Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

11 de novembro de 2014

Crítica: Interstellar

A CAMINHO DOS ÓSCARES 2015
Realizador: Christopher Nolan
Argumento: Jonathan Nolan, Christopher Nolan
Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Mackenzie Foy, David Gyasi, Casey Affleck, Wes Bentley, Michael Caine, Ellen Burstyn, Matt Damon
Classificação IMDb: 8.6 | Metascore: 74 | RottenTomatoes: 71%
Classificação Barba Por Fazer: 91

    De génio. 'Interstellar' é o filme do momento, com larga margem o alvo a abater nos Óscares Barba Por Fazer (a Academia deve ir por outros caminhos), e um dos filmes mais ousados, completos, ambiciosos e marcantes do século XXI.
    Tudo começou na cabeça de Jonathan Nolan, o irmão mais novo do realizador Christopher Nolan (que até agora tinha em The Dark Knight, Inception, The Prestige e Memento os seus maiores êxitos). Jonathan idealizou tudo o que é Interstellar, baseando-se nos estudos do físico Kip Thorne (consultor do filme), e indo ele próprio assistir a aulas sobre a Relatividade numa universidade norte-americana. Jonathan, o homem que fica na sombra, escreveu o argumento para Spielberg mas a história acabou - qual atracção gravítica - por ir parar ao irmão Christopher Nolan, que adaptou ligeiramente o argumento em sintonia com o irmão 6 anos mais novo.
    'Interstellar' tem uma vez mais o Tempo como elemento essencial das acções de um filme de Nolan, ele que inovou no formato em Memento e brincou com o tempo, ao explorar os sonhos, em Inception. Mas Nolan não é obcecado pelo tempo, é apaixonado por ele. E desta vez dá-nos o seu filme mais emocional, mais ambicioso e vanguardista, com mais mensagem e com um elemento-chave: o amor, entre pai e filha.
    A história é complexa mas perfeita, e importa não revelar demais, mas digamos que: num futuro não muito distante a humanidade, para sobreviver e evitar a extinção, tem que contemplar a hipótese de encontrar um novo planeta, noutra galáxia e sistema, que reúna condições para a vida humana. Cooper (Matthew McConaughey) é um ex-piloto da NASA, "relegado" para agricultor por força das circunstâncias, com dois filhos, Murph e Tom. O plano para salvar a humanidade da Terra (A) ou partir do zero noutro planeta (B) faz com que o professor Brand (Michael Caine) envie 4 pilotos - Cooper, Amelia Brand (Anne Hathaway), Romilly (David Gyasi) e Doyle (Wes Bentley) - numa viagem que contempla buracos negros e wormholes. E é na distorção temporal destes fenómenos, capaz de criar timelines diferentes, que reside a primeira força do filme.

    Mas a força essencial do filme é a relação Cooper-Murph, a forma como Nolan nos expõe, nas palavras habitualmente sábias de Amelia Brand, o amor como a única força capaz de transcender o tempo e o espaço; 'Interstellar' é graficamente uma beleza digna de ser contemplada mas dá 40-0 a nomeadamente um 'Gravity' no momento em não se limita a ser perfeito na imagem e na edição, tendo uma alma, um coração próprio que emociona qualquer um.
    Contrariamente à maioria dos filmes, o trailer de 'Interstellar' teve a inteligência de guardar toda a 3.ª parte do filme, onde a magia acontece verdadeiramente. Ao ver a promoção do filme podíamos ficar com a ideia "O quê? O Nolan vai fazer um Armageddon?", mas conhecendo-o era fácil antecipar que algo especial estava bem guardado. O filme cresce, conquista-nos progressivamente, embora nos hipnotize e prenda desde o primeiro momento. Os diálogos e alguns momentos ganham sentido à posteriori, e somos envolvidos numa Odisseia em que as mensagens - interpretações aparte nas escassas pontas que Nolan deixa intencionalmente soltas - a reter são claras: a humanidade deve arriscar e abraçar o risco e o desconhecido, como exploradores, pioneiros e descobridores que somos, mas nunca esquecendo que o devemos fazer tendo sempre alguém ao lado. Alguém para cuidar, alguém para amar, alguém para quem voltar.

    Para além do trabalho dos irmãos Nolan, tem que ser tremendamente elogiada a banda sonora de Hans Zimmer - como sempre em tudo adequado a cada momento, perfeito na forma como acrescenta valor a cada cena e como a torna ainda mais épica (o acoplamento, por exemplo). E já agora importa também elogiar a marcante cinematografia de van Hoytema, ele que trabalhou o ano passado em 'Her', "safando-se" com distinção nesta viagem pelo espaço e tempo, no primeiro filme em que a Fotografia de Nolan não fica a cargo de Wally Pfister.
    E isto leva-nos ao elenco, aos actores, aos desempenhos que materializam a ideia base e uma realização, argumento, banda sonora e edição de excelência. Tirando o Joker de Heath Ledger em The Dark Knight, em mais caso nenhum podemos dizer que os filmes de C. Nolan são "filmes de actor" - aqueles em que determinado desempenho rouba o protagonismo à concepção criativa, ao realizador. Em 'Interstellar' mais uma vez isso não acontece, embora os actores estejam excelentes, uns mais que outros. E não roubam o protagonismo apenas e só porque quando nos afastamos e temos um olhar global sobre o filme, aquilo que vemos é magia em forma de cinema, é um passo em frente e um filme que nos deixa a pensar no momento em que saímos do cinema, e nos mantém a pensar sobre o filme ainda algum tempo depois. Voltando aos actores, Matthew McConaughey (escolhido por Nolan pelo seu desempenho em 'Mud' e abordado enquanto gravava 'True Detective', série na qual a sua personagem curiosamente teve uma interessante dissertação sobre a dimensão temporal) está soberbo! McConaughey ganhou o óscar com 'Dallas Buyers Club' mas emociona muito mais neste filme, conseguindo ter aqui a sua melhor personagem no grande ecrã, porque Rust Cohle foi em Tv. Cooper, o pai que quer voltar a ver os seus filhos, torna-se uma personagem inesquecível por ser quem melhor representa o filme. É impossível ficar indiferente às duas cenas mais emocionantes de 'Interstellar', com a câmara a focar as reacções de Cooper aos testemunhos dos seus filhos após alguns anos, e com o desespero de Cooper no hipercubo, numa das cenas mais bonitas do cinema recente. Para além de McConaughey, há Jessica Chastain e Anne Hathaway num nível muito bom, e uma jovem Mackenzie Foy a mostrar que afinal tem potencial. Depois temos o "melhor amigo" de Nolan, Michael Caine, actores subvalorizados (Casey Affleck e Wes Bentley), a veterana Ellen Burstyn, Bill Irwin a dar voz ao robot TARS, David Gyasi como uma boa surpresa na pele de Romilly, e ainda um actor reputado cuja aparição a equipa de 'Interstellar' procurou manter em segredo.

    Christopher Nolan nunca escondeu influências - nomeadamente de 2001: A Space Odissey - mas 'Interstellar' é um filme único, brilhante, e que não se pode limitar ao rótulo de ficção científica pela forma como toca no coração de cada espectador. É uma obra-prima, uma inovação a todos os níveis, escrita com inteligência e sensibilidade. Actualmente há Scorsese, Woody Allen, Fincher, Tarantino, Spielberg, Burton, Peter Jackson e alguns mais, todos tão diferentes, mas há algo que faz de Christopher Nolan muito provavelmente o melhor realizador da actualidade. É um contador de histórias nato, e que nos faz usar um pouco mais a nossa massa cinzenta.
    Num mundo normal 'Interstellar' estaria na pole position para o óscar de melhor filme e melhor realizador mas neste momento não parece ser esse o caso. Efeitos Visuais é uma garantia, algumas categorias de edição e quiçá a banda sonora de Zimmer (que também devia ser um dado adquirido) deverão ser as conquistas na grande noite do cinema, embora ainda haja tempo para muita gente perceber que não se trata apenas de um filme técnico, sendo muito mais que isso. Ainda falta ver muita coisa (Birdman, The Imitation Game, Unbroken, Whiplash, American Sniper, Foxcatcher e Theory of Everything, principalmente) mas com Interstellar, Boyhood e Gone Girl já há motivos suficientes para dizer que este ano reúne uma melhor fornada do que o ano passado.

    Um conselho: Interstellar tem que ser visto no cinema. Por tudo. Se só puderem ir ao cinema 1 vez no espaço de um ano, este é o filme que pede esse bilhete.
    Repleto de frases carregadas de significado e que já garantiram um lugar na História do cinema moderno, 'Interstellar' abre horizontes, acredita no melhor da humanidade, intriga-nos inicialmente e convence-nos com a mestria dos irmãos Nolan, tornando o quarto de uma rapariga de 10 anos um lugar para a eternidade. Porque Interstellar merece o infinito. Embora vá mais além.

Do not go gentle into that good night
Old age should burn and rave at close of day
Rage, rage against the dying of the light.

Muse e Alt-J no NOS Alive'15

O NOS Alive'15 confirmou na semana passada a primeira banda a actuar no Passeio Marítimo de Algés, e hoje a organização adiantou o nome do primeiro cabeça-de-cartaz. Falamos de Alt-J, no primeiro caso, e do trio Muse no segundo.
    Tanto a banda de Matt Bellamy como os Alt-J têm concerto marcado para dia 9 de Julho (o NOS Alive decorre a 9, 10 e 11), num dia que se perfila automaticamente interessante, embora com artistas que nos visitaram num passado recente. Relativamente aos Muse, este será o seu 11.º concerto em Portugal, tendo actuado em 2013 no Estádio do Dragão e convencido no Rock in Rio 2010 (embora o concerto de 2008 na Bela Vista, esse sim, tenha sido o melhor num grande palco). Com gravações a decorrer para o sétimo álbum da banda, Matt Bellamy e companhia deverão ter novo álbum para mostrar aos portugueses, depois de The 2nd Law ter ficado abaixo de muitos dos êxitos espalhados pelos álbuns de 2001, 2003, 2006 e 2009.
    Os britânicos Alt-J estiveram no Alive em 2013, lançaram recentemente This is All Yours (segundo álbum da banda) e, embora já tenham uma notoriedade consolidada, poderão ganhar com esta integração no dia que tem Muse como cabeça-de-cartaz.

    O NOS Alive realiza-se como dissemos entre 9 e 11 de Julho, com bilhetes diários a 55€ e o passe de três dias a 109 euros. Não havendo Rock in Rio em 2015 veremos como o Alive se consegue apetrechar - Pink Floyd e Foo Fighters seriam reforços gigantes (sobretudo o 1.º caso, com o recente The Endless River, embora seja altamente improvável). A acontecer alguma das coisas é mais plausível revermos Dave Grohl. E já seria bom.

9 de novembro de 2014

Crítica: Fury

Realizador: David Ayer
Argumento: David Ayer
Elenco: Brad Pitt, Logan Lerman, Shia LaBeouf, Jon Bernthal, Michael Peña
Classificação IMDb: 7.6 | Metascore: 64 | RottenTomatoes: 77%
Classificação Barba Por Fazer: 75

   Foi nas palavras Guerra, Honra e Glória que se baseou a promoção de 'Fury', o recente filme com Brad Pitt como protagonista e David Ayer (mais argumentista que realizador até hoje) a reunir um elenco bem interessante. A coisa prometia e não desilude, mas não transcende, não marca. Fúria estreou nas salas portuguesas a 23 de Outubro e relata-nos a jornada de 5 homens, a tripulação de um tanque dos Aliados em fins da II Guerra Mundial. 'Wardaddy' (Brad Pitt) combatera até então os alemães junto de 'Gordo' (Michael Peña, que já tinha trabalhado com Ayer no filme 'End of Watch'), 'Bible' (Shia LaBeouf) e 'Coon-Ass' (Jon Bernthal) mas vê-se obrigado a integrar na sua equipa o inexperiente e jovem Norman (Logan Lerman). Fury não é o clássico filme de guerra, comercialmente fácil de mastigar, é violento, intenso e cru, representando a guerra no seu estudo mais puro. Ayer - o homem que escreveu 'Training Day' e que escreveu e realizou 'End of Watch' - não procurou levar-nos numa longa jornada repleta de diferentes cenas, apostou sim na feroz intensidade colocada em algumas cenas específicas, conseguindo com isto 1 ou 2 momentos em que a tensão ou emoção nos convencem/ cativam.
    A cena, longa mas magnificamente escrita e interpretada, à mesa ao pequeno-almoço na casa de duas civis alemãs, acaba por ser o que mais fica a ecoar na mente do espectador. De resto, há efectivamente uma boa energia e química entre os 5 bons actores que integram a tripulação, acabando Ayer por explorar bastante e aprofundar a personalidade de 2 personagens - 'Warddady' como o líder carismático e severo mas justo e honrado, personagem que assenta bem a Brad Pitt, diferente do seu Aldo Raine em Inglourious Basterds; e Norman, colocando em foco a perspectiva inocente, a relutância em matar e a consequente adaptação ao contexto.
    
    Não se podem apontar críticas ao casting feito porque os 5 actores encaixam bem nos papéis. Pedia-se sim algo mais, algumas nuances diferentes no argumento, maior ousadia e ambição, porque na realização houve qualidade, como demonstra a sensibilidade e noção no plano final do filme. Cabia a David Ayer ter criado algo proporcional à dimensão que o seu quinteto poderia oferecer: Logan Lerman é um dos actores mais promissores com menos de 25 anos, o seu desempenho fica abaixo do que fez em 'The Perks of being a Wallflower' mas, embora nunca vá ser nomeado para actor secundário, pode pelo menos colocá-lo no fundo da lista a considerar; Shia LaBeouf e Michael Peña são dois exemplos de dois actores que com outros convites e outras escolhas poderiam neste momento ser reconhecidos e valorizados doutra maneira; Brad Pitt, talvez juntamente com DiCaprio o actor que mais se pode queixar de não lhe ter sido entregue um óscar de caras (ele com Fightclub, DiCaprio com The Wolf of Wall Street), assume o filme, é o epicentro de todas as tensões, causador e apaziguador e, embora achemos que o filme poderia aspirar a mais, é um elogio dizer que não fica nada mal na carreira de Pitt ter tido este papel e integrado este filme, ainda assim. O filme é Pitt em boa medida, ele mais do que Lerman, mas este ano a Academia terá várias melhores opções a considerar enquanto actor principal. Resta dizer que Jon Bernthal merecia que Hollywood começasse a olhar para ele como ele merece ser olhado, apostando no talento em ebulição do Shane de Walking Dead, um actor que tem feito as escolhas certas mas que precisa de dar o passo em frente e assumir-se ele próprio como protagonista de grandes projectos. Tem qualidade e capacidade para isso.

    Não podemos dizer que esteja a caminho dos óscares 2015, porque certamente não estará. Interessará acompanhar os próximos anos das carreiras deste quinteto (Pitt, Bernthal, Lerman, Peña e LaBeouf, provavelmente por esta ordem) e algo nos diz que David Ayer ainda terá o seu grande momento. Já se pôde perceber que tem uma boa cabeça e por isso a seu tempo 'Training Day' perderá o estatuto de obra-prima criativa do argumentista/ realizador norte-americano.

8 de novembro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 11

Fantasy Premier League - Senhores, amanhã há futebol! A liga inglesa regressa para mais espectáculo, reviravoltas e grandes emoções, numa jornada que se iniciará com o jogo mais aguardado - Chelsea viaja até Anfield para um jogo especial, palco onde praticamente se decidiu no ano passado o título.. do Manchester City. Aproveitem bem estes dois dias, porque depois vem a pausa para as selecções. 
    Na 10.ª jornada, os 2 jogadores mais pontuados foram do Arsenal - Alexis Sánchez bisou pela segunda jornada consecutiva e somou 16 pontos, apenas superado pelos 18 pontos de Chambers, que conseguiu uma ameaça tripla - clean sheet, golo e assistência. O empate entre Stoke e West Ham resultou em bons pontos para os hammers Enner Valencia e Stewart Downing, Steven Fletcher foi decisivo contra o Crystal Palace e de resto também Clichy, Hazard e Wanyama realizaram uma boa jornada.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

Na jornada passada as nossas previsões saíram bastante goradas. É certo que o principal jogador em que apostávamos - Alexis Sánchez - foi um dos mais pontuados, mas elementos como Jedinak e Benteke não só não fizeram nada (leia-se golos e assistências) como conseguiram ambos ser expulsos. Tiro na mouche! Para esta jornada elementos como Pellè, Hazard, Agüero, Alexis, Berahino ou Enner Valencia ficam de fora por todos terem sido sugeridos num passado recente e querermos variar as sugestões. Assim, as escolhas recaíram em:

 Diafra Sakho - West Ham - 5.8

    Nunca recomendámos antes Diafra Sakho portanto este parece o momento mais do que indicado para o fazer. Depois de uma jornada na qual não jogou por lesão, o avançado senegalês tem tudo para voltar em grande contra o Aston Villa. Os hammers estão em excelente forma (5.º lugar em igualdade pontual com o Arsenal) e a presa desta jornada é o Aston Villa, que depois de um início surpreendentemente positivo tem vindo a cair na tabela. O calendário augura coisas boas para o West Ham e, por isso mesmo, Sakho e Enner Valencia (6.9) 
são fortes candidatos a fazer golos. Na retaguarda podem-se esperar também pontos - aliás, o Aston Villa não marcou um único golo em Outubro, contrariando Weimann essa tendência no 2.º dia de Novembro - e nesse sector talvez Aaron Cresswell (5.4), melhor lateral esquerdo do Championship na época passada, seja a melhor opção por conjugar a consistência defensiva com a dinâmica que oferece ao subir pelo corredor.

 James Chester - Hull City - 4.4

    Escolhendo um defesa para esta jornada, e embora qualquer defesa do Southampton seja uma boa ideia, a defesa do Hull pode ser uma boa aposta. A equipa de Steve Bruce desloca-se ao recinto do Burnley, lanterna vermelha com apenas 4 pontos, e na teoria pode-se esperar um golo com poucos golos ou nenhuns. Caso o Hull consiga impor o seu jogo e até marcar cedo, será muito complicado ultrapassar a organização defensiva dos tigers. James Chester, forte nas bolas paradas ofensivas e um central com alguma margem de progressão, pode ser por isso mesmo uma aposta interessante.


 Ángel Di María - Manchester United - 10.1

    O frenético angelito adormeceu nas últimas jornadas, depois de uma sequência quase imparável; mas este sábado é a hora do talentoso argentino acordar. O Manchester United terá uma defesa improvisada (Jones, Rafael, Evans e Rojo não deverão jogar) e por isso mesmo terá que ser o ataque a resolver, embora De Gea esteja bastante seguro esta temporada. Na frente não haverá Falcao e por isso é garantido que van Persie, Rooney e sobretudo Ángel Di María terão que fazer a diferença. O Crystal Palace de Neil Warnock é uma equipa pouco consistente e regular, capaz do melhor e do pior em cada jogo, mas Old Trafford rezará para que o seu novo número 7 volte a decidir.

 Harry Kane - Tottenham - 4.8

    
Ponto prévio: não somos fãs de Harry Kane. E à partida nunca o seremos. O avançado do Tottenham não é o nosso tipo de avançado mas o que é certo é que esta época já se fixou como melhor marcador dos spurs em todas as competições e merece por esta altura a titularidade na frente, acompanhado por Lamela, Chadli e Eriksen, todos eles também opções interessantes para o fantasy nesta jornada. É verdade que Shawcross é o tipo de defesa que tem tudo para se dar bem na marcação a Kane mas se há momento para ser dada uma oportunidade ao ponta de lança britânico é este. Tem a palavra Harry Kane.

 Fraser Forster - Southampton - 5.3

    Forster tem calçado as luvas da melhor defesa da Premier League. O sensacional Southampton de Ronald Koeman está em 2.º, sofreu apenas 5 golos em 10 jogos, conseguindo somar 6 clean sheets. Nesta 11.ª jornada a recepção ao Leicester principia que o Southampton poderá conseguir mais um jogo com uma boa avaliação na sua defesa/ baliza e aproveitem porque Forster tem nesta jornada e mesmo na próxima (Aston Villa fora) duas boas oportunidades de pontuar, tendo depois nas 3 rondas seguintes jogos com os rivais de Manchester e com o Arsenal. Mas os saints ainda nos vão surpreender mais...


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Indo directamente ao cerne da questão, para além de Forster, possivelmente Adrián (5.0) e Hugo Lloris (5.7) sejam as melhores escolhas para esta jornada.

- Defesas: Nathaniel Clyne, Ryan Bertrand ou José Fonte já são demasiado "batidos" por isso, e porque já referimos Cresswell e Chester, Leighton Baines (7.2) e Phil Jagielka (5.6) estão num grande momento e têm que ser considerados. Veremos se o desgaste da Liga Europa pesará e se o Sunderland se apresentará galvanizado depois de vencer na última jornada, e também terá a sua importância o facto de Coleman jogar ou não. Jan Vertonghen (5.9) e Callum Chambers (4.8) são também jogadores para considerar. O Liverpool-Chelsea poderá ter a cabeça de algum defesa a interferir com o resultado.

- Médios: Mantendo o feeling no West Ham, Stewart Downing (5.8) poderá ter uma boa jornada. O médio ex-Liverpool tem sido extremamente regular e o actual sistema da equipa favorece-o. Alex Song tem acumulado excelentes jogos mas neste momento não é um jogador de fantasy por não dar retorno em termos de números. Graham Dorrans (5.0) e a dupla Fábregas/Hazard são também candidatos a pontuar.

- Avançados: Falámos em Sakho, em Valencia, em Kane, e a jornada poderá ser famosa para Graziano Pellè (8.4) e Robin van Persie (12.4). Não obstante, Agüero, Austin, Berahino e Lukaku devem também entrar nas equações. Ficam ainda 2 questões por responder: será que Anfield assistirá ao melhor Diego Costa? Quem levará a melhor entre Bony e Welbeck?

5 de novembro de 2014

Sporting 4-2 Schalke 04: Lá se fazem, cá se pagam

Sporting    4 - 2    Schalke 04 (Sarr 27', Jefferson 52', Nani 73', Slimani 90'+1; Slimani (A.G.) 17', Aogo 88')

    O Sporting respondeu bem ao desaire do último fim-de-semana em Guimarães ao aplicar uma vitória com números expressivos sobre os alemães do Schalke 04. Marco Silva lançou um onze com algumas surpresas ao lançar Carlos Mané, Jefferson, Sarr e Slimani. Surpresas essas que tiveram a sua marca.
    Contudo, as apostas do técnico leonino não deram resultado positivo inicialmente. Mais concretamente Slimani. O argelino, num lance de bola parada a favorecer o adversário, acabou por introduzir a bola na própria baliza após cruzamento de Aogo. Rui Patrício não fica bem na fotografia. Ainda assim, a resposta leonino foi imediata. Poucos minutos depois, Naby Sarr iguala a partida num lance idêntico ao primeiro golo. O jogo abriu-se, com várias oportunidades de parte a parte, mas sempre com ascendente verde e branco. Ainda assim, a igualdade manteve-se até ao fim dos primeiros quarenta e cinco minutos.
    Para a segunda metade o Schalke chegou a pedir grande penalidade sobre Meyer, mas o árbitro assim não entendeu. O jogo seguiu e pouco tempo depois - numa jogada de insistência - Jefferson disferiu um remate cruzado Fährmann a ficar pregado ao solo. Os adeptos leonino ainda tiveram um aperto no peito quando Obasi surgiu isolado, mas Rui Patrício roubou o pão da boca ao adversário e negou assim um golo que parecia iminente. O Sporting estava mais decidido nos seus ataques e chegou mesmo ao terceiro. Carrillo deixou Fuchs para trás, foi até à linha de fundo e ofereceu o golo a Nani. O internacional português apenas teve que encostar. Mas como o peruano ainda não aprendeu a ser mais consistente, acabou por ser mais displicente defensivamente e deixou que Aogo penetrasse na sua grande-área para reduzir o resultado para 3-2. Havia uma réstia de esperança para os alemães, mas Slimani colocou um ponto final na partida. Num momento em que os alemães estavam em total descompensação, Adrien consegue lançar rapidamente o avançado argelino que - apenas com a pressão de um adversário - bateu Fährmann com facilidade. Tudo muito simples e a vitória merecida estava confirmada.
    Depois da prova dada na Alemanha, o Sporting vinha para este jogo com o sentimento de vingança. Sabia que conseguia ser melhor em circunstâncias normais. E assim o fez. Sempre se mostrou mais disponível para atacar e os alemães sempre muito displicentes no que toca a terrenos mais defensivos. Os leões somam agora 4 pontos - mais um que o Maribor - e estão numa posição mais favorável para passar, embora ainda se apresentem na terceira posição.


Barba Por Fazer do Jogo:
Nani (Sporting)
Outros Destaques: Jefferson, João Mário, Carrillo; Aogo, Meyer.

Bayern, PSG e Barcelona qualificam-se, Maribor empata Chelsea

  Champions League - Esta quarta-feira milionária carimbou, para além da passagem do Porto para os oitavos, o apuramento também de Bayern (Grupo E) e a dupla PSG e Barcelona (Grupo F). No grupo do Sporting, o Chelsea viajou até à Eslovénia e - depois de no jogo da primeira volta ter goleado o Maribor por 6-0 -, acabou por empatar a uma bola e teve que correr atrás do resultado.
    A maior surpresa da noite acabou por ser a derrota do Manchester City em casa por 2-1 diante de um CSKA onde Doumbia está definitivamente talhado para complicar a vida aos citizens. O Shakhtar não conseguiu repetir os 7-0 contra o BATE e desta feita "ficou-se" pelos 5-0. Luiz Adriano não marcou cinco, mas marcou três.

Manchester City 1 - 2 CSKA Moscovo (Yaya Touré 8; Doumbia 2' 34')

    
No Etihad Stadium o Manchester City recebeu os russos do CSKA Moscovo e conseguiu fazer pior do que no encontro anterior. Na Rússia o City desperdiçou uma vantagem de 2 golos acabando por empatar, e hoje acabou mesmo por perder. Os comandados de Pellegrini acusaram bastante a falta de David Silva na dinâmica ofensiva e começaram o jogo praticamente a perder - o israelita Natkho ofereceu o golo a Doumbia, especialista em marcar golos ao Manchester City. Yaya Touré empatou num livre perfeito à la Beckham mas o seu colega na Selecção da Costa do Marfim, Seydou Doumbia, acabaria por voltar a marcar, novamente assistido por Natkho. O jogo ficou ainda marcado pelas 2 expulsões do lado do City, com Fernandinho e Yaya Touré a irem tomar banho mais cedo. Agüero, um especialista contra o CSKA ficou em branco, e o Manchester City está na cauda do grupo terminada a 4.ª jornada. O Bayern já tem o primeiro lugar garantido, mas Roma (4 pontos), CSKA (4 pontos) e Manchester City (2 pontos) ambicionam ainda a qualificação. A próxima jornada com City-Bayern e CSKA-Roma promete. E muito.
Barba Por Fazer do Jogo: Seydou Doumbia (CSKA Moscovo)

Bayern 2 - 0 Roma (Ribéry 38', Götze 64')

    Na Baviera o Bayern não conseguiu repetir os avassaladores 7-1 em Roma, mas venceu com segurança e de forma consistente. A Roma assumiu uma formação mais defensiva (Totti, Gervinho e Pjanic ficaram todos no banco) em Munique e, num jogo em que o austríaco Alaba esteve sempre em alta rotação, o primeiro golo chegou numa assistência deste para Ribéry finalizar na grande área. Mario Götze também marcou, ele que tem estado em excelente forma, depois de um cruzamento de Lewandowski, numa jogada que há anos poderia ser do Dortmund. A equipa de Guardiola esteve irrepreensível, não foi espectacular mas foi competente e tem já o 1.º lugar do Grupo E garantido, com 4 vitórias em 4 jogos, 11 golos marcados e apenas 1 sofrido.
Barba Por Fazer do Jogo: David Alaba (Bayern)

Ajax 0 - 2 Barcelona (Messi 36' 76')

    
Luis Suárez estreou-se pelo Barcelona nas competições europeias na casa que lhe abriu as portas do futebol europeu mas, em Amesterdão, a estrela foi o argentino do costume. Lionel Messi bisou e igualou o recorde de golos de Raúl, ultrapassando Cristiano Ronaldo. O camisola 10 do Barcelona fez os dois golos do encontro - primeiro de cabeça após cruzamento de Bartra e com Cillessen fora da baliza, fazendo o 2-0 numa jogada que ele próprio iniciou, combinando com Pedro e aparecendo para a finalização no sítio certo. É indiscutível que tanto Messi como Ronaldo ultrapassarão Raúl, provavelmente ambos na próxima jornada da Champions, e até ao final das suas carreiras disputarão o 1.º lugar entre si. O jogo foi Messi+10, Suárez esteve apagado (no Liverpool a equipa olhava sempre para ele quando tinha a bola, agora não acontece isso, pelo menos ainda) e Veltman foi expulso, enquanto que El Ghazi deu algum trabalho à defesa catalã. O Barcelona qualificou-se, ficando apenas por saber quem ficará em 1.º entre Barça e PSG.
Barba Por Fazer do Jogo: Lionel Messi (Barcelona)

PSG 1 - 0 APOEL (Cavani 1')

    O PSG qualificou-se para os oitavos, como acima dissemos, mas diante do APOEL conseguiu vencer apenas por 1-0. O golo chegou bem cedo com Van der Wiel a arrancar pelo lado direito, cruzando para a finalização de Cavani (com ajuda do guarda-redes Pardo). O golo madrugador dava a ideia de que poderia assistir-se a uma vitória folgada da equipa parisiense mas o APOEL soube "estancar" o ímpeto do campeão francês, onde Lucas Moura foi sempre o elemento mais endiabrado. A equipa cipriota ainda pode sonhar com a Liga Europa e, num grupo bem complicado, deve-se destacar o registo defensivo do APOEL, que nunca sofreu mais do que 1 golo por jogo.
Barba Por Fazer do Jogo: Lucas Moura (PSG)

Shakhtar 5 - 0 BATE (Srna 19', Alex Teixeira 48', Luiz Adriano (pen.) 58' 83' 90')

    
Depois do 7-0 na Bielorrússia as previsões não eram animadoras para o BATE, e a verdade é que o desfecho foi novamente uma goleada imparável com sotaque brasileiro. Na Ucrânia o bom futebol e a qualidade ofensiva do Shakhtar fez a diferença, com o capitão Darijo Srna a abrir o marcador aos 19 minutos. Srna assistiu Alex Teixeira para o segundo, numa jogada em que uma simulação de Luiz Adriano foi determinante, e o resto foi o espectáculo Luiz Adriano. O ponta-de-lança brasileiro, que merecia uma chamada de Dunga, reforçou o seu estatuto de melhor marcador da Champions League fazendo um hat-trick e chegando aos 9 golos em 4 jogos. Sim, 8 deles foram em 2 jogos diante do BATE. Luiz Adriano até poderia ter feito um póker, num lance polémico em cima do intervalo, mas na 2.ª parte teve íman para a bola e fez três golos, um de grande penalidade e 2 à ponta-de-lança. Mais uma bola de jogo que Luiz Adriano pôde levar para casa. Os ucranianos podem carimbar a passagem já na próxima jornada quando receberem os bascos do Athletic Bilbao. 
Barba Por Fazer do Jogo: Luiz Adriano (Shakhtar)

Maribor 1 - 1 Chelsea (Ibrahimi 50', Matic 73')

    José Mourinho não rodou a maioria da equipa, mas se soubesse que o resultado seria um empate provavelmente até o teria feito. Na Eslovénia, onde o Sporting também empatou e onde o Schalke ainda jogará, o Maribor soube segurar as investidas de Hazard, Drogba e Schürrle, e na 2.ª parte chegou inclusive à vantagem, num bom remate em arco de Ibrahimi. Mourinho viu-se obrigado a fazer entrar Oscar, Diego Costa e Ramires, e só Matic conseguiu marcar a Handanovic, bastante seguro e atento entre os postes. Eden Hazard teve a oportunidade de resolver o jogo e a fase de grupos para o Chelsea mas, de grande penalidade (o belga nunca costuma falhar) converteu pessimamente e Handanovic adivinhou o lado.
Barba Por Fazer do Jogo: Jasmin Handanovic (Maribor)

Athletic 0-2 Porto: Dragões já estão nos oitavos

Athletic  0-2  Porto (Jackson Martínez 56', Brahimi 74')

    Num jogo excelente a todos os níveis, o Porto carimbou a passagem para os oitavos-de-final da Champions League 2014/ 15. Lopetegui colocou em campo aquele que parece ser, por esta altura, o seu 11 de eleição e praticamente tudo correu de feição aos dragões, com evidente mérito, robustez táctica, personalidade e qualidade no ataque. Valverde surpreendeu, pela negativa, ao deixar no banco Iturraspe (seria à partida um dos jogadores-chave caso o Athletic quisesse controlar o Porto), Muniain e Iraola.
    Na primeira parte o Porto arrancou melhor e os primeiros avisos couberam a Jackson Martínez e Maicon, com o defesa central a rematar forte e a proporcionar uma defesa apertada a Iraizoz. A habitual pressão e troca de bola rendilhada do Athletic Bilbao foi sempre condicionada pela boa estratégia do Porto (bem Casemiro nesse capítulo, e é bom ver um talento como Óliver a mostrar-se também um jogador voluntarioso e operário) e aos 42' poderia ter começado a vitória portista - Danilo foi derrubado dentro de área, ficando a dúvida se não terá sido o lateral a provocar o contacto, mas Jackson Martínez atirou à barra na conversão da grande penalidade.
    Ao intervalo Valverde colocou Muniain e Iraola, retirando no entanto os sempre consistentes Susaeta e Beñat, e a 2.ª parte foi a prova de uma coisa: quem tem Brahimi, arrisca-se sempre a ganhar. O primeiro golo do jogo foi de Jackson, com o colombiano a aparecer para um desvio à boca da baliza, mas todo o trabalho foi fruto do génio argelino. Yacine Brahimi tem sido um dos mais fantásticos jogadores desta edição da Champions, e foi ele próprio a "matar" o jogo aos 74' num lance infeliz dos bascos - Laporte jogou para Iraizoz, o guardião deixou a bola escapar e Brahimi só teve que encostar. O Porto soube controlar o Athletic num estádio tradicionalmente complicado para qualquer equipa e já tem presença garantida na próxima fase.

    O jogo correu mal à equipa de Ernesto Valverde, onde apenas Mikel San José foi decente a tentar lutar contra o meio-campo azul-e-branco, mas houve hoje natural mérito do Porto. A equipa de Lopetegui conseguiu o apuramento para os oitavos em apenas 4 jornadas e para isso muito contribuíram 2 jogadores, embora hoje também Maicon, Danilo e Casemiro tenham estado bem. Falamos de Brahimi e Jackson Martínez. O avançado colombiano falhou um penalty, é certo, mas foi ele que apareceu para fazer o 1-0 e foi sempre uma linha de passe válida para os colegas bem como um lutador incansável contra os centrais adversários. Por fim, definitivamente vão faltar as palavras para descrever os momentos e alegrias que Brahimi ainda virá a dar aos portistas esta temporada. O criativo contratado ao Granada tem um brilho maior quando ouve o hino da Champions mas é craque em todos os jogos - um driblador como poucos, tecnicista puro e um dos jogadores mais talentosos entre os clubes aparte do universo dos tubarões europeus. Brahimi e Jackson, os 2 melhores do Porto, e ambos com 4 golos apontados nesta liga milionária.


Barba Por Fazer do Jogo: Yacine Brahimi (Porto)
Outros Destaques: San José; Maicon, Danilo, Casemiro, Jackson

30 de outubro de 2014

Crítica: The Judge

Realizador: David Dobkin
Argumento: Nick Schenk, Bill Dubuque, David Dobkin
Elenco: Robert Downey Jr., Robert Duvall, Jeremy Strong, Vincent D'Onofrio, Vera Farmiga, Billy Bob Thornton, Leighton Meester
Classificação IMDb: 7.4 | Metascore: 48 | RottenTomatoes: 48%
Classificação Barba Por Fazer: 70

    'The Judge', o filme dos Robertos, não é um filme de domingo à tarde. Ainda assim, provavelmente se não fosse o facto de ter Robert Duvall e considerando o que ele entrega a este papel (nada de transcendente, mas uma interpretação de qualidade), seria efectivamente "apenas" um filme de domingo à tarde.
    David Dobkin dá-nos um filme em que a personagem principal é Hank Palmer, um advogado de sucesso que seguiu há muito um caminho diferente do resto da sua família, fundamentalmente pela relação conturbada com o seu pai, o juíz Joseph Palmer (Robert Duvall). A morte da mãe de Hank, mulher de Joseph, faz com que a "ovelha negra" regresse às suas origens, para junto dos seus irmãos - Glen (Vincent D'Onofrio) e Dale (Jeremy Strong). O passado é acordado, muitas questões por resolver e feridas por sarar vêm ao de cima, mas é quando Joseph é acusado de um crime que Hank decide ficar e tentar defender o homem com o qual tem pior relação.
    É o tipo de filme que já se viu muito, salvo pelo bom desempenho do galardoado Robert Duvall. O elenco é bom mas o argumento (poderia ser mais interessante o juíz ser suspeito da morte da própria mulher) e a própria realização (pedia-se um filme mais dark, e não tão vivo) deixam algo a desejar. Não sendo um filme para a época de prémios, e não sendo um dos filmes do ano é ainda assim um filme que vale a pena ver, nem que seja pelo bom desempenho do veterano Duvall. Há ainda Vera Farmiga, Leighton Meester (ambas muito fresh), Vincent D'Onofrio foi um ingrediente adicionado que fazia o filme prometer mais, Jeremy Strong é um dos destaques do filme à sua maneira e a personagem de Billy Bob Thornton parece saída de 'Fargo', apenas na postura, e naturalmente sem a mesma dimensão diabolicamente metódica. Por fim, nos últimos anos Robert Downey Jr. tem-se mantido sempre com o mesmo registo - interpretando aquela personagem fixa carismática, com charme e humor, aquele Iron Man, Sherlock Holmes.. - o que é pena por um lado porque Downey Jr. é mais actor do que muita gente vê, e se este filme resultasse de outra maneira poderia exigir mais dele.
    Em termos de óscares, 'The Judge' não deverá aspirar a nada, só Duvall pode ter uma pequena esperança mas o ano parece ser mais resplandecente para J.K. Simmons, Norton, Ruffalo, Hawke, Waltz, Goodman, Miyavi, Tom Wilkinson ou Albert Brooks, por exemplo.
    Um "Satisfaz Bem" para Robert Duvall, um "Satisfaz" para o realizador/ argumentista David Dobkin. Assim se pode resumir um juíz que se foca na relação de Robert Downey Jr. e Robert Duvall mas que poderia ter maior valor final.

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 10

Fantasy Premier League - Voltam este Sábado os grandes jogos, num fim-de-semana que tem como prato principal o derby de Manchester. City e United encontrar-se-ão no Etihad pelas 13h30 de Domingo, e por essa altura Mourinho já quererá estar com 3 pontos a mais, bem como Wenger e Rodgers terão desejado ter amealhado pontos que permitam pressionar citizens e red devils. 
    A 9.ª jornada teve algumas equipas que não sofreram golos (Liverpool, Hull, Arsenal, Southampton, Swansea e QPR) e teve como principal destaque a exibição de Alexis Sánchez, a resolver a partida diante do Sunderland com um bis. Na frente, 3 avançados fizeram a diferença - Wilfried Bony, Samuel Eto'o e, por fim, Charlie Austin. No jogo grande Drogba colocou o Chelsea na frente mas van Persie empatou ao cair do pano, o Newcastle surpreendeu o Tottenham e o "verdadeiro" jogo grande da jornada acabou por ser o West Ham-Manchester City com os hammers a vencerem com total justiça por 2-1. Para o City marcou David Silva, mas no West Ham (que marcou através de Amalfitano e Sakho) destacaram-se as exibições de Alex Song, mais uma vez Diafra Sakho, e Enner Valencia. 
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Se verificarem os posts anteriores com dicas para cada jornada, poderão notar um certo padrão - tem acontecido recomendarmos um jogador e ele destacar-se verdadeiramente só na jornada seguinte. Ora vejam, na jornada 8 recomendámos David Silva e foi na 9.ª que ele marcou e teve bónus 3; na jornada anterior (7) tínhamos recomendado Agüero e E. Valencia - é verdade que nessa Agüero marcou e teve bónus, mas foi apenas na seguinte que explodiu com um póker, enquanto que o equatoriano Valencia só marcou efectivamente na jornada seguinte. Por isto mesmo, estejam atentos àquilo que fazem Hazard, Coleman e Tadic, jogadores recomendados na jornada passada. Desta vez, sugerimos:

 Alexis Sánchez - Arsenal - 10.4

    No plano teórico, Chelsea e Arsenal são as duas equipas que poderão alcançar vitórias mais confortáveis nesta jornada. Na turma de Wenger, o chileno Alexis Sánchez iniciou a época de forma tímida, mas a sua adaptação foi rápida como era esperado e tem explodido definitivamente depois de ter recuperado de uma pequena lesão, funcionando tacticamente agora nas costas de Welbeck. Com o Burnley (último classificado) a visitar o Emirates Stadium, o futebol fluido dos gunners deverá imperar. Danny Welbeck (7.4) é bem capaz de fazer o gosto ao pé, Cazorla e Ramsey poderão também ter impacto, mas as maiores esperanças estarão depositadas no irreverente, explosivo e eficaz Alexis. Agüero, Hazard, Sterling e Di María são os diabos à solta dos restantes candidatos. Alexis Sánchez é o do Arsenal.

 Riyad Mahrez - Leicester City - 4.9

    É uma aposta de risco mas o calendário a curto-prazo parece bom para o argelino Mahrez. Um dos mais fantásticos dribladores desta edição da Premier League, Mahrez (joga melhor quando actua no flanco direito) poderá ser uma das cartas fortes do Leicester-WBA, podendo também coleccionar bons desempenhos contra Sunderland e QPR nas jornadas vindouras. Com um valor actual de 4.9, Riyad Mahrez é uma opção sólida para 5.º médio e, depois de Pocognoli ter sido castigado pelo ataque do Crystal Palace, veremos se o belga se recompõe ou se Mahrez explora as fraquezas do adversário directo. 


 Romelu Lukaku - Everton - 9.1

    Como já dissemos na semana passada, o calendário do Everton é um prenúncio de uma ascensão na tabela (o Everton, aliás, já subiu para um actual 9.º lugar) e de uma defesa mais consolidada. Para que esta fase seja bem aproveitada, a equipa de Roberto Martínez vai precisar de golos e Romelu Lukaku é o principal candidato a consegui-los. Baines e Coleman vão dar sequência ao seu dia-a-dia de locomotivas e estejam atentos às próximas jornadas de Ross Barkley que, com o preço actual, pode-se tornar uma excelente opção para o meio-campo. Voltando a Lukaku, é certo que Eto'o bisou no terreno do Burnley (o que lhe poderá valer a titularidade novamente), mas dificilmente Martínez não colocará Lukaku de início. O portentoso, e ainda com muito para crescer, avançado belga está a ter uma época decente, marcou nos últimos 2 encontros e rapidamente poderá disparar. Contra o Swansea poderia ser interessante Martínez repetir o 4-3-3 com Lukaku descaído para a direita que utilizou na temporada passada. Veremos o que o técnico espanhol, um dos que melhor prepara cada jogo (sobretudo os grandes) na Premier League, dará ao jogo.

 Mile Jedinak - Crystal Palace - 5.0

    
Na época passada Jedinak foi um dos melhores médios centro da Premier League. Nunca foi aquele jogador que brilhou do ponto de vista de golos e assistências, mas foi - e é - um recuperador de bolas nato, um líder que equilibra a equipa, que luta, um capitão. No fantasy, e com tanto bom jogador por onde escolher, é complicado apostar em jogadores que não sejam garantias de pontos mas, embora Jedinak tenha 2 dos seus 3 golos esta época marcados de grande penalidade, é possível que em breve o vejamos a transcender-se e a surpreender na meia distância. Pensando apenas no jogo com o combalido e desorientado Sunderland, e uma vez que entre Zaha, Bolasie e Puncheon não se sabe quem Warnock "sentará", Jedinak emerge como uma boa escolha - tem a função de marcar penalties, aparece bem na área nos livres indirectos e cantos. Mais arriscado do que Mahrez, mas igualmente barato.

 Christian Benteke - Aston Villa - 7.9

    Christian Benteke regressou da sua lesão e vai para o seu 4.º jogo consecutivo, ainda não marcou, mas o Aston Villa precisa e muito que ele rapidamente recupere o ritmo e ganhe confiança porque a equipa de Paul Lambert não marca há 5 (!) jogos consecutivos. Desde a inesperada vitória em Anfield que o Aston Villa só perde (é certo que entretanto apanhou Chelsea, Arsenal, Manchester City e Everton) e precisamente por isso a recepção ao irregular Tottenham é um bom momento para Benteke despertar do seu sono profundo. Os mais atentos já terão notado que o padrão exibicional de Benteke em terras de Sua Majestade o faz render mais a partir de Janeiro, mas - embora o Tottenham até seja favorito - pode ser que o Aston Villa volte a conseguir marcar nesta jornada, e que Christian Benteke seja o homem-golo.


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Desta vez, e ao contrário dos últimos tempos, a nossa recomendação não recai em Fraser Forster. Embora o GR dos saints até possa não sofrer qualquer golo em casa do Hull.. Em todo o caso o "carote" Thibaut Courtois (6.0) parece a opção mais consensual, embora Julian Speroni (5.0) seja mais barato e igualmente interessante. Contra o argentino há apenas o facto de não ser dado como 100% garantida a sua titularidade, depois de ter saído lesionado no jogo com o WBA.

- Defesas: Com Chelsea e Arsenal a receberem QPR e Burnley respectivamente, os seus defesas parecem à partida opções seguras. Por isto mesmo os laterais Branislav Ivanovic (7.3) e Filipe Luís (5.4) podem dar bons pontos - Ivanovic cumpriu o seu castigo na taça da liga, enquanto que o lateral ex-Atlético Madrid é bastante mais barato mas tem contra si o facto de Azpilicueta ameaçar a sua titularidade a curto-prazo. Nos gunners o jovem Callum Chambers (4.6) mantém-se extremamente atractivo considerando o seu preço. Não destacamos Baines e Coleman porque o fizemos recentemente mas, embora o Swansea possa criar problemas com Bony e Sigurdsson, já se sabe que com os laterais do Everton há possibilidades de pontos nos 2 lados do campo.

- Médios: Falaríamos de Diamé (Hull) mas o seu recuo com a introdução de Ben Arfa ou Brady à frente do miolo nuclear tornou-o menos apetecível, e Bruce poderá ter piorado a produção ofensiva da sua equipa. Para além dos médios que já referimos (Ramsey, Cazorla e Barkley incluídos) não se inibam em colocar Ángel Di María (10.2) na sua visita ao rival Manchester City; há menos segurança em prever exibições no Hull-Southampton e Stoke-West Ham, mas com o momento ascendente do Newcastle coloquem Rolando Aarons (5.0) no vosso bloco de notas. Que é como quem diz, na Watchlist.

- Avançados: Não há grande ciência - Diego Costa (10.8) deverá ser titular contra o QPR e tem tudo para premiar quem o manteve na sua equipa; Graziano Pellè (8.3) respira confiança por todos os poros; Sergio Agüero (12.6) costuma aparecer bem contra o Manchester United, embora precise que Silva e Touré joguem. E sim, ainda há Berahino e Enner Valencia (que poderá beneficiar com o facto de Diafra Sakho poder eventualmente não jogar este fim-de-semana).

23 de outubro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 9

Fantasy Premier League - Mais um fim-de-semana, mais futebol, mais Premier League. A nona jornada da liga inglesa tem um destaque maior que todos os outros: Manchester United-Chelsea. As dúvidas em torno de Diego Costa, a fragilidade defensiva do United, o virtuosismo de Di María e o arranque avassalador e competente do Chelsea são ingredientes que só aumentarão as atenções do jogo cabeça-de-cartaz.
    Recapitulando a 8.ª jornada, os destaques são fáceis de recordar. Foi a jornada dos 8-0 do Southampton ao Sunderland em que Dusan Tadic perfez 23 pontos (1 golo e 4 assistências) e Pellè deu sequência ao seu bom momento com 2 golos e 1 assistência. Kun Agüero foi outra das figuras da jornada com um póker diante do Tottenham e a defesa do Everton compensou dos 2 lados do campo: Jagielka e Coleman marcaram, Baines assistiu por duas vezes - os três não sofreram, e os três tiveram bónus. A jornada foi boa também para Oscar, Alexis Sánchez e novamente Diafra Sakho.
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Mantendo a prática de tentar não recomendar os mesmos jogadores num curto espaço de tempo, ficam de fora no lote abaixo jogadores como Kun Agüero, Graziano Pellè ou Leighton Baines, sugeridos nas últimas semanas. Conhecendo Mourinho e tendo em conta o que aconteceu com Diego Costa antes do Everton-Chelsea, é bem provável que o avançado espanhol de origem brasileira vá a jogo com o Manchester United. São então estes os nossos palpites:

 Eden Hazard - Chelsea - 9.9

    O fantástico começo do Chelsea deveu-se em grande parte à sociedade Fábregas-Diego Costa, mas quer-nos parecer que a curto-prazo muitos serão os jogadores de Fantasy que irão arranjar espaço para o belga Hazard nas suas equipas. Com Diego Costa ainda em dúvida para o espectacular jogo em Old Trafford o homem-golo e principal desequilibrador do Chelsea será invariavelmente o extremo esquerdo. A defesa do Manchester United tem estado mal, Old Trafford já não é santuário que foi nos tempos de Sir Alex, e Eden Hazard, depois de um arranque mais tímido do que o normal, tem tudo para explodir a nível interno no espaço das próximas 4 jornadas. E não se esqueçam, Hazard fez 190 e 202 pontos no Fantasy nas duas últimas épocas. Apenas 14.3% de jogadores têm Hazard: um dado demasiado relevante para ser ignorado.


 Dusan Tadic - Southampton - 7.6

    No início de época indicámos Dusan Tadic, o sucessor natural de Adam Lallana, como o jogador do qual esperávamos mais neste Southampton 14/ 15. O excelente arranque de Pellè, Clyne e mesmo de Schneiderlin ofuscou o extremo sérvio mas o seu jogo nos históricos 8-0 (nos quais fez 1 golo e 4 assistências) despertou o comum dos mortais para o seu talento. Tadic catapultou-se para junto de Fábregas com 7 assistências no campeonato, ele que foi o jogador que mais passes para golo fez na Eredivisie 2013/ 14. O Southampton-Stoke será um jogo mais complicado, no qual os saints devem manter os pés no chão e a cabeça no lugar, mas um golo cedo pode ser o catalisador para uma equipa cuja moral está nas nuvens. Se Pellè é o homem-golo de Koeman, Tadic (com o tempo Mané evoluirá e passará a dividir funções) é o jogador no qual os colegas põem a bola para decidir a jogada no penúltimo toque. As próximas jornadas são favoráveis ao homem que somou 23 pontos frente ao Sunderland, e mesmo depois - quando chegar a sequência M. City (casa), Arsenal (fora), M. United (casa) podem continuar a esperar números porque Dusan é o tipo de jogador cuja chama aumenta nos jogos grandes.


 Seamus Coleman - Everton - 6.9

    O Everton começou mal a Premier League mas é provável que a coisa vá ao sítio com o passar das próximas jornadas. Os toffees são uma das equipas com melhor calendário a médio-prazo e os regressos de Seamus Coleman e Ross Barkley surgiram em boa hora. A defesa tem finalmente condições para serenar, e o ataque funcionará melhor com Barkley (é natural que Lukaku comece a marcar mais golos). Uma vez que Leighton Baines (7.1) foi por nós sugerido recentemente, ele que já leva 1 golo e 5 assistências nesta edição, optámos por destacar Seamus Coleman. O irlandês, que voltou da sua lesão logo com 1 golo contra o Aston Villa, e que pôde descansar na Liga Europa, vai apresentar todo o seu fulgor no terreno do Burnley. A seu favor Coleman tem 2 coisas: em primeiro lugar, o Burnley é por esta altura o pior ataque do campeonato (4 golos marcados em 8 jogos, tal como o A. Villa) e em segundo lugar o flanco esquerdo defensivo da equipa recém-promovida tem-se revelado bastante permeável - o que têm em comum Ivanovic, Nathan Dyer, Gamboa, Mahrez e Jenkinson? Todos pontuaram bem contra o Burnley e todos actuam no flanco direito.

 Saido Berahino - West Bromwich - 5.7

    
Berahino, e também Diafra Sakho, têm sido 2 jogadores com excelente relação pontuação/preço. Se no caso de Sakho isso nos surpreendeu, não podemos dizer o mesmo relativamente a Berahino. Numa equipa que apontámos inicialmente aos lugares de descida, logo na nossa antevisão deixámos bem patente a nossa fé no jovem prodígio inglês, desde que lhe fossem dados minutos. Alan Irvine foi sensível ao talento de Berahino e o jovem avançado já leva 6 golos em 8 jogos. Com instinto finalizador, e a melhorar a olhos vistos a forma como protege a bola e a capacidade de se antecipar aos defesas, a recepção ao Crystal Palace parece um bom cenário para Saido brilhar, até porque 5 dos seus 6 golos foram marcados em casa. Será que Hodgson vai estrear Berahino na Selecção principal nos próximos compromissos internacionais?

 Christian Eriksen - Tottenham - 7.8

    Embora tenha sido o belga Chadli a roubar os holofotes no arranque de época dos spurs, em princípio as próximas jornadas devem elevar Eriksen e Erik Lamela (7.8) 
ao estatuto de principais estrelas do conjunto de Pochettino. O calendário dá ao treinador razões para sorrir, e nesse sentido - para quem queira fugir às opções mais cliché como Di María, Fábregas, Sigurdsson, Tadic, Hazard e Sterling, os 2 craques do Tottenham são opções a considerar. O mágico dinamarquês, de fino recorte técnico, cobra bolas paradas, marcou nas 2 últimas jornadas e podem-se continuar a esperar números - golos e, finalmente, assistências.

Outras Opções:
- Guarda-Redes: As nossas duas sugestões para a jornada passada - Forster e Hart - estiveram bem. Um não sofreu golos e o outro sofreu mas defendeu uma grande penalidade. Para esta jornada Fraser Forster (5.1) volta a ser a melhor opção, ou não fosse ele o guardião da melhor defesa do campeonato (5 golos sofridos em 8 jogos). Nos outros jogos, com o Everton a "ir ao sítio" graças aos regressos de Coleman e Barkley, talvez Tim Howard (5.4) comece a conseguir umas clean sheets ; e de resto Lloris e Fabianski não serão opções descabidas, enquanto que no WBA fica a dúvida se a baliza estará entregue a Forster ou Myhill.

- Defesas: Com Tadic a bascular entre os dois flancos, e com os colegas de equipa a darem muita bola ao sérvio (certamente o farão depois da sua exibição contra o Sunderland), as combinações deste com os laterais Ryan Bertrand (5.4) e Nathaniel Clyne (5.5) são prometedoras. Andre Wisdom (4.1) e Neil Taylor (4.7) são as "pechinchas" da jornada em termos defensivos, e veremos se é desta que o Liverpool consegue não sofrer golos. Dejan Lovren (5.3) e Skrtel têm que se tornar a muralha que podem ser. Se o 0-3 diante do Real Madrid deixou feridas por sarar, só saberemos este Sábado e Diamé poderá ter algo a dizer sobre isso.

- Médios: Acima já foram apresentados um razoável conjunto de médios, e por isso resta apenas acrescentar que no Liverpool-Hull há 3 jogadores para acompanhar: Raheem Sterling (9.0) precisa de um grande jogo e da serenidade e consistência da sua equipa para voltar a ganhar confiança, embora o rápido driblador inglês esteja a ter melhores exibições do que os seus números demonstram; Adam Lallana (8.4), introduzido por Rodgers aos 45' do jogo contra o Real Madrid poderá ser uma carta forte do treinador para esta jornada; do outro lado Mohamed Diamé (5.5) tem estado on fire e é uma opção bastante válida para 5.º médio em qualquer plantel de Fantasy. Certo é que o Liverpool precisa de Sturridge, e o jogo desta jornada poderia ser um bom momento para dar uma oportunidade a Markovic. A jornada poderá ainda ser boa para Aaron Ramsey (8.8) regressar às grandes exibições, num estádio onde já bisou e contra uma equipa psicologicamente combalida; e no Swansea-Leicester o rumo do jogo passará em grande parte, mais uma vez, por Sigurdsson.

- Avançados: Neste momento é praticamente certo que todos os jogadores de Fantasy sonharão em ter um trio formado por 3 de 4 avançados - Kun Agüero, Diego Costa, Graziano Pellè e Saido Berahino. A lesão de Diego Costa tem causado grandes dúvidas a muita gente, e Kun Agüero (12.5) - num momento absolutamente fantástico - é o natural sucessor do avançado da Espanha em muitas equipas. Pensando nesta jornada em específico, temos curiosidade em ver o que fazem Welbeck, Lukaku e quem leva a melhor no duelo de 2.ª feira entre Charlie Austin (ou Eduardo Vargas?) e Christian Benteke. Benteke tem que aparecer porque o Aston Villa (pior ataque do campeonato a par do Burnley, com 4 golos marcados) bem precisa.

17 de outubro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 8

Fantasy Premier League - Depois de uma paragem para os jogos internacionais, os corações dos adeptos da Premier League podem finalmente serenar, porque a acção regressa este Sábado. A jornada 8 arranca com um Manchester City-Tottenham e terminará apenas na noite de 2.ª feira com o Manchester United a visitar o West Bromwich.
    Na jornada transacta, jogada a 4 e 5 de Outubro, Steven Fletcher foi quem mais pontuou. O avançado do Sunderland bisou, assistiu e garantiu por isso mesmo um bónus 3 frente ao Stoke. Ángel Di María voltou a estar endiabrado, conseguindo 1 golo e 1 assistência (um registo que conseguiu por 3 vezes nas últimas 4 jornadas). Riyad Mahrez, jogador no qual acreditávamos bastante no começo desta época, evidenciou-se finalmente diante do Burnley e Jordan Henderson e Papiss Cissé (segundo bis da temporada) destacaram-se também.
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Como sempre, destacar Diego Costa e Di María é redundante, e não referiremos com grande destaque Welbeck ou Baines porque recentemente o fizemos. Juntem então ao bloco de notas:

 Graziano Pellè - Southampton - 7.9

    O calendário do Southampton é, no plano teórico, uma maravilha e Pellè, motivado ainda por cima pela sua estreia (com 1 golo) na selecção italiana, é por isso mesmo um jogador ao qual será difícil resistir. Embora o Sunderland se encontre motivado pela vitória por 3-1 frente ao Stoke, a equipa de Fletcher e Wickham encontrará um Southampton que tem justificado plenamente o seu 3.º lugar e que procurará manter-se no pódio durante mais algumas jornadas. Espera-se um meio-campo trabalhador e intenso, muita profundidade oferecida pelos laterais Clyne e Bertrand, e na frente Tadic e Mané (ou Long) deverão apoiar o letal Graziano Pellè, ponta de lança maduro, já com 4 golos e muita fome de voltar a festejar.


 David Silva - Manchester City - 9.1

    Há poucos jogadores na Premier League tão perfeitos quanto David Silva. Tendencialmente apontamos o jogador perfeito como o jogador que não falha em nada, o completo 8 que equilibra a equipa e liga sectores, mas a verdade é que quando se passeiam pelo campo jogadores mágicos e de elevado recorte técnico com a regularidade de David Silva, a perfeição está ali. Qual Iniesta, David Silva é sempre uma dor de cabeça para os adversários - inteligente a movimentar-se, a proteger a bola e a driblar com o corpo, com uma criatividade capaz de inventar a linha de passe que nem quem está na bancada imagina, coleccionando passes de morte e finalizando quando é preciso. Nas próximas jornadas, e já contra o Tottenham, Silva é bem capaz de voltar a ser o joker deste Manchester City, o elemento que destrói o adversário com a sua elegância, servindo Agüero e Dzeko. Apenas os números não têm reflectido a gigante importância do pequeno espanhol no início de época dos citizens.


 Papiss Cissé - Newcastle - 5.9

    Muitos se recordarão daquele final de época de 2011/ 12 em que Papiss Cissé, recém-chegado ao Newcastle, amealhou num ápice 13 golos, marcando de todas as maneiras e feitios. Daí para cá o rendimento do senegalês foi caindo mas Papiss já deu sinais de estar a acordar esta época - salvou o Newcastle em 22 minutos bisando contra o Hull City, e tramou o Swansea voltando a bisar. A recepção ao Leicester promete ser um jogo animado e aberto, e Cissé é um predador pronto para beijar o relvado antes de agradecer aos céus o golo marcado. 

 Gylfi Sigurdsson - Swansea - 6.8

    Não gostamos de referir muitas vezes Sigurdsson por ser um jogador que desde a 1.ª jornada antecipávamos que viesse a ter o excelente rendimento que está a ter. O islandês (melhor marcador da qualificação para o Euro 2016 a par de Lewandowski e Damari), herói nacional depois de bisar contra a Holanda, tem apresentado uma regularidade brutal esta época, e conseguido estatísticas de craque - 1 golo e 6 assistências nas 7 primeiras jornadas da liga inglesa. Sigurdsson é um perigo à entrada da área, com a sua meia distância ou a sua capacidade de passe, e não estranhem quando o islandês subir os seus números em termos de golos marcados.

 Riyad Mahrez - Leicester City - 4.9

    O argelino Mahrez demorou, perdeu inclusive o seu espaço na equipa a dada altura, mas acordou na última jornada diante do Burnley. Em 71 minutos (já não estava em campo quando o Burnley empatou o jogo no último minuto) marcou, assistiu e deixou os adversários tontos com os seus recursos técnicos. O calendário podia ser melhor para o Leicester - que se tem mostrado incomparavelmente superior no seu estádio, comparativamente com fora de portas - mas Mahrez é o tipo de jogador que não encolhe os ombros e será em jogos com conjunturas desfavoráveis que irá driblar problemas e encontrar soluções.


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Até pelo excelente calendário que o Southampton tem, Fraser Forster (5.1) é indiscutivelmente a melhor opção para as jornadas que se avizinham. Pensando apenas nesta 8.ª jornada, Tim Howard (péssimo início de época da defesa do Everton) ainda não merece a confiança, Berahino pode tramar De Gea, mas talvez seja complicado o Tottenham marcar a Joe Hart (6.0).

- Defesas: Mantendo o raciocínio de Forster, Ryan Bertrand (5.3) e José Fonte (5.5) podem ser opções interessantes.. Mas o mesmo poderíamos dizer de Clyne e Alderweireld. As ausências no Arsenal poderão tornar o Arsenal-Hull mais equilibrado, tendo o Arsenal uma defesa mais permeável. De Leighton Baines (7.0) é melhor esperar pontos junto à área contrária, Vincent Kompany (6.5) pode continuar a educar Mangala e um Crystal Palace-Chelsea parece o jogo certo para John Terry (6.4).

- Médios: Para além de Di María, Silva e Sigurdsson, foquem a atenção em James Milner (5.3), Dusan Tadic (7.5), Alexis Sánchez (10.3), Adam Lallana (8.4) e é difícil ignorar o bom momento de Stewart Downing (5.6). Diamé está em grande, veremos se consegue manter o nível no Emirates Stadium.

- Avançados: Seria ouro sobre azul Daniel Sturridge regressar neste fim-de-semana (bem que o Liverpool precisa dele) e os adeptos dos red devils, embora agora tenham Falcao, desejarão que van Persie consiga na 2.ª feira um jogo ao seu nível de 2011/ 12 ou 2012/ 13. Agüero, Dzeko, Diego Costa e Welbeck são fortes candidatos a fazer golos, mas será determinante para o Everton que Romelu Lukaku (9.0) esteja em dia sim neste Sábado contra o Aston Villa.