10 de junho de 2026

Mundial 2026: Previsão Grupo J

    Caminha para o fim a nossa previsão dos 12 grupos do maior campeonato do mundo de sempre. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    Grupo J é sinónimo de detentor do troféu. A Argentina de Lionel Messi procurará nos EUA, em estádios que nos últimos anos já se habituaram ao 10 argentino, vencer 2 mundiais de forma consecutiva, um feito que só Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram na História da competição. Com o apoio dos Muchachos nas bancadas, a albiceleste jogará com menos pressão do que outros por já ter ganho, surgirá com o orgulho latino de quem tem uma reputação a manter, e conta ainda com um selecionador que prepara extremamente bem os jogos e um certo jogador, a poucos dias de completar 39 anos, que acreditamos que fará um Mundial surreal para alguém com essa idade, sendo (uma vez mais) um dos melhores jogadores da competição. Há, no entanto, contras para esta Argentina: a equipa de 2022 está, por força do tempo, envelhecida, e preveem-se obstáculos tremendos nos quartos (se todos os favoritos fizeram a sua parte) ou logo nos 16-avos, se a Argentina vacilar no seu grupo.
    O grupo é composto ainda pela Áustria, equipa física, que pressiona em todo o campo e com muita Bundesliga, e uma Argélia com vários tecnicistas. Não esperamos que a Jordânia pontue, mas o Mundial certamente terá surpresas.

    Olhamos assim para o Grupo J, da campeã em título Argentina:

1. ARGENTINA 
(Previsão: 4º Lugar)

  • Guarda-Redes: Emiliano Martínez (Aston Villa), Juan Musso (Atlético Madrid), Gerónimo Rulli (Marselha)
  • Defesas: Nahuel Molina (Atlético Madrid), Gonzalo Montiel (River Plate), Cristián Romero (Tottenham), Leonardo Balerdi (Marselha), Nicolás Otamendi (Benfica), Facundo Medina (Marselha), Lisandro Martínez (Manchester United), Nicolás Tagliafico (Lyon)
  • Médios: Valentín Barco (Estrasburgo), Leandro Paredes (Boca Juniors), Enzo Fernández (Chelsea), Alexis Mac Allister (Liverpool), Rodrigo De Paul (Inter Miami), Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen), Giovani Lo Celso (Bétis), Thiago Almada (Atlético Madrid), Nico Paz (Como)
  • Extremos/ Avançados: Giuliano Simeone (Atlético Madrid), Nicolás González (Atlético Madrid), Julián Álvarez (Atlético Madrid), Lautaro Martínez (Inter), Flaco López (Palmeiras), Lionel Messi (Inter Miami)
Selecionador: Lionel Scaloni

Forças: O melhor jogador de futebol de sempre, mesmo prestes a completar 39 anos, desafia a lógica e as probabilidades; Lionel Scaloni brilhou em 2022, mostrando "dedo de treinador" nas rondas decisivas da competição; Apoio nas bancadas deve fazer a Argentina sentir-se em casa; Equipa muito unida, com enorme capacidade de sacrifício e em que cada jogador vai para lá dos seus limites pelo país e por Messi.
Fraquezas: Equipa campeã de 2022 foi pouco renovada/rejuvenescida, surgindo apenas Nico Paz e Guiliano Simeone como novidades capazes de contribuir a sério; Já ter ganho pode retirar pressão mas também pode diminuir a fome e o foco; Defesa não está ao nível do meio-campo e ataque, e a agressividade excessiva dos centrais pode originar contratempos; Parece faltar "um Di María".

Equipa-Base (4-4-2): E. Martínez; Molina, Romero (L. Martínez), Otamendi, Tagliafico; Enzo, De Paul (Paredes), G. Simeone (Nico Paz, Almada), Mac Allister; Messi, Álvarez

    Em 2022, a Argentina foi uma das seleções que mais se foi corrigindo ao longo do Mundial. Mérito de Scaloni que, não começando com o pé direito, foi analisando e compreendendo qual o melhor 11. Enzo Fernández e Julián Alvarez, determinantes na conquista do Mundial, não começaram como titulares.
    Embora alguns analistas possam afirmar que a Argentina vai jogar em 4-3-3, o que é certo é que Messi não vai defender e Julián vai estar perto dele, a correr por ambos, e com 3 médios garantidos (Enzo, Mac Allister e um entre De Paul, o "guarda-costas" de Messi, e Paredes) fica só a faltar perceber qual a última peça da linha média da Albiceleste - Simeone, Nico Paz ou Thiago Almada.
    Quando olhamos para esta Argentina, vemos algumas vulnerabilidades (difícil que esta defesa não cometa erros) e só confiamos mesmo na intensidade dos médios e em Messi e Álvarez. Fica a sensação que se Giuliano Simeone e Nico Paz se fundissem a Argentina teria a peça que falta, alguém capaz de fazer o que Di María fazia. A nossa "solução" fora da caixa para a campeã do mundo seria adaptar Simeone a lateral, com Molina no corredor oposto, e Nico Paz juntar-se aos 3 médios todo-o-terreno.

Destaques Individuais (Previsão):


    A História de Lionel Messi em mundiais acaba aqui. Com 8 bolas de ouro e o estatuto de único jogador a ser eleito melhor jogador de 2 mundiais (2014 e 2022), o 10 da Argentina pisará o futebol de alto nível pela última vez neste Mundial. Completa 39 anos entre a 2ª e a 3ª jornadas, chegará às 200 internacionalizações na fase de grupos e, embora o corpo o impeça de ser a sua melhor versão (falta aceleração e aquela surreal força física para aguentar o contacto e as entradas sem cair) seguramente vamos ser brindados com atuações como nunca antes se viu alguém de 38/39 anos conseguir numa fase final de um Mundial. Esperam-se golos (ele e Mbappé podem-se tornar o melhor marcador de sempre em mundiais), progressões com bola, ele contra o mundo, e esperam-se passes que só o seu pé esquerdo vê. Messi vai receber a bola e, por um instante, o mundo vai suster o fôlego e parar, para o ver, uma última vez.
    Para Messi chegar longe (pusemos a Argentina no 4º lugar), Julián Álvarez terá que surgir num nível igual ou superior a 2022. O avançado do Atlético Madrid, associado a Barcelona, Real Madrid, PSG e Arsenal, é o complemento perfeito para o capitão argentino. Lautaro faz mais golos, mas deve-lhe estar reservado um papel como suplente, à imagem da última Copa América.
    Entre os médios, De Paul e Paredes jogam hoje em dia no continente americano, mas Mac Allister e Enzo Fernández são médios de Premier League. E, se há 4 anos o seu grande Mundial (foi eleito melhor jogador jovem) lhe valeu a transferência do Benfica para o Chelsea, desta vez Enzo pode assegurar uma nova transferência.
    Nico Paz (o novo grande talento argentino) e Giuliano Simeone podem acrescentar, respetivamente, magia e pulmão, e o lateral Nahuel Molina parece ter aprimorado nos últimos meses os seus bombásticos remates de longe.


2. ARGÉLIA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos pela Espanha)

  • Guarda-Redes: Luca Zidane (Granada), Oussama Benbot (USM Alger), Melvin Mastil (Stade Nyonnais)
  • Defesas: Rafik Belghali (Hellas Verona), Achref Abada (USM Alger), Zineddine Belaïd (JS Kabylie), Aïssa Mandi (Lille), Mohamed Amine Tougai (Espérance de Tunis), Samir Chergui (Paris FC), Ramy Bensebaini (Borussia Dortmund), Jaouen Hadjam (Young Boys), Rayan Aït-Nouri (Manchester City)
  • Médios: Nabil Bentaleb (Lille), Yacine Titraoui (Charleroi), Ramiz Zerrouki (Twente), Hicham Boudaoui (Nice), Houssem Aouar (Al Ittihad), Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen), Farès Chaïbi (Eintracht Frankfurt)
  • Extremos/ Avançados: Anis Hadj Moussa (Feyenoord), Riyad Mahrez (Al Ahli), Farès Ghedjemis (Frosinone), Adil Boulbina (Al Duhail), Mohamed Amoura (Wolfsburgo), Nadir Benbouali (Györ), Amine Gouiri (Marselha)
Selecionador: Vladimir Petkovic

Forças: Reportório técnico elevadíssimo de vários jogadores; Vladimir Petkovic realizou um bom trabalho na Suíça e os resultados recentes da Argélia - embora na sua maioria contra adversários mais fracos - falam por si.
Fraquezas: Aos 35 anos, Riyad Mahrez já não consegue ter o impacto dos tempos de Manchester e Leicester; Meio-campo pode ficar muito balanceado para a frente; Mahrez e Moussa são dificilmente compatíveis.

Equipa-Base (4-3-3): Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini, Aït-Nouri; Bentaleb, Boudaoui (Aouar), Maza; Mahrez, Amoura, Gouiri

    Filho de um dos melhores jogadores de sempre, Luca Zidane será o guarda-redes desta Argélia, que tem em Belghali um lateral bem interessante, e Aït-Nouri (lado esquerdo) dispensa apresentações.
    O trio de médios argelino será formado por 3 de 5 jogadores (Bentaleb, Boudaoui, Zerrouki, Aouar e Maza) e torcemos para que o último, craque do Bayer Leverkusen, seja bastante utilizado.
    No tridente ofensivo, Mahrez e Moussa são fotocópias nos movimentos a partir da direita, o que recomendará que se revezem. Amoura tem um excelente registo na seleção, e Gouiri tem cara de ser daqueles jogadores que chega a um Mundial e explode.

Destaques Individuais (Previsão):


    Embora a Áustria seja uma seleção forte, que dificulta a respiração dos adversários, achamos que a Argélia conseguirá ser 2ª neste grupo. No entanto, o 2º do Grupo J terá, tudo indica, a Espanha como oponente nos 16-avos-de-final.
    Riyad Mahrez fará o seu primeiro Mundial a sério (em 2014, no Brasil, jogou apenas 90 minutos) e estão guardadas pinceladas de grande qualidade, jamais perdendo o 7 da Argélia aquele primeiro toque de classe mundial. Apostamos que Ibrahim Maza (20 anos) será o jogador desta seleção a sair mais valorizado, e depois terão ainda uma palavra a dizer Mohamed Amoura, com o seu instinto goleador e velocidade, e Anis Hadj Moussa, o 12º jogador desta Argélia.


3. ÁUSTRIA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos pela Suíça)

  • Guarda-Redes: Alexander Schlager (RB Salzburgo), Florian Wiegele (Viktoria Plzen), Patrick Pentz (Brondby)
  • Defesas: Stefan Posch (Mainz), Phillipp Mwene (Mainz), David Affengruber (Elche), Kevin Danso (Tottenham), Michael Svoboda (Venezia), Philipp Leinhart (Friburgo), Marco Friedl (Werder Bremen), David Alaba (Real Madrid), Alexander Prass (Hoffenheim)
  • Médios: Xaver Schlager (RB Leipzig), Nicolas Seiwald (RB Leipzig), Florian Grillitsch (Braga), Carney Chukwuemeka (Borussia Dortmund), Konrad Laimer (Bayern Munique), Marcel Sabitzer (Borussia Dortmund), Romano Schmid (Werder Bremen), Alessandro Schöpf (Wolfsberger), Paul Wanner (PSV)
  • Extremos/ Avançados: Patrick Wimmer (Wolfsburgo), Marko Arnautovic (Estrela Vermelha), Sasa Kalajdzic (Lask), Michael Gregoritsch (Augsburgo)
Selecionador: Ralf Rangnick
Baixa: Chris Baumgartner

Forças: Muita intensidade sem bola, combinada com um plano de jogo de Ralf Rangnick que vai otimizar o tempo dispendido com bola; Grupo de jogadores estável e no qual, sem haver jogadores "iluminados" há uma nível médio qualitativo médio alto.
Fraquezas: Baumgartner é uma baixa de peso, tendo realizado uma excelente temporada no Leipzig; Nível técnico inferior a Argentina e Argélia; Obrigatoriedade de dosear bem o esforço e marcar corretamente o nível de pressão, caso contrário esta equipa pode terminar os jogos esgotada e chegar à fase a eliminar incapaz de aplicar a sua filosofia.

Equipa-Base (4-2-3-1): A. Schlager; Posch, Lienhart (Affengruber), Alaba (Danso), Laimer; X. Schlager, Seiwald; Schmid, Sabitzer, Chukwuemeka; Arnautovic

    No Euro 2024, a Áustria terminou em 1º lugar o seu grupo D, à frente de França e Países Baixos, caindo nos oitavos para a Turquia com um bis de cantos de Demiral.
    No regresso a Mundiais, os austríacos têm dois Schlagers e quase todos os jogadores jogam ou já jogaram na liga alemã. Não estamos certos sobre que papel terá Laimer (lateral esquerdo ou médio centro), permitindo a opção de jogar na linha defensiva uma aposta na dupla de médios do Leipzig, Xaver Schlager e Nicolas Seiwald.
    Caso assuma um 4-2-3-1 esta Áustria poderá ter alguém para esticar o jogo (Schmid) e alguém para equilibrar por dentro (Chukwuemeka), e na frente há perfis muito diferentes - o veterano Arnautovic é hoje um jogador menos móvel, mas mesmo assim é mais móvel do que Gregoritsch ou Kalajdzic. Lienhart e Alaba parecem ser os centrais titulares, mas é impressionante como mesmo assim ficam 3 bons centrais no banco ou como backup.

Destaques Individuais (Previsão):


    Sem Baumgartner, e com Sabitzer sobrecarregado, esta Áustria pedirá uma última grande competição a Marko Arnautovic. O avançado de 37 anos, hoje em dia a jogar no Estrela Vermelha, tem a personalidade certa para ser o primeiro homem do batalhão austríaco. Não lhe peçam mais do que 65 minutos, e em alguns jogos Rangnick vai certamente dar preferência a um ponta de lança alto (tem um com 2 metros e o outro com 1,93m).
    Chukwuemeka e Paul Wanner são os jovens a ter em atenção, mas se há coisa que nos parece que será uma constante nesta Áustria será o papel dos laterais. Konrad Laimer (como dissemos, também poderá jogar a médio) e Stefan Posch terão ordem para aparecer na frente, sendo Laimer um multifuncional titular de uma das melhores equipas do mundo, e Posch um goleador improvável.
    Pensamos que a defesa austríaca poderá mudar ao longo da fase de grupos, e gostávamos muito de ver David Affengruber como titular. O elegante central do Elche é chamado pelos seus colegas de Kaiser ou Affenbauer, e pessoalmente até gostávamos mais de ver uma Áustria com Affengruber e Svoboda como centrais, Alaba como defesa esquerdo de envolvimento regrado e Laimer no meio-campo.


4. JORDÂNIA 

  • Guarda-Redes: Yazzed Abulaila (Al Hussein), Noureddin Bani Ateyah (Al Faisaly), Abdallah Al Fakhouri (Al Wehdat)
  • Defesas: Ihsan Haddad (Al Hussein), Anas Badawi (Al Faisaly), Saleem Obaid (Al Hussein), Abdallah Nasib (Al Hussein), Husam Abudahab (Al Faisaly), Yazan Al-Arab (FC Seoul), Saed Al Rosan (Al Hussein), Mo Abualnadi (Selangor), Mohammad Abu Hasheesh (Al Karma)
  • Médios: Raja'ei Ayed (Al Hussein), Nizar Al-Rashdan (Qatar SC), Mohammad Al Daoud (Al Wehdat), Amer Jamous (Al Zawara'a), Noor Al-Rawabdeh (Selangor), Ibrahim Sadeh (Al Karma)
  • Extremos/ Avançados: Odeh Al Fakhouri (Pyramids), Mohannad Abu (Al Qasim), Mohammed Abu Zrayq (Raja Casablanca), Ali Al Azaizeh (Al Shabab), Ali Al Olwan (Al Sailiya), Mahmoud Al Mardi (Al Hussein), Moussa Al-Tamari (Rennes), Ibrahim Sabra (NK Lokomotiva)
Selecionador: Jamal Sellami
Baixa: Yazan Al-Naimat

Forças: Ninguém espera que os estreantes em mundiais (seleção 63 do ranking FIFA) façam algo neste grupo; Al-Tamari dá-se bem com o papel de ser ele e mais 10.
Fraquezas: Teórica falta de futebol para lidar com os 3 adversários; A equipa já tinha poucos jogadores de destaque e ainda ficou privada de Yazan Al-Naimat.

Equipa-Base (3-4-3): Abulaila; Al-Arab, Abualnadi, Nasib; Haddad, Al-Rashdan, Al-Rawabdeh, Abu Taha; Al-Tarami, Fakhouri, Al Olwan

    Num 3-4-3 que acabará durante largos minutos numa disposição de 5-3-1-1 ou 5-4-1, a Jordânia terá a sua estreia em mundiais diante da dinâmica e mecanizada Áustria.
    Na qualificação, três jogadores estiveram em destaque: Al Olwan apontou 9 golos, Al-Naimat 8 e Al-Tamari 7. Dos três, um falha o Mundial por lesão, o que em princípio deve permitir ao jovem Al Fakhouri conquistar de forma precoce o seu espaço internacional.

Destaques Individuais (Previsão):


    Al Olwan é um avançado com bons números pela Jordânia, e Al Fakhouri (marcou, inclusive, num amigável recente diante da Suíça) pode aparecer bem a partir da direita. Sem grandes expectativas para os comandados de Jamal Sellami, vemos Moussa Al-Tamari, jogador que ocasionalmente brilha na Ligue 1, como o jogador mais especial desta equipa, e talvez acabe por ser Yazan El-Arab o comandante de uma defesa que vai ter muito, muito trabalhinho durante 3 x 90 minutos.

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