Antevisão da Barclays Premier League 2017/ 18

Não há nada como a Premier League. Quem vai conquistar a liga mais competitiva do planeta? Que jogadores se vão destacar? As previsões do Barba Por Fazer estão todas aqui.

Antevisão da Liga NOS 2017/ 18

Quem vai ganhar entre Benfica, Porto e Sporting? O Barba Por Fazer dá-te a mais completa análise à nova época do futebol português.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

Revisão: Better Call Saul (3ª Temporada)

Uma obra-prima paciente. E a melhor série da primeira metade de 2017.

Emmys Barba Por Fazer 2017: Nomeados

Entre os nomeados dos primeiros Emmys BPF, destaque para as várias nomeações de Better Call Saul, The Leftovers, The Night Of, Master of None e Atlanta.

21 de julho de 2016

Man Utd, Southampton, West Ham, Liverpool e Chelsea 2016/ 17: Tantos cães, um só osso

Na passada terça-feira deixámos aqui a nossa previsão/ sugestão em relação ao futuro do Top-4 da última Premier League - Leicester, Arsenal, Tottenham e Manchester City.
    Hoje é a vez das restantes 4 equipas mais fortes. Como sempre, a projecção destes plantéis visa ser um ponto de equilíbrio entre o que é provável ainda acontecer neste Verão e as contratações que sugeríamos rumo aos objectivos de cada equipa. Todos os plantéis destas rubricas são ficcionais, fruto da nossa imaginação mas construídos com o conhecimento que temos das equipas e tentando ir ao encontro dos perfis de jogadores que cada equipa precisa, respeitando de certo modo a polícia de contratação/ prospecção de cada emblema no processo de tomada de decisão.
    Guardiola chegou ao Manchester City, mas José Mourinho chegou ao Manchester United. Desde a apresentação do técnico português (o special one tem que ser humilde e recuperar a fome e paixão de vencer doutros tempos, perdendo o seu lado conservador com o excelente plantel que terá à sua disposição) já chegaram a Old Trafford 2 craques - Ibrahimovic e Mkhitaryan são uma verdadeira revolução por si só. Mas a coisa não deve ficar por aqui.
    O Southampton, com Puel a suceder a Koeman, tem que encontrar soluções para as saídas de Mané, Pellè e Wanyama; enquanto que apostamos que o West Ham vai chocar o mundo do futebol com 1 ou 2 negócios estratosféricos de acordo com as renovadas ambições (e novo estádio) do clube orientado por Bilic. Por fim, Liverpool e Chelsea terão em 16/ 17 a vantagem "física" de não estarem na Champions ou Liga Europa, conjugada com o facto de terem no banco 2 treinadores entusiasmantes que vibram com o jogo como poucos, Klopp e Conte.

Manchester United


  • Guarda-Redes: David De Gea, Sergio Romero, Sam Johnstone
  • Defesas: Fabinho (Mónaco), Matteo Darmian, Antonio Valencia; Chris Smalling, Phil Jones, Marcos Rojo, Eric Bailly (Villarreal); Daley Blind, Luke Shaw
  • Médios: Michael Carrick, Morgan Schneiderlin, Ander Herrera, Bastian Schweinsteiger, Marouanne Fellaini, Paul Pogba (Juventus)
  • Extremos: Jesse Lingard, Henrikh Mkhitaryan (Borussia Dortmund), Memphis Depay, Anthony Martial, Ashley Young
  • Avançados: Wayne Rooney, Marcus Rashford, Zlatan Ibrahimovic (PSG)
   Como um novo treinador pode transformar drasticamente o alcance e a política de transferências de uma equipa... José Mourinho, finalmente um herdeiro adequado ao legado deixado por Sir Alex Ferguson, depois de Moyes e van Gaal serem experiências falhadas, goza de uma aura especial em Inglaterra. Mas tudo é mais fácil quando se tem como amigo um craque chamado Zlatan Ibrahimovic.
    É de esperar que Mourinho acrescente ainda uns 2 ou 3 reforços, mas juntando jogadores de topo ao elenco já existente, as aspirações do clube mais titulado de Inglaterra disparam logo para outro patamar. De Gea, um dos melhores do mundo e o melhor em Inglaterra nas duas últimas temporadas, é um dos indiscutíveis do plantel, desejando se calhar menos trabalho e passar para 2.º plano (seria sinal que os elementos do ataque estariam a sobressair). A acompanhá-lo, Romero e Johnstone.
    Para a defesa já chegou o central Eric Bailly, ex-Villarreal, no qual Mourinho confia, e que deve tornar-se o parceiro de Smalling no centro da defesa. Se Phil Jones e Rojo continuarem, não há necessidade de mais nenhum central, enquanto que do lado esquerdo o polivalente Blind e Shaw (oxalá não se lesione) dão uma boa dor de cabeça ao treinador português. Connosco, Darmian teria o lugar de lateral-direito para ele, mas desconfiamos que Mourinho possa não ser fã do italiano, reforçando-se com um elemento como Fabinho (junta à profundidade dada a lateral a capacidade de actuar a meio-campo) e mantendo Valencia no plantel.
    A renovação de Carrick foi importante porque é um dos jogadores do "velho" Manchester, e entre Schneiderlin, Ander Herrera, Schweinsteiger e Fellaini, para já não riscamos nenhum. Se Mourinho preterir 1 ou 2, então será sinal que o super-reforço de que falamos em seguida não chegará sozinho ao meio-campo dos red devils. Quando falamos de um super-reforço falamos de Paul Pogba. Acreditamos que o médio da Juventus possa proporcionar uma loucura e uma transferência recorde (120 milhões?) para o futebol mundial, regressando a uma casa donde saiu a custo zero. Se o United não conseguir Pogba, só vemos duas hipóteses: ou permanece em Turim, ou assina pelo Real Madrid.
    Nos flancos, Lingard e Martial deverão continuar a sua evolução, com o pau-para-toda-a-obra Ashley Young ao serviço do novo treinador, e Memphis Depay a merecer uma oportunidade para rivalizar a sério com Martial. Depay nunca teve a confiança de van Gaal, mas Mourinho pode ter nele o seu novo Hazard. De qualquer forma, seja a extremo-direito ou no lugar do quase extinto 10, o arménio Mkhitaryan promete ser o organizador de jogo da equipa. E sim, Mata deve seguir para outras paragens. Típico.
    Para o ataque já chegou Zlatan. Uma verdadeira bomba! Cumpre-se o sonho de qualquer adepto de ver Ibrahimovic em Inglaterra, e ainda por cima num reencontro com Mourinho. Mesmo a caminho dos 35 anos, o sueco fará estragos, e não nos parece que sejam necessários mais avançados uma vez que há Rooney (já chega de o recuar cada vez mais no terreno de jogo em sacrifício de todos) e permitindo a Rashford continuar a evoluir. Para nós, o medo dos adeptos de que Mourinho poderá pôr em causa a política de aposta na formação tem a sua razão de ser, porque Mourinho quer ganhar já, mas ao contrário de Fosu-Mensah ou Cameron Borthwick-Jackson, Rashford e Lingard devem continuar a ser aposta.


Southampton


  • Guarda-Redes: Fraser Forster, John Ruddy (Norwich), Paulo Gazzaniga
  • Defesas: Cédric, Cuco Martina; Virgil van Dijk, José Fonte, Maya Yoshida, Florin Gardos; Ryan Bertrand, Matt Targett
  • Médios: Oriol Romeu, Idrissa Gueye (Aston Villa), Harrison Reed, James Ward-Prowse, Steven Davis, Jordy Clasie, Pierre-Emile Højbjerg (Bayern Munique)
  • Extremos: Dusan Tadic, Nathan Redmond (Norwich), Rafa (Braga), Pione Sisto (Midtjylland)
  • Avançados: Shane Long, Charlie Austin, Jay Rodriguez, Odion Ighalo (Watford)
    Ronald Koeman decidiu deixar a cidade do sul de Inglaterra para rumar a Liverpool, mais concretamente ao Everton, e os dirigentes do Southampton optaram pelo treinador do Nice, Claude Puel. Sadio Mané aproveitou e embarcou também no mesmo avião de Koeman com destino a Liverpool, mas para assinar pelos Reds de Jürgen Klopp. Wanyama foi outro jogador que também decidiu mudar-se, acabando por assinar pelo vice-campeão Tottenham, enquanto Pellè conseguiu um negócio da China. De resto, como tem sido hábito nos últimos anos, o facto de produzirem e de contratarem bons valores tem tido sempre este efeito na silly season.
    Atentando mais concretamente às posições, a baliza está mais do que bem entregue a Fraser Forster. Apenas é necessário colmatar o lugar de suplente de guarda-redes com relativa qualidade já que Stekelenburg acaba de sair do clube. Sugerimos então a contratação de um guarda-redes de valor que acabou por descer de divisão com o Norwich. Falamos de John Ruddy. O guardião inglês corresponderia bem à titularidade se assim fosse preciso, com o jovem Gazzaniga a perfazer a terceira escolha.
    A defesa do Southampton foi uma das melhores do ano passado e é algo que deve permanecer. Sobretudo o extraordinário van Dijk que foi um dos destaques maiores da temporada que passou. O holandês, José Fonte e Yoshida formam um trio de centrais de luxo, enquanto que Cédric e Bertrand são exemplares nas alas, secundandos por Martina e Targett respectivamente.
    No centro do terreno, com a partida de Wanyama, ficou a necessidade de preencher a posição 6 com a qualidade semelhante à do queniano. Como não confiamos assim tanto nos atributos do ex-Barcelona Oriol Romeu, sugerimos um jogador que está neste momento no Championship e que dá pelo nome Idrissa Gueye. Não tem os atributos físicos de Wanyama, mas é uma pequena carraça (esteve próximo dos números de desarmes e intercepções de Kanté em 2015/ 16) que encaixaria muito bem neste meio campo, sendo o mesmo completo por jogadores mais móveis como Reed, Ward-Prowse, Steven Davis, Jordy Clasie e ainda o mais recente reforço Pierre-Emile Højbjerg. Estamos curiosos para ver o rendimento do alemão na Premier League.
    Nos flancos a equipa perdeu a irreverência e imprevisibilidade de Mané, mas mantém Tadic, que tão bem acabou a época passada. Redmond já chegou, resgatado ao relegado Norwich, mas parece-nos que faz sentido garantir mais opções para este sector - o português Rafa era uma peça indicada, juntando-se aos compatriotas José Fonte e Cédric, tal como Pione Sisto. A pérola dinamarquesa poderia assim evoluir na Premier League e tornar-se a médio-prazo um jogador parecido com Sadio Mané.
    Com a saída - algo irrecusável monetariamente - de Graziano Pellè, sugeríamos a contratação de Odion Ighalo. Características diferentes das do italiano, mas é um matador nato. Um verdadeiro rato de área que contaria ainda com Shane Long, Charlie Austin e ainda com Jay Rodriguez que - a confirmar-se a sua recuperação total - acaba também ele por ser um reforço.


West Ham


  • Guarda-Redes: Adrián, Darren Randolph, Raphael Spiegel
  • Defesas: Michail Antonio, Sam Byram; Winston Reid, James Collins, Angelo Ogbonna, Reece Burke, Reece Oxford; Aaron Cresswell
  • Médios: Cheikhou Kouyaté, Havard Nordtveit (Gladbach), Mark Noble, Pedro Obiang, Manuel Lanzini (Al-Jazira)
  • Extremos: Dimitri Payet, Sofiane Feghouli (Valência), Gökhan Töre (Besiktas), Lazar Markovic (Liverpool), Joe Powell
  • Avançados: Andy Carroll, Wissam Ben Yedder (Toulouse), Carlos Bacca (AC Milan), Ashley Fletcher (Manchester United)
    Chegando à equipa de Bilic, apercebemo-nos que dinheiro não falta. Depois da boa temporada que fizeram em 2015/16, este ano promete investimento e quiçá consequente subida na classificação. O clube parece estar disposto a largar muito dinheiro e a prova é que uma proposta de 40 milhões foi feita pelo avançado Lacazette. No entanto, a mesma foi recusada. Provavelmente, o jogador quererá rumar a um clube de maior reputação.
    Adrián será dono e senhor das redes e aí não haverá necessidade de mexer. Tanto nas redes, como na defesa. Poderiam avançar para um defesa direito, mas achamos preferível manter Michail Antonio como lateral - rendeu muito nessa posição em 15/ 16, e assim seria titular indiscutível - e ter Sam Byram como alternativa. Os centrais Reid, Collins e Ogbonna provavelmente serão os mais utilizados, não descurando nós uma aquisição neste capítulo, enquanto que na esquerda Aaron Cresswell é uma das estrelas da equipa.
    No meio-campo é que se adivinham algumas mudanças. Lanzini foi contratado ao Al-Jazira em definitivo (muito boa aposta) e Nordtveit foi capturado ao Gladbach da Alemanha para colmatar a saída de Alex Song. Um pouco mais à frente, como os adeptos do clube costumam gritar das bancadas "We got Payet!". O francês vem derrotado do Euro 2016, mas foi um dos destaques da competição. É importantíssimo segurar o jogador, embora tenha sempre mercado e ainda falta mais de 1 mês para fechar o período de transferências. Feghouli do Valência e Gökhan Töre do Besiktas foram já contratados pelo clube de Londres e - se quanto ao argelino achamos que é uma mais-valia e que irá dar-se muito bem na Liga, quanto ao turco temos algumas dúvidas. Ainda assim, como Bilic já trabalhou com ele no Besiktas, saberá tirar o melhor do jogador e  pode até acontecer que acabemos por nos render. Com o jovem Joe Powell a ser porventura opção, sugerimos então a contratação do ex-benfiquista Lazar Markovic. O Sporting é o clube mais interessado no jogador, mas o elevado custo de compra e o também elevado ordenado são um problema para o clube lisboeta. Coisa que não é problema para o West Ham, e Bilic retiraria o melhor de Lazar fazendo reaparecer todo o talente que mostrou no Benfica.
    Na frente, sendo Carroll um jogador com características mais especiais, Bilic procura um craque que faça golos. A contratação de Lacazette saiu gorada e agora os londrinos viram-se para Carlos Bacca. Uma possibilidade com maior probabilidade de acontecer e que seria um acréscimo na qualidade do plantel. Ainda assim, achamos que precisam de um avançado de recurso caso as coisas não estejam a correr bem e Ben Yedder parece ter as características necessárias para o lugar. O avançado do Toulouse, que encaixava na perfeição nesta equipa, também já foi associado ao interesse dos Hammers, mas até agora nada se confirmou. Para o ataque só o jovem Ashley Fletcher do Manchester United acabou por se confirmar. Imaginando que Sakho e Valencia saem, entre Bacca, Ben Yedder e Calleri, 2 devem assinar.


Liverpool


  • Guarda-Redes: Loris Karius (Mainz), Simon Mignolet, Shamal George
  • Defesas: Nathaniel Clyne, Jon Flanagan; Joe Gomez, Dejan Lovren, Mamadou Sakho, Joël Matip (Schalke 04), Ragnar Klavan (Augsburgo); Alberto Moreno, Jonas Hector (Colónia)
  • Médios: Emre Can, Marko Grujic (Estrela Vermelha), Joe Allen, Lucas Leiva, James Milner, Jordan Henderson
  • Extremos: Sadio Mané (Southampton), Adam Lallana, Coutinho, Roberto Firmino, Georginio Wijnaldum (Newcastle)
  • Avançados: Daniel Sturridge, Divock Origi, Danny Ings, Ben Woodburn

    Todos os anos os adeptos do Liverpool crêem que é o ano deles. Já se passaram muitos anos, mas neste próximo ano de 2016/17 é legítimo que acreditem no título apesar de haver uma maior concorrência. Excelentes treinadores e excelentes jogadores estarão presentes na Premier League vindoura e até as ditas equipas pequenas (que são cada vez menos) têm feito um grande investimento. Este é o ano 1 de Klopp mesmo tendo começado a meio da temporada passada. O alemão pegou numa equipa abatida e ainda disputou um título europeu tendo sido vencido pelo Sevilha. Este é o ano em que Klopp poderá mostrar o seu futebol com uma ideia trabalhada desde o início.
    A posição de guarda-redes era uma posição já há muito carenciada. O belga Mignolet é bastante inconstante e tanto salva o clube com uma defesa milagrosa, como logo a seguir compromete com um erro de amador. Esses mesmos erros, numa equipa como o Liverpool, não podem existir. Assim sendo, Klopp foi ao seu país resgatar Loris Karius. O ex-Mainz já esteve muito perto de assinar pelo Benfica há dois anos, mas acabou por ficar no seu clube. Este ano mudou-se para a cidade dos Beatles e promete conquistar a baliza com toda a sua segurança entre os postes.
    A defesa não precisa de muitas mexidas. Apenas de um melhor desempenho dos intervenientes. Nomeadamente na direita, onde Clyne esteve a anos-luz daquilo que pode dar. No eixo, com a saída de Touré e Skrtel e com a lesão algo grave de Joe Gomez, o clube contratou Matip ao Schalke 04 e Ragnar Klavan. O primeiro é uma muito boa opção, já o segundo admitimos que não conhecemos bem, apesar de ter nome de guerreiro e isso nos fazer associá-lo um pouco a Martin Skrtel. Na esquerda, Moreno ataca bem mas não defende com a mesma qualidade, e o alemão Jonas Hector poderia funcionar como uma fonte de concorrência para o espanhol, ganhando-lhe muito provavelmente o lugar pela maior segurança que oferece.
    O meio-campo irá sofrer algumas alterações. Nós ficaríamos com Joe Allen, apesar do clube estar inclinado em vender o galês ao Stoke. Ficaríamos com todo o meio-campo dos Reds, que abunda de qualidade e Grujic só veio aumentar a mesma. O sérvio tem-se destacado na pré-época e ameaça um lugar de início. Um pouco mais à frente está o luxo todo. Sadio Mané era um namoro antigo e agora confirmado. A somar ao imprevisível jogador, o polivalente Georginio Wijnaldum parece estar mesmo a caminho de Liverpool segundo a Sky Sports. Depois é só juntar Mané e Wijnaldum a jogadores como Lallana, Coutinho e Firmino... Dá água pela barba a qualquer treinador...
    A frente de ataque, para nós, apenas necessitaria de ser encurtada com Benteke. O belga não correspondeu ao valor que foi pago pelo clube, com as lesões a contribuírem negativamente, mas continua a ter mercado em Inglaterra. Sturridge é um jogador à Klopp e - apesar de ter sido colocado como transferível pela imprensa durante a época que passou - é uma peça-chave no tabuleiro de xadrez do alemão. Origi a manter a forma promete bastante, enquanto que Ings quer vingar-se de não ter podido contribuir na última época, algo que já tem mostrado nos jogos de pré-época, com golos. Quem também se tem revelado uma promessa é Ben Woodburn, que poderá ter lugar entre os escolhidos de Klopp, funcionando como símbolo da aposta nas camadas jovens que o alemão deverá fazer pontualmente. Se o Liverpool estivesse presente na Champions ou na Liga Europa faria sentido contratar mais 1 avançado. Como não está, e até porque Firmino provou poder jogar na frente, não é preciso.


Chelsea


  • Guarda-Redes: Thibaut Courtois, Asmir Begovic, Jamal Blackman
  • Defesas: Branislav Ivanovic; Gary Cahill, John Terry, Kurt Zouma, Matt Miazga, Kalidou Koulibaly (Nápoles); César Azpilicueta, Abdul Rahman Baba
  • Médios: N'Golo Kanté (Leicester City), Nemanja Matic, John Obi Mikel, Cesc Fàbregas, Oscar
  • Alas/ Extremos: Juan Cuadrado, Pedro Rodríguez, Willian, Kenedy, Eden Hazard, Riyad Mahrez (Leicester City)
  • Avançados: Diego Costa, Michy Batshuayi (Marselha), Bertrand Traoré

    A grande desilusão da época passada. Este ano é a hora de mudança e a hora de investir no plantel. Não em quantidade, mas poucos jogadores como muita qualidade. É isso que tem feito Roman Abramovich em sintonia com Conte. A sua Itália apaixonou-nos a todos no Euro 2016, mas acabou aos pés da Alemanha, perdendo apenas nas grandes penalidades. Ter Conte é ter uma promessa de verdadeira organização defensiva no Chelsea, algo que se pedia no passado ano e que tanto nos desiludiu. A defesa e as transições atacantes.
    A baliza é intocável. Courtois é o titular e apenas terão que contratar se Asmir Begovic quiser sair do clube de Londres para ser o número 1 de alguma baliza. Como é provável que Conte mude o sistema táctico para 3 centrais e dois alas mais abertos, faz todo o sentido alargar o lote de centrais para 5 jogadores. A nossa sugestão é aquele que - para nós - está no top 10 dos melhores centrais da actualidade - Kalidou Koulibaly do Nápoles. Faria certamente uma barreira dura de ser abatida juntamente com Zouma e Cahill. Ainda assim, o jogador que se fala na imprensa é Victor Lindelöf. O sueco do Benfica disparou o seu preço na última metade da época e ao que tudo indica, Abramovich estará disponível para bater a cláusula de 30M. A confirmar-se, um grande negócio para o Chelsea.
    Por 38 Milhões o Chelsea comprou N'Golo Kanté. Talvez uma das melhores contratações deste defeso, com o francês a poder perfazer um meio-campo com Matic. Por favor Conte, não desfaças a possibilidade de os ver lado a lado, algo que tornaria bem complicada a tarefa para os adversários, com estes dois e uma barreira intransponível mais atrás. Para extremos, apesar de Ranieri já ter vindo a público afirmar que Mahrez não vai deixar o Leicester e que não haverão mais saídas, sugerimos a sua contratação. Podendo Willian jogar também mais ao centro, ter Hazard, Mahrez e Cuadrado como desequilibradores poderá ser fatal no estilo de jogo de Conte.
    Na frente confiamos na manutenção de Diego Costa, acreditamos no crescimento de Bertrand Traoré e ainda haverá Michy Batshuayi que foi contratado ao Marselha por 40M. Números astronómicos que não fazem jus à qualidade actual do jogador. É possível Conte trazer alguma Itália para este Chelsea, e pode-nos estar a escapar a contratação de algum craque (se não for Mahrez, será outro). Veremos.

20 de julho de 2016

Revisão: 'Orange is the New Black' (4.ª Temporada)

Criado por
Jenji Kohan

Elenco
Taylor Schilling, Uzo Aduba, Danielle Brooks, Samira Wiley, Kate Mulgrew, Lori Petty, Jessica Pimentel, Diane Guerrero, Laura Prepon, Laura Gómez, Nick Sandow, Michael Harney, Blair Brown, Taryn Manning, Dascha Polanco, Laverne Cox

Canal: Netflix

Classificação IMDb: 8.3 | Metascore: 86 | RottenTomatoes: 95%
Classificação Barba Por Fazer: 84


- Abaixo podem encontrar Spoilers - 
A História: 
    E foi à quarta temporada que 'Orange is the New Black' explodiu, dando-nos a sua melhor temporada até à data, e uma das mais intensas da televisão recente! Não é exagero, é mesmo assim.
    Depois da sua temporada mais fraca (terceira), Jenji Kohan desenhou uma fórmula quase oposta ao prado calmo que foi a season anterior, agora com vários momentos dignos de nos deixarem de coração na boca e a boca aberta. As emoções estão à flor da pele como nunca antes, acompanhadas como sempre pelos flashbacks que nos ajudam a perceber o passado de cada uma daquelas reclusas: duas novidades desta vez, o facto de alguns episódios não terem qualquer analepse, e a visita ao passado de alguns guardas (também por isso, com maior destaque do que anteriormente).
    No separador "O Futuro" da nossa Revisão do capítulo de 2015 da série tínhamos lançado alguns palpites, acreditando que a prisão de Litchfield "pegaria fogo". E pegou. Seguindo as pistas que Kohan nos deixou, confirmou-se a criação de fracções, a chegada de Judy King, o regresso de Nicky e a aproximação de Soso ao clã afro-americano, por influência da sua relação com Poussey.
    Não pensem que a série perdeu o seu humor inconfundível, mas todos os momentos que nos provocam gargalhadas são desta vez uma espécie de festinhas na cabeça para levarmos depois com um murro no estômago no fim. Mas tudo nesta temporada faz sentido, tudo tem uma razão de ser. Tudo é conflito, segregação, revolta e finalmente união. Se há 1 ano víamos o estabelecimento prisional de Litchfield a ser privatizado, e guardas sem preparação a serem contratados para reduzir gastos, a componente organizacional e operacional continua a ser focada - desta vez com a prisão sobrelotada e veteranos de guerra a serem contratados para guardas, comportando-se de forma desumana com as reclusas. O director Caputo é uma das personagens mais focadas, num limbo constante a tentar agradar a gregos (a administração) e a troianos (as presidiárias). A protagonista Piper (Taylor Schilling), habitualmente pouco apreciada pelos fãs, está desta feita construída como anti-heroína, acabando - com o intuito de proteger o seu esquema de negócio, que vem da temporada anterior, da concorrência latina - por criar acidentalmente um grupo neo-nazi. Mas resulta porque, para além de vermos Piper ao fumar no meio da horta a fazer finalmente um exame de consciência, vemo-la a sofrer por duas vezes ao pé de um fogão (uma suástica que se transforma numa janela, com a "mãe" Red a fechar um episódio com referências a 'Fight Club').
    É absolutamente sensacional a forma como a série nos faz repugnar completamente os guardas Piscatella e Humphrey, com flashbacks de outros 2 guardas já conhecidos (Healy e Bayley) a serem mostrados, permitindo explorar a relação Healy-mãe, transpondo-a para Healy-Lolly, e oferecendo-nos um presente improvável - quem diria que o melhor episódio da temporada teria inserts do passado de Bayley?! Ao todo, Maria, Soso, Maritza, Lolly, Blanca, Suzanne e Poussey acabam por ser as reclusas sobre as quais ficamos a saber mais nesta temporada, num conjunto de 13 episódios que voltam a mostrar os "podres" do sistema, uma Judy King acima-da-lei, um segredo enterrado numa horta, a toxicodependência de Nicky, Burset na solitária, e uma rebelião digna do Clube dos Poetas Mortos. A quarta temporada de 'Orange is the New Black' acentua a existência de diferentes "famílias" na prisão, mas dá-lhes, no final, um inimigo comum.
     
    
A Personagem: Tasha 'Taystee' Jefferson (Danielle Brooks).
    Escolher a personagem que marca esta temporada é um exercício praticamente impossível. Crazy Eyes reforça o estatuto de melhor personagem da série como um todo, percebendo-se o acidente dramático que a condenou, e vendo-se toda a raiva dela explodir no episódio 11, com a sua cara-metade Kukudio; Red continua a ser a figura de maior respeito (se ela cai, todas se levantam com e por ela); se na anterior 'Pennstacuky' roubou os holofotes para si, desta vez Lolly - aka a Ellen DeGeneres com óculos - faz o mesmo com os seus problemas mentais, as vozes e uma máquina do tempo que nos fazem empatizar com ela e percebê-la como nunca.
    Depois, a nova cabecilha Maria, a persuasiva Maritza e a revolucionária Blanca são menções honrosas numa temporada que fica forçosamente ligada a Poussey e a Taystee. O sorriso da bem disposta e doce Poussey torna-se uma imagem digna de nos cortar a respiração (sim, para quem já viu a temporada esta referência tem um certo subtexto) mas quando pensamos n'A Personagem o mais justo é eleger Taystee, agigantada por Danielle Brooks ser o destaque desta temporada quando avaliado o trabalho das actrizes. Taystee torna-se nesta season a secretária de Caputo, mas há 2 momentos, nos episódios 12 e 13 que a fazem disparar neste Ranking: aquele berro em lágrimas, contagiante e profundo, e a capacidade de gerar uma revolta que lança a 5.ª temporada.


O Episódio: 12 'The Animals'.
    É um desafio e pêras escolher entre os 3 últimos episódios da temporada, 'People Persons' (11), 'The Animals' (12) e 'Toast Can't Never Be Bread Again' (13). Vejamos, no episódio onze temos Suzanne 'Crazy Eyes' Warren no seu apogeu, com flashbacks que explicam os motivos dela estar presa, terminando numa atitude execrável do guarda Humphrey que desencadeia uma verdadeira explosão sangrenta. No episódio de fecho da temporada temos um luto vivido no presente, mas celebrando a vida ao olhar para o passado, com um corte perfeito no clímax em que a arma roda pelo chão até ficar nas mãos de Daya. É quase um desrespeito, num bom sentido, pela estrutura tradicional de esquematização/ organização de uma temporada, com dois clímaxes (final do episódio 12 e última cena do 13).
    Mas é impossível não escolher o episódio 12. Totalmente inesperado se pensarmos que os flashbacks são do guarda Bayley. Os minutos finais são do mais emocionante e tenso que se viu ultimamente na televisão, com uma revolta a fugir ao controlo e a gerar um final... que nunca ninguém esquecerá. E é sensacional a comparação e consequente extrapolação que os flashbacks permitem fazer entre Bayley (12) e Poussey (13).


O Futuro: 
    Superar esta temporada, um enorme desafio que Jenji Kohan e a sua equipa de argumentistas, realizadores e editores têm pela frente, depois da tríade escrita - realização - interpretação ter estado perfeita.
    Há quem se queixe que não deveria ser Daya a apanhar a arma no meio da rebelião, mas dificilmente poderia haver personagem mais interessante para o fazer. Ao longo da temporada, vemos a mãe Aleida a abandonar a prisão e a procurar adaptar-se à Sociedade, e com isso Daya tem a oportunidade de fazer finalmente as suas próprias escolhas, e juntar-se às companhias erradas. Ao termos esta "nova" Daya, imprevisível, temos alguém que de facto não sabemos o que fará com a armã na mão. E a cena de fecho serve precisamente para traduzir a vida e as escolhas daquelas mulheres em OitNB - às vezes é tudo uma lotaria e uma conjugação de variáveis, uma arma que gira até cair aos pés de alguém que se define depois pela decisão que tomar, racional ou instintivamente.
    Ao contrário da season 3, que se preocupou em preparar esta, desta vez temos poucas pistas para o que aí virá. A morte do episódio 12, e todo o seu processo, deve alimentar grande parte do corpo principal da história; supõe-se que Burset apareça mais na próxima temporada, mas para além disso é difícil apontar a direcção que iremos seguir, e ainda bem. Poucas séries valorizam tanto as suas personagens secundárias. Afinal, todas elas são principais.

19 de julho de 2016

Leicester, Arsenal, Tottenham e Man City 2016/ 17: Investimento, Manutenção e Revolução

Depois de darmos início à nossa viagem a partir de Lisboa, com uma análise detalhada ao futuro do Benfica, viramos as nossas atenções para as 9 equipas mais fortes em Inglaterra, antes de voltarmos a terras lusas para falar sobre Sporting, Porto e Braga.
    Leicester City, Arsenal, Tottenham, Manchester City, Manchester United, Southampton, West Ham, Liverpool e Chelsea. São estas as nove equipas que iremos abordar em dois artigos distintos, começando pelo Top-4 da última época, e seguindo para o restante quinteto (projectar um futuro Top-10 na Barclays Premier League deverá incluir o Everton, e não se pode dizer que iremos reproduzir a tabela da última temporada uma vez que o Stoke terminou acima do Chelsea). Mas interessa-nos olhar para os plantéis mais ricos num campeonato onde os milhões de euros circulam como se tratasse de um universo à parte.
    Como sempre, a projecção destes plantéis visa ser um ponto de equilíbrio entre o que é provável ainda acontecer neste Verão e as contratações que sugeríamos rumo aos objectivos de cada equipa. Todos os plantéis destas rubricas são ficcionais, fruto da nossa imaginação mas construídos com o conhecimento que temos das equipas e tentando ir ao encontro dos perfis de jogadores que cada equipa precisa, respeitando de certo modo a polícia de contratação/ prospecção de cada emblema no processo de tomada de decisão.
    Como irá o campeão (sim, eles foram mesmo campeões) Leicester City apetrechar o seu plantel com Champions League e tendo que colmatar uma ou duas saídas determinantes? Que reforços cirúrgicos atacará o Arsenal de Wenger? Como é que o Tottenham, um projecto a longo-prazo de Mauricio Pochettino, crescerá alicerçado na sua juventude? E, para além de todas estas questões, como será o Manchester City, com novo emblema a marcar um novo ciclo, e um homem (Guardiola) ao leme, que ousa gerar tendências e reinventar o futebol a cada desafio que abraça.
    As respostas, as especulações, estão abaixo.

Leicester City


  • Guarda-Redes: Kasper Schmeichel, Ron-Robert Zieler (Hannover 96), Ben Hamer
  • Defesas: Pavel Kaderabek (Hoffenheim), Danny Simpson; Wes Morgan, Robert Huth, Michael Keane (Burnley), Luis Hernández (Sporting Gijón); Christian Fuchs, Ben Chilwell
  • Médios: Danny Drinkwater, Andy King, Daniel Amartey, Nampalys Mendy (Nice), Birkir Bjarnason (Basel)
  • Extremos: Sofiane Boufal (Lille), Hakim Ziyech (Twente), Jeffrey Schlupp, Marc Albrighton, Robbie Brady (Norwich)
  • Avançados: Jamie Vardy, Ahmed Musa (CSKA), Shinji Okazaki, Leonardo Ulloa
   Depois do verdadeiro milagre de 2015/ 16, que ficará para sempre na memória dos adeptos do clube e dos adeptos de futebol espalhados por todo o mundo, o Leicester deve encarar a nova temporada como um momento importante da sua História - com os reforços certos, que o clube consegue atrair pela presença na Champions e pelo maior orçamento que tem, os foxes podem instalar-se entre as melhores equipas de Inglaterra de uma forma regular, dizendo adeus ao passado. Para 2016/ 17 há algo muito importante: esta equipa precisa de ter maior profundidade, um banco com soluções que acrescentem qualidade, para que o clube possa ser sinónimo de competitividade tanto em Inglaterra como nas competições europeias.
    Para a baliza, se o dinamarquês Kasper Schmeichel não sair, prevê-se uma luta muito interessante pela titularidade entre ele e o alemão Zieler, contratado ao Hannover 96. O barbudo Ben Hamer fecha as contas. A defesa, aparentemente frágil em termos de nomes e estatuto, foi um dos destaques na 2.ª metade da época passada e, como tal, parece-nos que 3 dos titulares (a dupla Morgan-Huth e o lateral Fuchs) devem manter essa condição. No entanto, é preciso fazer um upgrade do lado direito, tornando Danny Simpson o suplente da nossa sugestão, o checo Pavel Kaderabek. Do lado esquerdo, o miúdo Ben Chilwell poderá começar a dar os primeiros passos no futebol profissional, e no coração da defesa, para além do já anunciado Luis Hernández, é importante o Leicester começar a preparar o seu futuro - Michael Keane, central do Burnley, é inglês e jovem. Merece ser aposta.
    A sala das máquinas do Leicester, aquela genial dinâmica entre Drinkwater e N'Golo Kanté não poderá ser reproduzida uma vez que o francês rumou ao Chelsea, acreditando no projecto de Conte. Felizmente para o clube, Ranieri já tinha trabalhado com "outro" Makelele no passado, nos seus tempos do Mónaco - Nampalys Mendy (vindo do Nice) é o substituto ideal para Kanté, com maior qualidade de passe e meia distância, faltando verificar se lhe corre bem a adaptação ao ritmo do futebol inglês. Não é um jogador tão incisivo no desarme, mas é incrivelmente combativo, lê bem o jogo e julgamos que estará à altura do pulmão inesgotável de Kanté. De resto, Drinkwater (titular indiscutível), o mítico Andy King e Amartey continuam no clube e sugerimos a contratação do islandês Birkir Bjarnason - o jogador do Basel, mais habituado a jogar no flanco, tem o ADN certo para entrar no espírito desta equipa, e conjuga o seu carácter lutador com grande versatilidade táctica.
    Desconfiando nós que Mahrez se poderá juntar a Kanté nas saídas, e partindo desse pressuposto, só há uma maneira de colmatar a saída do craque argelino, Jogador do Ano em 15/ 16: contratar 2 jogadores que, juntos, fazem 1 Mahrez. Falamos de dois talentos marroquinos - Sofiane Boufal, extremo-esquerdo do Lille, diabólico no 1 para 1 e com aquela técnica de cabine telefónica, e Hakim Ziyech (o virtuoso jogador do Twente não tem a explosividade de Mahrez mas, jogando na direita ou no centro, coloca a bola onde quer e remata bem, marcando bem bolas paradas). Schlupp (discutível a sua permanência) e Albrighton deverão continuar, e acrescentaríamos ainda um dos destaques da Irlanda no Euro, Robbie Brady (joga a extremo e lateral, e o seu Norwich desceu ao Championship).
    No ataque, ninguém tira o electrizante Jamie Vardy de Leicester, mas imaginem o que será o avançado inglês com Ahmed Musa ao seu lado. O nigeriano, transferência-recorde vindo do CSKA, pode muito bem actuar no flanco, mas quanto a nós seria o parceiro ideal para, com Vardy, aterrorizar qualquer defesa com as suas movimentações. Okazaki está de pedra e cal no plantel, funcionando por vezes de forma "invisível" e Ulloa oferece características que mais nenhum avançado tem.


Arsenal


  • Guarda-Redes: Petr Cech, Wojciech Szczesny, Emiliano Martínez
  • Defesas: Héctor Bellerín, Calum Chambers; Gabriel Paulista, Laurent Koscielny, Ezequiel Garay (Zenit), Per Mertesacker; Nacho Monreal, Kieran Gibbs
  • Médios: Francis Coquelin, Mohamed Elneny, Jack Wilshere, Granit Xhaka (Gladbach), Aaron Ramsey, Santi Cazorla, Mesut Özil
  • Extremos: Alexis Sánchez, Theo Walcott, Alex Iwobi, Takuma Asano (Sanfrecce Hiroshima), Alex Oxlade-Chamberlain
  • Avançados: Alexandre Lacazette (Lyon), Olivier Giroud, Danny Welbeck
    Imaginamos que o defeso do Arsenal seja o habitual. Com um plantel rico, habitualmente assombrado por lesões, interessa a Wenger identificar 2/ 3 posições para serem reforçadas com craques. No entanto, muitos dos grandes jogadores olham para o Arsenal com desconfiança e acabam noutras paragens, faltando também aos gunners subir a parada na hora de investir (fica a ideia que o Arsenal está a guardar-se há anos para atacar de repente em força).
    A baliza é de Cech, Emiliano Martínez pode ser o 3.º guarda-redes, sendo que entre Ospina e Szczesny, faz-nos mais sentido o colombiano ser vendido para ser titular algures, ficando o polaco como suplente. Bellerín é um dos laterais-direitos que promete marcar a próxima década, Chambers solução na direita e ao centro, e do lado esquerdo - embora achemos que o clube devia procurar um reforço - suspeitamos que continuarão Monreal e Gibbs. No centro, Koscielny tem o nível pretendido, mas o mesmo não se pode dizer de Gabriel e Mertesacker. Assim, Ezequiel Garay poderia ser um enorme reforço. O Arsenal precisa de um central assim, e Garay merece os palcos da Premier League, estando desperdiçado na Rússia.
    O suiço Granit Xhaka, já oficializado, foi um brilhante reforço, juntando-se às muitas e boas soluções: Coquelin, Elneny, Wilshere e ainda Ramsey e Cazorla (parecerá quase um reforço, depois de ter falhado grande parte de 15/ 16), elementos que podem também actuar num corredor, e o mago Özil.
    A flanquear, posição que se víssemos no Arsenal uma equipa mais "louca" na hora de gastar também recomendaríamos a chegada de um craque, há Alexis Sánchez, Walcott, Iwobi, Oxlade-Chamberlain e o reforço nipónico Asano. Por fim, a posição de ponta de lança exige, algo que já é crónico, uma novidade que entusiasme os adeptos e corresponda às exigências e ao nível do restante ataque. Giroud e Welbeck são as opções que Wenger já tem, mas falta alguém superior - elementos como Higuaín, Morata ou o perdido Jackson Martínez podiam ser alvos interessantes, mas apostamos mais facilmente num nome como Lacazette para ser a escolha final.


Tottenham


  • Guarda-Redes: Hugo Lloris, Michel Vorm, Luke McGee
  • Defesas: Kyle Walker, Kieran Trippier; Toby Alderweireld, Kevin Wimmer, Jan Vertonghen, Ragnar Sigurdsson (Krasnodar); Ben Davies, Danny Rose
  • Médios: Eric Dier, Victor Wanyama (Southampton), Nabil Bentaleb, Moussa Dembélé, Tom Carroll, Harry Winks, Dele Alli
  • Extremos: Érik Lamela, Christian Eriksen, Son Heung-Min, Moussa Sissoko (Newcastle), Georges-Kévin N'Koudou (Marselha), Nacer Chadli
  • Avançados: Harry Kane, Vincent Janssen (AZ)
    Talvez ainda menos do que o Arsenal, quando olhamos para este Tottenham vemos uma equipa que quase só precisa de crescer. Pochettino está a iniciar uma dinastia, com muita juventude a evoluir de ano para ano, e depois daquela recta final desoladora em 15/ 16, os spurs (uma das equipas mais entusiasmantes e com futebol de "equipa grande" em Inglaterra) prometem voltar em grande.
    O vice-campeão europeu Lloris, Vorm e McGee continuam de luvas calçadas em Londres, e na defesa não há que mexer nos laterais - Walker e Trippier na direita, Davies e Rose na esquerda. Em condições normais não recomendaríamos o reforço da zona central, porque Dier pode fazer esse lugar, sobretudo agora que há Wanyama, mas a lesão prolongada de Vertonghen obriga a atacar o mercado - e o islandês Ragnar Sigurdsson parece-nos um alvo realista e adequado.
    No meio-campo, quase tudo igual. Eric Dier tem agora a concorrência do já mencionado Victor Wanyama, por nós Bentaleb continuaria no plantel mas Ryan Mason não, e Moussa Dembélé deve continuar a carregar e levar a equipa para a frente. Tom Carroll e o ainda mais jovem mas bem cotado em Londres, Harry Winks, poderão ter alguns minutos, menos certamente do que Dele Alli, que continuará a afirmar-se como uma das figuras do Tottenham e do futebol britânico.
    Daí para a frente, Lamela, Eriksen, Son e Chadli devem permanecer todos no clube, e N'Koudou, fortemente associado ao clube, pode viajar de Marselha para White Hart Lane, fazendo N'Jie a viagem inversa. Entendemos que falta ainda assim um jogador para o corredor direito e vimos no relegado Moussa Sissoko o alvo perfeito - o francês é fortíssimo fisicamente, entrava de caras como solução para a direita e para o centro do terreno, encaixando que nem uma luva nas ideias da equipa e na sua dinâmica.
    O 4-2-3-1 deve manter-se intocável, mas o Tottenham já fez o que tinha que ser feito: os spurs garantiram um avançado para competir com o melhor marcador de 2015/ 16, Harry Kane, e o holandês Vincent Janssen é tudo o que os adeptos do clube podiam desejar. Tem imenso potencial para crescer, pode funcionar bem em parelha com Kane mas também sozinho, deixando a figura do clube descansar (a equipa está na Champions, e por isso não poderá gerir como fizeram na Liga Europa na época passada).


Manchester City


  • Guarda-Redes: Marc-André Ter Stegen (Barcelona), Joe Hart, Willy Caballero
  • Defesas: Bruno Peres (Torino), Bacary Sagna; Vincent Kompany, Leonardo Bonucci (Juventus), John Stones (Everton), Nicolás Otamendi; Ricardo Rodríguez (Wolfsburgo), Gaël Clichy
  • Médios: Fernandinho, Yaya Touré, David Silva, Ilkay Gündogan (Borussia Dortmund), Fabian Delph
  • Extremos: Kevin De Bruyne, Raheem Sterling, Samir Nasri, Jesús Navas, Nolito (Celta Vigo), Leroy Sané (Schalke 04)
  • Avançados: Kun Agüero, Pierre-Emerick Aubameyang (Borussia Dortmund), Kelechi Iheanacho
    Ora bem, se Guardiola abraçou o desafio Manchester City, tornando-se este o seu 3.º clube depois de Barcelona e Bayern, é sinal que a Direcção terá dado claras garantias que o espanhol teria reforços de peso. Tendo a vantagem, algo que o atraiu certamente, de trabalhar com o trio Agüero, Silva e De Bruyne, os citizens já contrataram Nolito e Gündogan, bem como os jovens Zinchenko e Marlos Moreno (o segundo não é ainda oficial, mas tanto um como outro devem ser emprestados, representando apenas o futuro do clube).
    Com duas contratações asseguradas, prevemos que o City possa chegar a um número total de 8 ou 9 reforços para o plantel actual.
    Na baliza, há Joe Hart e Caballero mas parece-nos que Guardiola quererá um novo guardião: Marc-André Ter Stegen pode ser esse jogador, ele que vive na sombra de Claudio Bravo em Barcelona. Não afastamos a hipótese do Barcelona escolher promover Ter Stegen a titular, e libertar o veterano Bravo para terras de Guardiola; nem tão pouco de um negócio a envolver Rulli, guardião promissor da Real Sociedad.
    A defesa é, para nós, o sector onde Guardiola mexerá mais. E faz sentido, se olharmos para as performances recentes - pouca segurança e jogadores "macios". Pep surpreende muitas vezes nos jogadores em que acredita/ pretere, e apostamos que Zabaleta e Kolarov poderão ter a vida mais complicada do que Sagna e Clichy. No entanto, um jogador como Bruno Peres (ou Fabinho) pode chegar para a direita, e na esquerda apostaríamos em Ricardo Rodríguez. Com o brasileiro e o suiço, o City ganharia outra rotação e intensidade, e maior dinâmica no apoio ao ataque. No centro da defesa, o capitão Kompany é uma dúvida constante, e entre Otamendi, Mangala e Denayer, talvez só o argentino tenha o nível que Guardiola pretende. Só que a adaptação para a filosofia de Guardiola deve obrigar a algumas alterações no tipo de centrais, com maior qualidade na saída de bola, e por isso mesmo Leonardo Bonucci (difícil, mas seria um super reforço) e John Stones podem ser os escolhidos. Com Guardiola tudo pode acontecer, e se a defesa não mudar tanto como prevemos, Yaya ou até Fernandinho poderão surgir ocasionalmente nesse sector.
    No meio-campo, coração de qualquer equipa e particularmente das equipas de Guardiola, só Gündogan foi anunciado. Face às necessidades da equipa noutras posições, não nos parece que chegue mais ninguém (opção de sonho? Verratti), com Pep porventura a riscar Fernando, mas a confiar em Fernandinho e Delph. Ao contrário do que achávamos há uns meses, Yaya Touré deve continuar na equipa, enquanto que a obsessão de Guardiola com a posse poderá transformar David Silva num médio centro que pegue no jogo mais atrás.
    Para extremos/ médios ofensivos a qualidade e quantidade chega a soar a injusto: Kevin De Bruyne é o craque-mor numa constelação formada por Sterling, Nasri, Navas e Nolito. Mesmo assim, acreditamos que chegue ainda Leroy Sané, uma contratação que subscrevemos e que acrescentará muito.
    Na frente, há Agüero e Iheanacho (jogador que pode crescer muito com o novo treinador), mas Bony não nos parece um jogador do agrado de Guardiola. Visto que Agüero passa algum tempo lesionado, é possível que o City ataque ainda um novo alvo capaz de jogar ao lado de Agüero ou sozinho - Aubameyang perfila-se como a opção número 1, tornando este plantel o mais forte da Premier League e subindo alguns degraus no ranking de principais favoritos na Champions.

18 de julho de 2016

Benfica 2016/ 17: Fazer o que Nunca foi feito

O Verão traz o calor, o mar e a praia, mas traz também muitas transferências e rumores que aquecem a pré-época dos clubes. Como tem sido tradição, aqui no Barba Por Fazer damos hoje início à nossa construção especulativa dos plantéis dos principais clubes espalhados por essa Europa fora: começamos no nosso cantinho, o cantinho dos campeões da Europa, olhando para Benfica, Sporting, Porto e Braga; daí iremos para um olhar profundo para o Top-9 da Premier League, o Top-5 de La Liga, Top-3 da Bundesliga e Serie A e, finalmente, uma ilha chamada PSG.
    É importante ter em consideração que estes plantéis visam ser um ponto de equilíbrio entre o que achamos provável acontecer neste defeso, e as medidas (ou contratações) que sugeríamos para que cada clube ficasse apto para atingir os objectivos a que se propõe. Todos os plantéis que aqui verão serão - uns mais do que outros - ficcionais, fruto da nossa imaginação, mas construídos com base nos anos de futebol que já levamos, conhecendo as equipas e os seus perfis de contratação/ prospecção tidos em conta na hora de tomar decisões.
    Há 1 ano atrás lançámos o Benfica 15/ 16 mais cedo, inclusive antes de serem oficiais as saídas de Jorge Jesus e Maxi Pereira para os dois rivais. Dois dos alvos que identificámos então foram: 1) Andrija Zivkovic, que passado um ano chega à Luz; 2) Raphaël Guerreiro, adquirido recentemente pelo Dortmund depois de um grande Euro-2016. Uma curiosidade, na versão Benfica 15/ 16 que edificámos constava um rapaz chamado Renato Sanches, quando a subida deste ao plantel principal ainda era apenas um sonho nosso e dele.
    Em 2016/ 17 temos que ser sinceros: que bem que o Benfica tem preparado a nova época! Os encarnados perderam duas pedras preciosas (Nico Gaitán e Renato Sanches), mas atacaram cedo o mercado, garantindo um plantel com muita profundidade no capítulo ofensivo e, até ver, preservando o sector defensivo. Vive-se um período de estabilidade no Benfica, que procura um inédito tetra, com Rui Vitória a ter desta vez uma pré-época feita com os pés no chão. Naturalmente, o clube está muito longe de perfazer os 200 Milhões que foram noticiados que Luís Filipe Vieira quereria encaixar, mas a prova de que a gestão tem sido boa é o facto deste Benfica ser o único clube do conjunto de 25 que iremos abordar para o qual não recomendamos nenhum reforço. O objectivo é segurar quem está (ainda vemos como possível a saída de um central como Jardel ou Lindelöf, algo a evitar), "arrumando" a casa no que diz respeito a excedentários.

O Plantel


Guarda-Redes: Ederson, Júlio César, Paulo Lopes
    Bem... Se pensámos que aquando da lesão de Júlio César as coisas iriam complicar, eis que surgiu Ederson Moraes. Um gigante aprendiz do imperador que se revelou uma autêntica muralha para qualquer adversário. Enorme velocidade a sair dos postes aliada a uma bravura de todo o tamanho nas mesmas saídas. A baliza encarnada está totalmente bem entregue a Júlio César e Ederson, apesar de ambos estarem a tratar de lesões, sendo que a do segundo é um pouco mais grave, tendo sido mesmo operado ao joelho esquerdo. Por fim, temos o homem que sobe às balizas. Um autêntico pai duma família encarnada que recebe melhor que ninguém os novos jogadores. Ao que tudo indica, a baliza estará entregue a Paulo Lopes no primeiro jogo oficial da época, frente ao Braga. Sendo que não lhe vão ser concedidos muitos minutos de jogo, Paulo Lopes é fundamental no balneário e deverá ficar no clube até o mesmo decidir o momento de se retirar do futebol.

Defesas: Nélson Semedo, André Almeida; Victor Lindelöf, Luisão, Jardel, Branimir Kalaica (Dínamo Zagreb); Aléx Grimaldo, Eliseu
    No ano transacto não incluímos Lindelöf e Semedo na defesa da equipa principal do Benfica. Mérito de Rui Vitória em dar confiança aos miúdos da equipa B, tendo levado os mesmos a se tornarem internacionais A pelo seu país e tendo o sueco participado mesmo no Euro 2016. Duas peças fulcrais nesta mesma equipa que os dirigentes encarnados devem segurar. Na direita, Semedo e Almeida apresentam características diferentes. André - sem ter o rótulo de craque - é bem mais sólido e muito melhor defensivamente que o jovem Nélson que, por sua vez, tem muito mais velocidade, é melhor no 1 para 1 e consequentemente tem mais poder ofensivo. Na esquerda acreditamos ser o ano de Grimaldo, apesar de Eliseu - a continuar a forma da segunda metade da época - ser uma alternativa à altura. O espanhol faz os benfiquistas sorrir de saudade de Fábio Coentrão. Um pé esquerdo fabuloso, excelente no passe e no apoio ao ataque. Já o campeão europeu Eliseu tem do seu lado maior experiência no que toca a jogar sem bola.
    No centro apostaríamos na separação dos amigos Salvio e Lisandro ao vender o defesa central para ainda fazer um bom encaixe com o argentino. Com o crescimento incrível de Lindelöf, Lisandro perdeu espaço e não acreditamos que se valorize este ano. A sua permanência somente faria sentido se a transferência de Jardel para a Lazio realmente se concretizasse. Contudo, a nossa perspectiva é a de que o Benfica precisa de manter a sua espinha dorsal para se poder solidificar defensivamente. Com Ederson, Jardel, Lindelöf e Fejsa bem afinados, tudo se torna mais fácil. Ainda há o capitão Luisão que poderá perder espaço a não ser que o seu estatuto fale mais alto. Está claramente inferior a nível exibicional em relação aos seus companheiros, mas será importantíssimo no balneário por ser um líder nato. Kalaica deverá alternar entre a equipa B (para ganhar ritmo) e a equipa principal (para consolidar conhecimentos).

Médios: Ljubomir Fejsa, Guillermo Celis (Junior Barranquilla), Andreas Samaris, André Horta (Vit. Setúbal), João Carvalho
    Diz a lógica que na realidade o Benfica ainda ataque o mercado para contratar um 8 de nível superior para herdeiro de Renato Sanches. Afinal de contas, é apanágio os encarnados contratarem mais do que seria preciso, e venderem também mais, continuando assim com um quadro gigantesco de jogadores vinculados contratualmente. No entanto, se dependesse de nós, não acrescentaríamos ninguém a este meio-campo. O sérvio Ljubomir Fejsa, desde que não se lesione, será um dos principais jogadores-chave do clube, com Samaris e o reforço Celis (uma verdadeira carraça sul-americana, no bom sentido, pelo que já mostrou) a serem alternativas para a posição mais recuada, embora não excluamos a hipótese de funcionarem em simultâneo - a combinação Fejsa/ Samaris não resulta, o que não quer dizer que Fejsa/ Celis ou Samaris/ Celis não funcione.
    A nossa convicção ao não atacar nenhum alvo para a posição 8 está directamente relacionada com a confiança que depositamos em André Horta, ele que regressa a casa depois de passar por Setúbal. O médio tem muito para crescer, mas o contexto (o apoio de Fejsa e a pluralidade de excelentes opções no apoio aos avançados) pode acelerar essa evolução. De resto, importa perceber que este Benfica 16/ 17 poderá não exigir ao seu "8" as arrancadas e a verticalidade que Renato dava; as características de elementos como Carrillo, Cervi, Zivkovic e Salvio, conjugada com a dupla de avançados, pedirá um médio que arrisque menos e que ajude a equipa a circular e respirar melhor.
    Ainda a meio-campo, interessa não esquecer Pizzi (jogador querido de Rui Vitória, e que compreende a dinâmica como poucos), que não deve ser solução contra os grandes ou em ambiente Champions, mas contra Tondela, Moreirense, etc., pode recuar e abandonar o flanco, onde rende mais. Finalmente, João Carvalho. Tal como há um ano atrás "lançámos" Renato, desta vez patrocinamos a aposta no maestro encarnado, um jogador que ainda tem muitas etapas para queimar na sua evolução, mas que interessa segurar no Seixal e tê-lo a evoluir com os grandes.

Extremos: Eduardo Salvio, André Carrillo (Sporting), Franco Cervi (Rosario Central), Pizzi, Gonçalo Guedes, Andrija Živković (Patrizan)
    Um luxo. É certo que o Benfica perdeu Nico Gaitán, um dos 2 jogadores mais influentes da equipa, mas com as chegadas de Carrillo, Zivkovic (ambos a "custo zero") e Cervi não se pode dizer que a equipa esteja mais fraca. Pelo contrário.
    Não somos capazes de excluir qualquer um destes 6 jogadores - abdicamos de Óscar "Junior" Benítez, uma agradável surpresa na pré-temporada, embora tal como Cervi venha com outro andamento, em prol de maior dose de minutos para elementos como Guedes ou Fonte. Salvio parece estar a recuperar a confiança e as melhores condições físicas, Pizzi é intocável e Guedes oferece soluções como extremo-esquerdo e segundo avançado. Os 3 reforços são 3 craques: Carrillo já identificado com o campeonato português e pronto para explodir mal recupere o tempo perdido; Cervi um pequeno piolho rapidíssimo com muitas ganas de ser o novo Gaitán; e Zivkovic um prodígio como há poucos na sua idade, e que tem tudo para ter impacto imediato.

Avançados: Jonas, Kostas Mitroglou (Fulham), Raúl Jiménez, Rui Fonte
    Aqui nada se mexe. Kostas Mitroglou assinou em definitivo pelo Benfica "Because I like it". Jonas não dá indícios de querer sair e o clube não mostra estar disponível para vender o seu maior craque dando-lhe até a camisola eterna 10. Depois de nomes como Coluna, Eusébio, Chalana, Rui Costa, Pablo Aimar e Nico Gaitán, eis que Jonas surge como novo defensor da mítica camisola das águias. A sociedade entre o brasileiro e o grego promete continuar, sendo que do banco poderá sempre saltar o mexicano Raúl Jiménez para agitar o jogo. Fê-lo no ano passado em jogos fulcrais e acabou por fazê-lo também na Copa América pelo seu país. Para quarta opção, decidimos que Jovic poderia rodar noutras paragens para crescer e dar finalmente a oportunidade ao português Rui Fonte. Mostrou-se bem no Braga e tem apresentado belos pormenores nos jogos de treino recentes. Poderá não ter as características técnicas ou físicas de outros jogadores, mas tem uma inteligência em campo admirável. Em termos práticos, e salvando as devidas diferenças, é provavelmente o jogador que melhor ocuparia a posição de Jonas dentro de campo.


O que muda? Neste momento, o ideal seria mudar o menos possível. O caminho, palavra tantas vezes repetida por Rui Vitória, parece ser o certo, e a equipa tem tudo para atacar o 4.º campeonato consecutivo e nova boa campanha europeia, num nível Champions. O plantel actual garante várias e boas dores de cabeça ao treinador benfiquista, podendo estabilizar a defesa (Lindelöf-Jardel é a melhor dupla, Grimaldo o lateral esquerdo que parte na frente, enquanto que na direita entre Semedo e Almeida deve haver rotação, também considerando os adversários) mas tendo para as 4 posições mais adiantadas um lote de 10 escolhas, 7 das quais seriam titulares em circunstâncias normais.
    É evidente que qualquer equipa sofre ao perder uma referência na construção e no balneário como Nico Gaitán e um pedaço de alma e força tão grande como Renato Sanches, mas como dissemos acima parece-nos que haverá uma reinterpretação da posição 8 (a contratar alguém, embora o rumor Bentancur seja interessante, a nossa prioridade seria o sérvio Nemanja Gudelj).
    O Benfica tem, isso sim, que arrumar a casa resolvendo vários dossiers pendentes: encaixar uma quantia simpática por Talisca (provavelmente acima do valor real do jogador), venderíamos também jogadores como Carcela e Lisandro López, libertando em definitivo Nelson Oliveira, Ola John, Djuricic, Fariña, Marçal ou o flop Taarabt.
    A política made in Seixal deve manter-se. A conquista do Euro Sub-17 com 5 águias nos 6 elementos do ataque é demonstrativa do potencial que está na incubadora. Vários jogadores que abordaremos abaixo, no capítulo 'A Formação', são elementos para serem integrados como resposta às necessidades da equipa, numa gestão ano a ano, mas pensada sempre pelo menos a 3 anos. Ninguém melhor que Rui Vitória, LFV, Lourenço Coelho e Nuno Gomes para saberem o que têm em casa e os momentos certos para serem dadas as oportunidades a cada um dos vários projectos de jogador.
    A ideia de jogo/ identidade não mudará, com os novos jogadores a compreenderem a dinâmica vigente, que poderá oscilar entre o primordial 4-4-2 e um 4-2-3-1 de acordo com as características do jogador que jogar na posição de segundo avançado.


A Formação: Jogadores diferentes têm potenciais diferentes, graus de maturidade diferentes. É nesse sentido e conhecendo bem o universo da formação encarnada, que nos parece que o Benfica deve acrescentar apenas João Carvalho aos quadros da primeira equipa.
    Não obstante, e assim como somos defensores de que o Benfica B deveria trocar Hélder Cristovão por um treinador mais capaz, parece-nos que elementos jovens mas contratados recentemente como Luka Jovic e Ivan Saponjic beneficiariam em ser emprestados (Belenenses e Setúbal, respectivamente?), tal como João Teixeira, Dawidowicz, Guzzo ou Mukhtar. Depois da evolução que Fábio Cardoso, agora jogador do Vit. Setúbal, teve nos últimos anos, João Nunes devia seguir o mesmo caminho, crescendo como titular numa equipa da Liga NOS. De resto, os empréstimos já anunciados de Nuno Santos e Rebocho seguiram precisamente essa lógica.
   Encaramos de forma diferente jogadores como Pedro Rodrigues, Diogo Gonçalves, Guga e mesmo Gilson Costa, preparados para fazer uma época completa na equipa B, e podendo socorrer o plantel principal em caso de necessidade.
    Por fim, é fundamental que o Benfica continue a oferecer novos desafios e a possibilitar que os seus maiores craques cresçam em escalões acima da sua idade, mas de acordo com o seu nível. Assim, José Gomes e João Filipe, que têm tudo para ser opções na equipa A a médio-prazo, devem alternar entre os juniores e a equipa B; enquanto que jogadores como Gedson e Florentino devem tornar-se figuras dos juniores, deixando Pedro Rodrigues e Guga crescerem na B até lhes concederem lugar. Parece-nos recomendável que estes 4 (Zé Gomes, João Filipe, Gedson Fernandes e Florentino Luís), bem como o promissor mas ainda imprevisível Úmaro Embaló, completem a sua caminhada até à equipa principal sempre "em casa", sem nunca serem emprestados. Um pouco o que defendemos para Renato Sanches, e que fazemos este ano para João Carvalho.

11 de julho de 2016

O Euro'2016 em 50 Imagens


O golaço de Dimitri Payet no jogo inaugural (França 2-1 Roménia)
Um país às costas do seu número 11 (País de Gales 2-1 Eslováquia)
Tudo gira em torno de Toni Kroos (Alemanha 2-0 Ucrânia)
O passe de Bonucci para Giaccherini (Bélgica 0-2 Itália)
A Espanha ao ritmo de Andrés Iniesta (Espanha 3-0 Turquia) 
O grito de Hamsik depois do poste tornar o golo mais bonito (Rússia 1-2 Eslováquia)
As lágrimas de Srna pelo pai (República Checa 2-2 Croácia)

Will Grigg, o norte irlandês que não precisou de sair do banco para ser estrela (Will Grigg's on fire)


O festejo do Euro
Traustason, herói português (Islândia 2-1 Áustria)
Croácia em primeiro, Espanha em segundo (Croácia 2-1 Espanha)
Um, dois, três... marcados e sofridos (Hungria 3-3 Portugal)

O adeus internacional do melhor sueco de sempre (Suécia 0-1 Bélgica)

O show de Aaron Ramsey e Gareth Bale (Rússia 0-3 País de Gales)
Pai e filha (País de Gales 1-0 Irlanda do Norte)
Shaqiri e a bicicleta, golo do torneio (Polónia 1-1 Suiça)
Quaresma no prolongamento (Croácia 0-1 Portugal)
O fiel escudeiro de Griezmann (França 2-1 Rep. Irlanda)
Hazard contra o mundo (Hungria 0-4 Bélgica)
Adeus Espanha (Itália 2-0 Espanha)

Adeus Inglaterra (Inglaterra 1-2 Islândia)
O primeiro do 'Bulo' (Polónia 1-1 Portugal)
A ilusão de Robson-Kanu (País de Gales 3-1 Bélgica)

O corte da vida de Florenzi (Alemanha 1-1 Itália)


Buffon e a o Homem-cuja-mão-não-deve-ser-tocada (Alemanha 1-1 Itália)
O chapéu de Antoine (França 5-2 Islândia)
Levitar acima dos mortais (Portugal 2-0 País de Gales)
A Alemanha falha, Griezmann não (Alemanha 0-2 França)

As lágrimas que nos lembraram o passado (Portugal 1-0 França)




E a partir daí, foi presente e futuro...


Fan Fest Torre Eiffel incidentes Eurocopa 2016





Eder Portugal France UEFA Euro 10072016













Cristiano Ronaldo Portugal France UEFA Euro 10072016