Antevisão da Barclays Premier League 2017/ 18

Não há nada como a Premier League. Quem vai conquistar a liga mais competitiva do planeta? Que jogadores se vão destacar? As previsões do Barba Por Fazer estão todas aqui.

Antevisão da Liga NOS 2017/ 18

Quem vai ganhar entre Benfica, Porto e Sporting? O Barba Por Fazer dá-te a mais completa análise à nova época do futebol português.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

Revisão: Better Call Saul (3ª Temporada)

Uma obra-prima paciente. E a melhor série da primeira metade de 2017.

Emmys Barba Por Fazer 2017: Nomeados

Entre os nomeados dos primeiros Emmys BPF, destaque para as várias nomeações de Better Call Saul, The Leftovers, The Night Of, Master of None e Atlanta.

17 de julho de 2012

Músicas que Andam Por Aí

    Sabem porque é que o Relvas atravessou a estrada? Para fazer Erasmus!... Agora que já temos a vossa atenção com uma piada sobre o Relvas que por sua vez não é nossa mas sim do RAP, vão ter que ler isto até ao fim. Resultou ou não resultou? Está ou não está a ler? Vá, humano, não vamos brincar mais com o seu cérebro. No fundo, no fundo... o que temos para vocês são mais 8 músicas duma excepcionalidade tremenda!
    Começamos com uns senhores que estiveram no Optimus Alive'12. Segundo Nuno Markl, o vocalista parece uma velhinha abandonada à beira da estrada... Nós rimo-nos e concordamos. Eles são os The Cure e o senhor em questão é obviamente Robert Smith. Eles deram um concerto brilhante tocando cerca de três horas e nós recomendamos a segunda música tocada no festival - "Pictures of You". Seguindo para outra alma que esteve no Alive'12, damos voz a Mel do Monte. E não, "Mel do Monte" não é uma espécie de mel capaz de curar tosses e atrair ursos. Verdade seja dita, ela até o pode conseguir, e trata-se da vocalista dos Miúda, que se juntou aos Som Som para criar o hino "Vamos Lá" da TMN. Já agora Mel, quando quiseres fazer um dueto, um de nós está receptivo. Depois damo-vos uma música acabadinha de vir do Estado do Colorado (EUA) duma banda folk. Quem são eles? São os The Lumineers. A música chama-se "Ho Hey" e é muito agradável. Pelo menos o Daniel Oliveira (ou alguém da produção do Alta Definição) gostou. E porque o calor anda a tornar-se insuportável, passamos em contraste para o talento do senhor Bom Inverno, que é como quem diz, Bon Iver. Em jeito de batota, colocamos um vídeo de 24min de Bon Iver com 5 músicas - "Hinnom, TX - Wash - I Can't Make You Love Me - Babys - Beth/Rest". É quase meia hora, mas é bem empregue. E não, este espaço não se vai passar a chamar "Concertos/Sessions que andam por Aí".  Agora juntamos os Arcade Fire a David Bowie, o homem que teima em não envelhecer tal como o Tom Cruise. Só que o Tom não bate muito bem de sua cabeça. Se calhar o David também não... mas pelo menos não transparece muito isso. A música é a "Wake Up" dos Arcade Fire. E da arcada em chamas passamos para os Coldplay. A banda de Chris Martin emprestou o seu tema "Til Kingdom Come" ao novo Spiderman, proporcionando um bom momento cinematográfico/ musical.  Quase, quase a acabar a cena das músicas tremendas, decidimos partilhar um bom momento vivido por nós no Rock in Rio Lisboa. O momento em que Billy e sua careca nos mostraram uma grande cantiga do novo álbum dos Smashing Pumpkins - "Oceania". Para rematar, optamos por rematar com a piça...rra. Falamos de Diogo Piçarra que, no último domingo, foi de longe o maior destaque do Ídolos com a sua versão de "The Whole of the Moon" dos The Waterboys.
    Já que começámos com o Relvas, acabamos também com mais uma piada sobre ele. Relvas bateu à porta da Lusófona e disse "Dá licença?". E eles deram-lha. 


The Cure - Pictures of You
Mel do Monte ft. Som Som - Vamos Lá
 
The Lumineers - Ho Hey
Bon Iver at AIR Studios (4AD/ Jagjaguwar Session)
Arcade Fire feat. David Bowie - Wake Up
Coldplay - Til Kingdom Come
Smashing Pumpkins - Oceania
Diogo Piçarra - The Whole of the Moon (The Waterboys)

MP. TM.

13 de julho de 2012

Festivais à Lupa: Optimus Alive'12

Optimus Alive'12

Ainda estão algumas pessoas a fungar castanho e a retirar o pó dos sapatos, tudo graças ao SBSR, e já estamos na iminência de outro grande festival de Verão. Não tão mediático quanto o Rock in Rio, o Alive é habitualmente o festival cujas bandas e artistas mais vão ao encontro do que nós gostamos (este ano o cartaz do Sudoeste TMN é melhor, para nós, mas é assim pela primeira vez). Com o habitual indie, grunge e rock alternativo que lhe são indissociáveis, o único problema do Alive costuma ser (fica bem exagerar) o palco cair. É um inconveniente chato, por vezes. Mas enquanto isso não acontece, vamos lá falar deste festival, abordando em cada um dos 3 dias os nomes que merecem maior destaque para nós. É de acrescentar ainda que este ano o Alive teve uma inovação: no ano passado os Klepht, The Pretty Reckless e os You Me At Six viram os seus concertos cancelados porque certo e determinado palco optou por se suicidar. Este ano a diferença é que em vez de ser a organização a dizer não aos artistas, foram os artistas (a Florência) a dizer não à organização. Ligeiramente mais normal e recorrente, porém no Alive foge ao procedimento corriqueiro.

13 de Julho

  • Palco Heineken/ Optimus Clubbing - Olá Miuda. Começamos por ti. Tu dormes com quem tu queres e fazes o que te apetece, nós não temos nada a ver com isso. Porém, aconselhamos-te a que escrevas letras ligeiramente menos levianas. Não querendo nós dar numa de Dr.Phil pareces ser uma jovem rapariga normal, e a letra não tem um sentido literal mas é metafórica, és livre de saltar de liana em liana, mas o que tu queres Miuda, é um e só Miudo. Nós já te topámos. Não nos enganas. Mas antes da Miuda, vêm miúdas. Não uma, não duas, não três, mas quatro gajas! Quatro gajas que combatem mosquitos... Elas são as Dum Dum Girls! Que trocadilho tão infeliz... nós sabemos. Mas a parvoíce sai-nos assim. E eis que... Pumba! Dois grandas malucos que dão na rádio quase mais vezes que o Pablo Alborán (nada bate o Pablo...). Eles dizem que vêm trazer a festa rock esta noite para toda a gente se divertir e dizem ainda que todos os dias eles estão baralhando (shufflin'). Eles são os LMFAO. São tio e sobrinho e vêm para cá animar a malta com a sua música. Não é grande espingarda mas diverte. Neste último dia, os palcos secundários não fazem muito o nosso jeito. Desse modo, apenas destacamos mais os Buraka Som Sistema. A banda portuguesa tem um grande valor e também promete meter o público a dançar. Irá ser um concerto cheio de energia como tanto nos habituaram.



  • Palco Optimus - Tempos houve em que nós inocentemente acreditámos que os Lostprophets vinham ao Alive. Porém, armados em Florências, não puderam vir e presentar-nos com "Last Train Home". Não vieram eles, mas vieram os canadianos Danko Jones. O vocalista chama-se, vejam bem, Danko Jones... Parece-nos que há alguém com o síndrome Bon Jovi... Não são maus, servirão certamente para acordar os humanos na abertura do palco principal neste Alive'12, com suas músicas vampirescas. Este estereótipo vem apenas dum videoclip deles em que eles são vampiros. Veremos como esta banda de rock puro se sairá. Depois será a vez dos Refused. Estes suecos que gritam muito não serão por nós muito abordados. Porquê? Porque nos recusamos (refused)! Que piada estúpida. Depois a coisa melhora. Porém, muito sinceramente, os Snow Patrol não se encaixam muito neste dia. Já tiveram aqui um top inteiramente dedicado a eles e são uma banda com um portefólio decente, considerando sobretudo o material dos álbuns "Eyes Open" e "A Hundred Million Suns". Gary Lightbody é um bom vocalista, os SP proporcionarão de certeza um bom concerto, descansando as pessoas dos moches nos Refused, e pode ser que ponham o Passeio Marítimo de Algés numa noite de luzes humanas, como fizeram no Rock in Rio 2010. Não nos esqueçamos que são os Snow Patrol a fazerem a transição do lusco-fusco para a noite (é apenas um lembrete e uma dica para os lobisomens, para eles saberem quando se devem esconder). Já à noitinha sobem ao palco britânicos. Britânicos antigos, mas não tão antigos. Contudo, ainda começaram um movimento com mais duas bandas de seu nome Madchester. Os The Stone Roses são assim... eles começam cenas só deles! São uma das grandes bandas dos anos 80 e 90 e um dos grandes atractivos deste cartaz. Para fechar o palco, temos DJ's! Han? Muita bem... Um dia muito coeso no que toca ao estilo de música. Temos Rock, Indie, um Rock mais Pop e... música electrónica. Os Justice são dos DJ's mais carotes, mas a organização quis gastar os seus dinheiros neles. Lá vêem eles a Algés com sua música "punts-punts" e com suas camisolas que mudam de ilustração enquanto caminham.


14 de Julho

  • Palco Heineken/ Optimus Clubbing - Neste segundo dia não vamos naturalmente destacar todas as bandas do Palco Heineken... mas quase o fizemos. Começamos por destacar um macho e uma fêmea que cantam músicas melancólicas e moderadamente agradáveis. Os Big Deal não assumiram que estão enamorados um pelo outro, mas tudo aparenta que sim... Desde a música até à forma como se relacionam em palco onde a cumplicidade é bastante. Será certamente um concerto algo intimista e o público estará agradavelmente entretido. Depois surgem os nova-iorquinos Here We Go Magic que não só virão espalhar magia como o seu Indie Rock que foi reconhecido pelo vocalista dos Radiohead Thom Yorke como o melhor concerto do festival Glastonbury. Logo a seguir às 20h15 actuam aqueles que para nós são o destaque maior deste palco secundário - The Antlers. Este é mesmo um dos concertos que não devem perder se são apreciadores de Indie e Folk (de resto, como quase todas as bandas presentes no festival). É também uma pena que estes norte-americanos compitam com nomes do Palco Optimus... irão certamente ter menos gente. Contudo, se não estiverem a simpatizar com as bandas (possivelmente o concerto apanhará um pouco de Noah And The Whale e Mumford & Sons), o nosso conselho é que dêem um saltinho até ao Heineken. Posteriormente temos um nome que quando foi confirmado pela organização fez saltar muito tuga de felicidade - os Awolnation. Quantas músicas conhecem essas pessoas da banda californiana? Provavelmente uma que é a do anúncio da PT... Quanto a nós, esta banda é uma incógnita que apenas foi catapultada pelo hit "Sail". Seguidamente temos um artista inglês que é um pouco mais "darkside" e apresenta um som um bocado obscuro onde tenta misturar o Rock e o Hip Hop - Tricky. Mas para o fim da noite, o DJ francês SebastiAn trará música electrónica a Algés onde os The Cure certamente continuarão a sua cena no palco principal. Para fechar o palco uns tugas grandas malucos - Blasted Mechanism. Os portugueses virão cheios de energia mostrar o seu Rock Alternativo e muitas cenas só deles... Quanto ao Palco Optimus Clubbing não temos grandes destaques a fazer. Será um dia com muita música electrónica ou música pão-com-grão como também é conhecida. Apenas destacamos os vencedores do Optimus Live Act - Ninja Kore. Os portugueses serão os que mais energia trarão a este palco.

  • Palco Optimus - Para abrir o palco principal neste segundo dia, a organização decidiu apostar num nome nacional - We Trust. Tal como a banda, a organização também confia no potencial dos mesmos para mandarem o palco abaixo (agora batamos três vezes na madeira para que isto não tenha um sentido literal). E eis que o Passeio Marítimo de Algés é visitado por Noé e uma baleia... E esta? Noah And The Whale vêm de terras de sua majestade para conquistar os portugueses. Novamente o Indie está presente, mas desta vez chega a roçar um pouco o Pop. Têm uma musicalidade bem agradável e irá cativar, certamente. Depois de Noé, temos um dos destaques deste dia 14 de Julho - Mumford & Sons. Os londrinos têm sido uma das grandes revelações do Reino Unido nos últimos anos onde inclusive estiveram nomeados para ganhar dois Grammys - um para melhor artista revelação e outro para melhor música rock. Não ganharam, é verdade... Mas ganharam um Brit Award para melhor álbum britânico de 2011 congratulando assim o seu excelente "Sigh No More". Posteriormente vêm os Florence + The Machine!... Ahhh... Enganaram-vos... Acreditaram todos... Então? Não podem acreditar em tudo o que vos dizem... Onde está esse pouco cepticismo? Vá... Agora a sério. A Florência adoeceu e diz (por escrito, obviamente) que ficou sem voz, que nem uma Ariel. Os fãs estão bastante irados e pedem o seu dinheiro de volta. Contudo, a organização diz que não devolve os dinheiros por não se tratar do cabeça de cartaz. Um tema que ainda vai fazer correr alguma tinta. Até ao momento ainda não há nenhum nome previsto para substituírem a Florência e a Máquina. Nós sugeríamos uma banda portuguesa porque o nosso país também tem qualidade. Porque não os Klepht? No ano passado iam actuar no Palco Optimus, todos felizes... e o palco começou a cair... Conclusão: concerto cancelado. Não era mal pensado darem uma nova oportunidade aos rapazes... Porém, isto somos nós a sugerir. O público tuga certamente que iria refilar porque quereria um nome sonante ao invés de boa música. É o povo que temos... Por fim, para fechar o dia... Os The Cure! A banda de Robert Smith é uma das bandas mais influentes no que toca ao Rock Alternativo e arrastou gerações consigo. Certamente que, sobretudo, as gerações de 80 e 90 encherão Algés para não perder a oportunidade de ver este grande concerto que, segundo Robert Smith, vai durar e durar e durar... Este ano a organização decidiu apostar forte nos cabeças de cartaz e este dia não foge à regra. The Cure serão a maior atracção do dia.


15 de Julho

  • Palcos Heineken/ Optimus Clubbing - No último dia do Alive’12, apesar do peso que tem a principal banda deste ano, nem por isso os palcos secundários estão mal servidos. De qualquer forma, os maiores destaques do palco Heineken são internacionais, talvez porque todos os que actuam no palco da bejeca neste dia sejam extra-comunitários, enquanto que no Optimus Clubbing os nomes que decidimos destacar são tugas. O palco Heineken contará com Miles Kane. O britânico, muito amigo de Alex Turner, e vocalista dos The Last Shadow Muppets, trará ao Passeio Marítimo de Algés aquela onda inerente aos Beatles e aos irmãos Gallagher dos Oasis. Dará para ver um cheirinho do Miles antes de ir ao palco principal ver os PAUS a percutir. Outro destaque são as Warpaint -  a banda norte-americana tem tudo para hipnotizar quem as ouvir. Emily Kokal, Theresa, Jenny Lee e Stella dão ao indie rock um toque suave, com qualquer coisa de Memoryhouse. Deixando o melhor dos palcos secundários deste dia para o fim, refiro primeiro Mazzy Star. A banda encabeçada por Hope Sandoval e David Roback teve o seu auge nos anos 90, mas até quase por respeito e porque vale a pena devem ir ouvi-los. Aliás, na hora dos Caribou podem ouvir Mazzy Star e também, antes deles, o maior destaque do palco Heineken – The Maccabees. A banda britânica, cada vez mais em voga, destronou recentemente Adele dos tops britâncos e com o novo álbum “Given to the Wild” (lançado a 9 de Janeiro de 2012) demonstraram ter claramente valor e potencial no mundo da música.
    No palco Optimus Clubbing os destaques são, como tínhamos dito, nacionais. Apesar de Best Youth ter potencial, focamo-nos noutros 3 projectos portugueses: Laia, Marcia e B Fachada. Os Laia podem muito bem ser a primeira banda que ouvirão neste dia, se assim o quiserem, e não ficarão desiludidos sobretudo com a qualidade instrumental do quinteto masculino. Depois falemos da Marcia. A rapariga não tem um vozeirão, mas tem musicalidade e todos a conhecemos por “A pele que há em mim”. Por fim, deste O.Clubbing, destacamos um cantautor – Bernado Fachada ou, como é mais conhecido, B Fachada. Boa música portuguesa.

  • Palco Optimus - A fechar o cartaz deste Optimus Alive’12 o palco principal conta com quatro nomes: PAUS, The Kooks, Caribou e Radiohead. Relativamente aos PAUS, desde cedo que temos divulgado o trabalho deles e esta presença no palco Optimus do Alive é um reconhecimento notável para eles, também demonstrativo da boa imprensa que sempre têm tido (ao contrário de por exemplo Linda Martini) e que nos deixa relativamente orgulhosos. Se querem um concerto animalesco, certamente o terão. Hélio Morais (elemento comum a Linda Martini e PAUS), João “Shela”, Quim Albergaria e Makoto Yagyu convencerão com as baterias, o baixo e teclado com que criam a sua essência instrumental e contagiante. Seguidamente, chega indie puro e cru. Originários de Brighton, no Reino Unido, os The Kooks contam já com 8 anos de existência e 3 álbuns lançados. Luke Pritchard e companhia actuaram no ano passado no Super Bock Super Rock e este ano conseguiram ainda maior destaque, por actuarem no dia dos Radiohead. Já têm bastantes músicas que toda a gente sabe e veremos o Passeio Marítimo de Algés cantar “Naive” em plenos pulmões, esperando-se também por “Sway”, “Seaside”, “Always Where I Need to Be”, entre tantas outras. Músicas geralmente mais curtas que o habitual, mas qualidade garantida. Não vamos abordar os Caribou porque não vamos com a cara deles e da música deles. Não é a nossa praia. Preferimos as Caraíbas. E assim mais linhas ficam para serem ocupadas pelo nome principal deste ano – Radiohead. A banda de Thom Yorke era um desejo já antigo da organização que finalmente este ano se tornou realidade. Não os víamos em Portugal desde 2002 e foram o 1º nome confirmado para este Alive. Com uma reputação que os distingue de toda a gente no mundo da música, pela voz inconfundível de Thom Yorke, esperemos no entanto que os Radiohead não privilegiem a apresentação do último álbum “The King of Limbs” e prefiram tocar as músicas que os tornaram quem são. A verdade é que “The King of Limbs” só tem 8 músicas portanto nunca ocuparia uma fatia assim tão grande do concerto. Basicamente, os Radiohead sempre foram estranhos e diferentes. Mas admiramo-los pela fase em que o eram apenas porque era assim que eles eram, e não como agora que dá a ideia por vezes que querem ser mais estranhos ainda para reforçar que são estranhos e diferentes. Toquem tudo o que há de “Pablo Honey”, “The Bends” e “Ok Computer” – será difícil encontrar uma banda com 3 primeiros álbuns tão consistentes – porque quem tiver pago o bilhete para este dia, que já esgotou há algum tempo, quererá certamente ouvir, e deixamos apenas uma súmula, “Creep”, “You”, “High and Dry”, “Fake Plastic Trees”, “Paranoid Android” ou “Karma Police”. Épico, é o que provavelmente será.

E é assim que nos despedimos de vocês, pessoas maravilhosamente encantadoras. Voltamos naquele que, para nós, tem o melhor cartaz deste verão. Não tem nomes extremamente sonantes, mas a qualidade está presente em quase todas as bandas do cartaz. Falamos naturalmente do Sudoeste TMN.
Até à vista!!

MP. TM.

10 de julho de 2012

Músicas que Andam Por Aí

Humanos, serão alvos de um desafio. Leiam, em português de Portugal: Avião sem asa, Fogueira sem brasa, Sou eu assim sem você, Futebol sem bola, Piu-piu sem frajola, Sou eu assim sem você (...) Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta, Sou eu assim sem você, Carro sem estrada, Queijo sem goiabada, Sou eu assim sem você. Pois é, Tony Carreira e Manel, afinal as músicas ficam realmente diferentes e até ligeiramente parvas quando passadas do sotaque brasileiro para o verdadeiro português. Obrigado humanos, pela experiência, e por com isto termos aprendido que não é "beijo sem goiabada", o que seria estranho. Isto partindo do pressuposto que todos sabemos o que é um piu-piu sem frajola. E como recompensa, 8 músicas aqui dos campeões.
    E quem também foi campeão foi o Filipe Pinto que venceu a 3ª edição do Ídolos. Demorou a partilhar as suas músicas e ainda bem... O Filipe revelou-nos 12 temas do seu futuro álbum no Concerto Meo Like Music e ao que parece... está muita bem! Aqui vos deixamos o tema "Amanhã (Talvez)". Depois chega uma fêmea e um macho, com uma banda atrás de si. Os Port O'Brien, pelas vozes de Cambria Goodwin e Van Pierszalowski, e o seu tema "Tree Bones". Destaque sobretudo para a parte instrumental da música nos últimos 2 minutos, aproximadamente. Tragam-nos ao Alive'13 ao palco Heineken, é uma sugestão. E de uma sugestão passamos para outra! Sugerimos então que ouçam esta "Bright Lights" do Gary Clark Jr. enquanto passeiam na rua com a vossa melhor roupa cheios de estilo e com pombas brancas a esvoaçarem à vossa frente. Verão que o mundo vos cairá aos pés, humanos machos! E sim... admitimos que nos baseámos num excerto do filme 21 Jump Street. Caso as pombas e a roupa estilosa não resultem, provavelmente surgirá uma banda sonora na vossa vida semelhante a esta "Take a Bow" do senhor Greg Laswell. Uma música do filme Friends with Benefits, que integra cenas com a Mila Kunis. Era Mi na Kunis da Mila Kunis. E ela aos saltos com os Salto que deram o salto e actuaram saltando no SBSR 2012 com temas como a "Por Ti Demais". Ainda se faz boa música em nossas terras lusitanas, porra! E pumba, uma música para maricas. Os New Empire a cantarem "One Heart". Temos que agradar a todos e a música não é má de todo, vá, até é boa. É óptima, com mil ouriços! Não, é só boa. Mas a próxima não é só boa... é muita boa com quinhentas engrácias! De resto... como o Justino e sua fina voz tanto nos habituaram. Contudo, não é um momento só do Justino. Ele partilha-o com seus compadres dos Bon Iver para que em conjunto cantem a "Love More". Está um momento muita bom! Muita bom!! E para fechar com chave de oiro ou de ouro, deixamo-vos o melhor videoclip desta lista. Os Sigur Rós contaram com a colaboração do actor Shia Labeouf e da actriz Denna Thomsen num dos melhores vídeos dos últimos tempos. Uma história que cativa, que é arte e acompanhada por aquilo a que a banda do país de Sigurdsson já nos habituou. Chama-se "Fjögur píanó" e fecha este cancioneiro. Como podem ver abaixo, antes do vídeo iniciar, o Shia ficou visivelmente emocionado por nós o partilharmos aqui.
    Sim, o cancioneiro fechou com chave de ouro. Que é como fecha agora a boca da Sofia Aparício.

Filipe Pinto - Amanhã (Talvez)
 Port O'Brien - Tree Bones
Gary Clark Jr. - Bright Lights
Greg Laswell - Take a Bow
Salto - Por Ti Demais
New Empire - One Heart
Bon Iver - Love More
Sigur Rós - Fjögur Píanó

MP. TM.

6 de julho de 2012

Festivais à Lupa: 18º Super Bock Super Rock

18º Super Bock Super Rock

Olá humanos! Como é que é? 'tá-se? Muita bem... 
Voltámos para mais um "Festivais à Lupa" que efectivamente deveria ter saído ontem, mas por motivos desportivos, vimo-nos impedidos.

    Mais um ano, mais um Super Bock Super Rock e novamente no Meco. Contudo, algumas coisas mudaram desde a última vez. O que mais salta à vista é o cartaz, obviamente. E o cartaz está bastante mais... pobrezito. Se no ano passado tínhamos nomes como Arctic Monkeys, Beirut, The Kooks, Arcade Fire, Portishead, The Strokes, Slash e Brandon Flowers (poderiamos muito bem continuar a enumerar...), este ano não é bem assim... Mas nesse tema já esmiuçaremos mais adiante. Outra coisa que a organização decidiu alterar foram as condições do recinto. No ano passado, o pó foi uma queixa constante. Assim sendo, a organização decidiu trocar o pó pela erva... E o engraçado é que isto não são palavras nossas... São mesmo palavras do Luís Montez. Granda maluuuuco! Esta é a suposta grande notícia e novidade comparativamente com o ano passado. Este ano também foram melhoradas as condições para a prática do campismo, bem como os chuveiros.
    Bem... deixemo-nos de rodeios e vamos mas é ao que interessa!


5 de Julho
  • Palco EDP - No primeiro dia do festival decidimos destacar dois nomes deste palco. O primeiro nome são os portugueses The Happy Mess, liderados pelo bem conhecido pivô da Sic Notícias Miguel Ribeiro, a banda tem uma onda um pouco alternativa e até bem agradável, onde se notam umas certas influências como Arcade Fire. O segundo nome, nós achamos que deveria actuar no Palco Super Bock - Alabama Shakes. A música produzida por esta banda norte-americana tem muito boa onda e o seu rock com bastante soul à mistura não deixa ninguém indiferente. Esta banda bem recente (criada em 2009) pode tornar-se num caso bem sério... E com isso só temos a ganhar.

  • Palco Super Bock - O palco principal abre com os portugueses Salto que beneficiaram do cancelamento do músico Pete Doherty (diz que é drogado... mas não digam a ninguém) para dar o salto para os grandes palcos. Esta dupla já vem mostrando boa música e merece totalmente a confiança depositada. Depois dos tugas vêm... outros tugas. Os Capitão Fausto já têm algum nome na música portuguesa e a prova disso é que foram convidados para o palco principal do Super Bock Super Rock. É uma banda que promete pôr todo o público a dançar com o seu rock refrescante. Posteriormente vêm os Bloc Party. A banda londrina já teve melhores dias e nós estamos um pouco receptivos quanto ao concerto deles. Contudo, se actuarem como à uns anos atrás, terão nota mais que positiva. E eis que chegamos não aos últimos, mas ao grande nome da noite - Incubus. A banda de Brandon Boyd era uma das "bandas da cena" dos anos 90' e inícios de 2000 e por isso espera-se que muita gente vá assistir ao seu concerto para matar saudades e recordar um pouco. O palco termina com os britânicos Hot Chip que tentarão agarrar o público a uma hora um pouco ingrata (2h40)... Contudo, se tocarem como tocaram da última vez vai dar certo!

6 de Julho
  • Palco EDP - Neste segundo dia, no Palco EDP, destacamos não dois, mas três nomes! O primeiro é Hanni El Khatib. O skater e músico norte-americano faz muito boa música e, tal como os Alabama Shakes, cheia de boa onda... O som muito à base do rock garage e blues seduz-nos bastante e depois de ter actuado no Vodafone Mexefest, mostrará o que vale no SBSR. A segunda banda a merecer o nosso destaque são os The Horrors. A banda britânica tem bastante qualidade e fecha o palco com o seu garage rock (que é como eles caracterizam a sua música). Por fim, o terceiro e último nome é Oh Land. A bela cantora norueguesa tem dado bons concertos e isso faz que vá conquistando cada vez mais fãs. No Palco EDP ainda existe um grande nome da música portuguesa - Wraygunn. Não é um dos nossos destaques porque não vamos muito à baila com a sua música. No entanto, não negamos o talento que lhes está inerente. 

  • Palco Super Bock - Este dia 6 de Julho é, na nossa opinião, o que reúne melhor música nos dois palcos. Logo a abrir o palco... pumba... Supernada. Manel Cruz e seus capangas a espalharem a boa música que Portugal tem! É um dos concertos que promete. Depois temos os The Rapture. Estiveram bem à pouco tempo no Optimus Primavera Sound 2012 e voltam assim de novo para o palco principal do SBSR para colocarem o público todo a tirar o pé do chão. Em terceiro, um dos nomes da noite - Lana Del Rey. A sua pokerface assusta-nos um pouco... Contudo, esperamos um grande concerto (bem mais calmo certamente) por parte desta jovem que não é de abrir muito a boca quando canta. É uma cena dela... Ainda assim, dá-nos boa música. Depois do concerto da Lana era preciso acordar e animar a malta... E quem melhor que os Friendly Fires? A banda britânica vem acordar o pessoal ao Meco com a sua dance music. Prometem animar bem o público e aquecer para o último concerto do Palco Super Bock. Concerto esse que vai ter uma granda maluca - M.I.A.. A intitulada bad girl veio a terras portuguesas partilhar a sua boa vibe e promete soltar o lado mais rebelde (se assim se pode dizer) das raparigas portuguesas...

7 de Julho
  • Palco EDP - Este último dia não é nada do outro mundo. Ainda assim, voltamos a destacar dois nomes deste palco. O primeiro é o Mike Hadreas que escolheu o nome artístico de Perfume Genius. Este norte-americano granda maluco faz boa música e julgamos que não vai desiludir quem for assistir ao seu concerto. O outro nome é uma americana de origem russa - Regina Spektor. A cantora traz-nos uma música mais ligeira, ainda assim pouco mainstream, que não deve deixar de cativar algum público.


  • Palco Super Bock - O último dia do festival irá contar com um senhor que precisa de um dólar e um dólar é o que ele precisa - Aloe Blacc. O artista californiano vem tocar o seu soul pelo Meco e espalhar muito groove. Posteriormente, um dos destaques da noite - Peter Gabriel. Diz que o ex-integrante dos Genesis vem com muita malta e muitos instrumentos... Esperemos que o palco aguente com o peso... Não... Não estou a fazer uma piada sobre o peso do Pedro Gabriel... Após o Pedro Gabriel vêm uns senhores que nos agradam bastante e talvez seja a nossa banda de eleição do dia - The Shins. O novo álbum foge um bocado ao que a banda tem feito anteriormente, o que é uma pena. Contudo, tem um bom single de seu nome "Simple Song". Esperemos que não decidam encher massivamente o alinhamento com músicas do novo álbum. Achamos que têm mais a ganhar em apresentar maioritariamente músicas anteriores a "Port of Morrow". Por fim... Outro granda maluco - Skrillex. A nova estrela da música electrónica (mais especificamente, do dubstep) vem para cá fazer a miudagem levantar o pé do chão e também o resto do pó que o senhor Montez não conseguiu remover (diz ele que removeu 70% do pó... muita bem...). O senhor Sonny Moore tem boas músicas a solo e já integrou uma boa banda de seu nome From First to Last. Porém, foi com o nome artístico Skrillex que ganhou fama. As suas letras inspiram qualquer um. Principalmente aquela parte "WEUUUUW, GWAAH GWOOH GRAW GRIH GRIH GRIH GREUUUUW". É de facto muito tocante...

    E é assim que acabamos mais um "Festivais à Lupa". Ele voltará na véspera do Alive'12 e certamente que um pouco maior derivado à uma vasta qualidade musical que se apresenta neste festival e que merecerá um maior destaque da nossa parte.

    Até à vista seres humanos estranhamente belos!

MP. TM.

3 de julho de 2012

Os 23 do Euro 2012 + os Melhores Golos

Mulheres humanas, é hoje que aqui no Barba Por Fazer terminamos esta longa jornada que foi o Euro 2012 e nos dedicamos a outras coisas diferentes, tais como a praia.

Como prometido, vamos indicar aqueles que foram para nós os 23 melhores jogadores da competição (procurando conjugar a regularidade das exibições, a importância que tiveram e os números que conseguiram individualmente), representando ainda graficamente os que para nós caberiam o melhor 11. Abaixo de tudo isto ficará também a lista dos 10 melhores golos.

Os 23 do Euro 2012

    Foi difícil chegar a uma lista final e consensual.
    Na baliza, o titular não deixou dúvidas nenhumas. Iker Casillas merece essa distinção pela importância que teve, pelo capitão que é, pelo fair-play que demonstrou enquanto "Señor" e pela Sara Carbonero que tem em seu berço caseiro. Como suplentes, optámos por Gianluigi Buffon e Joe Hart.
    Quanto à defesa, admitimos caros humanos, fizemos batota. Porquê? Porque adaptámos o Lahm a lateral direito quando este jogou toda a prova a lateral esquerdo. Escolhemos portanto Philip Lahm e Jordi Alba para as laterais, custando-nos um pouco deixar Coentrão no banco, mas Alba foi determinante nos últimos jogos. Os centrais, não houve grandes dúvidas. Pepe, o melhor central deste Euro 2012 e Sergio Ramos. Hummels (o melhor central da fase de grupos, a par de Pepe) e Chiellini ficam assim sentadinhos no banco.
    No meio-campo houve pano para mangas. Escolhemos 5 médios e tivemos dificuldade em chegar a uma decisão final. Andrea Pirlo, melhor jogador do Euro 2012 para nós, tinha que estar presente. Andrés Iniesta ídem aspas aspas. Depois optámos por João Moutinho que, mesmo sendo nós benfiquistas e não gostando do que ele fez ao Sporting, não achamos que tenha sido agigantado pela imprensa como muita gente disse alegando que Pinto da Costa queria subir o seu valor de mercado. Moutinho foi sim o melhor médio a ocupar espaços e ler jogo sem bola deste Euro e merece dar o salto (para Inglaterra, por exemplo). Os outros dois, um deles é David Silva (marcou 2 golos, fez 3 assistências e mostrou a técnica que tem) e o outro, apesar de termos tido dúvidas, escolhemos Steven Gerrard. O capitão inglês fez 3 assistências, levou a Inglaterra às costas, para além de ser um jogador com o qual simpatizamos bastante. Ficam assim relegados para o banco Mesut Özil (podia e devia ter feito muito mais do que fez), Nani, Xabi Alonso e o italiano Daniele De Rossi.
    No ataque achámos por bem entregá-lo a Cristiano Ronaldo. A enorme exibição frente à Holanda está na memória de todos e contra a República Checa foi ele novamente a assumir as despesas do jogo. Houve mais qualidade por parte dos médios neste Euro 2012 e optámos por escolher só um avançado, deixando no banco Mario Balotelli, Zlatan Ibrahimovic e Fernando Torres.

Banco: Gianluigi Buffon (Itália), Joe Hart (Inglaterra); Mats Hummels (Alemanha), Giorgio Chiellini (Itália), Fábio Coentrão (Portugal); Mesut Özil (Alemanha), Nani (Portugal), Xabi Alonso (Espanha), Daniele De Rossi (Itália); Mario Balotelli (Itália), Zlatan Ibrahimovic (Suécia), Fernando Torres (Espanha)




Os Melhores Golos

1.
Zlatan Ibrahimovic (SUÉCIA -França)
2. Mario Balotelli (Alemanha-ITÁLIA)
3. Jakob Blaszcykowski (POLÓNIA-Rússia)
4. Sami Khedira (ALEMANHA-Grécia)
5. David Silva (ESPANHA-Irlanda)
6. Danny Welbeck (Suécia-INGLATERRA)
7. Mario Balotelli (ITÁLIA-Irlanda)
8. Roman Pavlyuchenko (RÚSSIA-Rep.Checa)
9. Cristiano Ronaldo (Rep.Checa-PORTUGAL)
10. Philipp Lahm (ALEMANHA-Grécia)

MP. TM.

1 de julho de 2012

Euro 2012 Final: Espanha-Itália

Olha Espanha, e se fosses para o ca... mpeonato do mundo?! Pois é, os espanhóis ganharam outra vez. E o pior é que, desta vez, foi com toda a justiça (na final). Jogaram bem, golearam, nem deu para ofender a sorte descomunal deles. Campeões da Europa em 2008, campeões do mundo em 2010 e agora da Europa em 2012. Que em 2014 alguém pare isto se faz favor! Achamos que ninguém quer obrigar o Qatar a parar esta hegemonia em 2022.

Espanha 4 - 0 Itália

     Muitos deviam estar recordados do 1-1 da fase de grupos no Grupo C, entre os finalistas deste Euro 2012. Na altura foi um grande jogo, com uma Itália incrivelmente combativa e com uma entrega única. A partir do jogo com a Irlanda, essa Itália mudou, inclusive no plano táctico. O 3-5-2 passou a um 4-4-2 e, apesar de ter resultado com Irlanda, Inglaterra e Alemanha, hoje era hora de mudar. Ou então Montolivo, Marchisio e um dos avançados teriam que correr muito mesmo. A Espanha manteve o onze que foi maioritariamente titular durante este europeu.
    Logo no início, uma visão do inferno - Pedro Proença, Duarte Gomes e Jorge Sousa juntos no mesmo relvado. A lógica normal diria que os de azul seriam beneficiados, porém hoje ninguém o foi, apesar de Platini e Villar com certeza esperarem ver o señor Iker a levantar a taça.
    O jogo começou com uma Itália muito subida no terreno, querendo ter bola e conseguindo tê-la, mas muito destapada na sua defesa. A Espanha cedo percebeu que poderia explorar as transições ofensivas e que, face ao posicionamento em campo dos italianos. Xavi ameaçou a baliza de Buffon e, minutos a seguir, David Silva inaugurou o marcador. Enorme passe de Andrés Iniesta, Fábregas foi esperto, trabalhou bem junto à linha de fundo e cruzou para David Silva cabecear, fazendo o 1-0. Para quê o Llorente? Afinal de contas está lá o David Silva e o seu jogo aéreo (ironia)... A Itália lá se tentou levantar, voltando a ter mais bola do que a Espanha (coisa estranha) só que depois a Itália teve o seu 1º azar. O patrão da defesa Chiellini lesionou-se e teve que entrar Balzaretti. Seguiram-se minutos em que a Itália apareceu melhor, mas Casillas estava sempre atento nas suas saídas e nos remates à figura. Aos 41 minutos, a Espanha voltou a fazer das suas. Jordi Alba deu a bola a Xavi, desatou a correr e o Xavier lá lhe fez um grande passe, deixando-o isolado na cara de Buffon. O lateral esquerdo recentemente contratado pelo Barcelona, uma das agradáveis surpresas da final e do europeu, não vacilou. Refira-se que a abordagem defensiva da Itália nesse lance foi péssima.
    Para a segunda parte, Prandelli decidiu trocar Cassano por Di Natale e o avançado da Udinese até ameaçou a baliza de Casillas por duas vezes, mas sem marcar. Do outro lado, Fábregas armou-se em Messi e quase marcava um bom golo. Nessa altura o jogo estava dividido, mas com uma Espanha sempre mais serena e esclarecida no passe. Aos 56 minutos, Prandelli retirou Montolivo (que estava a aumentar a sua produtividade) e colocou Thiago Motta. Porquê? Não fazemos ideia. Motta, a estar em campo, faria sentido que fosse de início, num 3-5-2. A perder 2-0, retirando Montolivo, pedia-se a Prandelli que arriscasse e colocasse, por exemplo, Diamanti. Mas o Cesare assim não entendeu. E 5 minutos depois, veio o castigo divino e 2º azar italiano. Thiago Motta lesionou-se, as substituições estavam esgotadas, e a Itália ficou reduzida a 10.
    A partir daí, só deu Espanha. Del Bosque foi refrescando o ataque, colocou Torres e El Niño (que tem dois niños, supomos) fez o 3-0. A Itália já estava devastada, perdeu a bola no seu meio-campo em fase de construção e Xavi, mais uma vez, colocou a bola limpinha para o Fernando fazer o 3-0 e o seu 3º golo neste Euro 2012. Por ter menos minutos que Dzagoev, Mandzukic, Ronaldo, Gomez e Balotelli julgamos que será estatisticamente o melhor marcador da prova. Aos 86 minutos entrou Mata e aos 88 marcou Mata. Tudo muito simples, Torres ficou na cara de Buffon, descaído para a esquerda, podia-se ter isolado como melhor marcador mas como com ele os golos nunca são de fiar, optou por ser altruísta e dar o golo a Mata. Juan Manuel Mata que sai deste Euro 2012 com 7 minutos em campo e 1 golo. Nada mau, nada mau João Manuel.
    O jogo acabou, Balotelli fugiu (mais tarde voltou) e a Espanha sagrou-se campeã mais uma vez. Torna-se chato, sobretudo porque hoje a Itália esteve irreconhecível e a Espanha jogou bem e marcou 4 golos, não praticando aquela troca de bola enfadonha e pouco atrevida, como por exemplo com a Croácia ou com Portugal. Ao fim ao cabo podemos claramente dizer que fomos quem melhor se bateu com a Espanha. Condicionámos o jogo espanhol, exercemos uma enorme pressão, conseguindo ocupar bem o campo. Ingredientes que, conjugados, ninguém mais conseguiu frente à equipa de Del Bosque neste Euro 2012.
    Houve depois duas coisas que nos fizeram confusão: ver Proença e Jorge Sousa a receberem medalhas e não se tratar da Gala do Porto e, sobretudo, o facto da barra da baliza que defendeu o penalty do Bruno Alves não ter ido também receber a sua medalha. Mais do que Puyol ou Villa, aquela barra foi parte importante da chegada da Espanha à final.
    Eles ganharam, mereceram e vamos tentar todos seguir em frente. Em 2014 há mundial e é para isso que todos vamos jogar agora. Olhando para o jogo de hoje, podemos considerar que a final para a Espanha foi contra nós.
    E Pirlo, não chores.

Brevemente indicaremos quais os nossos 23 do Euro 2012 e fecharemos assim o acompanhamento que demos à prova.

Ficha de jogo
Espanha: Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos, J.Alba; Busquets, X.Alonso, Xavi; David Silva (Pedro), Iniesta (Mata), Fábregas (Torres).
Itália: Buffon; Abate, Barzagli, Bonucci, Chiellini (Balzaretti); Pirlo, De Rossi, Montolivo (T.Motta), Marchisio; Cassano (Di Natale), Balotelli.
Golos: 1-0 14' David Silva; 2-0 41' Jordi Alba; 3-0 83' Torres; 4-0 88' Mata.
Destaques: Casillas, J.Alba, Xavi, David Silva, Iniesta, Fábregas, Torres; Pirlo, De Rossi.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Xavi Hernández (Espanha)


MP. TM.

Músicas que Andam Por Aí

Ciao umani! Da ora in poi saremo sempre scrivere in italiano. Ascoltate queste grandi canzoni di lasciare questo spazio umile. Agora sério, isto é apenas para ver se a Itália ganha hoje. E vá, vamos lá deixar aqui 8 músicas para orgasmos musicais dos nossos 3 ou 4 fãs.
    Começamos com uma cabeça vermelha. Não, isto não é um blogue pornográfico. Estamos a falar do  ruivo e britânico Ed Sheeran. A abrir este pergaminho informático de oito músicas, "Give Me Love", na versão de estúdio porque tem violinos. E nós gostamos de violinos. E ainda assim (gostando de violinos) somos heterossexuais e bem sucedidos no campo feminino, e esta Iniesta?! E assim sem parar vamos para uma música que pode ser considerada como "do amor"... lançamos a "Nothing Like You and I" dos The Perishers e continuamos a ter um nível de masculinidade acima da média... Seguimos então com uma daquelas bandas que normalmente partilhamos - uma banda com um nome tão grande que quase que ocupa meia linha - os The Good, The Bad & The Queen, com uma música que integra a banda sonora da série britânica Skins (recomendada a um de nós por pessoas que têm jeito para séries). A música chama-se portanto "Green Fields" e dura menos de 2min e meio portanto dá para ouvirem enquanto vestem as calças e calçam os ténis. Sim, um de nós é lerdo e demora 2min a fazer isto. Mas olha... é a vida! E a vida decidiu separar os Da Weasel... Ou então foram mesmo eles que tomaram tal decisão. Se calhar foi isso... Contudo(!!), o Barba Por Fazer decidiu reuni-los para que todos juntos cantassem a "Força" (coisa que até estamos a precisar depois da eliminação do Euro...). E agora um momento estranho. O momento em que apresentamos uma música da qual ninguém sabe o nome. Uma coisa sabemos, é do Damien Rice. Porém, ele cantou-a uma vez com o seu pianinho, toda a gente descodificou a letra mas ninguém sabe o verdadeiro nome da música, que não integra nenhum álbum. Chamaram-lhe "Forgotten Deers" no Youtube, quem partilhou a música. Porquê? Porque ficava bem. Um pouco como os locutores de rádio quando não dizem o nome da música e do cantor, Damien. E como não são só os concursos musicais estrangeiros que têm qualidade, deixamos uma cover do concorrente do Ídolos Diogo Piçarra. O rapaz decidiu fazer uma versão da música "Se Eu Fosse Um Dia o Teu Olhar" do Pedro Abrunhosa e na nossa opinião ficou musicalmente melhor que a original. Desculpa Pedro. Aliás... Não pedimos nada desculpa! Tu disseste que o cenoura parecia o Freddie Mercury e isso é ridículo! Como penúltimo escolha musical deixamos aqui uma música dos The Broken Family Band chamada "It's All Over". Uma música boa para colocarem nas vossas orelhas humanas enquanto correm. E nessa altura pensei "epá muita bem, os Barba Por Fazer proporcionam bons e agradáveis momentos de prazer musical e físico". Por fim, a pedido de uma pessoa querida e com muito bom gosto musical (sai naturalmente a nós) lançamos os Mumford & Sons que estão aí mesmo a chegar ao Alive'12 com a música "The Cave" tocada acusticamente.
E agora vamo-nos... Em breve voltaremos a lançar mais charme e música, porém, não diremos quando.
Até à vista, pessoas esbeltas!


Ed Sheeran - Give Me Love

The Perishers - Nothing Like You and I

The Good, The Bad & The Queen - Green Fields

Da Weasel - Força (Uma Página de História)

Damien Rice - Forgotten Deers



Diogo Piçarra - Se Eu Fosse Um Dia o Teu Olhar

The Broken Family Band - It's All Over

Mumford & Sons - The Cave



MP. TM.

Euro 2012: 11 das Meias-Finais

Por razões levianas e de múltiplas origens, vimo-nos cada um por si impedidos de visionar o Alemanha-Itália na sua plenitude e por isso mesmo não fizemos a crónica do jogo.
    De qualquer forma, confessamos que ainda estamos a digerir a eliminação de Portugal nas grandes penalidades. Não culpamos nenhum jogador que não tenha concretizado o seu penalty, e já agradecemos a todos eles pela enorme entrega neste Euro 2012, mas estamos com alguma frustração e é estranho Portugal já não estar em competição. Uma sensação ligeiramente semelhante àquela que tivemos após o Benfica ter sido eliminado pelo Chelsea este ano na Champions League. Os seguidores benfiquistas compreender-nos-ão.
    Vamos seguir em frente. Nestas meias-finais marcaram-se 3 golos (só houve golos no Alemanha-Itália) e as equipas do Grupo C eliminaram as do Grupo B. Portugal merecia sorte diferente e, no outro jogo, Balotelli fez por merecer tudo o que a Itália conseguiu. Que haja golos na final, ao contrário do que tem sido apanágio em tantos jogos, com as equipas a privilegiarem o não-sofrer golos ao marcar.

    Mas vamos lá então à equipa das meias-finais. Ao onze das meias-finais. Porque, após a final, revelaremos sim aqueles que foram para nós "Os 23 do Euro 2012" - a convocatória final.
    Nestas meias-finais, optámos por escolher Rui Patrício para a baliza. O guarda-redes do Sporting revelou-se determinante sobretudo no prolongamento do Portugal-Espanha, com 2 defesas que nos mantiveram no jogo (defendendo ainda o penalty de Xabi Alonso).
    Na defesa, 4 elementos. Do lado direito "adaptámos" Andrea Barzagli. O central italiano fez um jogo extremamente seguro ao lado de Bonucci. Os automatismos destes 2 jogadores e Chiellini em toda a época da Juventus têm ajudado e muito esta Itália. No centro, um duelo de titãs no Portugal-Espanha. Do nosso lado, Pepe, com mais uma extraordinária exibição. Sem dúvida O central deste europeu. E do lado espanhol, um jogador que conseguiu estar em todo o lado, superior a Pepe (neste jogo) inclusive e que ainda teve tempo para marcar um penalty à panenka, após o que tinha feito nas meias da Champions - Sergio Ramos. Do lado esquerdo, outro jogador português. Fábio Coentrão fez um grande jogo, igual a si mesmo, sem temer qualquer adversário e sem cometer erros.
    No meio-campo, e porque o jogador desta fase foi o único avançado que escolhemos, cabem 5 jogadores. Dois italianos, dois portugueses e um espanhol. Andrea Pirlo foi... Andrea Pirlo. A Itália funciona ao seu ritmo e, caso a squadra azzurra se sagre campeã europeia é bem capaz de ficar em 3º atrás de Ronaldo e Messi na corrida ao título de melhor do mundo. O seu complemento ofensivo tem sido agora Riccardo Montolivo. Melhor médio no Alemanha-Itália, o jogador que o AC Milan contratou a custo zero neste defeso fez um enorme passe para Balotelli e é um daqueles médios que dá gosto ver jogar pela facilidade com que inventa jogadas e linhas de passe de forma simples. Os portugueses são João Moutinho e Miguel Veloso. Ambos com boas perspectivas de darem o salto (embora o salto de Moutinho possa ser para um grande europeu), correram, correram e correram. Moutinho é já um habitué nos nossos onzes, pela forma como se apresentou nos últimos 3 jogos de Portugal. Foi quanto a nós o melhor jogador do Portugal-Espanha e não merecia não ter marcado o penalty. Veloso fez o jogo da sua vida, correu como nunca antes tinha corrido, perdeu provavelmente 5 quilos e cumpriu bem a função de anular Xavi. O último médio trata-se de Andrés Iniesta - o médio do Barcelona só apareceu a partir dos 70 minutos e sobretudo no prolongamento, mas fê-lo sempre com perigo e assustando os portugueses.
    Por fim, o avançado e destaque maior destas meias-finais. O Mad Mario optou por colocar o país de Merkel fora do Euro 2012. A favorita Alemanha, num dia desinspirado e inclusive com 2 dias a mais de descanso do que os italianos, caiu aos pés de Mario Balotelli. O avançado italiano marcou por duas vezes, primeiro num bom cabeceamento após excelente trabalho de Cassano e, no segundo golo, fazendo um remate que podemos dizer que foi uma buja como não víamos há muito tempo. Com a cabeça no lugar pode muito bem (e assim o esperamos) fazer estragos a La Roja. Mas obviamente esperemos que não tenha a cabeça no lugar o jogo todo porque aí deixava de ser o jogador que é e de quem é difícil não gostar.

Banco: Gianluigi Buffon (Itália), Jordi Alba (Espanha), Leandro Bonucci (Itália), Raúl Meireles (Portugal), Daniele De Rossi (Itália), Mesut Özil (Alemanha), Antonio Cassano (Itália)




MP. TM.