Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 01/10/17)

Que filmes devem ter debaixo de olho? As previsões dos Óscares 2018 estão de volta e trazem Christopher Nolan, Daniel Day-Lewis, Gary Oldman, Saoirse Ronan, Sally Hawkins, Frances McDormand, Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Emmys Barba Por Fazer 2017

A 12 de Julho apresentámos os nossos nomeados, diferentes da Academia de Televisão, Artes e Ciências. Estes são os vencedores, num mundo paralelo onde Better Call Saul, Carrie Coon, Aden Young, Michael McKean e Master of None são reconhecidos.

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Num defeso modesto, praticamente sem Porto, o Sporting foi quem melhor se movimentou. O Benfica perdeu jogadores-chave na defesa e reforçou-se bem.. no ataque.

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O Barba Por Fazer ordenou as principais transferências do defeso inglês num campeonato que movimentou 1,6 mil milhões de euros.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

12 de outubro de 2017

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 8

E pronto, Portugal garantiu acesso directo ao Mundial 2018, o Messi também. Os EUA, o Chile e o Bale não. Adiante.
    Depois da pausa para as selecções, a Premier League e o Fantasy estão de volta. Desta vez, quatro jornadas até nova paragem - altura de play-off de acesso ao Mundial da Rússia, e jogos amigáveis.
    É com Manchester City e Manchester United empatados no topo da classificação e quase 100% vitoriosos (6 vitórias e um empate) que chegamos a esta jornada oito, que coloca desde logo um extraordinário obstáculo no caminho da equipa de Mourinho. Os red devils, uma jornada depois dos rivais citizens mostrarem em Stamford Bridge que querem mesmo ser campeões, visitam Anfield e já todos sabemos como a equipa de Klopp gosta de jogos grandes.
    O Liverpool-Manchester United abre inclusive a jornada 8, tratando-se de um jogo de eternos rivais (os dois clubes com mais campeonatos de Inglaterra conquistados), que não terá Sadio Mané (lesionado) e não estando os reds em posição de poder desperdiçar pontos caso queiram ser levados a sério como candidatos ao título. Para Mourinho, noutro ano qualquer este seria um jogo de abordagem conservadora e sereno com o 0-0, mas o momento de Lukaku, Mkhitaryan, Rashford ou Martial "obriga" o clube de Old Trafford a querer também a vitória e a jogar de acordo com isso.
    Analisando os restantes jogos, o mais certo é o Crystal Palace somar a sua derrota nº 8 em 8, e o desafio de Mourinho em Anfield sobe de tom uma vez que Manchester City e Tottenham, tal como o Chelsea, a equipa que defronta o Palace, são todos claramente favoritos nos seus jogos. Já o Arsenal pode passar mal na visita ao Watford de Marco Silva (8.º classificado, em igualdade pontual com o sexto).
    Felizmente para o espectáculo poucas lesões houve a registar-se nesta pausa internacional, mas será perfeitamente natural se as equipas não apresentarem nesta jornada a mesma frescura. Afinal, qualquer equipa ainda está nesta fase à procura da sua dinâmica e de "embalar".
    Recuando até à longínqua jornada 7, Ben Davies (incrível início de época) e Fellaini foram os reis, com 16 pontos cada. Harry Kane (provavelmente teve a melhor exibição individual da ronda diante do Huddersfield), Monreal, Trippier, Ward, Doucouré e Richarlison também se destacaram. E claro, Kevin De Bruyne. Que golo do belga no terreno de um clube que não soube ver o diamante que tinha nas mãos.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer. As inscrições estarão abertas até à jornada 18. Código - 2093875-496478)


Nesta 8.ª jornada, podem-se destacar:

Hary Kane - Tottenham - 12.7
     Começou tímido, apagado mesmo no seu tipicamente azarado mês de Agosto, mas foi avassalador em Setembro e deve continuar a sê-lo. Harry Kane marcou 6 golos nos últimos quatro jogos e já se juntou a Morata e Agüero na perseguição ao líder dos melhores marcadores, Lukaku.
    Contra Everton, West Ham e Huddersfield, Kane esteve simplesmente imparável, tendo a particular curiosidade dessas três exibições terem sido fora. Assim, e com 3 jogos em Wembley (casa emprestada) nos próximos quatro desafios, irá Kane manter a toada? Acreditamos que sim. Seguem-se Bournemouth, Liverpool e Crystal Palace, uma sequência caseira que inclui pelo meio uma visita a Old Trafford.
    Kane fez questão de manter a veia goleadora ao serviço da selecção dos três leões, e não será de admirar se quando chegarmos à próxima pausa para selecções o ponta de lança inglês já seja o líder dos goleadores em Inglaterra.
    Forte opção para receber a braçadeira de capitão em qualquer plantel de Fantasy, Kane costuma dar-se bem com o Bournemouth. Tendo já marcado em Wembley pelo Tottenham contra o Dortmund (aliás, Kane é o melhor marcador da Champions nesta altura) e pela Selecção contra a Eslovénia, esta pode ser a jornada em que também pica finalmente o ponto na Premier League.


Richarlison - Watford - 6.2
    Marco Silva, até ver um dos treinadores que marcam esta edição com uma das equipas-sensação, demorou a ter reforços de qualidade, mas quando ganhou Richarlison e Andre Gray, ganhou os reforços certos para potenciar os hornets.
    De Gray esperava-se um elevar da fasquia e maior regularidade. No entanto, embora trabalhador, até à data apenas marcou 1 golo. Doucouré tem sido uma das revoluções de Marco Silva, mas neste Watford todos os caminhos vão dar ao brasileiro Richarlison.
    O ex-Fluminense, com 20 anos, chegou à Premier League e não precisou de qualquer período de adaptação. Em sete jornadas, já marcou 3 golos e fez duas assistências. Um registo que o torna o 5.º médio com mais pontos, apenas batido por grandes nomes como Eriksen, Silva, Salah e Mkhitaryan.
    O facto de ter pela frente Arsenal, Chelsea ou Everton nas próximas jornadas não deve inibir quem queira apostar no brasileiro. Richarlison está confiante, tem dado pontos ao clube e sido herói nos últimos minutos, e deve continuar a fazer estragos.


Gabriel Jesus - Manchester City - 10.5
    No próximo Verão, muitos o terão no Fantasy do Mundial, caso exista o jogo no certame da FIFA. Será qualquer coisa ver o que pode fazer o trio Neymar, Coutinho, Gabriel Jesus na Rússia...
    Para já, o prodígio brasileiro tem livre trânsito para ser a única referência ofensiva do City no curto-prazo. O acidente de Agüero, que o retirou inclusive do Chelsea-Manchester City, deixa Gabriel numa excelente posição - o City venceu por 5-0 os seus dois últimos jogos em casa, e no espaço das próximas 4 jornadas tem 3 jogos no seu reduto.
    Embora o Stoke possa dar mais trabalho do que o Crystal Palace, o andamento da equipa de Guardiola pode originar novo atropelamento. De Bruyne, Silva e Gabriel Jesus são os principais jogadores neste momento numa óptica de Fantasy, embora Sané seja um nome impossível de deixar fora da equação.
    Ainda não é certo quando regressará Agüero, que parece estar a recuperar mais rápido que era expectável. Mas, com o argentino e Morata lesionados, neste momento impõe-se ter 2 jogadores entre Kane, Lukaku e Jesus.


Eden Hazard - Chelsea - 10.5
    As lesões de início de época de Hazard e Alexis Sánchez transformaram os dois craques, figuras mais-do-que-marcantes da Premier League 16-17, em cartadas "diferenciais" no decorrer da época.
    O belga e o chileno são jogadores de créditos firmados, extraordinariamente regulares e fiáveis no Fantasy, e mais tarde ou mais cedo acabarão por forçar a sua entrada (pelo menos um deles) nos nossos plantéis.
    Se no caso de Alexis o elevado preço e o momento tremido do Arsenal deixam algumas reticências, no caso de Hazard lançá-lo já é uma opção claramente a considerar. O 10 do Chelsea tem ganho ritmo, já marcou ao serviço da Bélgica, e em Outubro deve começar a ser titular. Até porque, sem Morata, Conte precisa de homens-golo em campo.
    O Crystal Palace-Chelsea parece ser a oportunidade perfeita para Hazard começar a sério nesta Premier League. Podem esperar que expluda, mas também pode explodir com ele.


Virgil van Dijk - Southampton - 5.4
    A referência a van Dijk, mais do que uma recomendação para esta jornada, trata-se de uma reflexão pertinente. Quem nos acompanha nestas Dicas do Fantasy da Premier League já poderá ter constatado a nossa admiração pelo central holandês, em forma muito provavelmente o melhor central do mundo a actuar fora de um clube de topo. E sim, em condições normais, um Southampton-Newcastle poderia ser uma boa oportunidade para Virgil assegurar uma clean sheet que nem um guerreiro e amealhar três pontos de bónus eventualmente.
    O calendário do Southampton, 12.º classificado com um futebol pouco entusiasmante e com pouco fio condutor, até é simpático. E será importante para os saints aproveitar as próximas quatro rondas, porque depois a coisa complica.
    Falamos de van Dijk para falar dele e de Alexis Sánchez. No Verão passado, vários foram os casos de jogadores que activaram o transfer request, mas que acabaram por permanecer nos seus clubes. Porquê? Porque com o Mundial 2018 no horizonte, os clubes podiam dar-se ao luxo de rejeitar propostas, uma vez que os jogadores iriam sempre precisar de ter ritmo competitivo e mostrar aos seus seleccionadores que mereciam um lugar na Rússia. Para Coutinho, por exemplo, este raciocínio faz sentido. E vê-se que o brasileiro está focado no Liverpool. Mas então e van Dijk e Sánchez, com a Holanda e o Chile fora do Mundial? Haverá alterações na sua gestão? Sairão em Janeiro? Estaremos atentos.


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Ederson (5.5). Numa jornada em que De Gea vai a Anfield, o guardião brasileiro de Guardiola, que Tite tem mesmo que promover a titular absoluto no próximo Mundial, é a opção mais segura.
    Courtois tem pela frente uma equipa que ainda não sabe o que é marcar um golo nesta Premier League, e Nick Pope (4.5) tem mostrado que representa uma interessante relação qualidade/ preço.

- Defesas: Na defesa, é difícil deixar passar o momento de Ben Davies (5.9). É certo que o lateral-esquerdo galês pode estar frustrado por ficar de fora do próximo Mundial (em sentido inverso, veremos como por exemplo Sigurdsson reage ao histórico apuramento da sua Islândia), mas para Davies já são 2 golos e 3 assistências, números que fazem dele o 3.º jogador com mais pontos - empatado com Morata - apenas batido por Agüero e Lukaku.
    Do Chelsea, César Azpilicueta (6.6) é claramente a nossa escolha. O espanhol, jogador a quem é muito difícil detectar uma falha, já soma quatro assistências, quando na época passada terminou a temporada com cinco. O lateral do Burnley, Stephen Ward (4.6) também atravessa um bom momento, faz parte de uma defesa sólida, embora o Burnley-West Ham seja um jogo difícil de antecipar.
    Lascelles visita um Southampton que já nos impressionou mais, Kyle Walker e Otamendi são muito boas opções no City, embora possa fazer sentido guardar os trunfos dos citizens para o ataque, e Maguire pode ser peça importante no Leicester-WBA.

- Médios: No sector intermédio, não conseguimos imaginar um City-Stoke, ainda para mais apenas com um avançado em campo, em que Kevin De Bruyne (10.0) e David Silva (8.5) não brilhem. Se isso se reflectirá em pontos é outra história, mas acreditamos que sim.
    No Tottenham-Bournemouth, embora Kane possa ser íman de pontos, Christian Eriksen (9.7) não perdeu a chama e é um dos atletas em melhor forma no futebol europeu neste arranque de época. A coisa pode-se inverter, mas para já leva clara vantagem sobre Alli.
    No jogo grande que abre a jornada, Coutinho e Salah são as nossas apostas, e de resto há ainda elementos como Groß, Mahrez ou Sané.

- Avançados: Kane e Gabriel Jesus parecem ser, teoricamente, as opções com maior potencial de pontos nesta ronda. Mas quando pensamos na defesa do Liverpool, só mesmo um grande jogo à Klopp com um colectivo contagiado e diabólico pode combater e anular o efeito Lukaku no United.
    Chris Wood, Abraham, Jamie Vardy (8.6) são opções a considerar.


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11 (3-5-2): Ederson; Davies, Ward, Azpilicueta; Richarlison, Silva, Eriksen, Hazard; Kane, Gabriel Jesus

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Liverpool v Manchester United - Philippe Coutinho; Marcus Rashford
Burnley v West Ham - Chris Wood; Stephen Ward
Crystal Palace v Chelsea - Eden Hazard; César Azpilicueta
Manchester City v Stoke - Gabriel Jesus; Kevin De Bruyne
Tottenham v Bournemouth - Harry Kane; Christian Eriksen
Swansea v Huddersfield - Tammy Abraham; Aaron Mooy
Watford v Arsenal - Richarlison; Andre Gray
Brighton v Everton - Pascal Groß; Anthony Knockaert
Southampton v Newcastle - Jamaal Lascelles; Virgil van Dijk
Leicester City v West Brom - Jamie Vardy; Riyad Mahrez

1 de outubro de 2017

Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 01/10/17)

Os Óscares 2018 estão quase a voltar a dominar a agenda mediática da cultura nacional e internacional. Paulatinamente, diversos filmes têm estreado por cá e sobretudo nos mais variados e reputados festivais estrangeiros, e é durante os próximos meses - entre Dezembro e Fevereiro, principalmente - que estrearão nas salas de cinema portuguesas aqueles que se começarem a perfilar como os mais fortes candidatos a acumular nomeações e receber estatuetas.
    A 4 de Março do próximo ano acontece a edição número 90 dos Óscares da Academia. Jimmy Kimmel voltará a ser o apresentador (desde Billy Crystal em 1997 e 1998 que ninguém apresentava a cerimónia em anos consecutivos), como sempre no Dolby Theatre e com 24 categorias que farão correr muita tinta e enlouquecer as casas de apostas.
    Em Março deste ano, poucos dias depois de Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Viola Davis e Mahershala Ali receberem as suas distinções, arriscámos realizar as nossas primeiras previsões para 2018. Verdade seja dita, avançámos desde logo com alguns nomes que nesta fase são fortemente apontados como favoritos às principais categorias. No entanto, muitos foram também os filmes e intérpretes que nos escaparam, disparando a sua cotação entretanto (The Shape of Water é o melhor exemplo), existindo igualmente casos em que as nossas elevadas expectativas não foram correspondidas (sim, Mother!, estamos a falar de ti).
 
    Acompanhem-nos então numa análise às mais badaladas categorias - Melhor filme, realizador, actor, actriz e respectivos secundários - que inclui nomes como Christopher Nolan, Gary Oldman, Daniel Day-Lewis, Saoirse Ronan, Sally Hawkins, Frances McDormand e Willem Dafoe.
    Os nomeados são anunciados a 23 de Janeiro.



Melhor Filme

    Three Billboards Outside Ebbing, Missouri venceu o festival de Toronto. O leão de ouro em Veneza foi para The Shape of Water, o mais recente filme de Guillermo del Toro. E todos os indicadores levam a crer que estamos perante dois dos principais favoritos a constar entre os finalistas para Melhor Filme.
    A juntar à presença dos bem-sucedidos filmes de del Toro e Martin McDonagh podemos acrescentar uma quase-certeza, Dunkirk. É certo que Christopher Nolan e Óscares são duas realidades que - injustamente (convém relembrar que a Academia nunca valorizou Stanley Kubrick, muito provavelmente o melhor realizador da História) - não têm coexistido, mas o drama da II Guerra Mundial foi bem recebido pela crítica, é consensual, experimental sem ser pretensioso e já se sabe que os Óscares adoram a Segunda Grande Guerra. Por isso mesmo, The Darkest Hour é outro dos projectos a juntar à equação. Com a transformação de Gary Oldman como Winston Churchill a receber elogios, atrevemo-nos a suspeitar que o filme de Joe Wright pode cair a nível de odds nos próximos tempos, sobrevivendo sim Oldman.
    Contrariamente, de boa saúde parecem estar Lady Bird, a estreia a sério (vamos ignorar Nights and Weekends, de 2008) da talentosa e multifacetada Greta Gerwig na realização. Uma história muito pessoal que poderá colocar Saoirse Ronan com 3 nomeações para óscar aos 23 anos de idade. Por falar em histórias pessoais, importa referir The Big Sick, a história de como Kumail Nanjiani (Silicon Valley) conheceu a sua mulher na vida real - uma comédia romântica que é um bocadinho mais do que isso.
    Claro está que Get Out não perdeu poder, e tem fortes hipóteses de surgir entre a lista final de filmes nomeados. E Blade Runner 2049, que estreia em Portugal esta quinta-feira, pode rapidamente disparar caso seja a obra-prima que desejamos. Bónus: Denis Villeneuve é um dos melhores realizadores da actualidade. É desta que Roger Deakins ganha o seu óscar de Melhor Fotografia!
    Depois, os críticos têm-se perdido de amores por Call Me By Your Name (no Metacritic, o filme não desce de uns impressionantes 98 em 100); e há ainda Mudbound, You Were Never Really HereThe Florida Project Stronger. No universo dos super-heróis, certamente surgirão algumas forças a puxar por Logan e Wonder Woman, e atenção porque ainda ninguém pôs os olhos em Phantom Thread, o novo filme de Paul Thomas Anderson que teoricamente representará o adeus de Daniel Day-Lewis à interpretação, tal como em The Post e Wonder Wheel, filmes de Spielberg e Woody Allen. A fechar, duas novidades com Steve Carell: Battle of the Sexes, num frente-a-frente com Emma Stone, e Last Flag Flying, criação de Richard Linklater.
    Não excluimos nesta fase Detroit, Good Time, A Ghost Story e Wind River, embora a "campanha" de produtores e distribuidores esteja a ser mais intensa e a fazer um eco mais forte em Hollywood relativamente aos filmes acima citados.


Resultado de imagem para darkest hour gary oldmanMelhor Actor Principal

    Depois de Matthew McConaughey, Eddie Redmayne, Leonardo DiCaprio e Casey Affleck... quem será?
    Em pólos opostos na carreira, Gary Oldman (The Darkest Hour) e Timothée Chalamet (Call Me By Your Name) podem surgir entre o quinteto de nomeados final. Como Winston Churchill, Oldman é um dos camaleões do cinema que nunca ganhou um óscar e, aos 59 anos, se a sua interpretação do primeiro-ministro britânico for realmente extraordinária, facilmente terá o apoio de diversos sectores. Já Chalamet, a contracenar com Armie Hammer, deve ser garantidamente uma das revelações do ano. Se isso chegará para o colocar entre os cinco actores do ano, só mais tarde saberemos.
    Mesmo sem termos visto o trabalho de ambos, vamos praticamente all-in na aposta em Daniel Day-Lewis e Joaquin Phoenix. O primeiro volta a colaborar com Paul Thomas Anderson em Phantom Thread; o segundo poderá ter o seu lado louco e a sua energia levados ao limite por Lynne Ramsay em You Were Never Really Here.
    Há ainda Jake Gyllenhaal (Stronger), absolutamente imparável nos últimos anos (alguém que nos explique como é que a Academia não o nomeou por Nightcrawler), e nesta fase não podemos excluir figuras bem diferentes: Tom Hanks (The Post), James Franco (The Disaster Artist), Hugh Jackman (Logan e The Greatest Showman), Jason Clarke (Mudbound), Bryan Cranston (Last Flag Flying) e Robert Pattinson (Good Time). Gostámos de Jeremy Renner e Kumail Nanjiani em Wind River e The Big Sick, mas se tudo correr como esperamos serão ultrapassados por vários colegas de profissão nos próximos meses.


Melhor Actriz Principal

    Tínhamos altíssimas expectativas para Jennifer Lawrence em Mother! mas, apesar do filme não ser tão mau como muitas vozes fizeram crer, a verdade é que a actriz que venceu em 2013 e que já conta com 4 nomeações (3 delas como actriz principal) não estará entre as nomeadas deste ano. Darren Aronofsky tirou o melhor de Natalie Portman e de Ellen Burstyn, mas com a sua musa Lawrence a coisa não correu como esperávamos.
    Posto isto, Sally Hawkins (The Shape of Water) e Saoirse Ronan (Lady Bird) são nomes claramente a considerar. A primeira deve carregar o fantasioso e envolvente filme de Guillermo del Toro, enquanto que Ronan é uma das actrizes mais talentosas da sua geração e como protagonista num filme de Greta Gerwig deve ser o veículo perfeito para transmitir a mensagem e a história de uma daquelas vozes que merece ser ouvida. A estes dois nomes podemos afirmar também com um forte feeling que Frances McDormand, estrela de Three Billboards Outside Ebbing, Missouri estará nas contas finais.
   Caso a Academia esteja numa de dar mais atenção à veterania, há Annette Bening (Film Stars Don't Die in Liverpool) e Judi Dench (Victoria and Abdul), caso prefira promover estreias tem Margot Robbie (I, Tonya).


Melhor Actor Secundário

    Antecipar o esqueleto final dos nomeados para melhor actor e actriz secundários é um valente trinta e um. À partida, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Call Me By Your Name podem contribuir para a versão final dos nomeados. Aliás, o primeiro tem Sam Rockwell e Woody Harrelson como hipóteses, e o segundo Armie Hammer e Michael Stuhlbarg.
    À parte disto, há Willem Dafoe em The Florida Project, mais um projecto com o carimbo especial A24. E, ao lado de Gary Oldman, Ben Mendelsohn vestirá o sempre desafiante rei Jorge VI de Inglaterra. Embora ainda não estejamos certos de quem será assumido como principal e como secundário em Last Flag Flying, de Linklater, uma candidatura de Steve Carell como coadjuvante deve colocá-lo com boas perspectivas.
   Porém, nesta altura, é mesmo muito difícil prever esta categoria. Richard Jenkins, Jason Mitchell, Tom Hardy, Ray Romano, Patrick Stewart, Garrett Hedlund e Tracy Letts são actores a ter em atenção.


Melhor Actriz Secundária

    Será Stronger, no apoio ao sempre incrível Jake Gyllenhaal, o momento em que Tatiana Maslany passa de vencedora de um Emmy para nomeada para um óscar? Era bom.
    Se a nível de actores secundários temos poucas luzes, como actrizes temos ainda menos. Holly Hunter esteve particularmente bem em The Big Sick (perfeita sintonia com Ray Romano e Kumail Nanjiani), Mary J. Blige em Mudbound pode alimentar a tradição da Academia gostar de valorizar artistas de outras áreas a "converterem-se".
    No meio de tudo isto, Laurie Metcalf parece ser a aposta mais segura, como mãe de Saoirse Ronan em Lady Bird. Allison Janney, Hong Chau, Julianne Moore, Melissa Leo, Kristin Scott Thomas e Michelle Williams, sobretudo Janney, têm as suas chances.


Melhor Realizador

    É desta, Christopher Nolan? Com zero nomeações como realizador, o britânico poderá muito bem ver Dunkirk oferecer-lhe a primeira nomeação na categoria. Curiosamente, será praticamente unânime, julgamos, considerar que Nolan já realizou filmes bem mais impressionantes e nos quais a nomeação era obrigatória.
    Guillermo del Toro (The Shape of Water), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name) e Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) são as três cabeças responsáveis por três dos filmes que mais "barulho" têm feito nos últimos meses, e "patrocinávamos" uma campanha por Greta Gerwig (Lady Bird).
   Curiosamente, num ano em que Kathryn Bigelow voltou ao activo, a nível de realizadoras, Gerwig e Dee Rees (Mudbound) parecem bastante mais fortes. Ainda ninguém viu os novos filmes de Paul Thomas Anderson e Steven Spielberg, e se Blade Runner 2049 for tudo o que esperamos, contem com Denis Villeneuve.
    Jordan Peele, Aaron Sorkin, Alexander Payne, Joe Wright, Todd Haynes, Woody Allen, Patty Jenkins, James Mangold, Sean Baker, Angelina Jolie e Lynne Ramsay. Não se esqueçam deles também.



As previsões voltam lá para final de Novembro, inícios de Dezembro, numa altura em que já teremos visto vários destes candidatos e o sector já nos terá dado mais pistas e edificado tendências. A lista de possibilidades (abaixo apresentada) tenderá a ser reduzida nas próximas emissões dos nossos palpites.



MELHOR FILME
Call Me By Your Name. The Shape of Water. Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Dunkirk. Blade Runner 2049. Phantom Thread. Lady Bird. Get Out. Mudbound. Darkest Hour. You Were Never Really Here. The Big Sick. The Post. The Florida Project. Downsizing. Wonder Wheel. Wonder Woman. Wonderstruck. Battle of the Sexes. Stronger. Molly's Game. Last Flag Flying. Logan. Detroit. Wind River. A Ghost Story. The Disaster Artist. First They Killed My Father

MELHOR ACTOR
Daniel Day-Lewis (Phantom Thread), Gary Oldman (The Darkest Hour), Joaquin Phoenix (You Were Never Really Here), Jake Gyllenhaal (Stronger), Timothée Chalamet (Call Me By Your Name), Tom Hanks (The Post), Christian Bale (Hostiles), Andrew Garfield (Breathe), Matt Damon (Downsizing), James Franco (The Disaster Artist), Hugh Jackman (Logan; The Greatest Showman), Jason Clarke (Mudbound), Bryan Cranston (Last Flag Flying), Robert Pattinson (Good Time), Jeremy Renner (Wind River), Kumail Nanjiani (The Big Sick), Miles Teller (Thank You For Your Service),

MELHOR ACTRIZ
Sally Hawkins (The Shape of Water), Saoirse Ronan (Lady Bird), Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Judi Dench (Victoria and Abdul), Annette Benning (Film Stars Don't Die in Liverpool), Margot Robbie (I, Tonya), Jessica Chastain (Molly's Game), Meryl Streep (The Post), Kate Winslet (Wonder Wheel), Emma Stone (Battle of the Sexes), Jennifer Lawrence (Mother!), Gal Gadot (Wonder Woman), Carey Mulligan (Mudbound), Nicole Kidman (The Beguiled)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Sam Rockwell (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Willem Dafoe (The Florida Project), Steve Carell (Last Flag Flying), Ben Mendelsohn (The Darkest Hour), Armie Hammer (Call Me By Your Name), Jason Mitchell (Mudbound), Richard Jenkins (The Shape of Water), Michael Stuhlbarg (Call Me By Your Name), Woody Harrelson (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Tracy Letts (Lady Bird), Tom Hardy (Dunkirk), Ray Romano (The Big Sick), Patrick Stewart (Logan), Garett Hedlund (Mudbound), Idris Elba (Molly's Game), Sterling K. Brown (Marshall)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Laurie Metcalf (Lady Bird), Holly Hunter (The Big Sick), Tatiana Maslany (Stronger), Mary J. Blidge (Mudbound), Allison Janney (I, Tonya), Julianne Moore (Wonderstruck), Melissa Leo (Novitiate), Kristin Scott Thomas (The Darkest Hour), Hong Chau (Downsizing), Kristen Wiig (Downsizing), Michelle Williams (The Greatest Showman), Margot Robbie (Goodbye Christopher Robin), Kirsten Dunst (The Beguiled), Nicole Kidman (The Killing of a Sacred Deer)

MELHOR REALIZADOR
Guillermo del Toro (The Shape of Water), Martin McDonagh (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), Luca Guadagnino (Call Me By Your Name), Christopher Nolan (Dunkirk), Paul Thomas Anderson (Phantom Thread), Greta Gerwig (Lady Bird), Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), Jordan Peele (Get Out), Aaron Sorkin (Molly's Game), Dee Rees (Mudbound), Steven Spielberg (The Post), Joe Wright (The Darkest Hour), Alexander Payne (Downsizing), Kathryn Bigelow (Detroit), Woody Allen (Wonder Wheel), Lynne Ramsay (You Were Never Really Here), Richard Linklater (Last Flag Flying), Sean Baker (The Florida Project), Todd Haynes (Wonderstruck), Patty Jenkins (Wonder Woman), James Mangold (Logan), Angelina Jolie (First They Killed My Father)

28 de setembro de 2017

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 7

Até já Europa, olá novamente campeonato. A última jornada da Champions, gloriosa para o Porto e aterrorizadora para o Benfica, voltou a deixar bem claro que os emblemas ingleses têm uma palavra a dizer nesta edição. Depois de vários anos em branco nas competições europeias (a conquista da Liga Europa em 2016/ 17, pelo Manchester United, pode ter indiciado uma curva positiva), e ao contar com 5 clubes na fase de grupos, os ingleses tiveram o Chelsea a vencer em Madrid o Atlético, e os rivais de Manchester a darem sequência ao seu passeio. O Tottenham tem 6 pontos de vantagem sobre o Dortmund, e só o Liverpool tem desiludido. Se algum destes clubes é favorito à Champions? Claro que não. Mas não será surpreendente se tivermos um clube da Premier League a chegar, digamos, às meias-finais.
    Os jogos a meio da semana serviram para Anthony Martial mostrar a Mourinho que merece a titularidade com maior frequência, De Bruyne mostrou que quem continua a depositar fé nele pode ter o seu retorno, Lukaku continua imparável (9 golos em 9 jogos pelo United), Morata nem contra uma das melhores defesas do mundo perdeu o seu instinto goleador de cabeça, e Coutinho continua a demonstrar porque é que é um jogador único em Inglaterra.
    Ora, nesta jornada 7 todos os caminhos vão dar ao Chelsea-Manchester City. O embate entre o campeão em título e aquele que consideramos o principal favorito em 2017/ 18 (embora, como o polémico Joey Barton disse recentemente, o perfil mais físico do United pode "aguentar" melhor o Inverno) promete ser um grande espectáculo. É o momento para o City de Guardiola mostrar que este ano é diferente, e pode ter o seu peso o facto do City ter jogado terça-feira em casa, e o Chelsea fora um dia depois.
    Horas antes do jogo grande, o Manchester United não deve perdoar diante da pior equipa desta edição, o Crystal Palace que apresenta uns impressionantes zero golos marcados e 13 sofridos. Curiosidade também para ver como o Tottenham contorna um obstáculo de peso (o Huddersfield não sofreu qualquer golo em 4 dos 6 jogos disputados) e para verificarmos se o Everton consegue dar sequência a uma trajectória ascendente de recuperação na tabela.
    Recuando até à jornada 6, natural destaque para Álvaro Morata (17 pontos, hat-trick diante do Stoke). Leroy Sané, Azpilicueta, Kane, Lacazette, David Silva e Coutinho estiveram extraordinários.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer. As inscrições estarão abertas até à jornada 18. Código - 2093875-496478)


Nesta 7.ª jornada, podem-se destacar:

Alexis Sánchez - Arsenal - 11.9
     É certo que, ou em Janeiro ou - mais provável - no próximo Verão, o chileno Alexis Sánchez rumará a outro clube (Manchester City?). Eventualmente a custo zero, caso a transferência só aconteça em Julho de 2018. No entanto, isso não invalida que o craque do Arsenal se exiba a grande nível pelos gunners, que embora nos pareçam claramente a equipa mais fraca dos crónicos candidatos ao Top-6, têm em Alexis um jogador que faz a diferença.
    A nível de calendário, não recomendamos jogadores do Arsenal. Watford, Everton, Manchester City e Tottenham estão entre os próximos 6 adversários da equipa comandada por Wenger, que no entanto poderá surgir em bom plano contra Brighton e Swansea.
    Com Lacazette em forma, pede-se a Sánchez e Özil que actuem ao seu melhor nível para que o clube do Norte de Londres não perca o Norte e não se deixa ficar demasiado para trás na luta pelos lugares de acesso à Champions.
    Contra o Brighton, particularmente, parece-nos que pode ser uma boa tarde para Alexis Sánchez. Não é à toa que foi o jogador com mais pontos no último Fantasy.


Philippe Coutinho - Liverpool - 8.9
    Há um factor que embora racionalmente não deva ser considerado, (ir)racionalmente tem peso nestas andanças do Fantasy. O prazer. Interessa ter jogadores com números, jogadores em forma, elementos se possível com calendário promissor e craques que sejam regulares e que regularmente sejam o jogador-alvo da equipa para decidir. No entanto, se juntarmos a tudo isto o prazer que nos dá ver jogar determinado jogador, melhor.
    E Coutinho é um desses casos. O craque do Liverpool regressou contra o Burnley e logo na jornada seguinte decidiu o Leicester 2-3 Liverpool, com 1 golo (grande livre directo!) e uma assistência primorosa. A meio da semana, de resto, voltou a marcar no terreno do Spartak Moscovo.
    Com Sadio Mané suspenso, Klopp continuará a apostar forte em Salah, Firmino e Coutinho. E se Roberto Firmino é um jogador cada vez mais dispensável considerando o momento de vários avançados (Lukaku, Kane, Morata e Agüero), ter um ou ambos entre Salah e Coutinho é um caminho que se recomenda.
    O Newcastle defende bem, mas preparem-se para mais Coutinho nas jornadas que se aproximam.


David De Gea - Manchester United - 5.6
    Ninguém tem dúvidas sobre a brutal qualidade de David De Gea, considerado de forma unânime o melhor guarda-redes em Inglaterra nos últimos anos e cada vez um dos mais sérios candidatos a melhor guarda-redes do mundo.
    No Fantasy, podemos hesitar entre escolher um guardião que represente garantidamente um bom equilíbrio entre nº de defesas e clean sheets, ou pagar um pouco mais por uma garantia de jogos sem golos sofridos. Na temporada passada, por exemplo, Tom Heaton justificou a primeira abordagem, até por ser um extraordinário íman de Bónus. No entanto, esta época é recomendável ter De Gea.
    O guarda-redes de José Mourinho custa 5.6 (nada do outro mundo) e soma nada mais nada menos do que 5 clean sheets em 6 jornadas. Exacto, o Manchester United tem apenas 2 golos sofridos e logo diante do Stoke, naquele que foi aliás o único jogo em que os red devils perderam pontos. Contra West Ham, Swansea, Leicester, Everton e Southampton... nem um golo na baliza do espanhol. Próximo adversário? Um Crystal Palace sem a sua referência Benteke e que até agora não marcou qualquer golo.


Eric Maxim Choupo-Moting - Stoke City - 5.6
    O único homem que marcou até agora golos a David De Gea neste campeonato. O camaronês Choupo-Moting foi uma aquisição interessante por parte de uma equipa que viu Arnautovic partir, particularmente interessante pelo facto de ser considerado médio no Fantasy.
    Numa fase em que os avançados estão a pontuar bem, e nos médios há muita regularidade em elementos como Salah ou Eriksen, é nos médios mais baratos que ainda pode haver alguma ginástica em busca da melhor fórmula.
    O rápido e perfeito para a Premier League, Choupo-Moting, tem um calendário simpático nas próximas jornadas (até à jornada 13 inclusive, o único adversário de peso é o Manchester City). Para já, no Stoke-Southampton esperamos golos dos dois lados, e o novo número 10 dos potters certamente quererá fazer do Britannia o seu templo.


Oumar Niasse - Everton - 5.0
    Se Niasse agarrar a titularidade neste Everton carregadinho de reforços será sem dúvida uma das histórias em 2017 do futebol inglês. De figura de segundo ou terceiro plano o avançado senegalês de 27 anos pode de repente tornar-se o ponta de lança que parece faltar a este Everton.
    Ainda à procura do melhor desenho táctico e do entrosamento de novos companheiros de equipa, Koeman viu-se a perder em casa com o Bournemouth e, perante a lesão de Rooney, lançou Niasse. E foi assim que o jogador, que na época passada trabalhou com Marco Silva e que no passado castigou o Sporting ao serviço do Lokomotiv Moscovo, disse presente, bisou e mostrou ao treinador holandês que pode contar com ele.
    O Everton-Burnley é um teste de fogo para os toffees - é importante recordar que o Burnley já roubou pontos a Chelsea, Tottenham e Liverpool - mas se Niasse voltar a facturar pode ganhar espaço e confiança. E seria bastante útil e um potencial "achado" um avançado titular do Everton a custar 5.0.
   


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Acima falámos de De Gea e o guardião espanhol parece-nos a melhor opção para esta jornada. Guarda-redes de equipa grande, a jogar em casa, e perante aquele que é nesta fase o adversário mais frágil da Premier League.
    No jogo grande, Courtois e Ederson (altura de mostrar porque é que já é um dos melhores na sua posição) terão bastante importância. Mas é de elementos como Jack Butland (5.0) e Joe Hart (4.5) que podem surgir clean sheets.

- Defesas: No sector defensivo, temos expectativas para ver como se exibe o tanque Sead Kolasinac (6.0) no Arsenal-Brighton, embora Monreal seja o defesa dos gunners que mais bónus tem atraído esta temporada. Aaron Cresswell (5.0) pode fazer estragos ao aventurar-se no flanco esquerdo do ataque do West Ham, tendo exímios cabeceadores como Carroll e Chicharito para servir. E há ainda Ben Davies (5.7). O ala/lateral/central do Tottenham começou muito bem a época e defronta um Huddersfield que deve fazer a vida negra aos spurs, mas que tem sido destaque pelo seu comportamento defensivo e não tanto pelo volume ofensivo.
    Valencia e Phil Jones são escolhas "fáceis", Baines uma opção mais arriscada, e no embate entre Bournemouth e Leicester estaremos atentos aos nossos defesas preferidas de cada equipa, Daniels e Maguire.

- Médios: Nos médios, começam as dificuldades. Os médios do Manchester City (David Silva, Sané e De Bruyne) estão em boa forma, reflectindo-se esse bom momento nos pontos do espanhol e do germânico, mas teoricamente não será fácil derrotar o campeão Chelsea.
    Do Liverpool, ao já referido Coutinho deve-se acrescentar Mohamed Salah (9.2). O extremo egípcio só perde para Christian Eriksen (9.7) em pontos e já soma 4 golos em 6 jogos. Falando no dinamarquês, Eriksen foi uma das ausências do APOEL 0-3 Tottenham, mas deve regressar para atormentar a defesa de betão do Huddersfield.
    Gostávamos que Martial fosse titular diante do Crystal Palace, mas é inevitavelmente Henrikh Mkhitaryan (8.5) que temos que referir. O arménio é indiscutível, assiste, marca... enfim, está a jogar muito.
    Richarlison, Sigurdsson, Ritchie, Ayew e Alli são outros dos craques aos quais estaremos atentos.

- Avançados: Romelu Lukaku (11.7) Harry Kane (12.5) são as duas opções mais apelativas numa jornada em que Agüero e Morata medem forças.
    O já falado Niasse pode ser um diferencial, tal como Vardy, Defoe, Chicharito (7.0), Andre Gray e Lacazette.


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11 (3-4-3): De Gea; Kolasinac, Cresswell, Davies; Coutinho, Mkhitaryan, Eriksen, Choupo-Moting; Lukaku, Kane, Niasse

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Huddersfield v Tottenham - Harry Kane; Christian Eriksen
Bournemouth v Leicester City - Jamie Vardy; Jermain Defoe
Manchester United v Crystal Palace - Romelu Lukaku; Anthony Martial
Stoke v Southampton - Eric Maxim Choupo-Moting; Jack Butland
West Brom v Watford - Richarlison; Andre Gray
West Ham v Swansea - Chicharito; André Ayew
Chelsea v Manchester City - Álvaro Morata; Kevin De Bruyne
Arsenal v Brighton - Alexandre Lacazette; Alexis Sánchez
Everton v Burnley - Gylfi Sigurdsson; Oumar Niasse
Newcastle v Liverpool - Mohamed Salah; Philippe Coutinho

21 de setembro de 2017

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 6

Seis de trinta e oito. O fim-de-semana traz-nos mais uma jornada de Premier League, que só termina na segunda-feira com o Arsenal-West Brom, numa fase em que os vários jogadores de Fantasy ainda procuram encontrar qual a melhor fórmula e que jogadores são ou não peças-chave para esta época (ou, no mínimo, para os próximos jogos).
    Numa ronda em que não há nenhum jogo "grande" os embates entre Leicester e Liverpool, e West Ham e Tottenham são os principais pontos de interesse. Curiosamente, foxes e reds encontraram-se a meio da semana, com a equipa de Shakespeare a levar a melhor no confronto para a taça da liga. Olhando para a tabela, que tem actualmente os rivais de Manchester, o Chelsea e o Newcastle no Top-4, constata-se que esta jornada 6 coloca frente-a-frente o primeiro e o último (o Manchester City recebe o Crystal Palace), sendo também importante acompanhar o rendimento do Everton, na primeira jornada mais acessível a pôr fim a um arranque que já se esperava complicadíssimo. Os comandados de Koeman defrontam o Bournemouth, num duelo entre duas equipas que estão posicionadas para descer, tendo no entanto ainda muitos lugares para subir na tabela até final da época.
    Os jogos da taça da liga a meio da semana serviram para elementos como Rashford, Calvert-Lewin e Sané aumentarem a moral e reclamarem (ou reforçarem) a titularidade, numa ronda em que o Arsenal nem mesmo contra o Doncaster conseguiu vencer de forma folgada.
    Uma curiosidade classificativa: com cinco jornadas completas, Manchester City e Manchester United têm ambos 4 vitórias e 1 empate, 16 golos marcados e 2 golos sofridos.
    Antes de partirmos para a antevisão do potencial desempenho de vários craques nesta jornada, destaque para Agüero que liderou a ronda anterior com 20 pontos (um hat-trick e uma assistência). Valencia (que golaço!), Lukaku (mais um final de jogo diabólico do belga), Otamendi, Ritchie, David Silva, Steven Davis e Fabianski também estiveram em grande.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer. As inscrições estarão abertas até à jornada 18. Código - 2093875-496478)

Nesta 6.ª jornada, podem ser destaques:

Kun Agüero - Manchester City - 11.6
     Harry Kane desiludiu. Agüero não. O facto do City "dividir" os seus pontos por vários elementos do seu ataque avassalador fez-nos torcer o nariz inicialmente a Kun. No entanto, se Lukaku tem sido o avançado mais regular (5 golos marcados, ficando em branco apenas contra o Leicester), Agüero é - graças à sua super-exibição no terreno do Watford - o jogador com mais pontos neste momento: 41.
    Lukaku, Kane, Morata, Vardy e Roberto Firmino continuam todos a fazer sentido. Mas importa falar de Agüero e Gabriel Jesus. A dupla de ataque do Manchester City, uma parelha da qual Guardiola já não abdica e que parece mais afinada de jogo para jogo, faz crescer água na boca. Os avançados sul-americanos do City têm-se entendido às mil maravilhas, e as exibições de ambos no Watford 0-6 Manchester City (uma das melhores exibições de uma equipa inglesa a nível interno nos últimos anos) deixam antever muitos, muitos pontos.
    No momento em que está, Agüero parece imparável. E mais de 500 mil utilizadores não lhe resistiram. O camisola 10 do City marcou 4 golos e fez duas assistências nas últimas duas jornadas e se olharmos para o calendário rapidamente se percebe que é obrigatório ter jogadores do City nas próximas jornadas. Pelo menos um avançado e um médio. Afinal, seguem-se nas próximas 4 rondas Crystal Palace, Stoke e Burnley, todos no Etihad, com uma visita a Stamford Bridge pelo meio.


Matt Ritchie - Newcastle - 6.0
    Tudo indica que a época de 2017-18 de Matt Ritchie vá ser aquilo que pensávamos que seria a sua temporada de 2015-16.
    O extremo do Newcastle é um dos elementos mais influentes do actual 4.º classificado - o calendário deve permitir aos magpies permanecer no Top-8 até Dezembro - como prova o seu total de 4 assistências nos últimos 3 jogos.
    O ex-Bournemouth é o jogador que define no último terço, e por 6.0 é uma opção bastante interessante. Nesta jornada há Brighton-Newcastle, um bom duelo de criativos entre Groß e Ritchie, que deve ter golos de ambas as equipas.
    Ritchie é peça-chave para Rafa Benítez, tendencialmente diz a lógica que poderá surgir também como marcador nos próximos jogos, atendendo à boa chegada à área que tem e excelente meia distância.
    Mérito indiscutível para o Newcastle que depois de perder por 2-0 com o Tottenham e 1-0 com o Huddersfield nas duas primeiras jornadas, soube reagir e leva entretanto 3 vitórias consecutivas. Personalidade.


Dominic Calvert-Lewin - Everton - 5.0
    Não há como fugir ao assunto. O Everton tem desiludido. Ok, é verdade que nas últimas 4 jornadas defrontou Manchester City, Chelsea, Tottenham e Manchester United, e que só agora começa verdadeiramente o campeonato com perspectivas de uma brutal evolução na tabela, mas o futebol exibido depois de um Verão de elevadíssimo investimento tem sido uma manifesta desilusão.
    Podem-se identificar 3 factores-chave neste raciocínio. Primeiro, já não há Lukaku. É certo que os toffees canalizaram a venda do belga para um excelente conjunto de reforços (Sigurdsson, Rooney, Klaassen, Keane, Pickford, Sandro e Vlasic). Mas, até ver, para além de perder um goleador e uma figura que determinava todo o fio de jogo da turma de Koeman, o Everton perdeu a capacidade de explorar a profundidade, tornando-se menos vertiginosa e ajudando os adversários ao ter agora "menos campo".
    Depois, Koeman. O técnico holandês é um dos melhores em Inglaterra, mas esta época tem acumulado decisões contestáveis. Em Old Trafford alinhou com um onze super-defensivo, e até agora não encontrou o antídoto para os problemas da sua ideia de jogo actual, que só melhorará quando Sigurdsson e Klaassen estiverem em campo em simultâneo.
    Por fim, a velocidade. Num campeonato de vertigem, é obrigatório ter jogadores que desequilibrem em situações de 1 para 1, que façam a diferença ao cair em cima dos defesas adversários. E, com Bolasie e Barkley lesionados, e Ademola Lookman "verdinho", Calvert-Lewin é nesta fase o jogador que melhor o faz em Goodison Park. Por isso, estranhamente, o jovem inglês pode ser um diferencial peculiar para as próximas jornadas. Afinal de contas, é um avançado por 5.0.


Nick Pope - Burnley - 4.5
    Sai Heaton, entra Pope. E o Burnley continua a defender como poucos em terras de Sua Majestade.
    A lesão do melhor guarda-redes da última edição da Premier League adivinhava-se um tremendo obstáculo para a equipa de Sean Dyche, mas Nick Pope disse presente e afirmou-se como uma opção bastante interessante atendendo ao seu preço.
    O guardião do Burnley brilhou no Liverpool 1-1 Burnley com 8 defesas e a sua primeira clean sheet deve estar para breve.
    Actualmente no sétimo lugar, o Burnley já provou neste campeonato que com a sua qualidade defensiva e combatividade/ solidariedade de todos os elementos não irá descer. Basta pensarmos que nas primeiras 3 jornadas já visitou Chelsea, Tottenham e Liverpool e nesses três jogos não perdeu nenhum, saindo vivo com um total de 5 pontos em 9 possíveis.


Álvaro Morata - Chelsea - 10.2
    Diego Costa juntar-se-á ao Atlético Madrid em Janeiro. Pessoalmente, sempre considerámos um erro gigante de Conte a forma como riscou o avançado hispano-brasileiro, mas o anúncio do regresso de Costa a Madrid reforça o peso de Morata.
    Álvaro Morata, que só sabe marcar de cabeça em Inglaterra até agora, não reúne tanta popularidade como Lukaku, Firmino ou Kane. É aliás escolhido por menos jogadores do que Chicharito e, sem supreender, Agüero. São quase tantos os utilizadores que têm Morata como aqueles que têm Rooney. Estranho.
    O espanhol não acusou qualquer tipo de pressão na adaptação à Premier League, rendendo imediatamente, e o progressivo crescimento de Hazard rumo à melhor forma do craque do Chelsea só ajudará Morata a render mais.
    Nesta fase, Agüero e Lukaku são as prioridades. Kane é tudo aquilo que se sabe. E Gabriel Jesus tem um calendário incrível, estando integrado no ataque mais fantástico da prova. Mas não negligenciem Morata.
   


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Acima falámos de Pope, parece-nos que Pickford pode ser incomodado por Defoe ou King, e os guardiões dos líderes, Ederson (5.5) e David De Gea (5.5) têm ambos boas chances de assegurar clean sheets.
    Butland versus Courtois é um duelo à distância que antecipamos com curiosidade, e no Swansea-Watford, parece-nos que Fabianski vai ter bastante trabalho. Não recomendamos nenhum guarda-redes do Leicester-Liverpool, jogo em que pode haver golos dos dois lados.

- Defesas: Entre defesas, é difícil não olhar para os do Manchester City, que recebe um Crystal Palace que em cinco jogos tem um portentoso registo de zero golos marcados. Walker, Mendy e Otamendi talvez partam em vantagem, mas é John Stones (5.5) que nos parece poder ser destaque nesta jornada, ele que tem evoluído bastante na sua presença nas bolas paradas.
    Outro jogador que pode surgir em bom plano em cantos/ livres indirectos é Michael Keane (5.5). O reforço do Everton, que pode beneficiar das bolas paradas de Sigurdsson, é forte nesse capítulo e o Bournemouth é uma equipa frágil no jogo áereo.
    Depois, Ward (Burnley), Valencia e Lascelles (2 golos em 2 jogos) são todos também boas opções.

- Médios: No meio-campo atenção porque Kevin De Bruyne (10.0) é historicamente um jogador que rende bastante mais em casa do que fora. Boa novidade para quem tem o belga? Nos próximos 4 jogos dos citizens, 3 são em casa. Tanto KDB como David Silva (8.3) merecem ser monitorizados e/ ou escolhidos nesta jornada.
    Noutras equipas, acreditamos que este pode ser um momento de viragem para o Everton, apoiado na qualidade de Gylfi Sigurdsson (8.3). Já mencionámos o promissor duelo entre Groß e Ritchie, e é difícil ignorar o momento de Henrikh Mkhitaryan (8.5). Lançará Pellegrino van Dijk para travar Mkhi, Lukaku e companhia?
    Eriksen, Robbie Brady, Choupo-Moting, Hazard, Carrillo, Richarlison e Salah fazem todo o sentido. De resto, veremos quem Pep Guardiola escolhe entre Sané, Bernardo e Sterling para fazer companhia aos restantes craques, e já está na hora de Alexis Sánchez mostrar porque é que custa o que custa no Fantasy.

- Avançados: Romelu Lukaku (11.7) vai ao Southampton, Harry Kane (12.5) ao West Ham. Nenhum destes cenários é ideal, mas a qualidade dos pontas de lança pode mudar rapidamente esta ideia.
    Acima apresentámos a nossa defesa de Agüero (e Gabriel Jesus, em simultâneo), Morata e do baratinho Calvert-Lewin, mas há ainda Chris Wood (6.5) e Alexandre Lacazette (10.3).
    Não recomendamos para já Rooney, embora possa ser decisivo se o jogo correr de feição. O Liverpool tem Firmino, mas o Leicester tem Vardy. E o Swansea-Watford é jogo para terem avançados na watchlist.


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11 (3-4-3): Pope; Stones, Lascelles, Keane; Salah, Eriksen, De Bruyne, Richarlison; Lukaku, Wood, Agüero

Atenção a (Clássico; Diferencial):
West Ham v Tottenham - Harry Kane; Son Heung-Min
Burnley v Huddersfield - Chris Wood; Stephen Ward
Everton v Bournemouth - Gylfi Sigurdsson; Dominic Calvert-Lewin
Manchester City v Crystal Palace - Kun Agüero; John Stones
Southampton v Manchester United - Romelu Lukaku; Antonio Valencia
Stoke v Chelsea - Álvaro Morata; Eden Hazard
Swansea v Watford - Richarlison; André Carrillo
Leicester City v Liverpool - Mohamed Salah; Jamie Vardy
Brighton v Newcastle - Pascal Groß; Matt Ritchie
Arsenal v West Brom - Alexis Sánchez; Alexandre Lacazette

17 de setembro de 2017

Emmys Barba Por Fazer 2017


Logo à noite, Los Angeles premeia um ano de televisão numa cerimónia conduzida por Stephen Colbert. Tal como fazemos há vários anos no âmbito dos Óscares, apresentando os nossos Óscares Barba Por Fazer, desta vez deu-nos na cabeça elegermos também os nossos favoritos do mundo das séries e mini-séries.
    A 12 de Julho apresentámos os nossos nomeados nas várias categorias (Consultar aqui a lista de nomeações), com muitas diferenças relativamente aos que estarão em competição nesta madrugada. Recordamos que as regras e o timing de lançamento e conclusão de várias temporadas impede, por exemplo, as recentes temporadas de Narcos ou Game of Thrones de surgirem nesta corrida. Torna também impossível a presença de uma camaleoa como Tatiana Maslany (Orphan Black).
    Muitos dos nossos vencedores não irão vencer mais logo. Aliás, muitos dos nossos vencedores nem foram nomeados para a cerimónia do Microsoft Theatre. Um crime sobretudo no que diz respeito a Michael McKean (Better Call Saul) e Carrie Coon (The Leftovers), provavelmente os dois intérpretes que apresentaram um nível mais elevado nesta temporada televisiva.
    Mais logo muita coisa será diferente, mas em alguns casos até é possível que algumas preferências nossas batam certo com as nossas - Nicole Kidman e Donald Glover, por exemplo.
    Perto do final de 2017 iremos apresentar-vos as melhores séries do ano, as melhores novas séries, os melhores episódios e as melhores novas personagens. Mas, por agora e sem mais demoras, aventurem-se então nesta estreia, os nossos Emmys Barba Por Fazer 2017:


Drama

Melhor Série Drama
Better Call Saul
de Vince Gilligan e Peter Gould

Porquê
: A perfeição. Na sua terceira temporada, Better Call Saul atingiu definitivamente o patamar de qualidade que fez de Breaking Bad a melhor série até hoje. Com uma brutal atenção aos detalhes, e afirmando-se como autêntico poema visual, BCS teve este ano o seu ponto crítico - uma destruição e colapso, um efeito panela de pressão depois de duas temporadas caracterizadas pelo tempo, pela paciência e pela construção.
    Mantendo, como sempre, a relação dos irmãos Jimmy e Chuck como batimento cardíaco da série, esta temporada adicionou Gus Fring, afastou os irmãos McGill, aproximou Mike do narcotráfico e levou Kim ao limite. Para os apaixonados por cinema e televisão, não se pode pedir mais do que aquilo que nos foi oferecido em episódios como "Chicanery" e "Lantern". E, embora todo o elenco impressione, o desempenho de Michael McKean como Chuck nesta temporada entra direitinho para a História da televisão.

Outros nomeados: The Leftovers, Mr. Robot, The Crown, Stranger Things, Legion, Taboo

Melhor Actor - Série Drama
Aden Young
Rectify

O Episódio: "A House Divided"

Porquê
: Muito equilíbrio entre os nossos seis nomeados. Mas antes, uma curiosidade - apenas Bob Odenkirk surge nas 6 opções na real corrida ao Emmy. Dan Stevens enlouqueceu em Legion, Tom Hardy carregou Taboo, Justin Theroux fez por estar ao nível de Carrie Coon na despedida de The Leftovers e a vitória até poderia ir para Rami Malek ou Bob Odenkirk. No entanto, Aden Young merece isto. O facto do actor de Rectify nunca ter sido nomeado para um Emmy é um dos maiores crimes recentes da televisão e atesta a falta de justiça dos mesmos e a incapacidade de olhar mais além das séries mais "comerciais". Como Daniel Holden, Aden Young brilhou na temporada final (4) numa das personagens mais ricas, interessantes e complexas dos últimos anos. Alheado, sensível, contido, traumatizado, explosivo, solitário, perdido. Não podíamos deixar passar a oportunidade de homenagear na medida do possível um actor e uma personagem extraordinários.

Outros nomeados: Rami Malek, Bob Odenkirk, Tom Hardy, Justin Theroux, Dan Stevens

Melhor Actriz - Série Drama
Carrie Coon
The Leftovers

O Episódio: "The Book of Nora"

Porquê
: Honestamente, embora já estivéssemos à espera de ausências como Aden Young ou até Michael McKean (os últimos anos levam-nos a crer que quem vota simplesmente não vê algumas séries), jamais nos passou pela cabeça que o desempenho de Carrie Coon fosse ignorado. Afinal, trata-se de uma incontestável vencedora e da melhor actriz do ano numa categoria em que a concorrência esteve incrível, mas mesmo assim a anos-luz dela.
    Na gala, torceremos por Elisabeth Moss ou Claire Foy. Mas nesta micro-realidade paralela, Carrie Coon "limpa" o prémio. Damon Lindelof e a talentosa equipa de The Leftovers deu-lhe (e fez muito bem) total destaque no último episódio da série, pondo fim a 3 temporadas que elevaram a fasquia do drama televisivo, e tiveram Coon sempre em crescendo. A discussão com Kevin em "G'Day Melbourne", aquele profundo e tocante desabafo em "Certified" e todo o derradeiro "The Book of Nora" são os highlights de uma actriz cuja carreira não voltará a ser mesma depois de Nora Durst.

Outras nomeadas: Claire Foy, Elisabeth Moss, Evan Rachel Wood, Keri Russell, Michelle Monaghan

Melhor Actor Secundário - Série Drama
Michael McKean
Better Call Saul

O Episódio: "Chicanery"

Porquê:
Um dos melhores antagonistas em qualquer série do século XXI. O irmão mais velho de Jimmy McGill foi uma força da natureza na temporada 3 de Better Call Saul e a prova está no facto de "Chicanery" e "Lantern", dois dos melhores episódios de 2017, serem altamente marcados por Chuck.
    Num daqueles desempenhos de "vilão que adoramos odiar", Michael McKean esteve melhor que nunca, explodiu em tribunal no quinto episódio e tornou-se um retrato impressionante de doença mental no último episódio desta temporada.
    Michael McKean tem grande responsabilidade no facto de elegermos Better Call Saul a série dramática do ano, e foi uma escolha fácil, mesmo considerando a excelência dos cinco rivais que escolhemos para lhe fazer companhia.

Outros nomeados: John Lithgow, Pip Torrens, Anthony Hopkins, Jonathan Banks, Christopher Eccleston

Melhor Actriz Secundária - Série Drama
Aubrey Plaza
Legion

O Episódio: "Chapter 7"

Porquê:
Uma das revelações de 2017. Em Legion, Aubrey Plaza construiu uma das melhores novas personagens deste ano, e encontrou a sua zona de conforto, deixando-nos a todos bem desconfortáveis.
    Na louca e psicadélica série de Noah Hawley, uma verdadeira revolução nas séries de super-heróis, Plaza teve liberdade para fazer de tudo um pouco. Foi assustadora, sexy, cómica, enfim... absolutamente imprevisível.
    Thandie Newton, Rhea Seehorn, Amy Brenneman, Winona Ryder e até Grace Gummer tiveram porventura desempenhos mais dramáticos e pesados, mas o facto de Lenny Busker (personagem de Aubrey Plaza) ser a personagem destas seis que teve maior impacto em nós muito contribuiu para esta escolha. Em total sintonia numa parceria electrizante com Dan Stevens, aqui está um exemplo de um casting perfeito.

Outras nomeadas: Thandie Newton, Grace Gummer, Rhea Seehorn, Amy Brenneman, Winona Ryder


Comédia

Melhor Série Comédia
Master of None
de Aziz Ansari e Alan Yang

Porquê
: Quando vimos Atlanta parecia-nos um dado absolutamente adquirido que a série de Donald Glover seria por larga margem a comédia do ano. E de repente Aziz Ansari fez disparar o nível de Master of None da primeira para a segunda temporada, fazendo da série da Netflix uma das surpresas do ano.
    Num ensaio sobre relações que fala subtilmente sobre solidão, Ansari assumiu riscos atrás de riscos, ofereceu ao espectador momentos e episódios pouco ou nunca antes vistos, e tornou Master of None num símbolo de personalidade, liberdade criativa e autenticidade.
    Exímia a mascarar o desespero e o cansaço emocional numa mistura de sabores e numa relação semi-platónica, sem ser pretensiosa explora quem somos e quem queremos ser. Como nos sentimos em certos momentos e como nos relacionamos. Com Itália como o ingrediente principal da temporada.

Outros nomeados: Atlanta, Veep, Silicon Valley, Patriot, GLOW, Fleabag

Melhor Actor - Série Comédia
Donald Glover
Atlanta

O Episódio: "The Jacket"

Porquê
: Já não chegava o rapaz ser um músico do outro mundo como Childish Gambino... Glover é também um autor, realizador e actor do arco da velha. Artista.
    Ao lado de Paper Boi e Darius, o seu Earn Marks não é o mais cómico do grupo, mas elogiar e falar de Atlanta tem que ser inevitavelmente falar de Donald Glover.
    Numa categoria em que até não fugimos muito das escolhas reais (4 em 6, surgindo Michael Dorman e Rob Delaney aqui como jókers), Donald Glover é bem capaz de ganhar também logo à noite. Com uma voz que interessa ser ouvida - nas mais diversas áreas a que se dedica - é o coração da série do FX (2.ª melhor nova série de 2016 para o Barba Por Fazer, apenas batida por The Night Of). Cómico, visionário, único.

Outros nomeados: Aziz Ansari, William H. Macy, Jeffrey Tambor, Michael Dorman, Rob Delaney

Melhor Actriz - Série Comédia
Alison Brie
GLOW

O Episódio: "Live Studio Audience"

Porquê
: Julia Louis-Dreyfus é um monumento da comédia, e se logo celebrar o seu hexa é justo. Em Veep é tudo aquilo que uma actriz do género pode aspirar a ser.
    No entanto, quisemos ser um pouco exóticos e premiar uma novidade (a Academia de Televisão, Artes e Ciências até pode fazer o mesmo), e alguém que demonstrou maior amplitude.
    Apenas Julia Louis-Dreyfus surge aqui e na verdadeira lista de nomeadas, e a nossa escolha é Alison Brie. Na comédia de wrestling feminino da Netflix, a antiga actriz de Community e Mad Men não acusou o peso de passar a protagonista e vestiu na perfeição a pele de uma actriz falhada que tenta agarrar a única oportunidade que surge no seu caminho. Brie tem o timing cómico a seu favor, e conseguiu numa série com o carimbo Jenji Kohan fazer o que por exemplo Orange is the New Black nunca conseguiu em cinco temporadas - fazer-nos torcer pela protagonista. Ruth "Zoya the Destroya" Wilder cativou-nos. 

Outras nomeadas: Julia Louis-Dreyfus, Phoebe Waller-Bridge, Aya Cash, Sharon Hogan, Issa Rae

Melhor Actor Secundário - Série Comédia
Brian Tyree Henry
Atlanta

O Episódio: "B.A.N."

Porquê
: Naquela que será possivelmente a mais frágil das quatro categorias de interpretação na vertente de Comédia, Brian Tyree Henry arrecadou para nós a pole position.
    Embora Lakeith Stanfield como Darius seja o mais hilariante do grupo, Tyree Henry é o secundário que mais se destaca globalmente e uma das revelações a nível de actores do último ano.
   O seu Paper Boi é o complemento perfeito para a personagem de Donald Glover, e a sua presença e o carácter impaciente e incrédulo com o mundo à sua volta muito contribuem para aqui estar. 

Outros nomeados: Tony Hale, Louie Anderson, Ty Burrell, Alec Baldwin, Marc Maron

Melhor Actriz Secundária - Série Comédia
Alessandra Mastronardi
Master of None

O Episódio: "Amarsi Un Po"

Porquê
: É o desafio de uma vida - verem Master of None sem se apaixonarem por Alessandra Mastronardi. É impossível não acontecer, e à prova de género e orientação sexual.
    Na segunda temporada da série de Aziz Ansari, há invasão italiana. Desde a gastronomia à banda sonora, até ao idioma do primeiro episódio. Mas tudo serve o seu ponto de chegada - Francesca.

   A actriz italiana é uma femme fatale, ao mesmo tempo inalcançável e ao alcance. É indiscutível que no nosso grupo de seis nomeadas há actrizes mais cómicas (basta recordar que Kate McKinnon está nomeada), mas Alessandra Mastronardi foi a melhor actriz secundária numa série de comédia este ano. Temos saudades dela.

Outras nomeadas: Zazie Beetz, Anna Chlumsky, Kate McKinnon, Judith Light, Britney Young


Mini-Série

Melhor Mini-Série
The Night Of
de Richard Price e Steven Zaillian

Porquê
: Em 2016, escolhemos a mini-série da HBO como a melhor nova série do ano. E embora tudo indique que mais logo Big Little Lies bata a concorrência nas várias categorias, The Night Of está bastante furos acima.
    Ao questionar o sistema judicial norte-americano, joga com o preconceito e eleva cada espectador ao estatuto de juiz da sentença de Naz, cuja transformação acompanhamos. The Night Of brilhou pela brutal capacidade de trabalhar momentos de tensão, deixando-nos presos, ansiosos, sufocados. Carregado de cinismo e realismo, começa por ser uma mini-série com um homicídio para ser desvendado, mas torna-se um estudo sobre o Homem e a Sociedade, sobre os conceitos de inocente e culpado.

Outros nomeados: Black Mirror, Fargo, Big Little Lies, Feud

Melhor Actor - Mini-Série
Riz Ahmed
The Night Of

O Episódio: "The Beach"

Porquê
: Na única categoria de interpretação onde mais logo não há Big Little Lies, temos alguma esperança que Riz Ahmed possa ver o seu trabalho distinguido. Só vemos a possibilidade de ter um colosso como De Niro a subir ao palco como potencial adversidade para 'Naz'.
    O trabalho de Riz Ahmed em The Night Of é monstruoso. Seja nas cenas em silêncio (Ahmed aguenta-as como só os grandes conseguem) ou em toda a sua transformação - daquele rapaz frágil e assustado para um sobrevivente danificado quase sem esperança mas com muito rancor. Sem medo, só desilusão. Podia até não ser o caso, mas não só toda a construção é feita com coerência e qualidade, como o seu Naz tem ainda dois bónus - um episódio-piloto genial, e um último episódio igualmente incrível. A melhor apresentação possível, e a melhor despedida. Uma daquelas personagens que marca a carreira de um actor. 

Outros nomeados: John Turturro, Benedict Cumberbatch, Jude Law, Robert De Niro, Geoffrey Rush

Melhor Actriz - Mini-Série
Nicole Kidman
Big Little Lies

O Episódio: "Burning Love"

Porquê
: Se Riz Ahmed, apresentado acima, é o actor em início de carreira, Nicole Kidman já tem uns quantos anos disto. Mas poucos trabalhos, sobretudo nos últimos anos, ao nível do que fez em Big Little Lies.
    Captada pela lente de Jean-Marc Vallée, um daqueles realizadores que "espreme" sempre o melhor dos actores com quem trabalha, Kidman é praticamente uma certeza como vencedora desta categoria mais logo. Totalmente unânime: quer para nós, quer para o mundo. Ainda mais impressionante se tivermos presente que estão nomeadas Jessica Lange, Susan Sarandon ou Reese Whiterspoon.
   Ao lado de Alexander Skarsgård, Nicole Kidman pintou um retrato abusivo, violento, doentio e viciante.

Outras nomeadas: Jessica Lange, Susan Sarandon, Reese Whiterspoon, Mackenzie Davis, Bryce Dallas Howard


Melhor Actor Secundário - Mini-Série
Alexander Skarsgård
Big Little Lies

O Episódio: "Once Bitten"

Porquê: O melhor trabalho da carreira do actor sueco? Talvez. Reconhecido pelo seu lado vampiresco em True Blood, o mano mais velho de Bill Skarsgård, o palhaço aterrador de IT, conseguiu ser ainda mais assustador do que Pennywise.
    Carismático e charmoso, ofereceu-nos uma personagem que num clique passava de intenso a violento, num constante ciclo de maus tratos e pedidos de desculpas. Big Little Lies tem vários pontos fortes, mas a dinâmica de Nicole Kidman e Alexander Skarsgård foi claramente um dos principais factores críticos que ajudou a determinar o sucesso.

Outros nomeados: Bill Camp, Martin Freeman, Toby Jones, David Thewlis, Michael K. Williams

Melhor Actriz Secundária - Mini-Série
Shailene Woodley
Big Little Lies

O Episódio: "Burning Love"

Porquê
: Logo à noite é improvável que Woodley vença. Será mais natural a Academia optar por Laura Dern, Judy Davis ou Michelle Pfeiffer.
    Aqui, é Shailene Woodley. Rodeada por actrizes com quem há anos só em sonhos se via a trabalhar, a actriz de 25 anos deixou-se contagiar pela qualidade e fez a sua carreira entrar novamente nos eixos depois de alguns anos desperdiçados em franchises rentáveis mas pouco desafiantes.
    De uma forma redutora pode-se dizer que Whiterspoon tem a responsabilidade de agregar todo o grupo e servir pontualmente de comic relief, Kidman tem o papel mais exigente, e Woodley representa o lado mais misterioso da série da HBO.

Outras nomeadas: Mary Elizabeth Winstead, Gugu Mbatha-Raw, Jackie Hoffman, Judy Davis, Jeannie Berlin



REALIZAÇÃO

Melhor Episódio (Drama)
Lantern
Better Call Saul
Realizador: Peter Gould


Melhor Episódio (Comédia)
Amarsi Un Po
Master of None
Realizador: Aziz Ansari


Melhor Episódio (Mini-Série)
San Junipero
Black Mirror
Realizador: Owen Harris



ESCRITA

Melhor Episódio (Drama)
Chicanery

Better Call Saul
Escrito por: Gordon Smith

Melhor Episódio (Comédia)
Thanksgiving
Master of None
Escrito por: Aziz Ansari, Lena Waithe


Melhor Episódio (Mini-Série)
The Beach
The Night Of
Escrito por: Richard Price