Revisão: Legion

Legion é uma amálgama difícil de descrever, uma trip psicadélica multi-género, visualmente cativante e revolucionária. Noah Hawley, o homem que não deve dormir, guia-nos num novelo que se desenrola com um bom gosto incrível e faz Brilhar Aubrey Plaza e Dan Stevens, numa série capaz de voar sobre um ninho de cucos.

Óscares Barba Por Fazer 2017

A equipa do BPF elegeu os melhores do ano. Nos nossos Óscares há justiça para 'Nocturnal Animals', 'I, Daniel Blake', Mackenzie Davis, Aaron Taylor-Johnson, Rebeca Hall ou Amy Adams, e muitos elogios para Damien Chazelle e Casey Affleck

E os Óscares 2017 foram para...

Numa noite em que La La Land ganhou 6 óscares, o último e mais importante foi para Moonlight com golpe de teatro pelo meio. Damien Chazelle, Casey Affleck, Emma Stone, Mahershala Ali e Viola Davis não esquecerão este ano

Crítica: Moonlight

Eleito Melhor Filme pela Academia, Moonlight consegue, com uma beleza rara, um trabalho de câmara e um elenco extraordinário, colocar no ecrã o tempo que demoramos a descobrir que somos, e a aceitar e abraçar isso mesmo. O filme de Barry Jenkins é uma peça universal, humana e poética, fragmentada em 3 partes (criança, adolescente e adulto).

Balanço Liga NOS 16/ 17

Um Benfica de luxo à procura do inédito tetra, um Porto que defende como ninguém mas ao qual faltam golos e um Sporting em crise. Esta é a nossa análise a meio de um campeonato com o Minho em força e Chaves a surpreender

27 de março de 2014

Gary Clark Jr. junta-se a Rolling Stones

Está desvendado mais um nome do cartaz da cidade do rock. Gary Clark Jr. é o mais recente reforço do Rock in Rio Lisboa subindo ao palco dia 29 de Maio juntando-se assim aos Rolling Stones. O músico texano já tinha participado em algumas actuações da banda londrina e volta a reencontrá-los em Lisboa.

O músico vem apresentar o seu álbum Blak and Blu de 2012 que já tinha tocado para os portugueses no Super Bock Super Rock do ano transacto.

Os bilhetes para este dia acrescem mais oito euros do que o bilhete normal (61 euros) e estão à venda desde o dia 25. Apesar do valor avultado, tem havido uma enorme caça aos bilhetes já que são os mais baratos de toda a europa para os Rolling Stones.


25 de Maio
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29 de Maio
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1 de Junho
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Porto segue em vantagem para a Taça

FC Porto    1 - 0    SL Benfica (Jackson 6')

    O clássico desta quarta-feira a contar para a 1ª Mão da Taça de Portugal ditou uma vitória pela margem mínima do actual campeão nacional FC Porto contra o actual líder da Liga Zon Sagres Benfica.
    Os azuis e brancos apresentaram-se praticamente com todos os habituais titulares com as excepções de Herrera e Reyes. Pelo contrário, Jorge Jesus foi fiel ao seu discurso e poupou 6 habituais titulares colocando em campo Artur, Maxi, Rúben Amorim, Sulejmani, Salvio e Cardozo.
    O Porto entrou com tudo para cima do Benfica nos minutos iniciais e os encarnados pareciam não estar à espera dum Porto tão sufocante. Após dois lances de grande aperto para o guardião encarnado o golo surge mesmo aos 6 minutos de jogo. Canto batido da direita de forma exímia por Ricardo Quaresma e Jackson Martinez a saltar mais alto que todos e a colocar a bola no fundo das redes. Artur não se saiu e perto da linha de golo viu a bola a entrar no canto superior esquerdo da sua baliza. O Porto pressionava ainda mais e as hesitações dos encarnados ao sair a jogar, permitiam inúmeras recuperações de bola por parte da equipa da casa. Recuperações essas que culminavam em ataques rápidos contra uma defesa encarnada descompensada. Contudo, o comandados de Luís Castro facilitavam na última decisão atirando ou contra o adversário - no caso de Jackson - ou para fora - no caso de Varela. O Benfica só começou a erguer-se a partir dos 35 minutos e o primeiro lance de perigo nasceu ao 40. Centro da esquerda de Rúben Amorim e Rodrigo - a aparecer em boa posição para cabecear - a atirar ao lado. Notava-se um Benfica em crescendo no jogo, mas não o suficiente para incomodar o dragão.
    A segunda parte foi totalmente diferente. O jogo partiu-se por completo e as perdas de bola foram imensas de parte a parte. O Benfica era quem mais procurava o golo, mas não conseguia ultrapassar a defensiva do Porto. Aos 70 minutos, cruzamento da direita de Defour, Jackson consegue dominar a bola e - já só com Artur pela frente atira ao poste. Carlos Eduardo não tinha acreditado que a bola não tinha entrado e ficou imóvel permitindo o alívio de Luisão. Perdida incrível por parte de Jackson Martinez! Na resposta, canto rasteiro para a entrada da área e Rúben Amorim a atirar com violência para enorme defesa de Fabiano! A bola ainda andou a rondar a baliza do Porto, mas nenhum jogador do Benfica conseguiu emendar para golo. O Benfica procurava cada vez mais o golo que tranquilizava a eliminatória e após um livre batido por Sulejmani da esquerda, Fabiano tira a bola da cabeça de Ezequiel Garay de uma forma estupenda! Na recarga, Markovic quase faz um enorme golo de chapéu. A fechar o jogo, Quintero surge isolado acompanhado por Jackson, mas o colombiano acabou por se deslumbrar com as facilidades dadas pela equipa do Benfica e nem rematou, nem passou Jackson. Foi uma mescla dos dois que acabou num corte de Sílvio.
    Grande entrada do Porto que falhou inúmeras oportunidades claras de golo durante os 90 minutos. O Benfica apresentou-se muito estático e hesitante a sair a jogar alimentando cada vez mais esta onda ofensiva azul e branca. Quaresma, Jackson, Defour e Reyes exibiram-se a grande nível no Porto enquanto que do lado do Benfica Rúben Amorim foi o melhor, enquanto que Rodrigo e Sílvio se exibiram a bom nível.
    A eliminatória está em aberto já que esta vitória pela margem mínima não dá certezas de nada para o jogo a 16 de Abril. Até lá, veremos se Jorge Jesus opta por jogar de novo com os jogadores menos utilizados.

Barba Por Fazer do Jogo: Jackson Martinez (Porto)
Outros Destaques: Quaresma, Defour, Reyes; Rúben Amorim, Rodrigo, Sílvio.

26 de março de 2014

City afunda ainda mais United e Arsenal volta a perder pontos

    Hoje jogou-se em Old Trafford o derby de Machester. City e United mediram forças e não poderia ter sido mais desequilibrado. Moyes continua a esgotar a paciência ao adeptos dos Red Devils ao sair derrotado em casa por 3 bolas a 0.
    O jogo não poderia começar melhor. Os Citizens entraram a todo o gás e os pupilos de David Moyes a ver jogar. Conclusão: jogada de insistência de Nasri a culminar no poste - após bom trabalho de Silva anteriormente - e Dzeko no sítio certo e à hora certa para desviar para golo. Apatia total da defensiva da casa aproveitada da melhor maneira pelos visitantes. O bósnio teve a oportunidade de bisar logo no lance seguinte após rematar para enorme defesa de David De Gea. O espanhol ficou irritado com os seus colegas por estarem a demonstrar uma apatia imensa. Rooney e Mata ainda tentaram importunar Joe Hart, mas os remates saíram sem perigo. O descanso chegava e pedia-se mais atitude e acutilância ofensiva ao Manchester United. 
    Contudo, o segundo tempo nada disse trouxe. O City voltava a dominar a partida e o United apenas tentava sair para o ataque através de ataques rápidos nada bem sucedidos. Fernandinho foi o primeiro a criar perigo após cabecear por cima num canto vindo da direita e com um desvio do capitão Kompany e foi de um canto da direita que surgiu o segunda da partida. Nasri cruza para o primeiro poste e novamente Dzeko a atirar para o fundo das redes. Rio Ferdinand não acompanhou e o avançado bósnio atirou mesmo a contar com alguma nota artística. Os citizens tratavam muito bem a bola ao ritmo dos "Olés" vindos das bancadas enquanto que o Manchester United ficava a ver jogar. Os jogadores da casa continuavam a tentar jogar em contra-ataque e um dos seus ataques quase resultou num grande golo de Welbeck. Danny Welbeck tentou um golo de calcanhar após cruzamento da direita e quase surpreendeu Joe Hart. O jogo caminhava para o término e foi aqui que o United teve mais perigo. Mata de livre quase reduziu para 2-1, mas Joe Hart fez uma defesa formidável negando o tento ao espanhol. O City passeava em campo quando se encontrava na posse da bola e o último lance de real perigo deu em golo. Enorme passe de David Silva para Milner, o inglês cruzou tendo o esférico batido num adversário e sobrado para Yaya Toure. O médio Costa-marfinense pediu licença a Evra, tirou-o do caminho e disferiu um remate para dentro da baliza. O resultado estava feito em mais uma noite de pesadelo para David Moyes.
    O actual campeão inglês continua a perder pontos jornada após jornada e é de louvar a paciência que os adeptos do clube têm para com o insucesso trazido pelo actual treinador. Mantêm a sétima posição e só não viram o Newcastle aproximar-se porque o Everton deu conta do recado ao aplicar também chapa 3. O City passeou mais uma vez em Old Trafford e fez um grande jogo com David Silva e Edin Dzeko a serem as estrelas da companhia. O clube milionário está assim a 3 pontos do Chelsea de José Mourinho, mas apresenta-se com menos dois jogos que os londrinos. Será uma Premier League intensa até ao fim.

    Nos outros jogos, o Arsenal voltou a perder pontos ao ceder um empate caseiro frente ao Swansea. Os Gunners assumiram a posse de bola, mas os comandados de Garry Monk eram mais objectivos nos seus ataques e ao mesmo tempo proporcionavam boas jogadas de entendimento colectivo. Wilfried Bony foi o primeiro a marcar de cabeça após grande cruzamento de Taylor, mas o Arsenal chegaria mesmo à reviravolta na segunda parte em apenas 2 minutos. Dois ataques da esquerda em que Podolski e Giroud foram os marcadores de serviço tendo o alemão sido assistido por Gibbs e Giroud pelo próprio Podolski. Contudo, em cima do minuto 90 uma boa jogada de entendimento dos Swans acaba num auto-golo de Flamini. Atrapalhação total na defesa arsenalista com Szczęsny a atirar contra o francês. O Arsenal pode então ficar a 5 pontos do Liverpool já que os Reds apenas jogam amanhã.

    No outro jogo da noite, o Everton foi a casa do Newcastle aplicar chapa 3 sem resposta. Num jogo praticamente dominado pela equipa de Liverpool, Ross Barkley foi o primeiro a marcar e a mostrar que é um dos melhores jogadores da Liga. O jovem inglês correu meio campo a alta velocidade, flectiu par o meio e disparou com violência para a baliza de Tim Krul. Os outros golos vieram na segunda parte com Lukaku a apenas desviar uma bola de Deulofeu vinda da direita. O brilhantismo da jogada nasce nos pés de Osman que faz um passe magistral para o jovem espanhol. E foi mesmo Osman o protagonista do terceiro tento. Num contra-ataque dos Toffees, Lukaku serve o inglês que disferiu um remate potente e colocado sem hipóteses para Tim Krul. O Everton conseguiu assim aproximar-se do Arsenal somando agora 57 pontos, quanto que os Magpies hipotecaram uma eventual aproximação ao 7º lugar que pertence ao Manchester United.

25 de março de 2014

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 95 )






Até Sempre, João Ribas
1965 - 2014

    Este Garganta Afinada é um tributo a João Ribas - vocalista dos Tara Perdida que partiu no passado domingo dia 23 de Março vítima de doença respiratória. João tinha apenas 48 anos e uma carreira musical com cerca de 25 anos que correspondem a 6 anos de Censurados e outros 19 de Tara Perdida. Esta última teve início em 1995 que corresponde ao número do nosso top. E não querendo menosprezar a sua primeira banda, foram os Tara Perdida que nos acompanharam na adolescência e daí que decidimos fazer um Best-Of da banda em memória de João Ribas que foi um dos (se não "o") pioneiro do Punk Rock em Portugal. As músicas não se encontram por uma ordem específica já que a grande qualidade da banda não nos facilita esse trabalho. Estão presentes músicas dos seus mais antigos álbuns como do mais recente  "Dono do Mundo" que tem músicas excelentes. Uma delas recebeu o trono do nosso top - Lisboa.
    Sem mais demoras, aqui ficam as 20 músicas escolhidas por nós.

    Obrigado por tudo, João!



    ►  Reproduzir Todas

24 de março de 2014

Rolling Stones confirmados no Rock in Rio Lisboa

Após tanta especulação, confirma-se a vinda a Portugal de uma das melhores bandas de Rock do mundo - os Rolling Stones. O dia 23 de Maio estava - até então - sem nenhum nome confirmado e fica desde já sem efeito já que a banda londrina irá actuar no dia 29 - um novo dia do evento.

Após o suicídio da namorada de Mick Jagger, pairou a dúvida se a banda iria parar por uns tempos ou não. Felizmente para os portugueses, decidiram prosseguir com a Tour que desde bem cedo se previa que passasse por Portugal. Roberta Medina referiu ainda que era a grande surpresa para os fãs do evento e que a estavam a guardar mais para o fim.

A banda inglesa chega assim a Portugal pela sexta vez em toda a história marcando presença no 10º aniversário do Rock in Rio Lisboa que faz parte da sua tour 14 On Fire que começará em Oslo a 26 de Maio.

O Rock in Rio promete ainda avançar com mais nomes nos próximos dias, isto porque ainda faltam alguns nomes para confirmar e muita gente tem que decidir que dia escolher até 15 de Abril (prazo alargado em detrimento do dia 31 de Março).

25 de Maio
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22 de março de 2014

Sporting supera teste difícil nos Barreiros

    O Sporting foi aos Barreiros bater o Marítimo por 3 bolas a uma. O início frenético fazia prever um jogo difícil para o segundo classificado, mas isso não se verificou. Os leões dominaram grande parte do jogo e só tiveram alguns calafrios perto do fim por causa do talento de Derley.
    O jogo iniciou com uma grande intensidade de jogo fazendo mostrar que tanto o Sporting, como o Marítimo estavam ali pelos 3 pontos. Logo aos 3 minutos, Márcio Rozário fez uma falta dentro da área completamente infantil voltando a mostrar a sua aptidão para colocar a sua equipa em dificuldades. Na conversão, Adrien não vacilou e fez o primeiro do encontro. O Marítimo não baixou os braços e logo a seguir voltou a empatar a partida por intermédio de Weeks. Grande entendimento entre Theo Weeks e Nuno Rocha com o português a devolver de calcanhar para bom golo do médio do Marítimo. Após o golo, os madeirenses praticamente não criaram dificuldades à equipa verde e branca. Os leões aproveitaram e avançaram para cima da defensiva maritimista. Após alguns lances de ataque sem perigo, o Sporting chega novamente à vantagem. Canto da direita de Jefferson, Márcio Rozário afasta de forma desajeitada a bola tendo a mesma sobrado para William Carvalho. O médio dos leões disparou de primeira um pontapé fortíssimo que só parou no fundo das redes de Salin. A vitória ajustava-se ao jogo onde o Sporting controlou após o golo do Maritímo.
    No segundo tempo continuou o domínio leonino. Heldon foi logo o primeiro a tentar a sua sorte com a bola a rasar o poste. De seguida, valeu Salin aos madeirenses para não se verem numa situação ainda mais complicada. Heldon atirou um remate rasteiro vinda da direita onde o guardião francês teve que se aplicar e depois foi a vez de Slimani. O jovem Mané isolou o argelino, mas mesmo sem oposição não conseguiu bater Salin que fez uma grande intervenção. Quando faltavam sensivelmente 20 minutos para o fim da partida, o Marítimo começou a reagir e a causar dificuldades à defesa leonina. Mais concretamente Derley. O avançado brasileiro causou calafrios a Patrício com duas cabeçadas a razar os postes da sua baliza. Depois vem o tal ditado português - "Quem não marca, sofre". Novamente Derley a trabalhar brilhantemente na esquerda, deixando o central Maurício sentado no chão à procura dos seus rins e oferece o golo a Danilo Dias que ousou atirar por cima... Um falhanço incrível do médio brasileiro. Na reacção, Jefferson mata a partida num contra-ataque muito bem executado por parte da turma verde e branca. Grande passe de Adrien a soltar o lateral na esquerda e após uma longa correria, o brasileiro rematou cruzado batendo Salin pela terceira vez. 
    Jogo tranquilo do Sporting que apenas apanhou um susto nos primeiros e últimos minutos do jogo. William Carvalho voltou a fazer um grande jogo tendo sido completado pela boa exibição de Adrien e por Carlos Mané que se exibiu de forma competente no centro do terreno. Do lado do Marítimo, Derley foi o grande quebra-cabeças dos madeirenses criando oportunidades onde elas pareciam não poder existir. O Sporting mantém assim o seu segundo lugar esperando assim pelo resultado do Benfica no jogo de amanhã na perseguição ao título.

Barba Por Fazer do Jogo: William Carvalho (Sporting)
Outros Destaques: Derley, Theo Weeks; Adrien, Mané.
Golos:

Sem Van Persie, Rooney volta a brilhar

    O Manchester United somou hoje 51 pontos ao derrotar a equipa do West Ham no seu terreno. Com a paragem de Van Persie por tempo indefinido, Wayne Rooney foi novamente a estrela da companhia ao marcar 2 golos.
    Depois da enorme reviravolta perante os gregos do Olympiakos, os Red Devils entraram em grande na partida de hoje. Logo a abrir, Fellaini viu o golo ser-lhe negado por Andy Carroll no limite da linha de golo. Porém, logo a seguir, Rooney faz um enorme golo. Após recuperar a bola a Tomkins, o avançado rematou a mais de 40 metros fazendo um autêntico chapéu a Adrián. Após o golo, os visitantes continuaram em cima do adversário e tanto Kagawa como Juan Mata tiveram nos pés a oportunidade de dilatar o resultado. Mas a tarde estava destinada a Wayne Rooney. Após boa jogada de entendimento do Manchester, Mark Noble conseguiu cortar... assistindo Rooney. O avançado inglês apenas teve que encostar.
    A segunda metade do encontro foi enfadonha. David Moyes quis poupar os jogadores para o derby de dia 25 e geriu a vantagem com posse de bola. O West Ham ainda pressionou nos primeiros minutos, mas a defesa do United controlou sem problemas.
    O Manchester United mantém assim o seu 7º lugar e vai agora tentar baralhar as contas do eterno rival Manchester City no próximo jogo da Premier League. O favoritismo recai na equipa de Pellegrini, mas um derby é sempre um derby e o futebol traz as suas surpresas!

Os 3 S's (Suárez, Sturridge e Skrtel) dão vitória ao Liverpool, City volta às goleadas

 Premier League - Quem gosta de futebol espectáculo, quem gosta de golos, tem que gostar da Premier League. E tem que gostar do Liverpool. Mas já lá vamos. Numa jornada que se iniciou com o 6-0 do Chelsea ao Arsenal - que reportámos em exclusivo ao início da tarde -, houve ainda muitos mais golos, reviravoltas e emoções. Acima de tudo, bom futebol. Bom entretenimento.

    O Liverpool deslocou-se a Cardiff e o embate entre a equipa em melhor momento ofensivo e uma vulnerável equipa em zona de despromoção não deixava antever coisa boa para a equipa da casa. No entanto, o Cardiff quis surpreender. Num início de jogo dividido, foi o Cardiff que marcou o 1.º golo - um passe de Joe Allen ficou a meio caminho, e Campbell assistiu Mutch para um remate simples mas indefensável. O Liverpool não se fez rogado e viu-se obrigado a soltar o seu bom futebol: Henderson rasgou a defesa descobrindo o lateral Glen Johnson em posição avançada e o inglês cruzou para um golo fácil de Suárez. Mutch, de longe o melhor em campo do lado do Cardiff, voltou a estar em evidência ao fazer um excelente passe para Campbell, com o avançado (com apetência para os jogos grandes) a retribuir colocando a equipa galesa novamente em vantagem. A partir daí o Liverpool disparou para uma vantagem mais folgada e os golos foram surgindo. O central eslovaco Skrtel chegou aos 6 golos nesta Premier League depois de bisar - ambos os golos iniciados em cantos, ambos com a marca de Coutinho a assistir. Com os 2 golos de Skrtel o Liverpool tinha já dado a volta ao marcador mas um 3-2 para a equipa que pratica o melhor futebol presentemente na Premier League é francamente pouco.
    Num jogo que terminou com Suárez a levar a "bola do jogo" para sua casa, o uruguaio fez o 4-2 depois de uma primorosa assistência de calcanhar de Sturridge. Dá gosto ver quando tudo sai tão simples e tão bem. Daniel Sturridge fez questão de também escrever o seu nome na ficha de jogo, com Suárez a assisti-lo, num rápido contra-ataque em que como sempre os 2 matadores dos reds estiveram de olhos postos um no outro, cabeça levantada, drible desconcertante e velocidade estonteante. Mutch ainda reduziu para 5-3 num lance péssimo a nível de marcação da defesa do Liverpool, mas a tarde era de Suárez e o jogo não terminou sem o melhor jogador da liga inglesa fazer o seu hat-trick. Skrtel aliviou uma bola para o meio-campo contrário num autêntico balão, Suárez ganhou no ombro a ombro com o seu adversário e correu rumo ao 6-3. Suárez, o único candidato à Bota de Ouro que não marca os penalties da sua equipa, chegou aos 28 golos nesta Premier League e o Liverpool tem que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para segurar o seu melhor jogador. Nem 200 milhões de euros pagam o que Suárez representa neste momento para o clube da cidade dos Beatles. Quanto ao Cardiff, Mutch tem nível de Premier League portanto se a equipa descer deveria rumar a outra equipa, e o despedimento de Mackay revelou-se um erro. Nota ainda para o facto de Suárez, ao chegar aos 28 golos nesta Premier, ter igualado o máximo de golos que algum jogador com a camisola dos reds (Robbie Fowler, falamos dele) conseguiu no campeonato. Parece, como tal, que quarta-feira podemos ter recorde batido. E o sonho do título continua.

    À mesma hora jogou também o Manchester City e o tempo das goleadas imparáveis em Etihad voltou hoje. O City defrontou o Fulham (presa fácil, último classificado da liga), que provavelmente estaria melhor se tivesse permanecido sob o comando de Martin Jol. Neste momento, Magath é já o 3.º treinador esta temporada. Magath deixou Holtby no banco, vá se lá perceber porquê, e o City foi construindo a sua vitória. Os três primeiros golos da goleada de 5-0 tiveram a assinatura de Yaya Touré. O médio africano chegou à incrível marca de 16 golos nesta Premier, com 2 grandes penalidades (a 2.ª implicou a expulsão de Amorebieta) e mais um grande golo de longe. Num jogo em que a única nota positiva para o Fulham foi a utilização dos jovens promissores Woodrow e Patrick Roberts (dêem-lhes tempo e terão o seu impacto), o City chegou aos 5 com Fernandinho a marcar num excelente remate e Demichelis a encostar para o resultado final. Não houve Agüero, não houve Dzeko, mas o City goleou e a luta será a três (em princípio apenas 3) até ao fim.

    O Everton recebeu em Goodison Park o Swansea e venceu num jogo equilibrado. Os toffies marcaram primeiro por Baines (grande penalidade) mas Wilfried Bony empatou numa jogada com assistência de Rangel e um grande passe de Routledge a iniciar a construção. Kevin Mirallas, uma das figuras do jogo, fez a assistência para o 2-1 por Lukaku e para o 3.º golo, marcado por Ross Barkley. O resultado final foi carimbado pelo central Ashley Williams. É muito difícil que surja alguém que não os 4 primeiros nesse lote de Champions, e portanto resta agora ao Everton lutar até ao final do campeonato por um lugar na Liga Europa (Tottenham e Manchester United vão querer alcançar a melhor classificação que puderem).   
    Nos jogos menos badalados do dia, o Newcastle venceu o Crystal Palace e Papiss Cissé foi o herói no último minuto de jogo. Sem Pardew no banco (não fosse ele perder a cabeça e tentar que alguém perdesse literalmente a cabeça), Papiss destacou-se pela negativa quase todo o jogo com perdidas incríveis mas carimbou o 1-0 nos instantes finais, com a emoção da Premier League, num cabeceamento após cruzamento de Ben Arfa.
    O Norwich derrotou o Sunderland por 2-0 (Snodgrass e Tettey) e o Hull ganhou pelo mesmo resultado ao WBA (outra equipa que fez asneira, ao despedir Steve Clarke) com golos de Rosenior e Shane Long.

    Hoje joga-se ainda o West Ham-Manchester United, e amanhã Tottenham e Southampton defrontam-se antes do embate entre Aston Villa e Stoke. Recordamos que esta "jornada" será mais extensa mediante o conjunto de encontros marcados para 3.ª e 4.ª feira, com vista ao acerto do calendário.

Chelsea goleia Arsenal por 6-0 no jogo mil de Wenger

Chelsea  6 - 0  Arsenal (Eto'o 5', Schürrle 7', Hazard (pen.) 17', Oscar 42' 66', Salah 71')


    A antevisão deste Chelsea-Arsenal foi bem recheada. Mourinho picou (às vezes são mind-games, outra vez é apenas provocação desnecessária, que foi o caso desta vez) Wenger, o treinador francês que celebrava hoje o seu jogo 1000 como treinador do Arsenal. Na jornada anterior, a sorte tinha sido diferente para as equipas de Londres: o Chelsea perdera em casa do Aston Villa e o Arsenal tinha conseguido uma importante vitória em casa do rival Tottenham.
    Hoje Wenger não contou com Özil, Wilshere, Walcott e Ramsey, mas mesmo assim a equipa podia ter demonstrado muito mais. Mourinho lançou o melhor onze que tinha, com um tridente ofensivo composto por Hazard, Oscar e Schürrle e a dupla Matic-D.Luiz em perfeita sintonia. O Chelsea começou o jogo com muita energia (já é usual a gigante intensidade a meio-campo das equipas de Mourinho em jogos-chave) e dizimou o Arsenal bem cedo. A fazer lembrar a derrota em Anfield, o Arsenal sucumbiu à pressão de Matic, David Luiz e companhia e aos 7 minutos já perdia por 2-0. Giroud até foi o primeiro a ter uma boa oportunidade, à qual Cech correspondeu com uma excelente defesa, mas depois foi o ritmo e a vontade de Schürrle que fez a diferença. O alemão assistiu Eto'o para o primeiro do jogo, diga-se que foi um remate 100% colocado do "velho" camaronês e depois foi ele mesmo, com Matic no lance, a fazer o 2-0 num remate rasteiro e de defesa impossível. Eto'o saiu lesionado com uma lesão muscular mas o Chelsea não deixou de marcar por isso.
    Ao quarto de hora o árbitro marcou uma grande penalidade depois de um remate de Hazard ter sido defendido com a mão por um jogador de campo. Até aí tudo bem, só que Marriner acabou por explusar - erradamente - Gibbs quando tinha sido Oxlade-Chamberlain a cometer a infracção. Eles são parecidos, mas não tanto assim... Conclusão: Hazard fez o 3-0 numa conversão calma, esperando que o guarda-redes caísse para um dos lados, típico do belga. Os blues continuaram num absoluto controlo do jogo sempre com Matic e David Luiz em alta rotação e Azpilicueta a fazer um jogo de enorme qualidade, experimentando por várias vezes passes longos a procurar a velocidade de Schürrle. Aos 42' o Chelsea marcou o último golo do primeiro tempo: Schürrle soltou para Fernando Torres e o avançado espanhol cruzou tenso para Oscar só ter que encostar.
    Ao intervalo, Wenger trocou Koscielny e Chamberlain por Jenkinson e Flamini e até foi Santi Cazorla o primeiro a criar algum perigo. Impressionante, em todo o caso, a falta de bola (e isso ainda quando estavam em campo 11 contra 11) que Cazorla ou Rosicky tiveram. Mérito para a capacidade de antecipação e enorme frescura física dos comandados de Mourinho. Oscar continuou endiabrado - ele que normalmente surge sempre nestes jogos grandes - e fez mesmo o bis num lance infeliz do princípio ao fim para o Arsenal. Rosicky ofereceu a bola a Oscar com um passe errado e o brasileiro contou ainda com uma abordagem negativa de Szczesny ao lance. O Special One (não nos enganemos, ele nunca será o Happy One) ainda lançou o jovem egípcio Salah, com efeitos imediatos. Matic fez um passe a rasgar e descobriu Salah que, cara a cara com o guardião polaco, fez o 6-0 e impôs ao Arsenal a maior goleada de sempre num confronto entre blues e gunners.

    O resultado de hoje voltou a deixar Mourinho com vantagem sobre Wenger e provavelmente terá afastado o Arsenal da corrida pelo título. A Premier League é imprevisível mas Chelsea, City e Liverpool parecem por esta altura as 3 formações com mais aspirações. O Chelsea não deu hipóteses e destruiu o Arsenal num jogo em que a intensidade de Schürrle fez a diferença embora tenha sido algo que se estendeu a toda a equipa - Matic (o seu melhor jogo pelo Chelsea a seguir àquele que fez em casa do Manchester City) e David Luiz estiveram perfeitos, Oscar bisou, Eto'o entrou com tudo e Azpilicueta fez tudo bem.

    As lesões do Arsenal, como sempre, têm influenciado a época dos gunners e esta é a terceira goleada que a equipa vermelha e branca do Norte de Londres sofre depois de ter perdido com o Liverpool recentemente por 5-1 e de ter também perdido em casa do City por 6-3.


Barba Por Fazer do Jogo: Andre Schürrle (Chelsea)
Outros Destaques: Azpilicueta, Matic, David Luiz, Óscar, Eto'o

Ben Howard no Optimus Alive'14

De Londres para Algés, Ben Howard está confirmado no dia 10 de Julho do Optimus Alive. Num dia que já contava com Arctic Monkeys, Interpol, The Lumineers e Imagine Dragons, a confirmação do cantor e autor londrino dá ainda maior destaque ao 1.º dia do evento, e Ben Howard vai garantidamente trazer um concerto de grande qualidade a Portugal.
    Os concertos de Ben Howard são sempre sinónimo de descontracção, algum folk mas sempre com muita emotividade. Ao Passeio Marítimo de Algés, Ben trará o seu álbum "Every Kingdom" que reúne temas como Keep Your Head Up, Only Love, The Wolves e Promise, entre outros. Foi o artista revelação dos BRIT Awards em 2013 e já é há algum tempo um dos artistas que privilegiamos nos nossos Tops Garganta Afinada.
    O cartaz do Alive torna-se assim mais rico, embora pareça ligeiramente desequilibrado. Ainda parece faltar cabeça de cartaz no dia 12 de Julho, mas o dia 10 - com Arctic Monkeys, Ben Howard, Interpol, The Lumineers (e Imagine Dragons, no palco Heineken) - leva para já vantagem mediática.

Fonte: optimusalive.com

21 de março de 2014

Sorteio Liga dos Campeões e Liga Europa

Os sorteios europeus que se realizaram hoje ao fim da manhã/início de tarde ditaram - supostamente - bons jogos nas meias finais. Isto porque excluindo o PSG-Chelsea, tanto o sorteio da Liga dos Campeões como o da Liga Europa, não se verificou nenhuma "final antecipada".


Quartos-de-Final

Barcelona - Atl. Madrid 
Real Madrid - B. Dortmund 
PSG - Chelsea FC 
Man. United - Bayern München 



Apesar do menos bom momento do Barcelona, os catalães são os favoritos a vencer esta eliminatória. A veterania na competição e o factor Messi são o peso que pode muito bem decidir nos dois encontros. Porém, a boa campanha tanto na Liga, como nas provas europeias do Atlético de Madrid podem ditar uma surpresa. Os madrilenos estão talhados para os grandes jogos e o facto de conhecerem bem o adversário pode resultar numa vitória guerreira por parte de Diego Costa e companhia.

O outro colosso espanhol - Real Madrid - encontrou o seu carrasco do ano transacto - Borussia Dortmund. Porém, desta vez o Real Madrid é o grande favorito para seguir em frente. A equipa alemã não se encontra na sua melhor forma (muito por culpa das lesões e das saídas de alguns jogadores fulcrais) contrastando assim com a forma do Real Madrid. No ano passado Lewandowski atropelou os merengues com um poker, este ano oxalá que seja Cristiano o autor dessa proeza.

O terceiro encontro é o grande jogo destes Quartos-de-Final. O PSG ao manter esta sua aptidão em marcar golos pode ser uma grande dor de cabeça para o Chelsea de José Mourinho. E a verdade é que quem tem Ibrahimovic, Cavani e Lavezzi na linha da frente, tem que marcar golos... Por outro lado, temos uma equipa inteligente e muito bem montada por José Mourinho. Uma equipa formada por jogadores jovens e outros já veteranos faz com que haja harmonia no seu jogo. Eden Hazard será claramente o jogador que se irá destacar nos Blues.

Por fim, temos o Manchester United que irá encontrar o Bayern Munique. Bem... Aqui não há grandes dúvidas. Apesar dos ingleses terem dado a volta a um resultado desfavorável de 2-0 na primeira mão frente ao Olympiakos, agora vão encontrar aquela que se pode considerar a melhor equipa do mundo actualmente. O mau momento dos Red Devils irá fazer-se notar nesta eliminatória. Se os bávaros não substimarem o adversário, certamente que poderão "encher o saco" a David Moyes...



Quartos-de-Final 

AZ Alkmaar - SL Benfica
Olympique Lyonnais - Juventus
FC Basel - Valencia CF
FC Porto - Sevilla FC


O Benfica foi - na teoria - o mais beneficiado no sorteio da Liga Europa. O AZ Alkmaar não está a fazer um campeonato tão bom como em outros anos e o seu actual 7º lugar é bem prova disso. Contudo, mesmo tendo em conta a forma incrível da equipa do Benfica, tudo pode acontecer no futebol. O americano Aron Jóhannsson é o jogador a ter mais em conta na equipa alemã já que é o 3º melhor marcador da Liga Holandesa com 16 golos.

O Lyon já há algum tempo que tem desaparecido dos grandes jogos europeus e até mesmo na Liga Francesa. Ao que tudo indica, é muito provável que fique pelas 8 melhores equipas da Liga Europa já que terá pela frente a gigante Juventus. A equipa italiana é líder indiscutível no seu campeonato e tem a motivação extra da final se jogar em sua casa. É claramente a favorita à conquista do troféu.

O Basileia continua a figurar nas fases mais avançadas das competições europeias. O bom futebol ofensivo que produzem é a grande arma dos suíços. Stocker e Fabian Frey são jogadores a ter em conta para o Valência de Ricardo Costa, Vezo e João Pereira. Estando a fazer um campenato medíocre, os valencianos apostam fortemente na Liga Europa. Será um encontro interessante em que teremos bons momentos ofensivos de ambos os lados.

Finalmente a segunda equipa portuguesa terá pela frente o Sevilha de Beto. O FC Porto tem todas as hipóteses de passar os espanhóis que brilharam contra o rival Bétis na segunda mão dos Oitavos-de-Final. A atitude mais guerreira que o interino Luís Castro impôs neste Porto, está a fazer com que a equipa se ergue de novo e mostre aquilo que realmente vale.


20 de março de 2014

Porto e Benfica sobrevivem na Liga Europa

Porto e Benfica consumaram esta tarde/ noite a sua qualificação para os quartos de final da Liga Europa. Ambos com empates 2-2 mas em jogos com histórias bem diferentes. O Porto foi asfixiado pelo Nápoles na 1.ª parte mas deixou a equipa italiana sem oxigénio no final do jogo; na Luz, o Benfica apanhou um valente susto sem qualquer necessidade mas sobreviveu.

Nápoles   2 - 2   Porto (Pandev 21', Zapata 90+2'; Ghilas 69', Quaresma 76')

    Foi uma segunda parte extraordinária, uma qualificação que a dado momento pareceu altamente improvável e muito "dedo" de Luís Castro no jogo. O Porto sobreviveu ao inferno napolitano, numa eliminatória para a qual os seus guarda-redes (Hélton na 1.ª mão e Fabiano esta noite) contribuíram em larga escala. Às ausências de Hélton e Alex Sandro (castigado), juntou-se Maicon à última da hora e o Porto viu-se obrigado a alinhar com Diego Reyes ao lado de Mangala, e Ricardo a lateral esquerdo. 
    A 1.ª parte foi toda do Nápoles. A equipa da casa - onde Rafa Benítez deixou no banco Hamsik e Callejón, e veio a pagar por isso - entrou asfixiante, catalisada pelo seu público e ambientes impressionantes. Insigne foi deixando a defesa do Porto a entrar em parafuso até que aos 21' o Nápoles fez o golo. Pandev iniciou a transição, combinou com Higuaín que o descobriu de novo com um brilhante passe, tendo apenas o macedónio que "picar" a bola numa boa finalização. Mertens e companhia continuaram como setas apontadas à baliza de Fabiano Freitas, mas o guardião foi deixando os seus colegas tranquilos com sistemáticas boas intervenções. Ao intervalo parecia difícil que o Porto subsistisse à pressão italiana, mesmo embora Fabiano, com a ajuda do polvo Fernando a lutar contra o mundo, estivessem em destaque.
    A 2.ª parte começou e tanto Mertens como Higuaín viram Fabiano negar-lhes o golo. Luís Castro interpretou bem o jogo, viu que Carlos Eduardo estava a ser uma nulidade e optou por trocar o brasileiro e Varela por Josué e Ghilas. Bastaram 3 minutos em campo para o argelino marcar um golo muito importante na eliminatória. Jackson iniciou a manobra colectiva, acabou "virado" por Behrami - Martin Atkinson, e bem, deixou a jogada prosseguir -, Fernando ficou com a bola e fez um grande passe que isolou Ghilas à entrada da área. O argelino recebeu e rematou imediatamente com o seu pé esquerdo, para gáudio portista. O golo de Ghilas aos 69 minutos obrigava o Nápoles a marcar mais 2 golos, mas continuou a ser o Porto a equipa mais inteligente em campo. Josué foi coleccionando pormenores de craque, Defour quase fez golo e depois... depois chegou a magia de Ricardo Quaresma. Numa jogada com Danilo e Josué, a bola chegou ao camisola 7 e o extremo "limitou-se" a traçar o seu caminho para a baliza, fazendo um slalom entre os adversários antes de fuzilar de pé esquerdo. Golaço de Quaresma, que obrigava o Nápoles a fazer 3 golos no último quarto de hora.
    Os minutos finais foram do Nápoles, embora o meio-campo portista tenha sabido controlar e congelar o jogo quando pôde, mas a defesa do Porto (sobretudo Mangala e Ricardo, e Fernando à sua frente) foi resolvendo as situações. Apenas nos descontos o Nápoles chegou ao empate, embora o Porto merecesse sair de San Paolo com a vitória. Hamsik e Callejón (porque é que Rafa Benítez deixou 2 dos seus melhores jogadores no banco?) construíram a jogada que o outro suplente utilizado, Duván Zapata, finalizou.

    O Porto mereceu a qualificação e merecia mesmo ter ganho hoje em Nápoles. Fabiano manteve o Porto na eliminatória e o treinador (Luís Castro continua a deixar algumas indicações de que pode continuar a treinar a equipa na próxima temporada) soube corrigir os problemas da equipa: lançou Ghilas e Josué no jogo e "ganhou" hoje alguns jogadores para o seu plantel. Ricardo Quaresma, mantendo este nível, terá obrigatoriamente que integrar o lote de 23 convocados para o Mundial 2014. Tanto ele como Fernando - e ambos não jogarão com o Belenenses no fim-de-semana - são neste momento os 2 jogadores mais influentes na concepção de jogo azul e branca. Quanto a Fabiano, o maior elogio que se pode fazer ao brasileiro é dizer que, tal como evidenciou hoje, será certamente um bom substituto de Hélton durante a sua lesão e, depois, um bom sucessor.

Barba Por Fazer do Jogo: Fabiano (Porto)
Outros Destaques: Pandev; Mangala, Ricardo, Fabiano Quaresma

Benfica   2 - 2   Tottenham (Garay 34', Lima (pen.) 90+4'; Chadli 78' 80')

    Na Luz houve... emoções e sofrimento desnecessários. Jorge Jesus colocou André Gomes, Ruben Amorim, Djuricic, Salvio, Sulejmani e Cardozo em campo, naturalmente com a sua defesa e Oblak atrás, e o 1.º tempo foi maioritariamente das águias. O Tottenham ganhou todos os duelos - fosse Townsend ou Lennon a ala direito - a Maxi, e conseguiu perigo em alguns momentos mas Soldado não soube finalizar. Os encarnados abusaram em alguns momentos do adorno (Salvio e André Gomes foram evidentes exemplos disso) e foram tomando conta do jogo. Luisão quase fez o 1-0 assistido por Garay mas o 1.º golo da tarde estava mesmo reservado para o central argentino, que tinha bisado na Madeira no último jogo. Salvio cozinhou o lance e Garay cabeceou para o seu 3.º golo em 2 jogos. Um golo que simbolizou também o renascer de Salvio, elemento que vai ser determinante para o Benfica nestes últimos meses de época. Ao intervalo, tudo pacífico no relvado da Luz. O jogo era do Benfica, a eliminatória ainda mais. Sem margem para surpresas.
    Na 2.ª parte voltou a ser o Benfica a controlar os acontecimentos, falhando por diversas vezes o último passe. Djuricic nunca conseguiu surgir no espaço certo, pouca gente quis fazer o trabalho invisível para isolar os colegas e André Gomes demorou bastante em algumas acções. Luisão quase marcou, Townsend ficou ainda mais perto numa diagonal venenosa. Jesus leu bem o jogo ao trocar Djuricic por Enzo Pérez (embora devesse com isso ter soltado Ruben Amorim e deixado Enzo ao lado de André Gomes, o que não fez) mas errou substancialmente ao trocar depois Cardozo por Lima, quando o Benfica precisava da "traquinice" de Markovic, da sua desconcertante velocidade para continuar a criar perigo e garantir que o Tottenham se mantinha atento tanto ao sérvio como à marcação em redor de "Tacuara". Aos 78' - isto depois de Sherwood já ter tirado Soldado e Townsend - foi a vez de Chadli também fazer o que quis de Maxi e, num movimento em tudo semelhante ao de Andros Townsend, fez o empate. Só que logo a seguir, o Tottenham fez o 1-2. Numa enorme falha de concentração colectiva, o Benfica ficou a ver jogar. Naughton combinou com Lennon, Kane ganhou uma bola nas alturas e Chadli (talvez num ligeiro fora-de-jogo, mas milimétrico) rematou sozinho sem hipóteses para Oblak. De repente, o Tottenham via a eliminatória a relançar-se, como que caída do céu, e mais um golo permitiria aos ingleses disputar o prolongamento na Luz. A "nervoseira" instalou-se no palco lisboeta e a pintura podia ter ficado completamente borrada não fosse um jovem com um potencial do outro mundo chamado Jan Oblak. Antes de fazer uma ligeira asneira noutro lance, o esloveno tirou um golo a Sigurdsson numa defesa monumental! O público da Luz só pôde serenar o batimento cardíaco quando Sandro derrubou nos instantes finais Lima dentro da grande área. O próprio Lima converteu e o Benfica seguiu para a fase seguinte, depois de um susto dos antigos (leia-se, final de 2012/ 2013).

    Eliminar o Tottenham com um agregado de 5-3 parece positivo, mas os encarnados não se livraram de roer as unhas. Oblak não deu pontos mas neste caso, tirou um prolongamento ao Tottenham, num horrendo de Maxi Pereira (Townsend e Chadli fizeram o que lhes apeteceu do uruguaio). Siqueira continua a evoluir e começa a justificar a compra do seu passe, Garay voltou a marcar e Ruben Amorim foi dono do meio-campo na 1.ª parte, voltando a fazer passes longos incríveis. No Tottenham, Fryers - embora seja lateral esquerdo também consegue jogar a central - não comprometeu muito e Eriksen no pouco tempo que esteve em jogo semeou o pânico.
    Salvio e Chadli foram os melhores elementos em campo. O belga bisou e o argentino teve frente ao Tottenham a sua melhor exibição desde que regressou da lesão.

Barba Por Fazer do Jogo: Nacer Chadli (Tottenham)
Outros Destaques: Oblak, Siqueira, Garay, Ruben Amorim, Salvio; Fryers, Townsend, Eriksen

    Às duas equipas portuguesas juntam-se no sorteio de amanhã (os confrontos dos quartos da Liga Europa serão sorteados às 12h, enquanto que os da Champions às 11h) as seguintes 6 equipas: Juventus, Sevilha, Lyon, AZ Alkmaar, Basel e Valência. O "tubarão" a evitar por Benfica e Porto é, certamente, a Juventus, partindo tanto águias como dragões como favoritos para qualquer embate que não seja com a Vecchia Signora (e a classe de Pirlo a marcar o livre?).

19 de março de 2014

Eddie Vedder no SBSR

A notícia foi avançada há minutos pela SIC e confirmada oficialmente também no facebook do Super Bock Super Rock. Eddie Vedder, vocalista dos Pearl Jam, actuará a solo no festival do Meco a 18 de Julho.
    Eddie Vedder junta-se a The Legendary Tigerman e Woodkid naquele que era, até agora, o dia menos apetecível do SBSR mas catapulta automaticamente tanto o seu dia 18 de Julho como o próprio festival para um patamar qualitativo diferente. Os Pearl Jam lançaram recentemente Lightning Bolt, álbum inferior a muitos outros, mas a banda de Seattle ainda não foi confirmada para nenhum festival de Verão. No entanto, e à imagem do que aconteceu em 2012 no Sudoeste TMN, Eddie Vedder actuará em Portugal a título individual. Na última ocasião trouxe consigo o seu ukelele para interpretar o reportório de algumas das épicas canções da banda sonora de "Into the Wild", tocando também músicas do seu álbum a solo - Ukelele Songs - e da sua banda.
    Um concerto que promete! Mantendo-se, no entanto, a questão: será que Vedder viajará este ano 2 vezes a Portugal, actuando com os Pearl Jam noutro festival? Ou será esta a única oportunidade que os fãs portugueses terão de ouvir um dos maiores vocalistas da actualidade (na opinião dos Barba Por Fazer, o nosso vocalista preferido).

    O alinhamento do Super Bock Super Rock, que ocorrerá entre 17 e 19 de Julho, é este neste momento:

17 de Julho
Massive Attack

Disclosure
Tame Impala
Jake Bugg
Metronomy
Panda Bear
The Cat Empire
Erlend Oye
Vintage Trouble

18 de Julho
Eddie Vedder
The Legendary Tigerman
Woodkid

19 de Julho
Foals
Kasabian
Albert Hammond Jr.
Skaters

    Nos últimos dias, embora não o tenhamos noticiado, ficaram ainda a saber-se mais 2 confirmações para dois festivais diferentes. O Optimus Alive'14 ganhou um importante reforço no seu cartaz ao garantir a estreia em Portugal dos Foster The People. A banda de "Pumped Up Kicks" não chegou a actuar quando esteve cogitada para o Paredes de Coura e trará portanto a solo nacional os êxitos de "Torches" bem como do seu novo álbum "Supermodel", lançado este mês.
    Por sua vez o MEO Marés Vivas comunicou que os Xutos e Pontapés actuarão - em comemoração dos seus 35 anos e depois do seu duplo-concerto na MEO Arena - a 17 de Julho na praia do Cabedelo. Os Xutos já tinham actuado neste festival em 2011 (nesse ano actuaram também no Alive) e desta vez estarão no dia que conta também com The Prodigy. James Arthur, Skrillex, James, Joss Stone e Portishead são as restantes confirmações até ao momento do Marés Vivas. Será que os Xutos se limitarão ao Marés Vivas neste Verão ou darão um saltinho ao Rock in Rio (são, tal como Ivete, titulares indiscutíveis até agora) ou ao Alive?
    Kurt Vile (que teria sido um nome interessante para o Alive ou SBSR) foi hoje confirmado para o Vodafone Paredes de Coura. Imaginamos que nas próximas 2 semanas haja bastantes mais novidades relativas aos nossos festivais de Verão.

17 de março de 2014

Reviravolta na Madeira a caminho do título

Nacional   2 - 4   Benfica (Candeias (pen.) 7', Djaniny 80'; Lima 24', Rodrigo 33', Garay 43' 89')

    Num emocionante jogo de futebol, o Benfica ultrapassou um difícil teste na Madeira vencendo o Nacional por 4-2. A equipa insolar ganhou vantagem cedo, mas a resposta encarnada foi sintomática da qualidade de jogo e da valia do plantel benfiquista, incomparável neste momento com qualquer outra equipa no nosso país.
    Jesus e Machado, que se cumprimentaram no início do jogo, escalaram as equipas que eram esperadas e o início de jogo foi de grande intensidade por parte da equipa da casa. O Nacional começou pressionante, acutilante e confiante, com Candeias muito activo e a ganhar os duelos com Maxi, e chegou mesmo ao golo aos sete minutos. Candeias ganhou uma grande penalidade - motivada por uma alegada mão de Luisão, embora pareça que a trajectória da bola se altere motivada pelo 1.º contacto com a coxa de Luisão - e foi ele mesmo que assumiu a conversão. Oblak acertou no lado, mas Candeias converteu mesmo num golo que premiou a boa entrada do Nacional, mas com o "dedo" do árbitro Manuel Mota, que nos últimos dias recebeu ameaças de morte dirigidas a ele e à filha, caso o Benfica vencesse hoje.
    O Benfica procurou reagir e teve uma boa ajuda quando Aly Ghazal (o egípcio tem sido um dos melhores médios defensivos do campeonato) se lesionou. Nos últimos 20 minutos da 1.ª parte o que se viu foi uma resposta forte e uma declaração clara de que o Benfica quer muito o título. O empate começou num bom cruzamento de Markovic perante o qual Rodrigo teve a calma e discernimento de, em plena grande área, deixar a bola para Lima, que estava em melhor posição. O artilheiro brasileiro - que tem feito muitos golos, mas essencialmente de penalty - pontapeou para o 1-1. Os encarnados mantiveram o pé no acelerador, Siqueira viu um justo amarelo por simulação, e Gaitán esteve perto de fazer o golo após boa jogada de ataque, novamente saída dos pés de Markovic e com Rodrigo a fazer muito com uma simples simulação. O golo da reviravolta chegou então aos 33' e foi apenas e só o momento do jogo. Rodrigo, em noite inspirada, pegou na bola do lado direito, flectiu para o centro, adiantou ligeiramente a bola e rematou fortíssimo de pé esquerdo, num golaço que só parou no ângulo superior esquerdo da baliza de Gottardi. Mas como quem marca 2 marca 3, Garay encarregou-se de colocar os visitantes com margem mais confortável. Canto de Enzo Pérez e em terras de Saviola surgiu Ezequiel Garay que, com arte, engenho (e a ajuda do vento) cabeceou para o golo de ângulo difícil. Depois de ter perdido na 1.ª jornada na Madeira, frente ao Marítimo (que se mantém a única derrota do Benfica nesta edição) o Benfica conseguiu deixar bem patente o seu valor respondendo com personalidade e qualidade de jogo, numa avalanche de excelentes 20 minutos.
    A 2.ª parte deve ser vista de uma maneira: houve um jogo até aos 80 minutos e outro a partir daí. Nacional e Benfica, muito graças à vontade do Benfica em arrefecer o jogo e ao facto do Nacional ser mais forte em transição com a velocidade do seu trio de ataque, deixaram os minutos passarem longe do ritmo da primeira parte. No entanto, ao minuto 80 numa desatenção defensiva, Candeias ficou sozinho no flanco direito (deu a ideia que Oblak poderia ter-se saído mas pareceu também que se o tivesse feito não teria chegado a tempo) e cruzou para o desvio de Djaniny. O 3-2 do ex-benfiquista relançava o jogo a 10 minutos do fim e o Nacional voltou logo de seguida a ficar perto de marcar num livre marcado de forma perfeita por Marçal, ao qual Gomaa não conseguiu dar a melhor correspondência. E como o Benfica estava a ser sinónimo de eficácia, as águias - diga-se, Garay - encarregaram-se de "matar" o jogo com o 4-2 final. Sílvio, nessa altura já no lugar de Siqueira, cruzou a partir do flanco esquerdo com muita qualidade e Garay cabeceou, desta vez de forma 100% intencional, bisando e carimbando uma vitória suada mas merecida. Foi a 10.ª vitória consecutiva das águias, que - considerando todas as competições - não perdem desde que jogaram com o Olympiakos a 5 de Novembro. Desde aí, 25 jogos sem perder (23 vitórias e 2 empates).

    Era um dos grandes testes que o Benfica tinha na luta pelo título e ficou novamente claro o que nos últimos meses vem ficando reforçado: o Benfica é de longe a equipa no nosso campeonato que melhor futebol pratica e, dada a esmagadora diferença qualitativa do seu plantel para os restantes, ganhar o campeonato é uma obrigação. O Benfica tem, comparando com os 2 rivais directos (o Porto já não deve ser considerado um candidato neste momento), o calendário mais favorável até final da competição - como já dissemos há semanas -, deslocando-se ainda a Braga e Arouca e na última jornada ao Dragão. A lógica demandaria que os encarnados consigam sagrar-se campeões em sua casa frente a Setúbal ou Olhanense, mas depois do final de época passado, com certeza que todos só terão certezas quando estas forem garantidas matematicamente. Nestas 7 derradeiras jornadas, o Sporting deslocar-se-á à Madeira por 2 ocasiões (Marítimo e Nacional), termina o campeonato numa recepção ao Estoril mas pelo meio terá ainda 2 visitas a campos de equipas que estarão desesperadas por pontuar para se manterem no principal escalão - Paços Ferreira e Belenenses.

    Num jogo em que o Benfica conseguiu colocar-se a 12 pontos dos dragões e voltou a distar 7 pontos do Sporting (que são 8, uma vez que o Benfica tem vantagem no confronto directo), Rodrigo foi a principal figura. O avançado espanhol já tinha apresentado esta garra e qualidade noutro jogo decisivo - na Luz contra o Porto - e foi determinante, ele que tem sido esta temporada o mais regular e com melhor índice dos 3 avançados do Benfica. Garay foi novamente central goleador e lá leva 6 golos na liga. Tantos como Djaniny, que seria um jogador interessante para crescer por exemplo em Braga ou tornar-se aposta do Estoril, embora o melhor elemento do Nacional tenha sido Candeias, um daqueles jogadores que merecia ter tido outra carreira. Nota final para Nico Gaitán, o artista maior (não necessariamente o melhor jogador do plantel nesta edição, porque aí Enzo, Luisão e Rodrigo têm vantagem esta época) deste Benfica: se os adeptos encarnados perdessem com o argentino o tempo que os adeptos leoninos gastam a fazer gifs dos grandes pormenores de William Carvalho (não obstante ser um dos nossos jogadores favoritos do campeonato), não teriam vida.

Barba Por Fazer do Jogo: Rodrigo (Benfica)
Outros Destaques: Candeias, Djaniny; Garay, Enzo, Gaitán
Resumo:

A caminho dos milhões

Sporting CP    1 - 0    FC Porto (Slimani 53')
    Noite de clássico e perspectivava-se um grande embate para a luta do segundo lugar do campeonato. A boa segunda parte do Sporting arrumou um Porto sem ideias de jogo, mas - se nos basearmos nos argumentos tão rectilíneos encabeçados por Bruno de Carvalho - o Sporting acaba por ser beneficiado levando para casa 2 pontos a mais e o Porto acaba por ser prejudicado levando menos 1 ponto. É verdade... O único golo da partida marcado por Slimani é precedido de fora-de-jogo de André Martins. Leonardo Jardim reagiu ao lance com: «O André está deslocado, apesar de ser uma questão mínima. É um erro como outros, que pode acontecer.» - denota-se alguma hipocrisia tendo em conta os seus comentários no jogo da semana passada. Quando se perdem pontos fala-se dum recorde mundial de golos anulados. Quando se ganham pontos com um golo irregular fala-se num «acontece a todos». Comentários escusados quando se sabe que no futebol português há sempre casos contra e casos a favor, muito por culpa - na grande maioria das vezes - incompetência das arbitragens. E isto somos nós a querer acreditar na saúde do Futebol Nacional. Contudo, Luís Castro deu a volta ao resultado no que toca à hipocrisia soltando um - «O nosso mundo é nas quatro linhas, há muitas coisas que se passam à volta que não têm nada a ver com o jogo»... Palavras para quê? Tais afirmações saídas de um portista são claramente material com teor humorístico.
    Posto isto, vamos ao jogo propriamente dito que é o que realmente interessa. O Sporting arrumou por completo a equipa do Porto e só não fez mais golos porque não teve a frieza necessária nos momentos oportunos. 
    A primeira parte não foi ao nível destas duas grandes equipas e apenas se traduziu em alguns rasgos de génio de Ricardo Quaresma. O primeiro foi aos 16 minutos onde o português - lançado por Alex Sandro -com uma recepção orientada e uma mudança de trajectória deixou Cédric para trás, tirou um cruzamento de letra a transbordar classe descobrindo Varela ao segundo poste. Varela rematou de primeira para grande defesa de Patrício. Aos 29, Quaresma quis tentar de novo um golo de levantar o estádio, mas a bola embate na barra. Remate vindo do canto esquerdo da área de Patrício, de resto, um local já cómodo para o extremo fazer enormes golos. A terminar a primeira parte um centro milimétrico de Danilo da direita que Jackson desperdiçou atirando ao lado quando já só tinha Rui Patrício pela frente. Uma primeira parte com um Sporting a precisar de mais acutilância no ataque e com um porto a traduzir-se - novamente - em momentos Quaresma.
    Para a segunda parte o Sporting encheu o campo e essa acutilância que vinha em falta, trouxe-a do balneário. Logo a abrir o segundo tempo, os leões quase chegaram ao golo por intermédio de Mané. O extremo leonino desviou da melhor maneira um canto que Helton salvou em cima da linha de golo. Slimani, na recarga, acabou por atirar para a bancada. Porém, logo no momento a seguir redimiu-se. William Carvalho desmarcou André Martins pela direita, o médio centrou sem oposição e - também sem oposição - Slimani faz o golo. O adiantamento de André Martins aquando do passe de William Carvalho foi bem visível, mas não tanto como a falta de disciplina táctica de Abdoulaye. O senegalês foi marcando Slimani enquanto este se desmarcava, mas chegou à área e decidiu andar para o vazio... Slimani disse "obrigado" e completamente solto fez um golo à verdadeiro ponta de lança. O Sporting galvanizou e começou a criar mais perigo à defesa portista. As recuperações de bola eram muitas e o Porto praticamente não tinha ideias de jogo. Helton acabou por lesionar-se com gravidade sozinho e saiu de maca aplaudido por todo o estádio. Do outro lado, Patrício voltou a ter um lance caricato onde Jackson quase fez a igualdade. Montero que aos 74 minutos saltou do banco, proporcionou um bom momento de ataque ao tirar dois defesas portistas da frente e a rematar para boa intervenção de Fabiano. Tudo podia acabar por aqui, mas não antes de Fernando ser expulso por atitude agressiva perante Montero que tentava perder tempo. Decisão acertada de Pedro Proença ao amarelar o jogador do Sporting e a dar ordem de expulsão a Fernando. Atitude violenta do jogador portista que já se via longe não só do título como da Champions e que fez lembrar uma atitude agressiva de Jackson Martínez a Maxi Pereira na Luz, onde o jogador portista - também ele de cabeça quente por estar a perder - empurrou o lateral tendo apenas visto o amarelo.
    Um jogo que valeu pela segunda metade da equipa leonina ao apresentar um futebol agressivo perante um pequeno Porto sem ideias que contrasta com aquele que deu boas indicações contra o Nápoles para a Liga Europa. O Sporting cimenta assim o seu 2º lugar que dá acesso imediato à Liga dos Campeões com uma exibição monstruosa de William Carvalho - a recuperar imensas bolas no meio campo e com direito a alguns bons dribles - e ainda com Slimani a ser novamente decisivo para a turma leonina.

Barba Por Fazer do Jogo: William Carvalho (Sporting)
Outros Destaques: Slimani, Dier, Adrien; Quaresma.
Golos:
Slimani 53' 1-0

16 de março de 2014

Gerrard e Suárez mantêm sonho do título bem vivo

 Manchester United 0 - 3 Liverpool  (Gerrard (pen.) 35' (pen.) 47', Suárez 84')

    
Num dos jogos mais marcantes desta Premier League 13/ 14, e representativos das distintas épocas de United e Liverpool, a equipa da cidade dos Beatles alcançou uma vitória expressiva, justa e que praticamente terá garantido a presença dos 
reds na Champions League da próxima época, mantendo o sonho do título bem vivo.    Rodgers e Moyes lançaram aqueles que serão por esta altura os seus onzes mais fortes: Rodgers apostou em Flanagan a lateral esquerdo e um trio de meio-campo com Gerrard, Allen e Henderson; Moyes lançou o seu duplo pivô com Fellaini e Carrick, deixando as tarefas ofensivas a cargo do quarteto Mata, Januzaj, Rooney e RVP. A 1.ª parte começou com muita posse de bola da equipa visitante - o Liverpool desta temporada tem tipicamente inícios de jogo fortíssimos -, explorando a velocidade de Daniel Sturridge e pressionando alto com Skrtel e Agger a ganharem a bola em terrenos subidos. Flanagan foi demonstrando enorme garra, frente a Mata ou Januzaj e aos 34 minutos foi assinalada grande penalidade a castigar uma mão de Rafael, evitando a progressão de Suárez dentro da área. Na conversão, o capitão e especialista (que nunca venceu a Premier League, embora seja figura histórica de um clube que já venceu o campeonato inglês por 18 ocasiões) não falhou da marca de 11 metros. O United não existiu na primeira parte e voltou a sucumbir logo no recomeço do jogo. Henderson colocou a bola na área, mas Joe Allen viu-se carregado por trás pelo central Phil Jones. O capitão Steven Gerrard, calmo como sempre, voltou a dar motivos para festejar aos seus colegas de equipa e aos adeptos, festejando desta vez efusivamente.
    A equipa da Manchester fez uma exibição banal perante o seu público em Old Trafford, conseguiu apenas 1 remate à baliza durante todo o jogo e, num de poucos lances de perigo, Robin Van Persie cabeceou ao lado depois de um bom cruzamento de Rooney (será o capitão do United na próxima temporada?). Os últimos 15 minutos foram, como não poderiam deixar de ser, do Liverpool - rei e senhor do jogo, e Gerrard poderia mesmo ter alcançado um feito histórico na era da Premier League: um hat-trick de penalties. Vidic foi expulso por alegadamente derrubar Sturridge na grande área (pareceu que o avançado inglês se aproveitou e procurou o contacto), mas Gerrard ao tanto tentar colocar a bola, acabou mesmo por rematar ao poste. Logo nos minutos seguintes Sturridge foi, aí sim, "varrido" por Carick mas Mark Clattenburg achou que 4 grandes penalidades já seriam demais. Até ao final, o diabo Suárez avisou De Gea, proporcionando uma boa defesa do guardião espanhol, e acabou ainda por fechar as contas do jogo em 3-0. Um remate que correu mal a Sturridge tornou-se uma assistência perfeita para Suárez que, em linha no limite do fora-de-jogo, finalizou de forma imaculada com o seu pé esquerdo, à saída do guarda-redes.

    Confessamos que o Liverpool é o clube inglês de um de nós e Steven Gerrard o ídolo futebolístico do outro portanto a vitória de hoje foi ouro sobre azul. A vitória de hoje deixa várias conclusões: este United corre sérios riscos de na próxima temporada não ter uma competição europeia para disputar (Tottenham e Everton pareceu em melhor posição de lutar pela Liga Europa); Suárez tem tudo para ser o melhor marcador desta Premier League e apagou alguns fantasmas do seu passado num campo onde se iniciou a polémica com Evra; a luta pelo título será, muito provavelmente, entre Chelsea, City e Liverpool mas os reds terão ainda que receber ambos em Anfield. A presença na Champions deverá ser um factor suficiente para Suárez se manter no clube - e a sua permanência seria o grande "reforço" do próximo Verão, enquanto que Gerrard merecia, depois de tanta lealdade ao clube mesmo desejado ano após ano por Sir Alex e Mourinho, levantar o troféu máximo em Inglaterra.

Barba Por Fazer do Jogo: Steven Gerrard (Liverpool)
Outros Destaques: Agger, Glen Johnson, Allen, Henderson, Suárez

13 de março de 2014

Liga Europa: Benfica destrói Tottenham com capitão Luisão em grande; Porto ganha vantagem

 Tottenham 1 - 3 Benfica  (Eriksen 64'; Rodrigo 30', Luisão 58' 84')

    Num jogo com intensidade digna de Premier League, o Benfica deu passo e meio rumo aos quartos de final da Liga Europa. Em White Hart Lane, a noite foi sobretudo do capitão Luisão, a premiar justamente a impressionante qualidade que tem apresentado nesta época (a melhor da sua carreira).
    Jorge Jesus lançou um onze com um gestão equilibrada. Poupou Gaitán e Enzo, não abdicou de Oblak - e fê-lo bem. No Tottenham, Sherwood deixou Soldado (que embora não esteja em grande forma poderia hoje ter sido uma dor de cabeça) no banco, e optou por Kane. A partida iniciou-se com uma pressão alta por parte do Tottenham, cativado pelo apoio do seu público, e uma constante aposta no jogo directo, com vários lançamentos de Vertonghen, Sandro e companhia em busca do jogo aéreo de Adebayor e Kane. A primeira meia hora foi do Tottenham, revelando Oblak (em estreia europeia) um ligeiro nervosismo, mas acabou por ser o Benfica - que já tinha deixado os visitantes em sentido quando a bola ia parar à velocidade de Markovic e Rodrigo - a fazer o golo. O brilhantismo da jogada iniciou-se num incrível passe a rasgar de Ruben Amorim que deixou Rodrigo na cara do golo. O avançado flectiu a grande velocidade da direita para a zona central e rematou de pé esquerdo, sem hipóteses de defesa. O golo chegou num momento em que o Tottenham era quem estava "por cima" no jogo e até ao intervalo coube ao Benfica controlar, com o seu meio-campo a asfixiar o adversário e a fechar os caminhos para a baliza. Amorim, Fejsa e Sulejmani (hoje praticamente a interior) brilhantes nas suas acções.
    O 2.º tempo começou logo com um susto para os encarnados. Depois de um transição em velocidade-cruzeiro, Eriksen isolou Adebayor na área mas o togolês rematou... muito mal. E isto somos nós a ser amigos do Adebayor. O Benfica manteve o seu atrevimento, afinal de contas é superior ao Tottenham e isso estava à vista de todos, e aos 57 Ruben Amorim, depois de combinar bem com Cardozo, encheu o pé esquerdo para uma boa defesa de Lloris. Amorim assumiu o canto consequente desse lance e colocou a bola na cabeça de Luisão que fez o segundo da noite nas alturas. Os adeptos do Benfica faziam-se ouvir efusivamente em Londres quando o Tottenham conseguiu reduzir. Sílvio fez uma falta à entrada da área e Eriksen, num livre directo indefensável, fez um grande golo. Com 1-2 no marcador, viveu-se autêntico ambiente de Premier League com jogo partido e constantes perdas e recuperações de bola por parte de ambas as equipas. Gaitán (tão castigado foi com faltas) e Enzo entraram e aos 84' o Benfica sentenciou a eliminatória. Gaitán dispôs de um livre indirecto do lado esquerdo e cruzou certeiro para um bom cabeceamento de Garay. Lloris defendeu a tentativa do argentino mas nada pôde fazer, segundos depois, perante o fortíssimo remate do capitão Luisão. Com os seus adeptos em justa efervescência, o Benfica terminou o jogo ganhando por 3-1 e perto de fazer o 4.º num bom lance de Siqueira, com envolvimento de Gaitán.

    Um jogo perfeito do Benfica. Os encarnados abordaram o jogo com inteligência, tiveram a sorte/ eficiência de conseguir fazer o 1.º golo (num grande lance de Amorim e Rodrigo) quando o Tottenham estava a ser superior, mas a 2.ª parte deixou bem patente a diferença de qualidade entre as duas equipas. Caberá ao Benfica arrumar com a eliminatória na 2.ª mão, mas hoje voltou a ficar claro que este Benfica é um dos indiscutíveis favoritos à conquista da Liga Europa (e a Juventus hoje empatou em casa).
    Luisão foi o homem do jogo, juntando à sua (mais uma vez) exibição imperial na defesa, dois golos nas suas aventuras até à área contrária. É o melhor ano da sua carreira, acumula experiência e uma noção perfeita dos momentos de jogo. Ruben Amorim foi o "outro homem do jogo". O médio português esteve brilhante a meio-campo, formando uma dupla perfeita com Fejsa, e foi ele quem desbloqueou o jogo com um passe que dá gosto ver e rever para o golo de Rodrigo. Fez ainda a assistência para o 1.º golo de Luisão. Sulejmani e Rodrigo apresentaram-se em grande nível e Fejsa voltou a demonstrar que é fortíssimo a pressionar, a simplificar processos e sabe meter o pé à bola como ninguém.
    Para a semana joga-se a segunda mão, e o Benfica tem uma tarefa para terminar.

    A gestão da condição física é importante e a prioridade do Benfica é o campeonato, mas quase que se pode dizer que, moralmente, com a exibição de hoje o Benfica ganhou o jogo na Madeira da próxima 2.ª feira.

Barba Por Fazer do Jogo: Luisão (Benfica)
Outros Destaques: Eriksen; Fejsa, Ruben Amorim, Sulejmani, Rodrigo

 Porto 1 - 0 Nápoles  (Jackson Martínez 57')

    O Porto jogou ao fim da tarde e Luís Castro voltou a ter razões para sorrir enquanto treinador do clube da Invicta. Os azuis e brancos conseguiram vencer e, também graças a Hélton, viajarão para o inferno napolitano sem terem sofrido qualquer golo na 1.ª mão.
    No Dragão, Luís Castro voltou a apresentar o seu trio de meio-campo - Fernando, Defour e Carlos Eduardo - que curiosamente ao fim de 2 jogos é o que mais perto o Porto deve ter andado de ter um trio coeso e de acordo com o habitual nível exibicional no clube; o jogo começou com cuidados de parte a parte e foi Jackson Martínez o primeiro a acordar o jogo, rematando para boa defesa de Reina. O Nápoles espreitava o contra-ataque, com Callejón a ser um perigo constante para Alex Sandro - como o foi todo o jogo -, mas foi o Porto a marcar. Embora o golo tenha sido (mal) anulado. Carlos Eduardo marcou mas o árbitro entendeu erradamente que este se encontrava em fora-de-jogo.
    Os segundos 45 até começaram com Quaresma a avisar Reina que o Porto queria marcar, mas depois seguiram-se momentos de alarme na área portista. Hélton e alguma sorte em várias ocasiões seguraram o nulo durante vários minutos Higuaín, Behrami e Callejón a acumularem perdidas. Lances nos quais, como já é sabido, Hélton tem íman. E quem não marcou... sofreu. O Porto chegou então ao decisivo golo desta 1.ª mão aos 57' com o colombiano Jackson Martínez a fazer um bom remate na sequência de um canto. O final de jogo foi absolutamente frenético, com Quintero - voltou a sair do banco, mais uma nota positiva para o treinador - a rematar uma bola ao poste e Zapata a ficar perto do 1-1 por duas ocasiões. O jogo terminou com 1-0 e este golo de Jackson poderá ser muito importante na eliminatória.


    Foi a 1.ª vitória do Porto na Europa em 2013/ 2014, em casa, e o facto da equipa portuguesa não ter sofrido golos hoje poderá revelar-se determinante no desfecho do jogo em Nápoles. O meio-campo portista voltou a estar bem, Jackson voltou a marcar e Hélton foi... Hélton.
    Um bom jogo em Nápoles, no qual um golo marcado pelo Porto poderá deixar em aperto e a correr contra o relógio a equipa napolitana, poderá ajudar a que o futebol português consiga ter duas equipas nos quartos de final da Liga Europa. Não é a Champions, mas é o que se vai conseguindo.

Barba Por Fazer do Jogo: Hélton (Porto)
Outros Destaques: Carlos Eduardo, Defour, Jackson Martínez; Reina, Callejón