Revisão: The Leftovers (3ª Temporada)

No seu adeus, a série da HBO manteve a brutal sensibilidade a colocar e tratar emoções no ecrã, e a inteligência de saber pisar a fé e o cepticismo, o bizarro e o profundo. Com um storytelling maduro, ambicioso e refinado, Lindelof e Perrotta deixam um derradeiro desafio aos espectadores: conseguiremos nós, desta vez nós, lidar com uma perda (de uma série) assim?

Revisão: Master of None (2ª Temporada)

É uma das peças televisivas com mais personalidade, liberdade, ousadia e autenticidade dos últimos anos, e a grande surpresa de 2017 pelo seu brutal amadurecimento. Aziz Ansari faz um ensaio sobre relações para sobre Solidão, e será difícil não se apaixonarem por Alessandra Mastronardi.

Balanço Final - Liga NOS 2016/ 17

O primeiro tetra da História do Benfica, o 36 dos encarnados, ficou marcado por um Porto incapaz de aproveitar deslizes e por um Sporting muito abaixo da época anterior. Cresceu o Vit. Guimarães, desiludiu o Braga, surpreendeu o Feirense.

Balanço Final - Premier League 2016/ 17

Depois do ano do milagre e do Impossível, a normalidade regressou. Os favoritos voltaram ao topo, e entre Guardiola e Mourinho quem ganhou foi... Antonio Conte.

Prémios BPF Liga NOS 2016/ 17

Vejam quem foram os melhores do ano para o Barba Por Fazer. O organizador de jogo do Benfica, um guarda-redes que deu pontos, um holandês que rivalizou com Messi e um Treinador do Ano inesperado estão entre as escolhas.

31 de março de 2015

Portugal 0-2 Cabo Verde: Surpresa e História na noite dos testes

Portugal  0 - 2  Cabo Verde (Odaïr Fortes 37', Gegé 43')

    Num amigável em que Fernando Santos promoveu 7 estreias na Selecção Nacional, Portugal foi surpreendido por uma equipa de Cabo Verde mais organizada e serena, e que primou pela eficácia. Portugal sofreu dois golos na 1.ª parte nos 2 únicos remates que a selecção africana fez à baliza lusa, e na 2.ª parte depois de uma boa reacção inicial a expulsão de André Pinto aos 60 minutos reduziu a pouco a esperança de reviravolta.
    Na sequência da vitória frente à Sérvia, Fernando Santos lançou Anthony Lopes, Cédric, Paulo Oliveira, André Pinto, Antunes, André Gomes, Adrien, João Mário, Bernardo Silva, Vieirinha e Hugo Almeida, mas a 1.ª parte foi de Cabo Verde. Os "tubarões azuis", motivados pelo carácter histórico do jogo e pelo excelente apoio nas bancadas, colocaram a Selecção em sentido sobretudo através dos rasgos de Odaïr e Héldon, enquanto que Portugal nunca conseguiu ultrapassar o guardião Vózinha - Hugo Almeida, João Mário e Bernardo Silva (o melhor elemento da 1.ª parte) desperdiçaram as ocasiões de golo da equipa das Quinas. O 0-0 prolongou-se até aos 37 minutos e em cinco minutos, Cabo Verde bisou. Odaïr Fortes, extremo que actua em França no Stade Reims, marcou o 1.º golo de um jogador cabo-verdiano a Portugal num cruzamento-remate que traiu Anthony Lopes. Não satisfeitos, os jogadores comandados por Rui Águas fizeram ainda o 0-2 com Héldon a marcar um livre e o central do Marítimo, Gegé, a finalizar à boca da baliza.
    Ao intervalo Fernando Santos trocou João Mário por Ukra e os primeiros minutos de Portugal foram positivos. Vieirinha deixou o primeiro aviso, e depois tanto o extremo do Wolfsburgo como Ukra procuraram servir Hugo Almeida, sem consequências práticas. Portugal parecia capaz de correr atrás do resultado mas as coisas ficaram mais difíceis quando André Pinto foi (bem) expulso à passagem do minuto 60, ao impedir Héldon de seguir sozinho para a baliza. Com a equipa reduzida a 10, sucederam-se substituições na equipa da casa, com Danilo Pereira (adaptado a central), Éder, André André e Pizzi a serem chamados a jogo. Nos minutos finais vários jogadores deixaram boas indicações, desde logo com Vieirinha a actuar a lateral-direito, e Pizzi e André André a oferecerem maior qualidade ao meio-campo português. O médio do Vitória de Guimarães dispôs aliás de uma oportunidade clara de golo mas cabeceou ao lado, Éder coleccionou momentos de desacerto e infelicidade e Pizzi, que praticamente não falhou um passe, vacilou ao servir Éder num momento decisivo depois de uma recuperação de bola em zona adiantada.

    O resultado foi mau mas é importante que haja jogos como o de hoje. Fernando Santos e Ilídio Vale procuraram estrear jogadores, verificar in loco e dar oportunidade a jogadores da Liga Portuguesa (é bom ver figuras do Guimarães e Rio Ave a não precisaram de chegar a um "grande" para terem a sua estreia pelo país), e é fundamental considerar que não se pedirá que este conjunto jogue em jogos oficiais, sendo preciso assim avaliar o que cada jogador deu, porque alguns deverão ser integrados atempadamente na equipa principal. É naturalmente mais fácil para Bernardo Silva, Pizzi ou João Mário jogar com Ronaldo e João Moutinho ao lado, tal como é diferente Anthony Lopes ter à sua frente um quarteto trabalhado.
    Na Selecção de Cabo Verde, Odaïr Fortes, o experimentado central do Steaua, Varela, Héldon e o guarda-redes Vózinha foram os elementos com uma participação mais interessante. Na nossa Selecção: a dupla de centrais não esteve particularmente bem, ambos com dificuldade na saída e André Pinto acabou mesmo expulso; André Gomes assumiu e pegou pouco no jogo (conhecendo-o, se do outro lado estivesse a Espanha ou Alemanha, provavelmente teria jogado melhor), tanto Hugo Almeida como Éder voltaram a falhar (teria sido interessante arriscar em Rui Fonte em vez de um deles); Vieirinha demonstrou que pode ser opção para lateral direito e em termos ofensivos foram 3 os jogadores que marcaram mais pontos - Bernardo Silva, Pizzi e André André. O mais jovem estreante na Era Fernando Santos nunca se escondeu e mostrou mais uma vez que é um jogador com uma capacidade técnica diferente. Pizzi e André André cresceram ao longo do período que tiveram para mostrar algo, e deram sequência ao nível que têm apresentado na Liga NOS. 


Barba Por Fazer do Jogo: 
Odaïr Fortes (Cabo Verde)
Outros Destaques: Vieirinha, Bernardo Silva, Pizzi, André André; Vózinha, Varela, Héldon

29 de março de 2015

Portugal 2-1 Sérvia: Na Luz, Coentrão é feliz

Portugal  2 - 1  Sérvia (Ricardo Carvalho 10', Fábio Coentrão 63'; Matic 61')

    Mesmo sem o seleccionador nacional Fernando Santos (a cumprir o primeiro de 2 jogos de suspensão) no banco de suplentes, a nossa Selecção recebeu e derrotou a Sérvia no Estádio da Luz. A equipa das Quinas apresentou-se num esquema que a convocatória deixava adivinhar, com um 4-4-2 capaz de ilibar Ronaldo e Danny praticamente de tarefas defensivas, com Coentrão a juntar-se a Moutinho, Tiago e Nani (preferencialmente a partir da direita) no meio-campo. Contra uma equipa sérvia com vários jogadores jovens, e vários elementos que se destacaram num passado recente naquele mesmo estádio, Portugal foi superior e mereceu os 3 pontos, conseguindo a 3.ª vitória consecutiva, passando a ocupar o 1.º lugar do Grupo I com 9 pontos.
    Depois de se ouvirem os hinos, a bola começou a rolar e bastou uma dezena de minutos para o público português saltar das cadeiras efusivamente. Coentrão e Danny combinaram num canto curto e o lateral do Real Madrid colocou a bola à mercê de um desvio certeiro e potente do veterano Ricardo Carvalho. O central do Mónaco, autor do golo, viria a ser substituído poucos minutos depois por José Fonte; Portugal, sempre seguro pela dupla Tiago-Moutinho, adormeceu o jogo depois do 1-0 e o Estádio da Luz só despertou com um remate bombástico de Cristiano Ronaldo. O capitão da Selecção arriscou de longe mirou o ângulo com um remate fortíssimo e traiçoeiro (com a trajectória da bola a baixar só perto da baliza) mas Stojkovic defendeu com qualidade.
    A 2.ª parte recomeçou com o mesmo ritmo baixo que pautou a globalidade do 1.º tempo e Mitrovic (quem sabe se não será aquele palco a sua casa em 2015/ 16..) deixou um aviso num cabeceamento por cima após bom cruzamento de Tadic. O aviso foi feito aos 54' e aos 61 minutos chegou mesmo o empate, com o ex-Benfica Nemanja Matic a deixar a Luz em silêncio com um golaço. Depois de um canto de Tadic, jogador do Southampton, Petrovic desviou no interior da área, Eliseu colocou Matic em jogo e o médio do Chelsea rematou de forma acrobática naquele que foi o golo da noite. No entanto, não foi o golo mais importante da noite. É que a resposta de Portugal foi imediata e excelente com João Moutinho a cruzar para uma zona onde apareceu o desvio glorioso de Fábio Coentrão. Com 2-1 no marcador, Portugal colocou algum gelo no jogo, soube condicionar o jogo sérvio e Patrício apresentou-se seguro.

    Com meia qualificação feita Portugal está em boas condições de se qualificar directamente e como cedo dissemos - mesmo depois do desaire albanês ainda com Paulo Bento ao leme - só um gigantesco e improvável fracasso deixaria Portugal fora do Euro 2016, considerando o actual modelo de qualificação que fará com que Selecções menos habituadas a fases finais surjam em França. Falta a Portugal jogar na Arménia, Albânia e Sérvia, e receber a Dinamarca.
    No jogo de hoje, Fábio Coentrão (de quem nos últimos dias se disse que quereria regressar ao Benfica) foi a figura principal com 1 golo e 1 assistência e a entrega do costume. Coentrão é daqueles jogadores que dá o que tem e o que não tem na Selecção e com o qual se pode contar desde que haja um sim do departamento médico, mesmo vindo de um período lesionado no clube. João Moutinho e Tiago foram essenciais no controlo das operações e no equilíbrio da equipa, numa dupla onde Moutinho mostrou mais uma vez porque é que é o jogador luso mais regular ao serviço da Selecção. Na Sérvia, Matic marcou um grande golo e Nastasic esteve atento no centro da defesa. Não deixa de ser curioso, falando de Portugal, que 2 jogadores "ressuscitados" por Paulo Bento - Ricardo Carvalho e Tiago - tenham sido peças importantes numa vitória tão importante como a de hoje.


Barba Por Fazer do Jogo: 
Fábio Coentrão (Portugal)
Outros Destaques: Ricardo Carvalho, João Moutinho, Tiago; Nastasic, Matic

25 de março de 2015

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 53



Filme: Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Actriz: Kate Winslet

por Tiago Moreira


    Bem... Eternal Sunshine of the Spotless Mind é um dos melhores filmes de sempre, na minha modesta opinião. Foge naturalmente aos clichés de Hollywood o que fez com que o mesmo não chegasse a ter o êxito merecido perante o público. Não teve o buzz necessário que muitos bons filmes actualmente têm. Contudo, a história escrita por Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth teve como protagonistas duas estrelas - Kate Winslet e Jim Carrey e isso foi o quanto baste para que a crítica prestasse a devida atenção perante este enredo que tem como temática - acima de tudo - a memória. Foi um filme tão bem aceite pela crítica que acabou por arrecadar o Oscar de melhor argumento original em 2005 e ainda a nomeação de Kate Winslet para melhor actriz principal.
    E é em Kate Winslet que me centro hoje. Mais concretamente na sua Clementine Kruczynski. Para nos focarmos um pouco mais sobre a nossa personagem, temos que puxar a fita atrás e contextualizar um pouco. Joel Barish - inicialmente - decide subitamente faltar ao trabalho e entrar num comboio sem saber o rumo. Nem ele sabe a razão porque o fez, mas a verdade é que acaba por se encontrar com Clementine no comboio que com a sua maneira de ser meio tresloucada e sem vergonha acaba por meter conversa com Joel. Ambos se aproximam cada vez mais até que a relação começa a morrer. Joel acaba por descobrir que Clementine recorreu a uma empresa que tinha como função apagar as memórias amorosas que tinha com Joel para não sofrer mais - o conceito futurista dos 3 escritores. A personagem interpretada por Jim Carrey - ao descobrir - resolve fazer o mesmo, mas a meio do processo acaba por se arrepender. O filme passa-se maioritariamente na mente de Joel e nas suas memórias com Clementine.
    Era muito mais fácil se pudéssemos apagar as memórias de desgostos amorosos para pura e simplesmente não sofrermos. Contudo, estamo-nos a esquecer que todas as memórias são uma aprendizagem. No fim, só vemos as coisas más da relação, mas se pudéssemos ir ao fundo das nossas memórias - como Joel acabou por experienciar - voltaríamos a ver porque é que nos apaixonámos pela tal pessoa. Descobrimos a razão pela qual houve um início. Não há razão para querermos apagar as memórias que tivemos com outra pessoa, quanto mais não seja para não cometermos os mesmos erros. Para amadurecermos como pessoas. Nós somos as nossas memórias. Boas e más. A pessoa que somos hoje deve-se pura e simplesmente à soma de tudo o que fomos anteriormente. Aprendemos com os nossos erros e tombos e continuamos a caminhar. O mundo não pára para ficarmos um tempo sentados no chão a recompor-nos. Temos inevitavelmente que levantar e caminhar. O mundo é redondo e dá muitas voltas. E o futuro logo se vê...

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

24 de março de 2015

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 54



Filme: The Hangover
Actor: Zach Galifianakis

por Tiago Moreira


    Sem ele nada teria acontecido. Ele foi o causador de uma das maiores comédias de sempre ao drogar os seus amigos numa despedida de solteiro. É imaturo. Bastante imaturo. É imprevisivelmente cómico. É gordito e tem uma barba por fazer. Ele é Alan, do filme The Hangover. Zach Galifianakis é o actor que lhe dá vida no grande ecrã e a verdade é que se tornou numa personagem icónica. Das melhores personagens humorísticas do cinema mundial.
    O filme já conta com 3 edições sendo que todos eles foram recordistas de bilheteira. O percurso das aventuras dos 3 amigos é tão aleatório que tornou o filme um enorme sucesso mundial. E voltando um pouco atrás, tudo começa com a despedida de Doug em Las Vegas, onde Alan - como referi atrás - droga todos os seus amigos para supostamente se divertirem mais. Contudo, um imprevisto (ou uns tantos) acontece e Phil, Stu e Alan acordam com a casa num pandemónio. Sem Doug - e Stu sem um dente -, mas com um bebé (Carlos), um tigre e uma galinha. O objectivo passa por encontrar Doug e levá-lo a tempo do seu casamento. Em cada filme há um enredo diferente (obviamente), mas o sentido é sempre fazer jus ao título da película.
    Não querendo apagar as essenciais participações de Bradley Cooper e de Ed Helms, é Zach Galifianakis e o seu Alan a fazer com que o filme seja ainda mais espectacular. Sempre imprevisível, ri-se quando não deve, atira frases completamente random e age como uma verdadeira criança.
    Toda a gente gostaria de conhecer um Alan. Nós já vimos um jogo do Benfica com um. Era um Benfica-Sporting em que - obviamente - ganhámos. Festejou connosco sempre muito calmo e random. Mas também sempre muito feliz.


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

21 de março de 2015

Nacional da Madeira 1-1 Porto: Pressão tramou dragão

Nacional da Madeira    1 - 1    Porto (Wagner 62'; Tello 45')

    O Porto entrava para o jogo sabendo já da derrota do rival e podia encurtar a distância para apenas 1 ponto. Contudo, um mau jogo dos dragões ditou que apenas encurtassem mais 1 ponto, ficando assim a 3 do Benfica e - apesar de haverem algumas condicionantes pelo meio - passam a depender de si próprios para vencer o campeonato nacional.
    Julen Lopetegui optou por colocar Evandro no lugar de Oliver e na ausência de Fabiano (expulso no último encontro) apostou em Helton. O treinador espanhol fez ainda regressar Maicon ao eixo da defesa, deixando Martins Indi no banco de suplentes. Já o Nacional da Madeira estava ainda mais condicionado que o vice-campeão nacional. Não tendo os argumentos do adversário, ficou privado de Marçal por lesão e ainda de Marco Matias por acumulação de amarelos. Tiago Rodrigues supostamente também teria visto o seu quinto amarelo no último jogo, mas a FPF esclareceu que o jogador havia limpo os cartões amarelos ao transferir-se para o clube madeirense. Contudo, como o jogador pertence aos quadros do Porto, sofreu uma gastroenterite um dia antes do jogo por mera coincidência.

    A primeira parte foi fraca e o único momento de deslumbre foi o golo de Cristian Tello. Os azuis e brancos tomaram as rédeas do jogo e não deixaram os visitados jogar. Notava-se alguma ansiedade por parte dos jogadores do Porto em tentar marcar, mas todos os tiros à balizam saíam furados. Casemiro, Aboubakar e Brahimi bem tentaram, mas só Tello conseguiu colocar a bola no fundo das redes aproveitando a desvantagem numérica da equipa de Manuel Machado por lesão de Willyan. O jogo estava parado, mas o árbitro não autorizou a substituição e os dragões acabaram por explorar (e bem) a ala desprotegida. Tello driblou um adversário com uma movimentação da direita para o centro e com o pé esquerdo atirou ao ângulo da baliza de Gotardi. O guardião brasileiro bem voou, mas foi um remate indefensável e - por sua vez - um fantástico golo do espanhol. O apito para o descanso viria segundos depois, com a sorte a sorrir para os dragões neste fim de primeira parte.
    A segunda metade foi bem mais agitada com um Nacional da Madeira a participar mais no jogo e a aproveitar as transições rápidas para criar perigo ao adversário. O Porto até entrou melhor num livre de Maicon à barra, mas Christian também respondeu de livre para grande defesa de Helton. Os dragões começavam a errar mais passes e a equipa liderada por Manuel Machado começava a avançar no terreno com mais velocidade e mais unidades. Até que surgiu o golo do empate. Num contra ataque pela esquerda, Sequeira foi à linha e cruzou para o recém-entrado Wagner encostar ao segundo poste. Delírio nas bancadas e balde de água fria para os adeptos azuis e brancos que se deslocaram à ilha da Madeira. O Porto tentou reagir e foi mesmo Gottardi a negar o golo a Danilo e Aboubakar com duas excelentes intervenções. O Nacional não se deixou intimidar e arrancou de novo para o ataque quase virando o resultado. Sequeira foi à linha cruzar e Lucas João - com a baliza aberta e Helton no chão - atira a bola para os céus. Perdida inacreditável do avançado... Até ao fim, o Nacional acabou por abrandar e o Porto a depender de um truque de magia de Ricardo Quaresma... Apesar das boas jogadas individuais do Harry Potter do norte, o truque de magia não aconteceu ficando o jogo empatado a uma bola.

    O Porto acabou por responder mal à derrota do rival Benfica e não aproveitou para encurtar a distância para um ponto. A equipa encontrava-se partida em campo e só um lance brilhante de Tello deu vantagem aos dragões. Contudo, a boa reacção da equipa da casa não só conquistou o empate como quase virou o resultado. A sorte acabou por sorrir - de certa forma - aos dragões com este ponto precioso conquistado na Madeira, que acaba por colocar a equipa do norte a depender de si própria para ser campeã, embora - como dissemos anteriormente - com algumas condicionantes pelo meio.
    Quanto às individualidades, João Aurélio foi o jogador que encheu o campo. Tanto no ataque como a defender foi um jogador exímio. Foi o espelho deste Nacional que tanto lutou na segunda parte. Sequeira fez esquecer completamente um dos melhores laterais da liga portuguesa - Marçal. E do lado do Porto, Tello era o único a conseguir desequilibrar, sendo que depois de ficar esgotado fisicamente foi Quaresma a figura atacante.
    Grande segunda parte do Nacional que juntamente com os vila-condenses acabaram por apimentar ainda mais a Liga NOS.


Barba Por Fazer do Jogo:
 João Aurélio (Nacional da Madeira)
Outros Destaques: Sequeira, Wagner, Gottardi; Tello, Quaresma.

Rio Ave 2-1 Benfica: E tudo Diego Lopes mudou

Rio Ave  2 - 1  Benfica (Ukra (pen.) 74', Del Valle 90'; Salvio 5')

O líder Benfica escorregou e, depois de 5 vitórias consecutivas na Liga NOS, colocou-se a jeito para uma aproximação de 3 pontos por parte do Porto. Os dragões defrontam esta noite o Nacional, na Madeira, e uma vitória deixa o campeonato ao rubro, podendo distanciar águias e dragões apenas por 1 ponto. Relativamente ao jogo em si, o Benfica começou bem cedo a ganhar, mas o Rio Ave operou uma reviravolta extraordinária com a entrada de Diego Lopes a revolucionar o jogo, a traduzir a característica ambição e alma da equipa vilacondense de Pedro Martins.
    Sem Gaitán (castigado), o Benfica entrou em campo com Talisca em vez do argentino e, perante um estádio a comprovar a onda encarnada pelo país, as águias começaram praticamente com vantagem de 1-0. Pizzi lançou a corrida de Salvio, num passe excelente, e o argentino depois de ganhar na corrida aos adversários bateu Ederson. A 1.ª parte teve mais Benfica, embora com um Rio Ave atrevido a espaços, e os principais destaques foram mesmo 2 contra-tempos para Pedro Martins: Marcelo (de longe o melhor central da equipa) e o goleador Hassan lesionaram-se ambos no espaço de 2 minutos, e ambos tiveram que ser substituídos, um por Prince, o outro por Ukra.

    Se na 1.ª parte o desempenho colectivo dos encarnados esteve longe de ser brilhante, na 2.ª ainda pior foi. O habitual rolo compressor deu lugar a um Benfica a passo e o Rio Ave, astuto, concentrado (muito mais Wakaso do que Samaris, sendo que o grego vinha até este jogo num galopante crescendo) e ambicioso começou a acreditar mais e mais que era possível conseguir pelo menos 1 ponto junto dos seus adeptos. Aos 59' Pedro Martins decidiu trocar Pedro Moreira por Diego Lopes (formado no Benfica, curiosamente) e o criativo, camisola 10 do Rio Ave, mudou por completo o rumo do jogo. Logo na sua primeira acção Diego rematou ao poste, depois de um pontapé longo do guarda-redes Ederson, e foi acrescentando pormenores de classe e boas decisões em transição, colocando a bola no espaço para os colegas Ukra e Del Valle. De um lado um Benfica a passo, do outro um Rio Ave crente e guerreiro, e o empate chegou aos 74 minutos com o árbitro a assinalar correctamente uma grande penalidade depois de mão de Samaris na grande área. Ukra, olhos nos olhos com Júlio César, converteu bem. Com 1-1 no marcador, Diego Lopes continuou a acrescentar qualidade, Jesus recorreu ao banco para trocar Talisca e Samaris por Ola John e Amorim, e aos 83 minutos Lima, depois de um raro bom trabalho do extremo holandês, falhou uma oportunidade clara de golo. Os minutos finais ditaram a expulsão de Luisão (impediu Tiago Pinto de se isolar), o Benfica mesmo com 10 ainda tentou chegar aos 3 pontos, mas acabou por ficar sem qualquer ponto na derradeira jogada do encontro - Diego Lopes assistiu Del Valle no flanco esquerdo e o extremo finalizou, conseguindo um prémio justo para os vilacondenses, deixando a Liga NOS mais viva do que nunca.
 
    Não foi um jogo brilhante para vários jogadores do Benfica que vinham numa forma excelente (casos de Jonas, que provou que é humano, e Samaris), e do outro lado elementos como Wakaso, os extremos marcadores dos golos e o talentoso Diego Lopes fizeram o suficiente para merecer a vitória. Com Gaitán talvez o jogo tivesse sido diferente, mas certamente que muitos adeptos do Benfica desejariam ter Jonathan Rodríguez para acrescentar a explosividade que os encarnados precisavam depois do 1-1, sendo que Ola John (que até deu um golo feito a Lima) não é jogador para uma equipa que precisa de cerrar os dentes e lutar com tudo pelo título.


Barba Por Fazer do Jogo:
 Diego Lopes (Rio Ave)
Outros Destaques: Wakaso, Ukra, Del Valle; Pizzi, Salvio 

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 55



Filme: The Lion King
Actor: Matthew Broderick (voz)

por Cê (Escritora Convidada)

Naaaaaaaaaaaaaaaaaats ingonyaaaaaa ba bagithiiiiiii Babaaaaaa

    Quem não souber pelo menos uma música (vá, uma parte de uma música) não se pode considerar verdadeiramente um leãozinho felpudo, destemido, vegetariano, e que contra as adversidades da sua vida selvagem e com tios de outra cor, conseguiu ser Rei da Selva. Mas calma… com anos de aventura pelo meio! Isto não é assim.
    Primeiro há que se divertir com um suricata e um javali (um par de animais que nós humanos encontramos com facilidade), apaixonar por uma donzela, namorar ao som do Elton John e só aí… SÓ AÍ… é que se pode lutar pelo seu lugar por direito.
    Nascido como herdeiro do trono, Simba desde cedo tem um inimigo bem próximo dele, o seu Tio Scar. Enquanto embaixadora do choro em filmes dramáticos eu pergunto de cabeça erguida: Quem é que se atreveu a não chorar quando Simba vai ter com o seu pai, caído no desfiladeiro, descobrindo que era apenas o seu corpo que só lá jazia?!
    Simba fugiu de tudo e todos, como nós quando descobrimos que a geração de hoje em dia não conhece os 150 Pokémons originais, e partiu numa viagem de descoberta do seu EU. Claro que contou com a ajuda dos seus melhores amigos Timon e Pumba, e só após vários anos, já adulto, volta para lutar por um reino animal melhor e sem injustiças.

    Pois bem, escolhi defender esta personagem porque, mesmo contando com as princesas Disney que existiam na altura, o Rei Leão foi um filme infantil generalista e único, e digamos que a maria-rapaz da família era eu. Simba foi certamente uma personagem adorada e marcante na infância de todas as crianças que nasceram nos anos 90. Bom, pelo menos as que tivessem um leitor de VHS. Ou então amigos com um leitor de VHS (o que ainda era melhor). Foi das primeiras personagens a aparecer que não fosse uma miúda a chorar por problemas do género de estar a dormir há mais de 100 anos, de viver numa casa com 7 homens, que tivesse ratos como amigos ou decidida a já não querer ser um peixe. Tss! Que se danem as princesas, eu queria um leão. Vegetariano. Quem é que não quereria?

Spoiler alert: o Simba é um badass e o mau morre


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

19 de março de 2015

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 103 )

    Aha! Voltámos! Não estavam à espera desta, pois não? Nós voltamos sempre com boa música apesar do longo tempo de espera. Deve-se ao simples facto de escolhermos a dedo as músicas do momento. Mas passemos ao que realmente interessa!
    Num dos lugares cimeiros, temos Hozier. O alto irlandês é um dos artistas em ascensão da actualidade, muito graças ao seu “Take Me to Church”, mas neste caso optámos por uma versão acústica e mais intimista do seu “To Be Alone”. Mas acima do irlandês está um português que tem um dos melhores trabalhos da actualidade. Diogo Piçarra apresentou-nos o seu "Espelho" com o single "Tu e Eu" que hoje aqui partilhamos. O seu álbum já se encontra no Spotify para se poder ouvir na íntegra e o que podemos dizer é que está ao nível do que Diogo nos tem apresentado ao longo do tempo. Um álbum intimista onde o instrumental e a escrita se encontram numa harmonia perfeita. Não só em Portugal, mas em todo o mundo, não é necessariamente a potência da voz do cantor que o faz chegar ao público. É necessário ter o talento necessário para colocar a alma em todas as suas músicas e tocar no público... E isso - como poderão comprovar - Diogo Piçarra conseguiu. De português para português, seguimos para Jimmy P. Tendo o seu álbum sido lançado no fim de Fevereiro, onde o apresentou com o single "On Fire", hoje escolhemos mais uma música do seu novo álbum - "Foge de Mim (Pt. I)". Um trabalho também ele bastante consistente e onde Jimmy volta a não desiludir e confirma que é mais um valor emergente da música nacional. Como sempre, servimo-nos de séries para alimentar o nosso GA. ‘Suits’ e ‘How to Get Away with Murder’ tiveram recentemente ambas a sua respectiva season finale, com bom acompanhamento musical. Permitem-nos assim introduzir 3 nomes pela primeira vez – Allman Brown, Gregory Alan Isakov e Zola Jesus. Têm ainda uma ‘Fade Into You’, de Ben Harper (que vem ao NOS Alive’15), original dos Mazzy Star, e que serviu de pano de fundo a um dos momentos que o público esperava há mais tempo por parte de Harvey Specter. Quem também vem ao NOS Alive'15 são os Mumford & Sons que lançaram o seu single há escassos dias, intitulado "Believe". Mais do mesmo em relação à qualidade apresentada pela banda londrina. Há ainda a canção composta e escrita por Rodrigo Guedes de Carvalho numa campanha da APAV (que conta com 8 vozes femininas entre as quais Manuela Azevedo, Gisela João, Cuca Roseta, Ana Bacalhau e Rita Redshoes); o resultado da fusão entre M83 e Haim na banda sonora do próximo ‘Insurgent’; e êxitos de rádio da autoria de Mr. Probz e The Weeknd. Esta ‘Earned It’ é automaticamente um biscoito que os valentes espectadores recebem por aguentarem ‘Fifty Shades of Grey’ até ao fim. Para finalizar destacamos ainda os trabalhos de Agir - que lançou "Tempo é Dinheiro" e onde o seu próximo álbum promete ser um dos melhores do ano a nível nacional -, Dillaz - com a música "Um Conselho" onde a qualidade da escrita do jovem é um dom sempre presente - e ainda Filipe Pinto que optou por um caminho mais ambientalista e com sonoridades semelhantes ao álbum "Ukulele Songs" de Eddie Vedder, com a sua "Green Woods"
    Já estamos a meter as mãos na massa quanto ao próximo GA, mas por enquanto deliciem-se com este que aqui vos oferecemos.
    Um até já, pessoas!




1. Diogo Piçarra - Tu e Eu
2. Hozier - To Be Alone


Convocados de Portugal para a recepção à Sérvia

O seleccionador nacional Fernando Santos anunciou hoje a lista de 24 jogadores convocados para o jogo com a Sérvia, a ocorrer dia 29 de Março no Estádio da Luz. Comparativamente com a última convocatória saíram Raphaël Guerreiro e Beto (lesionados), Tiago Gomes, Adrien e Hélder Postiga, abrindo lugar para os regressos de Fábio Coentrão, Antunes, Hugo Almeida e Eliseu e para a estreia absoluta do guarda-redes Ventura.

Lista de Convocados:

- Guarda-Redes: Anthony Lopes (Lyon), Rui Patrício (Sporting) e Ventura (Belenenses)
- Defesas: Cédric (Sporting), Bosingwa (Trabzonspor), Pepe (Real Madrid), Ricardo Carvalho (Mónaco), José Fonte (Southampton), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), Antunes (Dínamo Kiev) e Eliseu (Benfica)
- Médios: William Carvalho (Sporting), João Moutinho (Mónaco), Tiago (Atlético Madrid), André Gomes (Valência), João Mário (Sporting)
- Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Nani (Sporting), Danny (Zenit), Vieirinha (Wolfsburgo), Ricardo Quaresma (Porto), Éder (Braga) e Hugo Almeida (Kuban Krasnodar)

Barba Por Fazer - É certo que Fernando Santos garantiu que ainda serão divulgados os nomes de 10 ou 11 jogadores chamados para o amigável com Cabo Verde (31 de Março), mas poderiam surgir algumas alterações na convocatória-base consoante o rendimento recente dos jogadores.
    Na baliza não há grande contestação. Rui Patrício e Anthony Lopes (actualmente o GR português a atravessar melhor momento) tinham que ser chamados, e com Beto lesionado a 3.ª vaga poderia facilmente ser ocupada tanto por Ventura como por Mika. Na defesa, Paulo Oliveira merecia surgir em vez de Bruno Alves e no lado direito seria justo chamar Diogo Figueiras (Sevilha) e apostar declaradamente em Vieirinha para essa posição, preterindo Cédric e Bosingwa.
    Todas as escolhas no meio-campo são incontornáveis, destacando-se a (justa) ausência de Adrien, embora no nosso entender Pizzi e André André merecessem ter sido chamados. Por fim, no ataque, mantém-se o nosso crónico problema chamado "ponta de lança": defendemos que a solução poderia passar por apostar em Cristiano Ronaldo como referência ofensiva, deixando o flanco esquerdo para Guerreiro-Coentrão (se o lateral do Lorient pudesse ter sido chamado), porque figuras como Hugo Almeida e Éder (que perdeu a titularidade no Braga para Zé Luís) pouco acrescentam. Quase que era preferível chamar Rui Fonte a contar com estes 2 jogadores.
    Ronaldo, Nani, Danny, Quaresma (principalmente pela sua importância nos recentes jogos da Selecção) não merecem discussão, e Bernardo Silva já poderia surgir nesta lista.

    Basicamente, trocaríamos Cédric, Bosingwa, Bruno Alves, Hugo Almeida e Éder por Diogo Figueiras, Paulo Oliveira, Pizzi, André André e Bernardo Silva. O facto de Fernando Santos ter chamado 3 laterais esquerdos (Coentrão, Eliseu e Antunes) poderá indiciar que pretende repetir o esquema com Danny, Ronaldo e Nani na frente; embora na prática isto só fizesse sentido se um dos 3 laterais constasse nos planos para surgir a extremo-esquerdo (Coentrão), o que iria contra a opção já utilizada por Fernando Santos de um 4-3-1-2 com Danny no apoio a Ronaldo e Nani.

    Olhando para a convocatória dos Sub-21, depreende-se que Bernardo Silva não será um dos "dez ou onze" jogadores chamados para o jogo com Cabo Verde, numa dezena onde é credível que constarão por exemplo Pizzi, André André, Diogo Figueiras e Paulo Oliveira.

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 30

Fantasy Premier League - Aproveitem bem, porque depois deste fim-de-semana só voltamos a ver a Premier League na Páscoa. Sim, há Selecções pelo meio. Nesta jornada 30 salta à vista o Liverpool-Manchester United, sobretudo agora que o 2.º classificado e o 7.º estão separados apenas por 8 pontos, e de resto há uma maioria de jogos com favoritismo a cair para a equipa da casa. Chelsea e Arsenal são os únicos visitantes favoritos, enquanto que o Everton desloca-se a casa do QPR depois de viajar até solo ucraniano, o Stoke-Crystal Palace é de difícil previsão e veremos se há efeito-Advocaat no jogo do Sunderland.
    A jornada passada teve nos jogadores mais pontuados Michael Carrick. As conversas deviam ficar por aqui, mas convém explicar que a jornada não foi má, mas foi difícil em média em termos de Fantasy, com algumas surpresas (Burnley venceu o Manchester City, o Chelsea não conseguiu mais do que um empate em casa com o Southampton) e muitas clean sheets - 9 equipas não sofreram golos, um valor alto. Michael Carrick fez então 14 pontos na vitória do Manchester United sobre o Tottenham, um jogo que se esperava mais equilibrado, e também Aaron Ramsey recuperou o nível de 2013/ 14 com 1 golo e 1 assistência. Os belgas Fellaini e Benteke conseguiram 13 pontos, Agbonlahor uns simpáticos 12 depois da goleada do Aston Villa por 4-0 que ditou o despedimento de Poyet, e também Boyd, James McCarthy e Skrtel fizeram uma boa jornada.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

Neste fim-de-semana, especial atenção a:

 Christian Benteke - Aston Villa - 7.4

    Parece um milagre mas é verdade - um jogador de ataque do Aston Villa nas nossas recomendações! A troca Lambert-Sherwood já começou a dar frutos e o futebol ofensivo do Aston Villa começou finamente a aparecer, dando sinais positivos para uma eventual manutenção. No Sunderland-Aston Villa, jogo para levar a sério na luta para não descer, Benteke e Agbonlahor bisaram, Leandro Bacuna (inexplicavelmente pouco utilizado esta época) fez duas assistências e com isto o Aston Villa somou a 2.ª vitória consecutiva depois de 7 jogos seguidos a perder. Nesta época a equipa de Birmingham nunca conseguiu ganhar 3 jogos consecutivos e por isso a recepção desta jornada ao Swansea tem suprema importância. Christian Benteke, homem-golo da equipa, pode ser uma boa opção até porque na jornada seguinte (31) o Aston Villa tem jornada dupla - visita Old Trafford e recebe o QPR.

    Se o Aston Villa quiser permanecer na Premier League, Benteke terá que aparecer e o desfecho dos 2 próximos jogos em casa (Swansea, QPR) bem como das 4 derradeiras jornadas serão decisivos na classificação final da equipa.

 Kun Agüero - Manchester City - 13.0

    Recomendar Agüero é constatar o óbvio, certo. No entanto, as estatísticas não mentem - Kun não marcou nos últimos 3 jogos, o máximo que conseguiu neste intervalo de tempo foi uma assistência em Anfield e, com Agüero pouco influente, a equipa perdeu por duas vezes. Também não podemos ignorar que até à sua lesão Agüero levava 14 golos em 14 jogos e desde que voltou tem 3 em 9. Ainda assim, e mesmo considerando que o WBA de Tony Pulis defende bem, esta pode ser a jornada da ressurreição de um dos craques da Premier League. O West Brom é uma das "presas" preferidas de Agüero e Yaya Touré (10.7), resta-nos saber se é desta - tal como na recepção ao Newcastle - que o Etihad volta a ver um "dia sim".

 Christian Eriksen - Tottenham - 8.4

    O dinamarquês dos grandes números. Depois de uma época de estreia com 7 golos e 9 assistências, Eriksen já tem neste momento um total de pontos superior ao do fim da época passada, e por seis ocasiões já fez 10 ou mais pontos. E a questão de Eriksen é mesmo essa - embora seja um jogador constante e que acrescenta sempre valor e soluções ao ataque dos spurs, neste ano tem-se eclipsado e quando surge a marcar consegue quase sempre bónus 3.

    A referência Harry Kane (6.3), um dos favoritos para capitão nesta jornada, é inequivocamente a escolha de Topo no Tottenham, mas se os spurs querem manter-se na corrida por um lugar de Champions, é fundamental ganhar em casa ao "lanterna vermelha" Leicester. Na primeira volta ficou 2-1 com golos de.. Kane e Eriksen.

 Aaron Ramsey - Arsenal - 8.6

    Em 2013/ 14, Ramsey conseguiu 10 golos e 9 assistências, ele que nunca tinha passado dos 3 golos numa edição. O galês acabou com 146 pontos mas esteve algum tempo afastado por lesão. Este ano aconteceu o mesmo e Ramsey pouco tem conseguido contribuir para o sucesso dos gunners (quem diria que de repente estariam a 1 ponto do City?), primeiro pela frequente indisponibilidade física, e segundo porque com Alexis, Cazorla, Özil e Welbeck, o 16 do Arsenal tem sido obrigado a recuar para perto do fixo Coquelin. Mas não esperem que por lá fique. Aaron Ramsey, no futebol fluído e pleno de ataque de Wenger, continuará a surgir em zonas de finalização e à medida que a confiança e os índices físicos subirem (Ramsey pode acabar bem a época, enquanto que outros jogadores terminarão cansados) o seu impacto será maior - para já marcou e assistiu frente ao West Ham, e marcou no Mónaco. Será o Newcastle a próxima vítima? Senão já sabem, há Alexis, Cazorla, Giroud..

 Toby Alderweireld - Southampton - 4.7

O que faria mais sentido era referirmos Sadio Mané (6.6) mas para termos um defesa nas nossas 5 principais escolhas, aqui está o central belga. Num Southampton onde Pellè desapareceu, o senegalês Mané é neste momento o principal elemento do ataque. Decidiu o jogo com o Crystal Palace e em Stamford Bridge foi uma constante dor de cabeça para os defesas do Chelsea; mas falando de defesa, é impossível ignorar que ao fim de 29 jornadas o Southampton mantém-se a melhor defesa do campeonato - 21 golos sofridos, melhor que Chelsea (23) e Manchester United (26). Neste cenário, Alderweireld, emprestado pelo Atlético Madrid mas que tudo indica o Southampton tentará garantir em definitivo, é um negócio da china. 4.7 por um defesa do melhor quarteto do campeonato? Assinem por baixo.

Outras Opções:
Guarda-Redes: A jornada anterior parecia difícil mas inúmeros guarda-redes saíram-se bem. Desta vez, Fraser Forster (5.6), Thibaut Courtois (5.9) e Joe Hart (6.1) são em princípio as escolhas mais seguras. No entanto, não dá para confiar no momento do Manchester City. Noutros jogos, o Leicester por exemplo pode estragar a clean sheet de Lloris.

- Defesas: A profundidade dada por Branislav Ivanovic (7.5), Danny Rose (4.9) e Pablo Zabaleta (6.4) faz deles opções de confiança nos dois lados do campo. Mas não seria surpreendente ver Martin Skrtel (6.0) a subir às alturas num canto no jogo quente da jornada, isto se ele se apresentar a 100%.

- Médios: Eden Hazard (10.9), a malta do costume no Arsenal, David Silva (9.7) e Matt Phillips (4.6) são opções a ter em conta. Depois há várias questões para esperarmos pela resposta: será que Sinclair marca ao seu antigo Swansea? Será que Bolasie consegue manter-se consistente? Fará Advocaat despertar o talento de algum médio do Sunderland? E por fim, uma das grandes questões será ver que meio-campo escolhe Rodgers. A época do Liverpool decide-se nas próximas 2 jornadas: recebe o Manchester United, e visita o Arsenal.

Avançados: Pouco mais há a dizer depois de mencionar Benteke, Agbonlahor, Kane e Agüero, mas Charlie Austin (6.4) tentará aproveitar o cansaço do Everton, e depois espera-se muito de Wayne Rooney (10.6) e de Daniel Sturridge (11.2) no primeiro jogo de Domingo. A equipa de Anfield tem vantagem.

18 de março de 2015

Champions: Messi e Joe Hart brilham, Tévez qualifica a Juve

Está fechado o lote de 8 equipas dos quartos-de-final da Champions. Barcelona e Juventus juntam-se às seis equipas já com presença garantida. O Barcelona voltou a ganhar num grande jogo de futebol, com Messi a coleccionar pormenores deliciosos e de pura magia, mas do outro lado com Joe Hart a revelar-se um verdadeiro gigante com defesas atrás de defesas.
    Na Alemanha esperava-se um jogo equilibrado mas o argentino Carlos Tévez foi determinante na vitória clara da Juventus por 3-0, colocando o campeão italiano na fase seguinte. O sorteio dos quartos é sexta-feira com Bayern, Barcelona e Real Madrid como favoritos, Mónaco e Porto a serem os desejos dos "tubarões", Atlético Madrid a ser a equipa que ninguém quer apanhar e o duo PSG/Juventus a representar o "salto" europeu de duas equipas fortes nos seus países.

Barcelona 
 1 - 0  Manchester City (Rakitic 31')

    Em Barcelona os catalães eram favoritos esta noite e o jogo - que reuniu estrelas como Messi, Agüero, Neymar, Yaya Touré, Suárez, David Silva e Iniesta - foi fantástico. O "Barça" começou a todo o gás, embora tivesse já ganho 2-1 fora, e bem cedo Neymar atirou ao poste depois de Dani Alves assaltar um distraído Kompany. O espectáculo-Messi começou bem cedo, com a sua condução de bola única, as mudanças de velocidade do costume, dois túneis (Fernandinho e sobretudo Milner não se esquecerão) e enorme influência em todo o jogo dos blaugrana - Messi esteve perto de marcar em vários lances, nomeadamente numa tabela de qualidade com Iniesta, mas acabou por surgir na ficha de jogo com uma assistência primorosa. Vindo da direita para o centro, o argentino descobriu Rakitic perto da meia hora de jogo e o croata, depois de receber com o peito, picou a bola perante a saída corajosa de Hart. A 1.ª parte ficou ainda marcada por uma falta de Nasri que poderia ter valido um cartão vermelho, e terminou com nova bola ao poste - Neymar isolou Suárez com um passe incrível, e o desvio do uruguaio deslizou caprichosamente até ao poste da baliza dos ingleses.
    A 2.ª parte teve Navas em vez de Nasri e um jogo aberto, com várias oportunidades e transições rapidíssimas. Logo no arranque Hart negou por mais do que uma vez o golo, e Yaya Touré (desde que está no City este foi o seu melhor jogo contra o Barcelona) assumiu a equipa e criou problemas à defesa catalã. A noite épica de Joe Hart, porventura o melhor jogo da sua carreira, continuou ao negar o golo a Messi depois de um entendimento perfeito com Neymar, e depois foi o próprio brasileiro a proporcionar nova defesa ao inglês. Kun Agüero teve aos 77' a hipótese de relançar a eliminatória mas Ter Stegen defendeu uma grande penalidade conquistada e (mal) convertida pelo avançado argentino, e nos minutos finais tanto Messi como Neymar renderam-se à exibição de Hart, que a dada altura já só conseguia libertar um sorriso incrédulo perante a quantidade de defesas que estava a fazer.
    Seguiu em frente aquela que mostrou ser, de longe, melhor equipa e caiu o último sobrevivente da Premier League. Embora seja a liga mais entusiasmante da actualidade, as melhores equipas e mais constantes (Chelsea, Manchester City, Arsenal) continuam a mostrar ainda estar distantes do nível de Bayern, Barcelona e Real Madrid. Hoje, Joe Hart fez uma exibição monumental mas ainda assim é impossível não nos rendermos perante novo espectáculo de magia de Lionel Messi. O argentino deu-se sempre ao jogo, foi o principal construtor de jogo da equipa e merecia ter marcado um golo. Por vezes não nos damos conta de quão privilegiados somos ao vivermos numa época futebolística com Messi e Cristiano Ronaldo.


Barba Por Fazer do Jogo:
 Lionel Messi (Barcelona)
Outros Destaques: Ter Stegen, Alba, Rakitic, Neymar; Joe Hart, Yaya Touré
Borussia Dortmund  0 - 3  Juventus (Tévez 3' 79', Morata 70')

    Conhecendo-se o ADN deste Dortmund (um clube único, com um público também sem igual) e a ligeira esquizofrenia (grande época europeia, má época interna) desta época, havia razões para a equipa de Klopp ter esperanças depois de perder 2-1 fora, mas o jogo foi perfeito.. para os italianos.
Marcar cedo era importante para catalisar o jogo dos alemães mas a partida iniciou-se praticamente com um grande golo de Carlos Tévez. O herdeiro da camisola 10 de Del Piero não pediu licença a ninguém e disparou, do meio da rua, ao ângulo da baliza alemã. Um golaço, embora Weidenfeller tivesse obrigação de reagir mais rápido ao lance. O golo da Juventus convidou a equipa de Allegri a recuar, tapando os caminhos para a sua baliza e apostando na verticalidade apenas em alguns momentos. O craque Marco Reus não conseguiu aparecer ao seu nível numa 1.ª parte onde Lichtsteiner obrigou Weidenfeller a uma boa defesa, e na qual Pogba saiu lesionado.
    A intensidade da Juve voltou a estar em destaque na 2.ª parte, e Morata quase fez golo no regresso dos balneários. Klopp mexeu nas suas peças trocando Mkhitaryan e Bender por Kuba e Ramos, mas o golpe de misericórdia chegou momentos depois com Tévez a oferecer o golo a Morata (genial o passe de Marchisio na construção). O 0-2 obrigava o Dortmund a marcar 4 golos em 20 minutos para se qualificar, e o ponto final na eliminatória deu-se aos 79 minutos com Tévez a finalizar cara a cara com o guarda-redes alemão.
    A Juventus teve uma grande noite europeia e, depois de vários anos a dominar sem rival a Serie A, consegue finalmente um lugar entre os melhores 8 conjuntos do futebol europeu. Houve pouco Dortmund e uma Juve plena de organização e muito competente. E sim, Tévez fez claramente a diferença.


Barba Por Fazer do Jogo:
 Carlos Tévez (Juventus)
Outros Destaques: Hummels; Evra, Marchisio, Pereyra, Morata

100 Melhores Personagens de Filmes - Nº 56





Filme: Inglourious Basterds
Actriz: Mélanie Laurent

por Miguel Pontares

    Desde os primórdios do Cinema e até hoje, a maioria dos filmes tem como protagonistas personagens masculinas. Essa tendência tem sido bem combatida actualmente na Televisão ('Game of Thrones', 'Orange is the New Black', 'Skins', 'Orphan Black', 'Unbreakable Kimmy Schmidt', 'Penny Dreadful', 'The Fall', 'Fargo', 'American Horror Story', 'House of Cards' e 'Bates Motel' são tudo exemplos de séries com personagens femininas fortes e bem escritas), enquanto que no Cinema qualquer actriz deseja sempre ser a musa inspiradora de Woody Allen - ninguém escreve e realiza para mulheres como ele. No entanto, e embora provavelmente não seja alguém de quem nos lembramos logo na criação de símbolos do feminismo no grande ecrã, Quentin Tarantino tem a sua quota-parte de sucesso. Poderíamos falar de Jackie Brown, diz-se que a personagem de Jennifer Jason Leigh em 'The Hateful Eight' promete, muitos dirão que The Bride é a melhor "Tarantina" e pouco crédito tem Shosanna Dreyfus.
    Em 'Inglourious Basterds' conhecemos a judia Shosanna quando esta sobrevive a um tiroteio subterrâneo ordenado pelo coronel da SS Hans Landa (Christoph Waltz). Nos 5 capítulos que compõem mais uma Vingança do realizador sangrento, Shosanna surge na abertura "Once Upon a Time.. in Nazi Occupied France", três anos depois em "German Night in Paris" e completa o seu plano no derradeiro "Revenge of the Giant Face". A única sobrevivente da família Dreyfus assume uma nova identidade - Emmanuelle Mimieux - em Paris, onde se torna responsável por um cinema local. O seu simples objectivo de passar despercebida (genial a tensão, com um struedel com natas como guarnição, no momento em que Shosanna partilha a mesa com Hans Landa) transforma-se numa oportunidade única de vingar a sua família e os judeus quando, essencialmente graças ao chato "herói" Fredrick Zoller, as grandes figuras do nazismo se decidem juntar no seu cinema para assistir à premiere de Stolz der Nation, um filme de propaganda nazi. A personagem de Mélanie Laurent, juntamente com o seu projeccionista Marcel, planeia a sua própria operação Kino, preparando-se para incendiar uma colecção de 350 filmes de nitrato.
    A sua mensagem para a Alemanha é o climax do filme, e a delicadeza da actriz francesa Mélanie Laurent funciona na perfeição, especialmente quando cruzada com esta sede de justiça, vestindo pele de guerreira e preparando-se para um combate silencioso (até a forma como coloca a maquilhagem resulta bem como símbolo).
    Como nem tudo são rosas ela acaba por morrer lá pelo meio, mas Shosanna Dreyfus é, em 'Inglourious Basterds', a judia que acaba com a Guerra ao colocar o nazismo numa fogueira. Se isto não é o suficiente para fazer dela uma personagem feminina influente, não sei o que será.

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Daniel Machado, Lorena Wildering, Nuno Cunha, Sara Antunes Santos e Carolina Moreira.
Foram tidos em consideração filmes lançados até 20 de Novembro de 2014. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou aos filmes que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

17 de março de 2015

Champions: Mónaco aguenta, Vice-campeão europeu passa nos penalties

Depois de já se terem qualificado Real Madrid, Porto, PSG e Bayern, esta noite ficámos a conhecer mais duas equipas que figurarão no quadro dos quartos-de-final: Mónaco e Atlético Madrid. Na 1.ª mão os dois jogos de hoje tinham dado surpresa e meia, com a conclusão a dar-se hoje. O Mónaco qualificou-se no limite, e o Atlético Madrid-Bayer Leverkusen decidiu-se apenas grandes penalidades.

Mónaco 
 0 - 2  Arsenal (Giroud 36', Ramsey 79')

    Foi à tangente mas o Mónaco de Leonardo Jardim garantiu a passagem para os quartos-de-final da Champions. O agregado final foi de 3-3, mas o facto do Mónaco ter marcado mais golos fora do que a equipa londrina qualificou os monegascos.
    O jogo, no entanto, foi bem diferente do da 1.ª mão. Se em Londres houve um Mónaco que soube defender e contra-atacar com excelência e um Arsenal apático e irreconhecível, esta noite a equipa de Leonardo Jardim preocupou-se praticamente em exclusivo com a defesa da sua vantagem na eliminatória e o Arsenal, que já sabia que teria que marcar três golos, arriscou tudo, mostrou o seu real valor e ficou muito perto de estar no Top-8 europeu.
    O Arsenal apresentou consistência e vontade praticamente desde o arranque do jogo, encostando aos poucos a equipa da casa, com Cazorla e Alexis sem medo de "pegar" na equipa e Welbeck muito interventivo mas sem sucesso. Era importante para o Arsenal marcar cedo, e foi aos 36 minutos que aconteceu. Welbeck assistiu Giroud e o avançado francês, no segundo remate consecutivo, rematou sem contemplações colocando a bola onde ninguém a podia ir buscar. Naturalmente, o golo motivou o Arsenal e até ao fim da 1.ª parte Subasic chegou para as encomendas, e o apito para o intervalo surgiu numa altura em que o Mónaco desesperava por uma paragem para se reorganizar e recuperar o oxigénio da sua defesa.
    A 2.ª parte foi semelhante à primeira, com Subasic a revelar-se importante (grande defesa a um livre directo!) perante as investidas de Özil, Welbeck e Giroud, enquanto que o Mónaco tentava responder à base do pontapé para a frente e fé na velocidade de Ferreira-Carrasco. A pressão do Arsenal foi-se intensificando com o passar dos minutos e, como não há fome que não dê em fartura, o 0-2 chegou mesmo com dois jogadores lançados por Wenger envolvidos na jogada. Theo Walcott rematou ao poste da baliza de Subasic e, na recarga, Ramsey teve a frieza suficiente para rematar de forma letal. Pouco depois o Arsenal esteve pertíssimo de completar a reviravolta na eliminatória mas Subasic travou um cabeceamento de Giroud no limite, com a bola a transpor quase na totalidade a linha. Os 10 minutos finais foram de tremendo sofrimento para o Mónaco, com as linhas juntas e recuadas e a conseguir segundos para respirar em cada alívio para o meio-campo do Arsenal, e os londrinos, embora com uma teia bem montada no fim, não conseguiram desvendar o caminho para o tão desejado 3.º golo.
    Claro está que uma eliminatória faz-se pelo conjunto das 2 mãos e o péssimo desempenho (sofrer aquele terceiro golo fez toda a diferença) da 1.ª mão condenou o Arsenal. Leonardo Jardim não vai ganhar a Ligue 1 (PSG, Lyon e Marselha são mais fortes internamente) mas atingir os quartos é um feito incrível. Interessante ainda o facto de no conjunto das 8 melhores equipas da Champions constarem duas equipas francesas - PSG e Mónaco - ambas a conseguirem o seu bilhete após eliminarem ingleses.


Barba Por Fazer do Jogo:
 Santi Cazorla (Arsenal)
Outros Destaques: 
Subasic, Toulalan, João Moutinho; Koscielny, Ramsey, Özil, Alexis, Giroud
Atlético Madrid  1 - 0 (3 - 2 g.p.)  Bayer Leverkusen (Mario Suárez 27')

    O 1-0 favorável ao Bayer Leverkusen não surpreendeu por completo na primeira mão dada a qualidade da máquina ofensiva de Schmidt, mas o Atlético Madrid, campeão espanhol e vice-campeão europeu, mantinha o estatuto de favorito. No fim acabou por passar quem mereceu e a equipa que tem capacidade para complicar mais a vida a um futuro adversário. Este Atlético Madrid, com a alma de Simeone, é feito para jogos a eliminar.
    Esperava-se um jogo durinho e foi o que aconteceu, embora com uma boa arbitragem do italiano Rizzoli, com pulso firme sobre os jogadores. O jogo demorou a ter oportunidades e por volta dos 20 minutos Simeone viu-se obrigado a trocar de guarda-redes: saiu Moyà, entrou o esloveno ex-Benfica Jan Oblak. A organização das duas equipas parecia inquebrável mas o empate da eliminatória chegou - depois de um livre, Cani amorteceu para Mario Suárez e o médio espanhol conseguiu bater Leno, com o seu remate a ser desviado ligeiramente por Toprak. O Atlético, mesmo sem Tiago e Gabi, conseguiu apresentar sempre maior qualidade no controlo das operações a meio-campo, e no Leverkusen Wendell e Spahic tiveram muito trabalho na defesa, enquanto que o tridente Son-Çalhanoglu-Bellarabi desta vez não trocou as voltas aos espanhóis.
    Tanto que não foi um jogo de oportunidades que a 2.ª parte, embora intensa e sempre a exigir enorme concentração por parte dos jogadores, foi passando sem grandes momentos. Esteve melhor o Atlético, superior sobretudo quando Arda Turan e Griezmann acrescentavam algo com a sua maior capacidade técnica. O 1-0 passou os 90 minutos, e perdurou até ao final da meia hora de prolongamento, num período onde Leno deu estabilidade à sua equipa e Rolfes quase marcou o golo de uma vida. Nas grandes penalidades, Raúl Garcia e Çalhanoglu começaram ambos por falhar; Griezmann e sobretudo Rolfes marcaram com enorme qualidade; Suárez marcou, Toprak atirou por cima depois de uma corrida saltitante que não augurava nada de bom, Leno defendeu o penalty de Koke e, no fim, Fernando Torres marcou mas Kiessling atirou uma bola para fazer companhia às de Sergio Ramos e David Beckham.
    Genericamente passou a equipa que é mais forte e que está melhor preparada para estes momentos. O Leverkusen deixou uma boa imagem, embora esta noite tenha estado a anos-luz do bom futebol que mostrou em casa, e segue para os quartos o actual vice-campeão europeu.
    Temos já 2 equipas espanholas, 2 francesas, 1 portuguesa e 1 alemã nos quartos. Amanhã devemos acrescentar mais uma equipa espanhola à lista, com a decisão entre Dortmund e Juventus a ser mais difícil de prever. Só um jogo histórico do Manchester City pode evitar a ausência de equipas inglesas nas 8 melhores da Champions.


Barba Por Fazer do Jogo:
 Arda Turan (Atlético Madrid)
Outros Destaques: Giménez, Mario Suárez, Griezmann; Leno, Wendell, Rolfes