Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

25 Novas Séries a Não Perder em 2017

Vem aí guerra entre Netflix, FX e HBO. O novo ano traz a série de Tom Hardy e do seu pai, uma baseada em livros de J.K. Rowling, outra produzida por David Fincher e outra com Idris Elba. Punisher ganha independência, e o criador de Fargo trata da chegada de Legion. E o melhor é que há muito mais.

31 de março de 2016

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 32

Adeus Selecções, olá Premier League. A última paragem para compromissos internacionais (amigáveis para as selecções europeias, jogos a doer nos restantes casos) já passou e agora, de 2 de Abril a 15 de Maio, seguem-se sete fins-de-semana repletos de emoções fortes e que irão ditar a classificação final.
    Com 31 jornadas disputadas em termos de Fantasy, há ainda muita coisa para acontecer: várias equipas têm jornadas duplas (Liverpool e Everton, com 29 jogos, são quem tem mais jogos para repor) e a sábia estratégia na utilização do bench boost, triple captain (e segundo Wildcard, para quem o preservou) acabará por fazer muita diferença.
    Chegamos a esta jornada 32 com Leicester e Tottenham separados por 5 pontos, e é muito difícil imaginar um cenário em que o título fuja a foxes e spurs, indo parar à galeria de troféus de outro emblema inglês. Arsenal, Manchester City, West Ham e Manchester United têm todos um jogo a menos em relação aos dois primeiros classificados, mas - embora o Arsenal tenha um final de época bastante favorável em teoria - devem disputar entre si as vagas europeias, sem esquecer na equação o Liverpool e, no limite, o Southampton. Na zona de descida, Bournemouth e Swansea parecem estar livres de perigo, ao contrário do Crystal Palace que, mantendo o péssimo momento, pode ver-se numa situação que há uns meses seria impensável; o Aston Villa (miserável contributo de Remi Garde enquanto esteve no clube) está condenado com apenas 16 pts (3 vitórias, 7 empates e 21 derrotas em 31 jogos), mas entre Sunderland, Newcastle e Norwich as coisas estão animadas. Nesse sentido há 2 jogos determinantes nesta ronda: Norwich-Newcastle, um daqueles jogos em que os nervos estarão à flor da pele, e o Sunderland-West Brom.
    O grande jogo da jornada acontece às 17h30 de Sábado, com o Liverpool a receber o Tottenham em Anfield. Um encontro entre duas equipas que têm energia para dar e vender, embora o Tottenham de Pochettino apresente neste momento maior maturidade e esteja na corrida ao título (um deslize pode ser aproveitado pelo Leicester no dia seguinte). O Liverpool de Klopp tem-se transcendido nos jogos grandes, e se olharmos para o calendário dos spurs esta visita a Anfield emerge como o jogo mais difícil até final da época. O Leicester recebe um Southampton que ainda guarda ambições de se qualificar para a Liga Europa, o Manchester United-Everton é um jogo que pode valer a pena se os ataques estiverem em dia sim, e nos restantes jogos dos "grandes", o Chelsea deve ter tarefa fácil, mas o Arsenal e principalmente o Manchester City terão muito trabalho contra Watford e Bournemouth. O factor casa dos gunners e a luz do título bem ao fundo faz do Arsenal favorito, mesmo tendo perdido no seu estádio com o Watford recentemente para a FA Cup; enquanto que o City derrotou o Bournemouth por 5-1 na primeira volta mas fora do Etihad a história é sempre outra, a não ser que Agüero e Silva estejam endiabrados. Não esquecer que enquanto Leicester, Tottenham, Stoke, Chelsea e West Ham são as equipas que mais pontuaram nos últimos tempos, o City perdeu por 4 vezes nos últimos seis jogos, vencendo apenas um jogo nesse período.
    Olhando para a ronda 31, Harry Kane (16 pts) foi quem mais pontuou - 2 golos e uma assistência contra o Bournemouth. Pellè, Fàbregas, Federico Fernández, Bellerín e Walters realizaram também uma jornada para recordar.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 114493-481221)

Nesta 32.ª jornada, sugerimos:

Jermain Defoe - Sunderland - 5.1
     A diferença na luta entre Sunderland, Newcastle e Norwich pode acabar por ser um veterano de 33 anos. Com a mesma eficácia e matreirice de sempre, o avançado inglês que já passou por variadíssimos clubes em Inglaterra, mesmo que de forma tímida já leva 12 golos esta temporada.
    No Fantasy, vem de uma sequência de 5-8-8 e, visto que o Sunderland tem uma recta final problemática (curiosamente, nas últimas épocas os black cats têm-se safado sempre à tangente amealhando pontos que pareciam impossíveis nas últimas jornadas), esta jornada (Sunderland-West Brom) ganha importância capital. Tanto esta jornada 32 como a 34 prometem ser decisivas para o percurso da equipa de Allardyce, treinador que tem sido capaz de contagiar os seus jogadores, incutindo-lhes espírito guerreiro e a crença de que podem garantir a manutenção. 
    Voltando a Defoe, que por vezes até parece ter mais anos do que realmente tem, marcou 1/3 dos golos do Sunderland neste campeonato (12 em 36). E acreditamos que continue a fazer a diferença com a sua astúcia de movimentos e remates rasteiros que os guarda-redes não são capazes de ir buscar.


Danny Welbeck - Arsenal - 7.3
    Três golos e uma assistência nos últimos 5 jogos fazem de Danny Welbeck um dos jogadores a ter em conta nestes últimos jogos. Com Kane num momento incrível, Pellè e Defoe em crescendo, Vardy e Agüero intermitentes e Lukaku com um calendário apetecível, sem esquecer os avançados do Watford, é difícil abrir espaço no plantel para Welbeck, mas o avançado inglês pode eventualmente servir como um diferencial interessante.
    O Arsenal tem 5 jogos em casa nos últimos 8 e por isso, para além de elementos defensivos, há que ponderar Özil, Sánchez e... Welbeck. O jogo deste Sábado contra o Watford servirá para perceber quanta fome têm os gunners de conseguirem intrometer-se ligeiramente na luta do título, segurando pelo menos o 3.º lugar.
    Welbeck é, de resto, apenas um de vários exemplos de um jogador que está longe de ter o seu lugar garantido nos 23 da sua Selecção para o Euro-2016. Com Kane e Vardy cada vez mais indiscutíveis, e Rooney a ter o estatuto de capitão do seu país, Welbeck - tal como Sturridge - terá que provar nestes últimos jogos que merece a chamada de Hodgson. E o facto de poder actuar no flanco pode inclusive colocá-lo a ombrear com os colegas de equipa Walcott e Chamberlain.    
   

Philippe Coutinho - Liverpool - 8.1
    Não é 100% garantido que Coutinho esteja pronto para ir a jogo depois de uma longa viagem de regresso a Inglaterra, mas o facto de ter actuado poucos minutos pelo Brasil deve colocar o 10 do Liverpool apto e no onze inicial no jogo grande deste fim-de-semana.
    Klopp tem Coutinho e Firmino em dúvida, mas o mais provável é que acabem ambos por ir a jogo. Nesta fase importa ter em conta que os reds estão presentes na Liga Europa, e têm a curto-prazo dois jogos de grau máximo de dificuldade com o Borussia Dortmund (7 e 14 de Abril). O técnico alemão tem por isso mesmo uma gestão para fazer, mas saberá certamente que partir para o embate com o Tottenham sem Coutinho e/ ou Firmino pode significar uma derrota caseira diante de uma equipa que está em forma e sempre com alta rotação.
    Caso jogue, como acreditamos, o Liverpool-Tottenham pode ser o tipo de jogo de Coutinho. O craque brasileiro tem perdido vários jogos por lesão mas nos jogos grandes costuma aparecer. Há um certo padrão de rendimento superior, esta época, nos jogos fora, mas seja como for, e com a excelente sequência de jogos do Liverpool a aproximar-se, é importante que comecem a apetrechar as vossas equipas de vermelho.


Cesc Fàbregas - Chelsea - 8.4
    Honestamente, não recomendamos a compra de Fàbregas havendo tantas e tão melhores opções em termos de meio-campo. Mas para quem esteja quase a usar o seu segundo Wildcard e possa fazer uma aposta de uma jornada só, o médio espanhol apresenta um potencial de retorno promissor.
    Falar do Chelsea esta época é, normalmente, falar de fracasso; ainda assim, os blues com Hiddink ainda não perderam no campeonato, e nesta jornada jogam com o deprimido Aston Villa.
    Willian tem sido o jogador mais consistente do Chelsea esta temporada mas Fàbregas - bisou na última jornada - é claramente um elemento a considerar. Depois de 3 golos e 19 assistências em 2014/ 15, o espanhol contabiliza apenas 4 golos e 4 assistências, tendo chegado na última jornada aos 100 pontos. É certo que não grande gozo apostar em jogadores do Chelsea, mas o Aston Villa-Chelsea pode ser um jogo bastante feliz para os campeões em título.
       

Aaron Cresswell - West Ham - 5.7
    O lateral-esquerdo do West Ham é um dos defesas com maior potencial de pontos extra (assistência, clean sheet e bónus) desta jornada 32. O West Ham está de boa saúde e os hammers tudo farão para assegurar um lugar no Top-4, isto numa época especial, a última em que o Boleyn Ground serve de casa para a equipa londrina.
    O adversário desta jornada dá pelo nome de Crystal Palace, equipa com apenas 2 pontos conquistados nos últimos 18 possíveis; e cujo registo é apenas superior ao do Aston Villa no conjunto dessas seis jornadas. Com Dimitri Payet e Michail Antonio num grande momento, e Lanzini radiante depois de ter sido comprado a título definitivo pelo clube, tudo aponta para um grande jogo. Na defesa, Ogbonna e Cresswell têm sido as figuras principais nos últimos jogos. E um dia Hodgson há-de nos explicar o porquê de nunca ter dado uma oportunidade ao ex-Ipswich no corredor esquerdo da Inglaterra.



Outras Opções:
- Guarda-Redes: Na baliza e visto que defronta o Aston Villa, apostamos em Thibaut Courtois (5.3) como o número 1 desta jornada. No Arsenal persiste a dúvida entre qual dos dois guardiões (Cech ou Ospina) jogará nesta jornada, a boa defesa do Tottenham enfrenta um teste muito complicado em Anfield, e por tudo isto Adrián (5.0) parece-nos uma boa alternativa ao belga do Chelsea. O Southampton está em forma, mas Kasper Schmeichel e a defesa do líder da Premier League também, e por fim veremos se é Haugaard ou Given a substituir o lesionado Butland. Pede-se a John Ruddy um grande jogo para travar o Newcastle no jogo de aflitos.

- Defesas: Na defesa, já referimos o esquerdino Cresswell, mas fazemos questão de eleger Héctor Bellerín (6.3), um dos defesas em melhor forma nas últimas semanas, e o melhor lateral direito até ver desta edição. Ivanovic, Timm Klose, Patrick van Aanholt (4.7) e Christian Fuchs (5.0) são opções bastante interessantes. É bastante provável que o Bournemouth marque ao Manchester City, mas atenção ao impacto de Otamendi nas bolas paradas ofensivas contra os cherries.

- Médios: Entre médios, palavras para quê? Dimitri Payet (8.3). O craque francês atravessa um momento brutal, marcou pela Selecção, é capaz de ser neste momento o melhor marcador de livres directos no panorama europeu, e defronta um Crystal Palace vulnerável e fora de forma. Ter Payet é obrigatório.
    Riyad Mahrez (7.4) já vai em 216 pontos, e por isso é jornada após jornada titular indiscutível, embora os melhores jogos do argelino, ao contrário de Vardy, sejam fora; Mesut Özil (9.7) perdeu fulgor mas está quase a chegar às 20 assistências, e é importante tê-lo a ele ou ao colega de equipa Alexis Sánchez (10.8). Marko Arnautovic (6.6), Willian (7.1) e Michail Antonio (5.4) são outros dos jogadores que poderão marcar a jornada 32.

- Avançados: Na frente, o excelente momento de Harry Kane (10.4) é impossível de ignorar, mesmo defrontando o Liverpool fora, e Kun Agüero (13.6) pode decidir o Bournemouth-M. City. Jamie Vardy (7.9), Romelu Lukaku (8.9), o jovem Marcus Rashford (4.5) e Graziano Pellè (7.8) são os outros goleadores que devem ponderar ter.


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11 (3-5-2): Courtois; Bellerín, Fuchs, Cresswell; Mahrez, Sánchez, Antonio, Payet, Arnautovic; Agüero, Kane

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Aston Villa v Chelsea - Willian; Cesc Fàbregas
Arsenal v Watford - Mesut Özil; Danny Welbeck
Bournemouth v Manchester City - Kun Agüero; Nicolás Otamendi
Norwich v Newcastle - Georginio Wijnaldum; Timm Klose
Stoke v Swansea - Marko Arnautovic; Joselu
Sunderland v West Brom - Jermain Defoe; Patrick van Aanholt
West Ham v Crystal Palace - Dimitri Payet; Michail Antonio
Liverpool v Tottenham - Harry Kane; Philippe Coutinho
Leicester City v Southampton - Jamie Vardy; Graziano Pellè
Manchester United v Everton - Romelu Lukaku; Marcus Rashford

30 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 42



Série: House
Actor: Hugh Laurie


por Tiago Moreira

    Gregory House, House ou simplesmente Greg. O melhor doutor do pequeno ecrã (desculpem-me fãs de Anatomia de Grey) que é coxo. Uma série de sucesso internacional, não só por construir casos com raciocínios minimamente lógicos à volta do tema medicina (também muitos mitos foram criados que o comum espectador "engolia" sem notar), mas também pela personangem que aqui nos traz hoje.
    House é o epicentro da série, como se pode comprovar pelo nome da mesma. A sua personalidade peculiar foi um autêntico chamariz de fãs. Um génio rezingão, sem paciência para lidar com pessoas na sua generalidade e bastante focado nos seus pacientes. Bem... Não é bem pelos pacientes em si, mas sim pelos seus problemas de saúde. House não se preocupa minimamente com a vida dos pacientes, mas tem sim prazer em desbloquear os quebra-cabeças que lhe aparecem à frente. Seja de que forma for. É conhecido por usar métodos pouco ortodoxos com os seus pacientes, ou até opções arriscadas para o estado de saúde dos mesmos. Isto faz com que House e sua restante equipa médica esteja em constante confronto de juízos, já que os seus colegas preferem permanecer na zona de conforto no que à medicina diz respeito. Limitam-se a aplicar métodos que apreenderam ao longo da sua profissão, contrastanto com o irreverente House que tenta sempre resolver um problema de forma mais ousada e à sua maneira- Tudo porque sua filosofia assenta num ponto: a verdade sobre a condição humana é que toda a gente mente e a única variável é sobre o quê.
    Para além da série se basear nestes casos, aborda pontualmente a vida pessoal de House. No seu abuso de drogas que acabam por influenciar a sua vida como a de amigos. Sim, amigos. Apesar de ser um homem geralmente amargo, anti-social e rabugento é um ser-humano como todos nós. E qualquer ser-humano cede em certo ponto perante a amizade. Quer queiramos ou não admitir, dependendos todos uns dos outros.


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

29 de março de 2016

Revisão: 'Daredevil' (2.ª Temporada)

Criado por
Drew Goddard

Elenco
Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Jon Bernthal, Elodie Yung, Scott Glenn, Rosario Dawson, Vincent D'Onofrio

Canal: Netflix

Classificação IMDb: 8.8 | Metascore: 68 | RottenTomatoes: 76%
Classificação Barba Por Fazer: 80


- Abaixo podem encontrar Spoilers - 

A História: 

    "Afinal havia outra". Citar Mónica Sintra para iniciar uma análise à segunda temporada de 'Daredevil' pareceu-nos o mais lógico: depois de uma temporada de estreia que estabeleceu o produto Marvel-Netflix instantaneamente como a melhor série de super-hérois actualmente na TV, as 13 novas aventuras de Matt Murdock souberam manter o nível (no cômputo geral é efectivamente inferior à primeira, uma acepção que decorre de a) a primeira não ter tido termo de comparação, b) o facto desta 2.ª temporada arrancar num nível inesperadamente acima da primeira temporada, sem revelar depois a capacidade de manter esse fulgor e c) excesso de ninjas na segunda metade, o que a torna anti-climática).
    Para os mais esquecidos, o binge-watch que a Netflix nos permitiu em 2015 terminou com Matt Murdock (Charlie Cox) a assumir o seu fato, e com o brutal antagonista Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio) condenado, na prisão. Menos de um ano depois, e 4 meses depois de Jessica Jones dar os seus primeiros passos no streaming televisivo, novas pranchas e vinhetas de 'Daredevil' para devorar - a série foi disponibilizada na íntegra a 18 de Março.
    Não há melhor maneira de transmitir o ambiente de 'Daredevil' do que o pitch ambicioso que foi feito para que a série fosse para a frente: queremos ser mais 'The Wire' e menos 'Smallville'. E o que é certo é que a fasquia que Christopher Nolan conseguiu colocar no Cinema de Super-Heróis com a trilogia 'The Dark Knight', Drew Goddard tem-no feito com 'Daredevil' (embora 'Jessica Jones' tenha seguido o exemplo e, em parte, o tom).

    Depois de Kingpin na primeira season, as duas grandes novidades em Hell's Kitchen desta vez são Frank Castle (Jon Bernthal) aka Punisher e Elektra (Elodie Yung). Nomes de peso.
    Tal como a própria promoção que fora feita à série - primeiro com um vídeo com Daredevil e Frank Castle, e depois com outro mais focado em Elektra - as atenções são totalmente voltadas para o choque Daredevil/ Punisher numa primeira fase e depois, embora felizmente o subplot de Frank Castle nunca desapareça mas vá perdendo destaque, Elektra traz consigo lembranças do passado, ninjas, muitos ninjas que escalam paredes e o regressado Stick.
    Um dos temas mais abordados nesta temporada, um clássico em histórias de super-heróis que se torna indirectamente em voga na realidade graças ao terrorismo, é a definição de limites na procura de justiça. Frank Castle, tal como Daredevil, é um vigilante, mas com uma diferença - mata (You're one bad day away from being me; You hit them and they get back up. I hit 'em and they stay down!). Assim se passam os primeiros episódios, com Punisher a dizimar os gangues locais, e Daredevil a travá-lo, convicto de que ambos têm os mesmos objectivos mas diferentes abordagens e regras. Embora Elektra traga consigo alguns bons momentos/ episódios, é indiscutível a marca de Frank Castle nesta temporada - os 4 primeiros episódios introduzem-no de forma incrível, e quando passa para segundo plano volta a roubar atenções, quer na forma como sai da prisão, quer depois cá fora.
    Quando Daredevil vira atenções para Elektra (descurando inclusive o julgamento de Frank Castle) a acção propriamente dita segue-os, envolvendo depois a já conhecida Yakuza, a nova The Hand (que recupera um dos vilões secundários da primeira temporada) e o ancião Stick.
    
    
A Personagem: Frank Castle (Jon Bernthal).
    One batch, two batch, Penny and dime.     
  A personagem, por si só, ajudaria qualquer actor, mas Bernthal é o veículo perfeito para a frieza clínica, brutalidade, sede de vingança e conflito interno de Frank Castle.
    Quando no primeiro episódio se limita a dizer uma palavra (Bang), embora seja indirectamente apresentado através dos estragos avassaladores que provoca, torna-se evidente que o caminho da personagem está bem planeado. Durante os 4 primeiros episódios - juntos fariam um grande filme - a presença de Jon Bernthal como The Punisher catapulta a série para um nível acima do que já tínhamos visto, e vários diálogos com Daredevil são para ver e rever. A reflexão sobre o pouco que os distingue com Daredevil acorrentado no terraço e, finalmente, aquele monólogo no cemitério (porventura longo demais, mas quem é que se importa?!) em que desabafa sobre a família e os seus motivos, e explica a frase que usa para se acalmar em clima de guerra. Uma cena que terá servido para os mais desatentos porem finalmente os olhos em Jon Bernthal, e que sozinha justificava umas quantas nomeações para o actor de 'The Walking Dead', 'Fury' e 'The Wolf of Wall Street'.
    Se juntarmos a tudo isto o facto de chamar Red a Daredevil, de partilhar algumas cenas com Wilson Fisk, as conversas com Karen, o momento em que aguenta toda e qualquer tortura até ameaçarem a vida do seu cão e, por fim, a longa sequência em que sobrevive a um ataque encomendado na prisão... aqui têm uma das novas melhores personagens de 2016.


O Episódio: 03 'New York's Finest' e 04 'Penny and Dime'.
    Em linha do que já aqui foi dito, o melhor de Punisher vs Daredevil teria que ser o melhor desta temporada. Como referimos, os primeiros quatro episódios podiam funcionar isoladamente como um filme, mas se há dois que não podem mesmo ser separados são 'New York's Finest' e 'Penny and Dime', 3 e 4 respectivamente.
    Juntos compõem uma montanha russa de emoções, e uma experiência televisiva completa. Frank consegue ter Daredevil acorrentado, ambos discutem sobre o seu papel e os seus diferentes métodos no controlo do crime, e o terceiro episódio termina com uma sequência de luta filmada em plano-sequência (comparativamente com a sequência brutal no episódio 2 da 1.ª temporada, desta vez é mais fácil detectar os cortes) Em termos de stunts é uma das melhores sequências de combate da temporada envolvendo Daredevil, e só o ataque a Frank na prisão se aproxima, embora com um estilo muito diferente. Depois, 'Penny and Dime' acaba por ser o episódio mais emocional da temporada, com Frank, o anti-herói com que segue um código, a explicar, desfeito, os seus motivos; e quando tudo parece sereno, é-nos mostrada Elektra pela primeira vez.


O Futuro: 
    É sabido que a série 'The Defenders' (que juntará Daredevil, Jessica Jones, Luke Cage e Iron Fist) está projectada para breve, mas o mais provável é ir para o ar só em 2017. Daredevil chegará a esse team-up já com 2 temporadas, Jessica Jones já foi apresentada, e Luke Cage terá o seu lugar ao Sol em Setembro. Em relação a Iron Fist (que será interpretado pelo actor de Game of Thrones, Finn Jones) a série ainda está bastante atrasada em termos de produção portanto das duas uma: ou 'The Defenders' chega mais tarde ou então Iron Fist será aí introduzido, tendo só depois a sua série individual.
    Relativamente a 'Daredevil', ainda há pano para mangas. Depois de Kingpin, Punisher e Elektra, ainda há por exemplo Bullseye para complicar a vida de Matt Murdock; embora as histórias de Elektra e Kingpin (D'Onofrio é incrível) estejam longe de estar concluídas. Já em relação a Frank Castle, Jon Bernthal provou ser capaz de segurar sozinho um franchise e seria interessante ver The Punisher a ter a sua própria série. Importa não esquecer Melvin, o "alfaiate" de Daredevil, que nas BD's torna-se ele próprio um herói.
    Dêem-me um bom antagonista, e terão uma boa série. O mote tem sido este para as séries da Marvel na Netflix, com Kingpin, Kilgrave e agora Punisher (o último com um arco diferente, naturalmente), mas no meio de tudo isto a ligação que o espectador constrói com Matt Murdock é curta, e o seu amigo Foggy passou de comic relief para personagem quase dispensável nesta temporada.
    Concluindo, a temporada foi de um só homem...


    

28 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 43




Série: Orange is the New Black
Actriz: Uzo Aduba


por Lorena Wildering

    Já aqui falámos de “Orange Is The New Black”, uma das séries mais populares da Netflix. Suzanne “Crazy Eyes” Warren, interpretada pela incrível Uzo Aduba, é mais uma inquilina da prisão de Litchfield e uma das melhores e mais interessantes personagens. Suzanne usa o cabelo em nós e tem olhos tão salientes que parece que lhe saem da cara e que lhe dão o seu ar assustador e louco, daí ser apelidada de “Crazy Eyes”.
    Na primeira temporada, Suzanne fica obcecada pela nova caloira da prisão, Piper Chapman (Taylor Schilling), quem apelida de “Dandelion”. Quando percebe que Piper a rejeita, encena um dos momentos mais hilariantes e infames da série: urina no chão do cubículo de Piper.

    Pela segunda temporada, já recuperada pelo amor não correspondido por Piper, Suzanne cai na influência da veterana Vee (Lorraine Toussaint), que rapidamente estabelece o seu poder pela prisão e cria uma pequena rede de tráfico de droga. Suzanne é manipulada por ela durante toda a temporada, sem nunca conseguir chegar a essa conclusão sozinha, sofrendo quando Vee escapa da prisão sem nunca mais voltar.
    A segunda temporada mostra uma Suzanne violenta, onde é revelado que agrediu Piper no meio de um ataque de pânico, confundindo-a com a sua mãe adoptiva, no final da primeira temporada enquanto esta esmurrava Pennsatucky (Taryn Manning). É aqui que conhecemos a história de Suzanne num dos conhecidos flashbacks que conta a história de cada presa. Foi adoptada por um casal branco quando tinha cinco anos, mas a mãe acaba por conseguir engravidar e tem uma filha biológica. Aos 10 anos, apercebem-se de que Suzanne não tem um desenvolvimento social normal e a forma como lidam com isso causa-lhe ainda mais problemas.

    A terceira e mais recente temporada já mostra uma grande evolução desta personagem, guiada por Taystee (Danielle Brooks) e pela nova conselheira de Litchfield, Berdie Rogers, para se tornar numa pessoa mais calma. É na aula de teatro desta que Suzanne cria uma série de ficção científica erótica, os “Time Hump Chronicles”, um hit imediato dentro da prisão. O final da temporada sugere que a personagem vai continuar a ver melhores dias com Maureen (Emily Althaus), uma nova presa que parece sentir-se atraída por Suzanne.

    É verdade que o conjunto de personagens de OITNB nos traz um dos elencos mais diversificados da televisão actual, mas Suzanne é uma das que pertence a três grupos minoritários em simultâneo: é negra, lésbica e doente mental. E Uzo Aduba é uma das grandes estrelas da série (o Emmy ganho o ano passado que o diga) por interpretar esta complexa personagem que ainda tem muito para contar. É esperar pela quarta temporada que estreia já em Junho deste ano.                            


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

26 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 44





Série: The Office
Actriz: Rainn Wilson


por Nuno Cunha

    É na versão americana da sitcom original da BBC ‘The Office’ que encontramos o número 42 deste top das 100 Melhores Personagens de Séries. Recheada de humor negro, sarcasmo, jogos de palavras e inside jokes, ‘The Office’ é um mockumentary que procura retratar o dia-a-dia de um grupo normal de trabalhadores num escritório em Scranton, Pensilvânia, e que tem como pano de fundo a empresa de distribuição de papel Dunder Mifflin. Com episódios curtos de apenas 30 minutos e filmados quase sempre com uma única câmara, esta série destaca-se pela excelente interação entre as personagens, num elenco pouco conhecido mas de grande qualidade e onde a diversidade impera.

    Quando a série começou em 2005 a única “estrela” deste elenco era Steve Carell, que iria interpretar Michael Scott, a personagem principal. Mas é no seu “braço-direito”, Dwight Schrute, que queremos concentrar as nossas atenções. Dwight é uma daquelas pessoas a quem o chamado senso-comum não assiste e que não se destaca propriamente pelas suas capacidades de interação social. Estas vulnerabilidades acabam por deixá-lo exposto às partidas do seu maior rival no escritório, o engraçadinho Jim Halpert (um bom exemplo disto).
    Para além de ser um dos melhores representantes de vendas da Dunder Mifflin, Dwight é Assistente do Gerente Regional, Michael Scott. Mas este cargo não chega a Dwight, que se vê a si próprio como Gerente Regional Assistente e, consequentemente, como número 2 da divisão da Dunder Mifflin em Scranton. A aprovação de Michael leva Dwight a mover montanhas, encarando cada pedido do seu ídolo e modelo de sucesso como a prioridade número 1. Mas esta dedicação nem sempre é vista com bons olhos por Michael, que considera no mínimo exagerada a prontidão de Dwight para o servir, que, por outras palavras, se pode chamar de lamber as botas.

    Dono de uma personalidade narcisista, auto-suficiente e com um grande desejo pelo poder e controlo, Dwight esconde a sua inaptidão social na tentativa de racionalizar e de encontrar a resposta mais lógica para cada problema. No escritório, acaba por não ser levado a sério pelos colegas que não veem nele a autoridade que ele desejaria.
    Mesmo não sendo a estrela maior de ‘The Office’, cujo protagonismo é roubado por Steve Carell, Dwight oferece alguns dos momentos mais engraçados e hilariantes desta série de comédia, sobretudo nas cenas de interação com o seu arqui-inimigo Jim.

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

21 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 45



Série: Game of Thrones
Actor: Conleth Hill, Aidan Gillen


por Tiago Moreira

    Surpresa, porra! Hoje não temos apenas uma personagem. Temos duas! E esta, hein?
    E são duas das personagens mais importantes da série Game of Thrones. A atenção está muito concentrada nos irmãos Stark, na família Lannister e na única herdeira do sangue Targaryen. Porém, esquecemo-nos que estas duas personagens contribuem duma maneira exorbitante para o enredo da série e proporcionam excelentes diálogos com quem seja. O melhor, provavelmente, é de ambos. Onde acabam por discutir interessentes e diferentes visões sobre a definição de caos.
    Sem mais demoras, falo de Lord Varys e Petyr Baelish (Littlefinger). Dois dos melhores cérebros criados por George R. R. Martin e que são autênticas aranhas. Ambos partilham de visões diferentes, mas - no fundo - partilham do mesmo interesse: o poder. Se Baelish é peremptório no que a este tema diz respeito, onde acaba mesmo por admitir ao próprio Varys (na conversa que anteriormente referi) que sonha com o Iron Throne. O mesmo até é apanhado a olhar fixamente para o trono e chega mesmo a referir que sabe o número de espadas exactas que o perfazem.
    Varys desdenha qualquer sentimento relativo a poder e reafirma que só quer o bem do reino. Porém, acaba por querer manipular tudo e todos no que respeita ao reino em si. Não quer o poder propriamente dito, mas quer manipular quem está no poder. Varys a um jogador de xadrez. Prezando sempre pela audácia, perspicácia, inteligência e - sobretudo - esperteza.
    É unânime para o Barba Por Fazer que ambos poderiam estar mais acima do que estão. Porém, acreditamos (assim como outros personagens) que se destacarão ainda mais na temporada que aí se aproxima.

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

18 de março de 2016

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 31

Sejam bem-vindos a mais uma antevisão de jornada da Premier League. O anúncio das jornadas duplas (34 e 37, embora falte ainda calendarizar o Crystal Palace-Everton) forneceu uma boa dor de cabeça a todos os utilizadores de Fantasy que ainda têm alguns jókers preservados, principalmente o tridente: segundo wildcard, bench boost e triple captain. O timing de cada um destes jókers nestas últimas 8 jornadas acabará por ser determinante e custar/ valer muitos lugares na classificação final.
    Depois de uma jornada magra que contou com apenas metade dos jogos habituais, a 31 faz regressar o formato tradicional. O líder Leicester (tem o melhor registo no campeonato tanto em casa como fora) viaja ao reduto do Crystal Palace que, embora esteja nas meias da FA Cup, não ganha para a Liga desde 19 de Dezembro. Tanto o Everton-Arsenal como o Chelsea-West Ham têm tudo para corresponder às expectativas, mas é no Domingo que se jogam 4 jogos fantásticos: o derby de Manchester, o escaldante derby da manutenção entre os rivais Newcastle e Sunderland; o Bournemouth (fantástico 13.º lugar) quererá contrariar o favoritismo dos spurs, e o Southampton recebe o Liverpool de Klopp - é preciso ter presente que os reds atropelaram o Southampton naquele mesmo estádio por 6-1 há pouco tempo, e embora actualmente em oitavo lugar, os pupilos estão longe de estar afastados da luta pelo Top-4, com um calendário bastante prometedor nas últimas jornadas.
    Cumprida esta jornada chegará a pausa para os compromissos das Selecções e, daí para a frente, jogar-se-ão sete jornadas non-stop ao longo de Abril e Maio.
    Antes de individualizarmos, num pequeno exercício de especulação, futurologia e análise estatística, importa olhar para os números da jornada 30: Harry Kane e Graziano Pellè (ambos com 13 pontos) foram os grandes destaques da ronda, acompanhados pelo inesperado Barrow, pelo finalmente-a-aparecer Max Gradel e por um trio de médios consistentes - Sigurdsson, Arnautovic e Dele Alli. Destaque ainda para Vincent Kompany, que entretanto se lesionou mais uma vez, com o belga a conseguir a sua nona clean sheet da época, tendo disputado apenas 12 jogos (a sua 13.ª participação durou apenas 9 minutos). Dá que pensar... como seria uma época do Manchester City com Kompany a 100% ?!
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 114493-481221)

Nesta 31.ª jornada, sugerimos:

Dimitri Payet - West Ham - 8.2
    Sim, Payet vai a Stamford Bridge. Mas e então?
    O West Ham de Bilic tem dito sempre presente nos grandes jogos, e este fim-de-semana não deve ser excepção. A ausência de Diego Costa pode ser bastante útil para os hammers que, completamente envolvidos na luta por um lugar de acesso à Champions nesta altura, só não são a equipa-sensação desta edição porque há um trajecto de sonho (oxalá que dure até ao fim) chamado Leicester.
   As últimas convocatórias para as Selecções primaram pela justiça - N'Golo Kanté e Drinkwater poderão estrear-se pela França e Inglaterra - e Payet fará companhia a Kanté no estágio francês. Têm sido dois dos melhores jogadores, incrivelmente regulares, desta Premier League 15/ 16 e, num universo justo, acabariam titulares no Euro.
    A regularidade de Payet (Mahrez tem sido o melhor jogador do campeonato, mas Payet é classe da cabeça à ponta das chuteiras) tem sido assustadora, no bom sentido, e depois de virar o jogo em Goodison Park com 1 golo e uma assistência, marcou um golaço de livre em Old Trafford.
    O 27 do West Ham é o talismã da equipa, um perigo nos livres directos, cruzador exímio em bolas paradas ou com o jogo corrido, e o Chelsea parece-nos incapaz de o travar. E Payet tem um bónus: sabe sempre bem tê-lo na equipa.  


Romelu Lukaku - Everton - 8.8
    Os toffees estão nas meias-finais da FA Cup e vão pisar o mítico relvado de Wembley depois de Romelu Lukaku atirar o Chelsea para fora da competição com um bis fantástico (que trabalho individual no 1.º golo!).
    A vítima que se segue é também uma equipa londrina: um Arsenal que poderá acusar o cansaço de ter defrontado o Barcelona a meio da semana. Com 18 golos apontados (já é o seu recorde pessoal na Premier League) neste momento, Lukaku reúne todas as condições para ser um dos grandes candidatos ao título de melhor marcador - ele, Kane, Vardy e Agüero deverão lutar pela Bota de Prata, e é provável que o melhor termine com uma marca de 20 e muitos golos.
    Às vezes esquecemo-nos, porque já o vemos em grande na Premier League há quase 4 anos, mas Lukaku tem apenas 22 anos. É difícil imaginar o futuro do avançado belga, por ainda ter muita margem e tempo para crescer como jogador. Mas os próximos meses devem servir para que o Everton receba várias ofertas chorudas - é um dos grandes candidatos a melhor marcador, e deve ser a referência de uma Selecção e de uma geração à procura de ter o seu primeiro grande certame internacional.
   

Craig Gardner - West Brom - 5.1
    Naturalmente, olhando para o West Bromwich Albion de Tony Pulis, faz mais sentido ponderarem a contratação do venezuelano Salomón Rondón para as vossas equipas. O portentoso avançado marcou 4 golos nos últimos seis jogos, recebe agora o Norwich, defronta depois o Sunderland e pouco depois na jornada 34 joga duas vezes. Problema: as prioridades em termos de avançados (Kane, Lukaku, Agüero, Vardy e Ighalo, para já).
    Posto isto, o médio Craig Gardner pode ser um diferencial interessante. Não sendo um goleador, é um elemento com boa meia distância, boa chegada à área e que tem ainda as bolas paradas a seu favor. Nas melhores épocas em Inglaterra marcou 8 e 6 golos, mas está num bom momento: marcou e assistiu diante do Crystal Palace, e voltou a marcar no empate em casa do Leicester.
    Como sempre, na Hora H as equipas de Pulis dizem não a qualquer hipótese de descida. O WBA ganhou 3 jogos e empatou um nos últimos 4, e defronta agora um aflito, o Norwich.


Ashley Williams - Swansea - 4.9
    Embora haja diversos defesas centrais em terras de Sua Majestade adaptados à modernidade - jogadores como John Stones, Virgil van Dijk e Toby Alderweireld sabem sair a jogar com elegância e critério -, dá sempre gosto ver exibições à antiga no futebol britânico.
    A dupla do Leicester (Morgan-Huth) é a prova que elementos limitados ainda podem resultar, e tal como eles quando se vê a capacidade de sacrifício, a dimensão física e a incrível concentração e voz de comando de jogadores como Ashley Williams ou Ryan Shawcross, sabemos que este tipo de centrais continuarão sempre a existir.
    Um dos melhores centrais neste campeonato, e um dos mais fiáveis nas últimas épocas, é complicado compreender como é que Williams custa apenas 4.9. É certo que o Swansea não tem sido capaz de revelar a segurança defensiva como na época transacta, mas o galês é um íman de Bónus. Esta jornada o adversário dá pelo nome de Aston Villa, o cada-dia-mais-condenado-à-descida, e Williams tem boas hipóteses de clean sheet e de Bónus (embora desta vez os 3 pts talvez fiquem com Sigurdsson). Como os números não enganam, reparem nisto: entre todos os jogadores deste Fantasy 15/ 16 só 6 jogadores (Mahrez, Özil, Vardy, Ighalo, Lukaku e Kane) têm mais pontos de Bónus do que o capitão do Swansea e do País de Gales. Williams tem 21 pts de Bónus, mais do que qualquer outro defesa, e nos 7 jogos sem golos sofridos do Swansea, em 6 deles ele teve Bónus 3, recebendo 2 pontos de Bónus no empate a zeros diante do Everton. Se o Aston Villa não marcar, já se sabe o que vai acontecer...    
       

Troy Deeney - Watford - 5.2
    Se Ighalo não estivesse em dúvida seria ele o nosso eleito nesta última vaga, mas a conjuntura desta jornada 31 parece bastante favorável para o inglês Troy Deeney.
    Um diferencial evidente, o capitão do Watford recebe neste Sábado um Stoke City privado de Shawcross. Quer isto dizer, permeável. A defesa do Stoke perde muita capacidade sem o seu líder, e Deeney poderá ter uma tarde feliz se acrescentarmos dois dados ao raciocínio: o facto de Deeney ser o jogador desta edição da Premier League com mais duelos ganhos no jogo áereo, e a motivação extra do Watford por ter eliminado o Arsenal no Emirates Stadium, carimbando o acesso a Wembley nas meias da FA Cup.
    Em relação ao Norwich não podemos dizer o mesmo, mas as subidas de Watford e Bournemouth (magnificamente bem orientados por Quique Flores e Eddie Howe esta temporada) chegou em boa altura.


Outras Opções:
- Guarda-Redes: Alérgicos aos derbies (o City-United deve pender para a equipa da casa, mas o mesmo não podemos dizer do Newcastle-Sunderland), as melhores opções desta ronda são Lukasz Fabianski (4.7), Ben Foster (4.9) e Gomes (4.9). O Southampton pode começar a orar para Fraser Forster estar num daqueles dias, a confiança do Bournemouth pode beliscar uma potencial clean sheet de Lloris e no Crystal Palace-Leicester, acreditamos que o líder consiga os 3 pontos, mas poderá sofrer um golo.

- Defesas: Na defesa, e porque mesmo que sofra um golo ele normalmente vai buscar pontos de alguma maneira, o belga Toby Alderweireld (6.5) parte na pole position. O já referido Ashley Williams faz-lhe companhia, bem como Christian Fuchs (5.0), o defesa do Leicester mais propenso a ter Bónus.
   A profundidade conferida por Danny Rose ao longo do corredor esquerdo do Tottenham (indissociável dos números que Kane terá no Domingo) e a altura do gigante Jonas Olsson podem também fazer a diferença nesta jornada.

- Médios: Entre médios, já referimos o francês Dimitri Payet (claramente mais válido numa perspectiva de longo-prazo do que Craig Gardner) e não se esqueçam que Riyad Mahrez (7.4) costuma destacar-se especialmente nos jogos fora. O Everton-Arsenal servirá para observar Özil, Sánchez, Barkley e Lennon, enquanto os 3 destaques da faixa intermediária na ronda anterior (Marko Arnautovic, Gylfi Sigurdsson (7.3) e Dele Alli) tentarão dar sequência ao bom momento.
     Os derbies de Manchester costumam servir para David Silva brilhar; Firmino e Coutinho podem muito bem semear o terror na defesa dos saints; é chegada a altura de Wijnaldum e companhia dizerem presente e mostrarem que querem permanecer no primeiro escalão; e veremos como aparece o dinamarquês Christian Eriksen depois de, tal como Kane, ter descansado a meio da semana. Especial atenção ainda a Michail Antonio, o colega de equipa de Payet que marcou sempre nas últimas três jornadas.

- Avançados: Já falámos de Lukaku, mas é impossível não acrescentar às contas Harry Kane (10.3) Kun Agüero (13.6)Jamie Vardy (7.9) nunca deve ser colocado de parte, Salomón Rondón (6.5) tem estado em bom plano, e atenção ao veterano Defoe.


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11 (3-4-3): Foster; Williams, Alderweireld, Fuchs; Mahrez, Sigurdsson, Firmino, Payet; Agüero, Kane, Lukaku

Atenção a (Clássico; Diferencial):
Everton v Arsenal - Romelu Lukaku; Aaron Lennon
Chelsea v West Ham - Dimitri Payet; Willian
Crystal Palace v Leicester City - Riyad Mahrez; Christian Fuchs
Watford v Stoke - Marko Arnautovic; Troy Deeney
West Brom v Norwich - Salomón Rondón; Craig Gardner
Swansea v Aston Villa - Gylfi Sigurdsson; Ashley Williams
Newcastle v Sunderland - Georginio Wijnaldum; Jermain Defoe
Southampton v Liverpool - Roberto Firmino; Philippe Coutinho
Manchester City v Manchester United - Kun Agüero; David Silva
Tottenham v Bournemouth - Harry Kane; Danny Rose

16 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 46



Série: Luther
Actor: Idris Elba


por Miguel Pontares

    Silêncio, que se vai falar sobre Idris Elba. Confesso que uma valente desinformação e uma razoável preguiça me impediram de devorar 'Luther' mais cedo. Sim, eu pensava que era sobre Martin Luther King Jr. E pronto, já me saiu um peso de cima dos ombros depois desta confissão.
    John Luther e Sherlock Holmes têm pontos em comum. São detectives, inteligentes, pensam "fora da caixa" e têm uma capacidade invulgar para analisar situações, cenários e criminosos. Aquilo que eu sinto é que a personagem de Cumberbatch me dava 30-0 numa troca de argumentos, e Luther ficava-se pelos dez. E isto não é uma crítica ao DCI John Luther, é apenas o reforço do seu carácter terra-a-terra.
    Sherlock só há um e, se o considerarmos a divindade dos detectives (meu deus, onde é que este texto vai parar, ajudem-me), então é adequado pensar em Luther como a sua representação entre os homens.
    John Luther segue os instintos mas, embora intuitivo, consegue sempre apoiar-se em deduções lógicas. Quer sempre fazer justiça e recorre para isso a métodos pouco ortodoxos, quebrando várias vezes o protocolo. É um workaholic, uma força da natureza, uma fracção de segundo que separa a calma da raiva, uma explosão que está sempre à espera de acontecer. Perdido, mistura o trabalho e a sua vida pessoal, e encontra-se nas pessoas - no colega Justin Ripley, na mulher Zoe que já perdeu, e na sua nemesis Alice Morgan (Ruth Wilson), a nossa personagem 76.
    Quer acreditar que ainda há amor, integridade e confiança no mundo e, consciente de que só nos temos uns aos outros, é a voz de defesa dos mortos que já não se podem defender, incansável, altruísta e sempre leal (conseguindo assim que os outros, Ripley e Alice especialmente, também o sejam com ele).
    A camisa, a gravata e o casaco longo são titulares indiscutíveis a acompanhar o 1,90m de Idris Elba. O actor que a Academia deixou injustamente de fora dos nomeados para melhor actor secundário ('Beasts of No Nation') é Luther, foi Stringer Bell, vai entrar num Star Trek, vai contracenar com Matthew McConaughey na adaptação de mais uma obra de Stephen King ao grande ecrã... enfim, a vida corre-lhe bem. 
    E não há melhor reconhecimento do seu trabalho do que os Screen Actor Guild Awards deste ano, que fizeram de Elba o primeiro actor a vencer 2 SAG's na mesma noite, por 'Beasts of No Nation' e 'Luther'. Agora que actores antes underrated como Idris Elba e Tom Hardy já começaram a ser devidamente valorizados e que DiCaprio já tem um óscar, proponho orientarmos as nossas energias para os seguintes nomes - Gary Oldman, Sam Rockwell, Casey Affleck, Jake Gyllenhaal, Ben Mendelsohn, Cillian Murphy, Jon Bernthal e Paul Dano.                                

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

14 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 47



Série: Orphan Black
Actriz: Tatiana Maslany


por Miguel Pontares

    Na obra de Pessoa ortónimo podemos encontrar o seguinte conjunto de versos: Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei.
    Da História da literatura portuguesa faço a ponte para uma série canadiana, com uma actriz local, Tatiana Maslany, a multiplicar-se em conflitos e identidades, personagens, imagens e desafios.
    'Orphan Black', série de ficção científica criada por Graeme Manson e John Fawcett, aborda o maravilhoso (?) mundo da clonagem, obrigando Maslany a interpretar vários clones nascidos em 1984 através de fertilização in vitro. Com três temporadas - a quarta estreia em Abril - já foram reveladas várias "irmãs de ADN", mas tudo começou com Sarah Manning, a protagonista, original por tudo o que a distingue (nomeadamente o facto de ter sido a única capaz de originar descendência) e para nós espectadores por ter sido a primeira que nos foi dada a conhecer. Desde o dia em que Sarah vê uma suposta sósia suicidar-se à sua frente, assumindo depois a sua identidade, já muito descobrimos sobre os movimentos fanáticos e experiências biológicas, opondo a Ciência (Neolution) e a Religião (Proletheans), os projectos LEDA e CASTOR.
    Mas, como muitos outros sci-fi, o coração de 'Orphan Black' é o seu lado humano e, neste caso, a noção de família. Ignorando clones que pouca importância tiveram, Beth e a vilã Rachel, o interesse da série da BBC America é o quarteto unido pelas circunstâncias e pela genética, mas totalmente heterogéneo em tudo o resto.
    Sarah Manning é o elemento agregador do grupo, aquela que tudo faz para proteger a filha; mas sem Cosima Niehaus, Alison Hendrix e Helena, 'Orphan Black' perderia 90% da qualidade. Cosima, a bióloga lésbica, sexy e vulnerável de óculos e rastas é incrivelmente diferente de Alison, essencialmente o comic relief da série, uma dona de casa preocupada em zelar pela imagem que a comunidade local tem dela, embora acabe sempre em sarilhos (ela e o seu marido Donnie).
    E depois... há Helena. Esta Shakira que parece precisar de uma boa noite de sono nem precisa de apelido. Levada a acreditar desde pequenina que era a única versão original dos clones, é-nos apresentada como uma serial killer de clones treinada para o efeito; só mais tarde percebemos que é irmã gémea da protagonista Sarah, da qual foi afastada à nascença crescendo depois num convento na Ucrânia. O tempo e os vários episódios fizeram de Helena um elemento do núcleo-forte da série, e parte da família inseparável e invulgar, construindo uma ligação única com a irmã Sarah, e uma amizade cómica com o cunhado Donnie.
    Entre as várias almas da actriz Tatiana Maslany (ponham os olhos nela, oxalá os estúdios e produtores percebam o seu potencial, e entretanto dêem-lhe um Emmy), Helena é a que se distingue como melhor personagem porque é... diferente de tudo, verdadeiramente única. Tem sotaque de leste, um estômago infinito e consegue ser ao mesmo tempo uma assassina letal e psicótica, uma autêntica criança nas suas interacções e maneirismos, revelando-se imprevisível e instável mentalmente (tem as costas mutiladas, com os cortes a formarem umas asas).
    Ela é um dos principais motivos para verem este show de Tatiana Maslany, é tão inocente como sangrenta, e trata as irmãs por sestra. E bastava esse sestra para a fazer estar aqui.                                

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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.

13 de março de 2016

100 Melhores Personagens de Séries - Nº 48



Série: Vikings
Actriz: Katheryn Winnick


por Tiago Moreira

    Depois de tantas personagens que por aqui passaram, eis que vos apresento minha mulher. Não é nada. O que, diga-se de passagem, é uma pena. A beleza da actriz canadiana Katheryn Winnick, de 38 anos, dá vida a Lagertha. Inserida na série Vikings e inspirada na história verídica da própria Lagertha, a nossa personagem de hoje é um símbolo de coragem para todas as mulheres.
    Se na época em que viveu era recorrente o mal trato e desrespeito perante as mulheres, Lagertha foi a cara da revolução.
    Eterno amor de Ragnar, Lagertha viu-se obrigada a partir de casa quando o seu marido se rendeu aos encantos da princesa Aslaug. O momento da partida com o seu filho Bjorn acaba por ser um dos momentos mais marcantes da série onde vemos, pela primeira vez, um Ragnar completamente despedaçado.
    Lagertha sempre se diferenciou de todas as mulheres ao partilhar do espírito de Ragnar - na paixão pela batalha, pela aventura e pelas descobertas.
    Após se vingar do Earl Sigvard, seu segundo marido que a tratava pior que um animal, regressou para se juntar às tropas enfraquecidas de Ragnar Lothbrok. Mas não o fez sozinha. Lagertha acabou por conquistar o coração dos homens de Sigvard e liderou o exército duma forma exemplar. A partir do momento em que se junta a Ragnar é inevitável que os dois se tornem de novo bastante cúmplices. Apesar de apenas serem dois líderes de combate, a relação de ambos será sempre de extremo respeito e cumplicidade e - quiçá - condenada a um final feliz.
    A quarta temporada de Vikings está em exibição e todos os olhos estão focados no futuro destes vikings que acabou por ser um jackpot para o canal História.                      


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Nota Editorial: A compilação/ organização e ordem das personagens deste Top é responsabilidade de Miguel Pontares e Tiago Moreira. Os textos tiveram a colaboração de Lorena Wildering, Nuno Cunha, Cê e SWP.
Foram tidos em consideração séries com pelo menos 1 temporada, concluída a 1 de Outubro de 2015. Mais informamos que poderão existir spoilers relativos às personagens e/ ou às séries que elas integram, passíveis de constar na defesa e caracterização de cada uma das 100 personagens.