Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

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27 de novembro de 2013

Factor X: Os 15 Finalistas

No último e decisivo Factor X ficámos a conhecer os 15 concorrentes que conseguiram chegar às galas. Acabado o Bootcamp cada mentor recebeu em Tróia (não propriamente um Judge’s House, como no estrangeiro) os vários artistas da sua categoria e, entre cada Top 8, três ficaram “à porta” das galas em directo. Será consensual considerar que a categoria de Sónia Tavares – os Adultos – é a que reúne nomes mais fortes e, se no Bootcamp vimos algumas injustiças como Daniel Fontoura, David Dias ou as Golden Soul, desta vez também houve considerações a fazer. No final deste artigo fica a actuação de João Alves – o único dos “Jovens” cuja performance no Bootcamp não foi transmitida na televisão tal como, aliás, nada do seu percurso passou para fora. Vamos lá a isto então.

5 “Jovens” Finalistas: Diogo Santos, Mariana Rocha, Diogo Valente, Rita Cabreira, Mafalda Gomes


    Comecemos pelos Jovens porque tiveram entre si a melhor actuação desta Decisão Final. É certo que os adultos Berg e Sara Ribeiro tiveram muito bem, mas Diogo Santos não deixou dúvidas quanto a ter o “Factor X” desta vez. Paulo Junqueiro, acompanhado por Áurea, ouviu um complicado “Kiss” de Prince cantado pelo Diogo e a escolha óbvia era levá-lo para as galas. Amplitude vocal, um timbre passível de passar na rádio e bastante groove.
    Nádia Gonçalves e Gonçalo Santos infelizmente estiveram bem abaixo do que podem e conseguiam dar e Marisa Ramos foi preterida (quem sabe se não uma “escolha de produção” para evitar o excesso de fado, que acaba por ser um injusto castigo considerando que ela – ao contrário de uma das Netas do Fado – não se importava na altura de formar o grupo). Assim sendo os 4 restantes concorrentes a transitarem para as galas foram Diogo Valente (decente actuação, carimbou a presença nas galas na fase anterior), Mafalda Gomes (voltou a cantar sem falhas, nunca deslumbra mas cumpre sempre e ganhou com as falhas de outros e com o afastar de David Dias… ou o lá em baixo referido João Alves). A açoriana Mariana Rocha pegou numa música de Sérgio Godinho, cometeu uma pequena falha lá no meio, mas era também imprescindível nas galas. O vídeo acima é de Rita Cabreira, que Junqueiro decidiu levar com ele para as galas e, embora não tenha uma voz por aí além, tem carisma e uma boa energia (mas isso a Nance também tinha). Não podemos considerar que seja uma presença injusta porque Rita Cabreira tem o seu valor, vai certamente ter um grande à vontade nos directos e não tem culpa das falhas alheias/ escolhas de produção. Já agora, a reacção de Junqueiro no final da actuação da Cabreira foi… estranha.

5 “Adultos” Finalistas: Berg, Sara Ribeiro, Jair Neves, Daduh King, José Freitas


    Sónia Tavares teve consigo Paulo Praça (suponho que estejam musicalmente mais próximos depois do projecto Amália Hoje) a ajudá-la e tomou – desta vez - as decisões que tinha que tomar. “Have I Told You Lately”, de Rod Stewart, foi a música que Berg escolheu desta vez. Cada vez mais fica a ideia de que qualquer coisa que Berg decida cantar vai ficar bem na voz dele, embora ele saiba escolher bem o que canta. Continua a ser o favorito à vitória e provavelmente todos apanhámos um susto quando Sónia disse que não o ia levar com ela para as galas.
    Se Berg é o favorito, Sara Ribeiro é muito provavelmente a concorrente que mais tem evoluído ao longo do programa e dá a ideia que assim continuará nas galas. Cantou “Sopro do Coração” dos Clã, revelou maturidade, foi muito superior à versão de Mafalda Gomes (que noutra categoria cantou a mesma música) e com uma banda atrás vai-nos dar bons momentos.
    De resto, Jair Neves continuou em bom nível, embora precise agora nas galas de voltar a escolher as músicas certas para potenciar o seu timbre; José Freitas esteve melhor que na fase anterior e mereceu passar e o último lugar ficou entregue ao “ocupado” Daduh King. Foi cantar Seal, baralhou-se por ter muitas presenças, concertos e filhos mas acabou por passar. Lá voz ele tem, precisa claramente de ser bem conduzido por Sónia, mas naquele lugar até podiam estar Daniel Fontoura, Ruben Silva ou Ângela (eliminados na fase anterior). Quanto ao Nuno Rainha, Tânia Cardoso e Filipa Portugal, foi justo chegarem até esta fase mas também justo ficarem por ela.

5 “Grupos” Finalistas: Bring Us Tomorrow, Netas do Fado, The Proof, Helis & Ela, X4U


    O Paulo Ventura chamou o Rui Pregal da Cunha e lá tomou as suas decisões. Não eram certamente dos nossos grupos preferidos até aqui mas temos que dar o braço a torcer desta vez e dizer que os The Proof foram certamente o grupo que conseguiu a melhor actuação. Excelente harmonia e backsinging a apoiar quem se ia destacando, muita afinação. Sobretudo uma boa 1.ª parte da música dos Queen – “Somebody to Love”.
    Talvez o outro grupo a merecer destaque tenham acabado por sido as Netas do Fado. Fizeram a cena delas e vão dar muitas noites de Alfama aos Domingos da SIC. Destacamo-las a elas porque os Bring Us Tomorrow – para os quais tínhamos elevadas expectativas depois do “Homem do Leme” – desiludiram com uma escolha musical absurda, as Helis & Ela (que vão sofrer um Extreme Makeover a nível de nome e visual) estiveram só a um nível q.b. e os X4U até se safaram, será fácil escolher músicas para eles (é só dar-lhes hits comerciais, ao contrário dos Bring Us Tomorrow que exigirão músicas pensadas e menos mainstream), mas ainda têm muitas arestas para limar. A injustiça principal foi a não inclusão d’Os Cúmplices – o único grupo mais velho e que esteve muito bem – enquanto que também foram eliminados os 2605 (confesso que o percurso deles também defraudou ligeiramente as expectativas e seria bom um regresso noutra edição mais consolidados) e os amigos Rafa e Beltran.

Por fim deixamo-vos as imagens promocionais dos 3 lotes de concorrentes e antes a actuação de João Alves nas audições. Cantou “Another Love” de Tom Odell. Uma música que lhe saiu melhor que os outros vídeos que tem disponíveis no Youtube a título pessoal, mas que não deixa dúvidas sobre o valor que teria para chegar às galas (tal como David Dias). Volta para o ano (se houver uma 2.ª edição) que a SIC já não te esconde. Esperemos.






Boa semana e no domingo lá temos gala.

26 de novembro de 2013

X Factor UK - Live Week 5


    As exibições negativas diminuem cada vez mais e numa noite de Jazz/Blues todos - excepto o suspeito do costume - se exibiram a grande nível. Um registo musical que favorece os que têm mais dotes vocais, Sam e Nicholas foram os melhores.


OS MAIS
+ Sam Bailey foi novamente arrebatadora na sua magnífica performance. Sharon atribuiu-lhe "New York New York" de Frank Sinatra e a ex-guarda prisional foi cativando à medida que a música prosseguia. Os elogios às suas performances começam a ser cada vez mais constantes e a verdade é que Sam consegue sempre surpreender na semana seguinte com uma actuação fantástica.


+ Nicholas McDonald cantou "Dream a Little Dream" de Ozzie Nelson e apresentou-se seguro. Nicholas tem sido dos que mais evoluiu em palco, deixando o seu ar tímido de lado. A par de Sam, Nicholas é dos mais constantes nas galas. Nunca cantou mal e apenas tem variado de performances boas a muito boas - que é o caso desta.


+ Tamera Foster, tal como Hannah Barrett na semana anterior, respondeu ao facto de ter sido uma das menos votadas da semana transacta com uma actuação também ela bastante segura mostrando o seu poder vocal. Foi com a música "Cry Me a River" de Julie London que se exibiu nesta gala de Jazz e mereceu sem dúvidas o nosso destaque.



OS MENOS
- Sam Callahan também é dos mais constantes... Mas negativamente. Neste registo musical - Jazz - a pouca capacidade vocal vem sempre ao de cima. E esta foi a interpretação que mais denunciou as fragilidades da voz de Sam. " Ain't That A Kick in The Head" de Dean Martin foi o tema escolhido.



OS NEUTROS
    Não foi uma semana rica em boas actuações, mas todas foram satisfatoriamente boas. Sendo que os que mais se destacaram foram Sam Bailey e Nicholas, todos os outros se exibiram a um nível bom. Apenas destacámos Tamera porque foi muito ligeiramente melhor. Tanto Abi, como os Rough copy, como Hannah e Luke estiveram muito bem.


A EXPULSÃO
   Injustiças. O que era este programa sem elas de volta? Esta semana Sam Callahan voltou a não figurar entre os menos votados o que possibilitou uma eliminação complicada. As duas menos votadas foram Hannah Barrett e Abi Alton. Hannah voltou a ter garra e confiança em si própria e isso verificou-se no seu desempenho nas últimas galas. Abi vai um pouco pelo mesmo caminho. Criticámos imenso as prestações e limitações da jovem concorrente, mas a verdade é que nas últimas galas Abi melhorou imenso e voltou a ter a confiança necessária para se exibir a bom nível. Nicole desligou-se das críticas e colocou Abi a cantar como se sente bem. E, de facto, foi a melhor opção.
    Nicole absteve-se de participar na votação a eliminar e passou a decisão aos restantes jurados que - por unanimidade - mandaram Abi Alton para casa. Ainda assim, vale a pena ouvirem ambas as actuações do Survival - onde os concorrentes cantam sempre muito bem.

24 de novembro de 2013

Factor X: Top 8 Jovens e Grupos

Chega mesmo antes da Decisão final, mas ainda vai a tempo. No passado domingo tivemos na Sociedade Independente de Comunicação, ou SIC para os amigos, mais um Factor X. Com o veredicto dos Adultos limitado a 8 caras no programa anterior, neste programa assistimos ao destino dos Jovens (mentor Paulo Junqueiro) e dos Grupos (mentor Paulo Ventura). Numa apreciação global, seguiu em frente a maioria dos que deviam seguir, deixando só a desejar os abandonos - também pela progressiva maior qualidade generalizada - de David Dias, Ivo Soares (não íamos muito com a cara dele, já tinha estado no "Portugal Tem Talento" mas a verdade é que nesta fase cantou bem), as Golden Soul e gostaríamos que tivessem mostrado mais de Diogo Correia. Nance Matoso foi "um caso aparte" e foi pena que Mariana Pádua, Clara Neto e Maria Inês Paris não tenham estado no seu melhor. E antes de mais, uma vénia a Mariana Rocha. E ao Diogo Valente.

TOP 8 Jovens: Mariana Rocha, Diogo Valente, Diogo Santos, Rita Cabreira, Mafalda Gomes, Marisa Ramos, Nádia Gonçalves, Gonçalo Santos

    As duas grandes actuações do último programa foram, irremediavelmente, as de Diogo Valente e Mariana Rocha. O Diogo tinha cantado Prodígio nas audições mas desta vez cantou um tema original. Emocionou, cativou e mostrou que tem claramente potencial musical para construir uma boa carreira. Pegou no instrumental da "When I'm Gone" de Wiz Khalifa e acrescentou-lhe uma letra escrita por ele dedicada à avó. Uma "Mulher da Minha Vida" que seria uma boa aposta de Diogo se a gravasse em estúdio.
    Mariana Rocha destronou oficialmente Pauleta no topo dos açorianos com talento. Com o madeirense Cristiano Ronaldo a fazer história jogo após jogo, a Mariana decidiu elevar e bem a fasquia e cantou "Who's Loving You" dos Jackson 5/ Michael Jackson. Mostrou ainda maior versatilidade ao tocar piano (já sabíamos que tocava bem viola) e conseguiu uma das melhores actuações do bootcamp. É talento que não engana e até ver uma das concorrentes com maior potencial de vencedora. 

    O Diogo Santos tinha deixado uma boa imagem nas audições ao cantar Ben Howard, embora tenha dado a ideia de que podia dar mais. E desta vez deu. Ousou ao interpretar "Sitting On The Dock of The Bay" do grande Ottis Redding e fez mais do que o suficiente para passar, deixando alguma curiosidade para a sua actuação da próxima fase. Pena que a passagem dele tenha ditado - por opção de Junqueiro - a troca com David Dias.
    Todos os outros estiveram um nível abaixo de Diogo, e ainda mais abaixo que a Mariana Rocha e o Diogo Valente. Poder-se-ia destacar a actuação enérgica de Rita Cabreira, mais uma prova que Mafalda Gomes está no programa com tudo o que tem, mas optámos por colocar aqui Nádia Gonçalves. Tem uma excelente voz, rara e que resulta bem tanto em estúdio como ao vivo, neste bootcamp até esteve abaixo do que mostrou nas audições, mas cabe a ela voltar ao seu melhor na Decisão Final.

    Em jeito de adeus deixamos ainda o vídeo de 2 concorrentes eliminados: David Dias e Ivo Soares. O David escolheu uma música ("With or Without You") que à partida exploraria o melhor da sua voz, mas acabou por desapontar ligeiramente. Ainda assim, por ser das vozes mais interessantes, devia ter seguido em frente. Quanto ao Ivo Soares - não é o tipo de cantor com o qual nos identifiquemos muito, por ser muito "La Feria" -, já tinha participado no Portugal Tem Talento, mas desta vez cantou bastante bem Queen e merecia também seguir para a próxima fase.
    Recordamos que para além dos primeiros 4 enunciados, passaram Rita Cabreira, Mafalda Gomes, Gonçalo Santos e a fadista Marisa Ramos.

TOP 8 Grupos: Bring Us Tomorrow, 2605, As Netas do Fado, X4U, Os Cúmplices, Rafa e Beltran, The Proof, Helis & Ela

    Paulo Ventura e a produção já cometeram muitos erros, mas a junção dos Bring Us Tomorrow foi algo que foi bem feito. Vemos o arranque da sincronia das guitarras acústicas e a ideia que dá é 'olha, queres ver que eles podiam arriscar em tocar Linda Martini ou assim', o que é um bom elogio. Cantaram a sua versão do "Homem do Leme" dos Xutos e, quanto mais se soltarem e se afastarem do registo que cheira a X4U, melhor para eles.
    As Helis & Ela não tinham convencido a 100% quando usaram e abusaram dos copos na sua audição, mas desta vez deixaram os copos de lado. As quatro vozes combinam bem, são suficientemente inteligentes a nível musical para produzir boas harmonias e mudar canções, tornando-as delas. Foi o que fizeram com "Nothing Left to Say" da Áurea. Justa integração no Top 8.
    De resto, mereceram também destaque As Netas do Fado. Aceitaram o desafio de Paulo Ventura e atreveram-se a cantar (bem) Amália Rodrigues. Fica só a dúvida - no estrangeiro há galas dedicadas a Cinema, determinada década (ex: anos 90) ou às vezes a um género musical. Se nos primeiros dois casos As Netas do Fado conseguem dar a volta à coisa mantendo-se fadistas, numa gala pop certamente já não seria assim, naturalmente.
    Por fim recordamos que para além destes 3 grupos passaram os 2605 (achamos que têm muito mais do que o que mostraram neste jogo das cadeiras), os X4U, Os Cúmplices, Rafa e Beltran e os The Proof (que conjugam os The Bliss, que era um dos grupos mais fortes, com vários outros elementos que competiam individualmente). A nível de grupos foi injusto, perante a actuação das Golden Soul, elas serem retiradas da sua cadeira no Top 8 mesmo à boca da Decisão Final.

Hoje há mais Factor X, com cada jurado a ouvir os seus oito.

17 de novembro de 2013

Factor X: Top 8 Adultos

Senhoras e senhores, eis mais um artigo dedicado a mais um programa do Factor X português. No domingo passado o Bootcamp continuou e chegámos a uma fase determinante - a definição do Top 8 de cada jurado por via do "jogo das cadeiras". Começámos com os "Adultos" (concorrentes com mais de 25 anos), categoria de Sónia Tavares. O funcionamento era simples: cada um ia cantar e a Sónia no final tinha que ter as suas oito cadeiras ocupadas. Quem ela não quisesse, não se sentava e seguia para casa. Quem ela quisesse - definitivamente ou apenas momentaneamente - sentava-se e logo veria se aguentava até ao fim sem dar o lugar a ninguém. Nesta fase os restantes elementos do júri também comentam as actuações, mas a responsabilidade de decisão é do mentor de cada categoria. Vimos boas actuações e uma valente injustiça. (As 3 actuações - interessantes - dos três primeiros grupos de Paulo Ventura, tratá-las-emos juntamente com os seus pares nos Grupos, inseridos no próximo programa/ artigo).

TOP 8 Adultos: Sara Ribeiro, Berg, Jair Neves, Daduh King, José Freitas, Nuno Rainha, Tânia Cardoso, Filipa Portugal

    Em suma houve 5 boas actuações - Berg, Sara Ribeiro, Daniel Fontoura, Daduh King e Jair Neves. No entanto, nas oito cadeiras finais só vimos quatro destes concorrentes sentados.


    Teófilo Sonnemberg, ou Berg, é o alvo a abater, embora mantenha sempre a sua postura "boa onda", com humildade e respeito pelos adversários/ colegas. Berg escolheu cantar "Happy" de Pharrell Williams e foi uma escolha bastante inteligente. Mal abriu a boca e recordou a Sónia o seu timbre inconfundível pô-la a olhar para as 8 cadeiras ocupadas a pensar quem iria dali retirar, mas com "Happy" Berg conseguiu uma música actual, fácil de agarrar a plateia, sendo mais que suficiente para garantir a sua passagem, não sendo uma música com potencial para deslumbrar. Berg conseguiu assim não elevar muito a fasquia, para comparativamente o poder fazer na fase da casa dos júris e nas galas.
    A concorrente Sara Ribeiro já tinha mostrado qualidade - tínhamos dito que ela teria que subir o nível para se manter como opção válida - e foi provavelmente neste "Jogo das Cadeiras" a concorrente que mais melhorou. Cantou "Ouvi Dizer" de Ornatos Violeta, não apagou a performance da banda de Manel Cruz ou a versão de Filipe Pinto, mas a total entrega na música e a novidade de ouvirmos uma mulher a cantá-la fê-la ser a concorrente feminina mais forte no último programa.


    Jair Neves é, de facto, um 'diamante por lapidar' como foi intitulado pelo júri. Enquanto que Berg é o concorrente mais forte e o verdadeiro Factor X neste momento, embora um artista 100% feito, Jair tem ainda muita margem de progressão. Cantou "Jura" de Rui Veloso e o seu timbre e uma actuação harmoniosa e sentida foi suficiente para o levar para a próxima fase - esperemos que Sónia Tavares não decida optar por Jair ou Berg para, estupidamente, preterir um concorrente forte logo à priori. Em todo o caso, veremos se não opta por passar apenas um entre Jair Neves e Daduh King.
    Daduh King cantou bem, continua a evidenciar-se como uma das agradáveis surpresas deste programa, embora não justifique o rótulo "tu só não ganhas isto se não quiseres". De facto houve algumas falhas a nível de Inglês (ao ouvir-se a 1.ª vez talvez não se repare, mas com mais atenção é evidente) mas era uma das escolhas incontornáveis de Sónia para o Top 8.


    A injustiça desta fase deu pelo nome de Daniel Fontoura. O locutor da MegaHits conseguiu um feito impressionante - fazer-me dizer "Essa música do George Michael foi uma excelente escolha". Só isto já devia chegar para o fazer passar, mas aliado a isto Fontoura conseguiu com "One More Try" a actuação mais emocionante desta fase e, estava eu a pensar que a "Daniel" de Elton John, na versão dos Fuel, ficaria bem na voz dele, quando Sónia Tavares decidiu não o sentar, quando ainda tinha várias cadeiras vagas. Tinha lugar cativo num Top 8 normal, podia em todo o caso ter ido 'aquecer' a cadeira, mas acabou por aqui o bom caminho do Fontoura, infelizmente para todos nós.
    Foi também com bastante pena que vimos Ruben Silva abandonar o Factor X. O homem do Reggae talvez não chegasse às galas, mas precisamente a boa e diferente onda que transporta consigo fazia-o merecer um lugar nas oito cadeiras finais. Ter um caminho e um registo não é uma coisa má. "Posso esperar sentado" foi um bom momento.

    As duas grandes desilusões desta fase foram femininas e traídas pelo sistema nervoso. Inês David era clara favorita a conseguir um lugar no top 8, tendo até condições para lutar posteriormente por um lugar nas galas, mas bloqueou em cima do palco por 2 vezes consecutivas, não conseguindo cantar Jessie J. Já Nina Pereira vacilou também, falhando o timing de entrada em mais uma música angelical, embora desta vez mais comercial, admitindo que "as letras são o pior". Nas restantes actuações, Ângela Godinho podia muito bem ter ficado sentada até à próxima fase e José Freitas, embora longe do nível da audição (às vezes é esse o problema de entrar a matar e a deslumbrar) justificou evidentemente a passagem, embora não pareça tão absolutamente certa a sua presença nas galas como já pareceu.

Nota: Falaremos dos grupos Bring Us Tomorrow, Golden Soul e Helis & Ela no próximo artigo, juntamente com os outros grupos que veremos actuar neste domingo (17 de Novembro). Em todo o caso os 3 primeiros grupos deixaram uma excelente imagem, com algum mérito para Paulo Ventura/ produção no caso dos dois primeiros, pela junção de vários "talentos perdidos".

7 de novembro de 2013

X Factor UK - Live Week 4


    Ao contrário das últimas semanas, esta semana tivemos actuações de alto nível por praticamente todos os concorrentes. Apenas destacámos as 3 melhores actuações sendo que todos os restantes - excepto os destaques negativos - se exibiram a um bom nível. O tema desta gala foi "Disco". Os concorrentes tinham que cantar uma música de Disco dos anos 70/80.


OS MAIS
+ Abi Alton voltou às boas performances. Nicole esqueceu as críticas que apontavam Abi como "One Trick Pony" e apostou em músicas em que a jovem se sente à vontade dando-lhe a segurança que precisava. Como referimos no post da semana anterior, Nicole voltou a colocar o "peixinho Abi" dentro de água e se na semana passada ainda se mostrava insegura, esta semana a segurança voltou. Boa interpretação à sua maneira da "I Will Survive" de Whitney Houston.


+ Sam Bailey é a concorrente para a qual já não temos muitas palavras. Mais uma semana, mais uma grande performance! Sam pegou na "No More Tears (Enough Is Enough)" e voltou a brilhar... Uma voz poderosa sem ter que gritar e que dá gosto ouvir a cada semana. Uma canção mais mexida podia resultar mal, mas Sam Bailey foi segura para o palco e arrasou.


+ Hannah Barrett respondeu ao facto de ter sido a menos votada da semana passada com uma actuação poderosa e aguerrida cheia de Soul. "Somebody Else's Guy" de Jocelyn Brown foi a música que a levou a ser um dos nossos destaques. Uma interpretação que transmitiu por completo o quanto Hannah quer ganhar o concurso...



OS MENOS
- Sam Callahan, tal como Sam Bailey, é um concorrente para o qual já não temos muitas palavras. O problema é que para Callahan é no mau sentido. O jovem é de longe o pior concorrente do concurso e isso é perceptível a cada semana que passa porque os outros concorrentes medíocres já foram quase todos eliminados. Entre pulinhos e gingas, Sam voltou a marcar lugar nos piores destaques do Barba Por Fazer.


- Kingsland Road são juntamente com Sam os concorrentes mais fracos. Uma boysband tipicamente certinha que em nada vai acrescentar no mundo da música. Nota-se que nenhum dos elementos tem uma voz que se destaque daí Gary ter optado que eles cantassem mais tempo em coro. Jogada inteligente do ex-Take That, mas sem grande efeito porque as fragilidades do grupo estão à vista de todos.



OS NEUTROS
    Todos os neutros desta semana são performances muito boas. Como referimos no início, esta semana o nível esteve bem alto e tirando as actuações de Sam Callahan e dos Kingsland Road todas as outras estiveram num bom nível. Decidimos destacar apenas as 3 melhores, sendo que a linha que separa as 3 melhores dos outros concorrentes é muito ténue. Tanto os Rough Copy, como Luke Friend e Nicholas Mcdonald exibiram-se a bom nível.


A EXPULSÃO
   Esta semana finalmente tudo voltou ao normal. Os dois menos votados de todos os concorrentes seguiram para o Sing-Off. Infelizmente as duas actuações que classificámos como negativas não foram ambas as menos votadas. Apenas os Kingsland Road ficaram no Bottom Two, tendo os ingleses deixado Sam Callahan continuar no concurso... Não tendo sido Sam um dos menos votados, abriria logo espaço para uma surpresa. E essa surpresa foi Tamera Foster.
    No Survival, os Kingsland Road não estiveram mal. Contudo, foi uma interpretação do nível de todas as outras - sem qualquer brilho e com os back vocals a abafarem muitas vezes os jovens.
    Assim sendo, foram peanuts para Tamera superar a boysband do programa. A jovem de 16 anos apresentou a música com que entrou nas audições "I Have Nothing" de Whitney Houston tendo desta vez a mota pegado desde o início.
    A decisão de expulsar os Kingsland Road surgiu por unanimidade do júri - excepto Gary Barlow que é o mentor dos jovens, obviamente.

X Factor UK - Live Week 3


    Na terceira semana do X Factor UK o tema foi "Movie" onde os concorrentes têm que cantar músicas emblemáticas de filmes também eles sobejamente conhecidos. Tivemos 3 grandes actuações, mas na grande maioria foi mais uma gala pobrezita...


OS MAIS
+ Sam Bailey foi sem dúvida alguma a actuação da noite interpretando mais uma vez uma música de Celine Dion - "My Heart Will Go On" - do filme Titanic. Sam continua a ser a mais regular, mas uma regularidade de alta qualidade. Tem o carinho do público desde o início e a cada semana que passa torna-se cada vez mais a potencial vencedora do concurso.


+ Nicholas McDonald continua em boa forma vocal mostrando mais uma vez o que vale. Desta vez cantou a música que todos nós associamos àqueles powerpoints cheios de tristeza que em tempos recebíamos no nosso e-mail. Falamos claramente da música do filme Cidade dos Anjos - "Angels" de Sarah McLachlan. Conquistou facilmente um lugar nos nossos destaques e começa a ser regular.



+ Luke Friend foi a surpresa da noite. Sempre muito igual a si mesmo, Luke agarrou na "Kiss From a Rose" de Seal (do filme Batman Para Sempre) e cantou-a à sua maneira surpreendendo de novo. Finalmente levou a sua guitarra e conquistou tudo e todos sendo um dos melhores da noite. Ao contrário de Abi Alton, o jovem de 17 anos tem conseguido adaptar o seu estilo a qualquer música que lhe é proposta da melhor maneira.



OS MENOS
- Sam Callahan já começa a ser um habitué nos nossos destaques negativos. Já por várias vezes exaltámos a falta de capacidades vocais de Sam e o Louis Walsh também não faz por menos. O jurado e mentor de Callahan continua a dar-lhe músicas que expõem as suas enormes fragilidades.


- Abi Alton cantou no seu registo, mas - talvez pelas constantes críticas - não encantou. Notou-se uma insegurança no seu timbre que estragou por completo o tema. Contudo, Nicole fez bem em voltar a meter o seu peixinho dentro de água e a segurança voltará certamente ao de cima com naturalidade. Sempre é melhor cantar bem e ao seu jeito do que cantar músicas completamente distintas do seu timbre que só a prejudicam.




- Miss Dynamix não têm tido dias fáceis e a continuidade no programa terminou mesmo com esta actuação. As três jovens começaram muito bem, mas nas galas começaram a ter algumas atribulações que deixaram cair por terra as boas actuações.




OS NEUTROS
    Como actuações que não aqueceram, nem arrefeceram tivemos os Rough Copy - novamente culpa de Gary Barlow que basicamente os transformou numa banda de coro -, Tamera Foster - que tinha tudo para ter a interpretação da noite, mas não teve estofo para aguentar a "Listen" de Beyonce -, Hannah Barrett - continua com altos e baixos, sendo que os "baixos" nunca foram maus... Contudo, esperamos sempre mais desta grande concorrente - e ainda os Kingsland Road - que voltaram a transformar uma música ("Pretty Woman", desta vez) numa música de coro de natal.


A EXPULSÃO
    A expulsão em si foi justa e seguiu a corrente correcta. Os grupos voltaram a ser a categoria menos votada, tendo as Miss Dynamix sido as menos votadas da mesma. Na gala seguinte é que surgiu a grande surpresa da semana - Hannah Barrett foi a concorrente menos votada de todas. Assim sendo teve que ir ao Survival juntamente com as jovens. Ambas as performances foram soberbas tendo as Miss Dynamix surpreendido com a sua melhor interpretação no programa. Porém, o júri optou pela concorrente com mais potencial - Hannah Barrett - fazendo justiça.

 

4 de novembro de 2013

Factor X: Audições 5 + Bootcamp

Ora muito boas noites. Ontem tivemos mais Factor X no canal de Pinto Balsemão. À 5.ª foi de vez e as audições acabaram finalmente. O início do Bootcamp (não houve cá espaços para traduções, bem vindo estrangeirismo) trouxe a - importante - novidade que Sónia Tavares trabalhará com os mais velhos (concorrentes acima de 25 anos), o polémico Paulo Ventura terá em seu poder os grupos e, por sua vez, Paulo Junqueiro ficará como mentor da malta mais nova. O Bootcamp começou e, sem querer adiantar muita coisa, confirmou-se o que já tínhamos apontado como muito provável: na ausência de qualidade generalizada nos grupos, Ventura começou a "roubar" concorrentes individuais para a sua categoria, acabando até por destruir grupos e constituir depois novos grupos. Vamos ver o que dá.
    Pela maior importância, deixaremos 1.º as actuações e a análise no Bootcamp e lá abaixo os últimos destaques do quinto e último conjunto de audições.

Comecemos então pela noite de fados do Factor X. Paulo Junqueiro juntou Margarida Rodrigues, Jéssica Meireles e Marisa Ramos e viu-se num berbicacho. As 3 jovens cantaram "Rosa Branca" e estiveram todas a um nível muito alto (calma Paulo Ventura, não é preciso chorar ou estar tão irrequieto), embora numa opinião pessoal Marisa Ramos tenha provavelmente sido a que esteve melhor.
    Junqueiro propôs tornarem-se um grupo de fado e passarem para as mãos do amigo Ventura ou, caso não quisessem esse caminho, ele passaria apenas uma. Segundo as imagens, a Marisa e a Jéssica não se importavam (por quererem cantar outras coisas que não apenas fado), mas a Margarida Rodrigues não alinhou na criação do grupo por 2 motivos: querer cantar só fado até ao fim (viva a versatilidade) e porque "eu vim cá sozinha, vou-me embora sozinha". Após a decisão do trio, Junqueiro escolheu então Marisa Ramos. Minutos depois, Paulo Ventura propôs às concorrentes eliminadas - Margarida Rodrigues e Jéssica Meireles - que se tornassem numa dupla e ficassem com ele e aí a concorrente Margarida já aceitou (nessa altura já não podia achar que seria ela a seguir em frente quando o Junqueiro escolhesse 1). Uma concorrente com uma grande voz, mas que neste caso ficou mal a nível de integridade e coerência.

Foi uma boa notícia a Sónia Tavares ter ficado com os concorrentes acima de 25 anos. Na única actuação no Bootcamp que vimos desse lote, reuniram-se Dário Ferreira (Daduh King), Luís Taklin, Berg e Paulo Almeida. Dando voz a "Ain't No Sunshine" apenas 2 coisas ficaram claras no quarteto: Berg é o melhor dos quatro e Taklin o menos bom (porque dizer pior neste caso não era uma palavra justa). Entre Daduh King e Paulo Almeida, querendo Sónia escolher dois como fez, seria sempre uma decisão de rua. Duas boas vozes, completamente diferentes e capazes de potenciar estilos bem distintos. Sónia acabou por optar pelo concorrente mais mediático (Daduh King), o que não foi 100% uma má opção, mas custou bastante ver o músico de rua Paulo Almeida abandonar o programa.

David Dias, ainda bem que não ficou o Paulo Ventura com a tua categoria. Junqueiro juntou o "treinador" Rogério Barros, David Dias e Tiago Araújo (não se viu a audição dele) com o intuito de optar por um só. A tarefa tornou-se mais simples porque Rogério Barros cantou fora de tom - embora seja, à imagem de Paulo Almeida (curiosamente ambos com uma rouquidão contagiante), um concorrente que dá bastante pena ver pelo caminho, considerando o enorme potencial e as actuações que ainda o poderíamos imaginar a ter. Em suma, Junqueiro optou bem pelo David Dias, um concorrente que bem explorado e aconselhado pode tornar-se num dos motivos principais para ver as galas aos domingos. E sim Manzarra, foi uma boa representação das Barbas! (tínhamos que o dizer)


Não há muito a dizer sobre as actuações das X-Pressions e dos X4U. Ventura lançou a sua rede e pescou apenas a Iolanda Costa das X-Pressions, sem dúvida entre o grupo de amigas aquela que está mais perto de ter o "factor X". A Iolanda que, para quem não se lembra, participou no último Ídolos - até cantou com João Seilá na fase dos trios em Tróia. Acabámos a ouvir Ventura dizer que tem um "mega grupo de R&B e soul", portanto a seu tempo perceberemos quem são os novos amigos da Iolanda. Os X4U estiveram num nível abaixo da audição e embora tenham a seu favor sempre o "síndrome One Direction" com tantas fragmentações de grupos e novos grupos a vida pode ficar mais difícil para eles.

Bootcamp - À parte: Pelas imagens que passaram muito rápido acompanhadas de músicas supostamente muito emocionantes e saudosistas ficámos a ver que alguns bons concorrentes ficaram pelo caminho. Deu para perceber que Fernando Daniel (o Ed Sheeran nacional) não passou, bem como Sílvia Barros, Verónica Haluzynska, Paloma Nunes ou Raquel Couto. Pena não termos visto as actuações. Em sentido inverso as imagens deram a entender que Mariana Rocha, Jair Neves, os The Bliss, Diogo Valente, Nuno Rainha e mesmo o André Nienhaus seguiram para a fase seguinte.

    Como já falámos muito até aqui, deixamos abaixo (relativamente às últimas audições) as 4 actuações mais interessantes. Entre os que não estão abaixo, os Under Pressure serão uma banda para concorrer por um hipotético lugar com os X4U, e as actuações do Filipe Keil e da Andreia Verdugo foram boas, mas esperemos para ter mais material para dar uma opinião. A Inês David, forte a nível de presença de palco e com uma boa voz, embora vá parar a uma categoria já muito e bem frequentada.
    Abaixo fica então o músico de rua Paulo Almeida - que já sabemos que não seguiu em frente no Bootcamp - com um grande "I Will Wait" dos Mumford & Sons. Bem também esteve o Diogo Santos que embora tenha sido bom, deu a ideia de que podia ter sido melhor. E finalmente alguém levou Ben Howard para o palco do Factor X. Depois o sexo feminino. A Clara Neto com 17 anos tem talento para ir longe na categoria do Paulo Junqueiro... Tem voz e é gira, a Clarinha. E por fim a dupla 'Rafa & Beltran' com uns trejeitos vocais ciganos, tem lá qualquer coisa. Os Xutos terão ficado satisfeitos com aquele "Circo de Feras" - bom momento ("pensava em ti e em que sorte era a tua") julgo que do Rafa.



Para a semana há mais. Com muitas "escolhas de produção", é certo, mas esperemos que se salve alguma boa música.

28 de outubro de 2013

Factor X: Audições 4

Alvíssaras (julgo que isto exprime uma boa nova ou boa notícia), musicólogos. Ao quarto conjunto de audições do Factor X português começamos a ficar - felizmente - com a ideia de que pode haver qualidade para ser trabalhada e dar um programa. Neste último programa surgiram vários artistas merecedores de destaque, o júri (sobretudo "os Paulos" e sobretudo Ventura) continuaram a dar bandeira e continua a ser menor a qualidade e o leque de opções a nível de grupos, o que poderá resultar, reforçamos, numa conjugação dentro de 1 ou 2 fases de alguns artistas a solo num grupo. A viagem de hoje começa com Berg, vamos passar por um locutor de rádio da Mega Hits, pelo Jason Segel português e ainda um rapaz que foi cantar uma música de um artista completamente desconhecido para o júri... um tal de Ed Sheeran.

    Teófilo Sonnemberg é, ao fim de 4 programas de audições, o candidato mais forte e completo do Factor X. Berg, neste momento com 41 anos, decidiu finalmente apostar em si a solo depois de tantos anos na sombra (vimo-lo por exemplo nos Bandídolos, a banda que acompanhava os concorrentes do Ídolos). Tem um timbre do qual é impossível não se gostar, tem experiência, sabe cantar como ninguém, sente e vai proporcionar garantidamente grandes momentos nos próximos meses. Na audição, como o meu cunhado disse: ele não foi ali para concorrer, foi para dar espectáculo. Ele deu um concerto. Primeiro cantou "At Last" de Etta James (coitadinha da actuação da Sílvia Barros que esteve bem com o mesmo tema, mas tão longe) numa audição semelhante à de Josh Krajcik no X-Factor norte-americano. O público pediu outra e Berg brindou toda a gente com o melhor momento musical deste Factor X até agora - "Chuva" de Jorge Fernando, numa versão à Berg.
    Depois temos o Fernando Daniel. Este rapaz de 17 anos é fisicamente o resultado de um filho do Ruben Amorim com o André Almeida, jogadores do Benfica, e musicalmente interpretou "Cold Coffee" de Ed Sheeran tendo uma voz semelhante ao original. Mas quem é esse Ed Sheeran? Aqui no Barba Por Fazer nos últimos 2 anos temos partilhado nos nossos 'Garganta Afinada' temas do britânico como "Give Me Love", "The A Team", "Firefly", "Lego House", entre tantos outros. No entanto, o director da Sony Music Portugal (Paulo Junqueiro) e o senhor que está envolvido no Sudoeste e produz e dirige o palco Heineken no Optimus Alive (Paulo Ventura) nunca ouviram falar dele. E julgo que isto chega para se perceber muita coisa sobre as decisões deste júri. Voltando ao Fernando Daniel, esteve a um grande nível e gera bastante curiosidade para o acompanharmos nas próximas fases.

    A Nádia Gonçalves terá provavelmente trazido à memória de alguns saudosistas a concorrente do Ídolos Diana Piedade. Tem o Factor X, uma voz especial (actuação 95% perfeita, precisando só de uns ajustes nos fade outs no refrão, quando levava a voz lá acima) e das mais interessantes em competição. Com um potencial enorme, deleitou quem a ouviu a cantar... "Wrecking Ball" de Miley Cyrus. Sim, nem só o James Arthur faz coisas interessantes com Cyrus.
    Passamos de um diamante por lapidar com 21 anos para um dos locutores principais da Mega Hits. É verdade, o Daniel Fontoura decidiu aos 31 anos que estava na hora de apostar definitivamente na sua carreira musical e não fazer apenas uns medleys engraçados na rádio (tem jeito para cantar Muse o rapaz). Tem voz para complicar as contas nos "+25" (categoria muito forte com Berg, José Freitas, Jair Neves, Nina Pereira e Dário Ferreira) e é dos elementos mais fortes a nível de presença de palco. Já agora, cuidado Daniel, nunca é bom ouvir o Paulo Ventura dizer "se lhe puser as mãozinhas em cima"... E a música que cantou foi "I Heard it Through the Grapevine" de Marvin Gaye.

    Já falámos da fusão do Amorim com o André Almeida, mas no Gonçalo Santos temos o Jason Segel (actor de How I Met Your Mother) em versão tuga. Ventura entendeu que ele estava "à rasca" quando chegou ao palco mas felizmente isso não transpareceu na actuação. A cantar "I Won't Let You Go" de James Morrison provou o seu talento, fez a sua performance em parte de olhos fechados (nem reparou quando o mandaram parar) e junta-se a Fernando Daniel, Mariana Rocha e David Dias nos jovens que demonstraram qualidade com guitarra acústica. E Paulo Junqueiro, hás-de me explicar como é que é isso de fechares os olhos para perceberes que era mesmo ele que estava a cantar. Não deveria ser... o inverso?!
    E do Gonçalo passamos para os meninos da mamã. Na realidade são os Heartbreakers - dois irmãos que dedicaram "When You Say Nothing At All" à mãe. São genericamente afinados, vocalmente apenas batidos pelos The Bliss a nível de grupos, mas considerando que as vozes deles são tão parecidas podiam não ter cantado tudo em uníssono e deixado cada um brilhar individualmente. Não é um dos grupos que nos entusiasma mais, mas sim em todo o caso foi justo passarem à fase seguinte.

    Sara Ribeiro, a boa notícia é que merecias completamente passar à próxima fase - principalmente pela "Alone" das Heart e não pela inicial Brandi Carlile. A má notícia é que numa categoria com Berg, José Freitas, Jair Neves, Nina Pereira, Dário Ferreira e Daniel Fontoura, a vida vai ser muito muito complicada para ela. Terá que subir o nível e manter a qualidade vocal na música das Heart, e veremos se chega.
    Quanto ao Diogo Valente proporcionou mais um dos momentos polémicos que a produção/SIC tanto gostam para fazer televisão, fazer audiência em vez de fazer música. Foi cantar Prodígio, revelou boa energia em palco e uma voz passível de resultar tanto ao vivo como em estúdio. Até por potenciar um campo musical pouco espelhado nos concorrentes que já passaram podia e devia ter passado imediatamente, mas acabou por só passar já longe do palco, com Paulo Junqueiro a dizer que o amou e a mudar o seu Não para um Sim. Vai ter que trabalhar o Diogo.

    Neste programa tivemos ainda o professor de música Luís Taklin (grande guitarrista, para já a mostrar-se decente cantor) e algumas audições bastante curiosas. A Gabriela Marques tinha figura mas claramente não tem voz, a Cláudia Teixeira tem uma projecção vocal interessante mas tem uma forma de cantar esquisita. É muito afinada, não comete erros, mas tem uma necessidade de projectar a sua voz de forma exagerada por vezes. Depois houve o Tomás Baptista - foi cantar uma das músicas preferidas de um dos elementos da nossa equipa do BPF - "Nothingman" dos Pearl Jam e deixou apenas patente, como por acaso o júri bem lhe disse, que ele tem uma voz bastante interessante mas ainda não sabe o que fazer com ela, ainda não sabe cantar. É claramente músico para voltar numa próxima edição. Por fim a Paige Ferreira que proporcionou um momento bilingue no programa. Com os seus olhos azuis foi talvez melhor a cantar Guns N' Roses mas vai precisar de trabalhar, surpreender e apresentar-se acima do nível da audição para se manter em competição no futuro.

Porto frio e maduro fica mais líder depois de derrotar (3-1) os leões

Porto  3 - 1  Sporting (Josué (pen.) 11', Danilo 62', Lucho 74'; William Carvalho 60')

    Eram grandes as expectativas de qualquer adepto do futebol português para o jogo de hoje. O Porto não tem enchido o olho, o Sporting tem surpreendido os mais optimistas e qualquer benfiquista sabia após a vitória frente ao Nacional que hoje era Clássico para ganhar pontos. A ausência de Quintero podia preocupar quem achasse que o Porto precisaria da magia do colombiano para desbloquear o jogo, mas viu-se genericamente uma exibição característica dos dragões nestes momentos - psicologicamente fortes, coesos, a encarar o jogo do 1.º minuto ao último com competitividade e consciência da importância de "mais 3 pontos".
    O jogo começou vivo e interessante, com um bom ambiente no Dragão e duas equipas a sentirem a importância do encontro. O Sporting embora não se assuma como candidato sabia que uma vitória ou empate neste jogo podiam ajudar a mudar o discurso e o Porto entrou com um miolo de Fernando, Herrera e Lucho, soltando nos flancos Varela e Josué (embora ele renda mais no centro do terreno). O jogo acabou por ser desbloqueado por... Maurício. O central brasileiro chegou tarde a um lance e abalroou Alex Sandro dentro de área - um daqueles penalties que não dá discussão em nenhum café. Com a pressão nos ombros, Josué atirou para o lado esquerdo e provou a sua frieza. O Sporting procurou nos minutos seguintes ter mais bola, mas sempre com algumas dificuldades em construir, enquanto que no Porto Josué ia procurando bater Patrício pela 2.ª vez e William Carvalho tirou "o pão da boca" a Cha Cha Cha Martínez. À saída para o descanso, o resultado ajustava-se, embora dê sempre pena quando um Clássico é decidido por uma grande penalidade.
    Embora a segunda metade tenha começado com uma saída em falso após um canto, o Sporting e os seus adeptos começaram gradualmente a acordar e aos 60' o empate chegou mesmo. André Martins cruzou, William Carvalho rematou para a baliza e um desvio em Fernando traiu Hélton. Os leões festejaram muito mas logo a seguir mostraram uma falta de maturidade e capacidade competitiva tremenda. O Porto teve alma e caiu em cima após o golo sofrido e, praticamente no minuto seguinte, Josué colocou a bola em Danilo e o lateral direito (faz alguma confusão vê-lo longe de zonas onde possa brilhar mais) fintou Rojo e fez um grande golo. O golo deixou os verde-e-brancos quase K.O., mas ainda tiveram forças para dar trabalho a Hélton - Capel rematou com perigo, Montero obrigou o guarda-redes brasileiro a uma boa defesa depois de um cabeceamento e Piris também pôs o keeper portista à prova. A corrente estava para um lado, mas o golo surgiu do outro - transição perfeitamente executada e completamente consentida pela defensiva leonina. Jackson Martínez cruzou, Silvestre Varela ganhou a bola de cabeça e assistiu Lucho para o 3-1, o ponto final no jogo.

    Viu-se hoje o tipo de exibição que faz, ano após ano, manter-se regular. Não houve uma personalização de Paulo Fonseca, houve sim uma exibição de uma equipa que sabe o que quer e o que tem que fazer/ jogar para o conseguir. Josué foi talvez o melhor elemento, num jogo em que o momento-chave surgiu na incursão de Danilo. O Sporting foi inferior, teve azar ao ter sofrido os golos da 2.ª parte em momentos em que até estava melhor, mas revelou estar verde, não beliscando em nada o seu bom percurso até agora.


Barba Por Fazer do Jogo: Josué (Porto)
Outros Destaques: Hélton, Danilo, Lucho; William Carvalho
Golos:
1-0 Josué (pen.) 11'
1-1 William Carvalho 60'
3-1 Danilo 62'
4-1 Lucho 74'

27 de outubro de 2013

"El Classico" começa sem sal e acaba a escaldar (2-1)

Barcelona    2 - 1    Real Madrid (Neymar 18', A. Sanchez 78'; Jesé 90'+1)

    Hoje tivemos o El Classico que se disputou a uma hora fora do normal. O jogo começou às 18h (17h em Portugal Continental) com um Camp Nou a rebentar pelas costuras e também com uma homenagem a Tito - antigo treinador dos blaugranas. O jogo começou sem sal algum com um Real defensivo e na expectativa de um erro adversário e um Barcelona também um pouco cauteloso. Contudo, Alberto Mallenco - árbitro da partida e figura no Benfica-Olympiakos pelas piores razões - voltou hoje a brilhar apimentando a segunda parte com 3 erros com possível influência no resultado.
    A primeira metade praticamente não teve ocasiões de golo. O primeiro lance de perigo surgiu aos 19 minutos e resultou logo em golo. Bom trabalho de Iniesta a libertar Neymar na esquerda, o brasileiro não entrou em cerimónias e disparou para a baliza fazendo o primeiro da partida e levando ao delírio todo o estádio. A bola não ia para a baliza tendo sofrido um desvio essencial de Rafael Varane. O Real podia ter sofrido o segundo logo a seguir, mas enfrentou um Messi não tão inspirado pela frente. O astro argentino apareceu isolado pela direita, mas falhou totalmente o alvo ao rematar. Já a acabar a primeira parte, surgiu a resposta dos merengues. Ronaldo explodiu pela esquerda, centrou tenso e Khedira desviou para enorme defesa de Valdés. O lance terminou em polémica pois após a defesa de Valdés, a bola resvala no braço de Adriano fazendo a mesma voltar em segurança para as mãos do guarda-redes espanhol. Estava feito o primeiro erro de Alberto Mallenco.
    A segunda metade foi mais agitada e começou logo com outro erro de Mallenco. Numa boa jogada do Barcelona, Fabregas é claramente rasteirado por Pepe, mas o árbitro mandou seguir. Mallenco é perito em apitar lances sem falta e a deixar passar incólumes lances irregulares. O Barça voltou a criar perigo logo a seguir com Iniesta em destaque com um grande passe isolando Neymar, mas o brasileiro encontrou Diego Lopez pela frente. O Real deu um murro na mesa e virou o rumo do jogo assumindo finalmente o domínio do mesmo. O bom momento dos merengues iniciou com um pontapé violento de Cristiano Ronaldo para nova enorme(!) defesa de Victor Valdés. O guardião espanhol esteve em grande plano tendo também defendo um remate de primeira de Di Maria com algum perigo. Aos 70 minutos surge o maior erro da partida. Ronaldo isola-se na frente e Mascherano empurra explicitamente o português nas costas derrubando-o dentro de área. Se os outros lances foram rápidos e poderiam ter alguma dificuldade para os juizes da partida, este é impossível não ver. É demasiado flagrante para um árbitro (supostamente) de nível mundial não ter marcado. Mallenco já tinha estado em destaque noutro clássico espanhol tendo prejudicado novamente o Barcelona. É brilhante a forma como dão oportunidades a árbitros de tão baixo calibre de arbitrarem jogos internacionais. Benzema tentou responder com raiva com um remate fortíssimo fora-de-área, mas a bola esbarrou na barra de Valdés para alívio do espanhol. A frustração dos madridistas aumentou ainda mais quando, num contra-ataque, Alexis Sanchez faz o segundo para o Barcelona num golo de bandeira. O chileno parte para a baliza apenas a pressão de Varane, contemporiza um pouco e do nada disfere um chapéu antes da grande área surpreendendo por completo Diego Lopez... O Real Madrid já sem grande esperança, voltou a estar por cima tendo desperdiçado algumas ocasiões de golo iminente. O golo de honra surge já nos descontos com Ronaldo a isolar o jovem espanhol Jesé Rodriguez tendo o jovem rematado com força em direcção de Valdéz, mas o mesmo não conseguiu impedir o golo.
    O Barcelona segue assim em primeiro lugar com 6 pontos de vantagem do principal rival e com 4 sobre o Atlético de Madrid embora estes tenham menos um jogo.

Barba Por Fazer do Jogo: Neymar Jr. (Barcelona)
Outros Destaques: Iniesta, Valdés; Ronaldo.
Golos:
1-0 Neymar 18'

2-0 A. Sanchez 78'
3-0 Jesé 90'+1

24 de outubro de 2013

Factor X: Audições 3

Mais um Domingo, e mais umas audições do Factor X. O último programa teve alguns bons concorrentes - no geral ainda está abaixo dos padrões de qualidade/ versatilidade que se tem visto sobretudo no Reino Unido - e confirmou a pouca qualidade do júri do programa, que gerou polémica e controvérsia perante actuações que não deixariam dúvidas a ninguém. Sónia Tavares vai mostrando ser claramente o elemento do júri com mais ouvido e sensibilidade musical, uma agradável surpresa, Paulo Junqueiro não se enterra muito mas Paulo Ventura (esperava-se mais precisamente por gerir a carreira, por exemplo, do grande Tiago Bettencourt) já teve momentos bastante estranhos, como no último programa com David Dias. Torna-se alarmante considerando a importância que o júri terá no decurso do programa.


    Comecemos então com polémica. Com potencial para dar uma perninha numas músicas de Bon Iver e com uns trejeitos de Cameron Mitchell na voz, chegou ao palco do Factor X o David Dias. Sem dúvida um dos melhores concorrentes até agora do programa e, sem dúvida também, um dos que se poderia considerar mais artista do que concorrente. Mas não para Paulo Ventura. O Ventura fez questão de gerar polémica e tornar a passagem do David uma aventura autêntica - o seu "Hallelujah" devia ser suficiente para passar, mas foi ainda obrigado a cantar uma 2.ª ("Stay" da Rihanna com Mikky Ekko) e em ambas ficou patente que, mesmo não tendo um vozeirão, tem muito potencial, bom gosto e não é uma voz que se ouça muitas vezes em Portugal. Talvez venha a ter a vida difícil no programa - por exemplo se Ventura ficar com os "jovens" -, mas para já passou com a persistência de Sónia Tavares e Junqueiro a ceder no último segundo.
    Fechem os castings para dobragens de músicas da Disney, a Raquel Couto dá conta de tudo. Sim, desafinou um nadinha, ao sair da sua "praia" aguda mas depois de vermos passar alguns concorrentes banais... surge uma professora de inglês e espanhol a cantar uma música do Fantasma da Ópera como cantou e o júri (desta vez não tiveste culpa, Paulo Ventura) hesita. Dá Deus cadeiras de júri a quem não tem ouvidos. Mas como Sónia Tavares disse será uma concorrente que terá que ser bem direccionada e apoiada em boas escolhas de músicas. PS: Bom momento da mãe da Raquel "Obrigada Manzarra".


    Mantenhamo-nos então no feminino, mas com duas gerações perfeitamente distintas. A senhora Nina Pereira decidiu aos 61 anos dedicar algum tempo a si mesma. E em boa hora o fez. Mãe da actriz Paula Castelão, cantou o "Avé Maria" de Franz Schubert e, a partir do momento em que (aconteceu comigo, porque eu sou estranho) consegui tirar a imagem mental do Zach Galifianakis a cantar na Ressaca 3, pude apreciar a voz desta senhora. Seria um crime ela não passar, mas veremos como encarará as próximas fases da competição.
    Invertem-se os números e de 61 passamos para 16 anos. Boas notícias para a açoriana Mariana Rocha: vai ter um bom futuro musical pela frente. A cantar "Stronger than Me" de Amy Winehouse e com um timbre a fazer lembrar Selah Sue, a Mariana é - à imagem do David Dias - uma voz invulgar no panorama nacional. Completa, e a acompanhar bem com a sua viola, com um mentor inteligente terá muito para explorar e dar.


    Os grupos continuam a não ter uma qualidade de encher o olho mas, depois dos 2605, surgiram nesta 3.ª amostra de audições dois grupos com alguma coisa. Quando se começaram a ouvir os X4U era inevitável pensar: "Olha os One Direction, mas com uma garrafa de azeite Oliveira da Serra vertida para cima deles". A verdade é que à medida que ouvimos a actuações dos rapazes (juntos pela produção após a pré-selecção) a ideia que fica é que de facto faz sentido que exista um grupo assim, com a herança natural dos One Direction. Os X4U cantaram "One Way or Another" na versão de, claro está, One Direction. A harmonia vocal conjunta é relativamente interessante mas curiosamente são os 2 rapazes que aparentam ter menos confiança ou à vontade que parecem ter melhor voz.
    Os The Bliss são compostos por um rapaz e uma rapariga, em perfeita sintonia - vocal e não só - e são até ver o grupo vocalmente mais afinado que surgiu em palco. As vozes combinam bem, sabem adequar-se um ao outro e podemos esperar mais "caretas" do Paulo nas próximas fases.


    Para acabar, mais duas raparigas. A concorrência vai ser bastante apertada nos "jovens" com este júri em tríade - era melhor terem arranjado 4 elementos para o júri e, consequentemente, 2 categorias de jovens, - rapazes e raparigas. Como lá fora.
    O palco é da Mariana Pádua - que se cale quem o negar. A jovem de 16 anos entusiasmou e cativou a plateia com "Proud Mary" de Tina Turner, mas deixou alguma curiosidade para ver o nível que vai mostrar na fase seguinte. Já a Mariana Rodrigues, mais uma fadista, superior a Jéssica Meireles mas ao nível de Marisa Ramos, justificou também plenamente a passagem. Em todo o caso, ter-lhe-ia dito: já passaste, mas canta aí outra coisa.

    Aconselho ainda a verem a audição do Pedro Rocha - o rapaz foi cantar Drake e Dengaz (ft. Agir) e infelizmente foi pena não ter uma voz e um inglês melhores. Claramente a audição mais cómica até agora, com a mãe dele envolvida, e as melhores respostas ao júri. Pode não se aproveitar musicalmente (é pena porque seria bom alguém trazer a onda Drake) mas talvez alguém pegue nele para o mundo da televisão. Depois, para além do Emanuel Delgado e da Ana Maio que não passaram, a Mariana Azevedo optou por imitar integralmente a audição da concorrente Jannel Garcia do X-Factor norte-americano. E no próximo domingo lá haverá mais..