Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.
Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.
O Sporting desperdiçou esta noite a oportunidade de festejar a passagem
de ano líder isolado da Liga ZON Sagres. Frente a um concentrado e competente
Nacional da Madeira, de Manuel Machado, os leões jogaram pouco, viram um golo
ser anulado a Slimani por suposta falta e deixaram-se apanhar por Porto e
Benfica.
Grande casa em Alvalade com elevadas expectativas.
Leonardo Jardim lançou o seu melhor onze do momento e viu Carrillo animar o
jogo por diversas vezes. O peruano, com a sua capacidade de drible
desconcertante, começou a deixar indícios de que seria uma noite feliz para o
Sporting, mas não passou disso. André Martins viu Gottardi negar-lhe o golo num
livre directo, o Sporting esteve melhor embora sem encher o olho e encontrou
Mexer, Marçal e Zainadine atentos e eficazes nas suas acções defensivas. O Nacional
só ameaçou por Lucas João.
Ao intervalo, Leonardo Jardim trocou André Martins por
Slimani. É verdade que Slimani já justificava mais minutos de jogo, mas a opção
de Leonardo Jardim acabou por retirar meio-campo ao Sporting, trazendo Aly
Ghazal a brilhar, por nem Montero nem Slimani saberem ocupar o
"buraco" atrás da zona do avançado. No 2.º tempo Slimani foi o
primeiro a ameaçar golo - de cabeça -, e depois foi Diego Barcellos a ter uma
oportunidade clamorosa nos pés. O Nacional construiu uma excelente jogada com
Djaniny a isolar o criativo brasileiro e este com tudo para fazer o golo,
atirou ao lado. Aos 65' chegou então o momento capital do jogo - Cédric pôs a
bola a "pingar" na área e Slimani cabeceou para o golo, tendo
alegadamente (segundo decisão de Manuel Mota) empurrado Miguel Rodrigues pelas
costas, tendo assim o árbitro anulado o golo. Nos minutos restantes do
encontro, Gottardi quase dava "barraca", o jovem Carlos Mané ainda
procurou o golo, mas acabou por ficar a imagem de um Sporting desorientado pelo
golo anulado e a procurar o jogo directo, com a defesa do Nacional a dar
excelente resposta.
Ontem tínhamos dito que o Sporting hoje era favorito a
ganhar mas claramente não iria golear dada a capacidade deste Nacional, e
acabou por empatar 0-0. Bruno de Carvalho (poder-lhe-íamos fazer ínumeros
elogios pela estrutura realista e coesa que o Sporting está a formar) optou por
atribuir as culpas do resultado à arbitragem, enquanto que Leonardo Jardim,
justo e consciente como sempre não o fez, certamente tendo presente que erros
de arbitragem também já ajudaram o leão a amealhar pontos noutras
circunstâncias.
Certo é que há muito que não se festejava uma entrada num
novo ano civil com os 3 grandes (sim, neste momento faz sentido essa distinção)
em igualdade pontual. São 33 pontos para Sporting, Porto e Benfica e a 1.ª
jornada de 2014 contém um Benfica-Porto e um Estoril-Sporting.
A exibição do Sporting pode-se ver por William Carvalho. O
médio português apresentou-se sólido e um "monstro" como sempre, mas
falhou também por diversas vezes. A sua serenidade foi claramente beliscada nos
primeiros minutos em que o Sporting passou a jogar em 4-4-2, com várias perdas
de bola do nº 14 a resultarem em transições. No entanto, esteve bem. Cédric
voltou a dar muita profundidade (se André Almeida não tiver minutos no Benfica,
o lateral sportinguista pode ganhar a corrida ao Mundial) e Slimani foi útil.
Carrillo começou bem o jogo, mas perdeu-se. No Nacional, enorme jogo de Mexer
(curiosamente, um ex-Sporting) e também de Zainadine. Aly Ghazal esteve também
em grande plano. Um bom fim de 2013 para o Nacional, bem orientado pelo erudito Manuel Machado, que jogou fora frente aos 3 grandes nesta 1.ª volta, perdendo 2-0 na Luz, mas conseguindo empatar no Dragão e hoje, em Alvalade.
Barba Por Fazer do Jogo: Mexer (Nacional) Outros Destaques: Cédric, William, Slimani; Zainadine, Aly Ghazal
Premier League - A jornada abriu com Suarez em destaque, como anteriormente escrevemos, e continuou tarde dentro com os rivais de Manchester a conseguirem ambos importantes vitórias. Curiosamente, até foi o Manchester City a passar maiores dificuldades. O Newcastle voltou a convencer ao derrotar o Crystal Palace fora por 3-0, segurando o seu 6.º lugar.
O Manchester United, com Nani, Fellaini, Vidic e Van Persie entre o lote de lesionados, tinha para hoje Wayne Rooney como dúvida até à hora do jogo. O avançado inglês (que hoje se sacrificou mais uma vez e jogou nas costas do ponta de lança, ganhando a equipa com a sua enorme qualidade de passe) jogou e foi determinante na vitória dos red devils por 3-1 frente ao West Ham. Em Old Trafford o resultado começou a ser escrito por Welbeck. O avançado inglês foi lançado por Rooney e bateu Adrián, com o guardião espanhol a ser ligeiramente mal batido. O United manteve o pé no acelerador, com Sir Alex Ferguson na bancada, e Adnan Januzaj fez o 2.º num lance em que mostrou todo o seu talento, ao fintar Collins rematando depois sem hipóteses. Na segunda parte houve menor intensidade, a velocidade de Valencia e a qualidade de Cleverley a meio-campo foi-se revelando importante e acabou por sair novamente dos pés de Rooney o 3.º golo. Januzaj já tinha saído e dado o lugar a Ashley Young e foi o extremo inglês, assistido por Rooney, que fez o golo do jogo num remate espectacular com efeito. O West Ham ainda chegou ao 3-1 com Carlton Cole, bem desmarcado por Maiga, a colocar a bola entre as pernas de De Gea. O Manchester United segue na sua morosa recuperação, com Wayne Rooney em bom plano, Welbeck de igual forma. Januzaj deve moderar os seus mergulhos.
O rival Manchester City deslocou-se a Craven Cottage, recinto do Fulham, e apanhou um valente susto. Já se sabe que o City é esmagador em casa mas revela-se bem diferente fora, e hoje manteve-se esse registo. Pellegrini errou no onze, colocando Dzeko em campo ao lado de Negredo, em vez de deixar apenas Negredo com o apoio do trio Navas, Silva e Nasri, mas as coisas até começaram a correr bem. Yaya Touré encontrou dois jogadores que lhe deram uma valente dor de cabeça e de rins - Dejagah e Taarabt - mas vingou-se com mais um dos seus incríveis livres directos à entrada da área. Mais uma execução perfeita a fazer o 1-0, e cada livre seu parece melhor que o anterior. O Fulham tentou equilibrar, ficou perto de empatar por várias ocasiões, mas foi Kompany a fazer o 2.º antes do intervalo após livre indirecto. Ao intervalo, os citizens iam descansados para o balneário. No entanto, no início da segunda parte foi o Fulham a aparecer mais forte - Richardson marcou depois de um bom lance de Taarabt no flanco direito e o empate chegou 19 minutos depois, aos 69', quando Kompany fez um dos auto-golos mais estranhos dos últimos tempos. Riether cruzou tenso, o central belga tentou despachar a bola, mas o alívio saiu-lhe cheio de efeito, descrevendo a bola um arco para trás e traindo Joe Hart. Tudo bastante cómico, triste por um defesa da qualidade de Kompany não merecer momentos daqueles. O Fulham estava motivado, mas o City acabou por decidir o jogo a seu favor perto do fim: Navas fez o 3-2 aos 78' bem assistido por David Silva e James Milner (que entra sempre bem no decorrer dos jogos) fez o 4-2 final depois de um grande passe de trivela de Negredo. O City soma assim 35 pontos, menos 1 que o Liverpool e no boxing day há City-Liverpool.
Nos outros jogos, destaque claro para a vitória do Newcastle - que agora tem uns fantásticos 30 pontos - em casa do Crystal Palace. A equipa de Tony Pulis não conseguiu marcar a Tim Krul e companhia que fizeram 3 golos: Cabaye (está em boa forma o médio francês, veremos se muda de clube em Janeiro) marcou, Gabbidon marcou na própria baliza e Ben Arfa fixou o resultado final ao converter uma grande penalidade. O Stoke City de Mark Hughes venceu o Aston Villa por 2-1, com os golos de Charlie Adam e Peter Crouch a revelarem-se essenciais contra um golo de Kozak. Sunderland e Norwich empataram a zeros, e WBA (Steve Clarke devia ter continuando no comando) e Hull empataram 1-1, com o checo Vydra a conseguir garantir um ponto para a equipa da casa.
Amanhã há Swansea-Everton e Southampton-Tottenham e na 2.ª feira joga-se às 20 horas o muito esperado Arsenal-Chelsea.
Premier League - O Liverpool voltou a fazer uma exibição de qualidade após na última semana ter goleado o Tottenham por 5-0. Desta vez o alvo foi o Cardiff que viu nos Reds - especialmente em Suarez - uma grande dor de cabeça.
A partida até começou melhor para o Cardiff tendo a primeira ocasião de golo pertencido aos galeses. Craig Noone flectiu da direita para o centro e disferiu um remate forte para boa defesa de Mignolet. Mas depois apareceu Luis Suarez. O uruguaio ainda ameaçou num primeiro lance com a bola a sair muito perto do poste, mas à segunda a bola entrou mesmo. Fantástica jogada de entendimento entre Suarez, Allen e Henderson, com o primeiro a rematar sem deixar o esférico tocar no chão após um passe picado cheio de classe de Henderson. Os flancos também quiseram aparecer na zona de concretização e não só nas construções das jogadas. Coutinho foi o primeiro atirando a bola ao poste e depois Sterling - após fantástico passe a rasgar de Suarez - a atirar para grande defesa de David Marshall. O jogo tornava-se cada vez mais asfixiante para o Cardiff e nos últimos 5 minutos do primeiro tempo, os Reds mataram o jogo. Numa jogada de contra-ataque, Marshall teve sozinho pela frente Suarez, Coutinho e Sterling com o uruguaio a conduzir a bola todo o meio campo dos galeses e a oferecer o golo a Sterling na cara do guardião adversário. Logo de seguida surgiu o golo do jogo. Suarez combinou bem com Henderson à entrada da área do lado esquerdo e rematou em arco para o lado oposto da baliza perfazendo um golo magistral.
O segundo tempo foi para gerir cansaço tendo em vista o encontro escaldante de quinta-feira contra o Manchester City. O Liverpool preferiu apostar no domínio da posse de bola, mas acabou por sofrer mesmo um golo em bola parada aos 57 minutos. Mutch surgiu sem marcação ao segundo poste dando o melhor seguimento ao bom cruzamento de Peter Whittingham. Foi o único lance do Cardiff até ao fim do encontro. O Liverpool voltou a pegar no jogo e por duas vezes teve a possibilidade de aumentar o marcador para 4-1. Primeiramente, Sterling surgiu isolado e ao invés de rematar para dentro da baliza, tentou passar pelo guarda-redes do Cardiff tendo Marshall interceptado a bola. Suarez na recarga atirou uma bomba ao poste direito. Já ao cair do pano, o uruguaio rematou cruzado com o seu pior pé - se é que o tem - para boa defesa de Marshall.
O clube da cidade dos Beatles continua a surpreender e hoje mostrou novamente uma superioridade extrema. Uma posse de bola esmagadora com o esférico a circular rápido entre flancos e com constantes passes em desmarcação. Apesar da equipa estar a funcionar como um todo, é impossível não destacar Luis Suarez como o melhor jogador deste Liverpool. O uruguaio conta com 19 golos e 11 assistências nos seus meros 12 jogos o que perfaz uma média de 1 golo a cada 56 minutos. De relevar ainda que 10 dos seus 19 golos foram marcados nos últimos 4 jogos fazendo uma média de 1 golo a cada 36 minutos! Um mês fantástico para Suarez que o torna no melhor avançado do mundo do momento e a justificar por completo o facto de ser o jogador mais bem pago de sempre na História do Liverpool.
Barba Por Fazer do Jogo: Luis Suarez (Liverpool)
Outros Destaques: Henderson, Coutinho, Sterling, Allen.
Porto e Benfica fizeram esta noite o seu último jogo no ano civil de 2013, conseguindo ambos vencer sem sofrer golos. O Porto goleou o Olhanense com Carlos Eduardo a ser claramente a principal figura em destaque, enquanto que o Benfica no regresso de Jorge Jesus ao banco de suplentes após castigo, fez o suficiente para vencer o Setúbal no Bonfim. Jan Oblak, na sua estreia a titular, não sofreu golos.
Dragões e águias seguem em igualdade pontual - com 33 pontos - ultrapassando provisoriamente o Sporting que tem amanhã a oportunidade de recuperar a sua liderança e festejar a passagem de ano no conforto da mesma. O jogo com o Nacional não será fácil mas os leões são favoritos à vitória, embora sem golear.
Porto 4 - 0Olhanense (Mangala 30', Jackson Martínez 53', Carlos Eduardo 82', Herrera 84')
Carlos Eduardo. Assim se descreve em duas palavras o jogo de hoje e a considerável melhoria na produção ofensiva do futebol portista. Esta noite no Dragão, Paulo Fonseca lançou Mangala a lateral esquerdo (por não ter Alex Sandro disponível), formou o meio-campo com Fernando, Lucho e Carlos Eduardo e deixou os flancos para os portugueses Licá e Varela. Do outro lado, o Olhanense herdado por Paulo Alves - que já pediu reforços - e que mais parece a equipa da ONU.
Na primeira parte, Vid Belec e Carlos Eduardo mostraram que seriam eles as figuras das suas equipas neste jogo. O médio brasileiro ex-Estoril encheu o campo, com boa técnica, excelente visão de jogo e bolas paradas bem marcadas. Belec foi negando o golo aos portistas Varela e Licá, mas deixou Mangala cabecear de forma fulminante para o 1-0 aos 30' após canto de Carlos Eduardo. Perto do intervalo ainda houve tempo para Jackson Martínez, lançado uma vez mais por Carlos Eduardo, dominar de peito e tentar o pontapé acrobático. Ficou perto. A 2.ª parte trouxe mais golos.
Licá vacilou um pouco, embora seja um jogador que precise que confiem nele e mantenham a aposta, e o segundo golo lá chegou novamente num canto de Carlos Eduardo. O brasileiro bateu o canto longo e Jackson saltou e cabeceou com efeito, surpreendendo Belec que ficou no limiar entre ser mal batido e não ter hipóteses. Carlos Eduardo foi espalhando magia, com uma capacidade de decisão elevada (salvo comparações precipitadas, hoje fez lembrar Deco em alguns momentos), Belec foi negando o terceiro até que foi o homem do jogo a fazê-lo: assistido por Varela, Carlos Eduardo rematou à entrada da área fazendo um grande golo com enorme categoria. O resultado fechou em 4-0 com o mexicano Herrera a marcar um bom golo, depois de tentar servir Jackson.
Vitória sem espinhas, num domínio total mais próximo do registo habitual e imaculado dos dragões em casa. Paulo Fonseca terá ficado satisfeito com o último jogo da época e o Olhanense mostrou hoje ser muito fraquinho - mérito do Porto, sim, mas é de facto assombroso como é que o Benfica de Jesus sofreu para vencer (3-2) no Algarve na jornada anterior. Carlos Eduardo guardará este jogo na sua memória - 1.º golo pelo Porto, num jogo em que fez também duas assistências. São de esperar evidentes melhorias no Porto no começo de 2014 - o meio-campo começa a ter várias opções válidas e por esta altura falta apenas que Quintero comece a ser escolha habitual e a demonstrar regularmente a sua qualidade. Com Quintero e Carlos Eduardo sintonizados, o futebol portista pode subir muito de produção. E a tudo isto vai-se acrescentar muito provavelmente Ricardo Quaresma (foi hoje visto no Dragão) e, quem sabe, Anderson. Só para deixar alguma nódoa num bom pano, pode-se criticar caso se confirme a venda de Iturbe à venda por 16M no final da época.
Barba Por Fazer do Jogo: Carlos Eduardo (Porto) Outros Destaques: Mangala, Fernando, Jackson Martínez; Belec, Femi
Vit. Setúbal 0 - 2Benfica (Rodrigo 54', Lima (pen.) 69')
Mais uma vez, o Benfica voltou a não deslumbrar, mas lá voltou a somar pontos. Mantém-se tudo igual: com a qualidade técnica e individual que o Benfica tem no seu plantel, por muito que o seu treinador já não incuta a chama e garra de antes aos seus jogadores, o valor deles - não pelo colectivo trabalhado e longe de ser dinâmico - chega para fazer o Benfica ganhar em muitos campos.
No regresso de Jorge Jesus ao banco de suplentes, Jan Oblak foi titular, como já era esperado, no lugar de Artur. A 1.ª parte foi pobre, pobre, pobre. Oblak pouco testado foi e o Benfica esqueceu-se de rematar. No Benfica foi Gaitán a procurar sistematicamente desequilibrar com os seus rasgos e Paulo Baptista deixou por vezes o jogo tornar-se demasiado duro, deixando por exemplo Nelson Pedroso escapar num lance para vermelho onde pisou nas costas Gaitán quando esteve estado deitado no chão.
Hoje, verdade seja dita, Jesus mexeu de forma inteligente e adequada ao que o jogo pediu. Perante enorme apatia, ao intervalo saltou do banco Sulejmani, que trouxe mais uma vez a sua acutilância, vontade de mostrar serviço, velocidade e assertividade. Os encarnados chegaram então à vantagem quando pouco o fazia prever - Gaitán, mais uma vez, destacou-se ao cruzar de forma perfeita, encontrando Rodrigo que de cabeça bateu o guardião polaco do Setúbal. Gaitán continuou a levar o Benfica para a frente e do outro lado Oblak teve finalmente trabalho ao evitar o golo do irrequieto Pedro Tiba. Finalmente, aos 69' Dani defendeu com o braço um remate de Matic e o árbitro marcou correctamente grande penalidade. Lima, voltou a não perdoar. Até ao final o Benfica geriu a posse de bola, Sulejmani ainda tentou animar o passivo futebol encarnado um bocadinho, mas o 2-0 seguiu até final. São 33 pontos em 42 possíveis e uma igualdade com o Porto, mas com um futebol sem atractividade e muito lento. Com este plantel, o que faria um treinador motivado e capaz?
Gaitán foi o elemento mais do Benfica, com vários desequilíbrios, um dos quais a assistência para Rodrigo. Os avançados do Benfica - Rodrigo e Lima - continuam a marcar golos na ausência de Cardozo. Lima tem estado muito apagado e falhado em jogo corrido, mas leva 6 golos nos últimos 5 jogos. Já Rodrigo, leva 4 nos últimos 6 jogos. Sulejmani voltou a ser também destaque: o sérvio é o jogador do Benfica que melhor sai do banco e vê-se que é claramente um jogador respeitado no balneário. No Setúbal, Pedro Tiba, Miguel Pedro e Vezo estiveram em bom plano. Palavra final para Oblak - hoje pouco teve que fazer, e conseguiu manter-se sem golos sofridos, mas estamos perante um dos guarda-redes mais promissores do mundo. O Benfica que mantenha a aposta nele porque tem ali um guarda-redes que, neste plantel, dará certamente pontos e cheira a grandes exibições europeias (curiosamente na Europa, até é onde Artur normalmente se sai melhor). Apenas mais dois apontamentos: Matic é 6 e Enzo é o monstro que sabemos que é sobretudo quando joga no centro. Hoje apenas não os destacamos porque estiveram a um nível decente (embora isso normalmente chegue para serem superiores a todos os outros). Veremos como entra o Benfica em 2014.
Barba Por Fazer do Jogo: Nico Gaitán (Benfica) Outros Destaques: Pedro Tiba; Oblak, Sulejmani, Rodrigo, Lima Golos:
Fãs de Tolkien, fãs de Senhor dos Anéis, a magia de Peter Jackson e da
sua equipa (com a ajuda ligeiramente gigante dos épicos e emocionantes enredos
de J.R.R. Tolkien) regressou aos tempos da trilogia do anel, bem melhor do que
a 1.ª parte de Hobbit, exibida há um ano. No primeiro filme desta nova - e
anterior, cronologicamente falando na Terra Média - saga, as expectativas do
público eram muito elevadas, tal o patamar em que ficou "O Regresso do
Rei". Por vários factores desde o facto de ter sido o 1.º impacto com a
apresentação dos vários anões, por ter tido talvez demasiados momentos
engraçados, cinefilamente bastante comerciais, e claro pelo saudosismo de
Frodo, Aragorn e companhia. Obrigado Gandalf por estares sempre presente.
Acontece-me frequentemente gostar menos de segundas partes do que das
primeiras, mas a verdade é que à imagem do que aconteceu recentemente com 'The
Hunger Games: Catching Fire' este 'The Desolation of Smaug' é claramente
superior ao filme anterior (a discrepância é maior neste caso do que no da
aventura de Katniss Everdeen). Este Hobbit hipnotiza-nos como Senhor dos Anéis conseguiu e
faz qualquer espectador desesperar quando o filme acaba. Continua então neste
filme a aventura de Thorin (Richard Armitage) e dos anões para tomar a Montanha
Solitária, guardada por um gigante dragão chamado Smaug. Gandalf, por sua vez,
segue o seu caminho de velhote solitário e corajoso (é o Avô de todos nós, o
Gandalf) e tem um confronto com o Necromancer (ou Sauron). Os elfos têm também
um papel importante neste filme, com Tauriel (Evangeline Lily) e Legolas
(Orlando Bloom) a ajudarem os anões na sua cruzada. A personagem Tauriel que
foi introduzida por Peter Jackson e que não existe nos livros. Bilbo Baggins
(Martin Freeman) é novamente a figura central da história, continuando portador
do Anel e tendo neste filme a missão de roubar ao dragão Smaug a Arken Stone.
Destaque ainda para o papel de Bard (Luke Evans) que, sem ter lido o livro,
suponho que no 3.º filme será o responsável por derrubar Smaug.
Qualquer filme baseado nos livros de Tolkien fica pobre descrito por mim
em jeito de sinopse, mas incrivelmente rico no grande ecrã. Peter Jackson
conseguiu um filme muito mais confiante e que, se os espectadores forem justos,
tê-los-á agarrado e de que maneira para um fim em grande. Resta ainda dizer que
Smaug é muito provavelmente o melhor dragão concebido na História do Cinema. Eu estava reticente às cenas em que ele surgisse porque acharia que ficaria mal feito, que não o levaria a sério ou que ficaria esquisito. Mas não, de todo. Bastantes ricos os diálogos entre Bilbo e Smaug, juntando a dupla de
"Sherlock" - Martin Freeman e Benedict Cumberbatch. O 'Sherlock
Holmes' dá também a voz a Necromancer. Já agora, fãs da série 'Arrow' - o Azog deste filme é Manu Bennett, que em 'Arrow' é Slade Wilson.
É um filme que vale e bem o bilhete de cinema, qualitativamente acima do
anterior e a aguçar o apetite para 2014. Inesperado, de facto, mas bom o final
com 'I See Fire' de Ed Sheeran a introduzir os créditos quando Smaug desaparece
no grande ecrã. Há filmes de 2 horas que desejamos que passem rápido; este Hobbit tem 2 horas e 41 e deixa-nos com vontade que fossem quatro. A ser nomeado para óscares provavelmente só será a sério o último filme, mas em princípio este deverá constar nos próximos óscares ao lado de Gravity nos nomeados para melhores Efeitos Visuais. Smaug merece. Bom trabalho, Peter Jackson.
Tottenham - A derrota caseira por 5-0 frente ao Liverpool de Luis Suárez e companhia ficará marcada negativamente na carreira de André Villas-Boas. O treinador português chegou a acordo com o presidente Daniel Levy, amealhando uma boa quantia com a sua rescisão (já tinha sido assim quando Abramovich o despediu do Chelsea) e disse adeus a White Hart Lane. Justo ou Injusto?
BPF - A ribalta do observador de Mourinho começou no Porto, como todos sabemos, depois da sua experiência na Académica - e do seu não ao Sporting, muito provavelmente já apalavrado com Pinto da Costa. Nessa época de 2010/ 2011 o Porto de AVB esmagou tudo e todos, ganhando o campeonato com 21 pontos de diferença e somando a isto a vitória na Liga Europa e Taça de Portugal. 49 vitórias em 58 jogos e 17 vitórias nos 19 derradeiros jogos da época. Uma época incrível na "cadeira de sonho" com um plantel onde Hulk e Falcao eram as grandes estrelas. Depois disto vimos AVB ser ambicioso, desprendendo-se da hipótese de conduzir o Porto na Champions, e agarrando sim o lugar que Abramovich lhe deu no Chelsea. Demasiadas comparações com Mourinho, e Villas-Boas a ir atrás delas. No Chelsea, falhou. Fez Juan Mata e Sturridge atingirem níveis muito interessantes (como fizera com Guarín no Porto) mas acabou despedido não tanto pelos resultados mas por problemas de balneário - quis marcar uma posição à força, nunca soube gerir o caso Anelka e nunca teve o plantel totalmente ao seu lado. Saiu e entrou então Di Matteo, que ganhou a Champions e foi injustamente despedido.
Injusto foi também o despedimento de Harry Redknapp. O experiente treinador do Tottenham (actualmente no QPR) foi afastado depois de um bom trabalho e viu um jovem que tinha até então fracassado na Premier League ter uma oportunidade. Villas-Boas agarrou a oportunidade como ninguém, encontrou uma equipa jovem e em progressão com um ADN perfeito para si. Será sempre um treinador-chave na carreira de Gareth Bale: foi ele que o potenciou para os níveis da época passada - que o conduziram ao Real Madrid -, Bale foi o Melhor Jogador da Premier League e levou o Tottenham às costas, decidindo vários jogos. A astúcia de AVB nos seus pedidos de contratações revelou-se com "bom gosto" ao chamar Vertonghen, Sigurdsson, Holtby ou Lloris para os spurs. Villas-Boas conseguiu pôr o Tottenham com 72 pontos (o rival Arsenal garantiu a Champions com mais um, 73). Na recta final a equipa desapontou, falhou na Liga Europa caindo aos pés do Basel, num jogo sem Gareth Bale, numa época em que ficarão na memória os golos de Bale no final dos jogos, a vitória em Old Trafford ou a vitória caseira frente ao City (3-1).
Tudo isto leva-nos à presente época. Villas-Boas perdeu o único jogador que não queria perder: Gareth Bale. Mas o Tottenham conseguiu dinheiro para renovar uma equipa e contratar vários jogadores com qualidade. AVB identificou as posições chave: lateral esquerdo, avançado e ala. Alegadamente, a maioria das contratações terão sido escolhas e prioridades entendidas pelo presidente Levy (caso de Soldado) e os jogadores que o treinador realmente queria, como Willian, a Direcção não conseguiu garantir. O Tottenham canalizou um orçamento gigante para um plantel de qualidade, numa enorme renovação que tinha um preço: o tempo. E tempo é coisa que Daniel Levy não dá ao seu Tottenham. André Villas-Boas não conseguiu optimizar a adaptação de Lamela, insistiu em Soldado quando Defoe (que certamente terá guia de marcha em Janeiro) já merecia a titularidade, errou ao adaptar sistematicamente Vertonghen a lateral esquerdo em vez de o vincar como patrão da defesa, e insistiu sistematicamente num trio de meio-campo de jogadores semelhantes e que pouco enriquecia o jogo colectivo da equipa (ex: Sandro, Dembélé e Paulinho frente ao Liverpool). Teve algum azar com lesões (Eriksen e recentemente vários jogadores da defesa), mas elevou por exemplo Townsend para outro patamar. Não é fácil adaptar vários jogadores, vários vindos de outras ligas, todos ao mesmo tempo e na sua maioria jovens.
Para concluir, era difícil com um presidente que se quer sentar no banco e que quer resultados a curto prazo que AVB resistisse sobretudo depois das derrotas por 6-0 com o Manchester City e 5-0 com o Liverpool. Se não fossem essas duas goleadas com adversários directos, o cenário não era mau. Pelo meio, Krul fez a exibição da vida dele e o West Ham surpreendeu muita gente ao ganhar também em White Hart Lane por 3-0. Na Liga Europa o Tottenham passeou (o próximo treinador poderá apanhar o Benfica) e neste momento está em 7.º lugar na Premier League, a 7pts do 1.º lugar. Num campeonato espectacular com Manchester City, Chelsea, Liverpool, Arsenal, Manchester United (subirá o seu nível) e Everton com a qualidade que têm, o Tottenham arrisca-se - sem paciência - a terminar a época precisamente no lugar em que AVB deixou a equipa. Villas-Boas errou, complicou a vida a si próprio, mas não ao ponto de merecer ser despedido. Trata-se de um treinador inteligente, que felizmente para si tem aprendido com os seus erros e a situação do Tottenham era reversível (e ainda o é, claro).
Brad Friedel, guarda-redes suplente do Tottenham, dizia hoje que ninguém entre os jogadores queria a saída de Villas-Boas (imagino que Adebayor e o emprestado Ekotto talvez quisessem...) e de facto Levy não deu tempo ao treinador para maturar um plantel com muitas novidades (em Janeiro devem chegar mais 2 jogadores). Se as decisões continuarem a ser estas, o Tottenham não crescerá. Numa Premier destas estar a 7 pontos do líder não é mau. Esperemos que o novo treinador puxe por Eriksen e Lamela. Heynckes, Murat Yakin, Laudrup, Hiddink ou alguma surpresa, veremos quem será o sucessor de AVB e como encarará o facto de ter uma bomba-relógio nas mãos.
O Inverno vai passando e os cartazes vão-se construindo. O Optimus Alive adicionou hoje os MGMT, dupla composta por Benjamin Goldwasser e Andrew VanWyngarden, ao segundo dia do evento - 11 de Julho. Os norte-americanos vão actuar no Palco Optimus - palco principal - no mesmo dia de Black Keys. No final da semana passada tínhamos ficado a saber que o palco Heineken contará com Poliça (11 de Julho) e Chet Faker (12 de Julho).
O Optimus Alive'14 decorrerá entre 10 e 12 de Julho e neste momento o cartaz ainda precisa de nomes que façam a diferença. O dia 12 de Julho ainda está totalmente em aberto no palco principal. Será que o Alive está a guardar um trunfo?
Optimus Alive '14
10 de Julho Palco Optimus
Arctic Monkeys
The Lumineers
Palco Heineken
Imagine Dragons
11 de Julho Palco Optimus
Black Keys MGMT
Palco Heineken
Caribou Poliça
12 de JulhoPalco Optimus
--
Palco Heineken
Chet Faker
Noutro âmbito, o MEO Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, confirmou hoje em conferência de imprensa que Skrillex é o 1.º nome assegurado pela organização. O produtor, que esteve cá em 2012 no SBSR, é o início de um festival (a decorrer entre 17 e 19 de Julho) que certamente procurará fazer frente ao cartaz do Optimus Alive. Recordamos que no ano passado o Marés Vivas reuniu nomes como 30 Seconds to Mars, Smashing Pumpkins, Bush ou David Guetta. Os The Prodigy foram também hoje indicados como um nome também garantido, mas entretanto a banda de 'Firestarter' não foi confirmada pela promotora do evento - a PEV Entertainment.
Liga Europa - Sortes semelhantes para Benfica e Porto no sorteio da Liga Europa. Os dois clubes portugueses tiveram sorte ao conhecer o seu adversário da próxima fase - os 16 avos-de-final - mas ficaram ambos a saber que, caso ultrapassem os seus adversários, terão oponentes de bom nível nos oitavos da competição. Fica aqui então o sorteio dos 16 avos (cada jogo emparelhado com o jogo do qual sairá o oponente na fase seguinte) e depois, algumas considerações:
PAOK-Benfica vs Dnipro-Tottenham
Porto-Eintracht Frankfurt vs Swansea-Nápoles
Anzhi-Genk vs Slovan Liberec-AZ
Plzen-Shakhtar vs Chornomorets-Lyon
Bétis-Rubin Kazan vs Maribor-Sevilha
Ajax-Salzburg vs Maccabi Tel-Aviv-Basel
Juventus-Trabzonspor vs Esbjerg-Fiorentina
Lázio-Ludogorets vs Dínamo Kiev-Valência
BPF - Frente aos primeiros adversários, Benfica e Porto são claros favoritos a chegar aos oitavos. O Benfica regressa à Grécia onde guarda más memórias recentes mas é claramente superior à equipa de Miguel Vitor e Katsouranis. O 2.º classificado da liga grega ficou atrás do AZ Alkmaar no seu grupo e terá Salpingidis, Sotiris Ninis e Miroslav Stoch como principais dinamizadores do ataque. Já o Porto defrontará um Eintracht Frankfurt que fez uma excelente fase de grupos, mas que está muito mal na Bundesliga (15.º lugar), contando com vários bons jogadores como Alexender Meier (o seu poderio físico e capacidade goleadora pode fazer estragos), Vaclav Kadlec, Takashi Inui, Sebastian Rode, Tranquillo Barnetta e um bom guarda-redes - Kevin Trapp. Caso águias e dragões sigam em frente, sabem que encontrarão os vencedores de Dnipro-Tottenham e Swansea-Nápoles, respectivamente. O Tottenham, então já com o substituto de Villas-Boas, é favorito frente ao Dnipro (Konoplyanka não será suficiente) e terá um duelo equilibrado com o Benfica. Já o Swansea-Nápoles será uma eliminatória bem interessante, com um grande jogo em perspectiva no País de Gales, mas com o Nápoles a ser favorito. Uma equipa que, num grupo com Arsenal e Dortmund termina a Champions com 12 pontos e é eliminada, é claramente uma dor de cabeça em perspectiva para o Porto. O Porto actual não ultrapassaria um Nápoles europeu (motivado, catalisado pela fúria apaixonante dos seus adeptos em casa), mas até lá os dragões devem melhorar.
As expectativas são também elevadas para outros confrontos. O Juventus-Trabzonspor não será fácil para a vecchia signora, dado o bom momento de Olcan Adin (melhor jogador, até ver, da Liga Europa) ou Paulo Henrique. O vencedor deste jogo defrontará, à partida, a Fiorentina, noutro confronto a acompanhar. O Shakhtar parece ter caminho aberto até aos quartos, sendo superior às equipas que tem pela frente. O Ajax-Salzburg será um jogo aberto, com os austríacos a contarem com o trio Soriano, Alan e Sadio Mané contra a juventude de Fischer, Siem de Jong e Klaasen. Quem vencer, deve encontrar o Basel. Os holandeses do AZ - com uma boa defesa - podem também ter caminho para os quartos, embora devam apanhar o Genk de Vossen nos oitavos. Por fim, o Rubin Kazan é favorito frente ao Bétis, mas a sede de um derby sevilhano na Europa pode aumentar qualitativamente o Bétis do jovem Vadillo. Em todo o caso, Rubin e Sevilha (bom ataque, má defesa) devem ter encontro marcado nos oitavos. A Lázio terá um confronto complicado contra o Ludogorets e o vencedor desse jogo defrontará o vencedor de um confronto imprevisível - Dínamo Kiev-Valência, no qual o talento de Yarmolenko pode fazer a diferença.
A piscina dos pequenos do futebol europeu vai certamente ser animada nas próximas fases. Entre os favoritos (Juventus, Nápoles, Benfica, Porto, Shakhtar e Tottenham) pode-se dizer que foi o Shakhtar a sair a sorrir do sorteio de hoje.
Champions League - O senhor careca da UEFA e o seu assistente, e o português Luís Figo, sortearam há pouco as 16 equipas qualificadas para os oitavos de final da Champions, encontrando o alinhamento de 8 jogos que a Europa do futebol terá oportunidade de ver. Com alguns outsiders nas segundas posições (exemplos de Olympiakos ou Leverkusen), o grande interesse do sorteio era ver com quem calhavam Manchester City e Arsenal, e os confrontos certamente não desiludirão. Com as equipas portuguesas apenas presentes no sorteio da Liga Europa, teremos que esperar pelas 12h para saber os adversários de Benfica e Porto. Os 8 jogos da Champions League serão então:
Manchester City - Barcelona
Olympiakos - Manchester United
AC Milan - Atlético Madrid
Leverkusen - PSG
Galatasaray - Chelsea
Schalke 04 - Real Madrid
Zenit - Dortmund
Arsenal - Bayern Munique
BPF - A principal atractividade da fase que se avizinha serão então os confrontos entre Manchester City e Barcelona, e Arsenal e Bayern Munique, nos quais o favoritismo à partida será distribuído de forma diferente. Embora o Arsenal esteja mais maduro e seja líder da Premier League por esta altura, o Bayern - campeão europeu em título - é o grande favorito a seguir em frente, com a "máquina" bávara de Guardiola a ter outros argumentos. O Arsenal precisará, em todo o caso, de um excelente resultado na 1.ª mão em casa. Quanto ao Manchester City - Barcelona, trata-se de um jogo que o futebol europeu já esperava e merecia, os citizens melhoraram do ponto de vista competitivo e colectivo com Pellegrini e, embora o Barcelona seja o Barcelona, até diria que há uma probabilidade de 51% do City seguir em frente. Jogadores como Aguero, Silva, Yaya Touré (vai defrontar a ex-equipa), Negredo, Kompany e Nasri, se tiverem em noite sim... podem tornar a 1.ª mão num inferno para o Barcelona. E na 2.ª mão o bom futebol de transição que se viu no segundo tempo do Manchester City-Arsenal poderá ser muito útil (Navas será mais útil nesse jogo, por exemplo). Mas claro, quando há Messi, Neymar e Iniesta na equação, é sempre difícil não dizer Barça.
Nos restantes confrontos, o PSG é claramente favorito frente ao Leverkusen. Os alemães surpreenderam até agora - seria esperado que o Shakhtar conseguisse seguir em frente - mas o poderio de Ibrahimovic e Cavani, secundados por jogadores em excelente forma como Verratti, Matuidi e Van der Wiel (o PSG utiliza muito bem a profundidade dada pelos laterais) será suficiente para que a equipa francesa marque presença nos quartos. Também com bilhete para os quartos parece estar o Real Madrid, que encontrará Julian Draxler no seu caminho, mas terá Cristiano Ronaldo a aumentar o seu nº de golos e Bale a ajudá-lo na tentativa de chegarem a Lisboa. David Moyes já sabia que não teria que defrontar qualquer dos tubarões - Arsenal e Manchester City - e dado o momento do United o Olympiakos foi uma boa notícia. A 1.ª mão no inferno grego será complicada e poderá provocar algum calafrio aos red devils, mas em Old Trafford espera-se o regresso das boas noites europeias e o Manchester United tem aqui uma grande hipótese de voltar a figurar nas 8 melhores equipas da Europa.
Mourinho reencontrará velhos amigos - Drogba e Sneijder - e, embora este Chelsea pareça ainda pouco consistente, pouco fiável defensivamente, deverá chegar ao período em que se iniciam os oitavos com outra confiança e outra força colectiva. Mourinho eliminou este Galatasaray com o seu Real e nesta época deverá voltar a repetir a dose com o Chelsea. Por fim, dois jogos interessantes: o Zenit-Dortmund poderá oferecer aos alemães um jogo complicado na Rússia, mas a segunda mão com o esmagador apoio do seu público e tratando-se de uma das equipas que joga melhor futebol, deverá ultrapassar Hulk e companhia. A fechar este lote, o Atlético Madrid defrontará o AC Milan, que é sempre uma equipa imprevisível, mas é claramente favorito. Com Diego Costa, Koke, Raul Garcia e tantos outros jogadores em forma, a equipa do português Tiago é das mais constantes do momento, uma força a nível físico e táctico, com um grande treinador (Simeone) e depois de ter estado sistematicamente bem na Liga Europa, não desperdiçará a hipótese de se colocar finalmente num patamar superior ao chegar aos quartos.
O Benfica venceu esta noite o Olhanense por 3-2 num jogo disputado no pobre Estádio do Algarve. Uma vitória sofrida naquilo que foi um jogo fraco dos encarnados e onde apenas valeram lances individuais de alguns jogadores para segurar os 3 pontos.
As águias estiveram sempre em desvantagem no marcador - como na semana passada - e logo a abrir a partida Femi Balogun fez o primeiro da partida numa jogada de contra-ataque. Erro crasso de Sílvio no lado direito, Mehmeti aproveitou e já livre de marcação cruzou para dentro da área onde Femi atirou para o fundo das redes numa recarga a um primeiro remate de Dionisi. O Benfica não tinha grande objectividade, mas Gaitán numa boa incursão pelo lado esquerdo, foi à linha e disferiu um cruzamento perfeito para a cabeça de Lima que só teve que dizer "sim" ao golo. O avançado encarnado estava ligeiramente adiantado no momento do cruzamento. Mau trabalho do assistente que anteriormente já tinha tirado mal foras-de-jogo aos jogadores do Benfica. O empate não duraria muito já que 10 minutos depois Regula teve espaço para correr e escolher o momento exacto em que iria rematar. Ainda assim, um golo do meio da rua com imensas culpas para Artur. Depois do segundo golo sofrido o Benfica foi para cima do adversário e Matic encheu o pé e marcou um golaço fora-de-área.
A segunda parte foi gélida. Começou a ferver, mas rapidamente arrefeceu. Sulejmani entrou para o lugar de Ivan Cavaleiro e logo aos 47 minutos combinou com Rodrigo e entrou pela área do Olhanense a dentro a alta velocidade e só parou ao atirar a bola para o fundo das redes de trivela. O jogo rapidamente arrefeceu e após a longa paragem derivada à lesão de Artur Moraes mal se jogou. A intensidade foi diminuindo até o jogo acabar.
Um mau jogo de futebol onde os problemas do Benfica continuam bem salientes. Um dos problemas saiu hoje lesionado (Artur) e talvez tenha dado - finalmente - a justa titularidade a Oblak.
Barba Por Fazer do Jogo: Nemanja Matic (SL Benfica) Outros Destaques: Sulejmani, Garay, Fejsa.
Por sua vez, o FC Porto foi ao terreno do Rio Ave vencer por 3 bolas a uma. Os campeões nacionais colam-se de novo ao Benfica no segundo lugar e continuam a 2 pontos do líder Sporting.
Os dragões entraram logo a vencer num livre bem marcado por Carlos Eduardo com Maicon a fazer um desvio certeiro para dentro da baliza. Contudo, o Rio Ave reagiu e rapidamente fez a igualdade no marcador. Edimar recuperou a bola no centro do terreno, tabelou com Diego Lopes à entrada da área e completamente isolado bateu sem problemas Helton. Os azuis e brancos tiveram ainda mais duas oportunidades de golo até ao fim do primeiro tempo onde uma foi negada pelo poste após bom cabeceamento de Maicon e outra numa perdida de Jackson Martinez que não conseguiu controlar a bola quando estava isolado.
A segunda parte foi muito mais tranquila para o Porto onde apresentaram uma exibição mais segura que resultou em mais dois golos. O primeiro foi logo no início onde Varela deu um valente nó cego a Lionn e cruzou para Jackson fazer de cabeça o golo. Licá quase aumentou o marcador logo a seguir, mas Ederson negou o golo com boa defesa. Porém, o segundo golo chegaria com naturalidade. Carlos Eduardo cobra um livre contra a barreira e Danilo - na recarga - remata rasteiro surpreendendo Ederson por completo. O lateral direito não ficou por aqui e quis fazer o segundo na sua conta pessoal com um grande remate fora de área que teve novamente a oposição de Ederson com uma boa defesa.
O Porto levou assim os 3 pontos de Vila do Conde com naturalidade e igualou o Benfica.
Barba Por Fazer do Jogo: Carlos Eduardo (FC Porto) Outros Destaques: Edimar, Diego Lopes; Danilo, Maicon.
Com uma defesa que bons defesas poucos tinha (Walker, Capoue, Dawson e Naughton) o Tottenham entrou logo em desvantagem no jogo. Só que para piorar o mau momento de André Villas Boas do outro lado esteve um Liverpool de grande nível. Os Reds controlaram por completo a primeira parte com uma troca de bola rápida e objectiva e com passes a rasgar no último terço. Luis Suarez era um 31 para a "defesa" do Tottenham e ameaçou a baliza de Hugo Lloris por várias vezes. Tantas vezes que o cântaro foi à fonte... que aos 19 minutos o uruguaio marcou mesmo. Numa bola que parecia perdida, Henderson combina bem com Suarez e o número 7 fez o primeiro após bom trabalho dentro da área. O segundo tento chegou apenas perto do fim do intervalo, mas muito por culpa de Lloris. O guardião francês evitou males maiores para a sua equipa com defesas enormes. E isso também se verificou no segundo golo do Liverpool com Lloris a evitar o golo de Henderson e Suarez, mas a não conseguir parar o segundo remate do inglês que só parou mesmo no fundo das redes.
Para a segunda metade Villas Boas precisava de intensidade e foi isso que tentou implementar. Os Spurs tiveram mais bola até aos 70 minutos, mas sem algum objectivo. A equipa estava partida e sem fio de jogo que permitisse chegar à grande área de Mignolet com perigo. Assim sendo - e já beneficiando da justa expulsão de Paulinho -, os Reds colocaram o pé no acelerador e deixaram o Tottenham a engolir poeira. Grande passe picado de Coutinho a lançar Henderson, o médio faz um túnel de calcanhar a Walker, a bola acaba por sobrar para Suarez que, por sua vez, picou a bola para um grande golo de primeira de Flanagan. Estando a ver que Henderson se estava a fazer ao título de melhor jogador em campo, Luiz Suarez não foi de modas e bisou com um chapéu a Lloris. Contudo, ele achou que não era o suficiente. Num momento do jogo em que o Liverpool trocava a bola como queria e os jogadores do Tottenham andavam atrás da bola meio que impotentes, o uruguaio ofereceu de bandeja o quinto golo a Sterling que apenas teve Lloris pela frente.
Enorme jogo da equipa liderada por Brendan Rodgers aproveitando as visíveis debilidades do Tottenham como equipa. O Liverpool cola-se ao segundo lugar com o Chelsea e reza por um deslize do Arsenal na próxima semana com os Blues para subir ao trono. Villas Boas viu assim somada mais uma goleada esta época e tem a porta aberta após ter gasto mais que todos os outros clubes da Premier League no seu plantel este ano. Fantástico jogo de Suarez a coroar a sua exibição com dois golos e duas assistência, sendo que Henderson não ficou nada atrás após ter pedido alguns "super-poderes" a Gerrard para o jogo de hoje. Exibição segura de Flanagan do lado esquerdo, este que é o terceiro jogador a ocupar aquela posição este ano.
Barba Por Fazer do Jogo: Luiz Suarez (Liverpool) Outros Destaques: Henderson, Flanagan, Coutinho, Sakho.
Premier League - Quando uma jornada começa com um Manchester City 6-3 Arsenal, sabemos que muito dificilmente o nível se vai manter. Entre o brilhante jogo dos citizens que deixou o líder Arsenal de cabeça perdida - Özil não foi agradecer o apoio dos adeptos, sendo reprimido por Mertesacker; Wilshere será provavelmente suspenso por um alegado gesto de provocação para as bancadas - e o jogo que se iniciou há momentos (Tottenham-Liverpool, que acompanharemos individualmente) jogaram-se 8 partidas. O Manchester United - pondo fim a um ciclo de 4 jornadas sem ganhar - regressou às vitórias em casa do Aston Villa, o Chelsea sofreu e muito para conseguir ganhar (2-1) ao Crystal Palace de Tony Pulis e o Everton subiu ao 4.º lugar do campeonato depois de vencer em Goodison Park o Fulham por 4-1.
Sem Van Persie, Fellaini e Vidic, pedia-se ao Manchester United uma exibição "à Ferguson" e a Wayne Rooney que assumisse as despesas da sua equipa. No entanto, foi outro jogador a simplificar as coisas para os red devils. Danny Welbeck entrou com tudo e no espaço de 3 minutos (15' e 18') bisou, destruindo a estratégia delineada pelo Aston Villa. Ambas as jogadas iniciaram-se no flanco direito, com o primeiro golo a surgir numa rápida recarga a um cabeceamento de Januzaj ao poste e o 2.º a aparecer depois de um cruzamento tenso de Valencia. O Aston Villa nunca esteve realmente em jogo - Benteke voltou a ficar em branco - e foi Tom Cleverley, assistido por Rooney, a fechar as contas. Uma boa jogada e um bom remate do médio inglês, ao qual Moyes devia dar mais atenção (um esquema de 3 médios com Cleverley, Fellaini e um bom criativo era um bom miolo para o United).
No outro jogo de hoje Norwich e Swansea encontraram-se e, embora normalmente tenham uma certa rivalidade interessante (talvez por terem subido à Premier League no mesmo ano), ofereceram aos espectadores um encontro q.b. Nathan Dyer - que depois se lesionou - inaugurou o marcador depois de um passe longo do capitão Ashley Williams e o empate surgiu em cima do intervalo com o avançado em forma, Gary Hooper, a fazer um golaço.
O Chelsea de José Mourinho suou e bem para aguentar a sua vitória em Stamford Bridge contra o Crystal Palace. A equipa de Tony Pulis ganhou nova vida com o treinador ex-Stoke, mas a invencibilidade de Mourinho em casa parecia bem encaminhada quando Torres abriu cedo o marcador, depois de um remate de Willian ao poste. Foi então que Joel Ward, que continua a evidenciar-se como uma das revelações deste campeonato, pressionou alto e deu o empate a Chamakh. O empate durou 6 minutos porque a vantagem foi reposta por Ramires, num remate indefensável, assistido por Eden Hazard. Na 2.ª parte o Chelsea falhou sistematicamente diversos lances que poderiam "matar" o jogo e o apito final terá aliviado Mourinho e os adeptos do Chelsea, 2.º classificado a 2 pontos do Arsenal. Na próxima jornada, há Arsenal-Chelsea.
Em Goodison Park mora uma equipa que não perde há 9 jogos (casa e fora). O Everton não perde desde a deslocação ao terreno do Manchester City, e entretanto já defrontou Tottenham, Liverpool, Manchester United e Arsenal. Frente ao Fulham, Romelu Lukaku não fez o gosto ao pé e foi Leon Osman, no seu 300.º jogo pelo Everton, a inaugurar o marcador. Berbatov empatou de penalty e "acordou" o Everton. Seamus Coleman - melhor lateral direito desta edição 2013/ 2014, seguido de Zabaleta - fez o 2-1, Gareth Barry aumentou e Mirallas fez o 4-1 final. Kevin Mirallas que tinha então já entrado para o lugar de Deulofeu. O extremo espanhol saiu lesionado e a lesão poderá deixá-lo afastado dos relvados durante uns tempos numa altura em que começava a beliscar a titularidade do belga e dias depois de Martínez afirmar que provavelmente o empréstimo de Deulofeu será prolongado por mais 1 ano. Seriam excelentes notícias para o Everton, e o mesmo deveria ser tentado com Lukaku.
Newcastle e Southampton - equipas a fazer um bom campeonato - empataram 1-1 com Gouffran e Jay Rodriguez a fazerem os golos; o Cardiff venceu o West Brom com um decisivo e solitário cabeceamento de Wittingham, que ditou o despedimento (exagerada decisão) de Steve Clarke. West Ham e Sunderland, duas das equipas que praticam por esta altura pior futebol em terras britânicas, empataram a zeros e o confronto entre os defensivos Hull e Stoke ditou também um 0-0. Mais uma prova de que Ryan Shawcross é central para outro patamar clubístico.
Terminado o Tottenham-Liverpool faremos a crónica do jogo. Ao intervalo, Henderson e Suárez vão fazendo a diferença.
Sporting 3 - 0Belenenses (Adrien (pen.) 28'. André Martins 53', Wilson Eduardo 85')
Frente a um Belenenses contra o qual o Benfica
empatou em casa e o Porto empatou fora, ambos por 1-1, o Sporting não se fez
rogado e, ainda que sem deslumbrar, venceu confortavelmente por 3-0. O árbitro
Hugo Pacheco conseguiu marcar uma das grandes penalidades mais absurdas do
campeonato, que originou o 1-0 de Adrien, mas verdade seja dita fechou os olhos
a um empurrão claro a Montero na grande área, equilibrando os erros.
Leonardo Jardim lançou o seu melhor onze (ainda que Wilson
Eduardo seja melhor que Capel, um dos flanqueadores mais fáceis de defender no
nosso campeonato) e no Belenenses o grande ausente foi Miguel Rosa, numa equipa
onde Tiago Silva, João Pedro e Fredy eram as grandes esperanças ofensivas.
Fernando Ferreira ficou no banco. O jogo foi então desbloqueado pouco antes do
minuto 28' quando Hugo Pacheco entendeu transformar uma falta fora de campo
sobre Cédric numa grande penalidade. Adrien, atirou a contar. No que restou da
1.ª parte Matt Jones defendeu um bom livre de Jefferson, Montero foi então
puxado por João Meira e no final, Cédric explorou em profundidade o seu flanco
direito, acabando por cruzar para um desvio infeliz de Fredy Montero.
O 2.º período de jogo começou bem. Enquanto o Belenenses
não construía qualquer perigo, Capel virou o flanco, Carrillo (finalmente um
jogo do peruano proporcional ao seu talento) dominou a bola, deu para a entrada
de André Martins e o médio português fez o segundo. Um golo merecido para o
camisola 8. Sem encantar mas com segurança e maturidade o Sporting foi gerindo
a sua vantagem e foi já perto do fim - numa altura em que Wilson Eduardo já
entrara para o lugar de Diego Capel - que chegou o 3-0 final. André Martins fez
um grande passe descobrindo Wilson Eduardo e o extremo português, depois de
trabalhar o lance, rematou seco e de forma irrepreensível para o golo.
O Sporting amealhou mais 3 pontos, tem neste momento 5 de
vantagem para Porto e Benfica, ficando agora à espera dos resultados de dragões
(viajam a Vila do Conde) e águias (visitam Olhão). São 10 vitórias em 13 jogos
para este Sporting, cujo mérito principal foi a descoberta e estabilização de
um modelo de jogo e de um onze (ao contrário dos rivais, que ainda andam a
fazer experiências) bem cedo. O esqueleto está definido, os jogadores estão
motivados, o leão vai passar certamente a passagem de ano na liderança e
mantendo-se esta toada, mais tarde ou mais cedo, Leonardo Jardim terá que
admitir que é candidato. Destaque ainda para o facto dos golos leoninos terem
sido marcados por 3 jogadores portugueses.
Há algumas jornadas provavelmente diríamos que Vítor merecia ser titular
no lugar de André Martins, mas o nº 8 está agora provavelmente no melhor período
da sua carreira. Foi o homem do jogo com 1 golo e 1 assistência e está cada vez
mais a aparecer em zonas de finalização (até se confunde com Montero, por serem
anatomicamente parecidos). Carrillo foi outro dos principais destaques - à
imagem do benfiquista Rodrigo, conseguindo ser regular torna-se um dos
principais desequilibradores do campeonato. William Carvalho fez o que faz
sempre, Cédric e Jefferson deram muita e boa profundidade. No Belenenses, Matt
Jones esteve bem e só João Pedro conseguiu dar um ar da sua graça.
Barba Por Fazer do Jogo: André Martins (Sporting) Outros Destaques: Cédric, Jefferson, Carrillo, William Carvalho; João Pedro
Ter mais golos só em casa do que qualquer outra equipa
somando os golos casa e fora faz alguém favorito ao título? Sim, terá que
fazer. O Manchester City continuou hoje a demonstrar que em casa é simplesmente
avassalador e revela umafome de
golos impressionante e imparável. Oscitizens receberam
o líder Arsenal (honestamente era esperado que goleassem a equipa de Wenger) e
encurtaram a distância para 3 pontos. Tivesse este City fora a regularidade e
metade da força que tem em casa e a Premier League seria um passeio. Mas
certamente não o será.
Para o jogo de hoje -
comandado por dois "senhores" nos bancos (Pellegrini e Wenger) -
Silva foi titular, deixando Navas no banco, Clichy ganhou o lugar a Kolarov e,
no Arsenal, Walcott regressou ao onze, no qual Monreal e Flamini também
figuraram. Num jogo com 9 golos marcados, os festejos começaram ao minuto 14 -
Nasri bateu um canto, Demichelis ganhou de cabeça e assistiu Agüero que com um
excelentevolley fez
o primeiro. O City foi coleccionando oportunidades com Silva em destaque comoplaymaker e Negredo a
ficar perto do golo, mas acabou por ser o Arsenal a empatar. Yaya Touré (talvez
com excesso de confiança na sua habitual força e boa protecção da bola) perdeu
a bola para Ramsey, o galês jogou para Özil e o nº 11 do Arsenal assistiu
Walcott, que empatou o jogo com a ajuda de um muito ligeiro desvio de
Demichelis. A resposta do City chegou com Yaya Touré a redimir-se. A bola caiu
no costa-marfinense e melhor jogador africano da actualidade, foi-lhe dado
imenso espaço e, como é frequente neste City, impressionou a capacidade de
acelerar uma jogada colectivamente num ápice. Touré encontrou Zabaleta na
direita e o lateral argentino cruzou para o desvio de Negredo - estava feito o
2-1 para o Manchester City e foi com esse resultado que as equipas recolheram
aos balneários.
Koscielny lesionou-se no fim
do 1.º tempo no lance do golo de Negredo e, no recomeço, também Agüero teve que
sair lesionado. Aos 50' surgiu então o brilhantismo de Fernandinho - uma oferta
do Arsenal, materializada num grande remate em arco, sem hipóteses para
Szczesny. Mas 12 minutos depois foi a vez do Arsenal voltar a
"acordar" o jogo, numa altura em que esse golo já parecia iminente.
Ramsey picou a bola para Walcott que fez outro dos bons golos do jogo, num bis
que Pantilimon não podia deter. O golo mais importante da partida chegou então
aos 66' com David Silva a marcar, após cruzamento de Navas, e a anular de vez o
possível ímpeto dosgunners.
A partir iniciou-se um período em que o City procurou apenas explorar o erro e
transições rápidas, desperdiçando em vários momentos, mas acabando por marcar
novamente por Fernandinho. O ex-Shakhtar coroou o seu melhor jogo pelo City num
lance em que contou com alguma sorte e com o seu talento natural. Mertesacker
ainda reduziu perto do fim depois de um bom cruzamento de Sagna, mas foi Yaya
Touré (bem que merecia aquele golo) a fechar o marcador em 6-3 da marca de
grande penalidade.
Foram 7 golos ao Norwich, 6
ao Tottenham e agora ao Arsenal, 4 a Manchester United e ao Newcastle, 3 ao
Everton e ao Swansea. É assim o Manchester City em casa. O Arsenal, em todo o
caso, mostrou boa atitude ao lutar sempre pelo jogo e será interessante ver a
reacção da equipa no Arsenal-Chelsea da próxima jornada. Quanto ao City é
indubitável que tem o plantel mais forte da Premier League, quando se tem
Kompany, Silva, Yaya Touré, Agüero, Negredo e afins há sempre o risco de o jogo
correr como este.
Brilhante jogo da dupla
Fernandinho e Yaya Touré. O brasileiro adicionou 2 golos à forma impressionante
como se posiciona, soltando Touré. David Silva foi outro dos claros destaques,
a provar que ainda vai deixar a sua marca neste campeonato e Kompany encheu o
campo com a sua presença física e a qualidade a sair a jogar. No Arsenal, Özil
acusou a intensidade do jogo (espectacular, de qualquer forma, a sua calma na
assistência para Walcott), Ramsey lutou muito e Walcott foi um dos melhores em
campo ao bisar. Giroud voltou a demonstrar que o Arsenal precisa de outro avançado, oxalá para os gunners que Lewandowski optasse por eles em vez do Bayern.
Barba Por Fazer do Jogo: Fernandinho (Manchester City) Outros Destaques: Zabaleta, Kompany, Yaya Touré, Silva; Ramsey, Walcott
A organização do Rock in Rio 2014, em Lisboa, anunciou há poucos minutos o 3.º nome confirmado no festival que no ano que se avizinha festejará 10 anos. Nada mais, nada menos que o mediático Robbie Williams.
Depois de Justin Timberlake e dos Arcade Fire, o mais "poderoso" dos festivais portugueses acaba de juntar mais um nome forte ao elenco de estrelas/ artistas que passarão em Lisboa em Maio e Junho do próximo ano. Trata-se de um regresso de Robbie Williams a Portugal onze anos depois, trazendo o novo álbum - Swings Both Ways - na bagagem. Sendo por muitos considerado o verdadeiro entertainer ou showman da actualidade (porque a nível toda a gente sabe - até o próprio reconhece - que não é tão forte como outros).
Com Robbie Williams e Justin Timberlake (e mesmo os Arcade Fire, um "roubo" brilhante à concorrência) o Rock in Rio português parece estar disposto a gastar bom dinheiro (claro que nada se compara à versão brasileira, caseira, do festival) para montar o seu cartaz, reunindo para já 3 nomes que atrairão muita gente.
Robbie Williams, o ex-Take That, será então cabeça de cartaz a 25 de Maio e era um nome que a organização do RIR pretendia segundo consta trazer há muito tempo.
O Rock in Rio 2014 decorrerá nos dias 23, 25, 30 e 31 de Maio e 1 de Junho. Para já sabemos que RW será a figura de proa no dia 25, enquanto que os Arcade Fire e Justin Timberlake actuarão nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, respectivamente.