Drew Goddard
Elenco
Charlie Cox, Vincent D'Onofrio, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Vondie Curtis-Hall, Rosario Dawson, Ayelet Zurer
Canal: Netflix
Pois bem, a Marvel já tinha 'Agents of S.H.I.E.L.D.' mas agora, com o cunho especial e único que as produções da Netflix têm, recuperou Daredevil. Longe vai o ano de 2003 quando Ben Affleck foi Matt Murdock num filme fraquinho e fácil de esquecer. Charlie Cox dá 40 a zero a Affleck na pele do super-herói cego que encontra "outras formas de ver", mas o mais importante é que este 'Daredevil' é o projecto mais maduro e negro do género na televisão. Já foi comparado a 'The Wire', teve cenas associadas ao clássico sul-coreano 'Oldboy' e a 'True Detective' mas é preciso não entrar em comparações descabidas - 'Daredevil' é bom, isso é, e passo a explicar porquê.
Os fãs de BD's irão venerar este 'Daredevil' mas também quem não seja fanático poderá gostar graças à sua abordagem humana e terra-a-terra. Durante 12 episódios e meio, Matt Murdock (Charlie Cox) veste apenas roupas escuras e uma venda (se não fosse o respeito pela banda desenhada, seria melhor ficar sempre assim), não precisando de fatos típicos de super-herói, e o facto de acompanharmos a ascensão simultânea do herói e do vilão Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio) dá-nos uma nova perspectiva. No entanto, a série criada por Drew Goddard e assumida depois por Steven S. DeKnight afasta-se de algumas práticas recorrentes quando se inicia o conto de um super-herói. 'Marvel's Daredevil' fica-se pelas ruas, não sobe aos céus, e não se coíbe de mostrar sangue, acabando por ser quase um filme de 13 horas e não uma série com 13 episódios.
Apenas com alguns flashbacks rumo à infância de Matt Murdoch e de Wilson Fisk, 'Daredevil' arranca a partir do momento em que Matt e o seu melhor amigo Foggy Nelson (Elden Henson) abrem a sua firma de advogados, e cresce a partir daí, envolvendo poucas mas boas personagens e opondo Matt, a querer defender a sua cidade, e Fisk a querer renovar a cidade de acordo com as suas ideias. Um dos vários factores que faz com que 'Daredevil' resulte é o elenco. Quando se atrai Vincent D'Onofrio para uma série é porque a coisa é capaz de ser prometedora, e todos os actores parecem escolhidos a dedo, sendo que o britânico Charlie Cox passa perfeitamente por americano e a ascensão de Matt Murdock é interessante, porventura com umas influências do que Nolan e Bale fizeram com Batman.
As sequências de combate são brutais (o episódio 9 é exemplo disso) e magnificamente coreografadas (ai aquele fim do 2.º episódio...), os crimes são progressivos e não são megalómanos, a Realização e a Fotografia são acima da média, a melodia do genérico é apelativa, há tensão por todos os lados e tudo parece real. E talvez isso seja significativo numa série sobre um super-herói da Marvel.
Não é aquele vilão ao lado do qual queremos estar (no 8.º episódio 'Shadows in the Glass' visitamos o seu passado e vemos a ténue fronteira entre a criança meiga e o monstro em ebulição) mas há parte de nós que pede que Daredevil não o mate. É excelente também o facto de Wilson Fisk, tanto para a audiência como para Matt Murdoch, demorar uns episódios a ganhar corpo, e é ele que nos demonstra pela 1.ª vez quão brutal e sangrenta é a série.
O Episódio: 13 'Daredevil'.
O Futuro:










0 - 2
Benfica (Jonas 6', 60')



Premier League - A Associação Profissional de Futebolistas em Inglaterra divulgou hoje a shortlist de 6 possíveis vencedores dos prémios de Jogador do Ano e Jovem Jogador do Ano.

1 - 3
Barcelona (Mathieu (a.g.) 82'; Neymar 18', Suárez 67', 79')













0 - 0
Real Madrid




