Revisão: The Leftovers (3ª Temporada)

No seu adeus, a série da HBO manteve a brutal sensibilidade a colocar e tratar emoções no ecrã, e a inteligência de saber pisar a fé e o cepticismo, o bizarro e o profundo. Com um storytelling maduro, ambicioso e refinado, Lindelof e Perrotta deixam um derradeiro desafio aos espectadores: conseguiremos nós, desta vez nós, lidar com uma perda (de uma série) assim?

Revisão: Master of None (2ª Temporada)

É uma das peças televisivas com mais personalidade, liberdade, ousadia e autenticidade dos últimos anos, e a grande surpresa de 2017 pelo seu brutal amadurecimento. Aziz Ansari faz um ensaio sobre relações para sobre Solidão, e será difícil não se apaixonarem por Alessandra Mastronardi.

Balanço Final - Liga NOS 2016/ 17

O primeiro tetra da História do Benfica, o 36 dos encarnados, ficou marcado por um Porto incapaz de aproveitar deslizes e por um Sporting muito abaixo da época anterior. Cresceu o Vit. Guimarães, desiludiu o Braga, surpreendeu o Feirense.

Balanço Final - Premier League 2016/ 17

Depois do ano do milagre e do Impossível, a normalidade regressou. Os favoritos voltaram ao topo, e entre Guardiola e Mourinho quem ganhou foi... Antonio Conte.

Prémios BPF Liga NOS 2016/ 17

Vejam quem foram os melhores do ano para o Barba Por Fazer. O organizador de jogo do Benfica, um guarda-redes que deu pontos, um holandês que rivalizou com Messi e um Treinador do Ano inesperado estão entre as escolhas.

30 de novembro de 2015

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 89



Série: Skins
Actor: Mike Bailey

por Miguel Pontares

    Quando se fala em 'Skins', muitas pessoas associam imediatamente a versão norte-americana, emitida pela MTV. Um senhor erro, porque a adaptação americana é um valente dejecto. O facto de ter apenas uma temporada conjugado com a classificação de 3.9 no IMDb parecem-me suficientemente ilustrativos.
    Enquanto somos inundados por séries dos EUA, há produções britânicas incríveis que nos passam ao lado - 'Sherlock', 'Downton Abbey' ou 'Doctor Who' conseguiram afirmar-se ainda assim, mas há 'Peaky Blinders', 'Black Mirror', 'Luther', 'Misfits', 'The Fall' e 'Utopia'. Um mundo de underdogs do qual faz parte 'Skins'.
    Jamie Brittain e Bryan Elsley criaram três gerações - cada uma com duas seasons - capazes de explorar os problemas da adolescência e as emoções sempre à flor da pele. 'Skins' teve sempre uma sinceridade especial, fazendo-nos entrar no mundo de cada personagem graças ao formato de uma personagem em destaque por episódio. Julgo ser mais ou menos unânime que a geração original, e a segunda, são as que mais marcaram os fãs. Exemplo disso acaba por ser a 7.ª temporada, com meia dúzia de episódios focados em Cassie (primeira geração), Effy (1.ª e, sobretudo, 2.ª geração) e Cook (2.ª geração).
    Quando hoje olhamos para a primeira geração, vemos vários actores de sucesso - Joe Dempsie e Hannah Murray integraram o elenco de 'Game of Thrones', Dev Patel foi protagonista no Melhor Filme de 2009 para a Academia, Kaya Scodelario é um dos rostos da saga 'Maze Runner' e Nicholas Hoult já fez um pouco de tudo, inclusive namorar com Jennifer Lawrence.
    Mas este espaço é para Sid. O sidekick do manipulador e carismático Tony (Hoult) é o exemplo clássico do rapaz que fica sempre pela popularmente designada friend zone. Embora a primeira geração viva a orbitar à volta de Tony, Sid é uma das personagens com o arco mais interessante. É-nos apresentado como o virgem mais azarado de sempre, que idolatra o melhor amigo e vive apaixonado pela namorada dele, mas várias subplots fazem-no mais confiante.
    Sid é praticamente o inverso de Tony. É leal, faz tudo pelos amigos, sempre com o seu gorro preto e ocasionalmente com a sua mítica camisola 'Mega Dog'. O melhor de Sid divide-se em três: a relação com Tony, a relação com o pai (interpretado por Peter Capaldi, o 12.º e actual Doctor) e, claro, a relação com Cassie. 
    Com Tony, para além deste edredom, a amizade transforma-se à medida que o amigo egoísta percebe que ambos precisam um do outro; em relação ao pai, sofremos com Sid quando ele o perde, depois deste o aconselhar: They're always with 'some guy' - but son, if they're special, just make sure that 'some guy' is you. O que nos leva a Cassie. A primeira geração fica marcada pela história de Cassie e Sid, pela forma como Sid vive para Michelle, ignorando a aluada e excêntrica Cassie, até perceber que ela sempre esteve ali.
    No fim, vemo-lo de mochila às costas em Nova Iorque à procura de Cassie, mas a melhor cena de Sid passa-se numa rave, numa explosão silenciosa de emoções guardadas com o amigo de sempre, Tony, ao som de Crystal Castles.

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

28 de novembro de 2015

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 90



Série: Community
Actor: Danny Pudi

por Nuno Cunha


    A carreira de Danny Pudi é igual à de tantos outros actores nos EUA que procuram vingar no pequeno ou no grande ecrã. Desde 2005 tem saltitado entre várias pequenas e pouco memoráveis participações em séries como ER, Greek e Gilmore Girls até encontrar a sua zona de conforto em Community. Esta sitcom norte-americana da autoria de Dan Harmon e que contou com seis temporadas, de 2009 a 2015, é uma daquelas séries de consumo fácil, sem grande complexidade no enredo e inundada de referências à pop culture, em especial ao universo do cinema e da televisão. E é aqui que entra a personagem de Pudi, Abed Nadir.
    Num cenário de uma Community College em Greendale, Colorado, onde por diferentes motivos todos foram parar sem grande vontade, Abed é um aspirante a realizador de cinema com grandes dificuldades em interpretar o mundo real. A sua inabilidade em interagir socialmente com eficácia e em conectar-se a nível emocional com os outros, levam a que Abed procure constantemente a resposta para as suas dúvidas e incompreensões no mundo do cinema e da TV, estabelecendo a partir daí ligações com o mundo real. A quantidade de referências cinematográficas e televisivas de Abed é infindável (mas há quem tenha muita paciência), indo desde filmes de culto como Pulp Fiction, Goodfellas e Apollo 13 até séries recentes como Cougar Town, Desperate Housewives ou Lost.
    Numa série leve de comédia onde não é o protagonista, Abed não é sequer a personagem com mais piada, deixando esse mérito para “Ben” Chang, o professor de Espanhol interpretado por Ken Jeong, que por alturas do lançamento de Community começava também a dar cartas como o Mr. Chow do filme Hangover. Mas a verdade é que com a boa interpretação de Pudi, Abed consegue puxar para si a atenção dos espectadores, funcionando como o centro emocional da série à volta do qual toda a ação se desenrola.
    Por último, um dado curioso: na cena final do episódio 21 da segunda temporada, no meio de uma referência sobre a série televisiva de super-heróis The Cape, Abed afirma que esta ainda terá seis temporadas e um filme pela frente, confiando assim na sua continuidade. A expressão “seis temporadas e um filme” (#sixseasonsandamovie) foi mais tarde “roubada” pelos fãs de Community, que através de um movimento nas redes sociais com este mote apelaram à sua continuidade, quando o cancelamento era um cenário mais do que provável. A verdade é que Community durou mesmo seis temporadas e que, apesar de não ter ainda sido confirmado oficialmente, os planos para um filme parecem estar em cima da mesa.                                                                                                                   
                 
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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

26 de novembro de 2015

Revisão: 'Jessica Jones'

Criado por
Melissa Rosenberg

Elenco
Krysten Ritter, David Tennant, Rachael Taylor, Eka Darville, Carrie-Anne Moss, Mike Colter, Wil Traval

Canal: Netflix

Classificação IMDb: 8.2 | Metascore: 81 | RottenTomatoes: 93%
Classificação Barba Por Fazer: 80


- Abaixo podem encontrar Spoilers - 

A História: 

    A Netflix, outra vez. Depois de nos dar 'Daredevil' em Abril, a colaboração Marvel-Netflix acertou novamente em cheio com 'Jessica Jones', já disponível na Netflix portuguesa. Embora haja muito a afastar as duas séries, e ainda bem, vê-se o mesmo tom negro, o mesmo realismo focado principalmente nas emoções das personagens e no seu lado humano, sem abusar de efeitos especiais ou super-poderes, e outra vez um casting perfeito (o doctor David Tennant está para 'Jessica Jones' em grandeza, como Vincent D'Onofrio esteve para 'Daredevil'). Numa fase em que a igualdade em termos de cachet está em voga em Hollywood, em defesa das mulheres, a Marvel oferece-nos um símbolo do poder feminino: Jessica Jones é a conjugação perfeita e complexa de sofrimento, beleza, humor, vulnerabilidade e determinação.
    Alexandra Daddario, Jessica de Gouw, Teresa Palmer, Marin Ireland e Krysten Ritter foram, alegadamente, os 5 nomes considerados até perto de fim para protagonista, mas a série criada por Melissa Rosenberg - que a ABC rejeitou há uns anos atrás - escolheu Ritter. E bem. Outrora namorada de Jesse Pinkman em 'Breaking Bad' (a piada from heroin to heroine já começou a ser feita), dá gosto rever Krysten Ritter, agora como figura de proa numa série mais pesada e adulta do que parece, capaz de ir longe em temas como a sexualidade e a forma como a mulher ainda é, por vezes, vista pela sociedade.
    A super-heroína convertida em detective privada Jessica Jones não usa máscaras ou fatos cliché no dia-a-dia; abusa do álcool, e viu a vida abusar dela em vários aspectos. No ponto de partida de 'Jessica Jones', vemo-la preocupada em ter casos para poder pagar as contas e refugiar-se numa garrafa ou duas, e não propriamente por ter como vocação fazer o bem como tantos heróis clássicos. Descrente no mundo, com o seu sarcasmo característico e com um passado que não a deixa seguir em frente, só se importa com a melhor amiga/ "irmã" Trish (Rachael Taylor), com o vizinho drogado Malcolm (Eka Darville) e mais tarde com Luke Cage (Mike Colter). A advogada Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss como versão feminina da personagem que nas BD's é um homem, Jeryn Hogarth) dá a Jessica muito material para investigação, e em relação a Kilgrave (David Tennant) - o vilão capaz de controlar mentes e que faz parte do passado que Jessica não consegue recalcar - bem, sem Kilgrave, 'Jessica Jones' não valeria metade.
    
    
A Personagem: Kilgrave (David Tennant) | Jessica Jones (Krysten Ritter).
    É impossível não referir os dois. Kilgrave é a melhor personagem de 'Jessica Jones', mas Jessica é o primeiro passo da Marvel a oferecer o protagonismo ao sexo feminino, e isso é histórico. Especialmente porque Krysten Ritter é incrível, com o seu look 'The Addams Family' combinado com o casaco rockstar e as luvas sem dedos. Ela é frágil, mesmo que nunca perca o seu ar de "não se metam comigo".
    Sobre Kilgrave, o que é que se pode dizer? Um antagonista bem trabalhado é quase sempre marcante. O Joker de Heath Ledger, o Wilson Fisk de Vincent D'Onofrio, o Loki de Tom Hiddleston são vários exemplos disto. Kilgrave tem os ingredientes todos presentes: David Tennant é um grande actor, irradia carisma e consegue ser sadicamente cómico, distingue-se da multidão com os seus fatos roxos ou azuis, e tem ele próprio um passado de sofrimento. A perfeição da escrita de Melissa Rosenberg e dos vários argumentistas envolvidos (Dana Baratta, Jamie King, Liz Friedman e Scott Reynolds, entre outros) na adaptação da personagem das bandas desenhadas para a televisão, está no modo como ele representa, controlando a mente, o sexismo e o lado opressivo ou abusivo da sociedade sobre as mulheres. A história de Kilgrave e Jessica Jones é, no limite, uma história de amor unilateral. Uma história de domínio, em que o sorriso e um "Amo-te" são impostos e exigidos por um homem que nunca foi amado nem ensinado a amar.


O Episódio: 09 'AKA Sin Bin'.
    O piloto ('AKA Ladies Night') é bom, mas só a partir do 5.º episódio é que 'Jessica Jones' começa a levantar voo em termos de qualidade. Em termos estruturais talvez se possa apontar o problema de o clímax ocorrer bastante cedo (os episódios 08, 09 e 10 são verdadeiramente bons, e o final, embora satisfatório, não recupera esse nível), mas esse "desrespeito" pelo classicismo notar-se-ia mais caso se tratasse de uma série com episódios lançados semana após semana, e não tanto num produto Netflix.
    A sequência 'AKA WWJD?' - 'AKA Sin Bin' - 'AKA 1,000 Cuts' é surreal, envolvendo várias personagens de forma inteligente e enervante, no bom sentido. No entanto, não há nada como a tensão que o nono episódio consegue criar. Magnífica realização de John Dahl e edição, a fazer os corações bater com mais força, com várias personagens a partilhar o mesmo espaço, quando Jessica pensa ter Kilgrave onde sempre o quis. Isolado, seu prisioneiro. Aquilo sim, é boa televisão.

O Futuro: 
    Cada vez mais ganha força a ideia de que o espaço certo para os super-heróis é a Televisão. O grande plano da Marvel com o quarteto Daredevil, Jessica Jones, Luke Cage e Iron Fist é, depois de cada qual ter a sua série, lançar 'The Defenders' juntando-os a todos, sem excluir a hipótese de, consoante a popularidade, viajarem depois para o Cinema. De 'Jessica Jones' despedimo-nos por agora, mas 2016 promete, pelo menos, ter a 2.ª temporada de 'Daredevil' e as temporadas de estreia de 'Luke Cage' e 'Iron Fist'. Daí a televisão, e particularmente no formato Netflix, ser o espaço certo para folhearmos a vinhetas. O CW ('Arrow', 'The Flash') foi pioneiro a aperceber-se disto, mas a parceria Netflix-Marvel desenvolveu a ideia... com muito maior qualidade.
    Ainda não se sabe quem será o protagonista de 'Iron Fist' (Anton Yelchin ou Garrett Hedlund seriam boas escolhas, caso a Marvel não opte por um americano de raízes asiáticas), mas Mike Colter passa de figura de subplot de 'Jessica Jones' a lead no próximo ano, acompanhado nomeadamente por Mahershala Ali ('House of Cards', 'The Hunger Games') e Frankie Faison, enquanto que a segunda temporada de 'Daredevil' já garantiu companhia para Charlie Cox - Elodie Yung como Elektra e o muitíssimo aguardado desempenho de Jon Bernthal como Frank Castle aka The Punisher.
    Não será por falta de interesse dos fãs e críticos ou por falta de qualidade do elenco que 'Jessica Jones' não regressará. Não se trata tanto de "se" mas sim de "quando" e é provável que Krysten Ritter só volte como protagonista já depois do agregador 'The Defenders', fazendo de 'Daredevil' o único herói dos 4 a levar duas temporadas quando a reunião se der.

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 14

Em Espanha lidera o Barcelona. Em França lidera o PSG. Na Alemanha lidera o Bayern. Em Portugal lidera o Sporting. Em Inglaterra... lidera o Leicester City.
    Depois de uma semana recheada de bom futebol nos maiores palcos europeus, a Premier League parte para a 14.ª jornada com o sensacional Leicester City, surpreendentemente bem orientado por Ranieri e com Mahrez e Vardy num nível impressionante jogo após jogo, em 1.º lugar. O prato forte da jornada é por isso mesmo o Leicester-Manchester United, um jogo a que não faltam ingredientes para ser espectacular: na época passada ficou 5-3, opõe os actuais 2 primeiros classificados e Vardy pode fazer História ultrapassando o recorde que é agora dele e de Van Nistelrooy (ex-United). Há um ano atrás, com 13 jornadas jogadas, o Leicester era último. Hoje é primeiro.
    Esta jornada marca, aliás, mais do que um reencontro interessante. Se por um lado no King Power Stadium Jamie Vardy tudo fará para marcar o seu 14.º golo em outros tantos jogos - especialmente curioso uma vez que contra o United, em 2014/ 15, Vardy marcou, assistiu e ganhou grandes penalidades -, há outro embate que na época passada também terminou com um estrondoso 5-3. No percurso quase imaculado do Chelsea 14/ 15, ficou uma mancha chamada Tottenham. Os spurs, apoiados numa super-exibição para recordar de Harry Kane, dizimaram um Chelsea na altura muito mais forte e consistente. Claro que ninguém espera que estes dois jogos tenham outra vez oito golos cada, mas é inevitável puxar a cassete atrás, especialmente porque alguns meses depois o Leicester é líder, e o Tottenham está 10 pontos acima do Chelsea. Nota importante: Leicester e Tottenham são as duas únicas equipas que só têm uma derrota nesta edição da Premier League, sendo que os spurs não perdem desde a 1.ª jornada.
    Tal como na jornada 13, esperam-se golos, com o Everton a deslocar-se ao terreno do Bournemouth, o Liverpool de Klopp a regressar motivado a Anfield embora os seus grandes jogos (Chelsea e City) tenham sido fora de portas, o Arsenal visita o Norwich numa fase em que Özil e Sánchez se começam a entender cada dia melhor, e o City-Southampton também promete (os citizens são super-favoritos, mas a velocidade de Sadio Mané pode castigar a defesa da casa órfã de Kompany). Noutro nível, o Aston Villa-Watford poderá até ser um jogo "fechado" mas vai ser aguerrido até dizer chega, e aguarda-se com expectativa Pardew e Cabaye contra a ex-equipa.
    A jornada 13 foi gorda em termos de pontos. Ross Barkley foi a grande figura, com 19 (2 golos, uma assistência, bónus 3) num jogo do Everton em que também Lukaku e Coleman se destacaram; Coutinho (13) e Roberto Firmino (15) entenderam-se às mil maravilhas, destruindo o Manchester City; Harry Kane, Ulloa, André Ayew e Pieters foram também figuras em destaque.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 114493-481221)

Assim, nesta 14.ª jornada, atenção a:

Roberto Firmino - Liverpool - 8.0
    Jürgen Klopp viu, nas últimas épocas, a elegância e o perfume do futebol de Roberto Firmino ao serviço do Hoffenheim. Quis o destino juntar o técnico alemão e o craque brasileiro em Liverpool. A adaptação do número 11 dos reds foi morosa, e prejudicada pela pressão à volta de Brendan Rodgers, mas com Klopp, Firmino parece finalmente estar a encontrar o seu lugar.
    Como acontecia em Dortmund, o Liverpool de Klopp tem similares pontos fortes: pressão intensa e excelente reacção à perda da bola, transição ofensiva simples mas muito bem trabalhada, sectores próximos e compactos, e grande dinâmica entre as peças da frente. A presença de Emre Can no meio-campo - que crescerá quando Henderson regressar da sua lesão - tem potenciado o futebol dos reds, que têm tido em Philippe Coutinho o seu maior craque nos últimos jogos. No terreno do City, o futebol do Liverpool fluiu ao ritmo de Coutinho e Firmino, e é bastante provável que a dupla volte a fazer estragos perante um Swansea no qual só Ayew se tem apresentado esclarecido. Falta ao Liverpool começar a massacrar em jogos em Anfield, assumindo o jogo, mas os jogadores vão até ao fim do mundo com Klopp, e isso fará a diferença. Basta ver o que mudou Lallana.


Jack Butland - Stoke City - 4.7
    A presente Premier League, a partir da 5.ª jornada, tem servido para David De Gea começar a ombrear com Neuer pela distinção de Melhor GR da actualidade. No entanto, em termos de rendimento médio ao longo da temporada, ninguém em Inglaterra tem brilhado tanto como o inglês Jack Butland.
    O sucessor de Begovic no Stoke, avaliado ainda em 4.7, só perde em defesas para Pantilimon, e em clean sheets para Hart, Cech e Myhill. No entanto, ninguém está em tão boa forma. As últimas jornadas têm sido um festival de intervenções de alto nível de Butland e De Gea, mas em relação ao inglês basta dizer que nos últimos seis jogos, em 5 deles não sofreu qualquer golo. Um dado extraordinário, especialmente atendendo ao facto de 4 dessas clean sheets terem sido fora, e no conjunto de jogos incluir-se uma recepção ao Chelsea, e uma visita ao difícil campo do Southampton.
    A continuar assim, será presença obrigatória entre os convocados de Inglaterra para o Euro-2016, e Joe Hart tem que fazer pela vida.    


Ross Barkley - Everton - 7.0
    No futebol actual não há trio como o MSN (Messi, Suárez, Neymar). No entanto, os adeptos do Everton têm actualmente - à sua escala - um trio em forma e que os deixa entusiasmados: Lukaku, Barkley e Deulofeu.
    Os toffees estão fortíssimos em Goodison Park (6-2 contra o Sunderland, 4-0 contra o Aston Villa) e a tendência será levarem essa confiança para os jogos fora. Desta jornada até à 19.ª, inclusive, o calendário promete resultados positivos e golos para a equipa de Roberto Martínez. Portanto, ter Lukaku e ter um médio (ligeira vantagem de Barkley sobre Deulofeu) do Everton é quase obrigatório. Não menos importante, analisando esta jornada isoladamente, é o facto do Bournemouth ter apenas uma clean sheet em 13 jogos disputados; não será surpresa alguma se o Everton conseguir marcar mais do que 2 golos no reduto da equipa de Eddie Howe. Há algum tempo, Barkley disse que se considerava um avançado. Não o é. Mas a dinâmica actual do Everton é perfeita: Lukaku é a referência, Deulofeu um criador de oportunidades e desequilibrador na asa direita, McCarthy e Barry equilibram a equipa em todos os momentos, Koné é um híbrido e Barkley goza de liberdade para apoiar Lukaku porque quando Ross rende mais fá-lo à la Yaya Touré.


Jamie Vardy - Leicester City - 7.4
    Dez jogos seguidos a marcar. Treze golos em treze jornadas. Já associado na imprensa a Real Madrid e Manchester United.
    Tem sido uma época de sonho para o avançado inglês, que há alguns anos exibia o seu futebol, a sua raça e energia muitas divisões abaixo. Às 17:30 de Sábado, é justo que todos torçamos por um golo de Jamie Vardy. Um golo que significará História na Premier League, distanciando-se do recorde que partilha actualmente com Ruud van Nistelrooy.
    No jogo entre o 1.º e 2.º classificados da Premier, só uma monumental exibição de De Gea parece capaz de impedir que Mahrez e Vardy voltem a carregar o Leicester, mantendo-o no topo. O jogo vai ser de nervos e, por isso, terá quase de certeza golos. Um deles de Vardy, esperamos.


Alexis Sánchez - Arsenal - 11.5
    O fraco rendimento em termos de Fantasy (nenhum golo e nenhuma assistência nos últimos 4 jogos), conjugado com o elevado preço e com o bom momento de forma do colega Özil e de Coutinho, ambos mais baratos, tem feito muitos utilizadores venderem Sánchez.
    Conselho: não o vendam (a não ser que nesta sexta Wenger diga que não poderá ir a jogo e que o poupará, o que é pouco provável). Não só pelo facto de ter acordado na Champions - 2 golos e uma assistência contra o Dínamo Zagreb - mas porque o jogo a meio da semana deu sinais de algo que ainda não acontecera a 100%, mas que começa a ser frequente: o bom entendimento entre Sánchez e Özil. Cristiano Ronaldo sabe o que é ser melhor amigo do alemão em campo, e se o chileno se mantiver em sintonia com o ex-Real Madrid, os números vão aparecer frequentemente.
    Para além da ligação Özil-Sánchez, há o calendário: Norwich, Sunderland e Aston Villa são os três próximos jogos. E depois deste trio há uma sequência de 4 jogos em que 3 deles são no Emirates Stadium. Quer isto dizer que, a não ser que Sánchez fique em branco contra Norwich e Sunderland, o que é improvável, ou caso queiram abrir espaço para ter Agüero (embora neste momento Kane, Vardy e Lukaku estejam muito bem, e o calendário favoreça a curto-prazo os avançados do Watford por exemplo), Sánchez é para manter. Até porque, tal como Agüero, é daqueles jogadores que dá realmente gosto ter quando embala.


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Sendo Butland e De Gea os dois guardiões em melhor momento de forma, o primeiro recomendámos mas só o melhor De Gea poderá evitar um golo do imparável Leicester. Guarda-redes como Hart, Cech, Mignolet ou Howard têm algumas hipóteses de clean sheet, até pela qualidade das suas equipas e pelo seu favoritismo, mas nesta jornada olhamos com mais atenção para Adrián (5.0), caso o West Ham consiga dar desta vez uma boa resposta no pós-Payet, e Wayne Hennessey (4.0), também pelo seu preço. Gomes pode ser decisivo para o Watford, tanto para o bem como para o mal, e o duelo Lloris vs Begovic contribuirá para o desfecho do derby de Londres.

- Defesas: No sector defensivo, a tentação é conciliar quem consiga contribuir dos dois lados do campo e, por isso, jogadores como Seamus Coleman (5.9), Aaron Cresswell (5.5), Héctor Bellerín (5.9) e Alberto Moreno (4.9) têm vantagem sobre os restantes. Erik Pieters tem-se apresentado bem recentemente, a presença de Otamendi será importante porque Pellegrini não pode voltar a repetir Mangala-Demichelis; e para quem quiser apostar na defesa do Crystal Palace, Scott Dann e Joel Ward são as melhores opções, embora Kelly possa pôr em causa a titularidade do segundo.

- Médios: Firmino, Sánchez e Barkley foram os três médios referidos nos destaques acima, mas podemos juntar-lhes vários nomes. Desde Philippe Coutinho (8.4) - o jogador em melhor forma nas últimas jornadas juntamente com Kane e Lukaku, e o elemento prioritário a ter do Liverpool, a não ser que seja dado como inapto esta sexta-feira - a Mesut Özil (9.1) (10 assistências nos últimos nove jogos), passando ainda por Manuel Lanzini (5.4). Não será uma surpresa se Kevin De Bruyne (10.6) reencontrar bons números neste fim-de-semana, Bolasie e Cabaye serão importantes contra o Newcastle, Deulofeu poderá ser um tormento para a defesa do Bournemouth, e Mahrez - caso faça por exemplo uma assistência, conseguirá passar os 100 pts.
    No Tottenham-Chelsea, a ausência de Alli poderá causar algumas dificuldades, e é preciso ter atenção ao facto do Chelsea estar, devagarinho, a crescer. No entanto, o registo fora da equipa de Mourinho tem sido um pesadelo - 4 pontos conquistados em 18 possíveis. O derby levanta várias questões a meio-campo: Eriksen e Willian continuarão letais nas bolas paradas? Hazard aparecerá definitivamente? Dembélé e Dier dominarão o miolo, ou perdê-lo-ão para Matic?

- Avançados: Neste momento, Romelu Lukaku (8.9) tem uma certa vantagem sobre os restantes avançados. O belga está em forma, a equipa apresenta uma dinâmica forte, e o adversário sofre bastantes golos. Depois, entre Vardy, Kane e Kun Agüero (13.1) é aconselhável ter dois deles. O avançado do Tottenham está num grande momento, e irá rever um adversário ao qual causou muitos problemas, mas Agüero poderá marcar mais golos. E entre ter Kane contra o Chelsea, ou ter Vardy à beira da História, a segunda opção é mais apelativa.
    Depois, Deeney ou Ighalo são opções claramente válidas contra o Aston Villa, e jogadores como Giroud ou Bojan têm também uma palavra a dizer.


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11 (3-4-3): Butland; Coleman, Cresswell, Moreno; Firmino, Sánchez, Coutinho, Barkley; Agüero, Lukaku, Vardy

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Aston Villa v Watford - Odion Ighalo; Troy Deeney
Bournemouth v Everton - Romelu Lukaku; Ross Barkley
Crystal Palace v Newcastle - Yohan Cabaye; Yannick Bolasie
Manchester City v Southampton - Kun Agüero; Kevin De Bruyne
Sunderland v Stoke - Jack Butland; Jonathan Walters
Leicester v Manchester United - Jamie Vardy; David De Gea
Tottenham v Chelsea - Harry Kane; Eden Hazard
West Ham v West Brom - Manuel Lanzini; Chris Brunt
Liverpool v Swansea - Philippe Coutinho; Roberto Firmino
Norwich v Arsenal - Alexis Sánchez; Mesut Özil

25 de novembro de 2015

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 91



Série: Freaks and Geeks
Actor: Martin Starr

por Miguel Pontares

Olha, é um geek.
    Entre 1999 e 2000, malta como James Franco, Jason Segel, Seth Rogen e Linda Cardellini fizeram de 'Freaks and Geeks' uma das melhores séries de uma temporada só. A série de Paul Feig e Judd Apatow conseguiu em 18 episódios (uma valente estupidez não ter sido renovada) marcar o público, fazendo cada um identificar-se com alguma personagem em particular, ou pelo menos com várias cenas, tanto do ensino básico como secundário.
    Lindsay Weir (Linda Cardellini, actriz de 'Bloodline', 'ER' e a Velma de 'Scooby-Doo') era o epicentro de tudo, sempre com o seu casaco comprido verde, integrando o clã de freaks enquanto o seu irmão mais novo - uma versão mini de John Francis Daley, recentemente actor de 'Bones' - lidava com outro tipo de problemas, fazendo parte de um trio de geeks.
    A série, que teve pequenas participações de nomes como Lizzy Caplan, Ben Foster, Shia LaBeouf, Jason Schwartzman ou Ben Stiller, ofereceu-nos boas personagens. Daniel Desario (Franco) tem um trajecto final improvável que o valoriza; Lindsay combina o lado intelectual com a vontade de mudar o mundo e de pisar o risco; é engraçada a perspectiva inocente de Sam (talvez por também ser irmão mais novo, tendo uma irmã, consigo pôr-me no lugar dele facilmente); e a bizarra mas cómica Millie é qualquer coisa.
    No entanto, neste Top a vaga está entregue ao geek dos geeks, Bill Haverchuck. Frequentemente considerado um fan-favourite, é dos três geeks - ele, Sam e Neal - aquele que parece conviver melhor com o rótulo que tem. É um fã da série 'Dallas', é alérgico a amendoins, dança de forma épica, mascara-se no Halloween de Bionic Woman, vê o seu professor de Educação Física tornar-se parte da família quando começa a namorar com a mãe dele, tudo isto para além das suas observações e comentários que têm sempre graça, mesmo que ele não queira.
    'Freaks and Geeks' jogou bastante com os rótulos e estereótipos durante a adolescência, mas é curioso como a indústria cinematográfica e televisiva tendem também a rotular através do typecasting. Daí ser bom quando vemos por exemplo Jason Segel agora em 'The End of the Tour', Jim Carrey em 'Eternal Sunshine of the Spotless Mind', Ralph Fiennes em 'The Grand Budapest Hotel' ou a fornada de projectos de McConaughey depois de se libertar das comédias românticas. Martin Starr era um geek em 2000, e continua a sê-lo hoje em dia, porque faz parte do elenco de 'Silicon Valley' como Bertram Gilfoyle.
    Entre tanto pormenor do genuíno Bill, as cenas mais marcantes talvez sejam a felicidade que irradia num momento tão simples, sozinho na sua sala de estar, ao som de The Who, a ver televisão como outro miúdo qualquer; e quando fica 7 minutos fechado num armário com a cheerleader Vicky (What's it like, being pretty?).

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

24 de novembro de 2015

Nomeados dos Independent Spirit Awards 2016

A cerimónia ocorrerá a 27 de Fevereiro, e os nomeados foram anunciados hoje. Já são conhecidos os filmes e actores escolhidos para os norte-americanos Independent Spirit Awards, que normalmente dão maior atenção a filmes mais indie e que são por vezes ignorados noutros prémios. Todos os filmes que foram nomeados, julgamos, já estrearam em festivais por esta altura.
    É impossível ignorar, no entanto, que os últimos anos têm tido algum paralelismo com os vencedores da Academia. Embora haja sempre bastantes diferenças nos nomeados em cada categoria, quem tem arrecadado os óscares de Melhor Filme e das quatro categorias de interpretação tem, quase sempre, festejado primeiro nos Spirit Awards. 'Birdman' e '12 Years a Slave', Julianne Moore e Cate Blanchett, J. K. Simmons e Jared Leto, Patricia Arquette e Lupita Nyong'o. Todos ganharam óscares, todos foram nomeados e ganharam nos Spirits. A excepção dos últimos 2 anos foi a categoria de Melhor Actor: há dois anos Matthew McConaughey ganhou com 'Dallas Buyers Club' mas no ano passado foi Michael Keaton a ganhar, até porque Redmayne não integrava o lote de actores nomeados.

    Posto isto, os 5 candidatos a Melhor Filme são 'Spotlight', 'Carol', 'Beasts of No Nation', 'Tangerine' e 'Anomalisa'. 'Spotlight', o filme de Tom McCarthy, pode muito bem ser o vencedor do óscar mais ambicionado daqui a uns meses, mas é positivo verificar a presença de 'Beasts of No Nation', projecto de Cary Fukunaga para a Netflix, que corre o risco de ser negligenciado noutros prémios servindo como mensagem das distribuidoras.
    Embora não sejam nomes garantidos aos olhos da Academia, é bom ver os Spirits a proteger vários underdogs que merecem esta "publicidade" e reconhecimento:
  • 'Anomalisa', filme de animação de Duke Johnson e Charlie Kaufman, promete dar luta a 'Inside Out' e à Pixar noutros prémios;
  • 'James White', com o seu protagonista Christopher Abbott e a secundária Cynthia Nixon, e 'Tangerine' (Kitana Kiki Rodriguez e Mya Taylor) combinam com a impressão digital e o gosto muito próprio dos Spirits;
  • Ben Mendelsohn (Mississippi Grind), Paul Dano (Love & Mercy), Jason Segel (The End of the Tour) são capazes de não estar na corrida aos Óscares, mas são o tipo de papéis que merecem no mínimo orbitar as listas de nomes a equacionar;
  • Abraham Attah e Bel Powley são os novatos em destaque;
  • Fazendo um pouco de futurologia, é bem possível que nos vencedores das 4 categorias de interpretação dos óscares só um equivalha aos Spirits: Brie Larson, por 'Room' como Melhor Actriz. Curioso o facto de Rooney Mara ter sido nomeada para Melhor Actriz, embora tudo indique que os produtores de 'Carol' tentem separá-la de Cate Blanchett, concorrendo como secundária a outros prémios. Aparentemente, Larson e Blanchett deverão voltar a surgir em muitas outras nomeações para outros prémios, Mara também mas em princípio numa categoria coadjuvante, e de resto ainda haverá esperança para Idris Elba e para Jennifer Jason Leigh (mas por 'The Hateful Eight' e não por 'Anomalisa').
Os nomeados são assim:

Melhor Filme - Anomalisa, Beasts of No Nation, Carol, Spotlight, Tangerine

Melhor Primeiro Filme - James White, Manos Sucias, Mediterranea, Songs My Brothers Taught Me, The Diary of a Teenage Girl

Melhor Realizador - Cary Joji Fukunaga (Carol), Charlie Kaufman e Duke Johnson (Anomalisa), David Robert Mitchell (It Follows), Sean Baker (Tangerine), Todd Haynes (Carol), Tom McCarthy (Spotlight)

Melhor Actor - Abraham Attah (Beasts of No Nation), Ben Mendelsohn (Mississippi Grind), Christopher Abbott (James White), Jason Segel (The End of the Tour), Koudous Seihon (Mediterranea)

Melhor Actriz - Bel Powley (The Diary of a Teenage Girl), Brie Larson (Room), Cate Blanchett (Carol), Kitana Kiki Rodriguez (Tangerine), Rooney Mara (Carol)

Melhor Actor Secundário - Idris Elba (Beasts of No Nation), Kevin Corrigan (Results), Michael Shannon (99 Homes), Paul Dano (Love & Mercy), Richard Jenkins (Bone Tomahawk)

Melhor Actriz Secundária - Cynthia Nixon (James White), Jennifer Jason Leigh (Anomalisa), Marin Ireland (Glass Chin), Mya Taylor (Tangerine), Robin Bartlett (H.)

Melhor Argumento - Anomalisa, Bone Tomahawk, Carol, Spotlight, The End of the Tour

Melhor Primeiro Argumento - Me and Earl and the Dying Girl, Mediterranea, Room, The Diary of a Teenage Girl, The Mend

Melhor Filme Internacional - Bande de filles, El Abrazo de la Serpiente, A Pigeon Sat on a Branch, Mustang, Saul fia 

Melhor Fotografia - Beasts of No Nation, Carol, It Follows, Meadowland, Songs My Brothers Taught Me 

Melhor Edição - Heaven Knows That, It Follows, Manos Sucias, Room, Spotlight

Podem ver os restantes nomeados em: http://www.spiritawards.com/nominees/

UEFA anuncia os Nomeados para o 11 do Ano

A UEFA  anunciou os 40 jogadores nomeados para o melhor onze do ano de 2015. O conjunto de craques, sujeitos a votação por parte do público no site do organismo máximo do futebol europeu, divide-se em 4 guarda-redes, 12 defesas, 12 médios e 12 avançados.
    Cristiano Ronaldo é o único jogador português presente na lista, predominando jogadores do Barcelona e Juventus, finalistas da última Champions League. Da equipa blaugrana estão nomeados oito elementos - Dani Alves, Piqué, Mascherano, Rakitic, Iniesta, Neymar, Suárez e Messi -, enquanto que da Juve pode-se dizer que estão presentes 6 jogadores e meio. A Buffon, Chiellini, Bonucci, Marchisio, Pogba e Morata junta-se Vidal, agora no Bayern, mas que durante a 1.ª metade da temporada contribuiu para o excelente final de 2014/ 15 dos campeões italianos e vice-campeões europeus.
    

Podem votar naquele que entendem ter sido o Melhor 11 de 2015 em: http://pt.toty.uefa.com/
Posição a posição, estes são os 40 escolhidos:

Guarda-Redes: Gianluigi Buffon (Juventus), Joe Hart (Manchester City), Manuel Neuer (Bayern), Denys Byoko (Dnipro)

    Entre os postes, a UEFA preteriu tanto Claudio Bravo como Marc-André Ter Stegen, os dois guardiões do Barça. O facto de um ter defendido a baliza dos catalães na La Liga e o outro na Champions terá contribuído para nenhum constar por, contrariamente aos escolhidos, não terem actuado em todas as frentes. A presença de Buffon era obrigatória, Byoko foi peça importantíssima na Liga Europa do Dnipro (basta ver os seus jogos com o Nápoles), Neuer é Neuer. De resto, há que manter um critério coerente e, valorizando competições internas e não só os palcos europeus, David De Gea merecia estar no lugar de Joe Hart. Não houve guarda-redes mais espectacular e que marcou mais 2015 do que o espanhol do Manchester United. Buffon tem a vantagem de ter sido determinante tanto na Serie A como na aventura transalpina até à final da Champions; concluindo, Bravo ou De Gea deveriam figurar em vez de Hart. 


Defesas: Dani Alves (Barcelona), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Thiago Silva (PSG), David Luiz (PSG), Sergio Ramos (Real Madrid), Diego Godín (Atlético Madrid), Gerard Piqué (Barcelona), Javier Mascherano (Barcelona), Jêróme Boateng (Bayern), David Alaba (Bayern), Ricardo Rodríguez (Wolfsburgo)

    Não foi um ano particularmente extraordinário para nenhum defesa. Piqué voltou ao seu nível de outrora, Boateng deu um salto há muito anunciado. Os nomeados são mais ou menos os certos mas, embora tenhamos um apreço especial por David Luiz, não faz qualquer sentido que esteja entre os escolhidos de 2015 porque jogadores como Koscielny (consistência brutal todo o ano), Otamendi (talvez o melhor defesa da última La Liga) e Pepe mereciam mais a nomeação.

Médios: Grzegorz Krychowiak (Sevilha), Ivan Rakitic (Barcelona), Claudio Marchisio (Juventus), Marco Veratti (PSG), Paul Pogba (Juventus), Andrés Iniesta (Barcelona), Arturo Vidal (Bayern), James Rodríguez (Real Madrid), Hakan Çalhanoglu (Bayer Leverkusen), Kevin De Bruyne (Manchester City), Eden Hazard (Chelsea), Yevhen Konoplyanka (Sevilha)

    Onde está Pirlo? Ninguém sabe. Onde está Busquets? Também ninguém sabe. Dois disparates por parte da UEFA, o primeiro "defendido" pelo facto do veterano italiano só ter cumprido meia época no futebol europeu, o segundo apenas incompreensível. Çalhanoglu e James Rodríguez são porventura os principais beneficiados com essas ausências porque, em condições normais, não marcariam presença. De Bruyne, Iniesta e Marchisio marcaram o ano de 2015 com um rendimento regular, mas também Pogba, Rakitic e Vidal estiveram sempre em alto nível. Justo por parte da UEFA distinguir Krychowiak e Konoplyanka, Hazard (Melhor Jogador da Premier League) teria hipóteses de figurar no 11 se não tivesse caído de forma abismal em 2015/ 16 (a queda da equipa de Mourinho terá ajudado a tirar Matic dos nomeados também), e Arturo Vidal vê-se valorizado por quem inclua no seu critério de votação a prestação ao serviço das selecções, uma vez que o chileno foi um dos principais destaques da Copa América.

Avançados: Gareth Bale (Real Madrid), Lionel Messi (Barcelona), Alexis Sánchez (Arsenal), Antoine Griezmann (Atlético Madrid), Neymar (Barcelona), Luis Suárez (Barcelona), Thomas Müller (Bayern), Robert Lewandowski (Bayern), Álvaro Morata (Juventus), Kun Agüero (Manchester City), Zlatan Ibrahimovic (PSG), Cristiano Ronaldo (Real Madrid)

    Que luxo é olhar para esta dúzia! Ainda assim, Bale ou Ibrahimovic marcam presença mais pela sua qualidade e nome do que pelo rendimento em 2015, principalmente considerando que Carlos Tévez (a ausência do argentino é a falha mais grave nestes 40 nomeados) não está, tal como Pirlo pelo facto de só ter estado na Europa meia época.
    Escolher - no máximo - 3 jogadores deste conjunto é muito difícil. A tendência será ou votar MSN (Messi, Neymar, Suárez) ou colocar Ronaldo a acompanhar dois deles; embora Lewandowski seja um monstro ofensivo, Müller um jogador habitualmente subvalorizado mas incrível, e os sul-americanos da Premier League têm contra si o facto de apenas terem entusiasmado em Inglaterra.

23 de novembro de 2015

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 92



Série: Fargo
Actor: Martin Freeman

por Tiago Moreira


    Olha o gajo do Hobbit! Pois é... A nossa personagem de hoje é interpretada por Martin Freeman e está inserida numa das melhores séries dos últimos anos - Fargo. Freeman que esteve também nomeado para um Golden Globe nesta série baseada num filme com o mesmo nome.

    Passando à personagem em concreto, Freeman é Lester Nygaard. Um vendedor de seguros de vida que é um verdadeiro "choninhas". Não há termo melhor para descrever Nygaard. É um grande "choninhas", embora nos vá surpreendendo ao longo da série com grandes crimes. Há desde bem cedo um grande contraste entre a personalidade do personagem que nos é revelado inicialmente e os seus posteriores actos vis. Mas esses mesmos actos são apenas o culminar de um desenrolar de situações que se passaram na sua vida. Lester sempre foi um alvo de bullying em jovem e sempre foi um valente "banana" com a sua mulher. Dando um exemplo estapafúrdio, a sua mulher bem que podia repreendê-lo sem razão aparente que o nosso "choninhas" iria sempre pedir desculpa. Porém, Nygaard acaba por se fartar de todos estes problemas sociais ao conhecer Lorne Malvo - um assassino profissional. Malvo foi o motor de arranque para que Nygaard deixasse toda a escuridão e maldade se apoderar do seu cérebro. Lester comete graves crimes e a maior das surpresas é a habilidade que o mesmo tem para se safar desses mesmos crimes. A inteligência maléfica de Lester Nygaard (o mesmo "choninhas" do início) é assombrosa. A viragem para a verdadeira personalidade de Lester pode ainda ser cronologicamente definida no momento em que ele atenta um dos posters que tem na cave de sua casa, onde está presente a frase: "What if you're right and they're wrong?" - o "choninhas" acabaria por se entregar ao lado negro...

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

22 de novembro de 2015

Sporting 2-1 Benfica: Lei do Mais Forte

Sporting    2 - 1    Benfica (Adrien 45', Slimani 112'; Mitroglou 6')
    Rui Vitória referiu no fim do jogo que a melhor equipa havia ficado pelo caminho. Contudo, isso não é de todo verdade. O Sporting foi a equipa que mais mostrou interesse em vencer a partida e acabou por recolher os louros perto do fim do jogo, já em prolongamento.
    Os leoninos repetiam o onze da Luz, exceptuando a troca de Teo por Montero na frente de ataque. Do lado do Benfica, Rui Vitória finalmente usou Pizzi onde mais rende (extremo) e utilizou Gaitán atrás do regressado Mitroglou. Tirando estas alterações, nada mais se alterou.
    Os leões ameaçaram logo no início com uma bola ao poste de Slimani, mas foi o Benfica - no minuto seguinte - a inaugurar o marcador. Grande abertura de Nico Gaitán para Pizzi, com o português a dominar mal, mas a deixar o esférico na perfeição para Mitroglou fazer o golo. Estava feito o primeiro para as águias, mas o jogo estava longe de sorrir para os encarnados. O Sporting voltou a apoderar-se do meio campo e voltou a agigantar-se perante um Benfica sem ideias e a jogar instintivamente (e mal). A primeira parte mostrou ainda a preocupação dos encarnados em defender bem e um Sporting a querer reagir sem grandes hipóteses face à boa organização do adversário. Jefferson ainda tentou de longe, mas encontrou pelo caminho um grande Júlio César. O mesmo Júlio que - pouco tempo depois - cometeu um grande disparate. Num lance de ressalto entre Luisão e Slimani, o internacional brasileiro decidiu sair-se de entre os postes, mas o argelino conseguiu recuperar a orientação rápido e chegou primeiro à bola cruzando-a para a área. Num primeiro instante há um corte do lado dos encarnados, mas logo de seguida Adrien surge a fuzilar e igualar a partida. Quando nada parecia prever, um lance infantil de grande parte da equipa do Benfica acaba por ditar a igualdade em tempo de descontos da primeira parte.
    Para o segundo tempo, Jorge Jesus decide tirar Montero e lançar o jovem Gelson para agitar a partida. E durante quase todo o segundo tempo vimos um intensificar daquilo que já tinha sido a primeira parte: um domínio leonino e um Benfica preocupado em não perder. Um Sporting com dificuldade em criar ideias atacantes e um Benfica parco em tudo. Não havia organização, mas sim uma equipa guiada pelo instinto. Rui Vitória viria a fazer a sua primeira (má) escolha ao retirar Pizzi e a colocar André Almeida. Pizzi que era dos poucos jogadores do Benfica com nota positiva, saía para a entrada de mais um médio com características defensivas, relegando Talisca para a direita onde nunca deu boas indicações. A partida tendia cada vez mais para a equipa de Jorge Jesus e o golo só não surgiu ao cair do pano porque Júlio César fez uma defesa monstruosa a um remate à queima roupa de Slimani.
    O prolongamento foi uma verdadeira continuidade daquilo que se passou na segunda parte com a diferença que o Sporting conseguiu fazer o golo tão esperado. Adrien rematou de longe para uma primeira grande defesa de Júlio César, mas a bola sobraria para Slimani que apenas teve que encostar. Estava sentenciada a partida e estava feita a alegria nas bancadas pelos adeptos do Sporting.

    Foi um jogo interessante, onde o Sporting mostrou muito mais futebol que na vitória dilatada da Luz para o campeonato. Foi uma equipa mais dominadora, com mais atitude e comandada por uma grande exibição de João Mário, mais uma vez... O centrocampista português foi um poço de força e levou a sua equipa às costas. Adrien também foi importante no meio campo, com uma boa exibição, embora tenha passado novamente incólume em alguns lances. Slimani foi novamente o quebra-cabeças para a defesa encarnada enquanto que do outro lado, Pizzi terá sido o mal menor dos encarnados... Daí não se compreender a opção de Rui Vitória.
    Jorge Jesus volta a vencer o actual treinador do Benfica que teima em mostrar uma equipa a jogar bom futebol e com francas dificuldades em criar jogadas de golo iminente. Ainda a relevar há a fraca leitura de jogo do actual técnico do Benfica com as opções que acabou por tomar, supostamente, para mudar o rumo do jogo. 

Resultado justo. Vencedor justo. Eliminação justa. Foi aplicada a lei do mais forte e o Sporting está na próxima fase da Taça de Portugal.


Barba Por Fazer do Jogo: 
João Mário (Sporting)
Outros Destaques: 
Adrien, Slimani; Pizzi.

21 de novembro de 2015

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 93



Série: Utopia
Actor: Neil Maskell

por Miguel Pontares
   
    'Where is Jessica Hyde?'
    Não há frase, sem margem para dúvidas, que Arby diga mais vezes em 'Utopia' que a pergunta que se tornou quase slogan da série britânica do Channel 4.
    Uma sugestão do meu grande amigo Daniel Machado, a série - que já esteve em vias de ser adaptada por David Fincher para a HBO - criada pelo visionário Dennis Kelly e realizada em grande parte pelo talentoso Marc Munden, é diferente de tudo o que já tenham visto. Única, tanto na sua dimensão visual (cores saturadas, cativantes) como na capacidade de nos impedir de continuar a olhar para uma colher da mesma maneira.
    Desde a reunião de um conjunto de fãs de uma BD misteriosa até a uma conspiração mundial, muita coisa muda em 'Utopia'. E essa mudança dá-se essencialmente em duas personagens que cruzam caminhos e trocam de pólos: Wilson Wilson e Arby.

    Na 1.ª de duas temporadas, Arby é um hitman da organização 'The Network'. Acompanhado pelo colega Lee, revela-se implacável e sem piedade (entre várias mortes que provoca, o massacre na escola é o mais difícil de esquecer), sempre com um perímetro abdominal considerável, uma locomoção deficiente e arrastada, e uma mala amarela. Arby é um cartoon, e toda a série consegue parecer uma banda desenhada.
    De assassino na linha de personagens como Anton Chigurh ou Lorne Malvo, Arby ganha com o passar dos episódios um contexto e potencial inesperados. Descobre que o nome Arby derivou das iniciais de Raisin Boy (R.B.) e que se chama de facto Pietre Carvel, sendo filho do cientista/ cartoonista Philip Carvel, que fez várias experiências com ele, tornando-o frio e (quase) sem sentimentos.
    A relação com a irmã Jessica é um dos pontos principais de uma personagem que em pequeno choca a mãe ao matar um coelho, condicionado pelas experiências do pai, mas que mais tarde se torna capaz de despertar o lado humano, com gorro e barba rija.

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

19 de novembro de 2015

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 13

Custou, mas já passou. A janela internacional que garantiu o apuramento da Hungria, Irlanda, Ucrânia e Suécia para o Euro-2016 terminou, deixando-nos agora num non-stop de Premier League. No espaço dos próximos 9 fins-de-semana há 10 jornadas de Premier League. Uma boa sensação.
    Esta jornada 13 não se deixará afectar por tantas lesões como da última vez que as Selecções fizeram múltiplas vítimas (o facto da maioria dos jogos, desta vez, terem sido amigáveis, ajuda), sendo que a grande baixa vem inclusive da jornada anterior - Dimitri Payet, quanto a nós o jogador mais consistente da liga inglesa até à data, acima de Vardy e Mahrez, lesionou-se contra o Everton, ficando afastado dos relvados até final de Fevereiro. Nesta 13.ª jornada o grande jogo acontece no Etihad Stadium, com o Manchester City a receber o Liverpool, sendo que o estatuto de favorito do City poderá ficar ainda mais reforçado caso Silva e Agüero já possam dar o seu contributo. Os regressos do espanhol e o argentino estão para breve, obrigando a alguma ginástica na gestão dos plantéis de Fantasy. Olhando para outros jogos, o Chelsea dá início a uma sequência de embates caseiros extremamente favoráveis (mas a lógica e o Chelsea não combinam esta época), e a ausência de Payet faz do Tottenham favorito diante do West Ham de Bilic.
    Quanto à jornada passada (12), esteve longe de ser uma jornada fácil. Os jogadores que mais pontuaram foram figuras improváveis - Lingard e Howson, ambos com 11 pts - e de resto muitos dos outros destaques como Rob Elliot, Lanzini, Kanté ou Yoshida são igualmente jogadores com baixa % de proprietários. À parte podemos avaliar 3 nomes: Scott Dann (bastante consistente ao longo da época e um bom negócio dado o calendário do Crystal Palace), Coutinho (no crescendo esperado com Klopp) e, embora seja um pouco redundante, Jamie Vardy. Bonito gesto de Mahrez no jogo contra o Watford, a deixar o avançado inglês marcar a grande penalidade, fixando uma marca de 9 jogos consecutivos a marcar. Próximo objectivo: igualar Ruud van Nistelrooy!
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 114493-481221)

Assim, nesta 13.ª jornada, muita atenção a:

Romelu Lukaku - Everton - 8.6
    Nas suas melhores épocas na Premier League, o possante avançado belga marcou 17 (West Brom) e 15 golos (Everton). Com 7 golos em 12 jornadas, há razões para crer que Lukaku pode estabelecer esta temporada um novo recorde pessoal em Inglaterra.
    Brilhou contra o Sunderland - 1 golo e 2 assistências - no "jogo de Koné", voltou a marcar no terreno do West Ham, e agora tem pela frente uma sequência de fazer crescer água na boca. Como dissemos aquando do Everton-Sunderland, o mais difícil já tinha passado para os toffees, que tinham tudo para subir a bom ritmo na tabela nas jornadas seguintes. A equipa de Roberto Martínez está em 9.º lugar, a 7 pontos do Top-4, tendo como calendário: Aston Villa (casa), Bournemouth (fora), Crystal Palace (casa), Norwich (fora), Leicester (casa), Newcastle (fora), Stoke (casa). É certo que alguns jogos serão mais taco-a-taco, mas teoricamente parecem todos eles jogos para o Everton marcar. Por isso, Lukaku é nesta altura um dos jogadores que têm que ter nos vossos plantéis. 


Eden Hazard - Chelsea - 10.9
    Por momentos, vamos tentar esquecer a época que o Chelsea tem feito até agora. Ok, é impossível. Por momentos, vamos tentar esquecer o facto de Hazard, Matic e Diego Costa serem dados como possíveis transferíveis em Janeiro. Ok, é impossível.
    A época do Chelsea tem sido anedótica, e todos os jogadores (Willian é a excepção) têm sido sombras. Depois de duas épocas seguidas a fazer 14 golos e 10 assistências, Hazard - que parecia opção obrigatória para qualquer plantel no começo da época - resume-se actualmente a 1 golo e 3 assistências, ganhando apenas 2 pontos de Bónus (em 2014/ 15 foram 42, a ilustrar o porquê de ter sido o melhor jogador do campeonato).
    Caso Mourinho mantenha o belga em campo, e caso a equipa precise apenas de um clique, não havendo jogadas de bastidores contra o treinador ou qualquer cenário do género, Hazard - um dos potenciais candidatos a Bola de Ouro nos próximos anos - tem que acordar mais tarde ou mais cedo.
    Entre Novembro e Dezembro o Chelsea tem um calendário muito acessível em casa: Norwich, Bournemouth, Sunderland e Watford. Intercalados com duas deslocações complicadas. Quer isto dizer que, em condições normais (irónico invocar a normalidade nesta época dos blues), Hazard pode começar a dar pontos em breve, tornando-se um possível alvo de transferência, como Özil já é, caso Alexis Sánchez não mantenha o nível de há algumas jornadas atrás. É esperar para ver.


Yannick Bolasie - Crystal Palace - 6.1
    Com um conjunto de jornadas bastante interessantes (as duas próximas têm jogos caseiros com Sunderland e Newcastle) em perspectiva, Yannick Bolasie pode voltar a ser o terror das defesas.
    Marcou em ambos os jogos pela RD Congo, marcou quando pisou o relvado de Anfield, contribuindo para a vitória surpreendente da equipa de Alan Pardew (melhor treinador inglês da actualidade?), e o adversário desta jornada dá pelo nome de Sunderland.
    Talvez já não se recordem, mas na temporada passada Bolasie destruiu o Sunderland com um fantástico hat-trick. Ora, motivado pela última recordação que tem contra os black cats, com uma defesa que terá muitas dificuldades para travar o congolês, pode-se esperar novamente um grande jogo. Não um hat-trick, mas forte impacto no jogo. Alguns de vocês entenderão que Cabaye ou Zaha têm feito mais para merecer o voto de confiança, mas é preciso ter em conta que ambos estão a 1 cartão amarelo de ficarem suspensos um jogo. Bolasie, tem tudo a seu favor.


Gylfi Sigurdsson - Swansea - 7.2
    Depois de 4 jornadas iniciais incríveis, com Gomis e Ayew endiabrados, o Swansea tem estado muitíssimos furos abaixo. Basta ver que os swans têm 13 pontos, mas 8 deles foram alcançados nesse quarteto de jogos inicial. Daí para cá, em oito jogos, 5 derrotas, 2 empates e apenas uma vitória.
    Esta jornada, no entanto, pode ditar algo bom para o Swansea. Embora a equipa de Gary Monk tenha perdido recentemente a sua capacidade de dominar e controlar qualquer jogo em casa, se o conseguir fazer contra o Bournemouth, será meio caminho andado para amealhar 3 pontos. Tanto Swansea como Bournemouth são equipas de posse, que praticamente só conseguem exprimir o seu jogo quando controlam o jogo (com bola). É difícil ver o Bournemouth a conseguir ganhar um jogo até à reabertura do mercado de transferências, com as lesões de Wilson, Gradel e Mings a desnortearem um plantel já de si pouco profundo. Embora Ayew esteja a ser o único jogador decente do Swansea no conjunto da temporada, apostamos que esta pode ser uma jornada com o selo de qualidade do islandês Gylfi Sigurdsson. Em 2014/ 15 foram 7 golos e 10 assistências (é certo que pontuou mais quando tinha Bony na equipa, com quem se entendia às mil maravilhas), e contra os cherries deve ser peça-chave.


Danny Rose - Tottenham - 5.2
    Alderweireld, Dier, Vertonghen, Walker, Rose. No 4-2-3-1 de Pochettino, cabem 5 defesas porque Dier tem jogado no miolo ao lado de Alli ou Mason. Há assim cinco opções - entre 5.0 e 5.5 - para terem um defesa dos spurs nas vossas equipas.
    No conjunto das jornadas disputadas até agora, só Manchester United, Arsenal e Manchester City têm menos golos sofridos que o Tottenham. Num exercício de futurologia, verão como no wildcard de Janeiro muito poucos serão os managers que abdicarão de ter um defesa do Tottenham nos cinco do plantel. Com bom ou mau calendário, a quantidade de clean sheets manter-se-á regular: o Tottenham tem uma defesa sólida, um grande guarda-redes (Lloris) e é muito provavelmente a equipa que está melhor trabalhada do ponto de vista físico. É apanágio das equipas de Pochettino esta dimensão-extra, por força de uma pré-época mais exigente.
    Olhando para os cinco defesas, é fácil actualmente colocar Kyle Walker num patamar abaixo como opção de Fantasy, mas todos os restantes têm argumentos a favor. Alderweireld e Vertonghen formam uma dupla coesa, e ambos podem fazer a diferença numa bola parada, sendo os dois candidatos a Bónus; Dier tem a vantagem de jogar no meio-campo; por fim, Danny Rose parece ser o principal beneficiado com o momento de forma de Harry Kane. O avançado inglês leva já 3 jornadas consecutivas a facturar, e o lateral-esquerdo parece conseguir sempre encontrá-lo com os seus cruzamentos teleguiados.


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Coisa rara o que vamos fazer - embora o Swansea seja uma das três equipas em pior momento (só Bournemouth e Aston Villa estiveram pior nos últimos 6 jogos), acreditamos que Lukasz Fabianski (5.0) pode conseguir uma clean sheet na recepção ao Bournemouth. Os dois guarda-redes em melhor forma recentemente, Butland e De Gea, têm deslocações difíceis, especialmente o inglês; sendo Petr Cech (5.6) e Wayne Hennessey (4.0) também boas opções. Lloris e Tim Howard também são guardiões a considerar.

- Defesas: Chegando à defesa, e tendo já falado do lateral Danny Rose, as top-picks são dois centrais. Primeiro, Scott Dann (5.2). O central do Crystal Palace, que deu a vitória em Anfield, recebe esta jornada o Sunderland e tem agora 3 jogos em casa nos próximos 4. Com Joel Ward sem ser titular indiscutível, apostar no central acaba por ser o mais seguro. Depois, há Laurent Koscielny (6.0). O central do Arsenal vinha de uma sequência de 7-10-15 antes do empate contra o Tottenham, e é impossível ignorar o bom calendário dos gunners. É certo que há 3 jogos fora nos próximos 4, mas WBA, Norwich, Sunderland e Aston Villa é uma boa sequência, especialmente sendo a equipa de Wenger a que mais pontos fez nos últimos seis jogos (acima de Southampton, Leicester e Stoke). Seamus Coleman (5.9), motivado com a qualificação da sua Irlanda, e John Terry (6.6) também poderão destacar-se.

- Médios: Nas nossas recomendações deixámo-nos levar por jogadores à procura do seu momento de forma (Hazard, Sigurdsson) e outro que parece estar destinado a ser um diabo à solta neste fim-de-semana (Bolasie). No entanto, há jogadores em forma cujo nível de confiança os pode fazer decidir qualquer jogo - são os casos de Gerard Deulofeu (6.2), Riyad Mahrez (6.7) e Mesut Özil (8.9). Depois, não será surpresa alguma se Sadio Mané, Eriksen, Wijnaldum ou Cabaye também pontuarem nesta jornada, na qual Walters apresentará a maior confiança do planeta em casa do Southampton, depois de colocar o seu país no Euro-2016. No grande M. City-Liverpool, De Bruyne é a opção nº 1, na primeira vez que Sterling defronta o Liverpool. A presença ou não de Silva e Agüero, o momento de Coutinho, e a preparação de Klopp, todas estas variáveis terão o seu peso.

- Avançados: A nossa máxima mantém-se - primeiro Vardy, depois o resto do mundo. O avançado do Leicester pode nesta jornada atingir o recorde de Ruud van Nistelrooy de 10 jogos consecutivos a marcar na Premier League, e o Newcastle parece ser o adversário perfeito para tal. Caso marque neste Sábado, Vardy pode depois bater o recorde do ponta-de-lança holandês contra o clube ao serviço do qual esse recorde foi fixado, e é preciso lembrar a extraordinária exibição de Vardy no mítico Leicester 5-3 M. United de 2014/ 15.
    Para além de Vardy, Lukaku e Harry Kane (9.4) são os avançados do momento. Enquanto Agüero não apresentar sinais de estabilidade física (poderá ser sensato só o colocar lá para a jornada 16 ou 18), há outros avançados a considerar: no Watford-M. United tanto poderão marcar Rooney ou Martial como Deeney ou Ighalo, Diego Costa (10.9) tem mais do que qualidade para marcar ao Norwich, se não se perder a dizer aos adversários que cheiram mal, e - embora não sejam jogadores que nos pareçam opções sólidas a médio-prazo - Bafétimbi Gomis (6.8) e Olivier Giroud (8.8) podem marcar neste fim-de-semana.


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11 (3-4-3): Fabianski; Dann, Koscielny, Rose; Hazard, Bolasie, Sigurdsson, Deulofeu; Vardy, Lukaku, Kane

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Watford v Manchester United - Wayne Rooney; Troy Deeney
Chelsea v Norwich - Eden Hazard; Willian
Everton v Aston Villa - Romelu Lukaku; Gerard Deulofeu
Newcastle v Leicester City - Jamie Vardy; Riyad Mahrez
Southampton v Stoke - Sadio Mané; Jonathan Walters
Swansea v Bournemouth - André Ayew; Gylfi Sigurdsson
West Brom v Arsenal - Alexis Sánchez; Mesut Özil
Manchester City v Liverpool - Kevin De Bruyne; Philippe Coutinho
Tottenham v West Ham - Harry Kane; Danny Rose
Crystal Palace v Sunderland - Yohan Cabaye; Yannick Bolasie