Balanço Final - Liga NOS 18/ 19
A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.
Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19
Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.
Balanço Final - Premier League 18/ 19
Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.
Os Filmes mais Aguardados de 2019
Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.
21 Novas Séries a Não Perder em 2019
Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.
16 de outubro de 2014
Primeiras previsões para os Óscares 2015
15 de outubro de 2014
Crítica: Gone Girl

Argumento: Gillian Flynn
Elenco: Ben Affleck, Rosamund Pike, Carrie Coon, Tyler Perry, Neil Patrick Harris, Kim Dickens
Classificação IMDb: 8.1 | Metascore: 79 | RottenTomatoes: 88%
Classificação Barba Por Fazer: 84
Mas tudo começa, neste caso, no Argumento. Gone Girl resulta da adaptação do livro com o mesmo nome, um best-seller nos EUA, produto da escritora Gillian Flynn. A magnífica imaginação de Flynn, capaz de explorar não só a essência do casamento através de jogos misteriosos e tenebrosos, mas cruzando também essa realidade com uma abordagem crítica ao modo como tudo é alvo dos media (tendo a imprensa a capacidade de ostracizar alguém ou elevá-lo a herói num abrir e fechar de olhos) é o ponto de partida para um bom filme. E certamente que o facto de ter sido a própria Gillian Flynn a adaptar para o grande ecrã o seu livro também ajudou.
'Gone Girl' começa no dia do 5.º aniversário de casamento de Nick Dunne (Ben Affleck) e Amy Dunne (Rosamund Pike). Nick dá conta do desaparecimento de Amy e reporta-o à polícia, acabando o caso por ganhar uma notoriedade mais ampla e acabando Nick como suspeito da morte da mulher. Mas será que foi ele - o homem que não se sabe comportar "adequadamente" enquanto a mulher está desparecida - quem a fez desaparecer? Ao longo do filme o espectador é levado a criar progressivamente os seus próprios juízos, com a narrativa a evoluir em 2 realidades temporais - acompanhamos a investigação do caso no presente, enquanto somos confrontados com vários flashbacks contados por Amy, escritos no seu diário, e referentes à evolução da sua relação com Nick.
Por entre os meandros de um casamento aparentemente saudável, Fincher e Flynn levam-nos numa viagem com curvas e contra-curvas, com pontos de interrogação e de exclamação, numa construção progressiva e metódica das personagens-chave e no verdadeiro puzzle que é, não só o crime central, mas também o casamento de Amy e Nick Dunne. Uma relação alimentada por enigmas criados por um casal de escritores (é reveladora, neste sentido, a cena em que os dois se conhecem), prejudicada pelo contexto (ambos ficam desempregados por via da crise economico-financeira) e por uma série de condicionantes e vicissitudes características da vida a dois.
O enredo, que embora ligeiramente previsível acaba por ser envolvente e cativante, poderia ter apenas um final diferente mas isso não anula os 149 minutos bem passados. Ao longo da história são ainda chamados a cena a irmã de Nick, Margo (Carrie Coon), um ex-namorado de Amy chamado Desi (Neil Patrick Harris) e há ainda o actor Tyler Perry como advogado de Nick Dunne. Um filme negro (típico no trabalho de Fincher, o homem que excede os impossíveis a gravar takes por cena), inteligente e em que - para além do bom trabalho de Fincher e da boa cabeça de Flynn - há uma actriz que chama a si as atenções. Rosamund Pike, no papel de Amy Dunne, a mulher desaparecida, surpreende e entra perfeitamente numa personagem que, por si só, já continha bastante potencial. É muito provável que a vejamos no quinteto de nomeadas para Melhor Actriz em breve. Todo o casting parece adequado (inclusive Ben Affleck, que é melhor realizador e argumentista do que actor, encaixa bem num papel que de facto não pedia um enorme actor) e o próprio Marketing contribuiu para o galopante interesse que 'Gone Girl' reuniu à sua volta - podíamos falar do trailer com a música 'She', dos vários posters com "provas" ou ainda de uma excelente imagem de Pike e Ben Affleck numa mórbida reedição de uma célebre fotografia de John Lennon e Yoko Ono.
Foi bem escrito, foi bem realizado, é bem interpretado e está bem pensado praticamente de uma ponta à outra. 'Gone Girl' é entretenimento garantido, fazendo-nos pensar, ajuizar e incriminar quem achamos ser o arguido final e, embora ainda falte bastante, podemos esperá-lo em várias categorias dos Óscares 2015: Rosamund Pike deverá constar entre as candidatas a Melhor Actriz, Gillian Flynn deverá ver o seu Argumento Adaptado reconhecido, David Fincher e o próprio Filme poderão também receber nomeações, e ainda sobram hipóteses técnicas (banda sonora e outras categorias sonoras, edição ou fotografia). Resume-se tudo, por fim, num olhar de Amy, captado pela perspectiva de Nick, e que representa na totalidade a personagem feminina, a estrela de um filme como devia haver mais.
O crime e a história perfeita, porque muitas vezes a nossa própria realidade é uma ficção.
14 de outubro de 2014
Crítica: The Maze Runner
Classificação IMDb: 6.8 | Metascore: 57 | RottenTomatoes: 65%
Meus caros, hoje em dia a receita para escrever um best-seller é muito simples: um cenário pós-apocalíptico como contexto e um bando de miúdos a tentar sobreviver. Varia o conceito. Embora a receita não seja complexa, só os melhores cozinheiros (leia-se, escritores) conseguem efectivamente criar um mundo que resulte, que faça sentido de algum modo e que seja atractivo, seduzindo pela aventura, pelo futuro não muito distante e por isso mensurável.
Suzanne Collins lançou os seus Jogos da Fome (depois de uma epifania a fazer zapping e apanhando uma passagem de um reality show para imagens de guerra) em 2008, James Dashner lançou este The Maze Runner em 2009 e, já agora, Veronica Roth escreveu Divergent (que saiu no cinema antes do filme que criticamos hoje) lançado em 2011. Tudo farinha do mesmo saco, embora Suzanne Collins com a obra mais emblemática do género, mas 3 casos de livros escritos com criatividade, em que varia o conceito, e que pediam todos eles uma adaptação para o cinema.
Em 'The Maze Runner' a história é simples, mas intrigante e cativante. Tudo começa com Thomas (Dylan O'Brien), um rapaz cuja memória foi apagada, a chegar num elevador a um local onde já estão vários outros rapazes, sem que algum deles saiba porque lá estão. Mais curioso que os restantes, Thomas procura compreender quem os colocou naquele local e porquê, sendo que os rapazes apenas têm 2 coisas como certas: todos os dias de manhã abre-se uma entrada para um Labirinto gigante que os rapazes tentam estudar e decorar com vista a uma possível fuga, e em cada mês é colocado no local um novo rapaz. O grupo de jovens estabelece internamente a sua própria hierarquia e funções para o bom funcionamento em comunidade, mas se o aparecimento de Thomas muda muita coisa, nada volta a ser o mesmo depois de ser colocada uma rapariga, Teresa (Kaya Scodelario), trazendo consigo a mensagem de que é a última a ser colocada no local.
O primeiro filme da trilogia escrita por James Dashner é interessante. Puro entretenimento, capaz de nos deixar com a cabeça ocupada durante aproximadamente 2 horas, e uma boa introdução a um novo mundo, a um novo conjunto de personagens. Não sendo um "filme de actores" apenas faz sentido dizer que com este franchise Dylan O'Brien ganhará notoriedade nos próximos anos, bem como Kaya Scodelario, que se notabilizou na série britânica 'Skins' com a personagem Effy. O filme conta ainda com Thomas Brodie-Sangster, actor de 'Game of Thrones' e Will Poulter, um dos jovens actores que "surgiu" no ano passado.
Em 2015 haverá nova aventura para Thomas e Teresa.
Garganta Afinada. Top 20 ( nº 99 )
3 de outubro de 2014
Dicas Fantasy Premier League - Jornada 7
Fantasy Premier League - Boa noite apaixonados pelo futebol inglês, depois de uma jornada em que os 2 jogos grandes terminaram empatados a uma bola, a 7.ª jornada tem três jogos merecedores da nossa atenção. Todos eles jogados Domingo: Chelsea-Arsenal, Man Utd-Everton e Tottenham-Southampton.
Nathan Dyer - Swansea - 5.8Depois do brilhante arranque, os swans acalmaram (2 derrotas e 1 empate nos últimos três jogos) mas é preciso ter em conta que nos últimos dois jogos acabaram o jogo com 10 elementos, algo que fez a diferença sobretudo no Swansea-Southampton. A recepção ao Newcastle é a oportunidade perfeita para a chama e os bons resultados voltarem e Nathan Dyer, cujos golos parecem interligados com as boas exibições de Gylfi Sigurdsson (6.7), pode muito bem voltar a fazer das suas. Shelvey estará motivado pela chamada à Selecção inglesa, Sigurdsson é Sigurdsson, e depois elementos como Routledge/ Montero e Bony/ Gomis parecem indicados para atormentar um Newcastle em penúltimo lugar.
Sergio Agüero - Manchester City - 12.2Dzeko é bem mais barato e por isso muito mais fácil de encaixar em qualquer equipa mas, para quem perdeu Rooney (que decidiu pontapear Downing na última jornada) e tenha alguma coragem, não o trocando por Falcao ou por um AV mais barato, Kun Agüero será uma opção a considerar. O avançado argentino está a aquecer o motor, leva 4 golos e as características defensivas do Aston Villa podem acordar o lado mais letal de Agüero. Reafirmamos que, com a saída de Suárez do futebol inglês, Agüero tem todas as condições para - se quiser e se conseguir manter as lesões longe do seu corpo - ser o jogador com maior capacidade individual para resolver jogos.
Enner Valencia - West Ham - 6.9Sugerimos pela segunda vez o avançado do Equador porque temos fé que Valencia mal lhe tome o gosto não vai parar. Tem impressionado a rápida adaptação do equatoriano à Premier League e o futebol do West Ham, posicionado acima dos rivais de Liverpool, tem vindo a melhorar. Diafra Sakho (5.5) tem-se destacado - fez 2 golos e 1 assistência nos últimos 3 jogos - sendo uma agradável surpresa mas contra o QPR, num jogo que será tanto mais interessante quanto mais cedo se marcar o 1.º golo, confiamos no talento de Enner Valencia. Rápido, inteligente, espontâneo, matador.
Alberto Moreno - Liverpool - 5.6Vamos lá ser sinceros: pensar num defesa do Liverpool neste momento é possivelmente a pior coisa que alguém pode fazer. Os reds têm revelado dificuldades em defender jogo após jogo, acumulado erros individuais e vacilado nas bolas paradas defensivas, e ainda para mais o adversário deste fim-de-semana (West Brom) vem de uma goleada moralizadora por 4-0. Sturridge continua a fazer muita falta ao Liverpool, e o facto de Rodgers voltar a ter Skrtel-Lovren no centro é uma mais-valia. Alberto Moreno descansou na Champions, na derrota do Liverpool em Basileia, e estará com a corda toda em Anfield. Comandados por Steven Gerrard (8.9) e dependendo do talento de Raheem Sterling (8.9) e Adam Lallana (8.4) este jogo é o primeiro de uma sequência de 4 que o Liverpool tem que ganhar caso queira manter o nível do ano passado. E uma boa equipa começa numa boa defesa.
Kasper Schmeichel - Leicester City - 4.5Já deu para perceber uma coisa nesta Premier League: há um Leicester em King Power Stadium, e outro fora. E nenhuma equipa quererá ter que ir jogar ao terreno do campeão em título do Championship. Desta vez a fava calhou ao Burnley, e nos últimos anos os confrontos entre estas duas equipas têm sido francamente favoráveis ao Leicester. O factor-casa (numa das equipas da Premier em que isso parece mais pesar), o momento de forma de Leonardo Ulloa (5.9) e o facto de David Nugent saber muito bem o que é marcar ao Burnley, poderão ser vários factores a ter em conta. O Leicester não prima propriamente pela sua consistência defensiva - a única clean sheet que teve foi inclusive com o barbudo Hamer na baliza - mas o jovem Schmeichel é uma das melhores opções entre os postes para esta jornada. E ainda por cima o seu calendário conjuga-se bem a médio-prazo por exemplo com Fraser Forster.
Até daqui a duas semanas e bons jogos!
Crítica: Guardians of the Galaxy
Classificação IMDb: 8.1 | Metascore: 76 | RottenTomatoes: 91%
Indiscutivelmente, a Marvel tem feito bem o seu trabalho nos últimos anos. Tem-nos mantido entretidos, tem sabido interligar as histórias dos vários super-heróis e criado blockbusters uns atrás dos outros. E na próxima década tudo se manterá assim. Depois do hype de Avengers em 2012, 'Guardians of the Galaxy' também tem o seu ligeiro hype, fundamentalmente devido (de forma justificada) a uma personagem. Estes guardiões eram personagens menos populares no universo Marvel, mas foi uma boa decisão - dos estúdios Marvel e Disney - contar a história deles. Na sua primeira aparição, conhecemos um quinteto fora do vulgar formado por Peter Quill aka Star-lord (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket Raccoon (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel). O quinteto emerge e reúne-se por circunstâncias que o filme relata, acabando por trabalhar em uníssono para evitar a destruição da galáxia e combater o poderoso Ronan (Lee Pace).
Na teoria ou no papel, é apenas mais um filme da Marvel com super-heróis, tiros e afins; mas na prática é mais do que isso. James Gunn tem a sua quota-parte de responsabilidade ao acrescentar determinados pormenores (as luzes de Groot no momento alto da personagem ou a Awesome mixtape de Peter Quill, que nos relembra, no meio de tanta ficção científica, que ele é humano, e que confere uma energia interessante ao filme). Na história em si, Lee Pace foi uma boa escolha para vilão, dada a sua voz icónica, e vários dos actores acumulam curiosidades: Karen Gillan rapou o cabelo para interpretar Nebula, Dave Bautista (sim, o Batista do Wrestling) chorou quando soube que tinha conseguido o papel e embora não seja transcendente como actor até o podemos considerar uma surpresa positiva. De resto, Bradley Cooper achou por bem conferir um sotaque mafioso ao guaxinim mais carismático do século XXI e Vin Diesel gravou o seu "I am Groot" em todas as línguas nas quais o filme foi dobrado. Infelizmente, Cooper e Diesel apenas deram as vozes a Rocket e Groot, curiosa dupla, com a animação a ser feita graças ao físico de Sean Gunn, o irmão do realizador, e Krystian Godlewski.
Longe vão os tempos em que Chris Pratt era um actor gordinho que se confundia com Seth Rogen, e talvez também com Jonah Hill, e pode-se dizer que vivemos agora na era de Groot. A personagem a que Vin Diesel deu voz é de uma simplicidade brutal, mas consegue de forma simples e sensível chamar a si todos os elogios que o filme merece depois, graças a um momento seu, a uma variação de sintaxe genial.
Eles hão-de voltar em 2017. Até lá: We Are Groot.
Crítica: The Fault in Our Stars
Classificação IMDb: 7.8 | Metascore: 69 | RottenTomatoes: 81%
'A Culpa é das Estrelas' já não está nas salas de cinema portuguesas, mas não podíamos deixar de criticar um dos mais aclamados romances juvenis da sua geração. Embora com um nome que remonta ao universo Nicholas Sparks, a adaptação do livro de John Green foi um sucesso no grande ecrã, por diferentes motivos.
O foco desta história, que sabe um pouco a A Walk to Remember, são os 2 protagonistas: Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus "Gus" Waters (Ansel Elgort), com especial enfoque na personagem feminina. Hazel Grace é uma adolescente com cancro na tiróide e cujos pulmões foram já afectados, precisando de um "amigo de oxigénio" sempre por perto para a ajudar a respirar. Especial e descomplexada na forma de encarar a sua doença, embora alegadamente deprimida, Hazel é encaminhada para um grupo de apoio onde conhece Augustus Waters. Gus, carismático e optimista, com um osteossarcoma (que originou a amputação de uma perna) em remissão, causa impacto imediato em Hazel e muda a vida dela. O filme acompanha a evolução da relação dos 2 jovens, com Gus a ajudar Hazel a obter respostas relativamente ao final do seu livro preferido.
O filme de Josh Boone comove os mais susceptíveis, mas marca pela diferença - nas personagens e em todo o enredo. Mérito, naturalmente, de John Green. Shailene Woodley brilha no grande ecrã com aquela que será a sua melhor interpretação na sua precoce carreira (esteve bem em 'The Descendants' e este ano, ao acumular este filme com 'Divergente' torna-se uma das personalidades mais mediáticas em termos cinematográficos) e Ansel Elgort é forte candidato a Rookie do Ano no Cinema. A personagem de Augustus Waters (o rapaz das metáforas que coloca um cigarro na boca sem o fumar apenas para ter aquilo que pode matar entre os dentes, sem nunca lhe conceder esse poder) tem logo à partida traços com potencial mas o desempenho de Ansel é excelente de qualquer forma. Não só Ansel Elgort como também o secundário Nat Wolff merecem atenção em filmes futuros, isto porque Woodley já é uma certeza.
Quanto ao autor do livro, John Green, teremos em breve mais 2 das suas obras adaptadas - primeiro 'Paper Towns' (em que Nat Wolff desempenhará o protagonista), mas mais aguardada será a adaptação de 'Looking for Alaska' no qual Sarah Polley já está a trabalhar.
'The Fault in Our Stars' é a história da rapariga que se considera uma granada e do rapaz que quer deixar a sua marca no mundo e evitar o esquecimento. Não chega a Óscares, mas é claramente mais do que um filme de Sábado à tarde. Porquê? Porque alguns infinitos são maiores do que outros, e este filme mostra-nos isso.
Fernando Santos convoca Tiago, Danny, José Fonte e Ricardo Carvalho

Selecção - Uma pequena revolução, com novidades e justiça a ser feita na primeira convocatória de Fernando Santos. O novo seleccionador nacional rompeu com o passado, abriu as portas a jogadores que poderiam e deveriam ter sido chamados nos últimos anos (Paulo Bento foi criando sinergias negativas contra diversos elementos) e, discutindo-se uma ou outra opção, estamos indiscutivelmente perante uma convocatória que finalmente se baseia na qualidade dos jogadores e no momento de forma nos clubes.Fernando Santos chamou:
- Guarda-Redes: Rui Patrício (Sporting), Beto (Sevilha), Anthony Lopes (Lyon)
- Defesas: Cédric (Sporting), Ivo Pinto (Dínamo Zagreb), Eliseu (Benfica), Antunes (Málaga), Fábio Coentrão (Real Madrid), Pepe (Real Madrid), José Fonte (Southampton), Ricardo Carvalho (Mónaco), Bruno Alves (Fenerbahçe)
- Médios: Tiago (Atlético Madrid), Adrien (Sporting), William Carvalho (Sporting), João Mário (Sporting), André Gomes (Valência), João Moutinho (Mónaco)
- Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Danny (Zenit), Éder (Braga), Vieirinha (Wolfsburgo), Nani (Sporting), Quaresma (Porto)
27 de setembro de 2014
Estoril 2-3 Benfica: Sofrer para ter vantagem
2-3
Benfica (Diogo Amado 38', Kléber 54'; Talisca 3' 8', Lima 70')Barba Por Fazer do Jogo: Anderson Talisca (Benfica)
Outros Destaques: Kuca, Kléber, Sebá; Gaitán, Salvio, Derley
26 de setembro de 2014
Sporting 1-1 Porto: Clássico de qualidade
1-1
Porto (Jonathan Silva 2'; Sarr a.g. 56')Barba Por Fazer do Jogo: Óliver Torres (Porto)
Outros Destaques: Rui Patrício, Nani, Carrillo; Herrera, Brahimi
Dicas Fantasy Premier League - Jornada 6
Fantasy Premier League - Em Portugal estivemos quietinhos mas em terras de Sua Majestade jogou-se durante a semana a Carling Cup. Em ritmo imparável este fim-de-semana há mais acção em 10 estádios ingleses, com 2 (+1) grandes jogos.
Graziano Pellè - Southampton - 7.7A tabela ainda há-de dar voltas e reviravoltas mas o Southampton de Koeman já mostrou ter argumentos para fazer igual ou melhor do que a espectacular temporada passada. Os saints estão em grande, eliminaram o Arsenal da taça da liga, e estão motivadíssimos para a recepção ao QPR (José Fonte, como capitão, comunicou inclusive a Koeman que os jogadores queriam abdicar da folga pós-Arsenal). O calendário nas próximas jornadas é favorável (só na jornada 13 chega um período complicado) e por isso mesmo há um italiano forte candidato a marcar golos. Pellè tem 3 golos mas veremos quantos terá daqui a umas 4 jornadas. Para além dele, Dusan Tadic (7.5) e Sadio Mané (6.9), este último se for titular, serão os principais jogadores a ter debaixo de olho em termos ofensivos. Schneiderlin tem surpreendido também, mas de resto é na defesa que é fulcral contar com 1 ou mais elementos deste Southampton: Nathaniel Clyne (5.3) é o elemento em melhor forma, mas tanto Bertrand, como Fonte ou Alderweireld oferecem garantias, até para haver diferenciação. Fraser Forster (5.0) é, por esta altura, uma das melhores opções para ter entre os postes.
Leonardo Ulloa - Leicester City - 5.8Depois do que o Leicester "fez" ao Manchester United, todos estaremos atentos aos próximos jogos. Estamos perante uma equipa com personalidade e que já fez a vida negra não só a van Gaal como também a Everton e Arsenal. A ida ao terreno do Crystal Palace não é um jogo dado mas o Leicester, até pelo momento, é favorito. Seria bom Jamie Vardy (4.9) continuar a somar pontos, porque na jornada seguinte já poderá merecer a confiança, mas para já Ulloa é uma certeza. O avançado ex-Brighton está em grande e muito provavelmente vai continuar..
Saido Berahino - West Bromwich - 5.5Nesta slot poderíamos perfeitamente encaixar Diego Costa, Di María ou outros jogadores reputados mas esta será uma das poucas jornadas em que faz sentido apostar ofensivamente no WBA. O West Brom é uma incógnita, e frente ao Burnley a teoria diria que pode ser jogo de 0-0. Mas tal como na semana passada acreditámos que o QPR-Stoke contrariaria a teoria, desta vez também o cremos. O Burnley vem de três 0-0's seguidos, e o jovem Berahino é o candidato mais forte a mexer com o jogo, com a sua velocidade e objectividade. A ver vamos.
Danny Welbeck - Arsenal - 7.2Alguns torceram o nariz à contratação de Welbeck, mas o que é certo é que as primeiras indicações do avançado ex-Manchester United têm sido positivas. Este Sábado, o último jogo do dia é o frenético derby do Norte de Londres e o Arsenal parte como favorito para o jogo diante do Tottenham. É bem possível que Wenger mantenha o 4-2-3-1 com que defrontou o Aston Villa, com Ramsey mais "longe de pontos" do que outrora, e Özil na sua praia. Com este esquema, Alexis Sánchez (10.4) e Welbeck tornam-se os elementos mais apetecíveis, embora Wenger possa colocar Wilshere e Arteta mais recuados, avançar Ramsey e atirar Özil para uma faixa (onde rende menos). E sim, ainda sobram Cazorla e Chamberlain.
Victor Moses - Stoke City - 5.5O nigeriano Moses é um daqueles jogadores que chateia qualquer adepto apaixonado por futebol. O seu talento é evidente, a facilidade com que faz determinadas coisas é espantosa mas falta-lhe regularidade. Poderíamos dizer que estamos perante o "síndrome Ola John", mas à imagem do que o holandês fez no nosso campeonato quando entrou diante do Moreirense, também Moses tem estado em destaque desde que rumou ao Stoke. O jogo de 2.ª feira à noite coloca frente a frente Stoke e Newcastle e os nervos vão estar à flor da pele - de um lado vejam Rivière, do outro vejam Moses e Diouf.


















