Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

26 de dezembro de 2016

Os Filmes mais Aguardados de 2017

Alguém se lembra de 2014? Foi o ano de Whiplash, Interstellar, Boyhood, Birdman, The Grand Budapest Hotel, The Theory of Everything, Nightcrawler e Gone Girl. Caramba, o Cinema esteve inspirado.
    2015 foi claramente inferior e 2016 já teve bons filmes - Arrival, Hacksaw Ridge, Hell or High Water, Nocturnal Animals e Swiss Army Man os melhores que vimos, embora ainda nos faltem vários pesos-pesados como Manchester by the Sea, Moonlight, La La Land, Silence e Jackie para podermos fazer um balanço consciente e justo.
    Em relação ao ano que está a chegar, punhamos as coisas desta forma, ainda para mais depois da introdução que fizemos: temos esperança que 2017 seja capaz de rivalizar com 2014 como o grande ano do Cinema recente.
    Os cinemas vão estar cheios. Pelo menos a 14 de Dezembro, quando estrear o episódio VIII de Star Wars. Mas há muito mais. Christopher Nolan explora a II Guerra Mundial; Blade Runner conhece novos horizontes com Denis Villeneuve ao leme; há novos projectos de grandes e bem diferentes realizadores como Paul Thomas Anderson, Darren Aronofsky, Edgar Wright, Alex Garland ou Kathryn Bigelow; Blockbusters de super-heróis (Spider-Man e Guardians of the Galaxy, os mais esperados); peitos que saltam envoltos em comédia em Baywatch; a Bela e o Monstro, a despedida de Hugh Jackman como Wolverine, um filme do criador da série Veep e um regresso ao mundo britânico e sujo do clássico contemporâneo Trainspotting.
    Se este ano teve Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon e Mahershala Ali em todo o lado, no próximo Gyllenhaal continua a parecer omnipresente nos projectos que seleccionámos, acompanhado por Matt Damon e Michael Fassbender. Procurámos misturar o mediatismo dos filmes abaixo apresentados com o seu potencial em termos de qualidade, sendo certo que alguns destes filmes poderão passar para 2018, mediante atrasos na produção. O que é particularmente agradável é que há 1 ano atrás referimos vários filmes que se vieram depois a destacar mas não mencionámos coisas como Manchester by the Sea, Moonlight ou Hacksaw Ridge. Ou seja, para além da lista épica que aqui propomos, haverá projectos que nos estão a passar despercebidos mas que só reforçarão a qualidade da colheita de 2017.


1. Dunkirk (Trailer)
Realizador: Christopher Nolan
Elenco: Tom Hardy, Cillian Murphy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, Harry Styles, James D'Arcy, Aneurin Barnard

    O realizador de Memento, The Prestige, The Dark Knight, Interstellar Inception está de volta. Julho marca a primeira experiência de Nolan na Guerra, e as expectativas são altíssimas. Com banda sonora de Hans Zimmer e Fotografia de Hoyte van Hoytema, 'Dunkirk' promete ser um daqueles filmes que pede mesmo IMAX.
    O currículo e histórico de Nolan é suficiente para acreditarmos que os trailers nunca revelarão demais, e que haverá sempre um cunho especial dado pelo realizador nascido em Londres. O desafio é que desta vez não há twists engenhosos, há sim a prioridade de respeitar e homenagear a História. Mas se Kubrick demonstrou ser um génio em tantos géneros, Nolan quer tentar o mesmo.
    Nas praias de Dunkirk, acompanharemos os Aliados - alguns jovens soldados, entre os quais o músico Harry Styles a estrear-se como actor, e depois 4 nomes que chegavam para assinarmos de olhos fechados este pitch, Tom Hardy, Cillian Murphy, Mark Rylance e Kenneth Branagh. Sobretudo os três primeiros.

2. Blade Runner 2049 (Trailer)
Realizador: Denis Villeneuve
Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto, Mackenzie Davis, Robin Wright, Barkhad Abdi, Ana de Armas, Dave Bautista, David Dastmalchian

    Será que os andróides sonham com ovelhas eléctricas, perguntou-nos Philip K. Dick. Ridley Scott criou um Clássico absoluto da ficção científica em 1982, inspirado na obra do escritor falecido nesse mesmo ano aos 53 anos de idade. Passados 35 anos, Blade Runner volta a ganhar vida e os ingredientes levam a crer que se manterá o tom, num dos poucos reboots que nos parece fazer todo o sentido.
    Denis Villeneuve é um dos realizadores da moda em Hollywood, depois de Arrival, Sicario e Prisoners, e contará com todas as pessoas certas - Roger Deakins na Fotografia, Jóhann Jóhannsson na banda sonora, Ridley Scott como produtor a ver se corre tudo bem, e o elenco... não há palavras. Ryan Gosling será o protagonista, um novo blade runner chamado K que parte em busca do desaparecido Rick Deckard (Harrison Ford). Depois, com Jared Leto, Mackenzie Davis, Robin Wright e a deslumbrante Ana de Armas, a probabilidade falhanço ronda os 0%.

3. Star Wars: Episode VIII
Realizador: Rian Johnson
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Mark Hamill, Oscar Isaac, Benicio del Toro, Domnhall Gleeson, Carrie Fisher, Andy Serkis, Anthony Daniels, Peter Mayhew

    Rogue One entreteve a malta, mas o que os fãs querem é mesmo o Episódio VIII. A primeira boa notícia? Rian Johnson! O realizador de Brick, Looper e daquele que é para muitos o melhor episódio de Breaking Bad, "Ozymandias", já pedia um palco desta dimensão para a sua visão singular; depois do final com Rey a estender o sabre de luz para o exilado Luke Skywalker, e visto que ainda não temos trailers a que nos agarrar, espera-se algo como Luke em modo Yoda, e mais aventuras para Finn e Poe. O episódio VII deixou muitas questões por responder - queremos conhecer melhor Snoke, ver Kylo Ren a percorrer um trajecto interessante como antagonista, e veremos o que o grande reforço Benicio del Toro dará à saga.

4. Baby Driver
Realizador: Edgar Wright
Elenco: Ansel Elgort, Kevin Spacey, Jon Hamm, Lily James, Jon Bernthal, Jamie Foxx

    O realizador de Scott Pilgrim vs. the World e Shaun of the Dead está de regresso, e novamente com uma premissa original e ousada que se arrisca a virar filme de culto. O homem que pôs Michael Cera a combater tudo e todos pela sua Ramona, volta a ter na música uma personagem integrante do imaginário do filme - em 'Baby Driver', Ansel Elgort será Baby, um rapaz que tentará deixar a vida de criminoso no passado depois de se apaixonar por Deborah (Lily James).
    Agora vem a parte arriscada: Baby sofre de tinnitus e por isso toda a acção será coreografada ao ritmo das músicas que ele ouve (Elgort poderá ter uma das melhores personagens de 2017, sobretudo se estiver sempre de headphones postos). Espera-se uma boa colectânea de músicas, e se o conceito não chega, então juntem à coisa Kevin Spacey, Jon Hamm, Jon Bernthal e Jamie Foxx.

5. Mother
Realizador: Darren Aronosky
Elenco: Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Domnhall Gleeson, Michelle Pfeiffer

    Noah não foi nada de especial, mas Aronofsky não deixou por isso de ser o génio atrás de Requiem of a Dream, Black Swan, The Fountain e π. Ver Jennifer Lawrence ao serviço de Aronofsky era um sonho de qualquer cinéfilo, depois do que o realizador conseguiu retirar de Natalie Portman; e entretanto, Aronofsky e Lawrence viraram namorados. Fun fact.
    A premissa é simples: um casal vê a sua relação ser testada quando um conjunto de visitas (não convidadas) interrompe a sua paz e tranquilidade habituais. Javier Bardem, Domnhaall Gleeson, Ed Harris e Michelle Pfeiffer são razões mais do que suficientes para fazer deste um dos melhores elencos do ano vindouro.

6. Projecto Paul Thomas Anderson
Realizador: Paul Thomas Anderson
Elenco: Daniel Day-Lewis

    Não se sabe muito, mas também não era preciso. Supostamente terá o mundo da moda em Londres dos anos 50 como ambiente, e só está ainda Day-Lewis ligado ao projecto (se tivéssemos mais dados, e conhecêssemos outros membros do elenco, surgiria muito provavelmente uns lugares acima). A dupla que criou uma obra-prima com There Will Be Blood volta a unir forças, e não será choque nenhum se estiverem a caminho nomeações para PTA e DDL. Nota: Day-Lewis não tem nenhum filme desde 2012, quando Lincoln lhe valeu o seu 3.º óscar.

7. Annihilation
Realizador: Alex Garland
Elenco: Natalie Portman, Jennifer Jason Leigh, Oscar Isaac, Tessa Thompson, Gina Rodriguez

    Estaríamos atentos a qualquer coisa que fosse o passo seguinte de Alex Garland depois de Ex Machina. Novamente num registo de ficção científica, Garland terá Natalie Portman como protagonista, uma bióloga que embarca numa expedição que não corresponde ao que ela esperava. O elenco tem grandes actrizes - Jennifer Jason Leigh, Tessa Thompson e Gina Rodriguez - e há ainda Oscar Isaac, que talvez vire actor-fetiche de Garland.

8. The Killing of a Sacred Deer
Realizador: Yorgos Lanthimos
Elenco: Colin Farrell, Nicole Kidman, Alicia Silverstone, Bill Camp, Raffey Cassidy

    Yorgos Lanthimos volta a contar com Colin Farrell num filme seu, depois de The Lobster ter corrido às mil maravilhas. Tudo o que a produtora A24 escolhe produzir tem uma razão de existir, e de Lanthimos só se espera algo bizarro, desconfortável mas cheio de mensagem.

9. The Death of Stalin
Realizador: Armando Iannucci
Elenco: Jeffrey Tambor, Steve Buscemi, Rupert Friend, Andrea Riseborough, Olga Kurylenko, Jason Isaacs, Michael Palin

    O criador da série Veep aventura-se num Drama que explora os dias finais da vida de Joseph Stalin e o caos subsequente da sua morte. Sátira política é com ele, e alguém fez um bom trabalho de casting, já agora.

10. You Were Never Really Here
Realizadora: Lynne Ramsay
Elenco: Joaquin Phoenix, Alessandro Nivola, Ekaterina Samsonov

    Desde o perturbador We Need to Talk About Kevin, com Tilda Swinton e Ezra Miller, Lynne Ramsay limitou-se a fazer uma curta. É por isso muito antecipado o seu regresso, que contará com Joaquin Phoenix na pele de um veterano de guerra focado em retirar uma rapariga de uma rede de tráfico sexual. Sim, cheira a Taxi Driver. E nós não nos importamos nada.

11. Okja
Realizador: Joon-ho Bong
Elenco: Jake Gyllenhaal, Tilda Swinton, Lily Collins, Paul Dano, Giancarlo Esposito, Steven Yeun

    Filme Netflix, com a Plan B de Brad Pitt envolvida na produção. O sul-coreano Joon-ho Bong colocou-se nas bocas do mundo quando realizou Snowpiercer e desde aí temos ficado a aguardar pacientemente por novo trabalho - Tilda Swinton volta a colaborar com Bong, mas há ainda Gyllenhaal, Dano, Lily Collins, Giancarlo "Gus Fring" Esposito e Steven "Glen" Yeun. No centro, uma criança chamada Mija que tudo fará para impedir que uma multi-nacional rapte o seu melhor amigo, um animal gigantesco chamado Okja.

12. Suburbicon
Realizador: George Clooney
Elenco: Matt Damon, Julianne Moore, Oscar Isaac, Josh Brolin

    Realizado por Clooney (preferimo-lo claramente atrás da câmara do que como objecto focado), escrito pelos Coen, e com Damon, Moore, Isaac e Brolin. Não é de génio apostar que pode andar nas cogitações dos Óscares 2018.

13. Projecto Kathryn Bigelow
Realizadora: Kathryn Bigelow
Elenco: John Boyega, Jack Reynor, Will Poulter, John Krasinski, Jason Mitchell, Anthony Mackie, Jeremy Strong

    Outro filme com ADN Óscar. Depois de recentemente ter realizado Zero Dark Thirty The Hurt Locker, aquela que é muito provavelmente a realizadora mais prestigiada e aclamada de Hollywood vira atenções para Detroit em 1967. O elenco está cheio de underdogs e jovens talentos.

14. The Snowman
Realizador: Tomas Alfredson
Elenco: Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Val Kilmer, J. K. Simmons, Chloë Sevigny

    Inspirado na obra do norueguês Jo Nesbø, com Fassbender a ser o detective Harry Hole. Conseguirá Tomas Alfredson (Tinker Tailor Soldier Spy) fazer um thriller à la Fincher?

15. Guardians of the Galaxy Vol. 2 (Trailer)
Realizador: James Gunn
Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Bradley Cooper, Vin Diesel, Karen Gillan, Sylvester Stallone, Kurt Russell, Elizabeth Debicki

    O primeiro Guardians of the Galaxy foi sem dúvida um dos melhores filmes de super-heróis da Marvel de que há memória. Por isso mesmo, mas agora com um Groot bebé, faz todo o sentido que haja nova mixtape para Star-Lord e o seu gangue. Sylvester Stallone, Kurt Russell, Tommy Flanagan e Elizabeth Debicki são as novidades, sendo que Russell será Ego, o misterioso pai que Star-Lord nunca conheceu.

16. Mute
Realizador: Duncan Jones
Elenco: Alexander Skarsgard, Justin Theroux, Paul Rudd, Sam Rockwell (rumor)

    Duncan Jones, o senhor a que temos que agradecer por Moon (2009), decidiu fazer uma "sequela espiritual" do filme com Sam Rockwell e a Netflix não perdeu tempo em garantir o filme. Alexander Skarsgard, um barman mudo (tão bom fechar os olhos e imaginar esta personagem) será o protagonista, e os cirurgiões americanos que surgem na sinopse da história devem ser, imaginamos, Justin Theroux e Paul Rudd. O IMDb lança Sam Rockwell como uma presença possível. Era bom.

17. T2: Trainspotting (Trailer)
Realizador: Danny Boyle
Elenco: Ewan McGregor, Jonny Lee Miller, Robert Carlyle, Ewen Bremner, Kelly Macdonald, Shirley Henderson

    Já viram o trailer? Aquele com a música de Wolf Alice.. Sim, aquele que diz: Choose life. Choose Facebook, Twitter, Instagram and hope that someone, somewhere cares. Choose looking up old flames, wishing you've done all differently. And choose watching History repeat itself. Choose your future. Choose reality TV, slut shaming, revenge porn. Choose a zero-hour contract, a two-hour journey to work. And choose the same for your kids, only worse, and smother the pain with an unknown dose of an unknown drug made in somebody's kitchen. And then... take a deep breath. You're an addict, so be addicted. Just be addicted to something else. Choose the ones you love, Choose your future, Choose life. 
    Éramos capazes de ver um filme deste "gangue" por ano. 2017 é o ano em que isso acontece.

18. The Discovery
Realizador: Charlie McDowell
Elenco: Rooney Mara, Jason Segel, Robert Redford, Riley Keough, Jesse Plemons

    O papel de Jason Segel como David Foster Wallace em The End of the Tour ainda não nos saiu da cabeça. E o novo projecto em que está envolvido tem tudo para correr bem: 'The Discovery' segue uma história de amor 1 ano depois da vida depois da morte ser cientificamente comprovada. Rooney Mara e Jason Segel chegavam para nos convencer, mas há ainda Redford e dois actores que não páram de se associar aos filmes e séries certos - Riley Keough e Jesse Plemons.

19. The Glass Castle
Realizador: Destin Cretton
Elenco: Brie Larson, Woody Harrelson, Naomi Watts, Max Greenfield, Sarah Snook

    Foi com Room que Brie Larson disparou em termos de notoriedade, ganhando inclusive o Óscar de Melhor Actriz. Mas a rapariga que agarrou há poucos meses o papel de Captain Marvel convenceu-nos dois anos antes, quando em 2013 liderou Short Term 12. O realizador desse filme? Destin Cretton, que volta agora a reencontrar-se com a sua musa. 'The Glass Castle' dá a Larson uma personagem forte, inserida numa família peculiar.


20. Molly's Game
Realizador: Aaron Sorkin
Elenco: Jessica Chastain, Idris Elba, Kevin Costner, Michael Cera, Chris O'Dowd, Jeremy Strong, Bill Camp

    Nos Óscares de 2015, Idris Elba e Jessica Chastain subiram ao palco para anunciar vencedores. E que bem que ficavam um ao lado do outro. Aaron Sorkin, um dos mais reputados argumentistas da actualidade, deve ter pensado o mesmo, e contará com esta dupla carismática na sua estreia como realizador.
    Chastain será a protagonista, como Molly Bloom, e teremos uma interessante visita ao mundo do póker, com o FBI pelo meio. Falar sorkiniano não é para todos, mas já estava mais do que na altura de Sorkin se aventurar um pouco, depois de escrever coisas como The West Wing, The Social Network ou Moneyball.

21. Downsizing
Realizador: Alexander Payne
Elenco: Matt Damon, Kristen Wiig, Christoph Waltz, Alec Baldwin, Margo Martindale, Jason Sudeikis, Neil Patrick Harris

    Payne não faz nada desde Nebraska, que não foi tão consensual como The DescendantsSideways ou About Schmidt. De 'Downsizing' espera-se um filme simples, satirizante mas profundo e quando se garante Christoph Waltz num filme é sinal que há qualquer coisa de especial lá. Como se o restante elenco não chegasse por si só...

22. The Kidnapping of Edgardo Mortara
Realizador: Steven Spielberg
Elenco: Mark Rylance, Oscar Isaac

    Spielberg há-de ter gostado de trabalhar com Rylance (melhor actor secundário em 2016) porque, depois de Bridge of Spies, contou com ele em BFG e voltará a tê-lo em 'The Kidnapping of Edgardo Mortara'. Hoje em dia a chegada de um filme de Spielberg não é um evento por si só como era antigamente, mas enquanto prepara Ready Player One e It's What I Do (este último com Jennifer Lawrence), será bom ver Mark Rylance como Pio IX e, claro, o homem-que-nunca-falha Oscar Isaac.


23. Spider-Man: Homecoming (Trailer)
Realizador: Jon Watts
Elenco: Tom Holland, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Michael Keaton, Donald Glover, Zendaya

    Tom Holland deixou uma boa impressão em Captain America: Civil War. Mas em 2017 o palco é finalmente seu, com Iron Man (Downey Jr.) como mentor e a dificuldade de conjugar os T.P.C.'s e lutar contra Vulture, um vilão interpretado por Michael Keaton.

24. The Lego Batman Movie (Trailer)
Realizador: Chris McKay
Elenco: Will Arnett, Michael Cera, Zach Galifianakis, Jenny Slate, Ralph Fiennes, Rosario Dawson

    Tão bom que poderá ser ver um Batman no gozo com tudo o que envolve Gotham. Will Arnett (voz de Bojack Horseman e que já deu voz a Batman em The Lego Movie) lidera um elenco em que Zach Galifianakis dará voz a Joker, Jenny Slate a Harley Quinn e Michael Cera a Robin. Vai dar para rir.

25. Alien: Covenant (Trailer)
Realizador: Ridley Scott
Elenco: Katherine Waterson, Michael Fassbender, James Franco, Noomi Rapace, Carmen Ejogo, Guy Pearce, Billy Crudup, Demián Bichir

    Outro dos regressos de 2017, num ano que se prevê épico para a ficção científica, é a saga Alien. Ridley Scott descobriu em Katherine Waterson a sua nova Sigourney Weaver, e o filme liga-se a Prometheus através de David, a personagem de Fassbender. 

26. Hostiles
Realizador: Scott Cooper
Elenco: Christian Bale, Rosamund Pike, Ben Foster, Stephen Lang, Jesse Plemons, Paul Anderson

    Christian Bale é o protagonista. Não precisamos de mais nada. 

27. Darkest Hour
Realizador: Joe Wright
Elenco: Gary Oldman, Ben Mendelsohn, John Hurt, Lily James, Kristin Scott Thomas

    Estão a ver o senhor nesta imagem? É Gary Oldman. A sério, é mesmo Gary Oldman, o camaleão. O homem que foi Sirius fará de Winston Churchill - uma responsabilidade depois do nível apresentado por John Lithgow em The Crown, da Netflix -, mas há também Ben Mendelsohn como Rei George VI, já interpretado por Colin Firth n'O Discurso do Rei. Será que estarão à altura dos seus antecessores?

28. Projecto Alexander McQueen
Realizadores: Andrew Haigh
Elenco: Jack O'Connell

    Fãs da sua personagem Cook na série britânica Skins, temos acompanhado a carreira cinematográfica de Jack O'Connell desde Starred Up a '71, passando por Unbroken e Money Monster. O papel do bad boy da moda, Alexander McQueen, falecido em 2010 com 40 anos, parece ser mais do que perfeito para O'Connell.

29. Beauty and the Beast (Trailer)
Realizador: Bill Condon
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Ewan McGregor, Ian McKellen, Luke Evans, Kevin Kline, Emma Thompson, Stanley Tucci, Josh Gad, Gugu Mbatha-Raw

    Só não é o filme mais esperado de 2017 da Disney porque os Star Wars pertencem à companhia. Mas nenhum conto de fadas está a gerar tanto barulho como esta recriação. A banda sonora chegava, mas o elenco é um luxo ao serviço de Bill Condon.

30. Tully
Realizador: Jason Reitman
Elenco: Charlize Theron, Mackenzie Davis, Mark Duplass

    Os últimos filmes de Reitman desiludiram, mas o realizador de Juno, Thank You For Smoking e Up in the Air tem um pequeno tesourinho em mãos: 'Tully' juntará Charlize Theron e Mackenzie Davis, numa comédia sobre maternidade e baseada nos laços criados entre uma mãe (Theron) e a ama (Davis) dos filhos.

31. The Mercy
Realizador: James Marsh
Elenco: Colin Firth, Rachel Weisz, David Thewlis

    O realizador de The Theory of Everything, que realizou mais recentemente um episódio da brilhante série The Night Of, conta a história de Donald Crowhurst. Colin Firth vai andar pelos mares a tentar sobreviver sozinho.

32. Stronger
Realizador: David Gordon Green
Elenco: Jake Gyllenhaal, Tatiana Maslany, Clancy Brown, Frankie Shaw

    Nem é tanto por Jake Gyllenhaal que destacamos este filme. É mesmo por Tatiana Maslany que, depois do seu trabalho em Orphan Black, merece tudo de bom. Mesmo.

33. Lean On Pete
Realizador: Andrew Haigh
Elenco: Charlie Plummer, Travis Fimmel, Steve Buscemi, Chloë Sevigny, Thomas Mann, Steve Zahn

    45 Years confirmou o valor de Andrew Haigh, e 2017 tem tudo para ser um bom ano (o nosso número 28 também o inclui) para o realizador. 'Lean On Pete' pode elevar Charlie Plummer ao estatuto de um dos actores-revelação do próximo ano.

34. Mudbound
Realizadora: Dee Rees
Elenco: Garrett Hedlund, Carey Mulligan, Jason Mitchell, Jason Clarke, Jonathan Banks, Rob Morgan, Mary J. Blidge

    Garrett Hedlund e Jason Mitchell parecem ser uma dupla suficientemente improvável para que valha a pena ver Mudbound. É sempre bom ver no Cinema a adaptação pós-guerra, e é sempre bom ver Carey Mulligan. Tem Mary J. Blidge, mas desde que não desate a cantar a "One" dos U2, tudo bem.

35. Logan (Trailer)
Realizador: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Boyd Holbrook, Patrick Stewart

     Espera-se violência e um tom diferente neste filme R-rated que deve significar a despedida de Hugh Jackman da pele de Wolverine. Aquele trailer com a música de Johnny Cash não deixa ninguém indiferente.

36. God Particle
Realizador: Julius Onah
Elenco: Daniel Brühl, Gugu Mbatha-Raw, Elizabeth Debicki, David Oyelowo, Chris O'Dowd

    O universo Cloverfield expande-se e J. J. Abrams produz um filme que acompanhará uma equipa de astronautas. Daniel Brühl, Gugu Mbatha-Raw e Elizabeth Debicki são os principais motivos que nos fazem acreditar nisto.

37. Euphoria
Realizadora: Lisa Langseth
Elenco: Alicia Vikander, Eva Green, Charlotte Rampling, Charles Dance

    Alicia Vikander e Eva Green são aquilo a que poderíamos chamar: aquele sonho recorrente que não me larga as noites. No entanto, em 'Euphoria' serão duas irmãs em conflito, Ines e Emilie, a viajar pela Europa.

38. The Current War
Realizador: Alfonso Gomez-Rejon
Elenco: Benedict Cumberbatch, Michael Shannon, Nicholas Hoult, Katherine Waterson, Tom Holland

    Me and Earl and the Dying Girl deixou excelentes indicações relativamente a Gomez-Rejon, o aprendiz de Scorsese e Iñárritu. O novo desafio colocará frente-a-frente os rivais Thomas Edison (Cumberbatch) e George Westinghouse (Shannon).

39. Wind River
Realizador: Taylor Sheridan
Elenco: Elizabeth Olsen, Jeremy Renner, Jon Bernthal, Gil Birmingham

    Como actor Taylor Sheridan era pouco mais do que banal. Foi então que decidiu começar a escrever e do nada nasceram Sicario e Hell or High Water. 2017 marca a continuação de Sicario com Soldado, mas marcará também a estreia de Sheridan como realizador de algo escrito por si - Elizabeth Olsen e Jeremy Renner vão unir esforços para desvendar um crime, e Sheridan recupera Bernthal (Sicario) e Gil Birmingham (Hell or High Water).

40. Kingsman: The Golden Circle
Realizador: Matthew Vaughn
Elenco: Taron Egerton, Colin Firth, Channing Tatum, Jeff Bridges, Julianne Moore, Mark Strong, Sophie Cookson, Halle Berry, Pedro Pascal, Vinnie Jones, Elton John

    Um pouco como The Nice Guys este ano, os Kingsman chegaram em boa hora, oferecendo um filme descontraído e uma lufada de ar fresco nos filmes de acção - um hibrido entre 007 e Marvel. No novo capítulo, intitulado The Golden Circle, Channing Tatum junta-se à equipa, mas há também Jeff Bridges, Julianne Moore, Halle Berry e Pedro Pascal. E mais dois: Vinnie Jones e Elton John (por favor, têm que nos dar uma cena com ambos).


41. Coco
Realizadores: Lee Unkrich, Adrian Molina
Elenco: Anthony Gonzalez, Gael García Bernal, Benjamin Bratt, Renee Victor

    A Pixar não brinca em serviço, e 'Coco' adiciona ao maravilhoso mundo criado pelos criativos da companhia um miúdo mexicano e o desvendar de um mistério centenário. Lee Unkrich é uma das cabeças a que devemos agradecer por Toy Story, por isso 'Coco' está em boas mãos.


42. Wonderstruck
Realizador: Todd Haynes
Elenco: Julianne Moore, Millicent Simmonds, Michelle Williams, Tom Noonan

    Depois de trabalharem juntos em Safe (1995), Todd Haynes, o realizador do aclamado-pela-crítica Carol com Cate Blanchett e Rooney Mara, volta a ter Julianne Moore num filme seu. As duas timelines simultâneas do filme tornam o plot interessante.


43. Battle of the Sexes
Realizadores: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Elenco: Emma Stone, Steve Carell, Elisabeth Shue, Andrea Riseborough, Sarah Silverman, Eric Christian Olsen

    Billie Jean King (Emma Stone) contra Bobby Riggs (Steve Carell). História do Ténis a ser reconstruída no grande ecrã.

44. Sidney Hall
Realizador: Shawn Christensen
Elenco: Logan Lerman, Elle Fanning, Kyle Chandler, Michelle Monaghan, Blake Jenner, Margaret Qualley

    A caminhada de um jovem escritor de sucesso, da fama até à auto-destruição. Logan Lerman deve surgir em três fases da vida - aos dezoito, vinte e quatro e trinta anos de idade.

45. Wildlife
Realizador: Paul Dano
Elenco: Carey Mulligan, Jake Gyllenhaal

    Paul Dano, um daqueles actores que merecia muito mais destaque do que aquele que tem, senta-se na cadeira de realizador pela primeira vez. A apadrinhar este começo, Carey Mulligan e Jake Gyllenhaal como protagonistas. Contem connosco.

46. King Arthur: Legend of the Sword (Trailer)
Realizador: Guy Ritchie
Elenco: Charlie Hunnam, Jude Law, Annabelle Wallis, Eric Bana, Djimon Hounsou, Aidan Gillen

    Guy Ritchie é, normalmente, a garantia de um bom filmes de acção. O ex-marido de Madonna demonstrou com os vários Sherlock Holmes que se adequa a histórias de época, e contará com Charlie Hunnam como Rei Artur e um elenco de luxo de coadjuvantes.

47. Wonder Woman (Trailer)
Realizadora: Patty Jenkins
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Connie Nelsen, Elena Anaya

    O melhor que Batman vs Superman: Dawn of Justice teve é capaz de ter sido a fulgurante e carismática entrada de Wonder Woman no universo Marvel, com Gal Gadot a convencer. Segue-se agora o filme a solo, quase tão antecipado como Black Panther (2018).

48. Wonder
Realizador: Stephen Chbosky
Elenco: Jacob Tremblay, Julia Roberts, Owen Wilson, Mandy Patinkin

    O pequeno e amoroso Jacob Tremblay transforma-se fisicamente numa personagem que terá como principal desafio a sua adaptação a uma nova escola. Stephen Chbosky fez um excelente trabalho em The Perks of being a Wallflower, e o percurso ascendente de Tremblay só tem a ganhar com papéis assim.

49. Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Realizador: Martin McDonagh
Elenco: Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell, Peter Dinklage, John Hawkes, Lucas Hedges

    Espera-se um papel forte de Frances McDormand num filme em que a sua Mildred Hayes se revoltará contra a polícia local depois da morte da sua filha. McDormand contra Sam Rockwell e Woody Harrelson promete...


50. The Dinner
Realizador: Oren Moverman
Elenco: Richard Gere, Laura Linney, Rebecca Hall, Steve Coogan, Chloë Sevigny

    A logline faz lembrar imediatamente Carnage, de Polanski, mas será curioso ver a abordagem de Moverman (habitualmente mais guionista do que realizador) num filme sobre pais em conflito em defesa dos seus filhos.

51. The Book of Henry
Realizador: Colin Trevorrow
Elenco: Jaeden Lieberher, Naomi Watts, Lee Pace, Jacob Tremblay, Dean Norris, Maddie Ziegler, Sarah Silverman

    Antes de realizar o Episódio IX de Star Wars, Colin Trevorrow dedica-se de corpo e alma a um filme bem menos comercial - um rapaz-prodígio e precoce (Jaeden Lieberher) terá a ajuda da sua mãe solteira e do irmão mais novo (sim, aquela cabecinha é de Jacob Tremblay) para salvar a sua paixoneta (Maddie Ziegler, dançarina de Sia em vários videoclips) dos maus tratos do seu pai, interpretado por Dean Norris, o Hank de Breaking Bad.

52. It Comes At Night
Realizador: Trey Edward Shults
Elenco: Joel Edgerton, Riley Keough, Carmen Ejogo, Christopher Abbott

    Krisha marcou a estreia de Trey Edward Shults nas longas-metragens e garantiu-lhe um salto em termos de actores ao seu dispor - o filme é de terror, e Shults sabe trabalhar bem com o paranormal e incómodo, tendo agora Joel Edgerton como cabeça-de-cartaz num elenco bastante equilibrado.

53. Justice League (Trailer)
Realizador: Zack Snyder
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Amy Adams, J. K. Simmons

    Ultimamente os filmes de super-heróis não andam famosos, mas a DC tem estado particularmente medíocre - Batman v Superman: Dawn of Justice e Suicide Squad não correram bem. Nada bem. Por isso mesmo, as nossas expectativas estão baixas para Justice League, embora queiramos ver Ezra Miller como Flash.

54. D'après une histoire vraie
Realizador: Roman Polanski
Elenco: Eva Green, Emmanuelle Seigner, Vincent Perez

    Polanski já fez coisas boas e coisas menos boas, como tantos outros realizadores. Mas não se pode pedir muito mais do que ter Eva Green a falar francês.

55. The Dark Tower
Realizador: Nikolaj Arcel
Elenco: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor, Katheryn Winnick, Abbey Lee, Jackie Earle Haley

    O livro de Stephen King chega finalmente ao grande ecrã, com Idris Elba como Gunslinger e Matthew McConaughey como vilão. Temos algumas dúvidas quanto ao resultado final, mas bastante esperança que dê certo.

56. How to Talk to Girls At Parties
Realizador: John Cameron Mitchell
Elenco: Elle Fanning, Alex Sharp, Nicole Kidman, Ruth Wilson

    Os jovens Alex Sharp e Elle Fanning protagonizarão uma comédia original que terá tanto de roqueiro como de alienígena.

57. Get Out (Trailer)
Realizador: Jordan Peele
Elenco: Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, Bradley Whitford, Keith Stanfield

    Uma das metades da dupla Key & Peele, Jordan Peele, foge à sua praia e registo habitual em termos de comédia e prepara-se para se lançar numa história de terror bizarra (mas que pode ser poderosa e vanguardista). Daniel Kaluuya - espectacular num dos episódios da primeira temporada de Black Mirror - já merecia protagonizar algo, e Keith Stanfield é sempre genial onde quer que apareça.


58. Mektoub is Mektoub
Realizador: Abdellatif Kechiche

    Depois de La vie d'Adèle, que não demorará muitos anos a tornar-se um dos clássicos do cinema europeu moderno, Abdellatif Kechiche tem novo projecto - um jovem argumentista regressa às origens e dá por si envolvido num triângulo amoroso com uma rapariga e a mulher de um produtor interessado em financiar um filme seu. Não dizíamos que não a Adèle Exarchopoulos entrar no filme.

59. Wilson (Trailer)
Realizador: Craig Johnson
Elenco: Woody Harrelson, Laura Dern, Margo Martindale, Judy Greer, Isabella Amara

    O trailer mostra Woody Harrelson como o solitário e neurótico Wilson, saído das BD's de Daniel Clowes. Boa personagem. Será suficiente para carregar o filme?

60. Baywatch (Trailer)
Realizador: Seth Gordon
Elenco: Dwayne Johnson, Alexandra Daddario, Zac Efron, Kelly Rohrbach, Priyanka Chopra, David Hasselhoff

    Com cameos garantidas para as lendas originais David Hasselhoff e Pamela Anderson, Baywatch será tanto melhor quanto menos se levar a si próprio a sério. O trailer deixa antever uma comédia do género de 21 Jump Street, e Zac Efron tem-se transformado num actor extremamente adequado para esse registo. Se tudo isto não resultar, contentemo-nos com Alexandra Daddario.



Para além destes 60 filmes, há ainda muitos mais: os comerciais e blockbusters Pirates of the Caribbean: Dead Man Tell No Tales, The Fate of the FuriousWar for the Planet of the Apes, Kong: Skull Island, Transformers: The Last Knight, e mais um fime Marvel com Thor: Ragnarök que introduz Cate Blanchett no mundo das BD's; Tom Cruise resgata The Mummy, embora tenhamos maiores expectativas para outro filme seu (American Made), os Power Rangers chegam ao grande ecrã, Keanu Reeves volta a ser John Wick em John Wick: Chapter 2, e às sequelas de animação Despicable Me 3 e Cars 3 junta-se Boss Baby, que tem algum potencial.
     Scarlett Johansson entrará em Ghost in the Shell e na comédia com nome de música dos Black Eyed Peas, Rock That Body, com Kate McKinnon, Zoë Kravitz, Ilana Glazer, Demi Moore e Ty Burrell; Coldest City põe Charlize Theron como agente do MI6, e Luc Besson tem o seu Valerian and the City of a Thousand Planets. Há terror com Annabelle 2 e It, há uma nova etapa para um simpático urso em Paddington 2, um novo filme de Woody Allen com Kate Winslet e Justin Timberlake e também um projecto Netflix com Brad Pitt, War Machine.
    Continuando, e sem dar grande destaque a Fifty Shades Darker, The Circle (um dos nossos destaques há um ano atrás, pensando que estrearia em 2016) tem os ingredientes certos - James Ponsoldt, Emma Watson e a obra de Dave Eggers como fonte -, Mary Magdalene colocará Rooney Mara e Joaquin Phoenix em contexto bíblico, Yeh Din Ka Kissa junta Adam Sandler, Ben Stiller, Dustin Hoffman e Emma Thompson ao dispor da mente de Noah Baumbach, e Isabelle Huppert depois de um 2016 fantástico entra no novo filme de Michael Haneke, Happy End.
    Soderbergh tem um elenco incrível em Logan Lucky - Daniel Craig, Channing Tatum, Adam Driver, Katherine Waterson, Riley Keough, Hilary Swank e mais uns -, The Greatest Showman dá a Hugh Jackman o destaque como entertainer nato num circo, Patient Zero será o zombie-movie do ano, Joachim Trier tem novo filme (Thelma), tal como Sofia Coppola (The Beguiled), podendo-se ainda referir Lady Bird (estreia de Greta Gerwig na realização, com Saoirse Ronan) e as comédias Landline e Table 19 (esta última tendo como premissa seguir um conjunto de renegados que formam a mesa das "sobras" num casamento). Se tivéssemos a certeza que o novo filme de Adam McKay (The Big Short), acerca de Dick Cheeney, estreava em 2017 estaria no lote de filmes lá em cima e, para acabar, tomem lá o elenco do próximo filme de Terrence Malick, Weightless: Christian Bale, Natalie Portman, Michael Fassbender, Cate Blanchett, Ryan Gosling, Rooney Mara, Benicio del Toro, Val Kilmer, Haley Bennett e Boyd Holbrook. Parece batota. 

Oxalá que 2017 seja tão bom como aparenta. Acreditamos que sim, pelo menos no Cinema.

25 de dezembro de 2016

100 Jogadores que podem marcar 2017 (1-50)


Há 2 dias atrás divulgámos com a ajuda de umas quantas bruxas 50 jogadores que achamos que poderão ter alto impacto no planeta Futebol em 2017. Um impacto que se poderá dever à performance, ao facto de serem potenciais alvos de transferência (em Janeiro ou no Verão), ao facto de serem promessas à beira de dar os primeiros passos, ou jogadores que terão um ano de afirmação definitiva.
    A ordem nem é o mais importante, o que interessa é que todos eles estejam cá por um motivo. Assim, este é o nosso Top-50 para 2017.


1. Lionel Messi (Barcelona) | Cristiano Ronaldo (Real Madrid) - Ainda não é em 2017 que os reis deixam a coroa para um mortal. De 2008 para cá, 5-4 em Bolas de Ouro e assim deve continuar - em 2016 Messi foi o melhor jogador do mundo em campo, carregando e assumindo a equipa e acumulando pormenores, jogadas, golos e assistências de génio, mas Ronaldo foi o MVP (conjugou o sucesso individual com as conquistas dos colectivos em que esteve inserido, Real Madrid e Portugal). A saga continua neste novo ano, e nós só agradecemos por vivermos e acompanharmos o futebol na Era de Messi e Ronaldo.

2. Neymar (Barcelona) - "Quem é o número 3?" é uma das perguntas da actualidade. Griezmann? Suárez? Bale? Iniesta? De Bruyne? Modric? Kroos? Müller? As opções são bastantes, mas parece-nos que Neymar deve disparar em 2017, aproximando-se do nível dos 2 extra-terrestres.

3. Antoine Griezmann (Atlético Madrid) - O 3.º classificado da Bola de Ouro teve um 2016 de emoções mistas: foi o Melhor Jogador e Melhor Marcador do Euro-2016, destacou-se num Atlético Madrid onde o valor maior é sempre o colectivo, mas perdeu a final da Champions e a final do Euro. Em 2017 acreditamos que pode proporcionar uma das transferências mais caras da História, porque já ninguém tem mão nos valores praticados.

4. Alexis Sánchez (Arsenal) - Forte candidato a Jogador do Ano em Inglaterra, Sánchez deve estar na luta pelo título de melhor marcador até à recta final da temporada. As brutais exigências salariais farão dele notícia, numa fase em que aos 28 anos está no pico das suas virtudes.

5. Philippe Coutinho (Liverpool) - Este é o jogador que Barcelona e Real Madrid poderão querer disputar no Verão. Klopp quer tê-lo para sempre, mas a La Liga começa a chamar por ele.

6. Diego Costa (Chelsea) - O MVP da Premier League até ao momento deve continuar a facturar sem parar. Kane, Agüero, Ibrahimovic e Alexis Sánchez são os principais rivais em termos de golos marcados, mas Costa - focado no jogo, e sem atitudes reprováveis - está a mostrar que afinal é mesmo um dos melhores avançados do mundo.

7. Paulo Dybala (Juventus) - A pérola que a Juventus tem subiu de 25.º no nosso Ranking 2016 para sétimo. A razão é simples: está mais do que na altura do mundo valorizar devidamente o príncipe de Turim, que paulatinamente pode começar a entrar nas discussões de melhor do mundo a médio-prazo.

8. Kevin De Bruyne (Manchester City) - O menino bonito de Guardiola é também a maior esperança de Pep e dos citizens caso o City consiga recuperar o terreno perdido para o líder Chelsea. Na Europa ninguém assiste como KDB, e poucos jogam o que ele joga (e faz jogar). 

9. Pierre-Emerick Aubameyang (Borussia Dortmund) - O avançado preferido de Vítor Pereira, e que muitos pesadelos terá dado a Rúben Semedo. 2017 pode ser o ano crucial na carreira do gabonês: aos 27 anos, ou sai agora, ou já não deve largar Tuchel. A sair, vão ser muitos zeros no talão de compra.

10. Eden Hazard (Chelsea) - É difícil imaginar um cenário em que o prémio de Melhor Jogador da Premier League não vá para alguém entre Hazard, Diego Costa, Alexis Sánchez, De Bruyne ou Coutinho. E sim, estamos a deixar num segundo patamar craques como Agüero, Ibrahimovic e afins. O Chelsea é agora o favorito ao título, e apesar de Diego Costa estar a ser o melhor jogador, Hazard tem muito para dar, e em 2014-15 já foi a escolha da PFA.

11. Toni Kroos (Real Madrid) - Kroos e Modric, os dois únicos médios a actuar na Europa que Scholes considera poderem realmente ditar e controlar os ritmos de um jogo. É difícil escolher qual o melhor centro-campista do Real Madrid, mas Kroos tem vantagem para poder ser destaque em 2017 - a Taça das Confederações é uma competição a mais, e em 2014 e 2016 a Alemanha funcionou de acordo com o ritmo imposto pelo relojoeiro Kroos.

12. Julian Draxler (Wolfsburgo) - O novo ano dita o adeus aos Lobos, com o talentoso alemão a rumar ao PSG. Era nossa esperança que Draxler acabasse no Liverpool, ou até mesmo no Arsenal, mas foi Emery a ganhar um trunfo importante - absolutamente imprevisível uma equipa que conte com Draxler e Di María como desequilibradores...

13. Kun Agüero (Manchester City) - Tem desiludido com as suspensões que tem acumulado, mas com Guardiola são 16 golos em 19 jogos. Não há ninguém em terras de Sua Majestade que tenha similar capacidade de "sacar" um bis ou um hat-trick do nada. A mesma média de golos, mas menos suspensões, é o que se pede.

14. Thiago Alcântara (Bayern Munique) - Porventura a grande transformação no Bayern de Ancelotti. Thiago sempre foi craque, mas parece ter por fim atirado as lesões para o passado. Todos sabem aquilo de que é capaz, mas 2017 pode coroá-lo de forma inequívoca como um dos melhores médios do mundo. 

15. N'Golo Kanté (Chelsea) - Foi campeão em 2015/ 16 com o Leicester. E pode muito bem ser campeão em 2016/ 17 com o Chelsea. Não é por acaso.

16. Gabriel Jesus (Palmeiras/ Manchester City) - Tão bem que vai fazer ao ataque do Manchester City a chegada de Gabriel em Janeiro. O miúdo em que se consegue vislumbrar momentos de Ronaldo Fenómeno tem a concorrência de Agüero e Iheanacho, mas com a técnica pura e ADN vencedor que tem deve mostrar logo nos primeiros jogos que é uma alternativa relevante.

17. Yannick Ferreira-Carrasco (Atlético Madrid) - Ninguém tem dúvidas que Carrasco merece o 10 que Simeone lhe deu. Já o começou a fazer em 2016/ 17, mas a tendência será continuar a afirmar-se como um dos melhores extremos do mundo.

18. Mesut Özil (Arsenal) - Vê-lo ora é uma delícia, ora é uma frustração. Não há ninguém como Özil nos dias de hoje, mas se o Arsenal quiser mais do que o crónico 4.º lugar, terá que ter Mesut de alma e coração do apito inicial ao apito final de cada batalha.

19. Dimitri Payet (West Ham) | Riyad Mahrez (Leicester City) - Dois dos maiores destaques da última edição da Premier League continuaram nos seus clubes e estão bastante abaixo na tabela. Até que ponto Payet e Mahrez são fiéis? Interessados não faltarão.

20. Naby Keita (RB Leipzig) - Há um ano atrás era o nosso número 78 no RB Salzburgo. Hoje é o nosso número 20 no RB Leipzig. De Red Bull em Red Bull, Keita está a deixar meia Europa com água na boca, e é jogador para originar uma transferência astronómica.

21. James Rodríguez (Real Madrid) - De saída de Madrid, aquele que foi para nós o Melhor Jogador do Mundial 2014 deve reencontrar a felicidade de jogar à bola em 2017, numa equipa que o valorize e que lhe permita ser quem é. Próxima paragem, Stamford Bridge?

32. Virgil van Dijk (Southampton) - Somos fãs confessos do central holandês. Nas nossas rubricas de cobertura do Fantasy da Premier League já o referimos como sendo possivelmente o melhor central do mundo fora da órbita dos grandes clubes. Preparem-se: seja em Janeiro, seja no Verão, os saints vão perdê-lo mas vão fazer uma fortuna.

23. Julian Weigl (Borussia Dortmund) - Renovou com o Dortmund e por isso para 2017 só fazemos um voto: vejam-no crescer de jogo para jogo. Será difícil não o incluir nesta lista nos próximos dez anos.

24. Jan Oblak (Atlético Madrid) - O Atlético vai sentir muito a falta daquele que é para nós o melhor guarda-redes do mundo. Quando regressar, dependendo do estado do clube (na Liga e na Champions) pode ter impacto suficiente para que mais pessoas passem a olhar para ele como aquilo que ele é - o melhor na sua posição. Falando de guarda-redes, temos curiosidade de ver se Courtois e Donnarumma continuarão nos emblemas que representam.

25. Paul Pogba (Manchester United) - Os primeiros tempos não foram fáceis, mas Old Trafford já começou a ver o verdadeiro Pogba, com o francês a desenvolver uma química em campo muito interessante com Ibrahimovic. Não nos chocará se no final da época surgir em alguns XI's do ano em Inglaterra; com o preço que custou, chocante seria não surgir.

26. Tiemoué Bakayoko (Mónaco) - Parece ser um dos desejos de Mourinho, e faz sentido. No fantástico Mónaco de Leonardo Jardim - média de idades abaixo dos 25 anos, 56 golos marcados em 19 jogos - Bakayoko é o ponto de equilíbrio. Carrick não é novo, e Mourinho precisa de um jogador assim.

27. Romelu Lukaku (Everton) - A tendência será o Everton investir e rodear Lukaku com um plantel ao seu nível, mas não podemos excluir a hipótese do belga mudar de ares. Afinal, há poucos avançados por essa Europa fora tão novos mas ao mesmo tempo com tanto potencial e já de créditos firmados.

28. André Silva (Porto) - Sim, para além de Lukaku, 3 outros jovens avançados que podem dar o salto surgem neste Top-50. Icardi, Belotti e o nosso André. 2016 foi especial - começou no bis na final da Taça, continuou com a aposta como opção nº 1 para o ataque do Porto, e terminou no sucesso alcançado na Selecção AA (5 jogos, 4 golos). Com o Benfica a distribuir os golos, André Silva tem em Dost o principal adversário na luta pela Bota de Prata. Mas mesmo se não for o Melhor Marcador, não será fácil segurá-lo muito tempo na Invicta.

29. Victor Lindelöf (Benfica) - Confiando nos sinais que os jornais têm deixado, Lindelöf pode rumar a Old Trafford no novo ano. O United ganha central para mais de 10 anos, e pagará bom dinheiro por isso. A primeira coisa a fazer? Rapar o cabelo, que nem um Jaap Stam.

30. Mauro Icardi (Inter) - Parece impossível como é que ninguém o resgata de Milão. Não se deve arranjar melhor numa relação idade/ qualidade/ preço.

31. Bernardo Silva (Mónaco) - Falhou o Euro-2016, mas não falhará as Confederações. É importante não estagnar em 2017, e para que isso não aconteça o jogador português com maior magia deve abraçar um novo projecto.

32. Dries Mertens (Nápoles) - Sarri descobriu um goleador em Mertens, ao testá-lo a falso 9. O Scudetto deve ir mais uma vez para a Juventus, mas com Milik ausente, Mertens pode atingir números inimagináveis até há pouco tempo.

33. Kylian Mbappe (Mónaco) - Tem 18 anos, feitos há dias, e não demorará mais de meia época ou época e meia a chegar a um gigante europeu. Impossível estabelecer um horizonte ou meta para o potencial de um jogador ímpar como este. Um bom jogador para Wenger cometer uma loucura.

34. Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) - Outro francês para muitos e bons anos. O Dortmund garantiu um diamante em 2016, em 2017 é só deixá-lo evoluir.

35. Álex Grimaldo e Nélson Semedo (Benfica) - Rezarão os adeptos benfiquistas para que os jovens laterais fiquem pelo menos até ao Verão. Jogadores de posições com poucas soluções de qualidade disponíveis a bom preço na actualidade, não devem estar cá quando se iniciar a temporada 2017-18.

36. João Cancelo (Valência) - Sai do Valência, João. O teu nível já é outro, mas o Mendes há-de tratar disso. Barcelona?

37. Pizzi (Benfica) - MVP da Liga NOS até à data, é o cérebro do Benfica de Rui Vitória e deve continuar a sê-lo, quer jogue no centro ou como interior direito. Calou os críticos, convenceu os próprios adeptos, e o horizonte de perfeição que Pizzi avista nos seus festejos está a cada jogo mais próximo. Sensacional se, como médio centro, atingir os 10 golos no campeonato.

38. Andrea Belotti (Torino) - Itália precisava de um avançado assim. Belotti tornou-se o que pensávamos que Berardi seria mais cedo. Não ficará muito tempo no Torino.

39. Gelson Martins (Sporting) - Joga tanto que até dói. A imprevisibilidade, a técnica genuína, tudo aponta para que Gelson se torne a curto, médio-prazo o maior encaixe da História do Sporting. O Sporting é equilibrado por um homem chamado Adrien, mas na hora de desequilibrar os adversários o plano A dos leões é sempre um - o menino chamado Gelson.

40. Raphael Guerreiro (Borussia Dortmund) - Um pouco como Weigl, o segredo é continuar a ver Guerreiro crescer. Seja a lateral ou médio-centro, o rapaz que só sabe fazer escolhas certas e maduras não desilude.

41. Jean Michael Seri (Nice) - Quem o viu e quem o vê. O ex-Paços de Ferreira, que o Porto nunca aproveitou, enche o campo na Ligue 1 jogo sim, jogo sim. Escolhemo-lo a ele, embora Cyprien ou Pléa também pudessem aqui constar.

42. Renato Sanches (Bayern Munique) - É impossível o Bulo ter um ano melhor do que 2016, mas 2017 representa um novo desafio: provar que está preparado para o nível de exigência do Bayern e ganhar, ao longo do ano, um lugar no onze. 

43. Alex Sandro (Juventus) - Não lhe é dado o valor que merece. Em Itália, Alex Sandro cresceu ao ponto de ser um dos melhores laterais-esquerdos da actualidade. A Champions pode servir para o mundo ver isso.

44. Victor Moses (Chelsea) - Um verdadeiro case study e um dos most improved players de 2016-17. Antonio Conte descobriu em Moses o lateral/ ala direito perfeito, e nesta fase ninguém parece assentar tão bem naquele lugar como o nigeriano (a CAN alterará a dinâmica da equipa nesse corredor).

45. Mario Balotelli (Nice) - O imprevisível e louco Mario Balotelli é o novo caso de sucesso na casa de milagres de Nice. Depois de Ben Arfa, e numa altura em que também Belhanda parece estar de volta, Super Mario precisa de estabilidade. Só tem contrato até Junho, mas o Nice deve acreditar nele.

46. Danilo Pereira (Porto) - O melhor Porto de 2016/ 17 coincidiu com o melhor Danilo, cada vez com maiores responsabilidades no esquema de Nuno Espírito Santo. Pode não ter a qualidade de passe e de progressão com bola de William Carvalho, mas é superior ao rival na leitura de jogo, na antecipação, nos duelos e no posicionamento. Estavam à procura de jogadores à Porto? Este começa a ser um.

47. Sam Larsson (Heerenveen) - Pouco ou nada conhecido para muitos, é claramente jogador para outros palcos. O sueco, que marcou de livre na sua estreia pelo país de Ibrahimovic, é jogador para carregar uma equipa e uma espécie de De Bruyne. Leva 7 golos e 5 assistências na Eredivisie, e mais tarde ou mais cedo os grandes vão "acordar" e ver a sua qualidade e potencial.

48. Hakim Ziyech (Ajax) - Um dia alguém nos explicará como é que nenhum clube extra-Holanda se antecipou ao Ajax, retirando o fantástico marroquino ao Twente. A Eredivisie será entre Feyenoord, Ajax e PSV, e Ziyech é um trunfo de peso da equipa de Peter Bosz.

49. Radamel Falcao (Mónaco) - Na Ligue dos milagres, Balotelli encontrou a paz divina e Falcao renasceu. Torcemos para que el tigre continue em forma, a mostrar que não está acabado para o futebol.

50. Hirving Lozano (Pachuca) - É cada vez mais difícil retirar um talento do campeonato mexicano. Mas por Lozano, vale a pena. Quem avança?

24 de dezembro de 2016

Crítica: Nocturnal Animals

Realizador: Tom Ford
Argumento: Tom Ford
Elenco: Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon, Aaron Taylor-Johnson
Classificação IMDb: 7.6 | Metascore: 67 | RottenTomatoes: 71%
Classificação Barba Por Fazer: 81


    Visualmente fortíssimo, ou não fosse realizado pelo ícone da moda Tom Ford (ligado à Gucci e YSL no passado), Nocturnal Animals é um dos filmes com mais camadas deste ano, e um daqueles que suscita diferentes interpretações com os elementos que nos são dados.
    O sucesso da adaptação de Tony and Susan, criação Austin Wright, começa na visão de Ford, continua na magnífica e hipnotizante Fotografia de Seamus McGarvey, vivendo claro através de um elenco extraordinário e muito equilibrado que habita este quase filme noir.
    É difícil não pensar em Gone Girl, mediante o processo de "uma história dentro de uma história" embora Ford ainda seja um aprendiz ao pé de Fincher na arte de conceber um thriller, e existindo desta vez um livro e não um diário. Susan (Amy Adams, não tão genial como em Arrival mas a demonstrar amplitude e a garantir que há um antes e um depois de 2016 na carreira dela) é uma dona de uma galeria de Arte, cuja vida vazia e postiça é preenchida quando recebe "Nocturnal Animals", um manuscrito prestes a ser publicado, dedicado a ela por Edward (Jake Gyllenhaal), o seu ex-marido e escritor falhado até à data.
   Enquanto num primeiro nível acompanhamos Susan a deixar-se absorver pela obra, recordando simultaneamente algumas etapas da sua relação com Edward, seguimos também a narrativa do livro, que nos é mostrada através de um conjunto de projecções e interpretações de Susan. A mestria de Ford começa aí, na construção de 2 ambientes bem distintos mas bem entrosados e igualmente fascinantes. No primeiro nível (a realidade), Susan arrepende-se e repensa decisões suas à medida que cria empatia e sofre com o que acontece a Tony, o protagonista do livro, que perde a mulher e a filha e procura depois vingança. Jake Gyllenhaal faz não só de Edward mas também de Tony, visto que Susan projecta naquele protagonista o autor e seu ex-marido.
    Entre várias camadas e ligações intuitivas entre a realidade e ficção, com muitas subtilezas e um subtexto meta do autor Tony e do realizador Fom Ford, Nocturnal Animals consegue algumas das cenas mais tensas deste ano no Cinema (simplesmente incrível a sequência com os carros na estrada) e espreme toda a qualidade dos actores envolvidos. Embora também conte com Isla Fisher, Armie Hammer, Laura Linney, Michael Sheen, Andrea Riseborough e Jena Malone, é o quarteto principal que está brutal: éramos capazes de ficar durante semanas a olhar para esta versão femme fatale de Amy Adams, e Gyllenhaal dá tudo nas duas personagens que veste; em todo o caso, são os secundários, o detective Michael Shannon e o criminoso Aaron Taylor-Johnson que roubam as cenas em que entram, com o segundo a ser uma absoluta e inesperada revelação. Como vai a Academia encarar este filme? Neste caso temos algumas dúvidas, pelo que não colocamos já o carimbo "A caminho dos Óscares", mas Shannon e Taylor-Johnson têm hipóteses, tal como outras categorias em que o filme pode surgir.
    Talvez fique a sensação de que falta um epílogo a Nocturnal Animals, mas é capaz de ser esse gigante ponto de interrogação ou espaço em branco que torna o filme brilhante, perpetuando algumas questões e obrigando o espectador a testar hipóteses e a mudar perspectivas ou pontos de vista. No seu âmago, é sobre vingança, lembrança, rancor, falhanço e fé, sobre o que ficou por dizer e sobre o que não se esquece que se disse numa relação, tudo mascarado pela sedução e tensão que Ford constrói. Para pensarem: não terá Edward seguido o conselho de Susan e finalmente escrito algo sobre outra pessoa, sendo aquele Tony, a que Susan dá o corpo e o rosto do ex-marido, inspirado na própria Susan? Quando um filme fica na nossa cabeça durante dias é porque tem algo de bom. E Nocturnal Animals é dos que fica. Por isso sim, é dos bons.

Crítica: Rogue One

Realizador: Gareth Edwards
Argumento: Chris Weitz, Tony Gilroy, John Knoll, Gary Whitta 
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Riz Ahmed, Mads Mikkelsen, Ben Mendelsohn, Alan Tudyk, Donnie Yen, Forest Whitaker, James Earl Jones
Classificação IMDb: 8.1 | Metascore: 65 | RottenTomatoes: 85%
Classificação Barba Por Fazer: 73


    Os filmes passados numa galáxia muito, muito distante continuam a surgir; mas é numa galáxia bem nossa conhecida, a Via Láctea, que a Disney vai fazendo rios e rios de dinheiro.
    Depois do nostálgico e recordista de bilheteiras episódio VII da saga Star Wars, chegou-nos há pouco mais de uma semana um formato estreante no universo cinematográfico dos jedis e siths - A Star Wars Story. Estas histórias isoladas do corpo principal, como também será o filme de Han Solo em 2018 (grandes expectativas, com o elenco a contar com Alden Ehrenreich, Donald Glover e Emilia Clarke), funcionarão basicamente como metadona para os viciados em Star Wars: "Ah não aguentas a espera pelo próximo episódio, então toma lá isto".
    Rogue One tem coisas boas. Mas também tem várias coisas menos boas. Há quem se atreva a dizer que é o segundo melhor filme do universo SW, há quem considere o pior (a seguir aos episódios I, II e III). Num filme que divide opiniões - e que se situa temporalmente entre os episódios III e IV - fica explicado como é que os Rebeldes roubaram os planos da Estrela da Morte, fulcrais na narrativa da trilogia original.
    A fórmula é idêntica à utilizada em The Force Awakens: uma protagonista do sexo feminino (Felicity Jones como Jyn Erso), várias personagens apresentadas em velocidade-cruzeiro e um conjunto de sequências de acção, que apenas vão edificando a "equipa" de rebeldes e obrigando as personagens principais a saltar de um local para o outro mais por reacções do que por decisões. Pelo meio, como é costume, uma mensagem encriptada (deixada pelo pai de Jyn, interpretado por Mads Mikkelsen) e um robô, não tão querido como BB-8 nem tão eloquente quanto C-3PO, mas marcante.
    Os problemas de Rogue One estão na sua exposição (personagens pouco ou mal construídas, o que prejudica inevitavelmente a ligação à história), e não tanto na execução do seu terceiro Acto. A épica batalha final num set paradisíaco reforça o carácter terra-a-terra do filme, que consegue subsistir praticamente sem jedis e Skywalkers; no fundo, embora saibamos de antemão o desfecho dos acontecimentos, somos brindados com uma história de sacrifício que segue a velha máxima de tantos filmes de guerra - pessoas comuns e que passam despercebidas nas grandes páginas da História, mas que são a força que permite virar uma página para a seguinte.
    Com Darth Vader (novamente a mítica voz de James Earl "Mufasa" Jones), Grand Moff Tarkin a ressuscitar graças às assustadoras maravilhas do Cinema, e um presente inesperado nos últimos instantes, Rogue One justifica a sua existência naquele plano de Jyn Erso e Cassian à beira-mar. K-2SO e Chirrut são claramente os MVP's do filme, que acaba por desperdiçar o brutal talento envolvido - Riz Ahmed e Mads Mikkelsen foram subaproveitados, mas ninguém foi tão desperdiçado como Ben Mendelsohn como Krennic (já Forest Whitaker como Saw Guerrera foi só esquisito).

    Muita acção e mais um filme Star Wars em que quase não dá para respirar, o que é bom q.b.
    As expectativas para o episódio VIII serão invariavelmente maiores, até porque o episódio VII mesmo com algumas falhas soube ligar-nos imediatamente às novas personagens, coisa que Rogue One não foi capaz. Mas não se deve perder o formato, que deverá proporcionar um grande filme de origem para Han Solo e quem sabe mais tarde não visite também a vida de Obi-Wan Kenobi.
    I'm one with the Force, and the Force is with me.


Dicas Fantasy Premier League - Jornada 18

Ah, o Boxing Day, aquele presente de Natal que nunca desilude. Se para muitos o 26 de Dezembro é o dia do pós-compra, com trocas, devoluções e os Saldos à porta, quem gosta da Premier League sabe que é dia de ter as pantufas calçadas e ficar a apreciar todos os jogos (oito, neste caso) possíveis. Os saldos do futebol chegam depois, em Janeiro, e o defeso da BPL deve mexer mais este ano do que nos anteriores.
    A época mais "dura" da Premier League para os jogadores, mas também a melhor para os adeptos, começa agora num non-stop frenético - a jornada 18 joga-se a 26, 27 e 28 de Dezembro, a 19 arranca a 30 e termina a 1 de Janeiro de 2017, e a primeira jornada da segunda volta começa logo dia 2, terminando a 4. Em dez dias, três jornadas e por isso 30 jogos da melhor Liga do planeta.
    Focando as atenções na décima oitava ronda, o jogo mais equilibrado será talvez o Southampton-Tottenham, numa fase em que os saints temem perder a dupla de centrais van Dijk (muito cotado, e a poder proporcionar uma venda astronómica) e Fonte. O líder Chelsea quer a 12.ª vitória consecutiva num jogo diante do Bournemouth em que Batshuayi deve fazer de Diego Costa (Kanté também está suspenso, devendo Conte fazer alinhar Matic e Fàbregas); Liverpool, Manchester City e Arsenal são igualmente favoritos, procurando não escorregar na perseguição ao primeiro lugar. Já o United de Mourinho terá o primeiro de 2 jogos acessíveis em casa - Ibrahimovic pode dar sequência ao seu excelente momento, e os red devils podem assegurar a 4.ª vitória seguida (é a equipa com melhor sequência recente de resultados depois do Chelsea). Por fim, destaque para a estreia de Sam Allardyce no comando do Crystal Palace, que visita o Watford, e atenção ao Leicester-Everton, no qual os campeões em título não poderão contar com os castigados Vardy, Fuchs e Huth.
    Se bem se recordam, na jornada anterior recomendámos Vardy (expulso) e Alderweireld (falhou o jogo, por lesão), pelo que esperamos desta vez ter maior sucesso. Na ronda anterior, os maiores destaques foram van Aaanholt e Jay Rodriguez (15 pontos), mas também Ibrahimovic, Negredo, Azpilicueta e Rose pontuaram bem. Noble, de Roon, Amartey, Mané e Pickford completaram aquela que foi - em termos de Fantasy - a equipa da jornada.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2518758-588128)


As nossas apostas para a 18.ª jornada são:

Zlatan Ibrahimovic - Manchester United - 11.5
    Sem dizer nada a ninguém, Zlatan está num momento incrível. Enquanto muitos andaram a saltitar de Agüero para Kane, o poderoso avançado sueco carregou os red devils, tanto que nos últimos 7 jogos tem 7 golos.
    Swansea, West Ham, Everton, Crystal Palace e West Brom foram as vítimas do ponta-de-lança de 1,95m, que terá agora dois jogos em Old Trafford diante de Sunderland e Middlesbrough para se aproximar de Diego Costa na lista de melhores marcadores.
    Inicialmente avaliado em 11.5, Ibra chegou a descer até aos 11.1 quando outros avançados estavam a render mais. Mas de um modo geral, tem recompensado quem sempre depositou fé nele - e se continuar neste nível não deve demorar a voltar a custar 11.9.
   O único motivo de apreensão para quem joga Fantasy e tinha ou contratou entretanto Ibra é o facto do United ter jogos a 26 de Dezembro, 31 de Dezembro e 2 de Janeiro. Com 35 anos, é certo que Mourinho tem dito que é impossível sentar Zlatan no banco, mas podem ser jogos a mais para que o número 9 do United esteja em perfeitas condições de jogar todos (nesse caso, não é de todo impossível que Zlatan descanse no último dia do ano, entendendo Mourinho que é mais fácil derrotar em casa a equipa do seu amigo Karanka do que o West Ham fora).
    Seja como for, Zlatan tem-se dado bem com defesas físicos que lhe dêem "pica" (Palace e WBA são os exemplos recentes) e compõe com Alexis Sánchez e Hazard o trio de melhores opções para capitães nesta jornada.


Adam Lallana - Liverpool - 7.4
    Que ninguém se iluda. Com todos os jogadores do Liverpool em forma, Coutinho continua a ser a nossa prioridade, e dos jogadores actualmente disponíveis, Sadio Mané é de longe a melhor opção (nos últimos 9 jogos, 5 golos e 5 assistências). No entanto, importa relembrar que a CAN está aí à porta e que, embora muitos possam optar por transitar de Mané para Coutinho, o brasileiro ainda precisará de algum tempo para atingir a melhor forma física.
    Nesse sentido, não se esqueçam do Pizzi inglês. O ex-Southampton, um daqueles jogadores que Klopp claramente adora, marcou 2 golos e fez uma assistência contra o Middlesbrough e destacou-se também ao marcar ao West Ham. O calendário dos reds está prestes a tornar-se finalmente mais apertado (recebem o Manchester City a 31 de Dezembro, e em Janeiro defrontam Manchester United e Chelsea) mas o preço de Lallana, 2.0 abaixo de Mané por exemplo, pode permitir uma ginástica interessante nos vossos plantéis. Um Liverpool-Stoke faz de Anfield um palco promissor para Mané, Lallana e Firmino.


Michael Keane - Burnley - 4.9
    É certo que o Burnley de Sean Dyche está a apenas 3 pontos da zona de descida, mas não deixa de ser fantástico que os clarets estejam prestes a cruzar o ano e a completar meio campeonato com esperança de se aguentarem no primeiro escalão, quando são muito provavelmente o plantel com menos soluções (é discutível sim, pode-se incluir Sunderland e Hull na equação).
    Com 5 dias de intervalo, o Burnley recebe Middlesbrough e Sunderland (os adversários do Manchester United, por ordem inversa naturalmente) nas próximas jornadas, que devem ser encaradas pelo actual 16.º classificado como absolutamente decisivas.
    Heaton será chamado à acção, procurando garantir duas clean sheets e pontos cruciais na luta pela manutenção, mas acreditamos que o jovem central Keane possa voltar a ser um dos heróis como tantas vezes foi no Championship em 15-16. Na temporada passada foram 5 golos, veremos se não se superioriza nas alturas e coloca o seu nome na ficha de jogo ou já no Boxing Day ou no último dia de 2016...


Héctor Bellerín - Arsenal - 6.4
    Não tem sido um ano tão espampanante para o lateral espanhol do Arsenal. Depois de 172 pontos em 2015/ 16, com 1 golo, 6 assistências, 18 clean sheets e 18 pontos de Bónus, Bellerín tem tido uma primeira volta tímida, bastante inferior ao rival de posição Kyle Walker, e mesmo a Valencia e Clyne.
    No entanto, aproxima-se aquilo que deveria ser um período de festas para os gunners, que têm uma extraordinária oportunidade de se colocarem em boa posição para ninguém os retirar do Top-3 se vencerem os próximos jogos, nos quais são evidentes favoritos. A saber: West Brom (casa), Crystal Palace (casa), Bournemouth (fora), Swansea (fora), Burnley (casa), Watford (casa). Basicamente, até fim de Janeiro a equipa de Wenger tem obrigação de garantir algumas clean sheets e marcar bastantes golos.
    Não ter Alexis será um crime, mas ter um defesa é importante, e Bellerín envolve-se no ataque como poucos ou mais nenhum.


Eden Hazard - Chelsea - 10.4
    Três jogos sem pontuar, embora tenha falhado um deles por lesão, são algo que esta época só se viu em Hazard quando esteve num período de "seca" diante de Swansea, Liverpool, Arsenal e Hull. Verdade seja dita, mal encarrilou, foram 5 golos em 4 jogos.
    Diego Costa tem sido o MVP da Premier League 16-17, e Alexis Sánchez o segundo craque em destaque, mas não excluímos que seja Eden o destaque nº 1 da competição quando chegarmos a Maio. Com Bournemouth e Stoke como próximos adversários, ambos a visitar Stamford Bridge onde mora um líder que vai em 11 vitórias consecutivas, Hazard tem tudo para voltar às grandes exibições e, diante do Bournemouth, terá a responsabilidade e missão de assumir a equipa na ausência de Diego Costa.
    Veremos se Conte coloca Batshuayi no 11 em substituição directa de Costa, ou se opta por apostar em Hazard como falso 9, acompanhado por Pedro e Willian. Seja como for, esperamos pontos e que o estádio do Chelsea se torne o jardim de Eden.



Outras Opções:
- Guarda-Redes: Na baliza, há vários candidatos dos grandes a conseguirem clean sheets. Desde logo, Thibaut Courtois (5.8) que nas últimas 11 jornadas, somou nada mais nada menos do que 9 jogos sem sofrer. É certo que só por 5 vezes somou 1 ponto extra por defesas (curiosamente, nessas 5 vezes, duas foram nas jornadas em que não teve clean sheet, Tottenham e Manchester City), mas compensa ter o belga, que já tem mais 8 pontos do que o segundo GR.
    David De Gea (5.4) e Petr Cech (5.5) são também fortes candidatos a terminarem os seus jogos sem golos sofridos, embora o espanhol tenha melhores odds do que o checo; e nos guardiões que equilibram potencal de clean sheet e defesas, Tom Heaton (4.8) continua a oferecer a melhor relação. Importante, já agora, recordar que desde que Mignolet roubou a baliza a Karius, o Liverpool ainda não sofreu qualquer golo.

- Defesas: Entre defesas, já falámos de Bellerín e de Michael Keane, mas podemos acrescentar vários nomes. Marcos Alonso (6.4) continua a ser o nosso elemento preferido da linha defensiva dos blues, mesmo tendo Azpilicueta e Cahill mais pontos. No entanto, é preciso contextualizar que o lateral espanhol, outrora orientado por Paulo Sousa, só passou a estar disponível para Conte à passagem da 4.ª jornada, e só entrou na equipa na jornada 6, instalando-se a titular na sétima. Curiosidade-não-aleatória: desde que Alonso entrou na equipa, só vitórias.
    Depois, em Old Trafford Phil Jones (4.9) é uma pechincha pelo preço a que ainda está, e no Liverpool, Nathaniel Clyne (5.7) costuma ser um dos principais candidatos a Bónus quando a equipa não sofre.

- Médios: Alexis Sánchez (11.9), o homem que contabiliza 7 golos e 3 assistências nas últimas 5 jornadas, é absolutamente obrigatório. O craque chileno está no pico de forma da carreira, tem mais pontos do que qualquer outro jogador neste Fantasy, e recebe WBA e Crystal Palace nos próximos jogos. Chega a ser chocante como só 37% de utilizadores o têm.
    Destacámos acima Lallana, mas Sadio Mané (9.4) continua a ser o red em melhor forma, e de resto acreditamos em boas exibições de Kevin De Bruyne (10.7), Paul Pogba (8.3)Gylfi Sigurdsson (7.5). Zaha, Sterling e Walcott podem ser destaques, numa jornada em que estaremos atentos para perceber se Jay Rodriguez (contando como médio, pode ser um diferencial excelente) dá sinais de continuar a tentar ser o que foi em 2013/ 14.

- Avançados: No ataque, haverá quem abdicou de Diego Costa por 1 simples jogo de suspensão, mas quem não o fez terá certamente um 3-5-2 ou 4-5-1 como táctica nesta jornada. Zlatan Ibrahimovic+10 deve ser o caminho de muitos jogadores, e no ataque, com Kane a desiludir, arriscamos em Christian Benteke (7.7), que quererá dar as boas-vindas ao novo treinador, Allardyce.
    O Burnley terá que anular Negredo, no Chelsea veremos se Batshuayi é titular, Lukaku pode beneficiar das ausências de Huth e Fuchs, e a defesa do Swansea parece-nos macia demais para o jogo aéreo de Andy Carroll (6.2).





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11 (3-5-2): Heaton; Bellerín, Jones, Alonso; Hazard, Mané, De Bruyne, Sánchez, Sigurdsson; Ibrahimovic, Benteke

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Watford v Crystal Palace - Christian Benteke; Wilfried Zaha
Arsenal v West Brom - Alexis Sánchez; Héctor Bellerín
Burnley v Middlesbrough - Tom Heaton; Michael Keane
Chelsea v Bournemouth - Eden Hazard; Willian
Leicester City v Everton - Romelu Lukaku; Islam Slimani 
Manchester United v Sunderland - Zlatan Ibrahimovic; Paul Pogba
Swansea v West Ham - Gylfi Sigurdsson; Andy Carroll
Hull City v Manchester City - Kevin De Bruyne; Raheem Sterling
Liverpool v Stoke - Sadio Mané; Adam Lallana
Southampton v Tottenham - Harry Kane; Jay Rodriguez

Crítica: Hell or High Water

A CAMINHO DOS ÓSCARES 2017
Realizador: David Mackenzie
Argumento: Taylor Sheridan
Elenco: Chris Pine, Ben Foster, Jeff Bridges, Gil Birmingham, Marin Ireland
Classificação IMDb: 7.7 | Metascore: 88 | RottenTomatoes: 98%
Classificação Barba Por Fazer: 82


    Há filmes que fazem da simplicidade a sua principal arma. É o caso deste western moderno e empático, em que David Mackenzie se aproxima do clássico de 2007, No Country Old Men.
    O realizador escocês - que há 3 anos atrás pegou em Jack O'Connell e Ben Mendelsohn e conseguiu com Starred Up um grande filme (pai e filho numa prisão) - deu vida ao argumento do actor-convertido-em-guionista Taylor Sheridan (Sicario) e o resultado foi um dos melhores filmes de 2016. 'Hell or High Water' tem personagens bem construídas, ligadas de forma genuína e que não precisam de uma longa e detalhada exposição - o segredo estará talvez na ode do anti-herói, os 2 irmãos Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) fazem o errado por motivos certos, e à medida que a acção evolui e percebemos o que os faz assaltar bancos, torcer por eles torna-se inevitável.
    Nos primeiros oito minutos de filme, até surgir o working title acompanhado pela excelente banda sonora de Nick Cave e Warren Ellis, os irmãos fora-da-lei não pedem licença a ninguém e 'Hell or High Water' abre logo em modo assalto matinal. Aqui não há máscaras de palhaço e um Joker no fim, há dois maninhos inexperientes, que no final do assalto agradecem a colaboração e pedem desculpa pelo incómodo aos presentes.
    De um lado, Mackenzie e Sheridan colocaram os Howard, do outro dois rangers texanos, Marcus (Jeff Bridges) e o seu companheiro Alberto (Gil Birmingham). E tudo é pautado por equilíbrios e desequilíbrios bem pensados. Toby e Tanner têm um objectivo comum - fazer justiça pelas próprias mãos, pagando a hipoteca do rancho da mãe falecida ao assaltar várias sucursais do Banco que lhes quer retirar a terra. O Toby de Chris Pine, a dar ares de Josh Brolin, é o cérebro e a razão, contraposto com o irmão Tanner, um ex-presidiário imprevisível e imprudente, mas devoto ao plano do irmão, magnificamente interpretado pelo sempre subvalorizado Ben Foster.
    Irónico e pertinente, 'Hell or High Water' é muito mais do que um simples filme do gato e do rato, muito mais do que um western ou heist movie. O que o destaca - soma 3 nomeações nos Globos de Ouro, e há-de acumular um número semelhante para os Óscares - é mesmo a noção de família e a relação dos irmãos, e a inexistência de limites traçados na preservação e procura de garantir o futuro e o património.
    Mackenzie e Sheridan são claramente criativos para acompanhar nos próximos anos de Hollywood, e o trio de actores é muito forte - Chris Pine tem que garantir mais papéis assim, conseguindo com esta personagem "suja" o melhor papel da sua carreira até agora; Jeff Bridges é um íman de carisma e altivez, com linhas de diálogo poderosas e um encontro final com a personagem de Pine que irradia tensão por todos os lados; e Ben Foster é, mesmo depois de tudo isto, o destaque principal do filme. No entanto, é provável que a Academia, a votar só num, escolha só Bridges e não Foster.
    É o tipo de filme que tenderá a envelhecer bem, e desde que a Academia opte por identificar pelo menos 8 candidatos a Melhor Filme, este tem tudo para ser um deles.
     

23 de dezembro de 2016

100 Jogadores que podem marcar 2017 (51-100)


Chegou aquela altura do ano outra vez. Como fizemos para 2015 e 2016, decidimos olhar para o novo ano que se aproxima e prever/ adivinhar que jogadores poderão ter um 2017 especial por diversas razões. A centena que aqui reunimos não é nem pouco mais ou menos a lista daqueles que arriscamos virem a ser os 100 Melhores Jogadores de 2017; é sim uma selecção de jogadores que achamos que poderão dar o salto, proporcionar uma transferência marcante, desempenhar um papel determinante nas competições em que estão envolvidos ou, para os menos conhecidos, colocar o seu nome no mapa do futebol.
    Na última vez que realizámos este exercício, foram alguns os tiros certeiros. Grimaldo, Zivkovic e Jovic foram destacados antes de ingressarem no Benfica, referimos craques como Kanté, Marcos Alonso, Boufal, Stones, Gaitán e Nolito antes de proporcionarem transferências interessantes, Pogba e Higuaín antes de Manchester United e Juventus perderem a cabeça por eles, arriscámos que Payet poderia ser um dos trunfos de Deschamps no Euro e que Griezmann poderia marcar bastantes golos na mesma competição, patrocinámos a ascensão dos miúdos Renato Sanches, André Silva e Diogo Jota, e acreditámos no nascimento de José Gomes como profissional; pelo meio, acreditámos que estava na hora de elementos como Naby Keita e Sisto colocarem os seus nomes nas bocas do mundo e, claro, houve menções para Mahrez e Vardy na caminhada para o título que nunca ninguém esquecerá.
    2017 promete equilíbrio em vários campeonatos, e há ainda uma Taça das Confederações que servirá para parar os favoritos Portugal, Alemanha e Chile durante umas semanas. Não nos rendemos e não olhamos para o futebol como um negócio, mas é inevitável que quer já no defeso de Janeiro, quer no calor do Verão, os milhões circulem à grande e à francesa. A tendência tem sido um crescimento galopante, até a bolha rebentar.
    Hoje revelamos a metade inferior da tabela, do 100.º ao jogador número 51. Daqui a dois dias conhecerão o Top-50.

51. Marco Reus (Borussia Dortmund) - Pode até ser este o ano em que Reus muda de ares, mas torcemos para que continue em Dortmund junto daqueles adeptos sem igual. Para Reus, pedimos um 2017 sem lesões, porque o Futebol precisa dele todos os fins-de-semana. Depois de falhar o Mundial 2014 e o Euro 2016 por lesão, desejamos que Portugal tenha uma má notícia e que Reus não falhe as Confederações.

52. David Luiz (Chelsea) - O novo ano deve reforçar aquilo que a segunda metade de 2016 vincou - no 3-4-3 de Conte, David Luiz tem mostrado que é efectivamente um dos melhores do mundo na posição. Concentrado em defender, é provável que surja no XI do ano da Premier League em Maio.

53. Mahmoud Dahoud (Borussia Mönchengladbach) - Para quê adiar um namoro perfeito? Dahoud tem que ser orientado por Klopp, e a cidade dos Beatles só ganharia em contar com o perfume do atleta nascido na Síria.

54. Wilfried Zaha (Crystal Palace) - E se vos disséssemos que só Neymar consegue mais dribles por jogo do que Zaha?! 4,8 do brasileiro contra 4,4 do inglês que aparentemente decidiu representar a Costa do Marfim. A época de 2016/ 17 tem-nos mostrado que Zaha é de facto jogador, e no nível em que está cabe perfeitamente numa equipa de Top-8 em Inglaterra.

55. Kerem Demirbay (Hoffenheim) - O sucesso do Hoffenheim (5.º classificado da Bundesliga, única equipa sem derrotas na Europa para além do Real Madrid) muito se deve ao "achado" que foi Demirbay, que nunca se afirmou no Hamburgo. O camisola 13, uma das figuras desta Bundesliga 16/ 17, nasceu na Alemanha mas tem ascendência turca; a continuar como está, será chamado por Löw.

56. Kasper Dolberg (Ajax) - Tem algo de Laudrup, tem algo de Bergkamp. E tem apenas 19 anos. Este é daqueles que não vai apenas marcar 2017, mas sim a próxima década.

57. Wilfred Ndidi (Genk) - O Leicester perdeu Kanté, que continua líder agora no Chelsea, Mendy não convenceu para já, e Amartey não parece vir alguma vez a convencer. A solução pode passar por Ndidi - um dos poucos tanques que ainda pode ser contratado a baixo custo.

58. Adrien Silva (Sporting) - Se o Sporting for capaz de estar na luta pelo título até ao fim, muito ficará a dever ao seu melhor jogador e capitão, Adrien Silva. Deixá-lo sair, sobretudo em Janeiro, seria um erro sem preço.

59. Thiago Maia (Santos) - Um dos melhores jogadores jovens a actuar no Brasil tem rotação, intensidade e cultura para se adaptar rápido ao futebol europeu. Portugal não era uma má porta de entrada para o médio centro do "Peixe".

60. Mauricio Lemos (Las Palmas) - Numa fase em que quase só se olha para a qualidade ofensiva dos defesas centrais, o uruguaio do Las Palmas é um central que sabe realmente defender. Alegadamente pretendido por Barcelona e Everton, é um poço de entrega quase sempre intransponível. Chegou o momento de se pôr no mapa.

61. Bruma (Galatasaray) - Sair tão cedo do Sporting, ainda por cima para o Galatasaray, foi um erro; um erro que Bruma parece querer remediar com exibições de luxo umas atrás das outras. Na Turquia os adjectivos e elogios já são poucos, mas 2017 deve significar duas coisas: um novo desafio num clube ao nível do potencial do extremo português, e a estreia na Selecção AA.

62. Emil Forsberg (RB Leipzig) - Nos principais campeonatos europeus, só Kevin De Bruyne tem mais assistências do que o sueco que herdou o 10 de Zlatan. O futebol ofensivo do Leipzig passa muito pelos seus pés, ele que aos 25 anos é um irmão mais velho para os miúdos Keita, Werner, Poulsen, Burke, Selke, Sabitzer e Bernardo.

63. Gonçalo Guedes (Benfica) - O azar de alguns virou sorte para Guedes, que agarrou o lugar no 11 com unhas e dentes e tem crescido de jogo para jogo. Em 2017 pode ser uma das super-vendas dos encarnados, embora o melhor para ele seja mesmo continuar de águia ao peito a trilhar o seu caminho a segundo avançado.

64. Moussa Dembélé (Celtic) - Já esteve em Inglaterra mas, depois desta passagem pelo Celtic de Brendan Rodgers, hão-de ser doutra toada os clubes ingleses interessados nele. Nesta fase precisa de estabilidade, mas convinha estar num contexto de maior dificuldade do que o campeonato escocês.

65. Rúben Semedo (Sporting) - 2017 é ano de ser (finalmente) chamado por Fernando Santos. E não é impossível algum tubarão tentar retirá-lo de Alvalade.

66. Dwight Gayle (Newcastle) - Mal sabia Alan Pardew o que estava a dar ao seu anterior clube. Gayle desceu ao Championship e em 22 jogos marcou 17 golos, mais do que marcou pelo Crystal Palace em 64 jogos... O Newcastle há-de subir, e vocês vão querer ter Gayle no vosso Fantasy. 

67. Anthony Modeste (Colónia) - Com 28 anos no modesto (mas actual 7.º classificado) Colónia, Modeste só perde em golos para Aubameyang. Tarde demais para ir à Selecção e transferir-se para um clube médio-alto?

68. Ljubomir Fejsa (Benfica) - O sérvio-sempre-campeão é muito provavelmente o jogador mais importante do Benfica. Pelo menos, o único absolutamente insubstituível. Se o melhor trinco em Portugal estiver toda a época bem fisicamente, será muito difícil tirar o tetra às águias.

69. Serge Gnabry (Werder Bremen) - Profissional desde 2012, Gnabry libertou-se das amarras que o prendiam ao Arsenal e aos 21 anos encontrou no Werder Bremen o seu espaço de afirmação. Na estreia pela Mannschaft fez um hat-trick, e sinceramente é um daqueles casos que já não nos arriscamos a prever até onde poderá chegar. Pode surpreender.

70. Yacine Brahimi (Porto) - A melhor notícia na Invicta nos últimos tempos foi o renascimento de Brahimi. Com a CAN à porta, o argelino será uma baixa de peso em Janeiro (a Argélia deve chegar longe) mas voltará pronto para espalhar a sua magia nos relvados portugueses. Motivado e comprometido, é inequivocamente um dos melhores jogadores que por cá anda.

71. Giuliano (Zenit) - Na sua segunda oportunidade na Europa, Giuliano está a jogar muito e a reclamar um lugar na Canarinha. Na Liga Europa, ninguém jogou mais do que ele - 6 golos e 5 assistências; na Liga russa, a cada 2 jogos marca um golo. Na Rússia parece ser Promes versus Giuliano.

72. Memphis Depay (Manchester United) - É hora de dar um murro na mesa e rumar a outras paragens. O Everton parece estar próximo de garantir os red devils Depay e Schneiderlin, e com o compatriota Koeman o ex-PSV terá as condições perfeitas para explodir de vez. Basta querer.

73. Nicola Sansone (Villarreal) - O "submarino amarelo" não costuma vacilar na hora de contratar. Depois de 2 anos no Sassuolo, Sansone vive o melhor período da carreira e leva os mesmos golos que Griezmann, Aduriz e Carrasco.

74. Quincy Promes (Spartak Moscovo) - Tirem-no da Rússia, se faz favor. Tem características para ser destaque semanalmente em Inglaterra ou na Alemanha.

75. Lisandro López (Benfica) - Façam o seguinte raciocínio: se Lindelöf sair em Janeiro, acreditamos que a dupla preferencial de Rui Vitória será Jardel-Lisandro. O argentino, bastante tempo depois de ingressar no Benfica, terá a sua verdadeira oportunidade.

76. Malang Sarr (Nice) - O líder da Ligue 1 tem no seu onze titular um defesa central de apenas 17 anos. Como? Vejam-no jogar e perceberão o "monstro" (no bom sentido) que já ali está. Mais uma boa aposta de Favre.

77. Nicolae Stanciu (Anderlecht) - O nosso romeno preferido brilhou na Liga Europa, mas ainda não conseguiu afirmar-se como maestro dos belgas de modo regular. Caso o faça, não estará no país de Preud'homme por muito tempo.

78. Nicolai Jorgensen (Feyenoord) - O Feyenoord festeja o novo ano na liderança, e deve-o em parte ao goleador e gigante dinamarquês. Tem 12 golos em 16 jogos, é um ponta-de-lança à antiga e o principal candidato a Bota de Prata na Holanda.

79. Suso (AC Milan) - Vincenzo Montella está aos poucos a recuperar o velho ADN de um dos maiores emblemas do Velho Continente. Para já, Suso está a explodir (um pouco mais tarde do que se esperava) e Milão joga o que o espanhol joga.

80. Mattia Caldara (Atalanta) - Requinte e fino recorte italiano, um central mestre na antecipação, que não inventa e ameaça constantemente no jogo aéreo. As propostas hão-de surgir no Verão.

81. Idrissa Gueye (Everton) - Ninguém regista tantos desarmes por jogo (4,9) como o incansável médio dos toffees. O projecto de Koeman é a médio-prazo, mas o tampão já está descoberto.

82. Oliver Burke (RB Leipzig) - O Bale escocês está no clube e campeonato certos para crescer tudo o que pode. Se for destaque em 2017, será em excesso de velocidade.

83. Dmitri Poloz (Rostov) - O sensacional Rostov deu sequência ao seu conto de fadas leicesteriano e, num grupo da Champions com Bayern, Atlético e PSV conseguiu uma vitória e 2 empates, atirando os holandeses para fora da Europa. Poloz foi o porta-estandarte e ganhou mercado (tanto ele como Smolov, do Krasnodar, têm futebol para outro patamar).

84. Manuel Locatelli (AC Milan) | Lorenzo Pellegrini (Sassuolo) - Numa época em que a Itália se está a reinventar e procura novas referências, Locatelli (18 anos) e Pellegrini (20 anos) dão esperança à squadra azzurra.

85. Leon Bailey (Genk) - A Jamaica não é só Usain Bolt. Os adeptos do Genk sabem-no, e a Europa do Futebol não demorará a ter este nome na ponta da língua, jogue ele pela esquerda ou pela direita.

86. Conor Hourihane (Barnsley) - Jogador simples de processos simples (4 golos e 9 assistências no Championship). Com o devido respeito, o Barnsley é pequeno para o nível que este irlandês de 25 anos tem apresentado. 

87. Sebastián Driussi (River Plate) - Desconcertante, é um daqueles extremos que entusiasma. Tem golo, joga com os dois pés e ganha o flanco como poucos. Era bom um dos grandes tentar garanti-lo.

88. Alban Lafont (Toulouse) - Aos 17 anos é um dos guarda-redes titulares mais jovens nos principas campeonatos europeus. Donnarumma é doutra estirpe, mas tem em Toulouse um teenager amigo entre os postes.

89. Mikel Oyarzabal (Real Sociedad) - Um pé esquerdo que não engana. Real e Barça que comecem a preparar o livro de cheques, porque é aos grandes de Espanha que ele está destinado.

90. Davinson Sánchez e Jairo Riedewald (Ajax) - Numa fase em que não há assim tantos defesas centrais que se prespectivem como valores seguros para a próxima década, em Amesterdão moram dois. O holandês tem o handicap da altura, mas muita qualidade e critério a sair a jogar; já o colombiano, chegou ao Ajax e pegou de estaca no coração da defesa. 

91. Ludwig Augustinsson (Copenhaga) - O grupo do Leicester e do Porto serviu para confirmar Augustinsson como um dos mais promissores laterais-esquerdos da Europa. É bom demais para estar na Dinamarca.

92. Scott Hogan (Brentford) - A figura do Brentford continua a ser Alan Judge, mas Hogan tem tudo para despertar a cobiça de vários clubes da Premier League. O britânico tem-se fartado de marcar e faz lembrar o irlandês Shane Long. Mas tem tempo para chegar mais longe.

93. Anthony Knockaert (Brighton) - Não é preciso recuar muitos anos para ver um Leicester em que Knockaert parecia ter tanto ou mais talento do que Mahrez. O francês - que em 2013 falhou um penalty célebre que deu golo de Deeney (Watford) segundos depois do outro lado do campo - tem sido um dos grandes destaques do Championship e, se os actuais 2 favoritos (Newcastle e Brighton) subirem, tê-lo-emos na Premier na segunda metade do ano.

94. Alexander Isak (AIK) - Já foi associado ao Benfica, e chamam-lhe o novo Ibrahimovic. Com 17 anos e 1,90m deve proporcionar um bom leilão em 2017.

95. João Carvalho (Benfica) - Falámos sobre ele na edição do ano passado, mas mantemos a teimosia - é desta que o maestro se estreia pela equipa principal do clube da Luz. Pés de algodão, elegância e pormenores que não enganam. Rui Vitória dá oportunidades e as necessidades têm surgido para muitos - Pedro Rodrigues, Diogo Gonçalves, JP, Florentino, Gedson, João Félix, Pedro Álvaro, Filipe Soares e Heriberto estarão à espreita nos próximos anos.

96. Enes Ünal (Twente) - Numa Liga em que alguns dos melhores marcadores são jovens - Haller e Dolberg são outros exemplos - o turco Ünal tem crescido, emprestado pelo City. Assim continuará.

97. Simone Lo Faso (Palermo) - Depois de Dybala e Pastore, o Palermo tem novo projecto de jogador. Um embrião, desta vez italiano, com muito talento puro mas ainda um longo caminho pela frente. Pietro Pellegri, do Génova, é outro jogador-bebé a despontar na Serie A.

98. Moussa Marega (Vit. Guimarães) - Uma agradável surpresa na primeira metade da temporada 2016/ 17, mal-amado no Dragão virou ídolo na cidade-berço. É um dos melhores marcadores da Liga NOS, mas não deve ser resgatado pelo Porto. Ou continua em Guimarães a valorizar-se, ou permite aos azuis e brancos um bom encaixe.

99. Moise Kean (Juventus) - O sexto jogador mais novo de sempre a jogar na Champions - 16 anos e 267 dias - nasceu em 2000. Sim, leram bem, em 2000! Canhoto, filho de emigrantes costa-marfinenses, promete crescer e agarrar as oportunidades que Allegri lhe for dando.

100. Diogo Dalot (Porto) - O jovem lateral direito é um dos quatro Diogos (ele, Diogo Costa, Diogo Queirós e Diogo Leite) que podem marcar o futuro do Porto e da Selecção. Tem 17 anos mas já joga como gente grande. Os dragões têm Maxi, os emprestados Ricardo Pereira e Victor García vão brilhando fora da casa-mãe, mas dada a maturidade e consistência, não nos surpreende que chegue à equipa principal já este ano.