Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

23 de agosto de 2014

Sporting 1-0 Arouca: Não foi com Nani, foi com Mané

Sporting  1 - 0  Arouca (Carlos Mané 90+4')

    Alvalade teve uma boa casa para assistir ao regresso de Nani ao Sporting e ao campeonato português. Marco Silva lançou logo Nani a titular, e outra coisa não seria de esperar considerando o valor individual do jogador e sobretudo as alternativas para o seu lugar - mais valia Nani com uma perna do que colocar Héldon ou principalmente Capel, jogador acarinhado pelos sportinguistas mas francamente limitado a interpretar um jogo de futebol. Este raciocínio não visa elogiar Nani, mas sim criticar os outros elementos. Face à impossibilidade de contar com William Carvalho e Cédric, Marco Silva optou por Rosell e Esgaio, repetindo a dupla de centrais Maurício-Sarr. O Arouca chegou a Alvalade depois de um empate frente ao Estoril e com a possibilidade de mostrar que tem de facto um meio-campo com excelentes jogadores.
    O futebol do Sporting foi lento, previsível e denunciado na 1.ª parte. Faltou aquilo a que na gíria designamos por "genica". Adrien ia sendo o único jogador capaz de imprimir alguma intensidade e acutilância na circulação, acompanhado pelas aventuras de Jefferson. Os primeiros 45 foram pouco vivos e a equipa da casa apenas assustou por intermédio de 2 cabeceamentos de Fredy Montero - nas duas situações, o guardião romeno Goicoechea brilhou evitando o golo. O Arouca primou sempre pela organização e enquanto que Bruno Amaro e David Simão garantiam rigor, o meio-campo na sua íntegra conseguiu encaixar-se no esquema leonino, aproveitando inclusive a passividade do Sporting para ameaçar - o triângulo Artur, Pintassilgo e Nildo desenhou uma jogada que terminou com Nildo Petrolina a testar os reflexos de Rui Patrício. Ao intervalo o 0-0 ajustava-se, e a leitura que se fazia é que o Sporting teria que crescer bastante, ser ousado através dos seus extremos e acelerar a troca de bola. O Arouca não tinha vindo a Alvalade para ficar a ver.
    Marco Silva quis mudar o rumo dos acontecimentos e retirou Rosell, colocando Carlos Mané logo no recomeço do jogo, uma alteração que obrigaria à partida André Martins a outros esforços. O impacto foi imediato e, com a irreverência de Mané e com Nani a assumir o jogo, viu-se um Sporting diferente. Aos 47' Mané pediu grande penalidade num lance duvidoso, mas ao minuto 62 houve mesmo penalty: coube a responsabilidade a Nani, mas o extremo emprestado pelo Manchester United viu Goicoechea defender. Inexplicável o facto de ter sido Nani a marcar e não Adrien (cujo aproveitamento é muito elevado), num momento infeliz para o jogador. O penalty falhado deixou o Sporting ainda mais combalido e Marco Silva voltou a mexer com o jogo ao introduzir Tanaka e Capel. Os minutos finais foram ricos em emoções, começando num remate de André Claro para boa defesa de Patrício, passando por um fraco cabeceamento de Capel após bom cruzamento de Ricardo Esgaio e terminando num remate de Carlos Mané, no qual o jovem leão conseguiu acertar em Balliu. O 0-0 parecia inevitável mas Mané redimiu-se e acabou por decidir. A derradeira oportunidade iniciou-se em mais uma subida de Jefferson. O lateral cruzou para Tanaka atirar ao poste e Carlos Mané surgiu no sítio certo para emendar para golo, festejando efusivamente.

    A sorte acabou por sorrir ao Sporting num jogo em que os leões estiveram bastante abaixo do nível que têm que apresentar caso queiram ser vistos como candidatos ao título. O Arouca de Pedro Emanuel sai de Alvalade com um sabor amargo na boca porque manteve a organização, defendendo bem e com enorme concentração. Nani não teve o regresso que desejava mas em compensação jogadores como Jefferson, Adrien e Mané mantiveram o Sporting no jogo, ajudando os leões a conseguir a vitória no fim. Destaque ainda para Marco Silva que soube mudar a sua equipa, em resposta a uma estratégia bem afinada por Pedro Emanuel.
    O próximo jogo do Sporting é a 31 de Agosto, no eterno derby frente ao rival da Luz.

Barba Por Fazer do Jogo: Carlos Mané (Sporting)
Outros Destaques: Rui Patrício, Jefferson, Adrien; Goicoechea, Diego Galo, Pintassilgo

Paços Ferreira 0-1 Porto: Vitória colombiana

Paços Ferreira  0 - 1  Porto (Jackson Martínez 40')

    Mais um jogo, mais uma vitória do Porto de Lopetegui. O Futebol Clube do Porto venceu o Marítimo por 2-0, foi a Lille ganhar 1-0 e desta vez ganhou pela margem mínima na Capital do Móvel, novamente sem sofrer golos. Resolveu o jogo o capitão Jackson Martínez, e o Paços - que na 1.ª jornada visitou a Luz - voltou a deixar uma boa imagem, e com Paulo Fonseca no comando as próximas jornadas contra adversários doutro nível deixam antever um destino diferente da época passada.
    Já todos sabemos o plantel que Lopetegui tem ao seu dispor, mas ele faz questão de nos mostrar a panóplia de alternativas, confiando e rodando elementos. Já se sabia que Quaresma e Danilo não constavam da convocatória, e hoje Óliver, Brahimi e Herrera ficaram todos no banco. Ricardo foi o lateral-direito, Rúben Neves manteve-se intocável no meio-campo e contou com Casemiro e Evandro junto a si, e a tríade ofensiva foi composta por Jackson, Adrián e Tello.
    A partida iniciou-se morna e o primeiro sinal de alarme foi mesmo a lesão de Cristian Tello, a ter que dar lugar ao jovem colombiano Juan Quintero logo aos 18 minutos. Do lado pacense, a lesão precoce de Hurtado também não ajudou ao espectáculo e aos 40' ocorreu o único golo do jogo. Uma desconcentração do Paços deixou Quintero completamente sozinho no flanco direito e o camisola 10 cruzou largo para Jackson Martínez marcar. Cha Cha Cha faz tudo parecer simples e é possivelmente o jogador mais importante do Porto neste momento, considerando as alternativas que existem para outras posições mas não para a sua.
    A 2.ª parte teve um Paços superior, mas não o suficiente. Com os caminhos fechados para a baliza de Rafael Defendi, o Porto (cansado, segundo Lopetegui, sendo que o treinador espanhol claramente quis gerir a condição de jogadores que têm sido fundamentais como Brahimi, Óliver e Herrera) procurou manter a sua vantagem e o Paços criou as suas oportunidades - Hélder Lopes rematou muito por cima depois de um canto bem trabalhado a 3 toques, e Minhoca (que já tinha deixado boa imagem com o Benfica) procurou um golo que nunca chegou a aparecer.

    Sumariamente foi um jogo positivo e seguro para os dragões, embora longe de encher o olho dos adeptos portistas. O Paços não foi muito inferior, mas vacilou e o Porto, eficaz, fê-lo pagar. As próximas jornadas caseiras dos dragões são à partida acessíveis (Moreirense e Boavista) mas as próximas visitas levarão o Dragão à cidade-berço para jogar com um jovem e motivado Guimarães, sendo que na 6.ª jornada há Clássico com o Sporting.
    Saberemos em breve qual a gravidade da lesão de Tello, e por hoje chegou a jogada colombiana - Quintero a assistir e Jackson a marcar - para os dragões somarem mais 3 pontos, alcançando um pleno que o Guimarães já ontem atingira. 

Barba Por Fazer do Jogo: Jackson Martínez (Porto)
Outros Destaques: Sérgio Oliveira, Minhoca; Rúben Neves, Quintero
Resumo e Golo: (Link TVGOLO)

Everton 2-2 Arsenal: É disto que se faz a Premier League

Everton  2 - 2  Arsenal (Coleman 19', Naismith 45'; Ramsey 83', Giroud 90')

    Há sensivelmente 4 meses, Goodison Park foi palco da supremacia do Everton frente ao Arsenal. Na 33.ª jornada da temporada passada, Naismith, Lukaku e um auto-golo de Arteta ditaram uma vitória incontestável, com "dedo" de Roberto Martínez. A dado momento o jogo de hoje pareceu encaminhar-se novamente para esse 3-0 mas, nuns 10 minutos á la Premier League, o Arsenal conseguiu o empate a duas bolas. Para já, o Everton vê-se envolvido nos 2 melhores jogos destas duas jornadas, claudicando com vantagem e tendo 2 pontos quando podia ter 6. Já o Arsenal bem pode agradecer a Ramsey e aos seus finais de partida.
    Everton e Arsenal tinham portanto arrancado na Premier de forma diferente. O Everton empatou 2-2 em casa do Leicester, enquanto que o Arsenal tinha ganho ao Crystal Palace. Depois da fantástica exibição na community shield frente ao City, os gunners desiludiram mas Ramsey salvou-os ao cair do pano. Hoje Wenger inventou em algumas coisas bem, noutras mal. Infelizmente Koscielny ficou no banco, regressando Mertesacker para o lado de Chambers, e a ausência por lesão de Arteta revelou-se crucial em vários momentos. No entanto, colocar Alexis no centro e Oxlade-Chamberlain titular poderia ter tido benefícios. Martínez não repetiu a ousadia de colocar Lukaku declaradamente no flanco direito, embora tenha explorado essa zona ocasionalmente, mas a equipa funcionou quase na perfeição. É evidente que este Everton possui um dos conjuntos de jogadores mais inteligentes no campeonato inglês, que sabem o que fazer, numa equipa com uma maturidade competitiva muito elevada.

    O embate iniciou-se praticamente com a lesão de Pienaar (substituído por Osman) e, embora o Arsenal tenha procurado mexer com o jogo, foi Seamus 'Goalman' Coleman a fazer das suas. No primeiro jogo em que pôde ser titular esta época o lateral direito irlandês subiu até à área e inaugurou o marcador de cabeça, depois de um cruzamento perfeito de Gareth Barry, isto tudo após uma troca de bola simples mas tremendamente eficaz. O golo motivou ainda mais o Everton, que criou perigo mais do que uma vez por intermédio de Kevin Mirallas, e a fechar a 1.ª parte chegou o 2-0. Lukaku soube temporizar e ajudar na construção e desmarcou Naismith (que estava ligeiramente fora-de-jogo) para uma finalização imaculada. Um excelente arranque de época para o número 14 dos toffees e mais um golo com selo irlandês.
    O segundo tempo de jogo começou com uma enorme surpresa, tendo Wenger trocado Alexis Sánchez por Giroud. Compreendia-se a vontade do treinador francês em ter Giroud mais fixo na frente, mas retirar o craque chileno parecia um passo atrás na ambição de lutar pelo jogo. Na segunda parte era evidente que seria necessário ter alguém que caísse em cima dos defesas e arriscasse em situações de 1 para 1, e como tal retirar Özil, ainda sem estar em forma e sempre a passo, talvez fosse o mais aconselhável. A verdade é que os minutos foram passando e o Everton foi controlando as incidências. É sempre complicado para qualquer equipa grande jogar em Goodison Park, com este Everton que parece talhado para os jogos cabeça-de-cartaz, e muito mais difícil é jogar estando a perder 2-0. O tempo de jogo foi passando, Giroud foi dando algum trabalho à defesa da equipa mais antiga de Liverpool, enquanto que do outro lado Naismith e Lukaku iam mantendo o Arsenal em sentido. No meio de tudo isto era já nessa altura impressionante a disponibilidade física de Aaron Ramsey, quase omnipresente no meio-campo do Arsenal e a procurar vir sempre recuperar bolas e levar jogo. Wenger trocou a dada altura Wilshere e Chamberlain por Cazorla e Joel Campbell e a equipa respondeu bem. Nos 10 minutos finais, Cazorla inventou um lance para Ramsey finalizar e sete minutos depois, numa jogada iniciada por uma abertura de Ramsey, o lateral espanhol Monreal cruzou e Giroud cabeceou (acompanhado por um passivo Distin) para o empate.

    O Arsenal não desistiu e, embora parecesse impossível aos 80 minutos prever este desfecho, conseguiu empatar um jogo que parecia perdido. As substituições de Wenger revelaram-se felizes e as emoções finais foram características daquela que é a liga mais apaixonante e imprevisível do momento. Coleman marcou o seu primeiro golo desta época, Gareth Barry foi um relógio suiço ao lado de McCarthy e Naismith, que na época passada marcou 5 golos, à 2.ª jornada de 2014/ 15 já contabiliza 2. O Arsenal teve mérito ao não desistir - e Ramsey foi o rosto dessa postura - o médio galês marcou até agora em todos os jogos em solo inglês (Manchester City, Crystal Palace e Everton) e é o talismã de uma equipa em que Wenger tem que encontrar resposta para algumas questões: Wilshere merece neste momento ser titular? Faz sentido contratar um 6 que preencha melhor o meio-campo (uma vez que sem a inteligência de Arteta, Flamini não é solução)? Qual a posição em que se retira o melhor do futebol de Alexis Sánchez? Os próximos jogos dos gunners serão interessantes de acompanhar, com a 2.ª mão do play-off com o Besiktas e depois, a nível interno, uma ida ao reduto do Leicester, antes de receber o Manchester City.

Barba Por Fazer do Jogo: Aaron Ramsey (Arsenal)
Outros Destaques: Coleman, Barry, Naismith; Monreal, Cazorla, Giroud
Resumo e Golos: (Link TVGOLO)

Diego Costa e Hazard marcam, Chelsea não larga o topo da Premier

  Premier League - Nos primeiros jogos deste Sábado registaram-se dois empates sem golos, o Chelsea de Mourinho e o Swansea voltaram a cantar vitória e já contam ambos 6 pontos e o West Ham castigou o Crystal Palace numa vitória por 3-1 em casa da equipa órfã do seu ex-treinador, Tony Pulis.

    O Chelsea recebeu o Leicester City (uma das equipas que se destacou na 1.ª jornada no empate 2-2 com o Everton) e os blues continuam a mostrar em campo que são claros candidatos (para nós, os favoritos). Todos os elementos ainda irão melhorar o seu momento de forma, a química ofensiva da equipa irá ainda crescer e este Chelsea mecanizado será outra coisa, mas para já hoje conseguiu ser bom o suficiente para vencer 2-0. A vitória só se começou a construir aos 63' porque até lá os guarda-redes foram os protagonistas. Kasper Schmeichel esteve intransponível em diversos lances, enquanto que Courtois foi decisivo ao defender um remate de Nugent, lançado por Mahrez, que assustou Stamford Bridge. A vitória demorou a chegar mas foi iniciada num passe de ruptura de Oscar a lançar Ivanovic, com o lateral sérvio (que arrancou a temporada no seu melhor) a cruzar e Diego Costa a finalizar. Para já, o avançado contratado ao Atlético Madrid mantém a média de 1 golo/ jornada. O 2-0 que tranquilizou os adeptos londrinos chegou numa daquelas diagonais típicas de Eden Hazard, com o extremo belga, agora camisola 10 do Chelsea, a disparar forte e colocado. Fábregas juntou mais uma assistência ao seu reportório e para já vê-se no Chelsea não só a melhor defesa da Premier League como um bom projecto em termos ofensivos - jogadores maduros, competitivos, talentosos e esfomeados. Na próxima jornada, o Everton-Chelsea será um excelente teste.

    Na 1.ª jornada o Swansea tinha vencido em Old Trafford por 2-1 e hoje, frente ao promovido Burnley, voltou a sorrir no fim. A equipa do País de Gales ficou-se por um 1-0 mas foi o suficiente para somar mais 3 pontos. Nathan Dyer, após uma correria desenfreada, lançado em profundidade por Gylfi Sigurdsson, fez o golo que fez toda a diferença. O Burnley bem procurou chegar ao empate, mas Fabianski, Ashley Williams e companhia disseram presente.
    Depois de algum azar frente ao Tottenham, o West Ham derrotou hoje o Crystal Palace no terreno deste último. Mauro Zárate comprovou que poderá ser um dos destaques da época nos hammers e colocou a sua equipa na frente com um remate à entrada da área sem deixar o esférico tocar no relvado; a dor de cabeça do palácio de cristal adensou-se com uma diagonal terrível de Stewart Downing que só terminou em golo, mas a esperança reacendeu-se com Chamakh a reduzir logo no início da 2.ª parte num remate rasteiro de meia distância. O 1-3 final foi escrito aos 62' com o experiente Carlton Cole a aproveitar a incapacidade defensiva do Palace em resolver uma bola parada defensiva, atirando para golo.

    A exibição do Southampton em Anfield convenceu, mas hoje frente ao WBA os jogadores de Ronald Koeman estiveram bastantes furos abaixo. Pouca criatividade de parte a parte, destacando-se apenas um livre do prodígio James Ward-Prowse que esteve perto de entrar e uma defesa providencial de Fraser Forster a negar o golo da vitória a Ideye Brown.
    O outro 0-0 registou-se no jogo inaugural da jornada entre Aston Villa e Newcastle. As equipas de Lambert e Pardew revelaram algum desacerto num jogo em que as emoções só existiram muito espaçadamente. Cabella esteve em bom plano, mas nem o ex-Montpellier, nem Rivière, nem tão pouco Siem de Jong conseguiram desfazer o empate, vacilando na hora H. Brad Guzan, que em 2 jornadas ainda não sofreu qualquer golo, também teve o seu mérito, juntamente com a sua defesa comandada pelos experientes Vlaar e Senderos.

    Agora às 17:30 há um dos jogos da jornada - o Everton-Arsenal -, jogo que iremos cobrir de forma especial e individualizada aqui no Barba Por Fazer.

21 de agosto de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 2

Fantasy Premier League - Segundo fim-de-semana de futebol em Inglaterra, e portanto segunda ronda de sugestões para os jogadores de Fantasy. Na 1.ª jornada Sigurdsson destacou-se em Old Trafford, o Hull City venceu sem sofrer golos em casa do QPR, com o seu GR McGregor a defender uma grande penalidade e a garantir uns respeitosos 14 pontos; Ramsey e Sterling comprovaram o que se esperava deles, Eric Dier surpreendeu conseguindo um total de 15 pontos na sua estreia na Premier League e o jovem Saido Berahino, por nós apontado como o grande destaque desta temporada no WBA, foi o único jogador a conseguir bisar.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

    Cá vão então alguns jogadores que poderão ter impacto nesta jornada que promete bom futebol, com um Everton-Arsenal e um Manchester City-Liverpool:

 Gylfi Sigurdsson - Swansea - 6.2

    Muitos jogadores terão posto Sigurdsson na sua equipa, considerando o arranque favorável do Swansea e a aura do islandês no clube, mas nem todos lhe terão confiado a titularidade na 1.ª jornada. Depois de marcar e assistir em Old Trafford, o camisola 23 do Swansea já valorizou 0.2 fruto dos jogadores que o contrataram, e pode-se esperar muito dele na recepção ao Burnley. Caso Monk mantenha o 4-2-3-1, deixando Gomis no banco e ficando Sigurdsson nas costas de Wilfried Bony, o Burnley poderá passar mal e a inspiração de Sigurdsson pode fazer dele um dos destaques desta 2.ª jornada e um dos possíveis eleitos para capitão - embora Diego Costa (10.5) se mantenha como a melhor escolha. No Swansea, Wilfried Bony (8.5) vai continuando no clube e para já é uma excelente opção para esta jornada, bem como Jefferson Montero (6.0) caso Gary Monk o coloque a titular.

 Césc Fábregas - Chelsea - 9.1

    Uma das curiosidades em termos de Fantasy da primeira jornada era perceber a dinâmica deste Chelsea versão 2014/ 15. Diego Costa, por ser o jogador-alvo do ataque dos blues já se sabia que acabaria por ser sempre uma opção a considerar, mas o jogo frente ao Burnley ajudou a tirar, para já, algumas dúvidas entre Hazard e Fábregas. O jogador espanhol, a quem Mourinho chamou "maestro" depois do jogo que fez, liderou a equipa e coordenou as acções ofensivas, acabando Oscar por desaparecer um pouco do jogo, beneficiando Schürrle (que assistência de Fábregas!) e Diego Costa do trabalho do número 4, embora Eden Hazard ainda não esteja em forma, depois de integrar apenas 1 amigável na pré-época. Certo é que Fábregas é o homem das bolas paradas do Chelsea, conseguiu 2 assistências na sua estreia e confirmou aquilo que esperávamos - vai regressar o jogador que foi no Arsenal, o médio que foi na Premier League.
    O tempo dirá se Mourinho o mantém no duplo pivô com Matic, embora Fábregas tenha conseguido soltar-se e causar impacto na mesma, ou se acabará em alguns jogos por colocar em apoio a Diego Costa o trio Hazard, Fábregas e Schürrle/Willian, acabando por colocar um jogador como Ramires em vez de Oscar. Nesta 2.ª jornada há um Chelsea-Leicester e, para além de Fábregas, Diego Costa (10.5), Eden Hazard (10.0) e o mais económico Andre Schürrle (7.5) são boas opções de ataque. Com boas perspectivas de clean sheet em Stamford Bridge (embora Nugent, Ulloa, Mahrez e Knockaert mereçam atenção) elementos como Gary Cahill (6.5), Branislav Ivanovic (7.0) e o guarda-redes Thibaut Courtois (6.0) podem ser garantias.

 Martin Kelly - Crystal Palace - 4.5

    Depois da boa resposta dada em casa do Arsenal, o Crystal Palace recebe o West Ham nesta jornada. A defesa demonstrou que os ensinamentos de Tony Pulis ficaram enraizados e todos vimos a resiliência defensiva deste Palace no seu terreno de jogo na época passada. Embora Enner Valencia possa ser um perigo à solta se for colocado a titular, a defesa do Crystal Palace é o sector a apostar no clube: Joel Ward (5.0) ganhou estatuto na época passada mas, face ao que vimos frente ao Arsenal, a aposta recai em Martin Kelly, não só por ser 0.5 mais barato mas porque deixou boas indicações e na lateral-direita do Crystal Palace poderá conseguir realizar a melhor época da sua carreira até aqui.

 Erik Lamela - Tottenham - 8.0

    Em casa do West Ham houve diversas contrariedades para o Tottenham de Pochettino, sobretudo graças à grande penalidade cometida por Naughton. Ainda assim, os spurs arrancaram com uma vitória conseguida através de um golo de Eric Dier. Em White Hart Lane, contra o QPR, espera-se um Tottenham diferente, assertivo. É bastante provável que com Pochettino a defesa do Tottenham seja um sector interessante para confiar em termos de Fantasy (Hugo Lloris (5.5), Eric Dier (5.0) e Jan Vertonghen (6.0), que já deverá ser aposta nesta jornada são para já as melhores opções enquanto Walker não regressa e Ben Davies não tem o estatuto de titular indiscutível) mas para já nesta jornada confiamos no talento individual do argentino Erik Lamela. O compatriota do treinador está um jogador mudado, muito mais confiante e no primeiro jogo em White Hart Lane e contra um Queens Park Rangers que ainda se está a tentar consolidar, os jogadores de Fantasy devem estar atentos a dois jogadores - Erik Lamela e Christian Eriksen (8.0).

 James Ward-Prowse - Southampton - 5.0

    O Southampton mostrou-se vivo em Anfield e quase arrancou um empate no terreno do clube que assaltou os saints este defeso levando Lallana, Lambert e Lovren. Na jornada 2, o Southampton recebe o WBA de Berahino e pode-se esperar uma vitória da equipa comandada por Koeman. Defensivamente, Nathaniel Clyne (5.0) e José Fonte (5.5) são para já as hipóteses mais sólidas, mas Fraser Forster poder-se-á juntar a esta equação mal o vejamos a comandar a sua defesa e a tornar-se o bloco intransponível que foi por diversas vezes ao serviço do Celtic. Como nesta jornada se podem esperar golos, Graziano Pèlle (7.5) e Dusan Tadic (7.0) são à partida as apostas mais seguras e que poderão garantir maior retorno em termos de pontos. Para além deles Shane Long (6.0) dependerá sempre do tempo de jogo que tiver, mas o nosso cabeça-de-cartaz é o jovem James Ward-Prowse. Continuamos a acreditar que poderá ser uma das revelações da época e, sendo o extraordinário marcador de bolas paradas que é, quem o tiver arrisca-se certamente a ter assistências deste jogador com potencial tremendo.

Outras Opções:
Guarda-Redes: Os jogos "grandes" podem ter sempre golos dos 2 lados, por isso nesta jornada as melhores opções entre os postes, para além dos já referidos Hugo Lloris e Thibaut Courtois, devem acabar por ser Fraser Forster (5.0) e Lukasz Fabianski (5.0). O Hull-Stoke é um dos jogos mais difíceis de antever nesta jornada, embora até possa terminar num 0-0.

- Defesas: Reforçando um pouco algumas ideias que defendemos na defesa dos 5 jogadores desta jornada, apostar no Chelsea - Gary Cahill (6.5) e Branislav Ivanovic (7.0) sobretudo, no Southampton (Nathaniel Clyne (5.5)) e no Tottenham (Jan Vertonghen (6.0) ou Eric Dier (5.0) será, na teoria, seguro.

- Médios: Roberto Martínez prepara sempre bem o Everton nos jogos grandes (este Everton-Arsenal na temporada passada terminou com 3-0) mas a ausência prolongada de Ross Barkley pode retirar capacidade explosiva e criativa. Embora já se possa esperar mais de Lukaku e Coleman, acreditamos que o Arsenal, caso faça estragos, será através de Aaron Ramsey (9.0) e Alexis Sánchez (10.5). No jogo que encerra a jornada, entre os 2 primeiros classificados da última edição, David Silva (9.0) e Yaya Touré (11.0) são dispendiosas opções a ter em conta.

- Avançados: A jornada pode ser de Diego Costa (10.5), mas elementos como Wayne Rooney (10.5), Wilfried Bony (9.0), Graziano Pèlle (7.5), Kun Agüero (12.0) e quiçá Romelu Lukaku (9.0) são todos eles candidatos a fazer balançar as redes adversárias. Se for titular pela primeira vez, juntamos a este lote Enner Valencia (7.0), de quem se pode esperar muito esta época e cujo preço é... tentador.

17 de agosto de 2014

Académica 1-1 Sporting: Só Carrillo não basta...

Académica    1 - 1    Sporting CP (Rafael Lopes 90'; Carrillo 15')

    O Sporting não começou da melhor maneira na Liga Portuguesa. Saiu de Coimbra com um empate frente à Académica. Os leões até entraram melhor - com Carrillo a evidenciar-se -, mas após a expulsão de William Carvalho o Sporting hipotecou o resultado ao encostar-se atrás. Recorria a Carrillo nas transições ofensivas, mas isso não era o suficiente. A defesa tremeu com os cruzamentos dos estudantes e foi mesmo Rui Patrício a adiar o empate até ao minuto 90 - minuto esse em que Rafael Lopes atirou mesmo a contar.
    O técnico português optou por deixar Paulo Oliveira no banco preferindo apostar no francês Sarr. Partia - à partida - em vantagem já que apresentava apenas um jogador novo no onze enquanto que a Académica apresentava nada mais, nada menos que sete caras novas. Como referimos anteriormente, os comandados de Marco Silva começaram melhor com André Martins a ameaçar logo nos minutos iniciais a baliza de Cristiano. Todavia, aos quinze minutos a bola entrou mesmo. Cruzamento largo da esquerda por Jefferson e Carrillo numa entrada rompante de cabeça atira a contar. Grande golo do peruano a responder de forma exímia e sem hipóteses para Cristiano ao cruzamento perfeito do lateral brasileiro. O guardião dos estudantes acabaria por ser determinante nos lances seguintes ao negar o golo por duas vezes a Heldon e a André Martins. Duas boas intervenções do guarda-redes luso. O Sporting ia para o intervalo a vencer por uma bola com toda a justiça do mundo.
    Para o segundo tempo os leões não entraram com o mesmo fulgor e os estudantes aproveitaram o espaço dado pelo adversário. Aos 65 minutos, Rafael Lopes cabeceia muito rente ao poste após bom cruzamento da direita de Magique. Rui Patrício parecia estar batido. O minuto seguinte marca por completo o jogo. O Sporting não estava com a mesma intensidade do primeiro tempo e viria ainda a perder William Carvalho. O médio leonino fez a segunda falta sobre Rui Pedro - travando um contra-ataque - e acabou por levar o segundo amarelo. Expulsão completamente acertada e William nem protestou a decisão do juiz da partida. O meio campo verde e branco ficou órfão e os estudantes aproveitavam ainda mais para dominar a partida. Aos 81 minutos, Rui Patrício faz a defesa da noite. Cruzamento largo da esquerda, Sarr faz um corte incompleto, Magique puxa do pé atrás e de primeira disfere um remate potente para uma defesa em voo de Rui Patrício do outro mundo! O Sporting responde logo a seguir num contra-ataque encabeçado por Carrillo. O peruano arranca com tudo, temporiza, dá de calcanhar para Rosell, o espanhol conduz até à grande área e oferece o golo a Montero que atira para boa defesa de Cristiano. O jogo estava interessante e o empate acabaria por surgir em cima do minuto 90. Cruzamento largo da direita, Carrillo e Paulo Oliveira atrapalharam-se com a bola sobrando a mesma para Schumacher. O brasileiro estava cercado de adversários, mas conseguiu assistir Rafael Lopes que - sem pedir licença - atirou um remate indefensável para Patrício. O Sporting já nada conseguia fazer e acabou mesmo por levar apenas 1 ponto para casa.
    Os leões acabaram por não aproveitar as oportunidades que criaram na primeira parte e com a expulsão de William tudo se complicou. Ficou ainda mais evidente que com a saída do médio, ainda não existe substituto à altura para segurar o meio campo. Carrillo fez um bom jogo, mas necessitava de maior colaboração dos colegas de equipa.


Barba Por Fazer do Jogo: Cristiano (Académica)
Outros Destaques: Rui Pedro, Magique; Rui Patrício, Carrillo, Jefferson.

16 de agosto de 2014

Ramsey e Eric Dier decisivos, Swansea estraga a festa de van Gaal

  Premier League - A liga inglesa arrancou hoje e o seu primeiro dia da temporada 2014/ 15 ficou marcado pelas surpresas do costume. Em 7 jogos, só o Arsenal conseguiu ganhar em casa, registando-se 4 vitórias de visitantes (Swansea, Hull, Aston Villa e Tottenham) e dois empates a duas bolas, em jogos característicos da Premier League.

    Foi o último jogo do dia, e quase deu empate. O Arsenal recebeu o Crystal Palace e teve que suar para conseguir garantir 3 preciosos pontos. Aaron Ramsey, autêntico talismã, foi decisivo. Esperava-se uma exibição bastantes furos acima mas o Arsenal demonstrou pouco ritmo e uma troca de bola na sua maioria das vezes previsível. A equipa de Wenger pareceu ficar surpreendida com a postura do Palace, talvez esperando que a equipa aparecesse combalida pela saída de Tony Pulis, e o 1.º golo foi mesmo do órfão Crystal Palace. Num canto, Hangeland fugiu ao bloqueio de Alexis e saltou perante um passivo Koscielny, ganhando o lance com o seu poderio e experiência e fazendo o 0-1. Tudo mal na abordagem dos gunners. Vendo-se a perder o Arsenal foi atrás do resultado e Koscielny vingou-se de Hangeland, empatando o jogo numa bola parada exemplarmente cobrada por Alexis Sánchez e através de um cabeceamento que não era simples de executar. Na 2.ª parte o Arsenal foi superior mas, entre momentos trapalhões e outros em que pareceu que os jogadores queriam entrar com a bola pela baliza dentro, o 1-1 foi-se mantendo até final. Aos 90' chegou então o 2-1 com Aaron Ramsey a aparecer no sítio certo no momento certo, dando 3 pontos ao Arsenal no primeiro jogo da época, aproveitando ainda os deslizes de Manchester United e Everton.

    Old Trafford foi o palco do jogo de abertura da época. A estreia de Louis van Gaal no comando do Manchester United não foi feliz e o Swansea conseguiu uma justa vitória fruto de uma excelente organização, eficácia e de um islandês que se transfigura quando tem a camisola dos swans vestida. Esperávamos uma entrada a ganhar do United mas, tal como temíamos, o jogo comprovou que é complicado aspirar a algo quando uma defesa é composta por Smalling, Phil Jones e o ainda inexperiente Blackett. O treinador holandês não contou com van Persie mas ficou bem claro que, caso queira estar no Top-4, são necessários reforços (2 defesas e 1 ou 2 médios, podendo um deles ser interior e o outro ala, são essenciais). Em termos de jogo faltou intensidade e criatividade aos red devils para ultrapassar uma defesa magnificamente liderada por Ashley Williams. O Swansea silenciou o "teatro dos sonhos" aos 27' com o coreano Ki a finalizar, assistido por Sigurdsson, mas o Manchester United conseguiu responder na 2.ª parte - após canto bem cobrado por Mata, Phil Jones desviou e o capitão Wayne Rooney marcou num remate acrobático. Rooney ainda fez um livre directo bater no poste com estrondo, mas maior estrondo teve o 1-2. O equatoriano Jefferson Montero (que tinha acrescentado velocidade e qualidade ao jogo ao entrar) e Routledge cozinharam o golo, com Gylfi Sigurdsson a tornar-se o homem do jogo da 1.ª partida da época.
    O recém-promovido Leicester e o Everton defrontaram-se num jogo que aguardávamos com expectativa, por entender este Leicester City como prometedor, e o 2-2 final demonstrou o que o jogo foi. McGeady inaugurou o marcador aos 20' num lance em que Kasper Schmeichel abordou mal, mas o reforço Ulloa empatou tudo logo depois. O Everton recuperou a vantagem com Naismith a marcar após boa jogada com Pienaar e Baines, mas a 2.ª parte seria totalmente diferente. Praticamente só houve Leicester durante 45 minutos, Mahrez desequilibrou com a sua qualidade individual em situações de 1 para 1, e o 2-2 chegou aos 86 minutos, colocando alguma justiça no marcador, com Chris Wood a levar os adeptos ao delírio no regresso ao principal escalão. Não terá sido mau para o Everton este ponto conquistado porque Gareth Barry ainda poderia ter sido expulso mas foi poupado ao 2.º cartão amarelo após travar uma perigosa transição, e Schlupp desperdiçou uma oportunidade clamorosa.

    O West Ham-Tottenham teria à partida vantagem dos spurs mas olhando para a defesa que Pochettino apresentou no início do jogo (Naughton, Kaboul, Dier, Rose), todas as previsões podiam cair por terra. Foi um jogo frenético e emocionante! O Tottenham fez por sobreviver no começo e, depois de Naughton ser expulso, valeu-lhe Mark Noble ter atirado uma grande penalidade ao lado. A defesa e Lloris mantiveram o Tottenham no jogo, e passou a estar tudo igual quando Collins foi também ele expulso deixando um 10 para 10 em campo. O 0-0 parecia inevitável mas o ex-leão Eric Dier decidiu o jogo aos 90'. Assistência de Harry Kane e golo de Eric Dier - uma configuração improvável.. O central inglês regressa ao seu país da melhor forma e este golo pode ajudá-lo a manter a titularidade (idealmente a defesa do Tottenham teria Walker, Vertonghen, outro central e Ben Davies).
    Já no WBA-Sunderland assistiu-se a um clássico jogo de Premier League. Um grande golo de Cattermole do meio da rua colocou o Sunderland a ganhar, mas o principal destaque do jogo empatou de grande penalidade - o jovem Saido Berahino tem tudo para ser a estrela de uma equipa que à partida não parece reunir um elenco muito forte. Precisamente Berahino fez o 2-1, encostando um cruzamento de Gardner (que se estreou hoje precisamente contra a equipa que serviu 3 épocas), mas o 2-2 foi o resultado final com Patrick van Aanholt a dar a Sebastian Larsson um golo muito festejado.
    Surpreendentes foram as vitórias de Hull City e Aston Villa em casa de QPR e Stoke City, respectivamente. No primeiro caso, era expectável que o jogo fosse mais fechado considerando os esquemas tácticos de Hull e QPR e o encaixe dos mesmos, e confirmou-se. O Hull conseguiu estragar a festa do Queens Park Rangers e um golo de James Chester após canto decidiu o encontro. Charlie Austin, o goleador do QPR, ainda teve a oportunidade de empatar nos seus pés mas vacilou na grande penalidade, com McGregor a brilhar a defender. O Aston Villa, ainda sem Benteke, arrancou uma excelente vitória no terreno de um Stoke que parecia favorito. Bojan, Arnautovic e Diouf tiveram uma tarde de pouca inspiração e acabou por ser o austríaco Weimann a fazer a diferença - má abordagem da defesa do Stoke, Weimann atirou para golo e, embora Begovic quase tenha defendido com os seus bons reflexos, a bola entrou mesmo valendo 3 pontos.

Porto 2-0 Marítimo: Dragões arrancam com vitória

FC Porto    2 - 0    Marítimo (Rúben Neves 12', Jackson 90'+4)

    O Porto alcançou os seus primeiros três pontos no Estádio do Dragão ao bater o Marítimo de Leonel Pontes por duas bolas a zero. Um jogo praticamente de sentido único, onde o resultado surgiu com alguma naturalidade. O jovem de 17 anos Rúben Neves continuou a ser aposta de Lopetegui, que deixou reforços sonantes como Tello, Adrián e Casemiro no banco de suplentes. O capitão da Selecção sub-17 acabou mesmo por ser a figura do jogo apontando o primeiro golo dos azuis e brancos e ainda realizando uma excelente exibição.
    No primeiro tempo, os dragões começaram bem melhor. Brahimi esteve sempre muito interventivo no ataque e aos 4 minutos ofereceu de bandeja o golo a Quaresma que atirou muito por cima. Um primeiro aviso à baliza de Salin que consentiu o golo logo aos 11 minutos. Canto batido da esquerda com a bola a sobrar para Rúben Neves que - de primeira - fez o primeiro do Porto. Estreia perfeita para a jovem promessa dos dragões que mereceu por inteiro a confiança de Julen Lopetegui. O Marítimo tentou reagir, mas as investidas de Dyego Sousa saíram goradas. Quaresma ofereceu ainda uma boa oportunidade de golo a Danilo que cara a cara com Salin atirou para a boa defesa do francês.Os insulares tiveram a oportunidade de igualar a partida, mas Dyego Sousa - totalmente isolado - demora demasiado tempo e possibilita o corte de Alex Sandro. Os azuis e brancos controlaram por completo os restantes minutos e Brahimi quase fez o 2-0 ao cair do pano da primeira parte após grande jogada individual que culminou num remate por cima da trave. 
    O segundo tempo começou a meio gás e só aos 62 minutos teve o primeiro momento de grande perigo. Quaresma cruza de forma perfeita de trivela a partir do lado esquerdo e Jackson Martínez a falhar a intersecção com a bola ao tentar fazer um remate acrobático. Cha Cha Cha que voltaria a desperdiçar uma oportunidade flagrante minutos depois após nova grande jogada de Brahimi. O argelino passou por todos, foi à linha e passou atrasado para o colombiano que não acertou da melhor forma na bola. Com a entrada de Tello, o FC Porto tornou-se mais objectivo no sector atacante e o golo acabou por chegar nos descontos. O espanhol ex-Barça tirou um adversário da frente e fez um passe a rasgar para Jackson facturar à segunda, já que permitiu que Salin lhe negasse o golo no primeiro remate. 
    Uma vitória completamente justa e que teve como grandes destaques o jovem Rúben Neves no centro do terreno - com Óliver Torres a ter também ele importância na qualidade de jogo do meio campo portista - e Brahimi em sectores mais ofensivos. O argelino foi sempre o maior desequilibrador da equipa e o Marítimo bem pode agradecer a Jackson por não aproveitar uma das suas grandes jogadas. Do lado do Marítimo os centrais foram evitando males maiores, sendo que em termos ofensivos os insulares deixaram muito a desejar. Dyego Sousa não é certamente uma opção de peso no ataque maritimista. 


Barba Por Fazer do Jogo: Rúben Neves (FC Porto)
Outros Destaques: Brahimi, Óliver; Gegé, Bauer.

Antevisão da Barclays Premier League 2014/ 15

  Barclays Premier League - É o regresso da melhor liga do mundo! A liga inglesa recomeça este Sábado e traz consigo os jogos mais emocionantes, as maiores surpresas e reviravoltas, revelações, confirmações e acima de tudo uma disputa pelo título com mais candidatos do que qualquer outro campeonato. Na Premier League há 7 equipas que querem estar no Top-4 (Manchester City, Liverpool, Chelsea, Arsenal, Manchester United, Everton e Tottenham) e percebe-se precisamente por este raciocínio que um dos primeiros 5 colossos referidos não conseguirá lugar na liga milionária.
   O campeonato que nos diz todos os anos to follow is to love perdeu o seu melhor jogador tal como no ano anterior para a Liga BBVA, mas as saídas tanto de Luis Suárez como anteriormente de Gareth Bale têm sido compensadas trazendo um número ainda maior de craques para solo inglês: sai um super-craque, entram 10 craques, basicamente. Para além da frenética luta pela manutenção até à última jornada, da tentativa de se ser a equipa-sensação (um Southampton que encanta tudo e todos levando ao êxodo de meia equipa, um Crystal Palace que sobe sem parar, um Sunderland que se salva milagrosamente, embora esta época a equipa digna dessa menção será provavelmente a 8.ª classificada, a não ser que Everton ou Tottenham conseguissem figurar no pódio) este ano os principais candidatos estão todos mais fortes. O campeão em título Manchester City tem 2 onzes de qualidade, Mourinho não tem desculpas e tem uma equipa perfeita e à sua imagem, o Liverpool perdeu Suárez mas tem um plantel mais amplo e o "factor Van Gaal" também terá o seu peso.
    Acompanhem-nos então numa viagem à antevisão desta Premier League, equipa a equipa:

 CHELSEA (1)

    Para nós há sobretudo 3 equipas que reúnem mais ingredientes para erguer o troféu em Maio: Chelsea, Manchester City e Liverpool. José Mourinho tem esta temporada um plantel de campeão ao seu dispor, porventura a equipa mais equilibrada entre os principais candidatos. Diz a tradição que as equipas de Mourinho são mais fortes nas segundas temporadas em que ele as treina. O Special One, agora sem desculpas - ele próprio já admitiu que tem finalmente o plantel exactamente que quis -, conta com a melhor defesa em Inglaterra (entre Cahill, Ivanovic, Terry, Azpilicueta e Filipe Luís 1 ficará de fora da defesa-base), podendo esta temporada ter ainda o melhor guarda-redes jovem do mundo, Courtois. Do meio-campo para a frente há uma vastidão de soluções, sobretudo para a tríade de apoio ao avançado, e é de esperar que Matic dê sequência à excelente meia época que fez em 2013/ 14. Na temporada passada faltou ao Chelsea poder ofensivo (marcou menos 30 golos que o Liverpool, e menos 31 que o City) porque não tinha um avançado de topo e para colmatar isso chegou Diego Costa, um jogador que parece ter nascido para ser treinado por Mourinho. Pode-se esperar que Eden Hazard (vai continuar a evoluir e a ter mais números) e Diego Costa sejam os principais marcadores de serviço mas a peça-chave desta época pode ser Césc Fábregas. O médio espanhol está de regresso ao campeonato onde foi verdadeiramente feliz e tem tudo para elevar este Chelsea para outro patamar, ajudando inclusive a moldar o estilo de jogo. E sim, neste raciocínio faltaram nomes como Oscar, Schürrle, Willian, Ramires ou Drogba.

Atenção a: Eden Hazard, Césc Fabregas, Diego Costa, Nemanja Matic, Gary Cahill

 MANCHESTER CITY (2)

    A lógica diz que o City tem que ser encarado como o verdadeiro favorito. Pellegrini é um treinador inteligente, que não inventa e é o homem certo para procurar um bicampeonato que os citizens nunca festejaram, procurando ainda fugir a uma maldição da Premier League: nunca uma equipa que venceu o campeonato em ano de Mundial, ganhou no ano seguinte. Fernando, Mangala, Caballero e Sagna foram os principais reforços, mas talvez acabe por ser o montenegrino Stevan Jovetic (que no ano passado quase não deu o seu contributo) o verdadeiro "reforço". Os jogadores já se conhecem, o meio-campo e ataque é estrondoso e garantidamente veremos várias equipas goleadas em Etihad. Ainda assim, este Manchester City é uma equipa que se ressente quando Kompany se lesiona e a nível ofensivo aparece no seu melhor quando Kun Agüero e David Silva destroem defesas com a sua capacidade técnica. Pelo sim pelo não, está lá Yaya Touré e veremos se a lógica impera, ou se a fome de Chelsea e Liverpool tem uma palavra a dizer.

Atenção a: Kun Agüero, Yaya Touré, David Silva, Stevan Jovetic, Vincent Kompany


 LIVERPOOL (3)

    Os 
reds perderam a figura de 2013/ 14, Luis Suárez, mas apresentam esta época um plantel superior, com maior número de soluções, maior qualidade, num plantel que terá desta vez Europa (Champions) nas pernas. Steven Gerrard mantém a confiança e a fome de se sagrar campeão pela 1.ª vez e capitaneia a equipa mais diabólica em transição da Premier League. No ano passado o Liverpool foi a equipa que melhor futebol praticou (aceita-se quem considere que foi o City), surpreendeu e a filosofia imposta por Brendan Rodgers está para durar, com ambições legítimas e colocando o título desta vez em ponto de mira. Pressão, boa troca de bola e muita velocidade é o que se deve esperar de um Liverpool que conjugará Sturridge, Sterling e Markovic, acrescentando-lhes a mestria de Lallana e Coutinho e uma retaguarda este ano mais forte (Manquillo e Moreno foram boas contratações para lugares em que era preciso investir, e Lovren vai justificar cada euro pago). Contrariamente ao ano passado o Liverpool tem desta vez um arranque complicado (vai a Etihad e White Hart Lane na 2.ª e 3.ª jornadas) e, embora tenha mais opções, haverá jogos - aqueles em que o brutal talento individual de Suárez fazia a diferença - em que o uruguaio fará muita falta, podendo a equipa ainda precisar de um super-reforço. De qualquer forma, Sturridge vai ondular os seus braços em festejos por muitas vezes, Sterling tem tudo para explodir e há como dissemos vários outros jogadores que vão fazer dos jogos do Liverpool um regalo para os olhos. Em confidência, podemos dizer que aqui no Barba Por Fazer se pudéssemos escolher o campeão, seria este.


Atenção a: Daniel Sturridge, Raheem Sterling, Coutinho, Steven Gerrard, Adam Lallana

 MANCHESTER UNITED (4)

    Aloysius Paulus Maria van Gaal. Em boa hora (antes do Mundial) o United garantiu aquele que tem tudo para ser o legítimo sucessor de Ferguson. O determinado, inteligente e disciplinador treinador holandês foi um dos maiores reforços da Premier League e tem uma missão simples: recolocar o Manchester United em lugar de Champions, embora internamente no clube haja mesmo a ambição de alcançar o título. O facto dos red devils estarem fisicamente mais folgados, por não marcarem presença nas competições europeias, poderá ajudar, um pouco à imagem da condição que o Liverpool teve o ano passado. Para além disso, será curioso ver como o 3-4-1-2 holandês que van Gaal está a impor encaixa no futebol inglês, embora a táctica faça sentido - não como um capricho por ter funcionado na Holanda, mas sim porque é talvez o único modelo que permite tirar o melhor de Rooney e van Persie, ao mesmo tempo. E muito se pode esperar destes 2 esta temporada, ambos candidatos a melhor marcador. Ander Herrera e Luke Shaw foram os melhores reforços até agora, van Gaal já revolucionou Ashley Young, espera-se muito também do playmaker Juan Mata mas ainda faltam 2/3 reforços de peso - caso o United garantisse Hummels, Blind/ Rojo e Di María ou Vidal passaria a ser visto doutra forma - para que o United possa de facto discutir o título. Neste momento na sua linha de 3 homens mais recuados não há um que seja um líder da defesa e nenhum é claramente forte a sair com bola, 2 condições importantes numa linha num esquema como este 3-4-1-2. Será ainda interessante ver como evolui Januzaj (o herdeiro da camisola de Giggs neste sistema parece encaixar-se apenas, para já, no lugar de Mata) e se James Wilson terá ou não oportunidades para ir crescendo.

Atenção a: Wayne Rooney, Robin van Persie, Ander Herrera, Ashley Young, Luke Shaw

 ARSENAL (5)

    É injusto e parece errado colocarmos o Arsenal fora dos 4 primeiros lugares, mas é representativo da qualidade do campeonato. Pode acontecer que os gunners fiquem pela 1.ª vez fora do Top-4 sob o comando de Wenger (no clube desde 1996) mas a linha entre isso ou ser campeão é ténue. Este Arsenal só aumentou a sua qualidade e por isso acabará por ser determinante o boletim clínico. Tradicionalmente o Arsenal acumula lesões ao longo da época e para ser campeão precisa de contar com todos os seus melhores jogadores na máxima força. Alexis Sánchez tem tudo para ser a estrela da equipa, embora Aaron Ramsey já tenha deixado de surpreender, sendo já uma certeza. Jogadores como Wilshere, Walcott, Oxlade-Chamberlain ou Özil têm que durar a época toda, num clube que conta ainda com elementos como Cazorla, Giroud, Arteta ou Campbell. A baliza vai ser bem disputada e a defesa, para além da boa dupla de centrais (interessante Wenger querer fazer de Chambers um central, como alternativa a Koscielny-Mertesacker), na lateral direita houve melhorias ao passar de Sagna para Debuchy. Do 1.º ao 5.º lugar, a condição física poderá pisar, mas o futebol espectacular vai ser frequente em Emirates.

Atenção a: Alexis Sánchez, Aaron Ramsey, Theo Walcott, Jack Wilshere, Laurent Koscielny

 EVERTON (6)

    No dia em que o Everton gastou 35 Milhões para garantir Romelu Lukaku, disse basicamente: nós já não somos a mesma equipa, queremos estar entre os 4 melhores. O Everton esteve muito perto de se qualificar para a Champions na temporada passada, e conta com um dos melhores treinadores em Inglaterra, sendo uma equipa regular e muito inteligente em campo. O problema é que a concorrência é muita. Ainda assim, este defeso foi brilhante para os toffees pela forma como seguraram Ross Barkley, Seamus Coleman, Leighton Baines e James McCarthy, garantindo a título definitivo Lukaku e Barry, fazendo de Atsu o sucessor de Deulofeu. 2014/ 15 é um excelente teste a este Everton, e cuidado porque o Tottenham está mais forte.

Atenção a: Romelu Lukaku, Ross Barkley, Seamus Coleman, Leighton Baines, Kevin Mirallas 

 TOTTENHAM (7)

    No ano passado o Tottenham ressentiu-se da perda de Gareth Bale e da forma como este decidiu jogos sozinho em cima do apito final. Foram contratados inúmeros jogadores com qualidade, mas a equipa só funcionou a espaços como um todo, acabando a missão por ser dificultada pela adaptação de alguns jogadores e pelas lesões de outros. Mauricio Pochettino, o homem do leme do Southampton 13/ 14, é o treinador certo para esta equipa. Os spurs contrataram pouco (apenas Ben Davies, Vorm e Dier) e este ano alguns reforços do ano passado poderão aparecer em definitivo. Lloris transmite segurança a uma defesa onde Vertonghen tem que ser o patrão e Ben Davies pode suprir uma lacuna clara; no meio-campo há muitas soluções e Pochettino terá apenas que retirar o melhor de Lamela, Holtby,  Eriksen, e Townsend se o aproveitar. Por esta altura, o Tottenham parece necessitar apenas de um avançado de outro nível, um goleador feito, alguém como Wilfried Bony.

Atenção a: Erik Lamela, Christian Eriksen, Jan Vertonghen, Lewis Holtby, Ben Davies

 STOKE (8)

    O Stoke City versão 2014/ 15 pode ser uma agradável surpresa. Depois de longas temporadas apresentando um futebol verdadeiramente inglês (uma defesa alta e corpulenta a impedir o jogo do adversário, e um ataque à base do jogo aéreo) o Stoke evoluiu na época passada com Mark Hughes, mas poderá continuar a transformar-se. Em casa são uma equipa bastante forte, que defende sempre muito bem e o Stoke juntou a peças como Begovic (um dos melhores GR da Premier League), Shawcross, Arnautovic (poderá afirmar-se em Inglaterra esta época), algumas caras novas como Sidwell e sobretudo 2 homens de ataque: Mame Biram Diouf e Bojan Krkic. O avançado senegalês parece feito para a Premier, mas é de Bojan que - surpreendentemente, porque os seus últimos anos não o fariam crer - se pode esperar bastante. É possível que a sociedade Arnautovic-Bojan-Diouf coloque este Stoke a ser visto duma forma diferente. E supostamente ainda está para chegar Victor Moses..

Atenção a: Bojan, Marko Arnautovic, Asmir Begovic, Mame Biram Diouf, Ryan Shawcross

 NEWCASTLE (9)

    Lembram-se do Newcastle de 2011/ 12? Este Newcastle tem condições para recuperar a qualidade do futebol dessa temporada, mas certamente não a classificação (ficou na altura em 5.º, acima de Chelsea, Everton e Liverpool). Depois de uma época em que o Newcastle nunca conseguiu reagir bem à perda de Cabaye, este defeso a Direcção teve olho a contratar. Entre as várias caras novas, Siem de Jong (já merecia isto!) e Rémy Cabella poderão ser os 2 jogadores capazes de levar este Newcastle às suas costas. Talvez a equipa demore um pouco a carburar mas, ao ter Krul, Janmaat, Sissoko, Colback e uma frente onde Pardew terá que escolher entre Rivière, Ferreyra, Ayoze e Papiss, este Newcastle há-de se encontrar. É pena, no entanto, terem chegado tantos avançados ao invés de um central de créditos firmados e um bom número 8.

Atenção a: Siem de Jong, Rémy Cabella, Tim Krul, Emmanuel Rivère, Moussa Sissoko

 SOUTHAMPTON (10)

    Sabiam que em 2013/ 14 o Southampton foi a equipa com maior % média de posse de bola? 58,6. Um valor superior a City, Swansea, Arsenal e Liverpool. É importante que os adeptos dos saints percebam que a equipa vai mudar muito, demorar a entrosar-se e mesmo assim não deverá chegar ao nível de antes. Nenhuma equipa conseguiria do dia para a noite recuperar a química daquele Southampton, e a importância de Lallana, Shaw, Lambert, Lovren e, embora menos, Chambers. Não achamos que o Southampton vá lutar pela manutenção como se tem dito uma vez que se tem reforçado bem e ainda poderão chegar mais reforços (para já, os laterais não estão ao nível do restante elenco). O principal inimigo dos saints é neste momento o tempo e o facto de Koeman ter muitos jogadores novos e ter que fazer com eles uma nova equipa pode fazer com que o Southampton piore a sua classificação final, comparativamente com a época passada. Dusan Tadic e Graziano Pellè foram excelentes contratações, James Ward-Prowse tem tudo para ser uma das grandes revelações da época e passar as luvas de Boruc para Forster é muito positivo. As mais recentes aquisições foram Florin Gardos, central romeno que pode ser visto como o sucessor de Lovren e pode ser uma das boas surpresas da Premier; chegando ainda o irlandês Shane Long e Taïder para acrescentar soluções ofensivas. Veremos se Ramírez aproveita as saídas para mostrar o seu futebol, e a equipa certamente melhorará quando Jay Rodriguez regressar da sua lesão. Isto se ele - e Schneiderlin - não saírem entretanto. A capacidade de adaptação e o trabalho de Ronald Koeman serão fundamentais porque não é impossível este Southampton repetir o 8.º lugar, mas também não é impossível que surja uns 3 lugares abaixo que este que prevemos.

Atenção a: Dusan Tadic, Jay Rodriguez, Graziano Pellè, James Ward-Prowse, Florin Gardos 

 SWANSEA (11)

    A gestão do Swansea nos últimos tempos tem sido.. estranha. Em 2011/ 12, com Brendan Rodgers, e em 2012/ 13 (1.º ano de Laudrup) tudo estava bem, e nada melhorou com a saída do dinamarquês. A equipa do País de Gales perdeu neste defeso Vorm (Fabianski é um GR que tanto faz boas defesas como tem episódios bizarros), Ben Davies, emprestou Michu ao Nápoles e veremos se Wilfried Bony se mantém ou não no clube, embora pareça provável que saia. Sem Bony, terá que ser Gomis a calçar as chuteiras do costa-marfinense. A defesa precisa de ser reforçada pois o grande capitão Ashley Williams não chega para tudo, falando-se no ingresso do internacional argentino Federico Fernández, e a esperança do Swansea reside no meio-campo onde Sigurdsson e Jefferson Montero podem brilhar. Isto num meio-campo onde já se sabe o que dão Britton, Routledge, Dyer e Shelvey, tendo regressado Ki. Resumidamente, manter ou não Bony e reforçar a defesa parecem ser 2 pontos essenciais para que o Swansea consiga terminar num 11.º lugar. Caso contrário ficará abaixo.

Atenção a: Wilfried Bony, Gylfi Sigurdsson, Jefferson Montero, Bafétimbi Gomis, Ashley Williams

 WEST HAM (12)

    Mourinho acusou Allardyce do "futebol de século XX" praticado pelo West Ham. Felizmente para os adeptos de futebol, isso deverá mudar esta temporada. Colocando as equipas grandes fora da equação, talvez este West Ham seja a equipa que melhor se reforçou este defeso. A baliza estará bem entregue quer lá esteja Adrián ou o quase quarentão Jaaskelainen; a defesa já era razoável mas ganhou um lateral e um central com potencial (Cresswell e Kouyaté, embora o último possa jogar no meio-campo pela sua boa capacidade a sair com bola), e entre médios e atacantes, as principais novidades são Diego Poyet (filho do treinador do Sunderland) e sobretudo a dupla Enner Valencia e Mauro Zárate, que tem tudo para - lá para Novembro - estar afinada a criar e marcar.

Atenção a: Enner Valencia, Mauro Zárate, Cheikhou Kouyaté, Aaron Cresswell, Diego Poyet

 LEICESTER CITY (13)

    Não é fácil sair vivo do Championship, mas mais difícil é acabá-lo com 102 pontos. O Leicester não se reforçou muito nesta subida à Premier League, mas a equipa coesa que já apresenta deve chegar para garantir a manutenção. O mundo do futebol vai ganhar respeito pelo herdeiro de Schmeichel, e no ataque para além de David Nugent (parece ser o momento certo para estar na Premier) e Vardy, chegou outro goleador do Championship - o argentino Leonardo Ulloa. O meio-campo acabará por ser decisivo e nesse sentido terão uma palavra a dizer dois jovens jogadores ambos dotados de um pé esquerdo fantástico - o francês Knockaert e o argelino Mahrez, se conseguirem estar focados e apresentar regularidade vão ser uma dor de cabeça para muitos defesas. Há ainda elementos mais discretos como Drinkwater e Andy King, e esta é a oportunidade certa para Albrighton provar o seu valor.

Atenção a: David Nugent, Kasper Schmeichel, Anthony Knockaert, Riyad Mahrez, Leonardo Ulloa

 HULL CITY (14)

    É muito provável que o Hull ande por estes lugares no final do campeonato, ou acima. Depois de um mercado de Inverno em que os tigers se focaram no ataque (Jelavic e Long, embora o irlandês tenha rumado agora ao Southampton), neste Verão chegaram flanqueadores de qualidade - Robert Snodgrass e Tom Ince, potenciais figuras da equipa. Steve Bruce tem uma equipa equilibrada ao seu dispor, continuando a ter Huddlestone e Livermore e um líder defensivo chamado Curtis Davies. Veremos se se mantém o 3-5-2 com que o Hull terminou a época e, caso isso aconteça, o Hull ainda deverá investir num substituto para Long. Por esta altura e depois de reforçada a equipa, também parece que a melhor linha de 3 seria composta por Davies, Chester e pelo recém-chegado Harry Maguire, o que obrigaria Steve Bruce a "sentar" o filho Alex Bruce. Até ao fim do mercado talvez ainda chegue um novo avançado que catapulte o Hull para outra dimensão.

Atenção a: Robert Snodgrass, Curtis Davies, Nikica Jelavic, Tom Ince, Tom Huddlestone

 CRYSTAL PALACE (15)

    Era uma das grandes curiosidades deste ano verificar o que é que o Manager of the Year Tony Pulis conseguia fazer desta vez com o seu Crystal Palace. No entanto, por divergências com a Direcção relativamente às contratações neste defeso (Pulis queria, por exemplo, Sigurdsson e Caulker) o técnico que salvou sempre as suas equipas de serem despromovidas, abandonou o cargo. O Crystal Palace foi um dos clubes-sensação da época passada mas convenhamos, Pulis transformou uma equipa banal e cujo destino parecia a descida numa equipa muito sólida defensivamente e confiante. Neil Lennon ou Mackay podem ser escolhas interessante mas para já, e por acharmos que Tony Pulis representava uma elevada % no sucesso do Palace, descemo-lo relativamente às nossas previsões iniciais. E a verdade é que por vezes na Premier a diferença entre um 15.º lugar e um 18.º é muito pouca no fim. Tirando Pulis, em termos de plantel praticamente nada mudou em Selhurst Park. O Crystal Palace vinha sendo uma equipa exímia no processo defensivo, difícil de bater em sua casa e manteve peças fundamentais como Puncheon, Ward, Ledley, Jedinak e Speroni. Para o ataque chegou Fraizer Campbell, embora Gayle (veremos se continua a evoluir) e Murray também sejam opções decentes, Hangeland trará maior experiência à defesa, Martin Kelly também se juntou ao plantel e a direcção terá ainda 2 alvos de meio-campo: Steven N'Zonzi (Stoke) e Jack Cork (Soutampton). Seria bom ver o galês Jonathan Williams despontar esta temporada. É muito complicado prever o trajecto deste Crystal Palace sem o seu homem do leme.

Atenção a: Jason Puncheon, Joel Ward, Yannick Bolasie, Fraizer Campbell, Mile Jedinak

 SUNDERLAND (16)

    Gustavo Poyet tem uma equipa decente, e com potencial para mais, nas suas mãos. O treinador uruguaio salvou o Sunderland quando parecia impossível e esta época deverá salvar outra vez, quem sabe com maior conforto. O elenco mantém-se, tendo ganho alguma qualidade. Vito Mannone é um dos GR que mais defesas por jogo faz no campeonato inglês, a defesa não é deslumbrante mas Van Aanholt é um bom reforço e no meio-campo a fórmula certa pode pôr a equipa a jogar bem - ter Adam Johnson, Rodwell, Jordi Gómez e Giaccherini contribui para isso. No ataque o maior "reforço" é poder contar com Steven Fletcher a 100%, seria excelente Wickham manter o nível com que se despediu dos fãs da Premier League, e ainda há Altidore.

Atenção a: Adam Johnson, Connor Wickham, Steven Fletcher, Vito Mannone, Jack Rodwell

 QPR (17)

    Uma equipa que deverá andar na corda bamba é o Queens Park Rangers, e não surpreenderia se se salvasse, podendo até conseguir algo mais dependendo da consistência que conseguir apresentar. Redknapp conseguiu subir por via do play-off, destruindo o sonho do Derby County, e a direcção premiou-o com vários reforços interessantes: Caulker e Ferdinand (que poderão tornar o QPR numa equipa difícil de bater no jogo aéreo), Mutch e Isla. Continuar a contar com o desequilibrador Junior Hoilett e o homem-golo Charlie Austin é muito útil, e caso Loïc Rémy acabe por ficar no plantel torna-se o maior reforço de todos. Há ainda um pormenor interessante neste QPR, o facto de Redknapp com a ajuda do seu novo adjunto (Glenn Hoddle) estar a modificar o desenho táctico, o que poderá fazer com que a Premier League desta época tenha três equipas a partirem de um 3-5-2, ou suas variantes próximas.

Atenção a: Charlie Austin, Loïc Rémy, Junior Hoilett, Steven Caulker, Jordon Mutch

 BURNLEY (18)

    A manutenção é um objectivo difícil para o Burnley, até por não ter a capacidade de investimento bruto que por exemplo um recém-promovido QPR apresenta (oxalá ficasse Burnley e descesse QPR). O Burnley terá que mostrar que aguenta jogar a este nível e as únicas certezas que os adeptos podem ter é que o avançado Danny Ings e o lateral Kieran Trippier vão-se dar a conhecer, e mesmo que o clube desça, eles certamente não o farão. A aquisição de Lukas Jutkiewicz parece poder ter impacto imediato, ele que terá que substituir o goleador Vokes no arranque do campeonato.

Atenção a: Danny Ings, Kieran Trippier, Lukas Jutkiewicz, Scott Arfield, Sam Vokes

 ASTON VILLA (19)

    Tendo que apontar à partida os 4 mais prováveis candidatos a descer, esses seriam QPR, Burnley, Aston Villa e West Bromwich. O Aston Villa tem um "problema" chamado Christian Benteke. O avançado belga é de longe o melhor jogador da equipa mas, quando a equipa não pode contar com ele, é quase como se não existisse. E sim, más notícias, o A. Villa arrancará sem Benteke. Sem o belga terão que aparecer Weimann e Agbonlahor (ou Kozák), bem como Delph e Bacuna. Chegaram Cissokho, Senderos, Richardson e Joe Cole, e Albrighton foi desperdiçado - rumando ao Leicester - o que só seria desculpável caso se inicie a aposta no jovem Jack Grealish.

Atenção a: Christian Benteke, Fabian Delph, Andreas Weimann, Jack Grealish, Ron Vlaar

 WEST BROMWICH (20)

    Tendemos a antipatizar com este WBA. A aposta em Alan Irvine foi arriscada e a política de mercado invulgar: Pocognoli, Gamboa, Davidson, Lescott, Wisdom chegaram todos para a defesa, e mudar quase toda uma linha é complicado e normalmente tem consequências a curto-médio prazo. O meio-campo continua a ter as mesmas soluções que chegam para alguns jogos (casos de Sessegnon, Mulumbu, Morrison ou Brunt) e no ataque Anichebe tem agora um compatriota consigo (Ideye Brown) embora tenhamos mais fé na evolução do jovem inglês Saido Berahino, caso lhe sejam dados minutos.

Atenção a: Saido Berahino, Ben Foster, Ideye Brown, Youssouf Mulumbu, Stéphane Sessegnon