Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

25 Novas Séries a Não Perder em 2017

Vem aí guerra entre Netflix, FX e HBO. O novo ano traz a série de Tom Hardy e do seu pai, uma baseada em livros de J.K. Rowling, outra produzida por David Fincher e outra com Idris Elba. Punisher ganha independência, e o criador de Fargo trata da chegada de Legion. E o melhor é que há muito mais.

27 de setembro de 2014

Estoril 2-3 Benfica: Sofrer para ter vantagem

Estoril  2-3  Benfica (Diogo Amado 38', Kléber 54'; Talisca 3' 8', Lima 70')

    Depois do grande Clássico de ontem à noite, a Liga Portuguesa voltou hoje a contar com um belo jogo de futebol. O Benfica tinha na Amoreira um teste importantíssimo, ainda para mais na sequência do 1-1 entre Sporting e Porto, e depois de ter que transpirar um pouco mais do que o início do jogo fez crer, ampliou em 2 pontos a vantagem para dragões (4 pontos) e leões (6 pontos).
    Anderson Talisca, cuja titularidade estava longe de certa especulando-se que Derley jogaria de início, começou o jogo.. e de que maneira! Mas já lá vamos. Jorge Jesus lançou aquele que entenderá ser neste momento o melhor onze benfiquista, tendo pela frente um Estoril com Cabrera, Kuca e Sebá no apoio a Kléber. O jogo começou e com 3 minutos já Talisca celebrava o seu melhor golo em Portugal - o médio brasileiro ex-Bahia recebeu a bola longe da baliza, arrancou imparável até à baliza de Kieszek, numa locomotiva que só terminou em golo. Golaço de Talisca, que voltaria a festejar minutos depois. Enorme mérito de Nico Gaitán tanto na pressão/ recuperação como na forma altruísta como viu Talisca em melhor posição, assistindo o bis do número 30. O ritmo avassalador do Benfica manteve-se, com Gaitán e Salvio a destruírem o Estoril, e Kieszek brilhou por 2 ocasiões ao negar o golo a Lima. A vantagem fez o Benfica "dormir à sombra da bananeira" e o Estoril, pé ante pé, começou a crescer, reduzindo mesmo aos 38' num lance em que Sebá assistiu Kléber, o avançado emprestado pelo Porto rematou ao poste mas na recarga Diogo Amado fez golo, contando com uma traição de Maxi a Artur. Até ao intervalo o jogo esteve vivo, primeiro com Jardel a cabecear ao poste e depois, do outro lado, com Kléber a rematar de livre para Artur defender.
    A vantagem de um golo era perigosa e o Benfica sabia certamente disso, mas na 2.ª parte foi o Estoril a conseguir chegar ao empate. Num lance em que o árbitro (mérito para o facto de ter sido consistente no critério, e de ter tentado deixar jogar) não viu uma irregularidade de Kuca, o irrequieto e talentoso cabo-verdiano desmarcou Sebá, com este a assistir Kléber para um golo que o avançado brasileiro já tinha ameaçado por mais do que uma vez. O 2-2 pareceu acordar definitivamente o Benfica, Gaitán quase fez um grande golo de muito longe após erro de Kieszek, mas a acutilância ofensiva aumentou depois de 2 condicionantes - a entrada de Derley em campo, e a expulsão de Cabrera por 2.º amarelo. Contra 10, Jesus abdicou de Samaris arriscando num ataque com Gaitán, Salvio, Ola John, Derley e Lima, e os frutos chegaram rápido - Kieszek não resolveu um lance, e Derley assistiu Lima para o decisivo 3-2. A intensidade do jogo quebrou, também com o Benfica a gerir bem a bola no final, e 3 determinantes pontos foram amealhados pelas águias.

    Mais um bom jogo de futebol, com espectáculo e um ritmo elevado. O Benfica garantiu uma vantagem de 2 golos muito cedo, deixou-se apanhar pelo Estoril mas soube reagir. Na equipa de José Couceiro Kuca, Kléber e Sebá foram o foco de perigo - esperávamos que Kuca fosse esta temporada o principal destaque do Estoril, e Kléber ainda vai bem a tempo de fazer jus ao seu talento e qualidade evidentes. No Benfica, Derley voltou a entrar bem, Salvio foi uma dor de cabeça e humilhou várias vezes a defesa contrária e Nico Gaitán foi um dos 2 melhores em campo acumulando (mais uma vez) pormenores de génio, passes magistrais. Anderson Talisca merece o destaque maior depois de bisar tendo à 6.ª jornada tantos golos (5) como Jackson Martínez. Talisca já mostrou que está preparado para render no imediato a médio ofensivo/ segundo avançado, e que só daqui a algum tempo poderá funcionar como um 8 (veremos se este "faro de golo" não mudará aquele que parecia ser o seu destino consoante as suas características), mas não deixa de surpreender - tudo parece jogar muitas vezes a favor dele, mas há mérito para o jovem brasileiro de 20 anos.
    O Benfica joga agora quarta-feira uma cartada importante na Champions, em Leverkusen, recebendo depois dia 5 o Arouca.


Barba Por Fazer do Jogo:
Anderson Talisca (Benfica)

Outros Destaques: Kuca, Kléber, Sebá; Gaitán, Salvio, Derley

26 de setembro de 2014

Sporting 1-1 Porto: Clássico de qualidade

Sporting  1-1  Porto (Jonathan Silva 2'; Sarr a.g. 56')

    O jogo desta noite foi um jogo de qualidade, com tudo o que um Clássico deve ter. Ao longo de 90 minutos, o Sporting entrou com tudo, mas Lopetegui soube corrigir a sua equipa, que melhorou muito no segundo tempo. O campeão em título Benfica pode sair a ganhar desta jornada, mas para isso terá que vencer amanhã no reduto do Estoril.
    O empate 1-1 era o resultado mais fácil de se apostar para esta noite, mas em termos de onzes, Lopetegui surpreendeu. Pela negativa. Marco Silva teve mérito ao lançar Jonathan Silva (merecia ser titular) em detrimento de Jefferson, era previsível que João Mário mantivesse o seu lugar, Carrillo e Cédric levaram a melhor sobre Mané e Esgaio. No Porto, Lopetegui só na 2.ª parte colocou aquele que seria o melhor onze para hoje, no papel. Não é compreensível colocar Quaresma de início por esta altura, e a única dúvida deveria ser entre Rúben Neves ou Casemiro (com vantagem, hoje, para o brasileiro) porque era fundamental contar com Óliver e Brahimi em simultâneo, e parecia também o jogo certo para Tello/Adrián.
    Falando do jogo, o Sporting entrou com tudo e com pouco mais de 1 minuto já se gritava golo em Alvalade. Impressionou a pressão alta (e bem feita, pelo colectivo) ao longo de toda a 1.ª parte, e o golo madrugador começou num excelente trabalho de Nani, com Carrillo a cruzar para Jonathan Silva marcar de cabeça. O golo atordoou o Porto, e o Sporting manteve - inteligentemente - a pressão logo na saída de bola dos centrais portistas (Maicon fez falta), e o Clássico aqueceu um pouco com Slimani e mais tarde Quaresma como epicentro. Em bom plano na 1.ª parte esteve o peruano André Carrillo, senhor dos jogos grandes, que com duas arrancadas, uma em cada flanco, serviu João Mário e Nani, embora nenhum tenha conseguido marcar. Ao intervalo, a vantagem leonina era incontestável, e com outra capacidade de finalização poderia ser mais dilatada. Era preciso Lopetegui ter coragem, e o espanhol teve-a.
    A 2.ª parte começou com 2 novidades - sem Quaresma e Rúben Neves, e com Tello e Óliver -, e se o Sporting entrou bem na primeira parte, o Porto imitou-o no regresso dos balneários. Logo aos 48' um passe de génio isolou Jackson na cara de Rui Patrício mas o lance não deu nada por mérito do guardião português e demérito do colombiano. A forte reacção azul e branca manteve-se e, com sorte à mistura, chegou o 1-1 - Danilo subiu pelo flanco direito e cruzou para um desvio infeliz de Sarr. Ao longo da 2.ª parte Óliver foi evidenciando, minuto após minuto, o brutal talento que tem, que lhe valerá um inequívoco futuro brilhante. O miúdo espanhol esteve em todo o lado, sempre a decidir bem, sempre a executar bem e rápido, com uma maturidade e capacidade para estar num grande palco como um Clássico. Marco Silva e Lopetegui continuaram a mexer no jogo (hoje foi um bom exemplo de como os treinadores podem mudar progressivamente o rumo dos acontecimentos a partir do banco) e até final registaram-se 3 oportunidades de golo: Diego Capel desferiu uma bomba que explodiu na barra da baliza do Porto; Herrera, depois de uma transição de Óliver, rematou em arco para a defesa da noite de Patrício; a fechar o jogo Tello foi egoísta e, após um passe brilhante de Herrera, teve Brahimi e Jackson na cara do golo mas optou pelo lance individual e perdeu a chance de fazer o 2-1. Pelo meio houve ainda o lance que motivou fortes protestos de Lopetegui, com um remate de calcanhar de Jackson (após bonita jogada, ao primeiro toque com Óliver) a ir ao encontro do braço de Maurício, embora encostado ao tronco.

    O Clássico, que abriu a 6.ª jornada da Liga Portuguesa, foi em suma um excelente jogo de futebol, enérgico e bem jogado. Duas partes completamente distintas, e um resultado justo. Rui Patrício fez a diferença em dois ou três lances, Jonathan Silva justificou a aposta e merece continuar na pole position do lado esquerdo, e o meio-campo dos leões esteve em grande na 1.ª parte, menos bem na segunda. Nani e Carrillo exploraram bem as debilidades do Porto, e João Mário estrear-se-á com Fernando Santos na Selecção, mais tarde ou mais cedo. No Porto, Brahimi não foi exuberante como noutros jogos mas não sabe jogar mal, Herrera cresceu com o jogo e Óliver Torres é a melhor metáfora para tudo o que mudou no jogo.


Barba Por Fazer do Jogo:
Óliver Torres (Porto)
Outros Destaques: Rui Patrício, Nani, Carrillo; Herrera, Brahimi

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 6

Fantasy Premier League - Em Portugal estivemos quietinhos mas em terras de Sua Majestade jogou-se durante a semana a Carling Cup. Em ritmo imparável este fim-de-semana há mais acção em 10 estádios ingleses, com 2 (+1) grandes jogos.
    A 5.ª jornada foi, invariavelmente, a jornada do Leicester. As raposas do King Power Stadium sofreram 3 golos do Manchester United, é verdade, mas marcaram 5 - virando um resultado de 1-3 para 5-3. Em termos de fantasy, Jamie Vardy chamou a si toda a atenção com 21 pontos na primeira vez que foi titular esta época, e tendo Ulloa continuado o seu excelente registo, igualando os seus golos ao número de jornadas. Na vitória do Arsenal, autêntica rajada de vento, Özil e Welbeck foram os grandes destaques, e noutros campos Baines, Sterling e o gigante Peter Crouch estiveram em bom plano. Ángel Di María realizou mais uma exibição estratosférica, e no City-Chelsea acabou por ser o melhor marcador da História do Chelsea a retirar 2 pontos ao seu ex-clube.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

Quisemos deixar Diego Costa e Ángel Di María de fora das 5 principais opções, para referir nomes menos sonantes e porque neste momento tanto o avançado do Chelsea como o argentino do United são jogadores fundamentais para qualquer jogador. Nesta 6.ª jornada atenção a:

 Graziano Pellè - Southampton - 7.7

    A tabela ainda há-de dar voltas e reviravoltas mas o Southampton de Koeman já mostrou ter argumentos para fazer igual ou melhor do que a espectacular temporada passada. Os saints estão em grande, eliminaram o Arsenal da taça da liga, e estão motivadíssimos para a recepção ao QPR (José Fonte, como capitão, comunicou inclusive a Koeman que os jogadores queriam abdicar da folga pós-Arsenal). O calendário nas próximas jornadas é favorável (só na jornada 13 chega um período complicado) e por isso mesmo há um italiano forte candidato a marcar golos. Pellè tem 3 golos mas veremos quantos terá daqui a umas 4 jornadas. Para além dele, Dusan Tadic (7.5) e Sadio Mané (6.9), este último se for titular, serão os principais jogadores a ter debaixo de olho em termos ofensivos. Schneiderlin tem surpreendido também, mas de resto é na defesa que é fulcral contar com 1 ou mais elementos deste Southampton: Nathaniel Clyne (5.3) é o elemento em melhor forma, mas tanto Bertrand, como Fonte ou Alderweireld oferecem garantias, até para haver diferenciação. Fraser Forster (5.0) é, por esta altura, uma das melhores opções para ter entre os postes.


 Leonardo Ulloa - Leicester City - 5.8

    Depois do que o Leicester "fez" ao Manchester United, todos estaremos atentos aos próximos jogos. Estamos perante uma equipa com personalidade e que já fez a vida negra não só a van Gaal como também a Everton e Arsenal. A ida ao terreno do Crystal Palace não é um jogo dado mas o Leicester, até pelo momento, é favorito. Seria bom Jamie Vardy (4.9) continuar a somar pontos, porque na jornada seguinte já poderá merecer a confiança, mas para já Ulloa é uma certeza. O avançado ex-Brighton está em grande e muito provavelmente vai continuar..


 Saido Berahino - West Bromwich - 5.5

    Nesta slot poderíamos perfeitamente encaixar Diego Costa, Di María ou outros jogadores reputados mas esta será uma das poucas jornadas em que faz sentido apostar ofensivamente no WBA. O West Brom é uma incógnita, e frente ao Burnley a teoria diria que pode ser jogo de 0-0. Mas tal como na semana passada acreditámos que o QPR-Stoke contrariaria a teoria, desta vez também o cremos. O Burnley vem de três 0-0's seguidos, e o jovem Berahino é o candidato mais forte a mexer com o jogo, com a sua velocidade e objectividade. A ver vamos.

 Danny Welbeck - Arsenal - 7.2

    Alguns torceram o nariz à contratação de Welbeck, mas o que é certo é que as primeiras indicações do avançado ex-Manchester United têm sido positivas. Este Sábado, o último jogo do dia é o frenético derby do Norte de Londres e o Arsenal parte como favorito para o jogo diante do Tottenham. É bem possível que Wenger mantenha o 4-2-3-1 com que defrontou o Aston Villa, com Ramsey mais "longe de pontos" do que outrora, e Özil na sua praia. Com este esquema, Alexis Sánchez (10.4) e Welbeck tornam-se os elementos mais apetecíveis, embora Wenger possa colocar Wilshere e Arteta mais recuados, avançar Ramsey e atirar Özil para uma faixa (onde rende menos). E sim, ainda sobram Cazorla e Chamberlain.

 Victor Moses - Stoke City - 5.5

    O nigeriano Moses é um daqueles jogadores que chateia qualquer adepto apaixonado por futebol. O seu talento é evidente, a facilidade com que faz determinadas coisas é espantosa mas falta-lhe regularidade. Poderíamos dizer que estamos perante o "síndrome Ola John", mas à imagem do que o holandês fez no nosso campeonato quando entrou diante do Moreirense, também Moses tem estado em destaque desde que rumou ao Stoke. O jogo de 2.ª feira à noite coloca frente a frente Stoke e Newcastle e os nervos vão estar à flor da pele - de um lado vejam Rivière, do outro vejam Moses e Diouf.


Outras Opções:
Guarda-Redes: Na última ronda Arsenal, Southampton, WBA, Burnley e Sunderland foram as equipas que não sofreram qualquer golo. Esta 6.ª jornada tem algum potencial, infelizmente (em termos de espectáculo), para clean sheets. Mas meus amigos, estamos na Premier League.. Southampton e Chelsea são as opções provavelmente mais válidas - e como tal Forster e Thibaut Courtois (6.0) -, embora os jogos WBA-Burnley, Sunderland-Swansea e quiçá Stoke-Newcastle possam ter pelo menos 1 dos lados sem golos sofridos. Não seria surpreendente ver Lukasz Fabianski (5.0) sair do Stadium of Light sem sofrer.

- Defesas: À imagem do raciocínio nas balizas, a jornada pede um defesa do Southampton (lá em cima já mencionámos Clyne, Bertrand e companhia), Ivanovic poderá voltar ao patamar das primeiras jornadas. Ainda assim vamos ver o que fazem Andre Wisdom (4.1), Federico Fernández (5.0), Ryan Shawcross (5.6) e Gary Cahill (6.5). E vamos ver se Mangala volta a fazer um bom jogo.

- Médios: Uma vez que Di María é neste momento um jogador aparte, falemos dos mortais e não do anjo. Fábregas, Hazard e Sterling são todos eles boas opções, mesmo sendo cliché, por isso vamos ver se o capitão Steven Gerrard (8.9) e Adam Lallana (8.4) aparecem no derby de Merseyside (jogo inaugural da jornada, Sábado às 12:45). Gerrard costuma aparecer em grande nestes jogos, e relativamente a Lallana, que se tem vindo a ambientar progressivamente, a única dúvida é mesmo se será titular. Tanto a adaptação e evolução dele como a de Markovic serão ambas fundamentais para o Liverpool. De resto, cuidado Sunderland, porque Sigurdsson e Dyer estão a caminho e, não em termos de fantasy, será interessante acompanhar o jogo de Daley Blind e Ander Herrera contra o West Ham, porque passará muito por eles o rumo do jogo.

Avançados: No Manchester United-West Ham poderá haver Rooney, Falcao e van Persie (colocaríamos Mata a titular em vez do holandês ou, neste jogo específico, ter Fletcher perto de Blind e Herrera, soltando Di María para fazer a ligação com Rooney-Falcao poderia ser a solução) mas, dado o momento defensivo do United, muita atenção a Enner Valencia (6.9). Wilfried Bony tem esta jornada uma chance de se redimir da sua expulsão precoce que custou o jogo frente ao Southampton, e de resto já apontámos Pellè, Welbeck, Ulloa, Vardy, Diouf.. Já agora, Balotelli (com novo penteado) vs Lukaku, quem levará a melhor?

22 de setembro de 2014

Liga Portuguesa: Campeão é líder, Sporting goleia, Boavista empata Dragão

Benfica  3-1  Moreirense: O primeiro 'grande' a entrar hoje em campo foi o campeão nacional em título e, embora com um valente susto, as águias acabaram por vencer um Moreirense que procurou defender com unhas e dentes a vantagem que alcançou cedo. Na Luz, Jorge Jesus estreou Júlio César na baliza mas aos 16' foi João Pedro a deixar os poucos adeptos da equipa de Moreira de Cónegos com motivos para festejar: Arsénio cruzou, o extremo emprestado pelo Braga foi mal acompanhado e silenciou a Luz. Contrariamente aos jogos com Sporting e Zenit, Jesus reagiu cedo retirando Samaris (Talisca teria sido uma hipótese, mas a coisa correu bem) e colocando Derley perto de Lima. 
    O Benfica só se encontrou na 2.ª parte e para a vitória encarnada contribuiu a justa expulsão de Marcelo por derrubar uma arrancada de Talisca. Contra 10 o Benfica "encostou" aos poucos a equipa de Miguel Leal, Jardel e Luisão quase marcaram, Jesus lançou Ola John (que hoje, excepcionalmente, parecia o extremo que o Benfica viu no Twente) e o 1-1 chegou num dos melhore golos que este campeonato terá. Eliseu, de muito longe, desferiu uma bomba indefensável. Um grande, grande golo do lateral esquerdo português. Para além das boas entradas de Ola John e Derley, o golo de Eliseu trouxe algo de bom - a inveja interna. Gaitán quis fazer igual ao lateral e quase fez um bom golo, e depois o outro lateral, Maxi Pereira, achou que também merecia marcar. Ola John e Gaitán construíram a jogada, com o uruguaio a ficar com a baliza à mercê de uma bomba, para garantir que nada detinha a reviravolta. O 3-1 final ficou a cargo de Lima, com o ponta de lança a voltar aos golos da marca de grande penalidade.
    Ao fim de 5 jornadas o Benfica é líder isolado, e a próxima jornada terá 2 grandes jogos (Sporting-Porto e Benfica-Estoril) e outros 2 bons jogos (Braga-Rio Ave e Marítimo-Vit.Guimarães). Hoje acabou por ser o bombástico Eliseu a marcar o jogo com um golaço, mas há 3 notas mais importantes: o Moreirense dificilmente descerá, com o elenco e treinador que tem; será necessário para o sucesso encarnado que elementos "extra" como Pizzi e Cristante (hoje Ola John e Derley mostraram isso, Bernardo Silva daria jeito..) tenham oportunidades e compliquem a vida a Jesus com boas exibições; o jogo de hoje mais do que outra coisa marcou o renascer de Enzo Pérez. O melhor jogador de 13/ 14 finalmente apareceu ao seu nível, fazendo regressar a alma do meio-campo.

Barba Por Fazer do Jogo: Enzo Pérez (Benfica)
Outros Destaques: Eliseu, Maxi Pereira; Danielson, Filipe Melo


Gil Vicente  0-4  Sporting: Em Barcelos houve muito pouco Gil para o Sporting que se apresentou em campo. Os leões, depois do triste empate na Eslovénia, deram excelente resposta e João Mário (titular no lugar habitualmente ocupado por André Martins) foi fundamental. Aos 11' já o Sporting vencia por 0-2 com dois bons golos - remates fortíssimos de Adrien e de Nani. A forte entrada do Sporting poderia ter sido dilatada por Slimani mas o argelino, em boa posição, deslumbrou-se e permitiu a defesa de Adriano e o intervalo chegou alguns minutos depois. Na 2.ª parte o Sporting voltou a repetir a dose, marcando dois golos, e - porque nem tudo são rosas - William voltou a estar bastante abaixo do que sabemos que pode dar e Diego Capel voltou a mostrar que não é jogador para o nível que a que o Sporting quer estar/ deve ambicionar estar.
    O final do jogo ficou marcado precisamente por João Mário com o criativo português a assistir o 3-0 de Slimani e a servir, nos minutos finais, Carrillo para o quarto golo leonino num contra-ataque bem feito. Na próxima jornada há um fervoroso Sporting-Porto e tudo indica que João Mário terá hoje garantido bilhete para marcar presença no 11 inicial. Os leões estiveram muito bem, juntaram golos a uma boa dinâmica ofensiva e no Clássico que se avizinha será preciso não só que Nani, Adrien, J. Mário, Carrillo (ou Mané?) e Slimani estejam em bom plano mas que William acorde, porque o meio-campo do Porto não é o meio-campo do Gil Vicente.

Barba Por Fazer do Jogo: João Mário (Sporting)
Outros Destaques: Adrien, Nani; Caetano


Porto  0-0  Boavista: À quinta jornada da liga 14/ 15, regressou o histórico derby entre portistas e axadrezados. O mau tempo atrasou o jogo, destacando-se na ficha de jogo o facto de Lopetegui ter colocado Andrés, Marcano e Evandro titulares. Depois de uma vitória em casa com a Académica, Petit viajou ao Dragão com o objectivo de defender (2 laterais num flanco, inclusive) e conseguiu aguentar o nulo até final. Para o 0-0 muito contribuiu, indiscutivelmente, o cartão vermelho de Maicon - entrada imprudente do melhor central portista, a mostrar os pitons à perna do jogador do Boavista. Contra dez, Petit ajustou a estratégia e trocou Carlos Santos por Brito, mas continuou a ser o Porto a pressionar, sem encontrar espaços. A fechar a 1.ª parte, oportunidade de ouro para o Boavista numa jogada entre Anderson Carvalho, Zé Manuel e Anderson Correia, com o último a desperdiçar.
    A segunda parte ficou marcada por maior posse de bola do Porto, mas sem conseguir ultrapassar um organizado Boavista que se agarrou até final à ideia de conseguir 1 ponto no Dragão. Mika correspondeu quando foi chamado a jogo, e no Porto enquanto Marcano se evidenciou na retaguarda, Brahimi (quem mais havia de ser?) foi o mais determinado a tentar chegar à baliza, sem nunca conseguir o golo.
    Ninguém o esperava mas o Porto, depois de golear o BATE por 6-0, desperdiçou 2 pontos em sua casa diante do Boavista. Os dragões empataram pela 2.ª jornada consecutiva na liga, e na jornada que se avizinha há Clássico, com Marcano-Indi a formarem uma improvisada dupla, órfã do patrão Maicon. É impossível não deixar um elogio final ao Boavista, que de tão baixo subiu para competir neste nível e que, surpreendentemente, conta já com 4 pontos. Neste momento tantos como Estoril ou Nacional..

Barba Por Fazer do Jogo: Anderson Correia (Boavista)
Outros Destaques: Marcano, Brahimi; Mika

21 de setembro de 2014

Premier League: Épico Leicester-M.United, e empate entre favoritos

Leicester  5-3  Manchester United: Há jogos que não se esquecem e hoje os adeptos do Leicester terão vivido um épico que não vão esquecer. Depois da vitória por 4-0 frente ao QPR, o Manchester United de van Gaal até arrancou bem mas na Premier League nada pode ser tomado como adquirido, e o recém-promovido Leicester mostrou-o. Já tínhamos assistido esta época ao 6-3 entre Chelsea e Everton, e hoje tivemos outro "clássico". van Gaal lançou Falcao a titular, deixou Mata no banco (teríamos optado por relegar van Persie para suplente) e aos 16' já ganhava 2-0 fora - Falcao tirou um cruzamento perfeito para van Persie marcar, e Ángel Di María fez o segundo no momento da tarde, com uma chapelada repleta de magia. Tudo estava bem mas Ulloa reduziu na sequência de um canto de Vardy e o intervalo chegou com 1-2 no marcador. Na 2.ª parte o United fez-se inicialmente senhor do jogo, e parecia que tinha sentenciado o jogo quando Ander Herrera desviou com classe uma tentativa de remate do sempre endiabrado Di María.
    Mas depois do 1-3 veio a hecatombe. Veio a História, a reviravolta que Vardy e companhia não vão esquecer mais. Aos 62 Rafael sofreu falta de Vardy, Clattenburg não quis ver e pior fez ao assinalar a carga inversa consequente - grande penalidade para o Leicester e Nugent não perdoou. Passados dois minutos chegou o empate com o veterano Cambiasso a incendiar o jogo com um remate à entrada da área, mas a coisa não ia ficar por aqui. Vardy, que nessa altura já estava ligado a 3 golos fez ele próprio o 4-3, consumando a reviravolta, ao encarar com toda a calma possível um momento-chave na cara de De Gea, bem assistido por De Laet. van Gaal e os jogadores do United pareciam não acreditar e o resultado ainda chegou à manita com nova grande penalidade (desta vez bem assinalada) de Blackett sobre.. Vardy, o homem da tarde. Leonardo Ulloa, o argentino agora com 5 golos em 5 jogos, colocou um ponto final no jogo.
    Em suma foi mais um grande jogo na Premier, com o Leicester a reforçar a ideia que tínhamos desde cedo - têm claramente argumentos para ficar e para continuar a surpreender. Roubaram pontos a Everton e Arsenal, ganharam agora ao United e ninguém quererá jogar agora no King Power Stadium. Jamie Vardy viveu uma tarde inesquecível ao estar envolvido nos 5 golos da equipa, e van Gaal terá muito para pensar - é indiscutível que quem tem Di María arrisca-se a jogar bom futebol, o problema nunca será o ataque mas é evidente, sobretudo em jogos complicados, a falta de qualidade na defesa dos red devils, bem como a menor dimensão física no meio-campo defensivo.

Barba Por Fazer do Jogo: Jamie Vardy (Leicester City)
Outros Destaques: De Laet, Cambiasso, Ulloa; Ander Herrera, Di María, Rooney

Manchester City  1-1  Chelsea: Era o jogo grande da jornada, ao opor os 2 maiores favoritos ao título da Premier League - Chelsea e Manchester City -, mas nem de perto tivemos um grande jogo. Os resultados mais prováveis para este jogo eram, na teoria, um 0-0, 1-1 ou um 1-2 para o Chelsea, a não ser que Agüero estivesse em tarde inspirada. O 0-0 prolongou-se durante largos minutos, sem oportunidades na 1.ª parte embora com ascendente do Manchester City, e o Chelsea confortável e a respeitar aquela que parecia ser a estratégia definida para o jogo. No 2.º tempo a equipa da casa começou melhor, Courtois foi posto à prova mas aos 66' o jogo ficou a favor de Mourinho. Zabaleta foi expulso por acumulação de amarelos e 5 minutos depois Schürrle abriu o marcador após cruzamento de Hazard, numa jogada simples mas executada na perfeição pelo ataque dos blues. Tudo parecia estar a correr num guião escrito por Mourinho mas havia de ser o melhor marcador da História do Chelsea a impedir Mourinho de fugir a toda a concorrência, mantendo-se 100% vitorioso. Frank Lampard, que Pellegrini colocou em campo ao minuto 78 fez aos 85' o golo do empate, após passe de James Milner. Naturalmente, não festejou.
    O Chelsea é líder, tem 13 pontos e 3 de vantagem sobre Southampton e Aston Villa e nas próximas jornadas Aston Villa e Arsenal visitam Stamford Bridge. Foi precisamente o Arsenal o grande vencedor desta jornada porque ao contrário de Chelsea, Manchester City, Liverpool, Manchester United, Everton e Tottenham, conseguiu ganhar.

Barba Por Fazer do Jogo: Frank Lampard (Manchester City)
Outros Destaques: Milner; Hazard, Schürrle


    Nos restantes jogos do dia na liga inglesa, destaque para o facto do Crystal Palace ter voltado a ganhar em Goodison Park e novamente por 3-2. Roberto Martínez deixou Mirallas, McGeady e Naismith no banco, por ter havido Liga Europa 5.ª feira, mas a coisa não correu bem. Lukaku adiantou os blues, mas Jedinak (grande penalidade), Campbell (falha de Howard) e Bolasie viraram o jogo para 1-3 enquanto faltou outra capacidade de finalização na equipa da casa. Leighton Baines, de penalty, fez o 2-3 final. Próxima jornada: Liverpool-Everton, jogo entre 11.º e 14.º classificado..
    O Tottenham foi na onda dos "grandes" e perdeu em casa com o WBA. James Morrison, após canto de Brunt, fez o golo que decidiu o encontro.

20 de setembro de 2014

Premier League: Arsenal resolve em 4 minutos e Liverpool volta a escorregar

    Aston Villa    0-3    Arsenal: O Arsenal foi ao Villa Park bater o Aston Villa por três bolas a zero, decidindo o encontro em apenas 4 minutos. É verdade... Até ao primeiro golo dos visitantes, as equipas disputavam o resultado num jogo qualificável como interessante. Boas oportunidades para ambos os lados até que aos 32 minutos, Welbeck desmarcou Özil e o alemão atirou colocado sem hipótese para Guzan. Totalmente asfixiados pelo bom momento do Arsenal, os Villans acabaram por consentir o segundo logo a seguir. Desta vez com Özil a servir Welbeck à boca da área que apenas teve que fuzilar. Completamente desorientados, os jogadores da casa viram ainda o terceiro entrar em menos de 5 minutos. Lance de insistência por parte de Gibbs a cruzar para a área e Cissokho a marcar na própria baliza numa abordagem completamente disparatada. 

    Na segunda metade o jogo arrefeceu. E de que maneira... Não houve um momento de ataque digno de registo. O Arsenal optou por gerir a vantagem de 3 golos obtida na primeira parte e o Aston Villa  - abalado com os mesmos 3 golos em 4 minutos - acabou por não mostrar argumentos suficientes para contrariar o resultado.
    Acabou assim a onda invicta do Aston Villa, mas ainda mantêm um 3º lugar provisório na Premier League. O muito bom arranque dos Villans conta com 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota perfazendo assim os 10 pontos totais. Logo atrás está o Arsenal que se volta a posicionar bem na tabela, embora também provisoriamente. Contudo, já se distanciou mais um pouco de um dos rivais - o Liverpool.

   West Ham   3-1   Liverpool: Os Reds vinham de uma derrota caseira frente ao Aston Villa e precisavam de reagir neste jogo frente ao West Ham. Contudo, a entrada do Liverpool não foi a melhor e contrastou por completo com a entrada dos Hammers. Logo nos primeiros minutos, livre batido da direita em balão, Mignolet fica a olhar para o esférico enquanto que Tomkins assumiu o lance e assistiu Reid para o primeiro golo da partida. Cinco minutos passados, mais um golo para o West Ham. Sakho repara no posicionamento do guardião belga e acaba por fazer um chapéu perfeito ao guardião adversário. Nova má abordagem de Mignolet que está a ter uma temporada terrível. Em tudo muito semelhante a Artur - primeira época positiva, segunda época uma desgraça completa. Ainda é cedo, mas a verdade é que o suplente de Courtois na selecção está a comprometer a sua equipa nos últimos jogos. O Liverpool - mesmo mostrando uma incapacidade total em criar perigo - acabou por marcar num lance isolado. Henderson coloca a bola na área, Balotelli domina de forma exímia disferindo um remate forte contra um adversário. Na ressaca, Sterling acabou por fuzilar Guzan reduzindo assim a desvantagem. Sterling era o melhor do Liverpool, mas o 2-1 mantinha-se até ao intervalo com o West Ham a acabar por cima no primeiro tempo.
    Para a segunda metade o Liverpool entrou forte, mas faltava alguma imprevisibilidade que só tinham em Sterling e que Markovic poderia acrescentar. Só que Rodgers assim não entendeu e o Liverpool tornou-se muito previsível para uma defesa bem montada dos Hammers. Balotelli ainda tentou reduzir, mas sem sucesso. O pesadelo terminou com mais uma oferta vinda de um jogador que já nos tem habituado a tais momentos - Sakho (desta vez o defesa do Liverpool). O defensor aliviou a bola para zona proibida e Downing agradeceu. O ex-Liverpool desmarcou com classe Amalfitano que - de bico - atirou sem hipótese para Mignolet. A segunda parte ficou ainda marcada pela mão leve do árbitro da partida permitindo que os jogadores da casa entrassem um pouco duro demais sem - algumas vezes - ver o amarelo. O guardião Adrián deveria até ser expulso por acumulação de amarelos. Já com um amarelo, o guardião desliza na relva para agarrar a bola e levanta o pé propositadamente para atingir Borini. Gesto feio do hispânico que protagonizou alguns lances de pouco desportivismo.
    Jogo pobre do Liverpool que vê assim o "comboio" da frente cada vez mais longe. Grande jogo do West Ham que dominou por completo a equipa de Brendan Rodgers e dominou grande parte do encontro. Uma equipa que certamente prometerá embates interessantes ao longo da Liga.

19 de setembro de 2014

Dicas Fantasy Premier League - Jornada 5

Fantasy Premier League - O fim-de-semana está aí ao virar da esquina e, enquanto na liga portuguesa há liderança a 4, no campeonato inglês o líder Chelsea terá nesta jornada um teste de fogo, jogando em casa do Manchester City. Blues e citizens defrontam-se no último jogo de Domingo, mas antes dele já se terão vivido as emoções de outros 9 jogos.
    Como sempre, fazendo uma rápida análise à jornada anterior, Diego Costa foi o destaque principal. O avançado do Chelsea chegou aos 7 golos em 4 jogos com um hat-trick que lhe valeu 17 pontos. Speroni foi fundamental na baliza do Crystal Palace ao defender um penalty de Arfield; Baines, Wilshere (tomara que mantenha o nível!) e Pellè estiveram também em grande, e o "ressuscitar" do Manchester United ficou traduzido nas boas jornadas de Ander Herrera e, sobretudo, Di María. O argentino encheu o campo e podem esperar que o continue a fazer.
(Podem-se juntar à Liga Barba Por Fazer: Código - 2019364-449247)

Vamos lá então a alguns palpites para a quinta jornada:

 Charlie Austin - QPR - 5.9

    No plano teórico poder-se-ia prever que o QPR-Stoke resultaria num jogo fechado. No entanto, é bem possível que haja golos dos dois lados, ou não estivéssemos nós na Premier League. Ambas as equipas vêm de derrotas e no QPR mora um avançado que, embora se esteja a exibir abaixo do que esperávamos, quando embalar poderá ser uma escolha irresistível em termos de avançados. Contra o Stoke, Charlie Austin deve jogar com o chileno Eduardo Vargas (6.5) junto a si e a dupla tem potencial para resultar a médio-prazo. Austin é um homem-golo, capaz de marcar de todas as maneiras e feitios e com um instinto mortífero a aparecer onde a bola cai.


 Leighton Baines - Everton - 6.9

    Aquele que é um dos melhores laterais esquerdos da actualidade está a aparecer ao seu nível. Baines assistiu e não sofreu golos no terreno do WBA, tendo bónus 3, e na Liga Europa assistiu e marcou ao Wolfsburgo. Evidentemente é um defesa caro, mas uma escolha interessante por diversos motivos: o Everton quer apagar a surpreendente derrota caseira com o Crystal Palace na época passada, é possível que não sofra golos, pelo seu elevado envolvimento no processo ofensivo é sempre candidato a fazer assistências e junta a isso o facto de cobrar as bolas paradas dos toffees. Numa óptica mais conservadora, quem não consiga introduzir Baines na equipa deveria esperar até à 8.ª jornada - altura em que o calendário do Everton melhora -, embora nessa altura talvez fosse até melhor colocar Seamus Coleman (7.0)

 Erik Lamela - Tottenham - 8.0

    O Tottenham é claro favorito no encontro de Domingo à hora de almoço frente ao West Bromwich e a capacidade de criar/ desequilibrar dos spurs vai estar invariavelmente nos pés de dois homens: Erik Lamela e Christian Eriksen. O antigo jogador da Roma ainda é um jogador para o qual se olha de lado pelo seu elevado preço mas, não tendo ainda marcado qualquer golo, é provável que comece a coleccionar exibições como a que rubricou frente ao QPR. Tanto ele como Eriksen são boas opções, isto para fugir a Nacer Chadli (6.1), mais popular neste momento e certamente uma opção mais em conta, embora não seja um jogador que nos deslumbre.

 Enner Valencia - West Ham - 6.9

    Estávamos desejosos de ver o equatoriano Enner Valencia começar um jogo na Premier League de início e na primeira vez que o fez, marcou um golaço ao Hull. Esta jornada o West Ham defronta o Liverpool e, embora os reds sejam favoritos à vitória (veremos se o jogo se torna complicado ou não..) Enner Valencia é bem capaz de assustar a equipa da cidade dos Beatles. As suas exibições no Mundial, juntando ao futebol dos tempos do Pachuca, fazem de Valencia um jogador que não engana, que se vai adaptar rapidamente ao futebol inglês e que parece carregar consigo algo que pode fazer dele um jogador que apareça sempre em bom plano contra as principais equipas do campeonato inglês.

 Radamel Falcao - Manchester United - 11.0

    Certamente o palpite mais arriscado desta jornada 5. Não pela brutal e inequívoca qualidade do ponta-de-lança colombiano, mas sim pelo facto da sua titularidade estar longe de ser uma garantia. O Manchester United brilhou em Old Trafford contra o QPR, num jogo em que foi Di María+10, e só não colocamos o argentino nas nossas principais sugestões porque Ángel Di María (9.7) foi precisamente uma das sugestões na última jornada. Contra o Leicester, que já roubou pontos a Arsenal e Everton, o United transportará consigo a motivação conseguida na 1.ª boa exibição da época e van Gaal deverá manter o losango a meio-campo. O holandês poderá introduzir Shaw na equipa, passando Rojo para o lugar que Blackett ocupou, e talvez as alterações fiquem por aí. No entanto, pode acontecer que Falcao se estreie de início e isso significaria uma de 2 coisas: ou van Persie aquece o banco e o colombiano joga ao lado de Rooney ou van Gaal "senta" Juan Mata e Rooney recua para o topo do losango. A melhor opção, com Falcao titular, seria Robin van Persie ficar de fora do 11 nesta jornada. Veremos o que fará Louis, e se Falcao for titular suspeitamos que fará aquilo que melhor sabe: golos.

Outras Opções:
Guarda-Redes: A última jornada contrariou um pouco a ideia generalizada de que na Premier ninguém consegue clean sheets (não sofrer golos), uma vez que 7 guarda-redes terminaram a jornada sem terem que ir buscar a bola ao fundo das redes. Desta vez, Tim Howard (5.4) e Hugo Lloris (5.6) são porventura as opções mais seguras, numa jornada em que acompanharemos com interesse as prestações defensivas no A.Villa-Arsenal, Swansea-Southampton e Burnley-Sunderland.

- Defesas: Para além dos supramencionados laterais do Everton, Jan Vertonghen (6.0) e Danny Rose (5.4) podem ser boas escolhas, até pela forma como o belga surge bem nas bolas paradas ofensivas, e considerando ainda o momento de forma e a propensão ofensiva do lateral inglês. Sim, ainda há Dier, mas de resto temos curiosidade de ver o jogo que o lateral direito do Arsenal fará. E, primeiro que tudo, se será Chambers ou o velocista (e com futuro) Bellerín a jogar.

- Médios: Chegando ao meio-campo para além de Di María ou Lamela, há 3 elementos que podem voltar a fazer a diferença: Gylfi Sigurdsson (6.5), Raheem Sterling (8.8) e Aaron Ramsey (9.1). O Aston Villa, que tem impressionado pela sua defesa de betão, poderá eventualmente passar mal com as "aparições" de Ramsey e com o talento de Alexis Sánchez. Era importante para os gunners que Wilshere começasse a apresentar regularmente aquilo que mostrou contra o City. O Swansea-Southampton é um dos jogos mais aguardados da jornada e, para além do islandês do costume, Dyer, Tadic e Schneiderlin vão ser jogadores nos quais estaremos de olhos postos. E veremos quando se estreia Sadio Mané. Num olhar pelos outros campos, o Newcastle-Hull é imprevisível, Aiden McGeady e Kevin Mirallas são os médios do Everton com maior probabilidade de pontuar, e no jogo da semana, veremos quem leva a melhor - Silva ou Fábregas.

Avançados: Já falámos de Austin, de Valencia, de Falcao, mas Wayne Rooney (10.4) é uma opção segura. O capitão do Manchester United está bem e joga de certeza. Como não somos particularmente fãs de Adebayor não lhe daremos o destaque que a lógica demandaria, e para além de nomes como Romelu Lukaku (9.0), Steven Naismith (5.6), Graziano Pellè (7.6) e Abel Hernández (7.0). todos os holofotes estão virados para o Manchester City-Chelsea. O jogo que opõe os 2 maiores candidatos a vencer a Premier League chega numa altura em que Diego Costa está num ritmo avassalador. É um crime não ter o camisola 19 do Chelsea, mas - embora o Chelsea esteja neste momento mais afinado, confiante e se "arrisque" a repetir a vitória da época transacta - atenção a Kun Agüero (12.1), porque este é o tipo de jogo dele.

14 de setembro de 2014

Vit. Guimarães 1-1 Porto: Bernard dá liderança a quatro

Vit. Guimarães  1 - 1  Porto (Bernard (pen.) 68' , Jackson (pen.) 60')

    O jogo grande da 4.ª jornada da liga portuguesa não defraudou as expectativas e fez jus a essa denominação. Na cidade-berço, acabaram por ser 2 grandes penalidades a mexer com o marcador mas houve muito futebol, muita cultura táctica e dois treinadores com boas ideias e que souberam analisar o jogo ao longo do mesmo.
    Nem a Champions League na 4.ª feira fez Lopetegui respeitar menos este Guimarães. José Ángel foi titular mediante a indisponibilidade de Alex Sandro e Quintero foi a surpresa do espanhol, deixando no banco Quaresma ou Tello, por exemplo. Rui Vitória não abdicou da espontânea e inocente mas inteligente e madura ideia de jogo do surpreendente Vitória em 2014/ 15, estreando Bruno Gaspar (Nii Plange estava castigado).
    A 1.ª parte foi dividida, com ascendente do Porto, sempre a confiar no argelino Brahimi para desequilibrar. O Vitória rapidamente encontrou antídoto para o ímpeto inicial do Porto, sempre com Douglas no seu caminho, e de bola parada os vimaranenses foram deixando um ar da sua graça. Douglas manteve-se intransponível, quer perante Brahimi quer perante Quintero, e até final da 1.ª parte o maior perigo até aconteceu na bancada, com o jogo a ser interrompido por causa da confusão nas bancadas.
    Nos segundos 45' as equipas estavam perfeitamente encaixadas até Lopetegui trocar Ruben Neves por Evandro, melhorando substancialmente a sua equipa. O ex-Estoril trouxe maior qualidade de passe no último terço e aos 60 minutos houve mesmo golo. Bruno Gaspar cometeu grande penalidade sobre Brahimi (inicialmente houve um puxão claro do lateral, mas depois o lance foi dúbio), e Jackson Martínez converteu com serenidade, chegando aos 5 golos em 4 jogos. Tanto Lopetegui como Rui Vitória continuaram a ler bem o jogo - Tello e Gui (boa aposta pela sua velocidade e irreverência, características desta juventude vimaranense) foram lançados e aos 67' Jackson rasteirou André André. Bernard Mensah, claramente uma das maiores promessas do momento no futebol português, não vacilou e fez o 1-1. Até ao fim lutou-se muito, houve ainda um fora-de-jogo polémico de Brahimi (Casemiro teve alguma sorte de terminar o jogo), Jackson teve uma oportunidade clara mas não chegou à bola, e o Vitória segurou com unhas e dentes, e uma exibição personalizada do seu meio-campo e da defesa (Rodrigo Defendi e Douglas foram fulcrais).

    Com este empate, no final da 4.ª jornada temos quatro equipas empatadas no topo: Rio Ave, Guimarães, Benfica e Porto têm todos 10 pontos, fruto de 3 vitórias e 1 empate. Um arranque que premeia as duas equipas que continuam a parecer mais fortes que toda a concorrência, e as duas sensações do início de época - se no caso do Rio Ave já o esperávamos, e com a permanência de Marcelo até se poderia considerar este Rio Ave favorito ao 5.º lugar, o Vitória está-nos a surpreender e muito o deve ao (mais uma vez) brilhante trabalho de Rui Vitória. Em Guimarães joga-se bom futebol, com uma abordagem fresca, descontraída e quase de rua (como o técnico referiu) embora com rigor e coragem. É bom ver treinadores como Rui Vitória e Pedro Martins no futebol português e este Vitória tem vários elementos que prometem uma grande época - Hernâni hoje esteve mais apagado mas tem potencial, Tómané é um dos bons avançados portugueses, hoje Caiado apareceu mais e é notável como Cafú (antigamente extremo/ avançado na formação do Benfica) hoje em dia é um dos pilares do meio-campo defensivo. No entanto, e embora hoje Douglas tenha feito um grande jogo, há 2 elementos que merecem superior destaque: André André e Bernard. O médio luso é sem margem para dúvidas um dos vários jogadores que o próximo seleccionador poderia estrear na Selecção (num amigável, por exemplo) e o ganês Bernard Mensah promete mais a cada jogo que passa, e a sua qualidade não engana. É craque, tem futuro, não se esconde e a manter-se assim não ficará muito tempo em Guimarães.

Barba Por Fazer do Jogo: Bernard Mensah (Vit. Guimarães)
Outros Destaques: Douglas, R. Defendi, André André; Maicon, Brahimi

Manchester United renasce nas asas de 'Angelito'

  Premier League - No único jogo do campeonato inglês neste Domingo, o Manchester United conseguiu finalmente realizar o seu primeiro bom jogo da temporada, na recepção em Old Trafford ao Queens Park Rangers. Daley Blind e Marcos Rojo estrearam-se pelos red devils, Falcao também foi introduzido no decorrer da 2.ª parte mas a estrela do jogo foi Ángel Di María que fez toda a diferença no primeiro jogo que cumpriu na sua nova casa.
    O grande destaque foi, primeiro que tudo, o facto de Louis van Gaal ter ganho juízo, abandonando o 3-4-1-2 e apostando num 4-4-2 losango, que resultou na perfeição de acordo com as características dos jogadores. A linha defensiva contou com Rafael, Evans, Blackett e Rojo, funcionando Daley Blind como vértice mais recuado do losango, Herrera e Di María como interiores (um pouco como funcionava a parelha Ramires-Di María no 1.º ano de Jesus no Benfica) e Mata no apoio a Rooney e van Persie. O 1-0 surgiu num livre em que Di María cruzou mas, num arco perfeito, a bola foi seguindo em direcção à baliza sem ninguém lhe tocar, batendo Green. Mãos em forma de coração, o público em êxtase e os colegas de equipa (vê-se que respeitam, admiram e gostam do argentino) vibraram com a estreia a marcar de um dos melhores jogadores do mundo, justamente acarinhado e valorizado pelo Manchester United. Robin van Persie, numa tarde de desacerto, foi "roubando" golos a Herrera e Rooney em melhor posição, o QPR criou algum perigo graças a uma saída sem nexo de De Gea, mas a tarde era de Di María. Aos 35' o novo motor de jogo do United, pegou na bola no seu meio-campo, galgou metros num ritmo impressionante e deixou a bola para Wayne Rooney, que se desmarcou com qualidade. O inglês viu o seu remate bloqueado mas, com bom discernimento, colocou a bola redondinha para Ander Herrera rematar rasteiro e colocado. A excelente 1.ª parte, com boa troca de bola e muita segurança, teve ainda o 3-0 com Mata, Ander e Rooney a trocar a bola, e o capitão a rematar certeiro.
    Na 2.ª parte as oportunidades foram algumas, mas só Juan Mata "matou" o jogo de vez, num lance em que fica a ideia que Di María quis rematar mas acabou por fazer uma assistência letal para o espanhol. Di María continuou a espalhar magia (que passe com a parte exterior do pé a isolar van Persie!) e Falcao quase marcou na estreia, numa recarga a um remate de Blind, mas Robert Green disse não.
    O Manchester United parece ter-se encontrado finalmente, e nas próximas jornadas veremos garantidamente este losango a ser reproduzido e afinado. Com o mau momento de forma de van Persie o melhor seria van Gaal privilegiar a dupla Rooney-Falcao na frente do losango mas para já, embora seja preciso ter em conta que pela frente estava o QPR, houve já francas melhorias. A tarde foi de Di María mas deu gosto ver Ander Herrera e Daley Blind em campo. O holandês, potencial jóker de van Gaal, actuou a médio defensivo e praticamente não falhou 1 passe mas terá certamente muito mais trabalho quando jogar contra as grandes equipas de Inglaterra. Toda a equipa jogou bem, e os laterais (Rojo e, sobretudo, Rafael) foram também importantes. A entrada de Falcao fez Rooney recuar para a posição de Mata, e a equipa (embora também por consequência do desgaste, físico e mental, e também da saída de Di María) piorou. Juan Mata - que poderia ser um dos candidatos a sair do onze com a chegada de Falcao - justificou continuar a ser aposta, embora não nos possamos esquecer que Januzaj neste losango tem capacidade para jogar tanto no lugar de Di María (e aí só conseguirá minutos no fim..) ou "como Mata", porque o losango funcionou bem por ter um interior esquerdo a esticar o jogo e a ser vertical, e um interior direito de equilíbrio.

13 de setembro de 2014

Diego Costa faz 7 em 4, Southampton está vivo e Aston Villa surpreende Liverpool

  Premier League - Depois do excelente Arsenal 2-2 Manchester City, jogaram-se hoje grande parte dos jogos da 4.ª jornada. O Chelsea mantém-se bastantes furos acima da concorrência (e a equipa ainda há-de de elevar a sua qualidade com o decorrer da época..), tendo ganho nesta jornada pontos a City, Liverpool e Arsenal. Os reds eram claros favoritos na recepção ao Aston Villa mas a equipa de Paul Lambert voltou a demonstrar que a sua defesa é de betão e soube surpreender um Liverpool desconcentrado nas bolas paradas defensivas.

    Depois de uma vitória por 6-3 em Goodison Park, o Chelsea de José Mourinho recebeu o Swansea num duelo de líderes. Os swans entraram bem no jogo, com pressão alta e a imporem a sua cultura de posse (notável como tanto com Rodgers, Laudrup e agora Monk há traços identitários que não mudam) e chegaram ao golo num cruzamento de Neil Taylor que o capitão John Terry desviou para a própria baliza num auto-golo. Tal como na 1.ª jornada frente ao Burnley, a equipa de Mourinho manteve-se serena e confiante, e soube dar a volta. Através de quem? Dos suspeitos do costume, claro. Em cima do intervalo, Fábregas bateu um canto e Diego Costa cabeceou para o empate. A reviravolta ficou consumada e dilatada na 2.ª parte com Diego Costa sempre debaixo dos holofotes. Césc voltou a assistir, depois de uma boa combinação com Hazard, o avançado para o 2-1 e Costa chegou ao seu hat-trick ao aproveitar e completar de forma mortífera um remate fraco de Ramires. Loïc Rémy marcou na estreia, e Jonjo Shelvey, isolado, fez o 4-2 final. Nunca é demais dizer: este Chelsea tem tudo. Desde o começo que é o nosso favorito para chegar ao título porque tem espírito de campeão e jogadores para isso. Como prevíamos Fábregas mudou o Chelsea e, com um plantel amplo e com uma defesa que viverá dias mais sólidos, o trio Fábregas-Hazard-Costa promete. Os números não mentem e, se Fábregas leva 6 assistências em 4 jogos, Diego Costa tem 7 golos após quatro jornadas.

    A surpresa da jornada foi a derrota do Liverpool em Anfield frente ao Aston Villa. Brendan Rodgers não pôde contar com Sturridge e Skrtel (lesionados), poupou Sterling e lançou Balotelli na frente, com Markovic, Lallana e Coutinho a apoiá-lo. O arranque do Liverpool foi tenebroso, num total desnorte nas bolas paradas defensivas - Senderos pouco teve que se esforçar para ganhar uma bola a Lovren, que acabou com Agbonlahor a fazer o golo do jogo (Mignolet também podia ter feito mais), e o mesmo Senderos esteve perto de dilatar a vantagem, mas falhou isolado depois de ludibriar o bloco dos reds. O dia não era do Liverpool, com total falta de inspiração, Coutinho procurou mudar o rumo dos acontecimentos, Sterling (é neste momento o jogador mais do Liverpool por isso não fazia sentido à priori poupá-lo) ainda entrou mas nem ele, Borini ou Lambert conseguiram marcar. O Aston Villa iniciava esta jornada uma sequência terrível de 5 jogos e neste caso saiu com nota bem positiva, num início absolutamente surpreendente (10 pontos em 12 possíveis, e apenas 1 golo sofrido em 4 jornadas). Nota: este jogo foi o exemplo perfeito da falta que Luis Suárez faz.

    Nos restantes jogos o principal destaque foi a goleada do Southampton. A equipa de Koeman começa a soltar-se e ainda tem muito potencial para se desenvolver. O italiano Graziano Pellè foi o herói da tarde no 4-0 ao Newcastle, bisando. Morgan Schneiderlin voltou a mostrar que está totalmente focado no clube (esteve com um pé no Tottenham) e marcou o seu 3.º golo nos últimos 2 jogos. Pelo meio, o inglês Jack Cork marcou também, num jogo em que Alderweireld se estreou. A equipa está bem viva, recomenda-se, e Sadio Mané ainda irá acrescentar muita qualidade.
    O Everton conseguiu a 1.ª vitória da época ao derrotar o WBA fora, por 2-0. Romelu Lukaku inaugurou o marcador numa casa onde fez a sua primeira grande época da carreira, e outro belga - Kevin Mirallas - fechou as contas num remate em que Ben Foster foi mal batido.
    O Sunderland 2-2 Tottenham arrancou a todo o gás (Chadli marcou aos 2' e Adam Johnson e os seus pézinhos talharam caminho para o empate aos 4 minutos). Eriksen ainda voltou a pôr os spurs na frente mas o peito de Harry Kane ditou um auto-golo e um empate como resultado final. Por fim, o Leicester ganhou em casa do Stoke (atenção a Ulloa, que já soma 3 golos em 4 jogos) e o jogo entre Crystal Palace e Burnley terminou como começou, um 0-0 no qual Speroni foi determinante ao defender uma grande penalidade.

    Esta jornada da Premier League tem amanhã um Manchester United-QPR, no qual o ex-red devil Rio Ferdinand poderá ver-se contra os reforços estreantes Falcao, Blind e Rojo. Na segunda-feira há Hull-W.Ham a fechar a ronda. Até amanhã!