Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

25 Novas Séries a Não Perder em 2017

Vem aí guerra entre Netflix, FX e HBO. O novo ano traz a série de Tom Hardy e do seu pai, uma baseada em livros de J.K. Rowling, outra produzida por David Fincher e outra com Idris Elba. Punisher ganha independência, e o criador de Fargo trata da chegada de Legion. E o melhor é que há muito mais.

30 de outubro de 2014

Crítica: The Judge

Realizador: David Dobkin
Argumento: Nick Schenk, Bill Dubuque, David Dobkin
Elenco: Robert Downey Jr., Robert Duvall, Jeremy Strong, Vincent D'Onofrio, Vera Farmiga, Billy Bob Thornton, Leighton Meester
Classificação IMDb: 7.4 | Metascore: 48 | RottenTomatoes: 48%
Classificação Barba Por Fazer: 70

    'The Judge', o filme dos Robertos, não é um filme de domingo à tarde. Ainda assim, provavelmente se não fosse o facto de ter Robert Duvall e considerando o que ele entrega a este papel (nada de transcendente, mas uma interpretação de qualidade), seria efectivamente "apenas" um filme de domingo à tarde.
    David Dobkin dá-nos um filme em que a personagem principal é Hank Palmer, um advogado de sucesso que seguiu há muito um caminho diferente do resto da sua família, fundamentalmente pela relação conturbada com o seu pai, o juíz Joseph Palmer (Robert Duvall). A morte da mãe de Hank, mulher de Joseph, faz com que a "ovelha negra" regresse às suas origens, para junto dos seus irmãos - Glen (Vincent D'Onofrio) e Dale (Jeremy Strong). O passado é acordado, muitas questões por resolver e feridas por sarar vêm ao de cima, mas é quando Joseph é acusado de um crime que Hank decide ficar e tentar defender o homem com o qual tem pior relação.
    É o tipo de filme que já se viu muito, salvo pelo bom desempenho do galardoado Robert Duvall. O elenco é bom mas o argumento (poderia ser mais interessante o juíz ser suspeito da morte da própria mulher) e a própria realização (pedia-se um filme mais dark, e não tão vivo) deixam algo a desejar. Não sendo um filme para a época de prémios, e não sendo um dos filmes do ano é ainda assim um filme que vale a pena ver, nem que seja pelo bom desempenho do veterano Duvall. Há ainda Vera Farmiga, Leighton Meester (ambas muito fresh), Vincent D'Onofrio foi um ingrediente adicionado que fazia o filme prometer mais, Jeremy Strong é um dos destaques do filme à sua maneira e a personagem de Billy Bob Thornton parece saída de 'Fargo', apenas na postura, e naturalmente sem a mesma dimensão diabolicamente metódica. Por fim, nos últimos anos Robert Downey Jr. tem-se mantido sempre com o mesmo registo - interpretando aquela personagem fixa carismática, com charme e humor, aquele Iron Man, Sherlock Holmes.. - o que é pena por um lado porque Downey Jr. é mais actor do que muita gente vê, e se este filme resultasse de outra maneira poderia exigir mais dele.
    Em termos de óscares, 'The Judge' não deverá aspirar a nada, só Duvall pode ter uma pequena esperança mas o ano parece ser mais resplandecente para J.K. Simmons, Norton, Ruffalo, Hawke, Waltz, Goodman, Miyavi, Tom Wilkinson ou Albert Brooks, por exemplo.
    Um "Satisfaz Bem" para Robert Duvall, um "Satisfaz" para o realizador/ argumentista David Dobkin. Assim se pode resumir um juíz que se foca na relação de Robert Downey Jr. e Robert Duvall mas que poderia ter maior valor final.

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 10

Fantasy Premier League - Voltam este Sábado os grandes jogos, num fim-de-semana que tem como prato principal o derby de Manchester. City e United encontrar-se-ão no Etihad pelas 13h30 de Domingo, e por essa altura Mourinho já quererá estar com 3 pontos a mais, bem como Wenger e Rodgers terão desejado ter amealhado pontos que permitam pressionar citizens e red devils
    A 9.ª jornada teve algumas equipas que não sofreram golos (Liverpool, Hull, Arsenal, Southampton, Swansea e QPR) e teve como principal destaque a exibição de Alexis Sánchez, a resolver a partida diante do Sunderland com um bis. Na frente, 3 avançados fizeram a diferença - Wilfried Bony, Samuel Eto'o e, por fim, Charlie Austin. No jogo grande Drogba colocou o Chelsea na frente mas van Persie empatou ao cair do pano, o Newcastle surpreendeu o Tottenham e o "verdadeiro" jogo grande da jornada acabou por ser o West Ham-Manchester City com os hammers a vencerem com total justiça por 2-1. Para o City marcou David Silva, mas no West Ham (que marcou através de Amalfitano e Sakho) destacaram-se as exibições de Alex Song, mais uma vez Diafra Sakho, e Enner Valencia. 
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Se verificarem os posts anteriores com dicas para cada jornada, poderão notar um certo padrão - tem acontecido recomendarmos um jogador e ele destacar-se verdadeiramente só na jornada seguinte. Ora vejam, na jornada 8 recomendámos David Silva e foi na 9.ª que ele marcou e teve bónus 3; na jornada anterior (7) tínhamos recomendado Agüero e E. Valencia - é verdade que nessa Agüero marcou e teve bónus, mas foi apenas na seguinte que explodiu com um póker, enquanto que o equatoriano Valencia só marcou efectivamente na jornada seguinte. Por isto mesmo, estejam atentos àquilo que fazem Hazard, Coleman e Tadic, jogadores recomendados na jornada passada. Desta vez, sugerimos:

 Alexis Sánchez - Arsenal - 10.4

    No plano teórico, Chelsea e Arsenal são as duas equipas que poderão alcançar vitórias mais confortáveis nesta jornada. Na turma de Wenger, o chileno Alexis Sánchez iniciou a época de forma tímida, mas a sua adaptação foi rápida como era esperado e tem explodido definitivamente depois de ter recuperado de uma pequena lesão, funcionando tacticamente agora nas costas de Welbeck. Com o Burnley (último classificado) a visitar o Emirates Stadium, o futebol fluido dos gunners deverá imperar. Danny Welbeck (7.4) é bem capaz de fazer o gosto ao pé, Cazorla e Ramsey poderão também ter impacto, mas as maiores esperanças estarão depositadas no irreverente, explosivo e eficaz Alexis. Agüero, Hazard, Sterling e Di María são os diabos à solta dos restantes candidatos. Alexis Sánchez é o do Arsenal.

 Riyad Mahrez - Leicester City - 4.9

    É uma aposta de risco mas o calendário a curto-prazo parece bom para o argelino Mahrez. Um dos mais fantásticos dribladores desta edição da Premier League, Mahrez (joga melhor quando actua no flanco direito) poderá ser uma das cartas fortes do Leicester-WBA, podendo também coleccionar bons desempenhos contra Sunderland e QPR nas jornadas vindouras. Com um valor actual de 4.9, Riyad Mahrez é uma opção sólida para 5.º médio e, depois de Pocognoli ter sido castigado pelo ataque do Crystal Palace, veremos se o belga se recompõe ou se Mahrez explora as fraquezas do adversário directo. 


 Romelu Lukaku - Everton - 9.1

    Como já dissemos na semana passada, o calendário do Everton é um prenúncio de uma ascensão na tabela (o Everton, aliás, já subiu para um actual 9.º lugar) e de uma defesa mais consolidada. Para que esta fase seja bem aproveitada, a equipa de Roberto Martínez vai precisar de golos e Romelu Lukaku é o principal candidato a consegui-los. Baines e Coleman vão dar sequência ao seu dia-a-dia de locomotivas e estejam atentos às próximas jornadas de Ross Barkley que, com o preço actual, pode-se tornar uma excelente opção para o meio-campo. Voltando a Lukaku, é certo que Eto'o bisou no terreno do Burnley (o que lhe poderá valer a titularidade novamente), mas dificilmente Martínez não colocará Lukaku de início. O portentoso, e ainda com muito para crescer, avançado belga está a ter uma época decente, marcou nos últimos 2 encontros e rapidamente poderá disparar. Contra o Swansea poderia ser interessante Martínez repetir o 4-3-3 com Lukaku descaído para a direita que utilizou na temporada passada. Veremos o que o técnico espanhol, um dos que melhor prepara cada jogo (sobretudo os grandes) na Premier League, dará ao jogo.

 Mile Jedinak - Crystal Palace - 5.0

    
Na época passada Jedinak foi um dos melhores médios centro da Premier League. Nunca foi aquele jogador que brilhou do ponto de vista de golos e assistências, mas foi - e é - um recuperador de bolas nato, um líder que equilibra a equipa, que luta, um capitão. No fantasy, e com tanto bom jogador por onde escolher, é complicado apostar em jogadores que não sejam garantias de pontos mas, embora Jedinak tenha 2 dos seus 3 golos esta época marcados de grande penalidade, é possível que em breve o vejamos a transcender-se e a surpreender na meia distância. Pensando apenas no jogo com o combalido e desorientado Sunderland, e uma vez que entre Zaha, Bolasie e Puncheon não se sabe quem Warnock "sentará", Jedinak emerge como uma boa escolha - tem a função de marcar penalties, aparece bem na área nos livres indirectos e cantos. Mais arriscado do que Mahrez, mas igualmente barato.

 Christian Benteke - Aston Villa - 7.9

    Christian Benteke regressou da sua lesão e vai para o seu 4.º jogo consecutivo, ainda não marcou, mas o Aston Villa precisa e muito que ele rapidamente recupere o ritmo e ganhe confiança porque a equipa de Paul Lambert não marca há 5 (!) jogos consecutivos. Desde a inesperada vitória em Anfield que o Aston Villa só perde (é certo que entretanto apanhou Chelsea, Arsenal, Manchester City e Everton) e precisamente por isso a recepção ao irregular Tottenham é um bom momento para Benteke despertar do seu sono profundo. Os mais atentos já terão notado que o padrão exibicional de Benteke em terras de Sua Majestade o faz render mais a partir de Janeiro, mas - embora o Tottenham até seja favorito - pode ser que o Aston Villa volte a conseguir marcar nesta jornada, e que Christian Benteke seja o homem-golo.


Outras Opções:
Guarda-Redes: Desta vez, e ao contrário dos últimos tempos, a nossa recomendação não recai em Fraser Forster. Embora o GR dos saints até possa não sofrer qualquer golo em casa do Hull.. Em todo o caso o "carote" Thibaut Courtois (6.0) parece a opção mais consensual, embora Julian Speroni (5.0) seja mais barato e igualmente interessante. Contra o argentino há apenas o facto de não ser dado como 100% garantida a sua titularidade, depois de ter saído lesionado no jogo com o WBA.

- Defesas: Com Chelsea e Arsenal a receberem QPR e Burnley respectivamente, os seus defesas parecem à partida opções seguras. Por isto mesmo os laterais Branislav Ivanovic (7.3) e Filipe Luís (5.4) podem dar bons pontos - Ivanovic cumpriu o seu castigo na taça da liga, enquanto que o lateral ex-Atlético Madrid é bastante mais barato mas tem contra si o facto de Azpilicueta ameaçar a sua titularidade a curto-prazo. Nos gunners o jovem Callum Chambers (4.6) mantém-se extremamente atractivo considerando o seu preço. Não destacamos Baines e Coleman porque o fizemos recentemente mas, embora o Swansea possa criar problemas com Bony e Sigurdsson, já se sabe que com os laterais do Everton há possibilidades de pontos nos 2 lados do campo.

- Médios: Falaríamos de Diamé (Hull) mas o seu recuo com a introdução de Ben Arfa ou Brady à frente do miolo nuclear tornou-o menos apetecível, e Bruce poderá ter piorado a produção ofensiva da sua equipa. Para além dos médios que já referimos (Ramsey, Cazorla e Barkley incluídos) não se inibam em colocar Ángel Di María (10.2) na sua visita ao rival Manchester City; há menos segurança em prever exibições no Hull-Southampton e Stoke-West Ham, mas com o momento ascendente do Newcastle coloquem Rolando Aarons (5.0) no vosso bloco de notas. Que é como quem diz, na Watchlist.

Avançados: Não há grande ciência - Diego Costa (10.8) deverá ser titular contra o QPR e tem tudo para premiar quem o manteve na sua equipa; Graziano Pellè (8.3) respira confiança por todos os poros; Sergio Agüero (12.6) costuma aparecer bem contra o Manchester United, embora precise que Silva e Touré joguem. E sim, ainda há Berahino e Enner Valencia (que poderá beneficiar com o facto de Diafra Sakho poder eventualmente não jogar este fim-de-semana).

23 de outubro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 9

Fantasy Premier League - Mais um fim-de-semana, mais futebol, mais Premier League. A nona jornada da liga inglesa tem um destaque maior que todos os outros: Manchester United-Chelsea. As dúvidas em torno de Diego Costa, a fragilidade defensiva do United, o virtuosismo de Di María e o arranque avassalador e competente do Chelsea são ingredientes que só aumentarão as atenções do jogo cabeça-de-cartaz.
    Recapitulando a 8.ª jornada, os destaques são fáceis de recordar. Foi a jornada dos 8-0 do Southampton ao Sunderland em que Dusan Tadic perfez 23 pontos (1 golo e 4 assistências) e Pellè deu sequência ao seu bom momento com 2 golos e 1 assistência. Kun Agüero foi outra das figuras da jornada com um póker diante do Tottenham e a defesa do Everton compensou dos 2 lados do campo: Jagielka e Coleman marcaram, Baines assistiu por duas vezes - os três não sofreram, e os três tiveram bónus. A jornada foi boa também para Oscar, Alexis Sánchez e novamente Diafra Sakho.
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Mantendo a prática de tentar não recomendar os mesmos jogadores num curto espaço de tempo, ficam de fora no lote abaixo jogadores como Kun Agüero, Graziano Pellè ou Leighton Baines, sugeridos nas últimas semanas. Conhecendo Mourinho e tendo em conta o que aconteceu com Diego Costa antes do Everton-Chelsea, é bem provável que o avançado espanhol de origem brasileira vá a jogo com o Manchester United. São então estes os nossos palpites:

 Eden Hazard - Chelsea - 9.9

    O fantástico começo do Chelsea deveu-se em grande parte à sociedade Fábregas-Diego Costa, mas quer-nos parecer que a curto-prazo muitos serão os jogadores de Fantasy que irão arranjar espaço para o belga Hazard nas suas equipas. Com Diego Costa ainda em dúvida para o espectacular jogo em Old Trafford o homem-golo e principal desequilibrador do Chelsea será invariavelmente o extremo esquerdo. A defesa do Manchester United tem estado mal, Old Trafford já não é santuário que foi nos tempos de Sir Alex, e Eden Hazard, depois de um arranque mais tímido do que o normal, tem tudo para explodir a nível interno no espaço das próximas 4 jornadas. E não se esqueçam, Hazard fez 190 e 202 pontos no Fantasy nas duas últimas épocas. Apenas 14.3% de jogadores têm Hazard: um dado demasiado relevante para ser ignorado.


 Dusan Tadic - Southampton - 7.6

    No início de época indicámos Dusan Tadic, o sucessor natural de Adam Lallana, como o jogador do qual esperávamos mais neste Southampton 14/ 15. O excelente arranque de Pellè, Clyne e mesmo de Schneiderlin ofuscou o extremo sérvio mas o seu jogo nos históricos 8-0 (nos quais fez 1 golo e 4 assistências) despertou o comum dos mortais para o seu talento. Tadic catapultou-se para junto de Fábregas com 7 assistências no campeonato, ele que foi o jogador que mais passes para golo fez na Eredivisie 2013/ 14. O Southampton-Stoke será um jogo mais complicado, no qual os saints devem manter os pés no chão e a cabeça no lugar, mas um golo cedo pode ser o catalisador para uma equipa cuja moral está nas nuvens. Se Pellè é o homem-golo de Koeman, Tadic (com o tempo Mané evoluirá e passará a dividir funções) é o jogador no qual os colegas põem a bola para decidir a jogada no penúltimo toque. As próximas jornadas são favoráveis ao homem que somou 23 pontos frente ao Sunderland, e mesmo depois - quando chegar a sequência M. City (casa), Arsenal (fora), M. United (casa) podem continuar a esperar números porque Dusan é o tipo de jogador cuja chama aumenta nos jogos grandes.


 Seamus Coleman - Everton - 6.9

    O Everton começou mal a Premier League mas é provável que a coisa vá ao sítio com o passar das próximas jornadas. Os toffees são uma das equipas com melhor calendário a médio-prazo e os regressos de Seamus Coleman e Ross Barkley surgiram em boa hora. A defesa tem finalmente condições para serenar, e o ataque funcionará melhor com Barkley (é natural que Lukaku comece a marcar mais golos). Uma vez que Leighton Baines (7.1) foi por nós sugerido recentemente, ele que já leva 1 golo e 5 assistências nesta edição, optámos por destacar Seamus Coleman. O irlandês, que voltou da sua lesão logo com 1 golo contra o Aston Villa, e que pôde descansar na Liga Europa, vai apresentar todo o seu fulgor no terreno do Burnley. A seu favor Coleman tem 2 coisas: em primeiro lugar, o Burnley é por esta altura o pior ataque do campeonato (4 golos marcados em 8 jogos, tal como o A. Villa) e em segundo lugar o flanco esquerdo defensivo da equipa recém-promovida tem-se revelado bastante permeável - o que têm em comum Ivanovic, Nathan Dyer, Gamboa, Mahrez e Jenkinson? Todos pontuaram bem contra o Burnley e todos actuam no flanco direito.

 Saido Berahino - West Bromwich - 5.7

    
Berahino, e também Diafra Sakho, têm sido 2 jogadores com excelente relação pontuação/preço. Se no caso de Sakho isso nos surpreendeu, não podemos dizer o mesmo relativamente a Berahino. Numa equipa que apontámos inicialmente aos lugares de descida, logo na nossa antevisão deixámos bem patente a nossa fé no jovem prodígio inglês, desde que lhe fossem dados minutos. Alan Irvine foi sensível ao talento de Berahino e o jovem avançado já leva 6 golos em 8 jogos. Com instinto finalizador, e a melhorar a olhos vistos a forma como protege a bola e a capacidade de se antecipar aos defesas, a recepção ao Crystal Palace parece um bom cenário para Saido brilhar, até porque 5 dos seus 6 golos foram marcados em casa. Será que Hodgson vai estrear Berahino na Selecção principal nos próximos compromissos internacionais?

 Christian Eriksen - Tottenham - 7.8

    Embora tenha sido o belga Chadli a roubar os holofotes no arranque de época dos spurs, em princípio as próximas jornadas devem elevar Eriksen e Erik Lamela (7.8) 
ao estatuto de principais estrelas do conjunto de Pochettino. O calendário dá ao treinador razões para sorrir, e nesse sentido - para quem queira fugir às opções mais cliché como Di María, Fábregas, Sigurdsson, Tadic, Hazard e Sterling, os 2 craques do Tottenham são opções a considerar. O mágico dinamarquês, de fino recorte técnico, cobra bolas paradas, marcou nas 2 últimas jornadas e podem-se continuar a esperar números - golos e, finalmente, assistências.

Outras Opções:
Guarda-Redes: As nossas duas sugestões para a jornada passada - Forster e Hart - estiveram bem. Um não sofreu golos e o outro sofreu mas defendeu uma grande penalidade. Para esta jornada Fraser Forster (5.1) volta a ser a melhor opção, ou não fosse ele o guardião da melhor defesa do campeonato (5 golos sofridos em 8 jogos). Nos outros jogos, com o Everton a "ir ao sítio" graças aos regressos de Coleman e Barkley, talvez Tim Howard (5.4) comece a conseguir umas clean sheets ; e de resto Lloris e Fabianski não serão opções descabidas, enquanto que no WBA fica a dúvida se a baliza estará entregue a Forster ou Myhill.

- Defesas: Com Tadic a bascular entre os dois flancos, e com os colegas de equipa a darem muita bola ao sérvio (certamente o farão depois da sua exibição contra o Sunderland), as combinações deste com os laterais Ryan Bertrand (5.4) e Nathaniel Clyne (5.5) são prometedoras. Andre Wisdom (4.1) e Neil Taylor (4.7) são as "pechinchas" da jornada em termos defensivos, e veremos se é desta que o Liverpool consegue não sofrer golos. Dejan Lovren (5.3) e Skrtel têm que se tornar a muralha que podem ser. Se o 0-3 diante do Real Madrid deixou feridas por sarar, só saberemos este Sábado e Diamé poderá ter algo a dizer sobre isso.

- Médios: Acima já foram apresentados um razoável conjunto de médios, e por isso resta apenas acrescentar que no Liverpool-Hull há 3 jogadores para acompanhar: Raheem Sterling (9.0) precisa de um grande jogo e da serenidade e consistência da sua equipa para voltar a ganhar confiança, embora o rápido driblador inglês esteja a ter melhores exibições do que os seus números demonstram; Adam Lallana (8.4), introduzido por Rodgers aos 45' do jogo contra o Real Madrid poderá ser uma carta forte do treinador para esta jornada; do outro lado Mohamed Diamé (5.5) tem estado on fire e é uma opção bastante válida para 5.º médio em qualquer plantel de Fantasy. Certo é que o Liverpool precisa de Sturridge, e o jogo desta jornada poderia ser um bom momento para dar uma oportunidade a Markovic. A jornada poderá ainda ser boa para Aaron Ramsey (8.8) regressar às grandes exibições, num estádio onde já bisou e contra uma equipa psicologicamente combalida; e no Swansea-Leicester o rumo do jogo passará em grande parte, mais uma vez, por Sigurdsson.

Avançados: Neste momento é praticamente certo que todos os jogadores de Fantasy sonharão em ter um trio formado por 3 de 4 avançados - Kun Agüero, Diego Costa, Graziano Pellè e Saido Berahino. A lesão de Diego Costa tem causado grandes dúvidas a muita gente, e Kun Agüero (12.5) - num momento absolutamente fantástico - é o natural sucessor do avançado da Espanha em muitas equipas. Pensando nesta jornada em específico, temos curiosidade em ver o que fazem Welbeck, Lukaku e quem leva a melhor no duelo de 2.ª feira entre Charlie Austin (ou Eduardo Vargas?) e Christian Benteke. Benteke tem que aparecer porque o Aston Villa (pior ataque do campeonato a par do Burnley, com 4 golos marcados) bem precisa.

17 de outubro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 8

Fantasy Premier League - Depois de uma paragem para os jogos internacionais, os corações dos adeptos da Premier League podem finalmente serenar, porque a acção regressa este Sábado. A jornada 8 arranca com um Manchester City-Tottenham e terminará apenas na noite de 2.ª feira com o Manchester United a visitar o West Bromwich.
    Na jornada transacta, jogada a 4 e 5 de Outubro, Steven Fletcher foi quem mais pontuou. O avançado do Sunderland bisou, assistiu e garantiu por isso mesmo um bónus 3 frente ao Stoke. Ángel Di María voltou a estar endiabrado, conseguindo 1 golo e 1 assistência (um registo que conseguiu por 3 vezes nas últimas 4 jornadas). Riyad Mahrez, jogador no qual acreditávamos bastante no começo desta época, evidenciou-se finalmente diante do Burnley e Jordan Henderson e Papiss Cissé (segundo bis da temporada) destacaram-se também.
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Como sempre, destacar Diego Costa e Di María é redundante, e não referiremos com grande destaque Welbeck ou Baines porque recentemente o fizemos. Juntem então ao bloco de notas:

 Graziano Pellè - Southampton - 7.9

    O calendário do Southampton é, no plano teórico, uma maravilha e Pellè, motivado ainda por cima pela sua estreia (com 1 golo) na selecção italiana, é por isso mesmo um jogador ao qual será difícil resistir. Embora o Sunderland se encontre motivado pela vitória por 3-1 frente ao Stoke, a equipa de Fletcher e Wickham encontrará um Southampton que tem justificado plenamente o seu 3.º lugar e que procurará manter-se no pódio durante mais algumas jornadas. Espera-se um meio-campo trabalhador e intenso, muita profundidade oferecida pelos laterais Clyne e Bertrand, e na frente Tadic e Mané (ou Long) deverão apoiar o letal Graziano Pellè, ponta de lança maduro, já com 4 golos e muita fome de voltar a festejar.


 David Silva - Manchester City - 9.1

    Há poucos jogadores na Premier League tão perfeitos quanto David Silva. Tendencialmente apontamos o jogador perfeito como o jogador que não falha em nada, o completo 8 que equilibra a equipa e liga sectores, mas a verdade é que quando se passeiam pelo campo jogadores mágicos e de elevado recorte técnico com a regularidade de David Silva, a perfeição está ali. Qual Iniesta, David Silva é sempre uma dor de cabeça para os adversários - inteligente a movimentar-se, a proteger a bola e a driblar com o corpo, com uma criatividade capaz de inventar a linha de passe que nem quem está na bancada imagina, coleccionando passes de morte e finalizando quando é preciso. Nas próximas jornadas, e já contra o Tottenham, Silva é bem capaz de voltar a ser o joker deste Manchester City, o elemento que destrói o adversário com a sua elegância, servindo Agüero e Dzeko. Apenas os números não têm reflectido a gigante importância do pequeno espanhol no início de época dos citizens.


 Papiss Cissé - Newcastle - 5.9

    Muitos se recordarão daquele final de época de 2011/ 12 em que Papiss Cissé, recém-chegado ao Newcastle, amealhou num ápice 13 golos, marcando de todas as maneiras e feitios. Daí para cá o rendimento do senegalês foi caindo mas Papiss já deu sinais de estar a acordar esta época - salvou o Newcastle em 22 minutos bisando contra o Hull City, e tramou o Swansea voltando a bisar. A recepção ao Leicester promete ser um jogo animado e aberto, e Cissé é um predador pronto para beijar o relvado antes de agradecer aos céus o golo marcado. 

 Gylfi Sigurdsson - Swansea - 6.8

    Não gostamos de referir muitas vezes Sigurdsson por ser um jogador que desde a 1.ª jornada antecipávamos que viesse a ter o excelente rendimento que está a ter. O islandês (melhor marcador da qualificação para o Euro 2016 a par de Lewandowski e Damari), herói nacional depois de bisar contra a Holanda, tem apresentado uma regularidade brutal esta época, e conseguido estatísticas de craque - 1 golo e 6 assistências nas 7 primeiras jornadas da liga inglesa. Sigurdsson é um perigo à entrada da área, com a sua meia distância ou a sua capacidade de passe, e não estranhem quando o islandês subir os seus números em termos de golos marcados.

 Riyad Mahrez - Leicester City - 4.9

    O argelino Mahrez demorou, perdeu inclusive o seu espaço na equipa a dada altura, mas acordou na última jornada diante do Burnley. Em 71 minutos (já não estava em campo quando o Burnley empatou o jogo no último minuto) marcou, assistiu e deixou os adversários tontos com os seus recursos técnicos. O calendário podia ser melhor para o Leicester - que se tem mostrado incomparavelmente superior no seu estádio, comparativamente com fora de portas - mas Mahrez é o tipo de jogador que não encolhe os ombros e será em jogos com conjunturas desfavoráveis que irá driblar problemas e encontrar soluções.


Outras Opções:
Guarda-Redes: Até pelo excelente calendário que o Southampton tem, Fraser Forster (5.1) é indiscutivelmente a melhor opção para as jornadas que se avizinham. Pensando apenas nesta 8.ª jornada, Tim Howard (péssimo início de época da defesa do Everton) ainda não merece a confiança, Berahino pode tramar De Gea, mas talvez seja complicado o Tottenham marcar a Joe Hart (6.0).

- Defesas: Mantendo o raciocínio de Forster, Ryan Bertrand (5.3) e José Fonte (5.5) podem ser opções interessantes.. Mas o mesmo poderíamos dizer de Clyne e Alderweireld. As ausências no Arsenal poderão tornar o Arsenal-Hull mais equilibrado, tendo o Arsenal uma defesa mais permeável. De Leighton Baines (7.0) é melhor esperar pontos junto à área contrária, Vincent Kompany (6.5) pode continuar a educar Mangala e um Crystal Palace-Chelsea parece o jogo certo para John Terry (6.4).

- Médios: Para além de Di María, Silva e Sigurdsson, foquem a atenção em James Milner (5.3), Dusan Tadic (7.5), Alexis Sánchez (10.3), Adam Lallana (8.4) e é difícil ignorar o bom momento de Stewart Downing (5.6). Diamé está em grande, veremos se consegue manter o nível no Emirates Stadium.

Avançados: Seria ouro sobre azul Daniel Sturridge regressar neste fim-de-semana (bem que o Liverpool precisa dele) e os adeptos dos red devils, embora agora tenham Falcao, desejarão que van Persie consiga na 2.ª feira um jogo ao seu nível de 2011/ 12 ou 2012/ 13. Agüero, Dzeko, Diego Costa e Welbeck são fortes candidatos a fazer golos, mas será determinante para o Everton que Romelu Lukaku (9.0) esteja em dia sim neste Sábado contra o Aston Villa.

16 de outubro de 2014

Primeiras previsões para os Óscares 2015

Vindos directamente do futuro, trazemos informações fresquinhas sobre os próximos Óscares. Confiem nas nossas primeiras previsões barbudas, mas não as tomem com um facto irrefutável, isto porque de génio e de louco todos temos um pouco.

    À imagem do que fizemos no ano passado, achámos que já era altura de vos ir alertando para os principais filmes, actores e actrizes que em princípio, consoante os rumores dos bastidores de Hollywood, poderão ser nomeados para a grande noite do Cinema de 2015. A 87.ª edição tem data marcada para 22 de Fevereiro de 2015, e os nomeados serão divulgados a 15 de Janeiro. A apresentação ficará a cargo de Neil Patrick Harris. Assim, exactamente três meses antes de se saber quem estará na corrida para cada estatueta, vamos lá averiguar então quem é que se encontra, por agora e ainda com imensos filmes por estrear, melhor colocado. Nos últimos anos o leque de produtores e grandes distribuidores tem sido amplificado (não é tão maciço o reinado dos irmãos Weinstein), e 2015 até poderá ser um ano.. diferente.. introduzindo nomes menos comuns e com menos rotinas nestas andanças. De qualquer forma, continuamos a dizer, há que olhar sempre para o que andam a fazer os meninos queridos da Academia: Meryl Streep, Amy Adams, por aí.

    Sem nos querermos aventurar ainda nas categorias técnicas, nos Argumentos ou mesmo no Filme de Animação (talvez The Lego Movie ocupe actualmente a pole position) o raciocínio abaixo apresentado focaliza-se sim nas 6 grandes categorias: Melhor Filme, Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor Actor Secundário, Melhor Actriz Secundária e Melhor Realizador.

Melhor Filme

    É ainda uma total incógnita qual será o sucessor de '12 Years a Slave' e é também complicado apontar um lote porque o número final de películas nomeadas pode ser variável (embora nos últimos três anos tenham sido 9) mas podem-se ir lançando uns nomes para a tômbola. Boyhood, de Richard Linklater, tem tudo para integrar o conjunto de nomeados deste ano - um filme realizado durante 12 anos e que poderá valer a Linklater o reconhecimento que este merece, sempre a criar/ abraçar projectos com formatos invulgares, trabalhando as relações humanas com mestria. Outro dos candidatos do ano é Birdman - Alejandro González Iñárritu dá-nos a história de um actor que em tempos interpretou um super-herói (Michael Keaton, que curiosamente na realidade foi Batman), juntando um elenco que promete. Para além de Keaton há Edward Norton, Emma Stone, Zach Galifianakis e Naomi Watts. De resto, o negro e envolvente Gone Girl poderá ter também o seu espaço, bem como The Imitation Game, com Benedict Cumberbatch a ambicionar uma primeira nomeação para uma estatueta dourada, num papel que talvez tenha traços do John Nash de Russell Crowe. Claro está que, com Christopher Nolan a lançar Interstellar, a probabilidade de a coisa correr muito bem é bastante elevada e aguarda-se com expectativa os trabalhos de Angelina Jolie e Clint Eastwood, Unbroken e American Sniper, respectivamente.
    Ainda assim, e numa fase tão prematura, importa considerar Theory of Everything (o filme que contempla a relação de Stephen Hawking e da sua mulher), Foxcatcher (filme que foi estrategicamente adiado do ano passado para este, e que conta com a transformação de Steve Carell e Channing Tatum), Mr. Turner, Big Eyes, Selma, Whiplash, The Grand Budapest Hotel, Wild e ainda outros nomes como Inherent Vice, The Gambler, Still Alice, Into the Woods, A Most Violent Year, Trash ou Fury.

Melhor Actor Principal

    Em 2014 deveria ter sido Leonardo DiCaprio mas foi Matthew McConaughey. 2015 poderá lançar dois jovens actores para a ribalta, consagrar dois actores mais experimentados ou premiar a transformação de um quinto elemento. Isto analisando apenas 5 elementos de uma lista de vários potenciais nomeados. Falar de jovens é falar de Benedict Cumberbatch (The Imitation Game) e Eddie Redmayne (Theory of Everything). A ascensão de "Sherlock" Cumberbatch tem sido entusiasmante e Redmayne tem em Stephen Hawking uma personagem icónica; depois há Michael Keaton, já bastante elogiado pelo seu papel em Birdman, e Timothy Spall tem potenciado Mr. Turner para outro patamar. Fechando o primeiro lote de 5 há Steve Carell, a dizer adeus ao seu habitual registo de comediante.
    Mas eles não estão sozinhos, e esta categoria promete este ano. Seja ou não nomeado, Jack O'Connell, o Cook da série britânica 'Skins', vai finalmente mostrar aquilo que vale em Unbroken, filme de Angelina Jolie. Fiquem também atentos aos desempenhos de Bradley Cooper (American Sniper), Jake Gyllenhaal (Nightcrawler), Joaquin Phoenix (Inherent Vice), David Oyelowo (Selma), Christoph Waltz (Big Eyes), Brad Pitt (Fury), Bill Murray (St. Vincent) e Oscar Isaac (A Most Violent Year). E sim, Ralph Fiennes fez rir em The Grand Budapest Hotel e Ellar Coltrane deu 12 anos da sua vida a Boyhood.

Melhor Actriz Principal

    Julianne Moore, Reese Witherspoon e Rosamund Pike lideram para já as odds para a principal estatueta dourada feminina. A ruiva Julianne Moore, acompanhada por Alec Baldwin e Kristen Stewart em Still Alice é um dos nomes a ter em atenção, enquanto que Rosamund Pike foi uma agradável surpresa em Gone Girl. Depois há Reese Witherspoon, que produziu o filme em que Rosamund Pike brilhou, mas que brilha por si em 'Wild', filme do realizador de Dallas Buyers Club e que transpira 'Into the Wild', mas com estrogénio em vez de testosterona.
    Conhecendo a forma como a Academia delira em tudo o que Amy Adams toca é bem possível que esta acabe nomeada pelo seu papel em Big Eyes, e neste momento ainda não é certo se Felicity Jones contará como actriz principal ou actriz secundária, ao apoiar Redmayne enquanto Stephen Hawking ao longo da sua doença. Shailene Woodley continuou a mostrar a sua maturação enquanto actriz em The Fault in Our Stars, e Jessica Chastain e Marion Cotillard têm cada qual 2 filmes que as podem dar algumas alegrias.

Melhor Actor Secundário

    No ano passado Jared Leto venceu, embora pessoalmente até preferíssemos Michael Fassbender ou Jonah Hill, mas numa categoria onde a Academia costuma surpreender de vez em quando (o ano passado a surpresa teve o nome de Barkhad Abdi) 2015 espera-se um ano definitivamente invulgar. Para já, J.K. Simmons e Edward Norton parecem partir na frente. O actor de Whiplash, que tentará levar o seu aluno Miles Teller ao limite, tem acumulado boas críticas e é de saudar o ressuscitar de Edward Norton (Birdman), um dos actores-sensação nos anos 90. Depois poderá haver Mark Ruffalo (se Foxcatcher resultar será graças ao trio Carell-Tatum-Ruffalo), Ethan Hawke esteve bem em Boyhood e ainda há um vasto conjunto de actores cujos desempenhos são incógnitas: John Goodman (The Gambler), Albert Brooks (A Most Violent Year), Robert Duvall (The Judge), Tom Wilkinson (Selma), Logan Lerman (Fury), Josh Brolin (Inherent Vice) ou Domhall Gleeson (Unbroken). Caso a Academia queira um "Barkhad Abdi" versão 2015 a escolha poderá eventualmente recair em Takamasa Ishihara (de nome artístico Miyavi), um cantor japonês que se estreou no grande ecrã pela mão de Angelina Jolie em Unbroken e cuja estreia tem sido elogiada.

Melhor Actriz Secundária

    2014 foi a vez de Lupita Nyong'o cantar vitória no seu filme de estreia, mas 2015 dificilmente terá uma estreante a ganhar. Patricia Arquette parece bem colocada para representar Boyhood nas categorias de intrepretação (para Ethan Hawke é mais difícil, e para Ellar Coltrane muito mais), e o seu papel tem ADN de Academia. Keira Knightley (The Imitation Game) e Emma Stone (Birdman) poderão ganhar calo nestas andanças (para Stone seria inclusive uma estreia); mas a Academia poderá optar por actrizes mais experimentadas como a crónica Meryl Streep (Into the Woods), Laura Dern (Wild), Jessica Lange (The Gambler) ou Vanessa Redgrave (Foxcatcher). Se houver surpresa deverá ser Carmen Ejogo, pelo seu papel em Selma, e Jessica Chastain é também uma fortíssima candidata, participando este ano em A Most Violent Year, Interstellar e The Disappearence of Eleanor Rigby, podendo por esta tríade ter acesso ou às nomeações para melhor actriz ou melhor actriz secundária.

Melhor Realizador

    Um pouco pela lógica mencionada nas categorias acima, poderemos ter Richard Linklater a ser premiado por um retrato perfeito do que é crescer em 'Boyhood', poderemos ter Alejandro González Iñárritu, o cérebro por trás de Birdman, ou David Fincher (Gone Girl), um dos reis dos thrillers do século XXI. Somos suspeitos nesta avaliação mas Christopher Nolan (Interstellar) terá sempre que ser considerado, e vamos ver se é desta que Angelina Jolie (Unbroken) revela dotes a realizar. Não são ainda de excluir Clint Eastwood (American Sniper), Bennett Miller (Foxcatcher), Paul Thomas Anderson (Inherent Vice), David Ayer (Fury), Wes Anderson (The Grand Budapest Hotel), Morten Tyldum (The Imitation Game) ou Ava DuVernay (Selma).


    Vão preparando os baldes de pipocas e vão entrando em estágio porque os bons filmes começam já em Novembro. Com o evoluir do tempo iremos procurar actualizar-vos, cortando vários nomes e afunilando para um lote mais restrito de candidatos por categoria.
    Pelo menos um filme por semana só faz bem à saúde, por isso vejam se vão passando os olhos por esta lista.

MELHOR FILME
Boyhood, Birdman, The Imitation Game, Gone Girl, Interstellar, Unbroken, American Sniper, Foxcatcher, Theory of Everything, Selma, Big Eyes, Mr. Turner, Whiplash, The Grand Budapest Hotel, Wild, A Most Violent Year, Into the Woods, Inherent Vice, Fury, Still Alice, The Hobbit: The Battle of Five Armies

MELHOR ACTOR
Michael Keaton (Birdman), Benedict Cumberbatch (The Imitation Game), Steve Carell (Foxcatcher), Eddie Redmayne (Theory of Everything), Timothy Spall (Mr. Turner), Bradley Cooper (American Sniper), Jack O'Connell (Unbroken), Jake Gyllenhaal (Nightcrawler), Joaquin Phoenix (Inherent Vice), Ralph Fiennes (The Grand Budapest Hotel), Miles Teller (Whiplash), Ben Affleck (Gone Girl), Oscar Isaac (A Most Violent Year), Christoph Waltz (Big Eyes), Ellar Coltrane (Boyhood), Brad Pitt (Fury), David Oyelowo (Selma), Matthew McConaughey (Interstellar), Bill Murray (St. Vincent)

MELHOR ACTRIZ
Julianne Moore (Still Alice), Reese Witherspoon (Wild), Rosamund Pike (Gone Girl), Felicity Jones (Theory of Everything), Amy Adams (Big Eyes), Shailene Woodley (The Fault in Our Stars), Jessica Chastain (A Most Violent Year), Hilary Swank (The Homesman), Marion Cotillard (Two Days, One Night), Emily Blunt (Into the Woods)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
J.K. Simmons (Whiplash), Edward Norton (Birdman), Mark Ruffalo (Foxcatcher), Ethan Hawke (Boyhood), John Goodman (The Gambler), Takamasa Ishihara (Unbroken), Robert Duvall (The Judge), Logan Lerman (Fury), Tom Wilkinson (Selma), Albert Brooks (A Most Violent Year), Josh Brolin (Inherent Vice), Domhall Gleeson (Unbroken)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Patricia Arquette (Boyhood), Keira Knightley (The Imitation Game), Emma Stone (Birdman), Laura Dern (Wild), Carmen Ejogo (Selma), Meryl Streep (Into the Woods), Jessica Lange (The Gambler), Vanessa Redgrave (Foxcatcher), Sienna Miller (American Sniper), Kristen Stewart (Still Alice), Jessica Chastain (Interstellar), Rene Russo (Nightcrawler)

MELHOR REALIZADOR
Richard Linklater (Boyhood), Alejandro González Iñárritu (Birdman), David Fincher (Gone Girl), Christopher Nolan (Interstellar), Angelina Jolie (Unbroken), Clint Eastwood (American Sniper), Bennet Miller (Foxcatcher), Paul Thomas Anderson (Inherent Vice), Morten Tyldum (The Imitation Game), Ava DuVernay (Selma), Wes Anderson (The Grand Budapest Hotel), Mike Leigh (Mr. Turner), James Marsh (Theory of Everything), Jean-Marc Vallée (Wild), David Ayer (Fury), Tim Burton (Big Eyes), J.C. Chandor (A Most Violent Year), Stephen Daldry (Trash), Damien Chazelle (Whiplash)

15 de outubro de 2014

Crítica: Gone Girl

A CAMINHO DOS ÓSCARES 2015 
Realizador: David Fincher
Argumento: Gillian Flynn
Elenco: Ben Affleck, Rosamund Pike, Carrie Coon, Tyler Perry, Neil Patrick Harris, Kim Dickens
Classificação IMDb: 8.1 | Metascore: 79 | RottenTomatoes: 88%
Classificação Barba Por Fazer: 83

    Desta vez podemos dizê-lo sem rodeios e de forma unânime: cá está um filme que vale realmente a pena ir ver ao cinema. David Fincher, o homem que já fez videoclips para Madonna, George Michael, Billy Idol, Michael Jackson e The Rolling Stones (entre outros), é actualmente um dos reis contemporâneos na Arte de realizar um Thriller. Não podemos dizer que 'Gone Girl' seja a obra-prima de Fincher porque em 1999 realizou Fightclub, mas dentro do género policial/ drama/ mistério, este Em Parte Incerta (nome do filme nas salas de cinema portuguesas) é uma consequência natural de alguém que foi desenvolvendo a sua própria impressão digital com filmes como 'Se7en', 'Zodiac' ou 'The Girl with the Dragon Tattoo'. Este filme, magnificamente bem apoiado pela banda sonora de Atticus Ross e Trent Reznor e pela sua Fotografia e Edição, sabe ainda um pouco a 'Prisoners', filme de Denis Villeneuve no ano passado, e permite num exagero calculado chamar a David Fincher o Hitchcock dos tempos modernos.
     Mas tudo começa, neste caso, no Argumento. Gone Girl resulta da adaptação do livro com o mesmo nome, um best-seller nos EUA, produto da escritora Gillian Flynn. A magnífica imaginação de Flynn, capaz de explorar não só a essência do casamento através de jogos misteriosos e tenebrosos, mas cruzando também essa realidade com uma abordagem crítica ao modo como tudo é alvo dos media (tendo a imprensa a capacidade de ostracizar alguém ou elevá-lo a herói num abrir e fechar de olhos) é o ponto de partida para um bom filme. E certamente que o facto de ter sido a própria Gillian Flynn a adaptar para o grande ecrã o seu livro também ajudou. 
    'Gone Girl' começa no dia do 5.º aniversário de casamento de Nick Dunne (Ben Affleck) e Amy Dunne (Rosamund Pike). Nick dá conta do desaparecimento de Amy e reporta-o à polícia, acabando o caso por ganhar uma notoriedade mais ampla e acabando Nick como suspeito da morte da mulher. Mas será que foi ele - o homem que não se sabe comportar "adequadamente" enquanto a mulher está desparecida - quem a fez desaparecer? Ao longo do filme o espectador é levado a criar progressivamente os seus próprios juízos, com a narrativa a evoluir em 2 realidades temporais - acompanhamos a investigação do caso no presente, enquanto somos confrontados com vários flashbacks contados por Amy, escritos no seu diário, e referentes à evolução da sua relação com Nick.
    Por entre os meandros de um casamento aparentemente saudável, Fincher e Flynn levam-nos numa viagem com curvas e contra-curvas, com pontos de interrogação e de exclamação, numa construção progressiva e metódica das personagens-chave e no verdadeiro puzzle que é, não só o crime central, mas também o casamento de Amy e Nick Dunne. Uma relação alimentada por enigmas criados por um casal de escritores (é reveladora, neste sentido, a cena em que os dois se conhecem), prejudicada pelo contexto (ambos ficam desempregados por via da crise economico-financeira) e por uma série de condicionantes e vicissitudes características da vida a dois.

    O enredo, que embora ligeiramente previsível acaba por ser envolvente e cativante, poderia ter apenas um final diferente mas isso não anula os 149 minutos bem passados. Ao longo da história são ainda chamados a cena a irmã de Nick, Margo (Carrie Coon), um ex-namorado de Amy chamado Desi (Neil Patrick Harris) e há ainda o actor Tyler Perry como advogado de Nick Dunne. Um filme negro (típico no trabalho de Fincher, o homem que excede os impossíveis a gravar takes por cena), inteligente e em que - para além do bom trabalho de Fincher e da boa cabeça de Flynn - há uma actriz que chama a si as atenções. Rosamund Pike, no papel de Amy Dunne, a mulher desaparecida, surpreende e entra perfeitamente numa personagem que, por si só, já continha bastante potencial. É muito provável que a vejamos no quinteto de nomeadas para Melhor Actriz em breve. Todo o casting parece adequado (inclusive Ben Affleck, que é melhor realizador e argumentista do que actor, encaixa bem num papel que de facto não pedia um enorme actor) e o próprio Marketing contribuiu para o galopante interesse que 'Gone Girl' reuniu à sua volta - podíamos falar do trailer com a música 'She', dos vários posters com "provas" ou ainda de uma excelente imagem de Pike e Ben Affleck numa mórbida reedição de uma célebre fotografia de John Lennon e Yoko Ono.

    Foi bem escrito, foi bem realizado, é bem interpretado e está bem pensado praticamente de uma ponta à outra. 'Gone Girl' é entretenimento garantido, fazendo-nos pensar, ajuizar e incriminar quem achamos ser o arguido final e, embora ainda falte bastante, podemos esperá-lo em várias categorias dos Óscares 2015: Rosamund Pike deverá constar entre as candidatas a Melhor Actriz, Gillian Flynn deverá ver o seu Argumento Adaptado reconhecido, David Fincher e o próprio Filme poderão também receber nomeações, e ainda sobram hipóteses técnicas (banda sonora e outras categorias sonoras, edição ou fotografia). Resume-se tudo, por fim, num olhar de Amy, captado pela perspectiva de Nick, e que representa na totalidade a personagem feminina, a estrela de um filme como devia haver mais.
    O crime e a história perfeita, porque muitas vezes a nossa própria realidade é uma ficção.

14 de outubro de 2014

Crítica: The Maze Runner

Realizador: Wes Ball
Argumento: James Dashner, Noah Oppenheim, Grant Pierce Myers, T. S. Nowlin
Elenco: Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Will Poulter, Aml Ameen
Classificação IMDb: 6.8 | Metascore: 57 | RottenTomatoes: 65%
Classificação Barba Por Fazer: 68

    Meus caros, hoje em dia a receita para escrever um best-seller é muito simples: um cenário pós-apocalíptico como contexto e um bando de miúdos a tentar sobreviver. Varia o conceito. Embora a receita não seja complexa, só os melhores cozinheiros (leia-se, escritores) conseguem efectivamente criar um mundo que resulte, que faça sentido de algum modo e que seja atractivo, seduzindo pela aventura, pelo futuro não muito distante e por isso mensurável.
Suzanne Collins lançou os seus Jogos da Fome (depois de uma epifania a fazer zapping e apanhando uma passagem de um reality show para imagens de guerra) em 2008, James Dashner lançou este The Maze Runner em 2009 e, já agora, Veronica Roth escreveu Divergent (que saiu no cinema antes do filme que criticamos hoje) lançado em 2011. Tudo farinha do mesmo saco, embora Suzanne Collins com a obra mais emblemática do género, mas 3 casos de livros escritos com criatividade, em que varia o conceito, e que pediam todos eles uma adaptação para o cinema.
    Em 'The Maze Runner' a história é simples, mas intrigante e cativante. Tudo começa com Thomas (Dylan O'Brien), um rapaz cuja memória foi apagada, a chegar num elevador a um local onde já estão vários outros rapazes, sem que algum deles saiba porque lá estão. Mais curioso que os restantes, Thomas procura compreender quem os colocou naquele local e porquê, sendo que os rapazes apenas têm 2 coisas como certas: todos os dias de manhã abre-se uma entrada para um Labirinto gigante que os rapazes tentam estudar e decorar com vista a uma possível fuga, e em cada mês é colocado no local um novo rapaz. O grupo de jovens estabelece internamente a sua própria hierarquia e funções para o bom funcionamento em comunidade, mas se o aparecimento de Thomas muda muita coisa, nada volta a ser o mesmo depois de ser colocada uma rapariga, Teresa (Kaya Scodelario), trazendo consigo a mensagem de que é a última a ser colocada no local.

    O primeiro filme da trilogia escrita por James Dashner é interessante. Puro entretenimento, capaz de nos deixar com a cabeça ocupada durante aproximadamente 2 horas, e uma boa introdução a um novo mundo, a um novo conjunto de personagens. Não sendo um "filme de actores" apenas faz sentido dizer que com este franchise Dylan O'Brien ganhará notoriedade nos próximos anos, bem como Kaya Scodelario, que se notabilizou na série britânica 'Skins' com a personagem Effy. O filme conta ainda com Thomas Brodie-Sangster, actor de 'Game of Thrones' e Will Poulter, um dos jovens actores que "surgiu" no ano passado.
    Em 2015 haverá nova aventura para Thomas e Teresa.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 99 )

    Reza a lenda que na Casa dos Segredos há pessoas que têm medo de palhaços, e há outras com fetiches que envolvem a Teresa Guilherme. Mal por mal, mais vale um sôfrego e asfixiante Sr. Batatinha. No nosso caso, não temos medo de ir ao circo, mas temos medo de vos deixar sem música e por isso mesmo cá vai disto!
    O Garganta Afinada (GA) está quase centenário, e nesta 99.ª edição há novamente muita música portuguesa de qualidade. No topo temos Noiserv com uma cantiga com um enorme nome - "Don't Say Hi if You Don't Have Time for a Nice Goodbye". Uma música fantástica como o próprio já tão bem nos habituou. Temos receio de ser repetitivos, mas a verdade é que não nos cansamos de dizer - Portugal tem muito talento. Não são só os artistas internacionais. Espalhados pelo Top temos ainda vários projectos "made in Portugal". Matheus Paraizo, que segundo consta há uns anos passeava a sua voz de criança por um daqueles concursos infantis (não são o nosso género de programas, confessamos), cresceu e conseguiu uma das melhores audições do Factor X português. Muita musicalidade e groove numa versão alternativa de 'Flawless', de Beyoncé, deste jovem com raízes brasileiras. Temos ainda uma música acústica gravada no exterior pelo rapper Smile - um dos pesos pesados da Liga Knockout - com Nelson Pereira. Uma faixa que merecia uma gravação em estúdio, apesar da letra usada por Smile nesta música já ter sido usada em "Passado, Presente e Futuro". Este Top é também marcado pelo regresso em grande de Carolina Deslandes. A ex-concorrente do Ídolos continua a deixar a sua marca em Portugal e juntou-se a Agir para o tema "Mountains" - um dos hits do momento. Damo-vos ainda a conhecer - a quem ainda não conhece obviamente - Francis Dale e Hello Atlantic. Francis Dale é um projecto musical de Diogo Riveiro que consiste num Soul Alternativo, com alguns toques de Jeff Buckley. Quanto a Hello Atlantic também consiste num projecto a solo, de João Esteves, - que teve origem na Finlândia - e tem Folk, Acústico e algum Country à mistura. Muito semelhante a The Tallest Man On Earth. O nosso "protegido" Filipe Pinto está também presente nesta miscelânea musical com um "Amanhã Talvez" que já em tempos partilhámos convosco, embora na altura apenas numa versão ao vivo e de menor qualidade sonora.
    Passando à estrangeirada, porque eles também têm direito, os brilharetes acústicos de The Lonely Forest voltam a ganhar destaque aqui no BPF com este "Woe is Me, I Am Ruined" e damo-vos a conhecer um novo duo - You+Me. A dupla é constituída por um dos cantores preferidos dos autores do Barba Por Fazer - Dallas Green - e pela cantora Pink. Pink já tinha participado em alguns espetáculos de Dallas, mas agora decidiram fazer música juntos e nós deixamo-vos aqui um aperitivo. Facto: Toda a música em que Dallas Green toca, tende a ser brilhante.
    De resto, não chegamos à centena sem partilharmos "Went Away" dos The Maccabees, uma das melhores músicas do álbum Given to the Wild e entre as várias boas vozes do X Factor britânico fica aqui um cheirinho da voz rouca de Ben Haenow, num ano em que o Reino Unido tem ouvido ainda grandes vozes como Paul Akister ou Andrea Faustini. Para não fugir à regra, voltámos a pescar músicas numa série televisiva. Desta vez foi na série Forever (série interessante) onde os 3 primeiros episódios terminaram com boas músicas de Lykke Li, The Boxer Rebellion e Sleeping At Last.
    Por agora já é hora de prepararem o vosso chá e calçarem as pantufas de robe vestido, ouvindo com headphones a nossa playlist carregando em 'Reproduzir Todas'.
    No Garganta Afinada 100 haverá surpresa, mas até lá tenham muito cuidado com todos os palhaços mortíferos ao virar de cada esquina. (para quem veja American Horror Story: Freakshow esta frase até pode fazer sentido..). Adeus almas amantes de música!




1. Noiserv - Don't Say Hi If You Don't Have Time for a Nice Goodbye
2. The Lonely Forest - Woe is Me, I Am Ruined


3 de outubro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 7

Fantasy Premier League - Boa noite apaixonados pelo futebol inglês, depois de uma jornada em que os 2 jogos grandes terminaram empatados a uma bola, a 7.ª jornada tem três jogos merecedores da nossa atenção. Todos eles jogados Domingo: Chelsea-Arsenal, Man Utd-Everton e Tottenham-Southampton.
    Na jornada passada, Dorrans (West Brom) foi o jogador que mais pontos fez por via do seu golo e 2 assistências, que lhe valeram bónus 3, na goleada do WBA ao Burnley. Saido Berahino - que sugerimos aqui no Barba - também se destacou nesse jogo, bisando. Willian foi a principal figura no Chelsea-Aston Villa, Dzeko marcou dois na vitória do City por 4-2 em casa do Hull, e jogadores como Craig Dawson, Mile Jedinak, Scott Dann ou Phil Jagielka (que golo!) também estiveram em bom plano.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

Poderiam constar ainda abaixo Leonardo Ulloa, Ángel Di María e Diego Costa, mas por termos sugerido o avançado argentino na última jornada e uma vez que os outros 2 são jogadores já muitíssimo badalados no universo Fantasy, faz mais sentido referir outros nomes. Nesta 7.ª jornada olhos postos em:

 Nathan Dyer - Swansea - 5.8

    Depois do brilhante arranque, os swans acalmaram (2 derrotas e 1 empate nos últimos três jogos) mas é preciso ter em conta que nos últimos dois jogos acabaram o jogo com 10 elementos, algo que fez a diferença sobretudo no Swansea-Southampton. A recepção ao Newcastle é a oportunidade perfeita para a chama e os bons resultados voltarem e Nathan Dyer, cujos golos parecem interligados com as boas exibições de Gylfi Sigurdsson (6.7)
, pode muito bem voltar a fazer das suas. Shelvey estará motivado pela chamada à Selecção inglesa, Sigurdsson é Sigurdsson, e depois elementos como Routledge/ Montero e Bony/ Gomis parecem indicados para atormentar um Newcastle em penúltimo lugar.

 Sergio Agüero - Manchester City - 12.2

    Dzeko é bem mais barato e por isso muito mais fácil de encaixar em qualquer equipa mas, para quem perdeu Rooney (que decidiu pontapear Downing na última jornada) e tenha alguma coragem, não o trocando por Falcao ou por um AV mais barato, Kun Agüero será uma opção a considerar. O avançado argentino está a aquecer o motor, leva 4 golos e as características defensivas do Aston Villa podem acordar o lado mais letal de Agüero. Reafirmamos que, com a saída de Suárez do futebol inglês, Agüero tem todas as condições para - se quiser e se conseguir manter as lesões longe do seu corpo - ser o jogador com maior capacidade individual para resolver jogos.


 Enner Valencia - West Ham - 6.9

    Sugerimos pela segunda vez o avançado do Equador porque temos fé que Valencia mal lhe tome o gosto não vai parar. Tem impressionado a rápida adaptação do equatoriano à Premier League e o futebol do West Ham, posicionado acima dos rivais de Liverpool, tem vindo a melhorar. Diafra Sakho (5.5) tem-se destacado - fez 2 golos e 1 assistência nos últimos 3 jogos - sendo uma agradável surpresa mas contra o QPR, num jogo que será tanto mais interessante quanto mais cedo se marcar o 1.º golo, confiamos no talento de Enner Valencia. Rápido, inteligente, espontâneo, matador. 

 Alberto Moreno - Liverpool - 5.6

    Vamos lá ser sinceros: pensar num defesa do Liverpool neste momento é possivelmente a pior coisa que alguém pode fazer. Os reds têm revelado dificuldades em defender jogo após jogo, acumulado erros individuais e vacilado nas bolas paradas defensivas, e ainda para mais o adversário deste fim-de-semana (West Brom) vem de uma goleada moralizadora por 4-0. Sturridge continua a fazer muita falta ao Liverpool, e o facto de Rodgers voltar a ter Skrtel-Lovren no centro é uma mais-valia. Alberto Moreno descansou na Champions, na derrota do Liverpool em Basileia, e estará com a corda toda em Anfield. Comandados por Steven Gerrard (8.9) 
e dependendo do talento de Raheem Sterling (8.9) e Adam Lallana (8.4) este jogo é o primeiro de uma sequência de 4 que o Liverpool tem que ganhar caso queira manter o nível do ano passado. E uma boa equipa começa numa boa defesa.

 Kasper Schmeichel - Leicester City - 4.5

    Já deu para perceber uma coisa nesta Premier League: há um Leicester em King Power Stadium, e outro fora. E nenhuma equipa quererá ter que ir jogar ao terreno do campeão em título do Championship. Desta vez a fava calhou ao Burnley, e nos últimos anos os confrontos entre estas duas equipas têm sido francamente favoráveis ao Leicester. O factor-casa (numa das equipas da Premier em que isso parece mais pesar), o momento de forma de Leonardo Ulloa (5.9) e o facto de David Nugent saber muito bem o que é marcar ao Burnley, poderão ser vários factores a ter em conta. O Leicester não prima propriamente pela sua consistência defensiva - a única clean sheet que teve foi inclusive com o barbudo Hamer na baliza - mas o jovem Schmeichel é uma das melhores opções entre os postes para esta jornada. E ainda por cima o seu calendário conjuga-se bem a médio-prazo por exemplo com Fraser Forster.


Outras Opções:
Guarda-Redes: Sem inventar muito e sendo bastante directos, Lukasz Fabianski (5.0) e o já referido Schmeichel são porventura as melhores opções para esta jornada como GR. O Sunderland-Stoke é um jogo que se arrisca a não ter golos e estaremos atentos às prestações de Adrián, Courtois, Forster e Steve Harper.

- Defesas: Na defesa, Paul Konchesky (4.5) é intocável e tem sido importante na dinâmica de transição do Leicester; veremos se Dejan Lovren (5.4) e Skrtel fazem valer o seu jogo aéreo na área adversária, e também os defesas do Chelsea poderão ser determinantes nas bolas paradas do Chelsea-Arsenal. Coleman e Baines poderão fazer das suas em Old Trafford, mas irão sofrer golos praticamente de certeza (este Everton defensivamente está a anos-luz da temporada passada) e por isso, e para não cair em referir outra vez o patrão Ashley Williams, mencionamos sim Aaron Cresswell (5.4), que está a demorar a conseguir números. Espera-se que ele apoie devidamente o ataque, mas vamos ver se Charlie Austin não o impede de conseguir uma clean sheet.

- Médios: Já falámos de Di María, Dyer, Sigurdsson, Gerrard e Sterling, mas podemos juntar à conversa David Silva (9.1), Stewart Downing (5.6) e será muito interessante acompanhar as exibições dos médios do Chelsea no derby londrino. Mourinho nunca gostou de Wenger e quererá a sua equipa em alta rotação - jogo importante para Eden Hazard (9.9), com Fábregas em destaque por razões evidentes, embora a decisão possa passar pelos 2 que jogarem entre Schürrle, Willian e Oscar. No Tottenham-Southampton, jogo que marca a visita dos antigos pupilos de Pochettino a White Hart Lane, há um conjunto de médios (Eriksen, Tadic, Lamela, Chadli, Mané..) que poderão chamar a atenção mas o jogo é tão imprevisível que não há nada garantido.

Avançados: Uma vez que já abordámos diferentes pontas-de-lança capazes de fazer golos nesta jornada, talvez faça sentido apenas acrescentar à equação Radamel Falcao (10.9), Abel Hernández (6.9), e Lloris vai ter uma valente dor de cabeça para evitar que Pellé marque.

    Até daqui a duas semanas e bons jogos!

Crítica: Guardians of the Galaxy

Realizador: James Gunn
Argumento: James Gunn, Nicole Perlman, Dan Abnett, Andy Lanning
Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Vin Diesel, Bradley Cooper, Dave Bautista, Lee Pace
Classificação IMDb: 8.1 | Metascore: 76 | RottenTomatoes: 91%
Classificação Barba Por Fazer: 76

    Indiscutivelmente, a Marvel tem feito bem o seu trabalho nos últimos anos. Tem-nos mantido entretidos, tem sabido interligar as histórias dos vários super-heróis e criado blockbusters uns atrás dos outros. E na próxima década tudo se manterá assim. Depois do hype de Avengers em 2012, 'Guardians of the Galaxy' também tem o seu ligeiro hype, fundamentalmente devido (de forma justificada) a uma personagem. Estes guardiões eram personagens menos populares no universo Marvel, mas foi uma boa decisão - dos estúdios Marvel e Disney - contar a história deles. Na sua primeira aparição, conhecemos um quinteto fora do vulgar formado por Peter Quill aka Star-lord (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Rocket Raccoon (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel). O quinteto emerge e reúne-se por circunstâncias que o filme relata, acabando por trabalhar em uníssono para evitar a destruição da galáxia e combater o poderoso Ronan (Lee Pace). 
    Na teoria ou no papel, é apenas mais um filme da Marvel com super-heróis, tiros e afins; mas na prática é mais do que isso. James Gunn tem a sua quota-parte de responsabilidade ao acrescentar determinados pormenores (as luzes de Groot no momento alto da personagem ou a Awesome mixtape de Peter Quill, que nos relembra, no meio de tanta ficção científica, que ele é humano, e que confere uma energia interessante ao filme). Na história em si, Lee Pace foi uma boa escolha para vilão, dada a sua voz icónica, e vários dos actores acumulam curiosidades: Karen Gillan rapou o cabelo para interpretar Nebula, Dave Bautista (sim, o Batista do Wrestling) chorou quando soube que tinha conseguido o papel e embora não seja transcendente como actor até o podemos considerar uma surpresa positiva. De resto, Bradley Cooper achou por bem conferir um sotaque mafioso ao guaxinim mais carismático do século XXI e Vin Diesel gravou o seu "I am Groot" em todas as línguas nas quais o filme foi dobrado. Infelizmente, Cooper e Diesel apenas deram as vozes a Rocket e Groot, curiosa dupla, com a animação a ser feita graças ao físico de Sean Gunn, o irmão do realizador, e Krystian Godlewski.
    Longe vão os tempos em que Chris Pratt era um actor gordinho que se confundia com Seth Rogen, e talvez também com Jonah Hill, e pode-se dizer que vivemos agora na era de Groot. A personagem a que Vin Diesel deu voz é de uma simplicidade brutal, mas consegue de forma simples e sensível chamar a si todos os elogios que o filme merece depois, graças a um momento seu, a uma variação de sintaxe genial.

    Eles hão-de voltar em 2017. Até lá: We Are Groot.