Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

25 de dezembro de 2025

150 Jogadores que podem marcar 2026 (1-50)

 Prestes a iniciar 2026, querendo que muito do novo ano seja diferente e melhor, também há coisas que devem permanecer iguais, e a partilha anual dos nossos "100 Jogadores" é disso exemplo. A 12ª edição da rubrica do Barba Por Fazer é servida, desta vez, em formato XL, com 150 nomes. Em ano de Mundial, e basicamente porque tínhamos mais jogadores sobre os quais queríamos mandar o nosso bitaite, a coleção é ligeiramente mais extensa.

    2026 começará com a CAN a decorrer (a final joga-se a 18 de Janeiro) e o planeta futebol concentrará máximas atenções nos meses de Junho e Julho, quando EUA, México e Canadá receberem um Mundial que promete ser intenso e duradouro (terá 40 jogos a mais em relação à competição anterior, fruto do alargamento a 48 seleções, e podem-se imaginar interrupções forçadas pelo clima, à imagem do que aconteceu no último mundial de clubes).

    Até lá, as várias competições de clubes prometem emoção e surpresas, sendo certo que os melhores intérpretes individuais sabem que, em ano de Mundial, tudo o que farão pode ser rapidamente passado para segundo plano se um ou dois jogadores brilharem no Verão, no maior palco de todos os tempos.

    Nos últimos 2 dias partilhámos os dois primeiros terços da nossa lista. Aqui podem constar craques que se poderão transferir em 2026, que podem ter um papel determinante numa conquista do coletivo (clube ou seleção) onde estão inseridos, podem dar-se a conhecer ao mundo ou dar um significativo salto no seu desenvolvimento, sendo percecionados de outra forma pelos adeptos e pelos seus pares. Recuando no tempo, Yamal, Wirtz, Isak, Gyökeres, Trent Alexander-Arnold, Estêvão, Zubimendi, Matheus Cunha e Mbeumo foram alguns dos atletas que destacámos nos lugares cimeiros na edição anterior. 

    Encerramos assim o nosso exercício rumo a 2026, com os lugares da 50ª à 1ª posição:


    1. Kylian Mbappé (Real Madrid) - O astro do Real Madrid tem estado intratável tanto na La Liga como na Liga dos Campeões. Os merengues parecem demasiado instáveis para conquistar a liga milionária pela 16ª vez, mas é ao serviço de França que Mbappé terá oportunidade de melhorar as suas chances na Bola de Ouro. É altamente provável que, ao 3º Mundial, ultrapasse os 16 golos de Miroslav Klose e se torne o máximo goleador da História em mundiais.

    2. Erling Haaland (Manchester City) - Além de finalmente poder representar a sua Noruega num palco internacional de peso, vai querer trucidar todos os recordes de golos. Já marcou 36 golos numa edição da Premier League mas acreditem, ele vai querer marcar 40 nesta.

    3. Lamine Yamal (Barcelona) - Com 18 aninhos e avaliado em 200 milhões de euros (cláusula de mil milhões), o miúdo genial do Barcelona quer melhorar em tudo: golos, assistências e troféus individuais e coletivos. Só pode ser uma das figuras do próximo Mundial, sendo que em 2026 torcemos para que o egoísmo não tolde as melhores decisões em campo, sendo interessante se Flick começar pontualmente a afastá-lo do corredor direito, permitindo que destrua os adversários em zonas interiores.

    4. Harry Kane (Bayern Munique) - Numa luta acesa a três com Mbappé e Haaland em termos de golos, o avançado inglês vai atrás de todos os recordes e máximos pessoais. Neste momento, estaria seguramente nas conversas sobre a Bola de Ouro. Veremos como estará posicionado em Julho. 

    5. Lionel Messi (Inter Miami) - Aos 38 anos (fará 39 durante o próximo Mundial), disputará a sua última grande competição internacional. E o mundo não parece estar preparado para a superlativa qualidade exibicional que muito provavelmente Messi vai apresentar nos EUA. Uma última vez.

    6. Pedri (Barcelona) - Numa Espanha que não sabe com que Rodri vai poder contar, Pedri emerge - juntamente com Yamal - como um dos principais candidatos a assumir o papel de figura primordial. Um bom Mundial da Espanha pode terminar no primeiro pódio na Bola de Ouro para o médio, legítimo herdeiro de Iniesta e Xavi.

    7. Nuno Mendes (PSG) - Ao revisitar entrevistas antigas dos adversários de Paolo Maldini, muitos confessavam terem chegado a pedir aos treinadores para mudarem de flanco para "fugirem"  à marcação do defesa italiano. Será que vai começar a acontecer isso com Nuno Mendes, o melhor lateral esquerdo da atualidade?

    8. Declan Rice (Arsenal) - Está a ser o melhor médio desta Premier League e, neste momento, só não seria o Jogador do Ano porque há uma criatura chamada Haaland. Declan Rice é um dos jogadores mais confiáveis tanto no Arsenal como na Inglaterra. E, com ambos, quer ganhar tudo.

    9. João Neves (PSG) - O médio português é um dos jogadores em relação aos quais temos maiores expetativas no próximo Mundial, oxalá que a médio e não a lateral direito. O mundo já deu o merecido crédito a Vitinha, paulatinamente está a chegar o momento do 87 do PSG.

    10. Julián Álvarez (Atlético Madrid) - Há quem diga que o avançado argentino, melhor posicionado do que Lautaro para ser o melhor amigo de Messi na frente de ataque dos campeões do mundo, pode transferir-se do Atlético para o Barcelona daqui a uns meses. Será mesmo?

    11. Nico Paz (Como) - O Real Madrid libertou-o por 6 milhões para ir crescer com Fàbregas, mas pode recomprá-lo por 10 milhões no próximo Verão. Um valor peculiar para um jogador atualmente avaliado em 65 milhões de euros pelo Transfermarkt.

    12. Raphinha (Barcelona) - O craque brasileiro do Barça ficou em 5º na Bola de Ouro e a FIFA nem no 11 do Ano o colocou, quando fora claramente um dos 2 ou 3 melhores do mundo em 2025/ 26. Sem ter o marketing de outros, mas tendo influência decisiva nas prestações do Barcelona, veremos como canaliza a injustiça e se comporta nos maiores palcos: a Liga dos Campeões e o Mundial 2026.

    13. Michael Olise (Bayern Munique) - Relegado para segundo plano na hora de se escolherem os melhores, Olise só pode continuar a fazer o que tem feito desde que chegou a Munique, e o reconhecimento acabará por aparecer. Na época passada foram 20 golos e 20 assistências; em 2026 talvez feche a temporada com números ainda melhores.

    14. Jamal Musiala (Bayern Munique) & Florian Wirtz (Liverpool) - Os dois maiores talentos germânicos da atualidade querem uma vida diferente em 2026. Musiala passou os últimos meses lesionado, e Wirtz tem sido rotulado de flop depois de o Liverpool o contratar por 125 (+15) milhões. A Alemanha precisa deles ao seu melhor nível.

    15. Vinícius Júnior (Real Madrid) - Para Vini Jr., 2026 é um ano de muita incerteza. O Real Madrid pode vendê-lo se não aceitar os termos do contrato que os merengues têm em cima da mesa para ele; e na seleção canarinha veremos se puxa para ele as responsabilidades, ou se se esconde atrás de nomes como Raphinha ou Neymar (se for convocado).

    16. Bukayo Saka (Arsenal) - Aos 24 anos, Saka tem que subir os seus desempenhos para que os gunners não deixem escapar o título. Sucessivamente castigado pelos adversários, é crucial que mantenha as lesões longe do seu corpo. Não tem mais assistências por culpa dos colegas (cria muito, e pouco é convertido), mas tem que marcar mais.

    17. Moisés Caicedo (Chelsea) - O médio equatoriano do Chelsea foi o melhor jogador do clube em 2025, mas na Hora H acabou por ser o mais vistoso Cole Palmer a colher os prémios e distinções. Em 2026, está em causa a sempre intangível disputa pelo rótulo de melhor médio defensivo do mundo, e no Mundial será o porta-estandarte numa seleção outsider bastante interessante.

    18. Mohamed Salah (Liverpool) - Uma entrevista polémica colocou em cheque o seu futuro no Liverpool, mas as pazes com Arne Slot parecem ter sido feitas. Para já, está na CAN. Quando regressar em Janeiro, veremos se regressa ao 11 inicial e, de acordo com isso, se esta é ou não a última página da sua história (e que história!) em Anfield.

    19. Yan Diomande (RB Leipzig) - Após ascensão marginal (Junior Diouf, destaque no NCAA, teve uma origem idêntica estando agora inclinado para optar pelo Anderlecht ao invés de entrar no MLS SuperDraft), o costa-marfinense Yan Diomande está a enlouquecer defesas na Bundesliga. Quando o vemos, traz-nos à memória Sadio Mané nos tempos do Southampton, embora talvez Diomande tenha maior potencial, o que é dizer muito. Poderá ser um dos extremos mais cobiçados no futebol mundial em 2026.

    20. Maghnes Akliouche (Mónaco) - Pensámos que sairia para o PSG no último Verão, mas continuou no principado. A época do Mónaco (9º classificado) não está a ser famosa, e vender Akliouche poderá permitir dar o mote para um novo ciclo. É um dos 3 ou 4 jogadores mais interessantes que quase de certeza que se transferirão em 2026.

    21. Estêvão (Chelsea) - A adaptação à Europa e ao sempre complicado futebol inglês está a correr bem. Para Estêvão, os desafios de 2026 serão conquistar a titularidade em absoluto nos blues e ter um papel de relevo no trajeto do Brasil.

    22. Elliot Anderson (Nottingham Forest) - Este médio britânico é um dos que mais nos enche as medidas neste momento na Premier League. Seria um reforço extraordinário para Ruben Amorim no Manchester United. E será difícil no Mundial algum meio-campo correr mais e ser mais combativo do que uma dupla Anderson-Rice.

    23. Luka Modric (AC Milan) - Honestamente, nunca vimos um médio de 40 anos jogar assim. Na mudança para a Serie, o croata tem dado masterclass atrás de masterclass.
    Não se pode pedir-lhe o Scudetto, embora com Modric qualquer equipa esteja sempre mais perto de ganhar. Aproveitem e estimem cada lance seu no próximo Mundial. Será certamente o adeus internacional de um dos melhores médios da História da modalidade.

    24. Mason Greenwood (Marselha) - Se nos focarmos apenas na realidade dentro das quatro linhas, Greenwood é um dos melhores extremos direitos do mundo e teria lugar em quase todas as equipas. No entanto, há um mundo à volta do retângulo de jogo, mais importante e mais real. Em 2026, será controversa uma convocatória internacional, seja para a Inglaterra seja para a Jamaica. E veremos qual o clube disposto a cometer uma loucura por um jogador manchado e que, julgamos, nunca se retratou sequer.

    25. Phil Foden (Manchester City) - O príncipe de Manchester renasceu. MVP do campeonato inglês em 23/ 24, Foden acusou o desgaste e o esgotamento na temporada passada, mas nesta reencontrou a sua melhor versão. Se continuar como está até ao final da época, o mais certo é o City recuperar o título perdido.

    26. Morgan Rogers (Aston Villa) - A atravessar um ótimo momento, o Jovem Jogador do Ano para o BPF na Premier League 25/ 26 continua a dar cartas. É o jogador mais especial no sempre competitivo Aston Villa de Unai Emery. Em 2026, não é descabido pensar que poderá ser titular na seleção inglesa, e quem o quiser retirar de Birmingham vai ter que soltar garantidamente mais do 100 milhões de euros.

    27. Kenan Yildiz (Juventus) - Em Itália, poucos jogadores valem o bilhete na atualidade como Yildiz. O 10 da Vecchia Signora tem um novo contrato à sua espera e recomenda-se que o clube de Turim faça dele o jogador do franchise nos próximos anos.

    28. Luka Vuskovic (Hamburgo) - Este central croata de 18 anos tem todas as condições para ser um dos grandes da próxima década e meia. Temível goleador nas bolas paradas ofensivas (faz lembrar a confiança de Sergio Ramos nesse capítulo), está a aproveitar bem o empréstimo ao Hamburgo para daqui a uns meses se fixar a titular no Tottenham.

    29. Carlos Baleba (Brighton) & Adam Wharton (Crystal Palace) - Jogadores bem diferentes na interpretação da posição seis, Baleba e Wharton já foram associados a transferências internas em Inglaterra, mas acabaram por permanecer nos seus clubes. Baleba dará energia e pulmão a quem o contratar, Wharton dará compostura e critério.

    30. Marc Guéhi (Crystal Palace) - Entre os vários centrais que terminam contrato em 2026 também estão Ibrahima Konaté e Dayot Upamecano, mas talvez Guéhi seja o caso mais interessante. Titular indiscutível da Inglaterra, o defesa de 25 anos do Crystal Palace poderá escolher entre a nata do futebol inglês, o Real e o Bayern.

    31. Dominik Szoboszlai (Liverpool) - Nesta temporada, o campeão em título Liverpool está a apresentar um futebol irreconhecível, que expõe um balneário num luto sem limite temporal definido e a difícil integração dos novos craques. No meio de tudo, o húngaro Szoboszlai tem sido sistematicamente o melhor jogador dos reds. Em 2026 procurará continuar ao mesmo nível, devolvendo o Liverpool aos lugares a que pertence.  

    32. Antoine Semenyo (Bournemouth) - Arrancou a Premier League numa forma espetacular, e tudo indica que serão vários os emblemas ingleses dispostos a bater a sua cláusula já em Janeiro. Entre City, Liverpool, United e Tottenham, o ganês é que sabe.

    33. Victor Froholdt (FC Porto) - Corredor incansável, o dinamarquês de 19 anos dos dragões está a ser um dos grandes responsáveis pelo sucesso e regularidade exibicional da equipa de Farioli. Jogadores assim não costumam ficar mais do que 1 ou, no máximo, 2 anos em Portugal. Tem uma cláusula de 85 milhões de euros.

    34. Neymar (Santos) - A dúvida é apenas uma: estará Neymar Jr. entre os convocados de Carlo Ancelotti para o próximo Mundial? Tem a palavra o italiano.

    35. Gabriel Mora (Club Tijuana) - O mexicano de 17 anos que encantou o mundo do futebol em Marrocos (Mundial Sub-20) pode viver um 2026 em grande. Deve ser um dos mais jovens convocados no próximo Mundial e espera-se braço de ferro entre Barcelona e Real Madrid pela sua assinatura. Na transição para a Europa, sobretudo se escolher o Barcelona, antecipamos que atue uns metros atrás, mais como médio centro, tal o seu invulgar entendimento do tempo e do espaço. 

    36. Micky van de Ven (Tottenham) - Nenhum central consegue causar semelhante pânico ao galgar metros com a bola. van de Ven é um dos jogadores mais velozes do planeta: em 2026 será seguramente cobiçado, pode também ter novo parceiro no eixo defensivo do Tottenham, e veremos como se sai a defesa esquerdo na Laranja Mecânica, com carta branca para se aventurar sem pedir licença na ala. 

    37. Viktor Gyökeres (Arsenal) - Sete golos (5 na Premier) em 20 jogos são um registo magro - mesmo considerando o significativo salto para um contexto mais exigente - para uma força de natureza que marcou quase 100 golos em duas temporadas em Portugal, arrecadando mesmo o último troféu Gerd Müller.
    A pré-época deficiente por opção do próprio, impeditiva de deixar no ponto um jogador ultra dependente da sua dimensão física, e o facto de Arteta pouco adaptar a ideia de jogo às caraterísticas do sueco, têm levado a que muitos duvidem dele. Para o Arsenal ser campeão, é muito provável que tenha que aparecer mais Gyökeres.

    38. Joan García (Barcelona) - Se o Barça for bem-sucedido esta temporada, a nível interno e/ou no panorama europeu, muito terá que agradecer a Joan García. O ex-Espanyol é muitíssimo mais testado do que seria recomendável, consequência do plano de jogo suicida dos blaugrana. A nível de seleções, Unai e Raya parecem estar à sua frente, mas nunca se sabe.

    39. Christian Pulisic (AC Milan) - A jogar um Mundial em sua casa, a estrela maior do soccer terá um peso nos ombros como nunca antes na carreira. Aos 27 anos, o timing parece o ideal.

    40. Jurriën Timber (Arsenal) - Os gémeos Jurriën e Quinten Timber podem ir juntos ao Mundial. Se em 2026 pode estar reservada uma transferência para o médio do Feyenoord, para o lateral/central parece estar guardada a frequência com que o seu nome será equacionado para melhor do mundo na sua posição, e o papel que terá - como central - ao lado de van Dijk nos EUA.

    41. Etta Eyong (Levante) - Transferido do Villarreal para o Levante num negócio manhoso (em prejuízo do Cádiz e em benefício futuro do submarino amarelo) carregado de cláusulas, o avançado camaronês de 22 anos vai garantidamente agitar o mercado. O Barcelona já o quis, mas é uma certeza que clubes ingleses também vão lutar por ele.

    42. Nico Schlotterbeck (Borussia Dortmund) - O facto de terminar contrato em 2027 deve levar o Dortmund a negociá-lo em 2026. Seria indicado para a forma de jogar do Barcelona, mas é natural que Bayern ou Real Madrid também se intrometam.

    43. Rayan Cherki (Manchester City) - Neste City recomposto, o belga Jérémy Doku amadureceu muito, mas é no flanco oposto que está um artista de futebol de rua, cuja fantasia e imaginação cativa todo e qualquer adepto. Rayan Cherki, seja com o pé esquerdo ou com o pé direito, está a criar uma ótima sintonia com Haaland e Foden. Guardiola agradece. Pela França, poderá ser um suplente de luxo.

    44. Kees Smit (AZ Alkmaar) - Foi o melhor jogador do Europeu de Sub-19 e, desde aí, são muitos os clubes que o têm debaixo de olho. Um médio box-to-box que invariavelmente traz à memória Kevin De Bruyne na forma como conduz e como decide quando soltar a bola. Temos muita curiosidade para ver qual será o seu próximo passo.

    45. Nick Woltemade (Newcastle) - Chamam-lhe Messi de 1,98m, dizem que é uma reencarnação de Rudi Völler. O gigante Nick Woltemade adaptou-se bem à Premier League mas é a responsabilidade de ser sinónimo de golos no Mundial, numa Alemanha que parte claramente atrás de várias seleções, que o torna um dos nomes a ter em conta em 2026.

    46. Bernardo Silva (Manchester City) - O capitão da equipa de Pep Guardiola termina contrato em 2026. Fará 32 anos a 10 de Agosto. É em 2026/ 2027 que teremos Bernardo Silva a representar o clube cujo lema tem tatuado no braço?

    47. Vangelis Pavlidis (Benfica) - Chegou a ser estupidamente apontado como flop, mas o tempo elevou o grego Pavlidis ao olimpo dos avançados encarnados, batendo recordes de mais de 50 anos ao aproximar-se dos números de figuras míticas como Eusébio e José Torres. O goleador do Benfica, figura determinante, eficaz e influente na criação, será o jogador mais cotado da Luz no final da temporada. Tem 27 anos, o que pode levar alguns clubes compradores a torcerem o nariz, e os casos de Darwin e Gyökeres podem prejudicar a perceção dos seus feitos, mas quem precisar de golos vai pensar nele como solução. Também o portista Samu Aghehowa deve estar a cumprir os últimos meses em solo português.

    48. Mile Svilar (Roma) - Não é à toa que Svilar é o 2º guarda-redes melhor posicionado neste nosso ranking para 2026. Outrora jogador do Benfica, o sérvio da Roma foi justamente eleito o melhor GR na Serie A 2025/ 26, e segue com boas hipóteses de repetir a gracinha. Defende 84,8% dos remates que enfrenta, e só Provedel (Lázio) o bate em golos evitados e número de jogos sem golos sofridos.

    49. Kennet Eichhorn (Hertha Berlin) - Na 2. Bundesliga, os jogos do Hertha têm colecionado scouts para observarem a evolução de Eichhorn. O médio germânico de 16 anos deve proporcionar disputado leilão pelos seus serviços em 2026.

    50. Chema Andrés (Estugarda) - O Real Madrid deixou sair para o futebol alemão, por 3 milhões, um médio defensivo que honra os seus antecessores Busquets, Xabi Alonso e Rodri. O camisola 30 do Estugarda capricha no passe longo, antecipa mais vezes do que reage e o seu QI futebolístico - ainda aquém dos 3 super jogadores citados - é compensado pelos índices certos de agressividade na abordagem a cada lance. 

24 de dezembro de 2025

150 Jogadores que podem marcar 2026 (51-100)

 
    Prestes a iniciar 2026, querendo que muito do novo ano seja diferente e melhor, também há coisas que devem permanecer iguais, e a partilha anual dos nossos "100 Jogadores" é disso exemplo. A 12ª edição da rubrica do Barba Por Fazer é servida, desta vez, em formato XL, com 150 nomes. Em ano de Mundial, e basicamente porque tínhamos mais jogadores sobre os quais queríamos mandar o nosso bitaite, a coleção é ligeiramente mais extensa.

    2026 começará com a CAN a decorrer (a final joga-se a 18 de Janeiro) e o planeta futebol concentrará máximas atenções nos meses de Junho e Julho, quando EUA, México e Canadá receberem um Mundial que promete ser intenso e duradouro (terá 40 jogos a mais em relação à competição anterior, fruto do alargamento a 48 seleções, e podem-se imaginar interrupções forçadas pelo clima, à imagem do que aconteceu no último mundial de clubes).

    Até lá, as várias competições de clubes prometem emoção e surpresas, sendo certo que os melhores intérpretes individuais sabem que, em ano de Mundial, tudo o que farão pode ser rapidamente passado para segundo plano se um ou dois jogadores brilharem no Verão, no maior palco de todos os tempos.

    Prosseguimos a apresentação dos nossos cento e cinquenta deste ano excecional, que se poderão transferir em 2026, poderão ter um papel determinante numa conquista do coletivo (clube ou seleção) onde estão inseridos, podem dar-se a conhecer ao mundo ou dar um significativo salto no seu desenvolvimento, sendo percecionados de outra forma pelos adeptos e pelos seus pares. Há um ano atrás, Huijsen, Carreras, Wharton ou Morgan Rogers andavam por estas linhas de texto.

    Fiquem com os jogadores da 100ª à 51.ª posição:


    51. Lennart Karl (Bayern Munique) - Tem 17 aninhos mas troca a bola com Kane e Olise como se tivesse 20 e muitos. Lennart Karl é especial e tudo parece estar a alinhar-se para merecer a confiança do selecionador Julian Nagelsmann (que muito provavelmente vai promover a sua estreia na próxima chance que tiver) no próximo Mundial.

    52. Paul Pogba (Mónaco) - Ele está de volta. Afastado dos relvados desde Setembro de 2023, o médio francês é um dos maiores pontos de interrogação em 2026. Habituado a espalhar qualidade ao serviço da seleção, desiludindo nos clubes, não se pode afastar um cenário em que, caso convença ao serviço do Mónaco, Deschamps lhe dê uma oportunidade.

    53. Brahim Díaz (Real Madrid) - Jogador pouco utilizado nos merengues, Brahim é um dos mais fortes candidatos a ser MVP da CAN. Cintilar ao serviço de Marrocos pode levá-lo a compreender que precisa de sair do Santiago Bernabéu para aproveitar dignamente os melhores anos do seu futebol.

    54. Max Dowman (Arsenal) - O jogador mais jovem de sempre a atuar na Liga dos Campeões completa 16 anos no último dia do ano. Assusta a facilidade como se impõe entre adultos. Oxalá em 2026 o vejamos cada vez mais vezes em campo.

    55. Christos Tzolis (Club Brugge) - Tal é a sua qualidade, o futebol belga parece muitas vezes uma brincadeira para o talento do extremo grego. É a principal arma para evitar que o Union Saint-Gilloise renove o título, e é daqueles jogadores cuja transferência é uma certeza ao longo de 2026. Resta saber para que campeonato e clube.

    56. Alberto Moleiro (Villarreal) - Típico criativo espanhol, Moleiro está finalmente a acrescentar produtividade (golos, principalmente) ao seu futebol rendilhado. Pedri saiu diretamente do Las Palmas para o Barça, e Moleiro - outro produto dos amarillos - pode perfeitamente chegar à Catalunha, com esta etapa no Villarreal pelo meio.

    57. Nico O'Reilly (Manchester City) - Quando Aït-Nouri foi contratado ao Wolves, e especialmente depois do ótimo Mundial de Clubes do argelino, a posição de lateral esquerdo do City parecia entregue. Mas O'Reilly teve uma oportunidade e não mais largou o lugar. A continuar assim, Tuchel terá que levá-lo aos EUA.

    58. Endrick (Real Madrid) - Condenado a suplente no Real Madrid, o empréstimo ao Lyon é uma excelente notícia para Endrick e para o futebol brasileiro. Paulo Fonseca costuma extrair muito valor dos jovens, e a equipa francesa precisa de um avançado como ele.

    59. Ayyoub Bouaddi (Lille) - Médio elegante, o talentoso franco-marroquino de 18 anos do Lille tem que gerir melhor os índices de agressividade/ imprudências nos desarmes, e feito esse ajuste o céu é o limite. É exatamente o tipo de centro-campista pelo qual os grandes treinadores perdem a cabeça.

    60. Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen) - Brilhou na Luz e está a crescer a olhos vistos no Leverkusen de Kasper Hjulmand, que confia nele para assumir a bola em terrenos recuados e pontuar o ritmo de jogo dos farmacêuticos. Tem 20 anos, não esperamos que se transfira, mas aconselhamos que se deliciem com os jogos dele.

    61. Troy Parrott (AZ Alkmaar) - O herói irlandês, com golos diante de Portugal e Hungria, terá novos desafios em Março quando o seu país disputar o play-off de acesso ao Mundial. Na Eredivisie, é talvez o jogador que melhores condições tem para, com o chip certo, recuperar a distância para Ueda nos melhores marcadores.

    62. Rodrigo Mora (FC Porto) - O prodígio azul e branco não tem tido vida fácil com Farioli, mas estamos contentes que em 2025 não tenha abandonado o futebol europeu rumo à Arábia Saudita. Continua a ser o jogador mais mágico do líder Porto, e seria bonito Martínez incluí-lo nos convocados para o Mundial.

    63. Can Uzun (Eintracht Frankfurt) - Uma lesão travou o seu começo de época impressinante, que incluiu 6 jogos consecutivos a marcar. Não tem a reputação e o nome de Güler e Yildiz, mas é inegável que este craque turco sabe como marcar golos.

    64. Malick Thiaw (Newcastle) - O AC Milan já tinha vendido Tonali ao Newcastle, e Thiaw está a revelar-se o novo "roubo" dos magpies. O alemão de 24 anos, defesa de passada larga, está a ser um dos melhores centrais na sua temporada de estreia na Premier League.

    65. Vitor Roque (Palmeiras) - Transferido demasiado cedo para o Barcelona, onde lhe foram dadas muitas responsabilidades e criadas expetativas desproporcionais, Vitor Roque aproveitou o regresso ao Brasil para renascer. Quando eventualmente regressar ao futebol europeu, convém que seja mais astuto a escolher o novo clube.

    66. Assan Ouédraogo (RB Leipzig) - Produto da formação do Schalke, jogou pouco no Leipzig na temporada passada, mas nesta está a conquistar o seu espaço. Não estranhem quando virem o nome deste menino de 19 anos na lista final de Nagelsmann. 

    67. Ayase Ueda (Feyenoord) - Com um póker, um hat-trick e três bis no seu currículo recente, o nipónico Ueda leva 18 golos em 17 jornadas. Seria excelente vê-lo chegar aos 35.

    68. Morten Hjulmand (Sporting) - O capitão dos bicampeões nacionais vive a 3ª época de leão ao peito. Dirá adeus a Portugal no próximo Verão?

    69. Igor Thiago (Brentford) - Com 11 golos marcados, o ponta de lança brasileiro de 24 anos só perde para Haaland na lista de melhores marcadores da Premier League. Manter esse 2º posto ao longo de toda a temporada de 25/ 26 seria extraordinário.

    70. Mamadou Sangaré (Lens) - É um dos médios mais fascinantes do futebol europeu neste momento. De pulmão inesgotável e pé esquerdo bem calibrado, Sangaré pode valorizar-se muito nesta CAN (joga pelo Mali) e encher os cofres do sensacional Lens no próximo Verão. É complicado encontrar alguém que equilibre tão bem a capacidade de "limpar" o jogo adversário e driblar oponentes, colecionado duelos ganhos por todo o campo.

    71. Joaquín Panichelli (Estrasburgo) - Os 21 golos no Mirandés valeram-lhe uma transferência por valor muito interessante (16,5 milhões) para o futebol francês. O dianteiro argentino de 1,90m tem 9 golos na Ligue 1, sonha defender o título mundial ao lado de Messi e quem se destaca no Estrasburgo está sempre um passo mais perto de ter uma oportunidade no Chelsea.

    72. Ismael Saibari (PSV) - Atualmente presente na CAN, ao serviço da favorita seleção de Marrocos, Saibari está a ser um dos destaques da Eredivisie. Menos criador e mais finalizador, a vida corre-lhe bem.

    73. Mika Dots (Ajax) - O emblema de Amesterdão está a 16 pontos do PSV e tem 3 pontos na Liga dos Campeões. O mau momento tem, no entanto, permitido a estreia de miúdos como Bounida, Mokio ou Bouwman. À frente de todos eles na hierarquia está Mika Godts, incisivo, com 7 golos e 6 assistências no campeonato neerlandês.

    74. Johan Manzambi (Friburgo) - Titularíssimo nos Friburgo aos 20 anos, o suíço pode ser um dos jókers de Murat Yakin no próximo Mundial.

    75. Said El Mala (Köln) - O extremo esquerdo alemão é um comboio, determinado em contornar todos os adversários no seu caminho para a baliza. Está a viver a sua temporada de plena afirmação.

    76. Lee Kang-in (PSG) - As muitas lesões dos principais craques ofensivos do PSG têm permitido a Lee Kang-in ser mais vezes titular na equipa de Luis Enrique. A reta final de 25/ 26 pode fazê-lo ombrear com os melhores por um lugar no 11, ou perceber que o Verão é o momento certo para abraçar um novo desafio onde seja peça central.

    77. Mohamed Kader Meité (Rennes) - Listado pela Adidas e por Lionel Messi na campanha "Messi +10", ao lado de nomes como Nico Paz e Rodrigo Mora, o portentoso avançado do Rennes precisa apenas de uma boa dose de minutos para prosseguir o seu crescimento na Ligue 1.

    78. Souffian El Karouani (Utrecht) - Consta que está disponível por 4 milhões de euros, uma vez que termina contrato em Junho de 2026. O lateral esquerdo marroquino, que já soma 15 assistências esta temporada (9 na Eredivisie e 6 na Liga Europa), vai ser uma das transferências do mercado de Janeiro. Será algum clube português o felizardo?

    79. Charlie Cresswell (Toulouse) - Patrão da defesa da seleção inglesa que conquistou o último Europeu de Sub-21, Cresswell vive o seu segundo ano em França. Central goleador, será muito estranho se não ingressar na Premier League a curto/ médio-prazo.

    80. Rayan (Vasco da Gama) - Protegido por uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros, o esquerdino brasileiro cresceu muito em 2025, ocupando terrenos mais centrais. Ainda não se estreou com Ancelotti (a concorrência é muito apertada) mas mantendo os números de mãos dadas com a sua potência, o futuro será invariavelmente risonho.

    81. Richard Ríos & Franjo Ivanovic (Benfica) - Para estes dois bodes expiatórios do tribunal da Luz, 2026 será um ano importante. Ríos já está a mudar a narrativa, orientado por um treinador capaz de potenciar as suas mais-valias e esconder as suas lacunas, e Ivanovic depende apenas de si para libertar a qualidade (invisível para muitos) que tem dentro de si.

    82. Carlos Álvarez (Levante) - Esteve com um pé na Luz, mas os encarnados acabaram por optar por Lukebakio. O pequeno Carlos, um canhoto apaixonante na entrega e no drible, com fisionomia de Maradona e semelhanças estilísticas a um João Neves espelhado, é demasiado bom para o Levante. A sua La Liga está longe de ser uma loucura, mas tudo aponta para que dê muito mais quando estiver inserido numa equipa mais forte e que se imponha aos adversários, dominando a posse de bola e pedindo-lhe que agite e crie.

    83. Senne Lammens (Manchester United) - O discreto guarda-redes oriundo do Antuérpia parece ter resolvido um dos grandes problemas de Ruben Amorim. A irregularidade do United colocá-lo-á à prova ao longo de 2026, podendo uma maioria de boas respostas elevá-lo ao leque de melhores guardiões em Inglaterra.

    84. Malick Fofana (Lyon) - Vítima de uma entrada duríssima no Lyon-Estrasburgo, o extremo belga já é uma das ausências certas no Mundial 2026. Recuperado o tornozelo, fazemos votos que nos volte a brindar com o seu espetacular futebol em 26/ 27.

    85. Saba Kharebashvili (Dínamo Tbilisi) - Já internacional A pela Geórgia aos 17 anos, este lateral esquerdo parece ser um diamante realmente raro. Avaliado em pouco mais de 1 milhão de euros no Transfermarkt, pode estar aqui um dos negócios da década para quem o agarrar.

    86. Hayden Hackney (Middlesbrough) - Choca-nos um pouco como é que um dos melhores jogadores do Championship nas últimas duas temporadas nunca deu o salto para a Premier League. O Boro de Kim Hellberg vive um bom momento e a chegada de Hackney ao topo da pirâmide do futebol inglês pode acabar por acontecer sem precisar de se tranferir.

    87. Nathan De Cat (Anderlecht) - Com um dos melhores nomes entre os talentos emergentes do futebol europeu, De Cat (17 anos) não acusa a diferença de idades e, com a irreverência que distingue aqueles que são especiais, já conquistou a titularidade no Anderlecht.

    88. Allan (Palmeiras) - O clube de Abel Ferreira vendeu nos últimos anos Estêvão, Endrick, Luís Guilherme e Vítor Reis. Sem ir aos mais novinhos Luighi e Eduardo Conceição, Allan pode ser o próximo grande nome do Verdão. Projetamos um Brasileirão 2026 como figura, e os grandes europeus a baterem à porta, no Verão ou finda a época no Brasil.

    89. Fisnik Asllani (Hoffenheim) - Após boa passagem no Elversberg, este avançado do Kosovo, com trejeitos de Lewandowski e Dzeko, está a deixar boa impressão na Bundesliga. Não é inegociável no Hoffenheim (5º classificado) e parece fazer sentido uma transferência para outro clube alemão mais ambicioso.

    90. Jakub Kiwior (FC Porto) - Um dos reforços do ano em Portugal e, por larga margem, o melhor central na primeira volta da Liga portuguesa. O polaco, ex-Arsenal, recusa-se a cometer erros. Procurará ajudar a somar clean sheets e recomenda-se que a chegada de Thiago Silva não "atire" o melhor central portista para defesa esquerdo.

    91. Stije Resink (Groningen) - Médio super completo, o capitão do Groningen é um jogador na linha de Declan Rice. A comparação é argumento suficiente?

    92. Kaio Jorge (Cruzeiro) - Leonardo Jardim despertou o grande avançado adormecido dentro de Kaio Jorge. Melhor marcador do Brasileirão, com 21 golos, o ex-Juventus - que andou a recompensar financeiramente os colegas que lhe fizeram assistências - quer regressar à Europa e sonha em ouvir o seu nome dito por Ancelotti na antecâmara do Mundial 2026.

    93. Lucas Stassin (Saint-Étienne) - O Saint-Étienne desceu à Ligue 2 BKT e, de forma surpreendente, o avançado belga Stassin não foi transferido. Os exagerados valores exigidos impediram a mudança, que dificilmente não acontecerá no próximo Verão.

    94. Oskar Pietuszewski (Jagiellonia Bialystok) - Um velocista com drible e excelente finalização, este polaco de 17 anos apresenta uma margem de progressão gigante. Se o FC Porto o sacar, muitos tubarões europeus vão arrepender-se mais tarde.

    95. Robin Roefs (Sunderland) - Não deve conseguir roubar a baliza a Verbruggen no onze inicial de Koeman no Mundial, mas que grande Premier League está a fazer Roefs! O guardião de 22 anos neerlandês, ex-NEC, foi adquirido por menos de 11 milhões. Um dos negócios da temporada.

    96. Franculino Djú & Ousmane Diao (Midtjylland) - Por terras dinamarquesas, uma antiga promessa do Seixal tem-se fartado de marcar golos. Franculino Djú seria muito útil ao atual plantel encarnado, mas o seu rendimento coloca-o agora na rota de emblemas com outra carteira. No seu Midtjylland, o central Ousmane Diao está a realizar uma incrível Liga Europa e o centro-campista Denil Castillo teima em encher o campo.

    97. Alberto Costa (FC Porto) & Georgios Vagiannidis (Sporting) - A posição de lateral direito costuma ser das menos pujantes no futebol português, mas 2025/ 2026 tem-se mostrado contra a corrente. Num lote a que podíamos juntar o benfiquista Dedic, Alberto e Vagiannidis têm argumentos para discutir o estatuto de melhor DD no 11 da Liga. O português até já podia ter sido chamado por Roberto Martínez e o grego apresenta uma enorme margem de progressão, parecendo poder tornar-se sem dificuldade um dos principais assistentes do nosso campeonato.

    98. Manu Silva (Benfica) - Benfiquista de coração, o médio defensivo português de 24 anos só agora começa a viver em campo o sonho de representar o Benfica, ultrapassada uma rotura completa do ligamento cruzado anterior do joelho. Em 2026, a prioridade é manter-se sempre saudável e disponível, podendo crescer com Mourinho a médio e eventualmente também como central.

    99. Ilan Kebbal (Paris FC) - Tecnicista de futebol puro, o camisola 10 do Paris FC está a exibir-se num melhor nível na Ligue 1 do que fizera no segundo escalão. Com 27 anos e contrato até 2028, o mais provável é consolidar-se como figura do rival da cidade do PSG, tentando manter-se como um dos melhores performers desta edição da liga francesa.

    100. Maher Carrizo (Vélez) - Estrela da Argentina de Prestianni, derrotada na final do Mundial Sub-20 por Marrocos, é um extremo direito com tiques de Di María. Tem 19 anos e o bilhete de avião para a Europa está para breve.

150 Jogadores que podem marcar 2026 (101-150)

     Prestes a iniciar 2026, querendo que muito do novo ano seja diferente e melhor, também há coisas que devem permanecer iguais, e a partilha anual dos nossos "100 Jogadores" é disso exemplo. A 12ª edição da rubrica do Barba Por Fazer é servida, desta vez, em formato XL, com 150 nomes. Em ano de Mundial, e basicamente porque tínhamos mais jogadores sobre os quais queríamos mandar o nosso bitaite, a coleção é ligeiramente mais extensa.

    2026 começará com a CAN a decorrer (a final joga-se a 18 de Janeiro) e o planeta futebol concentrará máximas atenções nos meses de Junho e Julho, quando EUA, México e Canadá receberem um Mundial que promete ser intenso e duradouro (terá 40 jogos a mais em relação à competição anterior, fruto do alargamento a 48 seleções, e podem-se imaginar interrupções forçadas pelo clima, à imagem do que aconteceu no último mundial de clubes).

    Até lá, as várias competições de clubes prometem emoção e surpresas, sendo certo que os melhores intérpretes individuais sabem que, em ano de Mundial, tudo o que farão pode ser rapidamente passado para segundo plano se um ou dois jogadores brilharem no Verão, no maior palco de todos os tempos.

    Os 150 jogadores que começamos hoje a apresentar podem mudar de clube em 2026, podem ter um papel determinante numa conquista do coletivo (clube ou seleção) onde estão inseridos, podem tornar-se aposta regular ou dar um significativo salto no seu desenvolvimento. Nos primeiros dias de 2025, quando partilhámos a segunda metade da nossa última centena, figuravam nomes como Mastantuono, Semenyo, Dorgu, Alberto ou Borja Sainz.

    Hoje lançamos os jogadores da 150ª à 101ª posição. Os escolhidos na fornada deste ano são:


    101. Nilson Angulo (Anderlecht) - A viver a primeira grande temporada da sua carreira, o extremo esquerdo equatoriano não estará muito mais tempo no Anderlecht. Vai para cima dos adversários sem medo, convence na maneira como pressiona e defende, jamais se armando em vedeta. Quem o agarrar pode estar a garantir um jogador muito melhor no futuro do que aquilo que à vista desarmada se vê nele já.

    102. José Neto (Benfica) - O campeão mundial de Sub-17 está em altas, já se estreou pelo Benfica e espera-se que em 2026 agarre a titularidade como lateral esquerdo. Esperamos que renove e que trilhe o caminho para outros diamantes da Luz como Daniel Banjaqui (também já se estreou), Anísio Cabral, Gonçalo Moreira ou Rafael Quintas.

    103. Othmane Maamma (Watford) & Yassir Zabiri (Famalicão) - Marrocos sagrou-se campeão mundial de Sub-20 e teve em Maamma e Zabiri duas das suas principais figuras. O MVP do torneio começa a brilhar no Watford, e Zabiri deu sequência à veia goleadora no Famalicão. Nas respetivas equipas, atenção aos livres diretos de Nestory Irankunda e, por cá, à evolução do cada vez mais completo Gustavo Sá.

    104. Zakaria El Ouahdi (Genk) - Se dissermos que El Ouahdi é um "Hakimi dos trezentos", esta consideração deve ser vista (esperamos) como um valente elogio. O marroquino perdeu algum tempo desta temporada com uma lesão no ombro, mas está de volta, determinado em prosseguir como lateral goleador e muito envolvido no processo ofensivo. Será criminoso se depois do Verão continuar no futebol belga.

    105. Robin Risser (Lens) - O Lens é líder surpreendente na Ligue 1, condição que o PSG reclamará com naturalidade ao longo de 2026. Entre os postes na equipa de Pierre Sage tem brilhado um guarda-redes de 21 anos. O francês é um caso invulgar nas grandes ligas europeias, sendo poucas as equipas bem posicionadas nas principais ligas que confiam a baliza a alguém tão novo.

    106. Jens Hjertø-Dahl (Tromsø) - Entre todos os jogadores que observámos na edição de 2025 da Eliteserien, Hjertø-Dahl foi aquele que mais nos ficou na cabeça. Médio centro de 20 anos e 1,94m, tem tudo para dominar o meio-campo com o seu amplo raio de ação, fazendo-se valer de ótima capacidade a proteger o esférico e de excelente progressão a queimar linhas.

    107. Ederson Castillo (LDU Quito) - Com Moisés Caicedo a ser referência na atualidade num certo perfil de médio defensivo, é consequência lógica que muitos tubarões queiram descobrir "o próximo Caicedo". Ederson Castillo, médio do LDU Quito, pode arcar com esse peso.

    108. Gabri Valero (Real Madrid) - Super imaginativo no drible, dificílimo de travar em diagonais da direita para o meio, este miúdo do Castilla pede espaço no futebol profissional. A aquisição de Mastantuono retirou espaço ao seu perfil, o que pode convidar a um empréstimo em Espanha ou a um Como desta vida.

    109. Bright Ede (Motor Lublin) - Associado ao Benfica e a vários emblemas da Premier League, o central canhoto de 18 anos e 1,93m parece ser daqueles que não engana. Quem será o clube que vai fazer aquilo que parece ser (fé nas compilações do Youtube) um grande negócio?

    110. Mats Rots (Twente) - O irmão mais novo de Daan Rots, extremo e seu colega de equipa no Twente, é um lateral esquerdo que promete. Com 19 anos a sua margem é brutal e é daqueles jogadores de quem se duvida um pouco ao começo, mas que dissipa todas as dúvidas à medida que os minutos passam.

    111. Sidny Lopes Cabral (Estrela da Amadora) - O ambidestro cabo-verdiano está a ser dado como reforço do Benfica, tratando-se de uma transferência que faz sentido, não significando propriamente um prejuízo no crescimento de José Neto e/ ou Banjaqui. O ala do Estrela dotaria o plantel encarnado - ou quem o contratar - com polivalência (pode perfeitamente ser extremo), potência, qualidade a bater bolas paradas e reúne todos os indícios de que poderá viver um desenvolvimento abrupto, se for testado num contexto mais exigente, coisa que jamais aconteceria se este passo não for dado e permanecer no patamar em que está.

    112. Linus Gechter (Hertha Berlin) - Muitos devem ser os clubes a observar os jogos do Hertha para monitorizar Eichhorn, o que seguramente tem beneficiado Gechter, um defesa muito competente, capaz de atuar como central e pelo lado direito.

    113. Ebrima Tunkara & Tommy Marqués (Barcelona) - Viciado em lançar os maiores (e muitos) talentos de La Masia, é garantido que o Barça vai estrear novas promessas no próximo ano. O extremo Ebrima Tunkara e o médio elegante Tommy Marqués são as nossas apostas para merecerem a confiança de Flick.

    114. Luca Williams-Barnett (Tottenham) - Na seleção inglesa que esteve no Mundial Sub-17, e que caiu aos pés da Áustria de Johannes Moser, o 10 assentava bem nas costas do driblador médio ofensivo dos spurs. Já marcou 5 golos num jogo da Youth League, e o mau momento do Tottenham, conjugado com as ausências de Kulusevski e Maddison, podem permitir uma aposta precoce num jogador especial.

    115. Guilherme & Ryan Roberto (Flamengo) - O campeão brasileiro e vencedor da Libertadores tem um grandíssimo treinador (Filipe Luís) e, com nomes como Zico e Vinícius Júnior na História da sua academia, será interessante ver quais os próximos craques a nascer. Guilherme e Ryan Roberto podem ser aposta em 2026.

    116. Pablo Felipe (Gil Vicente) - Com 9 golos em 12 jogos, o filho de Pena tem sido um dos avançados em grande na Liga Portugal Betclic. Pessoalmente, gostávamos de o ver completar a época na turma de César Peixoto, até para perceber se é capaz de se aproximar dos 20 golos, marca notável num "não-grande" em Portugal. É natural que seja associado ao Top-4 português, faria sentido que fosse equacionado por Roberto Martínez, e em Barcelos um bom substituto seria André Clovis (Académico), há demasiado tempo desperdiçado na II Liga.

    117. David Affengruber (Elche) - O Elche é nono em Espanha, já empatou com os rivais de Madrid (2-2 com o Real Madrid e 1-1 com o Atlético) e o central austríaco Affengruber tem saído mais e mais valorizado.

    118. Alex Amorim (Alverca) & Mathias De Amorim (Famalicão) - Amorim é hoje em dia apelido popular em Inglaterra mas vem ganhando novo significado na Liga portuguesa. Alverca e Famalicão têm dois dos médios mais promissores do nosso campeonato. Sporting, Benfica e FC Porto têm a palavra, parecendo sobretudo o médio brasileiro do Alverca um caso sério.

    119. Leo Walta (IK Sirius) - A Finlândia já merecia um jogador assim. No futebol sueco, onde o jovem dinamarquês August Priske (19 golos) também foi destaque, coube a um talento do 9º classificado Sirius o maior brilho. O criativo, com boa chegada à área, enfrenta aos 22 anos uma importante decisão: será determinante para a sua evolução escolher bem o seu próximo clube.

    120. Néiser Villareal (Millonarios) - O ponta de lança colombiano brilhou no Sudamericano (8 golos em 9 jogos) e no Mundial Sub-20 (5 golos em 6 jogos) e, sem nunca ter sido realmente aposta no seu Millonarios, já prepara a mala para se mudar para o Cruzeiro. Deve ser ele o sucessor de Kaio Jorge, cuja continuidade no clube durará no máximo mais meio ano.

    121. Joaquin Seys (Club Brugge) - A impressionante fábrica de talentos de Bruges produziu mais um. A saída de De Cuyper para o Brighton escancarou a porta para Joaquin Seys (20 anos). Ainda não é um indiscutível, mas deve assumir esse estatuto ao longo de 2026.

    122. Alex Freeman (Orlando City) - Como equipa anfitriã, os EUA têm obrigação de fazer boa figura no Mundial. Mauricio Pochettino tem o lado esquerdo da defesa muitíssimo bem entregue a Antonee Robinson, mas à direita a aposta pode ser uma locomotiva de 21 anos que, realizando um Mundial dentro daquilo que esperamos, só deve parar depois na Europa.

    123. Jhon Jhon (Red Bull Bragantino) - Jogador ao alcance dos grandes portugueses, embora já esteja a ser namorado pelo Cruzeiro, Jhonatan dos Santos Rosa, mais conhecido como "Jhon Jhon", marcou 13 golos e fez 11 assistências esta temporada. Craque, não é muito rápido mas compensa com o seu reportório técnico. Causaria estragos em Portugal.

    124. Toni Fruk (Rijeka) - Tem golo, esconde bem a bola resistindo à pressão, é criterioso a distribuir e arrisca de meia distância. Aos 24 anos, Toni Fruk está a cumprir a sua 3ª grande temporada pelo Rijeka. Ou sai agora ou corre o risco de estagnar e tornar-se no futuro um caso inexplicável como Mislav Orsic.

    125. Franko Kovacecic (Celje) - Este croata que festeja com dedos entrelaçados à Gyökeres leva 25 golos em 29 jogos, mas o seu registo já esteve bem mais impressionante, visto que está há 7 jogos sem marcar. No esloveno Celje, Novembro e Dezembro retiraram valor de mercado a Kovacevic, mas o seu treinador (o espanhol Albert Riera, antigo jogador do Liverpool) é um nome cuja carreira devemos todos manter debaixo de olho.

    126. Carl Rushworth (Coventry City) - Na época passada foi James Trafford quem colecionou elogios no Championship, ao serviço do Burnley. Em 2025/ 2026 está a ser outro jovem guardião inglês a atrair atenções. Ao quarto empréstimo consecutivo, Rushworth está a ser peça-chave na candidatura da equipa de Frank Lampard à subida.

    127. Joel Ordóñez (Club Brugge) & Deinner Ordóñez (Independiente del Valle) - Consta que Ordóñez pode ser visto em 2026 como apelido de central. Pacho abriu a porta para os seus compatriotas e, novamente no futebol belga, Joel Ordóñez tem marcado pontos. No entanto, os relatórios dos olheiros babam-se mais por Deinner, o prodígio de 16 anos do Independiente del Valle. Fabrizio Romano já deu o seu "Here We Go" para uma mudança para o Chelsea em 2028, mas será que o rapaz vai merecer a confiança do seu selecionador em tão tenra idade?

    128. Tiago Gabriel (Lecce) - O central luso de 1,96m, formado no Sporting e no Vit. Setúbal, não precisou de muito tempo para seguir os passos de Kialonda, mudando-se do Estrela para o Lecce. Não nos chocaria se ao longo de 2026 fosse chamado à Seleção principal de Portugal.

    129. Darwin Guagua (Independiente del Valle) - Atualmente a recuperar de uma lesão grave, o médio ofensivo do Equador é um daqueles miúdos (18 anos) com personalidade, que quer sempre a bola. Tecnicamente evoluído e com uma maturidade acima da média, acreditamos que não dure muito na América do Sul, podendo facilmente ser adaptado a um corredor na sua transição para o futebol europeu.

    130. Willy Kambwala (Villarreal) - Tal como McTominay ou Elanga, Kambwala é mais um exemplo de um jogador que o Manchester United libertou (por 10 milhões de euros) e que hoje daria muito jeito ao sistema de jogo de Ruben Amorim. Na defesa orientada pelo sempre subvalorizado Marcelino, brilha também o uruguaio Santiago Mouriño, jogador que ainda não percebemos se irá fixar-se no futuro como defesa direito ou como central.

    131. Jovan Milosevic & Andrej Kostic (Partizan) - O Partizan é líder na  Sérvia e o seu ataque está entregue a dois jovens goleadores de 20 e 18 anos. O sérvio Milosevic soma 16 golos, e é dos dois aquele que parece estar melhor preparado para dar já o salto, mas o montenegrino Kostic (9 golos) talvez supere o colega de equipa em potencial.

    132. Dzenan Pejcinovic (Wolfsburgo) - Os números de Pejcinovic nos escalões jovens do Wolfsburgo e da seleção germânica impressionavam. Na sua época de estreia na Bundesliga, o avançado de 20 anos já apontou dois hat-tricks (um na Taça e outro no campeonato, há poucos dias contra o Friburgo). Se agarrar a titularidade e conseguir passar a marcar com regularidade (não precisam de ser sempre hat-tricks), tornar-se-á certamente um dos avançados da moda no futebol europeu.

    133. Arouna Sangante (Le Havre) - O capitão do Le Havre é um central para outros voos. Senegalês de 23 anos, até ver ignorado nas convocatórias de Pape Thiaw, tem todos os requisitos para ser um defesa de topo. Líder nato, competitivo e senhor das suas emoções nos momentos certos.

    134. Henrik Falchener (Viking) - O extraordinário título do Viking (não acontecia desde 1991) teve a lenda local Zlatko Tripic como MVP, mas convém não esquecer o contributo de um defesa central de 22 anos que, com 6 golos decisivos, ajudou a escrever História. Senhor do seu 1,94m, Falchener tem o mesmo agente de Odegaard ou Bergvall, e uma mudança para o futebol britânico faria todo o sentido dada a sua compleição. Seguindo o tema defesas centrais a atuar na Noruega, mantenham debaixo de olho dois do trio do Tromso - Tobias Guddal (imbatível no jogo aéreo) e Abubacarr Kinteh (esquerdino e fisicamente imperial, embora com alguma agressividade em excesso).

    135. Kieron Bowie (Hibernian) - A época consistente do Hibernian, clube do grupo Black Knight (Bournemouth, Moreirense, Lorient), tem sido afastada dos holofotes pelos sensacionais Hearts e Motherwell e pelo sub-rendimento do Celtic e do Rangers. Individualmente, cativa-nos o crescimento e potencial do avançado Kieron Bowie, um jogador que tem legítimas aspirações a ser um dos convocados de Steve Clarke para o Mundial.

    136. Dastan Satpaev (Kairat Almaty) - Fenómeno emergente do Cazaquistão, o prodígio de 17 anos do Kairat Almaty apontou 19 golos em 2025, conseguindo assim o contrato que tantos outros wonderkids têm assinado nos últimos anos - será jogador do Chelsea a partir de 26/ 27.

    137. Nino Marcelli (Slovan Bratislava) - Com carinha de serial killer, este eslovaco de 20 anos chamou-nos à atenção no Euro Sub-21. Tem ótimas caraterísticas para desempenhar diferentes funções no ataque, impressionando em particular o seu contributo no momento sem bola.

    138. Lloyd Jones (Charlton) - No ano em que o Fantasy da Premier League introduziu a contabilização de defensive contributions, no Championship há um verdadeiro papa-DefCons. O centralão do Charlton soma 199 alívios, 27 blocos, 31 interceções e 175 duelos ganhos.

    139. Danilho Doekhi (Union Berlin) - O central goleador da Bundesliga já teve uma época (22/23) com 6 golos, e nesta segue com cinco. O seu timing de ataque à bola na grande área adversária faz-nos crer que pode chegar à dezena, coisa normalmente impensável para um central. Não tem a vida fácil quem pretenda ganhar uma bola nas alturas contra uma defesa com Doekhi, Diogo Leite e Querfeld.

    140. Santiago Sosa (Racing Club) - Para os analistas fãs de seguir estatisticamente jogadores monstruosos a acumular desarmes, alívios e e duelos ganhos, este argentino de 26 anos - que já esteve na MLS - é a nossa recomendação. Um guerreiro incansável, capaz de atuar como médio defensivo ou defesa central, e cuja adaptação tardia ao futebol europeu nos daria muito prazer acompanhar.

    141. André Luiz (Rio Ave) - Num futebol português tantas vezes castrador do risco, com tantos atletas compenetrados em não errar, é refrescante acompanhar as exibições de André Luiz no flanco direito do Rio Ave. O melhor amigo de Clayton está no Top-5 de jogadores que mais driblam na liga portuguesa, está com 5 golos e 5 assistências e, aos 23 anos, é natural que não demore a despedir-se de Vila do Conde, onde começa a transformar em regularidade o seu talento, coisa que não conseguiu na Reboleira.

    142. Jeremy Arévalo (Racing Santander) - O Racing tenta regressar ao escalão máximo do futebol espanhol e, numa equipa onde Andrés Martín (18 golos e 18 assistências na época passada) é craque, o miúdo equatoriano Arévalo não demorou a fazer-se notar. O avançado de 20 anos estará a caminho do Estugarda.

    143. Arsène Kouassi (Lorient) - Nasceu na Costa do Marfim mas é internacional pelo Burkina Faso. Tem 21 anos e em França, onde Nuno Mendes é Rei, vem-se mostrando juntamente com Matthieu Udol (Lens) um dos laterais esquerdos mais interessantes.

    144. Giovane Nascimento (Hellas Verona) - Saiu a custo zero do Corinthians para Itália e o seu futebol começou a florescer. O avançado brasileiro, canhoto, está num Hellas Verona bastante fraco, mas os sinais estão todos lá de que tem futebol para muito mais. Não será surpreendente que a curto-prazo se torne uma "pechincha" para um clube grande.

    145. Tawanda Mashwanhise (Motherwell) - Presente na CAN ao serviço do Zimbabué, Mashwanhise tem sido um dos nomes fortes na primeira volta do campeonato escocês. Formado no Leicester, e marcando em média 1 golo a cada 2 jogos, está a explodir aos 23 anos e é praticamente certo que abrace um novo desafio ao longo do novo ano civil.

    146. Daniel Karlsbakk (Sarpsborg) - Em teoria, um avançado norueguês de 22 anos e 1,94m, acabadinho de se sagrar melhor marcador (18 golos) na bastante interessante Eliteserien, é uma descrição de sonho para clubes neerlandeses, alemães, belgas ou austríacos à procura de golos. Na prática, Karlsbakk ainda é um ponta de lança com bastantes lacunas e precisa de demonstrar em 2026 que é capaz de dar continuidade à recente eficácia. Na Noruega, talvez até nos interesse mais Kristian Lien, avançado de 23 anos emprestado pelo Groningen ao HamKam.

    147. Cláudio Braga (Hearts) - Um português faz parte da excelente campanha do Hearts of Midlothian (1º classificado da liga escocesa, à frente dos crónicos favoritos Celtic e Rangers, não vencendo a competição desde 1960). Cláudio Braga, camisola 10 e já com um cântico em seu nome, esteve nas divisões secundárias do futebol nacional e no futebol norueguês, até singrar neste conto de fadas. Jogador polivalente na frente, poderia muito bem entrar nas contas de Roberto Martínez.
    No seu Hearts, destaque também para o virtuosismo técnico do grego Kyziridis e para a domínio nas bolas paradas ofensivas por parte dos centrais.

    148. Abdoulie Manneh (Mjällby) - Em 2025, o Mjällby fez História ao vencer a sua primeira Allsvenskan de sempre. A vila piscatória sueca terá em 2026 eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões, mas é difícil que o extremo gambiano Abdoulie Manneh, já internacional A, continue a dar o seu contributo para o sonho. Os clubes do Championship inglês adoram um jogador assim.

    149. Korou Singh (Kerala Blasters) - O futebol indiano sonha exportar um jovem talento que se afirme a sério no panorama europeu. Com 19 anos, o franzino atacante do Kerala Blasters é a nova coqueluche, com qualidade técnica bastante acima da média.

    150. Catarino Pascoal (Atlético CP) - 78 minutos diante do Benfica na Taça de Portugal, em Novembro, chegaram para perceber que este médio de 18 anos está destinado a clubes das duas divisões acima da Liga 3.

15 de agosto de 2025

Antevisão da Premier League 2025/ 26

 Premier League - O verdadeiro futebol está de regresso. Três longos meses de espera dão hoje lugar a um convite para nova aventura com 38 jornadas. Em Inglaterra, o ritmo é outro. Em Inglaterra, só vence quem sua, quem resiste, quem se adapta. Mas quem será o campeão em 2025/ 2026?

    Ao contrário da temporada passada, que iniciava com um Manchester City tetracampeão e em busca do penta, nesta edição é o Liverpool quem defende o título. Na estreia de Arne Slot, os reds não deram quaisquer hipóteses à concorrência, conquistando o campeonato com grande margem (a 4 jornadas do fim) e com Mohamed Salah (29 golos e 18 assistências) a realizar uma das melhores campanhas individuais na História da competição. Os campeões, em luto pelo seu e nosso eterno Diogo Jota, viram Trent Alexander-Arnold optar por nova etapa no Real Madrid, mas reforçaram-se com soluções de luxo: à cabeça, Florian Wirtz, o jogador deste Verão cuja transferência aguardávamos com maior curiosidade, é a grande novidade da Premier League. A equipa de Anfield parte na pole position, mas Slot terá que descobrir a melhor forma de conciliar, com equilíbrio, o talento à sua disposição. E será que o Liverpool vai bater novamente o recorde de transferências com Alexander Isak?!

    Neste nível, acreditamos que poderão ser os detalhes, nomeadamente a capacidade de manter as lesões longe o maior tempo possível, a determinar a diferença entre Liverpool, Arsenal e Manchester City. Os gunners ficaram em 2º lugar nos últimos 3 campeonatos, o que no mínimo quer dizer que Arteta comanda uma equipa estável e a um pequeno passo de erguer um troféu que escapa desde 2004. O estatuto de melhor defesa é uma vantagem indiscutível, e a segurança com que podemos adivinhar 9 ou 10 titulares do Arsenal pode ser vista como maior previsibilidade mas também como uma ideia ou plano mais consolidado. Tudo leva a crer que Zubimendi terá ótima sintonia com Declan Rice, a juventude (Nwaneri, Lewis-Skelly e o menino de 15 anos, Max Dowman) apaixona, faltando perceber como entra Gyökeres neste carrossel, que terá que aprender a viver com o sueco, trabalhando doutra maneira a atração dos adversários e a utilização do espaço, mais incisiva e menos mastigada.
    Ao dia de hoje, o City coleciona pontos de interrogação. Pep é Pep, mas o regresso da melhor versão de Rodri continua a ser adiado e, embora o plantel - sem Kevin De Bruyne - se tenha apetrechado com Reijnders (confiamos que rapidamente se tornará um indiscutível), Cherki ou Aït-Nouri, continua por estabilizar o melhor trio no suporte a Haaland, a posição de lateral direito e mesmo a baliza.

    O campeão do mundo Chelsea corre por fora (mas não muito), numa edição em que achamos que se poderá assistir a uma pequena descolagem do Top4 em relação às 5-6 equipas seguintes. O Aston Villa é sempre competitivo com Unai Emery, o Newcastle está a viver um Verão de desamores e desilusões, e o Manchester United tem margem de erro zero, ficando Ruben Amorim obrigado a subir muitos lugares na tabela depois de receber os jogadores que pediu, com destaque para Matheus Cunha e Mbeumo, já familiarizados com o campeonato e destaques evidentes em 24/ 25.

    Em 20 equipas, apenas duas têm novo treinador. O Tottenham atraiu o dinamarquês Thomas Frank para o seu projeto, o que levou o Brentford a ter que o substituir com Keith Andrews (estreia como técnico principal). Southampton, Leicester e Ipswich deram a vez a Leeds United, Burnley e Sunderland, e há o risco evidente de, uma vez mais, os 3 recém-promovidos descerem logo, perpetuando este ciclo incessante de clubes iôiô e pagamentos paraquedas no Championship. O Sunderland (8 anos depois neste escalão) parece ligeiramente mais capacitado do que os companheiros de subida, podendo quem sabe lutar pela manutenção com Brentford, Wolves e West Ham.

     Será uma Premier League sem De Bruyne. Sem Trent, Luis Díaz, Son, Huijsen e Zabarnyi. Mas com Wirtz, Gyökeres, Estêvão, Reijnders, Cherki, Sesko, Zubimendi, Ekitiké, Frimpong, Ndoye, Nypan, Hato, Habib Diarra, Guessand, Malick Diouf, Kostoulas, De Cuyper, Arias ou Moller Wolfe como novidades absolutas e inúmeros movimentos internos: Matheus Cunha, Mbeumo, Kerkez, João Pedro, Delap, Grealish, Aït-Nouri, Trafford, Kudus, Elanga, Madueke, Petrovic, Kelleher, Dewsbury-Hall, Dango ou Adingra.

    Acompanhem-nos então nesta completa Antevisão da Premier League 2025/ 26, numa tentativa de prever a classificação final e destaques individuais, sempre falível considerando as várias transferências por oficializar, lesões e outros mil fatores:


 LIVERPOOL (1)

    O Manchester City venceu 4 dos últimos 5 campeonatos e no Emirates Stadium os astros parecem estar finalmente a alinhar-se, mas não conseguimos deixar de apontar o Liverpool ao bicampeonato.
    Os reds passearam na última Premier League, sem reforços, e promoveram neste Verão uma mini-revolução ou início de uma nova Era. O menino da casa, Trent Alexander-Arnold, saiu para o Real Madrid, Luis Díaz e Darwin mudaram-se para Munique e para a Arábia Saudita respetivamente, e é inevitável abordar o trágico e chocante desaparecimento de Diogo Jota. O luto será fator de união deste grupo, que o quererá homenagear em campo jornada após jornada, mas também pode ser visto como uma mais do que compreensível "lesão", ficando todos os jogadores com marcas na sua saúde mental após perder o colega e amigo.
    Arne Slot deu-se bem na temporada de estreia. Adaptou Gravenberch, conteve as subidas dos laterais e agradeceu a Mo Salah uma daquelas temporadas para a História. Um ano depois, Slot vai ter mais trabalho, mais dedo, parecendo-nos que uma boa base seria não desmanchar a coexistência de Gravenberch, Mac Allister e Szoboszlai no 11 titular, algo que só deve ser viável agora numa espécie de 4-4-2 losango.
    Salah e van Dijk renovaram, mas a grande bandeira de 2025/ 26 é Florian Wirtz. O craque alemão acumulou 34 golos e 33 assistências nos últimos dois anos e é jogador para brilhar desde a primeira jornada, sem acusar qualquer peso pelo valor recorde da sua transferência ou pela adaptação a uma nova realidade. Já com mais de 300 milhões gastos, o Liverpool terá Ekitiké (e Isak também?) na frente, adquiriu Leoni a pensar no futuro do centro da sua defesa, e Kerkez e Frimpong são os novos laterais. O ex-Bournemouth não engana, mas o neerlandês pode levar os adversários a "escolherem" o seu lado para atacar. Bradley, mais equilibrado mas com várias lesões musculares nos últimos tempos, pode conquistar a titularidade se estiver operacional.
    Com clara ambição de se sagrar bicampeão e derrotar gigantes como o PSG e o Barcelona nas competições europeias, o Liverpool está gastador, tem uma nova coqueluche (Rio Ngumoha) a despontar e quer acrescentar Isak. Temos altíssimas expetativas para Wirtz, Salah é Salah, mas não podemos negar que há algo na química e fluidez deste renovado Liverpool que nos deixa de pé atrás.

Treinador: Arne Slot
Onze-Base (4-4-2): Alisson; Frimpong (Bradley), Konaté, van Dijk, Kerkez; Gravenberch, Szoboszlai, Mac Allister; Wirtz; Salah, Ekitiké (Gakpo)

Atenção a: Mohamed Salah, Florian Wirtz, Dominik Szoboszlai, Milos Kerkez, Rio Ngumoha

 ARSENAL (2)

   Se seguíssemos apenas o feeling, o Arsenal estaria nesta antevisão como futuro primeiro classificado. Os gunners não vencem a Premier League desde 2004 e ficaram a 10 pontos do campeão Liverpool, nunca chegando a beliscar o percurso dos reds. Mas apesar do Liverpool ter acrescentado muita qualidade às suas fileiras, sentimos que o Arsenal está mais perto de identificar a sua versão otimizada, beneficiando da estabilidade (3 vezes consecutivas 2º) e do facto de ter indiscutivelmente a melhor defesa da Premier.
    2025/ 26 pode ser o tudo ou nada para Mikel Arteta, e a receita para o êxito dos londrinos terá que passar invariavelmente por algumas afinações de sistema do técnico espanhol, que tem agora jogadores para dominar menos com bola, precisando de modificar a forma de pressionar, a atração do adversário e a exploração do espaço.
    Viktor Gyökeres saiu do futebol português, onde destruiu tudo e todos durante duas temporadas, e terá uma grande pressão sobre os seus ombros. Mas o sueco é um animal competitivo, com confiança suficiente para duplicar a pressão sobre si ao escolher o mítico 14 de Thierry Henry. Gyökeres não é Darwin, o impacto e peso de ambos em Portugal foi incomparável, e sendo verdade que marca pouco de cabeça (caraterística sobrevalorizada, sendo poucos os avançados de topo da atualidade com muitos golos de cabeça) e que tem mais dificuldades contra blocos baixos, cabe ao Arsenal saber adaptar-se aos seus (muitos) pontos fortes. O sueco pode parecer um corpo estranho nos primeiros jogos, mas é importante ter presente - a sua mentalidade vencedora; a dor de cabeça que será para os defesas, atraindo jogadores para si e libertando por exemplo Saka; e a capacidade invulgar que tem demonstrado de evoluir ano após ano.
    Neste Arsenal, está uma das melhores duplas de centrais do futebol moderno, há rivalidade entre Timber e Ben White à direita e Lewis-Skelly e Calafiori à esquerda. E muita atenção ao que significa adicionar Zubimendi a Declan Rice e Odegaard. O médio espanhol pode ser o início de tudo, tornando o futebol dos gunners pensado de forma mais célere. Na frente, os holofotes estão sobre Saka e Gyökeres, mas será interessante ver a reação de Madueke às críticas injustas que a sua contratação gerou e principalmente a evolução dos miúdos Nwaneri (18 anos) e Max Dowman (15 anos!).
    O coração diz Arsenal, mas não há como ignorar que o campeão Liverpool está mais forte e ainda pode acrescentar Isak, e se as lesões forem um fator-chave, o histórico clínico recente joga contra este Arsenal e não tanto contra o clube de Anfield. 

Treinador: Mikel Arteta
Onze-Base (4-3-3): Raya; Timber (B. White), Saliba, Gabriel, Lewis-Skelly (Calafiori); Zubimendi, Rice, Odegaard (Nwaneri); Saka, Gyökeres, G. Martinelli (Madueke)

Atenção a: Bukayo Saka, Viktor Gyokeres, Declan Rice, Martin Zubimendi, Max Dowman

 MANCHESTER CITY (3)

    É quase um sacrilégio futebolístico apontar uma equipa de Pep Guardiola ao terceiro lugar na antevisão de um campeonato, mas é o que sentimos. Depois de uma temporada irreconhecível em vários momentos, o City corrigiu alguns ingredientes na sua fórmula para o sucesso, mas ainda são demasiadas as variáveis aparentemente indefinidas.
    Sem Kevin De Bruyne - o nosso médio favorito na Premier League pós-Steven Gerrard, que serviu magnificamente o City com a sua criatividade e visão durante 10 temporadas inolvidáveis - o City desespera pela recuperação de Rodri, o talismã e pêndulo que falhou quase toda a época passada e que já teve uma recaída, impedindo-o de realizar a pré-época desejável.
    Grealish e Kyle Walker também já não figuram entre as opções de Pep, Bernardo Silva foi promovido a capitão e ao longo dos diversos setores vemos muito potencial mas também muitos pontos de interrogação. Na baliza, tudo levava a crer que o resgate de James Trafford faria com que o extraordinário guardião inglês viesse a roubar a baliza a Ederson ao longo da prova. Mas de repente há a hipótese Donnarumma no horizonte, com Ederson a poder sair para a Turquia, e Trafford a desmotivar. Na defesa, Guardiola só tem que estabilizar Rúben Dias e Gvardiol como intocável dupla de centrais, e Aït-Nouri oferecerá coisas que a equipa simplesmente não tinha a partir de posições mais recuadas. À direita fica a dúvida: a adaptação de Matheus Nunes é para continuar?
    Ter Rodri disponível e na plenitude das suas capacidades pode mudar e muito o caminho do City, mas Guardiola tem agora Reijnders, claríssimo candidato a Reforço do Ano e um jogador que rapidamente se deve tornar indiscutível na ficha de jogo. Haaland quer sagrar-se melhor marcador, mas falta perceber quais serão os jogadores com mais minutos no apoio ao norueguês - Marmoush e Cherki (fechem as pernas, defesas da Premier) talvez levem vantagem, mas ainda há Foden, Oscar Bobb e Doku, podendo nas próximas semanas sair Savinho e entrar, quem sabe, Rodrygo.
    O nível técnico deste City é superlativo, e não julgamos que se dê nova crise. Guardiola é Guardiola mas preferimos privilegiar na luta pelo título as duas equipas que nos parecem saber melhor as respostas para as perguntas que 2025/ 26 deve colocar.

Treinador: Pep Guardiola
Onze-Base (4-3-2-1): Trafford; Matheus Nunes, Rúben Dias, Gvardiol, Aït-Nouri; Bernardo Silva, Rodri, Reijnders; Cherki (Foden, Bobb), Marmoush; Haaland

Atenção a: Erling Haaland, Tijani Reijnders, Omar Marmoush, Rayan Cherki, Rayan Aït-Nouri

 CHELSEA (4)

    Campeão do mundo. O Chelsea arranca 2025/ 26 com a moral em alta: os blues estão de volta à Liga dos Campeões, venceram a simpática Liga Conferência e derrotaram o favorito PSG na final do Mundial de Clubes. Na antecâmara da nova temporada, o Chelsea surge para muitos como uma ilha - poucos o incluem a na luta pelo título entre Liverpool, Arsenal e City, mas menos serão os que acham que Villa, United, Newcastle ou Tottenham têm mais argumentos do que a turma londrina.
    Enzo Maresca provou ser uma boa aposta, e o calendário acessível no começo da competição pode contribuir para embalar o Chelsea, instalando-o cedo nos lugares cimeiros.
    Além de arrumar a casa entre vendas (Madueke, João Félix, Dewsbury-Hall ou Petrovic) e empréstimos (Paez e Guiu, e muitos mais wonderkids se seguirão), o Chelsea acrescentou ao seu plantel dois avançados centro muitíssimo diferentes entre si, João Pedro e Liam Delap, e terá como novidades para as posições de extremos Gittens e Estêvão. O ex-Palmeiras é o jovem brasileiro que mais nos cativa desde o aparecimento de Neymar no Santos. Hato foi uma extraordinária contratação para a defesa, e é natural que até fim de Agosto ainda assinem mais elementos para as posições de apoio ao ponta de lança. O bom mundial de clubes não nos fez passar a achar que Sánchez está ao nível dos restantes membros do 11 inicial.
    Equipa ambiciosa, a amadurecer e cada vez mais forte nos momentos decisivos, o Chelsea continua a ter Caicedo e Enzo para destruir e criar, e esperamos que Cole Palmer (agora com o 10 nas costas) se assuma como um dos mais fortes candidatos a MVP desta edição.

Treinador: Enzo Maresca
Onze-Base (4-2-3-1): Sánchez; Reece James (Gusto), Chalobah, Tosin, Cucurella; Caicedo, Enzo Fernández; Estêvão, Cole Palmer, Pedro Neto (Gittens); João Pedro (Delap)

Atenção a: Cole Palmer, Moisés Caicedo, Estêvão, João Pedro, Enzo Fernández

 ASTON VILLA (5)

    Forte candidato a vencer a Liga Europa, competição na qual Unai Emery tem mestrado e doutoramento, o Aston Villa tem-se consolidado como equipa extremamente confiável na Premier League. Sétimo, quarto e sexto nas últimas 3 edições, o clube de Birmingham tem provado continuadamente como é competitivo, discutindo os jogos com os principais candidatos ao título e fazendo-se valer sempre pelo caráter coeso, sem vedetas e com um futebol muito prático e eficiente.
    Tem cabimento dizer-se que Manchester United e Newcastle têm melhores plantéis do que este Villa, mas à medida que a época avançar, o mais natural será observar um comportamento e rendimento mais estável nos villans, rapazes que venderam cara a eliminação frente ao PSG na última Liga dos Campeões.
    É certo que a Liga Europa pode desviar atenções e obrigar a priorizar uma competição em relação à outra, mas 24/ 25 mostrou-nos que o plantel consegue lidar com a presença em várias frentes até Abril (o Aston Villa caiu apenas nos quartos-de-final da liga milionária).
    Com o entusiasmante Morgan Rogers (surpreende-nos ninguém ter tentado retirá-lo do Villa Park) como principal figura e Tielemans a querer dar sequência às suas exibições de topo, o Aston Villa continuará a ter Emi Martínez entre os postes, meses depois de ter surgido o rumo que deixaria de contar para o treinador basco, e é bem possível que jogadores como Malen, Maatsen e Buendía possam render muito mais. Restringido pelo fair-play financeiro, o Aston Villa tem sido contido no ataque ao mercado, destacando-se o ingresso de Zépiqueno Redmond (melhor nome na Premier League?) e Guessand, craque com o perfil certo para render na Premier e combinar bem com Rogers e Watkins.
    Se noutros casos nos deixámos levar pelo instinto, prever o 5º lugar para este Villa é essencialmente deixar que domine a racionalidade.

Treinador: Unai Emery
Onze-Base (4-4-1-1): E. Martínez; Cash, Konsa, Pau Torres, Maatsen (Digne); Malen, B. Kamara, Tielemans, McGinn (Buendía); Rogers; Watkins

Atenção a: Morgan Rogers, Ollie Watkins, Youri Tielemans, Boubacar Kamara, Evann Guessand

 MANCHESTER UNITED (6)

    O gigante tem que despertar. O Manchester United de Ruben Amorim entra em 2025/ 26 sem margem de erro. O técnico português utilizou a última época como prolongada pré-época e sôfrego casting, convicto que as suas ideias, com os jogadores certos, resultarão. E depois da tempestade há a crença que The good days are coming.
    O United foi 15º (que vergonha) mas, realisticamente, tem plantel agora para ambicionar ficar 10 posições acima. Old Trafford confia no processo mas todo o adepto esgotou a paciência e quer ver resultados. Quer ganhar já. Uma obrigatoriedade interessante quando se verifica que os red devils vão defrontar Arsenal (que atmosfera vai ter esse primeiro jogo!), City, Chelsea e Liverpool nas primeiras oito jornadas.
    Falando do que nos entusiasma, impõe-se sublinhar a brutal diferença de velocidade e intensidade, a pensar e executar, que se espera ver neste United 25/ 26. Amorim começou por receber 2 dos melhores jogadores da última Premier League - Bryan Mbeumo e Matheus Cunha - e viu coroada a reformulação do ataque com o esloveno Benjamin Sesko, embora Zirkzee seja um jogador a ter debaixo de olho mediante o casamento do seu futebol com as caraterísticas dos novos companheiros. Quer tudo isto dizer, em teoria, que o capitão Bruno Fernandes será mais vezes médio centro (cabe ao português ser menos apressado e tornar-se um jogador com outra respiração e batimento cardíaco com bola, podendo ser um desafio para o treinador evitar que Bruno e Matheus Cunha pisem as mesmas zonas e peçam a bola em circunstâncias idênticas) e que Amad Diallo se fixará em definitivo como ala, esperando-se bom entendimento com Mbeumo.
    Continuamos a querer outro guarda-redes, e na defesa não é certo qual o melhor trio de centrais, que deverá ter sempre Yoro e que poderá passar a incluir mais vezes Mazraoui ou Dalot, anteriormente opções nos corredores. A CAN, altura em que Mbeumo e Amad (e Baleba?) estarão fora alguns jogos, também será um desafio para contornar.
    O United tem que crescer muito e Ruben Amorim sabe que tem basicamente até Dezembro para provar o seu valor. O incansável e omnipresente médio defensivo Carlos Baleba seria a peça perfeita no puzzle que vem sendo construído, sem esquecer a hipótese Hjulmand caso não haja acordo com o Brighton, e a total ausência de competições europeias, contrariamente às restantes 7 equipas que apontamos ao Top8, será uma vantagem, tanto na manutenção dos melhores índices físicos como na preparação de cada embate, de cada fim de semana.

Treinador: Ruben Amorim
Onze-Base (3-4-2-1): Onana; Yoro, de Ligt (Mazraoui), Maguire (Martínez); Amad Diallo, Casemiro, Bruno Fernandes, Dorgu; Mbeumo, Matheus Cunha; Sesko (Zirkzee)

Atenção a: Bruno Fernandes, Matheus Cunha, Bryan Mbeumo, Amad Diallo, Benjamin Sesko

 NEWCASTLE (7)

    Entre todas as equipas da Premier, o Newcastle é certamente quem entra mais desanimado em 2025/ 26. Os magpies conquistaram um troféu (Carabao Cup, diante do Liverpool) e asseguraram o regresso à Champions através do 5º lugar. Tudo eram rosas até chegar o Verão. Depois de conseguir o veloz Elanga (ótimo reforço, sendo fácil imaginá-lo em correrias diabólicas em St. James' Park), o Newcastle perdeu Trafford para o City, perdeu Ekitiké para o Liverpool e perdeu Mbeumo e Sesko para o Manchester United. O cúmulo? A greve do craque maior da equipa, o sueco Alexander Isak, determinado em pôr fim ao seu percurso no Newcastle, querendo mudar-se para o campeão Liverpool até ao final da janela de transferências.
    A moral está em baixo, Howe reconhece-o, mas o Newcastle é equipa para se restabelecer, mesmo num cenário sem Isak. O clube tem uma das melhores duplas de laterais do campeonato (Livramento e Lewis Hall), domina a zona nevrálgica do jogo graças a Tonali e Bruno Guimarães, pode edificar uma sólida dupla de centrais a partir do quarteto Schär, Thiaw, Botman e Burn, e quem tem elementos como Gordon, Elanga, Jacob Murphy e Harvey Barnes sabe que vai criar perigo. Sempre.
    Aos 24 anos, Jacob Ramsey é um reforço muito interessante e nesta fase a principal incógnita é mesmo a gestão do caso Isak. Parece quase inevitável que o melhor avançado da Premier League em 24/ 25 se torne a transferência mais cara da História da competição, e talvez seja mesmo recomendável que o Newcastle ceda perante quem não quer vestir mais a camisola, sobretudo se souber como reagir a essa venda, captando em resposta 2 ou 3 craques.
    Faz sentido que os nortenhos comecem a Premier desorientados, mas esta previsão de 7º lugar é um atestado de confiança e da personalidade que vemos neste balneário, mesmo achando que a saída de Isak é o cenário mais provável.

Treinador: Eddie Howe
Onze-Base (4-3-3): Pope (Ramsdale); Livramento, Schär (Thiaw), Burn (Botman), Lewis Hall; Tonali, Bruno Guimarães, Joelinton (Jacob Ramsey); Elanga (J. Murphy, H. Barnes), A. Gordon, Isak

Atenção a: Alexander Isak, Anthony Gordon, Sandro Tonali, Lewis Hall, Tino Livramento

 TOTTENHAM (8)

    Gera um misto de sensações este início de época dos spurs. O Tottenham foi 17º na temporada passada - um anómalo décimo sétimo com 64 golos marcados (oitavo ataque mais concretizador) - mas venceu a Liga Europa, conseguindo assim marcar presença na próxima Liga dos Campeões. No Norte de Londres, a boa exibição frente ao PSG na Supertaça Europeia serviu de bom aperitivo para o promissor trabalho de Thomas Frank, um dinamarquês com abordagem flexível estratégica e taticamente, que se tornou ao longo de 7 anos no Brentford um dos técnicos mais respeitados e consensuais em Inglaterra.
    Apontar o Tottenham ao oitavo lugar (9 posições acima do seu último registo) não é prever um desempenho sensacional; é apenas confiar que Frank saberá transformar esta equipa, devolvendo-a ao patamar a que pertence (posições 5 a 8). Se nos limitássemos a projetar o mérito de Thomas Frank até poderíamos colocar o Tottenham mais acima, mas desconfiamos de alguns jogadores.
    Não sabemos se o 3-5-2 da Supertaça é para manter, mas de facto quem tinha Romero (novo capitão), van de Ven, Danso e Dragusin, e acrescentou Vuskovic (enorme potencial, embora ainda possa ser emprestado) e Takai faz o seu sentido que privilegie uma defesa a três.
    Sem Son Heung-Min (um adeus depois de uma década de excelência no clube) e com craques como Kulusevski (jogador perfeito para as ideias de Frank) e Maddison a falharem os primeiros tempos de competição, consideramos que 25/ 26 pode ser um salto significativo para os médios Bergvall e Pape Sarr (incumbido de fazer mais coisas em campo), seria espetacular Frank conseguir fazer do reforço Kudus um jogador com 70% do rendimento que Mbeumo tinha no Brentford, e oxalá João Palhinha se reencontre.
    Em negociações por Savinho, a sonhar com Eze e depois de uma nega de Gibbs-White, os spurs têm o pensador certo para o seu projeto e é razoável definir como meta o regresso ao clássico Top6. Gostamos da defesa (Porro é um dos jogadores que melhor cruza na Premier, van de Ven é rapidíssimo, Romero pode ser um dos melhores do mundo se controlar os seus impulsos quezilentos e Djed Spence merece levar vantagem sobre Udogie) e sentimos que no seu todo a defesa pode funcionar muito melhor, sem se apresentar tão subida e suicida como era apanágio de Postecoglou, o australiano que guiou o Tottenham ao primeiro troféu em 17 anos.

Treinador: Thomas Frank
Onze-Base (4-3-3): Vicario; Pedro Porro, Romero, van de Ven, Spence (Udogie); João Palhinha (Bentancur), Bergvall, Kulusevski (Sarr, Maddison); Kudus, B. Johnson (Tel), Solanke

Atenção a: Dejan Kulusevski, Mohammed Kudus, Cristián Romero, Pape Sarr, Lucas Bergvall

 BRIGHTON (9)

    A máquina de descobrir talentos e trabalhá-los até serem irresistíveis para os clubes de topo da Premier continua afinada. Caicedo, Mac Allister, Cucurella, Trossard, Ben White e Bissouma são casos do passado, aos quais se juntou há escassos meses João Pedro, novo reforço do Chelsea. Tudo indica que Carlos Baleba vai mesmo para o Manchester United, proporcionando novo encaixe acima de 100 milhões aos seagulls.
    Esperar uma classificação do 10º ao sexto lugar condiz com as prestações do Brighton nos últimos 4 anos. Hürzeler (32 anos) já teve o seu ano de reconhecimento e adaptação ao futebol inglês e, a par do elevar de expetativas relativamente ao jovem técnico alemão, são vários os jogadores deste plantel que dão a sensação de ainda nem terem mostrado sequer metade do seu real valor (O'Riley, Gruda, Minteh, Wieffer ou Rutter).
    Kostoulas, Tzimas (impressionante a nova geração da Grécia), De Cuyper, Coppola e Boscagli foram os principais reforços neste mercado, podendo o clube vir a arrepender-se de ter deixado voar Evan Ferguson (Roma) e Adingra (Sunderland). Claro está que uma super venda de Baleba terá como natural consequência um ataque ao mercado.
    Nesta edição, o "pai" Welbeck poderá atualizar o seu máximo de golos numa época, o sueco Ayari tem mostrado estar no ponto para ser homem do jogo com regularidade, e é um luxo Hürzeler poder contar com uma tremenda variedade de centrais (van Hecke, Dunk, Coppola e Boscagli).

Treinador: Fabian Hürzeler
Onze-Base (4-3-3): Verbruggen; Wieffer, van Hecke, Dunk, De Cuyper; Baleba, Ayari, O'Riley (Hinshelwood); Minteh (Gruda), Mitoma, D. Welbeck (Rutter, Kostoulas)

Atenção a: Yasin Ayari, Yankuba Minteh, Danny Welbeck, Charalampos Kostoulas, Maxim De Cuyper

 BOURNEMOUTH (10)
    O Vitality Stadium tem sido palco de algumas das prestações mais enérgicas e entusiasmantes da Premier League. Com Iraola (um dos melhores treinadores da atualidade no futebol inglês), os cherries tornaram-se o protótipo perfeito do porquê deste campeonato atrair tantos amantes de futebol. O Bournemouth entra em qualquer jogo confiante que pode vencer, aposta nos duelos individuais ao longo de todo o retângulo de jogo e, sintoma maior do bom trabalho realizado pela equipa técnica, tem visto diversos jogadores valorizarem. Ao ponto do Bournemouth ser pequeno para a sua qualidade.
    Aké (Manchester City, 45 milhões em 20/ 21) e Solanke (Tottenham, 64 milhões no Verão passado) deram o mote para o posicionamento do Bournemouth enquanto bom vendedor, mas este defeso ultrapassou tudo - o bom futebol praticado em 24/ 25 traduziu-se na venda de Huijsen ao Real Madrid (62M), de Zabarnyi ao PSG (63M), de Kerkez ao Liverpool (46M) e, num caso distinto, de Dango Ouattara ao Brentford (49M).
    O Bournemouth perdeu num estalar de dedos uma das melhores duplas de centrais da Premier, e 3 dos seus 4 defesas titulares. Se acrescentarmos o fim do empréstimo de Kepa, encontrarmos um contexto de 4 em 5 elementos defensivos diferentes, sendo que a posição de lateral direito até foi a menos estável na gestão de Iraola.
    Pela positiva, o clube do Sul de Inglaterra conseguiu renovar com Semenyo e manteve Justin Kluivert. Os cherries encaixaram quase 240 milhões mas gastaram apenas 77, o que nos faz acreditar que até final de Agosto Iraola ainda receberá 3 ou 4 jogadores que nos farão olhar para o onze inicial doutra forma.
    As derrotas na Summer Series (1-4 frente ao Manchester United e 0-2 frente ao West Ham) deixaram claro que reconstruir a defesa será um processo, e por isso não se surpreendam se a segunda volta for bastante melhor do que o arranque. Além dos poucos craques que sobreviveram em Kings Park, estamos confiantes numa grande temporada de Petrovic (realizou uma Ligue 1 forte pelo Estrasburgo) na baliza, é sabido que Diakité é um central goleador, Truffert terá a pesada herança de carregar jogo e exibir um dinamismo aproximado do húngaro Kerkez, e veremos se o promissor Junior Kroupi (tem 19 anos e foi o melhor marcador da Ligue 2, no Lorient, apontando 22 golos) faz o suficiente para ter oportunidades a sério na primeira equipa. 

Treinador: Andoni Iraola
Onze-Base (4-2-3-1): Petrovic; L. Cook, Diakité, Senesi, Truffert; T. Adams (Christie), Alex Scott; Semenyo, Kluivert, Tavernier; Evanilson (Junior Kroupi)

Atenção a: Antoine Semenyo, Djordje Petrovic, Justin Kluivert, Bafodé Diakité, Adrien Truffert

 NOTTINGHAM FOREST (11)


    Entre as vinte equipas da Premier League, o Nottingham Forest será certamente uma das que inspira maior curiosidade estatística. A equipa de Nuno Espírito Santo foi a sensação da última edição, terminando num fantástico sétimo lugar a apenas 1 ponto da Liga dos Campeões.
    O Forest foi inequivocamente um overperformer em diversas métricas, e recomenda a lógica que esse sobre rendimento é insustentável com o tempo.
    Muitos são os que preveem significativa queda do Forest na tabela, mas a prudência faz-nos crer que os comandados de NES caindo, não cairão assim tanto. Chris Wood (Igor Jesus e Kalimuendo serão alternativas) pode até não ser tão eficaz, e os adversários já não serão tão facilmente apanhados de surpresa com as nuances táticas (ora 4-2-3-1, ora três centrais) nem menosprezarão este Forest, mas uma equipa que defende tão bem e que não perdeu ninguém na sua defesa, deverá continuar a defender minimamente bem.
    Sels, Aina, Milenkovic e Murillo querem provar que 24/ 25 não foi um acaso, e Morgan Gibbs-White deu o exemplo para o grupo ao rejeitar o Tottenham, acabando por renovar. Apostamos que o médio ofensivo, tal como Elliot Anderson, melhorará os seus números esta temporada.
    Elanga (transferido para o Newcastle por 63 milhões) foi a única venda de peso, surgindo o suíço Ndoye como ótimo substituto. E os brasileiros Igor Jesus e Jair Cunha, ambos ex-Botafogo, aumentam o contingente canarinho.
    É expectável uma ligeira descida à Terra, e veremos como a presença na Liga Europa interfere com o rendimento interno da equipa, estando o Forest nesta fase a ampliar soluções (McAtee, Hutchinson) e ganhar banco e capacidade de rodar. Quem defende tão bem não pode cair a pique.

Treinador: Nuno Espírito Santo
Onze-Base (4-2-3-1): Sels; Aina, Milenkovic, Murillo, Neco Williams; Sangaré, E. Anderson; Ndoye, Gibbs-White, Hudson-Odoi; Chris Wood

Atenção a: Morgan Gibbs-White, Murillo, Chris Wood, Dan Ndoye, Elliot Anderson

 CRYSTAL PALACE (12)

    Na temporada passada, o Crystal Palace arrecadou o primeiro troféu da sua História, ao derrotar o Manchester City em Wembley (FA Cup). O êxtase foi substituído por alguma desilusão quando a UEFA se pronunciou sobre a presença europeia dos eagles (culpados apenas de terem aberto a porta de casa ao manhoso John Textor), que acabaram relegados da Liga Europa para a Liga Conferência. Mas o arranque de 2025/ 26 trouxe novo sorriso. Na Community Shield, o Palace fez a festa nas grandes penalidades diante do favorito Liverpool.
    Com Oliver Glasner, a equipa respira confiança e sabe o que está a fazer em campo. É realista considerar o Crystal Palace um dos favoritos na Conference, o que pode custar alguns lugares na tabela da Premier League.
    De resto, o 3-4-2-1 mantém-se intocado, Sosa e Benítez foram reforços económicos para o banco, e todos os craques da equipa continuam pelo Selhurst Park. Este 12º lugar está influenciado por prevermos duradoura campanha europeia e pela antecipação de algumas saídas e entradas em resposta: Guéhi é o mais forte candidato a sair, mas Muñoz, Wharton, Sarr e Mateta devem continuar. O caso mais incerto é o de Eberechi Eze, deixando-nos bastante curiosos como gastará o Palace o dinheiro de uma eventual venda do seu camisola 10.

Treinador: Oliver Glasner
Onze-Base (3-4-2-1): D. Henderson; Richards, Lacroix, Guéhi; D. Muñoz, Wharton, Doucouré (Kamada, Hughes), Mitchell; I. Sarr, Eze; Mateta

Atenção a: Eberechi Eze, Jean-Philippe Mateta, Daniel Muñoz, Adam Wharton, Ismaila Sarr

 EVERTON (13)

   Adeus Goodison Park, olá Hill Dickinson Stadium. Os toffees tiveram a mesma morada 132 anos (desde 1892) mas 2025/ 26 será sinónimo de novo lar. A nova casa tem mais lugares (52,769 contra 39,414) e só o tempo dirá se esta novidade será um condimento extra nos desempenhos da equipa de Liverpool ou um elemento desestabilizador e causador de estranheza.
    Depois de sentir bem perto a linha de água entre 2022 e 2024, a chegada de David Moyes no decorrer da última temporada foi um reencontro feliz, terminando o Everton neste 13º que colocamos como hipotética repetição. O escocês é definitivamente o homem certo no lugar e no tempo certos, e a ambição do clube - personificada no novo estádio - tem-se refletido também nesta janela de transferências. A defesa já tinha qualidade, com Pickford, Tarkowski, Branthwaite, O'Brien e Mykolenko, e já havia rasgos de genialidade com Iliman Ndiaye (o 10 tem obrigação de arrancar esta temporada determinado em afirmar-se de vez), mas Dewsbury-Hall, Grealish e Thierno Barry são verdadeiros reforços, capazes de tornar a equipa perigosa numa variabilidade de elementos e paulatinamente redefinir a identidade desta equipa. O avançado francês de 1,95m é melhor do que Beto e tem uma enorme margem de progressão, Dewsbury-Hall será com facilidade uma das figuras da equipa, sendo o tipo de jogador que cresce muito quando sente que a equipa vive dele, e Grealish ainda pode ser aos 29 anos um reforço de luxo, tenha ele fome para atuar com a autoridade, liberdade e imprevisibilidade que o caraterizavam no Aston Villa. Será complicado não sairem boas jogadas das interações entre Ndiaye, Grealish e KDH, o trio das meias curtas.

Treinador: David Moyes
Onze-Base (4-2-3-1): Pickford; O'Brien, Tarkowski, Branthwaite, Mykolenko (Aznou); Gueye, Garner (Alcaraz); Dewsbury-Hall, Ndiaye, Grealish; Barry

Atenção a: Iliman Ndiaye, Kiernan Dewsburry-Hall, Jack Grealish, Thierno Barry, James Tarkowski

 FULHAM (14)
    

    Marco Silva orienta, pela quinta temporada consecutiva (só Guardiola e Arteta estão há mais tempo nos seus projetos), o clube mais imune a transferências e oscilações de forma. Os cottagers são um caso à parte, conseguindo MS manter a equipa entre o 10º e o 13º com um investimento incomparavelmente inferior ao dos concorrentes diretos. Enquanto o extremo Kevin (Shakhtar) não se torna oficial, a fatura dos londrinos neste mercado está em 500 mil euros - Lecomte foi contratado para suplente de Leno. Incapaz de chegar sequer aos 100 milhões em reforços em qualquer um dos últimos seis Verões, quando outros gastam 200 e 300 por ano, o Fulham tem-se sabido manter competitivo e coeso, batendo frequentemente o pé nos jogos grandes e perdendo, regra geral, um jogador relevante por época. Aconteceu com Mitrovic em 23/ 24, com João Palhinha em 24/ 25 e tudo levava a crer que aconteceria nesta janela com Antonee Robinson, mas a idade (28 anos) terá sido entrave ao merecido salto de um dos melhores laterais esquerdos da competição. Agradece Marco Silva.
    O Fulham mantém todo o 11, tendo acrescentado a promoção em definitivo de Joshua King (médio inglês, não confundir com o avançado norueguês trintão, ex-Bournemouth), um talento com 18 aninhos para acompanhar. Iwobi entra nesta temporada com outro estatuto, e tanto Sessegnon como Harry Wilson quererão aproveitar as oportunidades que o reforço tardio dos corredores lhes está a proporcionar.
    Achamos o Fulham perfeitamente capaz de ser 11º. Forest e Palace terão competições europeias e o Everton terá a adaptação a uma nova casa, o que pode servir como motivação ou desorientação. Ser 14º na Premier com este plantel, sem reforços, seria uma missão bem-sucedida, e é meramente pela letargia e timidez em acrescentar qualidade, e pela comparação qualitativa dos plantéis que, ao dia de hoje, atribuímos ao Fulham o último lugar entre os emblemas que pensamos que andarão pelo meio da tabela.

Treinador: Marco Silva
Onze-Base (4-2-3-1): Leno; Tete, J. Andersen, C. Bassey, A. Robinson; Berge, Lukic; Harry Wilson (Sessegnon), Joshua King (Smith-Rowe), Iwobi; Raúl Jiménez (Rodrigo Muniz)

Atenção a: Alex Iwobi, Antonee Robinson, Raúl Jiménez, Joshua King, Harry Wilson

 WEST HAM (15)

    Duas vezes 14º nos últimos três anos, o West Ham começa a acostumar-se aos lugares menos desejados da tabela na Premier League, e ao contrário das equipas que apontamos aos lugares 11-14 (campeonato tranquilo), os hammers podem muito bem ver-se envolvidos numa acesa luta pela manutenção com Brentford, Wolves e as 3 equipas oriundas do Championship.
    Graham Potter estava em altas quando saiu do Brighton para o Chelsea, mas hoje a perceção é outra. O britânico de 50 anos substituiu Moyes no estádio olímpico de Londres mas os resultados não foram famosos: 5 vitórias em 19 jogos, sendo conveniente contextualizar que duas surgiram nas 3 jornadas finais, o que significa que Potter chegou a estar com apenas 3 vitórias num espaço de 16 partidas. A continuidade do treinador com apelido de feiticeiro estava em causa, mas foi-lhe dado tempo e um voto de confiança neste Verão.
    Sem Kudus, vendido para o Tottenham, é expectável que o West Ham se apresente maioritariamente num 3-5-2, com Bowen (jogador mais iluminado e consistente deste ataque) cada vez a assumir mais terrenos centrais. Hermansen não deve ter dificuldades em roubar a baliza a Aréola, e é-nos difícil imaginar que uma equipa que tem centrais como Kilman e Todibo e médios como Lucas Paquetá (livre de acusações no caso de apostas desportivas) e Ward-Prowse possa descer.
    Para não equacionarmos um cenário em que a equipa orbite um desfecho dantesco precisávamos de ver os hammers a "sacarem" um ponta de lança de qualidade nestes últimos dias (Fullkrug e Callum Wilson são opções válidas mas há margem para melhoria) e vemos como ponto forte a possibilidade de ter Wan-Bissaka e Malick Diouf nas faixas - o inglês defende como poucos e o reforço senegalês, ex-Slavia Praga, pode dar sequência à sua ascensão meteórica (em 2022 jogava no seu país), ele que apontou 7 golos na temporada passada. 

Treinador: Graham Potter
Onze-Base (3-5-2): Hermansen; Todibo, Aguerd, Kilman; Wan-Bissaka, Ward-Prowse, Soucek (Potts), Lucas Paquetá, Malick Diouf; Bowen, Fullkrug

Atenção a: Jarrod Bowen, Malick Diouf, Aaron Wan-Bissaka, Callum Wilson, Mads Hermansen

 SUNDERLAND (16)

    Talvez o mais lógico fosse mesmo prever que as 3 equipas promovidas descerão juntas, consolidando o hábito recente. Mas tem mais graça por vezes guiarmo-nos pelo instinto e acreditarmos que algum dos emblemas novos será capaz de sobreviver.
    Passaram-se oito anos desde que o histórico rival do Newcastle mergulhou numa espiral de desaires, entre falências e documentários (Sunderland 'Til I Die) na Netflix. Os black cats fizeram menos 24 pontos do que Leeds e Burnley, mas o investimento neste mercado foi astuto e a equipa está globalmente mais forte, com ótimas soluções sobretudo a meio-campo.
    Jobe Bellingham saiu para o Borussia Dortmund, mas o outro miúdo maravilha (Chris Rigg, 18 anos) continua no Stadium of Light. Ainda assim, nem Rigg nem Le Fée têm a titularidade garantida no setor intermédio, podendo qualquer um acrescentar mais como interior a partir de uma posição de falso extremo, uma vez que Xhaka, Sadiki e Habib Diarra têm tudo para casar bem. O suíço foi um dos jogadores mais subvalorizados nos anos civis de 2023 e 2024, Sadiki é um incansável recuperador e Diarra, que era capitão no sensacional Estrasburgo, é um médio de Premier League da cabeça aos pés.
    Uma época como titular no NEC Nijmegen, da Eredivisie, foi suficiente para o Sunderland apostar no guarda-redes Roefs, e na defesa destacamos a supremacia no jogo aéreo do reforço Alderete (ex-Getafe) e o extraordinário jogador que é o irlandês Trai Hume, um daqueles defesas que sabe realmente defender. Adingra e Talbi serão agitadores, esperando-se acesa disputa entre Mayenda, Guiu e Isidor pela posição nove.
    O sorteio ditou um calendário com arranque relativamente positivo, e cabe ao Sunderland aproveitar algum embalo inicial, carregado pelo seu público apaixonante, deliciado com a sensação de "regressámos aonde pertencemos". Será um dos fortes candidatos à descida, embora projetemos grande equilíbrio entre as posições 15 e 18.

Treinador: Régis Le Bris
Onze-Base (4-3-3): Roefs; Hume, Ballard (O'Nien), Alderete, Cirkin (Reinildo); Xhaka, Sadiki, H. Diarra; Talbi (Rigg), Mayenda (Guiu, Isidor), Adingra

Atenção a: Habib Diarra, Simon Adingra, Trai Hume, Noah Sadiki, Chris Rigg

 BRENTFORD (17)

    Será muito estranho ver o Brentford esta época e não ver Thomas Frank. O dinamarquês fechou o seu ciclo no clube, iniciando nova aventura no Tottenham, e os bees optaram por promover o seu adjunto, Keith Andrews, que se estreará como treinador principal.
    Avaliar Andrews é naturalmente um exercício puramente especulativo e infundado, interessando-nos mais olhar para o que mudou no plantel e, com isso, prever a vida difícil que o Brentford pode experimentar esta época. Além do pensador, simplificador e aglutinador Frank, o clube londrino perdeu Mbeumo para o Manchester United, Flekken (recordista de defesas na Premier League 24/ 25) para o Leverkusen e o líder Norgaard para o Arsenal. Se assumirmos que Wissa também acabará por sair, só no pacote Mbeumo + Wissa o Brentford perde num ápice 39 golos.
    Jordan Henderson será renovada voz de comando no balneário, Milambo é reforço e na transição de Flekken para Kelleher não se pode dizer que os bees estejam mais fracos entre os postes. Mas por mais que acreditemos que Damsgaard vai pegar ainda mais na batuta, que Schade e Dango conseguem compensar os números perdidos de Mbeumo e que Igor Thiago é, um ano mais tarde, o herdeiro de Toney, o todo deixa-nos muito reticentes.
    Basicamente, aquilo que nos leva a dar vantagem ao Brentford sobre o Wolves é a melhor defesa que encontramos neste elenco, não se podendo ignorar a maneira matemática e pragmática como o Brentford sempre projetou o seu futebol e definiu o seu scouting. Andrews é uma incógnita, mas o Gtech terá uma cadeira apetecível caso a direção opte por seguir outro caminho, com um nome mais fidedigno.

Treinador: Keith Andrews
Onze-Base (4-3-3): Kelleher; Kayode, Collins, van der Berg, Lewis-Potter; J. Henderson, Jensen, Damsgaard; Dango Ouattara, Schade (Milambo), Wissa (Igor Thiago)

Atenção a: Mikkel Damsgaard, Michael Kayode, Dango Ouattara, Kevin Schade, Caoimhin Kelleher

 WOLVES (18)

    Entre os 4 técnicos portugueses na Premier League, Vítor Pereira parece-nos aquele que corre mais riscos de descer. O ex-Porto conseguiu ter impacto imediato nos lobos, mas foi um preocupante sintoma o somatório de apenas 1 ponto nos últimos 12 em disputa em 24/ 25, conjugando esse "desligar" coletivo com a perda de dois craques que faziam verdadeiramente a diferença, jogo após jogo, neste Wolves.
    Impossível de segurar, o epicentro criativo Matheus Cunha despiu o 10 no Molineux e vestiu nova camisola 10 em Old Trafford, contratado por mais de 70 milhões de euros pelo Manchester United; Aït-Nouri, fundamental a transpor linhas e desequilibrar através do seu reportório técnico e de combinações, incorporando-se vezes sem conta no ataque, deu o salto para o Manchester City.
    VP perdeu magia e fantasia, perdeu também os portugueses Nelson Semedo e Gonçalo Guedes, e até ver não recebeu substitutos da mesma craveira. O norueguês Moller Wolfe será uma locomotiva no corredor esquerdo, compensando a menor valia técnica com um pulmão e uma aceleração que impressionam, e o colombiano Jhon Arias viu premiado o seu excelente mundial de clubes com uma merecida mudança para a Premier, podendo muito bem tornar-se o principal rosto ofensivo destes wolves. Agbadou lidera bem a defesa embora pareça desacompanhado, André e João Gomes são dupla de confiança e Strand Larsen apontou 14 golos na temporada passada. Para evitar a descida - qualquer posto entre 15º e 18º parece-nos razoável para este Wolves - Fer López terá que entrar bem no futebol inglês, precisando a equipa da sua criatividade, e veremos quem se superioriza entre Hoever, Rodrigo Gomes e Pedro Lima no concurso pela vaga deixada por Nelson Semedo.

Treinador: Vítor Pereira
Onze-Base (3-4-2-1): José Sá; Doherty, Agbadou, Toti; Hoever (Rodrigo Gomes, Pedro Lima), André, João Gomes, Moller Wolfe; Arias, Fer López (Munetsi, Bellegarde), Strand Larsen

Atenção a: João Gomes, Jhon Arias, Strand Larsen, David Moller Wolfe, Fer López

 LEEDS UNITED (19)

    É preciso recuar no tempo até ao Fulham de Marco Silva em 2021/ 22, vencedor do Championship com Mitrovic a apontar 43 golos, para identificar um campeão da segunda liga inglesa que não desceu imediatamente após subir. Com Burnley (22/23) e Leicester City (23/24) aconteceu isso, e o cenário mais provável é este Leeds United honrar a história recente.
    Histórico emblema do futebol inglês, o Leeds vacilou em Wembley há um ano atrás frente ao Southampton, significando esse timing da subida fracassada a perda de elementos como Summerville, Rutter e Archie Gray. À segunda tentativa, o alemão Daniel Farke (o seu Norwich também era dominador no Championship e dominado na Premier) sagrou-se campeão, nem precisando para tal de muitos reforços: o israelita Solomon foi emprestado pelo Tottenham, Bogle custou 6 milhões e Ao Tanaka, uma espécie de Aursnes nipónico tal a maneira irrepreensível e discreta como faz tudo, foi um "achado" por 4 milhões.
    Com um leque de reforços superior ao Burnley e inferior ao Sunderland, os whites têm em Lucas Perri um claro upgrade em relação ao inseguro Meslier, e dada a boa parceria de Joe Rodon e Struijk (homem de golos decisivos ao cair do pano) o reforço Bijol pode ditar uma mutação para 3-4-3. Gudmundsson não é Júnior Firpo (deixa saudades, tendo somado 4 golos e 10 assistências) e no meio-campo Tanaka pertence a este patamar competitivo, podendo agora ter a companhia de Stach e Longstaff. O norte-americano Brenden Aaronson, jogador que muito apreciamos, é o verdadeiro jóker deste plantel.
    Na frente, o pequeno e endiabrado Gnonto tarda em explodir, embora ainda tenha 21 anos, e temos dúvidas que Daniel James e Piroe consigam carregar a equipa rumo à manutenção, numa medida aproximada do que fizeram rumo ao título. Ainda assim, salvo super reforços de última hora, serão os 2 jogadores a quem os adeptos vão exigir mais em zonas de definição e finalização.

Treinador: Daniel Farke
Onze-Base (4-3-3): Perri; Bogle, Rodon, Struijk (Bijol), Gudmundsson; Ampadu (Longstaff), Tanaka, Stach; Daniel James, Gnonto (Ramazani), Piroe

Atenção a: Ao Tanaka, Daniel James, Joel Piroe, Jayden Bogle, Lucas Perri

 BURNLEY (20)

    Desde que abandonou a Premier League em 2022, após 6 temporadas consecutivas no principal escalão inglês (que incluíram um 7º e um 10º lugares), o Burnley caiu no irritante limbo ao qual também pertencem nesta fase Leeds, Leicester e Southampton - equipas boa demais para o Championship mas incapazes de dar boa réplica quando o nível sobe.
    Com Scott Parker no comando, os clarets realizaram um Championship histórico a nível defensivo. Totalizando os mesmos 100 pontos do campeão Leeds, o Burnley destacou-se ao sofrer apenas 16 (!) golos em 46 jogos. Além destes 0,35 golos sofridos por jogo, o Burnley pôde ainda gabar-se de só ter perdido em duas ocasiões (ficou invicto em casa) e de ter somado 30 clean sheets.
    Todos estes indicadores seriam promissores, mas infelizmente para os adeptos 2 dos 3 grandes responsáveis por este feito já não estão no clube. O guardião James Trafford (melhor jogador deste último Championship) foi contratado pelo Manchester City e o central CJ Egan-Riley mudou-se, a custo zero, para o Marselha de De Zerbi. A única boa notícia é a permanência do centralão canhoto e francês Maxime Estève, um jogador com uma regularidade impressionante que esperamos que apague muitos fogos e acabe a ser o ativo mais valorizado nesta passagem pela Premier.
    Sem o amuleto Brownhill (clube e jogador não chegaram a acordo) e com poucos reforços que permitam sonhar acordado, o Burnley terá Kyle Walker como jogador com maior notoriedade, precisará que o emprestado Ugochukwu (Chelsea) cubra muito terreno e há que depositar esperanças na qualidade técnica do tunisino Mejbri e na veia goleadora de Zian Flemming, neerlandês que atuou muitas vezes a falso 9 na segunda divisão mas que pode ter mais impacto como médio ofensivo (a sua posição mais natural) nesta Premier. Nos corredores há Koleosho e há o nosso bem conhecido Marcus Edwards, mas até confiamos mais em Jaidon Anthony, que terminou bem a temporada passada.
    A superlativa qualidade da concorrência deve impedir o Burnley de dar sequência à sua postura e estratégia, esperando-se poucos 1-0 e 0-0, resultados super frequentes em 24/ 25. A equipa teve sucesso com uma linha de 4, mas o reconhecer do enfraquecimento do setor mais recuado pode convidar Parker a iniciar a temporada com três centrais e uma linha de 5, com bloco bastante baixo. 

Treinador: Scott Parker
Onze-Base (5-4-1): Dubravka; C. Roberts (Koleosho), Kyle Walker, Ekdal, Estève, Hartman; Mejbri, Ugochukwu, Cullen, J. Anthony; L. Foster (Broja, Flemming)

Atenção a: Maxime Estève, Jaidon Anthony, Zian Flemming, Hannibal Mejbri, Luca Koleosho