asamoah
  • Médios: Claudio Marchisio, Sami Khedira (Real Madrid), Roberto Pereyra (Udinese), Simone Padoin, Paul Pogba, Stefano Sturaro
  • Médios Ofensivos/ Segundos Avançados: Kingsley Coman, Simone Zaza (Sassuolo), Felipe Anderson (Lázio), Paulo Dybala (Palermo)
  • Avançados: Mario Mandžukić (Atlético Madrid), Álvaro Morata, Alberto Cerri
    A campeã Juventus parte certamente na frente como principal candidato ao título. É inevitável considerar a Vecchia Signora como o favorito a conquistar a Serie A de 2015/16, ainda para mais tendo em conta que estão a reforçar a equipa formidavelmente. Mesmo tendo perdido Vidal e Pirlo - cruciais no meio campo -, deverão conseguir manter Pogba pelo menos por mais uma temporada.
    A baliza foi reforçada com um dos guarda-redes mais promissores da actualidade. A titularidade deverá continuar entregue a 'Gigi' Buffon, mas os dirigentes do clube transalpino quiseram assegurar já a sucessão do internacional italiano com Neto, ex-Fiorentina. A terceira opção continuará a ser Rubinho. Já na defesa, nada se alterará pois trata-se, depois das transferências de Pirlo e Vidal, do sector mais forte dos italianos. Lichtsteiner será dono e senhor da direita, podendo ainda Cáceres dar um ar da sua graça na ala direita. Evra e Kwadwo Asamoah lutarão por um lugar na esquerda, sendo que não é de excluir totalmente a aquisição de Alex Sandro ou de outro lateral-esquerdo. Por enquanto, as negociações parecem ter abrandado e o brasileiro está mais virado para a renovação com o clube portista. Para o meio permanecem os imperiais Bonucci e Chiellini, sendo que ainda há Barzagli e o jovem Rugani como opções.
    Com a saída de Pirlo e Vidal, a Juventus teve e ainda tem que se reforçar neste mesmo sector. Apesar do sucessor natural para Pirlo ser Marchisio, os italianos já resgataram Khedira ao Real Madrid para matérias mais defensivas e ainda Roberto Pereyra à Udinese, agora em definitivo. Contudo, para além do mais que indiscutível Pogba, existem ainda Padoin e Sturaro, embora devam ter poucas oportunidades. Com características mais ofensivas, Draxler deverá cair por terra por intransigência do clube alemão e segundo a imprensa, Felipe Anderson continua na pole position para ser mais um dos grandes reforços da Juve. Seria uma contratação brutal para o clube italiano. Contando já com Coman e com os reforços com extremo potencial Zaza e Dybala (melhor contratação desta Juventus e herdeiro do 21 de Pirlo e Zidane), a Juventus tem tudo para se impor facilmente na Serie A. Tudo depende da regularidade das exibições, e tendo em conta os últimos anos, possuem essa mestria. O desafio estará também em manter uma boa prestação na Champions.
    No ataque fixo para além de terem segurado Morata de uma suposta investida do Real Madrid, os transalpinos foram ainda buscar Mandžukić para ter como principal referência ofensiva. Estamos convictos de que Llorente será vendido, o miúdo Alberto Cerri poderá ficar ou ainda ser emprestado ao Carpi, e a recompra do talentoso Berardi deve dar-se só em 2016-17.

AS Roma

  • Guarda-Redes: Wojciech Szczesny (Arsenal), Morgan De Sanctis, Bogdan Lobonţ
  • Defesas: Bruno Peres (Torino), Vasilis Torosidis; Kostas Manolas, Mapou Yanga-Mbiwa (Newcastle), Alessio Romagnoli, Leandro Castán; Ashley Cole, Adriano (Barcelona)
  • Médios: Daniele De Rossi, Seydou Keita, Radja Nainggolan, Kevin Strootman, Alessandro Florenzi, Miralem Pjanić, Leandro Paredes, Salih Uçan
  • Extremos: Juan Manuel Iturbe, Mohamed Salah (Chelsea), Adem Ljajić, Iago Falqué (Génova), Victor Ibarbo
  • Avançados: Seydou Doumbia, Francesco Totti, Edin Džeko (Manchester City) 
    Quem tem incomodado a Juventus na luta pelo título, tem sido o rival da capital. A Roma tem-se batido bem, mas a verdade é que quebra sempre na segunda metade da época. Para isso, necessita de reforçar a sua equipa fortemente para poder ter alternativas quando os titulares não se exibem tão bem. Embora o problema seja mais na frente - onde falta um ponta-de-lança que dê garantias -, há outros lugares a colmatar.
    Um deles é mesmo a baliza, apesar de De Sanctis cumprir, não é um guarda-redes fantástico. Haviam muito boas alternativas e oportunidades de negócio, mas os dirigentes romanos viraram-se para Szczesny, do Arsenal. Não é de todo regular e resta saber o que calhará neste ovo Kinder polaco: se o Szczesny arrebatador (que já o mostrou em Inglaterra) ou o Szczesny displicente. Lobont será o terceiro guardião.
    Quanto ao sector defensivo, Maicon pode ter guia de marcha e já com Torosidis como alternativa, Bruno Peres podia ser uma aposta bem viável para titular. Depois de uma grande época no Torino, Peres cativou o interesse de vários clubes europeus, nomeadamente o FC Porto. Yanga-Mbiwa convenceu Rudi Garcia, mas Balzaretti não. Assim sendo, o italiano deve rumar a outras paragens e o clube deve apostar em Adriano do Barcelona para colmatar a saída já um pouco anunciada do ex-Palermo. No entanto, o braço-de-ferro com o Barça parece perdurar. No eixo defensivo, para além do central da República Centro-Africana, o clube romano conta ainda com Manolas, Castán e Alessio Romagnoli. Este último como muito boa probabilidade de ser titular ao lado do grego Kostas Manolas, depois de uma época ao mais alto nível ao serviço da Sampdoria que o deixou com bastante mercado.
    O sector mais rico da Roma é aquele que não necessita de ser reforçado. Um misto de experiência e irreverência. Um sector onde De Rossi, Keita e Strootman dão grande segurança defensiva e onde contam ainda com a irreverência de Pjanić e de Florenzi. Ainda há o espírito de sacrifício daquele que foi o melhor jogador da Roma na época transacta - Radja Nainggolan - e ainda o contributo dos jovens Leandro Paredes e de Salih Uçan que tudo têm para singrar num futuro próximo. No que toca a extremos, Gervinho continua com a sua continuação indefinida pelo que Mohamed Salah será uma grande contratação (empréstimo com opção de compra obrigatória) dando a entender que o costa-marfinense poderá mesmo sair. Para além da excelente compra de Iago Falqué ao Génova, Iturbe e Ljajić são as outras opções válidas, sendo que ainda há Ibarbo - que terá que mostrar mais para poder augurar um lugar neste plantel.
    Com o eterno Francesco Totti ainda para as curvas, mas sem o mesmo fulgor que outros anos áureos, o clube da capital romana necessita de um avançado que se traduza em golos. Muitos golos. Já que Seydou Doumbia não o fez - embora mereça a confiança e oportunidade para a nova época - a nossa sugestão recai no bósnio Edin Džeko. Um dos avançados mais completos da actualidade, com características pouco comuns na sua posição e que acrescentaria muito mais qualidade e poder de fogo ao ataque romano (que é o que tem faltado). Seria um grande investimento, mas valeria cada cêntimo gasto.

Inter
  • Guarda-Redes: Samir Handanovič, Juan Pablo Carrizo, Tommaso Berni
  • Defesas: Martín Montoya (Barcelona), Danilo D'Ambrosio; Miranda (Atlético Madrid), Andrea Ranocchia, Jeison Murillo (Granada), Juan Jesus, Marco Andreolli; Dodô, Yuto Nagatomo, Davide Santon (Newcastle)
  • Médios: Gary Medel, Felipe Melo (Galatasaray), Fredy Guarín, Geoffrey Kondogbia (Mónaco), Hernanes, Marcelo Brozović, Mateo Kovačić
  • Extremos/ AvançadosXherdan Shaqiri, Ivan Perišić (Wolfsburgo)Stevan Jovetić (Manchester City), Jonathan Biabiany (Parma), Rodrigo Palacio, Samuele Longo, Mauro Icardi
    Chegando a Milão, o Inter necessitava urgentemente de investir para esquecer a catástrofe que foi o oitavo lugar do ano passado. A baliza não é de todo um problema. Samir Handanovič é um dos melhores guardiões da actualidade e como alternativa existem Juan Pablo Carrizo e Berni. A defesa irá sofrer uma forte mudança. Com Vidic quase fora do plantel, a dupla de centrais passará por Miranda (extraordinária compra), Ranocchia e pelo jogador revelação da Copa América Jeison Murillo. Ainda há Juan Jesus e Andreolli, mas acreditamos que a titularidade passará por estes três jogadores e qualquer que seja a dupla, será bastante forte, podendo ainda dar-se o caso deste Inter actuar num 5-3-2. Para a direita, para além de Danilo D'Ambrosio, o Inter vai poder contar com Montoya, emprestado pelo Barcelona. O espanhol vivia na sombra de Dani Alves e precisava de dar o salto, arriscando sair de casa. Já na esquerda, Dodô e Nagatomo terão ainda a ameaça de Davide Santon que já não se encontra ligado ao Newcastle, podendo reclamar o seu antigo lugar.
    O miolo contará com um reforço de peso. Kondogbia foi dado como certo no rival AC Milan, mas a verdade é que aproveitou a estadia em Milão para assinar pelo Inter. Juntando o francês ao tão subvalorizado Gary Medel, estamos perante uma dupla extraordinária que será uma mais-valia em jogos em que terão de impor um jogo mais defensivo, libertando e refrescando os génios da frente. A estes dois, pode juntar-se ainda Felipe Melo (uma contratação desnecessária, no nosso entender). Existem excelentes médios de transporte como Hernanes e o aguerrido ex-portista Fredy Guarín, e pode dizer-se que um dos grandes reforços deste Inter foi a permanência do criativo e genial Mateo Kovačić. Para fechar as contas, o croata Marcelo Brozović convenceu os dirigentes italianos e fará parte do plantel desta época.
    Na frente, a escolha é muita e de grande qualidade. Palacio já não está a ficar para novo e a verdade é que os italianos não tinham muitas mais alternativas ao argentino. Icardi, melhor marcador da Serie A 14/ 15 a par de Luca Toni, é garantia de golos e promete render ainda mais este ano, acompanhado por um elenco ao seu nível. A este valioso ataque poderá chegar ainda Ivan Perišić (não tão utilizado no Wolfsburgo) e, juntamente com Miranda e Kondogbia a outra grande contratação - Stevan Jovetić. A estrela montenegrina, tapada pelas outras estrelas em Manchester, promete mostrar ainda mais do que fez ao serviço da Fiorentina e poderá casar muito bem com Icardi, numa parelha que destruirá várias defesas. Há ainda Jonathan Biabiany que se destacou bastante no Parma e o jovem Samuele Longo, que poderá dar um ar da sua graça. Para nós, o plantel tem tudo para ficar mais forte com a permanência de Xherdan Shaqiri - apesar de se falar mais da sua saída do clube milanês. 

AC Milan
  • Guarda-Redes: Diego López, Christian Abbiati, Predrag Rajković (Estrela Vermelha)
  • Defesas: Ignazio Abate, Mattia De Sciglio; Cristián Zapata, Philippe Mexès, Gabriel Paletta, Nikola Maksimović (Torino); Luca Antonelli (Génova)
  • Médios: Nigel De Jong, José Mauri (Parma), Antonio Nocerino, Riccardo Montolivo, Andrea Bertolacci (Génova), Andrea Poli, Giacomo Bonaventura, Simone Verdi (Torino)
  • Extremos: Jérémy Menez, Keisuke Honda, Suso, Alessio Cerci, Hachim Mastour 
  • Avançados: Carlos Bacca (Sevilha), Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk), M'Baye Niang
    O vizinho do lado do Inter também não se fez rogar e investiu imenso neste defeso para atacar o título esta temporada. Já que também está fora das competições europeias ao ter ficado em 10.º lugar, Silvio Berlusconi deu ordem para que se trouxessem grandes jogadores para Milão para renascer este histórico italiano. Não sendo imperial investir na baliza, aconselhamos Predrag Rajković do Estrela Vermelha para salvaguardar o futuro da baliza milanesa. Rajković é um dos jovens guardiões com maior potencial e seria um excelente investimento (que nunca iria além dos 5M) e assegurava a sucessão quer de Diego López, quer de Abbiati, embora o sérvio apresente aos 19 anos qualidade e maturidade para ser titular no imediato.
    A defesa está bem entregue aos jogadores já presentes na casa. De Sciglio e Abate darão conta - como têm dado - da ala direita enquanto que Antonelli dará conta da ala esquerda, apesar de De Sciglio ser o provável titular derivado à sua polivalência. Para o eixo da defesa, o Milan poderá fechar Nikola Maksimović do Torino que viria acrescentar mais qualidade ao trio já presente Zapata, Mexès e Paletta.
    No centro do terreno, o Milan voltará a contar com Nocerino (emprestado ao Torino onde se exibiu bem), e aproveitou para ainda roubar Simone Verdi ao clube de Turim, jogador com características mais ofensivas. Berlusconi foi ainda a Génova fechar a contratação de Bertolacci - um dos destaques da Serie A transacta - para juntar a Montolivo, Poli e Bonaventura e ao também contratado José Mauri. Para zonas mais recuadas ainda existe o quase sempre titular Nigel De Jong.
    O ataque foi onde o Milan gastou mais dinheiro. Apesar de não ter investido nos extremos, Menez ainda não é certo que fique - já que o clube milanês pretende fazer um encaixe considerável para investir noutras áreas. Manter Menez seria, para nós, primordial porque em 14/ 15 o Milan foi Menez+10. Contudo, ainda existem o japonês Honda, Suso e Cerci, que se mantém por empréstimo, esperando os dirigentes que apresente o nível do Torino e não do Atlético Madrid. Mastour pode acabar por ser emprestado, mas é um valor a ter em conta. Chegando finalmente aos avançados, havia o sonho Ibrahimovic, mas Luiz Adriano e Carlos Bacca foram o all-in do Milan neste defeso e sem dúvida que são 2 reforços que demonstram bem a ambição do clube de Milão em voltar a ser campeão. Prometem golos, enquanto que Niang será a terceira opção.

Lázio
  • Guarda-Redes: Federico Marchetti, Etrit Berisha, Guido Guerrieri
  • Defesas: Dušan Basta, Patríc (Barcelona B); Stefan De Vrij, Wesley Hoedt (AZ), Santiago Gentiletti, Maurício (Sporting), Lorik Cana; Ștefan Radu, Edson Braafheid
  • Médios: Lucas Biglia, Ogenyi Onazi, Marco Parolo, Danilo Cataldi, Ravel Morrison (West Ham), Antonio Candreva, Senad Lulić, Franco Vázquez (Palermo)
  • Avançados: Keita Baldé, Ricardo Kishna (Ajax), Miroslav Klose, Filip Djorjevic
    A Lázio, apesar de ter feito uma brilhante campanha (3.º lugar) na Serie A passada, parte atrás de todos os outros clubes italianos já aqui referidos. Para augurarem algo semelhante ao ano transacto, necessitam de manter os jogadores mais valiosos (Felipe Anderson, Candreva, Biglia e Keita), mas achamos que 1 (no máximo 2) poderá sair.
    A baliza está bem entregue a Marchetti, sendo que as alternativas são Berisha e Guerrieri, não sendo necessário um investimento nesta posição. O sector mais recuado já conta com dois reforços. Apesar de De Vrij e o veterano e polivalente Cana serem os jogadores com mais minutos do eixo da defesa, a Lázio concretizou a transferência a título definitivo de Maurício (ex-Sporting) e ainda de Wesley Hoedt do AZ que poderá entrar nas contas para a titularidade ao lado do compatriota De Vrij, afastando - porventura - Gentiletti das contas. Para o lado direito Basta terá a concorrência do jovem Patríc Gil do Barcelona B enquanto que do lado oposto, Radu terá cobertura por parte de Edson Braafheid.
    Partindo do princípio que Felipe Anderson seria vendido, é importante segurar valores como Biglia e Candreva para o impacto negativo das saídas não ser tão grande. Com a manutenção desses dois valores, é imperial - para além do polémico Ravel Morrison, contratado ao West Ham - que se encontre uma alternativa viável a Felipe Anderson. A nossa sugestão é Franco Vázquez do Palermo. O italiano apresentou-se bem pelo Palermo na época transacta ao marcar 10 golos em 38 jogos - o que para um médio é uma média bem razoável - fazendo ainda 10 assistências. Contudo, frisamos de novo que Felipe Anderson seria o melhor reforço desta Lázio ao permanecer. O miolo conta com Parolo e Senad Lulić, entrando ainda nas contas os jovens Onazi e Cataldi.
    Na frente, Miroslav Klose ainda é vivo e bem vivo, mas é Baldé a maior promessa do ataque romano. O jovem espanhol tem um potencial enorme à sua frente e terá em Ricardo Kishna outro jovem com grande potencial. Ambos poderão beneficiar de uma tutela do experiente alemão Miroslav Klose que lhes poderá aumentar o faro de golo. Djorjevic completa o leque de atacantes.

Nápoles
  • Guarda-Redes: José Manuel Reina (Bayern Munique), Mariano Andújar, Gabriel (AC Milan)
  • Defesas: Christian Maggio, Camilo Zúñiga; Kalidou Koulibaly, Vlad Chiricheș (Tottenham), Henrique, Raúl Albiol; Faouzi Ghoulam, Ivan Strinić
  • Médios: Mirko Valdifiori (Empoli), David López, Gökhan Inler, Jorginho, Allan (Udinese), Marek Hamšík, Jonathan De Guzmán
  • Extremos: Dries Mertens, José María Callejón, Lorenzo Insigne, Manolo Gabbiadini
  • Avançados: Gonzalo Higuaín, Alexandre Pato (São Paulo)

    O Nápoles depende somente da manutenção da maioria do seu plantel e de pequenos investimentos. É certo que em 14/ 15 ficaram aquém das expectativas, mas nada que um trabalho mais aprofundado não possa corrigir. A baliza já conta com dois reforços. Um para o imediato, outro para o futuro. Para o imediato, Pepe Reina é o eleito ao assinar pelos napolitanos. Para o futuro, caso o venham a contratar em definitivo, os dirigentes transalpinos optaram pelo empréstimo de Gabriel do AC Milan. Andújar, completa o leque de 3 guardiões.
    A defesa pouco precisa de ajustes. Vlad Chiricheș já se equipou à Nápoles num treino do clube e, caso se exiba como sabe, tem tudo para ser o patrão da defesa. Albiol foi o jogador com mais minutos, parecendo por isso inequívoco titular no eixo defensivo, embora Koulibaly e Henrique queiram o lugar. Chiricheș-Koulibaly seria muito provavelmente a melhor dupla de centrais ao dispor de Sarri (um upgrade em relação a Rafa Benítez). As laterais não necessitam de updates por enquanto, já que Maggio e Zúñiga dão profundidade ao lado direito e Ghoulam e Ivan Strinić dão conta do lado esquerdo.
    Uma equipa que conta com Inler, Hamšík e Jonathan De Guzmán não precisa de mexer muito no seu meio-campo. Ainda assim, os napolitanos decidiram roubar o experiente Valdifiori ao Empoli e ainda o brasileiro Allan à Udinese. Dois jogadores em destaque na temporada passada e que se juntam aos já bastante utilizados David López e Jorginho. Com características mais ofensivas, o clube italiano tem irreverência e imprevisibilidade para dar e vender. Com as autênticas "motas" Mertens e Insigne (que ficou bastante abaixo do esperado) têm tudo tudo para desequilibrar no último terço. Sendo que ainda há Callejón que pode assumir uma posição mais próxima do avançado e ainda o jovem Gabbiadini que é umas das maiores promessas italianas. Para terminar o leque de extremos El Kaddouri ainda tem uma palavra a dizer depois de ter sido um dos melhores jogadores do Torino na passada temporada.
    Na frente, o maior problema é Higuaín. Não é um avançado muito apreciado por nós, mas a verdade é que o clube napolitano aposta bastante no seu talento. Em contrapartida, não contam - ao que tudo indica - com Eduardo Vargas. O chileno tem características muito boas para um avançado, mas parece não ter espaço nos planos do clube transalpino. Assim sendo, sugerimos um regresso a Itália de Alexandre Pato. Ainda tem idade para relançar a sua carreira e explodir na Europa. E nada melhor que um campeonato que já conhece bem para voltar a brilhar.

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