Aproximamo-nos do fim da nossa análise aos 12 grupos que formam o maior campeonato do mundo de sempre continua. 48 equipas e 1.248 jogadores lutarão nos EUA (78 jogos), no México (13) e no Canadá (13) para erguer no dia 19 de Julho o troféu mais cotado da modalidade. À boa maneira americana, com uma atração incontrolável pelas grandezas, o Mundial 2026 terá 104 jogos, o que representa um aumento de 40 partidas em relação às 64 de formatos anteriores.
Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
Com jogos desde as 17 ou 18 horas (hora portuguesa) até, em alguns casos, às nossas cinco da manhã, preparem-se os bravos dispostos a ver toda a competição, porque além da sujeição ao fuso horário, podemos esperar jogos interrompidos ou adiados umas horas (o Mundial de Clubes de 2025 serviu de tubo de ensaio), o que poderá impedir o adepto que estiver a ver um Áustria-Jordânia iniciado às 5h, de se deitar às 7h da manhã como pretendido. Em campo, as temperaturas podem fazer suar (para lá do expectável) os corpos menos acostumados, e a alta carga de jogos acumulados por muitos jogadores pode traduzir-se, em muitos casos, num ritmo mais baixo e numa tentativa de através do controlo "abafar" correrias e jogos partidos. Basicamente, se és jogador, boa notícia se o jogo é em Los Angeles ou Vancouver, má notícia se vais jogar em Miami, Dallas ou Monterrey.
Nestes 12 artigos, propomos um olhar global sobre cada grupo. Vamos puxar a cassete atrás e recordar o caminho da qualificação de cada uma das equipas, identificar forças e fraquezas de cada seleção, projetar os onzes iniciais - e que variantes ou nuances podem surgir ao longo do próximo mês, sendo quase certo que as equipas que vão chegar mais longe serão as que vão "aprender" mais sobre si próprias, sobre as outras, e ajustar na medida certa. Iremos tentar lançar até que fase pode chegar cada uma das seleções (um exercício ultra falível quando há o fator adicional de encontrar os 8 melhores terceiros) e que jogadores vão brilhar. Este é um Mundial para o qual não se qualificaram estrelas como Kvaratskhelia, Lewandowski, Szoboszlai e os italianos Donnarumma, Dimarco e Tonali; falham a prova por lesão nomes como Fermín López, Karl, Rodrygo, Estêvão, Xavi Simons, Panichelli, Kudus ou Ekitiké e por opção dos respetivos selecionadores Camavinga, João Pedro, muitos ingleses (Trent, Foden, Gibbs-White ou Cole Palmer), Mateus Fernandes e Mika Godts.
Grupo H é o grupo da favorita Espanha. A campeã europeia de 2024 chega aos EUA talvez como a seleção com mais estatuto e melhor reunião de ingredientes para se sagrar campeã: tem uma identidade profundamente assimilada, um craque estratosférico (Lamine Yamal) e o facto de controlar tão bem a bola e o ritmo das partidas pode revelar-se componente de enorme importância no tipo de competição que esperamos que seja este Mundial. Mas também há imperfeições ou indefinições que, se (des)alinhados todos em simultâneo, podem precipitar uma saída bem mais cedo do que a final de 19 de Julho.
Se nos pedissem para dizer uma equipa dos 12 grupos que ficará garantidamente em 1º no seu grupo, diríamos a Espanha, tal é a diferença para Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde. Os sul-americanos já tiveram melhores gerações mas têm o apelativo fator Marcelo Bielsa, e a decisão do 3º lugar deve fazer-se entre sauditas e os tubarões azuis, sendo este o primeiro Mundial da seleção africana.
Curiosidade chocante número 1: desde 1930, nunca um selecionador estrangeiro venceu um Mundial. Uma boa notícia para esta Espanha, para a França e para a Argentina, e uma má notícia para Portugal, Inglaterra ou Brasil. Curiosidade chocante número 2: a Espanha não vence um jogo da fase a eliminar de um Mundial desde 2010, há 16 anos.
A dinheiro apostaríamos Espanha ou França como campeã do mundo, mas sem nada em cima da mesa e como temos dúvidas quanto à condição física em que se apresentarão 3 jogadores decisivos, divertimo-nos a imaginar assim o caminho das seleções do Grupo H:
1. ESPANHA 
(Previsão: Eliminada nos oitavos por Portugal)
- Guarda-Redes: Unai Simón (Athletic Bilbao), David Raya (Arsenal), Joan García (Barcelona)
- Defesas: Marcos Llorente (Atlético Madrid), Pedro Porro (Tottenham), Marc Pubill (Atlético Madrid), Pau Cubarsí (Barcelona), Eric García (Barcelona), Aymeric Laporte (Athletic Bilbao), Marc Cucurella (Chelsea), Álex Grimaldo (Bayer Leverkusen)
- Médios: Rodri (Manchester City), Martin Zubimendi (Arsenal), Pedri (Barcelona), Fabián Ruiz (PSG), Gavi (Barcelona), Mikel Merino (Arsenal), Álex Baena (Atlético Madrid)
- Extremos/ Avançados: Lamine Yamal (Barcelona), Dani Olmo (Barcelona), Nico Williams (Athletic Bilbao), Víctor Muñoz (Osasuna), Yéremy Pino (Crystal Palace), Mikel Oyarzabal (Real Sociedad), Ferran Torres (Barcelona), Borja Iglesias (Celta Vigo)
Selecionador: Luis de la Fuente
Baixa: Fermín López
Forças: Uma verdadeira equipa, que sabe sempre o que fazer com a bola; Nenhuma outra seleção replica tamanha química entre os seus jogadores, que jogam de olhos fechados e de acordo com uma matriz de jogo assimilada, que todos os jogadores seguem religiosamente e sem egos; Lamine Yamal tem 18 anos mas é candidato à próxima Bola de Ouro, e pode garanti-la nesta competição; Ver jogar Pedri é sempre uma delícia.
Fraquezas: de la Fuente não deve retirar Unai Simón da baliza, e tanto Raya como Joan García são superiores; Três jogadores-chave (Rodri, Yamal e Nico) chegam ao Mundial num estado físico dúbio, devendo inclusive Yamal ser poupado/gerido nos primeiros jogos; A melhor coisa da Espanha de 2024 foi a forma como acrescentou ao domínio do tempo e do espaço o atrevimento e rasgo de Yamal e Nico nos flancos, e a insistência nesses movimentos e acelerações, em relvados que podiam ser melhores e em jogos que podem ter mais pausas do que recomendável, pode fazer reincidir lesões, se não forem totalmente curadas.
Equipa-Base (4-3-3): Unai Simón; Llorente (Porro), Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Pedri, Fabián Ruiz; Lamine Yamal, Nico Williams, Oyarzabal (Ferran)
Não há segredos. Toda a gente sabe como a Espanha vai jogar, e ninguém pode dizer com convicção que tenha um antídoto bem pensado. A eliminação, surpreendente e precoce, que apontamos para a Espanha estaria dependente de Portugal vacilar no seu grupo e terminar em 2º, sendo Nuno Mendes um dos mais eficazes medicamentos anti-Yamal.
Sem jogadores do Real Madrid e com 8 jogadores do Barcelona na convocatória, La Roja apresentar-se-á sempre no seu 4-3-3, que deve continuar a ter Rodri, Pedri e Fabián Ruiz no miolo. No ataque, Oyarzabal e Ferran Torres disputarão a posição 9 e a presente lesão de Yamal deve permitir a alguém como Dani Olmo arrancar a fase de grupos como titular.
Do meio-campo para trás, há mais dúvidas. Unai Simón tem a ameaça de dois super guarda-redes, Raya e Joan García, e no quarteto defensivo Cucurella e Laporte continuam, mas Carvajal e Le Normand não foram chamados, podendo Marcos Llorente e Cubarsí preencher essas vagas.
Destaques Individuais (Previsão):

Não nos ocorre um jogador que tenha chegado com 18 anos, ao seu primeiro Mundial, com o estatuto que Lamine Yamal tem. O extremo direito do Barça é um dos grandes jogadores da atualidade, e a sua introdução in media res na competição será um dos eventos mais aguardados. Com uma eventual Bola de Ouro como última estação deste percurso, muito do que a Espanha faça neste Mundial dependerá de Yamal conseguir surgir ou não a 100%.
Numa Espanha onde Rodri e Fabián Ruiz viveram épocas a meio gás, Pedri é a garantia absoluta de tudo o que a Espanha tem de bom. O legítimo herdeiro de Iniesta e Xavi será sempre um dos candidatos ao 11 do torneio e, até, a jogador da competição.
Perante a falta de um número 9 indiscutível, sobem ao palco Mikel Oyarzabal e Ferran Torres. Jogadores de perfis diferentes, mas tendo em comum o facto de não serem de todo avançados típicos, têm um bom registo recente quando representam as cores do seu país. Como temos dúvidas na defesa e torcemos para que haja mudança de titular na baliza, preferimos falar também de Fabián Ruiz: em 2024 poucos o adivinhavam como titular e acabou por ser um dos principais destaques na Alemanha. Tem um estatuto para defender.
2. URUGUAI 
(Previsão: Eliminado nos 16-avos pela Argentina)
(Previsão: Eliminado nos 16-avos pela Argentina)
- Guarda-Redes: Fernando Muslera (Estudiantes), Sergio Rochet (Internacional), Santiago Mele (Monterrey)
- Defesas: Guillermo Varela (Flamengo), Ronald Araújo (Barcelona), José María Giménez (Atlético Madrid), Santiago Bueno (Wolves), Sebastián Cáceres (Club América), Matías Viña (River Plate), Mathías Olivera (Nápoles), Joaquín Piquerez (Palmeiras), Maxi Araújo (Sporting)
- Médios: Manuel Ugarte (Manchester United), Emiliano Martínez (Palmeiras), Fede Valverde (Real Madrid), Rodrigo Bentancur (Tottenham), Nicolás de la Cruz (Flamengo), Juan Sanabria (Real Salt Lake), Giorgian De Arrascaeta (Flamengo)
- Extremos/ Avançados: Rodrigo Zalazar (Braga), Facundo Pellistri (Panathinaikos), Agustín Canobbio (Fluminense), Brian Rodriguez (Club América), Rodrigo Aguirre (Tigres), Federico Viñas (Real Oviedo), Darwin Núñez (Al Hilal)
Forças: Bielsa é Loco mas é uma inspiração em forma de treinador; Se os níveis de intensidade e agressividade forem mantidos nos limites certos, pode ser uma das seleções menos aborrecidas para os espectadores e mais irritantes para os oponentes.
Fraquezas: Perspectiva do 2º do Grupo H cruzar logo na fase seguinte com o 1º do Grupo J (salvo surpresa, Argentina) pode ditar um percurso curto; Este Uruguai não é a máquina de fazer golos dos tempos de Suárez, Forlán ou Cavani, e precisará do melhor Darwin possível.
Equipa-Base (4-3-3): Rochet (Muslera); Varela, R. Araújo, Cáceres (Giménez), Olivera; Ugarte, Valverde, Bentancur; Zalazar (Canobbio), Darwin, Maxi Araújo
Guardiola, Simeone, Pochettino, Sampaoli. A lista de treinadores que "beberam" dos ensinamentos de Marcelo Bielsa é extensa e, só por isso, é quase uma questão de respeito pelo Futebol ver os jogos deste Uruguai.
Com um ponto de partida bem menos complicado do que o seu Leeds United, por exemplo, este Uruguai tem alguns traços que já estão bem definidos, mas precisa ainda de aprimorar dinâmicas e perceber melhor qual a melhor opção em uma ou duas zonas do campo.
A defesa é dura e o trio de médios (Ugarte, Valverde e Bentancur) oferece garantias, podendo Valverde arriscar ainda mais na meia distância e aventurar-se em zonas que nem sempre pode pisar no Real. Darwin Núñez está algo desligado dos golos, mas pode-se interpretar que é o facto de estar exilado na Arábia Saudita que terá apagado a sua chama. Este Mundial é a oportunidade de se voltar a apaixonar pelo futebol e, quem sabe, garantir uma viagem de regresso para a Europa.
Destaques Individuais (Previsão):

Federico Valverde é um dos melhores médios do mundo. E este é o seu Uruguai. Talismã e com impressão digital em tudo o que de melhor La Celeste tem, estamos entusiasmados para o ver a tentar golaços do meio da rua, e ninguém faz um hat-trick ao Manchester City sem ter uma boa relação com as balizas contrárias.
Numa seleção em que pode faltar golo, Darwin Núñez terá que corresponder. Apesar de ser tecnica e fisicamente o ponta de lança mais capacitado (Viñas e Aguirre são a sua concorrência), o dianteiro do Al-Hilal tem mesmo que fazer pela vida para não perder o lugar.
No flanco esquerdo, Maxi Araújo deve ser extremo e não lateral como no Sporting, e este Mundial pode servir de prova dos 9 para os vários emblemas que ficaram com ele debaixo de olho na Champions. De Arrascaeta ainda regressa de lesão, o que pode permitir a Zalazar ou Canobbio serem titulares, e Ronald Araújo (temos a sensação que sempre que o vemos jogar, ou é expulso, ou se lesiona ou faz uma asneira) tem aqui um conjunto de jogos para estar focado e contribuir pacificamente para uma defesa assertiva.
3. CABO VERDE 
- Guarda-Redes: Vozinha (Chaves), Márcio Rosa (Montana), CJ dos Santos (San Diego)
- Defesas: Wagner Pina (Trabzonspor), Steven Moreira (Columbus Crew), Diney Borges (Al Bataeh), Kelvin Pires (SJK), Logan Costa (Villarreal), Stopira (Torreense), Roberto Lopes (Shamrock Rovers), Sidny Lopes Cabral (Benfica)
- Médios: João Paulo (FCSB), Kevin Pina (Krasnodar), Laros Duarte (Puskás Akadémia), Deroy Duarte (Ludogorets), Yannick Semedo (Farense), Jamiro Monteiro (Zwolle)
- Extremos/ Avançados: Jovane Cabral (Estrela da Amadora), Hélio Varela (Maccabi Tel Aviv), Willy Semedo (Omonia), Telmo Arcanjo (Vit. Guimarães), Garry Rodrigues (Apollon Limassol), Ryan Mendes (Igdir FK), Nuno da Costa (Basaksehir), Dailon Livramento (Casa Pia), Gilson Benchimol (Akron Togliatti)
Forças: Grupo unido, com boa vibe e sem grande pressão, pode resultar em exibições acima daquilo que (não) estão "obrigados" nesta estreia em mundiais; Bolas paradas de Sidny Cabral podem fazer a diferença.
Fraquezas: Cabo Verde não tem um super jogador, e alguns dos seus atletas mais cotados chegam aos EUA com 35 ou 36 anos.
Equipa-Base (4-3-3): Vozinha; Wagner Pina (Steven Moreira), Logan Costa, R. Lopes, Sidny Cabral; Kevin Pina, Deroy Duarte, J. Monteiro; Jovane Cabral, Ryan Mendes, Livramento
No quarteto defensivo dos tubarões azuis, o principal contra é o facto de Logan Costa, o melhor central, só ter voltado a competir recentemente após longa paragem. O lado direito será disputado por Steven Moreira e Wagner Pina, mas do lado esquerdo Sidny Cabral quererá deixar o seu país orgulhoso e mostrar que o Benfica fez mal em vendê-lo à primeira proposta (Trabzonspor) que apareceu.
O meio-campo terá 2 soldados e um criativo (Jamiro Monteiro), e na frente Ryan Mendes será titular garantido. Mesmo com 36 anos, é um jogador que se confunde com Cabo Verde, tendo estado sempre presente em todas as páginas da última década.
Destaques Individuais (Previsão):

Com 98 internacionalizações e 22 golos marcados, Ryan Mendes bem que merece chegar à centena de jogos pelo seu país num Mundial. Aos 36 anos, o capitão de Cabo Verde vai fazer História à sua maneira, e depositamos fé nele para deixar o seu nome na lista de marcadores.
Vendido pelo Benfica ao Trabzonspor, Sidny Lopes Cabral é exatamente o tipo de jogador que qualquer clube inteligente não venderia antes de um Mundial. Aparentemente desacreditado na Luz, ou "condenado" por um gesto de embaixador inocente, o lateral/ala só pode valorizar nos EUA, e numa altura em que tantos clubes ingleses, alemães e italianos estão mais e mais obcecados com cantos e livres, a excelente batida de Sidny na bola é coisa para atrair o interesse de muita gente.
Não incluímos Logan Costa por ainda estar a voltar a competir, e é Jamiro Monteiro quem pode fazer a diferença no frente-a-frente com a Arábia Saudita. Através do corredor central, será com o seu radar que os seus colegas serão descobertos e isolados.
4. ARÁBIA SAUDITA 
- Guarda-Redes: Nawaf Al-Aqidi (Al Nassr), Moha Al-Owais (Al Ula FC), Ahmed Al-Kassar (Al Qadisiyah)
- Defesas: Saud Abdulhamid (Lens), Abu Al-Shamat (Al Qadisiyah), Nawaf Boushal (Al Nassr), Ali Majrashi (Al Ahli Jeddah), Abdulelah Al-Amri (Al Nassr), Ali Lajami (Al Hilal), Jehad Thakri (Al Qadisiyah), Hassan Tambakti (Al Hilal), Ayman Yahya (Al Nassr), Hasan Kadesh (Al Ahli Jeddah), Moteb Al-Harbi (Al Hilal)
- Médios: Ziyad Al-Johani (Al Ahli Jeddah), Abdul Al-Khaibari (Al Nassr), Alaa Hejji (Neom SC), Nasser Al-Dawsari (Al Hilal), Musab Al-Juwayr (Al Qadisiyah), Mohamed Kanno (Al Hilal)
- Extremos/ Avançados: Sultan Mandash (Al Hilal), Salem Al-Dawsari (Al Hilal), Khalid Al-Ghannam (Al Ettifaq), Abdullah Al-Hamdan (Al Nassr), Saleh Al-Shehri (Al Ittihad), Feras Al-Buraikan (Al Ahli Jeddah)
Forças: Os melhores jogadores da Arábia Saudita são melhores do que os melhores jogadores de Cabo Verde, mas isso não quer dizer nada; Determinação em demonstrar que aquela vitória contra a Argentina em 2022 não foi obra do acaso.
Fraquezas: Hervé Renard estava a desenvolver um bom trabalho e o grego Giorgos Donis só começou a trabalhar com estes jogadores há 2 meses; O Sportswashing saudita está a desacelerar, e esse "esvaziar" de aposta na modalidade pode contagiar a seleção.
Equipa-Base (4-3-3): Al-Aqidi; Abdulhamid, Tambakti, Al-Amri, Al-Harbi (Boushal); Kanno, Al-Khaibari, N. Al-Dawsari (Al-Juwayr); Mandash, Al-Buraikan, S. Al-Dawsari
Há pouca documentação para saber em concreto o que vai privilegiar o grego Donis, mas o calendário (Cabo Verde e Arábia Saudita encontram-se na última jornada) pode ser suficiente para que a postura nos 2 primeiros jogos seja bastante defensiva, procurando não deixar crescer muito a diferença de golos negativa, e depois ir all in contra Cabo Verde.
Olhando para o 11 saudita, são vários os jogadores de 2022 que repetem presença. Abdulhamid, Tambakti, Kanno, Al Buraikan e Al-Dawsari estavam todos no onze que derrotou a Argentina por 2-1.
Destaques Individuais (Previsão):

Com uma época bastante abaixo das suas anteriores, até Salem Al-Dawsari, o craque da Arábia Saudita, chega a este Mundial com pouco vigor. Extremo esquerdo de diagonais incisivas, o 10 continua a ser o jogador em que os colegas põem a bola ao minuto 90, à espera que algo aconteça. Mas a idade começa a pesar.
Um rookie em 2022, Saud Abdulhamid impressionou na altura com uma disponibilidade invulgar para fazer todo o corredor direito, num vaivém constante. Desde então, não surpreende que o lateral direito tenha jogado na Roma e no Lens. De todos os jogadores sauditas, é o que consegue apresentar uma "rotação" superior.
No meio-campo, Kanno sobressai com as suas longas pernas, e Al-Khaibari foi um jogador do agrado de Jorge Jesus no Al Nassr, mas talvez seja mais recomendável confiar em Nasser Al-Dawsari, "o outro Al-Dawsari", centrocampista de pé esquerdo e futebol personalizado.




