Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

16 de janeiro de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 72



Série: Game of Thrones
Actor: Nicolaj Coster-Waldau

por Tiago Moreira


Chegámos ao mundo Game of Thrones. Hoje sou eu que vos escrevo, mas é unânime perante os dois administradores do Barba Por Fazer que a personagem de hoje, daqui a uns tempos, poderia estar num patamar mais alto do nosso top. Por enquanto fica-se pela posição que podem ver.
    Apresentando o nosso outrora também barbudo... é um valente pecador. Este menino aqui... pina a irmã. Não podemos andar aqui aos rodeios e tentar referir o assunto com delicadeza. Ele realmente pina a irmã. Jaime Lannister é inicialmente um homem execrável. Um arrogante de meia tijela que pratica o amor com a sua irmã e se mete com os bonzinhos da série. Depressa Jaime é a personagem mais odiada de toda a série. Contudo, o seu futuro sofre um revés e a nossa opinião também. Começamos a perceber que Jaime até tem alguns valores (para além da fidelidade na palavra que herdou da família) e que está mesmo apaixonado pela sua irmã (o que não deixa de ser doentio). A nossa opinião sobre este Lannister alterou-se aquando da sua "aventura" com Brienne od Tarth onde perdeu o seu bem mais precioso - a sua mão direita. Era um dos guerreiros mais temíveis e um exímio lutador. Porém, acabou por perder a mão e o seu mundo desabou completamente. Praticamente ficou sem vontade de viver, mas a perda da mão colocou-lhe os dois pés no chão. Um homem que só se interessava pelo seu físico, pela sua riqueza e pela glória pessoal, começou a revelar-se um homem com valores e com um grande coração.
    Foi de facto inteligente da parte do escritor começar por revelar pouco da personagem, fazendo-a passar por um vilão arrogante e posteriormente revelar mais da mesma com desabafos sobre o seu passado e sobre a sua vida que Jaime acabaria por ter com Brienne de Tarth. 
    Acreditamos veemente que daqui a algum tempo Jaime pode ser ainda mais fulcral do que já foi na história (e não referimos aqui quais as suas atitudes que influenciaram o desenrolar da série para não contermos mais spoilers) porque na última série acabou por ter um impacto quase nulo quando poderia ter seguido um futuro mais cativante.    

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

15 de janeiro de 2016

Crítica: The Big Short

A CAMINHO DOS ÓSCARES 2016
Realizador: Adam McKay
Argumento: Adam McKay, Charles Randolph, Michael Lewis
Elenco: Steve Carell, Christian Bale, Ryan Gosling, Brad Pitt, Jeremy Strong, Rafe Spall, John Magaro, Finn Wittrock, Hamish Linklater
Classificação IMDb: 7.8 | Metascore: 81 | RottenTomatoes: 88%
Classificação Barba Por Fazer: 82

    O primeiro filme que criticamos, sob a alçada da rubrica "A Caminho dos Óscares", pós-nomeações divulgadas, concorre a 5 estatuetas douradas. Mas a isso lá chegaremos. Primeiro que tudo, interessa dizer isto: mesmo que fosse ignorado pela Academia, 'The Big Short' nunca nos passaria ao lado e seria sempre aqui avaliado à nossa maneira. Porque ganhamos todos em vê-lo, e não são duas horas perdidas.
    O novo filme de Adam McKay (senhor de comédias como 'Anchorman' e 'Step Brothers') estreou ontem nas salas de cinema portuguesas e não é uma comédia. Tem vários momentos que aligeiram a coisa, mas é sobretudo pautado pelo equilíbrio e pela qualidade - é uma espécie de fusão entre a disciplina e conhecimento de 'Margin Call' com o ritmo de 'The Wolf of Wall Street'.

    Tendo por base o livro de Michael Lewis, lançado em 2010, 'The Big Short' segue a queda do sistema imobiliário nos EUA - que dá sentido àquela expressão infantil rebenta a bolha -, a base da crise financeira de 2008. Desta vez, e ao contrário do que faz '99 Homes', acompanhamos os homens que souberam investigar e olhar atentamente, e previram o que viria a acontecer, apostando contra o sistema, com coragem e perseverança, aguardando pelo boom que calaria quem deles duvidou ou com eles gozou.
    O investidor Michael Burry (Christian Bale) foi um dos primeiros a prever o que se passaria: apostou tudo contra o sistema, acreditando que a crise hipotecária era inevitável graças às subprime mortgages ou empréstimos de alto risco concedidos pelos bancos. A ousadia pioneira de Burry desencadeia algum falatório, chegando a aposta contra a corrente aos ouvidos de Jared Vennett (Ryan Gosling), um banqueiro que percebendo que Burry está certo, persuade fundos de investimento a seguir este risco, entre os quais um grupo gerido por Mark Baum (Steve Carell). A par de tudo isto, 'The Big Short' acompanha ainda a realidade de dois jovens - Charlie (John Magaro) e Jamie (Finn Wittrock) à busca de lucrar com o cataclismo, com a ajuda do guru financeiro Ben Rickert (Brad Pitt).

    Um dos destaques principais de 'The Big Short' é a capacidade que tem de, abordando um tema recheado de termos técnicos, saber explicar ao espectador várias coisas através de uma extraordinária quebra da quarta parede: Margot Robbie num banho de espuma fala directamente connosco, tal como o chef Anthony Bourdain e a cantora/ actriz Selena Gomez; sendo que os dois últimos não aparecerem em banheiras, importa clarificar. Depois, o modo como está editado dá-lhe um enorme ritmo, agarrando o espectador cedo e a toda a velocidade. Mas, acima da visão de Adam McKay e da capacidade de transformar uma história maçuda num filme a não perder, está um elenco de luxo que torna 'The Big Short' um dos filmes obrigatórios do ano. Christian Bale, nomeado pela Academia como actor secundário, beneficia com os traços do homem que representa - o olho de vidro, o dress code improvável no trabalho, e o gosto pela bateria fazem de Burry o destaque do filme, embora o papel de Steve Carell sirva para convencer (de vez! para quem ainda ficou com dúvidas depois de 'Foxcatcher') que o homem pode realmente fazer tudo o que quiser, e bem. Gosling, Pitt, Magaro, Wittrock e outros actores como Rafe Spall e Jeremy Strong contribuem cada qual à sua maneira para um bom todo: 'The Big Short' sabe pôr o pé no travão quando as personagens põem a mão na consciência e compreendem que a sua felicidade e lucro individual será inverso a um mar de problemas sociais e económicos.
    Sem tabus e inibições, o filme aborda a corrupção do sistema financeiro, e é um ABC do crash financeiro de 2008, uma aula dada por um daqueles professores que éramos capazes de ouvir durante horas. Está nomeado para Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário (Christian Bale), Melhor Argumento Adaptado e Melhor Edição, um conjunto de nomeações que se justificam porque não é fácil pegar neste tema e transformá-lo em bom entretenimento, e fica o conselho: para absorver tudo, quase que se justifica ver 'The Big Short' mais do que uma vez.

Balanço Liga NOS 15/ 16

Chegou a vez de fazermos um Balanço relativamente à nossa Liga NOS, após a meio da semana ter terminado a primeira volta em Portugal. Verdade seja dita, e depois de altas expectativas em relação a uma época escaldante, o que se tem visto é uma desvalorização ao longo do tempo por: 1) falta de competitividade, e 2) futebol que poucas vezes enche o olho. Sporting, Benfica e Porto continuam a liderar por larga margem em Portugal e continua a haver um valente fosso para os outros clubes (os negócios NOS e MEO só o vão aumentar). A diferença para os últimos anos é que há uma mudança na liderança da Liga.
    O Sporting começou a época com um título ganho ao eterno rival Benfica e a verdade é que o futebol apresentado melhorou substancialmente em comparação com os anos anteriores. Com Jorge Jesus no comando, a equipa de Alvalade ganhou cultura táctica e mentalidade vencedora, e tem sido a equipa mais consistente. A organização dá resultados e, mesmo em dias mais cinzentos, a sorte acaba por bafejar os leões. Mas uma sorte que só se alcança com trabalho, acreditando até ao fim, e com dedo do técnico leonino. Não acreditamos em obras do acaso.
    Depois dos leões, águias e dragões em igualdade pontual (40 pts). A má época encarnada não parece tão má quando nos apercebemos que, depois de dado como morto, o Benfica está a apenas 4 pontos do líder, e em 2.º lugar (sintoma do mau campeonato?). É ponto assente a má preparação da época na Luz - o tempo de adaptação às novas ideologias foi hipotecado por uma pré-época sem lógica, e Luís Filipe Vieira afirmou que Rui Vitória teria as mesmas armas que JJ, mas não cumpriu. Muito pelo contrário. Vitória começou a época com maus resultados e um futebol paupérrimo, e fica a ideia que a maioria dos pontos se deve à qualidade individual dos jogadores (Gaitán e Jonas resolvem) e não tanto a mérito do ex-Guimarães que, mesmo depois de um despiste alicerçado num conjunto de más decisões e condições, já deveria apresentar por esta altura uma equipa com fio de jogo e um futebol condizente com o clube. Atrás dos rivais lisboetas, Lopetegui seguiu com guia de marcha para Espanha, uma decisão de Pinto de Costa que só pecou por tardia. Com uma equipa de milhões (inferior ao Porto 2014/ 15, mas com muito potencial desperdiçado) e o plantel mais valioso da Liga NOS, o Porto tem apresentado um futebol pobre, com muita posse mas demasiado mastigado, incapaz de traduzir em campo os valores e a cultura azul-e-branca, e confiando nas individualidades para dar algum alento. O Sporting tem sido uma equipa, Benfica e Porto não tanto.

    Braga (os duelos da Taça e da Liga com o Sporting marcaram pela positiva os últimos meses, dando cor a um futebol cinzento) e Paços de Ferreira apresentam as propostas mais atractivas em termos de futebol extra-grandes, o Vitória de Setúbal e o Arouca têm surpreendido pela positiva; e, em sentido inverso, esperávamos mais do Belenenses, do Nacional e, escusado será dizer, de Benfica e Porto.
    Adrien, Slimani, João Mário, Gaitán, Jonas, Suk e Diogo Jota têm sido alguns dos destaques individuais, numa Liga que se deve manter a 3 até ao fim, e cujo rendimento até meados de Maio ajudará - no caso dos jogadores portugueses - Fernando Santos a tomar decisões em relação aos 23 para França. 


Algumas ideias/ notas:
- A liderança leonina é indiscutível. O Sporting apresenta a melhor defesa do campeonato (9 golos sofridos) e, embora seja apenas o 3.º melhor ataque, dissipou dúvidas ao vencer os rivais (2-0 frente ao Porto, e 3 vitórias contra o maior rival, entre as quais um 3-0 na Luz, olhando para todas as competições). A maior organização, a noção que todos os elementos sabem o seu papel em campo, e sobretudo a valorização do todo (em 2015/ 16 quase todos os jogadores dos leões parecem estar a jogar acima do habitual) reforçam o estatuto de líder. Será interessante ver até que ponto JJ conseguirá prolongar o bom momento do Sporting, segurando os leões no topo.. Ou será que a segunda volta será mais fraca e Jesus deixará escapar o título como outrora na Luz?

- A direcção do Porto reagiu a tempo ao mau desempenho de Lopetegui e quer relançar-se no campeonato com um novo técnico. Dependerá em quem recair a escolha. Se for uma solução de curto-prazo como Sérgio Conceição - apontado por alguma imprensa - temos dúvidas quanto ao seu sucesso no clube. Com AVB ou Leonardo Jardim a conversa seria outra. Importa não esquecer: o Porto tem o plantel mais valioso da Liga (mas não a melhor equipa), e tem muito por onde crescer. Acreditamos que lutará pelo título até ao fim;

- O Benfica é o melhor ataque em prova com 45 golos marcados (média de 2,6 por jogo). Dois terços desses golos foram marcados em casa, o que traduz o efeito Luz. Os encarnados têm "reforços" nas laterais (Semedo e Grimaldo), e Salvio prossegue a sua recuperação, portanto o futebol das águias deverá melhorar progressivamente. A equipa ainda apresenta algumas deficiências defensivas, mas estes últimos dois jogos mostraram algumas melhorias nesse sentido, mesmo que o processo ainda esteja mau no cômputo geral;

- Braga e Paços de Ferreira apontam baterias à Europa e face às restantes equipas da "sua" Liga têm uma grande vantagem - a qualidade do futebol apresentado. As equipas de Paulo Fonseca e Jorge Simão são um exemplo, combatendo com menos armas e incomparáveis condições financeiras. É de louvar;

- O Vitória de Setúbal tem sido um outsider na luta pela Europa, mas se Quim Machado mantiver o bom trabalho a equipa terá uma palavra a dizer. Resta saber que impacto terá o mercado de Janeiro nos sadinos: Suk já saiu, e elementos influentes como André Claro e Nuno Pinto têm mercado;

- O Rio Ave tem sido inconstante e, para alcançar um lugar europeu que tanto almeja, terá que se apresentar mais regular e não perder tantos pontos proibitivos. O facto do Vitória de Guimarães, durante largo período a um nível medíocre, terminar a primeira volta no 8.º lugar é outro indicador do nível fraco do nosso campeonato. Noutras ligas, seria muito mais difícil recuperar terreno;

- Acreditamos que os 2 clubes a descer sairão dos últimos quatro classificados actuais. Sendo que União e Académica têm vindo a mostrar algumas melhorias, terão que ser Boavista e Tondela a provar que estamos errados, escapando à despromoção. Curioso que ambos os clubes tomaram uma decisão, no nosso entender, errada, ao despedirem os seus treinadores. Tanto Petit como Vítor Paneira deveriam ter continuado nos respectivos clubes;

- Jonas segue isolado, com 18 golos em 17 jogos, na luta pela Bola de Prata, com Slimani (13) e Bruno Moreira (11) a fecharem o pódio. Nas assistências, Layún é rei, com 9 passes para golo;

- É refrescante ver diversos jovens valores a terem bastantes minutos ao mais alto nível. Diogo Jota e Renato Sanches são dois exemplos de uma extensa lista de talentos que crescem fim-de-semana após fim-de-semana: Iuri Medeiros, Rúben Neves, Léo Bonatini, André Moreira, Nélson Semedo, Gonçalo Guedes, Alexandre Silva, Miguel Silva, André Horta, Ivo Rodrigues, Rúben Semedo, Gelson Martins ou Leandro Silva traduzem uma tendência que se deve manter;

-  No "plantel" que apresentamos abaixo, lamentamos não conseguir incluir nomes como André Claro, Rafa, Zeegelaar, Vukcevic, Ricardo Ferreira e Corona. Curioso olhar para os laterais-esquerdos - há um ano atrás, no balanço da primeira volta de 2014/ 15 Adama Traoré era o único destaque na posição, desta vez Layún e Jefferson têm sido as referências numa posição na qual Hélder Lopes, Marcelo Goiano e Nuno Pinto também têm estado em grande plano.


O melhor plantel da Liga NOS 2015/ 16 até agora

14 de janeiro de 2016

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 22

Com ritmo e intensidade imparáveis, e depois de termos tido duas noites (terça e quarta-feira) de futebol inglês, nem por isso há desculpa para o fim-de-semana.
    Depois de uma jornada com uma média de 3,4 golos por jogo, há mais Premier League e mais espectáculo. A jornada 21 não foi propriamente fértil em pontos (média geral de 35 pts), com vários clientes assíduos como Özil, Mahrez, Vardy, Kane, Lukaku, Ighalo, Alderweireld ou De Bruyne a ficarem em branco.
    Desta vez na 22.ª vez que as equipas sobem ao relvado, há um Liverpool-Manchester United no qual a equipa de Klopp tentará catalisar as emoções vividas quando Joe Allen empatou o clássico com o Arsenal, e em caso de vitória os reds ficarão em igualdade pontual com a equipa de van Gaal, que viu fugir por duas vezes a vantagem contra um Newcastle com personalidade. O Chelsea recebe o Everton, e o Manchester City recebe o Crystal Palace (dois jogos difíceis, embora o City deva ter maior facilidade em dar a volta à questão), o líder Arsenal desloca-se ao dificílimo campo do Stoke, e o Newcastle-West Ham espera-se aberto e bem disputado. Por fim, o Leicester tentará pressionar o Arsenal e, caso ganhe Sábado em casa do último classificado Aston Villa (que ganhou na última jornada, coisa rara) ficará no mínimo em igualdade pontual com os gunners.
    Olhando então para os melhores jogadores da jornada 21, Jermain Defoe foi quem mais pontos fez. O experiente avançado inglês fez um hat-trick no terreno do Swansea (a legalidade dos golos fica para outra discussão) e reafirmou que, com ele, o Sunderland lutará até ao fim. Wayne Rooney fez o seu recorde de época (16 pts), Roberto Firmino voltou a mostrar que tem queda para os jogos grandes, Enner Valencia e Payet deram espectáculo, principalmente o francês, e também Lescott, van Aanholt, Huth, Fuchs, Targett e Afellay pontuaram bem.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 114493-481221)

Nesta 22.ª jornada, cuidado com:


Dimitri Payet - West Ham - 7.8
    Ele está, definitivamente, de volta! Depois de espalhar magia durante 27 minutos contra o Liverpool, o talismã do West Ham regressou à titularidade diante do Bournemouth e.. decidiu o jogo. Com a equipa a perder por 1-0, Payet empatou num livre directo extraordinário e inventou, com um drible para ver e rever, o golo da reviravolta, marcado por Enner Valencia.
    É certo que olhando em perspectiva, Mahrez tem sido o jogador mais marcante desta edição (Özil, Vardy e Ighalo são outros nomes que surgem imediatamente nesta discussão), mas Payet é provavelmente o jogador que tem apresentado maior consistência. Falhou 7 jogos por lesão, e nós já tínhamos saudades - é classe por todos os lados, qualidade a decidir, a pensar mais rápido, sabe quando soltar a bola, inventa o impossível, marca, assiste, joga e faz jogar. Com ele, o West Ham é outro, com ele os hammers podem ter metas bastante ambiciosas na tabela classificativa.
    Para já, há um Newcastle-West Ham e este é o momento para ter Payet. Já sabemos que ele está a 100% e de regresso ao onze, embora deva continuar a inspirar cuidados, sendo poupado nos minutos finais se os jogos assim o permitirem. Vê-se em campo que os colegas de equipa se sentem mais confortáveis e confiantes com Payet entre eles, e é natural que elementos como Enner Valencia e Michail Antonio continuem em bom plano.


Harry Kane - Tottenham - 9.9
    Está na corda bamba. Quem tem Kane (mais de 35% do mundo Fantasy) pensaria que ele podia marcar ao Leicester. Não marcou, nem ele nem ninguém, com Schmeichel a fechar a baliza e a barra a negar um golo que parecia certo ao 10 do Tottenham. No entanto, com um Tottenham-Sunderland à porta, faz sentido aguentar Kane mais uma jornada, naquela que pode ser uma despedida para muitos.
    O preço elevado (9.9) pede mais golos, e visto que Lukaku tem, depois de visitar Stamford Bridge, um calendário favorável, será mais fácil abdicar do inglês do que do belga, caso vários utilizadores queiram refrescar o ataque - e acreditamos que isso aconteça, porque Agüero está a ganhar confiança e não tarda em embalar.
    Por agora, confiamos em Kane, num jogo em que o Sunderland aparecerá altamente motivado depois de duas vitórias consecutivas. Há quem diga que Kane só rende com Dembélé no onze. Pois bem, o belga deve ser titular este fim-de-semana.. Se os spurs querem permanecer no Top-4, este não é o momento para Kane, Alderweireld, Alli e companhia deslizarem.


Benik Afobe - Bournemouth - 6.1
    O Bournemouth tem sido o principal agitador das correntes do mercado de Inverno na Premier League. Iturbe chegou emprestado, e perante a carência de pontas de lança, Afobe (namoro antigo) e Grabban (um regresso a uma casa onde já foi feliz) foram contratados.
    Mas são casos bem diferentes. Grabban, aos 28 anos, contribuiu para a impressionante escalada do Bournemouth ao longo dos vários escalões do futebol inglês, mas o nível que tem apresentado nos últimos anos faz dele uma alternativa e não a solução A. Afobe, pelo contrário, saiu debaixo da asa do Arsenal há pouco tempo, e aos 22 anos parece mais do que preparado para que este seja o seu momento. Encaixa no sistema de Howe, cresceu bastante durante o tempo que passou nos Wolves, e apostamos que poderá estrear-se a marcar pelos cherries este Sábado. É contra o Norwich, e o ambiente no Dean Court vai estar a ferver, opondo o 16.º e o 15.º classificados.


Fraser Forster - Southampton - 4.8
    Outro regresso que muito saudamos é o do guardião inglês Fraser Forster, que cumpriu os primeiros minutos da época esta quarta-feira (clean sheet diante do Watford). Contra Ighalo e Deeney, o mérito foi principalmente dos centrais van Dijk e Fonte, mas é indiscutível que Forster é mais guarda-redes do que Stekelenburg, Gazzaniga ou Davis.
    Em condições normais, não deverá largar mais a baliza do Southampton, e uma vez que custa apenas 4.8 tornar-se-á rapidamente um elemento bastante chamativo para qualquer plantel. Exibindo-se ao nível da temporada passada, Hodgson não terá dificuldade em levar os melhores 3 a França: Hart, Butland e Fraser Forster.


Riyad Mahrez - Leicester City - 7.2
    Quatro jogos sem pontuar a sério. Depois de marcar 6 golos em três jogos, Mahrez fechou a loja nas últimas 4 partidas e, consequentemente, o Leicester só marcou por uma vez nesse espaço de tempo (o improvável Huth foi o autor do golo).
    As boas notícias para Ranieri prendem-se com o aspecto defensivo. Os foxes até à jornada 19 só tinham conseguido não sofrer golos em três ocasiões (Crystal Palace, Newcastle e Swansea) e daí para cá já dobraram esse recorde com três clean sheets consecutivas.
    Em casa do Aston Villa admitimos que o Leicester consiga ampliar essa sequência, mas mais do que isso acreditamos que o 2.º classificado da Premier League voltará aos golos. Na primeira volta houve um emocionante 3-2 com Dyer a dar a vitória ao cair do pano; Mahrez, nesse jogo, fez duas assistências. O Aston Villa jogou bem na recepção ao Crystal Palace, mas não parece ter argumentos, e este pode ser o regresso de Mahrez e Vardy aos pontos, algumas jornadas depois.  



Outras Opções:
- Guarda-Redes: Já referimos Forster, o nosso guarda-redes preferido do Fantasy na época passada (embora Fabianski tenha feito mais pontos, e De Gea tenha sido o verdadeiro destaque da posição), alguns utilizadores enfrentarão a dúvida "Butland ou Cech?", e por isso mesmo - e porque o bom momento do Sunderland pode custar uma clean sheet a Lloris - atenção a Kasper Schmeichel (4.5) a tentar o 4.º jogo consecutivo sem sofrer, e a Joe Hart (5.5).

- Defesas: No sector defensivo, se o jogo for favorável para Toby Alderweireld (6.1) sentimo-nos obrigados a recomendá-lo. É o defesa com mais pontos, vai buscar Bónus à China se for preciso, e não costuma desiludir. De resto, Christian Fuchs (4.7) tem estado em bom plano nos últimos jogos (8-6-12 nos últimos três jogos) e o regresso de Forster leva-nos a apostar no holandês Virgil van Dijk (5.4), depois de uma exibição gigantesca contra o Watford.
    Um jogo do Bournemouth em casa leva a que Adam Smith (4.1) seja alguém a ter em conta, e César Azpilicueta (5.7) tem estado em grande. 

- Médios: Acima falámos de Mahrez e Payet, e desta vez damos uma folga a Özil, embora seja condição sine qua non colocá-lo entre os escolhidos, para quem o tem no plantel. Mantemos Kevin De Bruyne (10.9) nas nossas escolhas, mesmo depois de nada fazer contra o Everton, e voltamos a dar a Willian (7.1) todo o destaque que merece. Dele Alli (5.4) vai ser um perigo à solta que o Sunderland poderá não conseguir controlar, Michail Antonio (5.2) e Georginio Wijnaldum (6.8) vão dificultar e muito a vida aos defesas contrários, e temos bastante curiosidade para ver se Roberto Firmino (7.7) volta a destacar-se num jogo cabeça-de-cartaz. Ayew, Ramsey, Stanislas e Arnautovic são outros jogadores a ter em consideração.

- Avançados: No ataque, se Kane é jogador para ser titular em qualquer plantel, Afobe é demasiadamente arriscado e por isso é um jogador apenas para terem na Watchlist. O mesmo não dizemos de Odion Ighalo (6.4), que não marcou ao Southampton mas prepara-se para defrontar um Swansea cuja defesa se viu aflita com um avançado irrequieto e oportunista. Como qualquer dia ele há-de levantar voo, Kun Agüero (13.2) está também entre os nossos eleitos, numa ronda em que acompanharemos com interesse os desempenhos de Vardy, Valencia, Long e Rooney.


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11 (3-4-3): Forster; Fuchs, Alderweireld, v. Dijk; Willian, Mahrez, De Bruyne, Payet; Ighalo, Agüero, Kane

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Tottenham v Sunderland - Harry Kane; Dele Alli
Bournemouth v Norwich - Junior Stanislas; Benik Afobe
Chelsea v Everton - Willian; Diego Costa
Manchester City v Crystal Palace - Kevin De Bruyne; Kun Agüero
Newcastle v West Ham - Dimitri Payet; Enner Valencia
Southampton v West Brom - Shane Long; Ryan Bertrand
Aston Villa v Leicester - Riyad Mahrez; Christian Fuchs
Liverpool v Manchester United - Juan Mata; Roberto Firmino
Stoke v Arsenal - Mesut Özil; Aaron Ramsey
Swansea v Watford - Odion Ighalo; André Ayew

Óscares 2016: Nomeados

Foram anunciados há momentos os nomeados para as 24 categorias dos Óscares 2016 da Academia. Os realizadores Guillermo del Toro e Ang Lee, o actor John Krasinski e a representante da Academia, Cheryl Boone Isaacs, divulgaram os vários nomeados para a 88.ª edição dos Óscares, com data marcada para 28 de Fevereiro e apresentação de Chris Rock.
    The Revenant é o filme mais nomeado do ano, com 12 nomeações, seguido de Mad Max: Fury Road, com 10. The Martian (7) e o trio Spotlight, Bridge of Spies e Carol (6) surgem abaixo, seguindo-se depois The Big Short e Star Wars: The Force Awakens com 5, e a dupla Room e The Danish Girl com 4.
    Não houve grandes surpresas nas categorias de interpretação, com todos os actores e actrizes que previmos há dois dias a serem os nomeados, excepção feita a Idris Elba, numa vaga ocupada por Mark Ruffalo. Sempre acreditámos que a Academia seria justa nomeando Tom Hardy, pouco reconhecido noutros prémios, e assim foi.
    A grande surpresa é, por isso, a nomeação de Lenny Abrahamson, realizador de Room, deixando de fora o veterano Ridley Scott; e The Hateful Eight, o novo filme de Quentin Tarantino, que se ficou pela nomeação de Jennifer Jason Leigh como secundária e pela banda sonora e fotografia, não tendo qualquer reconhecimento enquanto argumento, filme ou pela realização. Algo que não nos faz comichão porque, embora sejamos fãs dele, a coisa desta vez não correu bem.
    Destaque ainda para o brasileiro O Menino e o Mundo e When Marnie Was There entre os nomeados para Melhor Filme de Animação e para "Manta Ray" (Racing Extinction) entre as melhores canções originais. Uma coisa é certa: tendo The Revenant 12 nomeações (mais do que, por exemplo, The Lord of the Rings: Return of the King teve, embora o filme de Peter Jackson tenha conseguido 11 em 11) e Mad Max: Fury Road 10, um deles será muito provavelmente o derrotado da noite a 28 de Fevereiro. Embora, honestamente, qualquer filme com pelo menos uma dezena de nomeações é sempre, por si só, vencedor. Curiosidade, o que têm em comum The Revenant e Mad Max: Fury Road (conjunto de 22 nomeações)? Tom Hardy.
    

Lista de Nomeados:


Melhor Filme
The Revenant
Mad Max: Fury Road
The Big Short
Bridge of Spies
Room
Spotlight
The Martian
Brooklyn


Melhor Realizador
Alejandro G. Iñárritu, The Revenant
George Miller, Mad Max: Fury Road
Adam McKay, The Big Short
Tom McCarthy, Spotlight
Lenny Abrahamson, Room


Melhor Actor
Leonardo DiCaprio, The Revenant
Michael Fassbender, Steve Jobs
Bryan Cranston, Trumbo
Eddie Redmayne, The Danish Girl
Matt Damon, The Martian


Melhor Actriz
Brie Larson, Room
Cate Blanchett, Carol
Saoirse Ronan, Brooklyn
Jennifer Lawrence, Joy
Charlotte Rampling, 45 Years


Melhor Actor Secundário
Tom Hardy, The Revenant
Mark Rylance, Bridge of Spies
Christian Bale, The Big Short
Mark Ruffalo, Spotlight
Sylvester Stallone, Creed


Melhor Actriz Secundária
Alicia Vikander, The Danish Girl
Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight
Kate Winslet, Steve Jobs
Rachel McAdams, Spotlight
Rooney Mara, Carol


Melhor Argumento Original
Inside Out
Spotlight
Bridge of Spies
Ex Machina
Straight Outta Compton



Melhor Argumento Adaptado
The Big Short
Room
Carol
Brooklyn
The Martian

Melhor Filme de Animação
Inside Out
O Menino e o Mundo
Anomalisa
Shaun the Sheep Movie
When Marnie Was There

Melhor Filme Estrangeiro
Son of Saul (Hungria)
Mustang (França)
A War (Dinamarca)
Embrace of the Serpent (Colômbia)
Theeb (Jordânia)

Melhor Edição
The Revenant
Mad Max: Fury Road
The Big Short
Spotlight
Star Wars: The Force Awakens

Melhor Fotografia
The Revenant
Sicario
Mad Max: Fury Road
Carol
The Hateful Eight

Melhor Design de Produção
Bridge of Spies
Mad Max: Fury Road
The Martian
The Danish Girl
The Revenant

Melhor Edição de Som
Mad Max: Fury Road
The Revenant
The Martian
Sicario
Star Wars: The Force Awakens

Melhor Mixagem de Som
Bridge of Spies
Mad Max: Fury Road
The Martian
The Revenant
Star Wars: The Force Awakens

Melhores Efeitos Visuais
The Revenant
Mad Max: Fury Road
Ex Machina
The Martian
Star Wars: The Force Awakens

Melhor Figurino
Mad Max: Fury Road
The Danish Girl
Carol
The Revenant
Cinderella

Melhor Maquilhagem
Mad Max: Fury Road
The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared
The Revenant

Melhor Banda Sonora Original
The Hateful Eight
Carol
Bridge of Spies
Sicario
Star Wars: The Force Awakens

Melhor Canção Original
"Til It Happens to You", The Hunting Ground
"Simple Song #3", Youth
"Writing's on the Wall", Spectre
"Earned It", Fifty Shades of Grey
"Manta Ray", Racing Extinction

Melhor Documentário
The Look of Silence
Amy
Cartel Land
What Happend, Miss Simone?
Winter on Fire: Ukraine's Fight For Freedom

Melhor Curta-Metragem
Ave Maria
Day One
Everything Will Be Okay (Alles wird Gut)
Shok
Stutterer

Melhor Curta de Animação
Bear Story
Sanjay's Super Team
We Can't Live Without Cosmos
World of Tomorrow
Prologue

Melhor Curta (Documentário)
A Girl in the River: The Price of Forgiveness
Body Team 12
Last Day of Freedom
Chau, Beyond the Lines
Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah

13 de janeiro de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 73



Série: Skins
Actriz: Hannah Murray

por Miguel Pontares

      Wow.
    Um pequeno devaneio sobre Cassie não poderia começar doutra maneira que não a sua interjeição preferida, que na prática é mais um uau.

    Hoje vemos Hannah Murray como Gilly, a predilecta (sim, um pouco de Dartacão) do gordinho Samwell Tarly em 'Game of Thrones'. Mas a carreira da actriz nascida em 1989 começou em 'Skins', como uma das personagens principais da primeira geração da série britânica, depois de ter sido descoberta numas audições em Bristol.
    Cassie é verdadeiramente especial. É excêntrica e aluada (um adjectivo que em poucas personagens assenta tão bem como nesta), é meiga e inocente. E é trágica. 
    Atrás dos incisivos proeminentes, do seu sorriso de orelha a orelha e de muitos sonhos, está uma rapariga com muitos problemas - a sua baixa auto-estima e a sua anorexia nervosa chegam a levá-la a uma tentativa de suicídio, e compõem o seu percurso na primeira temporada, quando deseja que alguém repare nela.

    Pureza é um dos conceitos que melhor ajuda a definir uma personagem tão delicada, bela de uma forma desigual e invulgar, distinta na sua visão do mundo, na forma como o observa e no vestuário, uma espécie de Diane Keaton em 'Annie Hall'. Não foi por isso inocente a atribuição do nome Pure aos seus 2 episódios na sétima e última temporada em 2013, dedicada a Cassie, a Effy (Fire) e a Cook (Rise).
    Nesse adeus a uma das personagens emblemáticas do universo criado por Bryan Elsley e Jamie Brittain, Cassie já não tem Sid (ele e Chris são determinantes no seu trajecto), e perdeu o lado naive, trocando o sorriso e aquele lado desprendido de tudo por uma certa solidão, por maior responsabilidade, já não querendo cinquenta coisas ao mesmo tempo (ref. a 'Lisbon Revisited' de 1926, pelo heterónimo de Pessoa, Álvaro de Campos). Desse adeus, guarda-se aquele comentário simples mas tão poderoso na descrição de Cassie, dito pelo vocalista dos Years & Years: You're beautiful, and you don't even know.                                                 


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

12 de janeiro de 2016

Previsões Óscares 2016 (Actualizado a 12/01/16)

Os Golden Globes distinguiram 'The Revenant' e 'The Martian' como os filmes do ano, valorizando principalmente a obra de Alejandro G. Iñárritu com Leonardo DiCaprio como protagonista, e foi dado assim o pontapé de saída para uma época de prémios que se prevê intensa.
    Os Critics' são dia 17, os Producers Guild Awards dia 23, os SAG Awards dia 30, pronunciando-se as guildas de Realizadores e Argumentistas nos dias 6 e 13 de Fevereiro, respectivamente. Também em Fevereiro há BAFTA's no dia 14, e só depois de tudo isto serão conhecidos os vencedores da Academia a 28 de Fevereiro.

    Em relação aos nomeados para os Óscares, ficaremos a conhecê-los já esta quinta-feira, dia 14. Apesar de só nos atrevermos a perspectivar favoritos depois de analisar vencedores das restantes cerimónias de Janeiro/ Fevereiro, abaixo encontrarão os nossos derradeiros palpites em termos de nomeados. Até lá poderão acompanhar os vencedores dos vários prémios no nosso facebook, e bem perto de 28 de Fevereiro divulgaremos - como tem sido tradição nos últimos anos - as nossas Previsões, e os nossos próprios Óscares BPF.


Melhor Filme
Praticamente Certos: Spotlight, Mad Max: Fury Road, The Big Short, The Martian, The Revenant, Bridge of Spies
Hipóteses para restantes 4 (se forem 10): Carol, Brooklyn, Straight Outta Compton, Room, Inside Out, Ex Machina, Sicario
Não percam a esperança: Steve Jobs, Joy, Creed, Star Wars: The Force Awakens, Beasts of No Nation, Son of Saul

    Spotlight é apontado há algum tempo como o potencial favorito deste ano. Mas será mesmo assim ou é só fogo de vista? Os Globes penderam para The Revenant, embora a HFPA difira muitas vezes das opiniões da Academia. Imaginando que são 10 os nomeados, Spotlight, Mad Max: Fury Road, The Revenant, The Big Short e The Martian têm tudo a seu favor para estarem entre os filmes escolhidos, tal como Bridge of Spies, que partilha com Carol e Brooklyn o cheirinho a óscares (The Danish Girl e Joy, por tresandarem a óscares, podem ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro).
    Se houver algum filme de animação entre os dez será Inside Out (Anomalisa era uma tremenda surpresa), e pode dar-se o caso de sucessos de bilheteira defendidos com unhas e dentes online figurarem nos eleitos - Mad Max é a certeza entre os filmes com este perfil, mas também Straight Outta Compton ou Star Wars: The Force Awakens procuram um lugar ao Sol.
    Os 10 finalistas para os Producers Guild Awards deixaram Ex Machina e Sicario com alguma esperança de entrar na corrida, Beasts of No Nation pode ter contra si os anti-corpos criados junto das distribuidoras, e não podemos ignorar ainda Creed, Room e o próprio Steve Jobs que, como os GG provaram, pode não ter tido receptividade por parte do público, mas encontrar agora algum consolo em termos de prémios.  

Melhor Realizador
Prováveis Nomeados: Tom McCarthy (Spotlight), George Miller (Mad Max: Fury Road), Ridley Scott (The Martian), Adam McKay (The Big Short), Alejandro G. Iñárritu (The Revenant)
Alternativas: Todd Haynes (Carol), Lenny Abrahamson (Room), Steven Spielberg (Bridge of Spies), Ryan Coogler (Creed)
Outras Opções: Laszlo Nemes (Son of Saul), Cary Fukunaga (Beasts of No Nation), John Crowley (Brooklyn), Tom Hooper (The Danish Girl), F. Gary Gray (Straight Outta Compton), Denis Villeneuve (Sicario), Alex Garland (Sicario), David O. Russell (Joy)

    Será uma surpresa se Alejandro González Iñárritu, George Miller, Ridley Scott ou Tom McCarthy não forem nomeados. Os Globes'16 deram a vitória ao mexicano (justa distinção), embora possam ter sido influenciados pelo facto de o terem ignorado há um ano atrás, um "problema" que a Academia não tem. 
    Dando esses 4 nomes como muito-prováveis, sobra uma vaga: uma escolha conservadora como Todd Haynes ou Steven Spielberg, a valorização de The Big Short através da nomeação de Adam McKay, o 5.º elemento nomeado nos DGA, ou algo inesperado como F. Gary Gray, Coogler, Abrahamson, Nemes ou Fukunaga. Se a Academia quiser privilegiar os seus protegidos, Tom Hooper e David O. Russell costumam cair nas graças dos membros votantes, e caso Sicario e Ex Machina estejam entre os 10 finalistas na categoria de Melhor Filme, aumentará a probabilidade de Denis Villeneuve e Alex Garland preencherem a tal 5.ª vaga.


Melhor Actor
Prováveis Nomeados: Leonardo DiCaprio (The Revenant), Michael Fassbender (Steve Jobs), Eddie Redmayne (The Danish Girl), Matt Damon (The Martian), Bryan Cranston (Trumbo)
Alternativas: Johnny Depp (Black Mass), Michael B. Jordan (Creed), Will Smith (Concussion), Steve Carrell (The Big Short), Michael Caine (Youth), Ian McKellen (Mr. Holmes), Géza Röhrig (Son of Saul)

    Leonardo DiCaprio e Michael Fassbender são as únicas garantias. Leo é favorito, e caso ganhe nos SAG Awards terá já uma mão no óscar, e é quase impossível Fassbender não ser nomeado; depois, Eddie Redmayne tem perdido cotação ultimamente mas deve estar entre os cinco. A partir daí é mais difícil porque a Academia pode optar por Bryan Cranston (Trumbo não sendo nada do outro mundo, tem pedigree de óscares), Matt Damon, Johnny Depp, Will Smith ou os veteranos Michael Caine e Ian McKellen. Isto sem retirar da equação nomes como Michael B. Jordan, Steve Carrell e Géza Röhrig. Se algum entre Michael Keaton ou Mark Ruffalo for considerado protagonista pode eventualmente vir parar à discussão, e temos pena que o miúdo Abraham Attah (Beasts of No Nation) esteja a ser subvalorizado.


Melhor Actriz
Prováveis Nomeadas: Brie Larson (Room), Saoirse Ronan (Brooklyn), Charlotte Rampling (45 Years), Cate Blanchett (Carol), Jennifer Lawrence (Joy)
Alternativas: Charlize Theron (Mad Max: Fury Road), Sarah Silverman (I Smile Back), Helen Mirren (Woman in Gold), Maggie Smith (The Lady in the Van), Bel Powley (The Diary of a Teenage Girl), Lily Tomlin (Grandma)
Se Forem consideradas Principais: Rooney Mara (Carol), Alicia Vikander (The Danish Girl)

    Brie Larson e Saoirse Ronan parecem-nos ser certezas absolutas, perfilando-se a primeira como favorita nesta categoria, actualmente. Cate Blanchett e Jennifer Lawrence são irresistíveis para a Academia, mas atenção que os SAG's nomearam Sarah Silverman (I Smile Back) e Helen Mirren (Woman in Gold), ignorando Lawrence. Maggie Smith e Charlize Theron podem-se intrometer, embora achemos mais provável uma nomeação para a britânica Charlotte Rampling.
    Bel Powley seria uma agradável surpresa, e a categoria pode ficar virada do avesso se Rooney Mara e Alicia Vikander forem vistas como leads e não como secundárias.


Melhor Actor Secundário
Prováveis Nomeados: Mark Rylance (Bridge of Spies), Idris Elba (Beasts of No Nation), Sylvester Stallone (Creed), Tom Hardy (The Revenant), Christian Bale (The Big Short)
Alternativas: Michael Shannon (99 Homes), Michael Keaton (Spotlight), Jacob Tremblay (Room), Mark Ruffalo (Spotlight), Paul Dano (Love & Mercy), Benicio del Toro (Sicario), Jason Segel (The End of the Tour)

    Se há categoria em que não colocaríamos o nosso dinheiro, é esta. O nível está muito alto e equilibrado este ano entre actores secundários, com - sem exagero - 10 actores com interpretações dignas de nomeação para óscar.
    Os SAG's nomearam Rylance, Elba, Bale, Shannon e o pequeno Jacob Tremblay, mas o lado emocional pode ajudar Sylvester Stallone. Há ainda os jornalistas da Spotlight Team, Michael Keaton e Mark Ruffalo, e desempenhos excelentes como os de Tom Hardy, Paul Dano, Benicio del Toro e Jason Segel. Uma coisa é certa: forçosamente, vai ser injusto. Torcemos para que Tom Hardy esteja entre os 5 finalistas.


Melhor Actriz Secundária
Prováveis Nomeadas: Rooney Mara (Carol), Alicia Vikander (The Danish Girl), Jennifer Jason Leigh (The Hateful Eight), Kate Winslet (Steve Jobs), Rachel McAdams (Spotlight)
Alternativas: Alicia Vikander (Ex Machina), Kristen Stewart (Clouds of Sils Maria), Joan Allen (Room), Helen Mirren (Trumbo), Jane Fonda (Youth)

    Partindo do pressuposto que Rooney Mara e Alicia Vikander são nomeadas nesta categoria por Carol e The Danish Girl, serão inclusive favoritas à vitória. A sueca Vikander tem, aliás, duas hipóteses de estar presente, concorrendo também por Ex Machina. Kate Winslet é um dado adquirido, ela que foi a vencedora para a Hollywood Foreign Press Association, e Jennifer Jason Leigh merece a nomeação, depois de ser um dos destaques num filme de Tarantino que ficou abaixo das expectativas.
    Rachel McAdams é uma possibilidade, mas Helen Mirren ou Jane Fonda podem deixá-la à beirinha da nomeação.


Melhor Argumento Original
Prováveis Nomeados: Spotlight, Inside Out, Bridge of Spies, Ex Machina, The Hateful Eight
Alternativas: Straight Outta Compton, Sicario, Trainwreck, Joy, Son of Saul, Youth, 99 Homes

    Parece-nos que Spotlight, Inside Out, Bridge of Spies e Ex Machina são apostas seguras. The Hateful Eight, não sendo brilhante, é Tarantino, mas pode perder o lugar para algo como Straight Outta Compton, Sicario ou Trainwreck.


Melhor Argumento Adaptado
Prováveis Nomeados: The Big Short, Room, Steve Jobs, Carol, The Martian
Alternativas: Brooklyn, The Revenant, Anomalisa, Beasts of No Nation, Mad Max: Fury Road, Trumbo, Star Wars: The Force Awakens, Creed, The End of the Tour

    Contem com The Big Short, contem com The Martian e contem com Steve Jobs. Depois, a lista é extensa e bem que a 5.ª vaga entre os argumentos originais daria jeito poder ser usada como 6.ª nos adaptados. Room, Carol, Brooklyn, Trumbo, Creed, Anomalisa, The End of the Tour... é muita coisa.




    Entre os Filmes de Animação, Inside Out e Anomalisa hão-de constar, muito distanciados em termos de qualidade dos seus adversários; e nos candidatos a Melhor Filme Estrangeiro, o húngaro Son of Saul é presença certa, acompanhado provavelmente por Mustang (França), sendo A War (Dinamarca), Labyrinth of Lies (Alemanha), Viva (Irlanda), Embrace of the Serpent (Colômbia) e Theeb (Jordânia) alguns dos candidatos ao trio de vagas restantes. Nos Documentários, Amy e The Look of Silence são dois dos nomes a reter.

    Na Fotografia, Emmanuel Lubezki (The Revenant) segue com excelentes condições de conseguir a terceira vitória consecutiva, enquanto Roger Deakins (Sicario) está bem posicionado para a sua 13.ª nomeação... sem nunca ter ganho. E ainda há quem fale de DiCaprio. Para além de The Revenant e Sicario, também Mad Max: Fury Road e Carol são altamente prováveis, e optamos por não arriscar em relação ao último lugar.
    Na Edição, The Big Short, Mad Max: Fury Road e The Revenant devem estar entre os 5 nomeados; em termos de Banda Sonora Original, The Hateful Eight e Carol constarão certamente, Inside Out merecia constar e poderá consegui-lo, algo que não é tão certo em relação a The Revenant, que também justificava a nomeação.

    Sobram ainda diversas categorias (edição e mixagem de som, melhor canção original, melhores efeitos, design de produção, figurino, etc.), mas sobre essas pronunciar-nos-emos apenas quando realizarmos as nossas previsões finais em termos de vencedores, muito provavelmente a 27 de Fevereiro, véspera dos Óscares.

11 de janeiro de 2016

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 21

Passaram as meias-finais da Capital One Cup (vantagem para os rivais de Liverpool sobre Stoke e Manchester City), passou-se a FA Cup, e regressa agora, pouco mais de uma semana desde a jornada 20, a Premier League.
    As jornadas 21 e 22 têm o factor casa ou fora em comum para todos (quem joga nesta em casa, fá-lo também na próxima) e, principalmente nesta, há grandes jogos: o líder Arsenal desloca-se a Anfield para defrontar um Liverpool de Klopp que tem várias baixas mas que tem sido letal contra os grandes sob o comando do alemão, o Tottenham (4.º) recebe o Leicester (2.º) e o Manchester City recebe o Everton, poucos dias depois dos toffees terem ganho a meio da semana por 2-1 aos citizens.
    Esta jornada correspondeu, na primeira volta, à 3.ª jornada, uma ronda que se caracterizou pelos empates (6 em 10 jogos). Desta vez, esperamos menos empates e mais golos (desses seis empates na altura, 3 foram 0-0 e 3 foram 1-1).
    Olhando para a última jornada em termos de Fantasy, ninguém pontuou mais que o central francês Laurent Koscielny (15 pts). Numa gameweek com média de 40 pontos, poucos dos jogadores que têm marcado esta BPL estiveram ao seu nível recente - o melhor exemplo terá sido Mahrez, que desperdiçou inclusive uma grande penalidade, defendida por Artur Boruc. Para além do guardião do Bournemouth, também o trio do Chelsea - Diego Costa, Willian e Oscar - se fartou de pontuar, bem como Defoe, Martial, Tettey ou Sessegnon.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 114493-481221)

Nesta 21.ª jornada, estejam atentos a:


Michail Antonio - West Ham - 5.2
    Na nossa edição dos '100 Jogadores que podem marcar 2015' colocámos, publicada há pouco mais de 1 ano, Antonio no 65.º lugar. Daí para cá o na altura extremo do Nottingham Forest transferiu-se para o West Ham perto do fecho do mercado, um excelente investimento dos hammers, mas uma opção questionável por parte do extremo londrino, que em muitas outras equipas da Premier League seria titular.
    A verdade é que Antonio soube esperar, e graças às lesões de Payet e Moses começou a ser utilizado com frequência a partir da jornada 15. Neste momento leva uma sequência de 5-13-8 nos últimos três jogos, com 2 golos e duas assistências nesse período, e mesmo com Payet de regresso é bastante provável que Antonio mantenha a titularidade.
    Esta segunda volta irá ditar onde terminará o West Ham (garantidamente, entre os 9 primeiros) e a profundidade do plantel, cruzada com a qualidade de Bilic como técnico, deve manter os jogadores focados e a dar tudo para serem escolhidos - uma equipa que tem Noble, Song, Obiang e Kouyaté para médios mais posicionais, e para a frente de ataque Payet, Valencia, Antonio, Záráte, Carroll e Jelavic, estando actualmente Sakho, Lanzini e Moses lesionados.
    Acreditando que o momento de forma de Antonio lhe garantirá um lugar no 11 inicial, esperamos um bom jogo diante do Bournemouth. Mas sim, comecem a preparar as vossas equipas porque a classe de Payet é um must.


Gylfi Sigurdsson - Swansea - 7.0
    Depois de serem associados vários nomes, o técnico interino Alan Curtis acabou por ser confirmado até final da época no Swansea. Os swans, tradicionalmente uma das equipas da Premier com futebol mais fluido, com muita dinâmica e posse de bola (principalmente em casa), têm andado pelas ruas da amargura, distando apenas 2 pontos da zona de despromoção.
    Nesta jornada há Swansea-Sunderland, um jogo que ambas as equipas encararão como mais importante que o normal, e apostamos no islandês Sigurdsson para assumir a equipa. O médio ofensivo marcou em Old Trafford, e sabe - como toda a equipa - que ganhar os próximos dois jogos em casa seria importante para ver a zona de descida mais longe. Sigurdsson tem vários problemas: não tem aparecido tão bem a rematar de meia distância, a sua química com Gomis ou Éder é incomparável com o entendimento que tinha com Bony, e a tendência deste Swansea em explorar quase em exclusivo as faixas, em detrimento do corredor central, retira-lhe raio de acção e influência. O Sunderland é o adversário para Curtis repetir o modelo Montero-Sigurdsson-Routledge atrás de Ayew. Veremos se o fará.


Kun Agüero - Manchester City - 13.1
    Já o têm na Watchlist? Agüero está de volta e, se tudo correr bem, está a cada jogo que passa mais próximo de se tornar essencial nas vossas equipas de Fantasy. Tal como a maioria dos jogadores, mas talvez mais no seu caso específico, Kun precisa de ir "calibrando" durante alguns jogos pós-lesão para ganhar ritmo, condição física, confiança, recuperando assim a relação com a baliza e com o golo.
    O argentino, actualmente com 8 golos, marcou contra o Watford, marcou para a Taça em casa do Norwich num ziguezague imparável, e deve dar sequência a tudo isto nos próximos jogos. Contra Everton e Crystal Palace (equipas difíceis, embora o City seja forte em casa), é importante que estejam atentos para ver se Agüero vos dá confiança, e se não se apresenta condicionado em termos musculares.
    Se estiver confiante e solto, podem ter a certeza: ele vai marcar golos. E vocês vão ter que o ter entre as jornadas 22 e 24.


Willian - Chelsea - 7.1
    Com 4 jogos em casa nos próximos seis embates, é possível que o Chelsea comece a subir devagarinho na tabela classificativa. A lesão de Coutinho e o rendimento irregular de elementos como Barkley, De Bruyne, Ayew e Wijnaldum têm precipitado muitas vendas, apostando diversos utilizadores na contratação do brasileiro Willian (sem margem para dúvidas o melhor jogador do Chelsea esta época), embora alguns possam optar pelo diferencial Oscar.
    Estando Diego Costa em dúvida para o embate contra o West Brom, e tratando-se o avançado de um daqueles jogadores que não dá propriamente gosto ter (dado o seu comportamento diversas vezes anti-desportivo), e com Hazard de fora, a equipa de Hiddink deverá entrar em campo - caso Costa não recupere - com uma frente de ataque móvel. O jovem Bamford regressou ao clube, Remy (tal como Oscar) está em dúvida, pelo que Willian e Pedro Rodríguez são as duas garantias no ataque dos londrinos.
    Willian chega a esta fase da temporada com 3 golos e 6 assistências na Premier League (nunca esteve envolvido em tantos golos nas outras temporadas de azul e branco) e promete continuar. Os livres são dele, alguns cantos são dele (outros de Cesc) e a sua preponderância crescente torna-o, cada vez mais, o jogador em que os colegas põem a bola quando a equipa precisa de definir bem e de marcar. E são jogadores desses que todos precisamos ter no Fantasy.


Yohan Cabaye - Crystal Palace - 6.5
    Se o futebol ainda tiver alguma lógica, é impossível o Aston Villa actual conseguir um pontinho contra o Crystal Palace deste momento.     
    Nos últimos 6 jogos o Aston Villa fez 3 pontos, perdeu 3 jogos e empatou outros tantos. Nos últimos seis jogos em casa, 4 derrotas e dois empates. Vida difícil para Remi Garde, e principalmente para um clube histórico do futebol inglês, habituado a uma realidade bem diferente.
    Já o Palace mora em 7.º lugar, claudicou perante o Chelsea mas tem realizado uma época extraordinária. Cabaye, ausente diante dos blues, em princípio estará de volta e o Aston Villa deverá sofrer com o retorno do francês preponderante. Dêem um avançado de qualidade a Pardew, e verão como este Crystal Palace (equilibrado, com uma boa defesa, um meio-campo inteligente e combativo, e alas com capacidade técnica) ainda pode ser melhor do que já é.



Outras Opções:
- Guarda-Redes: Com Jack Butland (5.2) em casa, não há que inventar. Depois do guarda-redes inglês, Thibaut Courtois (5.2) e Wayne Hennessey (4.1) parecem ser igualmente boas apostas. O Newcastle pode tramar a vida a De Gea, o excelente registo defensivo recente do West Ham pode ser beliscado no terreno do Bournemouth e embora Fabianski possa conseguir uma clean sheet, acreditamos que o Sunderland pode surpreender. Afinal de contas, Defoe costuma aparecer quando mais precisam dele.
    No Tottenham-Leicester, Lloris é a melhor opção mas não recomendamos nenhum dos guardiões, e no Liverpool-Arsenal, os gunners têm favoritismo, mas este Liverpool de Klopp tem sido um pesadelo para os grandes rivais.

- Defesas: Entre os defesas, as boas actuações de César Azpilicueta (5.7) fazem dele uma excelente opção, e um potencial elemento com Bónus. Os dois defesas com mais pontos nesta edição do Fantasy são também úteis nesta jornada - Scott Dann (5.8) desloca-se ao reduto do último classificado, uma equipa perdida e muito menos organizado do que o Crystal Palace, sendo que Dann na 1.ª volta marcou e assistiu (14pts, o seu máximo individual de época) contra o Villa, e Toby Alderweireld (6.1) já nos mostrou que mesmo quando a equipa não consegue clean sheet, ele vai buscar pontos doutras formas.
    De resto, Aaron Cresswell (5.5) está em boa forma, tendo uma média de 6.3 pontos por jogo nos últimos jogos, entre os defesas do Stoke apostamos desta vez no alemão Philipp Wollscheid (4.5), e se por acaso o Swansea mantiver a sua tradição recente, Ashley Williams (4.8) é um fortíssimo candidato a não sofrer e ter bónus.

- Médios: Quem tem jogadores como Mahrez e Özil terá, naturalmente, que os colocar entre os 11 escolhidos desta jornada, mas - para além dos já mencionados Michail Antonio, Willian, Gylfi Sigurdsson e Yohan Cabaye - acreditamos que pode ser uma boa jornada para o austríaco Marko Arnautovic (6.7) e para Kevin De Bruyne (10.9), dado o superior rendimento do belga nos jogos em casa, para além do padrão de render normalmente bons pontos depois de muitos utilizadores o dispensarem.
    Sadio Mané (7.6) é a esperança do Southampton num jogo que se prevê taco-a-taco com o Watford, Shaqiri, Ayew, Zaha e e Pedro são outros jogadores que podem brilhar em jogos em que já referimos algum outro craque. Por fim, muita atenção a Payet.

- Avançados: No ataque, e já abordado Kun Agüero, mantemo-nos fiéis a Odion Ighalo (6.4), que defronta uma defesa que nos últimos 8 jogos só por uma vez (o improvável 4-0 diante do Arsenal) não sofreu golos, e é difícil imaginar um cenário no Tottenham-Leicester no qual Harry Kane (9.8) não marque um golo. Andy Carroll (6.4) pode ser um tormento para o Bournemouth, e não ignorem Shane Long, Anthony Martial, e o próprio Romelu Lukaku, desde que vá a jogo, visto que a defesa do Manchester City está longe de ser de betão, e o possante belga marcou aos citizens há poucos dias.


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11 (3-4-3): Butland; Azpilicueta, Dann, A. Williams; Willian, Sigurdsson, Arnautovic, De Bruyne; Ighalo, Agüero, Kane

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Aston Villa v Crystal Palace - Yohan Cabaye; Wilfried Zaha
Bournemouth v West Ham - Andy Carroll; Michail Antonio
Newcastle v Manchester United - Georginio Wijnaldum; Ayoze Pérez
Chelsea v West Brom - Willian; Pedro Rodríguez
Manchester City v Everton - Kevin De Bruyne; Kun Agüero
Southampton v Watford - Odion Ighalo; Sadio Mané
Stoke v Norwich - Marko Arnautovic; Xherdan Shaqiri
Swansea v Sunderland - André Ayew; Gylfi Sigurdsson
Liverpool v Arsenal - Mesut Özil; Theo Walcott
Tottenham v Leicester City - Harry Kane; Toby Alderweireld