Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 01/10/17)

Que filmes devem ter debaixo de olho? As previsões dos Óscares 2018 estão de volta e trazem Christopher Nolan, Daniel Day-Lewis, Gary Oldman, Saoirse Ronan, Sally Hawkins, Frances McDormand, Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Emmys Barba Por Fazer 2017

A 12 de Julho apresentámos os nossos nomeados, diferentes da Academia de Televisão, Artes e Ciências. Estes são os vencedores, num mundo paralelo onde Better Call Saul, Carrie Coon, Aden Young, Michael McKean e Master of None são reconhecidos.

TOP | Melhores Contratações da Liga NOS

Num defeso modesto, praticamente sem Porto, o Sporting foi quem melhor se movimentou. O Benfica perdeu jogadores-chave na defesa e reforçou-se bem.. no ataque.

TOP | Melhores Contratações da Premier League

O Barba Por Fazer ordenou as principais transferências do defeso inglês num campeonato que movimentou 1,6 mil milhões de euros.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

28 de junho de 2012

Euro 2012: Obrigado Portugal!


    «Injustiça» - primeira palavra de Cristiano Ronaldo após o penalty batido por Fàbregas e que acaba por caracterizar esta meia-final entre Portugal e Espanha. Mais uma vez vamos para casa injustamente e libertamos o nosso: «Fica para a próxima». Temos tanto azar que já parecemos testemunhas de Geová... ficamos quase sempre à porta. Pode ser que agora nos respeitem mais quanto equipa. Demonstrámos que de fracos nada temos e que nos podemos bater com qualquer super-equipa olhos nos olhos. Obrigado Paulo Bento! Obrigado rapazes!

«Injustiça»
    O jogo foi bastante equilibrado mas Portugal jogava com mais garra do que os espanhóis que apresentavam o seu futebol nojentinho arrancando até alguns assobios da bancada. Os adeptos espanhóis gritavam "olé"... era álcool com certeza. "Olés" esses que me fizeram lembrar o jogo na Luz... Tanto "olé" gritado que acabaram com a saca cheia.
    Miguel Veloso foi o primeiro a criar perigo com um livre directo que assustou Casillas. Portugal não entregava a bola (como fazia Carlos Queiroz) e jogava olhos nos olhos com esta Espanha campeã do Mundo e da Europa. O seu futebol nojentinho e cansativo era respondido com uma pressão enorme por parte dos jogadores portugueses e obrigavam os favoritos de Platini a fazerem maus passes ou a bombearem a bola lá para a frente (coisa nada comum nesta selecção). A Espanha raramente atacava, mas quando o fazia, fazia-nos sofrer do coração. Arbeloa foi o primeiro a rematar um nada por cima da baliza de Patrício após excelente trabalho de Iniesta na esquerda. Iniesta que logo depois quase colocou a bola na gaveta da baliza de Rui Patrício. Mas a Equipa das Quinas mantinha o seu ritmo e após boa recuperação de Moutinho, Ronaldo rematou uns escassos centímetros ao lado e dando-nos alguma ilusão de que tinha entrado.
    Na segunda parte previa-se uma maior pressão dos espanhóis e que jogassem mais rápido. Mas isso não se verificou. Apesar de continuar um jogo equilibrado, continuámos por cima e Hugo Almeida fez logo questão de mandar duas bujas que ameaçaram a baliza de Iker Casillas nos primeiros minutos. A Espanha respondeu aproveitando um dos poucos erros de Miguel Veloso para rematar por intermédio de Xavi. Contudo, a bola morreu nas mãos de Rui Patrício sem grande perigo. Cristiano Ronaldo tinha nos pés a oportunidade de marcar golo num livre directo, Casillas torcia o nariz com receio, mas o livre saiu um palmo por cima. E mesmo a terminar os 90 minutos... podíamos ter acabado com o jogo. Contra-ataque mortífero com 4 portugueses contra 3 espanhóis, Meireles no comando, deu para Cristiano e o capitão atirou de pé esquerdo para fora para nosso desespero. Poderia ter sido o nosso momento...
    Era preciso prolongamento e todos pediam um novo coração. E foi apenas depois do tempo regulamentar que a Espanha se superiorizou. O primeiro lance de perigo deu-nos a todos, portugueses, um mini-ataque cardíaco... Jordi Alba correu que nem um louco, cruzou, Iniesta rematou na cara do golo, mas Rui Patrício faz uma defesa tremenda! Depois um livre de Ramos razou a barra. Parece que Ronaldo anda a  ensinar-lhe umas coisas nos treinos do Real... A Espanha não descurava do nosso meio campo e Jesús Navas obrigou Patrício a nova boa defesa.
Nããããão!
    O nulo obrigava-nos a jogar a lotaria das grandes penalidades. Ronaldo deu umas dicas a Rui Patrício sobre a grande penalidade de Xabi Alonso e a verdade é que o Rui defendeu! Precisávamos que Moutinho marcasse para nos galvanizar animicamente. Porém, infelizmente, João Moutinho partiu com pouca convicção (palavras do próprio) e Casillas adivinhou o lado. Seguiram-se as penalidades de Iniesta, Pepe, Pique, Nani  e Sergio Ramos todas elas concretizadas. Sergio Ramos tinha alguma pressão por ter falhado o seu penalty na Liga dos Campeões, mas para mostrar como estava calmo e confiante, bateu à Panenka... Bruno Alves vinha de cabeça baixa e parecia estar nervoso (completamente normal). Bruno bate em força, mas a bola embate na barra e volta para trás. E para se ver quem tem sorte e quem tem azar, Fàbregas rematou ao poste mas a bola foi lá para dentro.
    Saímos tristes mas de cabeça erguida. Jogámos melhor que os espanhóis na maioria do jogo. Neste Euro, tivemos muito azar com os postes que tanta alegria deram a Michel Platini. Como diria o Custódio: «Parece que o Polvo acertou num dos finalistas, resta ver se acerta no outro...» - Creio que acerta. O Polvo Platini não costuma falhar.
    Desta vez é ingrato destacar alguém porque todos os jogadores se apresentaram a um nível extraordinário. Todos deram tudo em campo e se houverem notas negativas, não são do nosso lado certamente. Os nossos jogadores tinham vindo a dignificar o país da melhor maneira na prova e voltaram a fazer nesta meia-final contra a "super-Espanha" que de "super" nada teve, muito por mérito nosso. Estamos mais que orgulhosos da nossa selecção que superaram as expectativas e até deram a entender que o sonho de vencer o troféu era bem real.

Obrigado Portugal!

Ficha de jogo
Portugal: Rui Patrício; J. Pereira, Pepe, B. Alves, Coentrão; Veloso (Custódio), Meireles (Varela), Moutinho; Nani, Ronaldo, H. Almeida (Nélson Oliveira).
Espanha: Casillas; Arbeloa, Piqué, Sérgio Ramos, Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso, Xavi (Pedro), Iniesta, David Silva (J. Navas); Negredo (Fàbregas).
"Barba Por Fazer" do Jogo: João Moutinho (Portugal).


MP. TM.

27 de junho de 2012

Euro 2012: 11 dos Quartos-de-final

Olha, diz que voltámos, surgidos por entre a neblina de uma quente noite de verão. Antes de mais, cabe-nos dizer que, por motivos profissionais, não nos foi possível escrever sobre o Espanha-França e o Inglaterra-Itália.
    Estes quartos-de-final deram-nos 4 jogos bastante diferentes: um jogo de sentido único onde Portugal cresceu muito na segunda parte e onde só o Pedro Checo foi evitando o nosso golo, um duelo político no qual a Alemanha esmagou a Grécia (que mesmo assim deu o ar da sua graça indo duas vezes à fonte), um tiki-taka espanhol contra à equipa da enfurecida lesbiana Nasri e, por fim, um jogo onde a Inglaterra fez de Itália, defendendo com tudo frente à selecção de Pirlo e companhia só que, no fim, acabaram por ter que ir a penalties. E já se sabe o que acontece aos ingleses nos penalties. Mesmo não estando o Ricardo. Ricardo, Ricardo...
    Marcaram-se 9 golos e apenas o Inglaterra-Itália acabou por ter que ser resolvido nas grandes penalidades, após o nulo verificado nos 90 minutos e após prolongamento. Vamos lá então dizer quem foi o nosso onze destes quartos-de-final:

    Na baliza, optámos pelo Pedro Checo ou, como é mais conhecido, Petr Cech. O guarda-redes checo foi o único entrave a uma expressiva vitória de Portugal e a vários remates de Cristiano Ronaldo. Após vários jogos onde não esteve tão bem, o guarda-redes do Chelsea mostrou o que vale, mas no fim foi para casa, felizmente.
    Na defesa, escolhemos quatro elementos. Philip Lahm, capitão da Alemanha, marcou um grande golo que desbloqueou o jogo com a Grécia. Pepe manteve-se impressionante e pode neste momento ser considerado o melhor central do Euro 2012, pelo ligeiro decréscimo na qualidade de jogo de Hummels. John Terry fez um incrível jogo contra a Itália, limpando a área e liderando a defesa como pôde e, no lado esquerdo, Jordi Alba fez o seu melhor jogo até agora neste europeu, dando profundidade e fazendo a assistência para o 1º golo espanhol.
    No meio-campo, temos 5 jogadores que jogaram muito. Marco Reus aproveitou a titularidade que lhe foi dada, "mexeu com o jogo", foi sempre dinâmico e perigoso e marcou um grande golo. No nosso entender, bastante mais interessante que Müller. Seguidamente, um hispânico - Xabi Alonso. No dia em que cumpria a 100ª internacionalização, o médio do Real Madrid bisou frente à França. Um jogador do qual gostamos bastante, não só pela "Barba Por Fazer" que tem. No centro do nosso meio-campo, a classe personificada, Andrea Pirlo. Todo o jogo da Itália passou novamente por ele, esteve incrível ao nível do passe e nos penalties fez o penalty que todos vemos. A acompanhá-lo, João Moutinho, que (tal como frente à Holanda) esteve em todo o lado, apresentando-se em zonas ofensivas também e assistindo Ronaldo no golo de Portugal e ainda Mesut Özil, que fez 2 assistências nos golos da Alemanha e acordou neste Euro 2012.
    Por fim, um só avançado. Cristiano Ronaldo marcou 1, colocou-nos nas meias-finais mas podia ter marcado 3 ou 4 não fosse o Pedro Checo e os postes do Pedro Checo. Amanhã Ronaldo, o Júnior pediu uns 2 golos.

Banco: Joe Hart (Inglaterra), Barzagli (Itália), Bonucci (Itália), De Rossi (Itália), Sami Khedira (Alemanha), Montolivo (Itália), Iniesta (Espanha).



MP. TM.

23 de junho de 2012

Euro 2012: Grécia-Alemanha


Ena tantos... E o grave é que poderiam ter sido mais... Por incrível que pareça, a Grécia saiu com um resultado bastante risonho para um jogo de sentido único. Lá se vai o Fernando... Adeus, Fernando... Adeus...

Grécia 2 - 4 Alemanha

    As duas partes do jogo foram praticamente iguais... Foi um jogo completamente de sentido único. Porém, o Joaquim decidiu retirar o seu tridente ofensivo constituído por Müller, Podolski e Gomez e colocar Reus, Schürrle e Klose. Um onze menos experiente, mas não tinha menos qualidade. Quanto à Grécia, o Fernando estava privado de Karagounis por estar suspenso e lançou então Makos.
    Os germânicos começaram o jogo todos loucos em direcção à baliza de Sifakis. Se pensavam que o Joaquim era louco por trocar todo o ataque, certamente que mudaram de ideias logo nos primeiros minutos. Reus, Schürrle, Özil e Klose deram uma carga de trabalhos a Sifakis... É que nem era ao resto da equipa... Por essa era penetrada em cada ataque não por demérito, mas por grande mérito dos atacantes da Alemanha. Os germânicos estavam a jogar rápido, com passes rápidos e com qualidade técnica elevada e era bonito ver. Reus era quem mais perigo causava com os seus remates. Sifakis teve bastante trabalho, e quando estava batido, os alemães falhavam o alvo. A "Mannschaft" tinha quase 70% de posse de bola e o domínio era cada vez mais avassalador. Até que surgiu o golo. Özil descobriu Lahm com um grande passe, o lateral dominou, dirigiu-se para a zona central e disferiu um remate indefensável para Sifakis. Grande golo do capitão germânico! Até ao fim do primeiro tempo, Schürrle ainda ameaçou por duas vezes a baliza do pobre Sifakis.
    Na segunda parte foi mais do mesmo... A Alemanha continuou por cima, mas foi a Grécia a chegar ao golo num contra-golpe mortífero. Bom entendimento no seu meio campo e Fotakis faz um passe soberbo para Gekas que apenas tem que cruzar para Samaras encostar. O milagre estava feito... A Grécia foi lá à frente e marcou... Quem diria? Eu pelo menos não estava mesmo nada à espera. Mas olha... não durou muito. 6 minutos depois, toma lá que é fresquinho! Fresquinho e bom porque foi um golaço de Khedira. Boateng cruzou da direita e Khedira entrou de rompante e rematou em estilo fuzilando Sifakis. E os golos seguiram-se uns atrás dos outros... Pouco depois Özil cruzou e Klose mandou uma valente cabeçada lá para dentro acabando com a réstia de esperança dos gregos. Mas como se não bastasse, Reus coroa a sua bela exibição também ele com um golo. Özil desmarca Klose que remata para defesa de Sifakis. Contudo, a bola sobra para Reus que, sem oposição e sem ninguém na baliza, mandou uma patardão de força que bateu na barra e entrou. Apesar das facilidades, Reus rematou de primeira, forte e colocado. Bom golo do germânico. Até ao fim, Özil ainda tentou marcar o seu tento mas não conseguiu. O árbitro ainda marcou uma grande penalidade por mão de Boateng que fez com que Salpingidis reduzisse para 2-4.
    Uma partida de sentido único e com um resultado bastante simpático para os gregos. É estranho afirmar isto olhando para o resultado, mas é a pura das verdades. O resultado foi bastante benevolente para a equipa do Fernando. Os destaques vão para Özil que fez um jogo monstruoso e é assim o nosso homem do jogo. Era uma escolha difícil por quase toda a equipa ter jogado bem, mas tinha que ser feita e é irrefutável que Özil fez um jogo de encher o campo. Reus e Shürrle entraram directamente para o onze e jogaram que se fartaram. Khedira esteve brilhante no meio campo e hoje jogou até um pouco mais adiantado do que é costume.
    A Alemanha fica assim à espera do seu adversário (tal como Portugal) que sairá do Inglaterra-Itália.  Uma coisa é certa... Teremos duas enormes meias-finais e dois grandes jogos de quartos-de-final neste fim-de-semana!

Ficha de jogo
Grécia: Sifakis; Torosidis, Papastathopoulos, K.Papadopoulos, Tzavellas; Maniatis (Fotakis), Katsouranis, Makos (Liberopoulos); Samaras, Ninis (Gekas), Salpingidis.
Alemanha: Neuer; Boateng, Hummels, Badstuber, Lahm; Khedira, Schweinsteiger, Özil; Reus (Götze), Schürrle (Müller), Klose (Gomez).
Golos: 0-1 39' Lahm; 1-1 55' Samaras; 1-2 61' Khedira; 1-3 68' Klose; 1-4 74' Reus, 2-4 89' Salpingidis.
Destaques: Özil, Reus, Schürrle, Khedira, Lahm.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Mesut Özil (Alemanha)


MP. TM.

22 de junho de 2012

Euro 2012: Rep. Checa-Portugal


Inchem checos! Inchem Poborskys dum raio! Estamos nas meias finais, co'a porra! Venham os escargots ou os el niños... Não importa quem é o próximo porque o objectivo será sempre o mesmo - Vencer! Força Portugal!

Rep. Checa 0 - 1 Portugal

     Depois de passarmos o grupo da morte com duas vitórias sobre a Holanda e Dinamarca e termos apenas perdido injustamente contra a Alemanha, era quase que obrigação ganhar este jogo. Contudo, no futebol tudo pode acontecer... Na teórica a selecção portuguesa era a que apresentava um conjunto mais forte, mas o que interessa é a prática. Interessa é mostrar que somos, de facto, mais fortes. E mostrámos! Não estava fácil, mas lá demonstrámos de que somos feitos.
    A primeira parte não foi muito boa. Portugal esteve sempre em cima do jogo, mas jogava demasiado pelo seguro. Faltava arriscar mais um pouco no último terço. Os checos só respondiam através da velocidade dos seus alas, sobretudo pelo checo-etíope Selassie. O primeiro remate à baliza foi de João Moutinho, mas sem perigo para o Pedro Checo. A República Checa defendia com unhas e dentes e Portugal não arriscava muito. Seguiram-se alguns lances de contra-ataque (única maneira de atacar) por parte dos Poborskys, mas sem causar perigo a Patrício (apenas causando calafrios aos portugueses que viam o jogo). Ronaldo esteve sempre bem na partida e destacava-se cada vez mais... Ora com uma bicicleta ao lado, ora com um livre também ele ao lado. Aos 40 minutos, Postiga lesionou-se e deu lugar a Hugo Almeida. Paulo Bento queria ganhar altura e físico, mas julgamos que Nelson Oliveira era uma escolha mais acertada. Não é inferior a Hugo Almeida e tem velocidade para acompanhar Ronaldo e Nani no ataque e ainda uma grande capacidade de explosão. Contudo, Paulo Bento preferiu optar por Almeida talvez pensando que Nelson acusaria a pressão num jogo ainda mais importante por ser a eliminar. E eis que em cima do intervalo, Meireles descobre Ronaldo com um passe magistral, o capitão português parou de peito puxou a bola em direcção à baliza e rematou ao poste. Era um grande golo de Portugal! De facto, neste Euro estamos com algum azar em relação a bolas nos postes... Postes esses que  devem ser feitos de Platini...
    Na segunda metade viu-se um Portugal completamente diferente. Aquilo que faltava na primeira parte, apareceu na segunda. Entrámos a todo o gás e logo no primeiro minuto Hugo Almeida cabeceou por cima e podia ter feito melhor. Pouco depois, livre para CR7 e o jogador do Real Madrid mandou um dos seus tomahawks ao poste. O Pedro Checo ainda raspou sua mão na bola, mas o árbitro não viu. Só viu a bola a ir com extrema violência contra o poste de Platini. Mais duas bolas nos ferros por parte de Ronaldo. Portugal aproximava-se cada vez mais do golo, mas ora o azar perseguia, ora Cech se impunha. Nani recuperou a bola, lançou-se para a frente e rematou forte para nova defesa complicada de Pedro Checo. Todos tentavam a sua sorte... Até Moutinho! O jogador do Porto que tem vindo a fazer grandes jogos no Euro, fê-lo novamente hoje. O pequeno João apanhou a bola na ressaca e mandou uma buja para mais uma boa defesa de Pedro Checo... Estava difícil bater este guarda-redes que vem todos os dias de bicicleta para os jogos... Até que finalmente, depois de tamanha asfixia, o golo entrou! Nani aguentou na direita, esperou, deu para Moutinho, o médio trabalhou bem, centrou milimetricamente para trás onde Ronaldo apareceu para cabecear de cima para baixo antecipando-se a Selassie e metendo a batata lá dentro! Estava feito o golo e finalmente a explosão de alegria dos portugueses! Mais um grande golo português! Os checos deitaram praticamente tudo a perder por já faltar muito pouco tempo e começaram o seu chuveirinho, mas sem grande objectividade. Até foi Portugal que quase aumentou o marcador através de um bom remate de João Pereira para mais uma defesa do Pedro Checo... É chato, o Pedro. E no último minuto houve um canto a favor da República Checa que fez com que o Pedro Checo fosse lá para a frente. Mas sem resultados... Portugal ganhou a bola e se não fosse o reguila João a querer fintar, poderia ter dado em golo.
    Grande jogo de Portugal que poderia muito bem ter dado num resultado mais dilatado. Portugal esteve sempre por cima do jogo e fez 20 remates contra 2 sendo que 5 foram à baliza enquanto que os checos não remataram nenhuma vez para aquecer o Rui. O Rui hoje não fez nenhuma defesa... E esta? Granda jogo Rui! Que tenhas mais jogos assim... Sem trabalho. O destaque maior vai para Cristiano Ronaldo, obviamente. O candidato a melhor jogador do mundo encheu mais uma vez o campo coroando a sua excelente exibição com um golo que acabou por valer a qualificação para as meias-finais. Moutinho foi outro que fez um jogão. O pequenote distribuía o jogo como tão bem sabe fazer e ainda foi lá à frente fazer uns remates e fazer a assistência para o golo de Ronaldo. Pepe provou mais uma vez que é o melhor central da prova a par de Hummels (Alemanha) e esteve mais uma vez imperial na defesa portuguesa. Coentrão e Nani não estiveram tão bem como em jogos passados mas ainda assim fizeram um bom jogo. Do lado checo é inevitável dar nota mais que positiva a Petr Cech. O guarda-redes do Chelsea foi adiando e adiando o golo a Portugal para o nosso desespero. Boa exibição.
    Esperamos então pelo resultado do Espanha-França para saber quem defrontaremos na meia-final. Nós não temos preferência. Venha quem vier é para ganhar. Nesta altura da prova não dá para escolher um adversário melhor pois todos têm muita qualidade.

Ficha de jogo
Rep. Checa: Cech; Selassie, Sivok, Kadlec, Limbersky; Hübschman (Pekhart), Plasil, Jirácek, Pilar, Darida (Rezek); Baros.
Portugal: Rui Patrício; J. Pereira, Pepe, B. Alves, Coentrão; Veloso, Meireles (Rolando), Moutinho; Nani (Custódio), Ronaldo, Postiga (H. Almeida).
Golos: 0-1 80' Ronaldo.
Destaques: Petr Cech; Cristiano Ronaldo, Moutinho, Pepe, Coentrão, Nani.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Cristiano Ronaldo (Portugal).


MP. TM.

20 de junho de 2012

Euro 2012: 11 da Terceira Jornada

Olá humanos, cá estamos nós novamente. Hoje não houve Euro 2012, o que fez com que o dia fosse estranho. Porém, deu-nos mais tempo para pensarmos sobre o onze da 3ª e última jornada da fase de grupos da competição. Poder-se-ia pensar que nesta jornada as equipas iriam abrir o seu jogo, numa louca corrida e jogos malucos de acesso aos quartos. A verdade é que houve apenas 14 golos (na 1ª jornada houve 20 e na 2ª 26) e várias equipas, 6 mais precisamente, não sofreram golos. Dessas seis, todas conseguiram um lugar na fase seguinte, excepto a Suécia, que se despediu mostrando aquilo que se esperava desta equipa e não o que até então tinham mostrado. Nesta jornada conclusiva temos 10 estreantes e um repetente, predominando  jogadores da nossa selecção. Primeiro porque somos patriotas e segundo porque Portugal fez um enorme jogo.

    Na baliza, optámos por Andreas Isaksson. O guarda-redes sueco não sofreu golos e teve papel decisivo nessa sua "clean sheet" frente à França. De resto, foi uma jornada que teve boas prestações de guarda-redes como Casillas, Sifakis, Hart e Lloris. Na defesa tivemos que optar por apenas 3 elementos, face ás boas prestações que houve de elementos de meio-campo. Michal Kadlec foi uma das razões pelas quais a República Checa conseguiu o 1º lugar, posicionando-se bem e "limpando" a área checa. Com ele, o repetente Pepe. Um dos 2 melhores defesas centrais do Euro até agora e o jogador mais consistente de Portugal, voltou a fazer uma exibição impressionante, estando em todo o lado e ajudando a projectar a equipa para a frente, do ponto de vista anímico e futebolístico. A fechar a defesa, Federico Balzaretti. O lateral-esquerdo do Palermo e da Itália fez um jogo a todo o gás contra a Irlanda, dando sistematicamente profundidade e participando em vários lances de perigo, juntando a isso a segurança defensiva. Podia muito bem tirar o lugar a Giaccherini, caso a Itália volte a optar pelo 3-5-2.
    No meio-campo havia muito por onde escolher. Nani voltou a encher o campo, assistiu Ronaldo, correu, defendeu e continua a ser o jogador ofensivo de Portugal mais consistente neste europeu. Sebastian Larsson despediu-se da melhor maneira, assistindo Ibrahimovic e marcando também um golo. João Moutinho foi, para nós, um dos grandes destaques desta jornada. O médio português esteve impressionante na pressão que fez a meio-campo, possibilitando o sucesso dos jogadores da frente, lendo o jogo como mais ninguém teve capacidade no Portugal-Holanda e sabendo ocupar os espaços minuto após minuto. Depois, em jeito de adeus, Luka Modric. O Euro 2012 perdeu a classe do croata mas não foi por ele que a Croácia perdeu com a Espanha. O médio que pode vir a sair do Tottenham vacilou em poucos momentos, construiu, desequilibrou, deu golos (a que não souberam corresponder) e, tal como os suecos Larsson e o mauzão avançado que referiremos a seguir, despediu-se da melhor forma possível. A fechar o meio-campo, o nosso conhecido Giorgos Karagounis. No dia em que completava a 120ª internacionalização, o nº10 grego marcou o golo que pôs a equipa de Fernando Santos nos quartos-de-final.
    Na frente de ataque, dois jogadores. Dois jogadores que Mourinho talvez queira ver juntos no Real Madrid. Zlatan Ibrahimovic marcou o golo da jornada (e um dos melhores golos do Euro 2012 até agora) e mostrou que se estivesse noutra selecção com certeza que teria um nº de golos diferente, face à capacidade individual que tem. E porque o 11 não podia ficar completo sem o jogador da jornada, fechamos a equipa com Cristiano Ronaldo. Dois golos, duas bolas ao poste, 12 remates à baliza e ainda deu situações de golo a Coentrão e Nani. Ronaldo libertou-se da pressão no momento certo e será fundamental já amanhã, frente aos checos.
    Se houvesse um 12º jogador, seria o filho do Ronaldo.

Banco: Iker Casillas (Espanha), João Pereira (Portugal), Gebre Selassie (República Checa), Steven Gerrard (Inglaterra), Andrés Iniesta (Espanha), Vaclav Pilar (República Checa), Antonio Cassano (Itália).



MP. TM.

Euro 2012: Inglaterra-Ucrânia | Suécia-França

Os branquinhos (vestimenta de hoje da Inglaterra e França) passaram aos quartos-de-final. Não foram jogos extraordinários, sobretudo o Inglaterra-Ucrânia, mas não foram dos piores. O Suécia-França melhorou bastante na segunda parte e teve um golete para ver e rever de Ibrahimovic. Já a Inglaterra, marcou e depois decidiu jogar mais em contenção. A Inglaterra passou em primeiro do grupo com 7 pontos e defrontará a Itália nos quartos. Já a França perdeu hoje e ficou assim em segundo lugar com 4 pontos tendo que defrontar a congénere da Espanha. Grandes jogos estes a que vamos assistir!

Inglaterra 1 - 0 Ucrânia

     E o velhinho Hodgson lá levou os seus jogadores britânicos ao 1º lugar do grupo. Como? Ele também não sabe muito bem, mas acho que a Inglaterra encontrou finalmente a solução: baixar as expectativas ao máximo e lesionar 1/5 dos seleccionáveis antes duma grande competição. No jogo de hoje Hodgson teve pela primeira vez ao seu dispor a estrela da companhia - Wayne Rooney, e claro, o seu implante capilar. Assim sendo, e comparativamente com o último jogo, retirou Carroll e colocou o avançado do United. Já a Ucrânia fez algumas alterações - Rakytskyy foi finalmente titular e até o jovem com potencial Garmash teve uma oportunidade de actuar de início. No ataque, e face à condição física de Shevchenko não ser a melhor, a dupla foi Devic e Milevskiy. E a verdade, senhoras e senhoras (reforço que escrevi senhoras duas vezes - como tornar um erro numa piada) é que na 1ª parte houve muito mais Ucrânia. Pronto, ok Rooney, não houve muito mais Ucrânia, até porque o jogo não foi nada de encher as vistas e até deu alguma vontade de dormitar, mas a Ucrânia foi superior nos primeiros 45 minutos e só graças a Hart e a remates menos eficazes de Garmash, Gusev e Yarmolenko é que a Ucrânia não foi para o balneário a trotear "Перемога! Перемога!", que é como quem diz, humanos não-ucranianos, "Vitória! Vitória!". A haver um vencedor, ao intervalo, seria a Ucrânia e a Inglaterra só ameaçou por uma vez a baliza, num mau cabeceamento de Rooney após um bom cruzamento de Ashley Young.
    Começou a segunda parte e pumba! O Rooney marcou um só assim para o pessoal acordar. Ainda nem tinha dado tempo ao Hodgson de se conseguir sentar devagar devagarinho na sua cadeira, e lá estava a Inglaterra a facturá-las. Claramente contra o que a 1ª parte indicava, a Inglaterra colocava-se em vantagem. O golo nasceu daquele que tem sido o jogador mais regular nesta Inglaterra, o capitão Steven Gerrard. O médio do Liverpool tirou um jogador da frente, cruzou tenso, e após um ressalto, Wayne Rooney pôde encostar, estreando-se neste Euro 2012 com um golo. A partir daí, a estratégia inglesa foi clara. Assumir uma postura mais defensivamente, e procurar transições rápidas. Só que aos 62 minutos, a Ucrânia marcou. Marcou? Mas eu estou a ver que ficou 1-0, não faz sentido... E de facto não fez muito sentido. É verdade que o lance se iniciou em fora-de-jogo ucraniano, mas depois, depois foi a vez do senhor árbitro de baliza revelar toda a sua utilidade. Devic rematou forte, Hart ainda defendeu mas a bola foi caminhando para a baliza. John Terry atirou o seu corpo tentando evitar o golo, mas a bola passou mesmo a linha. O árbitro de baliza, muito atento, a 2 metros do local, não conseguiu ver. Árbitro de baliza, o invisual. Naquele momento todos os ucranianos terão desejado que o "hawk-eye" ou outra tecnologia não muito complexa mas fundamental tivesse sido já inserida no futebol. Até final da partida, a Inglaterra tentou o golo por Rooney e Ashley Cole, encontrando sempre um atento Pyatov. E, do outro lado, a Ucrânia ou encontrava Hart no seu caminho ou revelava mais coração do que cabeça, com certeza também frustrada pelo golo anulado.
    A Inglaterra conseguiu assim o 1º lugar do Grupo D e encontrará uma Itália sem Chiellini, podendo sonhar com o acesso às meias-finais. A Itália precisará de Pirlo ao nível a que tem estado, mas a ausência de Chiellini poderá pesar. Na Inglaterra, Gerrard e Rooney poderão ser peças-chave.
    No jogo de hoje, para além de Rooney, Young e Hart, o elogio maior vai para Gerrard. O capitão inglês conseguiu a sua 3ª assistência no 3º jogo e ganha imenso com a ausência de Lampard.
    A Ucrânia mostrou sempre um futebol desinibido e inocente e hoje mais uma vez conseguiu ter profunidade por Gusev e Yarmolenko (jogador mais consistente neste Euro pelos ucranianos) esteve mais uma vez bem (que maldade que fez a Scott Parker!), excepto na finalização.

Ficha de jogo
Inglaterra: Hart; Glen Johnson, Terry. Lescott, A. Cole; Gerrard, Parker, Milner (Walcott), Young; Rooney (Chamberlain), Welbeck (Carroll).
Ucrânia: Pyatov; Gusev, Khacheridi, Rakytskyy, Selin; Tymoschuk, Yarmolenko, Garmash (Nazarenko), Konoplyanka; Milevskiy (Butko), Devic (Shevchenko).
Golos: 1-0 48' Rooney
Destaques: Hart, Gerrard, Young, Rooney; Pyatov, Gusev, Yarmolenko.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Steven Gerrard (Inglaterra)



Suécia 2 – 0 França


    Oooolha o gaaajo! O Proença outra vez a arbitrar um jogo... Desta vez não derrubou um jogador para ter protagonismo, mas parou a partida para o Super-Dragão Jorge Sousa ajustar o seu aparelho de comunicação. Tem sempre que fazer alguma coisa para aparecer o Pedro...
    Que jogão da Suécia... Anulou por completo a congénere da França e foi extremamente eficaz no ataque. Uma Suécia que hoje provou que não merecia ter perdido o jogo contra a Ucrânia e não merecia disputar esta partida com as malas já feitas.
    A primeira parte não foi grande espingarda... A França teve mais posse de bola, mas não criou muito perigo muito por mérito da organização sueca. O primeiro lance de destaque foi de Ribery. Muito mau corte de Granqvist, Ribery combina com Benzema e o extremo do Bayern rematou forte para boa defesa do guarda-redes Isaksson. A Suécia respondeu logo por Toivonen. Bola dividida entre Toivonen e Mexès no ar, o sueco ganha o lance e acaba por se isolar. Toivonen quis passar por Lloris, mas ao fazê-lo acabou por ficar sem ângulo e, por consequência, o melhor que conseguiu foi rematar ao poste. As equipas estavam demasiado agarradas à táctica e não arriscavam quase nada. A França continuava a dominar a posse de bola, mas a única coisa que fez foi tentar remates de média distância que pouco perigo causaram ao guardião sueco.
    Para a segunda parte Hamrén decidiu tirar Bajrami e colocar no seu lugar o veloz Wilhelmsson. Foi uma aposta ganha por parte do técnico sueco. O extremo veio mexer com o ataque e sobretudo com o jogo em si. Nos minutos iniciais desta segunda metade houveram lances para ambos os lados. Porém foi aos 54 minutos que surgiu o momento do jogo... Que golaço de Zlatan Ibrahimovic... Cruzamento da direita de Sebastian Larsson e Ibra remata cruzado de primeira com um pontapé moinho (ou como lhe queiram chamar)... O avançado do Milan tem sempre que deixar a sua marca com golos do outro mundo nestas competições... Seja de calcanhar no ângulo ou de moinho ele acaba sempre por fazer das suas. Mas a Suécia não se ficou por aqui. Logo depois Ibra assiste Wilhelmsson que mandou uma valente buja contra Lloris (o ângulo já não era o melhor). Mellberg ficou com inveja, foi lá à frente, rematou e Lloris fez aquela que talvez tenha sido a defesa da noite... Laurent Blanc mandava todos para o ataque, mas continuava a jogar com dois médios defensivos. Laurent, Laurent... Nasri parecia ser dos mais inconformados e disferiu um remate de pé esquerdo que passou um pouco ou nada ao lado do poste. Era um belo golo do francês. M'Vila também tentou a sua sorte após bom trabalho individual e aqueceu as mãos a Isaksson. Nova boa defesa do sueco. Isaksson que ainda defendeu um bom remate de Menez. Grande exibição de ambos os guarda-redes. Laurent Blanc lá caiu em si e tirou M'Vila e apostou em Giroud. O avançado do Montpellier entrou e quase marcou num canto. Grande cabeceamento, mas saiu um pouco ao lado. E "quem não marca, sofre" - a França sofreu mesmo. Wilhelmsson subiu pela direita, cruzou, Holmén rematou à barra e na recarga Sebastian Larsson mandou um patardão de força no ângulo. Estava feito o resultado final.
    A França acabou por passar graças à vitória da Inglaterra, apesar da derrota de hoje. A equipa liderada por Laurent Blanc nunca quis arriscar muito e por isso não marcou. Já os suecos souberam aguentar o caudal ofensivo dos Ratatoilles e souberam aproveitar as suas oportunidades. Muito bom jogo da Suécia. É uma pena que tenham de ir já embora. Os destaques vão praticamente todos para os Ikeas. Isaksson e Lloris estiveram formidáveis. Ambos fizeram defesas do outro mundo (apesar do francês ter sofrido dois golos). Jonas Olsson foi o patrão da defesa. Muito bom jogo do central assim como foi o de Mellberg. Toivonen correu uma enormidade. Não marcou nenhum e falhou um golo isolado. É certo. Mas correu imenso durante todo o jogo e nunca desnecessariamente. Larsson fez um jogo bastante consistente como sempre e coroou a sua exibição com um golo (apesar de sermos por vezes oráculos fracos, tínhamos dito na antevisão do Grupo D que Larsson iria marcar um golo neste Euro ou de livre directo ou numa recarga do lado direito, e eis a tão aguardada recarga no jogo de hoje). Wilhelmsson foi o trunfo de Hamrén para a segunda parte e foi o extremo sueco que mexeu com todo o jogo com a sua velocidade. Por fim, é inevitável dar o título de homem do jogo a Ibra. Este senhor jogou e fez jogar. Hamrén colocou-o mais atrás do seu habitat natural e Zlatan era como que o organizador do ataque dos Ikeas. Vinha atrás buscar jogo, temporizava, entregava a bola e depois marcou um golo do caraças... Que pena que já te vás, Ibra...

Ficha de jogo
Suécia: Isaksson; Granqvist, Mellberg, J. Olsson, M. Olsson; Svensson (Holmén), Kallstrom, S.Larsson, Ibrahimovic, Bajrami (Wilhelmsson); Toivonen.
França: Lloris; Debuchy, Rami, Mexès, Clichy; M'Vila (Giroud), Diarra, Nasri (Menez); Ben Harfa (Malouda), Ribery, Benzema.
Golos: 1-0 54' Ibrahimovic; 2-0 90' S.Larsson.
Destaques: Ibrahimovic, S.Larsson, Wilhelmsson, Toivonen, J. Olsson, Isaksson; Lloris.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Zlatan Ibrahimovic (Suécia).


MP. TM.

19 de junho de 2012

Euro 2012: Croácia-Espanha | Itália-Irlanda

Não há nada como a emoção de Portugal jogar... Hoje os jogos envolviam a decisão de quem passava entre Espanha, Itália e Croácia, e a decisão foi favorável às equipas mais reputadas. Assistiu-se hoje a 2 jogos não muito emocionantes, pautando o Croácia-Espanha pelo equilíbrio e tendo o Itália-Irlanda confirmado a Irlanda enquanto pior selecção do Euro 2012 (do ponto de vista estatístico), apesar da verdadeira pior selecção deste Euro ter sido a (felizmente) desilusão Holanda. A Espanha classificou-se então em 1º lugar e poderá muito bem, caso ganhe o seu jogo dos quartos tal como nós, ser o nosso adversário nas meias.

Croácia 0 - 1 Espanha

     O Croácia-Espanha de hoje despertava alguma curiosidade, por ambas as equipas terem ainda aspirações de passar e pelo facto da Croácia estar a realizar uma excelente campanha até agora. Se Del Bosque manteve o onze do último jogo, Bilic adaptou bem à Espanha as armas que tem ao seu dispor e procurou povoar e "muscular" mais o meio-campo, tendo na frente apenas Mandzukic, Modric mais solto e Srna hoje a médio-direito e não a lateral.
    E os primeiros minutos foram minutos de adaptação e tacticamente expectáveis - a Espanha no seu tiki-taka habitual (hoje num ritmo menos frenético do que contra a Irlanda, também pela maior qualidade da Croácia) e a equipa croata procurava sair em contra-ataque, com Mandzukic geralmente a conseguir segurar bem o jogo e esperar por ajuda. E, da primeira parte, pouco se pode contar. Torres tentou um golo sem ângulo, Mandzukic ia sendo uma "ilha", a Espanha tinha como sempre mais bola, mas falhava muitos passes, mas a Croácia, por estar recuada e não se poder espalhar bem pelo campo, não conseguia aproveitar bem.
    Após 45 minutos relativamente enfadonhos, ambas as equipas quereriam com certeza marcar. A Itália ganhava já à Irlanda e assim a Espanha quereria marcar para ficar em 1º e a Croácia precisava mesmo de marcar para se qualificar. O jogo começou a ficar mais aberto e Rakitic rematou para uma grande defesa de Casillas. Depois, Del Bosque retirou Torres e Bilic "partiu" o jogo, apostando no ataque de vez. Retirou Vida e Pranjic e colocou Jelavic e Perisic. Por esta altura, a Espanha procurava sistematicamente Iniesta e a Croácia ainda o fazia mais, tentando dar a Modric a definição de todo o seu jogo. Aos 79 minutos, quando o jogo estava já bastante aberto, Modric conseguiu recuperar uma bola a meio-campo, driblou um adversário, temporizou para esperar que chegasse alguém à área que não apenas Mandzukic, cruzou de trivela e Rakitic cabeceou para mais uma excelente defesa de Casillas. E foi num desses contra-ataques, quando a Croácia até já tinha Eduardo da Silva em campo, que a Espanha matou o jogo e as aspirações croatas. Tudo feito no limite do fora-de-jogo. Fábregas picou a bola, Iniesta e Navas desmarcaram-se automaticamente e o 1º deu o golo ao 2º. No final, Pletikosa até acabou a fazer uma visita à grande área adversária, mas o resultado manteve-se igual.
    O jogo de hoje decidiu-se num pormenor e, não fosse Casillas, a Croácia podia até ter marcado por 2 ou 3 vezes. Esta Espanha não é um monstro e equipas como Alemanha e Portugal (e mesmo França ou Inglaterra, apesar de defensivamente inferiores) poderão proporcionar bons jogos contra La Roja. Quanto à Croácia, é uma pena que não tenha sido sorteada no Grupo A, por exemplo, porque tem jogadores e futebol claramente para se encontrar nas 8 melhores selecções deste Euro 2012.
    Não houve grandes destaques no jogo de hoje: Casillas foi novamente importante para a Espanha (tal como já tinha sido contra a Itália) e Iniesta mantém-se como o jogador espanhol mais constante na competição. Hoje fez uma assistência mas o jogo dele vê-se em pequenos pormenores - numa recepção, num passe, numa movimentação. Na Croácia, Pletikosa, Schildenfeld e Vukojevic foram adiando o golo espanhol e jogadores como Modric e Mandzukic merecem um elogio final, em jeito de despedida a este Euro. Dificilmente se manterão nos seus clubes (sobretudo Mandzukic).
    Espanha, vê lá se ganhas o teu jogo dos quartos. Desta vez não jogamos na Luz logo vocês não perdem 4-0, mas vocês também não têm o Villa, portanto não há cá batotas e golos em fora-de-jogo.

Ficha de jogo
Croácia: Pletikosa; Vida (Perisic), Corluka, Schildenfeld, Strinic; Vukojevic (Eduardo), Rakitic, Pranjic (Jelavic), Modric, Srna; Mandzukic.
Espanha: Casillas; Arbeloa, Piqué, Sérgio Ramos, Jordi Alba, Busquets, Xabi Alonso, Xavi (Negredo), Iniesta, David Silva (Fábregas); Torres (J.Navas).
Golos: 0-1 88' Jesús Navas.
Destaques: Pletikosa, Schildenfeld, Vukojevic, Modric, Mandzukic; Casillas, Piqué, Iniesta, J.Navas.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Andrés Iniesta (Espanha)




Itália 2 – 0 Irlanda


    Os italianos precisavam de vencer e esperar por um resultado favorável no outro jogo. E olha... Não é que conseguiu? Já é um pouco típico desta selecção. Prandelli decidiu mexer na equipa e não foi um pouco. Deixou no banco Maggio, Bonucci,  Giaccherini e Balotelli optando por uma defesa de 4 elementos constituída por Abate, Barzagli, Balzaretti e o totalista Chiellini, com Di Natale no ataque com Cassano. De Rossi voltou à sua posição de origem. No hino italiano, Trapattoni deve tê-lo cantado de dentes cerrados... A Irlanda já estava eliminada e por isso disputava apenas orgulho... Mas olha... Diz que nem isso ganhou! Contudo, os adeptos mostraram novamente que são enormes.
    A primeira parte foi de domínio total dos Ramazzottis. A Irlanda bem se lançava para a frente, mas a defesa italiana não a deixava passar. Cassano e Di Natale estavam inspirados e deram uma carga de trabalhos à defesa irlandesa. Praticamente todos os lances de ataque foram causados por estes dois homens. Sufocaram de tal modo que aos 35 minutos a bola entrou mesmo. Canto exímio de Pirlo e Cassano desviou para dentro da baliza para o delírio dos italianos presentes. Antes do intervalo ainda houve tempo para Andrews ver o primeiro amarelo do jogo por uma falta feia sobre o velhote Pirlo. Uma primeira parte cheia de Itália e onde Balzaretti também se destacava bastante nas suas subidas ao ataque.
    Na segunda parte houve também mais Itália, mas desta vez com uma Irlanda mais atrevida (muito por culpa da equipa italiana). O primeiro lance de destaque nasceu nos pés de Balzaretti. O defesa esquerdo combinou bem com Cassano, partiu os rins a um irlandês, devolveu a Cassano e este rematou contra um defesa. Depois uma enorme jogada dos italianos merecia dar em golo. Porém, Di Natale não conseguiu rematar da melhor forma e permitiu a defesa de Given. A Irlanda de Trapattoni começava a surgir e ameaçou Buffon num livre. Andrews mandou um patardão e o experiente guarda-redes teve grandes dificuldade para travar o remate. Andrews era dos mais inconformados e aparecia cada vez mais na partida. Mas o irlandês não estava satisfeito e quis aparecer mais. Então... foi expulso! E lá saiu ele todo irado a pontapear tudo o que lhe aparecia à frente. Pouco depois, os Ramazzottis marcam outro por intermédio de Mario Balotelli. Canto de Diamanti batido na perfeição e Balotelli rematou de primeira para um grande golo. A bola veio tão direitinha que Balotelli até teve tempo para fazer um golo bonito. É caso para dizer que foi um Diamanti de canto! Nos festejos do golo, Balotelli disse palavras feias que nós não percebemos. Mas Bonucci percebeu e tapou-lhe a boca como que lhe dizendo: "Ah! Ah! Ah!... Não diz isso! Quer pimenta na língua, o menino? Quer? Quer pimenta na língua??" - e o Mario calou-se.
    Foi um jogo de total domínio dos Ramazzottis onde os Ron Wesleys pouco trabalho deram. Cassano e Di Natale estiveram endiabrados. Balzaretti também esteve muito bem quer na defesa, quer no ataque. Pirlo não sabe jogar mal. De Rossi foi um monstro defensivamente e até fez alguns bons passes. Do lado irlandês talvez apenas McGeady mereça nota positiva. O jovem do Spartak era o único que dava alguma velocidade ao ataque da equipa de Trap.
    Bom jogo por parte da Itália que já tinha vindo a merecer a qualificação. A Croácia merecia algo mais, mas esta Itália tem mais qualidade. Os italianos ficam então à espera dos qualificados do Grupo D que à partida deverão ser França e Inglaterra.

Ficha de jogo
Itália: Buffon; Abate, Barzagli, Chiellini (Bonucci), Balzaretti; De Rossi, T.Motta, Pirlo, Marchisio; Di Natale (Balotelli), Cassano (Diamanti).
Irlanda: Given; O'Shea, St Ledger, Dunne, Ward; Whelan, Andrews, Duff, McGeady (Long); K.Doyle (Walters), R.Keane (Cox).
Golos: 1-0 35' Cassano; 2-0 90' Balotelli.
Destaques: Cassano, Di Natale, Balzaretti, De Rossi; McGeady.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Antonio Cassano (Itália)


MP. TM.




18 de junho de 2012

Euro 2012: Portugal-Holanda | Dinamarca-Alemanha

Oxalá o filho do Ronaldo fizesse anos todos os dias. Portugal foi enorme em campo e teve em Ronaldo o seu goleador e a Holanda, como já é hábito, caiu aos nossos pés. A nossa selecção não vacilou, teve a postura correcta e garantiu 6 pontos no "Grupo da morte", ficando em 2º lugar. Já a Alemanha, venceu a Dinamarca e consegue o pleno de pontos (única selecção a consegui-lo neste Euro 2012) e já se sabe: nos quartos-de-final há Portugal-Rep.Checa (dia 21) e Alemanha-Grécia (dia 22).

Portugal 2 - 1 Holanda

     Ronaldo, és uma máquina de golos! Ronaldo, és o melhor do mundo! Ronaldo, és o melhor pai do mundo! Ronaldo, tu não vacilas! E é assim, é assim que os portugueses se expressam depois de Cristiano Ronaldo, embebido em Linic for Men ter assumido o jogo, marcado 2 golos e colocado a nossa selecção nos quartos-de-final do Euro 2012. Obrigado Ronaldo, continua assim, e parabéns ao Júnior, já agora.
    Portugal entrou no jogo com o mesmo onze dos últimos jogos, enquanto que a Holanda decidiu pôr a carne toda no assador. Saíram Heitinga, van Bommel (o genro do seleccionador) e Afellay e entraram Vlaar e sobretudo a dupla Van der Vaart e Huntelaar, que eram sinónimo de mais jogadores no último terço do campo. E nos primeiros minutos, verdade seja dita, só houve Holanda. Os holandeses assumiram o jogo, não tinham nada a perder e sabiam que tinham que marcar mais que um golo, e aos 11 minutos Van der Vaart encheu o pé e rematou meio em força meio em jeito, fazendo um grande golo sem hipóteses para o nosso Rui. Um lance no qual faltou maior pressão ao hoje capitão holandês, ou por parte de Veloso ou por parte de Meireles. Mas, felizmente, foi também um lance que acordou a nossa selecção. Portugal, que parecia inicialmente apostado em atacar em transições, assumiu gradualmente o jogo e começou a criar perigo, sobretudo por Ronaldo. Ronaldo atirou ao poste e depois cabeceou forte para boa defesa de Stekelenburg. Por essa altura, o nosso Lukas Podolski marcava à Dinamarca e punha-nos nos quartos. Podolski, o nosso polaco alemão e hoje português emprestado. Até que aos 28 minutos, Portugal marcou mesmo. Um enorme passe de João Pereira desmarcou Ronaldo e este fez aquilo que melhor sabe - golos. Desta vez não houve pressão que o afectasse. Já agora, acrescento que gosto do facto do Ronaldo vacilar mais por Portugal do que pelo Real. Apenas e só pelo facto de que fica claro que se preocupa e gosta mais do país do que do Real Madrid. Até ao intervalo, só deu Portugal. A Holanda não sabia sair a jogar, muito pela excelente pressão portuguesa a meio-campo, onde Moutinho foi gigante, e pelo bom jogo que Veloso hoje finalmente fez. Nani e sobretudo Ronaldo foram ameaçando, mas Stekelenburg não deixava a bola entrar.
    A segunda parte começou novamente com Portugal por cima e, aos 51 minutos, Willems devia ter sido expulso. Uma entrada por trás e violenta sobre Moutinho, mas o tagliatelle Rizzoli achou que era merecedora de apenas cartão amarelo. A Holanda começou então a crescer no jogo, mas não durou muito e nem a produção ofensiva deles era muita. Até que Portugal marcou, por Postiga, só que estava fora-de-jogo. É um velho problema do Postiga, está quase sempre fora-de-jogo. Arrisco até que se o Postiga marcasse tantos golos como metade do nº de vezes que é apanhado em fora-de-jogo, o Messi não seria bota de ouro. Aos 65 minutos, naquela altura em que se sabe que o Paulo mexe sempre no jogo, lá entrou o Nélson. E quando ele entra, por muito que acuse a pressão querendo-se mostrar perto da baliza, é outra coisa. O rapaz é um cavalo a correr e o trio Ronaldo-NélsonOliveira-Nani tem um potencial enorme. Os minutos a seguir, revelaram a nossa selecção fortíssima nas transições. Coentrão quase marcava após jogada de Ronaldo, na qual o papel de Nélson Oliveira foi essencial a arrastar um defesa consigo, mas Stekelenburg defendeu. Depois Ronaldo deu um golo a Nani, mas este optou por rematar contra o guarda-redes holandês. E aos 74 minutos, o contra-ataque perfeito. Pepe recuperou a bola, Moutinho lançou Nani, este fez um grande passe para Ronaldo e o capitão português, teve serenidade e tempo para tirar um adversário da frente e escolher o melhor lado para colocar Portugal nos quartos. Até ao final Van der Vaart e Ronaldo ainda acertaram nos ferros da baliza, mas foi Portugal a seguir em frente, até porque no outro jogo, após o chato  Krohn-Dehli empatar para a Dinamarca, o alemão Bender tinha já posto a Alemanha a vencer.
    Portugal fez um jogo enorme, defensivamente muito forte, com um meio-campo que nunca parou e um ataque onde Ronaldo hoje fez o que todos queremos dele. Os laterais estiveram bem, Pepe jogou como joga sempre, Veloso e Moutinho garantiram que o sector ofensivo pudesse funcionar e, na frente, Nani e Ronaldo desequilibraram. Paulo, contra a República Checa podias pôr o Nélson de início. Era simpático e inteligente.
    E é isso mesmo. Seguimos em frente para os quartos-de-final onde iremos defrontar a República Checa, que ficou em 1º no Grupo A. Temos todas as condições para seguir até às meias, mas não podemos dar aso a facilitismos. Foi importante Ronaldo ter recuperado hoje a sua confiança e foi importante toda a equipa à volta dele voltar a fazer o seu papel. Contra a Dinamarca ele falhou, mas os outros 10 estiveram lá por ele. Hoje fomos 11. "11 por todos e todos por 11". Ok, não vou voltar a dizer isto na vida, porque não costumo dizer frases que o Nuno Eiró já disse. Dia 21 já sabem, o país pára de novo e sabem que mais?! Nem com o Poborsky eles nos ganham desta vez!

Ficha de jogo
Portugal: Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão; M.Veloso, Moutinho, Meireles (Custódio); Nani (Rolando), Cristiano Ronaldo, Postiga (Nélson Oliveira).
Holanda: Stekelenburg; Van der Wiel, Vlaar, Mathijsen, Willems (Afellay); N.De Jong, Van der Vaart, Sneijder, Robben, Van Persie; Huntelaar.
Golos: 0-1 11' Van der Vaart; 1-1 28' Cristiano Ronaldo; 2-1 74' Cristiano Ronaldo.
Destaques: João Pereira, Pepe, Fábio Coentrão, M.Veloso, Moutinho, Nani, Cristiano Ronaldo; Stekelenburg, Van der Vaart.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Cristiano Ronaldo (Portugal)




Dinamarca 1 – 2 Alemanha


    Não. Não vimos o Dinamarca-Alemanha. Quando Portugal joga, só nos focamos no nosso jogo. Só o Pedro Ribeiro nos ia dando indicações do que se passava no outro campo. E bem que se aguentaram os dinamarqueses para fazerem sofrer o coração português... Esta análise vai ser extremamente mais curta por não termos acompanhado o jogo e apenas nos basearmos em resumos com poucos lances de golo.
    Todos os 90 minutos foram equilibrados. A Dinamarca já que tinha feito um brilharete na primeira jornada, não queria deitar tudo a perder. O Joaquim Low decidiu fazer uma alteração. Tirou Boateng e colocou Lars Bender. Na nossa opinião, Bender tem condições para ser o titular indiscutível. Muito melhor que Boateng sobretudo na profundidade que dá ao flanco. Ser lateral não é só defender. A primeira parte foi bem disputada e Podolski inaugurou o marcador aos 19 minutos. Bom trabalho de Müller na direita descobrindo Gomez que com classe fez um passe de calcanhar para trás descobrindo o alemão nascido na Polónia (é estranho escrever isto). Podolski fuzilou autenticamente Andersen. Contudo, a Dinamarca decidiu causar "miaúfa" aos tugas e igualou a partida. Canto estudado por parte dos dinamarqueses. A bola foi batida quase para fora de área descobrindo a cabeça de Bendtner. O gigantone fez uma assistência perfeita para Krohn-Dehli  empatar o jogo também de cabeça. E na altura, este golo colocava Portugal em último lugar do grupo... Que mereça destaque, nesta primeira parte, só mais o falhanço de Khedira. Tabelou bem com Mario Gomez, mas não conseguiu dar o melhor seguimento à jogada apesar da oferta do jogador dinamarquês. Khedira tinha tudo para fazer o golo e atirou ao lado.
    Na segunda parte a Alemanha entrou a meio gás dando a entender que não pretendia correr muito. Os dinamarqueses lá iam devagar devagarinho tentando a sua sorte. A verdade é que quase surpreenderam os alemães. J. Poulsen rematou ao poste da baliza do Manel Neuer. E foi aí que a equipa germânica acordou. Não querendo perder o jogo, os alemães lançaram-se para o ataque. O primeiro a assustar Andersen foi Schürrle que após uma excelente desmarcação, rematou colocado para uma grande defesa de Andersen. Depois, o gigantone queixou-se de grande penalidade. E a verdade é que era. Badstuber puxou a camisola do gigantone impedindo-o de rematar como queria. Mas olha... é assim a vida, gigantone... E logo a seguir surgiu o golo germânico. Grande passe de Özil e grande desmarcação de Bender. O lateral subiu até ao ataque e fez mesmo o golo da vitória da Alemanha. Após o golo, a equipa dinamarquesa praticamente se rendeu e não causou mais perigo.
    Um resultado com sabor amargo para os vikings que acabaram por ser eliminados do Euro após terem começado da melhor forma contra a congénere da Holanda. Na parte dos destaques é praticamente impossível avaliarmos. Contudo, achamos que Bendtner e Krohn-Dehli (pelo golo) merecem nota positiva. No lado alemão, Bender, Özil e Podolski são os destaques.
    A Alemanha acabou por garantir o primeiro lugar do grupo e vai jogar com os gregos de Fernando Santos. Os gregos devem estar loucos para esfregarem a vitória na cara da senhora dona Merkel... E até era engraçado de ver isso. Nós gostamos de surpresas e tudo! O certo é que depois deste grupo, Portugal e Alemanha são livres de sonhar com a final. No fundo, no fundo... Não gostávamos que a surpresa acontecesse. Queríamos que Portugal e Alemanha se encontrassem de novo na final para uma desforra final. Mas para isso ambas as selecções têm que dar tudo nos próximos encontros.

Ficha de jogo
Dinamarca: Andersen; Jacobsen, Kjaer, Agger, S.Poulsen; Kvist, Zimling (C.Poulsen), J.Poulsen (Mikkelsen), Eriksen, Krohn-Dehli; Bendtner.
Alemanha: Neuer; L.Bender, Hummels, Badstuber, Lahm; Khedira, Schweinsteiger, Özil; T.Müller (Kroos), Podolski (Schürrle), Gomez (Klose). 
Golos: 0-1 19' Podolski; 1-1 24' Krohn-Dehli; 1-2 80' L.Bender.
Destaques: Bendtner; Özil, Podolski, Bender.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Mesut Özil (Alemanha).


MP. TM.

17 de junho de 2012

Euro 2012: Rep.Checa-Polónia | Grécia-Rússia

Olha os gregos, olha... A chegarem à fase a eliminar após uma vitória por 1-0. Que cliché... E os checos, han? Muita bem Ondrej! Muita bem! O Ondrej é um nosso amigo checo. Ok, é apenas um checo com quem jogámos nos nossos tempos do Sparta de Praga, que é como quem diz, na Cidade Universitária. Um dia cheio de surpresas (nós esperávamos Rússia e Polónia a seguir em frente). Que amanhã a surpresa seja Portugal golear a Holanda em vez de ganhar "apenas". Não, não vamos dizer "que a surpresa seja o Ronaldo marcar" porque nós não entramos nessa onda anti-Ronaldo gigante. Força Ronaldo! Nós tomamos conta da Irina, não te preocupes.

Rep.Checa 1 - 0 Polónia

     Para nós, foi uma pena. Gostávamos da Polónia. Gostávamos de Lewandowski, Kuba, Piszczek, Obraniak e companhia. Gostávamos da entrega e do coração com que jogavam. Mas no futebol não se pode jogar apenas com a emoção. Há que ter cabeça. Pensar melhor o jogo. Isso a Polónia não teve e daí ter sido eliminada hoje pela organizada República Checa. A primeira parte foi de total domínio polaco. A selecção da casa partiu para cima dos checos sem pedir licença. Lewandowski aos 10 minutos devia ter inaugurado o marcador, mas não o fez. Polanski fez um grande passe desmarcando o número 9 polaco e este, em excelente posição, mandou ao lado. Depois, Polanski numa jogada individual rematou por cima. Os checos só causavam perigo quando a bola ia para Selassie ou para Pilar. Os únicos capazes de atrapalhar a defesa polaca. Boenisch começava a surgir bem na defesa, mas também no ataque. Grande remate à entrada da área a obrigar Cech a ir ao chão. Tyton teve muito pouco trabalho na primeira parte muito por culpa da ausência de Rosicky. Os checos não estavam a conseguir sair a jogar. O facto de bastar um empate para se apurarem também fazia com que não arriscassem muito. Contudo, Karagounis marcou à Rússia antes do intervalo e isto fazia com que a Rep. Checa e Polónia estivessem eliminadas.
    O golo de Karagounis à Rússia mudou completamente a abordagem ao jogo por parte dos checos. E a partir da segunda parte não houve mais Polónia. Pilar começou a ganhar maior destaque e era uma constante dor de cabeça para Piszczek. Porém, não era apenas o pequeno Messi checo a aparecer. Sivok e Jirácek também começaram a mexer mais com o jogo. O estilo de contenção continuava, porém, havia maior querer no ataque por parte da equipa checa. E o golo acabaria por surgir. Numa altura em que a Polónia errava imensos passes, um deles resultou num contra-golpe mortífero.  Hübschman conduziu o ataque, deu para Milan Baros, o experiente avançado esperou pelo apoio de Jirácek, deu-lhe a bola e o apaixonado jogador checo simulou um remate tirando um jogador polaco do caminho e rematou para dentro da baliza do Tyton. O golo colocava a equipa de Bilek nos quartos-de-final e a Rússia fora do Euro. Como as coisas mudam tão rápido... A Polónia passou a jogar com demasiado coração que em nada resultava. As más mexidas de Smuda não ajudaram em nada. Não havia um lance de grande perigo para Petr Cech tamanha era a desorganização... Nos últimos 10 minutos, os jogadores polacos ainda fizeram um forcing final como que dizendo "Se eu não passo, tu também não passas!" - todos invejosos. E o golo quase surgiu no último minuto do jogo com Sivok a salvar na linha de golo! Era, de facto, frustrante para os checos se este golo entrasse mesmo.
    Não foi um jogo extremamente bem jogado. Longe disso. Teve demasiado coração e pouca cabeça, principalmente do lado da Polónia. Nós gostávamos da Polónia, mas não chega entregarem-se de corpo e alma ao jogo. É preciso mais. Hoje os destaques vão para o lateral Selassie, que fartou-se de correr e de criar perigo no ataque. Sivok fez um jogo consistente. Hübschman organizava o meio campo da melhor maneira. Jirácek foi sempre um jogador extremamente raçudo e nunca deu uma bola por perdida. Pilar foi o homem do jogo. Jogou e fez jogar. Que grande jogador este pequeno do Wolfsburg. Do lado da Polónia... Poucos merecem nota positiva. Kuba e Obraniak pela boa primeira parte (sobretudo o primeiro). E por fim, Polanski... Talvez o melhor jogador durante todo o jogo do lado polaco.

Ficha de jogo
Rep.Checa: Cech; Selassie, Sivok, Kadlec, Limbersky; Hübschman, Plasil, Kolar, Jirácek (Rajtoral), Pilar (Rezek); Baros (Pekhart).
Polónia: Tyton; Piszczek, Wasilewski, Perquis, Boenisch; Dudka, Polanski (Grosicki), Murawski (Mierzejewski), Obraniak (Brozek), Kuba; Lewandowski.
Golos: 1-0 72' Jirácek.
Destaques: Pilar, Selassie, Hübschman, Jirácek; Polanski, Kuba.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Vaclav Pilar (República Checa).




Grécia 1 – 0 Rússia


Sim, é verdade, os gregos outra vez. Se as qualificações para os quartos-de-final espelharem o actual panorama económico europeu, meus amigos, amanhã estamos em festa. Os espanhóis fartam-se de jogar à bola, os gregos qualificam-se. Só faltamos nós.
    Hoje, no entanto, um português já rejubila nos quartos – o Fernando. Foi pelo Fernando Santos que a Grécia começou a ganhar este jogo. Porquê? Porque o Fernando percebeu que os 3 golos sofridos pela Grécia tinham tido todos o mau envolvimento do lateral-esquerdo Holebas. Holebas ficou no banco (só entrou no fim) e a Grécia não sofreu golos hoje.
    O jogo começou a um ritmo razoável e Katsouranis ameaçou o golo logo aos 6 minutos. Uma daquelas aparições ao primeiro poste, como ele fazia no Benfica, só que Malafeev defendeu. Nos minutos seguintes, forte resposta russa com, entre vários lances de perigo, destaque para um remate de Kerzhakov que daria um grande golo. Eram os russos que tinham a bola, mas eram os gregos (lembrando-nos a Grécia de 2004) que se defendiam como podiam e adiavam o golo russo ao máximo. E foi já em tempo de descontos da primeira parte que, não havendo Charisteas como em 2004, o pequeno grande Karagounis foi lá à frente, aproveitou um erro da defesa russa e rematou forte, colocando inesperadamente a Grécia na frente.
    Ao intervalo, Dick Advocaat foi um verdadeiro dick (não foi um pénis, foi um estúpido) e retirou Kerzhakov, trocando-o por Pavlyuchenko. O problema russo, durante todo o jogo foi sim a falta de Zyryanov, deitando por terra a dinâmica habitual de meio-campo.
    E pronto, os gregos já estavam a ganhar, e os russos queriam marcar. Mas, no início da 2ª parte não estavam desesperados por isso porque como o Rep.Checa-Polónia estava 0-0, naquele momento parecia a Rússia em 1º e a Grécia em 2º. E os russos lá iam tentando. Denisov de longe, Shirokov e Dzagoev (muito desinspirados hoje, para azar dos Czares), enquanto que os gregos procuravam defender com tudo e sair em transição colocando a bola em Samaras, que ia brincando com Anyukov. Aos 61 minutos, Karagounis foi tocado na área. Talvez o Giorgos tenha provocado o contacto, mas julgo que seria penalty. O rapaz até jurou pela pátria e por Deus que não tinha simulado. Só lhe faltou a família para referir todos os valores salazaristas. Nesse momento tive um dejá-vu do passado benfiquista, observando Karagounis, Katsouranis e Fernando Santos a serem “fanados”. Mas, apesar de ser estranho, a Grécia voltou a ficar muito perto do golo. Num livre directo, Tzavellas rematou ao poste. E poucos minutos a seguir, a República Checa marcava por Jirásek e os russos hão-de ter tido o momento “oooiii, espera aí que estamos fora! Temos que fazer alguma coisa” (ler com sotaque russo).
    Mas a verdade é que, até final, a Rússia até mais com o coração do que com a cabeça, o que não é nada comum nesta selecção e na Grécia Sifakis, Papastathoupoulos, Papadopoulos e todos esses jovens de extensos nomes faziam tudo para evitar o golo. O único lance relevante dos russos acabou por ser um cabeceamento de Dzagoev, após cruzamento do capitão Arshavin, que passou ligeiramente ao lado.
Surpreendentemente, pelo menos para nós, os russos (uma das equipas com uma ideia de jogo mais definida neste Euro) ficaram de fora e a Grécia conseguiu seguir em frente jogando “à Grécia”. Os gregos ficaram no 2º lugar do Grupo A e, se no Grupo B ficar Alemanha em 1º e Portugal em 2º, poderemos esperar por um Alemanha-Grécia nos quartos-de-final. Para esse jogo, uma das más notícias para a Grécia, seja contra Alemanha, Portugal ou outra equipa, os gregos não poderão contar com Karagounis (suspenso).
    Na Rússia é difícil destacar alguém hoje. Zhirkov e Dzagoev batalharam mas cometendo muitos erros e o único jogador que acabou por ter uma prestação mais homogénea foi Denisov. Na Grécia, o elogio maior vai para Karagounis. Aos 35 anos, no jogo em que igualou Zagorakis com 120 internacionalizações, Karagounis marcou e colocou a sua Grécia nos quartos. É uma pena que não jogue naquele que poderá ser o último jogo dos gregos, mas com a Grécia nunca se sabe, como vimos hoje. De resto, enorme jogo de Torosidis e Tzavellas, tal como Samaras, Katsouranis e o próprio guarda-redes Sifakis que, desde que conquistou a baliza, ainda não sofreu golos.

Ficha de jogo
Grécia: Sifakis; Torosidis, Papastathopoulos, K.Papadopoulos, Tzavellas; Maniatis, Katsouranis, Karagounis (Makos); Samaras, Salpingidis (Ninis), Gekas (Holebas).
Rússia: Malafeev; Anyukov (Izmailov), Ignashevich, A.Berezutskiy, Zhirkov; Denisov, Shirokov, Glushakov (Pogrebnyak); Dzagoev, Arshavin, Kerzhakov (Pavlyuchenko).
Golos: 1-0 45'+2 Karagounis.
Destaques: Sifakis, Torosidis, Tzavellas, Katsouranis, Karagounis, Samaras; Denisov.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Giorgos Karagounis (Grécia)


MP. TM.

16 de junho de 2012

Músicas que Andam Por Aí

Ficarei, mais perto do céu. Ficarei, mais perto do mar. Só eu sei o ar que respiras. Ou o sonho que vem da noite te abraçaaaarr. Sim, abrimos um post com uma letra dos Anjos. Depois disto, tudo o que dissermos será melhor. Psicologicamente, é de génio, nós sabemos. E não, não sabíamos a letra de cor e tivemos que ir ver.
    E depois de passarmos pelos manos angelicais deparamo-nos com a também voz meio angelical de James Vincent Mc Morrow (podias era ter escolhido um nome artístico mais pequeno, oh Vicente) com a cover "Higher Love". E agora, em estreia absoluta no Barba Por Fazer, os One Direction! Um aplauso, fiéis amantes, um aplauso. Estamos a mentir, ainda não é desta. Em vez de optarmos por uma boysband optamos por The Boy Who Trapped the Sun (outro nome extremamente pequeno) com a música "Copper Down". São opções... E sabem como se constrói uma casa? Nós também não. Mas os The Cinematic Orchestra dão-nos umas dicas com a melodia "To Build A Home"... É provável que já a tenham ouvido num reclame enquanto faziam zapping com vosso telecomando. E agora atenção, pára tudo, Reginaldo, pára tudo, porque vem aí uma música triste e cantada por uma rapariga. Nós não gostamos de ver raparigas tristes, mas como a Birdy canta bem aqui fica o "I'll Never Forget You" dela. Birdy, um grande beijinho! A Birdy, um pequeno passarinho no fundo. Voa, voa, voa, voa, voa. E de pássaros passamos a cangurus. Benjamin Stanford mais conhecido por Dub FX veio às cavalitas de um canguru para o "Músicas que Andam Por Aí". O street performer e one man band deixa-nos aqui o seu amor com a "Love Someone". E sabem onde é que é um bom sítio para fazer isso? Na Costa, pois claro. Quando digo costa refiro-me à banda que agora vêm aí, os The Coast com o tema "Play Me The Apostle". Uma música naturalmente muito apreciada pelo menino Jesus e sua trupe de malucos (não há nesta frase qualquer tipo de conotação anti-igreja, não nos processem, não temos dinheiro para pagar um advogado contra a Igreja). Antes de fecharmos esta coisa, deixamos uma música quer para relaxar, quer para adormecer, quer para engatar gajas. Quem é amigo, quem é? Vá, tomem lá e digam mesmo que vêm daqui. Não nos importamos. William Fitzsimmons e sua barba (mais que) por fazer deixam-nos esta boa música "When You Were Young". E agora, a última música. Oh meus amigos, imaginem Angel-O, Justin Bieber e as Doce, todos ao mesmo tempo. Não era bom, pois não? Não, sabem o que é que está a dar? Está a bater mesmo mesmo aí em todo o lado - nipónicos! Ah mãe o que é que são nipónicos? São pessoas do Japão. Depois de portugueses, americanos, ingleses e belgas eis que Barba Por Fazer chega AO JAPÃO! Entrem em Euphoria (é o nome da banda) e não se preocupem com o facto de não perceberem a letra porque ela... não existe. "Silence in Everywhere" é um dos grandes instrumentais desta banda. Uma boa música para ouvirem enquanto correm, caso o façam.
    E pronto humanas giras, humanos amigos e humanas giras e amigas, aqui fica mais um conjunto de músicas depois de ofendermos os Anjos, a Igreja e os cangurus.



James Vincent Mc Morrow - Higher Love

The Boy Who Trapped the Sun - Copper Down

The Cinematic Orchestra - To Build a Home

Birdy - I'll Never Forget You


Dub FX - Love Someone

The Coast - Play Me The Apostle

William Fitzsimmons - When You Were Young

Euphoria - Silence in Everywhere



MP. TM.

Euro 2012: 11 da Segunda Jornada

Mais uma jornada e mais um "11 da Jornada"! Faz sentido não é? Uma jornada na qual duas equipas ficaram matematicamente eliminadas (Irlanda e Suécia), onde foram marcados 26 golos, mais 6 que na jornada inaugural e onde apenas duas equipas conseguiram não sofrer golos - Espanha, jogo no qual Casillas foi comprar frango a meio do jogo, e França. Quanto à nossa equipa para esta jornada, mantivemos um português no 11 titular como na semana passada, mas desta vez 2 figuram também no banco de suplentes. De resto apenas há um repetente nisto do "11 da Jornada" do Euro 2012. Leiam e verão de quem falamos.

    Nesta segunda jornada tivemos algumas dúvidas na baliza. Casillas e Lloris não sofreram golos mas não tiveram quase trabalho nenhum e, os guarda-redes que melhores defesas fizeram (Given, Isaksson e Pyatov) foram também dos que mais sofreram. Assim chegámos a Viacheslav Malafeev e Stipe Pletikosa. Pelo maior número de defesas decisivas frente à Polónia, optámos pelo russo. Desta vez, face às boas prestações de médios e avançados, a defesa tem apenas 3 elementos. Um deles é o nosso português Pepe, um gigante contra a Dinamarca, imperial em tudo o que fez, marcou e revela lutar mais por Portugal que tantos outros. Consigo na defesa, o sueco Olof Mellberg que marcou e fez uma assistência contra a Inglaterra. Quando um defesa central marca e dá um golo a marcar, não importa tanto os 3 golos que sofreu. A finalizar o sector defensivo, o nosso repetente. Ao fim de 2 jornadas, Mats Hummels volta a aparecer no nosso 11. O central alemão continua a espalhar classe, raça e qualidade defensiva, revelando um sentido posicional extraordinário e saindo a jogar que nem um médio. Uma mistura de David Luiz e Garay.
    No meio-campo houve muito por onde escolher nesta jornada, mas chegámos a 4 nomes. Comecemos por Jakub Blaszczywoski, ou para o mundo do futebol, Kuba. O extremo direito polaco manteve o seu país vivo neste Euro 2012 com o melhor golo desta jornada. O homem que viu em pequeno o seu pai matar a sua mãe, capitão desta Polónia, promete voltar a aparecer na jornada decisiva. A acompanhá-lo, Bastian Schweinsteiger. O médio alemão fez 2 assistências para Mario Gomez no Holanda 1-2 Alemanha e dominou o meio-campo como faz quase sempre. Yohan Cabaye foi também um dos destaques após fazer uma grande exibição contra a Ucrânia. Marcou, ainda rematou ao poste, e apresentou a regularidade e qualidade a que habituou todos este ano no Newcastle. Por fim, no meio-campo, o melhor jogador da jornada - David Silva. Pouco há a dizer. Marcou, fez 2 assistências e é o jogador que faz com que esta Espanha seja diferente da de 2010, com o mesmo tiki-taka mas com magia e futebol para marcar golos.
    No ataque, um trio com reputação no futebol europeu. Mario Gomez bisou frente à Holanda, chegou aos 3 golos no Euro 2012 e chegou a esse valor ao fim de 3 remates apenas. Ligeiramente eficaz, o Mario. Para além dele, tivemos que pôr o Fernando Torres. O avançado espanhol parece ter trocado de poderes com Cristiano Ronaldo, bisou e podem esperar dele mais golos. E o último lugar neste onze podia ser de Nicklas Bendtner, só que ele é dinamarquês e portanto preferimos uma exibição mais consistente, mais batalhadora - Karim Benzema. Esteve nos 2 golos da França, assistindo os seus colegas e revela total entrosamento com o meio-campo que o serve, fazendo parte desse meio-campo muitas vezes. O golo dele neste Euro 2012 há-de aparecer, brevemente.

Banco: Stipe Pletikosa (Croácia), Fábio Coentrão (Portugal), Ivan Strinic (Croácia), Andrés Iniesta (Espanha), Nani (Portugal), Mario Mandzukic (Croácia), Nicklas Bendtner (Dinamarca).



MP. TM.

15 de junho de 2012

Euro 2012: Ucrânia-França | Suécia-Inglaterra

Puumbaa, acabou a 2ª jornada do Euro 2012. Equipas qualificadas? Zero. Equipas eliminadas? Duas. Depois dontem termos visto os duendes irlandeses à procura dum árco-irís para descobrirem 1 ponto contra Espanha, hoje assistimos ao Adeus da Suécia num frenético jogo contra Inglaterra. Antes disso, diz-se que esteve de chuva. Diz-se...

Ucrânia 0 - 2 França

     Uma pessoa chega a casa feliz para ver um jogo do Euro... e adiam o jogo! Isto não se faz... Ah e tal estava a chover... E então? Cambada de maricas, pá... Mas é verdade. O jogo foi interrompido e só recomeçou passado perto de uma hora. Depois de ventos e trovões lá se jogou a primeira parte deste Ucrânia-França. E foi má. Tão má que chegaram pessoas a adormecer no estádio mesmo à chuva. A França optava por um jogo mais "mastigado", mais molenga. A Ucrânia um jogo bastante mais objectivo procurando meter a bola no ataque o mais rápido possível. Só houveram 3 oportunidades de golo dignas de serem mencionadas. Uma de Menez que tinha obrigação de marcar após passe atrasado de Benzema (excelente mancha de Pyatov). Outra por parte de Shevchenko que rematou mal pôde aquecendo as mãos ao capitão Lloris. Por fim, um cabeceamento de Mexès ao ângulo dando origem a mais uma boa defesa do guardião ucraniano. E pronto. Acabou a primeira parte... Aposto que a meio do texto passaram os olhos pelas brasas... é normal.
    Na segunda metade foi um pouco diferente. Os champignons continuaram a trocar a bola mas tornaram-se mais rápidos e agressivos no ataque. Os Shevchenkos continuavam à espera do erro do adversário para depois atacar com tudo com a ajuda do "bruah" das bancadas. E foram eles mesmo os primeiros a criar perigo. Por quem? Pelo André, quem mais podia ser? Shevchenko mandou um patardo de força apenas um pouco acima do ângulo da baliza. Dava um belo golo. Contudo, logo a seguir surge o golo. Os champignons foram com tudo para cima dos ucranianos, Ribery correu toda a ala esquerda, passou para Benzema, o avançado francês deu para Jeremy Menez e o Jeremias flectiu para dentro e rematou de pé esquerdo. Boa jogada e bom golo dos gauleses. Mas o sonho da equipa anfitriã acabaria por levar outra martelada 3 minutos depois. Benzema trabalhou bem sobre 3 adversários, descobriu Cabaye à entrada da área, o médio gaulês recebeu e já dentro dela desferiu um remate cruzado batendo pela segunda vez Pyatov. Os dois golos sofridos repentinamente destruíram animicamente a equipa de Blokhin que se rendeu de vez à França. Os franceses continuaram os seus passes rápidos e curtos baralhando por completo os ucranianos. De destacar ainda um grande remate de Cabaye ao poste que, se entrasse, era o culminar da melhor forma de uma grande jogada.
    Não foi uma partida agradável. Sobretudo o primeiro tempo que teve mesmo nota negativa para o amante do futebol. A segunda foi mais agradável e teve bons pormenores da equipa francesa e entrega dos ucranianos. De facto há que salientar o espírito guerreiro destes jogadores. Bem merecem. Ainda não está tudo perdido. Se ganharem à Inglaterra poderão passar. E pelo que já vimos deste Euro, tudo é possível. Os destaques vão para Pyatov - foi enorme nas suas saídas. Grandes reflexos. Devic, que mexeu com o ataque da sua equipa na segunda parte ajudando mais Shevchenko. Do lado da França, Cabaye e Nasri foram uns maestros, embora o primeiro mereça mais destaque. Menez e Ribery foram uns quebra-cabeças constante para a defesa adversária. Por fim, Benzema não foi tanto um matador, mas sim mais jogador de equipa. Ajudou a construir os ataques coroando a sua exibição com duas assistências. A França fica assim mais perto da qualificação mas ainda nada está decidido. A Ucrânia ainda tem uma palavra a dizer.

Ficha de jogo
Ucrânia: Pyatov; Gusev, Mikhalik, Khacheridi, Selin; Tymoshchuk, Nazarenko (Milevskiy), Yarmolenko (Aliev), Konoplyanka; Voronin (Devic), Shevchenko. 
França: Lloris; Debuchy, Rami, Mexès, Clichy; A.Diarra, Cabaye (M'Vila), Ménez (Martin), Nasri, Ribéry, Benzema (Giroud).
Golos: 0-1 53' Ménez; 0-2 56' Cabaye.
Destaques: Pyatov, Devic; Cabaye, Ménez, Nasri, Ribéry, Benzema.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Yohan Cabaye (França)



Suécia 2 – 3 Inglaterra

E que boa maneira de acabar a 2ª jornada, han? O Suécia-Inglaterra teve de tudo. Começou uma equipa a ganhar, passou a outra para a frente, e voltou a equipa da Kate Middleton para a frente. O volte-face até se deu nos autores dos golos. Mellberg achou a dada altura que tinha feito o (provavelmente) primeiro bis da carreira, mas no final do jogo só tinha um golo.
    Ora bem, para o jogo de hoje o velho Hodgson surpreendeu ao incluir Andy Carroll na frente de ataque. Na Suécia muito se falou durante os últimos dias dos problemas de balneário com uma suposta revolta de vários elementos contra o capitão Zlatan Ibrahimovic.
    O jogo começou e a Inglaterra parecia demorar a assumir o jogo. Muitas perdas de bola a meio-campo, nenhuma equipa a conseguir construir e sair a jogar com qualidade mas, devagar devagarinho, os ingleses lá foram subindo a montanha sueca. Aos 23 minutos a bola estava nos pés de Steven Gerrard, o médio inglês olhou para a área, cruzou como tão bem sabe e Andy Carroll através do seu bom jogo de cabeça, fez o primeiro golo do jogo. Da primeira parte pouco mais se conta. A Inglaterra ia tendo mais bola, apesar de não ter um fio de jogo bem definido e a Suécia procurava sair em contra-ataques conduzidos por Ibrahimovic, que normalmente acabavam em boas saídas de Joe Hart.
    A segunda parte iniciou-se e rapidamente a Suécia empatou o jogo. Ibra rematou num livre, rematou de novo na recarga do seu livre, a bola foi parar ao central Mellberg e o que é que ele fez? Rematou bem, só que o Hart defendeu. A bola ia para fora mas Glen Johnson optou por colocar sua pança no caminho da bola, fazendo assim um auto-golo. Sorte para a Suécia, azar para a Inglaterra. A Suécia voltava a acreditar e deixava de estar eliminada do Euro, o jogo começou a ficar durinho, muito batalhado a meio-campo e com ligeiro ascendente sueco e foi então que, aos 59 minutos, após um livre marcado da melhor forma por Sebastian Larsson, Mellberg marcou. Desta vez foi mesmo ele, sem margem para dúvidas. Assim são os suecos… Viram-se com a corda na garganta e decidiram passar a batata quente para Inglaterra. O jogo já há muito pedia Walcott e ele acabou mesmo por entrar. E mudou o jogo. 3 minutos depois de ter entrado, sobrou para ele uma bola à entrada da área e o extremo do Arsenal rematou forte. Isaksson não viu a bola partir (vamos acreditar nisso), mas em todo o caso mandou um franganote. A partir daí o jogo esteve até ao fim sempre bastante aberto, parecendo mais um jogo de pingue-pongue. Hart fez uma grande defesa a remate de Ibrahimovic, Isaksson já tinha feito também duas enormes defesas e, foi até num período onde a Suécia parecia mais forte que a mota inglesa decidiu voltar a aparecer no jogo. Walcott, a mota, acelerou, deixando os defesas suecos para trás em sua lambreta, cruzou e Welbeck de calcanhar fez o 3-2, num golo engraçadinho. Até final mais do mesmo, com um jogo disputado mas menos racional e, não fosse Gerrard ter sido egoísta (tirando o golo a Chamberlain) e Isaksson ter feito uma grande defesa, o jogo teria mesmo acabado com um 4-2.
    A Suécia que tínhamos apontado como uma das possíveis surpresas deste Euro 2012 foi de facto uma surpresa. Para quem? Para nós. O jogo de hoje, no entanto, faz com que a Suécia deixe uma melhor imagem neste Euro, interessando ainda o seu resultado da última jornada (França-Suécia) para se decidir quem segue para os quartos entre França, Inglaterra e Ucrânia.
    Quanto à Inglaterra, depende apenas de si para seguir em frente e no próximo jogo contará já com Wayne Rooney. Parece-nos que seria importante para a Inglaterra iniciar o jogo com alas puros (Walcott e Young), com a dupla do United na frente Welbeck-Rooney. Inglaterra e França quererão ganhar na última jornada e os golos marcados poderão ter especial importância porque, assumindo que a Espanha consegue ficar em 1º no grupo, ninguém quererá apanhar os pequenos comandados de Del Bosque.

Ficha de jogo
Suécia: Isaksson; Granqvist (Lustig), Mellberg, J.Olsson, M,Olsson; Elm (Wilhelmsson), Källström, Svensson, S.Larsson; Ibrahimovic, Elmander (Rosenberg).
Inglaterra: Hart; G.Johnson, Terry, Lescott, A.Cole; Parker, Gerrard, Milner (Walcott), Young; Welbeck (Oxlade-Chamberlain), Carroll.
Golos: 0-1 23’ Carroll; 1-1 49’ G.Johnson a.g.; 2-1 59’ Mellberg; 2-2 64’ Walcott; 2-3 78’ Welbeck
Destaques: Isaksson, Mellberg, S.Larsson; Gerrard, Welbeck, Carroll, Walcott.
"Barba Por Fazer" do Jogo: Theo Walcott (Inglaterra)


MP. TM.