Balanço Final - Liga NOS 18/ 19

A análise detalhada ao campeonato em que houve um antes e um depois de Bruno Lage. Em 2018/ 2019 houve Reconquista.

Prémios BPF Liga NOS 2018/ 19

Portugal viu um médio carregar sozinho o Sporting, assistiu ao nascer de um prodígio, ao renascer de um suiço, sagrando-se campeão quem teve um maestro e um velocista.

Balanço Final - Premier League 18/ 19

Na melhor Liga do mundo, foram 98 contra 97 pontos. Entre citizens e reds, entre Bernardo Silva e van Dijk, ninguém merecia perder.

Os Filmes mais Aguardados de 2019

Em 2019, Scorsese reúne a velha guarda toda, Brad Pitt será duplo de Leonardo DiCaprio, Greta Gerwig comanda um elenco feminino de luxo, Waititi será Hitler, e Joaquin Phoenix enlouquecerá debaixo da maquilhagem já usada por Nicholson ou Ledger.

21 Novas Séries a Não Perder em 2019

Renasce The Twilight Zone, Ryan Murphy muda-se para a Netflix, o Disney+ arranca com uma série Star Wars e há ainda projectos de topo na HBO e no FX.

12 de maio de 2014

Prémios BPF Premier League 2013/ 14

    The one that got away. Será assim que os adeptos do Liverpool, Steven Gerrard e Luis Suárez recordarão muito provavelmente esta Premier League. Bem nivelada por cima, a melhor liga do mundo foi mais uma vez fantástica e com o campeão a decidir-se apenas na última jornada. Um Super-Liverpool, um Manchester City que acabou por cumprir a sua obrigação, um grande Arsenal até à derrocada, um refinado Everton muito forte e talhado para os jogos cabeça-de-cartaz, um Chelsea choramingão com um Mourinho que teve mais medo de perder do que fome de ganhar, um entusiasmante Southampton, uns "milagrosos" Crystal Palace e Sunderland, e um Manchester United perdido, apagado e órfão da maior figura do clube nas últimas décadas: Sir Alex Ferguson. A emoção foi o elemento constante da primeira à última jornada, com jogos cheios de golos e várias goleadas. Ficarão na memória de muitos, por exemplo, o Everton 3-3 Liverpool, o Crystal Palace 3-3 Liverpool, o Liverpool 3-2 Manchester City ou as goleadas impostas pelos citizens e reds em várias jornadas. Só na Premier League é que podíamos assistir a jogos como o Manchester City 6-3 Arsenal ou Cardiff 3-6 Liverpool. E o mais impressionante é que se nos perguntarmos se é possível para o ano ser ainda melhor, acreditamos que possa ser.

    Estreamos esta temporada os nossos prémios para a Premier League, nos quais avaliaremos posição a posição os melhores do ano, distinguindo ainda os melhores Jogador, Jovem Jogador e Treinador, acrescentando alguns prémios anexos.

Guarda-Redes: Nesta temporada não houve um guardião que se destacasse de forma avassaladora da concorrência. Tim Howard e Begovic (talvez o melhor GR de 2012/ 13) estiveram em grande plano, Szczesny estava a ser o melhor GR da competição quando o Arsenal respirava saúde e confiança, e o argentino Speroni foi fundamental no incrível registo defensivo do Crystal Palace com Tony Pulis. A nossa escolha recaiu sobre Petr Cech, elemento-chave em estabelecer o Chelsea de Mourinho como a melhor defesa da Premier League. Menções honrosas para Krul (conseguiu a melhor exibição de um GR esta época, frente ao Tottenham), não foi por Ruddy e Marshall que Norwich e Cardiff desceram, Mannone foi importante na manutenção do Sunderland e se não fosse De Gea, o cenário actual do United poderia ser pior.

Lateral Direito: Sem margem para dúvidas, Seamus Coleman foi o lateral direito desta Premier League. Com enorme impacto nos 2 lados do campo, um pulmão para dar e vender e intensidade do primeiro ao último minuto de cada jogo, foi determinante na boa época do Everton. Evoluiu a olhos vistos e amealhou ainda 6 golos (alguns decisivos). A fazerem-lhe companhia estão Ivanovic, Joel Ward (o polivalente jogador do Crystal Palace jogou esta temporada a lateral direito, esquerdo e médio centro), Zabaleta e o holandês Leandro Bacuna, que alternou entre a defesa e o meio-campo, sempre na faixa direita. 

Defesa Central (Lado Dto.): Embora para nós Kompany seja o melhor defesa da Premier League, este ano não surge entre as nossas opções. Foi menos preponderante que noutras épocas e praticamente não jogou até à 14.ª jornada. Em todo o caso, Martin Skrtel foi claramente o destaque da posição. Com um por vezes desastrado Sakho ao seu lado, Skrtel valeu diversas vezes por 2 centrais e juntou a um impecável posicionamento e domínio do jogo aéreo a sua importância no plano ofensivo. Marcou 7 golos sendo o defesa da Premier com mais golos, e ficando no seu clube apenas atrás de Suárez, Sturridge, Gerrard e Sterling. Gary Cahill foi um porto seguro do Chelsea, Mertesacker teve um grande ano, o capitão Caulker deu tudo o que tinha para segurar o Cardiff no primeiro escalão e o nosso José Fonte fecha as opções.

Defesa Central (Lado Esq.): A qualidade foi menor a nível de defesas centrais do lado esquerdo, mas o francês Koscielny foi claramente o melhor jogador nesta posição. Determinante ao longo de toda a época, esteve "no ponto" a ler o jogo a partir de trás, antecipando-se como poucos e dobrando os seus colegas, multiplicando-se tanto nas suas acções como nos elogios que merece. Lovren, Terry, Distin e Vlaar foram os restantes 4 jogadores que escolhemos.

Lateral Esquerdo: Uma posição com pelo menos 3 jogadores em grande plano. Azpilicueta cresceu imenso como jogador (e do lado esquerdo!) sob o comando de Mourinho, justificando plenamente o lugar de Ashley Cole no banco e a dúvida recairia sempre entre Baines e Shaw, os 2 laterais esquerdos que Hodgson deveria justamente levar ao Mundial. Luke Shaw (apenas 18 anos) tornou-se muito consistente, forte defensivamente mas aquilo que vimos dele - embora tenha sido já incrível - é apenas um átomo perante todo o potencial que ainda está por explorar, e vai certamente explodir nas 2 próximas épocas. Assim, acabámos por optar por Leighton Baines, sempre fundamental na manobra ofensiva do Everton - forte a cruzar, a defender, a desmontar defesas, a bater livres. No entanto, acreditamos que para o ano Baines perderá para Shaw. Evra e o galês Ben Davies ocupam os últimos 2 lugares.

Extremo Direito: Embora seja um vagabundo no meio-campo ofensivo de Pochettino, considerámos Adam Lallana médio/extremo direito para o encaixar no onze da temporada. Um dos jogadores com mais técnica e melhor jogo de pés na presente Premier League, o capitão dos saints fez uma época memorável. Golos, assistências e muita magia saída dos seus pés. Dificimente o Southampton o segurará. Mirallas esteve bem (ainda pode dar mais), Puncheon fez um final de época impressionante, Ramires foi muitas vezes colocado no lado direito do meio-campo nos jogos mais difíceis e Adam Johnson teve também o seu período.

Médio Centro: No conjunto de médios centro de características mais defensivas, o eleito só poderia ser Steven Gerrard. O capitão do Liverpool foi um dos jogadores do ano, a serenar a equipa - a nível anímico e futebolístico. Uma lenda em campo, um capitão como há muito poucos. James McCarthy foi um jogador silencioso mas incrível no Everton de Roberto Martínez, onde Gareth Barry também brilhou no 4-2-3-1 dos toffees; Fernandinho justificou a sua contratação e Jedinak foi um dos médios que mais deu gosto ver esta época, a nível de recuperação de bolas e posicionamento.

Médio Centro: Abram alas para o melhor jogador da Premier League, a seguir a Suárez. Yaya Touré! O médio da Costa do Marfim foi o jogador mais importante dos campeões ingleses, conseguindo uns históricos 20 golos (pensar que o Barcelona o usava ocasionalmente a central..). Foi a melhor época da sua carreira, um "Monstro" autêntico. No conjunto de médios centro que pisaram terrenos mais adiantados, Jordan Henderson foi notável (a recuperar, a transportar, a contribuir a nível de último passe e com alguns golos); Ross Barkley deu os primeiros sinais do extraordinário jogador que vai ser; se Aaron Ramsey não se tivesse lesionado seria garantidamente um dos maiores destaques da época; e, por fim, entre Sidwell e Delph optámos por dar o último lugar ao médio do Fulham. 

Extremo Esquerdo: Mais uma posição em que não há dúvidas. Eden Hazard fez a sua melhor temporada em Inglaterra, Mourinho tornou-o um jogador diferente (diminuiu as suas assistências, melhorou a finalização) mas é apenas uma questão de tempo para produzir ainda mais por época e integrar o lote mais restrito de melhores do mundo. David Silva deu gosto ver, como sempre, Eriksen foi o único jogador que se aproveitou na época do Tottenham. Para além destes elementos, escalámos Raheem Sterling e Coutinho. Os 2 jogadores do Liverpool surgem na mesma posição pela necessidade de os colocar em alguma slot e também demonstrando a total dinâmica do ataque do Liverpool. Que época de Sterling, que classe e técnica de Coutinho!

Avançado: Faltam palavras para descrever a temporada 2013/ 14 de Luis Suárez. O uruguaio falhou os primeiros 5 jogos mas nem isso o impediu de ser o melhor marcador e jogador do campeonato. Incrível na finalização, único na técnica e na recepção orientada, forte nas bolas paradas e nos grandes golos. Suárez evoluiu como profissional de futebol e pessoa, interessando-se apenas pelo jogo. Que ninguém o tire do Liverpool, porque temos uma lenda de Anfield a consumar-se. A fazer companhia ao craque uruguaio, Jay Rodríguez (tremendamente injusta a sua lesão porque merecia ir ao Mundial), Rooney (salvou-se ele, De Gea e a aparição de Januzaj na péssima temporada do United), Agüero (é tacticamente o jogador mais importante do City e se não fossem as lesões, talvez fosse ele a ficar perto de Suárez no troféu de Jogador do Ano) e, por fim, Rémy.

Avançado: No conjunto de avançados mais posicionais, Daniel Sturridge facilitou-nos e bem a tarefa. Era inevitável optarmos pela dupla de avançados do Liverpool. Foi a melhor época da carreira de Sturridge e será interessante ver se consegue manter este nível ou melhorá-lo em 2014/ 15. Lambert (melhor quando com Jay Rodriguez perto de si), Lukaku (que destino no próximo ano?), Bony (melhor swan do ano) e Dzeko (preponderante na recta final da época) completam esta shortlist.

    Na distinção individual mais significativa da época, os nossos 6 eleitos foram curiosamente os mesmos da Associação de Futebolistas Profissionais, em Inglaterra. Sturridge tinha que estar, Lallana também, Hazard idem aspas. O capitão do Liverpool merecia esta Premier League, Yaya Touré conseguiu ser o único jogador minimamente perto do nível apresentado por Suárez e, por isso mesmo, o uruguaio era a escolha evidente. Suárez foi um diabo à solta em terras de Sua Majestade, e foi inclusive um dos melhores jogadores do mundo nesta temporada.

    Na distinção de Jovem Jogador do Ano, o critério utilizado aqui no BPF entende como "jovens" os jogadores até (inclusive) 22 anos de idade. Por isso mesmo, comparativamente com os candidatos da FPA, não surgem na nossa lista Hazard, Sturridge e Ramsey. Precisamente por isto, Luke Shaw foi para nós o jovem jogador de 2013/ 14. É importante recordarmos que Shaw tem apenas 18 anos, por incrível que pareça quando o vemos jogar. Não se vêem jogadores a defender tão bem e a apresentar tanta consistência em tão tenra idade. O futuro reserva-lhe um lugar na História, e vai explodir a curto-prazo. Os companheiros de Shaw são Sterling, Barkley acrescentando ainda Ben Davies, Berahino (merecia mais minutos no WBA) e Januzaj (incrível como tão jovem carregou o United a dada altura).

Treinador do Ano: Foi difícil escolher porque houve vários técnicos (4 sobretudo) merecedores de destaque nesta Premier League mas Brendan Rodgers foi o nosso eleito. Está a ser incrível o seu trabalho no crescimento do Liverpool, e foi notável principalmente o futebol que conseguiu pôr os reds a praticar (de acordo com o ADN do clube), combinando isso com regularidade a nível de resultados, fazendo vários jogadores crescer, e conseguindo disputar o campeonato contra City e Chelsea, com plantéis com mais opções e mais dinheiro. Tony Pulis fez um milagre autêntico ao conseguir um salto brutal do Palace a partir do momento em que assumiu o comando técnico; Martínez é um dos treinadores mais inteligentes da Premier e o seu bom e marcante trabalho ainda agora começou em Goodison Park; Pochettino colocou o Southampton a jogar um futebol de excepção e seria bom - mas é difícil - que o clube o conseguisse manter. Por fim, o último lugar entregámo-lo ao campeão Pellegrini. É certo que tinha mais do que obrigação de vencer, mas acreditamos que se fosse Mancini o treinador do City, este campeonato teria ido parar às mãos de Gerrard e do Liverpool. Mourinho desapontou-nos, sempre muito choramingão, embora tenha conseguido fazer 12 pontos em 12 possíveis frente a Liverpool e City; Gus Poyet conseguiu dar boa resposta à faixa "Miracles happen, Gus", o Sunderland salvou-se à la Premier mas com o plantel ao seu dispor a manutenção deveria ser um objectivo alcançado há mais tempo.

Clube-Sensação: Southampton
Most Improved Player: 1. Seamus Coleman, 2. Jordan Henderson, 3. Aaron Ramsey
Golo do Ano: Jack Wilshere (Arsenal 4-1 Norwich) (Link)



To follow is to love. A Premier League voltará para o ano, e a equipa do Barba Por Fazer voltará a acompanhar bem de perto o campeonato mais apaixonante do planeta.

Crítica: The Lego Movie


A CAMINHO DOS ÓSCARES 2015 
Realizador: Phil Lord, Christopher Miller
Argumento: Dan Hageman, Kevin Hageman, Phil Lord, Christopher Miller
Elenco: Chris Pratt, Elizabeth Banks, Morgan Freeman, Will Ferell, Will Arnett, Alison Brie, Jonah Hill, Liam Neeson
Classificação IMDb: 7.8 | Metascore: 83 | RottenTomatoes: 96%
Classificação Barba Por Fazer: 75


    Vou ser sincero. Quando vi o filme dos Legos tão bem aceite e criticado pela generalidade das audiências pensei 2 coisas: ou soltaram os fanáticos por Lego e eles desataram a votar e a apreciar positivamente o filme; ou então os 5 milhões de dinamarqueses tomaram o IMDb como refém, pé ante pé, e originaram o hype (candidata a palavra da moda?) dos pequenos bonecos amarelos no grande ecrã. Uma coisa é certa, confesso que - ainda para mais tendo em conta que já tinha visto o trailer e não tinha propriamente perdido a cabeça de curiosidade - fiquei com alguma vontade de perceber se havia ou não razões para gostar da aventura no cinema de uns dos mais marcantes e bem sucedidos brinquedos de todos os tempos. E para todas as idades.
    Reparem, a sinopse resumidamente é a seguinte. Emmet (Chris Pratt) é um lego vulgar, um construtor rotinado para seguir as regras e nada criativo. Certo dia, e graças a uma profecia do velho e sábio Vitruvius (Morgan Freeman), Emmet percebe que o seu destino é ser o "construtor mestre" e que só ele poderá salvar o universo Lego dos terríveis planos do Sr. Negócios (Will Ferell). Percebem agora porque é que eu fiquei de pé atrás?
    Após ver o filme, e sem querer desvendar demasiado, porque ser spoiler neste filme faz com que o espectador não o veja da mesma forma, ou pelo menos não seja envolvido e impactado na mesma medida, posso dizer que estamos perante o único filme de animação que nos últimos anos se conseguiu aproximar da mística de Toy Story. 'The Lego Movie' recupera a magia do acto de brincar, a criatividade de criar e acima de tudo projecta a oposição entre a mente fértil e sem limites de uma criança, capaz de "fugir" às regras de construção dos legos e inovar, e a postura de um fã de Lego mais velho, para o qual os Legos se tornam construções sagradas, imaculadas, uma cidade para ser contemplada, absorvida unicamente pelo olhar, criada para estar quieta.
    'The Lego Movie' vale pelo seu fim. E terá sequela. Vale a pena resistir àqueles primeiros instantes em que nos perguntamos "mas porque raio é que eu estou a ver estes legos a falar e a fazerem coisas tão estúpidas?!", porque no fim tudo faz sentido. E tudo com algumas vozes inconfundíveis, como Morgan Freeman a personificar um velho sábio, Will Arnett a dar voz a Batman (um dos sucessos do mundo Lego) e também alguns nomes como Liam Neeson ou Jonah Hill.

    Construir e criar implica também destruir, inovar, mudar. Desarrumar para fazer melhor ou pior, fazer diferente. 'The Lego Movie' ensina-nos isso e muito mais. É sobre o destino do universo Lego, sobre pais e filhos. Há legos para todas as idades e, por isso mesmo, estamos perante um filme também para todas as idades. Um bom argumento - mistura de comédia, acção, aventura e saudosismo - de Phil Lord e Christopher Miller, e muito obrigado a Ole Kirk Christiansen por em 1932 ter ajudado a potenciar a imaginação de qualquer um de nós. Peça a peça, pessoa a pessoa.

11 de maio de 2014

Manchester City conquista a Barclays Premier League 13/ 14

  Premier League - Não foi tão emocionante e épico, nem tão justo como em 2011/ 12, mas o Manchester City conquistou a Barclays Premier League 2013/ 2014. Um campeonato disputado até à última jornada e apenas decidido esta tarde, à 38.ª jornada.

    Contrariamente a outras temporadas, a última jornada não foi o habitual turbilhão de emoções. Confirmou-se a descida do Norwich (precisava de uma goleada monstruosa para se salvar, mas perdeu e fará assim companhia a Fulham e Cardiff no Championship), e à excepção de Stoke e Swansea, que aproveitaram a derradeira jornada para melhorar a sua classificação, a tabela manteve-se praticamente na mesma, sobretudo nos lugares de maior relevo.
    O Manchester City recebeu o West Ham em Etihad e, embora os adeptos do Liverpool tenham feito um vídeo motivacional exclusivo para Andy Carroll (Ver Aqui), os citizens festejaram mesmo - como era de esperar dados os resultados das últimas 3/4 jornadas. Com a equipa na máxima força, o City conseguiu vencer por 2-0, garantindo a 2.ª Premier League em 3 épocas. Samir Nasri marcou o primeiro golo do jogo, assistido por Yaya Touré, ao desferir um potente e colocado remate; o jogo ficou sentenciado pelo capitão Kompany, num remate à queima-roupa após canto de Nasri e domínio incompleto de Dzeko.
    Confessamos que estávamos a torcer para que o Liverpool se sagrasse campeão, ainda que tivéssemos consciência que, depois dos reds perderem em casa com o Chelsea e empataram 3-3 (depois de estarem a vencer por 3-0) em casa do Crystal Palace, a probabilidade do City se sagrar campeão era de 99%.

    O Liverpool tinha hoje o objectivo de vencer o Newcastle em Anfield, despedindo-se dos seus adeptos com uma vitória, e ficando depois à espera de um milagre (vitória do West Ham em Etihad). O milagre não aconteceu, como acima referimos, e o Liverpool começou mal. Martin Skrtel - que já tinha estado mal num lance frente ao Crystal Palace, embora não pior do que Glen Johnson - fez um auto-golo, manchando nestas últimas jornadas a extraordinária época a nível individual. O Liverpool não desistiu de virar o resultado e conseguiu-o na 2.ª parte com 2 golos em 2 minutos. Steven Gerrard esteve na origem dos dois golos ao converter dois livres indirectos de forma absolutamente perfeita, assistindo no 1.º golo Daniel Agger e no 2.º Daniel Sturridge. O Newcastle terminou reduzido a 9 unidades, e Anfield pôde aplaudir os seus heróis que mereciam o título esta época, considerando o incrível percurso e história que escreveram. É importante recordar que na temporada passada o Liverpool acabou a Premier com 61 pontos (7.º lugar), enquanto que esta época contabilizou 84.

    O Arsenal despediu-se em bom plano da Premier League, com uma vitória por 2-0 em casa do relegado Norwich. Aaron Ramsey fez um golaço e esperemos que 2014/ 15 seja um ano sempre ao mais alto nível e sem lesões para o galês, Jenkinson também marcou. A vida também correu bem ao rival Tottenham (vitória por 3-0 frente ao Aston Villa), enquanto que outro rival - o Chelsea - começou a perder em Cardiff, mas Schürrle e Torres operaram a remontada. Já o Everton terminou bem a época vencendo o Hull por 2-0 com McCarthy e Lukaku a marcarem os golos dos toffees, que terminam assim a época em 5.º e irão disputar a Liga Europa na próxima época. O futuro dirá se este foi o último golo de Lukaku pelo Everton ou se Roberto Martínez conseguirá contar com ele a título definitivo (hoje a imprensa fala da hipótese de Demba Ba rumar ao Everton, o que poderia significar que a aventura de Lukaku em Liverpool termina aqui).

    O Stoke derrotou o WBA (claramente a equipa sortuda da época por garantir a manutenção no limite) e o jogo entre Southampton e Manchester United terminou empatado a 1 bola. Rickie Lambert inaugurou o marcador - num lance em que Vidic ficou a sangrar - mas Juan Mata fez mais um golo espectacular num livre directo. Será interessante ver quem será o novo treinador dos red devils (tudo parece indicar que será mesmo Van Gaal) e que capacidade terá o clube de Old Trafford para atrair grandes jogadores sem marcar presença nas competições europeias. A ausência de provas europeias pode ajudar o United a alcançar uma melhor classificação na temporada que se avizinha. Destaque ainda para a forma como Adam Lallana aplaudiu os 4 cantos do estádio quando foi substituído reforçando a ideia de que sairá mesmo do Southampton. Destino? Liverpool, sobretudo, e Manchester United seriam as melhores opções.
    O Crystal Palace empatou 2-2 em casa do Fulham, sendo que Dwight Gayle voltou a bisar. Era um jogador que tínhamos à partida grandes expectativas para esta Premier League, foi aparecendo aos poucos, mas tem tudo para brilhar na próxima época. O Swansea colocou um ponto final no bom momento do Sunderland (mais relaxado, por já estar a salvo) vencendo fora por 3-1. Dyer (grande passe de Routledge), Emnes e Bony fizeram os golos.

Prémios BPF Liga ZON Sagres 2013/ 14

    A melhor metáfora para esta temporada terá sido sem dúvida quando o Benfica derrotou o Porto na Luz na "vitória dos 11 Eusébios". Os jogadores e a nação encarnada sofreram a maior perda de todas, mas carregaram a mística do Rei e do capitão Coluna, homenageando ambos em campo. Sem cometer os erros dos últimos anos (Jesus passou a gerir a equipa, a acreditar em todos os elementos e a ser inteligente na gestão das várias competições), o Benfica - também com um plantel francamente superior à concorrência - fez uma temporada inesquecível. Bom futebol, uma defesa de betão e uma equipa sempre equilibrada. A Liga ZON Sagres 13/ 14 será também recordada pelo decadente e irreconhecível Porto, pela excelente evolução do Sporting, pelo bom trabalho continuado por Marco Silva no Estoril, pela desastrosa gestão feita em Paços de Ferreira e pelo passo atrás que o Braga deu, face à sua história recente. Palavra ainda para o Setúbal, uma equipa muito portuguesa e que nos mostrou que o que é nacional é bom.

        Estreamos esta temporada os nossos prémios para a Liga ZON Sagres, nos quais avaliaremos posição a posição os melhores do ano, distinguindo ainda os melhores Jogador, Jovem Jogador e Treinador, acrescentando alguns prémios anexos.

Guarda-Redes: Até meio da época seria Ricardo o nosso eleito (e Hélton provavelmente entraria nas contas), mas a partir do momento em que Jan Oblak assumiu a baliza do Benfica na jornada 13 a vida do clube e da defesa encarnada nunca mais foi a mesma. Um predestinado entre os postes, Oblak contribuiu para a melhoria substancial do rendimento da linha de 4 defesas, transmitindo enorme serenidade e confiança, e conseguindo dizer presente nos momentos-chave. Rápido a antecipar-se, forte em quase todos os parâmetros necessários num GR convenceu tudo e todos e qualquer adepto deseja que fique por muitos anos na Luz. Até hoje o Benfica nunca perdeu com ele na baliza, e na Liga sofreu apenas 2 golos frente ao Nacional e 1 frente ao Gil, nunca sofrendo na Luz. Em 16 presenças, 13 clean sheets (não contabilizamos Olhão por ter jogado apenas alguns minutos). Impressionante. Ricardo e Rui Patrício foram os outros 2 bons guarda-redes desta edição, com Adriano e Vágner noutro plano.

Lateral Direito: Na faixa direita da defesa, não houve um enorme destaque este ano. Zainadine e Mano estiveram bem, Danilo começou bem mas foi descendo, Maxi foi precisamente o inverso do brasileiro e, por isso mesmo, Cédric foi ao longo da época o elemento mais constante. Sempre activo defensiva e ofensivamente, melhorou muito a nível de cruzamentos (curiosamente cruza bastante bem com o pé esquerdo) e justificou claramente a nossa escolha para a posição em questão. Merece ainda uma palavra de apreço Sílvio, que contabilizou apenas 8 jogos no campeonato e por isso mesmo não o considerámos. O lateral português estava a contribuir de forma muito positiva para o jogo das águias até à sua lesão, alternando entre a posição de lateral direito e esquerdo (mais forte, normalmente, do lado esquerdo).

Defesa Central (Lado Dto.): Luisão é como o vinho. Quanto mais anos, melhor. O patrão da defesa e capitão dos encarnados foi um dos homens-chave do título. Acreditou sempre (só Enzo transpareceu mais isso do que ele, em campo, desde o início) e pareceu em alguns jogos ter íman tal a forma como dominou e defendeu a área do Benfica. Paulo Oliveira e Marcelo fizeram também uma grande época - ainda que a anos-luz de Luisão (de longe a melhor época da carreira), e Yohan Tavares e Aderlan fecham as contas. Não somos fãs de Maurício.

Defesa Central (Lado Esq.): Com Luisão, Ezequiel Garay formou uma das melhores duplas da História do Benfica. Evidentemente já se conheciam mas este ano a sintonia foi perfeita. Será complicado para o Benfica segurar um central como Garay (mais barato que outros, e não inferior em termos de qualidade; para além de figurar no 11 titular da Argentina) mas os adeptos estarão agradecidos ao central goleador (defesa da liga com mais golos - 6). Mangala foi prejudicado pela onda negativa do Porto mas manteve a sua impressionante capacidade física e o seu domínio no jogo aéreo e nos duelos corpo a corpo; Rojo foi o melhor central do Sporting; Mexer e Cohene, sobretudo o primeiro, também estiveram bem.

Lateral Esquerdo: É certo que desde Janeiro até à data Siqueira foi sem margem para dúvidas o melhor lateral esquerdo do campeonato, evoluindo de jogo para jogo, mas ainda assim consideramos que Jefferson foi o lateral mais consistente ao longo da totalidade da Liga. Depois de no ano passado ter sido o melhor nesta posição, ao serviço do Estoril (e só teve propriamente a concorrência de Alex Sandro), manteve o nível no Sporting e foi preponderante na projecção ofensiva do esquema de Leonardo Jardim. Siqueira, caso o Benfica o contrate, tem tudo para vencer no próximo ano, Djavan foi uma das boas surpresas desta temporada, Alex Sandro foi dos menos maus do Porto e Babanco (embora a dada altura tenha subido no terreno) foi a nossa última escolha.

Médio Defensivo: Se Matic tivesse continuado em terras lusas, provavelmente o vencedor não seria o mesmo, mas William Carvalho foi o melhor médio defensivo de 2013/ 14. O pêndulo defensivo do Sporting - jogador mais importante na equipa - foi decisivo e pelo que jogou justifica a titularidade no onze de Paulo Bento no Mundial. Rápido a pensar, com uma cabeça (compostura, serenidade) como poucas, e grande dimensão física, W. Carvalho ainda tem algumas coisas a melhorar, mas merece todos os elogios. Fernando foi o único perto do nível do médio do Sporting, sempre ao seu nível e sem se deixar contagiar pelo mau momento portista. Fejsa (ser mais limitado do que Matic ajudou o Benfica no seu equilíbrio), Gonçalo (igual a si mesmo) e o promissor Ghazal foram os restantes destaques.

Médio Centro: Enzo! Enzo! Enzo! Enzo Pérez limpou as lágrimas vertidas em Amesterdão e desde o começo da temporada foi o jogador do Benfica que lutou, acreditou e jogou para traçar um destino diferente para este Benfica. E conseguiu. É neste momento um jogador completo, praticamente perfeito a temporizar, decidir, pressionar, soltar e basta dizer que, num mundo justo, seria titular na Argentina neste Mundial. A concorrência na posição não foi apertada - André André e Tarantini estiveram bem, David Simão também, Pedro Tiba ficou "à porta" e colocámos André Martins (embora conscientes que tacticamente seria até mais realista André Martins estar na posição seguinte, e Adrien nesta, mas consegue-se assim maior justiça atendendo ao rendimento dos intervenientes).

Médio Ofensivo: Até meio da época seria Evandro o maior destaque do campeonato nesta posição, mas em Maio podemos dizer que Adrien Silva merece ser distinguido. O médio do Sporting deu um salto gigante, encontrou-se finalmente em campo e merecia a confiança (já tinha merecido na qualificação) de Paulo Bento. Para além de Evandro - parece impossível que fique no Estoril - destacamos ainda Diego Lopes, Artur e Diego Barcellos, todos eles responsáveis pelo recorte técnico e qualidade de último passe nas suas equipas. Barcellos teve, também, golos.

Extremo Direito: De trás para a frente. Ricardo Horta foi uma das revelações da temporada, e é a total personificação do mérito de gestão e aposta em jovens portugueses no Setúbal; Diogo Viana começou a época num nível altíssimo mas baixou bastante de produção; Ukra foi sempre muito constante ao longo do campeonato. E assim chegamos aos últimos dois nomes. Quando Quaresma chegou rapidamente se percebeu que o Porto passou a ser "Quaresma+10" mas talvez isso tenha sido mau uma vez que os resultados do Porto passaram a ser piores depois de Quaresma chegar. Um jogador com um drible e uma trivela ímpares, mas que nos desiludiu por continuar a revelar imaturidade e falta de profissionalismo em campo. Assim sendo, Markovic foi o nosso eleito. Beneficiou com a grave lesão de Salvio e nos jogos grandes apareceu sempre. Deliciou os adeptos com o seu golo ao Guimarães e com as suas arrancadas frente a Sporting (golo) e Porto (golo de Rodrigo). Caso se mantenha na Luz, irá explodir em 2014/ 15.

Extremo Esquerdo: O lado esquerdo foi bastante mais rico do que o flanco direito. Candeias foi o principal destaque até Janeiro (embora alternando entre a esquerda e a direita, tal como Quaresma), mas depois Gaitán "abriu o livro". A magia do argentino decidiu vários jogos, tendo o Benfica beneficiado em vários jogos da inspiração e capacidade individual de Gaitán, Rodrigo e Markovic. Candeias foi o jogador com mais assistências nesta edição, Bebé o melhor marcador português da competição e Rafa uma das revelações (pena ter-se lesionado depois de ir à Selecção). O explosivo João Pedro Galvão surge a fechar o quinteto.

Avançado: Rodrigo Moreno Machado, embora só tenha contabilizado 11 golos no campeonato, foi para nós o Avançado do Ano na Liga ZON Sagres. Foi a velocidade, técnica e valência no 1 para 1 de Rodrigo que embalou o Benfica em alguns jogos, acumulando assistências e momentos espectaculares. Derley e Rafael Martins foram grandes destaques ao serviço de Marítimo e Setúbal, e parece difícil que permaneçam nesses clubes; Jackson, embora tenha sido o melhor marcador, realizou uma temporada francamente negativa e abaixo das suas capacidades. Lima, o homem do título frente ao Olhanense, foi também um dos jogadores que escolhemos, naturalmente não por esse jogo apenas mas pela dupla que formou com Rodrigo. Slimani marcou pouco mas marcou golos decisivos, ficou à porta e temos pena do eclipse de Fredy Montero - um início extraordinário mas depois desapareceu, por demérito próprio mas também por opção técnica.

    Nos nossos 6 candidatos a Jogador do Ano figuram 4 benfiquistas e 2 sportinguistas. Sem estabelecer uma ordem concreta - exceptuando na escolha do 1.º lugar - Adrien evoluiu imenso e foi o 2.º jogador mais importante dos leões a seguir a William; Gaitán e Rodrigo fizeram muitas vezes a diferença com a sua capacidade individual. Luisão foi um verdadeiro capitão e o melhor defesa do campeonato, enquanto que William Carvalho fez uma época incrível mas não chega para o distinguir o argumento de que o Sporting sem ele não era nada. Esse facto apenas põe a nu a falta de opções do Sporting, tendo Enzo Pérez sido o melhor jogador da Liga ZON Sagres 13/ 14. Como acima referimos, Enzo jogou, fez jogar, lutou, acreditou, suou, recuperou, brilhou. Na época passada, ainda com Matic, já transparecia a importância de Enzo, mas depois da saída do sérvio, tudo ficou claro. Enzo é o melhor jogador do nosso campeonato e demonstrou-o ao longo da totalidade do mesmo.

    A nível de Jovem Jogador do Ano, consideramos apenas de acordo com o nosso critério "jovens" os jogadores até (inclusive) 22 anos. Por isso mesmo, William Carvalho foi sem margem para dúvidas o jogador merecedor da distinção. Uma verdadeira revelação, fruto da aposta e confiança de Leonardo Jardim. Titular no Mundial? Esperemos que sim. Para além de William, Markovic, Rafa, Carlos Mané, Paulo Oliveira e Ricardo Horta completam o lote de 6 candidatos.

Treinador do Ano: Se no ano passado o Treinador do Ano foi Marco Silva, com Paulo Fonseca a segui-lo imediatamente, este ano a luta teria que ficar entregue aos 2 treinadores dos grandes de Lisboa. É certo que Jorge Jesus contou com um plantel com soluções muito superiores às de Leonardo Jardim, mas a nossa escolha final acabou por recair no técnico encarnado. Jesus ressuscitou, manteve aquilo em que é forte (a perceber e "cheirar" o jogo, a trabalhar sem igual, a ser competente e a potenciar jogadores) mas evoluiu a vários níveis. Passou a saber gerir a equipa e conseguiu - ao contrário dos últimos anos - um esquema quase perfeito, com uma defesa incrivelmente afinada e um modelo de grande equilíbrio em todos os momentos do jogo. Leonardo Jardim foi, também ele, extraordinário. O técnico madeirense teve o mérito de, logo na pré-época esquematizar como o Sporting iria jogar, apostando (com a ajuda da Direcção) em determinados jogadores, recuperando-os ou dando-lhes uma 1.ª oportunidade. Marco Silva continuou o seu brilhante trabalho no Estoril (um bom ano pode acontecer, mas manter o nível, subindo inclusive de 5.º para 4.º, foi a prova que faltava do valor do treinador, ao qual apenas falta comprovar se lida bem com a pressão de estar num grande, mas valendo claramente o voto de confiança). Manuel Machado fez um brilhante trabalho no Nacional e acabámos por deixar de fora José Couceiro (brilhante trabalho em Setúbal) influenciados indirectamente pelo que o Rio Ave de Nuno Espírito Santo alcançou nas taças.

Clube-Sensação: Vitória Setúbal
Most Improved Player: 1. Adrien, 2. Evandro, 3. Bebé
Golo do Ano: Lazar Markovic (Benfica 1-0 Vit. Guimarães) (Link)


Termina hoje a edição 2013/ 14 da competição mais importante do futebol português. A temporada 2014/ 15 responderá a muitas questões: conseguirá o Benfica vencer a liga 2 anos seguidos? Irá o Porto recompor-se do cataclismo? O Sporting continuará a crescer? Jorge Jesus abandonará a Luz (Se sim, quem o substituirá)? Para acompanhar tudo isto a equipa do Barba Por Fazer estará cá. Jornada a jornada, golo a golo, momento a momento.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 96 )

    Alô pessoas esbeltas e nada parecidas à Conchita! Voltámos para vos dar música nesta altura em que já cheira a verão. Um Garganta Afinada a chegar ao centésimo post - no qual teremos uma surpresa aguardada para vossas excelências - e repleto de muito boa música, para variar. 
    Neste Top temos a 1.ª música original de Diogo Piçarra. O vencedor do último Ídolos já nos tinha brindado com diversas covers, mas há dias lançou a sua primeira música. “Volta” corresponde às expectativas e ao talento, tendo ainda um videoclip bem realizado. Uma música que - mesmo que não tenham perdido ninguém - consegue tocar a todos. No segundo posto temos o puto de madeira - Woodkid. O francês vai estar presente no Super Bock Super Rock e esta versão da música "I Love You" conquistou-nos por completo. Há ainda um Remix de “Waves” de Mr Probz e uma das melhores músicas de Bastille - “No Angels”, com Ella Eyre. A banda de Dan Smith estará em Portugal a 12 de Julho e neste caso Anthony Perkins e Janet Leigh (Psycho), Robert Sheeran e Rupert Grint (Cherrybomb) dão uma dimensão visual a uma música viciante. Ainda há Ed Sheeran e seu cabelo laranja. O cantor britânico está a preparar o novo álbum e partilhou há dias "One" - um tema muito fiel ao cantor, mas que cativa sempre. Temos ainda duas músicas da série Suits, cuja 3.ª temporada terminou recentemente. Angus Stone e Sanders Bohlke fizeram companhia a Mike Ross, Harvey Specter e Louis Litt. Por falar em fins de temporadas, How I Met Your Mother acabou com protestos de muitos fãs mas, a bem ou mal, muitos guardarão “Heaven” dos The Walkmen como a última música de uma história que começou em 2005. Relativamente à música de Robert DeLong (que descobrimos no trailer de “The Drop” com Tom Hardy), embora a música tenha 4 minutos, optámos por vos mostrar o minuto e meio derradeiro, de longe a melhor parte da música. Não nos despedimos sem destacar bandas portuguesas. Os HMB surgem no nosso top com uma música não tão reconhecida, mas que para nós é das melhores - "Essa Saudade de Ti" é um bom tema para se ouvir em qualquer altura. Para terminar, damos destaque ao novo projecto de Carlão, Fred e Regula - 5-30. Os três rapazes vieram para revolucionar a música portuguesa e estão a conseguir. "Chegou a Hora" foi o primeiro single, mas nós optámos pela "Vício".
    Voltaremos - como sempre - quando nos der na tola. 
    Até à vista, marinheiros!




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10 de maio de 2014

Afinal sempre foi o jogo do título

Porto    2 - 1    Benfica (Ricardo 4', Jackson (G.P.) 39'; Enzo Pérez (G.P.) 26')

    A grande generalidade das pessoas pensou - no início da temporada - que o Porto-Benfica era o jogo do título. A verdade é que estavam totalmente certas. Hoje foram campeões Steven Vitória, João Cancelo, Lindelöf e Bernardo Silva. O Benfica alinhou apenas com Salvio e Enzo Pérez do considerados titulares e ainda com André Gomes, André Almeida e Jardel - hoje capitão - que alternam entre o banco e a titularidade. Já o Porto alinhou com os seus habituais titulares exceptuando nos casos de Mikel - que substituiu o castigado Fernando - e de Ricardo que mereceu a confiança do técnico em detrimento de Varela.
    Quanto ao jogo propriamente dito, não teve uma intensidade digna de clássico. O Porto começou muito bem com Ricardo a surgir em boa posição do lado direito e a disferir um remate cruzado batendo Paulo Lopes. O guardião encarnado poderia ter feito melhor, mas Ricardo esteve bem em arriscar. Aos 25 foi a vez do Benfica. Reyes reagiu muito lentamente e acabou por derrubar Salvio com um carrinho dentro de área. Grande penalidade para o Benfica que Enzo Peréz - na plenitude da sua calma - atirou a contar. Numa partida sem grandes ocasiões de golo e com um Porto mais activo no ataque do que este "jovem" Benfica, foi o Porto a marcar de novo. Rui Costa considerou faltosa a acção de André Almeida sobre Jackson e não hesitou em apontar para a marca de grande penalidade. Jackson quis afastar os fantasmas e - desta vez - marcou o penalty de forma exemplar não dando qualquer hipótese a Paulo Lopes. 
    A segunda parte menos história teve já que foram muito poucos os lances de golo. O primeiro surgiu logo aos 48 minutos por intermédio de Djuricic. O sérvio esteve apagado no primeiro tempo, mas no segundo exibiu-se a bom nível tendo iniciado o mesmo com um chapéu a Fabiano Freitas tendo a bola batido caprichosamente na barra. O Porto voltaria a dominar a partida, mas Quintero - que saltou do banco - não quis nada com os golos. Primeiro, num remate de fora de área atirou para boa defesa de Paulo Lopes e já perto do fim, em excelente posição para marcar, atirou para fora. 
    Um jogo que fecha em definitivo a época do consagrado campeão Benfica, e que deu a oportunidade a 4 jogadores referidos anteriormente de se tornarem campeões. O melhor jogador da B terá sido João Cancelo que esteve bem no apoio a Salvio e - apesar de necessitar de umas aulas de defesa com Jorge Jesus - também cumpriu defensivamente. O melhor jogador em campo do lado dos encarnados foi mesmo Salvio. Era a maior dor de cabeça dos azuis e brancos e foi distribuindo nó cegos a quem passava. Ganhou a grande penalidade a Reyes e foi o mais importante no ataque encarnado. Enzo exibiu-se a bom nível e Djuricic - após estar apagado na primeira parte - surgiu na segunda para fazer um bom jogo. Do lado do Porto, Ricardo foi o melhor jogador em campo tendo sido o mais objectivo no ataque portista. Maicon - ou "My Cone" segundo os comentadores da Sporttv - exibiu-se a bom nível, assim como Mikel. O jovem nigeriano exibiu-se de forma serena naquela que é uma das posições mais complicadas em campo e cumpriu na tarefa complicada que era substituir Fernando.

    No que toca a descidas, o Belenenses conseguiu a permanência com a vitória em casa sobre o Arouca ao cair do pano. O golo de Deyverson fez os adeptos da equipa de Belém ir às lágrimas num momento bastante emocionante. Já o Paços de Ferreira, conseguiu o lugar correspondente ao Play-Off onde irá defrontar o Desportivo de Aves, mesmo tendo perdido em casa frente à Académica por 4-2. O Olhanense, com o resultado em Paços, apenas tinha que pontuar... Mas não o fez. O Setúbal foi imperdoável e derrotou por 3-1 a equipa de Olhão que terá que disputar a segunda liga na próxima época.

Barba Por Fazer do Jogo: Ricardo (Porto)
Outros Destaques: Maicon, Mikel; Salvio, Enzo, Djuricic, Cancelo.

8 de maio de 2014

Crítica: That Awkward Moment

Realizador: Tom Gormican
Argumento: Tom Gormican
Elenco: Zac Efron, Miles Teller, Michael B. Jordan, Imogen Poots, Mackenzie Davis
Classificação IMDb: 6.2 | Metascore: 36 | RottenTomatoes: 23%
Classificação Barba Por Fazer: 63


    Querem um filme daqueles que vos faz esboçar aproximadamente 4 ou 5 sorrisos, mas durante o qual possam deixar o vosso cérebro apenas a funcionar a 25% (isto deixando de lado a habitual ideia de que só utilizamos 10% da capacidade do nosso cérebro)? Eis então 'That Awkward Moment'.
    Estamos perante uma daquelas comédias românticas leves. O foco do filme é simples. Funcionando após o primeiro minuto e meio de filme num flashback, a personagem central do filme é Jason (Zac Efron). E este é o that awkward moment em que eu sinto que estou a escrever uma crítica sobre o High School Musical. O Jason tem muitas teorias e 2 grandes amigos - Daniel (Miles Teller) e Mikey (Michael B. Jordan), e os três fazem uma aposta que consiste em que nenhum deles pode entrar numa relação séria, e têm que os três aproveitar a noite e a vida. Claro está que a acção dá muitas voltas e Jason conhece Ellie (Imogen Poots), uma rapariga que ele, por um mal entendido, pensa ser uma prostituta após a primeira noite juntos; Daniel vai andando a pôr o pé no quintal da melhor amiga; e Mikey, sem os amigos saberem, vai dando uma 2.ª oportunidade à mulher (que o traíra) dizendo aos amigos que o sorriso parvo que carrega no rosto se deve a uma nova e pouco séria conquista. E pronto, agora que parece que estive a escrever numa coluna da revista Maria, posso finalmente desparasitar-me.

    'That Awkward Moment' tem alguns bons momentos, dispõe bem e junta 3 jovens actores que funcionam bem enquanto trio. Miles Teller acaba por ser o elemento cujo humor melhor assenta neste filme, ele cujo trabalho ainda há pouco tempo apreciámos em 'The Spectacular Now' e que foi ainda bastante elogiado pela crítica internacional por 'Whiplash'. Michael B. Jordan era um dos motivos mais válidos para dar uma oportunidade a este filme uma vez que recentemente o indicámos como um dos 5 nomeados para Melhor Actor nos Óscares BPF 2014 (aqueles em que, justamente, DiCaprio venceu), pelo seu papel em 'Fruitvale Station'. Para além destes rapazes e do Zac - que até tem alguns momentos engraçados -, há Imogen Poots. Pensei numa Scarlett com sotaque, menos voluptuosa, mas que parece ligeiramente mais alcançável pelo comum dos homens mortais... é a Imogen Poots. Entrou em 'Filth', recentemente fez par com Aaron Paul (o inolvidável Jesse Pinkman de Breaking Bad) em 2 filmes, e é outro dos bons motivos para ver o filme. Sobretudo por entrar na onda do filme.
    Não vai certamente ser o filme da vida de ninguém - a não ser que tenha acontecido um jovem e romantizado casal ter dado o seu 1.º beijo neste filme -, está longe do nível de por exemplo um '500 Days of Summer' mas é um filme decente, que passará na Sic ou na Tvi daqui a uns anos. 'That Awkward Moment' tem ainda uma banda sonora relativamente interessante. Foi apenas a estreia de Tom Gormican na realização (o argumento foi também dele) portanto devemos dar-lhe tempo para se refinar porque eventualmente pode ter condições para nos contar histórias que nos marquem mais.

7 de maio de 2014

Benfica vence Taça da Liga (2 títulos de 4 possíveis já não fogem)

 Benfica 2 - 0  Rio Ave (Rodrigo 41', Luisão 78')

    E na sétima edição da Taça da Liga, o Benfica amealhou a sua 5.ª conquista no histórico da competição. Frente ao Rio Ave, num ensaio para a Taça de Portugal (a 18 de Maio, no Jamor) as águias revelaram-se superiores e mantiveram total concentração, pensando apenas no jogo do momento.
    Jorge Jesus lançou aquele que será provavelmente o melhor 11 do Benfica neste momento; Nuno Espírito Santo optou por Ventura para a baliza e Ruben Ribeiro como elemento mais ofensivo do meio-campo vila-condense, relegando para o banco o guardião Ederson e tanto Diego Lopes como Braga, opções para a vaga a meio-campo. O começo do jogo foi personalizado, corajoso e desprendido por parte do Rio Ave. A equipa verde e branca partiu para cima do Benfica e conseguiu criar perigo em vários momentos. Pedro Santos, muito activo e ágil no flanco nos instantes iniciais, foi o 1.º a ter o golo nos pés mas viu Oblak brilhar, defendendo para canto. Os primeiros 15 minutos pode-se dizer mesmo que pertenceram quase integralmente ao Rio Ave. O Benfica demorou a assentar o seu futebol em Leiria, e embora Luisão tenha dado o primeiro aviso (defendido por Ventura), Ruben Ribeiro manteve a toada - embora sem critério na hora H - e, aos 21 minutos, valeu um brilhante corte de Garay a evitar que um bom cruzamento de trivela de Ukra chegasse ao egípcio Hassan. Pé ante pé o Benfica começou a subir as suas linhas, a assumir a bola, Markovic e Rodrigo foram aparecendo a espaços com desequilíbrios determinantes, mas as águias mantinham-se a falhar alguns passes simples. A 1.ª parte estava a caminhar para o fim quando o Benfica desenhou a melhor jogada até então: Siqueira fez a diferença, aventurou-se até à grande área do adversário e quando podia rematar, ofereceu o golo a um colega, mas Ventura deu canto. E foi precisamente nesse canto que surgiu o golo inaugural. Marcava o relógio do estádio o minuto 41 quando Gaitán cobrou bem o canto do lado esquerdo, Ruben Amorim penteou a bola e Rodrigo, com toda a calma deste mundo e do outro, rematou para o 1-0. A festa tomou conta do estádio, com as águias mais perto de celebrarem a conquista da 2.ª competição da época, e a 1.ª de 3 finais.
    Na segunda parte o Rio Ave surgiu muito mais apagado e o Benfica assumiu por completo o jogo. Sempre em total equilíbrio (absolutamente incrível tudo o que Enzo faz em campo e como se move, e Amorim foi sempre um bom complemento) e com muita confiança, os encarnados mantiveram-se coesos em busca do 2-0. Ventura foi dando sistematicamente boa resposta, negando o golo primeiro a Lima e depois a Gaitán, bem posicionado, e após uma excelente jogada do ataque benfiquista.
    O golo que tranquilizou os adeptos - que ainda há pouco tempo festejaram o 33.º título de campeão nacional - chegou momentos depois, numa altura em que Salvio já tinha entrado para o lugar de Gaitán, e Nuno tinha também já mexido no esquema da sua equipa. Luisão saiu da sua zona de conforto e foi lutando pela bola e transportando jogo no meio-campo adversário, até ser derrubado. Enzo Pérez pôs a bola a pingar na área, Ventura teve péssima abordagem (não merecia borrar a pintura, depois de várias boas intervenções) e Luisão cabeceou para o golo que arrumou com a final. Nos minutos finais o Rio Ave ainda tentou um pressing ligeiramente maior, embora sem grande fé nas suas capacidades e longe do nível apresentado no arranque do jogo. Em todo o caso, a excelente organização e a imaculada defesa do Benfica deram sempre boa resposta. Aos 93' Hugo Miguel apitou e o Benfica celebrou o seu 2.º troféu da temporada, numa Taça da Liga onde não sofreu um único golo durante os 5 jogos que disputou, e que ficará inevitavelmente marcada pelo espectacular 0-0 no Dragão, com o Benfica reduzido a 10 durante largos minutos, e uns penalties impróprios para cardíacos, mas próprios para Oblak. Destaque para o facto de ter sido Sílvio a levantar o troféu. Um momento bonito, depois de um final em que Benfica e Rio Ave se respeitaram e dignificaram o desporto-rei.

    Nuno poderá ficar orgulhoso da 1.ª parte da sua equipa. O Rio Ave encarou o jogo com boa atitude após o apito inicial e com um futebol positivo. No seu melhor período, Ukra e Pedro Santos - nas alas - estiveram em bom plano e Filipe Augusto deixou alguns bons pormenores ao longo da partida. Ventura manteve o Rio Ave no jogo, mas falhou redondamente numa saída que não podia ter tido. O Benfica foi justo vencedor, teve mais uma vez Oblak a fazer 2/3 defesas complicadas mas nas quais não tremeu (e, por consequência, deixou a equipa serena). Foi de resto um jogo especial para o jovem esloveno, que jogou em Leiria e jogou no Rio Ave, emprestado pelo Benfica nos dois casos. Maxi Pereira e Siqueira estiveram bem a partir do momento em que o Rio "secou". Maxi incansável na sua luta por cada bola, Siqueira a desequilibrar com as suas incursões e a profundidade que dá; Rodrigo foi uma das figuras, inaugurou o marcador, deu um golo cantado a Lima e desmontou o esquema do adversário nos vários momentos em que rodou com a bola em posse e encarou o jogo de frente, com velocidade; Enzo Pérez foi dono e senhor do meio-campo encarnado e Luisão pode ser considerado o homem do jogo. Seria sempre entre ele, Rodrigo e Enzo. Temos todos os jogos que renovar o leque de elogios ao capitão do Benfica, que parecem esgotar-se tal a qualidade de cada exibição e da sua época. Hoje foi, mais uma vez, um porto seguro ao lado de Garay, levou a equipa para a frente e marcou o golo que colocou um ponto final na discussão.
    O Benfica jogará agora dia 10 com o Porto e depois tem 2 finais de grande importância: dia 14 de Maio há jogo com o Sevilha em Turim, e dia 18 de Maio um 2.º round com o Rio Ave.

Barba Por Fazer do Jogo: Luisão (Benfica)
Outros Destaques: Oblak, Maxi Pereira, Enzo Pérez, Rodrigo; Ventura, Filipe Augusto, Ukra, Pedro Santos

6 de maio de 2014

Lopetegui é o escolhido de Pinto da Costa



    Está escolhido o sucessor de Paulo Fonseca na equipa técnica do Porto. O espanhol Julen Lopetegui - antigo companheiro de Vitor Baía na baliza do Barcelona - está confirmado como novo treinador do FC Porto assinando um contracto de 3 anos. O técnico de 47 anos destacou-se nas suas qualidades de treinador nas camadas jovens da Espanha onde ganhou por dois anos consecutivos títulos na Selecção Espanhola de sub-20 e sub-19. Lopetegui trabalhou com inúmeros craques e jovens promessas espanholas que poderão vir a ser adquiridos pelo clube nortenho, com a excepção de jogadores como Thiago do Bayern ou até mesmo Rodrigo pertencente ao Benfica.
    No entanto, jogadores como Deulofeu - ainda que deva interessar ao Barcelona -, Sarabia ou Oliver Torres - destaque para este último - poderão ser alvos da revolução que Pinto da Costa pretende fazer no plantel.

Subidas e Descidas nas Principais Ligas Europeias

Nesta semana desportiva europeia ainda não houve grandes decisões no que toca a subidas e descidas. Contudo - ainda que no futebol tudo é possível - ficou tudo praticamente decidido. Apresentaremos então 5 das principais ligas europeias: Liga Zon Sagres, Liga BBVA, Barclays Premier League, Serie A e Bundeliga.

    Em Portugal já estão confirmados os regressos de Moreirense e Penafiel à Liga Portuguesa onde o Boavista já tem o seu lugar. Ainda na luta por um lugar no Play-Off de subida estão o Aves e o Chaves em que o clube que chegar ao 3º lugar irá jogar com o penúltimo classificado da Primeira Liga. E na piscina dos grandes ainda nada se decidiu. Olhanense, Belenenses e Paços continuam a lutar com unhas e dentes para fugirem à despromoção e neste preciso momento, seria a equipa da capital do móvel a descer e o Olhanense a jogar o Play-Off com o 3º classificado da Liga2 Cabovisão. Os confrontos decisivos prometem ser quentes neste próximo fim-de-semana onde o Arouca e a Académica vão ao reduto do Belenenses e do Paços de Ferreira respectivamente. Já o Olhanense tem a vida mais dificultada. Após vencer em sua casa o Porto, vai ter que disputar a sua vida na Liga Portuguesa no campo dos sadinos.


    Em Espanha - com o título ao rubro entre Real, Barcelona e Atlético - a zona de descida também ela está ao rubro. Com dois jogos ainda por disputar, só o Bétis de Sevilha tem o caminho certo para a descida. Do 14º lugar até ao 19º ainda há muito ponto a disputar. Elche, Granada, Almeria, Getafe, Osasuna e Valladolid lutaram pela permanência nas duas últimas partidas. Apesar do Elche se encontrar com 4 pontos de vantagem da zona de despromoção, terão duas partidas difíceis nos últimos dois jogos ao receberem o Barcelona e a visitarem o campo do finalista da Liga Europa Sevilha. Depois ainda teremos embates importantes como o Granada-Almería na penúltima jornada e Valladolid-Granada que poderão ajudar a decidir a tabela final. Por fim, o despromovido Bétis pode ainda ajudar um dos clubes a ser despromovido já que joga as duas últimas partidas contra o Valladolid e o Osasuna.
    Quanto às subidas, ainda faltam 4 jornadas para o fim e muitos pontos para disputar. Ainda assim, o Deportivo está muito perto de regressar à Primeira Liga juntamente com o Eibar - que seria a primeira vez em que ascenderia à Primeira Liga Espanhola e que - já por si só - está a fazer História com uma classificação fantástica após ter saltado este mesmo ano da Segunda Divisão B.


    Por terras de Sua Majestade, no topo está tudo praticamente decidido. O Manchester City necessita de perder um jogo ou empatar os dois últimos jogos para o Liverpool não acabar por morrer na praia. Com este deslize de 3-3 após estar a vencer por 3-0, o Liverpool colocou praticamente um ponto final no sonho de vencer a Premier League. No fundo da tabela, o Fulham volta à segunda divisão após 13 anos na melhor liga do mundo. A acompanhar os londrinos irão os galeses do Cardiff City que - acima de tudo - teve no poder um indivíduo com dinheiro e não um líder que soubesse gerir o clube. Com vida ainda não definida matematicamente, mas com uma probabilidade gigante de descer está o Norwich. Só um milagre salvará a equipa de Van Wolfswinkel.
    As duas subidas directas estão confirmadas. Leicester foi o campeão da Championship e regressa assim aos grandes palcos 10 anos depois. A acompanhar o campeão regressará o Burnley ddepois de 4 anos de ausência. O Play-Off de Promoção será disputado entre o histórico Derby County, o QPR, o Wigan e o Brighton & Hove Albion.


    Na terra dos foram ultrapassados pelo nosso país, está tudo fechado no que toca ao título. A Juventus não deixou fugir o título e assegurou-o a duas jornadas do fim após uma campanha fantástica da Roma. Apesar das contas em cima estarem fechadas, no fundo está tudo em aberto. Chievo, Bologna, Sassuolo, Catania e Livorno lutarão pela permanência nestes dois últimos jogos onde apenas 5 pontos separam o último do 16º lugar.
    De volta à Serie A está o Palermo. O clube de Sicília é o único clube com futuro garantido já que ainda faltam 5 jogos para o fim da Serie B.



    A Bundesliga, após estar decidida há semanas no que toca ao título, os últimos jogos contarão apenas para os clubes do fundo da tabela. Os 3 últimos classificados terão jogos complicados e poderão mesmo ditar a sua descida no caso do Eintracht Braunschweig e do Nürnberg e - no caso do Hamburger SV - o Play-Off de Despromoção.

    Com regresso garantido está o campeão da 2. Bundesliga FC Köln. O segundo e terceiro lugar ainda está por decidir na última partida da segunda divisão alemã, mas com o SC Paderborn 07 a partir em vantagem para a promoção directa e com o Greuther Furth a ter que ir a Play-Off - possivelmente contra a equipa de Ola John.


    Por fim, na Ligue 1, o título poderá ficar decidido caso o PSG não perca contra o Rennes de Nelson Oliveira no Parc des Princes. O Mónaco precisa de um milagre para ser campeão ao necessitar que a equipa da capital da França perca os 3 restantes jogos e que o clube do principado vença as suas partidas. Uma coisa é certa - após enorme investimento na equipa - o Mónaco subiu de divisão e garantiu a Liga dos Campeões para a próxima época.
    Com guia de marcha para a Ligue 2 estão o Ajaccio e o Valenciennes. Os dois clubes franceses são os únicos com o futuro decidido na prova enquanto que Sochaux, Évian, Guingamp e Rennes lutarão para não os acompanhar na despromoção. Na segunda liga, ainda não se sabendo quem será o campeão, o Metz foi o único a garantir a subida ao primeiro escalão francês partindo mesmo como forte candidato a vencer a Ligue 2.

2 de maio de 2014

Foram Benfica!

Juventus    0 - 0    SL Benfica

    O Benfica foi a Turim carimbar o seu passaporte para a final da Liga Europa com 11, 10 e - por fim - 9 guerreiros que deram tudo em campo e fizeram com que os italianos se sentissem pequenos com uma lição de raça, querer e ambição.
    Os encarnados alinharam com o seu melhor onze e o mesmo fez a Juventus - pelo menos na cabeça de Conte. Os italianos alinharam com dois avançados - Tevez e Llorente - com Pirlo, Pogba e Vidal nas costas e Asamoah e Lichtsteiner nas alas. Chiellini, Bonucci e Cáceres eram os 3 últimos homens. O Benfica até começou melhor. Quis assumir o jogo e trocava a bola como se jogasse em casa enquanto que os da casa viam os portugueses a trocar a bola e o seu público a assobiar. A primeira ocasião de golo é mesmo do Benfica. Maxi executa um lançamento longo, Luisão desvia e Rodrigo surge ao segundo poste a rematar contra o braço de Lichtsteiner. A Juventus responderia apenas aos 20 minutos, quando já assumia o controlo do jogo com um remate acrobático de primeira de Arturo Vidal por cima da baliza. A Juventus tinha cada vez mais bola, mas era incapaz de causar grandes perigos para a baliza de Jan Oblak. Isto até aos 40 minutos. Aí o Benfica deu as primeiras mostras que não estava ali para estender o tapete aos que se julgam melhores. Pirlo, provavelmente irritado com a falta de remates, tentou a sua sorte de longe e a verdade é que não passou muito longe da baliza do esloveno. Num livre muito perto da marca de canto, novamente Pirlo a fazer um cruzamento exímio onde Bonucci desviou ao primeiro poste quase para dentro da baliza. A bola rasou o poste e Tevez ainda tentou a emenda sem sucesso. Para piorar o coração dos adeptos benfiquistas, nos descontos do primeiro tempo, Asamoah entrou na área, cruzou para Vidal e o chileno cabeceou de baixo para cima - contra o chão - tendo a bola feito um chapéu a Oblak e tendo apenas sido salva pelo capitão Luisão em cima da linha de golo. Foi um dos momentos mais marcantes do jogo! O gigante nº 4 (ou 3 para Jorge Jesus) a salvar de cabeça na linda de golo e levando a vantagem na eliminatória para o balneário. Para o intervalo, Jesus tinha que puxar mais por Markovic que andava desaparecido do jogo.
    As águias voltaram a entrar melhor no jogo e novamente por Rodrigo. Novo lançamento longo - desta vez do lado esquerdo por Siqueira - Garay desvia ao primeiro poste e Rodrigo - após corte incompleto da defesa - atira por cima da baliza de Buffon. O Benfica ia aproveitando as más decisões dos Bianconeros e ia criando contra-ataques que morriam no último terço. Pirlo - ainda longe da baliza - teve um livre e não se pôs com rodeios. Aplicou uma bomba com um efeito tremendo que quase traiu Jan Oblak. Porém, o esloveno mantinha-se sereno e com uma segurança admirável. A Juve tentava apertar e após cruzamento de Vidal e posterior cabeceamento de Llorente, Carlos Tevéz encheu o pé e só não pontapeou a bola para dentro da baliza porque surgiu outro gigante - Ezequiel Garay. O argentino tirou o pão da boca do compatriota com um corte de bicicleta in extremis. Eis que surge outro momento do jogo. Já não bastava estar a jogar em Turim contra a Juventus numa eliminatória que possibilitaria à La Vecchia Signora jogar a final em sua casa, como também Enzo foi expulso por acumulação de amarelos. O argentino chegou atrasado à bola e atropelou Vidal vendo assim justamente o segundo amarelo. Mesmo com mais um em campo, os Bianconeros não criavam perigo e só nos últimos minutos começaram a pressionar mais. Um dos momentos de maior aflição foi num cruzamento largo de Marchisio que isolou por completo Lichtsteiner. Porém, o suíço não conseguiu segurar a bola e a mesma acabou por sair pela linha final. Os ânimos exaltavam-se - ainda mais depois de um golo bem anulado a Osvaldo - e Vucinic e Markovic acabaram por ver o vermelho já no banco por uma alegada troca de palavras. Não tendo havido trocas de agressão ou tentativas do mesmo - pelo menos captadas pelas câmeras - é um exagero do árbitro Mark Clattenburg. Os nervos dos benfiquistas aumentaram quando Pogba - depois de uma tentativa de pontapé de bicicleta - tenda dado uma valente patada na boca rasgando o lábio ao central argentino e obrigando-o a sair de maca. O Benfica teria que jogar 6 minutos de descontos com 9 unidades em campo. E aqui a prova final foi dada pela equipa. A raça, o querer e a ambição mostrados no final da partida foram determinantes para a presença na segunda final consecutiva do clube da Luz na Liga Europa. O último lance de perigo foi parado por Jan Oblak. Martin Cáceres subiu ao segundo andar aos 97 minutos e obrigou Oblak a uma enorme defesa fazendo lembrar a de Thibaut Courtois no jogo contra o Chelsea. Os últimos segundos não foram da Juventus, mas sim do Benfica. Os encarnados assumiram a posse de bola até ao apito final e depois fizeram a festa no Juventus Stadium.
    Fantástico jogo do Benfica que soube sofrer até ao último segundo quer com 11 em campo ou 9. Enorme jogo da defesa encarnada. Garay não teve dificuldade em colocar Carlitos Tevéz no bolso e Llorente foi completamente anulado pelo capitão Luisão que é o homem do jogo. O capitão encarnado fartou-se de lutar e acabou por estar num dos momentos cruciais ao roubar um golo em cima da linha a Vidal. Maxi esteve incansável e Siqueira correu os 90 minutos com tudo o que tinha num dos seus melhores jogos de águia ao peito. O lateral esquerdo acabou em lágrimas de felicidade com o desfecho do jogo. Rúben Amorim foi outros dos destaques encarnados com um dos trabalhos mais difíceis - fazer desaparecer Arturo Vidal. A verdade é que não fez desaparecer, mas diminuiu e de que maneira a criatividade do médio. O chileno praticamente só surgiu em lances de finalização e mesmo assim não foram muitos. Enzo esteve igual a si mesmo quer no ataque, quer na pressão defensiva ao adversário e Markovic apareceu no segundo tempo para os contra-ataques encarnados impingindo velocidade nas saídas ofensivas. 
    Foi uma vitória da justiça, da humildade e do suor. Italianos, aprendam uma coisa com os ingleses: Não desrespeitem os portugueses porque isso só nos torna mais fortes. Podem queixar-se e apontar o dedo ao Benfica do que quiserem. Mas ficava-vos bem admitir o fracasso. Isso sim era digno de clube grande. Não é dar por garantido a passagem só porque têm nome de clube grande carregado de títulos ganhos de forma pouco digna. Tirem notas e... Pirlo, temos pena.

Barba Por Fazer do Jogo: Luisão (SL Benfica)
Outros Destaques: Pirlo, Vidal, Pogba; Oblak, Garay, Amorim, Siqueira, Maxi, Markovic.