Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

8 de junho de 2026

Mundial 2026: Previsão Grupo F

Doze grupos formam o maior campeonato do mundo de sempre. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    Chegamos ao Grupo F encontramos 4 equipas muitíssimo diferentes, que é exatamente aquilo que se quer num Mundial. Os Países Baixos são cabeças-de-cartaz e teóricos favoritos: a Laranja Mecânica de Koeman foi semi-finalista no Europeu e no último Mundial só caiu diante da campeã Argentina, num dos jogos mais emblemáticos dessa edição. O apuramento foi tranquilo, mas são poucos os jogadores neerlandeses que realizaram boas épocas nos seus clubes (Jurrien Timber e Malen são exceções).
    O grande rival da antiga Holanda, achamos, será o Japão. Os irrequietos e sempre evoluídos tecnicamente jogadores de Moriyasu passearam no apuramento (30 golos marcados, 3 golos sofridos) e, se começarem o Mundial a todo o gás, podem ser um dos dark horses.
    A Suécia chegou aos EUA como uma espécie de impostora. Os suecos só fizeram 2 pontinhos no seu grupo, atrás de Eslovénia, Kosovo e da qualificada Suíça, mas a boa prestação na Liga das Nações valeu uma trajetória indireta até ao Play-Off onde, já com Graham Potter, a equipa escandinava ultrapassou Ucrânia e Polónia. A Tunísia fecha o grupo, e julgamos que será justamente esse o posto da seleção orientada por Lamouchi.

    Olhemos para o Grupo F:

1. JAPÃO 
(Previsão: Eliminado nos quartos pela França)

  • Guarda-Redes: Zion Suzuki (Parma), Tomoki Hayakawa (Kawasaki Frontale), Keisuke Osako (S. Hiroshima)
  • Defesas: Yukinari Sugawara (Werder Bremen), Takehiro Tomiyasu (Ajax), Junnosuke Suzuki (Copenhaga), Tsuyoshi Watanabe (Feyenoord), Ko Itakura (Ajax), Hiroki Ito (Bayern Munique), Shogo Taniguchi (Sint-Truiden), Yuto Nagatomo (FC Tokyo)
  • Médios: Wataru Endo (Liverpool), Ayumu Seko (Le Havre), Kaishu Sano (Mainz), Ao Tanaka (Leeds United), Daichi Kamada (Crystal Palace), Yuito Suzuki (Friburgo)
  • Extremos/ Avançados: Ritsu Doan (Eintracht Frankfurt), Keito Nakamura (Reims), Junya Ito (Genk), Takefusa Kubo (Real Sociedad), Daizen Maeda (Celtic), Kento Shiogai (Wolfsburgo), Koki Ogawa (NEC), Keisuke Goto (Sint-Truiden), Ayase Ueda (Feyenoord)
Selecionador: Hajime Moriyasu
Baixas: Kaoru Mitoma, Takumi Minamino

Forças: Disponibilidade física e mental para pressionar em todo o campo e nunca desistir; A conjugação de ótima reação à perda com boa qualidade na recepção e no passe fazem do Japão uma equipa sedutora para os adeptos e exigente para os adversários; Momento de forma animador, tendo derrotado Inglaterra e Brasil em amigáveis.
Fraquezas: Com Mitoma e Minamino, os nipónicos seriam ainda mais fortes no último terço; Condições climatéricas e eventuais paragens ou adiamentos dos jogos podem castigar particularmente esta equipa, além de que a ideia de jogo desgastante pode gerar quebra física ao 2º ou 3º jogo do mata-mata, caso o Japão dure até aí.

Equipa-Base (3-4-2-1): Suzuki; Watanabe, Taniguchi, Ito; J. Ito, Sano, Endo, Nakamura; Doan, Kubo (Kamada); Ueda

    Temos altas expetativas para este Japão, mesmo tendo em conta que Hajime Moriyasu é um selecionador por vezes controverso nas opções. Em 2022, os samurais foram líderes num grupo com Espanha e Alemanha, vencendo ambas, caindo só nas grandes penalidades contra a Croácia.
    Quatro anos depois, Suzuki é uma excelente novidade na baliza. E na defesa (a 3, em princípio) nomes como Watanabe e Ito em particular oferecem garantias. Neste Japão, uma das principais questões será perceber que jogadores Moriyasu escolhe para interpretar as duas posições nos flancos, parecendo Junya Ito e Keito Nakamura (extremos nos seus clubes, convém dizer) os melhor posicionados para abraçar o desafio.
    Kubo e Ritsu Doan são uma dor de cabeça para qualquer defesa, Ueda marcou 25 golos na liga holandesa, e o banco refrescar sem gerar grande diferencial de qualidade.

Destaques Individuais (Previsão):


    Quis o destino que Ayase Ueda calhasse num grupo com o país que o viu marcar golos em catadupa este ano. Aos 26 anos, o avançado é um pleno oportunista, não precisando de se envolver muito nas jogadas para, na Hora H, estar no sítio certo.
    Kubo costuma ser mais falado mas é Ritsu Doan o nipónico que pensamos que poderá desequilibrar mais os adversários neste Mundial. Com vários anos de Bundesliga, entra neste Mundial com a moral de quem fez o gosto ao pé diante de Espanha e Alemanha há 4 anos atrás.
    Confiando que este Japão só cairá perante uma seleção das favoritas a ganhar o Mundial, imaginamos que Junya Ito possa ser uma boa surpresa num papel bem diferente daquele que desempenha no seu clube, Tsuyoshi Watanabe é talvez a melhor personificação desportiva de um samurai, e Kaishu Sano é um dos médios centro a ter em conta, podendo jogar por ele e pelo irmão (Kodai Sano, do NEC, merecia ter sido convocado).


2. PAÍSES BAIXOS 
(Previsão: Eliminados nos 16-avos por Marrocos)

  • Guarda-Redes: Bart Verbruggen (Brighton), Robin Roefs (Sunderland), Mark Flekken (Bayer Leverkusen)
  • Defesas: Denzel Dumfries (Inter), Jurrien Timber (Arsenal), Jan Paul van Hecke (Brighton), Virgil van Dijk (Liverpool), Nathan Aké (Manchester City), Micky van de Ven (Tottenham), Jorrel Hato (Chelsea)
  • Médios: Marten de Roon (Atalanta), Mats Wieffer (Brighton), Quinten Timber (Marselha), Frenkie de Jong (Barcelona), Teun Koopmeiners (Juventus), Ryan Gravenberch (Liverpool), Tijani Reijnders (Manchester City), Justin Kluivert (Bournemouth), Guus Til (PSV)
  • Extremos/ Avançados: Noa Lang (Galatasaray), Crysencio Summerville (West Ham), Donyell Malen (Roma), Cody Gakpo (Liverpool), Wout Weghorst (Ajax), Brian Brobbey (Sunderland), Memphis Depay (Corinthians)
Selecionador: Ronald Koeman
Baixa: Xavi Simons

Forças: Isoladamente, não é fácil encontrar outra defesa com nomes tão sólidos como a que a Laranja forma com Dumfries, Timber, van Dijk e van de Ven; Gakpo e Dumfries costumam fazer boa figura nas grandes competições de seleções; 4-3-3 com de Jong, Gravenberch e Reijnders no meio-campo "faz sentido" e homenageia bem o passado do futebol neerlandês.
Fraquezas: Apenas Malen e Timber realizaram temporadas realmente boas nos seus clubes; Misto de jogadores com pequenas lesões recentes (Timber, Depay) ou falta de ritmo de jogo (de Jong, Reijnders); Talvez fosse desejável encontrar o Japão na jornada 2 ou 3 e não na primeira.

Equipa-Base (4-3-3): Verbruggen; Dumfries, Timber, van Dijk, van de Ven; de Jong, Gravenberch, Reijnders; Malen, Depay, Gakpo

    Para desespero dos adeptos, a Laranja Mecânica viveu um período com van Gaal em que o 3-5-2 foi o esquema preferido, mas Koeman reinstalou o 4-3-3, bem de acordo com o ADN futebolístico de quem herdou o pensamento de Cruyff e Michels.
    Com Verbruggen a preservar a sua titularidade na baliza, a linha defensiva deve ser composta por Dumfries, Timber, Virgil van Dijk (capitão) e Micky van de Ven. O quarteto faz sentido, ao permitir momentaneamente assumir linha de 3 soltando Dumfries, e oferecendo a van de Ven metros para dar uso ao seu excesso de velocidade.
    Os Países Baixos serão tanto melhores quanto melhor fisicamente estiver Frenkie de Jong, e na frente Koeman adora Depay, que objetivamente é o jogador com mais golos de sempre nesta seleção, mas não tem competido de forma séria no Corinthians.

Destaques Individuais (Previsão):


    Donyell Malen chegou à Roma em Janeiro, emprestado pelo Aston Villa. O extremo/avançado marcou 14 golos em 18 jogos, ficando só a três golos do melhor marcador da Serie A (Lautaro Martínez) que jogou quase o dobro dos jogos. Com isto, queremos dizer que Malen está de pé quente, e Koeman deve potenciar isso, seja como avançado muito móvel, seja encostado para um dos corredores.
    Se nos guiarmos pelos últimos torneios, Cody Gakpo e Denzel Dumfries vão aparecer. O extremo esquerdo do Liverpool marcou 3 golos no Qatar e 3 golos no Europeu, e o lateral direito, futuro reforço do Real Madrid, teima em destacar-se ao serviço do seu país.
    No geral, estamos desconfiados destes Países Baixos, mas se há dois jogadores em que confiamos são Virgil van Dijk e Frenkie de Jong. O central de 34 anos continua a ser um dos melhores do mundo, e o médio do Barcelona é... um médio à Barcelona. E isso é mais do que suficiente.


3. SUÉCIA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos pela França)

  • Guarda-Redes: Vitkor Johansson (Stoke City), Kristoffer Nordfeldt (AIK), Jacob W. Zetterström (Derby County)
  • Defesas: Herman Johansson (FC Dallas), Victor Lindelöf (Aston Villa), Gustaf Lagerbielke (Sporting de Braga), Isak Hien (Atalanta), Hjalmar Ekdal (Burnley), Carl Starfelt (Celta Vigo), Eric Smith (St. Pauli), Daniel Svensson (Borussia Dortmund), Gabriel Gudmundsson (Leeds United)
  • Médios: Jesper Karlström (Udinese), Mattias Svanberg (Wolfsburgo), Lucas Bergvall (Tottenham), Yasin Ayari (Brighton), Besfort Zeneli (Union St. Gilloise), Benjamin Nygren (Celtic)
  • Extremos/ Avançados: Ken Sema (Pafos), Anthony Elanga (Newcastle), Taha Ali (Malmö), Elliot Stroud (Mjallby), Alexander Bernhardsson (Holstein Kiel), Gustaf Nilsson (Club Brugge), Viktor Gyökeres (Arsenal), Alexander Isak (Liverpool)
Selecionador: Graham Potter
Baixas: Emil Holm, Dejan Kulusevski

Forças: Poucas seleções têm avançados goleadores e a Suécia pode gabar-se de ter dois; Balneário reagiu bem à escolha de Graham Potter como selecionador.
Fraquezas: Serve de pouco ter Gyökeres e Isak se a bola não lhes chegar em condições; Na qualificação, embora ainda com Tomasson, esta mesma Suécia ganhou 0 jogos em 6; Criatividade do lesionado Kulusevski mudava muita coisa.

Equipa-Base (3-5-2): Nordfeldt; Lagerbielke, Hein, Lindelöf; D. Svensson, Ayari, Nygren (Karlström, Elanga), Bergvall, Gudmundsson; Gyökeres, Isak

    Defender com muitos, acreditar que os miúdos do meio-campo vão lidar bem com a pressão, e esperar golos de 2 avançados da Premier League, um certamente a atravessar um momento de maior confiança e fulgor físico do que o outro. É isto que os suecos pedem.
    O inglês Graham Potter, que já fora feliz em terras suecas no começo da carreira, no Ostersunds, encontrou no 3-5-2 a melhor estrutura para esta Suécia. A defesa contará com o antigo central do Benfica, Lindelöf (capitão de equipa), e talvez com o titular do Sporting de Braga, Lagerbielke, e embora haja sérios riscos de vermos mais tempo um 5-3-2 do que um 3-5-2, a lesão de Emil Holm leva-nos a crer que Daniel Svensson passará para o lado direito, permanecendo Gudmundsson à esquerda.
    Com Elanga ou Sema para lançar nas segundas partes, e não se excluindo uma equação (3-4-3) em que Gyökeres e Elanga joguem mais abertos, a maior dúvida recai nos intérpretes a meio-campo. Ayari e Bergvall são jovens com qualidade, mas sem contar com Kulusevski, talvez fosse importante a visão de jogo e último passe de Nygren.

Destaques Individuais (Previsão):


    Tangencialmente, acreditamos que a Suécia talvez consiga ser um dos melhores terceiros e acabe depois eliminada logo na fase seguinte. Viktor Gyökeres e Alexander Isak são os craques de serviço e exige-se que ambos marquem. Os dianteiros, de 28 e 26 anos respetivamente, sofreram com a adaptação a novos clubes, sobretudo por não terem feito uma pré-época digna enquanto se recusavam a representar Sporting e Newcastle. Gyökeres acabou campeão e com mais de 20 golos, mas Isak nem aos 5 chegou, sofrendo uma lesão grave pelo meio.
    Entre as figuras secundárias dos suecos, Daniel Svensson poderá ser importante. O lateral do Borussia Dortmund pode ser forçado a atuar no corredor direito e, se assim for, não se admirem se acabar a apontar à baliza mais do que o normal.


4. TUNÍSIA 

  • Guarda-Redes: Aymen Dahmen (CS Sfaxien), Sabri Ben Hessen (Étoile du Sahel), Abdelmouhib Chamakh (Club Africain)
  • Defesas: Yan Valery (Young Boys), Moutaz Neffati (IFK Norrköping), Dylan Bronn (Servette), Montassar Talbi (Lorient), Adam Arous (Kasimpasa), Raed Chikhaoui (Monastirienne), Omar Rekik (Maribor), Ali Abdi (Nice), Mohamed Ben Hamida (Espérance de Tunis), Mortadha Ben Ouanes (Kasimpasa)
  • Médios: Rani Khedira (Union Berlin), Hadj Mahmoud (FC Lugano), Ellyes Skhiri (Eintracht Frankfurt), Hannibal Mejbri (Burnley), Anis Ben Slimane (Norwich City), Ismaël Gharbi (Augsburgo)
  • Extremos/ Avançados: Elias Achouri (Copenhaga), Sebastian Tounekti (Celtic), Elias Saad (Hannover 96), Khalil Ayari (PSG), Hazem Mastouri (D. Makhachkala), Firas Chaouat (Club Africain), Rayan Elloumi (Vancouver Whitecaps)
Selecionador: Sabri Lamouchi

Forças: Qualificação irrepreensível sem golos sofridos; Recorte técnico elevado de vários jogadores.
Fraquezas: Lamouchi aposta na juventude e incentiva alguma liberdade tática, mas esses fatores podem traduzir-se em vulnerabilidade.

Equipa-Base (4-3-3): Chamakh; Arous, Talbi, Rekik, Abdi; Khedira, Skhiri, Hannibal; Achouri (Tounekti), Ayari, Mastouri (Elloumi)

    Teóricos quartos classificados deste grupo, os tunisinos podem encarar este Mundial 2026 como uma introdução na alta roda do futebol de seleções para muitos jogadores jovens: Eloumi tem 18 anos, Ayari e Arous têm 21, Gharbi tem 22, Hannibal e Tonekti têm 23.
    No 4-3-3 preferido, a figura central da equipa é Ellyes Skhiri, médio com grande abrangência e que terá que ser uma extensão do treinador em campo, ajudando em particular os seus colegas de meio-campo. Há qualidade com a bola no pé, e alguma velocidade nos flancos, mas pode faltar disciplina.

Destaques Individuais (Previsão):


    Tal como acontece com Chong na seleção de Curaçau, Hannibal Mejbri é outro produto da formação do Manchester United, igualmente com cabelo volumoso, que pode aparecer em bom plano anos depois de se ter desvinculado do berço de Old Trafford.
    Como escrevemos acima, Ellyes Skhiri é o pilar da equipa, e o grande escudo da defesa. Na frente há jogadores velozes como Saad e Achouri, e é reconhecida a qualidade técnica de Gharbi (ex-Braga) ou Tounekti, mas gera maior curiosidade Khalil Ayari, jogador que o PSG contratou ao Stade Tunisien.

Mundial 2026: Previsão Grupo E

E a análise aos 12 grupos que formam o maior campeonato do mundo de sempre continua. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    O Grupo E é um dos grupos que aguardamos com mais curiosidade, podendo oferecer resultados inesperados e o nascimento de uma das equipas sensação da fase de grupos. O favoritismo pertence à Alemanha. A Mannschaft quer esquecer o desastre de 2022 (eliminada na fase de grupos) e, objetivamente, os germânicos conseguiram reagir bem no Europeu disputado no seu território, onde uma avaliação diferente do VAR a uma mão de Cucurella podia ter ditado uma história bem diferente. Com Nagelsmann a equipa está melhor, mas treme sempre que a oposição cresce um bocadinho de qualidade.
    Além do estreante Curaçau, acompanham a Alemanha duas seleções muito diferentes mas com belas gerações. O Equador ficou em 2º na qualificação sul-americana, sofrendo apenas 5 golos em 18 jogos! Pelo contrário, a força da Costa do Marfim reside no seu ataque. Yan Diomande é uma estrela prestes a proporcionar uma das transferências do Verão.

    Senhoras e senhores, convosco o Grupo E:

1. EQUADOR 
(Previsão: Eliminado nos oitavos pela França)

  • Guarda-Redes: Hernán Galíndez (Huracán), Gonzalo Valle (LDU Quito), Moisés Ramirez (Kifisias)
  • Defesas: Angelo Preciado (Atlético Mineiro), Jackson Porozo (Dorados), Félix Torres (Internacional), Joel Ordóñez (Club Brugge), Willian Pacho (PSG), Piero Hincapié (Arsenal), Yaimar Medina (Genk), Pervis Estupiñán (AC Milan)
  • Médios: Moisés Caicedo (Chelsea), Jordy Alcívar (Indep. del Valle), Alan Franco (Atlético Mineiro), Pedro Vite (Pumas), Denil Castillo (Midtjylland), John Yeboah (Venezia), Kendry Páez (River Plate)
  • Extremos/ Avançados: Gonzalo Plata (Flamengo), Alan Minda (Atlético Mineiro), Nilson Angulo (Sunderland), Anthony Valencia (Antuérpia), Kevin Rodríguez (Union St. Gilloise), Jordy Caicedo (Huracán), Jeremy Arevalo (Estugarda), Enner Valencia (Pachuca)
Selecionador: Sebastián Beccacece

Forças: Impressionante registo defensivo, com 5 golos em 18 jogos; Pacho e Hincapié foram titulares na final da Champions, mas a defesa conta ainda com o promissor Joel Ordóñez; Dupla de médios Caicedo-Vite acumula recuperações, parecendo que o Equador joga com 1 ou 2 jogadores a mais.
Fraquezas: Ofensivamente, a equipa continua dependente de Enner Valencia (36 anos); Páez, Plata ou Angulo terão que aparecer a fazer a sua parte.

Equipa-Base (4-2-3-1): Galíndez; Franco (Preciado), Ordóñez, Pacho, Hincapié; Caicedo, Vite; Plata, Páez (Yeboah), Angulo; E. Valencia

    Sob a orientação de Beccacece, um discípulo de Bielsa, o Equador chega aos EUA com enorme confiança, consciente de que é capaz de se bater com qualquer equipa e tapar os caminhos para a sua baliza. Pacho e Ordóñez formam uma das melhores duplas de centrais entre as 48 seleções, e quem tem Moisés Caicedo (forte candidato a homem do jogo na maioria das partidas em que atuar) e Pedro Vite, tem energia e entrega garantidas em doses sobrenaturais.
    Enner Valencia marcou em 2014, marcou em 2022 e vai querer marcar em 2026. O avançado, hoje em dia no futebol mexicano, precisará do apoio de jogadores irregulares (Plata e Yeboah) ou ainda numa fase embrionária (Páez e Angulo).

Destaques Individuais (Previsão):


    Apesar da tremenda resiliência e de naturalmente os jogadores equatorianos estarem capacitados com brilhante resistência aeróbica, mantendo boa performance com níveis de humidade e temperatura elevados, é difícil "esticar" a presença do Equador para lá dos oitavos-de-final, porque quer fique em 1º ou em 2º não tem, em princípio, um caminho fácil.
    Antecipar destaques nesta seleção é um exercício em que o mais recomendável é o misto de ir pelo seguro e pelo ator secundário quase ao nível do principal. Vemos Moisés Caicedo como um fortíssimo candidato ao melhor 11 da fase de grupos, e atenção a Pedro Vite ao seu lado. Na defesa, Willian Pacho ganhou duas Ligas dos Campeões consecutivas com o PSG, e tornará melhor Joel Ordóñez ao seu lado.
    Enner Valencia marcou 3 golos no seu primeiro mundial, e voltou a marcar por 3 vezes no segundo. Teremos 3 em 3? Quanto a Kendry Páez, o promissor jogador de 19 anos ainda não teve a sua temporada de plena afirmação mas, com o número 10 nas costas, até se pode tornar um daqueles casos em que o 1º grito de rebelião surge ao serviço da sua pátria.


2. ALEMANHA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos pela Noruega)

  • Guarda-Redes: Manuel Neuer (Bayern Munique), Oliver Baumann (Hoffenheim), Alexander Nübel (Estugarda)
  • Defesas: Joshua Kimmich (Bayern Munique), Pascal Gross (Brighton), Malick Thiaw (Newcastle), Jonathan Tah (Bayern Munique), Antonio Rüdiger (Real Madrid), Waldemar Anton (Borussia Dortmund), Nico Schlotterbeck (Borussia Dortmund), David Raum (RB Leipzig), Nathaniel Brown (Eintracht Frankfurt)
  • Médios: Aleksandar Pavlovic (Bayern Munique), Angelo Stiller (Estugarda), Leon Goretzka (Bayern Munique), Felix Nmecha (Borussia Dortmund), Nadiem Amiri (Mainz), Jamal Musiala (Bayern Munique), Assan Ouédraogo (RB Leipzig)
  • Extremos/ Avançados: Florian Wirtz (Liverpool), Jamie Leweling (Estugarda), Leroy Sané (Galatasaray), Maximilian Beier (Borussia Dortmund), Kai Havertz (Arsenal), Deniz Undav (Estugarda), Nick Woltemade (Newcastle)
Selecionador: Julian Nagelsmann;
Baixas: Serge Gnabry, Lennart Karl

Forças: Florian Wirtz está desejoso de relembrar a toda a gente o motivo do Liverpool ter visto nele um novo franchise player; Julian Nagelsmann é um dos melhores treinadores entre os 48; Dois jogadores do Bayern falham o Mundial por lesão, mas mesmo assim há 6 jogadores dos bávaros presentes.
Fraquezas: Kimmich vai jogar como defesa direito e talvez a Alemanha ganhasse mais em não desfazer a dupla de médios do Bayern, que o capitão alemão forma tão bem com Pavlovic; Desde que regressou da prolongada lesão, Musiala ainda não voltou a exibir a mesma frescura e confiança nos movimentos.

Equipa-Base (4-2-3-1): Neuer; Kimmich, Tah, Schlotterbeck, Raum; Pavlovic, Nmecha (Goretzka); Sané, Musiala, Wirtz; Havertz (Undav)

    O nosso feeling não é bom quanto a esta Alemanha. 
    Aos 40 anos de idade, Neuer está de volta e, convenhamos, nunca se pode dizer mal de um dos melhores guarda-redes de todos os tempos. Na defesa, Tah e Schlotterbeck podem levar vantagem sobre o intempestivo Rüdiger, fazendo todo o sentido a titularidade de Raum (máquina de criar oportunidades) à esquerda, mas oferecendo muitas dúvidas se a utilização de Kimmich como lateral será a mais inteligente maneira de potenciar as qualidades, a visão e influência de um dos melhores médios do mundo.
    Com Kimmich em modo lateral, o parceiro de Pavlovic terá que ser alguém entre Goretkza, Stiller ou Nmecha. No trio de ataque de apoio ao avançado mistério (Havertz? Undav? Woltemade?), Wirtz e Musiala são indiscutíveis. Lennart Karl tinha tudo para agarrar o lugar à direita, mas uma lesão do miúdo de 18 anos pode permitir a Sané continuar no 11.

Destaques Individuais (Previsão):


    Como podem ver, o nosso palpite é a Alemanha ficar em 2º e cair logo na fase seguinte, à primeira hipótese, diante da Noruega de Haaland.
    Em todo o caso, esperamos bom futebol e partidas emocionantes sempre que a Alemanha estiver em campo. Florian Wirtz consegue normalmente voltar ao "nível Leverkusen" quando deixa Anfield e se diverte na seleção, e sobretudo com Joshua Kimmich confinado a lateral, o criativo do Liverpool acaba por ser o elemento mais confiável do meio-campo para a frente, o que é dizer bastante, dada a sua época desapontante q.b.
    Capitão de equipa e jogador cheio de personalidade, Kimmich tem moral suficiente para dizer a Nagelsmann que deve mudar e colocá-lo a médio, reencontrando-se com Pavlovic. Jamal Musiala ainda não se "reencontrou" depois da fratura da fíbula, mas é simplesmente impossível não apontar como destaque um jogador que, em forma, ziguezagueia de forma tão natural e hipnotizante entre os adversários.
    Na hora de escolher o avançado centro, Deniz Undav marcou 19 golos na Bundesliga mas Kai Havertz pode combinar melhor com os criativos, e com o seu perfil mais híbrido pode oferecer uma riqueza de movimentos superior ao avançado do Estugarda e ao "Messi de 1,98m", Woltemade. Não é certo que David Raum leve vantagem sobre Brown, mas é um dos melhores laterais esquerdos da atualidade, entregando sempre a bola redondinha. 


3. COSTA DO MARFIM 
(Previsão: Eliminada nos oitavos pela Inglaterra)


  • Guarda-Redes: Yahia Fofana (Angers), Alban Lafont (Panathinaikos), Mohamed Koné (Charleroi)
  • Defesas: Guela Doué (Estrasburgo), Wilfried Singo (Galatasaray), Ousmane Diomande (Sporting), Evan Ndicka (Roma), Emmanuel Agbadou (Besiktas), Odilon Kossounou (Atalanta), Christopher Opéri (Basaksehir), Ghislain Konan (Gil Vicente)
  • Médios: Ibrahiam Sangaré (Nottingham Forest), Christ Inao Oulaï (Trabzonspor), Seko Fofana (FC Porto), Franck Kessié (Al Ahli), Jean-Michaël Seri (Maribor)
  • Extremos/ Avançados: Nicolas Pépé (Villarreal), Bazoumana Touré (Hoffenheim), Amad Diallo (Manchester United), Yan Diomande (RB Leipzig), Parfait Guiagon (Charleroi), Simon Adingra (Mónaco), Evann Guessand (Crystal Palace), Oumar Diakité (Cercle Brugge), Elye Wahi (Nice), Ange-Yoan Bonny (Inter)
Selecionador: Emerse Faé

Forças: Yan Diomande vai ser um dos melhores jogadores africanos da próxima década; Equipa potente fisicamente, com capacidade de criar problemas a partir das duas faixas.
Fraquezas: Imprevisibilidade defensiva (na qualificação sofreram 0 golos em 10 jogos, mas na CAN a defesa deixou bastante a desejar); Faé ainda procura o melhor modelo para os jogadores que tem, flutuando entre 4-3-3 e 4-4-2.

Equipa-Base (4-4-2): Fofana; Doué, Singo (Kossounou), Ndicka, Konan; Amad, Fofana (Sangaré), Kessié, Y. Diomande; Pépé, Bonny

    Os elefantes chegam a este Mundial sem nunca terem conseguido passar da fase de grupos, algo que acreditamos que ocorrerá desta vez. Com Yahia Fofana na baliza, e as laterais ocupadas por Guela Doué (irmão mais velho do francês Desire Doué) e Konan (jogador do Gil Vicente), o coração da defesa oferece maior debate: Singo, Ndicka, Kossounou, Diomande e Agbadou têm qualidade.
    O capitão Kessié é presença obrigatória, num meio-campo que poderá ser a três com Sangaré e Seko Fofana, ou com apenas um destes. Por fora corre o novato Christ Inao Oulaï.
    Em função da presença ou não do 3º médio, a Costa do Marfim poderá ter Ange-Yoan Bonny sozinho na frente, ou com a companhia de alguém como Pépé. Yan Diomande e Amad Diallo serão os extremos e os principais tormentos dos defesas rivais.

Destaques Individuais (Previsão):


    Apesar de acreditarmos que a Costa do Marfim resistirá até aos oitavos, totalizando assim 5 jogos quando nunca antes passou dos 3, só apontamos três destaques individuais por entendermos que Yan Diomande vai puxar muito do foco e do mérito para ele. O extremo do Leipzig, que aos 19 anos marcou 12 golos e fez 8 assistências na Bundesliga, regressará aos EUA onde jogou e estudou até ser descoberto pelo Leganés, isto depois de ter sido rejeitado pelo Rangers. Jogue à esquerda, jogue à direita, é um diamante!
    A seleção costa-marfinense tem Guessand, Wahi e Diakité, mas Ange-Yoan Bonny é o ponta de lança cujas caraterísticas parecem combinar simultaneamente com os médios e com os extremos.
    Quanto a Amad Diallo, Faé não parece 100% rendido ao extremo esquerdino do Manchester United, mas o que é certo é que na última CAN foi ele e mais 10.


4. CURAÇAU 

  • Guarda-Redes: Eloy Room (Miami FC), Trick Bodak (Telstar), Trevor Doornbusch (VVV-Venlo)
  • Defesas: Livano Comenencia (Zurich), Sherell Floranus (Zwolle), Shurandy Sambo (Sparta), Joshua Brenet (Kayserispor), Jurien Gaari (Abha Club), Roshon van Eijma (RKC Waalwijk), Armando Obispo (PSV), Riechedly Bazoer (Konyaspor), Deveron Fonville (NEC), Ar'jany Martha (Rotherham)
  • Médios: Godfried Roemeratoe (RKC Waalwijk), Kevin Felida (Den Bosch), Leandro Bacuna (Igdir FK), Juninho Bacuna (Volendam)
  • Extremos/ Avançados: Jearl Margaritha (S. Beveren), Sontje Hansen (Middlesbrough), Tyrese Noslin (Telstar), Gervane Kastaneer (Terengganu), Brandley Kuwas (Volendam), Kenji Gorré (Maccabi Haifa), Tahith Chong (Sheffield United), Jeremy Antonisse (Kifisias), Jurgen Locadia (Miami FC)
Selecionador: Dick Advocaat

Forças: Zero pressão numa fase de grupos em que 1 pontinho será um feito histórico de um país com uma área de 444 km quadrados; Arrogância de Chong pode dar jeito.
Fraquezas: Liderados pelo super experiente Dick Advocaat (78 anos) e inspirados pelos irmãos Bacuna, os jogadores de Curaçau terão que manter a disciplina e aprender a conviver melhor com o momento sem bola.

Equipa-Base (4-3-3): Room; Sambo, Gaari, Obispo, Floranus; Comenencia, L. Bacuna, J. Bacuna; Hansen, Chong, Locadia

    Com muitos jogadores de um segundo patamar nos Países Baixos, faz todo o sentido que o selecionador do estreante Curaçau seja um neerlandês. Com uma mecânica simples e estrutura rigorosa, veremos uma equipa que terá em Obispo o defesa mais conhecido, e com a particularidade dos irmãos Bacuna, Leandro e Juninho, viverem uma bonita página do conto familiar.



Destaques Individuais (Previsão):


    Embora o ponta de lança Locadia tenha ligeiramente mais obrigação de gritar golo nesta equipa, a aposta vai para, caso haja algum momento de felicidade, ser gerado pelos pés de Tahith Chong. Formado nas escolas do Manchester United, estes 3 jogos serão certamente o palco com que sonhou uma vida inteira.
    Irmãos com 6 anos de diferença, o capitão Leandro Bacuna (34 anos, 96 jogos de Premier League) e o caçula Juninho Bacuna (28 anos, 21 jogos na Premier e 186 no Championship) têm qualidade e experiência, fatores cruciais numa equipa que pode sentir na jornada inaugural diante da Alemanha que caiu de paraquedas num inferno futebolístico.

Mundial 2026: Previsão Grupo D

Damos sequência à análise relativamente detalhada dos 12 grupos que formam o maior campeonato do mundo de sempre. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    Grupo D. D de Donald Trump? Quis o "destino" ou pelo menos a conveniência na calendarização que os anfitriões EUA (acolhem 75% dos jogos) ficassem no grupo da letra do nome do vencedor do prémio da paz FIFA. Que vergonha alheia, Infantino. Ao fim de 104 jogos, esperamos que o soccer se transforme definitivamente em futebol no léxico norte-americano, e o típico orgulho nacional pode levar o "Capitão América" Pulisic e companhia correrem ou acreditarem um pouco mais, num grupo onde, tecnicamente, a Turquia leva vantagem.
    A Turquia do italiano Vincenzo Montella só fez menos 3 pontos do que a Espanha na qualificação, antes de seguir para o Play-Off, onde ultrapassou Roménia e Kosovo. Americanos e turcos fazem-se acompanhar por uma seleção paraguaia que ficou em 6º, embora em igualdade pontual com Brasil, Uruguai e Colômbia, e uma Austrália (Soccer e Socceroos tudo ao molho) que competiu no contingente asiático, ficando atrás do Japão e acima da Arábia Saudita.

    Fiquem com a análise ao Grupo D:

1. EUA 
(Previsão: Eliminados nos quartos por Portugal)

  • Guarda-Redes: Matt Turner (New England Revolution), Matt Freese (Luton Town), Chris Brady (New York City FC)
  • Defesas: Sergiño Dest (Chicago Fire), Alex Freeman (Villarreal), Joe Scally (Gladbach), Chris Richards (Crystal Palace), Tim Ream (Charlotte FC), Auston Trusty (Celtic), Mark McKenzie (Toulouse), Miles Robinson (FC Cincinnati), Antonee Robinson (Fulham), Max Arfsten (Columbus Crew)
  • Médios: Tyler Adams (Bournemouth), Weston McKennie (Juventus), Sebastian Berhalter (Vancouver Whitecaps), Cristian Roldán (Seattle Sounders), Giovanni Reyna (Gladbach)
  • Extremos/ Avançados: Malik Tillman (Bayer Leverkusen), Christian Pulisic (AC Milan), Álex Zendejas (Club América), Timothy Weah (Marselha), Ricardo Pepi (PSV), Haji Wright (Coventry City), Folarin Balogun (Mónaco)
Selecionador: Mauricio Pochettino
Baixas: Johnny Cardoso, Patrick Agyemang

Forças: Christian Pulisic pode carregar o seu país numa caminhada respeitável de 4 a 6 jogos; Com poucos craques mas muitos jogadores certinhos, Calendário favorável (enfrentar a Turquia na 1ª jornada podia ditar um caminho global bem diferente); Pochettino tem matéria-prima para superar expectativas tendo por base um grupo fiel e cumpridor de 13/ 14 jogadores.
Fraquezas: Adeptos locais podem ser simultaneamente catalisadores do sucesso ou geradores de instabilidade com impaciência e falta de noção; Risco de Pulisicdependência. 

Equipa-Base (3-4-2-1): Freese; Freeman, McKenzie (Ream), Richards; Dest, T. Adams, McKennie, A. Robinson; Tillman (Berhalter), Pulisic; Balogun (Pepi)

Entre linha de 3 atrás e linha de 4, é bastante possível que os EUA de Pochettino sejam coisas diferentes ao longo da prova, e inclusive ao longo de cada jogo. Com um 11 que será formado na totalidade por jogadores a atuar na Europa, as exceções poderão ser o guarda-redes (Freese ou Matt Turner), Tim Ream (38 anos) e em certas fases Berhalter, filho do anterior selecionador.
    Sempre de forma a tentar criar situações para Pulisic e Tillman alimentarem Balogun, o host terá em McKennie e Tyler Adams os dois pilares de meio-campo, uma zona que poderá ser vivida a três com Berhalter. Na defesa, Chris Richards e McKenzie deverão estar sempre, mas compreende-se porque é que Pochettino tanto aprecia o jovem Alex Freeman: o jovem que o Villarreal contratou há pouco tempo aos Orlando City pode contribuir como central do lado direito (com Dest no 11), como lateral numa linha de 4 ou mesmo como ala.

Destaques Individuais (Previsão):


    A época em Milão não foi famosa, mas Christian Pulisic deve acreditar que nasceu para viver e brilhar neste torneio específico. Com a camisola 10, o "Capitão América" vai ter um enorme peso sobre os ombros, mas acreditamos que corresponda.
    Jogador que executa bem tudo o que se lhe pede, Weston McKennie estará sempre ligado telepaticamente a Adams, mas com o seu bom timing na chegada à área pode marcar mais golos do que o adepto comum está à espera. Golos pedem-se principalmente e Folarin Balogun - o avançado de 24 anos ficara injustamente de fora na convocatória de 2022 e pode vingar-se agora, com um selecionador que acredita nele. Em 2025/ 26 marcou 19 golos pelo Mónaco, cinco deles na Liga dos Campeões.
    Gostamos de Berhalter (deve rumar ao Derby County), caberá a Malik Tillman dividir despesas de criação com Pulisic, tudo indica que o esquema de Pochettino pedirá muito dos laterais - Antonee Robinson, eficaz a atacar e quase impossível de ultrapassar em 1 para 1, e Alex Freeman, o miúdo sensação da equipa da casa.


2. TURQUIA 
(Previsão: Eliminada pela Argentina nos oitavos)

  • Guarda-Redes: Ugurcan Çakir (Galatasaray), Mert Gunok (Fenerbahçe), Altay Bayindir (Manchester United)
  • Defesas: Zeki Çelik (Roma), Mert Muldur (Fenerbahçe), Kaan Ayhan (Galatasaray), Merih Demiral (Al Ahli), Ozan Kabak (Hoffenheim), Çaglar Söyüncü (Fenerbahçe), Abdülkerim Bardakci (Galatasaray), Samet Akaydin (Caykur Rizespor), Ferdi Kadioglu (Brighton), Evren Elmali (Galatasaray)
  • Médios: Salih Ozcan (Borussia Dortmund), Ismail Yuksek (Fenerbahçe), Hakan Çalhanoglu (Inter), Orkun Kökçü (Besiktas), Arda Güler (Real Madrid), Can Uzun (Eintracht Frankfurt)
  • Extremos/ Avançados: Kenan Yildiz (Juventus), Kerem Aktürkoglu (Galatasaray), Yunus Akgün (Galatasaray), Irfan Kahveci (Kasimpasa), Oguz Aydin (Fenerbahçe), Baris Yilmaz (Galatasaray), Denis Gül (FC Porto)
Selecionador: Vincenzo Montella

Forças: Quem tem Güler e Yildiz está sempre mais perto de praticar bom futebol; Possibilidade improvável de Montella escalar Demiral e Kabak como centrais faria com que a Turquia tivesse talvez a dupla de centrais mais forte no ataque à bola parada ofensiva.
Fraquezas: Não existe um 9 para finalizar o que os criativos pensam, mas caberá a Montella optar entre o adaptado ex-benfiquista Akturkoglu ou o exemplo na 1ª linha de pressão Baris Yilmaz; Dificuldade em lidar com a frustração costuma ser um traço negativo das equipas turcas.

Equipa-Base (4-2-3-1): Çakir; Çelik, Bardakci (Kabak), Demiral, Kadioglu; Yuksek (Uzun), Çalhanolgu; Güler, Kökçü, Yildiz; Akturkoglu (Yilmaz)

    A última vez que a Turquia esteve num Mundial ficou em 3º lugar. 24 anos depois, os turcos estão de volta à alta roda e apresentam um elenco que, se falar mais alto a qualidade técnica, acabará líder deste Grupo. E, julgamos, essa liderança decidir-se-á na derradeira jornada contra os EUA.
    Num 11 com pouco para inventar, Montella terá somente como dilemas o perfil de avançado titular e o papel de Kökçü. O antigo médio do Benfica, que a última vez que foi visto nas Américas estava num aceso bate-boca com Bruno Lage, pode ser o médio ofensivo mas também pode jogar mais atrás, ao lado do capitão Çalhanoglu, uma opção que abriria espaço no 11 para o benjamim do grupo, Can Uzun.

Destaques Individuais (Previsão):


    Enquanto a Turquia durar na competição, Arda Güler e Kenan Yildiz valem por si só o tempo despendido. O mágico do Real Madrid deverá ser a estrela mais brilhante da equipa, enquanto que Yildiz inspira ligeiros cuidados. O craque da Juventus saiu lesionado (panturrilha) num dos últimos jogos da época, mas já estará totalmente recuperado.
    Coadjuvantes, Ferdi Kadioglu será determinante na incorporação no ataque e a construir vantagens númericas do lado esquerdo, e Hakan Çalhanolgu é um jogador ímpar na bola parada, podendo esta Turquia ser forte nesse capítulo ao ter o astro do Inter e Güler nos cruzamentos.
    Não temos a certeza que dose de minutos e relevância vai ter Can Uzun, mas na nossa visão a Turquia mais arrasadora seria com Güler, Yildiz e Uzun ao mesmo tempo em campo.


3. AUSTRÁLIA 

  • Guarda-Redes: Mathew Ryan (Levante), Patrick Beach (Melbourne City), Paul Izzo (Randers)
  • Defesas: Jason Geria (Albirex Niigata), Milos Degenek (APOEL), Alessandro Circati (Parma), Harry Souttar (Leicester City), Cameron Burgess (Swansea), Lucas Herrington (Colorado Rapids), Kai Trewin (New York City FC), Jordan Bos (Feyenoord), Aziz Behich (Melbourne City), Jacob Italiano (Grazer AK)
  • Médios: Cameron Devlin (Hearts), Aiden O'Neill (New York City FC), Paul Okon (Sydney FC), Jackson Irvine (St. Pauli), Connor Metcalfe (St. Pauli), Ajdin Hrustic (Heracles)
  • Extremos/ Avançados: Awer Mabil (Castellón), Mathew Leckie (Melbourne City), Nishan Velupillay (Melbourne Victory), Nestory Irankunda (Watford), Cristian Volpato (Sassuolo), Tete Yengi (Machida Zelvia), Mohamed Touré (Norwich City)
Selecionador: Tony Popovic

Forças: Jordan Bos é uma locomotiva do lado esquerdo; Irankunda pode fazer pagar os adversários que cometerem faltas à entrada da área.
Fraquezas: Este Mundial chega porventura demasiado cedo para a nova geração australiana, composta por Irankunda, Mohamed Touré, Herrington e Volpato; 

Equipa-Base (3-4-3): M. Ryan; Circati, Souttar, Burgess; Italiano, Irvine, O'Neill, Bos; Irankunda, Leckie, M. Touré (Yengi)

    O mais forte dos dois representantes da Oceania não tem atualmente nenhum jogador conceituado como Tim Cahill, Harry Kewell ou Mark Viduka no passado.
    O trabalho de Popovic começa a dar frutos, e não excluímos uma qualificação para a fase a eliminar, com o atual formato a permitir que a Austrália chegue ao derradeiro encontro com o Paraguai com 0 pontos mas com hipóteses de passar.
    Com algumas semelhanças estilísticas com o que esperamos dos EUA, os Socceroos terão Mathew Ryan na baliza, e Souttar desejará apresentar o nível que o fez sobressair em 2022. O médio Jackson Irvine entrará em campo com o seu inconfundível bigode, dependendo muito do rendimento do trio Bos (ala esquerdo), Irankunda e Touré o sonho da passagem à fase seguinte.

Destaques Individuais (Previsão):


    Entre os laterais/alas esquerdos das seleções menos cotadas, Jordan Bos é o nome que nos chama mais a atenção. Com enorme disponibilidade física e muita vontade de marcar e assistir, o lateral do Feyenoord será um dos principais meios de transporte do jogo australiano.
    Estrelas emergentes no Championship, Mohamed Touré e Nestory Irankunda são as armas de Popovic para marcar golos. O avançado do Norwich apontou dois hat-tricks esta época e o ex-Bayern é um especialista em livres diretos. Com cabelo apanhado e bigode milimetricamente cuidado, Jackson Irvine é destaque mesmo antes do apito inicial do árbitro. Mas, calha bem, é um jogador igualmente fascinante de acompanhar durante os 90 minutos jogados.


4. PARAGUAI 

  • Guarda-Redes: Orlando Gill (San Lorenzo), Gatito Fernández (Cerro Porteño), Gastón Olveira (Olimpia)
  • Defesas: Gustavo Velázquez (Cerro Porteño), Juan José Cáceres (Dínamo Moscovo), Fabián Balbuena (Grémio), Gustavo Gómez (Palmeiras), Omar Alderete (Sunderland), Júnior Alonso (Atlético Mineiro), José María Canale (Lanús), Alexandro Maidana (Talleres)
  • Médios: Damián Bobadilla (São Paulo), Braian Ojeda (Orlando City), Andrés Cubas (Vancouver Whitecaps), Matías Galarza (Atlanta United), Maurício (Palmeiras), Diego Gómez (Brighton), Kaku Gamarra (Al Ain), Julio Enciso (Estrasburgo)
  • Extremos/ Avançados: Miguel Almirón (Atlanta United), Ramón Sosa (Palmeiras), Gustavo Caballero (Portsmouth), Gabriel Ávalos (Independiente), Tonny Sanabria (Cremonese), Álex Arce (Indep. Rivadavia), Isidro Pitta (RB Bragantino)
Selecionador: Gustavo Alfaro

Forças: Lesão do melhor jogador (Enciso) à beira da prova pode unir o grupo, que quererá manter-se vivo até ao eventual regresso de La Joya; Dupla de centrais formada por Gustavo Gómez e Alderete impõe respeito.
Fraquezas: Tínhamos projetado Enciso ser com margem razoável o grande destaque individual desta seleção; Na qualificação o Paraguai marcou 0,7 golos por jogo e Alfaro pode dar por si a ter que apostar num nome menos sonante mas mais concretizador e que seja um melhor alvo para a força criativa; Muitos jogadores atuam em campeonatos periféricos e menos competitivos.

Equipa-Base (4-2-3-1): Gill; Cáceres, G. Gómez, Alderete, Alonso; Cubas, Bobadilla; Diego Gómez, Maurício (Enciso), Almirón; Arce (Sanabria)

    No desempate entre Paraguai e Austrália, pode jogar a favor da seleção sul-americana a defesa mais experiente, embora uma teórica impossibilidade de contar com Enciso "mate" a Albirroja.
    No 4-2-3-1 do argentino Gustavo Alfaro, Gill pode acumular boas defesas neste grupo, e os laterais terão mísseis distintas. Cáceres há-de galgar mais metros e Júnior Alonso ajudará mais vezes a fechar junto dos centrais.
    Cubas (um daqueles médios que corre, corre e corre) e Bobadilla formarão o duplo pivô cuja tarefa será recuperar e entregar ao tridente formado por Almirón, Diego Gómez e, na ausência de Enciso, talvez Maurício.
    Na frente, Sanabria é o nome mais forte, mas é difícil ignorar o grande momento de Álex Arce, melhor marcador da atual edição da Copa Libertadores com 8 golos em 5 jogos. O ponta de lança dos argentinos do Independiente Rivadavia vive um bom momento e foi sinónimo de golos por vários clubes onde passou.

Destaques Individuais (Previsão):


    É sempre doloroso ver qualquer jogador que se vê privado de estar num Mundial por lesão, mas mais ainda quando se trata de um jovem talentoso e que principal porta-estandarte das esperanças do seu país. Ainda não é oficial se Julio Enciso recuperará a tempo de poder contribuir neste Mundial, mas invariavelmente a sua lesão acaba também por encurtar o horizonte e longevidade dos Guaraníes nos EUA.
    Sem Enciso, Miguel Amirón e Diego Gómez terão que dar cartas. Este Paraguai não tem o perfume técnico da Turquia nem a versatilidade tática e disciplina que EUA e Austrália podem oferecer, mas aos 32 anos Almirón quererá recordar os seus melhores períodos no Newcastle, e Gómez será chave na ligação meio-campo/ ataque.
    A voz de comando da defesa do Paraguai será o capitão de equipa, Gustavo Gómez, pupilo de Abel Ferreira no Palmeiras, e uma vez que não sabemos se Arce terá a confiança do selecionador, o nosso destaque final é Andrés Cubas, possivelmente o jogador desta equipa que - sem golos ou assistências, não lhe peçam isso - vai apresentar um rendimento médio mais elevado.