Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

24 de março de 2012

Olhanense 0 - 0 Benfica

O Benfica empatou há pouco em Olhão e, apesar de não ter hipotecado as aspirações que tinha de vencer o campeonato, claramente dificultou a coisa. Um jogo muito fraco da equipa encarnada, que enfrentou um Olhanense desfalcado e que se soube defender bem, num deserto de ideias de parte a parte.

    A primeira parte não é muito difícil de resumir: foi muito fraca. Muitos passes falhados (Javi García hoje esteve displicente e desconcentrado), falta de raça, vontade e “genica” por parte dos jogadores do Benfica e uma enorme incapacidade em construir jogadas de perigo, marcou a primeira parte do lado benfiquista. Gaitán preferia jogar bonito a jogar simples e bem, Nélson Oliveira adiantava sempre imenso a bola e não aparecia na zona onde podia criar mais perigo (caía muito no flanco em vez de aparecer em zonas normalmente de Aimar, que era onde Rodrigo, quando em forma, rendia mais. E é o que se pede ao companheiro de Cardozo no ataque se Aimar não estiver em campo), Emerson estava igual a si mesmo, Cardozo ficava à espera que uma bola lhe caísse do céu e Maxi Pereira era o único que revelava alguma vontade em querer fazer acontecer alguma coisa.
    O Olhanense procurava sempre a velocidade de Salvador Agra e a experiência de Toy, defendendo no seu meio-campo, onde o duplo pivot Jander-Fernando Alexandre ia funcionando na perfeição, anulando sobretudo Witsel e Nélson, e a equipa algarvia procurava sempre Rui Duarte na definição das suas jogadas. O empate a zero ao intervalo justificava-se plenamente, e caracterizava na perfeição o jogo pobre a que se estava a assistir até então.

    Para a 2ª metade, Jorge Jesus lançou Pablo Aimar. Tirou Nolito, o que a meu ver não era o mais aconselhável. Na altura pensei que a solução podia passar por retirar de campo Gaitán e Nélson Oliveira, colocando Aimar e Rodrigo. A verdade é que a alteração não teve efeito imediato. O Benfica continuava com mais bola, é verdade, mas pouco ou nada fazia com ela. Aos 52 minutos, num lance de bola parada, Aimar colocou a bola na área e Javi García falhou a baliza por pouco. O Benfica continuava a falhar muitos passes, definia mal as jogadas e Jander começava a esgotar-se fisicamente, graças ao constante policiamento às acções de Witsel. Tudo de mau o Benfica fazia, e Cardozo acabou mesmo por bloquear um remate de Witsel na área.
    Mas nem tudo de mau tinha acontecido ainda. Aos 61 minutos, Pablo Aimar foi expulso com um cartão vermelho directo. Após uma bola disputada com Rui Duarte, o nº10 argentino, ao retirar a perna (da zona de contacto com a bola e graças ao impacto do choque com o pé de Rui Duarte), acerta em Rui Duarte, raspando os pitons no jogador português. Após várias repetições não consegui aferir com que intensidade é que o contacto acontece, se é só de raspão ou se crava mesmo os pitons. O que acho que se pode concluir é que não há intenção de Pablo Aimar, não foi uma agressão deliberada. E isso iliba-o de qualquer cartão.   
    Uma coisa é certa: João Capela teria que apresentar um critério uniforme. Mostrando o vermelho directo a Pablo Aimar no lance teria que também ter exibido o cartão da mesma cor em 2 lances: um deles quando Toy cravou os seus pitons em Javi García, na primeira parte, e o outro aos 82 minutos quando Meza fez um corte em “tesoura” por trás a Jardel. Lances que ofereciam muito menos discussão. Mas para que tudo isto acontecesse o João Capela teria que ser o quê? Um bom árbitro. E não há cá disso em Portugal. Ainda importa acrescentar que Pablo Aimar não jogará frente ao Braga, na luz, e considerando que se trata de um vermelho directo, correrá o risco de também não defrontar o Sporting em Alvalade.

    A partir da expulsão de Aimar, o Benfica apesar de com 10 elementos, assumiu o jogo. Levantou-se tarde da cama o Benfica, e a verdade é que não fez grande diferença. Jorge Jesus leu o jogo e decidiu retirar Witsel, colocando Rodrigo. Na altura fazia mais sentido retirar Nélson Oliveira, Gaitán ou Cardozo.
    Com a saída de Witsel o Benfica hipotecou as hipóteses que tinha de construir uma jogada de jeito e a partir daí, primou pelo “chuveirinho” para a área. O Olhanense, na altura já com Salvador Agra a defesa direito, viria ainda a assustar e bem o Benfica, primeiro numa arrancada de Salvador Agra à qual o jogador de 1 metro e 20 (figura de estilo utilizada: hipérbole) acabou por não dar o melhor seguimento; e depois num remate perigoso que Artur defendeu. A equipa de Jorge Jesus baseava o seu jogo em bolas despejadas para a área por Luisão (parecia o Benfica do tempo do Quique Flores), e geralmente mal despejadas. Até final do encontro, Jesus ainda trocou Emerson por Saviola, o que não era um risco porque estava a ganhar um jogador em campo, Cardozo ainda rematou muito por cima depois de receber bem a bola na área e, em cima do apito final, Saviola rematou para uma decisiva defesa de Fabiano Freitas.

    Hoje no Benfica, quase todos merecem um destaque negativo. Uma apatia preocupante e generalizada, que apenas não contagiou Maxi Pereira, o único que correu, correu, mas não teve uma equipa à sua volta.  Num jogo decisivo, fulcral para o principal objectivo da equipa encarnada, os jogadores não estiveram à altura. Javi García, Gaitán, Nélson Oliveira e Cardozo estiveram muitos furos abaixo do que podiam fazer.
    Na equipa de Olhão, toda a defesa e o meio-campo defensiva teve bastante mérito. Não digo muito porque, sem querer tirar brio a este ponto conquistado, houve muito demérito do Benfica. Salvador Agra correu que se fartou, Rui Duarte sacou a expulsão de Aimar e foi um bom ponto de equilíbrio e passador, Fabiano defendeu o remate de Saviola no último minuto e os médios defensivos Jander e Fernando Alexandre, tal como o defesa Vasco Fernandes, estiveram sempre no sítio certo. Acima de todas estas figuras, o central Maurício. O experiente central brasileiro foi o maior obstáculo, quase sempre em jogo aéreo, que o Benfica encontrou. Sempre concentrado, sempre com a agressividade (no bom sentido) que faltou a tantos jogadores do Benfica, acabou ainda por retirar uma bola, cabeceada por Gaitán, quase em cima da linha de golo. Aos 35 anos, uma grande exibição. Acrescente-se ainda que o Olhanense não pôde contar hoje com André Pinto, Cauê e Wilson Eduardo – 3 importantes jogadores da equipa algarvia.


    Pelo que apresentou em campo, o Benfica não merecia ganhar. Como de resto não ganhou, ainda me é difícil aceitar, humanos leitores. Apesar de não sabermos como seria o jogo se Capela não expulsasse Pablo Aimar, temos que ser realistas – o Benfica não produziu uma jogada minimamente interessante, fez a 2ª pior exibição nesta época (pior só o jogo de Guimarães) e, quando podia vencer, subir ao 1º lugar provisoriamente e pressionar Braga e Porto, vacilou. Porto e Braga ganharam hoje um factor extra de motivação para os seus jogos e o Benfica pode muito bem queixar-se de si próprio, porque (apesar de por vezes alguns factores externos actuarem) já auto-dificultou a tarefa de ser campeão. Faltam 6 jogos ao clube da luz, e 7 aos restantes e ainda há um Benfica-Braga, um Braga-Porto, jogos do Sporting com os 3 candidatos, um Marítimo-Porto. Pode ser que o Paços de Ferreira deixe o campeonato equilibrado. Honestamente, não ganhando o Benfica, acredito mais num Braga campeão do que num Porto campeão. Ao menos, que os jogadores do Benfica corram, corram e joguem à bola como deve ser, compensando minimamente, conseguindo uma excelente exibição contra o Chelsea. MP



Olhanense 0 - 0 Benfica

Olhanense: Fabiano; Luís Filipe (Mateus), Vasco Fernandes, Maurício, Ismaily; Jander (Meza), Fernando Alexandre, Rui Duarte; Salvador Agra, Toy, Dady (Vítor Vinha).
Treinador: Sérgio Conceição

Benfica: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson (Saviola); Javi García, Witsel (Rodrigo), Gaitán, Nolito (Aimar); Nélson Oliveira, Óscar Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus

Golos: ---

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Maurício.

22 de março de 2012

Gil Vicente 2 - 2 Braga

    Assistimos a um grande jogo em Barcelos. Quim acabou por deixar fugir a vitória nos últimos minutos e Adriano encarregou-se de apurar a sua equipa para a final defendendo duas grandes penalidades.

    Perspectivava-se um jogo bastante disputado entre duas boas equipas da Liga Zon Sagres. Os primeiros minutos reflectiram isso mesmo, disputa. Nenhuma das equipas se quis esconder do jogo e disputavam-no olhos nos olhos. Contudo, o Gil Vicente era o mais atrevido. Por várias vezes a equipa da Barcelos partiu para cima dos guerreiros do Minho. O golo surge ao minuto 15. César Peixoto ganhou uma bola a meio campo e sem demoras, isolou o seu companheiro Hugo Vieira. O jovem português apertado por dois jogadores do Braga, manteve a calma e picou a bola por cima de Quim. Excelente trabalho de Hugo Vieira.

    O Braga respondeu num livre de Hugo Viana. O médio é especialista e rematou forte ao canto inferior direito, obrigando Adriano a uma defesa espectacular. O jogo estava muito bom, mas os árbitros portugueses têm quase sempre de borrar a pintura quando, na realidade, o seu trabalho é passar completamente ao lado do jogo. Hugo Vieira isola-se pelo lado esquerdo com a baliza na mira e Hélder Barbosa carrega o avançado pelas costas e ainda faz um carrinho não dando hipóteses de Vieira ficar de pé. Hugo Miguel viu uma simulação e mostrou amarelo a Hugo Vieira ao invés de mostrar amarelo (ou vermelho, dependia da interpretação do árbitro) a Hélder Barbosa.

    Logo a seguir surgiu o golo bracarense. Mossoró trabalha na esquerda e Lima não perdoa, desviando ao primeiro poste. E não foi preciso muito mais tempo para o Braga virar o resultado. Lima remata, Halisson consegue o corte, mas a bola acaba por sobrar para Hélder Barbosa que pára de peito e remata sem grandes hipóteses para Adriano. Tirando um remate de Caiçara, os últimos minutos da primeira parte não apresentaram grandes perigos para nenhuma das balizas.

    A primeira metade tinha sido um verdadeiro espectáculo de futebol e os amantes de futebol só pediam que o ritmo se mantivesse. E, de facto, manteve-se. Embora com um Braga mais recuado e apostando no contra-ataque e um Gil que tentava com tudo o empate.

    As oportunidades de golo da segunda parte surgiam ora de Lima (Braga), ora do recém entrado Zé Luís (Gil Vicente). Zé Luís era uma carga de trabalhos para a defesa bracarense quando haviam cruzamentos pelos ar. Lima, após um grande passe de Mossoró, teve nos pés o terceiro golo por duas vezes consecutivas. Adriano, enorme, negou o golo nas duas vezes. Quem não marca, sofre e o Gil começou a pressionar cada vez mais. Os gilistas tentavam tudo e num ataque, Caiçara rematou como pôde (não muito forte) e a bola entrou mesmo na baliza de Quim. Um valente piu-piu do guarda-redes português que deixou a bola escapar entre os seus braços. Porém, uma escorregadela de Halisson permitiu que Lima ficasse em posição privilegiada só com Adriano pela frente. O avançado "engonhou" e permitiu que Rodrigo Galo fizesse um grande corte. 94 minutos fantásticos e o jogo iria seguir-se para a marcação de grandes penalidades.

    Obviamente que não vou comentar todos os penaltis, portanto apenas destaco o penalti marcado por Cláudio, no ângulo, enquanto os adeptos do Braga tentavam intimidá-lo e os dois brilhantemente defendidos por Adriano. Caiçara marcou o penalti da vitória gilista.

    Podem dar menos valor à Taça da Liga, mas não podem negar que as duas meias finais foram um hino ao futebol. Neste jogo, Lima, Mossoró e Hugo Viana estiveram bem por parte do Braga. Do lado do Gil Vicente, destaco novamente César Peixoto (isto é uma coisa estranha para mim... elogiar duas vezes seguidas o César Peixoto...) que foi um excelente distribuidor de jogo; os incansáveis Rodrigo Galo e Junior Caiçara (que acabou por marcar o golo do empate e o penalti decisivo); o desequilibrador Hugo Vieira; e por fim, o enorme Adriano. Segurou o resultado negando por muitas vezes o golo ao ataque bracarense e defendeu duas grandes penalidades que foram fundamentais na passagem desta grande equipa do Gil Vicente. Quero ainda exaltar o grande trabalho do treinador Paulo Alves. Para o Campeonato conseguiu "chatear" todos os grandes e na Taça da Liga afastou Sporting e Braga do título.

    A final está agendada para 14 de Abril, em Coimbra, onde Benfica e Gil Vicente medirão forças para conquistar o primeiro "caneco" da temporada. TM

Gil Vicente 2 - 2 Braga

Gil Vicente: Adriano; Galo, Halisson, Cláudio, Caiçara; L. Manuel, A. Cunha(J. Vilela), Richard, Peixoto(Eder), L. Carlos(Zé Luís); H. Vieira.
Treinador: Paulo Alves.

Braga: Quim, M. Lopes, Douglão, A. Coelho, Elderson; Custódio, H. Viana(Djamal), P. César(Ukra), Mossoró(Rivera), H. Barbosa; Lima.
Treinador: Leonardo Jardim.

Golos: 1-0 15' Hugo Vieira; 1-1 25' Lima; 1-2 31' Hélder Barbosa; 2-2 89' Caiçara.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Adriano.

21 de março de 2012

Benfica 3 - 2 Porto

O Benfica garantiu lugar na sua 4ª final consecutiva da taça da liga, eliminando o Porto num jogo emotivo e disputado e que poderá servir de incentivo moral aos jogadores da Luz numa altura em que se avizinham jogos difíceis com Chelsea, Braga e Sporting.

    Para o jogo de hoje, Jesus e Vítor Pereira optaram ambos por dar oportunidade a alguns jogadores que têm jogado menos (Eduardo, Capdevila e Nélson Oliveira dum lado e Bracalli, Mangala, Alex Sandro e Kléber do outro), lançando em todo o caso dois onzes fortes e com possibilidades de vencer. Jorge Jesus aprendeu com o último Benfica-Porto e colocou um onze mais maduro e disciplinado, deixando apenas Nélson Oliveira na frente. Já Vítor Pereira decidiu continuar a fazer as suas experiências, e colocou Álvaro Pereira a extremo esquerdo, com Alex Sandro atrás dele. Se fosse eu, teria feito o contrário. Ou posto Varela.

    Ao contrário do jogo para a Liga ZON Sagres, o Benfica assumiu o jogo como seu nos primeiros minutos. A equipa da Luz trocava bem a bola, e procurava fazer chegar a bola a Witsel ou Aimar, para garantir outra visão de jogo e qualidade de passe. Foi precisamente em Witsel que começou o primeiro golo do jogo. O jogador belga falhou um passe, insistiu ganhando a 2ª bola, combinou com Bruno César e o brasileiro fez um excelente passe para Maxi Pereira rematar forte sem hipóteses para Rafael Bracalli. 1-0 na Luz, e o Benfica entrava com a atitude certa em campo.
    Porém, poucos minutos a seguir, o Porto empatou. A estratégia era clara: "Toma Hulk, vê o que é que consegues fazer" e Givanildo começou a criar perigo, confiante, perante os inseguros Capdevila e Jardel. Aos 8 minutos, Givanildo trabalhou bem um lance sobre esses dois jogadores, passou para trás, Lucho mandou uma rosca, a bola bateu em Javi e entrou na baliza. Um golo feliz, mas todos contam. A partir daí, o Benfica (que tão bem tinha entrado no jogo) tremeu, deixou de pressionar como estava a fazer, e o lado esquerdo da defesa benfiquista fraquejava sempre que Givanildo pegava na bola. Aos 17 minutos, o marcador voltaria a alterar-se. Nolito encostou as suas mãos a Hulk, o brasileiro, que é uma flor, deixou-se cair no prado e Artur Soares Dias marcou falta. Moutinho executou o livre da melhor forma, e Mangala antecipou-se no ar a toda a gente cabeceando com força para entre as pernas de Eduardo. Um cabeceamento forte, mas o guarda-redes português não fica isento de culpas. Na cabeça dos jogadores do Benfica estaria talvez a recente derrota e logo de seguida Lucho tentou fazer um chapéu, possibilitando a Eduardo uma boa defesa. Eduardo que ainda viria a defender, alguns minutos depois, um remate perigoso de Sapunaru. O perigo surgia sempre a partir do lado direito do ataque portista.
    A partir dos 35 minutos, o Benfica começou a mostrar aquilo de que é feito. Livre indirecto de Aimar, bola no coração da área, Luisão e Javi saltaram mais alto que todos e algum deles cabeceou, fazendo a bola bater na barra. Postes 1, Benfica 0. Na sequência do lance, Witsel dominou a bola calmamente, deu a Maxi e este cruzou. Nolito amorteceu e Luisão rematou, fazendo a bola esbarrar novamente no poste. Postes 2, Benfica 0. Mas o Benfica não estava satisfeito. Logo depois de Artur Soares Dias poupar Álvaro Pereira a um amarelo, como já tinha poupado Sapunaru minutos antes, Aimar num espectacular livre directo faz a bola bater no poste. Sim, é verdade, Postes 3, Benfica 0.
    No entanto, eu sempre ouvi que água mole em pedra dura, bate bate até que fura. Provérbios portugueses, sempre úteis. Aimar bateu mais um livre, a bola sobrou para Javi García e o nº6 cruzou tenso para Nolito encostar para a baliza com o seu pequeno peito hispânico. O resultado ao intervalo aceitava-se, mas o Benfica bem que já poderia estar a ganhar.

    Para a segunda parte, nenhum dos treinadores fez alterações. Tinha-se assistido a um bom espectáculo, cada equipa tinha marcado 2 golos e realmente não havia motivos para cada um mudar muita coisa. O jogo na segunda parte, no entanto, mudou claramente. À medida que os minutos iam passando, notava-se que ninguém queria errar. Capdevila e Jardel (que melhoraram com o decorrer do jogo) iam errando, mas Javi García, o Senhor Dobras, compensava-os na maioria das vezes.
    O jogo entrou então, numa fase menos interessante. Muito táctico, os jogadores preferiam claramente não errar do que arriscar e nessa fase o Benfica só aparecia quando Maxi desequilibrava e quando Witsel emprestava toda a sua classe ao jogo, ao passo que Aimar e Hulk iam caindo de produção progressivamente. Jesus e Vítor começaram então a mexer nos seus tabuleiros de xadrez, tirando Bruno César, Nélson Oliveira, Lucho e Kléber e colocando Gaitán, Cardozo, James e Janko. James não teve minimamente o efeito que tem tido nos jogos em que entrou recentemente como suplente e acabou por ser Óscar Cardozo a desequilibrar a balança a favor do Benfica, conferindo alguma justiça ao intervalo, face ao maior número de oportunidades de grande perigo que o clube da Luz criara na 1ª parte. Cardozo, numa jogada que se iniciou em Capdevila e Saviola, tabelou com Gaitán, acelerou para a baliza de Bracalli (sim, Cardozo acelerou, vejam bem) e finalizou "à Eusébio".
    Até final da partida, Artur Soares Dias ainda se quis divertir um pouco distribuindo imensos amarelos, tantos quantos podia e o Benfica, com cabecinha geriu bem o jogo até ao fim.

    Os destaques deste jogo para mim foram fundamentalmente dois: Axel Witsel e Maxi Pereira. O belga tem tendência para aparecer bem nos jogos importantes e hoje jogou sempre a um ritmo alto, pressionou muito, esteve em todo o lado e passeou a sua classe em duelos com Lucho e Moutinho, que fiques pelo menos mais 2 anos Witsel; Maxi Pereira foi o principal desequilibrador do Benfica, mais uma vez. Se virmos bem Maxi Pereira é o combustível que Fábio Coentrão era na época passada para o Benfica, mas a uma escala menor e felizmente para ele, o Benfica este ano tem um plantel mais forte e com mais soluções. Que acabes a carreira cá, Maxi. Para além destes dois elementos, Javi García esteve bem - correu quilómetros e quilómetros, fez dobras, fez uma assistência, pena o desvio no golo do Lucho. E ainda o destaque para Cardozo - entrou aos 65 minutos, e marcou o único golo da segunda parte, num lance que não o caracteriza propriamente, mas do Cardozo uma pessoa nunca sabe o que vem. Jorge Jesus foi também peça chave nesta vitória - lançou um onze bem escolhido e soube ler e actuar perante o que o jogo se tornou.

    No lado portista, pode-se dizer que enquanto Hulk disse presente e assustou o lado esquerdo da defensiva encarnada, o Porto esteve melhor. Quando Hulk desapareceu do jogo, o Porto perdeu-se. Moutinho esteve também bastante bem mas, a meu ver, tem culpas no 3º golo do Benfica, porque era ele que em vez de ficar a olhar e a correr a passo podia ter corrido e ajudado Mangala. Mas ainda bem João, ainda bem.

    O Benfica conseguiu assim garantir lugar na final da taça da liga 2011/ 2012, e ficará à espera de saber qual será o seu adversário, que sairá do Gil Vicente-Braga. A final jogar-se-á no dia 14 de Abril, em Coimbra. Benfica e Porto concentrar-se-ão nos próximos jogos da liga - o Benfica vai a casa do Olhanense e o Porto jogará em Paços de Ferreira. Dá-lhe Melgarejo! MP

Nota: O Estádio da Luz irá receber a final da Champions League 2014, uma boa notícia para o universo benfiquista e para todo o futebol português.



Benfica 3 - 2 Porto

Benfica: Eduardo; Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Capdevila; Javi García, Witsel, Aimar (Saviola), Bruno César (Gaitán), Nolito; Nélson Oliveira (Óscar Cardozo).
Treinador: Jorge Jesus

Porto: Bracalli; Sapunaru, Mangala, Rolando, Alex Sandro (Iturbe); Defour, João Moutinho, Lucho (James Rodríguez); Álvaro Pereira, Hulk, Kléber (Janko).
Treinador: Vítor Pereira

Golos: 1-0 4’ Maxi Pereira; 1-1 8’ Lucho; 1-2 17’ Mangala; 2-2 42’ Nolito; 3-2 77’ Óscar Cardozo

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Axel Witsel.

20 de março de 2012

Gil Vicente 2 - 0 Sporting

    Bruno Paixão fez questão de aumentar o galo do Sporting, que o Gil Vicente inicialmente causara. Apesar de Bruno Paixão ter mostrado mais uma vez como anda a arbitragem em Portugal, o clube de Alvalade fez um jogo fraco (talvez pelo desgaste físico).

    O Gil tem queda para dificultar a vida aos grandes e hoje voltou a fazer das suas. O Gil entrou na primeira parte com uma defesa bastante sólida que dificultava a vida aos jogadores do Sporting  que não conseguiam penetrar a defensiva gilista. O golo surge relativamente cedo. Rodrigo Galo pára de peito, arranca e sem grande oposição acaba por rematar do meio da rua para um grande golo.


    Depois de inaugurar o marcador a equipa liderada por Paulo Alves recuou bastante e isso complicou ainda mais o Sporting. Não havia maneira de chegar à baliza de Adriano com perigo. A única oportunidade que assustou o guarda-redes brasileiro foi um livre batido em força por Insua. No lado do Sporting, Matias e Izmailov pareciam ser os que mais se esforçavam para incomodar o adversário.

    Sá Pinto não quis perder tempo e arriscou, diria eu, demais. o técnico leonino retirou Polga e Matias (um dos melhores em campo do lado do Sporting) e colocou em jogo o jovem André Martins e o espanhol Jeffren. Com estas duas alterações, Elias recuou para central, o que daria uma maior mobilidade para quando a equipa saísse para o ataque, porém, era algo arriscado tirar um defesa contra uma equipa com jogadores extremamente rápidos.

    O Sporting entrava com tudo atrás do prejuízo, mas não foi nada feliz no começo da segunda metade. Schaars toca a bola com a mão e o Bruno não hesita em marcar penalti. A mim parece-me claramente fora da área... mas os árbitros portugueses costumam ver sempre mais do que nós, espectadores. Têm um dom. E diz que o Bruno Paixão é reincidente a prejudicar o Sporting...

    Bola na marca de 11 metros, Cláudio concentradíssimo e Rui Patrício defende brilhantemente. Mas a história não acaba aqui. A bola acaba por parar nos pés de Hugo Vieira que tenta driblar João Pereira levantando a bola. E o que é que o João faz? Faz nova mão mesmo à frente do Bruno Paixão. É que pelo menos podia ter feito às escondidas para o Bruno ter que se dar ao trabalho de imaginar como iria marcar a grande penalidade, mas realmente, não foi necessário. Esta foi mesmo à vista de todos. Cláudio de novo para a cobrança e desta vez não perdoou. 2-0 para o Gil Vicente aos 55 minutos.

    Como se não bastasse o jogo relativamente fraco do Sporting, passados 10 minutos, Bruno Paixão decide mostrar o segundo amarelo a Schaars numa entrada algo imprudente. Critério demasiado rigoroso, na minha opinião. Bruno ama mostrar amarelos aos atletas.

    A expulsão do holandês condicionou ainda mais o jogo dos leoninos que só conseguiram assustar Adriano num livre directo de Elias. Até ao fim do jogo, o Gil criava bastante perigo nos seus contra-ataques e Zé Luís atirou mesmo ao poste, após bom passe de César Peixoto.

    Foi de facto um jogo algo fraco por parte do Sporting. A melhor unidade no lado verde e branco foi, a meu ver, Matias Fernandez. No lado do Gil, Rodrigo Galo foi o jogador em maior destaque. Defendeu, atacou e ainda marcou um grande golo. César Peixoto também esteve em destaque ao comandar o meio campo gilista. Esta última frase é uma sentença que nunca esperava vir a escrever, confesso. Quem também correu imenso e que também foi uma constante dor de cabeça para a defesa do Sporting foi Hugo Vieira. Belo jogo do jovem português.

    O Sporting mantém assim o 5º lugar na Liga Zon Sagres, mas agora descolado do Marítimo que se distanciou um ponto. TM

Gil Vicente 2 - 0 Sporting

Gil Vicente: Adriano; Rodrigo Galo, Halisson, Cláudio, Caiçara. A. Cunha, L. Manuel, Éder(Richard), C. Peixoto(J. Vilela), Guilherme; H. Vieira(Zé Luís).
Treinador: Paulo Alves.

Sporting: Patrício; J. Pereira, Xandão, Polga(A. Martins), Insua; Elias, Schaars, Izmailov, Matias Fernandez(Jeffren), Capel(Carrillo); Wolfswinkel.
Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Golos: 1-0 14' Rodrigo Galo; 2-0 55' Cláudio (GP).

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Rodrigo Galo.

17 de março de 2012

Feirense 1 - 4 Braga

Depois das vitórias de Porto e Benfica no dia de ontem, o Braga venceu esta noite o Feirense, fora, por 4-1, conseguindo a melhor prestação colectiva dum dos 3 candidatos ao título nesta 23ª jornada. Jogo consistente, domínio tranquilamente alcançado e a 12ª vitória consecutiva na liga ZON Sagres para a equipa de Leonardo Jardim.

    O jogo iniciou-se com um Feirense personalizado e pressionante (como habitualmente se apresenta no seu estádio), dando a ideia que poderia causar dificuldades ao Braga nesta noite. 
    A verdade é que aos 6 minutos, o Braga descomplicou a sua tarefa - Custódio tabelou com Lima no flanco direito, cruzou para a área, e depois dum defesa e de Paulo Lopes se confundirem um ao outro, Hélder Barbosa encostou para o fundo das redes. Nos minutos seguintes, o Braga assumiu o jogo por completo. Tranquilo, a maioria do tempo com bola a circular e com Hugo Viana a pautar o jogo, acelerando pela criatividade de Mossoró, a equipa bracarense ia construindo lances de perigo e Lima ia falhando várias oportunidades. 
    O Feirense até final da 1ª parte construiu pouco, e quando chegava à baliza surgia Quim, atento e ágil a defender. Ao intervalo a vitória do Braga ajustava-se plenamente e, tal como no final da 1ª parte com o Leiria, a margem mínima era lisongeira para o adversário.

    No reatamento do jogo, o Feirense entrou forte. Quim Machado talvez tenha sido persuasivo no balneário mas a verdade é que após 7/8 minutos fortes da equipa de Santa Maria da Feira, acabou por ser o Braga a matar as aspirações do Feirense. Num lance parecido com o 1º golo do Porto ontem, um defesa cruzou contra Salino, a bola sobrou para Lima e este finalizou sem dar hipóteses. 
    O Feirense foi-se bastante abaixo com o 2º golo do Braga e entregou o jogo por completo à equipa de Leonardo Jardim. O Braga ia trocando a bola e, após Hélder Castro ter rematado para grande defesa de Quim, Mossoró aumentou o resultado para 3-0. Paulo César cruzou na direita para a área, Lima não conseguiu dominar mas com o seu domínio incompleto fez com que a bola ficasse numa boa zona para Mossoró rematar certeiro para as redes da baliza de Paulo Lopes. 
    Nos minutos seguintes adivinhava-se que o 4º golo do Braga surgiria a qualquer momento e surgiu mesmo aos 72 minutos, coroando a exibição de Hugo Viana - livre directo frontal e o capitão do Braga rematou fortíssimo ao ângulo da baliza. Um grande golo, dum grande jogador. O Feirense reagiu logo, aproveitando uma certa dormência do Braga por já ter a vitória garantida. Hélder Castro cruzou, a defesa do Braga ficou a dormir e Buval cabeceou, marcando o golo de honra. Até final do jogo o Braga foi gerindo e o Feirense ainda tentou o segundo golo, mas primeiro Quim e depois a barra evitaram o golo.

    É um facto, este Braga joga muito. É uma equipa extremamente consistente, que leva já 12 vitórias consecutivas e com um plantel muito forte e equilibrado. Recorde-se que se encontram lesionados 3 supostos titulares da defesa (Baiano, Paulo Vinícius e Ewerton), Ruben Amorim e Alan, que gostando-se dele ou não, desempenha um papel muito importante na equipa. 

    O futebol do Braga nos últimos jogos, e neste não fugiu à regra, é um futebol sereno, em que a equipa sabe acelerar no momento certo, interligando bem todos os elementos e funcionando ao ritmo que Hugo Viana impõe no jogo. Hoje, a destacar uma exibição, seria precisamente Hugo Viana. O médio formado no Sporting está a realizar, de longe, a melhor época da sua carreira e hoje o Braga produziu o que Hugo Viana pensou. Quando deixam Hugo Viana pensar o jogo da equipa, boa coisa não acontece para o adversário. Será um crime se Paulo Bento não o convocar, como acho que não vai fazer, para o Euro-2012. Levar Rúben Micael e não levar Hugo Viana é só estúpido.
    Mossoró esteve também muito bem hoje, sendo até difícil escolher entre ele e Hugo Viana. É o complemento criativo perfeito para a ligação entre Viana e Lima, e está num grande momento de forma. O 3º destaque do Braga é precisamente Lima, que marcou mais uma vez, e igualou Cardozo com 18 golos, naquela que vai ser uma luta interessante pelo título de melhor marcador.
   
    Refira-se ainda Leonardo Jardim. O madeirense está a fazer um extraordinário trabalho em Braga, pôs a equipa a jogar um futebol com um rigor táctico e uma qualidade do ponto de vista técnico muito interessantes e na próxima 4ª feira pode fazer com que o Braga chegue à final da taça da liga. Na liga, o Benfica-Braga da 25ª jornada terá enorme importância no rumo deste campeonato. Para quem gosta de números e de golos, o Braga chegou hoje aos 51 golos, o que tem o seu peso considerando que nas últimas 2 épocas marcou 45 e 48 golos. Desde a derrota com o Porto, a 27 de Novembro, o Braga ganhou todos os jogos até agora, tendo uma média de 3 golos marcados por jogo. 

    Quanto ao Feirense, caiu (após a vitória da União de Leiria) para o último lugar da tabela mas, depois de na próxima jornada ir a Alvalade, terá 5 jogos contra equipas do seu campeonato. Um aplauso já agora para Fernando Gomes por ter chumbado o alargamento nos termos em que este se propunha (sem ninguém descer). MP



Feirense 1 - 4 Braga

Feirense: Paulo Lopes; Pedro Queirós, Varela, Luciano, Stopira (Mika); Sténio, Thiago Freitas (Hélder Castro), Diogo Rosado (André Fontes), Carlos Fonseca, Ludovic; Buval.
Treinador: Quim Machado

Braga: Quim; Leandro Salino (Miguel Lopes), Douglão, Nuno André Coelho, Elderson; Custódio (Carlão), Hugo Viana, Márcio Mossoró (Djamal); Paulo César, Hélder Barbosa, Lima.
Treinador:
Leonardo Jardim

Golos: 0-1 6’ Hélder Barbosa; 0-2 55’ Lima; 58’ Márcio Mossoró; 0-4 72’ Hugo Viana.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Hugo Viana

Nota1: Hoje no Leiria - Rio Ave aconteceu um episódio interessante. Anselmo, o tal que já jogou paintball com TM, viu 2 cartões amarelos. O primeiro por uma falta dura e o segundo, por protestos. O árbitro, o Sr. Distraído, deixou-o estar em campo. A verdade é que após o 2º amarelo dele só existiram 2 minutos, mas é grave na mesma. E depois os árbitros ainda se queixam quando lhes chamamos incompetentes...

Nota2: Andamos, aqui no "Barba Por Fazer", a escrever massivamente sobre futebol e a descorar de certa forma áreas como o Cinema, a Política e todas aquelas notícias às quais gostamos de dar o nosso toque pessoal. Apenas podemos garantir que nos próximos tempos vamos estar presentes em todas as frentes, por isso, se não for pedir muito, continuem a visitar-nos como têm feito.

Benfica 3 - 1 Beira-Mar

(Não nos foi possível acompanhar o Nacional-Porto e, como tal, não será feita nenhuma crónica desse jogo. Não foi o nevoeiro da Madeira que nos impediu, até porque nem existiu, mas sim porque há jogos mais importantes para ver ao vivo. São opções que se têm que fazer. Mas do que pude ver nos resumos, o Nacional-Porto foi um jogo em que o Nacional podia bem ter ganho ou pelo menos empatado, mas falhou, falhou, falhou e o Hélton defendeu e defendeu, e com carambolas o líder se mantém líder)

    O Benfica ganhou hoje por 3-1 ao Beira-Mar num jogo que mais pareceu um jogo-treino, tanto pela forma como o Beira-Mar entregou o jogo ao Benfica, sem ter argumentos para o contrariar, como pelo baixo ritmo que os encarnados incutiram nos últimos 25 minutos, talvez com uma gestão subconsciente para o jogo de 3ª feira com o Porto. Estavam reunidos condimentos para um resultado bastante mais expressivo, e o golo do Beira-Mar no final trouxe uma dimensão ao resultado que nada tem a ver com o que foi o jogo.

    Jorge Jesus escolheu um onze bastante ofensivo, colocando Witsel a lateral direito (como já fizera contra o Nacional) e deixando Javi como única âncora do meio-campo, o que desta vez fazia sentido, ao contrário do jogo em Guimarães, por se tratar do Beira-Mar e por o jogo ser na Luz. Aimar regressou, fazendo-se acompanhar por Bruno César e Gaitán nos flancos, ficando o ataque entregue a Óscar Cardozo e ao estreante a titular na liga, Nélson Oliveira.

    O Benfica assumiu o jogo desde cedo e rapidamente se percebeu que o Beira-Mar estava na Luz para defender o 0-0 como pudesse. Suponho que Ulisses Morais acreditasse que o milagre podia surgir pela velocidade de Balboa, por um momento achinesado de Zhang ou por alguma coisa que saísse dos pés de Artur, único jogador ofensivo do Beira-Mar capaz e a pedir um clube melhor. O 1º lance de perigo foi mesmo pelos pés do jovem Nélson Oliveira - tabela no lado esquerdo e o avançado português rematou em arco para uma boa defesa de Rui Rego. Nos minutos seguintes, o Benfica trocava bem a bola, mas mastigava muito o jogo. Nélson Oliveira ia tentando aparecer em arrancadas pelo flanco direito, mas Yohan Tavares estava a dar bem conta do recado.
    Aos 26 minutos, surgiu o 1-0. Witsel arrancou na direita, deu a Bruno César, este jogou para Aimar e o nº10 argentino colocou em Witsel que cruzou para Cardozo encostar para o primeiro golo da noite. De destacar a movimentação do avançado paraguaio, inteligente a iludir o defesa e a surgir no sítio certo, como ele tão bem sabe. 
    Depois do primeiro golo, continuava a só dar Benfica. O clube da Luz tinha muita bola, mas faltava-lhe acutilância e velocidade em alguns momentos para quebrar a defensiva aveirense. Nessa fase do jogo, Nélson Oliveira ia-se revelando sempre bastante egoísta, embora nervoso, querendo no fundo mostrar serviço. E o 2-0 surgiu mesmo antes do intervalo. Cardozo recebeu a bola à entrada da área, temporizou e assistiu muito bem Gaitán, que apenas teve que escolher o lado. Na altura foi interessante ver Nélson a ir festejar com Gaitán (a quem não tinha dado uma bola momentos antes por egoísmo), em jeito de pedido de desculpas.

    O resultado ao intervalo justificava-se plenamente. O Beira-Mar não tinha construído uma única jogada digna de se considerar uma jogada de futebol e o Benfica ia mastigando o seu jogo, jogando a um ritmo médio, acelerando só de vez a vez.

    O início da segunda parte não podia ter sido melhor para o Benfica. Aimar falhou um passe, a bola ficou para Nélson Oliveira e este fez uma das melhores assistências do campeonato até ver, de calcanhar, isolando Cardozo. O avançado paraguaio, em noite inspirada, tirou Rui Rego da frente e rematou para o 3-0. Um bonito golo, coroando a excelente exibição de Cardozo e mostrando um Nélson Oliveira mais altruísta, embora sempre adornando os lances (neste caso, bem).

    A partir daí o jogo caiu bastante. O árbitro teve algumas decisões estranhas como a não marcação duma falta sobre Bruno César e a amostragem mais tarde de cartões a Bruno César e Witsel por faltas incomparavelmente mais insignificantes, face a outras. Manuel Mota, um árbitro estranho. O Beira-Mar começou a ter mais bola, de vez em quando, sem nunca criar grande perigo. O Benfica, só criava perigo quase sempre por Cardozo. Até ao fim, os adeptos bem puxaram pela equipa mas no subconsciente (ou mesmo até por instruções de Jorge Jesus) os jogadores apresentavam uma passividade, até pelo facto do jogo estar controlado, que levava a crer que esperavam apenas o apito final, não se desgastando em campo para estarem bem terça-feira. A verdade é que aos 90 minutos o Beira-Mar ainda reduziu para 3-1 - Jardel interpretou mal um lance, a bola sobrou para um jogador do Beira-Mar que, com um passe longo, colocou a bola nas costas de Jardel e de Emerson, o rápido (e apenas rápido) Balboa cruzou e Cássio rematou para o golo aveirense.

    Deste jogo tem que se destacar uma figura mais que todas as outras - Óscar Cardozo. O avançado paraguaio marcou 2 golos, fez 1 assistência, esteve bastante interventivo, vindo buscar jogo, movimentando-se bem, pedindo constantemente bola. Um dia claramente positivo dum jogador que tantas vezes oscila entre o óptimo e a apatia. 
    Relativamente a Nélson Oliveira, o jovem português tem que perceber que tem muito tempo para mostrar o que está à vista de todos - o seu talento - e se complicar e adornar menos, tudo sairá melhor e os golos aparecerão também na liga. De resto, o destaque talvez vá para Jardel que (tirando o lance do golo aveirense, em que a culpa até foi mais de Emerson por não ter acompanhado Balboa) se exibiu a bom nível, antecipando-se bem, e estando bastante calmo e seguro nas suas intervenções. 

    O Benfica alcançou assim a sua 17ª vitória, chegando aos 54 golos marcados (melhor ataque em prova) e deixando Cardozo isolado como melhor marcador, com 18 golos. Muita posse de bola, um jogo fácil e um Cardozo como devia ser todos os jogos - assim se resume o Benfica - Beira-Mar. MP

Nota: 
Drogba, não deves ter aprendido nada com a eliminatória Sporting-City, com o tratamento que o Bruno Alves teve na Luz e com o facto de teres perdido a "tua" CAN para a inesperada Zâmbia. A tua reacção a ter calhado o Benfica no sorteio (ver aqui) pode ser muito engraçada para o Lampard ou para o pobrezinho do Torres, mas apenas ajudaste a motivar ainda mais o Benfica - clube, jogadores e sobretudo os adeptos. Há ainda a hipótese de apenas estares a mostrar aos teus colegas a posição que normalmente adoptas no balneário, e aí peço desculpa, tu é que sabes o que andas a fazer. Em todo o caso, Didier, TM te diz, e eu subscrevo: acabaste de deitar mais lenha no inferno da Luz e acredita, isso é mau para ti. Vai-te preparando e liga ao Bruno, para saberes como é coisa...



Benfica 3 - 1 Beira-Mar

Benfica: Artur; Witsel, Luisão, Jardel, Emerson; Javi, Aimar (André Almeida), Bruno César (Nolito), Gaitán; Nélson Oliveira (Rodrigo), Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus

Beira-Mar: Rui Rego; Nuno Lopes, Bura, Yohan Tavares, André Marques (Cássio); Jaime (Nildo), Ricardo Dias, Joãozinho; Artur (Abel Camará), Zhang, Balboa.
Treinador: Ulisses Morais

Golos: 1-0 26’ Óscar Cardozo; 2-0 44’ Gaitán; 3-0 48’ Óscar Cardozo; 3-1 90’ Cássio.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Óscar Cardozo.

16 de março de 2012

Sorteio Liga Europa (Quartos e Meias-finais)

O sorteio da Liga Europa realizou-se ao meio dia (hora portuguesa) e ditou um dos adversários que provavelmente o Sporting desejaria. O Metalist é mais acessível que Athletic Bilbao ou Schalke 04, mas a verdade é que é uma equipa com a qual o Sporting não pode vacilar, pelo ataque muito forte (como mostra o facto de ser o melhor ataque da Liga Europa com 25 golos, uma média de 2,5 por jogo) e com várias soluções que tem para o último terço do campo. A vantagem está, precisamente, no facto do Metalist ser uma equipa um pouco desequilibrada, defensivamente não é tão capaz. A verdade é que depois de eliminar o City, o Sporting pode e deve-se considerar muito em capaz de jogar olhos nos olhos seja contra quem for e acredito que Sá Pinto saberá colocar a equipa a abordar o Metalist de forma séria, conseguindo seguir para as meias-finais da prova. 

Quartos-de-final:

AZ Alkmaar - Valência

Schalke 04 - Athletic Bilbao
Sporting - Metalist
Atlético Madrid - Hannover 96

    O sorteio ditou um AZ Alkmaar – Valência, jogo no qual o Valência leva vantagem à partida, mas a verdade é que este AZ Alkmaar é uma equipa motivada, que lidera a liga holandesa e defende bem (mas a verdade é que, na Europa, o Valência, o Atlético Madrid e o Sporting, já agora, são equipas que também defendem bem).    
    O jogo grande dos quartos será claramente o Schalke 04 contra o Athletic Bilbao (para mim a equipa favorita a ganhar a Liga Europa, depois dos resultados dos oitavos, apesar de preferir que ganhe o Sporting) – um jogo que colocará frente a frente uma equipa alemã que tem em Huntelaar, apoiado pelo experiente Raul, o jogador em melhor forma na prova. Provavelmente inspirado pelo momento de forma do compatriota van Persie. Já o Athletic Bilbao é o exemplo que todos sabemos – todos espanhóis, todos bascos e a verdade é que praticam um futebol mais interessante e apaixonante do que as outras equipas nestes quartos. Trocam a bola quase como um Barcelona, só que ainda nunca ganharam “nada” então os índices de motivação, garra e vontade de marcar golos são maiores. Quem faz o que o Bilbao fez ao Manchester United… tem que ser levado em conta. Llorente, Muniain, Susaeta, Javi Martínez e Ander Herrera, entre outros, são para mim favoritos a eliminar o Schalke.

    Ao Atlético Madrid, de Tiago, Pizzi, Falcao, Salvio e Sílvio, calhou a equipa que, a meu ver, está num patamar inferior a todas as outras, o Hannover 96 do português Sérgio Pinto. Quando se tem um plantel como o do Atlético Madrid, que vem solidificando um modelo de jogo e conseguindo uma defesa mais segura, a obrigatoriedade de eliminar o Hannover é muita.

    Face ao emparelhamento ditado para as meias-finais, poderemos muito bem ter 4 equipas ibéricas nas meias-finais (3 delas espanholas), imaginando que se jogará um Valência-Atlético Madrid e um Sporting-Athletic Bilbao. Basicamente, as eliminatórias AZ-Valência e Schalke-Bilbao são as mais equilibradas. Quanto ao Sporting, que jogue como jogou com o City e com o Guimarães nestes últimos 3 jogos e com certeza que Sosa, Taison, Cristaldo, Cleiton Xavier e Devic serão sucumbidos por uma equipa sportinguista que se tem revelado madura, unida, aguerrida e inteligente – com Izmailov e Matías em forma, a música é outra.

    Boa sorte Sporting, “mata” esses ucranianos, se faz favor. MP

Sorteio Champions League (Quartos e Meias-finais)

Aconteceu esta manhã, pelas 10h45, o sorteio da Liga dos Campeões. O sorteio pode-se considerar positivo para a equipa portuguesa, o Benfica, considerando que escapou a Real Madrid, Barcelona e Bayern. Pela frente, o Benfica terá a equipa de David Luiz e Ramires, o Chelsea. Pena já não ser com Villas-Boas. Pode-se dizer, como já li algures, que Deus fez a vontade a Jesus, dando-lhe o Chelsea que ele tanto queria.

Quartos-de-final:


APOEL - Real Madrid

Marselha - Bayern
Benfica - Chelsea
AC Milan - Barcelona

    O sorteio ditou um jogo fácil para o Real Madrid, um Marselha-Bayern no qual (em Munique) ficará bem expressa a diferença de qualidade e poder entre as equipas, um Benfica-Chelsea que se pode considerar uma eliminatória equilibrada, pondo na balança a qualidade de futebol do Benfica e a História recente do Chelsea. O jogo grande dos quartos-de-final é o AC Milan – Barcelona, sendo que o Barcelona já saberá que na 2ª mão poderá ter sempre a ajuda do costume. Em todo o caso, Ibrahimovic pela qualidade que tem, associada aos problemas que teve no Barça com Guardiola, e o facto do Milan não sofrer muitos golos e apresentar-se confiante e vitorioso em Itália poderá ditar um jogo sofrido para a equipa da Catalunha. De qualquer forma, quem tem Messi, Xavi e Iniesta, tem vantagem.

    O Benfica tem o handicap de jogar a 2ª mão fora, em Stamford Bridge, mas tem boas hipóteses de passar esta fase. Esperemos que David Luiz mostre qual o seu verdadeiro clube, marcando um hat-trick ao Cech e que os “velhos” do Chelsea (Drogba, Lampard, Terry) não se matem a correr para conseguirem a Champions que nunca conquistaram. Tendo em atenção Drogba, Mata e eventualmente Sturridge, o Benfica pode muito bem seguir para as meias. Marselha e APOEL eram mais aconselháveis, mas o Chelsea estava claramente no grupo dos aceitáveis.

    A nível de meias-finais, já se sabe que o vencedor do APOEL-Real jogará com o vencedor do Marselha-Bayern, o que à partida indicará uma excelente meia-final entre a equipa de Mourinho e o Bayern de Robben, Gomez, Schweinsteiger e Ribery. O Benfica, caso consiga ultrapassar o Chelsea (como esperamos) jogará com o vencedor do Milan-Barcelona, o que seria um enorme desafio, mas nos quartos e meias-finais duma Champions não há equipas fáceis. E perante um Barcelona ou um Milan a postura teria que ser semelhante à que o Sporting teve perante o City, do ponto de vista mental (Nélson Oliveira e Rodrigo encaixavam bem com a defesa do Barcelona… permitam-me sonhar). 
    Ainda fica a curiosidade de Barcelona, Bayern, Chelsea e Real (que supostamente entre este lote de equipas serão as quatro com maior peso na História futebolística europeia dos últimos 5 anos) irem jogar todos a 2ª mão no conforto de seu lar. Se tivesse que apostar, indicava Real Madrid-Bayern e Benfica-Barcelona nas meias-finais. Mas primeiro há que pensar no Chelsea que, apesar de não jogar muito à bola, é experiente e matreiro. É de referir ainda que, tanto Benfica como Chelsea terão calendários apertados e com jogos interessantes próximos dos jogos entre si, que poderão também influenciar positiva ou negativamente do ponto de vista anímico: Benfica (27Mar Chelsea, 1Abr Braga, 3Abr Chelsea, 7Abr Sporting) e o Chelsea (21Mar City, 24Mar Tottenham, 27Mar Benfica).

Os jogos dos quartos-de-final realizam-se a 27/28 de Março e 3/4 de Abril.

Boa sorte Benfica, ter-nos-ás algures na bancada. MP

Man City 3 - 2 Sporting

    Uns loucos 45 minutos do Manchester City, quase deixaram o Sporting fora da Liga Europa. Joe Hart, no último segundo, quase afastou a equipa leonina, numa eliminatória onde os verde e brancos fizeram 135 minutos fantásticos.

    A primeira parte foi completamente controlada pela equipa portuguesa. O Manchester City tentava sair a jogar, mas a criatividade era nula. Os jogadores do Sporting, por sua vez, esperavam pelo erro do adversário para mostrar as suas garras em contra-ataque. Diego Capel era dos leoninos que mais velocidade dava ao ataque e que mais dificuldades dava à defesa do City. Por outro lado, Matias era o que mais desequilibrava no miolo.

    Balotelli a cada minuto que passava, mais irado ficava. Porquê? Talvez porque estava a perder e devia ser daqueles meninos que partiam o comando da Playstation quando perdiam. Neste jogo não podendo partir o comando, mandou uma buja para onde estavam os adeptos do Sporting após ter falhado um lance em que começara isolado. Descontente, decidiu descer e ajudar a defesa. Não ajudou. Carregou Insua pelas costas e criou um livre perigoso bem ao jeito do chileno do Sporting. O pequeno Mogli concentrou-se e marcou um autêntico golaço. Joe Hart bem se esticou, mas o pontapé de Matias levava fogo.

    Os ingleses estavam incrédulos e em menos de 10 minutos viriam a ficar pior. Kolarov fica no chão ao disputar uma bola com Izmailov, Pereirinha devolve ao russo que, sem oposição, serviu Van Wolfswinkel para o segundo do jogo e o terceiro da eliminatória. O Sporting ia assim para o intervalo com uma vantagem de três golos na eliminatória, sendo que dois deles foram marcados fora de portas.

    Roberto Mancini lançou De Jong no início da segunda parte em detrimento de Adam Johnson. O Manchester City passaria a jogar de um 4-4-2 para um 4-3-3. Porém, limitavam-se bastante à criatividade de Silva que nos últimos jogos tem andado bastante aquém. Passaram dez minutos e o City sem marcar. Assim sendo, o treinador italiano decidiu meter Dzeko no jogo retirando o peruano David Pizarro. Era  o tudo ou nada de Mancini.

    E o que é certo é que deu frutos. O City começava a cair em cima dos jogadores leoninos e o golo surgiu mesmo. Yaya Touré viu Aguero solto na área e não hesitou em fazer a assistência para o golo do seu companheiro de equipa.

    O Sporting defendia como podia e o City, ao invés de tentar jogar em equipa, tentava superar a defesa leonina com as suas individualidades. Quer Dzeko, quer Balotelli não conseguiam colocar-se a jeito de rematar à baliza. Demérito de Mancini e mérito dos jogadores leoninos que foram bastante solidários. Eis que Aguero começava a surgir no jogo e a mostrar toda a sua qualidade técnica. Os jogadores verde e brancos sentiam o perigo e começavam a entrar mais à queima, por vezes, desnecessariamente. Desnecessária foi também a entrada de Renato Neto, dentro da área sobre Kun Aguero. Na conversão, Balotelli não vacilou e marcou mesmo (sempre de uma forma algo cínica).

    Entre o segundo e o terceiro golo dos ingleses só houve tempo para Pereirinha deslocar o ombro, perto da linha lateral, o que levou o holandês De Jong a tentar pegar o pequeno Bruno Pereirinha ao colo. Depois disso, chega o golo da equipa de Manchester. Canto para os ingleses, Edin Dzeko ganha nas alturas e envia para a Aguero que completamente solto de marcação não perdoa. Restavam 7 minutos para os 90 fora os minutos de compensação que já se adivinhava que não seriam poucos devido aos momentos de ronha estratégica por parte dos jogadores do Sporting (há que ser inteligente em alguns momentos).

    Até ao fim do jogo viu-se um Sporting que sabia sofrer e um autêntico "chuveirinho" por parte do City. Os 5 minutos de compensação estavam prestes a ser alcançados. Canto para o Manchester City. Joe Hart não fica atrás e ajuda a equipa no ataque. Canto batido, corte da defesa leonina, mas o árbitro não apita e permite mais um cruzamento (talvez porque durante o tempo de desconto, Pereirinha voltou a deitar-se no chão). Cruzamento de De Jong e Hart aparece sozinho contra Patrício. O guarda-redes britânico cabeceia e Rui Patrício defende com a ponta dos dedos para fora. Os adeptos do Sporting tiveram que sofrer até ao último segundo, mas valeu a pena.



    Apesar de Matias Fernandez merecer o título de melhor jogador em campo, eu escolho Rui Patrício. E escolho o número 1 português porque foi ele que acabou por qualificar o Sporting com uma excelente defesa no último segundo do jogo. A meu ver, o Sporting é um justo vencedor e julgo que poderia ter evitado tanto sofrimento nos últimos minutos. Porém, estas vitórias são as que dão mais gosto aos adeptos, isto na minha modesta opinião.

    Sorteio: Amanhã realizar-se-á o sorteio da Liga Europa e da Liga dos Campeões, onde se saberão os adversários de Sporting e Benfica respectivamente. Relativamente ao Sporting, julgo que Schalke, Atl. Madrid e Bilbao são de evitar. Quanto ao Benfica, é inegável que Real Madrid, Barcelona, Bayern e Milan são os tubarões menos desejados, embora todas as equipas da piscina dos grandes sejam de grande qualidade (senão, não estariam presentes nos Quartos da prova). TM

Man. City 3 - 2 Sporting

Man. City: Joe Hart; Richards, Savic, Toure, Kolarov; A. Johnson(De Jong), Yaya, Pizarro(Dzeko), Silva(Nasri); Balotelli, Aguero.
Treinador: Roberto Mancini

Sporting: Patrício; Pereirinha, Xandão, Polga, Insúa; Carriço, Schaars, Izmailov, Matias(R. Neto), Capel(Jeffrén), Wolfswinkel(Carrillo).
Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Golos: 0-1 33' Matias Fernandez; 0-2 40' Wolfswinkel; 1-2 60' Aguero; 2-2 75' Balotelli; 3-2 83' Aguero.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Rui Patrício.

13 de março de 2012

Músicas que Andam Por aí

Olha o "Músicas que Andam Por aí"! Pois é... parece que voltou porque, de facto, nos deu na tola. Desta vez recomendamo-vos, belas criaturas, meia dúzia de cantigas pouco proeminentes. A primeira é uma música de Joshua Steele, conhecido como Flux Pavilion no mundo do Dubstep, com a música "I Can't Stop" - integrante do célebre video "Kony 2012"; de coisas relacionadas com o senhor Kony partimos para um "Skinny Love", um original de Bon Iver, mas aqui cantado por Birdy; passamos depois para "Outro" da banda francesa M83, que faz parte de um video publicitário da Redbull; porque eles vêm ao Alive'12 e porque ficam no ouvido, inevitavelmente, dos LMFAO deixamos aqui "One Day"; quase quase a acabar e em jeito de "Recupera rápido, põe-te bom e volta a dar-nos música" deixamos uma de tantas músicas que John Mayer já nos deu até agora, "Free Fallin", numa excelente versão ao vivo; terminamos com mais uma música de um reclame, desta feita, português. Falamos do anúncio da PT que conta com a música "Sail" da banda norte-americana Awolnation.


Flux Pavilion - I Can't Stop

Birdy - Skinny Love

M83 - Outro

LMFAO - One Day

John Mayer - Free Fallin' (Live)


Awolnation - Sail



MP. TM.

12 de março de 2012

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 64 )

Hoje apresentamos o top 20 duma banda britânica, mais concretamente originária da Escócia. Os Snow Patrol foram um dos grandes destaques do Rock in Rio 2010, com um concerto em que o vocalista, Gary Lightbody, se manteve sempre "babado" para com o seu gigantesco público e a apreciar o momento. Mostrando conhecidos êxitos que resultam bem em concerto como "Chasing Cars" ou "Run", foi com "You Could Be Happy" que os Snow Patrol conseguiram captar o mais bonito momento visual da edição, ao apagar todas as luzes e cantar, com uma noite de estrelas bem ao nível do solo. Que façam o mesmo, ou mais, este ano no Optimus Alive'12. Uma banda simples, de rock alternativo. Quanto mais músicas cantarem dos álbuns "Eyes Open" e "A Hundred Million Suns" mais sucesso terá o concerto. Lightbody não tem a melhor voz da História da Música, mas é um rapaz que se vê que está feliz a fazer o que faz. A não perder em Julho e agora, o nosso top 20.

TEMA : SNOW PATROL


1. Snow Patrol - Chasing Cars
2. Snow Patrol - What if the Storm Ends?
3. Snow Patrol - Run ►
4. Snow Patrol - New York ►
5. Snow Patrol - Open Your Eyes ►
6. Snow Patrol - Signal Fire ►
7. Snow Patrol - Just Say Yes ►
8. Snow Patrol - Set Down Your Class ►
9. Snow Patrol - You Could Be Happy ►
10. Snow Patrol - Set Fire to the Third Bar ►
11. Snow Patrol - The Planets Bend Between Us ►
12. Snow Patrol - Make This Go On Forever ►
13. Snow Patrol - The Golden Floor ►
14. Snow Patrol - Take Back the City ►
15. Snow Patrol - This Isn't Everything You Are ►
16. Snow Patrol - Lifeboats ►
17. Snow Patrol - You're All I Have ►
18. Snow Patrol - Crack the Shutters ►
19. Snow Patrol - Perfect Little Secret ►
20. Snow Patrol - Shut Your Eyes ►