Revisão: The Leftovers (3ª Temporada)

No seu adeus, a série da HBO manteve a brutal sensibilidade a colocar e tratar emoções no ecrã, e a inteligência de saber pisar a fé e o cepticismo, o bizarro e o profundo. Com um storytelling maduro, ambicioso e refinado, Lindelof e Perrotta deixam um derradeiro desafio aos espectadores: conseguiremos nós, desta vez nós, lidar com uma perda (de uma série) assim?

Revisão: Master of None (2ª Temporada)

É uma das peças televisivas com mais personalidade, liberdade, ousadia e autenticidade dos últimos anos, e a grande surpresa de 2017 pelo seu brutal amadurecimento. Aziz Ansari faz um ensaio sobre relações para sobre Solidão, e será difícil não se apaixonarem por Alessandra Mastronardi.

Balanço Final - Liga NOS 2016/ 17

O primeiro tetra da História do Benfica, o 36 dos encarnados, ficou marcado por um Porto incapaz de aproveitar deslizes e por um Sporting muito abaixo da época anterior. Cresceu o Vit. Guimarães, desiludiu o Braga, surpreendeu o Feirense.

Balanço Final - Premier League 2016/ 17

Depois do ano do milagre e do Impossível, a normalidade regressou. Os favoritos voltaram ao topo, e entre Guardiola e Mourinho quem ganhou foi... Antonio Conte.

Prémios BPF Liga NOS 2016/ 17

Vejam quem foram os melhores do ano para o Barba Por Fazer. O organizador de jogo do Benfica, um guarda-redes que deu pontos, um holandês que rivalizou com Messi e um Treinador do Ano inesperado estão entre as escolhas.

18 de junho de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 19



Série: Mad Men
Actor: Jon Hamm


por Lorena Wildering

    Fato bem engomado, chapéu não pode faltar, um cigarro Lucky Strike entre os lábios e um old fashioned para começar bem o dia. Estamos em Nova Iorque, na era mad men dos anos 60. Um termo supostamente atribuído a publicitários de Madison Avenue, onde se encontravam centradas as grandes agências de publicidade da altura, deu nome a esta série criada por Matthew Weiner, sempre envolta em segredo absoluto.

    Donald Draper, interpretado pelo fabuloso Jon Hamm, é a estrela principal. Don é prova viva de que há pessoas que não são aquilo que aparentam ser. Grande parte da primeira temporada serviu para publicitá-lo enquanto o homem perfeito: é pai de Sally, Robert e, mais tarde, Eugene, e marido da deslumbrante Betty Draper (January Jones). Tem boa aparência, é charmoso, idolatrado e é um excelente publicitário graças à sua intuição em compreender a mente do consumidor, conseguindo atrair grandes clientes para a Sterling Cooper, agência onde trabalha, tornando-o num dos profissionais mais cobiçados da área.
    É o homem que todos os outros querem ser e que todas as mulheres querem ter, que o diga a quantidade de casos extraconjugais que vai tendo ao longos dos anos. Como qualquer personagem, Don tem vários vícios como o álcool e o tabaco, mas o mais sério é o sexo.

    Lentamente, os escritores revelam que nem tudo na vida de Don é um mar de rosas. O que parecia o casamento perfeito, é tudo menos isso. As suas infidelidades continuam, mas começamos a perceber que o acto em si não é o que o move. É um homem perturbado que quer desesperadamente encontrar alguém com quem sinta uma conexão emocional e, para seu desastre, acaba por nunca conseguir.
    A razão desta fome emocional faz sentido quando descobrimos que Don Draper não é quem diz que é. Don afinal é Dick Whitman, filho de um pai violento e duma prostituta que não resistiu ao parto, e passa a sua infância num bordel a roubar as carteiras dos clientes que por lá passam.
    Escapa esta vida negra quando adopta a identidade de um homem morto. Enquanto militar a servir na Guerra da Coreia, Dick assume a identidade do Tenente Don Draper quando este é apanhado numa explosão. Troca de identificação, assume o seu nome, quebra todo o contacto com a sua família e recomeça uma vida nova.
    O primeiro contacto com o mundo da publicidade surge quando Roger Sterling, fundador da Sterling Cooper, entra na loja de casacos de pele onde Don trabalha. Na parede está um anúncio feito pelo próprio, algo pelo qual tem desenvolvido o gosto. Depois de várias manobras para fazer com que Roger o contrate, regadas com doses de Martini durante o pequeno-almoço, Don cumpre o seu objectivo.
    Vemos que Don está na sua praia em momentos como a apresentação do novo projector de slides para a Kodak. São três minutos em que ficamos em transe, seduzidos pela escolha de palavras de Don (e pela entoação de Jon Hamm) que nos evoca o sentimento de nostalgia. O publicitário perfeito, portanto, que admite e bem, “what you call love was invented by guys like me, to sell nylons”. Caímos que nem patinhos.

    Este talento nato e uma vida dita ideal não foram o suficiente para afastar o passado negro que ainda o assombra. O casamento com Betty chega ao fim, casa com Megan, uma secretária, e divorcia-se de novo. Ele é precisamente o homem em queda livre no início de cada episódio: os casos extraconjugais continuam uns a seguir aos outros, o álcool, a depressão, e chega a ter várias quebras psicológicas que até resultam no seu despedimento.

    O fecho desta perturbada personagem termina, ironicamente, com um sorriso na cara. As últimas cenas em que vemos Don é num retiro espiritual na Califórnia, depois de anos de conflitos interiores e depois de ter desaparecido de Nova Iorque sem deixar rasto. Depois de Don começar a rasgar um sorriso enquanto medita de olhos fechados, a última cena de todas mostra-nos o real e conhecido anúncio “Hilltop” da Coca-Cola, de 1971, criado pela agência McCann Erickson — precisamente a agência para quem estava a trabalhar quando fez as malas. Paira a questão: foi ou não Don o seu criador? Não me restam dúvidas. Foi Don, sim. Não o Don perturbado e para sempre assombrado pelas feridas do passado. O Don das ideias, o vendedor nato, o homem apaixonado pela publicidade, o contador de histórias que nos embala e nos faz suplicar por mais uma. So long, Don.                         

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

15 de junho de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 20



Série: The Simpsons
Actor: Dan Castellaneta (voz)


por Nuno Cunha

    Para além de ter aberto o caminho para o aparecimento de outras séries de televisão como Family Guy e South Park, The Simpsons teve um impacto brutal na construção da chamada cultura popular norte-americana. Num estilo de comédia corrosivo, satírico e surreal, a única regra desta série é que nada é sagrado. Desde a política à religião, os autores nunca se coibiram de dizer o que queriam e sobre quem queriam, mesmo que o alvo fosse a própria Fox… De facto, um dos segredos da série parece estar na forma como transportam a realidade para a ficção (ainda por cima em versão animada), de uma forma crua, natural e sem grandes embelezamentos.

    O chefe da família Simpson e desenho animado mais famoso da televisão apareceu pela primeira vez no pequeno ecrã a 19 de abril de 1987. Desde então, Homer tem sido uma das principais razões para o sucesso desta série que tem lugar na fictícia cidade norte-americana Springfield.
    Homer Simpson é o estereótipo do trabalhador americano de classe média com excesso de peso, que toma decisões estúpidas, que bebe demasiado e se esforça pouco no trabalho. Mesmo com todas estas falhas é fácil gostarmos de Homer pela forma como, no meio de alguma atrapalhação e parvoíce, tenta sempre conseguir o melhor para a sua mulher e para os seus filhos.
    O protagonista da série criada por Matt Groening trabalha na central nuclear Power Plant em Springfield, mas passa a maior parte do seu tempo no “bar do Moe” com os seus amigos de longa data Barney, Carl e Lenny. Se não o encontrarmos no bar, o mais provável é estar sentado no sofá em casa, a ver televisão enquanto come uns petiscos e bebe umas cervejas.
    Uma das características mais marcantes de Homer é a sua falta de inteligência que, curiosamente, acaba por dar origem a alguns dos momentos mais engraçados de The Simpsons. O QI abaixo da média de Homer deve-se não só a um episódio infeliz na sua infância mas também ao chamado “Gene Simpson”, que faz com todos os homens desta família vão ficando cada vez mais burros.
    Os fãs de The Simpsons são conhecidos por serem fervorosos e entusiastas. Prova disso, são as várias teorias criadas à volta da série nos últimos anos, como a genialidade escondida de todos os membros da família ou a previsão de acontecimentos e invenções do futuro. A última teoria diz que Homer nunca acordou de um coma sofrido num episódio da série em 1993 e que depois disso tudo o que se passou aconteceu, na verdade, na cabeça do pai de Bart, Maggie e Lisa!                     

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

10 de junho de 2016

Barba no Euro: Os Nossos 23 (Alemanha)

Chegando ao fim da rubrica «Os Nossos 23» terminamos com a selecção campeã do mundo.
    A verdade é que, apesar de ser a campeã mundial em título, já fazem 20 anos desde a última vez que os germânicos (geração de Klinsmann e Sammer) não conquistam um título europeu. Já coleccionaram 3 europeus - 1972, 1980 e 1996 - deixando-se apanhar nas últimas duas edições pela Espanha.
    A qualificação alemã não foi um passeio na praia. De todo. Apesar de terem passado o grupo com alguma distinção, tiveram a perseguição da selecção da Polónia até ao fim. Uma luta pelo primeiro lugar que há uns anos não fazia sentido, e que traduz não só o crescimento da Polónia de Lewandowski como um certo relaxamento pós-Mundial da Mannschaft. Veremos se essa postura se prolonga para este torneio, sendo certo que na Hora H a Alemanha costuma mostrar-se psicologicamente forte e fria, mas terá que responder perante algumas indefinições no 11 inicial, motivadas pelas baixas de Reus e Gündogan. Uma das curiosidades no seu Grupo C é precisamente o facto da Alemanha reeditar o confronto da fase de qualificação com a Polónia.
    Entre baixas e mais baixas, acabámos por escolher os nossos 23 que - embora ainda sejam 4 diferenças para os escolhidos de Löw -, não fazem uma diferença muito grande em relação ao que será a campanha da campeã mundial.



A Convocatória


  • Guarda-Redes: Manuel Neuer (Bayern Munique), Bernd Leno (Bayer Leverkusen), Marc-André Ter Stegen (Barcelona)
  • Defesas: Emre Can (Liverpool), Shkodran Mustafi (Valência), Benedikt Höwedes (Schalke 04), Mats Hummels (Borussia Dortmund), Jérôme Boateng (Bayern Munique), Jonathan Tah (Bayer Leverkusen), Jonas Hector (Colónia)
  • Médios: Sami Khedira (Juventus), Julian Weigl (Borussia Dortmund), Toni Kroos (Real Madrid), Lars Stindl (Borussia Mönchengladbach), Mahmoud Dahoud (Borussia Mönchengladbach), Mesut Özil (Arsenal)
  • Extremos: Julian Draxler (Wolfsburgo), Karim Bellarabi (Bayer Leverkusen), Leroy Sané (Schalke 04), Julian Brandt (Bayer Leverkusen), André Schürrle (Wolfsburgo)
  • Avançados: Thomas Müller (Bayern Munique), Mario Gómez (Besiktas)
Lista de Contenção: Loris Karius (Liverpool), Matthias Ginter (Borussia Dortmund), Marcel Schmelzer (Borussia Dortmund), Joshua Kimmich (Bayern Munique), Gonzalo Castro (Borussia Dortmund), Mario Götze (Bayern Munique), Kevin Volland (Hoffenheim)


    Estamos perfeitamente de acordo com os 3 escolhidos por Löw. Embora Manuel Neuer tenha lugar cativo por ser um fora-de-série (difícil esquecer o nível que exibiu em 2014), os seus suplentes, Bernd Leno e Marc-André Ter Stegen, também dão garantias. Veja-se bem a qualidade que a Alemanha tem na posição: ficam de fora Karius, Trapp, Zieler, Horn, e a lista podia continuar.
    Na defesa, com o eterno capitão Lahm retirado, o técnico alemão tem que começar a reinventar a defesa alemã (mesmo que Lahm até tenha começado o último Mundial a médio). Assim sendo, com o regresso à forma de Emre Can e com a sua polivalência, o jogador do Liverpool tem que ser uma das opções. Já Jonas Hector foi uma das sensações da Bundesliga e nem aos olhos de Löw saiu indiferente. 
    Jérôme Boateng tem evoluído a olhos vistos. Se há uns anos atrás nos fazia duvidar, agora nem o nó de Messi (todos somos mortais perante Messi) nas meias-finais da Champions de 14/ 15 nos faz duvidar da sua grande qualidade, aperfeiçoando-se de ano para ano. Shkodran Mustafi e Benedikt Höwedes são outros nomes que conjugam a capacidade de fazer mais do que uma posição (ambos são centrais, mas Mustafi pode jogar na direita; enquanto Höwedes foi o lateral-esquerdo em 2014 e é uma das duas opções mais fortes para o corredor oposto desta vez) com o facto de terem qualidade suficiente para cumprir as exigências duma selecção alemã. Jonathan Tah é outra das revelações deste ano e merece por isso a confiança na convocatória, ele que é um Boateng mais novo e que já morava nos nossos 23 base, tendo Löw só optado por ele graças à ausência de Rüdiger. Por fim, como parece que todos os anos tem que haver um "roubo" do Bayern ao Dortmund, desta vez foi a vez do clube de Munique resgatar o capitão de Dortmund. Apesar de não ficar bem aos olhos do adepto mais fervoroso de futebol, é inequívoca a qualidade e a importância do regressado a casa Mats Hummels nesta Mannschaft. O futuro colega de equipa de Renato Sanches foi o melhor central do Mundial 2014, e deve falhar por lesão apenas o 1.º jogo da fase de grupos.
    Chegando aos médios, a nossa grande surpresa é a não inclusão de Götze. Mesmo sendo um jogador com tremendo potencial e o elemento que marcou o golo decisivo do Alemanha-Argentina em 2014, não contaríamos com ele tendo em conta o rendimento apresentado no clube (parece andar a passear em Munique sem se esforçar para ter um lugar na equipa) e a sua atitude algo relaxada, que não se adequa a uma grande competição como o Euro. Pelo que decidimos premiar jogadores que realizaram épocas de grande qualidade como o jovem Mahmoud Dahoud e o seu colega de equipa Lars Stindl, ambos do Borussia Mönchengladbach. Sami Khedira é um jogador sempre útil para ter numa equipa enquanto que Toni Kroos e Mesut Özil são duas das peças fundamentais desta Alemanha. Quem achamos que também pode ser bastante influente é Julian Weigl do Borussia Dortmund, um daqueles miúdos que tem pelo menos dez anos de futebol de ouro pela frente. E sim, aqui não há Schweinsteiger (perde-se a liderança, mas não era justo chamar o 7 alemão depois da época fraca que teve no United).
    A ausência de Marco Reus é um forte revés nas aspirações da Alemanha, contudo, há que confiar nos jovens valores que os germânicos têm vindo a desenvolver.  Acreditamos fortemente em Leroy SanéJulian Brandt, que esta época mostraram o que valem ao mais alto nível, e ainda confiamos nas já certezas Julian Draxler, Karim Bellarabi e André Schürrle.
    Na frente é muito simples. Não há assim tantos goleadores alemães que ganhem a herança de Miroslav Klose. Assim sendo, levaríamos Mario Gómez como opção mais posicional e Thomas Müller como avançado mais completo.


O Onze

    O nosso onze não fugirá muito ao que Löw estará a preparar. Aliás, até acreditamos que o seleccionador alemão comece com algumas peças diferentes mas que possa progressivamente (imaginando que a Alemanha terá por volta de 6 jogos em França) caminhar para este leque de jogadores.
    Neuer tem lugar cativo na baliza e será certamente um dos destaques dos germânicos uma vez que costuma subir o nível quando o grau de exigência está no pico máximo. Emre Can adaptado seria a melhor opção para a lateral direita (Löw opta por ele ou por Höwedes), enquanto que Jonas Hector merece a titularidade da lateral esquerda e poderá ser uma das revelações da competição, dando o "salto" do Colónia para um tubarão europeu. No eixo da defesa estará a futura dupla do Bayern Munique 2016/17 - Boateng e Hummels. Sem margem para dúvidas, uma das melhores duplas  que estará presente nesta competição.
    Logo à frente do quarteto defensivo, Toni Kroos é o maestro que comanda todas as operações da equipa. Löw deve confiar o lugar ao lado do médio do Real Madrid aos já maduros Khedira ou Schwinsteiger, mas para nós seria Julian Weigl. O médio do Dortmund é um diamante em bruto, dando à equipa a possibilidade de jogar a outro ritmo (faz muita diferença jogar ao 1.º toque) e podendo ser o complemento perfeito para o futebol de Kroos. Mais adiantado colocamos Özil, um dos poucos "10" de corpo e alma que o futebol ainda tem.
    A extremos, apesar de Bellarabi e Schürrle terem muita qualidade e serem elementos que connosco teriam certamente muitos minutos, é em Sané e em Draxler que confiaríamos para desequilibrarem. Tanto um como outro têm tudo para ser figuras da Alemanha nesta década, e acreditamos que na realidade Löw acabará por recorrer a eles para mudar o destino dos germânicos em alguns jogos.
    Na frente, um dos jogadores mais completos de todo o europeu - Thomas Müller. O alemão dispensa apresentações e é sinónimo de golo jogue em que posição jogar.



Barba no Euro: Os Nossos 23 (Itália)

    Perto do fim desta nossa rubrica chega-nos a selecção italiana. Nesta convocatória para a Squadra Azzurra temos mais alterações (9) - comparativamente com os 23 escolhidos pelos seleccionadores na realidade - do que em qualquer outra das selecções que escolhemos abordar. A razão é simples: com tantos bons valores do meio campo para a frente, há jogadores da equipa transalpina que mereciam uma atenção especial, e que ficaram de fora graças à teimosia e conservadorismo de Antonio Conte.
    A Itália foi uma das invictas da qualificação para o Europeu e acabou por sofrer muito poucos golos. Esse é o seu principal segredo: sofrer pouco e aproveitar todas as oportunidades no ataque. Resiliência (com uma defesa de betão protegida por uma lenda-viva do futebol chamada Buffon) e eficácia. Mas para nós, era possível manter o ADN italiano, equilibrado e lúcido na hora de ler o jogo, juntando maior capacidade de desequilibrar na frente, aquilo que poderá faltar à Itália neste Euro-2016.
    Apesar de terem ganho apenas um Europeu (1968), até porque a especialidade da Itália são mesmo os Mundiais (1934, 1938, 1982, 2006), é sempre uma equipa a ter em conta pela matreirice na forma como prepara e encara o jogo. Porém, uma matreirice que poderia dar mais frutos com estes nossos 23:

A Convocatória



  • Guarda-Redes: Gianluigi Buffon (Juventus), Salvatore Sirigu (PSG), Gianluigi Donnarumma (AC Milan)
  • Defesas: Matteo Darmian (Manchester United), Alessandro Florenzi (Roma), Giorgio Chiellini (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Andrea Barzagli (Juventus), Mattia De Sciglio (AC Milan)
  • Médios: Jorginho (Nápoles), Daniele De Rossi (Roma), Roberto Soriano (Sampdoria), Giacomo Bonaventura (AC Milan), Riccardo Saponara (Empoli), Franco Vázquez (Palermo)
  • Extremos: Lorenzo Insigne (Nápoles), Antonio Candreva (Lázio), Sebastian Giovinco (Toronto), Stephan El Shaarawy (Roma)
  • Avançados: Graziano Pellè (Southampton), Simone Zaza (Juventus), Leonardo Pavoletti (Génova), Domenico Berardi (Sassuolo)
Lista de Contenção: Andrea Consigli (Sassuolo), Lorenzo Tonelli (Empoli), Francesco Acerbi (Sassuolo), Federico Viviani (Hellas Verona), Federico Bernardeschi (Fiorentina), Gianluca Lapadula (Pescara), Andrea Belotti (Torino)


    Nos guardiões, Gianluigi Buffon é o símbolo desta selecção e continua numa forma incrível mesmo tendo em conta a sua idade. É dono e senhor do seu lugar, seguindo-se Salvatore Sirigu - que não teve muitas oportunidades no PSG, mas não deixa de ser um enorme guarda-redes - e ainda Gianluigi Donnarumma (17 anos). O terceiro escolhido muito dificilmente tem oportunidade de jogar, por isso preferimos colocar o futuro guardião da Itália nos grandes palcos europeus para se ir habituando. O prodígio das balizas do AC Milan, desde que se desenvolva de acordo com as expectativas e saiba manter-se sempre num nível alto, poderá estar presente no Euro 2032 ou até no Euro 2036. Coisa pouca...
    No que toca à defesa poupámo-nos um pouco tendo em conta a polivalência de alguns jogadores e a extrema competência dos mesmos nas devidas posições. Assim sendo, para o eixo defensivo convocaríamos apenas o trio da Juventus Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini e Andrea Barzagli (connosco só dois seriam titulares, contrariamente ao que faz Conte) enquanto que para as alas levaríamos Alessandro Florenzi, Matteo Darmian e Mattia De Sciglio. Sendo que tanto Darmian como De Sciglio conseguem fazer as duas alas e Florenzi joga praticamente em todo o lado - junta à capacidade de jogar a lateral-direito, posição onde jogou grande parte da época na Roma, o dom de actuar em lugares mais avançados no terreno como box-to-box, interior ou extremo. Qualquer treinador gosta de jogadores assim.
    No miolo, Jorginho foi um dos jogadores em destaque esta época no Nápoles de Sarri e merecia ser titular em detrimento até de Daniele De Rossi - que também entra nas nossas contas face à sua qualidade, experiência e polivalência (pode fazer o lugar de central). Giacomo Bonaventura, depois duma grande época no AC Milan, era uma das presenças obrigatórias numa Itália órfã de Verratti e Marchisio e, directamente de clubes menos reputados da Serie A, levávamos também Roberto Soriano (Sampdoria), Riccardo Saponara (Empoli) e Franco Vázquez (Palermo). Curiosamente, Conte preferiu não contar com estes 3 jogadores e preferiu levar Parolo, Sturaro e Thiago Motta. Aliás, dos jogadores que Conte leva e nós não, apenas Bernardeschi é uma opção que conseguimos compreender e elogiar (é o único aliás a constar na nossa Lista de Contenção). Soriano mereceu a confiança de Conte durante a qualificação, mas é de jogadores como Saponara e Vázquez que a Itália precisava para manter o perfume doutros tempos. Ambos dariam outra qualidade e critério com bola - Saponara é o "André Gomes italiano", e o argentino naturalizado italiano Vázquez é um dos melhores jogadores a actuar em Itália, um criador de oportunidades nato, tendo a curiosidade de ser o jogador que mais faltas sofreu nos principais campeonatos europeus em 2015/ 16, e também o que mais faltas fez.  
    No que toca ao ataque não há muito que inventar. Lorenzo Insigne, Antonio Candreva, Sebastian Giovinco e Stephan El Shaarawy são quatro diabos que conseguem criar dores de cabeça a todos os seus oponentes, sendo que para avançados convocaríamos outros 4: Graziano Pellè seria a grande referência atacante; Simone Zaza (excelente como segundo avançado, oferecendo uma interpretação diferente da posição que entregaríamos a Giovinco), Leonardo Pavoletti (melhor marcador italiano desta Serie A) e Domenico Berardi (o mais tecnicista e com mais futuro deste quarteto) seriam as outras hipóteses.

O Onze

    Modéstia à parte e com todo o respeito pelo técnico italiano, com esta selecção e este onze, as probabilidades da Itália conquistar o seu segundo europeu aumentariam um pouco. Seria porventura mais fácil (menos difícil talvez seja o mais correcto de se dizer) marcar golos a esta versão, mas a quantidade de soluções e virtuosismo técnico na nossa frente de ataque/ meio-campo seria o garante de bom futebol, e a aproximação do respeito pelo passado - Del Piero, Totti, Baggio, enfim, a Itália vive através de figuras dessas.
    Na baliza é indiscutível a titularidade de Gianluigi Buffon que fará, muito provavelmente (no futebol nunca podemos ter a certeza de nada), a sua última aparição a grande nível num europeu. O guardião da Juventus chega a França com 157 jogos e 38 anos de idade.
    Na defesa, embora Antonio Conte vá privilegiar uma linha de 3 homens (Barzagli, Bonucci e Chiellini), juntando-lhes dois alas, a nossa proposta fica-se pela mais usual linha de 4 defesas. Contaríamos assim com os irrequietos e completos laterais Florenzi (direita) e Darmian (esquerda), dois elementos que cruzam bem, dão muita profundidade graças ao fulgor físico e "pilhas" que nunca mais acabam, e sabem intrometer-se no ataque. Já o eixo seria composto pela dupla experiente da Juventus: Bonucci & Chiellini. O esquema de 3 centrais (Barzagli ou mesmo De Rossi seriam chamados nesta circunstância) podia fazer sentido num jogo específico ou em determinado momento, com este 4-2-3-1 - dadas as características dos jogadores escolhidos para o onze-base - a ser facilmente adaptável.
    No meio-campo, Jorginho seria o jogador mais recuado, enquanto que Bonaventura estaria sempre por perto para pautar o jogo. Pés para isso tem o médio do Milan, e prevemos que na realidade a Itália sofra em termos de produção ofensiva ao não ter jogadores como Bonaventura, Vázquez ou Giovinco.
    Daqui partimos para um ataque algo assustador. No bom sentido. Para Conte seria certamente demasiado ousado, mas optaríamos por dar os corredores a Insigne e Candreva, colocando o pequeno diabo Giovinco (quem vem duma grande temporada na MLS, não devendo ser ignorado apenas pelo preconceito de estar num campeonato periférico) atrás da referência atacante - Pellè. Ter El Shaarawy, Berardi, Zaza ou Pavoletti dar-nos-ia mais do que alternativas para mexer com o jogo.



Euro 2016: Previsão Grupo F

Por fim, nós. Mais logo começa o tão aguardado Euro-2016, mas antes está na altura de conhecerem a fundo o Grupo F, o de Portugal.
    Com uma defesa rigorosa e um ataque com pouca veia goleadora, Portugal chega a este Europeu ainda com muito para crescer, podendo (re)descobrir-se ao longo deste mês (oxalá que seja mesmo 1 mês) de competição. É já tradição Portugal crescer nas fases finais, e até nos parece que a Selecção das Quinas pode ter mais dificuldades e demorar a soltar o seu melhor futebol na fase de grupos - com o estatuto de favorito e a iniciativa de jogo, factores com os quais esta equipa de Fernando Santos parece sentir-se pouco confortável - do que na fase a eliminar, contra adversários de renome. Diz a lógica que, caso fiquemos em 1.º, e se surpreendermos tudo e todos, poderemos ter um trajecto com obstáculos significativos - Itália ou Bélgica, Inglaterra, Espanha, fugindo à partida a selecções como a França e Alemanha até ao eventual momento derradeiro.
    Acreditamos numa fase de grupos à Fernando Santos - grande registo defensivo, e 9 pontos amealhados, sem encantar os adeptos mas com eficácia. Feita a nossa análise, consideramos a Hungria a selecção mais frágil do grupo, pelo que o 2.º lugar (e representam os nossos maiores desafios) será entre Islândia e Áustria. A força do colectivo islandês pode ser a etapa mais complicada para nós nestes 3 confrontos, até por ser o primeiro jogo, embora num Islândia-Áustria, as várias individualidades dos austríacos, uma selecção num crescimento indiscutível, podem fazer a diferença. Por simpatizarmos com islandeses e austríacos, seria simpático que um dos 4 melhores terceiros fosse do nosso grupo.
    A Islândia de Sigurdsson, única selecção orientada por dois treinadores, chega a esta fase depois duma campanha brilhante, posicionada à frente da Turquia e deixando a Holanda a ver o Euro na televisão; a Hungria precisou do play-off depois de ficar atrás da Irlanda do Norte e da Roménia; enquanto que a Áustria fez 28 pts em 30, garantindo o 1.º lugar num grupo forte com Rússia e Suécia.
    Fiquem então com a análise mais aprofundada das últimas 4 selecções, inclusive a nossa:

1. PORTUGAL  
(Previsão: Finalista)

  • Guarda-Redes: Rui Patrício (Sporting), Anthony Lopes (Lyon), Eduardo (Dínamo Zagreb)
  • Defesas: Cédric Soares (Southampton), Vieirinha (Wolfsburgo), Pepe (Real Madrid), José Fonte (Southampton), Ricardo Carvalho (Mónaco), Bruno Alves (Fenerbahçe), Eliseu (Benfica), Raphaël Guerreiro (Lorient)
  • Médios: William Carvalho (Sporting), Danilo Pereira (Porto), João Moutinho (Mónaco), Adrien Silva (Sporting), André Gomes (Valência), Renato Sanches (Benfica), João Mário (Sporting)
  • Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Nani (Fenerbahçe), Rafa (Braga), Ricardo Quaresma (Besiktas), Éder (Lille)
Seleccionador: Fernando Santos;
Baixas: Bernardo Silva, Fábio Coentrão; Ausências: João Cancelo, Pizzi, Hugo Vieira, Tiago

Equipa-Base (4-4-2): Rui Patrício; Vieirinha, Pepe, Ricardo Carvalho, R. Guerreiro (Eliseu); Danilo, Moutinho (Renato Sanches, Adrien), João Mário, André Gomes (Rafa); Quaresma (Nani), Ronaldo
    Com uma equipa equilibrada, defensivamente forte e muito para crescer, não nos parece descabido que Portugal atinja as meias-finais (reedição contra Espanha) ou a final. O 4-4-2 que Fernando Santos decidiu importar dos sub-21, e bem, mantém Portugal coeso, liberta Cristiano Ronaldo sem que a sua inércia defensiva afecte os demais, embora falte à equipa lusitana encontrar o 11 certo.
    Rui Patrício, Pepe e Ricardo Carvalho são certezas absolutas, todos eles jogadores de confiança, impressionando a qualidade de Carvalho aos 38 anos e rezando nós para que Pepe não cometa nenhuma asneira. Nos laterais, Vieirinha parece partir na frente em relação a Cédric, mas do lado esquerdo, embora até acreditemos que Eliseu possa ser titular no jogo inaugural, antevemos a ascensão de Raphaël Guerreiro, nunca mais largando a titularidade depois de se destacar.
    Se na frente é Cristiano Ronaldo+1 - sendo que esse 1 pode ser Ricardo Quaresma e não Nani graças ao incrível momento de forma do extremo do Besiktas -, no meio-campo é onde Fernando Santos deve continuar a ter dúvidas. Danilo Pereira é cada dia mais o 6 desta equipa, mostrando mais em campo do que William, mas Moutinho (em teoria, um insubstituível) demonstra a cada jogo não estar no seu melhor. João Mário é intocável na meia-direita, e do outro lado FS deve decidir entre André Gomes e Rafa, com vantagem para o médio do Valência.
    No entanto, é natural que o 11 base de Portugal sofra algumas mutações ao longo da competição: caso o "estatuto" de Nani lhe dê a 1.ª titularidade, é provável que Quaresma pegue de estaca ao lado de CR7, Raphaël Guerreiro tem tudo para ganhar a corrida face à necessidade de termos laterais tecnicamente evoluídos e que dêem velocidade e irreverência ao jogo português, e no meio-campo só Danilo e João Mário nos parecem estar capazes de segurar as posições em França. A necessidade de acelerar jogo e conduzir a bola ao ataque pode fazer Fernando Santos optar por André Gomes e Renato Sanches/ Adrien numa fase mais adiantada da prova.

Destaques Individuais (Previsão):
    Felizmente para Portugal, somos cada vez menos Cristiano Ronaldo. Felizmente para Portugal, Ronaldo vem com a confiança nos píncaros depois de ganhar mais uma Champions. Felizmente para Portugal, a fase de preparação foi realizada sem o melhor jogador - os jogadores sentiram-se assim capazes de funcionar, percebendo as suas potencialidades como equipa, juntando-se depois o melhor jogador europeu. Infelizmente para Portugal, Ronaldo não parece estar na plenitude dos seus recursos físicos, mas acreditamos que se transcenda, quebre o recorde de Platini (basta-lhe marcar 4 golos) e seja em campo uma excelente solução e não um problema como em 2014. É bem possível que Ronaldo saia deste Europeu como jogador com mais jogos e com mais golos na História dos Europeus.
    Depois do candidato a Bola de Ouro, apostamos em João Mário e Danilo Pereira como 2 jogadores cuja cotação deve disparar: o médio do Sporting foi o melhor jogador português da Liga NOS, e é menino para brilhar com mais intensidade quando as exigências forem maiores, e o médio defensivo do Porto está num momento incrível, e pode ser um dos melhores trincos deste Euro-2016.
    A seguir a este trio, o domínio da futurologia é intenso - Ricardo Quaresma, mantenha-se como arma secreta ou ganhando a titularidade, deve ser um jogador-chave no nosso percurso, e o mesmo se pode dizer de André Gomes, o jogador dos grandes jogos. O talento do miúdo Raphaël Guerreiro e do benjamim Renato Sanches pode fazer a diferença, acreditando nós que Raphaël não demorará a mostrar que tem que ser titular, e podendo Renato dizer "eu estou aqui" quando faltar a Portugal o que faltava ao Benfica antes de apostar no 16 de Portugal: capacidade de transportar jogo, arriscando e queimando linhas, acelerando e aproximando a equipa da baliza adversária.
    Se chegarmos longe como acreditamos, Rui Patrício terá que dar sequência à época que realizou pelo Sporting, podendo inclusive ser decisivo se acontecer algum desempate nas grandes penalidades. A qualidade da nossa dupla de centrais, uma das melhores deste Euro, é inequívoca, Nani tem que fazer pela vida, Rafa ao contrário do que pensávamos há tempos pode não render nas duas posições da frente, rendendo sim na esquerda, esticando o que João Mário equilibra; seria irónico Éder saltar do banco para marcar golos fulcrais, e só esperamos que Fernando Santos saiba ler as necessidades da equipa (outra dinâmica haveria com Coentrão e Cancelo a laterais, um lesionado e o outro ignorado, e a tendência de acrescentar a energia de Renato Sanches pode ser uma solução face à ausência dum criativo com bola no pé como Bernardo Silva). Em relação a João Moutinho, veneramo-lo como médio, mas está longíssimo do nível habitual. Veremos como, e se, evolui.


2. ÁUSTRIA  
(Previsão: Quartos-de-Final)

  • Guarda-Redes: Robert Almer (Austria Viena), Heinz Lindner (Eintracht Frankfurt), Ramazan Ozcan (Ingolstadt)
  • Defesas: Florian Klein (Ingolstadt), Gyorgy Garics (Darmstadt), Aleksandar Dragovic (Dínamo Kiev), Martin Hinteregger (Gladbach), Kevin Wimmer (Tottenham), Sebastian Prödl (Watford), Markus Suttner (Ingolstadt), Christian Fuchs (Leicester City)
  • Médios: David Alaba (Bayern Munique), Julian Baumgartlinger (Mainz), Zlatko Junuzovic (Werder Bremen), Stefan Ilsanker (RB Leipzig), Marcel Sabitzer (RB Leipzig)
  • Extremos: Martin Harnik (Estugarda), Marko Arnautovic (Stoke), Alessandro Schöpf (Schalke 04), Jakob Jantscher (Lucerne)
  • Avançados: Marc Janko (Basel), Lukas Hinterseer (Ingolstadt), Rubin Okatie (1860 Munique)
Seleccionador: Marcel Koller;

Equipa-Base (4-2-3-1): Almer; Klein, Dragovic, Hinteregger, Fuchs; Baumgartlinger, Alaba; Harnik, Junozovic, Arnautovic; Janko
    Embora um onze 100% expectável permita melhor preparação por parte dos adversários, representa também estabilidade, confiança e garantia de que os jogadores se conhecessem e sabem trabalhar em conjunto. A Áustria não parece fugir a este 4-2-3-1, com Hinteregger a relegar Wimmer para o banco, garantindo-se como parceiro de Dragovic na defesa, e o trio Harnik, Junozovic e Arnautovic no apoio ao ex-portista Marc Janko. O jovem Marcel Sabitzer pode ser o Ás saído do banco em alguns jogos, mas ou muito nos enganamos ou então será mesmo este o 11 da Áustria.

Destaques Individuais (Previsão):
    David Alaba e Marko Arnautovic. Se a Áustria conseguir chegar aos quartos-de-final, como antevemos, muito peso terão tido até essa fase o melhor jogador da equipa e a vedeta. Alaba, que joga praticamente onde o treinador quiser, é o motor do jogo austríaco, passando todo o jogo por ele a meio-campo. Já em relação a Arnautovic, embora seja capaz do 8 e do 80, por ser um jogador de grandes palcos, pode muito bem resolver vários problemas que surjam no caminho da Áustria. Numa defesa que conta também com Dragovic e o jovem Hinteregger, Christian Fuchs pode dar sequência à sua grande temporada no Leicester: depois de integrar a surpresa na Premier, arrisca-se a integrar uma das surpresas deste Euro.
    Embora o criativo Zlatko Junuzovic tenha maior preponderância no jogo da selecção orientada por Marcel Koller, é do gigante Marc Janko, um velho conhecido dos portugueses, que se podem esperar alguns golos. Na fase de qualificação marcou 7, embora Arnautovic e Alaba possam ficar perto ou acima dos números do avançado de 1,96m. No flanco oposto ao de Arnautovic, Martin Harnik (3 golos e 4 assistências no apuramento) pode destacar-se especialmente se não for levado tão a sério, enquanto que a coqueluche da equipa, Marcel Sabitzer, pode entrar no 11 ao longo do Europeu - tem uma boa relação com o golo, e deve tornar-se facilmente o 12.º jogador mais utilizado.


3. ISLÂNDIA  
(Previsão: Oitavos-de-Final)

  • Guarda-Redes: Hannes Halldorsson (Bodo/Glimt), Ingvar Jonsson (Sandefjord), Ogmundur Kristinsson (Hammarby)
  • Defesas: Birkir Saevarsson (Hammarby), Haukur Hauksson (AIK), Ragnar Sigurdsson (Krasnodar), Hordur Magnusson (Cesena), Kari Arnason (Malmö), Hjortur Hermannsson (PSV), Ari Skulason (OB), Sverrir I. Ingason (Lokeren)
  • Médios: Aron Gunnarsson (Cardiff), Birkir Bjarnason (Basel), Emil Hallfredsson (Udinese), Theodor Bjarnason (AGF), Runar Sigurjonsson (Sundsvall), Gylfi Sigurdsson (Swansea)
  • Avançados: Alfred Finnbogason (Augsburgo), Kolbeinn Sigthorsson (Nantes), Jon Bodvarsson (Kaiserslautern), Eidur Gudjohnsen (Molde), Arnór Ingvi Traustason (Norrkoping), Johann Gudmundsson (Charlton)
Seleccionadores: Lars Lagerbäck e Heimir Hallgrímsson;
Equipa-Base (4-4-2): Halldorsson; Saevarsson, Arnason, R. Sigurdsson, Skulason; Gunnarsson, Bjarnason, Gudmundsson, G. Sigurdsson; Finnbogason, Sigthorsson
    Tal como a Áustria, quando tudo está bem, não se mexe. A Islândia deve manter-se fiel à fórmula que a trouxe até esta fase, magnificamente orientada por Lagerbäck e Hallgrímsson, com o técnico sueco a passar a pasta ao islandês depois desta competição. A defesa islandesa não é particularmente forte, mas esta Islândia vale pela coesão do colectivo, pelo compromisso e união, e pela consciência que todos os jogadores têm do seu papel em campo. O ponto forte é o meio-campo, como verão abaixo nos nossos destaques previstos, e resta ver como se apresentam Finnbogason e Sightorsson (contra Portugal é natural que a Islândia mantenha o 4-4-2, mas não é tão certo assim que o faça contra a Áustria por exemplo).

Destaques Individuais (Previsão):
    A figura é principalmente uma: Gylfi Sigurdsson. O médio ofensivo do Swansea já mostrou no clube do País de Gales que se dá bem e rende mais quando é a estrela, e a fase de qualificação comprovou-o - 6 golos e 3 assistências. O sucesso desta Islândia (tanto pode ficar em 3.º como em 2.º, e é difícil adivinhar se será ou não um dos melhores terceiros) passará essencialmente pela força do seu losango. Birkir Bjarnason costuma encher o campo na meia-direita, Johann Gudmundsson pode ser o wildcard da equipa, atraindo o olhar de potenciais interessados (recordamos que o Charlton, onde joga, foi relegado do Championship) e por fim o médio mais recuado, Aaron Gunnarsson é a formiga trabalhadora que andará sempre a "morder" os calcanhares a quem lhe aparecer pela frente.
    Nota apenas para a participação de Eidur Gudjohnsen, que aos 37 anos marca presença nesta equipa. Se houver uma surpresa nesta Islândia, apostamos em Arnór Traustason. 


4. HUNGRIA  

  • Guarda-Redes: Gabor Kiraly (Haladas), Denes Dibusz (Ferencvaros), Peter Gulacsi (RB Leipzig)
  • Defesas: Barnabas Bese (MTK Budapeste), Attila Fiola (Puskas Akadem.), Richard Guzmics (Wisla), Roland Juhász (Videoton), Tamás Kádár (Lech Poznan), Mihaly Korhut (Debrecen), Ádám Lang (Videoton)
  • Médios: Akos Elek (Diosgyori), Adám Nagy (Ferencvaros), Adam Pinter (Ferencvaros), Zoltan Gera (Ferencvaros), László Kleinheisler (Werder Bremen)
  • Extremos: Gergo Lovrencsics (Lech Poznan), Balazs Dzsudzsak (Bursaspor), Zoltan Stieber (Nürnberg)
  • Avançados: Adam Szalai (Hannover 96), Tamas Priskin (Slovan Bratislava), Nemanja Nikolic (Légia Varsóvia), Daniel Bode (Ferencvaros), Krisztián Németh (Al-Gharafa)
Seleccionador: Bernd Storck;

Equipa-Base (4-2-3-1): Kiraly; Fiola, Lang, Guzmics (Juhász), Kádár; Elek, Nagy; Dzsudzsak, Kleinheisler (Gera), Nemeth; Szalai (Priskin)
    Embora seja das 3 selecções que Portugal defrontará aquela que tem maior História e tradição no Velho Continente, a Hungria de Storck tem menos recursos que as restantes actualmente. Gabor Kiraly, aos 40 anos o jogador mais velho deste Euro-2016, terá à sua frente uma defesa competente, e no meio-campo Elek e Nagy deverão ser os escolhidos para recuperar o esférico e asfixiar os adversários, entregando as despesas do ataque a quem sabe ter bola em zonas adiantadas - a estrela Dzsudzsak, bem como um misto de veterania e juventude de Gera e Kleinheisler.
    Na frente, Szalai tem mais nome e CV, mas Priskin pode ser a opção do seleccionador.

Destaques Individuais (Previsão):
    Confiando tanto no nosso instinto como na nossa racionalidade, parece-nos que o mais provável é a Hungria ficar no último posto do grupo. Nos 3 jogos da fase de grupos, Balazs Dzsudzsak deve assumir a equipa, e este pode ser o momento de Adam Szalai aproveitar as oportunidades que lhe forem dadas. A meio-campo, Adám Nagy pode ficar na retina ao ser um médio da moda - sempre em alta rotação, com 20 anos e muito terreno para mapear - e o lateral/ central Tamás Kádár poderá destacar-se no apoio ao capitão Dzsudzsak.





Posters ESPN - Euro 2016 - Grupo F


9 de junho de 2016

Euro 2016: Previsão Grupo E

Se Portugal ficar em 1.º lugar no Grupo F, será deste grupo que sairá o nosso adversário nos oitavos (2.º classificado E). Bélgica? Itália? Ou uma surpresa?
    Na fase de apuramento, Bélgica e Itália ficaram em primeiro lugar dos seus grupos, superiorizando-se em relação a País de Gales e Croácia respectivamente, enquanto que tanto a Suécia como a República da Irlanda precisaram do play-off para chegar a França - pelo caminho deixaram Dinamarca e Bósnia.
    O facto do Grupo arrancar com um Bélgica-Itália pode revelar-se bastante interessante. Embora acreditemos num empate nesse jogo, caso belgas ou italianos vençam - e caso haja um vencedor no Ibrahimovic-Irlanda - a vida pode ficar complicada para um dos favoritos. Seja como for, apostamos na Bélgica (selecção europeia melhor posicionada no Ranking FIFA, embora sem provas dadas nos grandes palcos e grandes momentos) em primeiro lugar, seguida da Itália (o que faria dos transalpinos nossos adversários nos oitavos), Suécia e finalmente Irlanda. A supremacia belga e italiana pode levar a que o 3.º classificado deste Grupo E tenha mais dificuldades em tornar-se um dos 4 melhores terceiros.
    É com bastante pena que vemos a Bélgica sem Lombaerts e principalmente sem Kompany, o que obrigará Wilmots a remendar a defesa, ficando até ao primeiro jogo a dúvida se manterá Alderweireld e Vertonghen como laterais ou se ganha juízo e aposta na dupla do Tottenham como centrais. A Itália de Conte é possivelmente a selecção cujo seleccionador cometeu mais injustiças - crente no seu 3-5-2, e a verdade é que nunca damos nada pela Itália e depois vemo-la a passar várias equipas de fininho, deixou de fora jogadores que mereciam ir a França como Bonaventura, Vázquez, Jorginho e Giovinco. Na Suécia, Zlatan Ibrahimovic (tem mais golos pela Suécia do que todos os colegas de equipa juntos) tem um peso muito significativo, e da Irlanda espera-se um grande público e uma equipa que até parece ter os jogadores certos para ser venenosa no contra-ataque. A Irlanda que é a selecção com a média de idades mais alta (29 anos e 297 dias) em prova.
    Fiquem então com a análise mais aprofundada deste quarteto de possíveis adversários de Portugal no primeiro jogo da fase a eliminar:

1. BÉLGICA 
(Previsão: Quartos-de-Final)

  • Guarda-Redes: Thibaut Courtois (Chelsea), Simon Mignolet (Liverpool), Jean-François Gillet (Mechelen)
  • Defesas: Thomas Meunier (Club Brugge), Jan Vertonghen (Tottenham), Toby Alderweireld (Tottenham), Christian Kabasele (Gent), Thomas Vermaelen (Barcelona), Jason Denayer (Galatasaray), Laurent Ciman (Montreal Impact), Jordan Lukaku (Oostende)
  • Médios: Radja Nainggolan (Roma), Axel Witsel (Zenit), Marouane Fellaini (Manchester United), Moussa Dembélé (Tottenham)
  • Extremos: Dries Mertens (Nápoles), Kevin De Bruyne (Manchester City), Eden Hazard (Chelsea), Yannick Ferreira-Carrasco (Atlético Madrid)
  • Avançados: Romelu Lukaku (Everton), Divock Origi (Liverpool), Christian Benteke (Liverpool), Michy Batshuayi (Marselha)
Seleccionador: Marc Wilmots;
Baixas: Vincent Kompany, Nicolas Lombaerts

Equipa-Base (4-2-3-1): Courtois; Denayer, Alderweireld, Vertonghen, J. Lukaku; Nainggolan, Witsel; Mertens (Ferreira-Carrasco, Dembélé, Fellaini), De Bruyne, Hazard; Lukaku (Origi)
    Teste de fogo. É assim que este Euro-2016 deve ser encarado pela selecção belga. Depois da maturação - do ponto de vista individual e colectivo - este leque de jogadores belgas pode começar a ser levado a sério caso ganhe à Itália, e se se classificar em 1.º pode por exemplo apanhar a Croácia ou Turquia nos oitavos, e a Alemanha na fase seguinte.
    Quer Wilmots aposte em Alderweireld-Vertonghen nos corredores ou no centro, Denayer (se fizer um bom Euro, talvez Guardiola o mantenha no plantel) deve ter lugar no onze. Com a dupla do Tottenham no centro, Jordan Lukaku entra no 11, senão é Vermaelen quem é chamado a jogo. Outra das grandes questões desta Bélgica é perceber até que ponto é que Wilmots mantém o 4-2-3-1 que tem trabalhado durante a preparação: Nainggolan e Witsel têm lugar cativo, permitindo De Bruyne jogar em terrenos centrais, e sendo Mertens a explorar o corredor direito. Os diabos vermelhos podem ainda regressar ao seu 4-3-3 (Wilmots é ligeiramente alérgico a Dembélé, preferindo muitas vezes Fellaini, mas a época do médio do Tottenham foi surreal), e lá bem na frente Lukaku deve começar como titular, mas Wilmots gosta da pressão e maior mobilidade que Divock Origi garante.

Destaques Individuais (Previsão):
    O destino da Bélgica está nos pés de Kevin De Bruyne e Eden Hazard. O médio ofensivo/ extremo do Manchester City brilha insistentemente há 2 anos e ninguém duvida que irá surgir em grande, mantendo os seus números superiores aos de Hazard. O extremo do Chelsea, que recebeu a braçadeira de capitão de Kompany, deu sinais no final da temporada de estar a "aquecer" e o facto de regressar ao país que o viu nascer para o futebol pode ajudá-lo a explodir.
    Alerta pela necessidade de mostrar serviço, senão Origi assalta a titularidade, Romelu Lukaku pode ser sinónimo de golos, e será pelo menos a força da natureza que é sempre. Incrível olhar para De Bruyne, Hazard e Lukaku e verificar - 24, 25 e 23 anos. Cada vez menos jovens, mas ainda tão jovens.
    Se nos garantissem que Alderweireld irá jogar ao centro, aqui ele estaria, senão mais facilmente acreditamos numa boa surpresa chamada Denayer, e mais à frente acreditamos na importância do trio de médios - Radja Nainggolan, Axel Witsel e Moussa Dembélé. Se Wilmots os colocar aos 3 sempre, e não inventar ao lançar Fellaini (contra Suécia ou Irlanda até dá para jogar em 4-2-3-1, e trocar um deles por Mertens, de quem também esperamos bastante), a Bélgica pode ir longe, mesmo considerando as suas possíveis debilidades defensivas. Nainggolan foi a grande ausência, por opção, em 2014. Por fim, parece-nos que depois duma época menos conseguida, Thibaut Courtois pode brilhar na baliza e relembrar-nos porque é que há pouco tempo era considerado o futuro melhor guarda-redes do mundo.


2. ITÁLIA  
(Previsão: Oitavos-de-Final)

  • Guarda-Redes: Gianluigi Buffon (Juventus), Salvatore Sirigu (PSG), Federico Marchetti (Lázio)
  • Defesas: Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Angelo Ogbonna (West Ham), Matteo Darmian (Manchester United), Mattia De Sciglio (AC Milan)
  • Médios: Daniele De Rossi (Roma), Alessandro Florenzi (Roma), Marco Parolo (Lázio), Thiago Motta (PSG), Stefano Sturaro (Juventus), Antonio Candreva (Lázio)
  • Extremos: Emanuele Giaccherini (Bologna), Federico Bernardeschi (Fiorentina), Stephan El Shaarawy (Roma), Lorenzo Insigne (Nápoles)
  • Avançados: Graziano Pellè (Southampton), Éder (Inter), Ciro Immobile (Torino), Simone Zaza (Juventus)
Seleccionador: Antonio Conte;
Baixas: Marco Verratti, Claudio Marchisio; Ausências: Giacomo Bonaventura, Sebastian Giovinco, Jorginho, Franco Vázquez, Gianluigi Donnarumma, Riccardo Saponara, Domenico Berardi, Leonardo Pavoletti

Equipa-Base (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Candreva, Florenzi, De Rossi, Motta, Darmian; Éder (Insigne, Zaza), Pellè
    Muita falta fazem Marchisio e Verratti. Fiel ao seu princípio de jogo e às suas ideias, Antonio Conte não abdica da estrutura de 3 centrais da Juventus, restando saber se jogará em 3-5-2 ou mais próximo dum 3-4-3. Quando se olha para o possível 11 transalpino, percebe-se imediatamente que em teoria será difícil marcar golos a esta Itália. Mas percebe-se também que será difícil esta Itália marcar golos.
    Com Candreva e Darmian apontados aos lugares de alas, é deles e de Florenzi que se esperam momentos de ousadia e risco, algo que pode faltar (Giovinco, Bonaventura, Vázquez ofereciam todos isso). De Rossi e Thiago Motta ajudam a proteger o castelo, e na frente mesmo que Conte comece o Euro com Pellè e Éder, o mais provável é o avançado do Inter perder o lugar para um "piolho" como Insigne ou para jogadores enérgicos como Zaza e El Shaarawy. Conte parece gostar bastante de Giaccherini, portanto não é de excluir a utilização do jogador do Bologna num eventual 3-4-3, esquema que aumentaria as hipóteses de Insigne ser titular.

Destaques Individuais (Previsão):
    A Itália de Alessandro Florenzi. Enquanto estiver em prova, é assim que antevemos esta selecção, com o médio da Roma, que jogou grande parte da época a lateral-direito, a poder revelar-se peça fulcral na interligação entre sectores e na capacidade de mexer com o jogo no corredor central (se não for ele, a Itália limitar-se-á ao jogo exterior com Darmian e Candreva a procurarem desequilibrar).
    O nosso raciocínio em relação aos restantes elementos é mais ou menos liniar - Antonio Candreva não sabe jogar mal, e será um dos poucos a fazer a muralha ir para a frente, Lorenzo Insigne depois da temporada incrível que realizou tem que ter minutos (parece "ter bicho" para Conte, embora de facto rendesse mais num 4-2-3-1 do que neste sistema), Graziano Pellè deve ser o goleador, Leonardo Bonucci o defesa do qual esperamos mais, e Matteo Darmian segue o mesmo raciocínio aplicado a Candreva.


3. SUÉCIA  

  • Guarda-Redes: Andreas Isaksson (Kasimpasa), Patrik Carlgren (AIK), Robin Olsen (Copenhaga)
  • Defesas: Mikael Lustig (Celtic), Andreas Granqvist (Krasnodar), Victor Lindelöf (Benfica), Ludwig Augustinsson (Copenhaga), Erik Johansson (Copenhaga), Pontus Jansson (Torino), Martin Olsson (Norwich)
  • Médios: Kim Källström (Grasshoppers), Oscar Hiljemark (Palermo), Oscar Lewicki (Malmö), Pontus Wernbloom (CSKA), Albin Ekdal (Hamburgo), Sebastian Larsson (Sunderland)
  • Extremos: Jimmy Druamz (Olympiacos), Erkan Zengin (Trabzonspor), Emil Forsberg (Leipzig)
  • Avançados: Zlatan Ibrahimovic (-), John Guidetti (Celta Vigo), Marcus Berg (Panathinaikos), Emir Kujovic (Norrköping)
Seleccionador: Erik Hamrén;


Equipa-Base (4-4-2): Isaksson; Lustig, Lindelöf, Granqvist, M. Olsson (Augustinsson); Källström, Lewicki (EkdalHiljemark, Wernbloom), Larsson (Durmaz), Forsberg; Berg (Guidetti), Ibrahimovic 
    É capaz de ser a selecção em relação à qual temos mais dúvidas na antevisão deste Euro-2016, no que diz respeito ao 11 inicial que apresentará Hamrén.
    A parte positiva é que a defesa parece estar decidida - Isaksson contará com Lustig, os centrais Lindelöf (seria injusto o jovem central dos encarnados perder o lugar para Johansson) e Granqvist, e o corredor esquerdo deve ser entregue a Martin Olsson, podendo o promissor Augustinsson intrometer-se. A partir daí, só nos atrevemos a escrever o nome de Zlatan como uma certeza. No corredor central Källström tem um estatuto diferente e poderá ter ao seu lado Lewicki, mesmo tendo Ekdal sido importante na qualificação e havendo Wernbloom e Hiljemark. Supondo que a Suécia se mantém fiel ao seu 4-4-2, Ibra terá ao seu lado Marcus Berg ou Guidetti, e as dúvidas voltam nos extremos - Sebastian Larsson e Forsberg parecem-nos ser as primeiras opções, mas concorrem com Durmaz e Zengin.

Destaques Individuais (Previsão):
    Aos 34 anos, Zlatan Ibrahimovic continua um dos melhores do mundo. Por isso mesmo, e estando a 3 golos do recorde de golos em europeus (Platini, com 9), Zlatan tem em França (país no qual tem brilhado todos os fins-de-semana) uma motivação extra, e é dele que se esperam os golos desta Suécia. O benfiquista Victor Lindelöf promete ser um dos destaques defensivos entre os jovens jogadores do torneio, podendo "vender-se" pela cláusula se mantiver o nível que apresentou em 2016 pelos encarnados. A frieza do iceman, um dos sub-21 com entrada neste onze, será essencial, e pela frente terá avançados como Lukaku, Pellè ou Long. Embora não seja apontado ao 11, parece-nos possível Oscar Lewicki reclamar para si a titularidade, ele que não deve continuar no Malmö por muito tempo.
    Finalmente, entre Durmaz, Guidetti/ Berg, etc., acreditamos no talento de Emil Forsberg, especialmente se for colocado no lado esquerdo do ataque, pela forma objectiva e simples como joga. Uma curiosidade: esta Suécia é a selecção mais alta da competição, seguida de Alemanha, Islândia, Áustria e Croácia.


4. REP. IRLANDA  

  • Guarda-Redes: Darren Randolph (West Ham), Shay Given (Stoke), Kieran Westwood (Sheffield Wednesday)
  • Defesas: Seamus Coleman (Everton), Cyrus Christie (Derby County), John O'Shea (Sunderland), Ciaran Clark (Aston Villa), Richard Keogh (Derby County), Shane Duffy (Blackburn), Stephen Ward (Burnley)
  • Médios: Glenn Whelan (Stoke), James McCarthy (Everton), Stephen Quinn (Reading), David Meyler (Hull City), Jeff Hendrick (Derby County), Wes Hoolahan (Norwich)
  • Extremos: Aiden McGeady (Everton), James McClean (West Brom), Robbie Brady (Norwich)
  • Avançados: Robbie Keane (LA Galaxy), Jon Walters (Stoke), Shane Long (Southampton), Daryl Murphy (Ipswich)
Seleccionador: Martin O'Neill;

Equipa-Base (4-3-1-2): Randolph; Coleman, O'Shea, Clark (Keogh), Brady; Whelan, McCarthy, Hendrick; Hoolahan; Walters, Long

    Não sendo ainda evidente como é que a Irlanda de Martin O'Neill vai jogar, parece-nos haver duas alternativas: um 4-4-2 que permita ter um jogador que estique o jogo sempre e acrescente vertigem como McGeady ou McClean, ou então este 4-3-1-2.
    Face aos 3 adversários, a 2.ª opção parece-nos mais inteligente. À frente de Randolph, o capitão O'Shea e Clark (ou Keogh) terão a companhia dos imparáveis Coleman e Brady, os principais responsáveis por transportar jogo da Irlanda. McCarthy e Whelan jogarão de certeza, mas vemos como fulcral a utilização também de Hendrick, dos 3 o mais interessante e ainda com muito potencial. Hoolahan tem uma qualidade técnica que mais ninguém tem nesta Irlanda e este sistema, com a largura dada em exclusivo pelos laterais, permitirá soltar o criativo nas costas de 2 avançados irrequietos e operários, Long e Walters.

Destaques Individuais (Previsão):
    Embora apresente um elenco bem superior à Irlanda do Norte, também diríamos que esta Irlanda ficará pelo último lugar do grupo, sendo uma das 8 selecções que "chumba" no acesso à fase seguinte. Se os irlandeses, que contarão com um público fervoroso e que, tal como todas as pequenas selecções, estarão determinados a seguir o exemplo do Leicester, marcarem golos, à partida Shane Long terá responsabilidade nisso (para os golos decisivos, chamem Walters). O avançado do Southampton é complicadíssimo de marcar, movimenta-se com inteligência, castiga os defesas com a sua velocidade e sabe surgir nas costas. Depois, e caso a Irlanda jogue de facto no 4-3-1-2, será determinante a profundidade que Seamus Coleman conseguir dar a partir do flanco direito, e a capacidade de "queimar" linhas que Jeff Hendrick tem no corredor central. Claro está que, quando Robbie Keane entrar em campo, surge a mística e a racionalidade deixa de imperar.




Posters ESPN - Euro 2016 - Grupo E

    
O Euro 2016 começa amanhã às 20 horas, mas antes disso poderão ler a nossa previsão para o grupo e trajecto de Portugal!

8 de junho de 2016

Euro 2016: Previsão Grupo D

Pior do que prever este Grupo D, só mesmo o Grupo B. Depois de uma prestação terrível no Mundial-2014, a Espanha apresentar-se-á em França ambiciosa e determinada a mostrar o porquê de ser a (bi)campeã em título.
    Pela frente, a equipa que melhor trata a bola no capítulo do passe e recepção, terá uma diversidade de estilos e culturas. Uma Croácia assente num meio-campo muito forte, uma Turquia com a mesma raça de sempre, e uma República Checa que se começa a renovar, embora tenha tido azar no sorteio.
    Temos sérias dúvidas relativamente ao segundo classificado do grupo (Croácia ou Turquia), acreditando que a Espanha não voltará a claudicar como há 2 anos atrás. O confronto directo entre turcos e croatas, e a capacidade que tenham ou não de retirar pontos à Espanha serão os dois principais factores na edificação do grupo. Recordamos que a Croácia, que permanece uma das selecções mais românticas do futebol actual, ficou em 2.º no apuramento atrás da Itália; e não deixa de ser curioso atirarmos a República Checa para o último lugar, quando ficou em primeiro lugar na qualificação, acima da Islândia, Turquia e Holanda. Nesse grupo, República Checa e Turquia ganharam cada qual na casa do adversário, mas apostamos na garra e na capacidade lutadora turca como factor decisivo na Hora H. Neste grupo ficaram de fora jogadores como Saúl Ñíguez, Fernando Torres, Dejan Lovren, Ömer Toprak e Gökhan Töre. Todos por opção técnica, os últimos dois para evitar tiroteios no balneário turco.
    O Euro está a dois dias de distância. Por agora, fiquem com a análise detalhada das equipas deste Grupo D:

1. ESPANHA  
(Previsão: Meias-finais)

  • Guarda-Redes: Iker Casillas (Porto), David De Gea (Manchester United), Sergio Rico (Seilha)
  • Defesas: César Azpilicueta (Chelsea), Juanfran (Atlético Madrid), Héctor Bellerín (Arsenal), Sergio Ramos (Real Madrid), Gerard Piqué (Barcelona), Mikel San José (Athletic Bilbao), Marc Bartra (Barcelona), Jordi Alba (Barcelona)
  • Médios: Sergio Busquets (Barcelona), Bruno Soriano (Villarreal), Andrés Iniesta (Barcelona), Koke (Atlético Madrid), Thiago Alcântara (Bayern Munique), Césc Fàbregas (Chelsea)
  • Extremos: David Silva (Manchester City), Nolito (Celta Vigo), Lucas Vásquez (Real Madrid), Pedro Rodríguez (Chelsea)
  • Avançados: Álvaro Morata (Juventus), Aritz Aduriz (Athletic Bilbao)
Seleccionador: Vicente Del Bosque;
Ausências: Saúl Ñíguez, Fernando Torres 

Equipa-Base (4-3-3): De Gea; Juanfran, Piqué, Ramos, Alba; Busquets, Iniesta, Fàbregas (Thiago); Silva, Nolito (Koke), Morata (Aduriz)
    Finalmente De Gea deve herdar as luvas de Casillas. Nesta Espanha, a defesa parece 100% definida (uma das melhores duplas de centrais em prova, a querer deixar uma imagem bem diferente de 2014, e só Bellerín pode roubar protagonismo a Juanfran, o que ainda assim é improvável), e no meio-campo há 3 jogadores à volta dos quais a equipa se monta - Busquets, Iniesta e David Silva. A referência ofensiva desta Espanha parece ser Morata, embora a lesão recentemente contraída possa dar a titularidade ao basco Aduriz. Falta perceber se Del Bosque irá pôr a equipa num 4-1-4-1 ou realmente num 4-3-3. Koke pode funcionar tanto num flanco como perto de Busquets e Iniesta, como interior, Fàbregas ou Thiago são jogadores que também andarão sempre envolvidos nos 14 jogadores utilizados por jogo, e o nível apresentado por Nolito nos jogos de preparação pode fazer o extremo ex-Benfica saltar para uma titularidade inesperada. As soluções são muitas e excelentes, mas havia espaço para Saúl e Torres. Dois erros de Del Bosque.

Destaques Individuais (Previsão):
    Depois de 2008 e 2012, a Espanha quer fazer História (La Roja tem 3 títulos europeus, tal como a Alemanha, e ambas têm mais 1 do que a França). Para que tal aconteça, garantir o primeiro lugar da fase de grupos - e atenção porque qualquer um destes 3 adversários tem capacidade para explorar o desleixo ou sobranceria espanhola - deve desbloquear um caminho razoavelmente acessível até às meias-finais.
    A magia de David Silva e Andrés Iniesta é um bom ponto de partida para uma Espanha que não deve fugir à sua identidade, mas procurará por certo ser mais incisiva (Nolito ajudará nisso). Um trabalhador incansável (parece redutor, porque é muito mais do que isso) como Koke, o goleador Álvaro Morata (pode até não fazer muitos golos, mas ajudará a ligar o jogo combinando com os apoios), o irrequieto e em forma Nolito e David De Gea, pronto para chamar a si as responsabilidades e mostrar que é um dos melhores do planeta entre os postes, serão várias peças essenciais neste caminho, sendo que entre os últimos 4, dois deles não integraram o grupo em 2014, De Gea não jogou qualquer minuto, e Koke só jogou 135 minutos em 270.
    Por serem jogo após jogo extremamente regulares, não somos capazes de imaginar esta Espanha a chegar a umas meias-finais (Portugal?) ou final, sem que o dorminhoco Jordi Alba (determinante, contribuindo na última fase de construção e criando vários problemas para os oponentes vindo de trás) e o tampão/ botija de oxigénio Sergio Busquets contribuam de forma decisiva.
    Claro está, há ainda Fàbregas, Thiago, os centrais e Juanfran. Veremos que onze Del Bosque privilegia, e que jogadores "obrigam" em campo o seleccionador a mantê-los no 11 ao longo da competição.


2. CROÁCIA  
(Previsão: Oitavos-de-Final)

  • Guarda-Redes: Daniel Subasic (Mónaco), Ivan Vargic (Rijeka), Lovre Kalinic (Hajduk Split)
  • Defesas: Darijo Srna (Shakhtar), Sime Vrsaljko (Sassuolo), Tin Jedvaj (Bayer Leverkusen), Vedran Corluka (Lokomotiv Moscovo), Gordon Schildenfeld (Dínamo Zagreb), Domadoj Vida (Dínamo Kiev), Ivan Strinic (Nápoles)
  • Médios: Marcelo Brozovic (Inter), Luka Modric (Real Madrid), Ivan Rakitic (Barcelona), Milan Badelj (Fiorentina), Mateo Kovacic (Real Madrid), Ante Coric (Dínamo Zagreb), Marko Rog (Dínamo Zagreb)
  • Avançados: Mario Mandzukic (Juventus), Duje Cop (Dínamo Zagreb), Andrej Kramaric (Hoffenheim), Nikola Kalinic (Fiorentina), Marko Pjaca (Dínamo Zagreb), Ivan Perisic (Inter)
Seleccionador: Ante Cacic;
Ausência: Dejan Lovren

Equipa-Base (4-3-3): Subasic; Srna, Corluka, Vida (Schildenfeld), Strinic (Vrsaljko); Brozovic (Kovacic, Badelj), Modric, Rakitic; Perisic, Pjaca, Mandzukic
    Poucas selecções se podem gabar de ter no meio-campo jogadores do gabarito de Modric e Rakitic. A equipa de Ante Cacic, que deixou Lovren a ver o Euro em casa, tem ainda algumas afinações a fazer na defesa, mas o ataque, com algumas boas dores de cabeça para o seleccionador, parece mais ou menos claro qual será. Modric e Rakitic terão junto de si um jogador entre Brozovic, Kovacic e Badelj, e no apoio a Mandzukic, jogador de boa agressividade, as escolhas devem recair em Perisic (melhor marcador croata na qualificação) e o jovem Pjaca.
    Tendo Kalinic, Kramaric e até os miúdos Coric e Rog, Cacic tem vários trunfos na manga.

Destaques Individuais (Previsão):
    A defesa croata não impressiona - laterais interessantes mas centrais abaixo da média do restante elenco - e por isso é na frente que a Croácia terá que decidir o seu futuro. Um pequeno génio refinado como Luka Modric, o goleador invisível Ivan Perisic e o tanque Mario Mandzukic devem potenciar o rendimento dos colegas, sendo que importa ainda perceber entre Ivan Rakitic e Modric qual dos dois terá mais liberdade, não havendo uma fórmula ou resposta certa para esta questão. Com vários talentos croatas emergentes, este parece-nos ser o momento de Marko Pjaca, um craque que foi associado ao Benfica e que promete agitar este Grupo D com a sua potência e capacidade de jogar em espaços curtos. Por favor, Cacic, deixa o rapaz jogar. 


3. TURQUIA  
(Previsão: Oitavos-de-Final)

  • Guarda-Redes: Volkan Babacan (M. Basaksehir), Onur Kivrak (Trabzonspor), Harun Tekin (Bursaspor)
  • Defesas: Gökhan Gönül (Fenerbahçe), Sener Ozbayrakli (Bursaspor), Semi Kaya (Galatasaray), Ahmet Calik (Gençlerbirligi), Hakan Balta (Galatasaray), Ismail Koybasi (Besiktas), Caner Erkin (Fenerbahçe)
  • Médios: Mehmet Topal (Fenerbahçe), Selçuk Inan (Galatasaray), Ozan Tufan (Fenerbahçe), Nuri Sahin (Dortmund), Arda Turan (Barcelona), Hakan Çalhanoglu (Bayer Leverkusen), Oguzhan Özyakup (Besiktas)
  • Extremos: Volkan Sen (Fenerbahçe), Emre Mor (Dortmund), Olcay Sahan (Besiktas), Yunus Malli (Mainz)
  • Avançados: Burak Yilmaz (Beijing Guoan), Cenk Tosun (Besiktas)
Seleccionador: Fatih Terim;
Ausências: Ömer Toprak, Gökhan Töre

Equipa-Base (4-2-3-1): Volkan Balaban; Gönül, Balta, Topal (Kaya), Erkin; Tufan, Inan; Çalhanoglu, Özyakup, Arda Turan; Yilmaz (Tosun)
    Quando os jogos são a doer, e há hipótese de fazer História, dá sempre gosto ver qualquer selecção turca. Esta, particularmente, tem mais fantasistas do que noutros anos, e bastante equilíbrio ao longo dos sectores - não deve ser difícil, até por uma questão cultural, o experiente Fatih Terim colocar estes jogadores todos com o mindset certo. Volkan Balabam, Gönül, Balta e Erkin não devem sair do onze, faltando perceber se Topal jogará no duplo pivot ou como central. Caso jogue atrás, é natural que Terim aposte na dupla Ozan Tufan-Selçuk Inan, na nossa óptica bastante interessante. Caberá ao tridente Arda Turan (capitão), Çalhanoglu e Özyakup criar e deleitar os adeptos, apoiando o avançado: ou será Yilmaz ou Tosun.

Destaques Individuais (Previsão):
    É com enorme expectativa que aguardamos o Croácia-Turquia, jogo da primeira jornada deste Grupo D. Quem o ganhar (SE alguém o ganhar) terá a qualificação na mão, e o embate entre os 5 jogadores que constituirão meio-campo/ extremos dos dois lados antevê-se épico.
    Nesta Turquia, o capitão Arda Turan é o exemplo do ADN turco: enorme raça e determinação, juntando a isso muita qualidade técnica. O homem dos livres, Hakan Çalhanolgu e ainda Oguzhan Özyakup (grande época no campeão Besiktas, pronto para surpreender muita gente) ajudarão a formar o trio de craques em que Terim mais confiará para construir, criar, desequilibrar.
    O facto de desconhecermos se será Yilmaz ou Tosun faz-nos não apostar em nenhum, mas podemos vincar o poder que a dupla Selçuk Inan e Ozan Tufan podem conferir ao futebol desta Turquia. Ambos muito completos, Tufan um projecto com muito para crescer, e Inan na plenitude dos seus predicados. Do banco turco poderá sair por várias vezes Yunus Malli, mas temos mais expectativas para ver se Emre Mor (18 anos), recentemente contratado pelo Borussia Dortmund, deixa marcas.


4. REP. CHECA  

  • Guarda-Redes: Petr Cech (Arsenal), Tomas Vaclik (Basel), Tomas Koubek (Slovan Bratislava)
  • Defesas: Gebre Selassie (Werder Bremen), Pavel Kaderabek (Hoffenheim), Michal Kadlec (Fenerbahçe), David Limbersky (Viktoria Plzen), Daniel Pudil (Sheffield Wednesday), Marek Suchy (Basel), Tomas Sivok (Bursaspor), Roman Hubnik (Viktoria Plzen)
  • Médios: David Pavelka (Kasimpasa), Vladimir Darida (Hertha Berlim), Daniel Kolar (Viktoria Plzen), Tomas Rosicky (Arsenal), Jaroslav Plasil (Bordéus)
  • Extremos: Borek Dockal (Sparta Praga), Ladislav Krejci (Sparta Praga), Josef Sural (Sparta Praga), Jiri Skalak (Brighton)
  • Avançados: Tomas Necid (Burkaspor), David Lafata (Sparta Praga), Milan Skoda (Slavia Praga)
Seleccionador: Pavel Vrba; 

Equipa-Base (4-2-3-1): Cech; Kaderabek, Sivok, M. Kadlec (Suchy), Selassie (Limbersky); Darida, Pavelka (Plasil); Dockal, Rosicky (Kolar), Krejci; Necid (Lafata)
    Com a veterania de figuras lendárias como Cech e Rosicky, esta República Checa chega a este Gupo D como a Eslováquia ao Grupo B: nenhuma tem obrigações, pressão, e isso pode ser altamente favorável. À frente de Cech, Vrba poderá ter algumas dúvidas entre os centrais, e Limbersky pode roubar a titularidade a Selassie, sendo que Kaderabek, o dínamo da equipa, dali não sai.
    No meio-campo Darida tem muito para dar, com Pavelka ou Plasil junto a si, seguindo-se depois o maestro Rosicky acompanhado pela química entre jogadores do Sparta Praga - Dockal e Krejci são intocáveis nos corredores, apostando sistematicamente em movimentos interiores, faltando só perceber se Vrba escolhe Lafata (34 anos) por estar habituado a jogar com Dockal e Krejci no clube, ou se escolhe Necid entendendo que o avançado do Bursaspor é superior.

Destaques Individuais (Previsão):
    Na fase de qualificação, Boreck Dockal (4 golos) fartou-se de jogar, e é credível que mantenha esse registo. O extremo do Sparta Praga tem a elegância e a experiência na medida exacta para passear a sua qualidade pelos palcos franceses, estando aos 27 anos no seu auge, embora deixando sempre a ideia de que poderia ter uma carreira bem melhor. Quem ainda vai bem a tempo de chegar aos grandes tubarões europeus é Pavel Kaderabek, que prevemos ser o grande dinamizador do ataque checo, aventurando-se vezes sem conta pelo corredor direito como tão bem sabe. Contratado pelo Hoffenheim antes do Euro Sub-21, no qual foi o melhor lateral-direito, Kaderabek tem muito para dar a esta República Checa, tal como Ladislav Krejci, um elemento menos regular e que vive de momentos. Se nos relvados de Saint-Étienne, Toulouse e Lens estiver em dia sim, o caminho da República Checa e a sua carreira em termos individuais pode seguir uma estrada inesperada.
    Se a Rep. Checa passar a fase de grupos será sinal que Petr Cech deixou muitos avançados frustrados. Como não acreditamos que tal aconteça, sugerimos ainda Vladimir Darida como um dos potenciais destaques, actuando como 8 desta selecção.




Posters ESPN - Euro 2016 - Grupo D

    Amanhã há diabos vermelhos, uma selecção orientada pelo futuro treinador do Chelsea, Zlatan Ibrahimovic, Lindelöf e uma das selecções com uma massa adepta mais fantástica. Fiquem atentos!