Óscares Barba Por Fazer 2019

A Academia tem a sua opinião, nós temos a nossa. Na 8ª edição dos Óscares Barba Por Fazer, fazemos justiça em relação a The Favourite, Shoplifters, You Were Never Really Here, Burning ou Blindspotting.

As Melhores Séries de 2018

O melhor que se fez em televisão em 2018. Atlanta, Better Call Saul, Daredevil, BoJack Horseman, e que mais?

Os Melhores Episódios de 2018

2018 é o elogio fúnebre de um cavalo, é Jimmy a virar Saul, é uma ilha em Itália e as lágrimas que correm nos rostos de Emma Stone e Yvonne Strahovski. É uma linha de Shakespeare por Bill Hader, um I Beat You de Daredevil e é, claro, Teddy Perkins.

Balanço Liga NOS 18/ 19

Passamos em análise o favoritismo do Porto, o potencial do Benfica entregue a Bruno Lage, e os extraordinários trabalhos de Silas e Ivo Vieira ao comando de Belenenses e Moreirense.

100 Jogadores que podem marcar 2019

No nosso Top do novo ano, há 6 portugueses, os centrais e o médio da moda (De Ligt, Militão e De Jong), Mbappé, Salah, Kane e Van Dijk, tudo isto num ano que deve voltar a ser Leo Messi vs Cristiano Ronaldo.

19 de março de 2019

Made in Alcochete: Os Próximos Talentos do Sporting

Há dois anos atrás, em Março de 2017, lançámos o futuro de Benfica, Porto e Sporting, num conjunto de 3 artigos Made In que procuravam identificar os maiores diamantes na Formação dos três grandes. E depois de escrever sobre Benfica e Porto, olhamos finalmente para o Sporting.
    No reino dos 3 grandes, o Sporting perdeu durante a Era Bruno de Carvalho o comboio da formação. Mas há esperança para o clube que lançou Cristiano Ronaldo e Luís Figo.
    Em Alvalade as más decisões têm-se sucedido e temos dificuldade em compreender alguns erros. A extinção do Sporting B foi um dos maiores, sendo completamente diferente para a evolução de Diogo Brás ou Daniel Bragança, a título exemplificativo, competir e crescer na II Liga ou na Liga Revelação. Depois, por diversas razões, têm-se sucedido os casos de jovens formados em Alcochete que saem sem darem ao clube o seu melhor futebol, ou perdendo a sua cotação na má gestão ao longo do tempo. Falar em Iuri Medeiros, Rafael Leão, Eric Dier, Bruma, Tiago Ilori (hoje de regresso à casa de partida), Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Daniel Podence é recuperar dossiers que, uns por culpa própria, outros por culpa dos treinadores, outros por culpa da incapacidade de conceder o desafio certo no momento certo, equivaleram até ver a desperdício. Qualidade que não foi colocada em campo ao serviço do clube. Salvou-se Gelson Martins, e mesmo ele deve gerar em breve uma contenda jurídica entre Sporting, Atlético Madrid e Mónaco.

    Frederico Varandas e Marcel Keizer têm muito trabalho pela frente para reconstruir o Sporting, mas a menor probabilidade do clube ombrear com os rivais a curto-prazo pode representar uma oportunidade para adoptar um discurso e uma política mais realista e de acordo com a tradição leonina. A menor folga financeira pode abrir caminho à promoção da prata da casa, e depois de alguns anos menos férteis, 2000, 2001, 2002 e 2003 representam boas colheitas para os lados de Alvalade.
    O clube perdeu Tiago Djaló para o AC Milan, apostou recentemente em Miguel Luís e Jovane Cabral e, além dos 7 magníficos que apresentamos baixo, convém não esquecer o virtuosismo técnico de Tiago Ferreira, a competitividade de Gonçalo Batalha e os golos de Tiago Tomás. E se fossemos mais longe no tempo, Gabriel Carvalho e Lucas Dias também poderiam reclamar aqui o seu espaço, mas deixemo-los para a próxima vez que fizermos este exercício daqui a uns anos.

  • Joelson Fernandes (Extremo, 2003): Pérola. Aos 16 anos, Joelson Fernandes tem uma cláusula de 45 milhões (mostra evidente confiança do clube, embora em termos de mercado os 45 sejam os novos 20) e já foi chamado pelo holandês Marcel Keizer para treinar com a equipa principal.
        Desconcertante e forte no 1 para 1, é daqueles casos (como Félix, Jota, Florentino e Tiago Dantas no Benfica, e Fábio Silva e Francisco Conceição no Porto) em que defendemos que fique sempre debaixo da asa do clube, não sendo preciso um empréstimo pois poderá reclamar cedo o seu espaço. Nas crises nascem oportunidades, e cabe a Frederico Varandas perceber que ressuscitar o prestígio da Academia é fundamental neste momento do clube - Joelson Fernandes pode ser uma das bandeiras do novo Sporting.
  • Félix Correia (Extremo, 2001): Thierry Correia já se estreou na primeira equipa, mas é outro jovem craque com o mesmo apelido que nos entusiasma: o Félix do Sporting. Quer dizer alguma coisa o facto do Barcelona ter procurado garantir há pouco tempo Félix Correia... Um extremo na linha de Nani e Gelson Martins, é um dos projectos mais interessantes de Alvalade neste momento, e um jogador que gostávamos de ver ser lançado ainda neste final de época.
        Que o aperto financeiro sirva para acelerar a aposta na irreverência de Joelson Fernandes, Félix Correia, Diogo Brás e Gonzalo Plata.
  • Diogo Brás (Extremo, 2000): A má gestão/ indefinição associada à formação leonina nos últimos tempos tem hipotecado o melhor crescimento para Pedro Marques (Pedro Mendes tem utilizado muito melhor os Sub-23 para evoluir), mas se há jogador que será criminoso o Sporting deixar estagnar é Diogo Brás.
        O miúdo descoberto em Chaves e que chegou a cumprir uns jogos pelo Real Madrid é o extremo que Portugal gosta. Um pouco à imagem de Zé Gomes no Benfica, tem acusado um pouco o peso das expectativas depositadas sobre si, mas talvez não seja descabido os leões olharem para o vizinho Benfica, percebendo como os encarnados têm sabido gerir Jota, um jogador que partilha algumas semelhanças com Diogo Brás.
  • João Daniel (Médio Defensivo, 2002): Na interessante geração de 2002 do futebol português, sobressai como médio defensivo João Daniel, um jogador que lê o jogo primeiro do que os outros, antecipando os acontecimentos e jamais queimando a sua equipa. "Vê-se" menos que o companheiro de sector Gonçalo Batalha, mas as suas características podem ser uma necessidade do clube a médio-prazo. Embora nos pareça que Doumbia (bom scouting) reúna condições para conquistar a titularidade em breve e evoluir a partir daí.
  • Bruno Paz (Médio Centro, 1998): Não vemos como os jogadores treinam, mas assim como nos faz alguma confusão Jovane Cabral ter chegado ao plantel principal primeiro do que Diogo Brás ou Félix Correia (é certo que o cabo-verdiano é mais velho, mas também foi sempre um jogador mais discreto na formação), não conseguimos perceber a não-aposta no polivalente Bruno Paz. Já com 20 anos a caminho de 21, o médio centro/ defensivo é o jogador mais velho que destacamos neste conjunto de artigos Made In sobre os 3 grandes, e embora esta época tenha actuado 17 minutos na Liga Europa, parece-nos que o critério que dá à circulação e a constante noção 360 graus do jogo podiam fazer dele uma peça importante neste meio-campo pós-William Carvalho e actualmente órfão de Battaglia.
  • Bernardo Sousa (Médio Centro, 2000): Aos 18 anos, o esquerdino Bernardo Sousa é a prova viva de um jogador que beneficiaria imenso em ter minutos de II Liga ao serviço do Sporting B, estando no entanto condenado a actuar na próxima época na Liga Revelação, salvo outro cenário (empréstimo ou aposta de Keizer).
        É depois de Diogo Brás o grande jogador do Sporting de 2000, dono de uma sublime meia distância. O 10 fica-lhe mesmo bem.
  • Eduardo Quaresma (Defesa Central, 2002): É garantido que o centro da defesa do Sporting vai mexer nos próximos anos. Coates-Mathieu é uma dupla sólida, mas o francês (central com melhor saída de bola em Portugal) já tem 35 anos e, também a prevenir o seu adeus, o clube recuperou Tiago Ilori, garantindo ainda Neto.
        No entanto, não é garantido que qualquer um destes centrais pegue de estaca, não sendo por isso de excluir uma eventual aposta no ex-Braga João Queirós (actualmente nos Sub-23) ou, mais tarde, em Eduardo Quaresma. Aos 17 anos o capitão leonino é o típico central moderno, um patrão que sabe encontrar soluções e linhas de passe, quebrando linhas e saindo a jogar.

17 de março de 2019

Made in Olival: Os Próximos Talentos do Dragão

Há dois anos atrás, em Março de 2017, lançámos o futuro de Benfica, Porto e Sporting, num conjunto de 3 artigos Made In que procuravam identificar os maiores diamantes na Formação dos três grandes. É hora de fazer um ponto de situação e relançar o futuro portista.
    Depois de algumas gerações fantásticas no futebol português, 1999 foi muito provavelmente o ano mais rico de sempre na História do futebol lusitano. Nesse ano, nasceram João Félix, Florentino, Diogo Dalot, Jota, Rafael Leão, Gedson Fernandes, Diogo Costa, Diogo Leite, Domingos Quina, Diogo Queirós, Rúben Vinagre, Francisco Trincão, Zé Gomes e Nuno Santos. Um verdadeiro luxo, que resultou na conquista de dois europeus - Sub-17 em 2016, Sub-19 em 2018. Mas se o Benfica tem neste momento Félix, Florentino e Gedson entre o lote de 18 habituais escolhas do treinador, começando a integrar Jota nas contas, o FC Porto não concede nesta fase espaço a nenhum dos seus Diogos. Dalot rumou a Old Trafford, Leite começou a época a titular mas deixou de ter hipóteses com a edificação da dupla Felipe-Militão, quebrada somente com a chegada do veterano Pepe, e Diogo Costa vê adiada a sua afirmação ao mais alto nível a cada ano que Iker Casillas prolonga o seu vínculo aos campeões nacionais.
    A não-aposta de Sérgio Conceição na juventude explica-se através de um conjunto de argumentos. Primeiro, a necessidade de vencer no imediato. Campeão em título, o FC Porto procura o bicampeonato para quebrar em definitivo a hegemonia recente do Benfica (que, com cultura de vitória instalada, tem tido melhores condições para promover a estreia dos seus miúdos) e, para vencer já, não há tempo ou paciência, impondo-se estofo e maturidade. Depois, o próprio ADN do Porto versão Sérgio Conceição também não ajuda: o timoneiro valoriza a componente física, e se Diogo Dalot (com pujança para dar e vender) não teria qualquer problema em ser escolha nesta fase, noutros casos não se passa o mesmo.
     No entanto, estamos convictos de que o Porto aprenderá com os seus erros recentes. Rúben Neves, Diogo Dalot ou André Silva representaram significativos encaixes financeiros mas não coleccionaram assim tantos momentos e jogos como os adeptos gostariam de mais tarde poder recordar, surgindo a fornada de 2002 como aposta imperativa no Dragão. Afinal, os dois maiores talentos portugueses nascidos nesse ano actuam na formação do clube azul e branco.

    Sem querer repetir Romário Baró, Afonso Sousa e Rui Pires, abrindo excepções no caso dos 2 Diogos que voltamos a "patrocinar", destacamos abaixo os 6 talentos que nos parece que poderão chegar ao plantel A do Porto nos próximos 4 anos. Incluindo jogadores jovens mas estrangeiros teríamos facilidade em destacar igualmente a potencial integração de Galeno na próxima época, e o crescimento do recente reforço Loum na sombra de Danilo, surgindo Bernardo Folha (filho do técnico do Portimonense e antigo jogador do Porto, António Folha) como outra das prováveis apostas de futuro.

  • Fábio Silva (Ponta de Lança, 2002): André Silva tem construído uma carreira interessante, embora com altos e baixos, Gonçalo Paciência procura reinventar-se na Alemanha, Rui Pedro desiludiu e Zé Gomes está a sentir e muito o salto para o patamar profissional.
        Portugal mantém a sua incessante procura de um ponta de lança que faça justiça à brutal qualidade das gerações recentes, e nesse sentido Fábio Silva emerge como o maior diamante para a posição. Jogador feroz e sinónimo de muitos golos, o craque do FC Porto é mesmo muito acima da média, mostrando qualidade não só nas competições internas como na Youth League.
        Actualmente com 1,85m (tem 16 anos, logo poderá vir a ser ainda mais alto), é um matador mas também um jogador associativo, prometendo não acusar as subidas de patamar dos próximos anos e reunindo condições para ter impacto imediato. À partida, antecipamos que possa funcionar tanto sozinho como numa dupla na frente, sendo quase obrigatório para um jogador tão diferenciado que as realidades de equipa B e Liga NOS lhe sejam dadas nos próximos dois anos. É determinante, para o Porto e para a Selecção Portuguesa, que o clube gira bem a sua carreira, ao contrário do que (não) fez com Paciência e Rui Pedro. Fábio Silva, que o Porto quase perdeu quando chegou a mudar-se para a Luz com o irmão mais velho Jorge, é um talento que Portugal não pode perder.

  • Francisco Conceição (Extremo, 2002): Lionel Messi estreou-se aos 16 anos num amigável que serviu para inaugurar o Estádio do Dragão. Desde então, muitas promessas argentinas e talentos de La Masia como Bojan e Deulofeu foram apontados como "o novo Messi". Como o astro do Barça, para alguns o melhor jogador de sempre da modalidade, não haverá outro, mas é impossível não ver Messi quando olhamos para o pequeno Francisco Conceição de bola colada ao pé esquerdo, contra tudo e contra todos.
        O filho mais novo de Sérgio Conceição (os irmãos Sérgio, Rodrigo e Moisés também jogam) é o talento mais puro da família e aquele que, bem orientado, pode chegar mais longe. Estamos perante um predestinado e possivelmente, entre os jogadores de Benfica, Porto e Sporting que destacamos neste conjunto de 3 artigos, o talento mais especial.
  • Diogo Costa (Guarda-Redes, 1999): Procurámos não repetir Afonso Sousa e Romário Baró nesta lista, mas não conseguimos não voltar a destacar dois Diogos. A urgência em chegar à primeira equipa é diferente no caso dos guarda-redes, pela maior longevidade, mas confessamos que tal como há 2 anos atrás continuamos convictos de que Diogo Costa será o dono da baliza portista no pós-Casillas e um dos candidatos à sucessão de Rui Patrício na nossa Selecção.
        Agenciado pelo irmão de Guardiola, Pere, não é um gigante (mede 1,86m, mas por exemplo Casillas fez carreira com 1,82m) mas impressiona pela elasticidade e pela serenidade, parecendo ter sempre tudo sob controlo. Pensávamos que seria emprestado esta temporada, tal como Svilar no Benfica, pelo que 2019/ 2020 representa um momento determinante na sua carreira - Casillas termina contrato em Junho, e Diogo pode ser o seu sucessor; caso o espanhol renove novamente, terá que crescer fora do ninho como Oblak e Ederson. Não pode estagnar.
  • Diogo Queirós (Defesa Central, 1999): Não deixa de ser curioso que o Benfica apresente nesta altura no eixo da sua defesa Rúben Dias e Ferro (centrais de 1997), quando nos últimos anos se depositaram grandes esperanças - talvez maiores até - na dupla do Porto, Diogo Queirós e Diogo Leite. O último já se estreou de dragão ao peito, tendo inclusive arrancado a época a titular ao lado de Felipe, e é engraçado verificar as semelhanças entre Rúben/Ferro e Queirós/Leite: um líder, capitão nas várias categorias, e o outro mais alto e com melhor saída de bola. Nos dois casos, jogadores que se complementam e que se conhecem profundamente.
        O contexto que o Benfica teve (ocaso de Luisão, transferência de Lindelof, lesões de Jardel), o Porto não tem tido. Felipe e Éder Militão formaram uma dupla de betão, e a chegada do veterano Pepe só ajudou a dificultar a vida à eventual afirmação dos Diogos. No entanto, continuamos a acreditar que ambos terão o seu momento. Mas tal como com Diogo Costa, o Porto precisa de compreender em 19/ 20 que, no Dragão ou noutro clube por empréstimo, têm que experimentar a titularidade jornada após jornada na I Liga.
  • Pedro Vieira (Ponta de Lança, 2002): Sobre Pedro Vieira não há muito a dizer. Atleta de 16 anos, da geração de Francisco Conceição e Bernardo Folha, não tem o virtuosismo de Fábio Silva mas tem muito golo.
        O seu 1,90m leva a crer que será valorizado num clube como o FC Porto, que reconhece a importância da combatividade e de desgastar centrais adversários. Não nos atrevemos a apostar tão vincadamente no seu futuro como no de Fábio Silva e Francisco Conceição, mas estaremos atentos aos próximos passos.
  • David Vinhas (Defesa Central, 2003): Nascer no tempo certo é uma questão de sorte. Ronaldo e Messi têm dois anos de diferença e têm marcado juntos uma Era, puxando um pelo outro mas dividindo entre si prémios individuais. Neymar e Hazard nasceram, se calhar e numa pespectiva de prémios de carreira, cedo demais, mas Mbappé parece ter nascido no momento certo para, até ver, marcar uma nova Era na qual aguarda por concorrência ao seu nível.
        Falamos do timing do nascimento para explicar que David Vinhas, um dos centrais mais promissores do futebol português, pode beneficiar de ter nascido em 2003 e não em 1999 como Queirós e Leite. A existência de Felipe, Militão (de saída para o Real Madrid no Verão) e Pepe dificulta a afirmação dos jogadores de 20 anos, mas a chegada natural de Vinhas ao patamar profissional poderá coincidir com um período de maior necessidade do Porto de jogadores para a posição. O futebol é talento e oportunidade, mas por vezes também é sorte.

15 de março de 2019

Made in Seixal: Os Próximos Talentos da Luz

Há dois anos atrás, em Março de 2017, lançámos o futuro de Benfica, Porto e Sporting, num conjunto de 3 artigos Made In que procuravam identificar os maiores diamantes na Formação dos três grandes.
    Entre os 9 projectos de jogador do clube da Luz que elegemos à data, organizados pela expectável estreia/ afirmação que teriam na equipa principal, figuravam João Félix, Florentino, Jota e Gedson Fernandes, o impressionante quarteto nascido em 1999 que hoje delicia e faz sonhar os benfiquistas. Dos restantes, João Carvalho e Diogo Gonçalves rumaram a Inglaterra sem nunca pegarem de estaca, Pêpê tem crescido emprestado, Pedro Pereira voltou para Itália após desiludir, e Zé Gomes (ainda no Benfica B) não evoluiu como esperávamos, embora ainda vá a tempo de ser tudo o que um dia prometeu.
    Neste momento, é difícil não considerar o Seixal a melhor academia da actualidade, faltando apenas que Luís Filipe Vieira cumpra o prometido: conservar os prodígios entre 2 e 4 anos de águia ao peito em vez de apenas um, conseguindo assim elevar o nível europeu do Benfica, aumentando a qualidade da Liga NOS, e ganhando todas as partes envolvidas (clubes futuros incluídos).
    Bruno Lage (que acreditamos que não demorará muito a ser desejado por clubes de topo) é o homem do leme perfeito para a política encarnada, revelando em todos os momentos inteligência, conhecimento na preparação do jogo e na leitura do mesmo, coerência, coragem, serenidade e paciência.
    Hoje, coexistem na equipa principal Rúben Dias, Ferro, João Félix, Florentino, Gedson Fernandes, Jota e Yuri Ribeiro, desejando adeptos e estrutura que haja menos Bernardos e Cancelos (jogadores que brilham anos depois na alta roda sem nunca terem construído boas memórias em campo pelo clube que os formou). Sem repetir elementos que destacámos em 2017, identificámos abaixo 8 casos que achamos terem condições para integrar o plantel principal no espaço dos próximos 4 anos; fala-se que LFV e Lage pretendem o central Pedro Álvaro (só nos parece que faça sentido se Rúben Dias sair no Verão), o britânico Willock e mais 2 dos jogadores que abaixo apresentamos no elenco da próxima época.

    De resto, embora não os coloquemos abaixo, não somos cegos perante o crescimento periférico de Heriberto e Filipe Soares no Moreirense e Estoril respectivamente, o talento de Paulo Bernardo e Henrique Pereira, e a linhagem de centrais na incubadora (além de Pedro Álvaro, destaque para os mais novos Tomás Araújo e Rafael Brito). Nunca se deve excluir também algum resgate aos rivais: são conhecidas as histórias recentes de João Félix e André Gomes, Tiago Gouveia foi "roubado" ao Sporting numa fase em que era uma das maiores esperanças leoninas, Nuno Cunha recrutado de Braga depois de brilhar no torneio Lopes da Silva, e Fábio Silva (o ponta de lança mais promissor do futebol português) chegou a representar o Benfica para estar perto do irmão, Jorge Silva, tendo entretanto voltado ao Porto.


  • Tiago Dantas (Médio Ofensivo, 2000): Tido como um dos jogadores que será promovido ao plantel principal em 2019/ 2020, a estreia de Tiago Dantas de águia ao peito quase se tornou uma miragem quando no final de 2018 esteve com um pé no Manchester City.
        Aos 18 anos, o jogador que nasceu na véspera de Natal de 2000 tem tudo para ser um dos principais presentes dos benfiquistas nas próximas épocas. Actualmente a dividir o seu tempo entre a equipa B e os juniores, é o exemplo clássico - à imagem do que também ocorreu com Bernardo Silva na formação - de um atleta que evoluiu e adaptou determinados predicados do seu jogo ao não ter o mesmo desenvolvimento físico que aqueles em seu redor. Nasceu assim um médio ofensivo de fino recorte e técnica apurada, com critério na circulação e inteligência a saber quando soltar e para onde soltar. Um pequeno grande jogador que gosta de pegar atrás para ver todo o jogo à sua frente e que terá em Bruno Lage (que já trabalhou com ele) o tutor certo nos seus primeiros passos como sénior. Prevemos que os adeptos mais limitados irão olhá-lo de lado pelo aspecto mais franzino, mas os génios não se medem aos palmos.
  • Úmaro Embaló (Extremo, 2001): O "Di María" lusitano de origem guineense só tem mesmo um problema quando, neste exercício de futurologia, antecipamos a sua carreira - o empresário Catió Baldé. Já fortemente cobiçado pelo Leipzig, Embaló já actuou esta época em 3 diferentes escalões (juniores, Sub-23 e Benfica B), e é um exemplo perfeito da sensibilidade que o Benfica tem tido ao apresentar a cada jogador, num plano individual, o patamar e contexto certos, o que tem significado para Úmaro ter estado quase sempre a treinar e jogar com os mais velhos.
        Numa altura em que outro extremo driblador (Jota) começa a acumular os primeiros minutos na asa esquerda do Benfica, é impossível não pensar nos estragos que Embaló poderá fazer a médio-prazo no flanco direito, com a bola no seu pé esquerdo (e o direito fica pouco atrás), velocidade vertiginosa e objectividade de quem sabe que o foco é o golo. Craque em potência apreciado por Chalana, "só" precisa de estabilidade e de conseguir ter a cabeça no lugar, não se deixando condicionar por jogadas de empresários e pelo natural interesse precoce de clubes com outro poder económico. 
  • Tomás Tavares (Lateral-Direito, 2001): André Almeida (indiscutível mais-valia no plantel, mas questionável titular absoluto) continua sem convencer os adeptos da Luz, especialmente depois do público ter sentido em 2016/ 17 o que era ter Nélson Semedo. Achávamos que nesta fase Alex Pinto já teria alguns minutos na I equipa, mas na verdade é sobre Tomás Tavares (2 anos mais novo que o ex-Vit. Guimarães) que recaem as maiores esperanças para a posição no universo encarnado.
        Jogador de elevada estatura e farto cabelo, faz todo o corredor em excesso de velocidade e tem crescido a olhos vistos nas últimas temporadas.
  • Nuno Tavares (Lateral-Esquerdo, 2000): Mas Tomás não é o único Tavares lateral que deslumbra para os lados do Seixal nesta altura. Perante a incrível época de Grimaldo, um dos jogadores mais regulares nesta edição da Liga NOS 18/ 19, é natural que no Verão chegue à mesa de negociações de LFV uma proposta dentro das suas expectativas para o espanhol.
        Assim, e embora nesta fase seja Yuri Ribeiro a alternativa ao lateral formado em La Masia, prevemos que Nuno Tavares (significativo maior potencial que Yuri) também venha a ter uma oportunidade. Se a irá agarrar só depende dele (outro lateral-esquerdo, Montóia, embora 3 anos mais novo e com uma estreia teoricamente mais longínqua parece aposta mais segura pela sua mentalidade), mas deveremos vê-lo quiçá na próxima época a aventurar-se com a sua passada larga.
  • Nuno Santos (Extremo, 1999): Fábrica de talentos, o Benfica tem neste momento nas suas fileiras um Bernardo Silva e um Nuno Santos, nomes "repetidos" de jogadores que não chegaram a brilhar pelo clube como a dado momento parecia certo. Quatro anos mais novo do que o homónimo que se perdeu com uma lesão grave e em passagens sem deixar marcas por Setúbal e Vila do Conde, Nuno Santos é o exemplo perfeito de índice de trabalho, um jogador que, sem ter desde cedo similar rótulo de craque como outros à sua volta, tem aproveitado cada época para se tornar mais jogador, reclamando inclusive um estatuto maior nos quadros da formação encarnada ao desenvolver-se quando esteve emprestado ao Belenenses.
        Já convocado por Bruno Lage, que mostrou assim que conta com ele para o futuro, o seu carácter faz-nos lembrar Heriberto Tavares (por empréstimo no Moreirense). Dois jogadores que têm evoluído e trabalhado, tornando-se melhores ano após ano, humildes e focados.
  • Guilherme Montóia (Lateral-Esquerdo, 2003): Ainda com 15 aninhos, o futuro é em certa medida uma incógnita para Montóia (normalmente torna-se mais fidedigno ou seguro começar a ler o potencial de um jogador aos 16/ 17 anos, surgindo depois a transição para sénior como a derradeira prova dos nove), mas o facto de ser um exemplo e um líder no seu escalão, a assertividade com que interpreta o jogo e a sua compleição deixam adivinhar um caso sério. É lógico que Nuno Tavares seja experimentado como sucessor de Grimaldo mais cedo, mas é em Montóia que depositamos as maiores esperanças para a posição.
  • Henrique Araújo (Ponta de Lança, 2002): Em boa verdade, ser uma máquina de marcar golos na formação de um clube grande em Portugal aos 17 anos não é prova definitiva da qualidade ou potencial de um jovem ponta de lança. Com o seu percurso iniciado no Andorinha de Cristiano Ronaldo e largos anos passados nas camadas do Marítimo, Henrique Araújo fez as malas para a Luz e em 2018/ 19 (1ª época no clube) soma 27 golos em 23 jogos. É de 2002, ano de nascimento do ponta de lança mais cotado na formação nacional (Fábio Silva), o que pode servir de auto-desafio, mas como Zé Gomes nos mostrou, marcar sem parar na formação não equivale obrigatoriamente a sucesso ao passar para a piscina dos grandes.
        Porém, é indiscutível que Henrique Araújo não é um avançado comum. Alia ao faro de golo a polivalência de conseguir introduzir a bola na baliza de todas as maneiras e feitios, e não se deve ignorar a mentalidade forte que tem demonstrado ao brilhar no Continente depois de abandonar as suas origens. Um nome para ficarmos atentos, até porque Portugal bem precisa de avançados.
  • Hugo Félix (Médio Ofensivo, 2004): Na análise que estamos a fazer ao futuro dos 3 grandes, dois anos depois de destacarmos entre outros o potencial de Félix, Florentino, Dalot ou Gedson, todos os jogadores referidos nasceram entre 1998 e 2003. Excepto um.
        Apostar num jogador que no início de Março tinha apenas 14 anos faz pouco ou nenhum sentido, mas como o irmão mais velho (sim, João Félix) revelou recentemente numa entrevista ao The Player's Tribune, há quem diga que Hugo é superior ao que João era com a sua idade. De facto, a superlativa qualidade técnica salta à vista comparativamente com todos os outros que pisam o mesmo campo do pequeno talento que assume sempre o jogo, revelando personalidade. O tempo dirá se o ADN da família Félix é caso de estudo, mas poderá estar aqui mais um prodígio, que terá o peso ou motivação extra de lidar com o progressivo sucesso do mano mais velho nos próximos anos.

11 de março de 2019

Os Filmes mais Aguardados de 2019

A fornada de 2018-19 ainda está quentinha e acabada de sair, mas como sempre nesta altura do ano começamos a olhar para o que está para vir e estrear ao longo de 2019 ou no início de 2020.
    Os óscares da Academia foram entregues há relativamente pouco tempo, e por isso é hora de virar atenções para o horizonte, para o futuro.
    Com a Disney a amplificar o seu domínio no meio, quase todos os grandes filmes-evento do ano têm o selo da companhia do rato Mickey. Não é preciso ser Nostradamus ou uma Maria Helena para antecipar que Avengers: EndgameStar Wars: Episode IX ou The Lion King serão fenómenos de box office.

    E se em 2018 fomos brindados com filmes de Yorgos Lanthimos, Alfonso Cuarón, Adam McKay, Steve McQueen, Alex Garland, Damien Chazelle, Barry Jenkins, Lynne Ramsay, Ryan Coogler ou Wes Anderson, 2019 traz uma leva diferente de génios: Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Jordan Peele, Jim Jarmusch, Rian Johnson, Taika Waititi, Sam Mendes, Steven Soderbergh, Ang Lee ou Terrence Malick, para dizer alguns.

    Ao ordenarmos a lista abaixo apresentada procurámos encontrar algum equilíbrio. Prevalece o factor "Que expectativas brutais! Dêem-me já esse filme!", mas sem esquecer a popularidade adjacente a algumas longas-metragens. Como sempre, certamente não estarão aqui muitos dos nossos destaques daqui por um ano. Afinal, há um ano atrás prevíamos a qualidade de RomaThe FavouriteFirst ManBlacKkKlansmanIf Beale Street Could Talk, Annihilation ou You Were Never Really Here, mas estávamos a dormir relativamente a coisas como HereditaryGreen BookFirst ReformedBurningCold War ou Blindspotting.
    Em 2019, Scorsese reúne finalmente a velha guarda toda no maior filme da História da Netflix, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Jordan Peele oferece-nos novo conto criativo e assustador, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, há novos filmes da nova vaga de terror (Robert Eggers, Ari Aster, Trey Edward Shults), e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Jack Nicholson ou Heath Ledger, tudo isto numa temporada que promete individualmente para os omnipresentes Robert Pattinson, Lakeith Stanfield, Adam Driver, Florence Pugh e Thomasin McKenzie. 

    Aqui vão então os 60 filmes mais aguardados de 2018. Porquê 60? Também não sabemos.


1. Once Upon a Time in Hollywood
Realizador: Quentin Tarantino
Elenco: Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Al Pacino, Tim Roth, Scoot McNairy, Dakota Fanning, Timothy Olyphant, Kurt Russell, Michael Madsen, Damian Lewis, Bruce Dern, Damon Herriman

    Nos bastidores do meio, dizem tratar-se do melhor guião de Quentin Tarantino desde Pulp Fiction. Entregar o 1º lugar num ano que terá Once Upon a Time in Hollywood e The Irishman (têm em comum a presença de Al Pacino) é como escolher um filho, mas Once leva uma ligeira vantagem.
    Ponto de partida? A odisseia de um actor de televisão a cair no esquecimento (DiCaprio) e do seu duplo (Pitt), focados em afirmar-se na indústria do cinema em 1969, perto da altura dos famosos assassinatos de Charles Manson.
    Nesta fusão de realidade e ficção, Tarantino terá Leonardo DiCaprio (não entra num filme desde 2015), porventura a única verdadeira super-estrela da actualidade em Hollywood, rodeado por um elenco em que chega a ser mais fácil dizer quem é que não entra no filme. Vários pormenores apelativos: Margot Robbie como Sharon Tate, Brad Pitt num papel secundário (Fight Club e 12 Monkeys mostram que brilha mais assim) e a curiosidade de Damon Herriman interpretar Charles Manson num ano em que também será Manson em Mindhunter.

2. The Irishman
Realizador: Martin Scorsese
Elenco: Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci, Harvey Keitel, Bobby Cannavale, Jesse Plemons, Stephen Graham, Ray Romano, Anna Paquin, Jack Huston

    Há um ano atrás estava no nosso 1º lugar. Entretanto a produção atrasou-se e a estreia de The Irishman passou para o calendário do novo ano civil. O Cinema já pedia um novo clássico da máfia capaz de nos atirar com saudade para os anos 70 e 90, e Scorsese não fez a coisa por menos, reunindo toda a velha guarda - Robert DeNiro, Al Pacino, Joe Pesci e Harvey Keitel. Prepararem-se para efeitos visuais revolucionários (diz-se que DeNiro, Pacino e Pesci surgem em vários momentos do filme com a aparência editada de 30 anos mais novos).

3. Knives Out
Realizador: Rian Johnson
Elenco: Daniel Craig, Chris Evans, Michael Shannon, Lakeith Stanfield, Toni Collette, Ana de Armas, Christopher Plummer, Jaime Lee Curtis

    Rian Johnson dividiu o mundo com o seu Star Wars, mas é consensual o talento do realizador que dirigiu Brick e Looper, tendo ainda no seu currículo aquele que é para muitos o melhor episódio de Breaking Bad, "Ozymandias".
    Pouco se sabe sobre Knives Out, mas tudo indica que será um thriller criminal onde o espectador tentará perceber qual das personagens cometeu determinado crime. É sempre bom ver Daniel Craig e Chris Evans fora das duas personagens a que têm ficado associados nos últimos anos largos, Michael Shannon e Lakeith Stanfield brilham em tudo aquilo em que aparecem, Toni Collette deixou-nos babados em Hereditary e Ana de Armas, bem, a Ana de Armas é um bocadinho gira. Um bocadinho muito grande.

4. Uncut Gems
Realizador: Benny Safdie, Josh Safdie
Elenco: Adam Sandler, Lakeith Stanfield, Pom Klementieff, Idina Menzel, Judd Hirsch, The Weeknd

    Depois de Good Time, é garantido que veremos no cinema todos os filmes dos irmãos Safdie nos próximos anos. Com potencial para se tornarem cineastas de referência na nova geração da 7ª Arte, Benny e Josh contam com o apoio de Martin Scorsese na produção de Uncut Gems, voltando a associar-se à A24 em termos de distribuição. Depois de nos permitirem ver um brilho diferente em Robert Pattinson (que devia ter sido nomeado para um óscar por Good Time), os Safdies terão Adam Sandler como protagonista. A combinação Sandler-Stanfield deixa-nos ansiosos, e gostamos particularmente do casting improvável dos músicos The Weeknd e Trinidad James e do basquetebolista aposentado Kevin Garnett.

5. Us
Realizador: Jordan Peele
Elenco: Lupita Nyong'o, Winston Duke, Elisabeth Moss, Anna Diop, Yahya Abdul-Matten II

    No pós-Get Out, a fasquia está elevadíssima para Jordan Peele. E é já neste mês de Março que um dos cineastas da moda, voz da comédia convertida em referência no terror psicológico, nos serve a sua nova ementa de terror. Us terá uma família a ser aterrorizada por um grupo de sósias seus. À superfície é isto, os trailers não podiam ser melhores, e Peele obriga-nos a estarmos preparados para tudo (de bom).

6. Little Women
Realizador: Greta Gerwig
Elenco: Meryl Streep, Saoirse Ronan, Laura Dern, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Timothée Chalamet, Bob Odenkirk, James Norton, Chris Cooper

    Somos genericamente contra esta época de remakes reebots, tendência e solução fácil para combater a falta de ideias e alimentar um passado seguro e bem-sucedido. Porém, alguns projectos ainda fazem sentido. Veja-se o exemplo televisivo de Cobra Kai.
    Uma nova vida para projectos que não atingiram o seu pleno potencial ou não tinham meios de produção/ tecnológicos decentes à época (falamos de Dune, entregue a Denis Villeneuve) é uma das justificações, mas a possibilidade de dotar uma história clássica de uma alma e voz que valham a pena sentir, também nos chega perfeitamente para não torcer o nariz.
    Little Women já surgiu com diversos elencos, no pequeno e no grande ecrã, mas se há mulher capaz de nos fazer ir viver tudo outra vez, é Greta Gerwig (Lady Bird). Como se não bastasse, há Meryl Streep, Saoirse Ronan, Florence Pugh, Timothée Chalamet, Laura Dern, Eliza Scanlen... Só temos pena que Emma Watson tenha substituído a escolha inicial, Emma Stone.

7. Avengers: Endgame
Realizador: Anthony Russo, Joe Russo
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Brie Larson, Scarlett Johansson, Tom Holland, Benedict Cumberbatch, Mark Ruffalo, Jeremy Renner, Josh Brolin

    O final de Avengers: Infinity War deixou milhares de pessoas com vontade de puxar os cabelos nas salas de cinema, desesperando pela segunda parte do que os irmãos Russo têm para nos dar. Um colossal fenómeno de box-office garantido, Endgame estreará sensivelmente um mês depois de Captain Marvel e tem todo o ar de significar o fim da aventura Marvel e um adeus doloroso para um ou dois actores (adeus Robert Downey Jr. e/ ou Chris Evans?).

8. Joker
Realizador: Todd Phillips
Elenco: Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beetz, Marc Maron, Bill Camp, Shea Whigham, Frances Conroy, Douglas Hodge, Bryan Callen, Glenn Fleshler

    Joker é uma amálgama de elementos estranhos que só podem desaguar em algo fascinante. Todd Phillips (sim, o realizador de The Hangover) ao leme, com Martin Scorsese a produzir um filme solitário sobre o melhor vilão da DC num período em que a personagem está suposta e oficialmente entregue a Jared Leto.
    Joaquin Phoenix é um dos poucos actores com a loucura "certa" para se tornar legítimo herdeiro de Nicholson e Ledger, neste filme que explorará Joker como um comediante falhado que enlouquece, tornando-se um assassino psicopata.

9. The Lion King
Realizador: Jon Favreau
Elenco: Donald Glover, James Earl Jones, Chiwetel Ejiofor, Beyoncé, Seth Rogen, Billy Eichner, John Oliver

    Num ano em que há Star Wars e Avengers, atrevemo-nos a dizer que poderá ser The Lion King a bater recordes de bilheteira. Razão: o facto de ter uma audiência mais abrangente.
    Os trailers promocionais já divulgados estão incríveis, o casting vocal tem tudo para dar certo (Donald Glover, Seth Rogen, Billy Eichner ou John Oliver são dignos substitutos, tendo Chiwetel Ejiofor a pesada herança que Jeremy Irons deixou como Scar).
    Esperam-se muitas lágrimas no cinema num filme que promete ser uma viagem no tempo. Temos muita curiosidade para ver as primeiras imagens de Scar, e também daquela hiena que parece o Jefferson do Sporting.

10. Star Wars: Episode IX
Realizador: J. J. Abrams
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Keri Russell, Domhnall Gleeson, Richard E. Grant, Matt Smith

    O último episódio agradou a uns e não a outros, mas Rian Johnson conseguiu inequivocamente quebrar com o passado e lançar a saga para o desconhecido, fintando muitas teorias e expectativas pré-estabelecidas pelas habituais convenções da galáxia muito, muito distante.
    O final da trilogia acrescenta ao elenco Keri Russell, Richard E. Grant e Matt Smith, mas terá que convencer em definitivo os fãs. Até ver, os novos Star Wars foram carregados por Adam Driver; e neste ponto final, queremos um ponto de exclamação.

11. Jojo Rabbit
Realizador: Taika Waititi
Elenco: Taika Waititi, Scarlett Johansson, Sam Rockwell, Roman Griffin Davis, Thomasin McKenzie, Stephen Merchant, Rebel Wilson, Alfie Allen

    Taika Waititi como Adolf Hitler... Obrigado, 2019. 

12. The Lighthouse
Realizador: Robert Eggers
Elenco: Willem Dafoe, Robert Pattinson

    Recuando a 2015, The Witch marcou a estreia na realização em formato longo de Robert Eggers (36 anos) e lançou Anya Taylor-Joy que, desde então, nunca mais parou. O filme, passado no século XVII, foi quanto a nós uma das melhores amostras de terror dos últimos anos, deixando Eggers no nosso bloco de notas de jovens talentos do género, junto de Ari Aster (Hereditary) e Trey Edward Shults.
    A preto e branco, The Lighthouse será assim a segunda fantasia de terror de Eggers, com Willem Dafoe como Old, o zelador de um farol, e Robert Pattinson. De resto, dois actores que têm acertado praticamente sempre nos projectos a que se associam nos últimos anos.

13. Midsommar
Realizador: Ari Aster
Elenco: Jack Reynor, Florence Pugh, Will Poulter

    Não foi à toa que elegemos Hereditary o melhor Primeiro Filme de 2018, com Ari Aster a bater a apertada concorrência de Bo Burnham, Bradley Cooper, Carlos López-Estrada, Paul Dano, Jonah Hill e Boots Riley. O homem que segura o terror no ecrã, em vez de nos provocar sustos previsíveis e esporádicos pode superar-se com Midsommar - Jack Reynor será o namorado de Florence Pugh (ponham os olhos nela), levando-a para a Suécia num período de festividades que rapidamente se transforma num mergulho nas práticas de culto de uma comunidade. Avaliando o primeiro teaser, agradou-nos particularmente a ideia de um filme de terror tão luminoso, algo invulgar.

14. Toy Story 4
Realizador: Josh Cooley
Elenco: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Wallace Shawn, Timothy Dalton, Michael Keaton, Patricia Arquette, Keanu Reeves, Jordan Peele, Keegan-Michael Key, Annie Potts, Tony Hale

    Nunca há Toy Story a mais. Já foi escrito que o final de Toy Story 3 foi o momento em que mais homens choraram nas salas de cinema e, nove anos depois, cá estão Woody e Buzz outra vez.
    Depois de vários anos entregues a Bonnie (a rapariga a quem Andy confiou os seus brinquedos ao ir para a faculdade), o 4º capítulo da saga marcará o reencontro de Woody e Bo Beep e a integração de Forky (um garfo que teme ser lixo e não um brinquedo) numa aventura a não perder. E sim, convém não esquecer que Keegan-Michael Key e Jordan Peele dão voz a um patinho e um coelhinho, peluches de feira popular.

15. Ad Astra
Realizador: James Gray
Elenco: Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Ruth Negga, Donald Sutherland

    Projecto ambicioso, cuja estreia esteve a dada altura prevista para o ano passado, Ad Astra ganha especial interesse uma vez que James Gray mostrou em The Lost City of Z que lhe podem ser atribuídas produções de larga escala.
    No centro da acção, o astronauta Roy McBride (Brad Pitt) a viajar pelo Sistema Solar em busca do seu pai desaparecido, interpretado por Tommy Lee Jones.

16. The Laundromat
Realizador: Steven Soderbergh
Elenco: Meryl Streep, Gary Oldman, Antonio Banderas, David Schwimmer, James Cromwell, Jeffrey Wright, Will Forte, Matthias Schoeanerts

    Tem Meryl Streep e Gary Oldman... logo, cheira a óscares. Soderbergh dirige um elenco fantástico que acompanhará a história de um conjunto de jornalistas que denunciou um colossal escândalo de evasão fiscal por parte de diversos políticos. Depois de algumas experiências curiosas como UnsaneMosaic High Flying Bird, Soderbergh deve largar o iPhone e voltar a colher algum reconhecimento por parte do sector.

17. The Last Thing He Wanted
Realizador: Dee Rees
Elenco: Anne Hathaway, Ben Affleck, Willem Dafoe, Toby Jones

    Uma jornalista despede-se do seu trabalho para cuidar do pai (Willem Dafoe), acabando por se tornar uma traficante de armas. Dee Rees vem de um bom filme (Mudbound) e volta a associar-se à Netflix, e Anne Hathaway parece uma boa escolha para a personagem em questão.

18. Lucy in the Sky
Realizador: Noah Hawley
Elenco: Natalie Portman, Jon Hamm, Dan Stevens, Zazie Beetz, Ellen Burstyn, Colman Domingo

    Após brilhar na televisão - umas temporadas mais do que outras - com Fargo e Legion, Noah Hawley assume o leme no grande ecrã com Lucy in the Sky (anteriormente chamado Pale Blue Dot). O filme pode concorrer com Ad Astra como drama de astronautas do ano, embora este deva passar mais tempo na Terra, e junta à protagonista Natalie Portman nomes de peso como Jon Hamm, Dan Stevens, Zazie Beetz ou a lendária Ellen Burstyn.

19. The Truth
Realizador: Hirokazu Kore-eda
Elenco: Juliette Binoche, Catherine Deneuve, Ludivine Sagnier, Ethan Hawke

    O realizador de Shoplifters adapta um romance de Léa Le Dimna, reunindo no elenco prestigiadas actrizes francesas. Normalmente não seria um filme que captaria a nossa atenção, mas a perfeição atingida por Kore-eda em Shoptlifters obriga-nos a isso.

20. The Beach Bum
Realizador: Harmony Korine
Elenco: Matthew McConaughey, Isla Fisher, Zac Efron, Jonah Hill, Snoop Dogg

    O seu último filme, Spring Breakers, dividiu por completo a audiência. Sete anos depois, Harmony Korine mantém o seu estilo e faz de Matthew McConaughey uma das personagens mais aguardadas deste ano como Moondog.

21. The King
Realizador: David Michôd
Elenco: Timothée Chalamet, Joel Edgerton, Ben Mendelsohn, Robert Pattinson, Sean Harris, Thomasin McKenzie, Lily-Rose Depp

    Distribuído pela Netflix, The King procurará ter maior sucesso do que Outlaw's King. Timothée Chalamet será o rei Henrique V, num elenco onde sobressaem Ben Mendelsohn, Joel Edgerton e Robert Pattinson.

22. The Dead Don't Die
Realizador: Jim Jarmusch
Elenco: Adam Driver, Bill Murray, Tilda Swinton, Chloë Sevigny, Tom Waits, Steve Buscemi, Selena Gomez, Caleb Landry Jones, Danny Glover

    Esta comédia zombie reúne alguns dos colaboradores regulares de Jim Jarmusch (PatersonOnly Lovers Left Alive) e só pode resultar em algo... diferente.

23. Ford v. Ferrari
Realizador: James Mangold
Elenco: Matt Damon, Christian Bale, Caitriona Balfe, Jon Bernthal, Tracy Letts

    Objectivo: construir um Ford capaz de derrotar a dominante Ferrari nas 24 horas de Le Mans em 1966. Henry Ford II (Tracy Letts) e Lee Iacocca (Jon Bernthal) entregaram tamanho desafio ao visionário Carroll Shelby (Matt Damon) e ao seu piloto, o britânico Ken Miles (Christian Bale).

24. Projecto de Noah Baumbach
Realizador: Noah Baumbach
Elenco: Scarlett Johansson, Adam Driver, Laura Dern, Ray Liotta, Merritt Wever

    O realizador mais próximo do estilo de Woody Allen, num período em que Allen é persona non grata em Hollywood, Baumbach deve manter a sua boa forma recente ao acompanhar numa comédia o divórcio entre as personagens de Adam Driver e Scarlett Johansson.

25. Queen & Slim
Realizador: Melina Matsoukas
Elenco: Daniel Kaluuya, Jodie Turner-Smith

    Diz a premissa: o primeiro encontro de um casal toma um caminho inesperado quando a polícia os manda encostar. A colaboração de Melina Matsoukas e Lena Waithe só pode resultar em algo bom, e Daniel Kaluuya é um dos jovens actores do momento.

26. Native Son
Realizador: Rashid Johnson
Elenco: Ashton Sanders, KiKi Layne, Nick Robinson, Margaret Qualley

    Um dos mais aguardados filmes HBO deste ano (o outro será O.G.), Native Son adapta uma obra de Richard Wright e marca a estreia de Rashid Johnson na realização. O melhor segmento de Moonlight foi aquele que teve Ashton Sanders, portanto vê-lo novamente num filme da A24 deixa-nos confiantes.

27. Waves
Realizador: Trey Edward Shults
Elenco: Lucas Hedges, Sterling K. Brown, Taylor Russell, Kelvin Harrison Jr., Alexa Demie

    Dedicado nos seus primeiros trabalhos ao terror e à paranóia, Trey Edward Shults muda substancialmente de abordagem, ao apresentar aquilo que, pelo menos à superfície, será a história de dois jovens casais a apaixonar-se. Banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, e o selo A24 ajudam a reforçar as nossas expectativas.

28. A Beautiful Day in the Neighborhood
Realizador: Marielle Heller
Elenco: Tom Hanks, Wendy Makkena, Matthew Rhys, Chris Cooper

    Um ano depois do documentário Won't You Be My Neighbor?, Tom Hanks será Mr. Rogers. Um dos castings do ano.

29. Parasite
Realizador: Bong Joon-ho
Elenco: Song Kang-ho, Cho Yeo-Jeong, Lee Sun-kyun

    2018 foi um ano feliz para o cinema asiático, essencialmente graças a Shoplifters e Burning. 2019 coloca o realizador de Snowpiercer Okja, Bong Joon-ho, de volta às suas origens.

30. Bergman Island
Realizador: Mia Hansen-Løve
Elenco: Mia Wasikowska, Vicky Krieps, Anders Danielsen Lie

    Entre filmes de realizadoras, e depois de um ano nivelado por cima por Lynne Ramsay e Debra Granik, Bergman Island senta-se certamente à mesa com Little WomenThe Last Thing He WantedQueen & SlimA Beautiful Day in the Neighborhood, Shirley Zola. Gostámos de Vicky Kripes em Phantom Thread, gostamos de Anders Danielsen Lie sempre que o vemos, e Mia Wasikowska parece estar a iniciar um conjunto de decisões de carreira ao estilo de Robert Pattinson.

31. Ema
Realizador: Pablo Larraín
Elenco: Mariana Di Girolamo, Gael García Bernal, Giannina Fruttero, Mariana Loyola

    Parece-nos hoje, passados 3 anos, que Pablo Larraín não teve o crédito que merecia por Jackie. Antecipamos com interesse uma parceria entre Larraín e Gael García Bernal, numa Ema que confiará na desconhecida (nestas andanças) Mariana Di Girolamo.

32. The Personal History of David Copperfield
Realizador: Armando Iannucci
Elenco: Dev Patel, Hugh Laurie, Tilda Swinton, Ben Whishaw, Gwendoline Christie, Peter Capaldi, Aneurin Bastard, Benedict Wong

    Charles Dickens adaptado por Armando Iannucci. Improvável, mas certamente interessante. Dev Patel será David Copperfield.

33. Wendy
Realizador: Benh Zeitlin
Elenco: Tommie Milazzo, Shay Walker

    Demorou mas Benh Zeitlin, realizador de Beasts of the Southern Wild, tem algo novo para nos dizer. Em Wendy, a infância volta a ser protagonista.

34. The Devil All the Time
Realizador: Antonio Campos
Elenco: Sebastian Stan, Robert Pattinson, Bill Skarsgard, Tom Holland, Mia Wasikowska, Eliza Scanlen, Riley Keough, Harry Melling

    Melhor elenco do ano com actores entre os 20 e os 30 anos?

35. Shirley
Realizador: Josephine Decker
Elenco: Elisabeth Moss, Michael Stuhlbarg, Logan Lerman

    Num ano em que Elisabeth Moss entra também em Her Smell, é a sua participação em Shirley que nos causa maior curiosidade. Depois de nos surpreender com Madeline's Madeline, Josephine Decker comanda Moss na pele de Shirley Jackson, a famosa escritora de contos de terror.

36. It: Chapter Two
Realizador: Andy Muschietti
Elenco: James McAvoy, Jessica Chastain, Bill Skarsgard, Bill Hader, Jay Ryan, James Ransone, Isaiah Mustafa, Jaeden Lieberher, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Jeremy Ray Taylor, Jack Dylan Grazer, Chosen Jacobs

    Um dos sucessos de bilheteira de 2017 regressa dois anos depois com a conclusão de It e um misto de gerações. Jessica Chastain, James McAvoy e Bill Hader deixam-nos seguros que Andy Muschietti vai colocar a fasquia noutro patamar, sentindo-se, esperamos, com permissão para tornar tudo mais pesado.

37. Frankie
Realizador: Ira Sachs
Elenco: Isabelle Huppert, Marisa Tomei, Greg Kinnear, Brendan Gleeson

    Isabelle Huppert num filme do realizador de Little Men? Onde é que compramos os bilhetes?

38. Everything Everywhere All at Once
Realizador: Dan Kwan, Daniel Scheinert
Elenco: Awkwafina, Michelle Yeoh

    Não sabemos nada sobre o filme, mas depois do original e estranho Swiss Army Man os Daniels têm a nossa atenção. E o título é bom.

39. Fonzo
Realizador: Josh Trank
Elenco: Tom Hardy, Linda Cardellini, Jack Lowden, Matt Dillon, Kyle MacLachlan

    Em ano de The Irishman, convém não esquecer o outro filme mafioso - Tom Hardy como Al Capone.

40. Where is Anne Frank
Realizador: Ari Folman
Elenco: Emily Carey, Sebastian Croft, Stewart Scudamore

    O filme de animação que aguardamos com maior expectativa a seguir a Toy Story 4. Recordamos que Ari Folman já deu ao mundo Waltz with Bashir (2008).

41. Gemini Man
Realizador: Ang Lee
Elenco: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead, Clive Owen

    É verdade que nos últimos tempos Will Smith tem sido íman de fracassos, mas a associação a Ang Lee pode salvá-lo. Em Gemini Man, o hitman Smith terá pela frente um clone de uma versão mais jovem sua.

42. Radegund
Realizador: Terrence Malick
Elenco: August Diehl, Matthias Schoenaerts, Michael Nyqvist

    Terrence Malick deixa-nos sempre de pé atrás, mas se Radegund (um objector de consciência austríaco recusa-se a lutar pelos nazis na II Guerra Mundial) for 70% do que foi Thin Red Line já será bom. Gostamos da premissa, e de August Diehl como protagonista.

43. Triple Frontier
Realizador: J. C. Chandor
Elenco: Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund, Pedro Pascal, Adria Arjona

    Acreditamos que até desiluda, mas é impossível não destacar o elenco deste heist movie - Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garret Hedlund e Pedro Pascal juntos é qualquer coisa.

44. Zola
Realizador: Janicza Bravo
Elenco: Taylour Paige, Riley Keough, Colman Domingo, Jason Mitchell, Nicholas Braun

    A stripper Zola embarca numa louca viagem rumo à Florida. Momento para Janicza Bravo e Taylour Paige se tornarem revelações do ano?

45. Pokémon Detective Pikachu
Realizador: Rob Letterman
Elenco: Ryan Reynolds, Justice Smith, Ken Watanabe, Kathryn Newton

    Em ano de The Lion KingStar Wars Toy Story, a máquina do tempo também funcionará em Detective Pikachu. Admitam, o trailer dá vontade de ir ver o filme.

46. The Goldfinch
Realizador: John Crowley
Elenco: Ansel Elgort, Sarah Paulson, Nicole Kidman, Luke Wilson, Jeffrey Wright, Denis O'Hare

    John Crowley (BrooklynBoy A) sabe o que faz, e temos expectativas para os contributos de Ansel Elgort e Sarah Paulson.

47. Gloria Bell
Realizador: Sebastián Lelio
Elenco: Julianne Moore, John Turturro, Michael Cera, Alanna Ubach, Sean Astin

    Impossível ver o trailer e ficar indiferente à interpretação de Julianne Moore.

48. 1917
Realizador: Sam Mendes
Elenco: George MacKay, Dean-Charles Chapman

    Pouco se sabe, além de que se passará durante a 1ª Guerra Mundial. Mas Sam Mendes é Sam Mendes.

49. The Addams Family
Realizador: Greg Tiernan, Conrad Vernon
Elenco: Charlize Theron, Oscar Isaac, Allison Janney, Chloë Grace Moretz, Elsie Fisher

    Um remake de animação da família Addams não é algo que teoricamente encararíamos como uma prioridade ou necessidade, mas é difícil ignorar o brilhante casting vocal feito.

50. The Cradle
Realizador: Hope Dickson Leach
Elenco: Jack O'Connell, Lily Collins

    Desde Skins, temos visto praticamente tudo aquilo que Jack O'Connell faz. Curioso antecipar a sua química com Lily Collins.

51. Mainstream
Realizador: Gia Coppola
Elenco: Andrew Garfield, Maya Hawke, Nat Wolff, Jason Schwartzman

    Neta de Francis Ford Coppola e sobrinha de Sofia Coppola, Gia (32 anos) procura ainda a aprovação cultural do sector. Palo Alto não foi mau, mas é com Mainstream que Gia pode subir um degrau graças à história de um triângulo amoroso. Talvez esteja aqui uma rampa de lançamento para Maya Hawke.

52. Waiting for the Barbarians
Realizador: Ciro Guerra
Elenco: Johnny Depp, Mark Rylance, Robert Pattinson

    O realizador de El abrazo de la serpiente, Ciro Guerra, tem um trio ao seu serviço que muitos realizadores gostariam. Embora já em pós-produção, pode estrear apenas em 2020.

53. The True History of the Kelly Gang
Realizador: Justin Kurzel
Elenco: Russell Crowe, George MacKay, Charlie Hunnam, Nicholas Hoult, Essie Davis, Thomasin McKenzie

    Aquele que será porventura o western do ano tem George MacKay como Ned Kelly e Russell Crowe como Harry Power. O livro homónimo de Peter Carey serve de fonte para o trabalho de Justin Kurzel (Macbeth).

54. Motherless Brooklyn
Realizador: Edward Norton
Elenco: Edward Norton, Bruce Willis, Willem Dafoe, Alec Baldwin, Bobby Cannavale, Gugu Mbatha-Raw, Leslie Mann, Michael K. Williams

    Estreou-se em 2000 na realização com Keeping the Faith (filme simpático com Ben Stiller e Norton a disputarem a mesma mulher) e, 19 anos depois, volta à cadeira de realizador com um policial em que um detective com síndrome de Tourette (Ed Norton) tentará resolver o assassinato do seu mentor e único amigo (Bruce Willis).

55. Going Places
Realizador: John Turturro
Elenco: John Turturro, Susan Sarandon, Bobby Cannavale, Audrey Tautou, Gloria Reuben, Pete Davidson

    Será desta que estreia o spin-off de The Big Lebowski? Quando for, nós estaremos lá.

56. The Nest
Realizador: Sean Durkin
Elenco: Carrie Coon, Jude Law

    Realizou Martha Marcy May Marlene, e produziu Afterschool James White. Sean Durkin tem bom gosto, e Carrie Coon é uma das nossas actrizes-fetiche hoje em dia.

57. Cats
Realizador: Tom Hooper
Elenco: Taylor Swift, Idris Elba, Jennifer Hudson, James Corden, Ian McKellen, Judi Dench

    Todos sabíamos que este dia acabaria por chegar. Vários musicais foram convertidos com sucesso em filmes, mas Cats ainda não tinha sido. O aclamado musical da Broadway de Andrew Lloyd Webber terá Tom Hooper (Les Misérables) a orquestrar um elenco que conta com lendas como Judi Dench e Ian McKellen, o comediante James Corden, a vencedora de um óscar Jennifer Hudson, o sempre incrível Idris Elba e... Taylor Swift. Sim, é mesmo isso.

58. The Art of Self-Defense
Realizador: Riley Stearns
Elenco: Jesse Eisenberg, Alessandro Nivola, Imogen Poots

    Pode até resultar num fiasco, mas o trailer parece promissor e a personagem de Jesse Eisenberg minimamente complexa/ rica.

59. Domino
Realizador: Brian De Palma
Elenco: Nikolaj Coster-Waldau, Carice van Houten, Guy Pearce

    2018 representou uma certa redenção para Paul Schrader, e 2019 pode fazer o mesmo com Brian De Palma. Domino fará de Nikolaj Coster-Waldau um polícia dinamarquês à procura de justiça e quando estrear possibilitará aos fãs de Game of Thrones matar saudades de Jamie Lannister e Melisandre (Carice van Houten) em simultâneo.

60. Wounds
Realizador: Babak Anvari
Elenco: Dakota Johnson, Armie Hammer, Zazie Beetz, Karl Glusman, Brad William Henke

    No seu segundo filme (estreou-se em 2016 com Under the Shadow), Babak Anvari não se pode queixar de falta de talento ao seu dispor. Armie Hammer, Dakota Johnson ou Zazie Beetz protagonizam um filme no qual um barman começa a experienciar acontecimentos perturbadores e misteriosos depois de guardar um telemóvel esquecido no seu local de trabalho.



    Além de tudo isto, Kogonada (realizador de Columbus) também está a trabalhar em After Yang, filme que acreditamos que fará sentido integrar apenas a nossa lista de 2020 (onde estarão certamente Dune e o próximo filme de Christopher Nolan), a Disney tem ainda os live-action Aladdin e Dumbo e a muito aguardada sequela Frozen 2. Entre super-heróis, Jake Gyllenhaal junta-se ao universo Marvel em Spider-Man: Far From Home, confiamos mais no potencial de Shazam! do que em Hellboy, e admitimos alguma curiosidade para testemunhar os novos MIB com Chris Hemsworth e Tessa Thompson.
    É ainda ano de Zombieland 2, da biopic de Elton John, Rocketman, há novos Charlie's Angels, Seth Rogen e Charlize Theron protagonizam a comédia Long ShotThe Rhythm Section tentará ser um hit de acção feminino, The Parts You Lose pode fazer Aaron Paul brilhar e Danny Boyle dá a conhecer em Yesterday um mundo em que toda a gente esqueceu os Beatles excepto um homem.

    Teremos viagem às origens dos Sopranos em The Many Saints of Newark, Amy Adams em The Woman in the WindowThe Souvenir pode fazer da filha de Tilda Swinton, Honor Swinton Byrne, uma das rookies do ano, e há ainda o terceiro John Wick.