A longa espera terminou. Em 2003/ 2004 uma equipa ficou imortalizada no panteão do futebol inglês: The Invincibles. Com Henry, Vieira, Bergkamp, Pires ou Cole, o campeão Arsenal fez História ao completar a temporada sem qualquer derrota. Os anos passaram e os gunners viram Chelsea (5 vezes), Manchester United (5 vezes), Manchester City (8 vezes), Liverpool (2 vezes) e até o Leicester (1x) ocuparem o posto mais ambicionado da Premier League. 22 anos depois, chegou finalmente o merecido momento do Arsenal.
A Premier League 2025/ 26 arrancou com o doloroso luto do falecimento de Diogo Jota, uma tragédia que marcou e marcará sempre os seus colegas no Liverpool. Com os reds, campeões em título, abalados, a luta pelo campeonato fez-se a dois entre Arsenal e Manchester City. E aí prevaleceu a garantia de Declan Rice (It's not done) sobre o good feeling de Erling Braut Haaland.
Primeiro e segundo classificado foram mantendo o outro vivo com alguns deslizes, mas nem quando aquele super intenso City 2-1 Arsenal coroou o horrível mês de Abril do Arsenal, o City conseguiu embalar, liquidando quaisquer hipóteses nos empates como visitante nos terrenos de Everton e Bournemouth.
O justo campeão Arsenal, recordista em golos de canto, pode muito bem ter vencido num momento determinante. O processo de Arteta (2º lugar nos três campeonatos anteriores) exige agora toda a confiança e tempo do mundo - e a paciência poderia esgotar-se em definitivo se o City tivesse voltado a vencer no photo finish -, e o técnico espanhol sairá muito melhor treinador, menos pesado e mais liberto para experimentar outras coisas, desta temporada. Mais importante: o Arsenal sai rei num momento em que a Premier League vira a página. Guardiola, Bernardo Silva e Salah deixam o futebol inglês muito mais pobre e será muito estranho não os vermos por lá na próxima temporada.
Trocando Amorim por Michael Carrick, o Manchester United subiu 12 lugares na tabela (na comparação com a classificação final da época transata) e o "Jogador do Ano" Bruno Fernandes chegou às 21 assistências, passando a ser exclusivamente seu o recorde anteriormente partilhado por Kevin De Bruyne e Thierry Henry.
Aston Villa (e não é que Unai Emery venceu mais uma Liga Europa?) e Liverpool também vão à Champions, Bournemouth, Sunderland e Crystal Palace (vencedor da Liga Conferência) irão competir na Liga Europa, e o Brighton estará na Liga Conferência. O Forest passou de 7º para 16º, mas a grande desilusão foi mesmo o Tottenham - os spurs repetiram o chocante 17º lugar, mas desta vez a descida para o Championship só foi evitada na derradeira jornada, caindo o West Ham para a segunda divisão.
Além do recordista Bruno Fernandes, 2025/ 26 fez de Erling Haaland o melhor marcador da competição pela 3ª vez em 4 anos, ficando assim na companhia de Shearer e Kane, determinado em igualar Henry e Salah no próximo ano. O título do Arsenal fez-se da personalidade de Declan Rice, das super defesas de Raya e da melhor dupla de centrais do planeta (Saliba-Gabriel). Szoboszlai deu uma masterclass de como bater livres diretos, Elliot Anderson encheu o campo fim-de-semana sim fim-de-semana sim, e Igor Thiago ficou a apenas 5 golos do robô norueguês. Houve desilusões (Cole Palmer e Foden têm obrigação de render muito mais), houve evoluções (James Garner ou Matheus Nunes são hoje muito melhores do que há um ano) e a houve como sempre a ousadia da juventude, dos citizens O'Reilly e Cherki aos cherries Kroupi e Rayan, sem esquecer o nosso Mateus Fernandes e os lançamentos longos de Kayode.
Como todos os anos, é chegada a altura de indicarmos aqueles que foram para nós os melhores do ano: o nosso 11, o Jogador do Ano e o Jovem Jogador do Ano, o Treinador do Ano, e ainda algumas categorias complementares.

Kelleher e Dean Henderson não ficaram longe de integrar o nosso Top-6, mas tivemos que privilegiar o efeito Senne Lammens, que apareceu discreto e com pouco nome mas afirmou-se como um dos maiores upgrades desta edição, permitindo ao United regressar aos seus melhores dias, e Robin Roefs, um "achado" por pouco mais de 10 milhões que contribuiu para fazer do Sunderland a sensação e principal overachiever da prova.
Gigi Donnarumma, sendo um guarda-redes muitíssimo diferente do perfil de Ederson, defendeu 72,4% dos remates que enfrentou, mas aqui e ali "ofereceu" o que não devia, e Jordan Pickford apresentou a consistência do costume, realizando em St. James' Park aquela que foi considerada a Defesa do Ano, perante um potente remate de Tonali.

Lateral Direito: Entre os defesas direitos, Nordi Mukiele foi o melhor defensor do Sunderland, atuando umas vezes a lateral e outras a central, e o italiano Michael Kayode exibiu-se num nível muito, muito interessante para um defesa estrangeiro de 21 aninhos e com apenas ano e meio de experiência na liga inglesa.
Polivalente, Reece James foi brilhante como lateral direito e foi brilhante como médio centro, representando por si só uma das poucas nuances táticas interessantes da época do Chelsea, sobretudo na fase Maresca. Quem foi médio e hoje é lateral direito é Matheus Nunes, uma feliz adaptação de Pep Guardiola, encontrando a posição adequada para o português, ex-Sporting, potenciar as suas melhores caraterísticas e ver menos expostas as suas eventuais lacunas. Um ano de muita aprendizagem para Matheus Nunes.
Num nível acima de todos esteve Jurriën Timber. O defesa neerlandês marcou 3 golos e fez 5 assistências, mas nem precisava desses números (ofensivos) para merecer esta distinção anual. Super concentrado, inteligente, com verdadeiro gosto em defender e a parecer, com a sua "presença" e aura, mais alto do que o seu 1,79m, foi parte importante nos melhores momentos da defesa do Arsenal, que se conseguiu safar com White e Mosquera quando se lesionou.

Defesa Central: Aos 25 anos, William Saliba chegou àquele ponto em que, tal é a sua qualidade e imponência, acaba a ser comparado consigo próprio. 2025/ 26 não foi a melhor versão do central francês, mas apesar de Gabriel ter sido marginalmente superior e mais influente no título, defensivamente Saliba não lhe ficou muito atrás. Elegante, quase sempre senhor do lance, exemplar.
Optámos por incluir nesta categoria o sempre esforçado e dominante James Tarkowski e uma tremenda surpresa chamada James Hill (só esta época acordámos para o seu potencial). No coração da defesa do Crystal Palace, Maxence Lacroix foi a voz de comando, e Jan Paul van Hecke viveu a melhor temporada da sua carreira, começando a aparecer com naturalidade associado a outras equipas.

Defesa Central: O azar de ter falhado a grande penalidade que coroou o PSG como campeão europeu em Budapeste não apaga nem um pedacinho da impressionante Gabriel Magalhães. Na sua sexta temporada em Londres, o central brasileiro voltou a ser uma terrível ameaça nos cantos, mas desta vez foi sobretudo junto à sua baliza que marcou pontos. Sempre crente na sua equipa e no grande objetivo, deu o corpo ao manifesto com blocos e desarmes corajosos, e formou com Saliba e Raya um tridente fantástico.
Marc Guéhi fez meia época a ser o melhor jogador do Crystal Palace, mudando-se em Janeiro para o Manchester City, onde imediatamente se tornou um dos indiscutíveis de Pep Guardiola. Não é à toa que será certamente titular na Inglaterra neste Mundial 2026. Depois, Marcos Senesi (reforço do Tottenham para 26/27) levou à letra a missão de fazer esquecer os companheiros Zabarnyi e Huijsen, Virgil van Dijk caiu de rendimento (fora um dos melhores jogadores na época anterior) mas marcou 6 golos e evitou males maiores para o desorientado Liverpool, e finalmente recaiu em Nathan Collins a nossa escolha final, em prejuízo de nomes como Thiaw ou van de Ven.

Lateral Esquerdo: O elemento mais novo do nosso 11 do Ano foi uma revelação. Nas escolas do City desde os seus 8 anos de idade, Nico O'Reilly não deu hipóteses ao reforço Aït-Nouri (o Manchester City pagou quase 40 milhões por ele e muitos pensariam que seria titular depois de boas exibições no Mundial de Clubes) e deixou Gvardiol preocupar-se apenas com o centro da defesa. Atrevido, com muita personalidade, técnica refinada e porte (1,93m) de gente grande, o Jovem Jogador do Ano desta Premier League marcou golos importantes e apareceu na frente sempre que pôde. Potencial gigantesco.
O futuro promete ser igualmente risonho para Lewis Hall, um dos jogadores que Tuchel deixou injustamente de fora dos seus 26, e Adrien Truffert mostrou-se um excelente substituto de Kerkez.
Em Londres, Marc Cucurella foi um dos poucos blues a sair com nota positiva, e Riccardo Calafiori foi excelente na primeira volta, perdendo o estatuto de indiscutível com o tempo.

Médio Defensivo: Qual será o sortudo grande inglês que vai conseguir contratar Elliot Anderson? Numa temporada fraca do Nottingham Forest, Anderson e o colega Gibbs-White seguraram praticamente sozinhos os reds na Premier. Jogador completíssimo, com um raio de ação difícil de explicar, somou 515 ações defensivas (para se ter uma noção, apenas 3 jogadores ficaram acima das 400). Encheu realmente o campo, jogo sim, jogo sim.
Entre os médios mais recuados, Martín Zubimendi escolheu o momento e o clube certo para finalmente deixar a sua Real Sociedad, e Casemiro (9 golos) ajudou Bruno Fernandes a ter o seu recorde de assistências e calou os críticos, provando não estar de todo acabado, e conseguindo fazer na liga inglesa o que fizera na La Liga. Sandro Tonali (suspeitamos que seja transferido neste Verão) é alérgico a jogar mal, e Anton Stach foi um dos jogadores mais subvalorizados desta edição, ombreando com Szoboszlai nos livres diretos - o húngaro marcou 4, mas o alemão só ficou um atrás.

Médio Centro: Declan Rice foi o MVP dos campeões ingleses. Um role model dentro e fora de campo, o médio inglês de 27 anos consolidou o seu estatuto como um dos melhores médios do planeta e, com a sua determinação e intensidade, manteve os gunners sempre ligados à corrente, compreendendo o jogo como poucos e conseguindo ter impacto no ataque e na defesa. Pode não ter a técnica de grandes médios da atualidade como Pedri e Vitinha, mas é difícil que alguém veja um jogo de Declan Rice sem se render à influência que consegue ter em todos os atletas à sua volta.
No que diz respeito aos centro-campistas, James Garner foi um dos jogadores que mais evoluiu esta temporada, Mateus Fernandes (como é possível Roberto Martínez não o ter convocado para o Mundial?) colecionará interessados em impedirem que desça com o West Ham para o Championship, Bruno Guimarães manteve a bitola habitual, e Granit Xhaka foi um dos Reforços do Ano, liderando o Sunderland, para quem não houve impossíveis.

Médio Ofensivo: O Jogador do Ano. Num ano em que nenhum craque deixou a concorrência a milhas de distância como Mo Salah na época passada, Bruno Fernandes carregou o seu Manchester United ao terceiro lugar (os red devils tinham ficado num chocante 15º lugar no ano anterior) e bateu um dos recordes míticos da Premier League. Kevin De Bruyne e Thierry Henry partilhavam o recorde de assistências (20), mas o criativo português ocupa agora o topo, sozinho, com 21. Em 2025/ 26 criou 136 oportunidades de golo, quase o mesmo que os 2 criadores seguintes (Szoboszlai e Enzo Fernández) juntos.
Bernardo Silva despediu-se da Premier League com exibições que combinaram toda a sua qualidade técnica e toda a sua capacidade de sacrifício, Rayan Cherki foi uma "pechincha" (custou 36 milhões) e pintou belos quadros com a sua magia e futebol de rua, Morgan Gibbs-White apontou 15 golos (único médio a marcar mais do que 10) e o sempre subtil Mikkel Damsgaard só não teve os números, mas foi fundamental na ideia de Keith Andrews, sendo muitas vezes o homem do passe para o passe.

Extremo Direito: Sim, é uma pequena batota. Dominik Szoboszlai dificilmente foi extremo direito nesta edição, atuando em todo o campo, principalmente como médio ofensivo mas também no corredor direito, como lateral. O húngaro - autor de 4 livres diretos, dois deles absolutamente espetaculares contra Manchester City e Arsenal - foi um dos jogadores mais consistentes da jornada 1 à 38, conseguindo manter o foco e a excelência numa fase em que tantos jogadores do Liverpool, compreensivelmente, se perderam. Poucos jogadores nos deram tanto prazer ver jogar esta época como Szoboszlai.
Entre os "legítimos" extremos direitos, Bukayo Saka foi decisivo quando esteve em campo, mas um jogador especial como ele está obrigado a ter mais números (7 golos e 5 assistências é muito pouco, quando podia fazer o triplo) e a jogar mais minutos (o corpo só permitiu 2226). O galês Harry Wilson realizou a melhor época da carreira, se excluirmos aquelas em que brilhou no Championship, e terá muitos interessados agora que é um jogador sem contrato; Jarrod Bowen (9 golos e 11 assistências) tentou ao máximo evitar que o seu West Ham descesse, e Bryan Mbeumo não esteve mal na sua primeira época em Old Trafford, aparecendo em bom plano sobretudo nos jogos grandes.
Na hora do Adeus, uma menção apenas a Mohamed Salah, que não conseguiu apresentar o rendimento que desejava, mas 25/26 não apaga o percurso do melhor extremo direito da História da Premier League.

Extremo Esquerdo: Ora à esquerda, ora à direita, tanto no Bournemouth como no Manchester City, Antoine Semenyo foi o melhor extremo desta Premier League. A ascensão meteórica do ganês, que ainda há poucos anos jogava no Bristol City, tem sido alcançada com tremendo mérito. Um dos nossos 6 nomeados para Jogador do Ano, Semenyo chegou à marca de 17 golos (10 pelos cherries, 7 pelos cityzens) e foi uma permanente seta apontada às balizas adversárias.
O seu colega de equipa, o belga Jérémy Doku, terá sido porventura o melhor jogador da Premier League no último quarto da época, com maior objetividade nos dribles e a carregar os segundos classificados, Morgan Rogers voltou a combinar golaços e poderio físico, Leandro Trossard foi um assassino silencioso e um soldado perfeito para Arteta, e Anthony Gordon, reforço do Barcelona para 26/27, esteve em bom plano, embora o seu maior brilho tenha sido na Liga dos Campeões.

Ponta de Lança: Mais um prémio de Melhor Marcador para o robô norueguês Erling Braut Haaland. Com 27 golos marcados, Haaland igualou a sua marca individual de 23/24, abaixo da inesquecível temporada de estreia (36 golos), conseguindo assim igualar Shearer e Kane com 3 distinções de máximo goleador, ficando assim apenas atrás das 4 de Henry e Salah. Na hora de avaliações finais, é importante recordar que Haaland tinha 19 golos à 17ª jornada, caindo bastante na segunda volta quando as projeções chegaram a colocar uma marca de 42 tentos no seu horizonte matemático.
No mundo dos homens-golo, Igor Thiago chegou aos 22 - oito deles de grande penalidade - e deu sequência à boa fama dos dianteiros do Brentford, equipa que tivera Toney, Wissa e Mbeumo, João Pedro foi o melhor jogador do Chelsea, destacando-se sobretudo nas circunstâncias em que lhe foi permitido jogar mais solto e móvel, Viktor Gyökeres marcou muito menos do que no Sporting (e pagou caro, sobretudo sendo ele um jogador tão dependente do físico, a quase nula pré-época) mas cumpriu o seu papel ao desgastar defesas, e a reta final de Ollie Watkins, que lhe permitiu chegar ao pódio dos marcadores, impediu a inclusão de outros nomes como Welbeck ou Calvert-Lewin.

Na hora de identificar os melhores do ano, não surpreende que 3 jogadores do Arsenal marquem presença no nosso Top-6. Gabriel Magalhães foi um guerreiro e um muro, David Raya acumulou defesas decisivas e não sofreu golos em metade dos jogos do campeonato, e Declan Rice carregou o Arsenal, nunca se escondendo e jamais deixando os colegas perderem a esperança na conquista do título. No entanto, é também pelo facto de no Arsenal a importância ter ficado mais diluída entre vários jogadores que Bruno Fernandes acaba por ser o nosso Jogador do Ano 2025/ 26. Recordista de assistências (21) na História da liga inglesa, o craque português foi criatividade e inteligência, foi disponibilidade física e cruzamentos de régua e esquadro. Não é pelo recorde que o escolhemos, é sobretudo pela noção que nenhum jogador foi tantas vezes o melhor em campo ao longo das 38 jornadas desta edição.
E porque nem tudo pode ser vermelho, de azul celeste entram nos nossos 6 deste ano o melhor marcador Erling Haaland, e Antoine Semenyo, que já enquanto jogador do Bournemouth estava bem posicionado para aqui estar, e não perdeu essa vaga ao dar o salto para o Manchester City.

Na categoria onde já passaram Harry Kane, Trent Alexander-Arnold, Phil Foden, Erling Haaland ou Cole Palmer, o sucessor de Morgan Rogers (eleito em 24/25) só podia ser Nico O'Reilly. O lateral esquerdo de 21 anos do Manchester City impressionou-nos a sair de cabeça levantada de situações apertadas, disse presente nos momentos em que só os grandes jogadores aparecem, e não esteve longe de integrar o restrito leque de nomeados para Jogador do Ano.
O seu colega Rayan Cherki foi o principal opositor nesta eleição. Ambidestro, imaginativo e um fantasista por natureza, o craque francês colecionou dribles e passes de fazer arregalar os olhos, mas não foi tão consistente e influente quanto O'Reilly.
Deixando Rayan, Alex Scott e Minteh de fora, e conscientes que Max Dowman estará aqui em breve, distinguimos o rigor defensivo e a energia dos laterais Lewis Hall e Michael Kayode, o operário incansável Mateus Fernandes e o diamante precoce Junior Kroupi, um fenómeno em potência.

Treinador do Ano: Mikel Arteta merece. Mal amado por muitos adeptos de futebol, talvez pela arrogância (entretanto minimizada) de quem parecia ter um complexo de inferioridade em relação a Guardiola, o técnico espanhol de 44 anos conseguiu guiar o Arsenal ao título 22 anos depois. Goste-se mais ou menos do estilo - sim, este Arsenal perde muito tempo, não deslumbra na dinâmica ofensiva e foi menos corajoso e mais prudente em muitos momentos da época - é inequívoco que os gunners são hoje uma das melhores equipas do mundo, há mérito em saber preparar os cantos melhor do que os outros, e ninguém vence uma Premier League contra uma equipa de Guardiola sem conseguir exercer controlo e ter nervos de aço. Este Arsenal tem um processo, e deve ser confiado, porque a tendência é para crescer.
No ano em que a Premier se despede daquele que para muitos é o melhor treinador da História do futebol, havia argumentos para incluir neste Top-5 Unai Emery, Fabian Hürzeler e Daniel Farke, mas decidimos elogiar o quanto o Manchester United evoluiu com a pacata liderança de Michael Carrick, homem da casa que teve o mérito de simplificar tudo, Régis Le Bris colocou o promovido Sunderland na Liga Europa, Keith Andrews fez do Brentford uma das equipas que mais condicionou e influenciou a abordagem tática global desta edição, e Andoni Iraola quase deixou o Bournemouth na Liga dos Campeões, podendo agora dar o "salto" para um clube com outras aspirações.
Melhor Marcador: 1. Erling Haaland (Manchester City) - 27
2. Igor Thiago (Brentford) - 22
3. Ollie Watkins (Aston Villa) - 16
Melhor Assistente: 1. Bruno Fernandes (Manchester United) - 21
2. Rayan Cherki (Manchester City) - 12
3. Jarrod Bowen (West Ham) - 11
Clube-Sensação: Sunderland
Desilusão: Tottenham
Most Improved Player: 1. Igor Thiago, 2. Matheus Nunes, 3. James Garner
Reforço do Ano: Rayan Cherki (Manchester City)
Flop do Ano: Yoane Wissa (Newcastle)
Melhor Golo: Harrison Reed (Fulham 2 - 2 Liverpool) (Link)





