Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

15 de fevereiro de 2012

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 55 )

Hoje teremos um top 20 algo diferente. Não é de nenhum(a) intérprete ou banda, mas sim dum concurso. Mais concretamente o X-Factor (UK) do Reino Unido (formato já adoptado também nos E.U.A., entretanto), o qual acompanhámos mais atentamente nos últimos 3 anos, das 8 edições que já houve. Um concurso televisivo que já lançou nomes como a aclamada Leona Lewis, Alexandra Burke, os menos conhecidos para o público no geral Matt Cardle, Rebecca Ferguson, Olly Murs ou Danyl Johnson e as actuais "coqueluches" das miúdas novas, os One Direction. As grandes actuações a que assistimos não nos foram indiferentes e decidimos partilhar com os nossos leitores vinte das melhores interpretações do X-Factor.

TEMA : X FACTOR (UK - REINO UNIDO)


1. Danyl Johnson - With a Little Help From My Friends
2. Matt Cardle - Knights in White Satin
3. Amelia Lily - The Show Must Go On 
4. Olly Murs - Superstition 
5. Jamie Archer - Sex on Fire 
6. Sophie Habibis - Teenage Dream 
7. Rebecca Ferguson - Feeling Good 
8. Danyl Johnson - I Didn't Know My Own Strength 
9. Misha B - Rolling in the Deep 
10. Leona Lewis - I Will Always Love You 
11. Cher Lloyd - Turn My Swag On 
12. Matt Cardle - Just the Way You Are 
13. Jamie Archer - Crying 
14. Craig Colton - Set Fire to the Rain 
15. Rebecca Ferguson - Amazing Grace 
16. Olly Murs - She's the One 
17. Stacey Salomon - Who Wants to Live Forever 
18. Cher Lloyd - Stay 
19. One Direction - Nobody Knows 
20. Lucie Jones - Sweet Child O' Mine 

13 de fevereiro de 2012

Vencedores Grammy Awards 2012


    Ontem foi noite de Grammy Awards. Confesso que me custou estar acordado em alguns tempos. A que tempos me refiro? Aos 732 intervalos. Chega a uma certa altura que cansa...
    Tudo começou com a Red Carpet que consiste, habitualmente, em duas a três mulheres e um homem mais para o rabiças que comentam os vestidos das celebridades. A pergunta "What you're wearing?" é quase que obrigatória na hora de entrevistar os seres famosos. Como sou um rapaz que percebe tanto de moda como de reflexologia, apenas posso dizer que a Rihanna estava muito bem (para não soar porcalhão) e que achei piada à chegada de um rei no carro do filme "Regresso ao Futuro". Quem era o rei? Não faço ideia.
    Quanto ao que realmente interessa (os prémios), Adele ganhou em todas as categorias a que estava nomeada saindo assim como a grande vencedora da noite, como previmos no post dos Nomeados Grammys 2012. Os outros destaques vão para os Foo Fighters que ganharam os galardões referentes ao Rock, Bon Iver que foi a Revelação do Ano e ganhou na categoria de Melhor Album Alternativo, Kanye West no Hip-Hop e Skrillex que levou todos os prémios referentes a Dance Music e que acabou por ser uma surpresa para nós, não por nos ser desconhecido, mas por ter ombreado com grandes nomes e mesmo assim ter ganho.
    E porque os Grammys não se tratam apenas de entregas de prémios, destaco ainda os muitos momentos, mas nunca em demasia, de homenagem a Whitney Houston. O nome de Whitney foi muito ouvido em toda a cerimónia. Por fim, realço as actuações de Rihanna com Chris Martin dos Coldplay, Chris Brown que mais uma vez surpreendeu com as suas qualidades de dançarino, Adele que brilhou como sempre, Jennifer Hudson que na minha opinião teve um dos momentos da noite ao cantar "I Will Always Love You"  de Whitney Houston e ainda Nicki Minaj que teve uma actuação... estranha... Eu pelo menos vi aquilo intrigado franzindo... um pouco... as minhas sobrancelhas. TM
    Deixo agora os vencedores de algumas categorias marcados a verde:

And the winners were...


Álbum do Ano

Adele - 21 
Bruno Mars - Doo-Wops & Hooligans
Foo Fighters - Wasting Light
Lady GaGa - Born This Way 
Rihanna - Loud  
        
Gravação do Ano

Adele - 'Rolling in the Deep' 
Bon Iver – ‘Holocene’
Bruno Mars – ‘Grenade’
Mumford & Sons – ‘The Cave’
Katy Perry – ‘Firework’


Canção do Ano 

Adele - 'Rolling in the Deep' 
Bruno Mars - 'Grenade'
Bon Iver - 'Holocene'
Kanye West, Rihanna, Kid Cudi and Fergie - 'All of the Lights'
Mumford & Sons - 'The Cave' 
 
Melhor Artista Novo

Bon Iver 
The Band Perry                                                      
J Cole                                                                               

Nicki Minaj                                                                  
Skrillex                                                             
 
Melhor Prestação Pop 

Adele - 'Someone Like You' 
Bruno Mars - 'Grenade'
Katy Perry - 'Firework'
Lady GaGa - 'Yoü And I' 
Pink - 'F**kin' Perfect'   

Melhor Prestação de Duo ou Grupo Pop  

The Black Keys - 'Dearest' Coldplay - 'Paradise' Foster the People - 'Pumped Up Kids'
Maroon 5 and Christina Aguilera - 'Moves Like Jagger'
Tony Bennett and Amy Winehouse - 'Body and Soul' 
 
Melhor Álbum Pop 

Adele - 21 
Bruno Mars - Doo-Wops & Hooligans
Cee Lo Green - The Ladykiller
Lady GaGa - Born This Way 

Rihanna - Loud

Melhor Prestação Rock 

Coldplay - 'Every Teardrop is a Waterfall'
The Decemberists - 'Down By The Water'
Foo Fighters - 'Walk' 

Mumford & Sons - 'The Cave'
Radiohead - 'Lotus Flower'

Melhor Canção Rock   
                                                           
Coldplay - 'Every Teardrop is a Waterfall' 
The Decemberists - 'Down By The Water'
Mumford & Sons - 'The Cave'
Radiohead - 'Lotus Flower'

Foo Fighters - 'Walk' 

Melhor Prestação Hard Rock/Metal  
                                    
Dream Theater - 'On The Backs Of Angels' 
Foo Fighters - 'White Limo'
Mastodon - 'Curl Of The Burl'
Megadeth - 'Public Enemy No. 1' 

Sum 41 - 'Blood In My Eyes'

Melhor Álbum Rock

Foo Fighters - Wasting Light
Jeff Beck - Rock 'N' Roll Party Honouring Les Paul   
Kings Of Leon - Come Around Sundown 
                
Red Hot Chili Peppers - I'm With You                                 

Wilco - The Whole Love                                                    

Melhor Álbum Alternativo

Bon Iver - Bon Iver 
Foster The People - Torches
My Morning Jacket - Circuital
Radiohead - The King of Limbs 

Death Cab For Cutie - Codes And Keys

Melhor Álbum Folk

The Civil Wars – Barton Hollow
Steve Earle – I’ll Never Get Out This World Alive
Eddie Vedder - Ukelele Songs
Fleet Foxes - Helplessness Blues 
Gillian Welch – The Harrow & The Harvest

Melhor Canção Rap

Chris Brown, Lil Wayne & Busta Rhymes - 'Look At Me Now'
Dr. Dre, Eminem and Skylar Grey - 'I Need a Doctor' 

Jay-Z and Kanye West - 'Otis' 
Kanye West, Rihanna, Kid Cudi and Fergie - 'All of the Lights' 

Wiz Khalifa - 'Black and Yellow'

Melhor Álbum Rap

Jay-Z and Kanye West - Watch the Throne
Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy 

Lil Wayne - Tha Carter IV
Lupe Fiasco - Lasers
Nicki Minaj - Pink Friday

Melhor Gravação de Dança 

David Guetta and Avicii - 'Sunshine'
Deadmau5 and Greta Svabo Bech - 'Raise Your Weapon'
Duck Sauce - 'Barbra Streisand'
Robyn - 'Call Your Girlfriend'
Skrillex - 'Scary Monsters and Nice Sprites' 
Swedish House Mafia - 'Save The World' 


Melhor Álbum de Dança/Eletrónica 

Cut/Copy - Zonoscope
David Guetta - Nothing But The Beat 

Deadmau5 - 4x4=12
Robyn - Body Talk, Pt. 3
Skrillex - Scary Monsters And Nice Sprites 

Melhor Vídeo 

Adele - 'Rolling in the Deep' 

Memory Tapes - 'Yes I Know' 
OK Go - 'All Is Not Lost' 
Radiohead - 'Lotus Flower'
Skrillex - 'First Of The Year (Equinox)'
Al Yankovic - 'Perform This Way'

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 54 )

Esta banda é, para qualquer um de nós (os 2 criadores de todo este mundo), uma das 2 melhores bandas de sempre, que mais nos influenciaram enquanto apreciadores de música. Oasis fizeram parte do crescimento de cada um de nós e (todos pimpões) fomos uns sortudos por termos vivido enquanto a banda esteve activa (oxalá Liam e Noel Gallagher dêem um abracinho de amizade e a banda se volte a reunir). Aqui ficam, as na nossa opinião 20 melhores músicas ordenadas, e um obrigado.

TEMA : OASIS




1. Oasis - The Masterplan
2. Oasis - Wonderwall
3. Oasis - Stop Crying Your Heart Out 
4. Oasis - Don't Look Back in Anger 
5. Oasis - Don't Go Away 
6. Oasis - Stand by Me 
7. Oasis - Live Forever 
8. Oasis - Idler's Dream 
9. Oasis - Champagne Supernova 
10. Oasis - Slide Away 
11. Oasis - Lyla 
12. Oasis - Some Might Say 
13. Oasis - I'm Outta Time 
14. Oasis - Half the World Away 
15. Oasis - All Around the World 
16. Oasis - Talk Tonight 
17. Oasis - Cast No Shadow 
18. Oasis - Carnation 
19. Oasis - Whatever 
20. Oasis - Where Did It All Go Wrong 

12 de fevereiro de 2012

Porto 4 - 0 Leiria

Noite de barriga cheia para os adeptos dragões. Fazendo questão de não deixar o Benfica fugir a nível de pontos e a nível de golos marcados, o Porto venceu a União de Leiria por expressivos 4-0. O resultado não espelha o jogo no seu total, porque o Porto só “apareceu” na segunda parte, mas a vitória, essa, é incontestável.

      Para o jogo de hoje, Vítor Pereira viu-se forçado a usar a dupla de centrais Maicon-Mangala, perante os castigos de Otamendi e Rolando. Na frente, optou por manter Janko como a referência central ofensiva, com Varela (até hoje a evidenciar bom momento de forma) e o regressado Hulk nos flancos. Durante a primeira parte o Leiria conseguiu resistir bem ao Porto. A equipa, provavelmente terá ensaiado bem o que tinha a fazer durante a semana com o experiente Manuel Cajuda, e não concedeu espaços ao Porto, mantendo-se unida, concentrada e tendo Oblak a mostrar que tem tudo para crescer como um bom guarda-redes. Na 1ª parte as melhores oportunidades foram de Janko, que não conseguiu marcar e o jogo do Porto só ganhava alguma “piada”, se é que se pode dizer, quando Hulk decidia acelerar.

     No recomeço do jogo, parecia que ia ser mais do mesmo. Aos 48’ o lateral Shaffer teve uma entrada dura sobre Moutinho. Não consegui ver bem a repetição do lance mas pareceu-me que terá talvez justificado o cartão mostrado, porque Shaffer deve ter cravado os pitons na perna do pequenino médio português. Contra 10 supostamente seria mais fácil, mas os 11 jogadores do Porto não conseguiam mexer minimamente com o jogo. A bola ia-se arrastando dum lado para o outro, não havia inspiração, não havia velocidade. 
    Até que aos 60 minutos Vítor Pereira decidiu lançar o homem que mudou o jogo – James Rodríguez. O jovem internacional colombiano acabou por, passados cerca de 5 minutos, assistir (após grande trabalho de João Moutinho) o gigante Janko (que em 2 jogos consegue já o 2º golo). A partir daí viu-se que a União de Leiria sentia já não saber muito bem como actuar. Estavam orientados para defender bem e de forma compacta e sair em transição pela velocidade de John Ogu ou Robinho e mais tarde por Luís Leal e Djaniny, mas nenhum conseguiu criar real perigo. O Porto, motivado pelo golo continuou a marcar golos. O 2º apareceu após um bom trabalho de Hulk, o brasileiro assistiu Lucho, que rematou para defesa de Oblak. Na recarga James, quem mais, não perdoou. O Porto foi continuando a construir jogadas de perigo e aumentou para 3-0 quando já tinha em campo Defour e Djalma. Foi precisamente Djalma que assistiu Álvaro Pereira para um excelente remate do defesa portista. A fechar o jogo, Danilo ganhou um livre, James cobrou-o e Maicon saltou mais alto que todos desviando a bola para a baliza.

     O resultado acabou por ser um pouco pesado para o que o Porto não fez na 1ª parte, mas a verdade é que, apesar de demorarem, os golos acabaram por aparecer em grande número. A entrada de James Rodríguez foi, como já disse, fundamental para o Porto ganhar o jogo, destacando-se também o jogo de Moutinho, o apoio dado por Álvaro Pereira, o facto de Janko continuar a marcar (e entender-se bem com Lucho) e Hulk ter regressado relativamente bem. Do lado da União de Leiria, o plantel não tem grande qualidade, mas Manuel Cajuda lá vai trabalhando como pode. Dá pena ver Manuel Curto ou Tiago Terroso que são muito bons médios centro a jogarem na defesa. De qualquer forma, John Ogu parece ser um jogador com potencial para se destacar no resto do campeonato. Se a União de Leiria vai descer não sei, mas andará certamente envolvida na luta até ao fim. O Porto, afastou-se do Braga e reaproximou-se do Benfica. A luta será, inevitavelmente entre as duas equipas e (dependendo do resultado do Benfica-Porto) fará com que o campeonato se resolva algures nas últimas 3 jornadas.

    O Porto jogará agora na quinta-feira com o Manchester City. Se o Nasri jogar é melhor o Álvaro Pereira não aparecer em campo, ou então pode ser que encontre os rins que perdeu no último Arsenal-Porto. Projectar o encontro de David Silva e Sergio Aguero com jogadores como Rolando… não será muito abonatório para o Porto. E o Porto que tenha cuidado com Micah Richards, que vai fazer do flanco direito uma auto-estrada. Mas quinta vê-se isso. MP



Porto 4 - 0 Leiria

Porto: Hélton; Danilo, Maicon, Mangala, Álvaro Pereira; Fernando, João Moutinho (Defour), Lucho; Hulk (Djalma), Janko, Varela (James Rodríguez).
Treinador: Vítor Pereira

Leiria: Oblak; Ivo Pinto, Haas, Edson, Shaffer; Manuel Curto, Marcos Paulo, Élvis (Djaniny), John Ogu; Robinho (Luís Leal), Bruno Moraes (Tiago Terroso).
Treinador: Manuel Cajuda

Golos: 1-0 67’ Janko; 2-0 75’ James Rodríguez; 3-0 86’ Álvaro Pereira; 4-0 89’ Maicon

Melhor em campo "Barba Por Fazer": James Rodríguez.

11 de fevereiro de 2012

Benfica 4 - 1 Nacional

Noite de barriga cheia.
O Benfica venceu o Nacional da Madeira por 4-1, chega aos 47 golos e aos 48 pontos, estando neste momento 8 pontos (à condição) à frente do Porto.

        O jogo na Luz (grande casa) começou com uma surpresa. Já se sabia que Maxi Pereira não poderia jogar, mas pensava-se que seria Miguel Vítor ou até André Almeida. Jorge Jesus decidiu experimentar o belga Axel Witsel, que trouxe consigo umas tranças em vez da habitual “afro”. Não deslumbrou, mas não comprometeu enquanto esteve a lateral. A capacidade de não perder a bola e de passe que tem, tem-nas em qualquer zona do campo.

    O jogo começou com um Benfica enérgico, pressionante e a querer chegar cedo ao golo. Envoltos num excelente ambiente, os jogadores começaram a ensaiar algumas jogadas, tendo como Pablo Aimar o organizador óbvio. E foi aos 9 minutos que o Benfica acabou por chegar ao golo. Livre indirecto de Aimar bem marcado e Garay surge isolado da confusão, perto da marca da grande penalidade, cabeceando para a baliza. O Benfica contou com alguma sorte no lance, porque a bola acabou por desviar nas costas/ rabo de Matic, traindo o guarda-redes do Nacional. A verdade é que o golo galvanizou a equipa do Benfica por completo, inibindo também a do Nacional. Os minutos seguintes foram os chamados “minutos à Benfica” – pressão forte e colectiva, troca de bola rápida e bons pormenores individuais, tentando sufocar o Nacional. Durante esses minutos Marcelo fez uma grande defesa a remate de Nolito e Cardozo rematou ao poste. Até que, de repente, Gaitán (que já não “aparecia” num jogo há algum tempo) decidiu descobrir um caminho entre 4 jogadores do Nacional e dar o 2-0 a Cardozo, que só teve que encostar. O Benfica parecia caminhar para um “barrete dos antigos” mas o Super Dragão Jorge Sousa fez questão de pôr água na fervura. Emerson não cometeu falta sobre Diego Barcellos, mas Jorge Sousa achou que sim. Claudemir na conversão, não falhou. A partir daí o Nacional cresceu e teve 2 bons lances que acabaram com o avançado Keita a rematar ao lado. Até que Rodrigo pegou na bola, soltou em Gaitán, este viu Nolito, que por sua vez devolveu a Rodrigo. Rodrigo fintou o guarda-redes com uma mudança de velocidade e rematou para o 3-1, que espelhava muito mais o jogo do que um 2-1. Mesmo a acabar a 1ª parte, ainda houve tempo para um bocadinho de futebol de praia. Nolito picou para Gaitán, este levantou para Aimar, que acabou por rematar à figura.

       Ao intervalo, o Nacional mexeu bem na equipa, colocando o irrequieto Candeias e Juliano. Nos primeiros minutos, Emerson ficou feito num 8 com as arrancadas de Candeias. Ao fim de uns 2 lances de perigo e de mais umas arrancadas, Emerson lá acertou na marcação. Do outro lado, Marcelo ia fazendo umas defesas e o central Neto ia mostrando que merece a atenção de todos nós. O Benfica ia ensaiando algumas jogadas inconsequentes, na retaguarda Garay estava em todas e Jorge Jesus acabou por trocar Aimar por Miguel Vítor (colocando o jovem formado no clube a defesa direito, e deixando Witsel onde ele tanto gosta). E foi precisamente Witsel que começou a jogada do último golo do jogo. Witsel fez um passe a rasgar, Rodrigo deixou passar para Nolito, desmarcou-se, Nolito deu-lhe a bola e o avançado hispânico-brasileiro rematou quando já se pensava não ter ângulo. Até ao fim, Rodrigo ainda ameaçou o 3º golo e Cardozo esteve muito perto por duas vezes, para além do penalty que acabou por falhar (mais uma vez).

    Do jogo deve-se destacar, do lado do Nacional, o central Neto. Claramente um dos melhores centrais portugueses neste momento, com um bom futuro pela frente. Antecipa-se bem, lê bem o jogo, não é limitado tecnicamente e tem bom jogo de cabeça. Do lado do Benfica, de saudar o regresso de Gaitán às exibições a que nos habituou (o Manchester United tinha alguém no estádio a ver o jogo), o impressionante Garay e, como não podia deixar de ser, Rodrigo. Olho para Rodrigo e vejo um esboço semelhante ao que era o Ronaldo brasileiro – “O Fenómeno” – quando apareceu. Técnica, força, muita velocidade e frieza na hora de rematar. Vejo-o como avançado mais promissor do futebol actual, num grupo onde estão Danny Welbeck, Nélson Oliveira, Samed Yesil, Souleymane Coulibaly e Álvaro Morata.

O Benfica está a jogar muito à bola e, continuando assim, cheira-me que em Maio terei uma madrugada interessante no Marquês. Em suma, este foi um resultado muito importante porque vem aí Champions e os dois próximos jogos da Liga são fora (com Guimarães e Académica). Este foi o último jogo para a Liga na Luz antes... de receber o Porto. MP

Observações:
- Obrigado por renovares Aimar. Agora convence o Rodrigo, o Javi e os outros a fazerem o mesmo, se faz favor.
- Jorge Sousa, demoras imenso a escrever os nomes dos jogadores a que dás cartões amarelos. Hoje vi vários jogos da Premier League e, para não falar na diferença comportamental a nível de lealdade, carácter e respeito (por parte de jogadores, adeptos e árbitro) os jogos lá obviamente param muito menos e não há decisões quase nenhumas com que discorde, mas pronto, nem peço que seja igual porque sei que não dá para ser. Agora, parar jogadas porque estás a escrever “Claudemir” durante 30 segundos? Eu fiz agora a experiência de demoro 2 segundos a escrever Claudemir. Está bem que tu estás a escrever de pé e tal, mas quer dizer, no máximo 10 segundos Jorge. És um Super Dragão muito limitado, Jorge.

Benfica 4 - 1 Nacional

Benfica: Artur; Witsel, Luisão, Garay, Emerson; Matic, Aimar (Miguel Vítor), Gaitán (Bruno César), Nolito; Rodrigo (Nélson Oliveira), Óscar Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus

Nacional: Marcelo Valverde; Claudemir, Neto, Claudemir, Marçal; Todorovic (Juliano), Elizeu, Skolnik (Candeias), Diego Barcellos; Oliver (Mateus), Keita.
Treinador: Pedro Caixinha

Golos: 1-0 9’ Garay; 2-0 21’ Óscar Cardozo; 2-1 28’ Claudemir (pen.); 3-1 39’ Rodrigo; 4-1 61’ Rodrigo.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Rodrigo.

Marítimo 2 - 0 Sporting

     Para mim o jogo começou e o Sporting já estava a perder. Porquê? Porque Choramingos colocou Pereirinha a titular. Pereirinha não tinha lugar em nenhuma equipa da Liga ZON Sagres, a meu ver. Não consigo compreender esta insistência no jogador. 
     
     O jogo começou com um Marítimo motivado e a entrar bem, usando como sua principal arma, como seria de esperar, a velocidade do seu trio atacante. Pedro Martins (é bom treinador, não há dúvida), não podendo utilizar Pouga neste jogo, optou por Héldon. E fê-lo bem. Os primeiros minutos do jogo mostraram um Sporting que queria dominar o adversário e então colocou a sua defesa bastante subida. Quando o Benfica joga com a defesa subida, existe o Garay que é rápido, ou existia antes o David Luiz (que saudades!) para fazer as dobras a uma bola “metida nas costas”; o Real joga com a defesa subida e tem Pepe, um central rápido; o Sporting jogar com uma defesa subida é… suicídio. Onyewu e Xandão são tudo menos rápidos. Para quem aprecia a triologia "Senhor dos Anéis", é como ver dois Ents a fugir de Isengard. E o próprio Rinaudo, pivô defensivo, também não é muito rápido, se baixasse para junto dos centrais (coisa que não faz, provavelmente por ordens de Choramingos). 
     
     O Marítimo foi ameaçando o golo, com jogadas rápidas, geralmente fruto de bons passes de Roberto Sousa ou Benachour. Até ao 1º golo do jogo, ainda há que destacar uma entrada a roçar o bárbaro por parte de Onyewu. O golo acabou por aparecer aos 21 minutos. Um minuto antes do golo Rui Patrício fez uma extraordinária defesa a um livre directo. Passado um minuto, remate forte de Benachour e o Patrício, com algum azar à mistura, acabou por deixar a bola entrar na baliza após defesa incompleta. Seguiram-se minutos onde o Marítimo se manteve confiante, com boa troca de bola a meio campo, mas quase sempre inconsequente. Até ao intervalo, o Sporting nunca encontrou uma fórmula para desconstruir o Marítimo, criando perigo real apenas num lance de Arias (apostando nele, pode dar um jogador interessante). Outra coisa que reparei foi na habilidade que o Sporting tem para fazer faltas no limite entre o que é a grande área e o que não é. Os jogadores leoninos conseguem fazer faltas no centímetro antes da linha da sua grande área, como foram as faltas de Onyewu e Carrillo. É arte.

     Ao intervalo Choramingos mexeu na equipa. Colocou em campo Schaars e Izmailov (a meu ver, em forma, são os dois melhores jogadores do plantel), tirou Pereirinha (“Normal..”) e tirou Carrillo, que não estava a produzir muito, mas que, não tendo ainda para mais Diego Capel disponível, seria o único jogador capaz de desequilibrar numa ala. Não percebi muito bem a saída dele. O Sporting ganhou meio-campo, como seria expectável com as substituições, conseguindo trocar mais a bola e começando a encostar o Marítimo a nível físico e não em lances de perigo. E precisamente quando o Sporting começava a tomar conta do jogo, o Marítimo fez mais uma jogada rápida, que culminou com o golo do brasileiro Danilo Dias. A partir desse 2-0, adivinhava-se o que iria acontecer. O Marítimo optou (legitimamente) por defender o resultado e não se opôs à ordem natural das coisas que era, e foi, o Sporting ter mais bola. Infelizmente para o Sporting e para os seus adeptos, a equipa não conseguiu produzir lances de perigo real. Matías foi o único a pegar no jogo, não houve flancos (Carrillo tinha saído ao intervalo), Izmailov não apareceu, Wolfswinkel continua uma sombra do avançado motivado e oportunista que era em Outubro/ Novembro e a defesa ainda apanhou um susto no penúltimo minuto do jogo, em que o Marítimo quase chegava ao 3-0 por Rafael Miranda, após bom trabalho de Sami, mais uma vez a ganhar o espaço nas costas da defesa verde e branca.

      O Marítimo consegue, assim, este ano ganhar tanto na 1ª volta como na 2ª ao Sporting, iguala o Sporting com 32 pontos, ficando em 4º lugar, para já. O Sporting vê o Braga distanciar-se nesta jornada, distando neste momento 8 pontos. Na próxima jornada, o Sporting recebe o Paços de Ferreira. Relativamente ao Marítimo, tem que se aplaudir a forma de jogar da equipa da Madeira. Pedro Martins está a fazer um excelente trabalho e Danilo Dias, um dos melhores jogadores do campeonato até agora, certamente não estará no Marítimo na próxima época.
     Faz-me bastante confusão ver um plantel que tem Schaars, Elias, Insúa, Diego Capel, Carrillo, etc. não conseguir produzir futebol digno da dimensão e História do clube onde esses jogadores estão integrados. E mais do que tudo, o que não percebo é a apatia, a falta de garra, a aceitação de que este isto é o que conseguem. Eu não sou sportinguista e juro que se vestisse aquela camisola (já para não falar de salários) esforçava-me certamente muito mais do que muitos daqueles jogadores.

Continuo sem perceber muita coisa que Choramingos faz. Complica às vezes em opções tão simples. E não lhe fica nada bem ofender os seus jogadores quando eles não acertam na baliza.
Mas quem tem a pá e está a cavar o buraco não sou eu. Paciência… MP


Marítimo 2 - 0 Sporting


Marítimo: Peçanha; Briguel, João Guilherme, Roberge, Luís Olim; Rafael Miranda, Roberto Sousa, Benachour (João Luiz); Sami, Danilo Dias (Robson), Héldon (Fábio Felício).
Treinador: Pedro Martins

Sporting: Rui Patrício; Arias, Onyewu, Xandão, Insúa; Rinaudo (Seba Ribas), Elias, Matías Fernández; Pereirinha (Schaars), Carrillo (Izmailov), Wolfswinkel.
Treinador: Domingos Paciência


Golos: 1-0 21’ Benachour; 2-0 60’ Danilo Dias.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Danilo Dias.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 53 )

Eles são uma banda lamechas, piegas ou melosa. Eles são uma banda cujos elementos podiam ser definidos, se considerarmos as letras, como "todos têm saudades das namoradas ou ex-namoradas, todos os dias". Apesar de só saberem (quase) escrever sobre o amor (ok, tenho que masculinizar rapidamente o que estou a escrever) são uma banda que já existe desde 1999 e nos presenteou com temas como "Everything", "Somewhere in Between" ou "Hanging by a Moment". Pela voz de Jason Wade, os Lifehouse são uma banda de post-grunge, mas cheios, cheios de mel por todos os lados. Arriscaríamos dizer que "Everything" já originou a existência de muitos bebés por esse mundo fora e tu, jovem pessoa, podes ser um deles. Aqui fica, o Top 20 deles.

TEMA : LIFEHOUSE


1. Lifehouse - Everything
2. Lifehouse - From Where You Are
3. Lifehouse - Broken 
4. Lifehouse - Somewhere in Between 
5. Lifehouse - You and Me 
6. Lifehouse - Blind 
7. Lifehouse - Storm (Acoustic) 
8. Lifehouse - Hanging by a Moment 
9. Lifehouse - Take Me Away 
10. Lifehouse - Simon 
11. Lifehouse - Sick Cycle Carousel 
12. Lifehouse - Falling In 
13. Lifehouse - Come Back Down 
14. Lifehouse - Good Enough 
15. Lifehouse - Whatever It Takes 
16. Lifehouse - Nerve Damage 
17. Lifehouse - All In 
18. Lifehouse - Fool 
19. Lifehouse - Days Go By 
20. Lifehouse - All In All 

10 de fevereiro de 2012

A Caminho dos Óscares

The Girl with the Dragon Tattoo

Realizador: David Fincher
Argumento: Stieg Larsson, Steven Zaillian
Elenco: Rooney Mara, Daniel Craig, Christopher Plummer, Stellan Skarsgard
Classificação IMDb: 8.1

Ora aqui está um filme como deve ser. Antes de mais, faço uma vénia mental a David Fincher. David Fincher é o senhor que realizou FightClub. Só que, para além disso, realizou Seven, The Game, O Estranho Caso de Benjamin Button, A Rede Social e agora – The Girl with the Dragon Tattoo. A Academia acordou tarde para perceber o que valia David Fincher, mas parece que agora o nomeia todos os anos (ele, com o seu trabalho, põe-se a jeito, diga-se). The Girl with the Dragon Tattoo resulta do livro escrito pelo sueco Stieg Larsson, que é o 1º duma triologia (com sequência em The Girl Who Played with Fire e The Girl Who Kicked the Hornets’ Nest). Em sueco este 1º livro da triologia Millenium diz-se “Män som hatar kvinnor” – falar sueco é que está a dar. Este filme acompanha inicialmente Mikael Blomkvist (Daniel Craig), um jornalista supostamente culpado por difamação. O atrevimento de Blomkvist como jornalista de investigação leva a que Henrik Vanger (Christopher Plummer) o contrate para investigar a morte da sua sobrinha Harriet, que desaparecera há 40 anos atrás e que ele tem a certeza que fora assassinada por um membro da sua família. A par com esta investigação, David Fincher foca-se muito em Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma hacker socialmente invulgar e desadaptada, nos seus problemas até ser sugerida a Mikael Blomkvist como sua ajudante na investigação em curso. O filme tem alguns pontos em comum com o anteriormente realizado por Fincher, Zodiac, mas nota-se que Fincher cresceu como realizador (para além do facto de esta história ser melhor, mais cativante e bem pensada). A banda sonora ficou a cargo dos mesmos que fizeram a banda sonora de A Rede Social – Trent Reznor e Atticus Ross – que também se começam a habituar a estar nos Óscares. Daniel Craig faz um bom papel, mas nada de transcendente, sendo que o grande destaque do filme vai mesmo para Rooney Mara que, nomeada para melhor actriz, dos desempenhos femininos que vi até agora é claramente a melhor. Acredito que David Fincher passe os outros 2 livros da saga “Millenium” para o grande ecrã. O filme está nomeado para 5 óscares, nas categorias de Melhor Actriz Principal, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Mistura de Som e Melhor Edição de Som. Claramente a faltar a nomeação para Melhor Filme (ver a Árvore da Vida nomeada e este filme não é… estúpido) e para Melhor Argumento Adaptado.


Extremely Loud & Incredibly Close

Realizador: Stephen Daldry
Argumento: Eric Roth, Jonathan Safran Foer
Elenco: Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Max von Sydow, Viola Davis
Classificação IMDb: 6.3

Vou começar isto assim: sempre que Stephen Daldry faz um filme, esse filme vai aos Óscares. O que podia ser uma generalização fácil, neste caso é mesmo algo exactamente real. Daldry realizou em 2000 “Billy Elliot” (bom filme, nomeado para melhor realizador e mais 2 categorias), em 2002 realizou “As Horas” (nomeado para 9 óscares, entre os quais melhor filme e melhor realizador, acabou por dar a Nicole Kidman o óscar de melhor actriz principal). Depois esteve uns anos parado, e em 2008 realizou “The Reader” (nomeado para 5 óscares, entre os quais melhor filme e melhor realizador, tendo acabado por conceder a Kate Winslet, justamente seria ela ou Angelina Jolie, o seu único óscar até agora). E agora voltou à carga com Extremely Loud & Incredibly Close, que está nomeado para melhor filme e recebeu ainda a indicação de Max von Sydow como candidato a melhor actor secundário. Pelo pequeno leque de filmes que Daldry já nos proporcionou assistir, podemos constatar que ele ou gosta de crianças protagonistas, ou mulheres. Neste caso, deu a Thomas Horn (14 anos de idade, embora pareça menos, a personagem tem aliás 11 anos) o papel principal. Thomas Horn apareceu em 2010 no programa “Jeopardy”, chamou a atenção e tem neste filme o seu primeiro papel enquanto actor. Uma estreia em grande, à imagem de Hailee Steinfeld n’O Indomável, no ano passado. Extremely Loud & Incredibly Close, baseado numa obra de Jonathan Safran Foer com o mesmo nome, mostra-nos a história dum rapaz especial chamado Oskar Schell (Thomas Horn) que vive em Nova Iorque, com uma maneira muito própria de sentir e ver o mundo e uma forte relação com o seu pai (Tom Hanks) com o qual joga um jogo chamado “Missão de Reconhecimento”. Oscar perde o seu pai no 11 de Setembro, e passado algum tempo descobre um vaso, no armário do seu pai, com um envelope onde estava uma chave. Oscar encara a tentativa de descobrir o que aquela chave abre como a mais importante “Missão de Reconhecimento” que o seu pai lhe deixara. O filme dividiu opiniões da Crítica por parte dela achar que todo o filme não passa dum “estratagema (…) de emoções baratas (…) para ganhar um óscar”. É verdade que, ainda por cima, conta com Tom Hanks (vice-presidente da Academia, o que podia gerar um certo conflito de interesses) mas, a meu ver, o filme merece a nomeação. Mais do que The Tree of Life, Moneyball ou The Help. O livro do autor Jonathan Safran Foer prestava-se a permitir a realização dum bom filme. Bem Stephen Daldry, bastante bem o nomeado para melhor actor secundário Max von Sydow e muito bem o jovem Thomas Horn. Extremely Loud & Incredibly Close mostra que em certos momentos temos que nos agarrar a algo para honrarmos e continuarmos a ter ligação com os que já não estão connosco. A derradeira “Missão de Reconhecimento” de Oskar leva-o a aprender, a crescer e a conseguir as respostas de que precisava. MP