Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

22 de setembro de 2014

Liga Portuguesa: Campeão é líder, Sporting goleia, Boavista empata Dragão

Benfica  3-1  Moreirense: O primeiro 'grande' a entrar hoje em campo foi o campeão nacional em título e, embora com um valente susto, as águias acabaram por vencer um Moreirense que procurou defender com unhas e dentes a vantagem que alcançou cedo. Na Luz, Jorge Jesus estreou Júlio César na baliza mas aos 16' foi João Pedro a deixar os poucos adeptos da equipa de Moreira de Cónegos com motivos para festejar: Arsénio cruzou, o extremo emprestado pelo Braga foi mal acompanhado e silenciou a Luz. Contrariamente aos jogos com Sporting e Zenit, Jesus reagiu cedo retirando Samaris (Talisca teria sido uma hipótese, mas a coisa correu bem) e colocando Derley perto de Lima. 
    O Benfica só se encontrou na 2.ª parte e para a vitória encarnada contribuiu a justa expulsão de Marcelo por derrubar uma arrancada de Talisca. Contra 10 o Benfica "encostou" aos poucos a equipa de Miguel Leal, Jardel e Luisão quase marcaram, Jesus lançou Ola John (que hoje, excepcionalmente, parecia o extremo que o Benfica viu no Twente) e o 1-1 chegou num dos melhore golos que este campeonato terá. Eliseu, de muito longe, desferiu uma bomba indefensável. Um grande, grande golo do lateral esquerdo português. Para além das boas entradas de Ola John e Derley, o golo de Eliseu trouxe algo de bom - a inveja interna. Gaitán quis fazer igual ao lateral e quase fez um bom golo, e depois o outro lateral, Maxi Pereira, achou que também merecia marcar. Ola John e Gaitán construíram a jogada, com o uruguaio a ficar com a baliza à mercê de uma bomba, para garantir que nada detinha a reviravolta. O 3-1 final ficou a cargo de Lima, com o ponta de lança a voltar aos golos da marca de grande penalidade.
    Ao fim de 5 jornadas o Benfica é líder isolado, e a próxima jornada terá 2 grandes jogos (Sporting-Porto e Benfica-Estoril) e outros 2 bons jogos (Braga-Rio Ave e Marítimo-Vit.Guimarães). Hoje acabou por ser o bombástico Eliseu a marcar o jogo com um golaço, mas há 3 notas mais importantes: o Moreirense dificilmente descerá, com o elenco e treinador que tem; será necessário para o sucesso encarnado que elementos "extra" como Pizzi e Cristante (hoje Ola John e Derley mostraram isso, Bernardo Silva daria jeito..) tenham oportunidades e compliquem a vida a Jesus com boas exibições; o jogo de hoje mais do que outra coisa marcou o renascer de Enzo Pérez. O melhor jogador de 13/ 14 finalmente apareceu ao seu nível, fazendo regressar a alma do meio-campo.

Barba Por Fazer do Jogo: Enzo Pérez (Benfica)
Outros Destaques: Eliseu, Maxi Pereira; Danielson, Filipe Melo


Gil Vicente  0-4  Sporting: Em Barcelos houve muito pouco Gil para o Sporting que se apresentou em campo. Os leões, depois do triste empate na Eslovénia, deram excelente resposta e João Mário (titular no lugar habitualmente ocupado por André Martins) foi fundamental. Aos 11' já o Sporting vencia por 0-2 com dois bons golos - remates fortíssimos de Adrien e de Nani. A forte entrada do Sporting poderia ter sido dilatada por Slimani mas o argelino, em boa posição, deslumbrou-se e permitiu a defesa de Adriano e o intervalo chegou alguns minutos depois. Na 2.ª parte o Sporting voltou a repetir a dose, marcando dois golos, e - porque nem tudo são rosas - William voltou a estar bastante abaixo do que sabemos que pode dar e Diego Capel voltou a mostrar que não é jogador para o nível que a que o Sporting quer estar/ deve ambicionar estar.
    O final do jogo ficou marcado precisamente por João Mário com o criativo português a assistir o 3-0 de Slimani e a servir, nos minutos finais, Carrillo para o quarto golo leonino num contra-ataque bem feito. Na próxima jornada há um fervoroso Sporting-Porto e tudo indica que João Mário terá hoje garantido bilhete para marcar presença no 11 inicial. Os leões estiveram muito bem, juntaram golos a uma boa dinâmica ofensiva e no Clássico que se avizinha será preciso não só que Nani, Adrien, J. Mário, Carrillo (ou Mané?) e Slimani estejam em bom plano mas que William acorde, porque o meio-campo do Porto não é o meio-campo do Gil Vicente.

Barba Por Fazer do Jogo: João Mário (Sporting)
Outros Destaques: Adrien, Nani; Caetano


Porto  0-0  Boavista: À quinta jornada da liga 14/ 15, regressou o histórico derby entre portistas e axadrezados. O mau tempo atrasou o jogo, destacando-se na ficha de jogo o facto de Lopetegui ter colocado Andrés, Marcano e Evandro titulares. Depois de uma vitória em casa com a Académica, Petit viajou ao Dragão com o objectivo de defender (2 laterais num flanco, inclusive) e conseguiu aguentar o nulo até final. Para o 0-0 muito contribuiu, indiscutivelmente, o cartão vermelho de Maicon - entrada imprudente do melhor central portista, a mostrar os pitons à perna do jogador do Boavista. Contra dez, Petit ajustou a estratégia e trocou Carlos Santos por Brito, mas continuou a ser o Porto a pressionar, sem encontrar espaços. A fechar a 1.ª parte, oportunidade de ouro para o Boavista numa jogada entre Anderson Carvalho, Zé Manuel e Anderson Correia, com o último a desperdiçar.
    A segunda parte ficou marcada por maior posse de bola do Porto, mas sem conseguir ultrapassar um organizado Boavista que se agarrou até final à ideia de conseguir 1 ponto no Dragão. Mika correspondeu quando foi chamado a jogo, e no Porto enquanto Marcano se evidenciou na retaguarda, Brahimi (quem mais havia de ser?) foi o mais determinado a tentar chegar à baliza, sem nunca conseguir o golo.
    Ninguém o esperava mas o Porto, depois de golear o BATE por 6-0, desperdiçou 2 pontos em sua casa diante do Boavista. Os dragões empataram pela 2.ª jornada consecutiva na liga, e na jornada que se avizinha há Clássico, com Marcano-Indi a formarem uma improvisada dupla, órfã do patrão Maicon. É impossível não deixar um elogio final ao Boavista, que de tão baixo subiu para competir neste nível e que, surpreendentemente, conta já com 4 pontos. Neste momento tantos como Estoril ou Nacional..

Barba Por Fazer do Jogo: Anderson Correia (Boavista)
Outros Destaques: Marcano, Brahimi; Mika

21 de setembro de 2014

Premier League: Épico Leicester-M.United, e empate entre favoritos

Leicester  5-3  Manchester United: Há jogos que não se esquecem e hoje os adeptos do Leicester terão vivido um épico que não vão esquecer. Depois da vitória por 4-0 frente ao QPR, o Manchester United de van Gaal até arrancou bem mas na Premier League nada pode ser tomado como adquirido, e o recém-promovido Leicester mostrou-o. Já tínhamos assistido esta época ao 6-3 entre Chelsea e Everton, e hoje tivemos outro "clássico". van Gaal lançou Falcao a titular, deixou Mata no banco (teríamos optado por relegar van Persie para suplente) e aos 16' já ganhava 2-0 fora - Falcao tirou um cruzamento perfeito para van Persie marcar, e Ángel Di María fez o segundo no momento da tarde, com uma chapelada repleta de magia. Tudo estava bem mas Ulloa reduziu na sequência de um canto de Vardy e o intervalo chegou com 1-2 no marcador. Na 2.ª parte o United fez-se inicialmente senhor do jogo, e parecia que tinha sentenciado o jogo quando Ander Herrera desviou com classe uma tentativa de remate do sempre endiabrado Di María.
    Mas depois do 1-3 veio a hecatombe. Veio a História, a reviravolta que Vardy e companhia não vão esquecer mais. Aos 62 Rafael sofreu falta de Vardy, Clattenburg não quis ver e pior fez ao assinalar a carga inversa consequente - grande penalidade para o Leicester e Nugent não perdoou. Passados dois minutos chegou o empate com o veterano Cambiasso a incendiar o jogo com um remate à entrada da área, mas a coisa não ia ficar por aqui. Vardy, que nessa altura já estava ligado a 3 golos fez ele próprio o 4-3, consumando a reviravolta, ao encarar com toda a calma possível um momento-chave na cara de De Gea, bem assistido por De Laet. van Gaal e os jogadores do United pareciam não acreditar e o resultado ainda chegou à manita com nova grande penalidade (desta vez bem assinalada) de Blackett sobre.. Vardy, o homem da tarde. Leonardo Ulloa, o argentino agora com 5 golos em 5 jogos, colocou um ponto final no jogo.
    Em suma foi mais um grande jogo na Premier, com o Leicester a reforçar a ideia que tínhamos desde cedo - têm claramente argumentos para ficar e para continuar a surpreender. Roubaram pontos a Everton e Arsenal, ganharam agora ao United e ninguém quererá jogar agora no King Power Stadium. Jamie Vardy viveu uma tarde inesquecível ao estar envolvido nos 5 golos da equipa, e van Gaal terá muito para pensar - é indiscutível que quem tem Di María arrisca-se a jogar bom futebol, o problema nunca será o ataque mas é evidente, sobretudo em jogos complicados, a falta de qualidade na defesa dos red devils, bem como a menor dimensão física no meio-campo defensivo.

Barba Por Fazer do Jogo: Jamie Vardy (Leicester City)
Outros Destaques: De Laet, Cambiasso, Ulloa; Ander Herrera, Di María, Rooney

Manchester City  1-1  Chelsea: Era o jogo grande da jornada, ao opor os 2 maiores favoritos ao título da Premier League - Chelsea e Manchester City -, mas nem de perto tivemos um grande jogo. Os resultados mais prováveis para este jogo eram, na teoria, um 0-0, 1-1 ou um 1-2 para o Chelsea, a não ser que Agüero estivesse em tarde inspirada. O 0-0 prolongou-se durante largos minutos, sem oportunidades na 1.ª parte embora com ascendente do Manchester City, e o Chelsea confortável e a respeitar aquela que parecia ser a estratégia definida para o jogo. No 2.º tempo a equipa da casa começou melhor, Courtois foi posto à prova mas aos 66' o jogo ficou a favor de Mourinho. Zabaleta foi expulso por acumulação de amarelos e 5 minutos depois Schürrle abriu o marcador após cruzamento de Hazard, numa jogada simples mas executada na perfeição pelo ataque dos blues. Tudo parecia estar a correr num guião escrito por Mourinho mas havia de ser o melhor marcador da História do Chelsea a impedir Mourinho de fugir a toda a concorrência, mantendo-se 100% vitorioso. Frank Lampard, que Pellegrini colocou em campo ao minuto 78 fez aos 85' o golo do empate, após passe de James Milner. Naturalmente, não festejou.
    O Chelsea é líder, tem 13 pontos e 3 de vantagem sobre Southampton e Aston Villa e nas próximas jornadas Aston Villa e Arsenal visitam Stamford Bridge. Foi precisamente o Arsenal o grande vencedor desta jornada porque ao contrário de Chelsea, Manchester City, Liverpool, Manchester United, Everton e Tottenham, conseguiu ganhar.

Barba Por Fazer do Jogo: Frank Lampard (Manchester City)
Outros Destaques: Milner; Hazard, Schürrle


    Nos restantes jogos do dia na liga inglesa, destaque para o facto do Crystal Palace ter voltado a ganhar em Goodison Park e novamente por 3-2. Roberto Martínez deixou Mirallas, McGeady e Naismith no banco, por ter havido Liga Europa 5.ª feira, mas a coisa não correu bem. Lukaku adiantou os blues, mas Jedinak (grande penalidade), Campbell (falha de Howard) e Bolasie viraram o jogo para 1-3 enquanto faltou outra capacidade de finalização na equipa da casa. Leighton Baines, de penalty, fez o 2-3 final. Próxima jornada: Liverpool-Everton, jogo entre 11.º e 14.º classificado..
    O Tottenham foi na onda dos "grandes" e perdeu em casa com o WBA. James Morrison, após canto de Brunt, fez o golo que decidiu o encontro.

20 de setembro de 2014

Premier League: Arsenal resolve em 4 minutos e Liverpool volta a escorregar

    Aston Villa    0-3    Arsenal: O Arsenal foi ao Villa Park bater o Aston Villa por três bolas a zero, decidindo o encontro em apenas 4 minutos. É verdade... Até ao primeiro golo dos visitantes, as equipas disputavam o resultado num jogo qualificável como interessante. Boas oportunidades para ambos os lados até que aos 32 minutos, Welbeck desmarcou Özil e o alemão atirou colocado sem hipótese para Guzan. Totalmente asfixiados pelo bom momento do Arsenal, os Villans acabaram por consentir o segundo logo a seguir. Desta vez com Özil a servir Welbeck à boca da área que apenas teve que fuzilar. Completamente desorientados, os jogadores da casa viram ainda o terceiro entrar em menos de 5 minutos. Lance de insistência por parte de Gibbs a cruzar para a área e Cissokho a marcar na própria baliza numa abordagem completamente disparatada. 

    Na segunda metade o jogo arrefeceu. E de que maneira... Não houve um momento de ataque digno de registo. O Arsenal optou por gerir a vantagem de 3 golos obtida na primeira parte e o Aston Villa  - abalado com os mesmos 3 golos em 4 minutos - acabou por não mostrar argumentos suficientes para contrariar o resultado.
    Acabou assim a onda invicta do Aston Villa, mas ainda mantêm um 3º lugar provisório na Premier League. O muito bom arranque dos Villans conta com 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota perfazendo assim os 10 pontos totais. Logo atrás está o Arsenal que se volta a posicionar bem na tabela, embora também provisoriamente. Contudo, já se distanciou mais um pouco de um dos rivais - o Liverpool.

   West Ham   3-1   Liverpool: Os Reds vinham de uma derrota caseira frente ao Aston Villa e precisavam de reagir neste jogo frente ao West Ham. Contudo, a entrada do Liverpool não foi a melhor e contrastou por completo com a entrada dos Hammers. Logo nos primeiros minutos, livre batido da direita em balão, Mignolet fica a olhar para o esférico enquanto que Tomkins assumiu o lance e assistiu Reid para o primeiro golo da partida. Cinco minutos passados, mais um golo para o West Ham. Sakho repara no posicionamento do guardião belga e acaba por fazer um chapéu perfeito ao guardião adversário. Nova má abordagem de Mignolet que está a ter uma temporada terrível. Em tudo muito semelhante a Artur - primeira época positiva, segunda época uma desgraça completa. Ainda é cedo, mas a verdade é que o suplente de Courtois na selecção está a comprometer a sua equipa nos últimos jogos. O Liverpool - mesmo mostrando uma incapacidade total em criar perigo - acabou por marcar num lance isolado. Henderson coloca a bola na área, Balotelli domina de forma exímia disferindo um remate forte contra um adversário. Na ressaca, Sterling acabou por fuzilar Guzan reduzindo assim a desvantagem. Sterling era o melhor do Liverpool, mas o 2-1 mantinha-se até ao intervalo com o West Ham a acabar por cima no primeiro tempo.
    Para a segunda metade o Liverpool entrou forte, mas faltava alguma imprevisibilidade que só tinham em Sterling e que Markovic poderia acrescentar. Só que Rodgers assim não entendeu e o Liverpool tornou-se muito previsível para uma defesa bem montada dos Hammers. Balotelli ainda tentou reduzir, mas sem sucesso. O pesadelo terminou com mais uma oferta vinda de um jogador que já nos tem habituado a tais momentos - Sakho (desta vez o defesa do Liverpool). O defensor aliviou a bola para zona proibida e Downing agradeceu. O ex-Liverpool desmarcou com classe Amalfitano que - de bico - atirou sem hipótese para Mignolet. A segunda parte ficou ainda marcada pela mão leve do árbitro da partida permitindo que os jogadores da casa entrassem um pouco duro demais sem - algumas vezes - ver o amarelo. O guardião Adrián deveria até ser expulso por acumulação de amarelos. Já com um amarelo, o guardião desliza na relva para agarrar a bola e levanta o pé propositadamente para atingir Borini. Gesto feio do hispânico que protagonizou alguns lances de pouco desportivismo.
    Jogo pobre do Liverpool que vê assim o "comboio" da frente cada vez mais longe. Grande jogo do West Ham que dominou por completo a equipa de Brendan Rodgers e dominou grande parte do encontro. Uma equipa que certamente prometerá embates interessantes ao longo da Liga.

19 de setembro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 5

Fantasy Premier League - O fim-de-semana está aí ao virar da esquina e, enquanto na liga portuguesa há liderança a 4, no campeonato inglês o líder Chelsea terá nesta jornada um teste de fogo, jogando em casa do Manchester City. Blues e citizens defrontam-se no último jogo de Domingo, mas antes dele já se terão vivido as emoções de outros 9 jogos.
    Como sempre, fazendo uma rápida análise à jornada anterior, Diego Costa foi o destaque principal. O avançado do Chelsea chegou aos 7 golos em 4 jogos com um hat-trick que lhe valeu 17 pontos. Speroni foi fundamental na baliza do Crystal Palace ao defender um penalty de Arfield; Baines, Wilshere (tomara que mantenha o nível!) e Pellè estiveram também em grande, e o "ressuscitar" do Manchester United ficou traduzido nas boas jornadas de Ander Herrera e, sobretudo, Di María. O argentino encheu o campo e podem esperar que o continue a fazer.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

Vamos lá então a alguns palpites para a quinta jornada:

 Charlie Austin - QPR - 5.9

    No plano teórico poder-se-ia prever que o QPR-Stoke resultaria num jogo fechado. No entanto, é bem possível que haja golos dos dois lados, ou não estivéssemos nós na Premier League. Ambas as equipas vêm de derrotas e no QPR mora um avançado que, embora se esteja a exibir abaixo do que esperávamos, quando embalar poderá ser uma escolha irresistível em termos de avançados. Contra o Stoke, Charlie Austin deve jogar com o chileno Eduardo Vargas (6.5) junto a si e a dupla tem potencial para resultar a médio-prazo. Austin é um homem-golo, capaz de marcar de todas as maneiras e feitios e com um instinto mortífero a aparecer onde a bola cai.


 Leighton Baines - Everton - 6.9

    Aquele que é um dos melhores laterais esquerdos da actualidade está a aparecer ao seu nível. Baines assistiu e não sofreu golos no terreno do WBA, tendo bónus 3, e na Liga Europa assistiu e marcou ao Wolfsburgo. Evidentemente é um defesa caro, mas uma escolha interessante por diversos motivos: o Everton quer apagar a surpreendente derrota caseira com o Crystal Palace na época passada, é possível que não sofra golos, pelo seu elevado envolvimento no processo ofensivo é sempre candidato a fazer assistências e junta a isso o facto de cobrar as bolas paradas dos toffees. Numa óptica mais conservadora, quem não consiga introduzir Baines na equipa deveria esperar até à 8.ª jornada - altura em que o calendário do Everton melhora -, embora nessa altura talvez fosse até melhor colocar Seamus Coleman (7.0)

 Erik Lamela - Tottenham - 8.0

    O Tottenham é claro favorito no encontro de Domingo à hora de almoço frente ao West Bromwich e a capacidade de criar/ desequilibrar dos spurs vai estar invariavelmente nos pés de dois homens: Erik Lamela e Christian Eriksen. O antigo jogador da Roma ainda é um jogador para o qual se olha de lado pelo seu elevado preço mas, não tendo ainda marcado qualquer golo, é provável que comece a coleccionar exibições como a que rubricou frente ao QPR. Tanto ele como Eriksen são boas opções, isto para fugir a Nacer Chadli (6.1), mais popular neste momento e certamente uma opção mais em conta, embora não seja um jogador que nos deslumbre.

 Enner Valencia - West Ham - 6.9

    Estávamos desejosos de ver o equatoriano Enner Valencia começar um jogo na Premier League de início e na primeira vez que o fez, marcou um golaço ao Hull. Esta jornada o West Ham defronta o Liverpool e, embora os reds sejam favoritos à vitória (veremos se o jogo se torna complicado ou não..) Enner Valencia é bem capaz de assustar a equipa da cidade dos Beatles. As suas exibições no Mundial, juntando ao futebol dos tempos do Pachuca, fazem de Valencia um jogador que não engana, que se vai adaptar rapidamente ao futebol inglês e que parece carregar consigo algo que pode fazer dele um jogador que apareça sempre em bom plano contra as principais equipas do campeonato inglês.

 Radamel Falcao - Manchester United - 11.0

    Certamente o palpite mais arriscado desta jornada 5. Não pela brutal e inequívoca qualidade do ponta-de-lança colombiano, mas sim pelo facto da sua titularidade estar longe de ser uma garantia. O Manchester United brilhou em Old Trafford contra o QPR, num jogo em que foi Di María+10, e só não colocamos o argentino nas nossas principais sugestões porque Ángel Di María (9.7) foi precisamente uma das sugestões na última jornada. Contra o Leicester, que já roubou pontos a Arsenal e Everton, o United transportará consigo a motivação conseguida na 1.ª boa exibição da época e van Gaal deverá manter o losango a meio-campo. O holandês poderá introduzir Shaw na equipa, passando Rojo para o lugar que Blackett ocupou, e talvez as alterações fiquem por aí. No entanto, pode acontecer que Falcao se estreie de início e isso significaria uma de 2 coisas: ou van Persie aquece o banco e o colombiano joga ao lado de Rooney ou van Gaal "senta" Juan Mata e Rooney recua para o topo do losango. A melhor opção, com Falcao titular, seria Robin van Persie ficar de fora do 11 nesta jornada. Veremos o que fará Louis, e se Falcao for titular suspeitamos que fará aquilo que melhor sabe: golos.

Outras Opções:
Guarda-Redes: A última jornada contrariou um pouco a ideia generalizada de que na Premier ninguém consegue clean sheets (não sofrer golos), uma vez que 7 guarda-redes terminaram a jornada sem terem que ir buscar a bola ao fundo das redes. Desta vez, Tim Howard (5.4) e Hugo Lloris (5.6) são porventura as opções mais seguras, numa jornada em que acompanharemos com interesse as prestações defensivas no A.Villa-Arsenal, Swansea-Southampton e Burnley-Sunderland.

- Defesas: Para além dos supramencionados laterais do Everton, Jan Vertonghen (6.0) e Danny Rose (5.4) podem ser boas escolhas, até pela forma como o belga surge bem nas bolas paradas ofensivas, e considerando ainda o momento de forma e a propensão ofensiva do lateral inglês. Sim, ainda há Dier, mas de resto temos curiosidade de ver o jogo que o lateral direito do Arsenal fará. E, primeiro que tudo, se será Chambers ou o velocista (e com futuro) Bellerín a jogar.

- Médios: Chegando ao meio-campo para além de Di María ou Lamela, há 3 elementos que podem voltar a fazer a diferença: Gylfi Sigurdsson (6.5), Raheem Sterling (8.8) e Aaron Ramsey (9.1). O Aston Villa, que tem impressionado pela sua defesa de betão, poderá eventualmente passar mal com as "aparições" de Ramsey e com o talento de Alexis Sánchez. Era importante para os gunners que Wilshere começasse a apresentar regularmente aquilo que mostrou contra o City. O Swansea-Southampton é um dos jogos mais aguardados da jornada e, para além do islandês do costume, Dyer, Tadic e Schneiderlin vão ser jogadores nos quais estaremos de olhos postos. E veremos quando se estreia Sadio Mané. Num olhar pelos outros campos, o Newcastle-Hull é imprevisível, Aiden McGeady e Kevin Mirallas são os médios do Everton com maior probabilidade de pontuar, e no jogo da semana, veremos quem leva a melhor - Silva ou Fábregas.

Avançados: Já falámos de Austin, de Valencia, de Falcao, mas Wayne Rooney (10.4) é uma opção segura. O capitão do Manchester United está bem e joga de certeza. Como não somos particularmente fãs de Adebayor não lhe daremos o destaque que a lógica demandaria, e para além de nomes como Romelu Lukaku (9.0), Steven Naismith (5.6), Graziano Pellè (7.6) e Abel Hernández (7.0). todos os holofotes estão virados para o Manchester City-Chelsea. O jogo que opõe os 2 maiores candidatos a vencer a Premier League chega numa altura em que Diego Costa está num ritmo avassalador. É um crime não ter o camisola 19 do Chelsea, mas - embora o Chelsea esteja neste momento mais afinado, confiante e se "arrisque" a repetir a vitória da época transacta - atenção a Kun Agüero (12.1), porque este é o tipo de jogo dele.

14 de setembro de 2014

Vit. Guimarães 1-1 Porto: Bernard dá liderança a quatro

Vit. Guimarães  1 - 1  Porto (Bernard (pen.) 68' , Jackson (pen.) 60')

    O jogo grande da 4.ª jornada da liga portuguesa não defraudou as expectativas e fez jus a essa denominação. Na cidade-berço, acabaram por ser 2 grandes penalidades a mexer com o marcador mas houve muito futebol, muita cultura táctica e dois treinadores com boas ideias e que souberam analisar o jogo ao longo do mesmo.
    Nem a Champions League na 4.ª feira fez Lopetegui respeitar menos este Guimarães. José Ángel foi titular mediante a indisponibilidade de Alex Sandro e Quintero foi a surpresa do espanhol, deixando no banco Quaresma ou Tello, por exemplo. Rui Vitória não abdicou da espontânea e inocente mas inteligente e madura ideia de jogo do surpreendente Vitória em 2014/ 15, estreando Bruno Gaspar (Nii Plange estava castigado).
    A 1.ª parte foi dividida, com ascendente do Porto, sempre a confiar no argelino Brahimi para desequilibrar. O Vitória rapidamente encontrou antídoto para o ímpeto inicial do Porto, sempre com Douglas no seu caminho, e de bola parada os vimaranenses foram deixando um ar da sua graça. Douglas manteve-se intransponível, quer perante Brahimi quer perante Quintero, e até final da 1.ª parte o maior perigo até aconteceu na bancada, com o jogo a ser interrompido por causa da confusão nas bancadas.
    Nos segundos 45' as equipas estavam perfeitamente encaixadas até Lopetegui trocar Ruben Neves por Evandro, melhorando substancialmente a sua equipa. O ex-Estoril trouxe maior qualidade de passe no último terço e aos 60 minutos houve mesmo golo. Bruno Gaspar cometeu grande penalidade sobre Brahimi (inicialmente houve um puxão claro do lateral, mas depois o lance foi dúbio), e Jackson Martínez converteu com serenidade, chegando aos 5 golos em 4 jogos. Tanto Lopetegui como Rui Vitória continuaram a ler bem o jogo - Tello e Gui (boa aposta pela sua velocidade e irreverência, características desta juventude vimaranense) foram lançados e aos 67' Jackson rasteirou André André. Bernard Mensah, claramente uma das maiores promessas do momento no futebol português, não vacilou e fez o 1-1. Até ao fim lutou-se muito, houve ainda um fora-de-jogo polémico de Brahimi (Casemiro teve alguma sorte de terminar o jogo), Jackson teve uma oportunidade clara mas não chegou à bola, e o Vitória segurou com unhas e dentes, e uma exibição personalizada do seu meio-campo e da defesa (Rodrigo Defendi e Douglas foram fulcrais).

    Com este empate, no final da 4.ª jornada temos quatro equipas empatadas no topo: Rio Ave, Guimarães, Benfica e Porto têm todos 10 pontos, fruto de 3 vitórias e 1 empate. Um arranque que premeia as duas equipas que continuam a parecer mais fortes que toda a concorrência, e as duas sensações do início de época - se no caso do Rio Ave já o esperávamos, e com a permanência de Marcelo até se poderia considerar este Rio Ave favorito ao 5.º lugar, o Vitória está-nos a surpreender e muito o deve ao (mais uma vez) brilhante trabalho de Rui Vitória. Em Guimarães joga-se bom futebol, com uma abordagem fresca, descontraída e quase de rua (como o técnico referiu) embora com rigor e coragem. É bom ver treinadores como Rui Vitória e Pedro Martins no futebol português e este Vitória tem vários elementos que prometem uma grande época - Hernâni hoje esteve mais apagado mas tem potencial, Tómané é um dos bons avançados portugueses, hoje Caiado apareceu mais e é notável como Cafú (antigamente extremo/ avançado na formação do Benfica) hoje em dia é um dos pilares do meio-campo defensivo. No entanto, e embora hoje Douglas tenha feito um grande jogo, há 2 elementos que merecem superior destaque: André André e Bernard. O médio luso é sem margem para dúvidas um dos vários jogadores que o próximo seleccionador poderia estrear na Selecção (num amigável, por exemplo) e o ganês Bernard Mensah promete mais a cada jogo que passa, e a sua qualidade não engana. É craque, tem futuro, não se esconde e a manter-se assim não ficará muito tempo em Guimarães.

Barba Por Fazer do Jogo: Bernard Mensah (Vit. Guimarães)
Outros Destaques: Douglas, R. Defendi, André André; Maicon, Brahimi

Manchester United renasce nas asas de 'Angelito'

  Premier League - No único jogo do campeonato inglês neste Domingo, o Manchester United conseguiu finalmente realizar o seu primeiro bom jogo da temporada, na recepção em Old Trafford ao Queens Park Rangers. Daley Blind e Marcos Rojo estrearam-se pelos red devils, Falcao também foi introduzido no decorrer da 2.ª parte mas a estrela do jogo foi Ángel Di María que fez toda a diferença no primeiro jogo que cumpriu na sua nova casa.
    O grande destaque foi, primeiro que tudo, o facto de Louis van Gaal ter ganho juízo, abandonando o 3-4-1-2 e apostando num 4-4-2 losango, que resultou na perfeição de acordo com as características dos jogadores. A linha defensiva contou com Rafael, Evans, Blackett e Rojo, funcionando Daley Blind como vértice mais recuado do losango, Herrera e Di María como interiores (um pouco como funcionava a parelha Ramires-Di María no 1.º ano de Jesus no Benfica) e Mata no apoio a Rooney e van Persie. O 1-0 surgiu num livre em que Di María cruzou mas, num arco perfeito, a bola foi seguindo em direcção à baliza sem ninguém lhe tocar, batendo Green. Mãos em forma de coração, o público em êxtase e os colegas de equipa (vê-se que respeitam, admiram e gostam do argentino) vibraram com a estreia a marcar de um dos melhores jogadores do mundo, justamente acarinhado e valorizado pelo Manchester United. Robin van Persie, numa tarde de desacerto, foi "roubando" golos a Herrera e Rooney em melhor posição, o QPR criou algum perigo graças a uma saída sem nexo de De Gea, mas a tarde era de Di María. Aos 35' o novo motor de jogo do United, pegou na bola no seu meio-campo, galgou metros num ritmo impressionante e deixou a bola para Wayne Rooney, que se desmarcou com qualidade. O inglês viu o seu remate bloqueado mas, com bom discernimento, colocou a bola redondinha para Ander Herrera rematar rasteiro e colocado. A excelente 1.ª parte, com boa troca de bola e muita segurança, teve ainda o 3-0 com Mata, Ander e Rooney a trocar a bola, e o capitão a rematar certeiro.
    Na 2.ª parte as oportunidades foram algumas, mas só Juan Mata "matou" o jogo de vez, num lance em que fica a ideia que Di María quis rematar mas acabou por fazer uma assistência letal para o espanhol. Di María continuou a espalhar magia (que passe com a parte exterior do pé a isolar van Persie!) e Falcao quase marcou na estreia, numa recarga a um remate de Blind, mas Robert Green disse não.
    O Manchester United parece ter-se encontrado finalmente, e nas próximas jornadas veremos garantidamente este losango a ser reproduzido e afinado. Com o mau momento de forma de van Persie o melhor seria van Gaal privilegiar a dupla Rooney-Falcao na frente do losango mas para já, embora seja preciso ter em conta que pela frente estava o QPR, houve já francas melhorias. A tarde foi de Di María mas deu gosto ver Ander Herrera e Daley Blind em campo. O holandês, potencial jóker de van Gaal, actuou a médio defensivo e praticamente não falhou 1 passe mas terá certamente muito mais trabalho quando jogar contra as grandes equipas de Inglaterra. Toda a equipa jogou bem, e os laterais (Rojo e, sobretudo, Rafael) foram também importantes. A entrada de Falcao fez Rooney recuar para a posição de Mata, e a equipa (embora também por consequência do desgaste, físico e mental, e também da saída de Di María) piorou. Juan Mata - que poderia ser um dos candidatos a sair do onze com a chegada de Falcao - justificou continuar a ser aposta, embora não nos possamos esquecer que Januzaj neste losango tem capacidade para jogar tanto no lugar de Di María (e aí só conseguirá minutos no fim..) ou "como Mata", porque o losango funcionou bem por ter um interior esquerdo a esticar o jogo e a ser vertical, e um interior direito de equilíbrio.

13 de setembro de 2014

Diego Costa faz 7 em 4, Southampton está vivo e Aston Villa surpreende Liverpool

  Premier League - Depois do excelente Arsenal 2-2 Manchester City, jogaram-se hoje grande parte dos jogos da 4.ª jornada. O Chelsea mantém-se bastantes furos acima da concorrência (e a equipa ainda há-de de elevar a sua qualidade com o decorrer da época..), tendo ganho nesta jornada pontos a City, Liverpool e Arsenal. Os reds eram claros favoritos na recepção ao Aston Villa mas a equipa de Paul Lambert voltou a demonstrar que a sua defesa é de betão e soube surpreender um Liverpool desconcentrado nas bolas paradas defensivas.

    Depois de uma vitória por 6-3 em Goodison Park, o Chelsea de José Mourinho recebeu o Swansea num duelo de líderes. Os swans entraram bem no jogo, com pressão alta e a imporem a sua cultura de posse (notável como tanto com Rodgers, Laudrup e agora Monk há traços identitários que não mudam) e chegaram ao golo num cruzamento de Neil Taylor que o capitão John Terry desviou para a própria baliza num auto-golo. Tal como na 1.ª jornada frente ao Burnley, a equipa de Mourinho manteve-se serena e confiante, e soube dar a volta. Através de quem? Dos suspeitos do costume, claro. Em cima do intervalo, Fábregas bateu um canto e Diego Costa cabeceou para o empate. A reviravolta ficou consumada e dilatada na 2.ª parte com Diego Costa sempre debaixo dos holofotes. Césc voltou a assistir, depois de uma boa combinação com Hazard, o avançado para o 2-1 e Costa chegou ao seu hat-trick ao aproveitar e completar de forma mortífera um remate fraco de Ramires. Loïc Rémy marcou na estreia, e Jonjo Shelvey, isolado, fez o 4-2 final. Nunca é demais dizer: este Chelsea tem tudo. Desde o começo que é o nosso favorito para chegar ao título porque tem espírito de campeão e jogadores para isso. Como prevíamos Fábregas mudou o Chelsea e, com um plantel amplo e com uma defesa que viverá dias mais sólidos, o trio Fábregas-Hazard-Costa promete. Os números não mentem e, se Fábregas leva 6 assistências em 4 jogos, Diego Costa tem 7 golos após quatro jornadas.

    A surpresa da jornada foi a derrota do Liverpool em Anfield frente ao Aston Villa. Brendan Rodgers não pôde contar com Sturridge e Skrtel (lesionados), poupou Sterling e lançou Balotelli na frente, com Markovic, Lallana e Coutinho a apoiá-lo. O arranque do Liverpool foi tenebroso, num total desnorte nas bolas paradas defensivas - Senderos pouco teve que se esforçar para ganhar uma bola a Lovren, que acabou com Agbonlahor a fazer o golo do jogo (Mignolet também podia ter feito mais), e o mesmo Senderos esteve perto de dilatar a vantagem, mas falhou isolado depois de ludibriar o bloco dos reds. O dia não era do Liverpool, com total falta de inspiração, Coutinho procurou mudar o rumo dos acontecimentos, Sterling (é neste momento o jogador mais do Liverpool por isso não fazia sentido à priori poupá-lo) ainda entrou mas nem ele, Borini ou Lambert conseguiram marcar. O Aston Villa iniciava esta jornada uma sequência terrível de 5 jogos e neste caso saiu com nota bem positiva, num início absolutamente surpreendente (10 pontos em 12 possíveis, e apenas 1 golo sofrido em 4 jornadas). Nota: este jogo foi o exemplo perfeito da falta que Luis Suárez faz.

    Nos restantes jogos o principal destaque foi a goleada do Southampton. A equipa de Koeman começa a soltar-se e ainda tem muito potencial para se desenvolver. O italiano Graziano Pellè foi o herói da tarde no 4-0 ao Newcastle, bisando. Morgan Schneiderlin voltou a mostrar que está totalmente focado no clube (esteve com um pé no Tottenham) e marcou o seu 3.º golo nos últimos 2 jogos. Pelo meio, o inglês Jack Cork marcou também, num jogo em que Alderweireld se estreou. A equipa está bem viva, recomenda-se, e Sadio Mané ainda irá acrescentar muita qualidade.
    O Everton conseguiu a 1.ª vitória da época ao derrotar o WBA fora, por 2-0. Romelu Lukaku inaugurou o marcador numa casa onde fez a sua primeira grande época da carreira, e outro belga - Kevin Mirallas - fechou as contas num remate em que Ben Foster foi mal batido.
    O Sunderland 2-2 Tottenham arrancou a todo o gás (Chadli marcou aos 2' e Adam Johnson e os seus pézinhos talharam caminho para o empate aos 4 minutos). Eriksen ainda voltou a pôr os spurs na frente mas o peito de Harry Kane ditou um auto-golo e um empate como resultado final. Por fim, o Leicester ganhou em casa do Stoke (atenção a Ulloa, que já soma 3 golos em 4 jogos) e o jogo entre Crystal Palace e Burnley terminou como começou, um 0-0 no qual Speroni foi determinante ao defender uma grande penalidade.

    Esta jornada da Premier League tem amanhã um Manchester United-QPR, no qual o ex-red devil Rio Ferdinand poderá ver-se contra os reforços estreantes Falcao, Blind e Rojo. Na segunda-feira há Hull-W.Ham a fechar a ronda. Até amanhã! 

Arsenal 2-2 Man. City: Caminho aberto para os rivais

Arsenal    2 - 2    Manchester City (Wilshere 64', A. Sanchez 74'; Aguero 28', Demichelis 84')

    Jogo grande no Emirates Stadium com o Arsenal a receber o Manchester City, mas a não ir além de um empate a duas bolas. Um campeão muito passivo e um Arsenal novamente a mostrar alguma falta de maturidade ao não conseguir segurar um resultado nos minutos finais. 
    Como referimos anteriormente o Manchester City apresentou-se algo apático neste jogo e o Arsenal ia explorando alguns espaços que os visitantes iam abrindo. Wilshere sempre muito activo nas transições ofensivas e Welbeck sempre a aparecer na zona de finalização com algum perigo. De resto, foi mesmo o antigo jogador do United que quase marcou o golo inaugural. Um mau atraso do adversário possibilitou que Welbeck aparecesse na cara de Joe Hart, mas o jovem jogador inglês tentou picar a bola e acabou por acertar no poste. Na resposta, para além de um remate perigoso de James Milner, surgiu o golo de Kun Aguero. Uma bola perdida a meio campo que todos deram como certa a saída para além das quatro linhas. Todos excepto Jesus Navas. O jogador espanhol arrancou que nem uma flecha, agarrou na bola e ofereceu o tento a Aguero que só teve que encostar. Estavam decorridos 28 minutos e o Manchester City estava na frente sem fazer muito por isso. Até ao final da primeira metade, os jogadores da casa ficaram algo abalados com o golo consentido e o City aproveitou para carregar. Szczęsny evitou de forma estupenda o golo a David Silva e ainda negou o bis de Aguero.
    Na segunda parte o Arsenal ligou o turbo e caiu com força em cima dos pupilos de Pellegrini. Apesar de inicialmente haver mais Arsenal, o jogo partiu-se e os ataques distribuíam-se por ambas as equipas. Aos 64 minutos surge o golo. Pressão imensa da equipa da casa com Koscielny a ganhar a bola e em poucos toques, Wilshere marca o golo do empate ao picar a bola já perto de Joe Hart. Grande golo do Arsenal e Wilshere a merecer o golo na sua totalidade. Passados poucos minutos, surge a reviravolta no marcador. Jogada de insistência do Arsenal - com Wilshere a voltar a colocar a bola dentro de área após corte da defensiva adversária - acabando o esférico por cair perto de Alexis Sanchez que não teve meias medidas e rematou de primeira para um muito bom golo do chileno. As bancadas estavam ao rubro, mas não por muito tempo. O árbitro não viu uma mão intencional de Wilshere dentro da área ficando uma grande penalidade por assinalar a favor do Manchester City, mas os campeões acabaram mesmo por marcar. Canto batido da esquerda e Demichelis a fuzilar de cabeça as redes de Szczęsny. O guardião polaco ainda toca na bola, mas foi incapaz de evitar o golo. Os últimos minutos foram de loucos e depois de Welbeck ter tentado a sua sorte num remate colocado, Kolarov atirou uma bomba ao poste. O resultado estava em aberto, mas o Arsenal tremia por todos os lados defensivamente. Ainda nos descontos, Džeko quase fez o 2-3 sem querer com o esférico a embater caprichosamente no poste.
    Um jogo de emoções fortes, mas com o resultado a acabar por se afigurar justo. Um City muito além do que aquilo que é capaz fazer e um Arsenal a não aproveitar a vantagem que teve. Um jogo que abre caminho aos rivais mais directos com Chelsea e Liverpool a poderem escalar um pouco mais a tabela e com o Manchester United a ter algum oxigénio para poder subir para o comboio da frente. Veremos se todos aproveitam a igualdade entre Arsenal e City.

Barba Por Fazer do Jogo: Jack Wilshere (Arsenal)
Outros Destaques: Alexis Sanchez, Ramsey, Szczęsny; Aguero, D. Silva, J. Navas.

12 de setembro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 4

Fantasy Premier League - A pausa terminou, as selecções nacionais iniciaram a qualificação para o Euro-2016, e amanhã volta finalmente a Premier League. Esta 4.ª jornada é a primeira que ocorre após o fecho do mercado, e por isso mesmo há alguma expectativa para ver o desempenho de alguns reforços de última hora. Não há outro deadline day como a da Barclays Premier League.
    Olhando para a jornada anterior, Nathan Dyer foi quem mais pontuou graças ao seu bis, magnificamente bem servido por Gylfi Sigurdsson, diante do WBA. Schneiderlin conseguiu uma jornada invulgar, bisando também, Alberto Moreno esteve em todo o lado e marcou em casa do Tottenham (jogo no qual Raheem Sterling e Gerrard também marcaram e brilharam). De resto, para além de Weimann, coube ao Chelsea - no frenético e único 3-6 em casa do Everton - roubar as restantes atenções com o que Diego Costa, Matic e Ramires conseguiram em Goodison Park.
 (Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

    Na véspera de se iniciar a quarta jornada de 38, e com muitos utilizadores a lançarem o seu wildcard neste interregno, vamos lá então aos palpites  desta vez:

 Mario Balotelli - Liverpool - 10.0

    
Super Mario
 ou Mad Mario é o primeiro candidato que hoje apresentamos. É importante perceber previamente que Raheem Sterling (8.7) deve ser entendido neste momento como A opção indiscutível do Liverpool. É sempre um perigo com a bola nos pés, quer no centro quer caia no flanco e podem esperar que durante este ano e os próximos não pare de evoluir mais e mais. A lesão de Sturridge deixa, no entanto, espaço para Balotelli ter destaque. O avançado italiano vai fazer o seu primeiro jogo em Anfield, com as cores dos reds, e o eminente 4-3-3 (com Sterling e Lallana/ Markovic perto do imprevisível italiano) joga a seu favor. Para quem queira apostar na defesa do Liverpool, Alberto Moreno (5.5) e Dejan Lovren (5.5) são claramente 2 boas opções, e depois de um início de calendário de dificuldade média-alta, o Liverpool pode agora respirar durante algumas jornadas, somar bons resultados e algumas clean sheets. De resto, Gerrard é sempre Gerrard, e Lallana e Markovic não os sugerimos porque só um deverá ser titular e não é certo qual.
 Ángel Di María - Manchester United - 9.5

    Na jornada anterior, na estreia de Di María frente ao Burnley, não o sugerimos. Não o fizemos porque não era certo que jogasse logo, e queríamos ainda ver que posição ocuparia (acabou por jogar a médio-centro). Avizinha-se a estreia de angelito no "teatro dos sonhos" Old Trafford e pode-se esperar que o argentino brilhe. Ficou na retina de qualquer adepto a brutal exibição no Argentina-Alemanha em que Di María somou 3 assistências e 1 golo, e jogue onde jogar Old Trafford vai delirar com o talento do seu novo 7. Este M.United-QPR servirá também para perceber em que esquema e em que jogadores aposta van Gaal, e só por isso não colocamos aqui Radamel Falcao (11.0) como grande destaque. O treinador holandês poderá eventualmente manter o seu 3-4-1-2, com Falcao e van Persie na frente, recuando Rooney e sacrificando Mata, mas a melhor opção actual talvez fosse explorar um 4-4-2 losango ou um 4-4-2 clássico, pelo menos neste jogo, tendo Di María e Januzaj nos flancos, Rooney e Falcao na frente, e "dando banco" a um RVP fora de forma.

 Branislav Ivanovic - Chelsea - 7.2

    Sim, ele é caríssimo. Mas sejamos francos, todos sabemos que o Chelsea tem a melhor defesa da Premier League e é impossível ficar indiferente à dinâmica actual dos londrinos, que origina enorme liberdade para Ivanovic subir pelo flanco direito, apoiando o ataque e conseguindo assistências e/ ou golos. O sérvio é uma excelente aposta, até porque permite trocá-lo depois por Seamus Coleman na 8.ª jornada, e o calendário do Chelsea mantém-se bastante favorável nas próximas 4 jornadas. Ofensivamente os olhares vão sempre cair no mesmo trio. Não tem nada que saber: Diego Costa (10.7), Césc Fábregas (9.3) e Eden Hazard (10.0). O Swansea poderá tentar dificultar a vida do Chelsea, mas os blues são claros favoritos e apresentam neste momento uma intensidade, entrosamento e confiança incríveis.

 Erik Pieters - Stoke - 5.0

    Ano após ano o Stoke é uma garantia defensiva. Asmir Begovic e Ryan Shawcross são sempre os porta-estandartes de uma das defesas mais sólidas do campeonato inglês. Sobretudo em casa. A nossa sugestão da jornada é o lateral-esquerdo Erik Pieters. O ex-PSV está na sua segunda época em Inglaterra, é um lateral que sobe bastante (perfil semelhante ao de Janmaat, no Newcastle e no flanco oposto) e depois da surpreendente vitória em casa do Manchester City, o Stoke estará com a moral em alta. Ainda assim, cuidado com o Leicester, que depois de um começo bem complicado mas no qual demonstrou qualidade para ombrear com os grandes (já roubou pontos a Everton e Arsenal), chega agora a um período em que poderá fazer mais pontos.

 Wilfried Zaha - Crystal Palace - 5.4

    Zaha está de volta a Selhurst Park! O extremo, emprestado pelo Manchester United (onde nunca exibiu qualidade), deu um passo atrás voltando às origens e a aura que conseguiu ao serviço do Palace vai provavelmente ressuscitar. Em casa do Newcastle, Warnock lançou-o e ele marcou o golo final ditando o 3-3, mas esta jornada - na recepção ao Burnley - tudo indica que será titular. Zaha tem esta temporada a oportunidade de "baixar a crista" e a irreverência do extremo inglês deve-o fazer ser uma boa opção de fantasy com bons momentos de futebol. 

Outras Opções:
Guarda-Redes: Nesta categoria falamos sempre pouco. Asmir Begovic (5.0) é sempre uma escolha segura, e veremos qual o comportamento de Thibaut Courtois (6.0) e Fraser Forster (5.0).

- Defesas: Acima colocámos Ivanovic e Pieters, deixando ainda uma palavra sobre Moreno e Lovren, por isso podemos apenas acrescentar algumas opções como Nathaniel Clyne (5.1) ou Joel Ward (4.9). O Hull-W.Ham pode ser mais imprevisível do que a lógica demandaria e de resto será bom estarmos atentos à exibição de Rojo (e à forma como van Gaal esquematiza a sua linha defensiva), atentando ainda na titularidade ou não de Alderweireld ao lado de José Fonte.

- Médios: Como ainda não se sabe se Ramírez ou Ben Arfa serão ambos ou algum deles titular pelo Hull, é melhor esperar um pouco e não arriscar. No entanto, para esta jornada 4 estejam atentos ao senegalês Sadio Mané (7.0) (cujo preço é o único entrave), podendo ser uma boa ronda para Erik Lamela (8.0) e é possível que Aiden McGeady (5.5) dê sequência ao que fez na paragem pela Irlanda.

Avançados: Há Diego Costa, há Balotelli, há Falcao (?) e depois há avançados mais baratos. Dois nomes para reter são Mame Biram Diouf (6.4) e Steven Naismith (5.4), embora Lukaku possa ter impacto num estádio onde foi feliz. Por fim, e para quem tenha fé que o Manchester City vence no Emirates Stadium há um argentino chamado Kun Agüero, que depois da saída de Suárez para a Liga BBVA poderá assumir-se como o jogador com maior impacto individual na Premier. Tenha ele regularidade física.

11 de setembro de 2014

ÚLTIMA HORA: Paulo Bento deixa Selecção Nacional


    O técnico português Paulo Bento terminou o vínculo contratual conjuntamente com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A complicada qualificação para o Mundial, a má prestação no mesmo e agora a derrota imperdoável contra a Albânia ditaram a saída do técnico.

    A Federação admite estar a trabalhar no substituto de Paulo Bento onde Fernando Santos e Vitor Pereira surgem como possíveis nomes na imprensa portuguesa.

    Aqui fica o comunicado da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na íntegra:

«A Federação Portuguesa de Futebol comunica que hoje, 11 de setembro, termina o vínculo contratual de Paulo Bento com a FPF e ao serviço das Seleções.

Esta foi uma decisão tomada conjuntamente entre a Direção da FPF e Paulo Bento.

Agradecemos tudo o que Paulo Bento fez pela nossa Seleção, nomeadamente pelo apuramento de Portugal para o EURO 2012 e para o Mundial 2014.

A FPF já esta a trabalhar numa solução estruturada para dirigir as nossas Seleções e que será conhecida em breve.

Mais uma vez obrigado ao treinador Paulo Bento.»

1 de setembro de 2014

Benfica 1-1 Sporting: Artur resolve

Benfica  1 - 1  Sporting (Gaitán 12'; Slimani 20')

    Liedson, o Levezinho antigo protagonista do derby lisboeta, pediu a Nani que resolvesse o jogo de hoje. No entanto, essa tarefa coube a Artur Moraes. Para o grande jogo da 3.ª jornada, Jorge Jesus colocou praticamente o 11 esperado (André Almeida foi titular e não Samaris), enquanto que Marco Silva - de quem se esperava a introdução de um jóker como Slimani ou Mané de início - apostou no argelino como referência ofensiva.
    Num Estádio da Luz com ambiente fervoroso e casa cheia, o Benfica entrou melhor. Os primeiros minutos tiveram Talisca muito em jogo e o Sporting a fazer com que Artur desse início a um autêntico filme realizado por Hitchcock, uma câmara dos horrores, inicialmente com saídas em falso a cantos. Aos 12 minutos o "motor" Enzo Pérez iniciou uma jogada pela direita, Salvio desenvencilhou-se do oponente com toda a facilidade do mundo, combinou com Maxi e o pequeno uruguaio assistiu o amigo Nico Gaitán para o 1-0. Jogada bonita, finalização do número 10. Os encarnados estavam seguros, galvanizados e autoritários mas o guarda-redes Artur ia sendo o inverso - muito nervosismo, muita hesitação e aos 20' a pintura ficou borrada, e de que maneira! Eliseu confiou em Artur, atrasando-lhe a bola, e o guarda-redes em vez de despachar a bola para longe, inventou e cometeu uma fífia descomunal - rematou contra Carrillo, escorregou quando ia tentar corrigir o erro e viu Slimani encostar a bola de cabeça. O Benfica acusou o erro de Artur, e a insegurança do guarda-redes tirou a tranquilidade à equipa, e até ao intervalo o Sporting ainda esteve perto de marcar num falhanço de Slimani, voltando Artur a vacilar tanto nas suas saídas nos cantos como na forma como complicou por diversas vezes a forma do Benfica sair a jogar, ficando a meio em várias saídas e queimando Jardel vezes sem conta.
    A 2.ª parte teve mais Benfica, bastante perdulário no entanto. Os encarnados construíram várias oportunidades mas faltou sempre um Enzo Pérez ao nível 2013/ 14 a assumir a equipa, ele que alternou entre estados de passividade e a sua habitual intensidade. Faltou Enzo a queimar linhas, mas Salvio e Gaitán foram-se destacando. Gaitán teve uma boa oportunidade para marcar nos pés mas tentou um chapéu, e Salvio - que estava impressionante no drible - falhou sempre na hora de finalizar. Rui Patrício disse sempre presente na segunda parte, e a sua melhor intervenção terá sido ao negar o golo a André Almeida num cabeceamento após canto. Enquanto Marco Silva foi refrescando o meio-campo e introduzindo Capel, Mané e Rosell, Jorge Jesus confiou sempre que a vitória chegaria com o 11 que tinha em campo e acabou por só mexer aos 85' (tirando Talisca e colocando Derley). Foi o feeling do treinador embora a nossa leitura tenha sido que a introdução de Samaris e Pizzi poderia ter sido útil às águias. Com uma 2.ª parte com superioridade encarnada, o final do jogo acabou por ser verde com Artur ainda a evitar o golo de Slimani.

    O vencedor do Benfica-Sporting acabou por ser o Porto, que ao vencer o Moreirense por 3-0 se distanciou dos rivais. A lógica, até pela paragem que se avizinha, é que Jesus retire as luvas a Artur uma vez que este jogo terá sido a gota de água. Já há muito que defendemos que a contratação de um GR era prioritária (e Júlio César não seria o nosso eleito) e não fomos na cantiga do Artur salvador na Supertaça: infelizmente para ele penalties há poucos e interessa mostrar qualidade durante o jogo. Embora tenha tido um jogo terrível na Emirates Cup, hoje Artur passou os limites - cavou a sua própria sepultura e a da sua equipa com más abordagens, umas atrás das outras, a sair em falso nos cantos, a repor a bola sem inteligência, sempre a tremer por todos os lados e a retirar a tranquilidade e segurança que os restantes 10 elementos apresentavam. Jorge Jesus optou por dizer que o lance de Artur "são coisas que acontecem" quando deveria sim, sem problemas, assumir "foi um erro, uma falha grave". Nico Gaitán foi um dos melhores, justificando o número que enverga esta temporada, e Salvio foi um quebra-cabeças para Jefferson (será que Jonathan Silva terá oportunidade em breve?) mas falhou vários golos. No Sporting, Rui Patrício esteve bem na 2.ª parte, Slimani guardará coisas positivas e negativas deste jogo, mas o nosso homem do jogo é Eliseu. O lateral esquerdo do Benfica fez um jogo excelente - sempre com intensidade, competitividade e maturidade, apresentando enorme regularidade ao longo do jogo e sabendo sempre o que fazer. Cometeu um pecado sim, deu a bola a Artur num momento que acabou por ser fatídico.
    O derby acabou marcado por uma "arturada" e o campeonato pára agora. Veremos que transferências acontecem no derradeiro dia do defeso, e que impacto têm nos clubes.

Barba Por Fazer do Jogo: Eliseu (Benfica)
Outros Destaques: Gaitán, Salvio; Rui Patrício, Slimani
Resumo e Golos: (Link TVGOLO)