Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

25 Novas Séries a Não Perder em 2017

Vem aí guerra entre Netflix, FX e HBO. O novo ano traz a série de Tom Hardy e do seu pai, uma baseada em livros de J.K. Rowling, outra produzida por David Fincher e outra com Idris Elba. Punisher ganha independência, e o criador de Fargo trata da chegada de Legion. E o melhor é que há muito mais.

30 de janeiro de 2012

Cavaco e a sua Reforma

Pensavas que escapavas da nossa guilhotina, não era Cavaco? Mas não. Tomei foi a liberdade de te escrever um poema com a minha pena e a minha tinta. Ora aqui vai:

A Reforma do Cavalo Silva

Era uma vez um cavalo, que sabia poupar
Enamorado por Maria, com quem partilhava o Lar.
De calculadora na mão um dia concluiu
Que a reforma menos as despesas dava um enorme vazio.

Mil e trezentos euros mensais da Caixa de Aposentações,
Tomara a tantos nós também poder com notas coçar os c******.
E porque fica feio escrever asneiras em poemas,
Peço desculpa senhor leitor, não volto a entrar nesses esquemas.

Voltando ao cavalo, ele tinha despesas até ao infinito e mais além,
Daí se ter queixado sem olhar a quem.
A verdade é que aos 1300 ainda se somam uns 7000 e tal,
O que faz com que tudo isto seja gozar com Portugal.

Cavalo, cavalo, eu até gosto de ti,
Mas quando te ouço dizer:
“Tudo somado é capaz de não dar para pagar as despesas”
Podes crer que mais vale ouvir cantar o Luís Represas.

O que vale ao Cavalo é que no seu estábulo sempre poupou,
Mas nestas palavras desiludiu quem nele votou.
Vê lá agora se medes as palavras,
Porque neste cantinho ibérico as almas não gostam de se sentir escravas.

MP


 - Cavaco declarou ao Tribunal Constitucional, em Dezembro passado, que os seus rendimentos relativos a 2009 eram de 142 375,70 euros por trabalho dependente (Presidência) e 140 601,81 euros de pensões (Banco de Portugal e Universidade Nova). Abdicando, com as medidas de austeridade, do seu salário enquanto Chefe de Estado em prol da sua reforma. Acabou mesmo por “largar” o seu ordenado que afectado pela austeridade seria de “apenas” 6523€ (com os cortes já feitos) mas para ter a sua reforma (que segundo consta está no valor de 10.000€ mensais) -

Nota 1: assumo-me politicamente de direita e sei ver que as palavras de Cavaco querem dizer várias coisas: estamos perante um homem que sempre soube poupar e que quem poupa consegue viver melhor; estamos perante um homem que nunca teve muito jeito para falar; estamos perante um estado social que não serve para nada, e o próprio presidente assume-o, embora não directamente; Cavaco tem bastantes despesas - manutenção semanal do seu queixo, cirurgia mensal para tentativa de remoção do pedaço de bolo que tem preso na garganta e que o faz ter aquela voz ou o polimento do seu busto (esta expressão presta-se a interpretações nojentas, mas o objectivo era apenas equipará-lo a um monumento... isto ainda foi mais nojento agora).

Nota 2: A expressão “Cavalo Silva” não tem maldade da minha parte. Respeito Cavaco como figura política, reconhecendo que nestas suas palavras esteve infeliz, como Marcelo Rebelo de Sousa bem comentou. A opção pela expressão “Cavalo Silva” deve-se ao facto de ser o modo como a minha namorada lhe chamava quando era pequenina e não sabia dizer bem algumas coisas (Não! Eu não a conheço desde essa altura, que horror! Isso seria demasiado querido e insuportável. É apenas um mito que ela me conta). E tem piada se verbalizarem alto: Cavalo Silva. 

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 48 )

Mantemos os tops musicais temáticos e iniciamos hoje uma longa jornada de semanas em que, três vezes por semana, iremos divulgar o nosso top20 de bandas que nos definem musicalmente. Iniciamos esta semana com a banda de Dave Grohl (ex-baterista dos Nirvana) e do seu melhor amigo Taylor Hawkins, entre outros elementos, uma trupe que confessamos nos é muito querida. Não devíamos ter escrito isto, que gay (eu que-gay na sanita - é melhor parar de escrever coisas estúpidas). Estiveram cá no Optimus Alive'11 e esperemos que voltem rápido. Eis o Top 20 dos.. Foo Fighters!

TEMA : FOO FIGHTERS


1. Foo Fighters - Best of You
2. Foo Fighters - My Hero
3. Foo Fighters - Everlong 
4. Foo Fighters - Times Like These (Acoustic) 
5. Foo Fighters - Walk 
6. Foo Fighters - Long Road to Ruin 
7. Foo Fighers - The Pretender 
8. Foo Fighters - Walking After You 
9. Foo Fighters - Next Year (Acoustic) 
10. Foo Fighters - All of My Life 
11. Foo Fighters - But, Honestly 
12. Foo Fighters - Wheels 
13. Foo Fighters - Dear Rosemary 
14. Foo Fighters - Learn to Fly 
15. Foo Fighters - Let it Die 
16. Foo Fighters - Arlandria 
17. Foo Fighters - These Days 
18. Foo Fighters - Cold Day in the Sun 
19. Foo Fighters - Monkey Wrench 
20. Foo Fighters - Big Me 

29 de janeiro de 2012

A Caminho dos Óscares

The Artist

Realizador: Michel Hazanavicius
Argumento: Michel Hazanvicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell
Classificação IMDb: 8.4

Ponto prévio: numa época em que tantos filmes são feitos em 3D só porque sim, é interessante a ideia de um homem que decide fazer um filme mudo a preto e branco. Ás vezes um passo atrás resulta em dois passos em frente.
Analisando historicamente, em 2009 venceu um óscar um filme de indianos (digno de apenas Melhor Fotografia) no qual um pequeno caía num monte de cocó e era referida a expressão “Pila Street”, em detrimento de um filme em que um homem nascia velho e morria bebé; em 2010, James Cameron fez uma pequena revolução no cinema ao realizar o primeiro filme com tecnologia 3D, um filme que não era mais do que a história da Pocahontas (mas com nativos longos e azuis) e que merecia ter suplantado (pelo marco na indústria do género, e porque era um filme que valia a “viagem” no cinema) The Hurt Locker, talvez vencedor por interesses políticos. No ano passado, o vencedor foi o rei gago. O antigo parceiro de Lúcia Moniz ou de Bridget Jones saltou para a ribalta e foi actor do ano no Discurso do Rei (DiCaprio este ano mostra também ter capacidade para fazer de gago), considerado melhor filme, deixando para trás a 1ª obra de Christopher Nolan nomeada para óscar (no passado teve melhores filmes), o psicológico Cisne Negro (ai Mila Kunis..) e A Rede Social, um quase documentário de Fincher. Não foi um grande ano. Este ano, a Academia, tudo indica, consagrará The Artist como o melhor filme do ano. Entre os 9 filmes nomeados, dos 6 que já vi, a questão seria sempre entre The Artist e Midnight in Paris.
       Falando do filme em si, a banda sonora acompanha-nos ao longo da jornada de George Valentin (Jean Dujardin), estrela do cinema mudo, que se vê sucumbido pelo emergir do cinema falado, com o qual surge Peppy Miller (Bérénice Bejo), que desenvolve uma afectividade especial e admiração pelo “ultrapassado” George Valentin. A realização e argumento de Hazanavicius usam precisamente a dicotomia entre o passado e o futuro. Cria um filme “antigo”, na actualidade, na qual um actor não aceita precisamente o evoluir da indústria cinematográfica, querendo manter o passado vivo, em silêncio, mas com toda a expressividade.    Como curiosidades, o facto de no poster do filme terem adoptado pelas cores preto, branco e uma pincelada de vermelho, como em O Padrinho e ainda há que dizer que o filme tem pormenores de realização que fazem a diferença. Em A Lista de Schindler, a rapariga de vermelho num filme a preto e branco marcou o cinema. Desta feita, Hazanavicius tem também os seus pormenores, mais humildes, como um pesadelo de George Valentin com som e ainda o facto de os últimos segundos do filme serem falados. É verdade, o filme é apenas 99,5% mudo. Mas isso depois vocês constatam. Conselho: ver o filme com paciência e conscientes de que vão ver um filme mudo.
       Entre as 10 nomeações que conseguiu, acredito que pelo menos as de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Fotografia, Melhor Direcção Artística e Melhor Banda Sonora serão atribuídas a The Artist. Jean Dujardin é um dos 5 nomeados para melhor actor e, pela expressividade e brilhante comunicação não-verbal há que reconhecer que mesmo não ganhando o óscar, temos nele presente a ideia de um verdadeiro… Artista.


The Descendants

Realizador: Alexander Payne
Argumento: Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
Elenco: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Robert Forster, Beau Bridges, Nick Krause, Matthew Lillard
Classificação IMDb: 7.8

Todos os anos há filmes sobrevalorizados. Honestamente, The Descendants é um desses. O filme do “papel da vida de Clooney” é um bom filme sim, mas não é filme de óscar a meu ver. Clooney faz de facto um bom papel. Porquê? Porque chora. E como ninguém tinha a certeza se ele possuía sentimentos, provavelmente vencerá o óscar de melhor actor. The Descendants passa-se no Havai e parte da ideia defendida por Clooney logo no início do filme que também no Havai (local paradisíaco e calmo) também há depressões, stress, problemas e vazio. Matt King (George Clooney) é um homem endinheirado, cuja mulher tem um acidente e fica num coma sem recuperação possível. Afastado emocionalmente de toda a família, Matt King procura num momento difícil estar com as suas duas filhas (Alexandra e Scottie) e reunir as pessoas mais importantes da vida da mulher, para se despedirem dela. Pelo meio, Matt descobre que a mulher tinha um caso e procura descobrir com que homem estava ela envolvida e percebe que se tratava dum homem com o qual ele se veria mais tarde ou mais cedo envolvido na compra e venda de importantes terrenos havaianos da família de Matt. Um filme, no fundo, sobre a importância da família, sobre o facto de às vezes as pessoas que vivem na mesma casa não se conhecerem minimamente e sobre a aprendizagem dum homem sobre o que é importante na sua vida. Alexander Payne faz um bom trabalho (Sideways e As Confissões de Schmidt foram obras anteriores dele) mas parece-me que o destaque (físico e como actriz) vai para Shailene Woodley (que faz de Alexandra King, filha mais velha de Clooney), uma das revelações do ano e que merecia a nomeação para melhor actriz secundária nos Óscares. 
       Um filme que mistura bem as vertentes em que se insere, Drama e Comédia, ficando a parte cómica bastante a cargo de Sid (Nick Krause), uma personagem invulgar e desbocada. Em suma, um filme Bom+, ao nível de The Kids Aren’t All Right (nomeado no ano passado) e que talvez seja distinguido como tendo o melhor actor (George Clooney) e o melhor argumento adaptado. Não será um filme que eu farei questão de mostrar à minha descendência… Estes trocadilhos da treta pá, não consigo não os fazer. MP

Gil Vicente 3 - 1 Porto

Inchaaa Porto! Que já estás a 5 pontos.
Agora sim, começa o artigo:

“A única equipa que merece, de facto, parabéns, é a equipa do Gil Vicente” - Concordo, Vítor.
“Uma 1ª parte horrível da nossa parte” – Concordo, Vítor.
“Se quiserem levar a outra equipa ao título, levem já” – Vai ao youtube, Vítor. E volta para o Sanjoanense onde em 2004/05 conseguiste um portentoso 5º lugar na II Divisão B Zona Centro. É que ver o Porto jogar é como a proposta que o Porto fez pelo Ganso… “cómico”.

Sim, já são horas de ires embora. Mas podias ficar, se não for pedir muito
         Como às vezes o homem não é cego… Esta amostra de texto será invulgar porque estou invulgarmente feliz pelo resultado. Honestamente não esperava o resultado, mas a verdade é que face ao jogo e à apatia portista na primeira parte, justifica-se perfeitamente. 
        O Porto entrou, mais uma vez, sem ideias, sem força mental, sem dinâmica, sem atitude e, como já se sabia, sem Hulk. Quando uma equipa não joga á bola, arrisca-se a que o adversário, mesmo que não se esforçando muito, numa bola parada faça o golo. E foi o que aconteceu. Cláudio, nas alturas, inaugurou o marcador aos 15 minutos. Em cima do intervalo, Bruno Paixão (e o seu fiscal) não assinalaram fora-de-jogo de um jogador do Gil Vicente e na sequência Otamendi fez penalty. Cláudio, chamado a converter, não vacilou. 
         No reatar da partida, o Porto entrou claramente melhor, pelo facto de ter entrado Belluschi (Danilo não apareceu muito) mas acabou por ser o Gil Vicente a aumentar para 3-0 após um passe longo para André Cunha que, depois de gozar 2 vezes com Rolando (é mau central e ponto final) rematou forte para que o “galo” cantasse mais alto. Até ao fim do jogo, só deu Porto. Adriano e a defesa gilista estiveram impecáveis, irrepreensíveis excepto num lance muito bem construído pelo Porto, boa visão de jogo de Belluschi e excelente remate de Silvestre Varela (parece ressuscitado e ainda bem porque, em forma, é um dos 4 melhores extremos portugueses e é um rapaz simpático e humilde). Parabéns ao Gil Vicente, que derrotou um Porto que não perdia há 55 jogos na liga e que deixa o Benfica 5 pontos à frente da concorrência. Penaltys? Tenho que os ver melhor. Até porque houve dos dois lados lances polémicos. Mas quando ao fim de 3 repetições não consigo ter a certeza, dou o benefício da dúvida ao senhor Bruno. Danilo, custaste tanto e vales só… um pouco. MP

Gil Vicente 3 – 1 Porto

Gil Vicente: Adriano; Daniel, Cláudio, Halisson, Júnior Caiçara; Luís Manuel, Pedro Moreira, André Cunha (Mauro), Rodrigo Galo (Tó Barbosa), Richard (Guilherme); Leandrinho. 
Treinador: Paulo Alves

Porto: Hélton; Maicon, Otamendi (Danilo), Rolando, Álvaro Pereira; Souza (Belluschi), Defour (Cristian Rodríguez), João Moutinho; James Rodríguez, Varela, Kléber. 
Treinador: Vítor Pereira

Golos:  1-0 Cláudio 15’, 2-0 Cláudio (pen.) 45’, André Cunha 52’; 3-1 Varela 76’

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Cláudio

Sporting 2 - 0 Beira-Mar

Nota: Que cara maléfica do Matías Fernández

        Ao fim de 29 dias, o Sporting conseguiu vencer um jogo em 2012. E bem. A equipa de Alvalade não fez um jogo brilhante mas fez mais do que o suficiente para garantir uma vitória incontestável sobre o clube aveirense, emergindo o central norte-americano Onyewu como o homem do jogo ao marcar os dois golos da vitória, ambos na estratosfera, onde só ele chega. O “Capitão América” leva já 4 golos neste campeonato, o que é louvável para um defesa-central (só Cláudio, do Gil Vicente, tem mais golos). Os golos de Onyewu resultaram ambos de bons cruzamentos dos espanhóis Jeffrén (de canto) e Diego Capel. Num rápido resumo, o Beira-Mar entrou muito bem no jogo e durante os primeiros 10 minutos de jogo não houve Sporting, pela forte pressão do Beira-Mar e falta de criatividade do meio-campo leonino, associado à falta de capacidade dos centrais (Rodriguez normalmente tem-na) em sair a jogar. Os golos do Sporting apareceram numa fase morna do jogo e secaram as ideias do Beira-Mar que, até fim da primeira parte, não baixou os braços mas não conseguiu criar lances de perigo. O início da segunda parte prometia muito, fruto dos lances de Jeffrén (após cruzamento de Capel) e pelo remate do “melhor jogador chinês da actualidade” Zhang, à barra. Até fim do jogo, o Sporting controlou as operações, não fez questão de pôr o pé no acelerador e somou 3 pontos muito importantes considerando que segunda-feira há Marítimo-Braga. 
        A nível individual, o destaque para Onyewu é óbvio, mas devem-se destacar ainda Rui Patrício (que quando solicitado cumpriu sempre), os irrequietos e criativos alas espanhóis e o esforçado Ribas. Do lado do Beira-Mar, Yohan Tavares é sempre um jogador esclarecido a defender e a Artur não conseguiu ser a inspiração que muitas vezes é para a sua equipa, mas demonstrou o nível indiscutível que tem. Relativamente a Renato Neto, ainda não lhe consigo dar muito crédito como jogador. Para nº6 falta-lhe melhor leitura das jogadas.               Próxima jornada: Marítimo-Sporting, jogo importante. MP

Sporting 2 – 0 Beira-Mar

Sporting: Rui Patrício; João Pereira, Onyewu, Rodríguez, Insúa; Renato Neto (André Santos), Elias, Matías Fernández (André Martins); Jeffrén (Carrillo), Diego Capel, Seba Ribas. 
Treinador: Domingos Paciência

Beira-Mar: Jonas; Pedro Moreira, Hugo, Yohan Tavares, Joãozinho (Arda Turan); Nuno Coelho, Nildo, Artur; Élio (Serginho), Douglas, Zhang. 
Treinador: Rui Bento

Golos: 1-0 Onyewu 18’; 2-0 Onyewu 28’

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Oguchialu Chijioke Goma Lambu Onyewu

Feirense 1 - 2 Benfica

      O Benfica venceu ontem, muito sofridamente, o Feirense num recinto pequenino e traiçoeiro. Pela posição do Benfica na tabela, é provável que as equipas comecem a entrar em campo com a motivação extra de estarem a jogar contra o actual favorito ao título e muito provavelmente, na Luz pelo menos, surgirão autocarros e, se o Benfica não conseguir em alguns jogos resolver a coisa cedo, existirão ainda este ano jogos como o Benfica-Naval de 2009/10 ou o Benfica-Marítimo de 2011/12. 
          No entanto, falar do Feirense que se apresentou ontem em Santa Maria da Feira é falar de tudo menos de autocarros. A equipa de Quim Machado foi claramente uma das que criou mais dificuldades ao Benfica esta época e, não fosse uma pontinha de sorte, o Benfica teria mesmo empatado o jogo. O central Varela acabou por ser o destaque do jogo, não o melhor em campo, mas o destaque principal. Inaugurou o marcador para a equipa da casa aos 51 minutos, empatou o jogo para o Benfica com um auto-golo 3 minutos depois e aos 72 fez grande penalidade sobre Rodrigo, convertida em força depois por Óscar Cardozo (que esperemos que continue assim). Deve-se destacar a forma como o Feirense jogou sempre de igual para igual com o Benfica (que perigo provocou Ludovic!) e, graças à brilhante exibição de Paulo Lopes, o clube da Luz só conseguiu marcar através de um auto-golo e de penalty. A verdade é que a sorte procura-se e Varela não teria feito o auto-golo se a bola não tivesse sido cruzada por um jogador do Benfica, a verdade é que não me lembro de nenhuma defesa apertada do rei Artur e lembro-me de 3 grandes defesas de Paulo Lopes, todas após remates de Rodrigo. Destacaram-se no jogo Paulo Lopes, Varela, Luciano e Ludovic dum lado e Garay e Rodrigo do lado encarnado. Uma vitória sofrida, muito importante e que evidencia que a chamada “estrelinha” dos campeões está com o Benfica.
         Relativamente ao suposto golo anulado a Ludovic, é evidente que não está fora-de-jogo. No entanto, o fiscal de linha não terá assinalado fora-de-jogo, segundo a sinalética, mas sim pé em riste de Buval sobre Luisão. Venha agora o Nacional, antes de deslocações cruciais a Coimbra e Guimarães, antes do jogo com o Porto. MP

Feirense 1 – 2 Benfica

Benfica: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Varela, Luciano, Mika (André Fontes); Thiago (Miguel Pedro), Hélder Castro (Cris), Stopira, Diogo Cunha, Ludovic; Buval. 
Treinador: Quim Machado

Benfica: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay, Emerson; Javi García, Witsel, Aimar (Nolito), Bruno César (Gaitán), Rodrigo; Óscar Cardozo (Matic).
Treinador: Jorge Jesus

Golos: 1-0 Varela 51'; 1-1 Varela (a.g.) 54’, 1-2 Óscar Cardozo (pen.) 73’

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Paulo Lopes

28 de janeiro de 2012

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 47 )

TEMA : BANDAS SONORAS ( PARTE II )


1. The National - About Today ("Warrior")
2. Eddie Vedder - Guaranteed ("Into the Wild")
3. Oasis - Stop Crying Your Heart Out ("Butterfly Effect") 
4. Glen Hansard and Marketa Irglova - Falling Slowly ("Once") 
5. Aerosmith - I Don't Wanna Miss a Thing ("Armageddon") 
6. Coldplay - The Scientist ("Wicker Park") 
7. Hans Zimmer - Now We Are Free ("Gladiator") 
8. Pearl Jam - Man of the Hour ("Big Fish") 
9. Ewan McGregor - Your Song ("Moulin Rouge") 
10. Jeff Buckley - Hallelujah ("The Edukators") 
11. Radiohead ft. Sparklehorse - Wish You Were Here ("Lords of Dogtown") 
12. This Will Destroy You - The Mighty Rio Grande ("Moneyball") 
13. Arcade Fire - Wake Up ("Where the Wild Things Are") 
14. Desire - Under Your Spell ("Drive") 
15. Enya - Only Time ("Sweet November") 
16. Remy Zero - Fair ("Garden State") 
17. Michael Cera and Ellen Page - Anyone Else But You ("Juno") 
18. Chuck Berry - You Never Can Tell ("Pulp Fiction") 
19. Damien Rice - The Blower's Daughter ("Closer") 
20. Aimee Mann - Wise Up ("Magnolia") 

25 de janeiro de 2012

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 46 )

       Por uns tempos vamos deixar os tops de músicas variadas recentes e antigas, e vamos passar a fazer tops temáticos. No filme "No Strings Attached" a personagem de Ashton Kutcher oferece a Natalie Portman um CD só com músicas relacionadas com o período (Keep, Bleeding, Keep, Keep, Bleeding Love..). Nós não vamos fazer tops com músicas relacionadas com a senhora menstruação, porque não somos a Evax, mas vamos fazer doutros temas. Os tops passarão, à partida, a ser postados 3 vezes por semana. Para começar, e porque os nomeados para os Óscares foram ontem anunciados, neste top e no próximo juntaremos o melhor conjunto de músicas retiradas de bandas sonoras. Porque muito do cinema se faz de música.

TEMA : BANDAS SONORAS ( PARTE I )




1. Eddie Vedder - Society ("Into the Wild")
2. Eminem - Lose Yourself ("8 Mile")
3. Radiohead - High and Dry ("50/50") 
4. Goo Goo Dolls - Iris ("City of Angels") 
5. Elton John - Tiny Dancer ("Almost Famous") 
6. Jim James and Calexico - Goin' to Acapulco ("I'm Not There") 
7. Sigur Ros - Andvari ("Remember Me") 
8. Ryan Bingham - The Weary Kind ("Crazy Heart") 
9. Temper Trap - Sweet Disposition ("500 Days of Summer") 
10. Bon Iver & St. Vincent - Roslyn ("Twilight") 
11. Bruce Springsteen - Streets of Philadelphia ("Philadelphia") 
12. Beck - Everybody's Got to Learn Sometime ("Eternal Sunshine of the Spotless Mind") 
13. Ingrid Michaelson - Can't Help Falling in Love ("Like Crazy") 
14. Pixies - Where is My Mind ("FightClub") 
15. Trent Reznor and Atticus Ross - Hand Covers Bruise ("The Social Network") 
16. Ben E. King - Stand by Me ("Stand by Me") 
17. The Verve Pipe - Colorful ("Rockstar") 
18. R. Kelly - I Believe I Can Fly ("Space Jam") 
19. The Cardigans - Love Fool ("Romeo and Juliet") 
20. The Coconutz - Nothing Compares to You ("Forgetting Sarah Marshall") 

24 de janeiro de 2012

Óscares 2012: Nomeados

Soube-se há cerca de 1 hora e meia quem são os nomeados deste ano para a cerimónia expoente da 7ª Arte. Algumas surpresas (como a nomeação de Demián Bichir para melhor actor) mas, de certa forma, dentro do previsto. Veremos se no dia 26 de Fevereiro não haverá o consumar oficial de algumas surpresas, vencendo óscares.

And here are the nominees...

Melhor Filme
- The Artist
- The Descendants
- Midnight in Paris
- Hugo
- The Help
- Moneyball
- Extremely Loud & Incredibly Close
- War Horse
- The Tree of Life

Melhor Realizador
- Michel Hazanavicius (The Artist)
- Woody Allen (Midnight in Paris)
- Alexander Payne (The Descendants)
- Martin Scorsese (Hugo)
- Terrence Malick (The Tree of Life)

Melhor Actor Principal
- George Clooney (The Descendants)
- Jean Dujardin (The Artist)
- Gary Oldman (Tinker, Tailor, Soldier, Spy)
- Brad Pitt (Moneyball)
- Demián Bichir (A Better Life)

Melhor Actriz Principal
- Viola Davis (The Help)
- Rooney Mara (The Girl with the Dragon Tattoo)
- Meryl Streep (The Iron Lady)
- Michelle Williams (My Week with Marilyn)
- Glenn Close (Albert Nobbs)

Melhor Actor Secundário
- Christopher Plummer (Beginners)
- Nick Nolte (Warrior)
- Jonah Hill (Moneyball)
- Kenneth Branagh (My Week with Marilyn)
- Max von Sydow (Extremely Loud & Incredibly Close)

Melhor Actriz Secundária
- Bérénice Bejo (The Artist)
- Jessica Chastain (The Help)
- Octavia Spencer (The Help)
- Janet McTeer (Albert Nobbs)
- Melissa McCarthy (Bridesmaids)

Melhor Argumento Original
- Midnight in Paris
- The Artist
- A  Separation
- Bridesmaids
- Margin Call

Melhor Argumento Adaptado
- The Descendants
- The Ides of March
- Hugo
- Moneyball
- Tinker, Tailor, Soldier, Spy

Melhor Filme de Animação
- Rango
- Puss in Boots
- Kung Fu Panda 2
- Chico & Rita
- A Cat in Paris

Melhor Filme Estrangeiro
- A Separation (Irão)
- Bullhead (Bélgica)
- Monsier Lazhar (Canadá)
- Footnote (Israel)
- In Darkness (Polónia)

Melhor Fotografia
- The Artist
- The Girl with the Dragon Tattoo
- Hugo
- The Tree of Life
- War Horse

Melhor Edição
- The Artist
- The Descendants
- The Girl with the Dragon Tattoo
- Hugo
- Moneyball

Melhor Direcção Artística
- The Artist
- Hugo
- Harrt Potter and the Deathly Hallows: Part 2
- War Horse

Melhores Efeitos Visuais
- Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
- Hugo
- Rise of the Planet of the Apes
- Transformers: Dark of the Moon
- Real Steel

Melhor Edição de Som
- Drive
- The Girl with the Dragon Tattoo
- Hugo
- War Horse
- Transformers: Dark of the Moon

Melhor Banda Sonora
- The Artist
- Hugo
- The Adventures of Tintin
- War Horse
- Tinker, Tailor, Soldier, Spy

Melhor Música
- “Man or Muppet” (The Muppets)
- “Real in Rio” (Rio)

Melhor Maquilhagem
- Albert Nobbs
- The Iron Lady
- Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2

Melhor Guarda-Roupa
- The Artist
- Hugo
- Jane Eyre
- Anonymous
- W.E.

Nesta lista faltam os nomeados nas categorias de Documentários e curtas-metragens. Podem vê-los aqui: http://oscar.go.com/nominees


       Próximo do dia 26 de Fevereiro, eu e TM faremos um artigo com as nossas previsões sobre quem deve ganhar em cada uma das principais categorias e indicando ainda quem, a nosso ver, falta nestas nomeações e quem está a mais (sim, Terrence Malick, estou a falar contigo).
       De uma forma geral, surpreende um pouco a nomeação de 9 filmes na principal categoria (considerando o novo método incutido pela Academia conclui-se que vários filmes receberam percentagens pequenas e não há-de ter havido muito consenso em nomear apenas 5 ou 6 filmes) e as principais surpresas são mesmo a nomeação do mexicano Demián Bichir para melhor actor principal com o filme A Better Life; Melissa McCarthy como melhor actriz secundária na comédia bem recebida pela crítica, Bridesmaids; a ausência de Tintin nos filmes de animação (suponho que optaram por não considerar um filme de animação, pela tecnologia envolvida); a ausência de DiCaprio entre os melhores actores principais. Não surpreende a presença de Extremely Loud & Incredibly Close entre os nomeados para melhor filme (figura no filme Tom Hanks, que é vice-presidente da Academia, o que combina com o maior aplauso na sala ter sido para este filme). Por fim, chateia-me um bocadinho que o Malick seja nomeado para melhor realizador e melhor filme (entre outras nomeações) porque assim ele vai sentir que o filme que fez é bom e vai continuar a fazer o mesmo género de coisas e depois pessoas estranhas vão voltar a gostar dos filmes dele só porque são esquisitos, porque alternam imagens do Brad Pitt com o universo e com dinossauros a darem com a pata uns nos outros.
       Estatisticamente falando, Hugo (de Scorsese) foi o filme mais nomeado com 11 nomeações; The Artist recebeu (e bem) 10 nomeações. True Grit também recebeu 10 nomeações no ano passado e não venceu nenhum óscar. Suponho que com The Artist não se passará o mesmo. Destaque para as 6 nomeações de Moneyball e War Horse, e para o facto de The Help (4 nomeações), The Descendants (5 nomeações) e Midnight in Paris (3 nomeações) não terem sido muito nomeados mas terem as suas nomeações em categorias de maior relevo.
       Por fim, não é mau ver Drive com uma nomeação (melhor edição de som) e Warrior também (Nick Nolte, candidato a melhor actor secundário), assim como The Ides of March (melhor argumento adaptado) mas falta reconhecimento, por exemplo a 50/50 e a Ryan Gosling pelo grande ano que teve. Mas isso será detalhado aqui no Barba Por Fazer poucos dias antes da cerimónia. 
       Até lá, vão vendo os filmes - The Artist, The Descendants, Drive, Warrior, Midnight in Paris, The Ides of March e 50/50 (não nomeado) valem a pena. MP

20 de janeiro de 2012

"Chô daqui! Quem falha sou eu!"

Para quem não acompanha com relativa frequência o "Barba Por Fazer", é importante dizer que tanto eu como o meu amigo de longa data TM somos benfiquistas e, como tal, está intrínseca a nós a vontade de "mandar umas alfinetadas" aos sportinguistas. É inevitável, "clubisticamente" falando. Mas verdade seja dita, o universo leonino põe-se sistematicamente a jeito.

Foco-me em dois pontos: a pintura do túnel de acesso aos balneários e o Sporting-Moreirense.

O jornal Público trouxe "a público" (que estupidez) as imagens que revestiam as paredes do túnel de acesso aos balneários do Sporting. Segundo se veio a saber, nas imagens constavam "adeptos das claques em poses agressivas, desafiando os seguranças. Outros de cara tapada e com tochas na mão, e ainda poses que sugerem uma saudação fascista ou tatuagens com a cruz de ferro, um símbolo que, não sendo exclusivo do nazismo, está muito associado a movimentos da extrema-direita". Pessoalmente, acho estúpido terem optado por estas imagens. É o chamado "pôr-se a jeito". Mas segundo consta, e sendo imparcial, essas mesmas imagens foram aprovadas e elogiadas pela UEFA e pela Liga de Clubes no início da época. Isto segundo comunicado do Sporting Clube de Portugal: "Cumpre dizer que no início da época, aquando das vistorias efectuadas, quer pela Liga de Clubes quer pela UEFA, não só foram aprovadas como foram elogiadas as novas imagens dos corredores dos balneários". Eu até acredito neles. O Sporting parece-me muita coisa, mas não me parece um clube mentiroso. O que faz com que a diferente postura da UEFA e da Liga de Clubes agora seja estranha. Verdade seja dita, as imagens não eram as melhores e a UEFA acabou por pedir que o clube leonino removesse ou tapasse as imagens "consideradas de carácter violento e relacionadas com a extrema-direita". Quando eu soube disto pensei: Bem, provavelmente agora vão pôr umas imagens do Peyroteo a festejar os 500.000 golos que marcou, jogadores históricos formados no clube como o Figo e o Cristiano Ronaldo, uma mistura de adeptos e jogadores. Algo que apaixone um jogador, que sinta que o jogador que veste a camisola do clube pode um dia figurar naquela parede e integrar a história do clube. Porém, o Sporting preferiu ir por outro caminho - girassóis e borboletas.

       Domingos disse recentemente "É muito fácil bater no Sporting". Eu digo agora: "O Sporting está sempre a pôr a cara a jeito e a dizer dá lá, dá lá agora vá, dá lá...". Eu percebo a ideia, a ironia é uma coisa que eu gosto. E do ponto de vista de "Eles armaram-se em florzinhas de estufa, agora têm um papel de parede condizente com eles e ficam todos felizes e na paz do senhor" é bem jogado. Mas para isso, essa jogada só faria sentido se passado uma semana ou menos até, as imagens forem trocadas por umas imagens como deve ser. O Sporting marcava a sua posição, e não se permitia ser alvo de chacota. Espero que venha a ser isso que acontece. Porquê? Porque a minha namorada é do Sporting. E, provavelmente... Sim, é só por isso.
         Quando jogava Sims (sim, eu jogava Sims e não sou homossexual) havia certos papéis de parede que uma pessoa achava sempre ser impossível alguém escolher para a sua casa. Basicamente, foi um desses papéis de parede que o Sporting escolheu. Do ponto de vista do jogador, se eu fosse o Pintassilgo (jogador do Moreirense) provavelmente primeiro que tudo sentir-me-ia em casa, um pintassilgo no meio do prado e das flores. Mas para além disso, sentiria que o clube contra o qual ia jogar não levava um jogo de futebol a sério e provavelmente ganhava motivação por não encarar aquela atitude como uma atitude de um clube grande (que o Sporting é, porque um clube é mais as pessoas que o formam do que os títulos que tem). Por outro lado, o Bojinov ao olhar para as flores provavelmente vê os seus índices de motivação a baixarem, ou  então imagina a sua Nikoleta deitada no prado, o que se faz mais sentido. Mourinho por exemplo motivava os jogadores do Porto contra o Benfica colocando toda a semana no balneário da equipa uma imagem dos jogadores encarnados e um título de jornal provocatório - há que saber motivar e criar "guerra", mas de forma saudável e inteligente.

        Passando ao Sporting-Moreirense, não vou falar do jogo porque só vi os últimos 10 minutos. Começa a ser hábito ir ao site d'abola e ver no separador do Sporting um resultado que não é a vitória. E eu fico sempre um bocado surpreendido, o que começa a não fazer grande sentido. Mas neste jogo o momento (dos 10min a que assisti) que me chamou a atenção foi de facto o penalty. Não a legalidade do penalty em si, indiscutível. Nem a (não) conversão dele. Foi o acontecimento intermédio. Sem Loboswinkel em campo, normalmente é Matías Fernández que tem a tarefa de marcar as grandes penalidades. Mas hoje, Bojinov decidiu ajudar a cavar o fosso. Corajoso, empurrou o pequeno e indefeso Mogli e decidiu sozinho que o penalty ficava a seu cargo. Um "Chô daqui! Quem falha sou eu!". E porque às vezes parece que o karma persegue as pessoas, Bojinov falhou o penalty.
O Sporting já lhe instaurou um processo - sinal de que ainda há coisas bem feitas pelos prados repletos de girassóis e borboletas.

PS: o Moreirense jogou com bastantes baixas e muitos dos jogadores em campo não eram os habituais titulares. O que poderia demonstrar que o Sporting é fraco, mas eu opto por defender que o plantel do Moreirense é vasto e repleto de qualidade. Ironia? Provavelmente. MP

16 de janeiro de 2012

And the Golden Globes went to ...

Ao que eu cheguei: informo sobre coisas às 6h da manhã. Das duas uma: ou sou um vampiro ou então sou viciado no vaporetto titano, vibro plate e em todo o tipo de produtos apresentados nas televendas.

A 69ª cerimónia de entrega dos Globos de Ouro teve 2 grandes vencedores - The Artist (3 globos de ouro) e The Descendants (2 globos de ouro). The Descendants, pela maior importância dos globos que venceu, pode ser considerando em certo modo o vencedor da noite. Nos Óscares talvez a conversa seja outra. Para quem gosta de coisas muito sucintas, já tem a informação que chegue.

           O primeiro destaque da noite foi mesmo o inevitável Ricky Gervais. O apresentador e comediante britânico manteve o seu nível habitual, com um excelente monólogo de abertura, e grandes momentos visando Colin Firth, Elton John e, sobretudo, Madonna. A frase "I Don't Care" traduz bem todo o ser que ele é, sempre acompanhado pelo seu copinho.
           Mas passando ao cerne da questão, desta noite saíram mais reputados George Clooney (pela suposta performance da carreira, verdade seja dita que o melhor papel dele acho que até agora é nos anúncios do Nespresso), Meryl Streep (que dividia apostas com Viola Davis e acabou por ganhar este braço de ferro com o seu papel em "A Dama de Ferro"), The Descendants enquanto filme na categoria de Drama, The Artist na categoria Comédia/ Musical e, como melhor realizador, Martin Scorsese. Podendo desempatar entre Payne e Hazanavicius, prefiram optar por um realizador mais conhecido, deixando o desempate para os Óscares da Academia. De certa forma, não se pode concluir que houve nenhum vencedor de forma esmagadora. Acabaram por distribuir o bem pelas aldeias - Meryl Streep ficou feliz, Hugo teve o melhor realizador, Woody Allen obteve (e bem) o globo de ouro pelo melhor argumento e The Help conseguiu a melhor actriz secundária (nos Óscares talvez Viola Davis se sobreponha à "Dama de ferro" como actriz principal).
            A nível de televisão, quem saiu a ganhar foi claramente a série Homeland (melhor série dramática e melhor actriz) e Modern Family venceu mais uma vez enquanto série de comédia.

Cinema
Melhor Filme Drama - The Descendants
Melhor Filme Comédia/ Musical - The Artist
Melhor Realizador - Martin Scorsese (Hugo)
Melhor Actor Drama - George Clooney (The Descendants)
Melhor Actriz Drama - Meryl Streep (The Iron Lady)
Melhor Actor Comédia/ Musical - Jean Dujardin (The Artist)
Melhor Actriz Comédia/ Musical - Michelle Williams (My Week with Marilyn)
Melhor Actor Secundário - Christopher Plummer (Beginners)
Melhor Actriz Secundária - Octavia Spencer (The Help)
Melhor Argumento - Midnight in Paris
Melhor Filme de Animação - The Adventures of Tintin
Melhor Banda Sonora - The Artist
Melhor Canção - Masterpiece (W.E.)
Melhor Filme Estrangeiro - A Separation (Irão)

TV
Melhor Série Drama - Homeland
Melhor Série Comédia/ Musical - Modern Family
Melhor Mini-série/ Tele filme - Downton Abbey
Melhor Actriz Série Drama - Claire Danes (Homeland)
Melhor Actor Série Drama - Kelsey Grammer (Boss)
Melhor Actriz Série Comédia/ Musical - Laura Dern (Enlightened)
Melhor Actor Série Comédia/ Musical - Matt LeBlanc (Episodes)
Melhor Actriz Secundária Série/ Mini-série/ Tele-filme - Jessica Lange (American Horror Story)
Melhor Actor Secundário Série/ Mini-série/ Tele-filme - Peter Dinklage (Game of Thrones)
Melhor Actriz Mini-série/ Tele-filme - Kate Winslet (Mildred Pierce)
Melhor Actor Mini-série/ Tele-filme - Idris Elba (Luther)

          Já que Clooney deverá ganhar este ano o óscar de melhor actor, sugiro-lhe que diga apenas ao vencer "The Descendants... What else?!". É que todos os vencedores têm sempre tanto problema na hora de agradecer. A primeira questão que eu e TM comentámos foi: se eles são actores, porque é que ao chegarem ao palco não decidem desempenhar o papel de um homem/ mulher extremamente confiante e deixar o nervosismo de parte? Quando se é um iraniano acabado de ganhar o melhor filme estrangeiro (a chamada notícia bombástica), ou um anão (como Peter Dinklage, melhor actor secundário numa série) é normal ficar-se nervoso.. Quando se é actor, tendo em conta que supostamente eles são bons, não faz sentido. Outra coisa interessante é a preparação que fazem do discurso e a sua duração. Como espectador, se eles vão falar muito, prefiro que apareçam com um papel na mão porque isso implica um texto escrito e isso implica um fim. E isso significa alívio. Quando eles divagam, nunca se sabe quando vão acabar. E aí, entra em cena quem? O piano. O piano começa a tocar quando os vencedores se estão a alongar no seu discurso, como que a dizer "Okkk, esta é a tua deixa..". É um pouco como quando estamos nos hipermercados e há aquela zona na qual o próprio cliente pode passar os seus produtos no código de barras e pagar. No fundo, o momento em que todos nós fazemos a nossa formação enquanto caixa de supermercado. Acontece muitas vezes a pessoa que está à nossa frente fazer questão de inspeccionar 5 vezes cada produto em busca do código de barras e nunca saber como pagar. Para essas pessoas, devia haver um piano que as acelerasse. 
         Enfim, Madonna subiu ao palco para agradecer um globo de ouro. O que nunca é um bom sinal dos tempos.
PS: Come Angelina Jolie. Não estou a indicar para que o/a leitor coma a Angelina Jolie. Vou reformular a frase: Come, Angelina Jolie. Assim sim, uma rapariga quer-se com alguma chicha para agarrar, portanto vai tratar de não comer só sementes, se faz favor. E agora vou fazer uma piada sobre o Sporting, reparem bem. Depois do jogo de hoje, é bem possível que o Sporting precise de "The Help" porque se todos os jogos deixarem alguém ser um "Hugo" Viana, o Bojinov continuar a mostrar que um "The Artist" nunca será e a defesa leonina se mantiver como um conjunto de "Beginners", então esta época será mais uma vez uma: Portuguese "...Horror Story". E não haverá "The Descendants" leoninos nos próximos anos. Isto é o tipo de humor que uma pessoa consegue produzir às 6 da manhã. MP

15 de janeiro de 2012

A Caminho dos Óscares 2012

Hoje falo-vos de 2 filmes que estão neste momento em cartaz, num Vasco da Gama, por exemplo. À partida estarão ambos, no fim de Fevereiro, presentes na cerimónia dos Óscares. Diferenciando-se, porém, pelo facto de Tinker, Tailor, Soldier, Spy (A Toupeira) apenas dever contar duas nomeações (Melhor Argumento Adaptado e Melhor Direcção Artística), enquanto que Moneyball contará com umas 5 (Melhor Actor Principal, Melhor Actor Secundário, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Cinematografia e Melhor Edição de Imagem). Se é justo? Não me parece. Mas este ano os filmes não andam a nivelar propriamente por cima (tenho curiosidade de ver o que valem The Artist, Hugo, The Girl with the Dragon Tattoo, The Descendants e Shame).
No entanto, isto são apenas previsões. Dia 24 de Janeiro, são anunciados os nomeados.

Moneyball
Realizador: Bennett Miller
Argumento:
Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin, Michael Lewis
Elenco:
Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman
Classificação IMDb:
7.8

Todos os anos há filmes sobrevalorizados. Considerando que a Academia é norte-americana, compreende-se por exemplo a vitória de “The Hurt Locker” há uns anos (filme com valor mas com uma vitória politicamente conveniente), e neste caso Moneyball ganha sentido enquanto nomeado apenas pelo facto de o baseball ser um desporto tipicamente norte-americano. A nível de sinopse, o filme baseia-se em factos verídicos e conta a história de Billy Beane (Brad Pitt), director-geral dos Oakland Athletics, que vendo os melhores jogadores da sua equipa a rumarem a equipas com maior reputação e budget, opta por revolucionar o mundo do baseball. Tendo um orçamento reduzido para reestruturar um plantel, Beane contrata Peter Brand (Jonah Hill) como seu assistente e juntos procuram contratar um plantel “economicamente suportável” através da análise computadorizada das estatísticas de todos os jogadores. A nível de realização, Bennett Miller não parecer ter procurado dar grande ênfase às prestações dos actores, que de facto não são nada do outro mundo (apesar das nomeações para os Globos de Ouro e da nomeação que Brad Pitt terá com certeza para melhor actor principal, nos Óscares). Faz-me alguma confusão perceber que Brad Pitt será nomeado para um Óscar com este papel, não tendo sido, por exemplo, por Fightclub onde desempenhando o papel de Tyler Durden teve, para mim, o melhor papel dos filmes que eu já vi. Zaillian e Sorkin, argumentistas de A Lista de Schindler e A Rede Social respectivamente, ficam também bastante abaixo de trabalhos anteriores. O filme é semelhante a tantos do género desportivo, da caminhada duma humilde e desacreditada equipa rumo ao sucesso, o que o banaliza um pouco aos meus olhos. The Damned United, por exemplo, é um filme melhor e também baseado na realidade. Em suma, um filme que entretém, mas que a meu ver não merecia figurar nos melhores do ano. Se Brad Pitt será claramente nomeado, considerando que ainda não se sabe o número de filmes que serão nomeados, supõe-se que se forem apenas 5 Moneyball ficará de fora, mas se forem 6 já estará incluído. Noutras categorias, espera-se que Moneyball conte ainda com as nomeações de Jonah Hill para Melhor Actor Secundário, e do filme nas categorias de Melhor Argumento Adaptado (a reputação dos argumentistas deve contar muito para quem vota) e em duas vertentes técnicas: Melhor Cinematografia e Melhor Edição de Imagem.

Tinker, Tailor, Soldier, Spy
Realizador: Tomas Alfredson
Argumento:
Bridget O’Connor, Peter Straughan, John le Carré
Elenco:
Gary Oldman, Colin Firth, Mark Strong, Tom Hardy, Benedict Cumberbatch
Classificação IMDb:
7.6


Um filme que reúna Gary Oldman, Colin Firth e Tom Hardy é, à priori, um filme que garante expectativas elevadas. Tinker, Tailor, Soldier, Spy ou, em português, A Toupeira, é um filme interessante, que exige alguma paciência do espectador nos primeiros 20min mas que com o suspense que o envolve acaba por captar a atenção até ao fim. Resumindo o filme, a acção passa-se durante a Guerra Fria, e centra-se no agente secreto George Smiley (Gary Oldman, o Sirius Black de Harry Potter) que é obrigado a reformar-se para investigar a possibilidade de existir uma “toupeira” ou agente infiltrado soviético no topo da hierarquia dos serviços secretos britânicos, basicamente, no seu núcleo próximo de “camaradas”. O realizador sueco Tomas Alfredson apostou num desenrolar muito lento da acção no início do filme, o que irrita um pouco o espectador, mas a “trama” desenvolve-se depois a bom ritmo, com voltefaces e deixando-nos a suspeitar de todos os intervenientes. Um pouco um “Quem é Quem” mas jogado com actores. A nível de Óscares, Gary Oldman deverá ficar “à porta” duma nomeação para melhor actor, e o filme deverá contabilizar apenas duas nomeações – Melhor Argumento Adaptado e Melhor Direcção Artística. MP

14 de janeiro de 2012

50 Previsões futebolísticas para 2012

O futebol actual é em grande parte imprevisível. Por alturas do mundial 2010, o mundo foi brindado com a existência de um polvo peculiar, que acertou em todos os resultados que lhe foram "perguntados" a troco de alimento, na sua rotineira vida no seu aquário alemão. Após o esforço mental, o polvo Paul morreu. No entanto, eu tenho algumas coisas em comum com o polvo Paul. Primeiro, gosto de alimento. Segundo, tenho um elevado ego e tenho a mania que percebo de futebol e que consigo prever coisas. Terceiro, o polvo Paul morreu de causas naturais, enquanto dormia. E eu por mim também podia morrer assim, aos meus  saudáveis 114 anos. Porém, atrevo-me a correr maiores riscos que o polvo. É que, se para ele, a probabilidade de acertar era de 50%, vou subir um pouco a parada. 50 previsões sobre o mundo futebolístico em 2012. Se falhar mais de 20, pagarei um arroz de polvo no "Barbas". A quem? A mim próprio.






50 previsões futebolísticas para o ano de 2012

1 Pinto da Costa assumirá a aposta falhada em Vítor Pereira, em Maio
2 André Villas-Boas não conseguirá qualificar o Chelsea para a Champions e Abrahmovic não perdoará (regresso de AVB ao Porto? Acho que não)
3 Porto não conquistará um único título :)
4 Thierry Henry prolongará a sua ligação ao Arsenal até ao verão
5 Os outsiders da Champions League serão Nápoles e Marselha
6 Braga e Marítimo qualificar-se-ão para a Liga Europa. No Marítimo, Baba e Danilo Dias abandonarão o clube
7 Adebayor assinará a titulo definitivo pelo Tottenham
8 Após sucesso sportinguista na qualificação, Portugal terá 3 equipas na Champions League
9 Porto e Sporting serão ambos eliminados pelo Manchester City, na Liga Europa
10 Fernando Torres vai renascer para o futebol
11 Zlatan Ibrahimovic será o melhor marcador em Itália, seguido de Edinson Cavani
12 Infelizmente, Portugal não terá nenhuma equipa a competir nos oitavos de final da Liga Europa
13 Benfica será eliminado nas meias-finais da Champions League
14 Garay, Witsel, Gaitán e Javi García serão altamente cobiçados pelos maiores clubes europeus no verão. Cardozo e Rodrigo também, mas menos.
15 Na liga inglesa, os lugares de Champions ficarão entregues a City, United, Tottenham e Arsenal. E os de Liga Europa a Chelsea, Liverpool e Newcastle
16 Benfica vencerá pela 4ª vez consecutiva a taça da liga, após final frente ao Braga (e após eliminar o Porto na Luz, nas meias-finais)
17 Liverpool vencerá a Carling Cup
18 Cristiano Ronaldo será o melhor marcador da liga espanhola, seguido de Lionel Messi e Karim Benzema
19 Hulk abandonará o Porto, por menos de metade da sua cláusula de rescisão
20 Robin van Persie irá renovar com o Arsenal, mostrando o seu amor ao clube
21 Brasil vencerá os Jogos Olímpicos, em futebol  
22 Cristiano Ronaldo terá no Euro 2012 a sua grande competição internacional, desde o Euro 2004
23 Lionel Messi será o melhor marcador da Champions, seguido de Mario Gomez
24 Óscar Cardozo será o melhor marcador da liga portuguesa. Rodrigo será eleito a Revelação do Ano.
25 Wayne Rooney, apesar de falhar os primeiros jogos do Euro 2012, vai-se afirmar enquanto uma das figuras da competição
26 Sporting conquistará a Taça de Portugal
27 Mario Götze e Eden Hazard rumarão ao futebol inglês no Verão
28 Newcastle, Marítimo, AZ Alkmaar e Montpellier serão destaques nas várias ligas europeias
29 O próximo treinador do Porto será estrangeiro (apesar da tentação de aliciar Jesus e Domingos)
30 Domingos Paciência manter-se-á no comando do Sporting
31 Jorge Jesus, apesar de proposta inglesa e espanhola, renovará com o Benfica, aumentando o seu vencimento em produtos para o cabelo
32 R. Van Persie será o melhor marcador da Premier League, seguido por Aguero e em 3º Rooney e Demba Ba (empatados)
33 Barcelona conquistará a Taça do Rei Espanhola
34 Bayern Munique sagrar-se-á campeão da Bundesliga
35 Portugal garantirá o seu lugar na fase a eliminar do Euro 2012 após emocionante jogo com a Holanda
36 AC Milan renovará o seu título italiano
37 O Arsenal eliminará o AC Milan da Champions, numa das melhores eliminatórias dos últimos anos
38 Nápoles eliminará o Chelsea da Champions League
39 Após dinheiro e dinheiro investido, o PSG conquistará a Ligue 1
40 Neymar assinará pelo Real Madrid no Verão
41 O Benfica ganhará a Liga ZON Sagres na penúltima jornada, em casa, frente ao Leiria
42 Manchester United vencerá a FA Cup
43 PSV conquistará a liga holandesa
44 Mourinho manter-se-á no comando do Real Madrid (continuando a aguardar que Sir Alex Ferguson deixe a cadeira vaga – que será um dia ocupada por Mourinho, Guardiola, Blanc ou Giggs)
45 Após dinheiro e dinheiro investido, o Manchester City vencerá a Premier League (na última jornada) e a Liga Europa
46 Real Madrid conquistará a Liga Espanhola
47 Pinto da Costa continuará vivo :(
48 Cristiano Ronaldo será o melhor marcador do Euro 2012, seguido de Mario Gomez e Wayne Rooney
49 Portugal alcançará a sua segunda final duma competição internacional, perdendo com a Alemanha (que eliminará a Inglaterra nas meias) na final e tendo eliminado a Espanha nas meias-finais
50 Real Madrid conquistará a Champions League e o ego de Mourinho (com razão) fará explodir o mundo.
Em jeito de cláusula, digo apenas que as maiores dúvidas serão entre United e City na liga inglesa; Barcelona e Real Madrid na Champions League; a permanência de Villas-Boas estará dependente do reforço do plantel em Janeiro (que poderá fazer com que o Chelsea fique em 4º e não em 5º) e o Benfica alcançará as meias-finais da Champions desde que não jogue nos quartos contra Real Madrid, Barcelona ou Bayern. Cheira-me que apanhará ou Lyon, ou o vencedor de 1 de 2 jogos: Nápoles-Chelsea e Marselha-Inter. Real Madrid só vencerá a Champions League se apenas jogar com o Barcelona na final, ou não jogar de todo. Qualquer esperança agigantada no Benfica deve-se apenas e só ao facto de ser benfiquista desde que "ainda mal abria os olhos". MP