Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

10 de junho de 2026

Mundial 2026: Previsão Grupo L

E assim chega ao fim a nossa antecipação dos 12 grupos do maior campeonato do mundo de sempre. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    Há muita qualidade neste Grupo L. A Inglaterra, com um futebol curto mas resultadista na Era Southgate, chega aos EUA com um histórico decente: finalista nos Europeus de 2024 e 2020, e 4ª classificada no Mundial 2018. O alemão Thomas Tuchel aceitou o desafio da Federação e, feita a convocatória mais controversa das 48 equipas, não haverá meio termo na avaliação: Tuchel sai deste Mundial ou como génio e "pai" do sucesso ou como um dos grandes responsáveis pelo insucesso.
    Na Croácia, é público que Luka Modric (40 anos) terminará a carreira assim que terminar o seu derradeiro jogo neste Mundial, e os croatas de Zlatko Dalic (selecionador desde 2017) têm jogadores para dar e vender, estando a fazer razoavelmente bem a passagem de uma geração para outra. O Gana é treinado por Carlos Queiroz, e o Panamá deve ter dificuldades em pontuar.

    Votos para todos de um grande Mundial 2026, e que ganhe Portugal! Assim projetamos o Grupo L:

1. INGLATERRA 
(Previsão: Finalista)

  • Guarda-Redes: Jordan Pickford (Everton), Dean Henderson (Crystal Palace), James Trafford (Manchester City)
  • Defesas: Reece James (Chelsea), Tino Livramento (Newcastle), Jarell Quansah (Bayer Leverkusen), John Stones (Manchester City), Ezri Konsa (Aston Villa), Marc Guéhi (Manchester City), Dan Burn (Newcastle), Nico O'Reilly (Manchester City), Djed Spence (Tottenham)
  • Médios: Elliot Anderson (Nottingham Forest), Declan Rice (Arsenal), Jordan Henderson (Brentford), Kobbie Mainoo (Manchester United), Jude Bellingham (Real Madrid), Eberechi Eze (Arsenal), Morgan Rogers (Aston Villa)
  • Extremos/ Avançados: Bukayo Saka (Arsenal), Noni Madueke (Arsenal), Anthony Gordon (Newcastle), Marcus Rashford (Barcelona), Ivan Toney (Al Ahli), Harry Kane (Bayern Munique), Ollie Watkins (Aston Villa)
Selecionador: Thomas Tuchel
Ausências: Trent Alexander-Arnold, Lewis Hall, Morgan Gibbs-White, Cole Palmer, Phil Foden

Forças: Harry Kane marcou mais de 60 golos esta época; Dupla de médios formada por Elliot Anderson e Declan Rice é sinónimo de entrega, incontáveis recuperações e muita personalidade; Cantos apontados por Saka e Rice; Tuchel pode ser o grande selecionador deste Mundial.
Fraquezas: Cansaço acumulado dos jogadores da Premier League; Seleção menos madura e com menor capacidade de exercer controlo do que Espanha e Portugal, com menos golo do que a França e menos crença (os ingleses têm uma grande tendência para duvidarem de si próprios) do que a Argentina; À mínima falha, a imprensa vai começar a falar das ausências de Palmer, Foden ou Trent.

Equipa-Base (4-2-3-1): Pickford; R. James, Konsa, Guéhi, O'Reilly; E. Anderson, D. Rice; Saka, Bellingham, A. Gordon (Rashford); Kane

    Sinceramente, pensamos entender a visão de Tuchel para esta sua Inglaterra e, por isso, não nos chocam tanto as não-chamadas de Trent, Foden e Palmer, mas mais as de Gibbs-White e Lewis Hall.
    Determinado em construir uma equipa, equilibrada e apetrechada para lidar com as imprevisibilidades deste mês de competição, Tuchel tem um 4-3-3 (ou 4-2-3-1, se quisermos ser rigorosos, uma vez que Bellingham na prática terá a concorrência de Morgan Rogers e Eze) assente na casa das máquinas Rice-Anderson, e com uma defesa que, sem ter grandes nomes, tem tudo para funcionar. Reece James junta-se bem aos médios, Konsa e Guéhi raramente cometem um erro, e o miúdo O'Reilly sai a jogar com tremenda qualidade, tem golo e tem altura para ser um dos 4 alvos dos "cantos do Arsenal".
    Em certa medida, Tuchel parece preocupar-se em desenhar a melhor Inglaterra possível para Kane. Saka será a seta do lado direito, e do lado esquerdo estão taco-a-taco o atual jogador do Barcelona, Marcus Rashford, e o próximo jogador do Barcelona, Anthony Gordon.

Destaques Individuais (Previsão):


    Se a Inglaterra chegar longe e Harry Kane for um dos melhores marcadores deste Mundial, é bom que o avançado do Bayern surja no pódio da próxima Bola de Ouro. O máximo goleador do futebol europeu está com 32 anos (em 2030 ainda deve jogar) e é a estrela numa equipa que pode eventualmente "acusar" a temperatura e humidade, mas onde o que talvez mais impressione seja a atitude de todos os elementos do teórico 11 titular.
    Prever um bom trajeto de Inglaterra é confiar que Elliot Anderson e Declan Rice vão encher o campo e dominar jogos. Rice está a realizar uma temporada extraordinária, mas não se admirem se neste Mundial acabar por ser o médio do Nottingham Forest, pretendido pelos rivais de Manchester, o mais elogiado médio inglês.
    Bukayo Saka é um misto de objetividade, criatividade, velocidade e inteligência, e Jude Bellingham (há dúvidas sobre quão boa é a sua relação com Tuchel) perdeu cotação na equipa mas era conveniente que fizesse a ponte entre os médios e Kane.
    Depois de uma época de afirmação ao serviço do Manchester City, Nico O'Reilly está nas nuvens e carregadinho de confiança. Depois de Nuno Mendes, talvez o lateral esquerdo de quem esperamos mais no Mundial.


2. CROÁCIA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos por Portugal)

  • Guarda-Redes: Dominik Livakovic (Dínamo Zagreb), Ivor Pandur (Hull City), Dominik Kotarski (Copenhaga)
  • Defesas: Josip Stanisic (Bayern Munique), Josip Sutalo (Ajax), Luka Vuskovic (Hamburgo), Marin Pongracic (Fiorentina), Martin Erlic (Midtjylland), Duje Caleta-Car (Real Sociedad), Josko Gvardiol (Manchester City)
  • Médios: Kristijan Jakic (Augsburgo), Nikola Moro (Bologna), Petar Sucic (Inter), Luka Modric (AC Milan), Mateo Kovacic (Manchester City), Luka Sucic (Real Sociedad), Nikola Vlasic (Torino), Martin Baturina (Como), Toni Fruk (Rijeka), Mario Pasalic (Atalanta)
  • Extremos/ Avançados: Ivan Perisic (PSV), Marco Pasalic (Orlando City), Andrej Kramaric (Hoffenheim), Petar Musa (FC Dallas), Ante Budimir (Osasuna), Igor Matanovic (Friburgo)
Selecionador: Zlatko Dalic

Forças: Ótimo registo recente em Mundiais (finalista em 2018 e 3º lugar em 2022) e mentalidade forte; Despedida de Luka Modric, que completará 200 internacionalizações durante a fase de grupos, do futebol profissional; Convocatória permite recorrer ao banco e experimentar coisas diferentes.
Fraquezas: Segundo lugar do grupo "encaixa" numa área complicada do quadro da fase a eliminar; Modric (40) e Perisic (37) precisam que novas figuras demonstrem capacidade para também para a diferença; Dúvidas se Dalic apostará na melhor versão possível com os defesas que tem ao seu dispor.

Equipa-Base (3-5-2): Livakovic; Sutalo, Vuskovic, Gvardiol; Stanisic, Modric, P. Sucic, Kovacic, Perisic; P. Sucic; Kramaric, Budimir

    Em 2018 e 2022, a Croácia apresentou-se sempre com linha de 4, e na verdade mesmo na preparação para o Mundial viu-se os Vatreni a defrontar assim a Eslovénia, inclusive com Gvardiol a defesa esquerdo. Mas achamos que a Croácia de 2026 será (estruturalmente) mais aquela que Dalic experimentou contra a Bélgica, jogo em que até perdeu 2-0.
    A "aparição" de um fenómeno dos defesas centrais chamado Luka Vuskovic (19 anos), conjugada com o desperdício que seria encostar Gvardiol à esquerda e com a chance de gerir melhor o "velhinho" Perisic, faz-nos crer que este 3-5-2 será o esquema mais utilizado neste Mundial.
    Stanisic e Perisic serão os jogadores abertos e Modric, Kovacic e Petar Sucic os cérebros. Perante a ausência de grandes extremos (Baturina, Vlasic e Fruk são criativos mas atuam como médios ofensivos), o ataque pode ficar entregue ao vagabundo Kramaric e ao gigante Budimir, elemento muito regular na La Liga no ataque do Osasuna.

Destaques Individuais (Previsão):


    A Luka Modric, obrigado. Este Mundial deve ser o último de imensos craques (Messi, Ronaldo, De Bruyne, Neymar, Salah, Neuer, van Dijk, Son) mas para o 10 croata é mesmo o último palco, deixando a modalidade mais pobre no preciso momento em que a Croácia for eliminada. Por isso, desfrutem da última orquestra do maestro de Zadar.
    De caraterísticas bem diferentes, Andrej Kramaric e Ante Budimir podem ser os homens mais importantes do ataque croata. Ambos com 34 anos, chegam a este Mundial sem nunca terem sido indiscutíveis.
    Não sabemos sequer se será titular, mas Luka Vuskovic é demasiado especial para ficar escondido no banco de suplentes da Croácia. Um dos centrais mais promissores do mundo, e certamente o mais forte nas bolas paradas ofensivas (tem aquela convicção raríssima estilo Sergio Ramos), é um nome para terem no bloco de notas. Finalmente, no meio-campo Modric e Kovacic estão consagrados mas o pós-Brozovic abriu espaço para um novo amigo dos ic's. Petar Sucic, médio de enorme compostura do Inter, pode iniciar neste Mundial o percurso dele como "o próximo grande médio croata".


3. GANA 
(Previsão: Eliminado nos 16-avos pela Colômbia)


  • Guarda-Redes: Lawrence Ati-Zigi (St. Gallen), Joseph Anang (St Patrick's Athletic), Benjamin Asare (Hearts of Oak)
  • Defesas: Marvin Senaya (Auxerre), Alidu Seidu (Rennes), Jerome Opoku (Basaksehir), Abdul Mumin (Rayo Vallecano), Derrick Luckassen (Pafos), Jonas Adjetey (Wolfsburgo), Kojo Peprah Oppong (Nice), Gideon Mensah (Auxerre), Abdul Baba Rahman (PAOK)
  • Médios: Thomas Partey (Villarreal), Elisha Owusu (Auxerre), Kwasi Sibo (Real Oviedo), Caleb Yirenkyi (Nordsjaelland)
  • Extremos/ Avançados: Ernest Nuamah (Lyon), Christopher Baah (Al Qadisiyah), Augustine Boakye (Saint-Étienne), Iñaki Williams (Athletic Bilbao), Kamaldeen Sulemana (Atalanta), Abdul Fatawu (Leicester City), Antoine Semenyo (Manchester City), Prince Adu (Viktoria Plzen), Brandon Thomas-Asante (Coventry City), Jordan Ayew (Leicester City)
Selecionador: Carlos Queiroz
Baixa: Mohammed Kudus

Forças: Calendário ditou jogo com o Panamá na jornada 1, o que pode deixar o Gana como líder do grupo no arranque; Juventude irreverente (Yirenkyi, Fatawu, Adu) e um Semenyo que acabou de ser um dos melhores jogadores da Premier League 25/26.
Fraquezas: Linha defensiva sem um nome forte, apesar de Adjetey poder sair da competição com estatuto renovado; Carlos Queiroz só começou a orientar a equipa em Abril, embora não saibamos se isso é bom ou mau.

Equipa-Base (4-4-2): Ati-Zigi; Seidu, Opoku, Adjetey, G. Mensah; Fatawu (Sulemana), Yirenkyi, Partey, Semenyo; I. Williams (Adu), J. Ayew

    Super favorito contra o Panamá, o Gana tem ótimas chances de marcar presença na fase a eliminar, entrando (se vencer a 1ª jornada) nos jogos contra Inglaterra e Croácia mais leve e a poder ajustar melhor comportamentos na base do que os jogos forem dando.
    Carlos Queiroz tem pouco tempo como timoneiro, mas a defesa deve ter Seidu (mais experiente do que Senaya), Opoku, Adjetey e Gideon Mensah, isto se excluirmos uma inusitada opção por 3 centrais, que forçasse a adaptação de Caleb Yirenkyi ao flanco direito. É que o promissor médio de 20 anos do Nordsjaelland, alegadamente cobiçado pelo FC Porto, tem mesmo que jogar a médio, ao lado de Thomas Partey, jogador sobre o qual preferimos não falar.
    Kudus falhará este Mundial, emergindo assim Semenyo como o maior craque da equipa. Fatawu é um especialista em remates cruzados a partir da direita, Ayew persiste como representante da família Ayew, e por falar em família, Iñaki Williams torcerá para encontrar mais tarde o seu irmão, Nico Williams, extremo da Espanha.

Destaques Individuais (Previsão):


    Começou a época em grande no Bournemouth, continuou a todo o gás no Manchester City, e termina agora a representar o seu país. Antoine Semenyo está a viver um ano memorável, e vêm aí mais golos.
    Se na defesa como dissemos só temos mesmo Adjetey debaixo de olho, nos médios Caleb Yirenkyi é um dos jovens talentos para despontar neste torneio. Jogador possante, que poderá ficar muito mais caro pós-Mundial, jogará com o número 3, a camisola mais prestigiante nesta seleção.
    Adu, Sulemana e Iñaki são atacantes interessantes, mas Abdul Fatawu é outra loiça. Extremo com passado ligado ao Sporting, tem o plus de jogar para atrair mais e mais clubes interessados. O seu Leicester desceu à League One, competição demasiado modesta para a qualidade e potencial do extremo ganês.


4. PANAMÁ 

  • Guarda-Redes: Luis Mejía (Nacional), Orlando Mosquera (Al Fayha), César Samudio (CD Marathón)
  • Defesas: Cesar Blackman (Slovan Bratislava), Michael Murillo (Besiktas), Fidel Escobar (Saprissa), Edgar Fariña (Nizhny Novgorod), Roderick Miller (Turan), Jiovany Ramos (Ac. Puerto Cabello), Andrés Andrade (LASK Linz), José Cordoba (Norwich City), Éric Davis (Plaza Amador), Jorge Gutiérrez (Dep. La Guaira)
  • Médios: Carlos Harvey (Minnesota United), Aníbal Godoy (San Diego FC), Cristian Martínez (Kiryat Shmona), Adalberto Carrasquilla (Pumas), Alberto Quintero (Plaza Amador)
  • Extremos/ Avançados: Ismael Díaz (Club Léon), Yoel Bárcenas (Mazatlán), César Yanis (Cobresal), Puma Rodríguez (Juárez), Azarias Londoño (Univ. Catolica), Cecílio Waterman (Univ. Concepción), José Fajardo (Univ. Catolica), Tomás Rodríguez (Saprissa)
Selecionador: Thomas Christiansen

Forças: Jogadores conhecem-se e, não sendo portentos técnicos, têm velocidade nas pernas; Incentivo de dar melhor réplica diante de Inglaterra nesta reedição de 2018 (Inglaterra goleou por 6-1); 
Fraquezas: Equipa não tem nenhum craque (às vezes basta as seleções pequenas terem um jogador especial, que carregue animicamente e injete o grupo com confiança) e, por norma, este Panamá vacila perante equipas de patamares acima.

Equipa-Base (3-4-2-1): Mosquera; Escobar, Andrade, Cordoba; Murillo, Godoy, Carrasquilla, Davis; I. Díaz, Bárcenas (Puma); Fajardo

    Defender com muitos, e projetar o ataque rápido, chegando à área contrária em poucos toques. O Panamá fez 0 pontos em 2018 num grupo com Inglaterra, Bélgica e Tunísia, com uma diferença de golos de -9.
    Mosquera será muitíssimo testado neste grupo, e na defesa - que é a três, ou a cinco, embora na prática devamos ver 10 jogadores atrás da linha da bola com frequência - Michael Murillo é o nome mais cotado, ele que passou várias das últimas temporadas no Marselha.
    José Fajardo é o avançado centro e, sem descartar o impacto da explosividade de Puma Rodríguez (ex-Famalicão), os criativos Ismael Díaz e Bárcenas terão que decidir rápido e bem o que fazer com a bola.

Destaques Individuais (Previsão):


    Numa seleção da qual esperamos pouco, Ismael Díaz pode ser o jogador mais esclarecido com bola. Outrora jogador do Porto B, o extremo de 29 anos vem de épocas de bom rendimento no futebol mexicano e equatoriano.
    Quiçá estrela da equipa, Michael Murillo é um nome conhecido para mais consumidores de futebol. Entre Besiktas, Marselha e Anderlecht tem feito a sua carreira, e será importante a tentar levar a equipa para a frente a partir do lado direito. Entre os postes, suspeitamos que Orlando Mosquera vá ser um dos guarda-redes mais testados desta fase de grupos. O elevado xG enfrentado é quase garantido, falta perceber com que percentagem de defesas vai terminar.

Mundial 2026: Previsão Grupo K

Esta é a penúltima previsão de um dos 12 grupos do maior campeonato do mundo de sempre. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    No Grupo K entra em campo Portugal. A Seleção portuguesa chega aos EUA não propriamente como favorita mas garantidamente como uma das seleções do patamar imediatamente a seguir. Pedro Proença, presidente da FPF, definiu as meias-finais como objetivo mínimo. E compreende-se, embora possa acontecer um Portugal-Argentina nos quartos. A nossa equipa costuma dar-se melhor em europeus do que mundiais, mas reúne atualmente um elenco de luxo: 4 bicampeões europeus pelo PSG, podendo colocar em campo muitos jogadores habituados a jogar juntos nos seus clubes (Paris e Manchester). Mas tem como problemas a tendência de Roberto Martínez para inventar sem necessidade e a falta de fluidez originada pelo mesmo tópico que já foi tema em 2022 e 2024.
    O caminho de Portugal inicia-se contra o Congo, uma seleção defensivamente muito competente e com poder de fogo na frente (Wissa e Bakambu), terá capítulo intermédio contra o Uzbequistão e termina num embate diante da Colômbia que, em princípio, deve decidir o 1º lugar do grupo. E a nossa ousada aposta, fugindo ao mais previsível, é que a Colômbia faça e corra mais para ganhar esse jogo do que Portugal.

    Esta é a forma como vemos este Grupo K:

1. COLÔMBIA 
(Previsão: Eliminada nos quartos pela Argentina)

  • Guarda-Redes: David Ospina (Atlético Nacional), Álvaro Montero (Vélez), Camilo Vargas (Atlas)
  • Defesas: Daniel Muñoz (Crystal Palace), Santiago Arias (Independiente), Jhon Lucumí (Bologna), Yerry Mina (Cagliari), Davinson Sánchez (Galatasaray), Willer Ditta (Cruz Azul), Johan Mojica (Mallorca), Deiver Machado (Nantes)
  • Médios: Jefferson Lerma (Crystal Palace), Gustavo Puerta (Racing Santander), Kevin Castaño (River Plate), Juan Portilla (Athletico Paranaense), Richard Ríos (Benfica), James Rodríguez (Minnesota United), Jorge Carrascal (Flamengo), Juan Quintero (River Plate)
  • Extremos/ Avançados: Andrés Gómez (Vasco da Gama), Luis Díaz (Bayern Munique), Jhon Arias (Palmeiras), Jaminton Campaz (Rosario Central), Cucho Hernández (Bétis), Jhon Córdoba (Krasnodar), Luis Suárez (Sporting)
Selecionador: Néstor Lorenzo

Forças: Tal como Olise e Kane, Luis Díaz é outro atacante do Bayern que está numa forma demoníaca; James Rodríguez pode hibernar quando está nos seus clubes, mas quando veste a camisola da Colômbia (Mundial ou Copa América) ganha super poderes; Ataque deve ter muito golo, com Suárez confiante após boa época no Sporting; Equipa apaixonada e apaixonante, disposta a correr até ao fim das forças.
Fraquezas: Dupla de centrais Davinson Sánchez-Jhon Lucumí não é extraordinária; Lerma e Ríos formam uma dupla de médios muito intensa e aguerrida mas pode faltar disciplina tática contra seleções pacientes e que saibam ter a bola; Responsabilidade de dignificar o povo colombiano pode servir de motivação mas também pode aumentar o medo de errar.

Equipa-Base (4-2-3-1): Vargas; Muñoz, D. Sánchez, Lucumí, Mojica; Lerma, Ríos; Arias, James, Luis Díaz; Luis Suárez

    Ausente em 2022, a Colômbia está motivada para voltar a encantar o mundo com o seu futebol descomplexado e sempre obstinado com o golo seguinte. Na comparação com 2018, os cafeteros já não contam com Falcao ou Cuadrado mas os últimos anos fizeram emergir Luis Díaz, o jogador colombiano de quem esperamos mais neste Mundial.
    Vargas deve deixar o mítico Ospina no banco, e na defesa Muñoz e Mojica vão dar uma ajuda ao ataque sempre que possível, revelando o lateral direito do Crystal Palace uma especial apetência nesse parâmetro. Lerma e o benfiquista Richard Ríos (costuma jogar bem com a camisola amarela vestida) formarão um meio-campo de proteção ao trio Luis Díaz, James Rodríguez (Carrascal é o plano B, em caso de défice físico do 10) e Arias. Na frente, os portugueses conhecem bem aquilo de que é capaz Luis Suárez, melhor marcador da Liga Portugal Betclic.

Destaques Individuais (Previsão):


    Na temporada de 2025/ 26, Luis Díaz registou 26 golos e 19 assistências ao serviço do Bayern Munique. Com o 7 nas costas e a partir do corredor esquerdo, está aos 29 anos com todos os indicadores reunidos para fazer um extraordinário Mundial. Nesta Colômbia, James Rodríguez é para os colombianos um Deus do futebol personificado. Desde 2014 (que grande Mundial fez James!), este dez à antiga diz sempre presente durante o Verão, mesmo que a sua carreira a nível de clubes vá estando moribunda.
    Consoante termine em 1º ou 2º, a Colômbia pode, tudo isto no plano teórico, ambicionar chegar aos quartos (perderia com a Argentina) ou enfrentar logo a Croácia nos 16-avos. Achamos que Díaz vai ser o melhor marcador da equipa, mas Luis Suárez também há-de fazer a sua parte.
    Daniel Muñoz pode ser um dos melhores laterais da competição enquanto a Colômbia estiver viva, e Richard Ríos viveu uma temporada muito oscilante no Benfica, mas este Mundial pode gerar o interesse de vários emblemas por essa Europa fora.


2. PORTUGAL 
(Previsão: 3º Lugar)

  • Guarda-Redes: Diogo Costa (FC Porto), Rui Silva (Sporting), José Sá (Wolves)
  • Defesas: João Cancelo (Barcelona), Nélson Semedo (Fenerbahçe), Diogo Dalot (Manchester United), Matheus Nunes (Manchester City), Rúben Dias (Manchester City), Tomás Araújo (Benfica), Gonçalo Inácio (Sporting), Renato Veiga (Villarreal), Nuno Mendes (PSG)
  • Médios: Samu Costa (Mallorca), Rúben Neves (Al Hilal), Vitinha (PSG), João Neves (PSG), Bruno Fernandes (Manchester United), Bernardo Silva (Manchester City)
  • Extremos/ Avançados: Francisco Trincão (Sporting), Francisco Conceição (Juventus), Pedro Neto (Chelsea), João Félix (Al Nassr), Rafael Leão (AC Milan), Gonçalo Guedes (Real Sociedad), Cristiano Ronaldo (Al Nassr), Gonçalo Ramos (PSG)
Selecionador: Roberto Martínez
Ausência: Mateus Fernandes

Forças: Melhor meio-campo do Mundial (Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes); Melhor lateral esquerdo do mundo, uma mais-valia relevante quando seleções favoritas têm no extremo direito o seu maior desequilibrador; Margem para melhorar e encontrar um 11 melhor ao longo da prova; Diogo Costa é especialista em grandes penalidades; Diogo Jota será a maior força.
Fraquezas: Roberto Martínez e a sua tendência para complicar o simples; Tema "Cristiano Ronaldo" deve precipitar debates exatamente iguais aos que já aconteceram em 2022 e 2024; Nenhum dos extremos de Portugal (um país que com Ronaldo, Figo, Quaresma, Futre e Chalana sempre teve extraordinária tradição na posição) é realmente de classe mundial.

Equipa-Base (4-3-3): Diogo Costa, João Cancelo, Rúben Dias, R. Veiga (Tomás Araújo), Nuno Mendes; Vitinha, João Neves, Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Pedro Neto (João Félix), C. Ronaldo

Os jogadores portugueses têm muita qualidade, mas Portugal nem sempre tem qualidade. Porquê? A nossa Seleção venceu a última Liga das Nações mas no Euro 2024 caiu nos quartos, sem marcar qualquer golo nos 2 jogos da fase a eliminar, e no último Mundial (ainda com Fernando Santos) perdeu diante de Marrocos (quartos), uma ronda depois daquele oásis futebolístico diante da Suíça, livre, sem amarras.
    Portugal vive refém do melhor jogador da sua História e da incapacidade deste aceitar o inevitável. A Seleção vive este dilema que quem permanece para sempre com o QI futebolístico que tinha aos 12 anos não compreende: Ronaldo marca mais do que Ramos, mas ao colocar um avançado que case melhor com as caraterísticas do coletivo, Portugal coletivamente marcará e jogará mais, sem uma referência goleadora, mas de forma distribuída, mais forte sem bola e com outra fluidez em posse. Por mais estranho que possa parecer, é mais fácil (pela previsibilidade das ações) para qualquer adversário preparar-se para jogar contra Ronaldo do que para uma versão alternativa, e isto nem é culpa do capitão.
    Embora se possam sempre esperar umas brincadeiras de Martínez, o 4-3-3 / 4-4-2 português terá Cancelo (ou Matheus Nunes) e Nuno Mendes como laterais, e falta perceber qual será o parceiro de Rúben Dias no centro da defesa - Renato Veiga deve estar na pole position, embora seja Tomás quem melhor complementa o central do City. Julgamos que só um louco não colocaria em campo a dupla de médios do PSG (como médios) e o jogador do ano da Premier League (Bruno Fernandes é, individualmente, quem mais sai prejudicado com a titularidade de Ronaldo nesta forma de jogar atual), e na frente Martínez não parece disposto a abdicar de Bernardo, mas até há maneira de fazer o jogador pretendido por Barça, Real e Atlético funcionar.
    Há tempos atrás, e por não vermos extremos realmente especiais nesta seleção, tínhamos pensado que jogar com Cancelo a extremo podia ser solução, mas hoje, véspera do Mundial arrancar, a resposta para todos os problemas pode ser João Félix: apostar "tudo" num jogador que nunca viveu de acordo com o seu potencial é um risco, mas Félix conhece bem Ronaldo, sem ter uma total reverência por ele, liga bem com os médios portugueses, e a largura de Portugal pode ser dada exclusivamente pelos laterais Nuno Mendes e Cancelo, com Vitinha a baixar em construção para junto dos centrais, e Bernardo assim a poder atuar mais por dentro. Desistir por completo de ter extremos puros pode não só tornar Portugal mais rico taticamente como não pagar tão caro a titularidade de Ronaldo.

Destaques Individuais (Previsão):


    É o maior (e mais absurdo?) hot take destes 12 artigos de Antevisão do Mundial 2026: há uma probabilidade baixa de estarmos certos, mas há uma lógica por trás da escolha de João Félix como um dos potenciais destaques superlativos do torneio. Nem sabemos sequer se vai ser titular (Rafael Leão terá prejudicado as suas hipóteses no seu momento Mortal Kombat diante do Chile, mas Martínez talvez privilegie Pedro Neto) mas, se for o escolhido e se estiver para aí virado (um grande "se", embora Félix seja exatamente o tipo de jogador capaz de brilhar num palco destes e falhar noutros mais "fáceis"), pensamos que o criativo português de 26 anos pode ser a peça que consegue ligar os outros jogadores todos, Ronaldo incluído. Havia a hipótese de Félix ser falso 9, mas nem vamos por aí.
    Por outro lado, aí sem qualquer loucura, prevemos um excelente torneio dos 4 melhores jogadores portugueses da atualidade: Vitinha e João Neves (potencial Melhor Jogador Jovem?) são fortíssimos candidatos ao 11 do torneio, Bruno Fernandes está com a confiança nas nuvens e Nuno Mendes é bem capaz de ser o jogador que mais vezes vimos a apresentar um nível médio sempre a roçar a excelência em fases finais. Um crónico destaque.
    E para Diogo Costa pode estar reservado mais um daqueles momentos de herói nacional numas grandes penalidades após longo jogo da fase seguinte.
    O cenário global que desenhámos, com Portugal a ser 2º no Grupo, a perder para a França nas meias-finais e a derrotar a Argentina no jogo do 3º e 4º, faria do Mundial 2026 o "primeiro Mundial da História com duas finais". E seria poética a imagem de Cristiano Ronaldo em lágrimas, a comemorar a vitória num jogo habitualmente de relevo secundário, consolado pelo rival de sempre, Lionel Messi.


3. CONGO 
(Previsão: Eliminado nos 16-avos pela Inglaterra)

  • Guarda-Redes: Lionel Mpasi (Le Havre), Matthieu Epolo (Standard Liège), Timothy Fayulu (FC Noah)
  • Defesas: Aaron Wan-Bissaka (West Ham), Gédéon Kalulu (Aris Limassol), Chancel Mbemba (Lille), Axel Tuanzebe (Burnley), Steve Kapuadi (Widzew Lodz), Dylan Batubinsika (Saint-Étienne), Joris Kayembe (Genk), Arthur Masuaku (Lens)
  • Médios: Aaron Tshibola (Kilmarnock), Noah Sadiki (Sunderland), Charles Pickel (Espanyol), Edo Kayembe (Watford), Ngal'ayel Muaku (Lille), Sam Moutoussamy (Atromitos), Meschack Elia (Alanyaspor)
  • Extremos/ Avançados: Theo Bongonda (Spartak Moscovo), Nathanael Mbuku (Montpellier), Brian Cipenga (Castellón), Gaël Kakuta (Larissa), Fiston Mayele (Pyramids), Yoane Wissa (Newcastle), Simon Banza (Al Jazira), Cédric Bakambu (Bétis)
Selecionador: Sébastien Desabre

Forças: Equipa forte fisicamente e que está a desenvolver, sob o comando do francês Sébastien Desabre, um gosto e competência em defender, que pode frustrar bastante Portugal e Colômbia.
Fraquezas: Momento com bola implicará uma eficácia que o Congo pode não conseguir ter; Wissa, um dos melhores jogadores, vem de uma temporada no Newcastle onde foi flop.

Equipa-Base (4-4-2): Mpasi; Wan-Bissaka, Tuanzebe, Mbemba, Masuaku; Elia (Kayembe), Sadiki, Moutoussamy, Mbuku (Bongonda); Wissa, Bakambu

    Na última CAN (2025), o Congo sofreu apenas 1 golo na fase de grupos (empate 1-1 com o Senegal) e só caiu no prolongamento contra Argélia, segurando o 0-0 nos 90 minutos.
    O 4-4-2, capaz de ter Wissa e Bakambu como dupla de avançados, é o melhor esquema, mas não ficaríamos admirados se o Congo só assumisse esta forma diante do Uzbequistão, baixando mesmo para uma linha de 5 contra Portugal e Colômbia. Mbemba é um velho conhecido dos portugueses, e na defesa o lado direito do Congo - esquerdo de quem ataca - será sempre mais complicado de desmontar, sendo Wan-Bissaka muito forte no 1 para 1.

Destaques Individuais (Previsão):


    Acreditamos que o Congo possa chegar à fase seguinte. Para isso, terá que vencer o Uzbequistão e manter o "autocarro" disciplinado, sofrendo no máximo 1 golo, ou 2, nos jogos contra os favoritos Portugal e Colômbia.
    Numa equipa que não é propriamente alérgica à bola, mas que preferirá passar largos períodos sem ela, será o sentido tático e disponibilidade física de Noah Sadiki a poder sobressair. O jovem médio do Sunderland adaptou-se bem à Premier League logo no 1º ano, o que geralmente é um excelente sintoma de cultura e entendimento do jogo bastante acima da média, conjugada com muito pulmão, claro.
    Apesar do ano fraco no Newcastle, para onde se transferiu do Brentford por quase 60 milhões de euros, Yoane Wissa é o homem-golo do Congo. E Lionel Mbapsi é um nome para portugueses e colombianos se irem habituando: o guardião nem é titular no seu Le Havre, na liga francesa, mas chega à seleção e é tudo dele.


4. UZBEQUISTÃO 

  • Guarda-Redes: Utkir Yusupov (N. Namangan), Botir Ergashev (Neftchi), Abduvohid Nematov (Nasaf Qarshi)
  • Defesas: Avazbek Ulmasaliev (Olmaliq FK), Behruz Karimov (Surkhon), Khozhiakbar Alizhonov (Pakhtakor), Abdukodir Khusanov (Manchester City), Umar Esmurodov (Nasaf Qarshi), Rustamjon Ashurmatov (Esteghlal Tehran), Jakhongir Urozov (D. Samarqand), Sherzod Nasrullaev (Pakhtakor), Farruh Sayfiev (Neftchi)
  • Médios: Abdulla Abdullaev (Dibba Al Fujairah), Otabek Shukurov (Baniyas), Odil Khamrobekov (Tractor Club), Sherzod Esanov (FK Buxoro), Aziz Ganiev (Al Bataeh), Akmal Mozgovoy (Pakhtakor), Jamshid Iskandarov (Netfchi), Oston Urunov (Persepolis), Azizbek Amonov (D. Samarqand)
  • Extremos/ Avançados: Dostonbek Khamdamov (Pakhtakor), Abbos Fayzullaev (Basaksehir), Jaloiddin Masharipov (Esteghlal Tehran), Igor Sergeev (Persepolis), Eldor Shomurodov (Basaksehir)
Selecionador: Fabio Cannavaro

Forças: O 3-4-2-1, ou 5-2-3, está assimilado e prevê-se uma equipa muito teimosa na hora de bloquear todos os caminhos até à baliza.
Fraquezas: Falta de capacidade ofensiva e indiscutível inexperiência internacional.

Equipa-Base (3-4-2-1): Nematov; Khusanov, Urozov (Abdullaev), Ashurmatov, Sayfiev, Shukurov, Khamrobekov, Nasrullaev; Fayzullaev, Urunov; Shomurodov

    O italiano Fabio Cannavaro, antigo defesa central e Bola de Ouro em 2006, é o selecionador desta seleção uzbeque, na qual a palavra de ordem será defender.
    A defesa, na qual emerge Khusanov (jogador do Manchester City) como nome mais conhecido, elementos como Sayfiev e Nasrullaev tentarão ao máximo levar jogo para a frente, mas a superioridade dos adversários deve implicar que se afundem formando uma linha de 5.
    A cooperação defesa + meio-campo parece a adequada, mas a forma como Urunov, Fayzullaev e o goleador (?) Shomurodov podem ficar mais isolados e desligados do coletivo pode acabar por fazer Cannavaro trocar um dos seus médios ofensivos por um médio mais posicional.

Destaques Individuais (Previsão):


    Teria a sua graça o Uzbequistão fazer algo neste Mundial, desde que não fosse contra Portugal. Aos 22 anos, Abdukodir Khusanov já é o melhor jogador do seu país, impressionando a sua pujança conjugada com uma velocidade que o torna capaz de ir "buscar" jogadores de forma surpreendente. Um guerreiro.
    Com a sua dose de fama, Eldor Shomurodov já representou a Roma, tem um bom histórico ao serviço da seleção (45 golos em 93 jogos) e vem de uma boa temporada na Turquia. No universo dos desconhecidos, Odil Khamrobekov é o jogador que apontámos para seguir com maior atenção. Um médio que tentará estar em todo o lado.

Mundial 2026: Previsão Grupo J

    Caminha para o fim a nossa previsão dos 12 grupos do maior campeonato do mundo de sempre. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
    Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
    Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.

    Grupo J é sinónimo de detentor do troféu. A Argentina de Lionel Messi procurará nos EUA, em estádios que nos últimos anos já se habituaram ao 10 argentino, vencer 2 mundiais de forma consecutiva, um feito que só Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram na História da competição. Com o apoio dos Muchachos nas bancadas, a albiceleste jogará com menos pressão do que outros por já ter ganho, surgirá com o orgulho latino de quem tem uma reputação a manter, e conta ainda com um selecionador que prepara extremamente bem os jogos e um certo jogador, a poucos dias de completar 39 anos, que acreditamos que fará um Mundial surreal para alguém com essa idade, sendo (uma vez mais) um dos melhores jogadores da competição. Há, no entanto, contras para esta Argentina: a equipa de 2022 está, por força do tempo, envelhecida, e preveem-se obstáculos tremendos nos quartos (se todos os favoritos fizeram a sua parte) ou logo nos 16-avos, se a Argentina vacilar no seu grupo.
    O grupo é composto ainda pela Áustria, equipa física, que pressiona em todo o campo e com muita Bundesliga, e uma Argélia com vários tecnicistas. Não esperamos que a Jordânia pontue, mas o Mundial certamente terá surpresas.

    Olhamos assim para o Grupo J, da campeã em título Argentina:

1. ARGENTINA 
(Previsão: 4º Lugar)

  • Guarda-Redes: Emiliano Martínez (Aston Villa), Juan Musso (Atlético Madrid), Gerónimo Rulli (Marselha)
  • Defesas: Nahuel Molina (Atlético Madrid), Gonzalo Montiel (River Plate), Cristián Romero (Tottenham), Leonardo Balerdi (Marselha), Nicolás Otamendi (Benfica), Facundo Medina (Marselha), Lisandro Martínez (Manchester United), Nicolás Tagliafico (Lyon)
  • Médios: Valentín Barco (Estrasburgo), Leandro Paredes (Boca Juniors), Enzo Fernández (Chelsea), Alexis Mac Allister (Liverpool), Rodrigo De Paul (Inter Miami), Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen), Giovani Lo Celso (Bétis), Thiago Almada (Atlético Madrid), Nico Paz (Como)
  • Extremos/ Avançados: Giuliano Simeone (Atlético Madrid), Nicolás González (Atlético Madrid), Julián Álvarez (Atlético Madrid), Lautaro Martínez (Inter), Flaco López (Palmeiras), Lionel Messi (Inter Miami)
Selecionador: Lionel Scaloni

Forças: O melhor jogador de futebol de sempre, mesmo prestes a completar 39 anos, desafia a lógica e as probabilidades; Lionel Scaloni brilhou em 2022, mostrando "dedo de treinador" nas rondas decisivas da competição; Apoio nas bancadas deve fazer a Argentina sentir-se em casa; Equipa muito unida, com enorme capacidade de sacrifício e em que cada jogador vai para lá dos seus limites pelo país e por Messi.
Fraquezas: Equipa campeã de 2022 foi pouco renovada/rejuvenescida, surgindo apenas Nico Paz e Guiliano Simeone como novidades capazes de contribuir a sério; Já ter ganho pode retirar pressão mas também pode diminuir a fome e o foco; Defesa não está ao nível do meio-campo e ataque, e a agressividade excessiva dos centrais pode originar contratempos; Parece faltar "um Di María".

Equipa-Base (4-4-2): E. Martínez; Molina, Romero (L. Martínez), Otamendi, Tagliafico; Enzo, De Paul (Paredes), G. Simeone (Nico Paz, Almada), Mac Allister; Messi, Álvarez

    Em 2022, a Argentina foi uma das seleções que mais se foi corrigindo ao longo do Mundial. Mérito de Scaloni que, não começando com o pé direito, foi analisando e compreendendo qual o melhor 11. Enzo Fernández e Julián Alvarez, determinantes na conquista do Mundial, não começaram como titulares.
    Embora alguns analistas possam afirmar que a Argentina vai jogar em 4-3-3, o que é certo é que Messi não vai defender e Julián vai estar perto dele, a correr por ambos, e com 3 médios garantidos (Enzo, Mac Allister e um entre De Paul, o "guarda-costas" de Messi, e Paredes) fica só a faltar perceber qual a última peça da linha média da Albiceleste - Simeone, Nico Paz ou Thiago Almada.
    Quando olhamos para esta Argentina, vemos algumas vulnerabilidades (difícil que esta defesa não cometa erros) e só confiamos mesmo na intensidade dos médios e em Messi e Álvarez. Fica a sensação que se Giuliano Simeone e Nico Paz se fundissem a Argentina teria a peça que falta, alguém capaz de fazer o que Di María fazia. A nossa "solução" fora da caixa para a campeã do mundo seria adaptar Simeone a lateral, com Molina no corredor oposto, e Nico Paz juntar-se aos 3 médios todo-o-terreno.

Destaques Individuais (Previsão):


    A História de Lionel Messi em mundiais acaba aqui. Com 8 bolas de ouro e o estatuto de único jogador a ser eleito melhor jogador de 2 mundiais (2014 e 2022), o 10 da Argentina pisará o futebol de alto nível pela última vez neste Mundial. Completa 39 anos entre a 2ª e a 3ª jornadas, chegará às 200 internacionalizações na fase de grupos e, embora o corpo o impeça de ser a sua melhor versão (falta aceleração e aquela surreal força física para aguentar o contacto e as entradas sem cair) seguramente vamos ser brindados com atuações como nunca antes se viu alguém de 38/39 anos conseguir numa fase final de um Mundial. Esperam-se golos (ele e Mbappé podem-se tornar o melhor marcador de sempre em mundiais), progressões com bola, ele contra o mundo, e esperam-se passes que só o seu pé esquerdo vê. Messi vai receber a bola e, por um instante, o mundo vai suster o fôlego e parar, para o ver, uma última vez.
    Para Messi chegar longe (pusemos a Argentina no 4º lugar), Julián Álvarez terá que surgir num nível igual ou superior a 2022. O avançado do Atlético Madrid, associado a Barcelona, Real Madrid, PSG e Arsenal, é o complemento perfeito para o capitão argentino. Lautaro faz mais golos, mas deve-lhe estar reservado um papel como suplente, à imagem da última Copa América.
    Entre os médios, De Paul e Paredes jogam hoje em dia no continente americano, mas Mac Allister e Enzo Fernández são médios de Premier League. E, se há 4 anos o seu grande Mundial (foi eleito melhor jogador jovem) lhe valeu a transferência do Benfica para o Chelsea, desta vez Enzo pode assegurar uma nova transferência.
    Nico Paz (o novo grande talento argentino) e Giuliano Simeone podem acrescentar, respetivamente, magia e pulmão, e o lateral Nahuel Molina parece ter aprimorado nos últimos meses os seus bombásticos remates de longe.


2. ARGÉLIA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos pela Espanha)

  • Guarda-Redes: Luca Zidane (Granada), Oussama Benbot (USM Alger), Melvin Mastil (Stade Nyonnais)
  • Defesas: Rafik Belghali (Hellas Verona), Achref Abada (USM Alger), Zineddine Belaïd (JS Kabylie), Aïssa Mandi (Lille), Mohamed Amine Tougai (Espérance de Tunis), Samir Chergui (Paris FC), Ramy Bensebaini (Borussia Dortmund), Jaouen Hadjam (Young Boys), Rayan Aït-Nouri (Manchester City)
  • Médios: Nabil Bentaleb (Lille), Yacine Titraoui (Charleroi), Ramiz Zerrouki (Twente), Hicham Boudaoui (Nice), Houssem Aouar (Al Ittihad), Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen), Farès Chaïbi (Eintracht Frankfurt)
  • Extremos/ Avançados: Anis Hadj Moussa (Feyenoord), Riyad Mahrez (Al Ahli), Farès Ghedjemis (Frosinone), Adil Boulbina (Al Duhail), Mohamed Amoura (Wolfsburgo), Nadir Benbouali (Györ), Amine Gouiri (Marselha)
Selecionador: Vladimir Petkovic

Forças: Reportório técnico elevadíssimo de vários jogadores; Vladimir Petkovic realizou um bom trabalho na Suíça e os resultados recentes da Argélia - embora na sua maioria contra adversários mais fracos - falam por si.
Fraquezas: Aos 35 anos, Riyad Mahrez já não consegue ter o impacto dos tempos de Manchester e Leicester; Meio-campo pode ficar muito balanceado para a frente; Mahrez e Moussa são dificilmente compatíveis.

Equipa-Base (4-3-3): Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini, Aït-Nouri; Bentaleb, Boudaoui (Aouar), Maza; Mahrez, Amoura, Gouiri

    Filho de um dos melhores jogadores de sempre, Luca Zidane será o guarda-redes desta Argélia, que tem em Belghali um lateral bem interessante, e Aït-Nouri (lado esquerdo) dispensa apresentações.
    O trio de médios argelino será formado por 3 de 5 jogadores (Bentaleb, Boudaoui, Zerrouki, Aouar e Maza) e torcemos para que o último, craque do Bayer Leverkusen, seja bastante utilizado.
    No tridente ofensivo, Mahrez e Moussa são fotocópias nos movimentos a partir da direita, o que recomendará que se revezem. Amoura tem um excelente registo na seleção, e Gouiri tem cara de ser daqueles jogadores que chega a um Mundial e explode.

Destaques Individuais (Previsão):


    Embora a Áustria seja uma seleção forte, que dificulta a respiração dos adversários, achamos que a Argélia conseguirá ser 2ª neste grupo. No entanto, o 2º do Grupo J terá, tudo indica, a Espanha como oponente nos 16-avos-de-final.
    Riyad Mahrez fará o seu primeiro Mundial a sério (em 2014, no Brasil, jogou apenas 90 minutos) e estão guardadas pinceladas de grande qualidade, jamais perdendo o 7 da Argélia aquele primeiro toque de classe mundial. Apostamos que Ibrahim Maza (20 anos) será o jogador desta seleção a sair mais valorizado, e depois terão ainda uma palavra a dizer Mohamed Amoura, com o seu instinto goleador e velocidade, e Anis Hadj Moussa, o 12º jogador desta Argélia.


3. ÁUSTRIA 
(Previsão: Eliminada nos 16-avos pela Suíça)

  • Guarda-Redes: Alexander Schlager (RB Salzburgo), Florian Wiegele (Viktoria Plzen), Patrick Pentz (Brondby)
  • Defesas: Stefan Posch (Mainz), Phillipp Mwene (Mainz), David Affengruber (Elche), Kevin Danso (Tottenham), Michael Svoboda (Venezia), Philipp Leinhart (Friburgo), Marco Friedl (Werder Bremen), David Alaba (Real Madrid), Alexander Prass (Hoffenheim)
  • Médios: Xaver Schlager (RB Leipzig), Nicolas Seiwald (RB Leipzig), Florian Grillitsch (Braga), Carney Chukwuemeka (Borussia Dortmund), Konrad Laimer (Bayern Munique), Marcel Sabitzer (Borussia Dortmund), Romano Schmid (Werder Bremen), Alessandro Schöpf (Wolfsberger), Paul Wanner (PSV)
  • Extremos/ Avançados: Patrick Wimmer (Wolfsburgo), Marko Arnautovic (Estrela Vermelha), Sasa Kalajdzic (Lask), Michael Gregoritsch (Augsburgo)
Selecionador: Ralf Rangnick
Baixa: Chris Baumgartner

Forças: Muita intensidade sem bola, combinada com um plano de jogo de Ralf Rangnick que vai otimizar o tempo dispendido com bola; Grupo de jogadores estável e no qual, sem haver jogadores "iluminados" há uma nível médio qualitativo médio alto.
Fraquezas: Baumgartner é uma baixa de peso, tendo realizado uma excelente temporada no Leipzig; Nível técnico inferior a Argentina e Argélia; Obrigatoriedade de dosear bem o esforço e marcar corretamente o nível de pressão, caso contrário esta equipa pode terminar os jogos esgotada e chegar à fase a eliminar incapaz de aplicar a sua filosofia.

Equipa-Base (4-2-3-1): A. Schlager; Posch, Lienhart (Affengruber), Alaba (Danso), Laimer; X. Schlager, Seiwald; Schmid, Sabitzer, Chukwuemeka; Arnautovic

    No Euro 2024, a Áustria terminou em 1º lugar o seu grupo D, à frente de França e Países Baixos, caindo nos oitavos para a Turquia com um bis de cantos de Demiral.
    No regresso a Mundiais, os austríacos têm dois Schlagers e quase todos os jogadores jogam ou já jogaram na liga alemã. Não estamos certos sobre que papel terá Laimer (lateral esquerdo ou médio centro), permitindo a opção de jogar na linha defensiva uma aposta na dupla de médios do Leipzig, Xaver Schlager e Nicolas Seiwald.
    Caso assuma um 4-2-3-1 esta Áustria poderá ter alguém para esticar o jogo (Schmid) e alguém para equilibrar por dentro (Chukwuemeka), e na frente há perfis muito diferentes - o veterano Arnautovic é hoje um jogador menos móvel, mas mesmo assim é mais móvel do que Gregoritsch ou Kalajdzic. Lienhart e Alaba parecem ser os centrais titulares, mas é impressionante como mesmo assim ficam 3 bons centrais no banco ou como backup.

Destaques Individuais (Previsão):


    Sem Baumgartner, e com Sabitzer sobrecarregado, esta Áustria pedirá uma última grande competição a Marko Arnautovic. O avançado de 37 anos, hoje em dia a jogar no Estrela Vermelha, tem a personalidade certa para ser o primeiro homem do batalhão austríaco. Não lhe peçam mais do que 65 minutos, e em alguns jogos Rangnick vai certamente dar preferência a um ponta de lança alto (tem um com 2 metros e o outro com 1,93m).
    Chukwuemeka e Paul Wanner são os jovens a ter em atenção, mas se há coisa que nos parece que será uma constante nesta Áustria será o papel dos laterais. Konrad Laimer (como dissemos, também poderá jogar a médio) e Stefan Posch terão ordem para aparecer na frente, sendo Laimer um multifuncional titular de uma das melhores equipas do mundo, e Posch um goleador improvável.
    Pensamos que a defesa austríaca poderá mudar ao longo da fase de grupos, e gostávamos muito de ver David Affengruber como titular. O elegante central do Elche é chamado pelos seus colegas de Kaiser ou Affenbauer, e pessoalmente até gostávamos mais de ver uma Áustria com Affengruber e Svoboda como centrais, Alaba como defesa esquerdo de envolvimento regrado e Laimer no meio-campo.


4. JORDÂNIA 

  • Guarda-Redes: Yazzed Abulaila (Al Hussein), Noureddin Bani Ateyah (Al Faisaly), Abdallah Al Fakhouri (Al Wehdat)
  • Defesas: Ihsan Haddad (Al Hussein), Anas Badawi (Al Faisaly), Saleem Obaid (Al Hussein), Abdallah Nasib (Al Hussein), Husam Abudahab (Al Faisaly), Yazan Al-Arab (FC Seoul), Saed Al Rosan (Al Hussein), Mo Abualnadi (Selangor), Mohammad Abu Hasheesh (Al Karma)
  • Médios: Raja'ei Ayed (Al Hussein), Nizar Al-Rashdan (Qatar SC), Mohammad Al Daoud (Al Wehdat), Amer Jamous (Al Zawara'a), Noor Al-Rawabdeh (Selangor), Ibrahim Sadeh (Al Karma)
  • Extremos/ Avançados: Odeh Al Fakhouri (Pyramids), Mohannad Abu (Al Qasim), Mohammed Abu Zrayq (Raja Casablanca), Ali Al Azaizeh (Al Shabab), Ali Al Olwan (Al Sailiya), Mahmoud Al Mardi (Al Hussein), Moussa Al-Tamari (Rennes), Ibrahim Sabra (NK Lokomotiva)
Selecionador: Jamal Sellami
Baixa: Yazan Al-Naimat

Forças: Ninguém espera que os estreantes em mundiais (seleção 63 do ranking FIFA) façam algo neste grupo; Al-Tamari dá-se bem com o papel de ser ele e mais 10.
Fraquezas: Teórica falta de futebol para lidar com os 3 adversários; A equipa já tinha poucos jogadores de destaque e ainda ficou privada de Yazan Al-Naimat.

Equipa-Base (3-4-3): Abulaila; Al-Arab, Abualnadi, Nasib; Haddad, Al-Rashdan, Al-Rawabdeh, Abu Taha; Al-Tarami, Fakhouri, Al Olwan

    Num 3-4-3 que acabará durante largos minutos numa disposição de 5-3-1-1 ou 5-4-1, a Jordânia terá a sua estreia em mundiais diante da dinâmica e mecanizada Áustria.
    Na qualificação, três jogadores estiveram em destaque: Al Olwan apontou 9 golos, Al-Naimat 8 e Al-Tamari 7. Dos três, um falha o Mundial por lesão, o que em princípio deve permitir ao jovem Al Fakhouri conquistar de forma precoce o seu espaço internacional.

Destaques Individuais (Previsão):


    Al Olwan é um avançado com bons números pela Jordânia, e Al Fakhouri (marcou, inclusive, num amigável recente diante da Suíça) pode aparecer bem a partir da direita. Sem grandes expectativas para os comandados de Jamal Sellami, vemos Moussa Al-Tamari, jogador que ocasionalmente brilha na Ligue 1, como o jogador mais especial desta equipa, e talvez acabe por ser Yazan El-Arab o comandante de uma defesa que vai ter muito, muito trabalhinho durante 3 x 90 minutos.