Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 01/10/17)

Que filmes devem ter debaixo de olho? As previsões dos Óscares 2018 estão de volta e trazem Christopher Nolan, Daniel Day-Lewis, Gary Oldman, Saoirse Ronan, Sally Hawkins, Frances McDormand, Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Emmys Barba Por Fazer 2017

A 12 de Julho apresentámos os nossos nomeados, diferentes da Academia de Televisão, Artes e Ciências. Estes são os vencedores, num mundo paralelo onde Better Call Saul, Carrie Coon, Aden Young, Michael McKean e Master of None são reconhecidos.

TOP | Melhores Contratações da Liga NOS

Num defeso modesto, praticamente sem Porto, o Sporting foi quem melhor se movimentou. O Benfica perdeu jogadores-chave na defesa e reforçou-se bem.. no ataque.

TOP | Melhores Contratações da Premier League

O Barba Por Fazer ordenou as principais transferências do defeso inglês num campeonato que movimentou 1,6 mil milhões de euros.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

28 de fevereiro de 2014

Rafa e Ivan Cavaleiro são estreias na Selecção Nacional

    O médio do SC Braga e o avançado do Benfica são estreias absolutas na convocatória da Selecção Nacional. Paulo Bento optou por fazer uma convocatória equilibrada de modo a juntar habituais nomes da Selecção com os mais novos. Aqui fica a nossa análise à lista de Paulo Bento para o amigável com os Camarões:

    Na baliza, ficando Rui Patrício fora da convocatória, Paulo Bento passou a chamar Anthony Lopes, Beto e Eduardo ficando novamente de fora o guardião da Académica Ricardo - na nossa opinião, merecia mais que qualquer um dos 3 convocados.
     Na defesa Rolando voltou a ser chamado, mesmo tendo em conta a boa forma de José Fonte no Southampton cuja defesa é uma das menos batidas da Premier League. Já a boa forma de Sílvio no Benfica não teve direito a um lugar na convocatória por causa de Miguel Lopes.
    No meio campo apenas pode ser apontado um erro a Paulo Bento. Erro esse que já perdura algum tempo. A não inclusão do jogador do Sporting Adrien na Selecção Nacional é a maior das injustiças do seleccionador nacional. Mas quem cederia o lugar ao jovem leão? Na nossa opinião, Josué seria uma opção ou até mesmo Raúl Meireles - que já não tem a mesma disponibilidade física de outros tempos.
    Na frente de ataque - confessemos - não há grande espaço de manobra, pelo menos por enquanto. Não havendo pontas de lança que joguem com regularidade, Paulo Bento voltou a chamar Hugo Almeida - que já se verificou que já não está à altura dos grandes jogos. Edinho foi novamente chamado estando a exibir-se bem no penúltimo classificado da Liga Turca. Por fim, Rafa e Ivan Cavaleiro foram premiados após as boas exibições nos seus clubes. Ao ataque português falta uma maior regularidade exibicional de Nelson Oliveira e - quiçá - alguns minutos para Amido Baldé no Celtic para poder provar o seu valor.

Aqui fica a lista dos 23 eleitos:

Guarda-redes - Eduardo (SC Braga), Beto (Sevilha) e Anthony Lopes (Lyon)

Defesas - Miguel Lopes (Lyon), João Pereira e Ricardo Costa (Valência), Pepe e Fábio Coentrão (Real Madrid), Rolando (Inter), Neto (Zenit) e Antunes (Málaga)

Médios - Raul Meireles (Fenerbahçe), João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (Dínamo Kiev), William Carvalho (Sporting), Rúben Amorim (Benfica) e Josué (FC Porto)

Avançados - Rafa (SC Braga), Ivan Cavaleiro (Benfica), Edinho (Kayseri Erciyesspor), Hugo Almeida (Besiktas), Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Varela (FC Porto)

27 de fevereiro de 2014

Benfica passeia frente ao PAOK; Porto passa com agregado de 5-5

 Benfica 3 - 0 PAOK  (Gaitán 70, Lima (pen.) 78', Markovic 79')

    Na Luz o Benfica confirmou hoje a sua presença nos oitavos de final - onde vai medir forças com o Tottenham -, fruto de uma exibição coesa, inteligente e madura. Os encarnados resolveram a eliminatória de vez na 2.ª parte e com 2 factores a pesarem: o "dedo" de Jesus nas substituições e um ex-benfiquista, Katsouranis.
    Jorge Jesus colocou Salvio e Cardozo (os "reforços" de Inverno das águias) no onze inicial, deu minutos a Djuricic e André Gomes e utilizou Sílvio na lateral esquerda, onde rende substancialmente mais. A primeira parte somou poucos lances merecedores de destaque. Óscar Cardozo deu o 1.º sinal das intenções do Benfica mas acabou por ser Artur a deixar os adeptos com o coração na boca depois de um deslize que quase fazia o PAOK empatar a eliminatória. Num jogo controlado pelo Benfica a meio-campo, acabou por ser Cardozo a ficar muito perto do golo num grande livre directo, magnificamente defendido por Glykos. No segundo tempo começou por ser Maduro a aparecer com perigo em zona de finalização e Jesus, quando passava 1 hora de jogo, optou por trocar Salvio e Cardozo por Markovic e Lima. E os resultados vieram a revelar-se minutos depois. O Benfica começou a imprimir maior intensidade nas suas acções e aos 69' Katsouranis acabou expulso ao travar Lima à entrada da área quando este seguia para a baliza. Katsouranis saiu da Luz ovacionado pelos adeptos que não esquecem os seus anos de águia ao peito e cumprimentado pelo capitão Luisão. Se motivos tinha o PAOK para perder as esperanças ao ver-se reduzido a 10 unidades, mais motivos teve quando Gaitán, que assumiu a marcação do livre directo, fez um verdadeiro golaço num livre marcado com suavidade e magia, impossível de defender. A partir do 1-0 os encarnados continuaram a procurar o golo e em 2 minutos fizeram dois e fecharam o resultado. Lima marcou de grande penalidade (seria interessante vê-lo a marcar de bola corrida, embora hoje tenha sido decisivo ao entrar no jogo) e Markovic, assistido por um corte de Luisão, voltou a dar alegrias aos adeptos.

    O Benfica voltou a fazer uma exibição bem conseguida, marcou 3 golos e continua numa sequência incrível a nível de golos sofridos (apenas 1 golo nos últimos 11 jogos). A equipa mantém o equilíbrio durante o jogo, está a ser feita uma gestão melhor que noutros anos (com a quantidade de soluções que o plantel benfiquista tem era uma obrigatoriedade) e na próxima ronda o adversário dará pelo nome de Tottenham. Lima e Markovic fizeram a diferença saídos do banco, Gaitán escreveu o momento mágico do jogo e Luisão voltou a ser o patrão de uma defesa cada jogo mais sólida, embora com Oblak a serenidade seja efectivamente maior.
    Uma vitória em homenagem a Mário Coluna.

Barba Por Fazer do Jogo: Nico Gaitán (Benfica)
Outros Destaques: Luisão, Ruben Amorim, Lima, Markovic

 Eintracht Frankfurt 3 - 3 Porto  (Aigner 37', Meier 52', 76'; Mangala 58', 71', Ghilas 86')

    Frenético. O Porto resistiu em Frankfurt e num jogo muito emocionante carimbou a sua passagem para os oitavos onde encontrará o Nápoles (veremos como se dará a instável equipa de Paulo Fonseca no inferno napolitano). Continua a ser preocupante a quantidade de erros defensivos que o Porto tem em cada jogo e o facto de os dragões precisarem de novo empate para ultrapassar uma equipa que ainda há poucas semanas se encontrava junto à linha de água na liga alemã.
    Hoje o Porto até começou bem o jogo mas ficou sempre a ideia de que Jackson era uma "ilha" no seio da defesa germânica, ainda para mais uma "ilha" que anda muito abaixo do seu real valor e desligado dos golos. Aos 37' a vida do Porto ficou ainda mais complicada do que já era à priori. A defesa ficou a dormir e viu o Eintracht construir uma boa jogada finalizada por Aigner com um toque subtil. Mas como um mal nunca vem só, já no 2.º tempo - aos 52 minutos - Maicon não acompanhou os colegas na armadilha do fora-de-jogo e deixou 3 jogadores do Eintracht na cara de Hélton. Barnetta só teve que dar para Alexander Meier, que não teve qualquer dificuldade em marcar. Paulo Fonseca colocou Ghilas em campo aos 54' e 4 minutos depois Mangala - um dos heróis do jogo - marcou de cabeça depois de um cruzamento bem feito por Quaresma. O estado de alma deste Porto 2013/ 2014 ficou traduzido no minuto seguinte onde, logo após marcar, sobreviveu ao 3-1 graças a Hélton e Varela, com o extremo português a salvar o Porto em cima da linha. Os portistas começaram a acreditar e a fazer valer a sua força e Mangala voltou a marcar. Quaresma marcou rapidamente um livre colocando a bola em Fernando e o brasileiro cruzou para o cabeceamento do central francês. O jogo não parava e 5 minutos depois o Eintracht Frankfurt voltou a marcar - Meier surgiu sozinho e rematou forte para o 3-2. Licá entrou perto do fim e foi dele o remate que esteve na origem do tão festejado golo portista. O ex-Estoril rematou para defesa de Trapp mas o guardião alemão já não conseguiu defender o decisivo golo de Ghilas.

    O Porto teve alma e lutou pelo jogo e pela eliminatória e Paulo Fonseca aguentou o seu lugar no banco. Mangala destacou-se (acreditou e não é todos os dias que um central bisa), Quaresma e Ghilas foram determinantes e Fernando deixou tudo em campo mostrando bem aos seus colegas qual o empenho que deveriam ter. Um exemplo. Os alemães - com bom futebol mas com individualidades bastante abaixo do favoritismo portista - bateram-se muito bem nesta eliminatória e saíram da Liga Europa pela porta grande. Alexander Meier voltou a demonstrar que a sua carreira podia ter tido voos mais altos.

Barba Por Fazer do Jogo: Eliaquim Mangala (Porto)
Outros Destaques: Aigner, Meier; Fernando, Quaresma, Ghilas


Liga Europa: Nos restantes jogos o Tottenham conseguiu marcar 3 golos (Eriksen e Adebayor 2x) depois do Dnipro ter marcado em Londres e encontrará o Benfica, enquanto que o Nápoles estará no caminho do Porto depois de ter vencido, também por 3-1, o Swansea. O Shakhtar desiludiu e foi eliminado em sua casa pelo Plzen e a Juventus voltou a vencer por 2-0 (Vidal e Osvaldo) não se deixando intimidar pelo Trabzonspor. A aventura europeia do Ludogorets, da Bulgária, continua e o resultado de hoje foi de 3-3 num jogo impróprio para cardíacos frente à Lázio. Os oitavos ditarão ainda um derby sevilhano e um confronto entre Juventus e Fiorentina. Terá também muito interesse a eliminatória entre Red Bull Salzburg e Basel. São então estes os 8 jogos da próxima fase:


Tottenham-Benfica
Porto-Nápoles
Juventus-Fiorentina
Basel-Salzburg
Sevilha-Bétis
Lyon-Plzen
AZ-Anzhi
Ludogorets-Valência

26 de fevereiro de 2014

Real Madrid marca 6 na Alemanha; Mourinho empata com os amigos Drogba e Sneijder

Schalke 04  1 - 6  Real Madrid (Huntelaar 90+1'; Benzema 13' 57', Bale 21' 69', Ronaldo 52' 89')

    E ao 25.º jogo em solo alemão, o Real Madrid conseguiu a segunda vitória da sua História. E que vitória! Os merengues marcaram dois golos no 1.º tempo e destruíram o Schalke com mais 4 golos na segunda parte - uma exibição impressionante e perfeita, apenas beliscada já no tempo de compensação por um prémio para os adeptos da casa que apoiaram a sua equipa até ao fim: um golaço saído do pé direito do holandês Huntelaar. Já poucas dúvidas restam da maior qualidade que este Real tem com Ancelotti ao leme (um treinador "resultadista") e este festival terá sido claramente uma afirmação do Real, uma espécie do "Eu estou aqui", de Ronaldo mas ampliado ao colectivo, no que diz respeito à conquista da Champions onde muito provavelmente este Real pode ser considerado a seguir ao Bayern a equipa com maior probabilidade de erguer o troféu.
    Ancelotti colocou em campo aquele que parece ser por esta altura o seu melhor onze e viu o seu trio da frente (Ronaldo, Benzema e Bale) espalhar bom futebol numa avalanche imparável. O Schalke 04 tentou jogar de igual para igual - não se pode condenar uma equipa que quer discutir o jogo atacando em sua casa - e o Real abriu o marcador aos 13 minutos. Tudo começou numa diagonal frenética de Gareth Bale. O galês flectiu, combinou com Ronaldo e o português tentou servir o galês de calcanhar mas, graças a um desvio, acabou por assistir sim Benzema. O Schalke procurou responder de imediato e o talentoso Draxler viu Casillas negar-lhe o golo com uma defesa incrível. Incrível foi também Bale aos 21'. Karim Benzema soltou a bola para o galês no flanco direito e depois o fantástico jogador fez gato-sapato da defesa do Schalke - entre 3 defesas delineou o seu caminho para a baliza e rematou forte com a parte exterior do pé esquerdo para o golo. O Schalke acusou colectivamente o 2-0 sofrido e começou a deixar um autêntico "buraco" entre a sua defesa e o seu ataque, vendo-se Bale e Di María, e sobretudo Cristiano Ronaldo, a testar a atenção de Fahrmann. O guarda-redes fez o que pôde para adiar o golo da equipa de Madrid e o resultado chegou ao intervalo num justíssimo 0-2.
    A 2.ª parte, essa sim, foi um verdadeiro testemunho da força deste Real Madrid. A equipa de Carlo Ancelotti, com processos simples e visivelmente trabalhados, destruiu por completo os alemães e nunca tirou o pé do acelerador. Bastaram mais 7 minutos para Ronaldo surgir finalmente na ficha de jogo. Gareth Bale iniciou o lance no flanco direito, descobriu no lado oposto o capitão da Selecção portuguesa e Ronaldo - a mostrar que ainda arrisca e consegue ser letal no 1 para 1 - dançou frente a Matip (chegou a dar alguma pena a forma como o jogador foi ultrapassado) e desferiu um remate sem hipóteses.
    Quem achava que o festival iria parar por ali, rapidamente percebeu que não seria o caso. Benzema e Ronaldo construíram o 4.º golo com tabelinhas sucessivas, terminando o lance num passe soberbo de Ronaldo para o golo do francês. Manteve-se a toada com o Real a mastigar o jogo e a ter a bola até "querer" acelerar e marcar, e aos 69' foi a vez de Sergio Ramos fazer um brilhante passe, isolando Gareth Bale (em ligeiro fora-de-jogo) que não vacilou e finalizou sem espinhas. O último golo merengue estava guardado para o minuto 89 quando o já entrado Isco recuperou uma bola, Benzema não tardou em desmarcar Ronaldo e CR7 aguentou a carga de um defesa, tirou Fahrmann do seu caminho e chegou aos 11 golos em 6 jogos de Champions - ultrapassou Ibrahimovic e manteve-se num excelente caminho para bater o recorde de golos numa época da competição. Até Howard Webb apitar para o final da partida houve ainda tempo para os adeptos alemães (que mesmo vergados por tantos golos continuaram a entoar cânticos) serem recompensados com o golo da noite. Huntelaar, em resposta a um cruzamento atrasado de Fuchs, rematou uma bomba sem deixar a bola cair, num golo para ver e rever.

    Quando se tem Ronaldo e Bale (e Benzema, embora os 2 primeiros tenham sido os dois grandes destaques do jogo) tudo é mais fácil. Este Real é cada dia mais equipa, e Ancelotti - bem-sucedido no Milan, Chelsea e PSG - está a afinar a máquina. A defesa esteve assertiva (Carvajal é um lateral bastante subvalorizado e já no ano passado no Leverkusen foi um dos melhores da Europa na sua posição; Marcelo hoje pareceu não estar ainda a 100% fisicamente), Modric esteve extraordinário e está a fazer este ano a melhor época da sua carreira; Di María esteve incansável enquanto esteve em campo, a defender e a levar jogo para a frente. Gareth Bale brilhou e, afinal de contas, foi para momentos como estes que ele trocou o Tottenham pelo Real Madrid. Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo, jogou de acordo com o estatuto que alcançou com o seu trabalho - marcou 2, assistiu 2 e conseguiu mais uma exibição difícil de esquecer.

Barba Por Fazer do Jogo: Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Outros Destaques: Huntelaar; Ramos, Modric, Bale, Benzema

Galatasaray  1 - 1  Chelsea (Chedjou 65'; Torres 9')

    Na Turquia o jogo foi bem menos espectacular e aconteceu o que se poderia de alguma forma prever. O Chelsea não conseguiu ganhar e adiou a decisão da eliminatória para Stamford Bridge. A impossibilidade de utilizar Nemanja Matic - e os hábitos que a equipa já adquiriu com ele em campo - fez a diferença na capacidade do Chelsea em encher o campo, e a equipa de Mourinho acabou por falhar numa bola parada defensiva. O jogo teve o seu 1.º momento de perigo numa desatenção de Muslera que Willian não aproveitou e aos 9 minutos já o Chelsea gritava golo no inferno turco. Depois de uma bola recuperada a meio-campo, Schürrle desmarcou Azpilicueta no flanco esquerdo e o lateral espanhol assistiu magnificamente Fernando Torres para um desvio certeiro de El Nino. O jogo continuou com mais intensidade do que propriamente bem jogado e no Chelsea foi-se assistindo a um jogo muito apagado de Hazard, enquanto Willian e Ramires se evidenciavam com os principais dinamizadores da equipa. O Galatasaray procurou o golo, Drogba foi dando trabalho ao antigo colega de equipa John Terry e o Gala marcou ainda na 1.ª parte mas viu o seu golo ser anulado por estarem 2 bolas em campo.
    O segundo período de jogo continuou com muitas faltas e o Galatasaray foi crescendo devagarinho. Aos 65' os turcos acabaram mesmo por marcar. Sneijder bateu um canto do lado esquerdo e a bola percorreu a área dos blues até ser desviada pelo improvável Chedjou para o fundo das redes. Terrível abordagem defensiva da equipa de Mourinho (que certamente terá ficado frustrado por sofrer um golo naqueles termos) e Terry ficou mal na figura, ao deixar Chedjou "escapar". O golo turco fez crescer o apoio dos seus fervorosos adeptos e a equipa do Chelsea foi, de certo modo, engolida pelo ambiente. O favorito Chelsea aguentou os restantes minutos de jogo sem sofrer e o único lance de maior relevância acabou por ser um remate do lateral Alex Telles.
    A decisão da eliminatória ficou adiada para a 2.ª mão, sendo que o Chelsea parte ainda assim como favorito mas precisará que as suas maiores estrelas - Hazard e Óscar (nessa altura já estará em boa condição física) - façam a diferença.

Barba Por Fazer do Jogo: Aurélien Chedjou (Galatasaray)
Outros Destaques: Alex Telles; Azpilicueta, Torres

Ed Sheeran a 31 de Maio no Rock in Rio

Uma boa novidade para o Parque da Bela Vista. O Rock in Rio confirmou neste final de manhã a estreia do britânico Ed Sheeran em Portugal. Nomeado para o grammy de Artista Revelação em 2013, Ed Sheeran torna-se automaticamente um dos nomes mais interessantes dos cartazes dos festivais portugueses - é bom vermos grandes talentos a estrearem-se cá, e Sheeran junta-se assim a, por exemplo, Justin Timberlake ou James Arthur (no portuense Marés Vivas) nesse lote.
    Ed Sheeran lançou o seu 1.º álbum em 2011 (intitulado '+') e espera-se que o seu segundo álbum seja lançado ainda este ano. No primeiro trabalho do cantor ruivo de 23 anos ficaram célebres temas como "The A Team", "Lego House" (videoclip onde entrou o actor que desempenhou o papel de Ron Weasley) ou "Give Me Love". Recentemente em Portugal o concorrente Fernando Daniel, do Factor X, cantou na sua audição uma música ("Cold Coffee") de Ed Sheeran, sendo que aquilo a que se assistiu foi o júri a desconhecer o artista. Só os mais distraídos não terão reparado também que é com um inédito e original "I See Fire", do cantor britânico, que encerrou o filme The Hobbit: Desolation of Smaug.

    Ed Sheeran irá actuar no dia 31 de Maio, juntando-se assim aos cabeças-de-cartaz Arcade Fire, sem nos esquecermos da homenagem a António Variações que abrirá o palco Mundo. O dia 31 passa assim a reunir algum interesse - não é todos os dias que se pode ver uma banda como Arcade Fire e um artista como Ed Sheeran. Agora que os bilhetes diários foram colocados à venda (hoje) é bastante provável que a organização comece a adiantar os restantes nomes e a fechar o cartaz nas próximas semanas.
    É natural que o público português mantenha alguma curiosidade sobre o dia 23 de Maio - no qual ainda não há nenhuma confirmação. Em todo o caso, 1 de Junho (pela estreia de Timberlake em solo nacional) e agora 31 de Maio (por esta dupla Arcade Fire + Ed Sheeran) são até ver os dias com maior relevância.
    Entretanto houve variadíssimas confirmações para o Palco Electrónico e também se ficou a saber que existirá um novo palco - Vodafone.

23 de Maio
Palco Mundo
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25 de Maio
Palco Mundo
Ivete Sangalo
ROBBIE WILLIAMS
Áurea & Boss AC

30 de Maio
Palco Mundo
LINKIN PARK
QUEENS OF THE STONE AGE
Capital Inicial
Steve Aoki

31 de Maio
Palco Mundo
ARCADE FIRE
Ed Sheeran
Homenagem a António Variações

1 de Junho
Palco Mundo
JUSTIN TIMBERLAKE
Jessie J
Chic

25 de fevereiro de 2014

Champions: Dortmund com um pé nos quartos e United volta a desiludir

Zenit    2 - 4    Borussia Dortmund (Shatov 57', Hulk 69'; Mkhitaryan 4', Reus 5', Lewandowski 61',71')


    Esperava-se um jogo equilibrado dado o mau momento de ambas as equipas. O Dortmund tem tido algum azar com as lesões de alguns jogadores fulcrais, já o Zenit apenas se tem exibido mal - mesmo "roubando" craques a troco de milhões. Para além de não estar num grande momento de forma, o Zenit tinha ainda a desvantagem de não estar com ritmo de jogo por se encontrar numa paragem do campeonato russo. 
    Os alemães entraram com tudo e nos primeiros 5 minutos fizeram logo dois golos. O primeiro aos 4 por Mkhitaryan numa jogada excepcional de Reus. O alemão arrancou com a bola, ganhou posição ao primeiro adversário, sentou Neto e assistiu o arménio - tudo isto sofrendo constantes cargas por trás do primeiro adversário. O segundo tento surgiu logo no minuto seguinte por intermédio de Marco Reus. Nuri Sahin trabalhou bem na direita, cruzou rasteiro para o centro da área, Grosskreutz amorteceu e Reus fuzilou de primeira a baliza de Lodygin. O Zenit tentava responder, mas as transições ofensivas não corriam nada bem. Muita perda de bola no meio campo adversário que foi dando descanso a Weidenfeller. As perdas de bola, no entanto, não foram os únicos erros da equipa russa. Os constantes espaços deixados no seu sector mais recuado permitiu aos visitantes dominar por completo a partida e ainda algumas ocasiões de perigo.
    Pedia-se mais Zenit para a segunda parte, mas não pareciam haver melhoras no jogo dos russos. Ainda assim, é a equipa de Witsel e Hulk a inaugurar o marcador do segundo tempo. Contra-ataque russo após perda de bola do Dortmund no meio campo, Hulk combina com Fayzulin, faz um "cabrito" a Weidenfeller, Schmelzer corta, Rondon atira ao poste e - finalmente - Shatov atira para o fundo da baliza. Um ataque atabalhoado, mas que finalmente colocou a bola no fundo das redes para a equipa da casa. Porém, a felicidade e esperança dos russos não demorou muito já que 4 minutos depois Robert Lewandowski voltou novamente a alargar a vantagem para dois golos. Uma defesa totalmente descompensada, permitiu que Reus servisse o número 9 do Dortmund e que este rematasse sem qualquer oposição. Tornou-se um jogo muito mais aberto com os jogadores do Zenit a atacarem quase sem precaução, mas a verdade é que voltaram a reduzir. Piszczek fez penalty sobre Fayzulin e Hulk na cobrança fuzilou por completo Weidenfeller. E como não há uma sem duas... Os alemães voltaram a marcar logo a seguir. O Zenit praticamente não defendia, mas continuava a perder bolas. Os jogadores do Dortmund ficaram mais uma vez em superioridade numérica e Reus voltou a servir Lewandowski para o 4º golo dos visitantes. Até ao fim dos 90 minutos, os alemães optaram por gerir a posse de bola enquanto que do outro lado os russos tentavam atacar "sem regras". 
    Mau jogo do Zenit, com demasiadas desconcentrações defensivas e com uma falta de ritmo bem à vista. O Dortmund não foi perdulário e arrasou os russos nos momentos chave. Lewandowski foi um constante perigo para a defesa adversária, mas tudo começava nos pés de Marco Reus - aquele que foi o homem do jogo para o Barba Por Fazer. Terceiro jogo consecutivo em que a equipa da casa perde para os visitantes e praticamente a decidir a eliminatória.

Barba Por Fazer do Jogo: Marco Reus (Borussia Dortmund)
Outros Destaques: Hulk, Fayzulin; Lewandowski, Nuri Sahin.


Olympiakos    2 - 0    Manchester United (Dominguez 38', Campbell 55')

    Mais tarde jogou o Manchester United e a verdade é que voltou a desiludir. Esperava-se vida difícil para os ingleses tendo em conta o seu mau momento desportivo e ainda o terreno em que ia jogar - Estádio Karaiskákis. Um público infernal que intimida os adversários e empurra a equipa da casa para o ataque.
    E desde bem cedo que isso se verificou. Os gregos assumiram um futebol bem ofensivo e pressionante nos primeiros minutos, embora a posse de bola tenha pertencido maioritariamente ao United. Poucas ocasiões de golo, com ambas as equipas a resguardarem-se muito na sua defesa. Cleverley quase inaugurou o marcador num remate de ressaca, mas saiu algo por cima da baliza de Roberto. E quem não marca, sofre... Depois de Holebas ter ameaçado com um remate às malhas laterais, Chori Dominguez fez o golo. Campbell tentou cruzar da direita, a defensiva inglesa sacudiu para fora de área onde o capitão Maniatis estava à espera... Sem meias medidas rematou forte à baliza de De Gea que viu mesmo a bola entrar dentro da sua baliza tendo sido enganado pelo toque subtil de Dominguez. O Manchester United continuava com o seu futebol pobre e sem ideias e os gregos continuaram a procurar a baliza contrária. Contudo, até findar a primeira parte, a vitória pela margem mínima mantinha-se.
    No segundo tempo pedia-se mais aos Red Devils, mas estes não corresponderam. Joel Campbell começava a criar cada vez mais perigo e aos 55 minutos marcou um grande golo. Agarrou a bola no centro do terreno, fez o túnel a Carrick e disparou colocado para o fundo das redes deixando os ingleses de mão na cabeça. Os pupilos de Michel continuavam a deixar o público louco e Moyes a deixar os adeptos do United ainda mais de cabeça perdida. Os gregos não largavam o meio campo adversário e Olaitan quase fez o terceiro após boa incursão de Campbell do lado direito. Com o resultado em 2-0, o Manchester United só tinha um remate à baliza... E tardou em criar dificuldades a Roberto. Aliás... Em boa verdade não as chegou a criar, já que o único lance de real perigo surgiu dos pés de Van Persie aos 80 minutos onde o holandês atirou por cima estando em excelente posição.
    Mais um resultado negativo para David Moyes e desta vez para a Liga Milionária. O Olympiakos voltou a mostrar grande qualidade e bastante querer na sua exibição ao alcançar uma grande vitória em casa frente a um colosso adormecido inglês. Os gregos partem em boa posição para Old Trafford, mas nada está decidido. 

Barba Por Fazer do Jogo: Chori Dominguez (Olympiakos)
Outros Destaques: Campbell, Maniatis, Manolas.

Markovic derrota vimaranenses com truque de magia

Benfica    1 - 0    Vit. Guimarães (Markovic 40')

    O Benfica levou de vencido o 6º classificado da Liga Zon Sagres num futebol a meio-gás da equipa encarnada destoando por completo com a exibição de Lazar Markovic - o homem do jogo.
    A primeira parte quase abriu com um golo no primeiro minuto. Jogada de entendimento na direita entre Markovic e Sílvio com o português a servir Rodrigo para um ligeiro desvio que Douglas parou. O Benfica dominava a partida não deixando o Vitória atacar. Porém, o número de passes falhados era elevado e a bola teimava em não aparecer o último terço do campo. Tinha que ser Markovic a agarrar na bola e começar a "tricotar" os seus adversários por ali fora até oferecer o golo a Rodrigo. Só que Rodrigo também não quis marcar e ao tentar servir Sulejmani possibilitou o corte da defesa vimaranense. O Benfica apertava cada vez mais e o artista era sempre o mesmo. Markovic - desta vez pela esquerda - começou a correr deixando os adversários para trás, entrou na área, serviu Sulejmani e o sérvio atirou contra os adversários. O Vitória finalmente chegou à baliza com Maazou a rematar forte e cruzado para uma grande defesa em voo de Jan Oblak. Depois surge a magia... Enzo deu para Rodrigo, o espanhol rodou sobre o adversário tirando-o do caminho picou a bola por entre os defesas deixando Lazar Markovic isolado com Douglas. Lançado, o sérvio fez um "cabrito" perfeito ao guardião adversário, dominou e atirou com calma para o fundo das redes... Um golaço do craque sérvio que vale a pena ver e rever! 
    E se a primeira parte tinha sido demasiado calma onde apenas o irrequieto Markovic se destoava do resto da equipa, a segunda metade ainda foi mais. Domínio absoluto do Benfica, mas sem qualquer chama. A bola começou a passar mais por Sulejmani e Rodrigo começou a trabalhar mais no ataque encarnado. Sem grandes oportunidades flagrantes de golo, só 3 lances de ataque do Benfica se destacaram nos restantes 45 minutos de jogo. Sílvio foi o primeiro a tentar a sua sorte com uma bomba cruzada vinda do lado direito numa defesa aparatosa de Douglas. Depois surgiu Rodrigo após boa combinação no meio campo a isolar Lima que depois de se desviar de Douglas - só com a baliza pela frente - atirou às malhas laterais. Por fim, quase houve um regresso perfeito de Salvio à sua casa. El Toto passou por um, virou por completo para o flanco esquerdo onde estava Markovic, o sérvio deu para Rúben Amorim à entrada da área e o português picou para Salvio disparar para boa defesa de Douglas.
    Jogo Q.B. do Benfica onde quase não houve Vitória em campo. Um Benfica muito perdulário na frente com Markovic a dar espectáculo para total regozijo dos adeptos. O líder mantém então uma vantagem de 5 pontos para o Sporting e aumenta para 7 a diferença para o campeão nacional.

Barba Por Fazer do Jogo: Lazar Markovic (Benfica)
Outros Destaques: Sílvio, Rodrigo; Douglas.
Golos:
1-0 Markovic 40'

24 de fevereiro de 2014

Porto colecciona muitos assobios e zero pontos e Sporting sua perante Rio Ave

Em mais uma emocionante jornada da liga portuguesa, o Sporting virou um resultado negativo em Vila do Conde e o Porto perdeu hoje - já não perdia há 5 anos no Dragão - com o Estoril. Até quando durará a paciência de Pinto da Costa para com Paulo Fonseca? Ele que já terá colocado o seu lugar à disposição (após esta jornada Porto e Braga podem perder os seus treinadores). O Benfica terá a sua palavra a dizer amanhã quando receber o Guimarães, podendo passar a distar 7 pontos dos dragões.

 Porto 0 - 1 Estoril  (Evandro (pen.) 78')

    
Todos os que não são adeptos do Porto esperam que o mesmo escorregue ocasionalmente. Porém, este Porto de Paulo Fonseca - ao contrário do que se esperava - tem escorregado constantemente para espanto e gáudio dos adversários. Hoje não foi excepção.
    22ª Jornada da Liga Zon Sagres, o Porto recebeu o Estoril de Marco Silva, que nunca antes tinha ganho no Dragão. A primeira parte foi dominada pela equipa da casa, mas sem grandes oportunidades de golo. Oportunidades essas que surgiam quase sempre de meia distância. Quaresma e Varela colocaram Vagner à prova tendo o brasileiro levado a melhor pelas duas vezes. O Estoril praticamente não atacou, mas notava-se uma disciplina táctica exímia no futebol dos canarinhos. O intervalo chegou com assobios vindos das bancadas que já começam a ser um habitué nos jogos do campeão nacional.
    Para a segunda metade o Porto trouxe mais dinamismo e começou a criar mais oportunidades de golo. Ou melhor... Quaresma começou a criar mais oportunidades de golo. O craque português - logo no início do segundo tempo - tirou dois adversários do caminho e rematou para a defesa de Vagner. Na recarga, Herrera atirou para a bancada deixando Quaresma irritado. O Estoril ameaçou por duas vezes a baliza de Helton em contra-ataque, mas quer Evandro, quer Balboa falharam o alvo. Aos 68 minutos Marco Silva recebe ordem de expulsão por protestos e 10 minutos depois é Mangala o visado. O francês derrubou Evandro dentro da grande área quando este se isolava e, embora tenha tentado derrubar com alguma matreirice, o árbitro Vasco Santos assinalou o castigo máximo. Com toda a frieza, Evandro colocou o Estoril em vantagem fazendo os assobios voltar. Nos restantes minutos quem mais poderia responder? Ricardo Quaresma foi o único a arriscar e em dois livres directos colocou Vagner à prova.
    O resultado estava feito e o Porto perdeu para o Estoril os 3 pontos e perdeu ainda a vice-liderança para o Sporting. Com esta derrota correm ainda o risco de ficar a 7 pontos do eterno rival Benfica que joga esta segunda-feira contra o Vitória de Guimarães. Um jogo fraco dos dragões onde só deu Quaresma. O Harry Potter do Dragão teve do outro lado um Vagner gigante que não vacilou nos momentos difíceis. Grande trabalho de Marco Silva a fazer mais uma vez História no Estoril ao ganhar pela primeira vez no reduto do Porto e ainda a quebrar um ciclo de 5 anos sem derrotas em casa do campeão nacional. 

Barba Por Fazer do Jogo: Evandro (Estoril)
Outros Destaques: Quaresma; Vagner.

 Rio Ave 1 - 2 Sporting  (Maurício a.g. 51'; Slimani 70', Mané 86')

    
Ontem foi a vez do Sporting deslocar-se ao complicado terreno do Rio Ave (equipa que poderá figurar nas 2 finais das taças portuguesas). Leonardo Jardim deixou Slimani, Mané e Carrillo no banco e a 1.ª parte foi maioritariamente da equipa de Nuno Espírito Santo. O Sporting não existiu e o capitão vilacondense Tarantini foi o primeiro a ficar perto do golo num remate de meia distância, com o qual fez a bola rasar o poste. A equipa leonina voltou a falhar em alguns momentos no início de transições, perdendo a bola em momentos proibidos, e valeu Maurício que salvou os leões por 2 vezes num lance, dando o corpo ao manifesto e evitando o golo do Rio Ave. Diego Lopes, jovem formado no Benfica, e que cresce de época para época neste Rio Ave foi sempre um dos melhores elementos da equipa da casa.
    A 2.ª parte começou praticamente com um golo. Jefferson fez asneira e perdeu a bola quando não podia e Diego Lopes tentou dar o golo a um colega mas acabou por assistir Maurício para um auto-golo do central brasileiro. Manteve-se o Rio Ave como equipa mais perigosa, sempre com Diego Lopes em alta rotação e técnica desconcertante, mas com o tempo o Sporting começou a reagir e a querer o jogo. Os leões iniciaram então uma emocionante reviravolta - ninguém na liga portuguesa conseguiu mais reviravoltas que o Sporting (4). O Sporting foi crescendo com William Carvalho a empurrar a equipa para o ataque e as trocas de André Martins por Carlos Mané e Wilson Eduardo por Slimani a produzirem claros resultados. O golo do empate chegou então aos 70' num lance em que Jefferson se redimiu por completo do turnover no golo sofrido. O lateral esquerdo do Sporting passou em grande estilo por um adversário, fez tudo bem no flanco esquerdo e tirou um cruzamento perfeito que encontrou a cabeça de Slimani, o crónico herói leonino das segundas partes. Islam Slimani voltou a ficar perto de marcar (Ederson evitou-o) mas acabaria por ser o outro novo herói do Sporting a decidir o jogo. Cédric e Carrillo insistiram pelo lado direito, conseguindo o peruano cruzar para a área. A bola chegou até ao jovem Carlos Mané que, sozinho e à meia volta, deu 3 pontos fulcrais ao Sporting.
    A vitória leonina veio a revelar-se ainda mais importante considerando a derrota do Porto, passando os leões a fixar-se no 2.º lugar, com mais 2 pontos que o Porto e para já a 2 do Benfica (que se podem transformar em 5 caso o Benfica vença amanhã o Vitória Guimarães). Slimani e Mané voltaram a revelar-se decisivos mas o principal destaque da partida foi, ainda assim, Diego Lopes. O criativo do Rio Ave é um jogador ao qual devemos manter-nos atentos. Nota: na próxima jornada há Sporting-Braga, sendo que Montero e Adrien serão ausências (substituídos segundo Leonardo Jardim por Slimani e Vítor/Magrão).

Barba Por Fazer do Jogo: Diego Lopes (Rio Ave)
Outros Destaques: Jefferson, Carlos Mané, Slimani

23 de fevereiro de 2014

Premier League: Liverpool e Swansea proporcionam jogo épico, Chelsea bate Everton no limite

  Premier League - Dez dias depois do último jogo de liga inglesa, a melhor liga do mundo regressou esta fim-de-semana. As emoções começaram ontem com o Chelsea a vencer o Everton nos instantes finais e com a velha guarda (Terry + Lampard) a consumar a vitória e terminou hoje num épico absoluto (4-3) entre Liverpool e Swansea, com muito futebol ofensivo e golos de qualidade. Pelo meio o United venceu (sim, esta época isto é notícia), o Tottenham perdeu hoje com o Norwich e o West Ham continua a seguir de vento em popa na tabela.

    Brendan Rodgers, treinador do Liverpool, recebeu em Anfield a sua antiga equipa - o Swansea - e o espectáculo durou 90 minutos. O Liverpool voltou a ter um arranque impressionante num jogo em casa e desta vez bastaram 3 minutos para o marcador ser inaugurado em Merseyside. Raheem Sterling fez um passe incrível no meio-campo e isolou Daniel Sturridge. O absolutamente imparável avançado inglês (tem agora 9 golos nos últimos 7 jogos) driblou Vorm e rematou certeiro para a baliza. O Swansea respondeu com personalidade e sempre com o ex-red Shelvey em bom plano, mas acabou por ser o Liverpool a fazer levantar os seus adeptos com um golo ainda melhor que o primeiro. Sturridge, novamente ele, trabalhou o lance no flanco direito, flectiu para o centro, soltou a bola para Henderson e o médio inglês (a par de Sterling a registar uma evolução e regularidade notáveis esta época) rematou de 1.ª para um grande golo. Parecia que o Liverpool iria arrancar para uma goleada mas 3 minutos a seguir o Swansea reduziu com uma fotocópia melhorada do golo de Henderson. Dyer fez de Sturridge, deu a bola a Jonjo Shelvey e o médio inglês marcou um golaço, impossível de Mignolet defender. Naturalmente, Shelvey não festejou. Aos 26' já estava tudo empatado. De Guzman marcou um livre indirecto e Wilfried Bony cabeceou para a baliza, contando com a ajuda de Skrtel. O empate chegava numa altura em que o Swansea fazia por justificar esse resultado com bom futebol, algo constante nos 2 lados do campo com os dois ataques inspirados. O Liverpool chegou então novamente à vantagem quando, aos 35', Suárez tirou um cruzamento perfeito no flanco esquerdo e Sturridge - homem do jogo - limitou-se a cabecear. A 2.ª parte foi menos frenética mas começou logo com novo empate - Bony foi agarrado na grande área, assumiu a conversão da grande penalidade e bisou. A qualidade do jogo persistiu até ao fim, De Guzman quase marcou de livre directo mas acabou por ser Henderson depois de um remate bloqueado de Suárez a marcar o golo que decidiu o jogo. O médio escreveu o 4-3 numa recarga de um remate seu, sendo que até ao final o Liverpool procurou a vantagem de 2 golos (Gerrard esteve perto de marcar por duas vezes) mas não conseguiu.
    É cada vez mais certo que esta época marcará o regresso do Liverpool a um lugar de Champions, sendo que os reds ainda devem manter aspirações relativamente ao título. O plantel não tem a profundidade de outros (City e Chelsea) mas a equipa de Anfield é por esta altura a que melhor futebol pratica em terras britânicas. E não nos podemos esquecer que Manchester City, Chelsea e Tottenham ainda visitarão Anfield.

    José Mourinho viu o seu Chelsea manter o 1.º lugar (se o City ganhar o jogo que tem em atraso ficam em igualdade pontual) com uma vitória em que teve a sorte consigo. Uma sorte que muitas vezes faz a diferenaç entre ser e não ser campeão. Os blues receberam o Everton em Stamford Bridge e só conseguiram garantir a vitória no último lance do jogo, aos 90+3'. A qualidade defensiva do Everton adiou sistematicamente o golo (Jagielka e Distin estiveram impressionantes durante todo o jogo) e os comandados de Martínez podiam mesmo ter chegado ao golo na 2.ª parte com outra capacidade de decisão no último terço. O golo da vitória chegou só no último instante com Lampard a bater um livre indirecto e o capitão John Terry a acreditar mais do que todos os outros. Mais tarde veremos qual a importância deste golo de Terry.
    As equipas de Manchester venceram também nesta jornada. O Crystal Palace aguentou o United durante uma hora e só caiu quando Van Persie marcou de grande penalidade. O momento do jogo, no entanto, ocorreu aos 68' com Rooney a fazer um grande golo num disparo a meio altura dentro da grande área. O rival City recebeu o Stoke e, na ressaca da derrota caseira com o Barcelona, foi Yaya Touré (ele que esteve irreconhecível na noite europeia) a dar a vitória, assistido por Kolarov.
    Sem Özil, alegadamente a recuperar psicologicamente do penalty falhado frente ao Bayern, o Arsenal recebeu o Sunderland e teve Giroud (ele que tem estado debaixo dos holofotes dos tablóides britânicos) em tarde inspirada. O Arsenal jogou bom futebol - com uma fluidez que já não tínhamos visto nos últimos jogos - e Giroud marcou os 2 primeiros golos, um deles ao aproveitar um erro defensivo tremendo. Rosicky marcou depois da melhor jogada de equipa do fim-de-semana. Koscielny marcou um bom golo de cabeça e o Giaccherini fechou o resultado em 4-1 com um excelente golo do meio da rua.

    O West Ham é por esta altura uma das equipas em melhor forma em Inglaterra e nesta jornada bateu o Southampton por 3-1, o que não é tarefa fácil para ninguém. Até começaram por ser os saints a ter a vantagem no marcador com Yoshida a estrear-se a marcar de cabeça, mas depois o capitão Kevin Nolan tomou conta do jogo. Nolan assistiu Jarvis com um passe soberbo para o 1-1, viu o também experiente colega Carlton Cole colocar os hammers em vantagem e fechou o resultado em 3-1 com um pontapé de bicicleta. Com este resultado, o West Ham chegou aos 31 pontos e ocupa neste momento o 10.º lugar.
    Nos outros jogos da liga inglesa, o Newcastle voltou às vitórias (sem Cabaye tem sido complicado) e bateu o Aston Villa com um golo muito festejado de Rémy no final do jogo. WBA e Fulham empataram 1-1 (golos de Vydra e Dejagah) e o Hull City venceu por 4-0 no terreno do Cardiff (Jelavic marcou dois, Huddlestone e Livermore também fizeram o gosto ao pé). Uma exibição perfeita do Hull.
    A jornada encerrou com o Norwich a vencer o Tottenham por 1-0, golo de Snodgrass. A equipa amarela e verde está a melhorar a olhos vistos a nível defensivo e começa a fugir aos lugares acima da descida.

20 de fevereiro de 2014

Liga Europa: Porto desperdiça vantagem de 2 golos e está em maus lençóis

 Porto 2 - 2 Eintracht Frankfurt  (Quaresma 44', Varela 68'; Joselu 72', Alex Sandro a.g. 78')

    
Já não restam dúvidas: este Porto 2013/ 2014 é uma versão irreconhecível. Paulo Fonseca teima em errar, mas parece ter uma "confiança cega" de Pinto da Costa nele. Foi maior o demérito portista do que o mérito alemão na remontada que o Eintracht Frankfurt operou na 2.ª parte e fica mais uma vez patente a diferença desta equipa de Paulo Fonseca para anos anteriores, onde o Porto na Europa nunca deixaria escapar uma vantagem de 2 golos, em sua casa, a partir do minuto 70.
    O Porto encarou o jogo com máxima responsabilidade, colocando o seu onze habitual, onde o problema continua a ser a falta de estabilidade do trio de meio campo. Fernando tem evidentemente lugar cativo, tal é a sua qualidade, mas os seus 2 companheiros não estão 100% definidos. Hoje, foram Herrera e Josué. O Eintracht deslocou-se ao Dragão com o regressado Schwegler e um plantel ambicioso (fez uma excelente fase de grupos na competição) embora esteja a realizar uma má Bundesliga: está actualmente em 12.º, mas dista apenas 6 pontos do último lugar.
    Os primeiros minutos mostraram um Porto determinado em fazer um jogo positivo e em marcar cedo, tendo Jackson Martínez ficado perto de fazer golo por 2 ocasiões: no primeiro caso Cha Cha Cha rematou à meia volta e no segundo, aos 33', ia fazendo um golaço num excelente movimento culminado num remate em arco. A equipa de Frankfurt fez uma 1.ª parte onde não criou perigo a Hélton e quando se aproximou da baliza viu o guardião brasileiro transpirar serenidade, sendo que aos 44 minutos de jogo ocorreu o melhor momento do encontro: golaço de Ricardo Quaresma. O extremo português recuperou uma bola do lado direito, flectiu para o centro e rematou forte com a bola a descrever uma trajectória fantástica, batendo no poste antes de entrar. Grande momento no Dragão e o Porto ia para o intervalo em vantagem graças a um momento de génio do camisola 7.
    Na 2.ª parte entrou melhor a equipa visitante, mas acabou por ser o Porto a marcar novamente aos 68 minutos. Quaresma cruzou para a área num livre indirecto, a bola sobrou para Maicon e o central brasileiro - que tinha sido um dos destaques no 1.º tempo ao destacar-se no centro da defesa - assistiu Varela que só teve de encostar. O jogo parecia ficar subitamente mais tranquilo e a eliminatória bem encaminhada, mas bastaram 4 minutos para o caso mudar de figura. O Porto não conseguiu manter a concentração e intensidade nos minutos seguintes, continuou a falhar muitos passes a meio-campo e viu ao minuto 72 Joselu rematar do meio da rua, numa bola muito complicada para Hélton. Um bom remate cruzado, de 1.ª, depois de uma má abordagem de Mangala. Um 2-1 era um resultado perigoso para a 2.ª mão mas o quadro ainda haveria de ser pintado em cores mais negras. 78 minutos no Dragão, momento triste, caricato, um retrato desta época do actual campeão nacional. Barnetta bateu bem um canto, Mangala cabeceou para trás, Russ pôs Hélton à prova e depois foi Alex Sandro a fazer um auto-golo disparatado num corte deficiente, com a bola a embater na trave antes de entrar. O Porto procurou até ao fim chegar ao 3-2 mas o Eintracht Frankfurt esteve confortável a meio-campo, onde do outro lado Carlos Eduardo entrou mal, e até final destaque apenas para um lance desperdiçado por Ghilas.

    Seriam de esperar algumas dificuldades por parte do Porto nomeadamente com o poderio físico do avançado Alexander Meier, mas ninguém imaginaria que, depois de se ver a ganhar 2-0, o Porto iria terminar o jogo empatado. Os dragões precisarão de uma vitória (ou um empate a três ou mais golos) em solo germânico e não podem cometer os mesmos erros de hoje: o meio-campo perdeu diversas bolas e Mangala teve uma noite desastrosa. Jackson Martínez e Mangala são aliás 2 jogadores notáveis cujo valor de mercado deverá ter baixado nos últimos tempos.
    As coisas não estão famosas no Dragão, os dragões ainda não ganharam, aliás, nenhum jogo esta época em casa para as competições da UEFA e a equipa não pode continuar a funcionar à base do esquema "Quaresma+10". Será uma interessante segunda mão e o público alemão (que hoje foi incrível no apoio à sua equipa) poderá ajudar em Frankfurt.

Barba Por Fazer do Jogo: Ricardo Quaresma (Porto)
Outros Destaques: Maicon, Fernando, Varela; Russ, Rode, Joselu

    Nos restantes jogos da noite houve algumas surpresas e confirmações de bons momentos europeus de algumas equipas. O Red Bull Salzburg humilhou o Ajax em Amesterdão por 3 golos sem resposta, numa noite onde Jonathan Soriano bisou (um dos golos foi de meio-campo!) e o rapidíssimo Sadio Mané também marcou. Com Soriano, Alan e Mané este Salzburg pode chegar mais longe do que muitos imaginariam. A Lázio desiludiu e caiu em Roma aos pés do Ludogorets (o 0-1 acabou num jogo de dez para dez e confirmou a excelente capacidade defensiva da equipa búlgara). O Sevilha empatou 2-2 na Eslovénia e deverá garantir a qualificação em Espanha e registaram-se empates a uma bola nos jogos entre Bétis e Rubin Kazan e entre Plzen e Shakhtar (esperava-se mais da equipa ucraniana).
    Um dos jogos mais esperados da noite - o Swansea-Nápoles, que ditará o adversário do vencedor do Porto-Eintracht Frankfurt - terminou a zeros e será difícil aos swans (ainda para mais no momento de forma actual) sobreviverem no inferno napolitano. Também o Maccabi Tel Aviv-Basel terminou a zeros, e a equipa suiça é favorita para seguir em frente.
    Para a semana, há mais na Liga Europa. Até lá!

Liga Europa: Benfica perto dos oitavos com golo de Lima

 PAOK 0 - 1 Benfica  (Lima 59')

    O Benfica ficou hoje um pouco mais perto dos oitavos de final da Liga Europa depois de vencer na Grécia o PAOK por 1-0. Os encarnados deram-se ao luxo de gerir a equipa e, sem colocar o pé no acelerador, venceram frente a uma equipa grega que foi sempre muito inferior.
    Jorge Jesus aproveitou a deslocação à Grécia para colocar vários jogadores menos utilizados em campo. Jardel e Sulejmani substituíram os lesionados Garay e Gaitán, enquanto que outros elementos como André Gomes, Sílvio e Djuricic tiveram também minutos. A principal surpresa acabou por ser a colocação de André Gomes descaído no flanco direito, num espaço onde faria mais sentido - considerando os onze escolhidos - jogar Enzo Pérez.
    A 1.ª parte define-se muito rápido. Benfica e PAOK não quiseram arriscar, não quiseram pressionar e a baixa qualidade do PAOK (no entanto nunca tinha perdido até hoje esta época em casa) e a menor homogeneidade do 11 benfiquista, levaram o jogo para o intervalo a zeros. O Benfica teve muito pouca profundidade no flanco direito e demasiada no flanco esquerdo, com Sílvio a subir - embora sem conseguir criar reais problemas aos gregos - pelo facto de Ninis não o acompanhar. A 2.ª parte começou com um lance de muito perigo para os gregos: o Benfica perdeu uma bola no início de uma transição, Lazar teve oportunidade de meia distância e fez a bola passar muito perto do poste da baliza de Artur. O Benfica começou a dar nas vistas com Suljemani muito activo no flanco esquerdo e o golo acabou por surgir mesmo aos 59'. Tudo começou num passe de rotura de Enzo Pérez (tinha que ser ele), colocando a bola na área, onde Djuricic dominou de peito e Lima fuzilou Glykos. Nota apenas para o facto de Lima estar adiantado, em posição irregular, no momento do passe do médio sérvio.
    Com o golo marcado, Jesus optou por trocar Enzo por Fejsa. O treinador terá tido consciência que retirou o melhor jogador do Benfica no presente momento, mas procurou o equilíbrio que Fejsa dá, garantindo ainda Enzo mais "fresco" para o jogo com o Guimarães. A equipa encarnada continuou a não precisar de muito para explorar as debilidades do PAOK e com as entradas de Markovic e Salvio (os grandes jogadores nunca se deveriam lesionar) ganhou mais velocidade, tendo Lazar Markovic ficado muito perto do golo num remate ao ângulo que Glykos conseguiu impedir. O PAOK só nos minutos finais criou algum perigo, após as entradas de Stoch e Salpingidis. Alguém há-de conseguir explicar o porquê de terem ficado no banco... Até ao final o Benfica apenas apanhou um susto num nervosismo de Artur, que hoje voltou a revelar falta de confiança ao "queimar" por mais do que uma vez Jardel, com passes a revelarem o seu mau jogo de pés.

    Em serviços mínimos o Benfica tem a eliminatória na mão e deverá terminar o trabalho na 2.ª mão, onde pode com os seus adeptos na Luz conseguir uma exibição de qualidade. Esperava-se um ambiente mais efervescente na Grécia, num jogo onde o PAOK deixou muito má imagem (nenhum fio condutor de jogo) e no Benfica ninguém fez um "jogão". Sulejmani voltou a deixar bons apontamentos, tal como Sílvio, Enzo, Ruben Amorim. Lima acabou por sentenciar o jogo, pena apenas ter estado em ligeiro offside.
    O regresso de Eduardo Salvio torna-se automaticamente o maior reforço de Inverno do nosso campeonato.

Barba Por Fazer do Jogo: Miralem Sulejmani (Benfica)
Outros Destaques: Sílvio, Enzo Pérez, Ruben Amorim, Lima

    Nos outros jogos da tarde, destaque sobretudo para a vitória do Dnipro em casa, frente ao Tottenham, por 1-0. Um golo de penalty de Konoplyanka deixa a 2.ª mão repleta de interesse e o Dnipro com aspirações de se tornar o adversário do Benfica nos oitavos de final.
    A Juventus venceu o Trabzonspor por 2-0. O jogo foi mais renhido do que o resultado faz parecer. Osvaldo inaugurou o marcador e Pogba marcou um golo importantíssimo para a eliminatória no final do jogo, assistido por Tevez. No jogo que cruzará com este, a Fiorentina venceu em casa do Esbjerg (3-1). Matri (grande recepção depois de um grande passe de Matías Fernandez), Ilicic e Aquilani fizeram os golos da equipa de Florença. O Valência aproveitou a ausência de Yarmolenko e venceu o Dínamo em Kiev por 2-0; AZ Alkmaar ganhou em casa do Liberec por 1-0; Chornomorets-Lyon e Anzhi-Genk terminaram sem golos.

19 de fevereiro de 2014

Crítica: Philomena


A CAMINHO DOS ÓSCARES 2014
Realizador: Stephen Frears
Argumento: Steve Coogan, Jeff Pope, Martin Sixsmith
Elenco: Judi Dench, Steve Coogan, Sophie Kennedy Clark
Classificação IMDb: 7.6 | Metascore: 77 | RottenTomatoes: 92%
Classificação Barba Por Fazer: 76


    Uma história que merecia ser contada. É isto, acima de tudo, que é 'Philomena'.

    Stephen Frears (ele que está a trabalhar actualmente no filme biográfico do ciclista Lance Armstrong, que será interpretado por Ben Foster) conseguiu que a sua Philomena fosse nomeada para 4 óscares da Academia, mas tudo no filme é Judi Dench, num argumento baseado na obra "The Lost Child of Philomena Lee" do verdadeiro Martin Sixmith (interpretado por Steve Coogan) embora adaptado com a ajuda precisamente do actor britânico.
    'Philomena' conta então a história de uma mãe, chamada Philomena (Judi Dench), e da sua viagem para encontrar o seu filho que lhe foi retirado quando esta era interna num convento, no qual as freiras não aceitavam que as jovens pudessem desrespeitar a sua vocação, afastando-as dos seus filhos em tenra idade. A acção decorre décadas depois deste afastamento quando o desempregado Martin Sixmith (Steve Coogan) está hesitante entre escrever uma obra sobre a História Russa ou uma obra com interesse humano. Acaba por optar pela 2.ª hipótese quando é confrontado com a história que Philomena, por intermédio da sua filha, lhe conta e do seu desejo inqualificável de reencontrar o seu filho muitos anos depois. Toda a acção é conjugada com alguns flashbacks em que compreendemos tudo o que se passou com a jovem Philomena (aí interpretada por Sophie Kennedy Clark).

    Provavelmente não seria de caras um nomeado para Melhor Filme - aliás, se a Academia mantivesse como antigamente os crónicos 5 nomeados muitos filmes hoje em dia não se poderiam gabar de ter alcançado a nomeação máxima - mas é justo que Judi Dench tenha sido considerada para o óscar de Melhor Actriz. Não é um papel superior ao de Cate Blanchett em 'Blue Jasmine' (esse sim o desempenho feminino do ano) mas é um dos melhores papéis da carreira da experiente e incontornável actriz, que conseguiu com 'Philomena' a sua 7.ª nomeação, tendo ganho em 1999 com o papel secundário em 'Shakespeare in Love'. É, como acima foi referido, uma história que merecia ser contada. Tanto pelo jornalista Martin Sixmith, como agora transposta para o grande ecrã. Judi Dench é o destaque de um filme onde a improvável amizade entre Philomena Lee e o jornalista é engraçada e, precisamente por ser uma história real interessante, tem uma "aura" semelhante a 'Saving Mr. Banks', embora seja melhor graças a Judi Dench.

Ivete Sangalo, Áurea e Boss AC no Rock in Rio 2014

E de uma assentada só hoje tivemos mais 3 confirmações para o Rock in Rio, todas elas para dia 25 de Maio. Na realidade, a nível de cartaz acabam por ser duas novidades uma vez que num dos casos se tratará de um dueto.
    Robbie Williams terá a companhia no dia em que é cabeça de cartaz da titular indiscutível Ivete Sangalo e de um dueto formado por Áurea e Boss AC. Caberá tudo indica a esta dupla abrir o palco Mundo no 2.º dia do festival. Boss AC é uma das personalidades do hip hop nacional com carreira mais consistente e solidificada, enquanto que Áurea (para além de tornar o palco mais bonito) fará uso da sua boa voz. Ainda recentemente no Factor X, em dueto com a talentosa Mariana Rocha, pudemos ver que Áurea tem mais voz do que às vezes parece. Um dueto com potencial este de Áurea e Boss Ac, veremos o que dá.

    Que Ivete Sangalo vinha ninguém tinha dúvidas. A novidade prende-se sim com o facto de supostamente a cantora brasileira ir fechar o dia 25 de Maio, sucedendo a Robbie Williams no palco. Num exercício especulativo, poderá este ser um indício de que o Rock in Rio se está a despedir de Lisboa, seguindo para os mais lucrativos Las Vegas e Buenos Aires? Ivete sempre fez levantar poeira ao final de tarde, no entanto esta "promoção" pode até não representar implicitamente nada, e ser apenas uma celebração dos 20 anos de carreira da cantora que esteve em todas as edições do festival.
    Provavelmente será ainda acrescentado mais um artista/ banda a este dia, que deverá surgir no alinhamento entre o dueto Áurea-Boss AC e Robbie Williams. Não o noticiámos mas há dias ficou-se também a saber que no dia 31 de Maio haverá no palco Mundo um concerto em homenagem a António Variações (com a colaboração de vários músicos portugueses, para já ainda com identidade por revelar) para celebrar os 70 anos que este completaria se fosse actualmente vivo. Para já, este é o cartaz do Rock in Rio 2014 (e sim, o dia 23 de Maio continua no segredo dos deuses):

Rock in Rio 2014

23 de Maio
Palco Mundo
--

25 de Maio
Palco Mundo
Áurea & Boss AC
Robbie Williams
Ivete Sangalo

30 de Maio
Palco Mundo
Linkin Park
Queens of the Stone Age
Capital Inicial
Steve Aoki

31 de Maio
Palco Mundo
Arcade Fire
Homenagem a António Variações

1 de Junho
Palco Mundo
Justin Timberlake
Jessie J
Chic

    No Optimus Alive'14 o palco Heineken vai ganhando praticamente todos os dias um novo nome. Hoje a novidade foi Cass McCombs - actuará no palco Heineken a 12 de Julho.

18 de fevereiro de 2014

Crítica: Nebraska


A CAMINHO DOS ÓSCARES 2014 
Realizador: Alexander Payne
Argumento: Bob Nelson
Elenco: Bruce Dern, Will Forte, June Squibb, Bob Odenkirk, Stacy Keach
Classificação IMDb: 7.7 | Metascore: 86 | RottenTomatoes: 91%
Classificação Barba Por Fazer: 76


    Nunca gostei muito de Alexander Payne. Talvez por ele me provocar alguma pain. Fazer a pior piada do ano: nível superado! Deu-nos 'As Confissões de Schmidt' e 'Sideways' mas baixou o nível com 'The Descendants'. O bastante aclamado filme de 2011 (que concorreu aos óscares no ano seguinte) apenas ganhou uma nomeação aqui no Barba Por Fazer, na altura para Shailene Woodley para actriz secundária. Payne tem sempre a sua marca a realizar: ou se gosta ou não se gosta. Tem a capacidade de explorar bem o talento de alguns actores (George Clooney não é um actor, é apenas um homem que a Academia venera e que mostrou não saber correr em 'The Descendants', daí talvez não termos gostado desse filme), faz sempre filmes bastante humanos (sim marcianos, vão para outra secção, o Payne não é para vocês), relativamente lentos na evolução da acção, embora bastante reais e mensuráveis.

    'Nebraska', nomeado para 6 óscares, é tudo isto. E é melhor que 'The Descendants'. Resumidamente conta a história de Woody Grant, um idoso interpretado por Bruce Dern, que viaja com o seu filho David (Will Forte) de Montana até ao Nebraska, com o objectivo de recolher aquilo que ele entende ser um prémio que ganhou, no valor de 1 milhão de dólares. Integralmente a preto e branco, 'Nebraska' conta com um bom papel de Bruce Dern e com actuações agradáveis de Will Forte (a malta do Saturday Night Live estará orgulhosa dos novos passos da carreira dele) e June Squibb. Bruce, na pele de Woody Grant, é um velhote que facilmente se desliga do mundo à sua volta, prejudicado no seu passado por não saber dizer "não" e acreditando como ninguém mais que aquele prémio é real e que pode ser uma ajuda para o futuro dos seus. Um papel interessante de Bruce Dern (o tal actor com quem Tarantino quer muito trabalhar em breve), alguns bons momentos e um desfecho bem conseguido, é o que temos neste 'Nebraska'. Desde a comédia presente no diálogo honesto de Woody com o seu filho, nas várias intervenções da personagem de June Squibb e nas 2 figuras que são os primos de David a outros momentos mais "acolhedores" caracterizadores da preocupação de David com o seu pai, culminando nos últimos quilómetros do filme.

    Compreende-se portanto a nomeação de Bruce Dern para melhor actor, sendo que June Squibb e Will Forte também têm bons desempenhos, sendo Forte prejudicado por um ano bastante... forte (passo a redundância) a nível de actores secundários. Melhor realizador? Não Payne, este ano houve melhores. Mas a Academia assim não entendeu.
    A tudo isto se acrescenta o actor Stacy Keach, que nos recorda imediatamente de 'Prison Break' e claro, Bob Ondenkirk, o outro filho de Woody Grant, que provavelmente soará mais familiar se lhe chamarmos Saul Goodman. A personagem de Breaking Bad que terá em 2014 o início da sua spin-off 'Better Call Saul'.
    Não direi 'Better See Nebraska' porque não é um dos filmes do ano. Mas não faz mal nenhum a quem o vir.

PAUS no Alive'14; Nile Rodgers no Rock in Rio

O Optimus Alive anunciou ontem o regresso de PAUS ao Passeio Marítimo de Algés. A contagiante banda portuguesa - que em 2012 tinha estado no Alive mas no palco principal - é claramente um nome que vale sempre a pena, uma das bandas jovens que rapidamente ganhou mais crédito (talvez a par dos Linda Martini - 2 bandas que têm em comum Hélio Morais - a mais reputada, embora tenha melhor imprensa, e menos "quilometragem" que os Linda Martini). Os PAUS actuarão no Palco Heineken no dia 12 de Julho e poderemos ver Joaquim Albergaria, Hélio Morais, Makoto Yagyu e Fábio Jevelim apresentar o próximo álbum: "Clarão". Se são banda de Alive? Sem dúvida. Se são banda de palco secundário? Neste momento provavelmente já não. Tudo isto num dia 12 de Julho que, à imagem do dia 23 de Maio do Rock in Rio, reserva algumas expectativas por ainda se desconhecer o cabeça de cartaz.
    Nos últimos dias a organização do Alive confirmou ainda os ingleses Elbow (actuarão no palco Heineken a 10 de Julho).

    No Rock in Rio, Justin Timberlake e Jessie J já têm companhia no último dia do festival do Parque da Bela Vista, a 1 de Junho. Trata-se nada mais nada menos do que... Chic. Quem? Chic. A ancestral (ok, "ancestral" é um claro exagero) banda norte-americana foi uma escolha surpreendente da organização, embora faça sentido mediante a renovada popularidade de Nile Rodgers. Nile, uma das figuras de proa da banda (a par de Bernard Edwards) que conta quase com 40 anos no mundo musical, virou os holofotes para si ao colaborar no êxito "Get Lucky" com Daft Punk e Pharrell Williams.
    Não seriam claramente uma escolha fácil de prever, alguns poderão achar que Chic não tem nada a ver com Justin Timberlake e Jessie J, mas certamente que apresentarão boa energia em palco, tal como os 2 artistas referidos. Continuamos pacientemente a aguardar quem integrará o palco Mundo a 23 de Maio.

Rock in Rio 2014

23 de Maio
Palco Mundo
--

25 de Maio
Palco Mundo
Robbie Williams

30 de Maio
Palco Mundo
Linkin Park
Queens of the Stone Age
Capital Inicial
Steve Aoki

31 de Maio
Palco Mundo
Arcade Fire

1 de Junho
Palco Mundo
Justin Timberlake
Jessie J
Chic

Champions: Barça vence jogo grande, PSG esmaga

Esta noite jogaram-se os primeiros 2 jogos da 1.ª mão dos oitavos de final da prova milionária, a UEFA Champions League. Assistimos a 2 jogos bem diferentes, um deles entre City e Barcelona no qual se esperava equilíbrio entre duas equipas bem distintas embora com uma qualidade com bola igualável por poucos, enquanto que na Alemanha a esmagadora diferença qualitativa entre Leverkusen e PSG traduziu-se... no resultado.

 Manchester City 0 - 2 Barcelona  (Messi (pen.) 54', Dani Alves 90')

    Qualquer pessoa que goste de futebol terá ficado contente quando o sorteio dos oitavos ditou um Manchester City-Barcelona. Ok, Pellegrini deve gostar de futebol e não ficou contente. Adiante. Esta noite no Etihad Stadium, em Manchester, encontraram-se 2 das melhores equipas do planeta na actualidade. Poder-se-ia inclusive dizer que, muito provavelmente, juntamente com o Real Madrid e (todos estes três) abaixo do Bayern, formam o quarteto das equipas mais poderosas no panorama actual. Para o jogo de hoje Pellegrini colocou em campo um onze inteligente. Soltou David Silva no apoio a Negredo, deixou Kolarov avançado no flanco esquerdo para conter as subidas de Dani Alves e voltou a ter Fernandinho ao lado de Yaya Touré. Na teoria havia capacidade para ombrear com o Barcelona, na prática não.
    O Barça tomou conta do jogo a partir do apito inicial e perto do quarto de hora de jogo contava aproximadamente 75% de posse de bola. Com um Yaya Touré inexplicavelmente tímido (parece ter estranho defrontar a ex-equipa) mas David Silva a querer bater-se com os amigos de La Roja, foi precisamente o criativo espanhol a construir o 1.º lance de perigo aos 19'. Silva isolou Negredo entre os centrais e o avançado ficou perto de marcar. Sucederam-se alguns minutos que acabaram por ser o melhor período do City no jogo. Embora longe da intensidade e criatividade habituais, com mudanças de velocidade em bloco e muita troca de bola de 1.ª, o City galvanizou-se e criou algum perigo, tendo Valdés (nem sempre da forma mais ortodoxa) servido para as encomendas. O marcador chegou ao intervalo a zeros, num jogo abaixo das expectativas.
    O 2.º tempo iniciou-se novamente com o Barça a fazer o meio-campo do City correr. Os blaugrana encostaram o City e acomodaram-se no meio-campo da equipa da casa e foram ganhando progressivamente o controlo do jogo ao cavar um fosso entre o duplo pivô (Fernandinho-Yaya) e a dupla mais solta (Silva & Negredo). Aos 54' o tabuleiro pendeu finalmente para um dos lados: Lionel Messi ficou isolado e, no caminho para a baliza, foi travado por Demichelis na grande área. Conclusão: Demichelis expulso e golo de Messi da marca de grande penalidade. O Manchester City acusou o golo, parecendo acreditar ainda menos e revelando mais uma vez pouca força europeia, embora Nasri tenha entrado bem no jogo. O médio francês entrou juntamente com Lescott, substituindo Navas e Kolarov - o City voltou a ter 2 centrais, passo a ter Nasri com a mesma garra de Silva no ataque, mas perdeu o "polícia" de Dani Alves e mais tarde veio a pagar por isso. Dani Alves passou a ser o denominador comum a todos os momentos de perigo do Barça: criou um lance para Xavi, ficou a milímetros de marcar numa incursão individual, e do outro lado o City só ameaçava quando Nasri ou Silva colocavam alguma velocidade, mas mal apoiados.
    Aos 90 minutos o Barcelona sentenciou muito provavelmente a eliminatória. Dani Alves aventurou-se mais uma vez pela direita, combinou bem com o compatriota Neymar e finalizou sem problemas.

    Ainda não é este ano que o Manchester City dá o passo em frente a nível europeu, sendo que em Barcelona os catalães deverão voltar a dominar. Hoje Agüero fez muita falta, uma vez que seria o jogador perfeito para colocar a defesa do Barcelona em sentido e Yaya Touré - embora tenha estado em campo - não pareceu, tal a falta de intensidade que apresentou, comparativamente com o que é habitual em si. Clichy fez um jogo péssimo e apenas Zabaleta, Silva, Nasri e Kompany (Messi não fez mais por mérito seu) tiveram nota positiva. O Barcelona foi dono da bola, teve o jogo na mão a partir da expulsão de Demichelis e viu Dani Alves crescer a partir da saída de Kolarov. O vagabundo Fábregas (tacticamente Martino deixa-o percorrer caminhos onde jogava na Espanha de Aragonés) poderá ser importante na 2.ª mão e quando se tem jogadores como Iniesta e Messi tudo é mais simples.

Barba Por Fazer do Jogo: Dani Alves (Barcelona)
Outros Destaques: Kompany, Silva; Iniesta, Fábregas, Messi

 Leverkusen 0 - 4 PSG  (Matuidi 3', Ibrahimovic (pen.) 39', 42', Cabaye 88')

    Em Leverkusen era esperada uma vitória fácil do PSG e foi o que aconteceu. Embora este Leverkusen seja 2.º classificado na Bundesliga (apenas e só porque o Dortmund tem sido sucessivamente castigado com lesões de jogadores-chave), era previsível que o PSG - talvez a equipa que após o investimento bruto que fez (e nós aqui no BPF somos tendencialmente contra essas equipas que emergem a partir do nada) mais rapidamente se tornou sólida e uma verdadeira equipa - tivesse uma noite tranquila. Talvez não fosse de esperar, no entanto, tamanha apatia alemã e tamanho poderio e coesão parisiense.
    Foram precisos 3 minutos para o marcador mudar em Leverkusen. A jogada iniciou-se no flanco direito com a bola a ir parar aos pés do pequeno Verratti. Coube então ao italiano descobrir a desmarcação de Matuidi que, sem dificuldades, fez o 1-0. A milionária equipa de França continuou a pressionar alto, com uma exibição perfeita do trio de meio-campo (Motta, Verratti e Matuidi) e Ibrahimovic deu o 1.º sinal de que queria também escrever o seu nome na ficha de jogo aos 11 minutos - Leno não estava na baliza mas um defesa bloqueou o remate do avançado sueco. O jogo amainou a nível de lances de perigo, embora continuasse a deliciar qualquer adepto com a capacidade de Verratti de rodar no meio-campo e fazer alguns passes longos parecerem "canja", enquanto Thiago Motta ia lendo o jogo como ninguém e Lucas ia provando que está cada vez mais "europeu", estando a crescer muito esta época e tornando-se mais completo e concentrado. Nos minutos finais da 1.ª parte, Zlatan resolveu o jogo e a eliminatória. Aos 39' Lavezzi ganhou uma grande penalidade e Ibrahimovic não vacilou fazendo o 2-0. Três minutos depois foi a vez de Matuidi dar a bola ao sueco à entrada da área e Ibrahimovic disparou um míssil que só acabou no canto superior da baliza alemã. Golo incrível, jogador incrível. Ibra chegou assim aos 10 golos em 6 jogos em que esteve envolvido nesta Champions, sendo que Cristiano Ronaldo já tem agora um novo amigo para ultrapassar.
    Para a 2.ª parte o Leverkusen trouxe alguma energia, Reinartz deu alguma qualidade ao meio-campo defensivo germânico, mas Spahic tratou de deixar o jogo ainda mais desequilibrado quando viu o 2.º amarelo. O jogo foi decorrendo, num domínio completo da equipa de Paris e enquanto já alguns adeptos já abandonavam o recinto, Matuidi (justamente ovacionado pelos seus adeptos presentes em Leverkusen) deu o lugar a Cabaye. O médio ex-Newcastle ainda foi a tempo de marcar um bom golo aos 88' fechando o activo. A jogada iniciou-se em Ibrahimovic com o avançado a desmarcar Maxwell no flanco esquerdo. Maxwell cruzou fazendo a bola chegar a Lucas e o brasileiro colocou a bola ao jeito do remate de Yohan Cabaye. Há equipas assim: com Motta, Matuidi e Verratti no onze, mas com Cabaye e Pastore no banco e Cavani ausente.

    O PSG fez um jogo perfeito, dominou em todos os capítulos, e teve a sua força assente em 2 elementos: Zlatan Ibrahimovic e o trio de meio-campo. Thiago Silva foi o patrão da defesa (como é habitual) e na 2.ª mão podemos esperar nova vitória. Seria interessante para o crescimento deste PSG que o sorteio dos quartos de final ditasse um PSG-Real Madrid.

Barba Por Fazer do Jogo: Zlatan Ibrahimovic (PSG)
Outros Destaques: Reinartz; Thiago Silva, Thiago Motta, Matuidi, Verratti