Previsões Óscares 2018 (Actualizado a 01/10/17)

Que filmes devem ter debaixo de olho? As previsões dos Óscares 2018 estão de volta e trazem Christopher Nolan, Daniel Day-Lewis, Gary Oldman, Saoirse Ronan, Sally Hawkins, Frances McDormand, Willem Dafoe e Sam Rockwell.

Emmys Barba Por Fazer 2017

A 12 de Julho apresentámos os nossos nomeados, diferentes da Academia de Televisão, Artes e Ciências. Estes são os vencedores, num mundo paralelo onde Better Call Saul, Carrie Coon, Aden Young, Michael McKean e Master of None são reconhecidos.

TOP | Melhores Contratações da Liga NOS

Num defeso modesto, praticamente sem Porto, o Sporting foi quem melhor se movimentou. O Benfica perdeu jogadores-chave na defesa e reforçou-se bem.. no ataque.

TOP | Melhores Contratações da Premier League

O Barba Por Fazer ordenou as principais transferências do defeso inglês num campeonato que movimentou 1,6 mil milhões de euros.

Crítica: Dunkirk

Não é o melhor filme de Christopher Nolan, mas é o melhor desde os últimos óscares. Se só puderem ir ao cinema uma vez até ao fim de 2017, escolham a experiência que é ver Dunkirk.

29 de fevereiro de 2012

Polónia 0 - 0 Portugal

(A partir de hoje iniciaremos também o acompanhamento dos jogos da nossa selecção, e na altura do Euro-2012 analisaremos e acompanharemos a competição duma forma muito própria)    

    Para o embate amigável com a Polónia, Paulo Bento optou por manter o seu 4-3-3 clássico, optando por colocar Miguel Veloso no meio-campo (quando se especulava que seria Manuel Fernandes o escolhido) e Hugo Almeida no centro do ataque (os jornais indicavam que seria Hélder Postiga). No 1º caso a opção não fez grande sentido, pelo excelente momento de forma de Manuel Fernandes, mas terá pesado na decisão de Paulo Bento a importância que Veloso teve no playoff com a Bósnia. Já no caso de Hugo Almeida, apresenta claramente melhores condições e confiança do que Hélder Postiga e justificou-se a escolha. Em todo o caso, a melhor opção seria mesmo estrear Nélson Oliveira, sem estar com cerimónias. Uma frente Ronaldo-Nélson Oliveira-Nani acontecerá mais tarde ou mais cedo, e tem tudo para dar certo, pela capacidade técnica, finalização e explosão que os 3 reúnem.

    O jogo iniciou-se com uma Polónia extremamente passiva e à espera do erro e a posse de bola completamente entregue a Portugal. Portugal ia circulando a bola, destacando-se então Raul Meireles e sobretudo João Moutinho a nível de movimentação e capacidade de leitura de jogo e o 1º lance de perigo do jogo foi logo aos 3 minutos – extraordinário passe longo de Pepe, Meireles cabeceia para o lado e Nani enche o pé para a primeira boa defesa de Szczesny, guarda-redes do Arsenal. Nos minutos seguintes, foi sempre Portugal por cima no jogo, criando algum perigo por Hugo Almeida e Ronaldo, mas o principal dinamizador e acelerador do ataque luso era sempre Nani. Aos 20 minutos, Coentrão lesionou-se e teve que ceder o seu lugar a Nélson. A partir da 2ª metade da primeira parte, o meio-campo português pareceu mais desorientado e progressivamente menos capaz de ler algumas movimentações polacas, que acabavam por não criar real perigo. Aos 40 minutos, grande oportunidade para Ronaldo. Nani lançou o capitão português e Ronaldo rematou cruzado para mais uma boa intervenção de Szczesny. A finalizar o 1º tempo uma grande oportunidade para cada lado: primeiro a Polónia – mau passe de Nélson, Bruno Alves foi “queimado” pelo luso-cabo-verdiano, Jélen ficou com a bola e falhou clamorosamente perante uma saída dos postes de Rui Patrício que podia ter sido melhor (ao contrário dos comentadores que disseram que teria sido uma defesa preponderante) e depois Portugal – passe de Ronaldo e Nani, num contra-ataque rápido rematou pouco ao lado. Hugo Almeida ficou irritado, porque de facto bastava que lhe tivesse sido feito um passe e ele poderia encostar. Os comentadores da RTP diziam “Portugal normalmente é Ronaldo e às vezes Nani”. Honestamente, tanto neste jogo como normalmente, para mim, Portugal é maioritariamente Nani, bem em quase todos os jogos, e às vezes Ronaldo (que quanto mais maduro está como jogador melhor consegue assumir o seu papel na selecção).

Para a 2ª parte Paulo Bento retirou Moutinho (face à proximidade do clássico Benfica-Porto) e colocou Manuel Fernandes. A meu ver foi uma substituição que retirou dinâmica a Portugal, porque ter Moutinho e Manuel Fernandes em campo juntos teria sido o mais interessante de ver, e isso poderia e deveria ter acontecido no primeiro tempo. Portugal começou a 2ª parte tendo bola, mas foi progressivamente caindo num jogo físico dos polacos, que foram ganhando confiança e atrevimento nas saídas para o ataque. Com a quebra de Portugal no jogo emergiu um jogo faltoso, no qual Rui Patrício ia dizendo presente quando solicitado (nomeadamente após remate de Obraniak). Portugal continuava sem inspiração, sem grande dinâmica e intensidade, e o jogo ia passando sem grande interesse. Paulo Bento trocou então Hugo Almeida por Postiga e Pepe por Rolando, e o primeiro remate de Portugal na 2ª parte foi aos 70 minutos – num livre de Ronaldo, fácil para o guarda-redes polaco encaixar. Nessa altura voltava a aparecer Ronaldo, mas saiu logo a seguir aos 76, dando lugar a Quaresma. Portugal continuava a construir algumas jogadas, mas nunca conseguindo dar conclusão às mesmas. Aos 82 minutos, saiu Nani e Nélson Oliveira estreou-se com a camisola da Selecção principal de Portugal, colocando-se sobre o lado esquerdo do campo. A verdade é que até ao apito final só deu Polónia no jogo – Rui Patrício, por volta dos 87 minutos acabou por segurar o 0-0 com duas boas intervenções. 
    Quanto a destaques individuais, para além dos guarda-redes, do lado de Portugal Nani foi o jogador que mais desequilibrou, o único que se pode dizer que tenha feito alguma coisa de jeito. Ronaldo apareceu bem em certos momentos, Moutinho na 1ª parte esteve bem e Pepe foi sempre um central seguro enquanto esteve em campo. Veloso não teve hoje o seu melhor jogo, Nélson não deslumbrou na oportunidade que teve e João Pereira continua sem dar a devida segurança defensiva que deveria dar. A estreia de Nélson Oliveira (apesar de não ter feito nada) é um bom sinal. Talvez seja neste momento o avançado nº3 para Paulo Bento e se o Benfica o utilizar com alguma regularidade, pode muito bem figurar nos convocados para o Euro-2012. O jogador sai valorizado, e cheira-me que pode muito bem ser titular no próximo europeu a partir do jogo com a Dinamarca.
    Do lado polaco, bom jogo do lateral Pisczek e destaque ainda para Obraniak, o jogador claramente mais dotado tecnicamente e mais esclarecido no jogo. Wasileswki fez também um bom jogo e, de resto, o meio-campo defensivo polaco pode ser elogiado pela pressão e intensidade que colocaram no jogo, sem nunca deslumbrar do ponto de vista de construção e criatividade. Em todo o caso, a Polónia não parece ter argumentos para ter grandes ambições no europeu. O factor casa poderá obviamente ajudar a agigantar algumas prestações e o grupo (Grécia, Rússia e República Checa) resultará sempre na qualificação de dois outsiders da competição. Será um grupo equilibrado, e hoje faltou Lewandowski, que talvez seja o jogador polaco em melhor momento de forma.

    Basicamente, o 0-0 acabou por se ajustar pelo que as equipas fizeram no jogo. A primeira parte foi de Portugal e na segunda a Polónia criou claramente mais perigo. Patrício e Szczesny fizeram ambos boas exibições, sendo responsáveis pelo nulo existente, em certa medida. É sempre chato ver um jogo sem golos. Mas a verdade é que nestes jogos, inseridos em alturas em que os clubes estão numa fase decisiva da época, resultam sempre em pouca coisa ou nenhuma. MP

Se abaixo algum nome dum jogador polaco estiver mal escrito, as minhas sinceras desculpas. No outro dia  tive que escrever os do Legia e hoje estes, a vida não é justa. Já chega de polacos! Só agora me lembrei que o realizador Polanski esteve em campo. E honestamente, uma criança polaca tem que se desenvolver cognitivamente mais na primária - enquanto alguns têm que aprender a escrever João ou Rui, os meninos polacos escrevem 
Blaszczykowski  ou  Mierzejewski. Sortes diferentes.


Polónia 0 - 0 Portugal

Polónia: Szczesny; Wawrzyniak (Boenisch), Wasilewski, Perquis, Pisczek; Polanski (Matuszczyk), Dudka, Obraniak (Mierzejewski), Rybus (Peszko), Blaszczykowski (Mila); Jélen (Grosicki). 
Seleccionador: Franciszek Smuda

Portugal: Rui Patrício; João Pereira, Pepe (Rolando), Bruno Alves, Fábio Coentrão (Nélson); Miguel Veloso, Rául Meireles, João Moutinho (Manuel Fernandes); Nani (Nélson Oliveira), Cristiano Ronaldo (Quaresma), Hugo Almeida (Postiga).
Seleccionador: Paulo Bento

Golos: ---

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Nani.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 59 )

Mais um dia de Garganta Afinada e desta vez fechamos este mês, apresentando o Top 20 de uma das melhores bandas portuguesas da actualidade - Linda Martini. Apesar de terem começado em 2003, esta banda nacional só nos últimos anos tem vindo à "boca do mundo". A grande qualidade que esta banda possui foi meio caminho andado para atingir o sucesso. O ponto forte dos Linda Martini são sobretudo os instrumentais, mas usam também as palavras da melhor forma. Uma banda claramente a pedir palcos mais aclamados, uma presença no palco principal do Optimus Alive'12 faria sentido, acompanhando a ascensão que os levou no ano passado a actuar no palco Super Bock do evento. Aqui fica o top 20, no nosso entender, dos Linda Martini.

TEMA : LINDA MARTINI


1. Linda Martini - Adeus Tristeza
2. Linda Martini - Amor Combate
3. Linda Martini - Estuque 
4. Linda Martini - Partir Para Ficar 
5. Linda Martini - Lição de Voo 
6. Linda Martini - Este Mar 
7. Linda Martini - Dá-me a Tua Melhor Faca 
8. Linda Martini - Juventude Sónica 
9. Linda Martini - Quarto 210 
10. Linda Martini - As Putas Dançam Slows 
11. Linda Martini - A Corda do Elefante Sem Corda 
12. Linda Martini - S de Jéssica 
13. Linda Martini - Mulher a Dias 
14. Linda Martini - 100 Metros Sereia 
15. Linda Martini - Elevador 
16. Linda Martini - Raposo Manhoso 
17. Linda Martini - Amigos Mortais 
18. Linda Martini - Efémera 
19. Linda Martini - A Severa 
20. Linda Martini - Belarmino 

28 de fevereiro de 2012

Óscares 2012 - Trailer final de "Melhor Filme"

Nunca mais ninguém descarregava o vídeo final dos óscares, com imagens dos filmes nomeados e a música "The Mighty Rio Grande" dos This Will Destroy You. E então fartámo-nos e colocámos nós. Quem é que tem contactos com a Academia, quem é? Não sei. Nós, servimo-nos dos chineses. Fica mais barato.

27 de fevereiro de 2012

Vencedores Óscares 2012

A 84ª noite de Óscares da Academia não foi certamente a mais surpreendente e entusiasmante dos últimos anos, mas valeu a pena acompanhar. Como sempre. 

The Artist e Hugo, que eram os filmes mais nomeados com 10 e 11 nomeações respectivamente, saíram como os mais galardoados. Ambos conseguiram 5 óscares mas, para a História, The Artist fica marcado como o grande vencedor da edição dos Óscares de 2012. O filme de Michel Hazanavicius recolheu tantos óscares como o de Scorsese, mas em categorias de muito maior relevo. Nas 4 principais categorias (Melhor Filme, Realizador, Actor Principal e Actriz Principal), The Artist conseguiu 3 dos seus 5 óscares, o que mostra o peso que conseguiu ter na cerimónia. Para além desses, venceu ainda nas categorias de melhor banda sonora e melhor figurino. Já Hugo, venceu em 5 categorias técnicas – Melhor Fotografia, Melhor Direcção Artística, Melhor Edição de Som, Melhor Mistura de Som e Melhores Efeitos Visuais.

    No tapetezito vermelho foi quase mais do mesmo. As habituais perguntas dos invisuais jornalistas sobre os vestidos e fatos marcaram presença. Porém... Sasha Baron Cohen apresentou-se como Ditactor (personagem do seu mais recente filme). Sasha estava acompanhado de duas belas soldadas e por uma urna que supostamente continha as cinzas do ex-ditador da Coreia do Norte. Eis que Sasha despeja as cinzas de forma propositada (fingindo que não) sobre Ryan Seacrest, apresentador do canal E!, sujando assim seu fato rico. Os seguranças actuaram de imediato e Sasha acabou por ser expulso da cerimónia, enquanto que Ryan era limpo por homens... muitos homens munidos de super-escovas.
    De resto, quase tudo normal... tirando os apartes de Antonio Banderas se ter esquecido da marca do fato tendo assim que consultar a sua etiqueta e de Chris Rock ter respondido brilhantemente que estava a ser vestido pela Fubu.
    De salientar que Michelle Williams tinha um ar menos debilitado do que no ano passado (sendo que aquele seu cabelo faz com que pareça sempre um pouco debilitada); Emma Stone estava extremamente vestida e tinha um enorme laçarote ao pescoço dando a sensação que era um presente... mas compensava sensualmente com seu olhar "tão, tão, tão... sei lá..."; por fim, Clooney e a lutadora de wrestling Stacy Keibler não transpareciam ser um casal verdadeiro.

    Billy Crystal conduziu a cerimónia normalmente. Não foi extraordinário, mas também não foi mau. Começou horrivelmente sendo beijado por George Clooney na boca (não está isento de culpas porque colaborou no "chocho" de 1/2 segundos) numa paródia ao filme The Descendents. Depois riu-se de todas as suas piadas. Nós não nos costumamos rir das nossas próprias piadas porque já achámos piada nos nossos pequenos cérebros... mas Billy ria-se... sobretudo nas que não tinham grande piada. A cerimónia podia ter sido melhor conduzida, mas não foi má. Um satisfaz para ti Bill Cristal (é assim que nós o tratamos... pessoalmente).
    Uma cerimónia que teve, como é hábito, alguns actores como apresentadores das categorias. Destacamos Robert Downey Jr. que proporcionou um momento cómico com o seu alter-ego; Jennifer Lopez e Cameron Diaz decidiram exibir seus salientes traseiros; Chris Rock com seu crescido cabelo largou algumas piadas sobre os filmes de animação e em menos de um minuto destronou todas as piadas do Bill Cristal; Emma Stone também proporcionou um bom momento com Ben Stiller; Will Ferrell e Zach Galifianakis tiveram que fazer suas macacadas (embora fosse somente necessário Zach Galifianakis aparecer para nos fazer rir); por fim, destaco Milla Jovovich que tentou seduzir todos os homens (e algumas mulheres) com o seu olhar enquanto discursava. Nós pelo menos sentimos que ela nos tentou seduzir...

   Noutros destaques a nível de vencedores, o argumento de Midnight in Paris foi justamente reconhecido como o melhor argumento original, enquanto que The Descendants venceu Hugo na categoria de melhor argumento adaptado. Christopher Plummer, aos 82 anos, conseguiu como já era esperado o óscar de melhor actor secundário e Octavia Spencer o de melhor actriz secundária, pela interpretação em The Help. Uma das grandes dúvidas era entre Viola Davis e Meryl Streep mas a Dama de Ferro, à 17ª nomeação, conseguiu ganhar este braço de ferro e, assim, o seu 3º óscar (2º como melhor actriz principal). Destaque ainda para a banda This Will Destroy You, que têm a música “The Mighty Rio Grande” – que integra a banda sonora de Moneyball – e tiveram um destaque do tamanho do mundo ao ter a sua música como pano de fundo do vídeo final, onde se apresentavam os 9 filmes nomeados para a maior categoria.

   Para nós, acabou por nos surpreender a vitória de The Girl with the Dragon Tattoo para Melhor Montagem, mas ficou bem entregue, e também a vitória de Hugo nos Melhores Efeitos Visuais, onde fomos um pouco macacos na previsão. Como podem ter visto no nosso artigo de antevisão desta edição dos Óscares, não concordámos com muitas das nomeações e demos a nossa opinião sobre quem deveria estar nomeado mas, no meio dessas discordâncias, aceitamos que de facto, dos nomeados, The Artist mereceu ser distinguido como o filme do Ano e o que marca o cinema neste ano, sucedendo a The King’s Speech.

Vencedores da noite:

Melhor Filme: The Artist
Melhor Realizador: Michel Hazanavicius (The Artist)
Melhor Actor Principal: Jean Dujardin (The Artist)
Melhor Actriz Principal: Meryl Streep (The Iron Lady)
Melhor Argumento Original: Midnight in Paris
Melhor Argumento Adaptado: The Descendants
Melhor Direcção Artística: Hugo
Melhor Fotografia: Hugo
Melhor Figurino: The Artist
Melhor Montagem: The Girl with the Dragon Tattoo
Melhor Caracterização: The Iron Lady
Melhor Banda Sonora: The Artist
Melhor Mistura de Som: Hugo
Melhor Edição de Som: Hugo
Melhores Efeitos Visuais: Hugo
Melhor Música: “Man or Muppet” (The Muppets)
Melhor Filme de Animação: Rango
Melhor Filme Estrangeiro: A Separation
Melhor Documentário: Undefeated
Melhor Curta-Metragem: The Shore
Melhor Curta-Metragem (Animação): The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
Melhor Documentário (Curta-Metragem): Saving Face

Extras: A Glenn Close fica mais credível como homem do que como mulher (apesar de nunca ficar totalmente credível); a Angelina Jolie tem que comer e não é... um pouco. É muito. Não sei se se trata de um método para adaptar um dos seus filhos à nova vida, mas o seu visual parecido à Noiva Cadáver é triste. Muito triste; Tudo na Janet McTeer é exageradamente grande; Brian Grazer, que pôs toda a cerimónia "de pé" tem um cabelo... diferente (ver aqui); O iraniano que ganhou o galardão referente ao "Melhor Filme Estrangeiro" tinha uma super-pêra e nós não conseguimos perceber se o seu discurso era em iraniano, inglês ou um dialecto só seu; Octavia Spencer (vencedora do Óscar de melhor actriz secundária) assediou Christian Bale (apresentamos aqui a nossa solidariedade para com um dos nossos actores preferidos); pudemos constatar que os acrobatas do Cirque du Soleil não possuem muita coisa... desde os genitais a alguns ossos; tendo visto o filme "Warrior", chorávamos cada vez que víamos a cara de Nick Nolte... Brincadeira. Nós não possuímos lágrimas. Mas a cara de Nick dava-nos alguma pena; Jean Dujardin começou bem o seu discurso ao dizer "Eu amo o vosso país" para ser bem aceite (o que possuiu alguma piada) e depois... teve um momento de esquizofrenia em francês. Sempre achámos que os franceses não fechavam muito bem o tampo e Dujardin fez questão de confirmar isso no fim do seu discurso onde parecia que a qualquer momento iria soltar um "Por Tutatis!" (Asterix); também reparámos que quando iam homens em grupo receber o galardão acabavam por proporcionar algumas cenas nada másculas... ou se tocavam imenso ou, no caso dos franceses, se beijavam imenso. Mas no fim do discurso deviam cair em si e mandavam sempre um beijo ou uma declaração às suas companheiras.


Despedimo-nos dos óscares até para o ano, e iremos acompanhar a seu tempo a 85ª edição como fizemos nesta. Até lá iremos continuar a recomendar filmes quando e como nos der na "tola".

MP. TM.

26 de fevereiro de 2012

Porto 2 - 0 Feirense

    O jogo começou com uma imagem de Maicon a apertar seus pitons com um alicate. Quanto ao jogo em si, os primeiros minutos presenciaram um Feirense atrevido mas a falhar muito o último passe. Até que um erro crasso de Fernando origina um dois para dois desperdiçado por Buval com um passe completamente despropositado. Surgiram-se alguns remates do Porto que não saíram muito ao lado da baliza de Paulo Lopes. O Feirense continuou atrevido e viu um fora-de-jogo mal assinalado a Buval em que no fim da jogada apareceria um jogador do Feirense só com Helton pela frente. Por volta dos quarenta minutos, Palops (Paulo Lopes) faz uma boa defesa num livre de Hulk. Logo a seguir, numa jogada de ataque do Porto, a bola sobra para James que remata em jeito com a baliza à sua mercê e Palops volta a brilhar com uma grande defesa. E assim terminou o primeiro tempo... ao som de alguns assobios.

    A acrescentar à primeira parte, só tenho a dizer que o relatador diz mal o nome de Maicon. O relatador da Sporttv diz My-cone.

    A segunda metade começou com um pontapé de Lucho para outra grande defesa de Palops. O jogo já estava parado por um suposto fora-de-jogo (mal assinalado), mas ainda assim, o guardião português a mostrar o que vale. E, para variar... Palops faz de novo uma grande defesa a remate de Janko escassos minutos depois. O Porto impunha mais velocidade no jogo e isso causava dificuldades ao Feirense. Porém, numa boa iniciativa de Miguel Pedro, o jogador do Feirense acaba por isolar Hélder Castro que ficava assim isolado... mas o árbitro assinalou fora-de-jogo. Pouco depois... grande penalidade para o Porto. Falta claríssima de Luciano que não teve rins para o avançado austríaco, travou-o em falta e levou o consequente vermelho. Hulk preparado para bater o penalti e... Palops! O guardião faz nova defesa e evitava assim o golo dos azuis e brancos.

    Mas não o conseguiria por muito tempo. Livre de James e "My-cone" cabeceia para o fundo das redes sem hipótese para o super Palops. Logo a seguir, um grande remate de Lucho ia dar num grande golo não fosse a barra a negá-lo.

    Eis que surge... o Benfica. Os adeptos sentiram saudades e começaram a cantar um cântico anti-Benfica. "Normal...". Assim sendo, o Benfica aparece no jogo dos dois rivais sem jogar contra nenhum. Mas esperemos que sejam felizes a praticá-lo, pois os Benfiquistas são felizes cantando apenas para o seu clube.

    Num contra-ataque perfeito, o Porto faz o segundo por James. Grande passe de Moutinho, grande trabalho de Lucho e boa finalização de James que contou com o desvio de Hélder Castro para bater Palops.

    Mais um erro de João Ferreira. O árbitro português assinalou um livre indirecto por Bamba ter prendido a bola dentro da área, mas na verdade Bamba não tinha qualquer hipótese de evitar o sucedido. Na cobrança, Hulk atira uma valente "buja" para fora. Até ao fim do jogo, mais nada houve a registar.

    Com este resultado, o Porto apanha o Benfica na liderança da Liga Zon Sagres com o clássico mesmo à porta. Na próxima sexta-feira avizinha-se um ambiente tenso entre os adeptos e um jogo com muita coisa em cima da mesa. Pode não decidir um campeonato, mas pode ajudar bastante. TM

Curiosidades: O Vitor Pereira possui uma mosca em "T" que me perturba um pouco.

Porto 2 - 0 Feirense

Porto: Helton; Sapunaru(Djalma), Rolando, Maicon, A. Pereira; Fernando, Moutinho(Defour), Lucho; Hulk, Janko, Varela(James).
Treinador: Vitor Pereira.

Feirense: P. Lopes; P. Queirós, Varela, Luciano, Serginho; Sténio, Cris(Thiago), M. Pedro(Bamba), D. Cunha(Fonseca), H. Castro; Buval.
Treinador: Quim Machado.

Golos: 1-0 68' Maicon; 2-0 72' James.

Melhor em campo "Barba Por Fazer": James Rodríguez.

Sporting 1 - 0 Rio Ave

O Sporting apresentou-se em Alvalade com um onze sensivelmente melhor do que nos últimos jogos. Na baliza, a ausência (por opção de Sá Pinto) de Rui Patrício deu aso à titularidade de Marcelo Boeck (um dos 4 melhores guarda-redes da liga portuguesa no ano passado, pelo Marítimo), Carriço manteve-se a trinco, Matías foi o sacrificado para Elias e Schaars terem a seu cargo a o equilíbrio e dinâmica de meio-campo, com um trio de ataque que, em forma, tem muita qualidade e potencial – Izmailov, Diego Capel e Wolfswinkel. O Rio Ave apresentou-se com dois laterais fracos (por Zé Gomes e Tiago Pinto não poderem jogar), um meio-campo batalhador e dois alas rápidos no apoio ao avançado João Tomás, numa disposição relativamente semelhante à que o Legia apresentou em Alvalade.

       O Rio Ave até entrou melhor no jogo, conseguindo colocar a bola perto da baliza do Sporting, mas nunca com grande perigo. A primeira grande oportunidade foi mesmo de Insúa, aos 5 minutos, que falhou o remate após bom cruzamento largo de Diego Capel. Depois apareceu de novo o Rio Ave, a espaços, quando conseguia roubar a bola ao Sporting, conseguindo rematar primeiro por João Tomás e depois por Tarantini, ambos bastante por cima. 
       Aos 18 minutos, percebeu-se que Éder Monteiro não é dotado de grande inteligência. Falha de comunicação tremenda (palavra muito usada por Futre), e Éder faz um atraso para o seu guarda-redes, cabeceando a bola… a cerca de 1 metro de Huanderson. Acabou por acertar em Huanderson, que estava fora da área e jogou a bola com… a cabeça. O árbitro achou que tinha sido com a mão, amarelou Huanderson, marcou livre e Polga rematou bem, mas ligeiramente ao lado. Aos 34 minutos novo lance de perigo, com um bom remate forte do irrequieto Diego Capel.
      No minuto a seguir a bola chega a Izmailov, o russo domina, apercebendo-se do fora-de-jogo de Capel, temporiza, faz um “nó” a dois jogadores do Rio Ave e remata forte para o meio da baliza. Huanderson franga, também pela espontaneidade e efeito do remate. Um bom golo de Izmailov, apenas não tão bom pelo facto de ser um remate que um guarda-redes normal defenderia. Mas Izmailov já merecia um golo, para ganhar confiança. Passados quatro minutos, após bom cruzamento de Vítor Gomes, João Tomás remata de primeira e deixa a bola a poucos centímetros da baliza de Marcelo Boeck. Durante toda a 1ª parte o Sporting teve claramente mais bola, apresentou em alguns momentos a dinâmica ao nível de transições, troca de bola e triangulações e pressão que se viram há uns meses em Alvalade e o haitiano Jean Sony (provavelmente ainda a recalcar o desastre do Haiti, que piada de mau gosto) fez questão de fazer faltas quase sempre que apareceu no jogo. Aos 45 minutos o 1-0 justificava-se e traduzia bem o que fora a 1ª parte.

Carlos Brito, querendo mostrar-se fotogénico.
       A 2ª parte, muito sinceramente, foi uma seca. Em 45 minutos de futebol, registaram-se 2 momentos de perigo dos leões. Uma boa combinação entre Diego Capel e Elias, que resultou num remate do brasileiro ao lado, e uma falha de Wolfswinkel após cruzamento na direita do então entrado Pereirinha. O Rio Ave também cheirou o golo, logo no início da segunda parte por Christian Atsu e depois, numa fase final da partida, por Atsu novamente e depois por Anselmo, que tinha obrigação de fazer melhor. E agora digo-vos: Anselmo não é um indivíduo qualquer! Anselmo é um ser humano que já jogou um desporto com TM. Futebol? Poderia ser, mas não. Anselmo jogou Paintball com o meu caro colega de blog. São coisas que o universo proporciona. 
Mas deixando o Anselmo e o seu amor pelo paintball de parte, e voltando ao jogo, tenho que confessar que honestamente estive quase a adormecer na segunda parte. Porém… quando os meus olhos estavam quase a fechar-se, acordei sobressaltado por cânticos anti-benfiquistas. No êxtase da vitória consumada sportinguista, alguns adeptos (assobiados por outros, vá lá) decidiram começar a cantar “Benfica é merda”. É uma teoria desenvolvida por nós já há alguns tempos: quando adeptos sportinguistas ou portistas estão quase a atingir o orgasmo futebolístico e sentem a vitória como sua, decidem ofender o Benfica. Fica-lhes mal as palavras que usam, mas não se pode condenar o cuidado que têm em deixar o Benfica presente em todo o lado. O Benfica, por sua vez, quando está a ganhar e feliz, grita... Imagina-se... Por si próprio. Vá-se lá perceber.

     Um dos destaques do jogo, para mim, foi Elias. O médio brasileiro fez uma exibição de enorme entrega, aparecendo como importante ligação entre a defesa e o ataque, pressionando sempre a bom nível e recuperando muitas bolas. O Elias de hoje foi claramente o Elias que existiu até Novembro em Alvalade; Polga foi hoje o marcador de livres directos e até não esteve muito mal; Xandão manteve-se seguro na defesa, sem complicar; Wolfswinkel movimentou-se bem, mas continua um fantasma; o regresso de Diego Capel à titularidade trouxe claramente outra dinâmica e velocidade à equipa, é claramente um jogador de grande importância na equipa; Daniel Carriço, a meu ver, está muito melhor como trinco do que nos últimos 2 anos como defesa central. Às vezes um jogador cresce (até na sua posição de origem) depois de pisar outros terrenos. Talvez Carriço se torne melhor central, depois de uns tempos como trinco, onde tem mais bola e tem que batalhar mais e estar concentrado 100% do tempo.
     O jogo de hoje mostrou que Izmailov ainda não está no seu melhor, mas é importante que vá ganhando confiança e que jogue, porque meio Izmailov chega bem para muitas equipas. Hoje, não foi extraordinário, mas foi decisivo pelo que fez – o único golo do jogo. Lance bem construído, remate forte e cheio de efeito, que apanhou Huanderson distraído. Izmailov, hoje, o homem do jogo.
     No Rio Ave, o meio-campo manteve-se batalhador, Gaspar fez uma boa exibição no comando da defesa e o maior dinamizador do ataque foi sem dúvida alguma o jovem Christian Atsu. O jovem ganês emprestado pelo Porto tem um grande futuro pela frente. Tem tudo para dar certo – velocidade, finalização, objectividade e a mentalidade certa.


O Sporting ganha 3 pontos que o mantêm na luta com o Marítimo pelo 4º lugar e fica à espera duma eventual quebra do Braga no derby do Minho. Destaque para Sá Pinto que, apesar de não ter tido ainda nenhum jogo de grande dificuldade, soma 1 empate na Polónia e 3 vitórias caseiras consecutivas, todas por 1-0. Quanto ao Rio Ave, mantêm-se na luta pela manutenção – está em 11º mas está a 3 pontos do último classificado. MP


Sporting 1 - 0 Rio Ave

Sporting: Marcelo Boeck; João Pereira, A. Polga, Xandão, Insúa; Carriço, Elias, Schaars (André Santos); Izmailov (Evaldo), Diego Capel (Pereirinha), Wolfswinkel.
Treinador: Ricardo Sá Pinto

Rio Ave: Huanderson; Jean Sony, Gaspar, Éder Monteiro, André Dias; A. Vilas Boas, Vítor Gomes (Braga), Tarantini; Christian Atsu, Yazalde (Mendes), João Tomás (Anselmo).
Treinador: Carlos Brito

Golos: 1-0 35’ Izmailov;

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Izmailov. 

Músicas que Andam Por aí

E sem mais nem menos a rubrica "Músicas que Andam Por Aí" regressou, sem avisar ninguém. Porquê? Porque o podemos fazer. 
     O que é que recomendamos desta vez? Muito simples: primeiro que tudo uma música dos Foals que integra a banda sonora da (grande) série britânica "Misfits"; depois temos "Copaface" de Sonny Moore, ex-integrante da banda From First to Last e agora conhecido no mundo do Dubstep como Skrillex; ainda poderão ouvir os finlandeses HIM com um dos seus maiores êxitos - "Beautiful"; juntem Wonderwall dos Oasis e a voz de Ed Sheeran e têm um cover do cantor inglês, próximo da versão que Ryan Adams já tinha feito deste êxito dos Oasis; deixamos ainda a "M.I.R.I.A.M." dos Orelha Negra que convidaram as vozes de Xeg e Hulda; por fim, e porque hoje teremos noite de Óscares mostramos (uma vez mais) aquela que para nós foi a melhor música dum filme deste ano, fazendo a cena em que se insere ganhar outra intensidade e marcar muito mais - About Today, dos The National, que integre o filme Warrior. Há uns tempos atrás colocámos o vídeo que abaixo colocamos para podermos pôr a música num top e, da última vez que vimos, o vídeo já tinha curiosamente passado as 100,000 visualizações. Pode assim, ganhar umas mais. Quando estiverem desatentos, esta rubrica voltará. Até lá, ouçam estas músicas, e outras, e se quiserem recomendem-nos algumas.


Foals - Spanish Sahara

Sonny Moore - Copaface

HIM - Beautiful

Ed Sheeran - Wonderwall (Cover)

Orelha Negra - M.I.R.I.A.M. feat. Xeg & Hulda

The National - About Today (Warrior Soundtrack)



MP. TM.

Antevisão Óscares 2012

Na madrugada de hoje para amanhã decorre no Hollywood & Highland Center a 84ª entrega dos Óscares. Numa cerimónia, que começa à 1h da manhã, apresentada por Billy Crystal (que contará ainda com a ajuda de, por exemplo, Tom Hanks, Angelina Jolie, Emma Stone, Tom Cruise e o elenco de Bridesmaids) ficaremos a saber a quem serão entregues os prémios mais importantes da sétima arte.
       Fazemos aqui a nossa antevisão, mostrando primeiro os nomeados verdadeiros e aqueles que na opinião da nossa equipa mereciam este ano estar nomeados (e entre esses deixamos o vencedor indicado a maiúsculas) e depois, fica a nossa lista de previsões para quem sairá vencedor desta noite anualmente icónica para o cinema.




     
Melhor Filme:
The Artist, Hugo, Midnight in Paris, War Horse, The Descendants, The Help, Moneyball, Extremely Loud & Incredibly Close, The Tree of Life.

Barba Por Fazer: WARRIOR, Midnight in Paris, The Girl with the Dragon Tattoo, The Artist, War Horse, Drive, 50/ 50, We Need to Talk About Kevin, The Help.
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Melhor Realizador: Michel Hazanavicius (The Artist), Woody Allen (Midnight in Paris), Martin Scorsese (Hugo), Terrence Malick (The Tree of Life), Alexander Payne (The Descendants)

Barba Por Fazer: MICHEL HAZANAVICIUS (The Artist), Woody Allen (Midnight in Paris), Nicolas Winding Refn (Drive), David Fincher (The Girl with the Dragon Tattoo), Lynne Ramsay (We Need to Talk About Kevin)
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Melhor Actor Principal: Jean Dujardin (The Artist), George Clooney (The Descendants), Brad Pitt (Moneyball), Gary Oldman (Tinker, Tailor, Soldier, Spy), Demián Bichir (Better Life)

Barba Por Fazer: TOM HARDY (Warrior), Michael Shannon (Take Shelter), Jean Dujardin (The Artist), Joseph Gordon-Levitt (50/ 50), Ryan Gosling (Drive)
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Melhor Actriz Principal: Viola Davis (The Help), Meryl Streep (The Iron Lady), Rooney Mara (The Girl with the Dragon Tattoo), Michelle Williams (My Week with Marilyn), Glenn Close (Albert Nobbs)

Barba Por Fazer: ROONEY MARA (The Girl with the Dragon Tattoo), Michelle Williams (My Week with Marilyn), Viola Davis (The Help), Meryl Streep (The Iron Lady), Tilda Swinton (We Need to Talk About Kevin)
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Melhor Actor Secundário: Christopher Plummer (Begginers), Max von Sydow (Extremely Loud & Incredibly Close), Nick Nolte (Warrior), Kenneth Branagh (My Week with Marilyn), Jonah Hill (Moneyball)

Barba Por Fazer: NICK NOLTE (Warrior), Christopher Plummer (Beginners), Ezra Miller (We Need to Talk About Kevin), Brad Pitt (The Tree of Life), Max von Sydow (Extremely Loud & Incredibly Close)
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Melhor Actriz Secundária: Octavia Spencer (The Help), Bérénice Bejo (The Artist), Jessica Chastain (The Help), Janet McTeer (Albert Nobbs), Melissa McCarthy (Bridesmaids)

Barba Por Fazer: JESSICA CHASTAIN (Take Shelter), Bérénice Bejo (The Artist), Shailene Woodley (The Descendants), Jessica Chastain (The Help), Octavia Spencer (The Help)
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Melhor Argumento Original: Midnight in Paris, The Artist, A Separation, Margin Call, Bridesmaids

Barba Por Fazer: MIDNIGHT IN PARIS, The Artist, Warrior, 50/ 50, Margin Call
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Melhor Argumento Adaptado: The Descendants; Moneyball; The Ides of March; Hugo; Tinker, Tailor, Soldier, Spy

Barba Por Fazer: DRIVE, The Girl with the Dragon Tattoo, The Ides of March, We Need to Talk About Kevin, War Horse
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Melhor Filme de Animação: Rango, Chico & Rita, Puss in Boots, Une vie de chat, Kung Fu Panda 2

Barba Por Fazer: PUSS IN BOOTS, Rango, The Adventures of Tintin, Kung Fu Panda 2, Chico & Rita    ________________________________________________________________________
Melhor Música: “Man or Muppet (Muppets), “Real in Rio” (Rio)

Barba Por Fazer: “ABOUT TODAY” (Warrior), “The Keeper” (Machine Gun Preacher)
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Previsíveis vencedores:

(entre parênteses ficam aqueles que, embora menos prováveis, têm ainda aspirações)
Melhor Filme: The Artist
Melhor Realizador: Michel Hazanavicius
(Martin Scorsese)
Melhor Actor: Jean Dujardin (George Clooney, Brad Pitt)
Melhor Actriz: Meryl Streep | Viola Davis
Melhor Actor Secundário: Christopher Plummer

Melhor Actriz Secundária: Octavia Spencer
(Bérénice Bejo)
Melhor Argumento Original: Midnight in Paris | The Artist
Melhor Argumento Adaptado: The Descendants
(Moneyball)
Melhor Direcção Artística: Hugo | The Artist
Melhor Fotografia: Hugo | The Artist | The Tree of Life
Melhor Figurino: The Artist
(Jane Eyre)
Melhor Montagem: The Artist
Melhor Caracterização: The Iron Lady
(Harry Potter)
Melhor Banda Sonora: The Artist
Melhor Mistura de Som: Hugo
Melhor Edição de Som: War Horse
(Hugo)
Melhores Efeitos Visuais: Rise of the Planet of the Apes
Melhor Música: “Man or Muppet” – The Muppets
Melhor Filme de Animação: Rango
Melhor Filme Estrangeiro: A Separation
Melhor Documentário: Pina | Undefeated


Conclusões:
The Artist:
contagem final – entre 5 a 8 óscares
Hugo:
das 11 nomeações, apenas deve conseguir entre 2 e 4 óscares. Grande derrotado da noite.
Maiores dúvidas:
Streep ou Davis (actriz); actor – Dujardin, Clooney ou Pitt; argumento original Midnight in Paris ou The Artist.

The Artist sairá como o filme mais galardoado do ano e, entre os filmes nomeados, é justo que assim o seja. Em muitas decisões a nossa opinião é diferente da veiculada pela Academia portanto já sabem: respeitem a opinião da Academia mas guiem-se e vejam preferencialmente os filmes e as interpretações de actores e actrizes que nos pareceram melhores.

E agora, a explicação porque é que Clooney não é por nós um dos nossos nomeados...


... Não só, mas também, pelo facto de George Clooney não saber correr. E isso parece-nos suficiente.










Fiquem acordados até tarde e vejam a cerimónia.
Atenciosamente, TM. MP.

25 de fevereiro de 2012

Académica 0 - 0 Benfica

O Benfica apresentou-se, ao contrário do erro de Guimarães, no habitual 4-2-3-1, o que indiciava algo de bom. Pelo menos, mais equilíbrio, por ter Witsel em campo. Ter Aimar é ter imaginação, ter Cardozo é (normalmente) ter golos. Gaitán e Bruno César no momento de forma em que estão podiam perfeitamente ter dado os seus lugares a Nolito e Nélson Oliveira por exemplo. Isto, porque Rodrigo nem no banco se sentou. A Académica, apresentou-se no seu modelo habitual, embora desfalcada pelas ausências de Abdoulaye e Habib.

      Na 1ª parte o Benfica teve mais bola e a Académica não criou uma única oportunidade clara de golo. Mas a verdade é que o Benfica não foi objectivo e asfixiante como noutros jogos. Criou perigo sobretudo pelas incursões de Maxi Pereira no ataque, e pelo que Witsel e Aimar conseguiam construir. O Benfica entrou bem no jogo, assumindo-o como era de esperar, mas só aos 19 minutos criou perigo. Cruzamento de Maxi e Aimar a cabecear para defesa de Peiser. Passados 15 minutos, após canto curto, Bruno César cruza para a área e na confusão Jardel primeiro e depois Matic, ambos de forma atabalhoada, quase marcaram. Até final da 1ª parte ainda houve dois lances em que Cardozo não soube dar a melhor sequência à jogada, num perdendo tempo quando devia ter assistido um colega com um passe para trás e noutro não escolhendo o lado correcto para desenvolver a jogada de ataque. Cardozo que ainda teve um livre perigoso aos 43 minutos, mas rematou por cima. Pelo meio disto tudo, um fora-de-jogo mal tirado a Aimar, que o deixava em boa posição. O final da 1ª parte pedia claramente mais objectividade, mais energia e pressão (maior e colectiva). E essa objectividade bem que podia ser dada por Nolito, ou até pelo recentemente chamado à selecção nacional, Nélson Oliveira. Pensei eu na altura.

      E Jesus pareceu ouvir-me (sou tão católico). Para a segunda parte, Jorge Jesus lançou Nélson Oliveira, para o lugar do sérvio Matic. Correu um ligeiro risco com esta substituição, mas a verdade é que bastaram 20 segundos da segunda parte para Nélson justificar a troca, quase marcando. Aos 48 minutos a Académica conseguiu a sua primeira jogada de perigo, mas faltou força a Magique no remate à baliza de Artur, que segurou a bola com facilidade. O jogo continuou bom, aberto, e 2 minutos depois Nélson Oliveira temporiza e assiste Bruno César que remata cruzado ao lado. E logo a seguir novamente Nélson Oliveira a desequilibrar e Cardozo quase fazia o golo, mas Reiner evitou. Aos 52 minutos, JJ continuou a abordar bem o jogo e trocou o desinspirado Gaitán pelo sempre objectivo e irrequieto Nolito. Nessa altura valia a pena estar a ver o jogo – remate de Diogo Melo de longe e grande defesa de Artur. Uma entrada em jogo extraordinária de Nélson Oliveira que logo de seguida quase marcava, mas Peiser defendeu o seu remate e o remate de Maxi logo a seguir. O Benfica mostrava-se aí muito mais equipa do que na 1ª parte – pressionante, objectiva e entusiasmante. Menos entusiasmante foi a forma como o árbitro não viu um penalty claríssimo sobre Aimar perto dos 60 minutos, inclusive considerando falta de Aimar sobre Flávio Ferreira. É assim a liga portuguesa, é de mau tom quando um jogador é rasteirado na área por outro. Peiser continuava a adiar o golo por essa altura, fazendo uma grande defesa a remate de Cardozo.

         Aos 69 minutos, Jesus retirou de campo Pablo Aimar (provavelmente já com o Benfica-Porto em mente e não quero sujeitar Aimar a um desgaste excessivo) e lançou Yannick, que tinha assim neste jogo e face ao momento em que entrou, um teste de fogo. O jogo voltou a ter um lance de perigo aos 74 minutos, num contra-ataque onde Maxi (para não ver o 2º amarelo) não faz falta sobre Diogo Valente, este cruza e Garay faz um grande grande corte evitando o remate de Edinho. Depois de longa paragem para assistir Danilo, Maxi lança longo, a bola chega a Nélson Oliveira que de primeira falha a baliza por pouco, numa oportunidade que tinha que dar golo.
         
Claramente com a saída de Aimar o Benfica perdeu criatividade e capacidade de construção, mas a verdade é que Hugo Miguel começou a tomar decisões no seguimento do penalty não assinalado sobre Aimar – falta grave de Hélder Cabral sobre Nélson Oliveira (deixou seguir), falta sobre Bruno César (deixou seguir) e, mesmo ao cair do pano, falta à entrada da área sobre Nolito.

         Duas partes completamente diferentes, numa primeira parte um jogo fraco e tacticamente certinho. Uma segunda parte em que o jogo abriu, Nélson Oliveira desequilibrou o jogo, mas a verdade é que a troca de Aimar por Yannick (o peso criativo e de qualidade de passe de Aimar é gigantesco) neutralizou a capacidade do Benfica. Em dois jogos, o Benfica perde 5 pontos em 6 possíveis, em duas deslocações extremamente importantes. Nos últimos 3 jogos o Benfica vacilou e não tem conseguido finalizar como deve, construir como pode e lutar como tem que lutar. É claro que hoje ainda houve Hugo Miguel, um árbitro que conseguiu ver fora-de-jogo de Aimar que não existia, não assinalar faltas em zonas de perigo sobre Nélson Oliveira e Nolito e, acima de tudo, teve a capacidade de transformar um penalty sobre Aimar numa falta ofensiva.

       Na Académica, tem que se destacar Peiser, pelo elevado número de defesas. Ele que teve num Benfica-Naval em 2009/ 2010 uma das melhores exibições que já vi dum guarda-redes e hoje voltou a defender sempre que foi chamado a intervir. Homem do jogo. Cédric (para o ano tem claramente lugar no plantel leonino) fez também um bom jogo, Reiner estreou-se incrivelmente bem no centro da defesa, mantendo-se quase sempre intransponível e Diogo Melo também esteve bem, pela forma inesgotável como equilibrou a equipa, nunca virando a cara à luta e manteve-se concentrado, bem posicionado e a ler bem o jogo.
      No Benfica o melhor foi Nélson Oliveira, que conseguiu agitar o jogo, mas que verdade seja dita teve 2 lances de golo e não os conseguiu concretizar. Maxi esteve como sempre, incansável sobretudo na 1ª parte e Witsel foi importante na 2ª parte. Bruno César acabou por fazer um jogo negativo quando teve que assumir a construção de jogo da equipa e Nolito não foi o finalizador nato que é habitualmente. Há um Benfica com Aimar e um Benfica sem Aimar. E a verdade é que só consegue subsistir, sobretudo fora de casa, se a nº10 estiver em vez dele Witsel (ou até Gaitán, mas não tem sido utilizado aí) e hoje isso só teria sido possível com a entrada de Javi (se está realmente apto) em vez de Yannick e a subida de Witsel em campo.
         
Resultado que premeia a garra e defesa da Académica, penaliza a 1ª parte muito fraca do Benfica e a incapacidade de finalizar do clube da Luz, o árbitro Hugo Miguel soube aparecer nos momentos decisivos e o clássico Benfica-Porto da próxima sexta-feira ganha importância maior que nunca. MP



Académica 0 - 0 Benfica

Académica: Peiser; Cédric, Flávio Ferreira, Reiner Ferreira, Hélder Cabral; Diogo Melo, Adrien Silva, Danilo (Rui Miguel); Magique (Diogo Valente), Edinho, Saulo (Marinho).
Treinador: Pedro Emanuel

Benfica: Artur; Maxi Pereira, Jardel, Garay, Emerson; Matic (Nélson Oliveira), Witsel, Gaitán (Nolito), Aimar (Yannick), Bruno César; Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus

Golos: - -

Melhor em campo "Barba Por Fazer": Peiser.

Garganta Afinada. Top 20 ( nº 58 )

Depois de uns Tops dedicados a concursos televisivos como o X-Factor e os Ídolos, e os maiores cromos do 2º programa, voltamos hoje às bandas. E voltamos com uma das mais bem sucedidas e aclamadas bandas da actualidade - os Muse. Actuaram em Portugal pela 1ª vez em 2000, mas foi no Rock in Rio 2008 que conquistaram o público português, roubando a noite e o destaque da noite aos Linkin Park. Em 2010 regressaram, como um dos cabeças de cartaz do evento, registando durante esse período uma meteórica e veloz ascensão. Juntos desde 1994, esta banda de Rock Progressivo é constituída por Dominic Howard, Christopher Wolstenholme e um dos mais talentosos músicos da actualidade - Matt Bellamy. O homem que conquistou Kate Hudson, conquistará (mais uma vez) certamente o público português quando os Muse regressarem a Portugal, o que não deverá tardar muito a acontecer. Aqui fica o nosso top 20, dos Muse.

TEMA : MUSE

1. Muse - Feeling Good
2. Muse - Resistance
3. Muse - Uprising 
4. Muse - Undisclosed Desires 
5. Muse - Starlight 
6. Muse - Plug in Baby 
7. Muse - New Born 
8. Muse - Time is Running Out 
9. Muse - Supermassive Black Hole 
10. Muse - Map of the Problematique 
11. Muse - Sing For Absolution 
12. Muse - United States of Eurasia 
13. Muse - Bliss 
14. Muse - Stockholm Syndrome 
15. Muse - Butterflies and Hurricanes 
16. Muse - MK Ultra 
17. Muse - Invincible 
18. Muse - Knights of Cydonia 
19. Muse - Blackout 
20. Muse - Unintended