SP. BRAGA (4) Numa Antevisão da liga portuguesa, apontar o Sporting de Braga ao 4º lugar é talvez a aposta menos arriscada das 18. Afinal de contas, foi essa a posição dos guerreiros do Minho em 9 das últimas 12 edições.
À beira de entrar na Liga Conferência, uma competição em que o Braga tem legítimas aspirações de conquistar o seu primeiro troféu europeu, o "quarto grande" continua com Carlos Vicens como treinador e já fez duas vendas de 30 milhões - Zalazar mudou-se para o Sporting e Hornicek tornou-se o novo dono da baliza do Newcastle. Na zona das chegadas, Gabriel Silva, Diogo Travassos, Jonas Wind (custo zero), Huseinbasic (custo zero), são reforços, sem esquecer o guardião Bernardo Fontes, sucessor natural de Hornicek, pelo qual o Braga pagou 400 mil euros ao Tondela, acionando a opção de recompra.
Mantendo o seu futebol vistoso e "total" (no Top-4 português, o Sporting de Braga não é a equipa mais dominante mas é muitas vezes a que apresenta um maior número de nuances nos movimentos e na ocupação dos espaços, valorizando Vicens jogadores que consigam interpretar várias posições), o Braga manterá o seu 3-4-2-1 como esquema no papel, interessando-nos acompanhar em particular a evolução dos médios centro. João Moutinho (39 anos) e Gorby são neste momento o Plano A, mas Diego Rodrigues e Tiknaz terão uma palavra a dizer. De resto, Gabriel Silva quer roubar a asa esquerda a Gabri Martínez; Dorgeles pode dar muito mais; Pau Victor herdou o 10 de Zalazar; e Ricardo Horta vai continuar a aumentar os seus números e o estatuto de Lenda, ele que é o melhor jogador da História do clube.
Treinador: Carlos Vicens
Onze-Base (3-4-2-1): Bernardo Fontes; Lagerbielke, V. Carvalho (Barcia), Arrey-Mbi; V. Gómez, Gorby (Tiknaz, Huseinbasic), João Moutinho (Diego Rodrigues), Gabriel Silva; Dorgeles, Ricardo Horta; Pau Victor
Atenção a: Ricardo Horta, Pau Victor, Bernardo Fontes, Diego Rodrigues, Gabriel Silva
FAMALICÃO (5)
É 0% ousado apontarmos o Famalicão ao quinto lugar, repetindo a classificação da época passada, mas fazemo-lo justamente por nos parecer nesta fase claramente o 5º clube mais forte da Liga Portugal Betclic, reciclando talento ano após ano. Se noutras janelas de transferências o clube de Vila Nova de Famalicão negociou as vendas de Pedro Gonçalves, Ugarte, Iván Jaime, Luiz Júnior, Zabiri ou Otávio, neste mercado os dois grandes encaixes foram Ibrahima Ba (Sporting) e Gustavo Sá (Nottingham Forest, com escala na Grécia). À saída destes 2 craques juntou-se ainda a perda, a custo zero, do centralão de Haas, e a mudança forçada de treinador, uma vez que Hugo Oliveira partiu em Julho para orientar o Estrasburgo na liga francesa.
Inativo em 25/26, o que lhe permitiu por exemplo comentar e analisar o Mundial 2026 na Sport TV, Carlos Carvalhal foi uma escolha quiçá inesperada mas parece um bom match, considerando a sua visão positiva e corajosa do jogo, e a (crónica) juventude do plantel.
Embora tudo leve a crer que o Fama ainda aplique em reforços uma magra fatia das suas mais-valias, o elenco atual já dá garantias. Carevic é sinónimo de clean sheets, Rodrigo Pinheiro foi para o BPF o melhor lateral-direito da temporada passada, e caberá ao defesa canhoto Finn van Breemen ser o herdeiro do seu compatriota Justin de Haas. Avançando no campo, continuar a contar com Mathias de Amorim é um luxo, o húngaro Tamás Szücs é uma das promissoras novidades, e para extremos há Sorriso, há Gil Dias, há o suíço Beney (o toque de bola não engana) e há novamente o tecnicista Óscar Aranda (bem-vindo de volta!), que perdeu 99% da última época devido a uma grave lesão. Se não chamar mais nenhum avançado, o papel de referência ofensiva será disputado pelo reforço grego Koutsias e pelo gigante Abubakar.
Bom futebol, excelentes conferências de Carvalhal e mais uns milhões de euros em caixa no próximo Verão, é o que esperamos deste Famalicão.
Treinador: Carlos Carvalhal
Onze-Base (4-3-3): Carevic; Rodrigo Pinheiro, Realpe, van Breemen, Meyer (Bondo); de Looi, de Amorim, Szücs; Sorriso (Gil Dias), Aranda (Beney), Koutsias (Abubakar)
Atenção a: Mathias de Amorim, Óscar Aranda, Georgios Koutsias, Rodrigo Pinheiro, Roméo Beney
MOREIRENSE (6)
Sétimo classificado no último campeonato, o Moreirense tem muito provavelmente na continuidade do técnico Vasco Botelho da Costa o seu melhor reforço. Numa edição em que 12 (!) equipas mudaram de treinador, incluindo clubes como o Vitória e o Famalicão, acaba por ser surpreendente q.b. que ninguém tenha conseguido remover VBdC deste projeto em Moreira de Cónegos. Desconhecendo nós se houve abordagens ou não, as duas leituras que fazemos são: a) salvo alguma proposta do estrangeiro, o técnico de 37 anos pode ter definido só trocar o Moreirense pelo Top-4 português e b) tendo mudado várias vezes de clube nos últimos anos, escalando a pirâmide do futebol nacional, completar um Ano 2 na mesma equipa na Primeira Liga é bem capaz de ser um passo sensato e inteligente.
Sob a alçada do fundo norte-americano Black Knight (Bournemouth, Lorient, Hibernian), o Moreirense quererá certamente lutar pela Europa, e tem treinador e jogadores (acreditamos que ainda cheguem mais 2 ou 3 reforços) para ficar entre o 5º e o 9º lugares.
Sem Diogo Travassos e Alanzinho, este Moreirense 26/27 surge na casa de partida com um elenco idêntico, e algumas novidades que podem mudar muita coisa. Na baliza, Aranha (emprestado pelo Palmeiras) será concorrência para André Ferreira, e na defesa Dinis Pinto e Maracás são indiscutíveis, prometendo a disputa por um lugar no 11 entre Gilberto Batista e Janderson. O meio-campo continua a contar com Stjepanovic, Rodrigo Alonso e Afonso Assis (20 aninhos), podendo este ecossistema potenciar e muito o talento por explodir de João Veloso. Ligado ao Benfica desde os seus 12 anos, o rapaz de Albufeira pode crescer imenso neste empréstimo.
No ataque, Kiko Bondoso é sempre um porto seguro para a bola, Landerson deve continuar a ter bastantes minutos, e o novo camisola 9, Alexandre Parsemain, tem deixado ótimas indicações na pré-época. Internacional pela Martinica e com vários anos de futebol francês, é um ponta de lança muito interessante na forma como se movimenta e explora a profundidade, hábil a combinar com os colegas e com o instinto certo, parece-nos, para sobressair por cá.
Treinador: Vasco Botelho da Costa
Onze-Base (4-3-3): Aranha (André Ferreira); Dinis Pinto, Maracás, Janderson (Gilberto Batista), F. Domingues; Stjepanovic, Rodrigo Alonso, João Veloso (Afonso Assis); Landerson, Kiko Bondoso, Parsemain
Atenção a: Alexandre Parsemain, João Veloso, Dinis Pinto, Gilberto Batista, Rodrigo Alonso
ESTORIL (7)
O 10º lugar do Estoril na época passada foi estranho. Estranho porque a equipa marcou 54 golos (5º melhor ataque) e estranho porque no nosso campeonato, regra geral, quando uma equipa tem craques como Begraoui (20 golos) ou João Carvalho (6 golos e 12 assistências) o mais certo é acabar entre as 7 melhores equipas.
Após duas épocas com uma postura e personalidade refrescantes no futebol português, o escocês Ian Cathro deixou o Estoril para ir treinar, na Ligue 2, o Saint-Étienne. Na hora de encontrar o sucessor, o clube da Linha escolheu Vasco Matos (ex-Santa Clara) e, com Helena Costa como diretora desportiva, o mais astuto talvez seja confiar na decisão. Curiosamente, o técnico de 45 anos chega ao António Coimbra da Mota com a sua cotação abaixo do que já esteve, mas convém relembrar que, quando Rui Borges substituiu Ruben Amorim (esqueçamos João Pereira), não era descabido para alguns a escolha ter sido Vasco Matos em vez de Borges. O Estoril jogava com Cathro maioritariamente em 3-4-3, ou 3-4-2-1 se preferirem, e Vasco Matos também privilegiou um esquema de 3 centrais nos Açores.
O mercado está aberto até 4 de Setembro, mas para já os adeptos do Estoril podem dar-se por contentes com a continuidade de Begraoui e João Carvalho, jogadores que tinham lugar no plantel de qualquer uma das melhores equipas em Portugal. Jogadores importantes como Holsgrove, Xeka, Ricard Sánchez e o "kinder surpresa" Guitane também continuam.
Segurar Begraoui e o capitão João Carvalho seria a melhor notícia do mercado, mas ainda falta banco a este curto plantel. Na defesa, Ferro mantém-se e Tsoungui pode fazer a posição, mas o êxodo de centrais (Boma foi para o Red Bull Salzburgo e Felix Facher para o Lyon) deixou os dirigentes em alerta. Sierra e Andreou já foram recrutados, e pode ter pesado na decisão de confiar os destinos da equipa a Vasco Matos o facto do seu Santa Clara defender bem, confiando depois no talento individual de jogadores, cuja qualidade "pertence" a outro patamar ou a ligas superiores, para resolver.
Treinador: Vasco Matos
Onze-Base (3-4-3): Joel Robles; Sierra, Tsoungui (Andreou), Ferro; R. Sánchez, Xeka, Holsgrove, P. Carvalho; Guitane, João Carvalho, Begraoui
Atenção a: Yanis Begraoui, João Carvalho, Jordan Holsgrove, Rafik Guitane, Ricard Sánchez
VIT. GUIMARÃES (8)
Viciado em colecionar treinadores, o grande desafio do Vitória em 2026/ 27 é acreditar em Tiago Margarido, dar-lhe tempo e não o sacrificar aos primeiros sinais de negatividade ou imperfeição. Luís Pinto, Luís Freire, Daniel Sousa ou Álvaro Pacheco (Rui Borges foi um caso diferente, saindo porque surgiu o Sporting interessado) foram alguns dos inúmeros técnicos que a cidade-berço viu chegarem e saírem num curto espaço de tempo. É, aliás, preciso recuar a 21/22 para encontrar um treinador (Pepa) que tenha tido a paz - e mérito - para fazer, só ele, a temporada completa em Guimarães, do primeiro ao último dia. Idealmente, a troca na presidência de António Miguel Cardoso para Rui Rodrigues pode significar um modelo de gestão e estabilidade diferentes, e Tiago Margarido mostrou no Nacional da Madeira capacidade para estar à altura de uma das cadeiras mais exigentes do futebol português.
Com menos craques do que Famalicão e Estoril, e com menos saúde operacional do que Moreirense e Gil Vicente, o Vitória entra em 26/27 sem Saviolo (vendido ao Trabzonspor por 8 milhões e meio) e Diogo Sousa (vendido ao Estrasburgo por 11 milhões) mas continua a ter prata da casa para potenciar como Gonçalo Nogueira, Miguel Nogueira, Zeega ou Costinha.
Certamente num 4-3-3 com o pulmão de Beni Mukendi e a personalidade e liderança de Samu em evidência, o Vitória de Margarido foi buscar ao Aston Villa o central colombiano Yeimar Mosquera e, além de acreditarmos que é desta que o miúdo Oumar Camara vai explodir, também torcemos para que Gustavo Silva, seja a avançado móvel seja numa faixa, consiga finalmente uma época inteira sem interrupções e com elevada regularidade exibicional.
Treinador: Tiago Margarido
Onze-Base (3-4-3): Charles; Maga (Strata), Rivas, Mosquera (Thiago Balieiro), João Mendes; Beni, Gonçalo Nogueira (Mitrovic), Samu; Miguel Nogueira, O. Camara, Gustavo Silva
Atenção a: Gustavo Silva, Oumar Camara, Beni, Yeimar Mosquera, Miguel Nogueira
GIL VICENTE (9)
Para o sensacional Gil Vicente, este é um mundo novo. Por força das circunstâncias, quando qualquer clube português fora do habitual Top-4 surpreende e brilha, o seu desmantelamento é quase uma certeza a curto ou médio-prazo. Barcelos foi palco de uma das melhores equipas de 25/26, com ideia de jogo de equipa grande e dinâmica bem trabalhada. O preço a pagar? Pablo Felipe e Andrew saíram com a época a decorrer, e entretanto César Peixoto foi anunciado como treinador do Wolves (Championship) e Luís Esteves rumou ao futebol mexicano.
O novo capítulo dos galos escreve-se sob o olhar e a interpretar a visão de Luís Pinto, jovem treinador que acabou despedido do Vit. Guimarães mesmo depois de conquistar a Taça da Liga.
Embora ainda nos mantenhamos desconfiados quanto à permanência de alguns atletas (a continuidade de Santi García teria tanto de extraordinário para o Gil como de incompreensível que nenhum clube grande aposte no super-intenso médio espanhol, o "segundo melhor Froholdt" da Liga) é sempre positivo quando um clube segura uma consolidada dupla de centrais (Buatu-Elimbi) e no meio-campo, além do empréstimo de Diogo Prioste (Benfica), o reforço que mais aguça a curiosidade é o dinamarquês Andreas Lausen, médio ex-Esbjerg que pode claramente fazer a diferença no nosso futebol.
Na frente, continuam Murilo, Agustín Moreira ou Joelson, e a principal dúvida é mesmo qual será o avançado centro titular (Héctor é o mais experiente, Walace França e Carlos Eduardo têm as caraterísticas mais interessantes, e Kaba vem com bons números dos Sub-23).
Treinador: Luís Pinto
Onze-Base (4-3-3): Lucão; R. Esgaio, Elimbi, Buatu, Weverson (D. Moreira); Cáseres, Santi Garcia, Lausen; Murilo, A, Moreira (Joelson), Walace França (Carlos Eduardo, Héctor)
Atenção a: Santi García, Andreas Lausen, Walace França, Agustín Moreira, Lucão
AROUCA (10)
Numa edição em que 66% das equipas têm novo treinador, o Arouca é quem mais se desvia da norma. Vasco Seabra é o treinador há mais tempo no cargo (1 ano e 9 meses) entre os 18 da lista.
Mesmo sem ter um jogador diferenciado - como tivera no passado Mújica, Cristo, Jason ou André Silva - o clube do distrito de Aveiro ficou em 8º lugar na época passada, transformando uma primeira volta desapontante (16º lugar e somente 14 pontos) numa segunda volta excelente: dobro dos pontos (28) e classificação de sexta melhor equipa da prova, se consideradas apenas as 17 jornadas finais.
Convictos de que serão capazes de dar sequência ao impressionante registo de 2026, os arouquenses têm a mais-valia de apresentar um dos plantéis com menos mexidas neste Verão. De Arruabarrena pode continuar titular, e Tiago Esgaio (merecia mais crédito) também está de pedra e cal numa defesa que conta com Jose Fontán e Javi Sánchez (Diogo Monteiro pode-se intrometer nas contas do 11) e que acrescentou o ex-Cádiz Mario Climent para o lado esquerdo. Pensámos que Fukui sairia, mas o nipónico continua a fazer companhia a nomes como van Ee, Lee Hjun-ju ou Pablo Gozálbez.
No trio de ataque, Barbero tem agora a vantagem de já estar adaptado ao futebol português, e acreditamos que tanto o uruguaio Trezza como o francês Djouahra poderão subir um degrau em relação ao rendimento da temporada anterior. Atenção ainda a Sihoo Park (18 anos), jogador que justificou nova aposta do Arouca no mercado asiático.
Treinador: Vasco Seabra
Onze-Base (4-3-3): de Arruabarrena; Tiago Esgaio, Javi Sánchez (Diogo Monteiro), Fontán, Climent; van Ee (Pablo Gozálbez), Hjun-ju; Trezza, Djouahra (Park), Barbero
Atenção a: Taichi Fukui, Alfonso Trezza, Iván Barbero, Tiago Esgaio, Mario Climent
SANTA CLARA (11) Nos Açores, desta vez Petit vai poder orientar a equipa de Ponta Delgada desde a jornada 1. E o mais provável é que os açorianos consigam crescer e afastar-se mais e mais daquela versão retraída dos últimos tempos de Vasco Matos, privilegiando o que usualmente caracteriza as equipas de Petit: conjunto equilibrado, compacto e solidário, com excelente organização e comunicação na hora de defender, e processos simples na construção de soluções no último terço.
É verdade que Gabriel Silva, Gabriel Batista, Serginho e Klismahn deixam saudades, mas quando olhamos para este plantel vemos todo o potencial para uma temporada tranquila e sem necessidade de calculadoras e doses de ansiedade na reta final.
Lucas França (especialista na defesa de grandes penalidades) mudou-se da Madeira para os Açores, tendo o guardião brasileiro à sua frente um quarteto defensivo no qual estaremos atentos ao central canhoto Emanuel Moreira, ex-Feirense e formado no Sporting. Djé e Pedro Ferreira (jogador determinante mas silencioso) podem formar trio de meio-campo com Tiago Ribeiro, e na frente os jogadores que existem dão garantias: Vinícius Lopes é um elemento fiável, Brenner Lucas estará motivado com a camisola 10 nas costas, Gonçalo Paciência é o tipo de dianteiro altruísta que pode ser catalisador para a subida de rendimento dos extremos, parecendo-nos Fernando (número 7) o atleta mais atrevido e que pode marcar mais pontos no arranque da temporada.
Petit já não é apenas aquele treinador que evitava que as equipas descessem. Com Petit, joga-se à bola.
Treinador: Petit
Onze-Base (4-3-3): Lucas França; Lucas Soares (Calila), Sidney Lima, Emanuel Moreira, G. Romão; Djé, Pedro Ferreira, Tiago Ribeiro; Vinícius Lopes, Fernando, G. Paciência
Atenção a: Vinícius Lopes, Fernando, Pedro Ferreira, Gonçalo Paciência, Emanuel Moreira
ALVERCA (12)
Uma espécie de Famalicão em potência, este Alverca está bem mais calminho do que há 1 ano atrás, altura em que os ribatejanos já iam com 28 reforços. Determinado em fazer melhor ou igual do que o respeitável 11º lugar da edição anterior, o Alverca não tem Custódio Castro como treinador, tendo a escolha do presidente da SAD (mais de 70% detida por Vinícius Júnior), José Miguel Albuquerque, recaído em Sérgio Ferreira. Aos 38 anos, o ex-treinador dos juniores do FC Porto e antigo adjunto de Carlos Carvalhal em várias paragens abraça o maior desafio da sua carreira. E o nosso feeling é que está claramente preparado.
Do ponto de vista do plantel, Naves, Lincoln, Marezi e André Gomes não continuam, e é muito provável que o central Bastien Meupiyou ainda seja transferido por valor recorde para o clube. Pela positiva, deve-se assinalar a continuidade de jogadores como Figueiredo, Chiquinho e Touaizi.
O mais certo é que até ao final do mês ainda muita coisa mude e vários jovens valores se juntem às opções ao dispor de Sérgio Ferreira, mas para já o guardião francês de 21 anos, Noah Raveyre, deve levar a melhor sobre o backup Jhonatan, e uma transferência de Meupiyou pode abrir as portas do onze para Bojang, central gambiano contratado ao Odense. No miolo há margem para afinações, mas na frente muita atenção a Vivaldo Semedo - o gigante avançado de 1,92m, formado no Sporting e com experiências internacionais na Udinese ou no Watford, pode causar estragos em Portugal.
Treinador: Sérgio Ferreira
Onze-Base (4-3-3): Noah (Jhonatan); Touaizi, Sergi Gómez, Meupiyou (Bojang), I. James; Abdulai, Davy Gui, Vasco Moreira; Figueiredo, Chiquinho, Vivaldo Semedo
Atenção a: Figueiredo, Vivaldo Semedo, Chiquinho, Nabil Touaizi, Yaya Bojang
RIO AVE (13) Com um plantel multicultural e uma prospecção habitualmente ousada, o Rio Ave do grego Sylaidopoulos provou na segunda volta de 25/26 não ser tão desconexo como poderia levar a crer, reagindo com personalidade e bom futebol às saídas a meio da época de jogadores de importância colossal como Clayton e André Luiz.
É certo que o clube de Vila do Conde é o parente pobre no monopólio de Evangelos Marinakis (Nottingham Forest e Olympiacos) mas, em boa verdade, 2026/ 27 também representa a primeira vez em que o multiverso do proprietário grego faz chegar à comunidade piscatória um valor interessante: Diogo Nascimento, destaque do Vizela entre 2023 e 2025, foi emprestado pelo Olympiacos e pode ser um dos motores desta equipa.
Embora os vila-condenses estejam longe de ser atualmente um exemplo enquanto modelo de gestão ou identidade, o perfil competitivo deste plantel leva-nos a pensar que a equipa verde e branca conseguirá estar longe da luta pela manutenção. Vrousai é um dos melhores laterais direitos em Portugal, Diogo Bezerra tem qualidade, o reforço eslovaco Galcík tem golo, e na frente estamos bastante curiosos para ver o rácio de golos por jogo que Blesa consegue apresentar (reforço de Inverno de 2025, apontou 7 golos em 13 jogos) numa época completa, ele que pode beneficiar bastante de uma titularidade em simultâneo com Tamble Monteiro, o possante ponta de lança ex-Portimonense que só precisa de acrescentar números aos restantes predicados do seu jogo para ser olhado com outro respeito e cautela.
Treinador: Sotiris Sylaidopoulos
Onze-Base (3-4-3): Miszta (van der Gouw); Brabec, Petrasso, Gustavo Mancha; Vrousai, Ntoi, Diogo Nascimento, Abbey; Diogo Bezerra, Galcík (Spikic), Blesa
Atenção a: Jalen Blesa, Roland Galcík, Diogo Nascimento, Marious Vrousai, Tamble Monteiro